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16/09/2020

Coberturas Verdes
17 de Setembro de 2020

Os materiais disponibilizados são para uso exclusivo 
da Formação – Coberturas Verdes

Cristina Calheiros

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Apresentação

Objetivo geral
No final da ação de formação os formandos devem ser capazes de
reconhecer a importância das coberturas verdes para o
desenvolvimento de cidades mais sustentáveis e resilientes às
alterações climáticas.
Conhecer os métodos construtivos para a instalação de coberturas
verdes, evitando os principais erros e planeando uma correcta
manutenção.

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Objetivos específicos
1. Distinguir as várias tipologias de coberturas verdes: intensiva, extensiva, semi‐intensiva, e
outras soluções.
2. Enumerar os serviços ecossistémicos prestados pelas coberturas verdes.
3. Conhecer as vantagens e limitações dos sistemas tradicionais e modernos de cobertura
verde, distinguindo três características de cada sistema.
4. Descrever as várias camadas dos sistemas de coberturas verdes.
5. Entender os requisitos necessários à instalação de material vegetal em áreas construídas.
6. Reconhecer as diferentes operações de manutenção de cada tipo de cobertura verde.
7. Diagnosticar os principais erros que ocorrem na gestão de uma obra de coberturas verdes,
avaliando os riscos associados a cada um.
8. Com as instruções e documentação fornecida, dimensionar uma cobertura verde.

Formadores

Cristina Calheiros (Eng. Ambiente, Ph.D. Biotecnologia)


E‐mail: cristina@calheiros.org

Ana Mesquita (Arq. Paisagista, Ma. Arq. Paisag.)


E‐mail: anamesquita@landlab.pt

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Data
◦ 17 a 19 de setembro 2020

Modalidade
◦ Formação à distância (e‐Learning) em horário laboral

Carga horária
◦ 8 horas, sendo:
6 horas sincronas 
1 hora teste de avaliação 
1 hora exercício prático (entrega atè às 18h do dia 19 de setembro)
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Informação importante
Por favor preencher o registo de assiduidade no portal 
haformacao.oern.pt !
O registo está disponível apenas durante a sessão síncrona.

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Programa do curso
Manhã (10‐13h)
• Caracterização das coberturas verdes (1h)
• Desenho e projecto de coberturas verdes (2h)

Tarde (14‐17h)
• Construção de coberturas verdes 
• Operações de manutenção

Teste de avaliação (18‐19:30h dia 17 set.)


Exercício prático (17h até 19 set. às 18h)
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Critérios para conclusão do curso e obtenção


do certificado:
. Participação ativa e construtiva nas sessões síncronas (40%)

. Teste final de avaliação (50%) (F/V)

.  Exercício prático de dimensionamento de uma cobertura verde 
(sessão assincrona) (10%).

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Conteúdo programático
Caracterização das coberturas verdes

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Caracterização das coberturas verdes 

Conceito

Enquadramento histórico 

Tipologias de coberturas verdes:
. Intensiva
. Semi‐intensiva
. Extensiva 
. Outras soluções
. Soluções combinadas
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Serviços Ecossistémicos das coberturas verdes
. Benefícios sociais 
. Benefícios económicos
. Benefícios ambientais 

Políticas de incentivo às coberturas verdes 

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Conceito

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Cidade do México

Como chegamos aqui?!

Tóquio, Japão – 37 milhões Mumbai (Bombay), India ‐ 20 milhões

Shanghai, China ‐ 26 milhões 
Nova Deli, Índia – 29 milhões

> 10 
milhões 
habitantes

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2019

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Alterações climáticas
Urbanização

Consumo de recursos

Impermeabilização

Perda de espaços verdes

Que futuro?

