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XC110 - Automação e Controle

. .

Revisão Principais Autores Descrição da Versão Término


A Jaqueline Barbosa Magalhães Versão Inicial 17/07/2012
B Lucas Vicente Carvalho Segunda Versão 24/01/2013
C Saulo Lopes de Siquerira Terceira Versão 05/04/2013


c Copyright 2013 por Exsto Tecnologia Ltda.
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2
Sumário

Lista de Figuras 4

1 Aula 1 5
1.1 Questionário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

2 Aula 2 8
2.1 Questionário: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8

3 Aula 3 11
3.1 Questionário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
3.2 Exercı́cios: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

4 Aula 4 15
4.1 Questionário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15

5 Aula 5 20
5.1 Questionário: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
5.2 Exercı́cios: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20

6 Aula 6 22
6.1 Questionário: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22

7 Aula 7 26
7.1 Questionário: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
7.2 Exercı́cios: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
7.3 Exercı́cios Propostos: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29

8 Aula 8 31
8.1 Questionário: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
8.2 Exercı́cios: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
8.3 Exercı́cios Propostos: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33

9 Aula 9 34
9.1 Questionário: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
9.2 Exercı́cios: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
9.3 Exercı́cios Propostos: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36

10 Aula 10 37
10.1 Questionário: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
10.2 Exercı́cios: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
10.3 Exercı́cios Propostos: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40

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Lista de Figuras

1.1 Arquitetura de um PLC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6


1.2 Ciclo de operação de um PLC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

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Capı́tulo 1

Aula 1

1.1 Questionário
1. Defina e de exemplos de um ”Sistema de Controle”.

Sistema de controle é um dispositivo ou conjunto de dispositivos que comandam o comporta-


mento de outros equipamentos. Um sistema pode ser definido como um dispositivo abstrato
que recebe entradas e produz saı́das como resposta a essas entradas. Um sistema de controle
geralmente é constituı́do por equipamentos, sensores, controladores e atuadores.

2. Descreva quais são as vantagens e desvantagens de utilizar um PLC em relação a um PC


normal. Por que usá-lo na industria?

Apesar de possuı́rem uma mesma estrutura, o PLC é um equipamento que foi desenvolvido
para ser utilizado na indústria. Este, apesar de não possuir a diversidade de aplicações que
um PC possui, é muito mais robusto e possui um número muito maior de entradas e saı́das.

3. Esboce a arquitetura de um PLC, explicando cada bloco.

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XC110 - Automação e Controle

Figura 1.1: Arquitetura de um PLC

• Fonte de Alimentação: Converter a tensão da rede elétrica, para a tensão de ali-


mentação dos circuitos eletrônicos, manter a carga da bateria e fornecer tensão para
alimentação das entradas e saı́das.
• Interface de Comunicação: Comunicar com outros Elementos de Redes, como IHM
ou Inversores de Frequência, e realizar a programação do PLC através do computador.
• CPU: Também chamada de CPU é responsável pelo funcionamento lógico de todos os
circuitos.
• Memória de Programa: É onde se armazena o programa da aplicação desenvolvido
pelo usuário.
• Memória de Dados: É a região de memória destinada a armazenar os dados do
programa do usuário. Estes dados são valores de temporizadores, valores de contadores,
códigos de erro, senhas de acesso, etc. São normalmente partes da memória RAM do
CLP.
• Interface de Entrada: São circuitos utilizados para adequar eletricamente os sinais
de entrada para que possa ser processado pela CPU ( ou microprocessador ) do CLP .
• Interface de Saı́da: Os Módulos ou Interfaces de Saı́da adéquam eletricamente os
sinais vindos do microprocessador para que possamos atuar nos circuitos controlados.
• Cartões de Entrada/Saı́da: Servem para aumentar o número de entradas e saı́das
do PLC.

