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Aeroclube do Rio Grande do Sul

MANUAL DE TRÁFEGO AÉREO NA ÁREA PATOS

Porto Alegre 2017


SUMÁRIO

1-Introdução......................................................................................3

2-Área Patos......................................................................................4
2.1- Estação Prestadora de Serviços de Telecomunicação e Tráfego
Aéreo..................................................................................................6

2.2- Coordenação na “EPTA” ARGS...............................................7

3-Fixos e referências..........................................................................9

4-Box Acrobático..............................................................................17

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1-INTRODUÇÃO

A Área Patos é um espaço aéreo condicionado (SBR 522), usado com o propósito
de treinamento de alunos do ARGS e da realização de atividades aéreas por sócios do
mesmo. De forma geral, é uma aérea própria do aeroclube que opera sob condições de
voo visual.

Além de ser destinada ao voo visual, ela não dispõe de um órgão de controle.
Portanto, é de fundamental importância que todos os que venham a usufruir da mesma
estejam cientes de que são responsáveis por sua própria separação em relação ao
terreno e demais aeronaves, através do princípio básico do voo visual: ver e evitar. Tendo
ainda o suporte da comunicação radiofônica entre as aeronaves e a organização do
tráfego aéreo da Área Patos.

Este manual tem por objetivo divulgar de maneira prática e acessível a formatação
do tráfego aéreo na Área Patos para alunos, instrutores, sócios e demais usuários que
venham a desenvolver voos na mesma.

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2-ÁREA PATOS

A Área Patos é organizada de forma a prover uma margem de segurança


adequada e fluidez de tráfego. Tem mais de 1000km 2, sendo divida em 7 áreas de
treinamento (Desertas, Barra do Ribeiro, Vertical, Lami, Itapuã, Formigas e Vale). Cada
área de treinamento acomoda uma aeronave por vez.

Para transitar na Área Patos ou mesmo entre as áreas de treinamento, utiliza-se


dois corredores (corredor Echo e corredor Whisky) e 8 fixos (serão ilustrados e discutidos
com mais detalhes no capítulo “Fixos e referências”).

Os treinamentos de voo alto podem ser realizados entre 1500ft e FL040. Os


treinamentos de voo baixo são realizados entre 500ft (em áreas desabitadas) E 1000FT.

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Imagem 2: Área Patos e divisão das áreas de treinamento

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2.1- ESTAÇÃO PRESTADORA DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÃO E
DE TRÁFEGO AÉREO :

Segundo a ICA 63-10: “As EPTA’s visam, essencialmente, atender necessidades


específicas dos aeródromos de caráter limitado, prestando serviços de controle de
aproximação (APP), controle de aeródromo (TWR), informação de voo de aeródromo
(AFIS), alerta, coordenação de tráfego e outros, conforme a categoria que foi
classificada”. São classificadas em:

-Categoria ESP: Serviços de APP e/ou TWR.

-Categoria A: Serviços de AFIS.

-Categoria B: Serve exclusivamente para veiculação de mensagens de caráter


geral entre as entidades e suas respectivas aeronaves; não está autorizada a executar
serviços pertinentes as EPTA’s de categoria “ESP” e “A”.

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O ARGS é portador de uma EPTA categoria “B”. Logo, não compete ao aeroclube
transmitir instruções de tráfego aéreo do tipo: pista em uso, sequência para pouso, tráfego
essencial e autorizações.

No entanto, com o intuito de possuir caráter didático, serão divulgadas informações


básicas do aeródromo (vento, ajuste altimétrico e aeronaves no circuito) sob solicitação
das aeronaves que pretendem iniciar voo ou retornando de voo em áreas de treinamento.
E por vezes informações que o operador da EPTA tenha conhecimento e julgue
convenientes para as aeronaves em voo (e.g: operação de planadores na vertical do
aeródromo, aeronave sem rádio no circuito).

Imagem 3: EPTA do ARGS.

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2.2 COORDENAÇÃO NA EPTA ARGS

- Todas as aeronaves deverão manter contato com a EPTA através da frequência


131,50 enquanto efetuarem voo dentro da Área Patos.