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INUNDAÇÕES                                           BEM ESTAR FÍSICO/MENTAL                        RUÍDO

PERDA DE ÁREAS VERDES                       POLUIÇÃO DO AR                                             CALOR URBANO

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STRESS                                                           SECA                                             QUALIDADE DE VIDA/SAÚDE

Poluição da água Ruído

Pressões 
urbanas
Risco de cheias Poluição do ar

Saúde e Conforto

Ineficiência  Seca
energética

01 | 
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Crime Ilha de calor urbana Source:Climate‐KIC

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Braga, Aveiro, Famalicão e


Barcelos devem preparar‐se
para secas e inundações sem
paralelo

Alterações Climáticas

Disponibilidade de água/aumento da procura

Qualidade da água

Subida do nível do mar

Eventos extremos (inundações e secas)

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Objetivos principais da gestão de 
águas pluviais

Diminuição dos picos de  Redução das substâncias 
fluxo e evitar possíveis  potencialmente tóxicas e 
inundações que estes  poluentes transportados pelas 
possam causar águas pluviais superficiais

Objetivos principais da gestão de 
águas pluviais

Diminuição dos picos de  Redução das substâncias 
De que forma é que a Natureza nos 
fluxo e evitar possíveis  potencialmente tóxicas e 
inundações que estes  poluentes transportados pelas 
pode ajudar?
possam causar águas pluviais superficiais

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Think green...

O que é que a 
Natureza pode fazer 
por nós?

…a vegetação não necessita do Homem…

Carolina do Norte ‐ EUA

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Pripyat ‐ Ucrânia

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…necessitamos de partilhar o nosso espaço com a vegetação

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Fukuoka, Japão - Project: ACROS Fukuoka Prefectural International Hall

GET BACK TO BASICS
Serviços dos 
ecossistemas: …PROMOVER A BIODIVERSIDADE
Benefícios que 
obtemos dos 
ecossistemas
(MEA, 2005)
Desafio: Trabalhar com a natureza

Infraestruturas verdes

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Serviços dos ecossistemas

Produção Regulação Culturais


Bens produzidos ou  Benefícios obtidos da  Benefícios não materiais 
aprovisionados pelos  regulação dos processos  obtidos dos ecossistemas
ecossistemas dos ecossistemas
. Espiritual
. Alimento . Regulação do clima . Recreacional
. Água doce . Regulação de doenças . Estético
. Biomassa . Regulação de cheias . Educacional
. Fibra . Simbólico
. Recursos genéticos

Suporte
Serviços necessários para a produção de todos os outros serviços
. Formação do solo
. Ciclo de nutrientes
. Produtividade primária

Fonte: http://wedocs.unep.org/bitstream/handle/20.500.11822/8701/Ecosystem_and_human_well_being_synthesis.pdf?sequence=3&isAllowed=y

Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos

Soluções baseadas na natureza (SbN)

“são inspiradas e apoiadas pela natureza e usam,


ou simulam, processos naturais a fim de
contribuir para o aperfeiçoamento da gestão da
água. “

As SbN podem envolver a conservação ou a


reabilitação de ecossistemas naturais e/ou o
desenvolvimento ou a criação de processos
naturais em ecossistemas modificados ou
artificiais.

Fonte: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000261594_por

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Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos

Infraestrutura verde (voltada para os recursos


hídricos)

usa sistemas naturais ou seminaturais, como as


SbN, para oferecer opções de gestão da água com
benefícios que são equivalentes ou similares à
tradicional infraestrutura hídrica cinzenta
(construída/física).

Cristina Calheiros

As SbN oferecem múltiplos benefícios relacionados com a água 
* quantidade / qualidade / riscos *

. Gestão da precipitação, da húmidade e do armazenamento da água

. Infiltração e transporte de água

Melhorias na distribuição em termos de espaço, tempo e quantidade


da água disponível para as necessidades humanas

resiliência geral dos sistemas 

(WWAP/UN‐Water,2018) 

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Infraestruturas verdes: Integração /mulfifuncional /multicamadas

Coberturas verdes Coberturas/telhados 
Rede verde/corredor  verdes Zonas 
Criação de habitat verde húmidas 
Terraços verdes  construídas
elevados  Alimentos

Paredes  Superfícies 
verdes permeaveis

Bosques urbanos Superfícies  Parques 


Sustainable drainage permeaveis Valas de 
urbanos
– Tree trench infiltração 
‐ Jardins pluviais vegetadas
© Arup/ UK Green Buildings Council (2015)

Soluções verdes e azuis: 
Componentes urbanos + serviços dos ecossistemas

Hard engineering Soft engineering
…transfers pollution …metabolizes pollutants
to another site on site…not pipes!

Source: Low Impact Development: A Design Manual for Urban Areas, 2010

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Abordagem convencional NBS para gestão de água e


“ECONOMIA CIRCULAR”?