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XC110 - Automação e Controle

4. Desenhe e explique o ciclo de operação de um PLC.

Figura 1.2: Ciclo de operação de um PLC

O PLC realiza a leitura das entradas, manda estes dados para a CPU que juntamente com
a memória do programa processa esses dados e entrega as respostas atualizando as saı́das e
logo em seguida realiza os diagnósticos do ciclo.

5. Os PLCs podem ser classificados quanto ao seu porte. Quais são essas classificações?

Nano e Micro - CLPs (32 pontos), CLPs de Médio Porte (256 pontos), CLPs de Grande
Porte (4096).

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Capı́tulo 2

Aula 2

2.1 Questionário:
1. Como você diferencia um sensor analógico de um digital?

Para uma natureza fı́sica contı́nua na entrada, um transdutor analógico faz corresponder
uma grandeza elétrica contı́nua na saı́da e proporcional à grandeza fı́sica medida, no entanto
um transdutor digital faz corresponder uma sucessão de sinais digitais.

2. O que é um sensor indutivo? Cite um exemplo de aplicação prática.

São sensores que executam uma comutação eletrônica quando um objeto metálico entra em
um campo eletromagnético de alta frequência, produzido por um oscilador eletrônico. Sua
instalação se dá em máquinas ferramentas, máquinas operatrizes, de embalagens, têxteis,
correias transportadoras e na indústria automobilı́stica, para resolver problemas gerais de
automação.

3. O que é um sensor Capacitivo? Cite um exemplo de aplicação prática.

Assim como os sensores indutivos, os capacitivos também podem efetuar um chaveamento


eletrônico sem qualquer contato fı́sico. Estes sensores foram desenvolvidos para atuarem na
presença de materiais orgânicos, plásticos, vidro, lı́quido, além de metais. Sua aplicação se
dá em detectores de nı́vel em tanques, contagem de garrafas (cheias ou vazias), contagem
de embalagens plásticas, limitadores de carretéis, etc.

4. O que é um sensor tipo Namur? Onde ele é usado? Qual a sua principal caracterı́stica?

Sensor utilizado em atmosferas potencialmente explosivas onde é adotada o sistema de se-


gurança Intrı́nseca, não possuem em sua saı́da o estágio de amplificador incorporado, trans-
mitindo apenas um sinal de corrente de que deve ser amplificado.

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XC110 - Automação e Controle

5. O que é um sensor Óptico? Quais os tipos existentes no mercado? Explique qual é o


princı́pio de funcionamento de cada um deles.

São sensores fabricados segundo a tecnologia da emissão de irradiação infravermelha modu-


lada.
Sistema por Barreira: Neste sistema o elemento emissor da irradiação infravermelha, é
alinhado frontalmente a um receptor de infravermelho, a uma distância pré-determinada
e especı́fica para cada tipo de sensor. Qualquer interrupção desta irradiação, deixará de
atingir o receptor, o que ocasionará um chaveamento eletrônico.
Sistema por Difusão: Neste sistema os elementos de emissão e recepção infravermelho,
estão montados justapostos em um conjunto óptico, direcionados para a face sensı́vel do sen-
sor. Os raios infravermelhos emitidos refletem sobre a superfı́cie de um objeto e retornam
em direção de um receptor, a uma distância determinada como distância de comutação, que
provoca o chaveamento eletrônico, desde que o objeto possua uma superfı́cie não totalmente
fosca.
Sistema por Reflexão: Os raios infravermelhos emitidos, somente refletem em um espelho
prismático especial, colocado em uma certa distância, dentro da distância de comutação,
frontalmente a face sensı́vel do sensor, e retornam em direção ao receptor, formando uma
barreira óptica. A comutação ocorre quando se retira o espelho ou quando interrompe o
feixe de raios infravermelho entre o sensor e o espelho com algum objeto de qualquer natu-
reza.

6. Cite e explique o funcionamento de cada um dos tipos de saı́da dos sensores digitais.

NPN
O estágio da saı́da é composto por um transistor NPN, fazendo o chaveamento do pólo
negativo da carga.