- A chamada inicial das aeronaves que acionam em Belém Novo deve conter dados
do voo (autonomia, pessoas a bordo e área de treinamento a ser utilizada ou descrição da
rota). Em caso de voos em rota, deve-se informar também horário previsto para retorno.

- Aeronaves que livrarem a Área Patos devem informar setor que estão livrando,
altitude e intenções de voo.

- Aeronaves ingressando na área Patos devem informa setor de ingresso, altitude e


solicitar as condições do aeródromo.

- Conversas desnecessárias e utilização de fraseologia não-padrão devem ser


evitadas especialmente com mais de uma aeronave no circuito.

- A separação entre as aeronaves é de responsabilidade exclusiva dos pilotos em


comando das mesmas através da frequência da EPTA.

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3- FIXOS E REFERÊNCIAS

Como referidos anteriormente, o ARGS possui 8 fixos compulsórios (Arado, Chico,


Restinga, Antena, Templo, Farol, Jacaré e Junco). Além de possuir várias referências.
Tudo isso tem como finalidade:

- Auxiliar na localização dos aviadores que utilizam a Área Patos.

- Delimitação dos limites da Área Patos e dos limites das Áreas de treinamento.

- Definição dos corredores visuais.

- Aumentar a consciência situacional em relação à outros tráfegos por meio da


comunicação radiofônica. E consequentemente aumentar a segurança operacional.

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Imagem 3: Fixos, referências e corredores da área Patos.

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Quanto à utilização dos fixos e referências:

- Os fixos Arado e Restinga são os fixos mais próximos do circuito. Quando


livrando o circuito em direção às áreas de treinamento devem preferencialmente ser
bloqueados a 1500ft (devido à performance mais restrita de algumas aeronaves e
condições atmosféricas de determinados dias pode não ser possível durante a subida).
No retorno das áreas de treinamento é mandatório bloqueá-las no mínimo a 1500ft.

- Os fixos Chico e Antena devem ser bloqueados a 2000ft.

- A altitude recomendada de cruzamento do Guaíba é 2000ft.

- Os fixos devem ser deixados sempre à esquerda da aeronave durante o bloqueio.

- Deve-se informar sempre que bloquear um fixo compulsório, informando: Fixo,


altitude e proa.

- Não é obrigatório reportar posição quando voando sobre referências. Mas pode-
se utilizá-las quando for julgado necessário para a coordenação.

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Fotografia 1: Imagem do fixo compulsório Restinga ao livrar circuito pela perna de través da 08.

Fotografia 2: Imagem da Restinga.

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Fotografia 3: Imagem do fixo compulsório Antena no sentido Restinga>Antena.

Fotografia 4: Imagem próxima do fixo Antena.

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Fotografia 5: Imagem do fixo compulsório Templo, sentido Templo>Jacaré.

Fotografia 6: Imagem da ilha e ponta do Arado (fixo compulsório), sentido Chico>Arado.

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Fotografia 7: Imagem do fixo compulsório ilha do Chico e mais distante a referência Ponta do Salgado.

Obs: Quando for planejado realizar treinamento na área Barra do Ribeiro ou Formigas, deve-se utilizar
este “caminho”, bloqueando (sobrevoando) o fixo Chico a 2000ft e cruzando o Rio Guaíba até a Ponta do
Salgado. Dessa maneira, o cruzamento no Guaíba será feito de forma segura e sobrevoando o menor
comprimento de água possível.

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Fotografia 8: Referência Morro do Coco destacado em vermelho; Fixo compulsório Ilha do Junco em
branco; Fixo compulsório Farol em preto. Visualização sentido Chico>Junco.

Fotografia 9: Referência Ponta do Cego.

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4- Box Acrobático

-Tem por objetivo estabelecer dimensões em um espaço para treinamento de voos


acrobáticos na Área Patos.

- Suas dimensões são de 1000 metros por 1000 metros conforme Imagem 4, indo
de 2000ft até 4000ft.

- Exceção às dimensões verticais estabelecidas acima será feita durante a


realização de campeonatos oficiais de acrobacia ou treinamentos autorizados.

- Não serão autorizados treinamentos de voo acrobático com a operação de


planadores simultaneamente.

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Imagem 4: Dimensões do box acrobático.

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