* Sponge cities*

Current centralised vs. future decentralised and NBS based concepts for urban sanitation. 


Source: F.Masi, A.Rizzo, M.Regelsberger (2018). The role of constructed wetlands in a new circular economy, resource oriented, and ecosystem services paradigm. Journal of Environmental
Management.

Cobertura verde (ou cobertura ajardinada ou cobertura viva)

Todo o tipo de instalação de vegetação sobre uma estrutura


construída, independentemente do tipo de construção ou do
tipo de vegetação. Apenas se excluem as paredes verdes
construídas com trepadeiras ou sistemas de jardins verticais.

Tipicamente são executadas recorrendo a um sistema com


diversos materiais dispostos em camadas, que devem assegurar
o bom desenvolvimento da vegetação, respeitando e
promovendo a integridade física da estrutura construída.

https://www.greenroofs.pt/pt/faq

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As áreas do telhado/coberturas representam Para uma cidade sustentável e resiliente ao clima,


cerca de 40‐50% do total de áreas impermeáveis devemos substituir todos os telhados por telhados
da cidade verdes

Fonte: Shafique M., Kim R., Rafiq M. 2018. Green roof benefits, opportunities and challenges – A review. Renewable and Sustainable. Energy Reviews. 90:757–773

Enquadramento histórico

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Algumas das 1as referências a jardins em coberturas:

. Mesopotâmia (Zigurates, 600 A.C)
. Jardins suspensos da Babilónia (SEC. 7 e 8 A.C.)
. Roma antiga  (Villa dei Misteri)
. Idade média (Palazzo Piccolomini)

“Sod Roofs” “turf roof” “Torvtak” – Escandinávia

. Diversas camadas de casca de bétula, sobrepostas, seguido de 
pedaços de prado local

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. Aztecas (1519)
. Karl Rabbitz – Berlim (SEC. XIX)
. Le Corbusier na década de 1920 
. Grande evolução anos 50 e 80
‐ 1º guia técnico (FLL) em 1982

Portugal 

. Estruturas antigas com mais de 100 anos (reservatórios de água, edifícios 
militares)
. Quinta Real de Caxias e Quinta Real de Queluz
. Exemplos mais significativos sec. XX e XIX

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Tipologias de coberturas verdes

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Exemplo da Natureza

Natureza Cobertura Verde

Plantas
Solo natural  Substrato técnico
humificado
Filtro

Drenagem
Horizonte de 
aluvião 
argiloso Manta protetora

Materiais  Cobertura impermeável
consolidados Laje/telhado

(Dimitrijević et al, 2015)

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Tipologias de coberturas verdes
Espessura do substrato superior a 15cm. 
Plantas: herbáceas, sub‐arbustos, arbustos e árvores. 

Espessura do substrato entre 10cm ‐ 25cm. 
Plantas: herbáceas, sub‐arbustivas e arbustivas
Espessura do substrato máxima de 15cm. 
Plantas não ultrapassam os 50 cm de altura

50
(Calheiros & Palha, 2017)

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Intensivo

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Passeio dos Clérigos–Porto (Portugal): green roof, shopping, underground parking

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Extensivo

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ZinCo Green Roof Systems

Nesting aids:
Coberturas verdes biodiversas

Sand pockets and coarse gravel beds:
Modulating the substrate surface

https://zinco‐greenroof.com/systems/biodiversity‐green‐roof

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Biosolar

Munich Technology Centre, Munich

https://zinco‐greenroof.com/systems/solar‐energy

Airport Schiphol, Amsterdam

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Produção de alimentos

Serviços Ecossistémicos das coberturas


verdes

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Eficiência de recursos

Qualidade de água Qualidade do ar

Estética Mitigação da Ilha de Calor
NBS ‐ Serviços 
dos 
Ecossistemas
Biodiversidade Bem estar

Mitigação de 
inundações Redução de ruido

Source:Climate‐KIC

Benefícios Sociais

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Valor estético

Diminuição do impacte negativo dos edifícios em meio urbano

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Valor estético

Aumento da área verde em contexto urbano

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Namba Parks, a retail and office complex in Osaka, Japan, has an eight‐level rooftop garden.
Paris, França ‐ edifício perto do Arco do Triunfo Photograph: Yuji Kotani/Getty Images