PNP
O estágio da saı́da é composta por um transistor PNP, fazendo o chaveamento do pólo
positivo da carga.

CA a dois fios

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O sensor possui apenas dois fios que são ligados em série com a carga.

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Capı́tulo 3

Aula 3

3.1 Questionário
1. Como podem ser classificados os atuadores?

• Não elétricos:

Quanto ao fluido utilizado:


– Atuadores hidráulicos;
– Atuadores pneumáticos;

Quanto ao movimento que realizam:


– Atuadores lineares;
– Atuadores rotativos angulares; Atuadores rotativos contı́nuos (motores pneumáticos
ou hidráulicos).

• Motores Elétricos

2. Quais os tipos de Motores Elétricos existentes?

• Motores de corrente contı́nua;


• Motores universais de corrente alternada;
• Motores de indução de anel;
• Motor elétrico trifásico;
• Motores de passo;

3. Explique o princı́pio de funcionamento das Válvulas Solenóides.

Constituem num fio elétrico enrolado num carretel, formando uma bobina. Ao fornecer
uma corrente ao fio, o núcleo da bobina sofre a ação de uma força eletromagnética e se
desloca dentro do carretel. O carretel é uma peça cilı́ndrica com várias ranhuras radiais.
Quando se aciona a válvula, o carretel se desloca em movimento linear, abrindo algumas

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XC110 - Automação e Controle

passagens para o fluı́do e fechando outras. Assim, dependendo da posição do carretel no


interior da válvula, o fluı́do percorre um caminho ou outro. O carretel apresenta movimento
nos dois sentidos, para a direita ou para a esquerda.

4. A partida estrela triângulo é muito utilizada em motores trifásicos. Qual o objetivo desse
tipo de ligação?

Um motor ligado em Estrela consegue sair de seu estado de inércia com maior facilidade,
enquanto um motor ligado em Triângulo possui um maior torque, por isso se utiliza este
tipo de partida.

5. Quais os principais objetivos de se representar as ligações de sistemas de comando e potência


em uma forma padrão?

Pois uma representação padrão serve como ’ferramenta de comunicação’ entre as diferentes
áreas (disciplinas tecnológicas) envolvidas no desenvolvimento e utilização de sistemas au-
tomatizados.

3.2 Exercı́cios:
1. Desenhe o circuito de potência da ligação de um motor trifásico em estrela e em triângulo:

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XC110 - Automação e Controle

2. Elabore um diagrama de potência que demostre a inversão do sentido de giro do motor.


Monte o motor em Y.

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XC110 - Automação e Controle

3. Elaborar um diagrama de potência que represente uma partida Y e Delta do motor trifásico.
O diagrama deve representar a lógica de que ao pressionar o botão LIGA/NA, o motor ligará
em Y. Passados 3 segundos ele para durante 1,5 segundo e ligará em Delta. Acrescentar o
botão DESLIGA/NF para parar o todo o processo em qualquer instante-emergência.

14
Capı́tulo 4

Aula 4

4.1 Questionário
1. Quais são as funções lógicas da álgebra de Boole?
As funções mais básicas são: NAO, E, OU. Todas as outras funções derivam destes três
conceitos.

2. Quais são as propriedades das operações da álgebra de Boole?


Elementos Neutros, nulos e complementares. Propriedades associativas e comutativas entre
portas E e OU. Teoremas de ’De Morgan’ e da involução.

3. Qual é a função lógica básica que pode representar todas as outras funções lógicas básicas?
A função NAO-E.

4. Monte as respectivas tabelas da verdade dos circuitos abaixo:

a)

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b)

16
XC110 - Automação e Controle

c)

d)

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5. Para cada circuito lógico acima, simplifique a expressão usando o mapa de Karnaugh, se
possı́vel.
L
(a) S=A B
(b) S=D+C.A+ABC
J
(c) S=A B
(d) S+AC+ABC

6. Desenhe e monte os circuitos das seguintes equações lógicas, usando as propriedades quando
possı́vel:

(a) A.B.C.D+A.D
(b) B.C.A+B(A.D+A.D)
(c) (A+B).(C+E).(B.E).(A.D)
(d) (A+B).(C.D+C.D).(A.D+A.D)

a)

b)

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XC110 - Automação e Controle

c)

d)

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Capı́tulo 5

Aula 5

5.1 Questionário:
1. Qual a finalidade de se programar um PLC?

O PLC é um hardware programável. Sem a programação ele não tem função nenhuma. A
finalidade de se programá-lo é atribuir funcionalidades ao mesmo.

2. A linguagens de programação de PLCs podem ser divididas em dois principais grupos. Quais
são eles? Dê exemplos das linguagens de cada grupo.

Elas podem ser classificadas em Linguagem Textual e Gráfica. A linguagens textuais são a
Instruction List e a Structured Text. Já as linguagens gráficas são a Ladder Diagram e a
Function Block Diagram.

3. Qual a linguagem mais utilizada para programação de PLCs? Explique por que esta lin-
guagem se tornou popular.

A linguagem gráfica Ladder é a mais utilizada, pois é baseada em sı́mbolos semelhantes


aos encontrados nos esquemas elétricos, contatos e bobinas, o que foi determinante para
aceitação do PLC por técnicos e engenheiros acostumados com os sistemas de controle a
relés.

5.2 Exercı́cios:
Prática 1 - Inicializando a Programação.
1. Utilizando o Manual de Operação que acompanha o kit, realize todos os passos para criar
um projeto e acionar uma saı́da através de uma entrada. No manual se encontra um exem-
plo de configuração da rede para funcionamento do software de programação TIA Portal,

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XC110 - Automação e Controle

utilizado para programar o PLC S7-1200. Utilize a programação LADDER para demostrar
esta experiência.
Apresente todas as Tags utilizadas neste programa e comente o funcionamento da mesma.

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Capı́tulo 6

Aula 6

6.1 Questionário:
1. Qual a função da instrução ’END’ ?

Alguns programas em Linguagem Ladder devem ter uma Instrução END, indicando o seu
final. Trata-se de uma bobina e é classificada como Instrução de Controle do Programa.

2. Explique o conceito de Corrente Lógica Fictı́cia.

Para que uma bobina (ou outro Elemento de Saı́da - temporizador, contador ou bloco de
função, por exemplo) seja acionada (Instrução executada), faz-se necessário ’energizá-la lo-
gicamente’. Assim, utiliza-se o conceito de Corrente Lógica Fictı́cia, ou seja, supondo que
entre as barras verticais que ’sustentam’ toda a Lógica de Controle haja uma diferença de
potencial (a barra da esquerda com potencial positivo e a barra da direita com potencial
negativo, por exemplo), haverá a circulação de corrente da esquerda para a direita se a
Lógica de Controle der condições para tal.

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XC110 - Automação e Controle

3. Desenhe as funções de Ladder abaixo, explicando o que cada uma faz.

Contato de Entrada NA:

Descrição:

• Contato normal aberto. Ex: I0.0

• Quando qualquer entrada como no exemplo I0.0, estiver em nı́vel ’0’ o contato perma-
necerá aberto, quando estiver em nı́vel ’1’ o contato passa para normal fechado.

Contato de Saı́da NF:

Descrição:

• Contato normal fechado. Ex: I0.0

• Quando qualquer entrada como no exemplo I0.0, estiver em nı́vel ’0’ o contato perma-
necerá fechado, quando estiver em nı́vel ’1’ o contato passa para normal aberto.

Bobina de Saı́da:

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XC110 - Automação e Controle

Descrição:

• Bobina de saı́da. Ex: Q0.0

• Contato de saı́da que é utilizado para qualquer tipo de atuação, exemplo de aciona-
mento: led, relé, contator, válvulas...etc.

Bobina retentora de liga:

Descrição:

• Bobina de saı́da reset. Ex: Q0.0


• Desliga a bobina Q0.0 caso a saı́da já estiver setada para nı́vel ’1’.

Bobina retentora de desliga:

Descrição:

• Bobina de saı́da set. Q0.0


• Aciona a bobina Q0.0, levando a saı́da de nı́vel ’0’ para nı́vel ’1’.

Contato de transição positiva:

Descrição:

• Transição positiva. Ex: atua do nı́vel ’0’ para o nı́vel ’1’.


• Atua na rampa de subida de um pulso quando acionado.

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XC110 - Automação e Controle

Contato de transição negativa:

• Transição negativa, Ex: atua do nı́vel ’0’ para o nı́vel ’1’.


• Atua na rampa de descida de um pulso quando acionado.

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Capı́tulo 7

Aula 7

7.1 Questionário:
1. Explique a função de tempo dentro de um programa em ladder.

A função dos temporizadores é temporizar um determinado acionamento tanto para entrada


quanto para saı́da, dependendo da aplicação do programador e da lógica a ser implementada.
Um Temporizador também pode acionar uma outra função. Seu valor é pré determinado
pelo programador assim como a aplicação, podendo ter um retardo seguido do acionamento
ou acionar um dispositivo por um determinado tempo.

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XC110 - Automação e Controle

7.2 Exercı́cios:
Prática 2 - Temporizadores

1. Desenvolva um programa em Ladder capaz de realizar um acionamento em série. Utilize


para esta experiência o módulo leds e o módulo botões para acionar as entradas do CLP. O
programa deve rodar em LOOP. Coloque a entrada I0.0 para exercer a função de um botão
de emergência e desligar o programa a qualquer instante.

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XC110 - Automação e Controle

2. Desenvolva um programa em Ladder para acionamento de todos os Leds disponı́veis no kit.


Cada Led deverá acender depois de 1 segundo, no final todos devem apagar e o programa
reiniciará. Acrescente uma entrada que exerça a função de botão de emergência para desligar
o programa a qualquer instante.

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XC110 - Automação e Controle

7.3 Exercı́cios Propostos:


1
1. Desenvolva um programa capaz de partir um motor de indução assı́ncrono trifásico 4 HP
220/380Vac. Utilize um botão NA para LIGAR e um botão NF para DESLIGAR o motor.
Utilize botões não retentivos, portanto é valido lembrar que seu estado permanece alterado
somente durante o perı́odo que ele está pressionado. Programe uma lógica na qual ao
acionar o motor ele fique ligado durante 10 segundos, passado esses 10 segundos o motor
deve desligar durante 10 segundos e novamente ligar durante 10 segundos. O programa deve
ficar em loop. Adicione a lógica o botão NF/Desliga do Módulo Comandos para desligar o
programa a qualquer momento.

1. Elabore um programa que tenha a mesma lógica de um pisca-pisca. Para simulação dos
pisca-piscas deve-se utilizar os módulos leds. Cada LED deve piscar durante 2 segundos e o
programa deve permanecer em loop até que desligue pelo botão NF. Acrescente ao programa
um botão verde NA/LIGA e um botão vermelho NF/DESLIGA. Pode-se acionar o botão
de emergência a qualquer hora da experiência.

2. Desenvolva um programa ladder para automatizar os semáforos de um cruzamento. Con-


sidere a seguinte situação: Haverá 2 modos de funcionamento: normal e emergência. Com
o semáforo funcionando no modo normal o sinaleiro vermelho deverá ficar aceso por 8 se-
gundos, o sinaleiro verde por 5 segundos e o sinaleiro amarelo por 3 segundos. No modo

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XC110 - Automação e Controle

emergência o sinaleiro amarelo deverá piscar de 1 em 1 segundo. Utilize as ferramentas do


kit para implementar a lógica.

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Capı́tulo 8

Aula 8

8.1 Questionário:
1. Explique o que são os Contadores e apresente 3 possı́veis blocos que representam esta função.

Contadores são elementos de programação LADDER. O programa reserva uma área para
armazenar o valor da contagem. As instruções de contagem acessam esta área reservada
para efetuar a lógica de programação.

A função dos contadores é realizar o acionamento de uma entrada ou saı́da, a partir de


pulsos em sua entrada (CU ou CD). De acordo com a quantidade de pulsos estabelecidas
pelo programador em PV, é determinada a contagem. Estes pulsos são de 24Vdc que na
maioria das vezes são impostos em uma entrada do CLP. Depois da contagem desdes pulsos,
a saı́da Q pode acionar uma determinada carga.

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XC110 - Automação e Controle

8.2 Exercı́cios:
Prática 3 - Contadores

1. Elaborar um programa em Ladder capaz de acionar um LED a cada 2 pulsos na entrada do


PLC. Acrescente o botão NF/Desliga para zerar o contador em qualquer instante e desligar
o LED.

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XC110 - Automação e Controle

8.3 Exercı́cios Propostos:


1. Controle de Porta Automática: As portas automáticas são geralmente instaladas na entrada
de supermercados, bancos e hospitais. Crie uma lógica na qual a porta deve abrir automati-
camente quando uma pessoa estiver aproximando. A porta deve permanecer aberta durante
um determinado tempo e só depois se fecha. A porta só poderá fechar se não houver outra
pessoa, ou obstáculo que não esteja no caminho. Acrescente um botão para parar a situação
em qualquer momento e que exerça a função do botão de emergência.

2. Controle de abertura de Barragem: Elabore um programa para controlar a abertura de


uma barragem de água. Cada barragem deve ser aberta cada uma de 10 em 10 segundos e
depois todas fecham, novamente se abrem, respeitando o tempo programado pelo operador.
Controle 5 barragens desta hidroelétrica.

3. Elaborar um programa em Ladder capaz de acionar um LED sempre que o número de


pulsos recebidos em sua entrada for múltiplo de 5. Assim, no recebimento do quinto pulso
a lâmpada acende, desligando no sexto; novamente acende no décimo e desliga no décimo
primeiro e assim por diante. Acrescente o botão NF/Desliga para zerar o contador em
qualquer instante e desligar o sinaleiro (LED). Ao pressionar o botão DESLIGA, quando o
programa voltar a funcionar ele deverá continuar na posição onde parou.

33
Capı́tulo 9

Aula 9

9.1 Questionário:
1. Explique o funcionamento da instrução MOVE.
A instrução mover transfere dados de um endereço de memória para outro endereço de
memória, manipula dados de endereço para endereço, permitindo que o programa execute
diferentes funções com o mesmo dado.

2. Apresente a simbologia, descreva a função MOVE e dê um exemplo de endereçamento.

Descrição:
Move significa atribuir um valor e é ativado pela entrada EN (enable). O valor especificado
na entrada IN é copiado para o endereço especifico na saı́da OUT.

O bloco MOVE pode copiar único byte, palavra, ou objetos de dados DWORD.
Exemplo:

3. Explique o funcionamento das entradas e saı́das analógicas.


As entradas analógicas recebem sinais de sensores ou transdutores que representam gran-
dezas do processo. Estas podem ser entradas de modo comum ou entradas de modo dife-
rencial. As saı́das analógicas são normalmente em modo comum. Deve-se estar atento às

34
XC110 - Automação e Controle

especificações do fabricante, principalmente com relação à máxima carga admissı́vel,para


prevenir saturação do sinal.

35
XC110 - Automação e Controle

9.2 Exercı́cios:
Prática 4 - Controles Analógicos

1. Elabore um programa que ao receber um sinal menor que MW100 acione uma saı́da digital.
Se o valor for maior deve acionar outra saı́da e se o valor ou igual ao valor escolhido deve
acionar outra saı́da digital. Utilize algum dispositivo que varie a tensão em sua entrada de 0
a 10Vdc para verificar a experiência, como por exemplo os potenciômetros que se encontram
na bancada.

9.3 Exercı́cios Propostos:


1. ’Construir’ uma rampa de aceleração para acionamento de motores com partida suave. Há
um elemento que parte o motor (inversor de frequência) variando a velocidade linearmente
com a tensão de entrada de 0-10V.

A cada 2 segundos o CLP deve adicionar 1 volt à sua saı́da analógica até alcançar 10V.
Utilize o multı́metro para averiguar o funcionamento nos bornes de saı́da analógico (tensão)
e o comando de MOVE.

Acrescente o botão LIGA/NA para iniciar o processo e o botão DESLIGA/NF para parar
o processo e retornar ao inı́cio da operação em qualquer instante.

36
Capı́tulo 10

Aula 10

10.1 Questionário:
1. Descreva a função SHIFT.

As instruções Shift podem são utilizadas para mover o conteúdo da entrada IN pouco a
pouco para a esquerda ou direita. Deslocando para a esquerda multiplica o conteúdo de
entrada IN por 2 a n (2 n); deslocando para a direita divide o conteúdo da entrada IN por
2 a n (2 n). Por exemplo, se você mudar o equivalente binário do valor decimal 3 para a
esquerda por 3 bits, você obtém o equivalente binário do valor decimal 24 no acumulador.
Se você mudar o equivalente binário do valor decimal 16 para a direita por 2 bits, você
obtém o equivalente binário do valor decimal 4 no acumulador.
O número que você fornecer para a entrada de parâmetro N indica o número de bits pelo
qual irá mudar. Os lugares que são pouco vago pela instrução deslocamento são preenchido
com zeros ou com o estado do sinal do bit (um 0 significa positivo e um 1 significa negativo).

10.2 Exercı́cios:
Prática- Integração

1. Construa uma lógica que integre dois programas. O primeiro programa deve ser um tempo-
zirador para teste de todas as saı́das do PLC utilizado no kit. Cada saı́da deve ser acionada
depois de 1 segundo, respectivamente. Após a ultima saı́da todas devem apagar. O segundo
programa é para teste das entradas e saı́das analógicas. Crie uma lógica no qual uma entrada
analógica, acione uma saı́da. Realize a medida na saı́da para comprovar o funcionamento.

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Nos dois programas adicione a função do botão de emergência para parar o programa a
qualquer momento.

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XC110 - Automação e Controle

10.3 Exercı́cios Propostos:


1. Controle de uma Esteira de Produtos:

Elaborar um programa em Ladder para controlar uma esteira de produtos. Uma esteira
transportadora de um processo de produção é acionada por um motor, que por sua vez
é controlado por um CLP. Deseja-se elaborar o software para o controle do motor, de
forma que permita o seguinte: Ao pressionar o botão LIGA/NA a esteira iniciará. Os
produtos sobre a esteira devem ser embalados em grupos de duas unidades, com lotes de
cinco embalagens. Após a contagem de duas unidades sobre a esteira, esta deve parar por 12
segundos esperando para que seja feita a retirada manual das embalagens destas unidades.
Ao completar o lote de cinco embalagens, deve-se emitir uma sinalização e parar o processo.
Acrescente o botão DESLIGA/NF para parar e reinicializar todo o processo.

2. Elaborar um programa em Ladder capaz de acionar um botão sinalizador sempre que o


número de pulsos recebidos em sua entrada for múltiplo de 5. Assim, no recebimento do
quinto pulso o sinaleiro acende, desligando no sexto. Novamente acende no décimo e desliga
no décimo primeiro e assim por diante. Acrescente um botão NF para zerar o contador em
qualquer instante e desligar o sinaleiro.

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