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Qualidade de vida

(davidberkowitz)

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https://www.nytimes.com/2011/08/28/fashion/the‐high‐line‐by‐day‐and‐night‐nyc.html

Source: https://nationswell.com/farm‐to‐hospital‐bed‐this‐hospital‐uses‐its‐roof‐to‐feed‐thousands/

Produção de alimentos

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Benefícios Económicos

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Aumento do tempo/vida útil da membrana de impermeabilização,


reduzindo os custos com manutenção dos edifícios

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© Metro‐Goldwyn‐Mayer Studios Inc. All Rights Reserved https://www.nytimes.com/2011/08/28/fashion/the‐high‐line‐by‐day‐and‐night‐nyc.html

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Diminuição do efeito “ilha de calor”

Relação entre impermeabilização dos solos e temperatura superficial

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Copyright holder: European Environment Agency (EEA). https://www.eea.europa.eu/articles/urban‐soil‐sealing‐in‐europe

Este fenómeno pode ser definido como o efeito que as áreas urbanas, em comparação com as áreas rurais, originam na 
temperatura do ar. (https://www.ipma.pt/pt/educativa/tempo.clima/index.jsp?page=clima.urbano.xml)

https://nca2009.globalchange.gov/urban‐heat‐island‐effect/index.html 68

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Urban canyons contribute to the urban heat island effect. The temperature inside the canyon can be 


elevated 2–4 °C. 

Mitigação do efeito da Ilha de Calor nas grandes cidades 

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https://www.nps.gov/tps/sustainability/greendocs/GreenRoofsCompendium‐sm.pdf
https://www.nytimes.com/2011/08/28/fashion/the‐high‐line‐by‐day‐and‐night‐nyc.html

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Aumento da eficiência energética e redução dos custos com energia

Atingiu os 70ºC Raramente atingiu 30ºC

Liu, K, and Baskaran, B. Thermal performance of green roofs through field evaluation. National Research Council Canada. 2003.
71
https://www.osti.gov/etdeweb/biblio/20398190

Aumento da eficiência energética e redução dos custos com energia

The average daily energy demand for space conditioning due to the heat flow
through the roof was 6.0‐7.5 kWh/day .

“However, the growing medium and the plants of the green roof modified the heat
flow and reduced the average daily energy demand to less than 1.5 kWh/day
(5,100 BTU/day)‐ a reduction of over 75%”

Liu, K, and Baskaran, B. Thermal performance of green roofs through field evaluation. National Research Council Canada. 2003.
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Aumento da eficiência energética e redução dos custos com energia

Cobertura verde de um dos edifícios de armazenamento localizado a sudeste no lote 2, com uma 
área de cerca de 22 000m2. Sonae, Maia

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Incremento da eficiência na produção de energia através de 


painéis fotovoltaicos

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Valorização 
imobiliária

Benefícios Ambientais

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Melhoria da qualidade do ar das cidades

Produção de O2

Reciclagem de CO2

Captação de outros 
gases poluentes e 
partículas em suspensão 77

Descarbonização da Construção e Responsabilidade Ambiental dos 
Edíficios
Foi estimado que as emissões de carbono da Universidade Dalhousie poderiam ser reduzidas em 7,00% através da
implementação de coberturas verdes.
O sequestro de carbono pelas coberturas verdes destes edificios seria equivalente a retirar de circulção cerca de
2.166 carros da estrada por um ano. (Macdonald et al, 2006. ENVS 3502 Environmental Problem Solving II: The Campus as a Living Laboratory Final Report.
http://hdl.handle.net/10222/76724)

A área metropolitana de Detroit tem uma área estimada de telhados entre 6.335 e 8.399 ha (comercial e industrial).
Se estes telhados fossem convertidos para coberturas verdes poder‐se‐ia sequestrar o equivalente 55 252 t de
carbono que corresponderia a retirar de circulação cerca de 10.000 SUV ou camiões por um ano. (Getter, et al. Environ. Sci.
Technol. 2009, 43, 7564–7570)

Estima‐se que cada metro quadrado de cobertura verde, capture cerca de 24kg/CO2/ano (University of Guelph), o
que equivale aproximadamente a uma viagem de 150km de automóvel.

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Aumento da biodiversidade e nichos ecológicos

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Diminuição de ruído

10 cm de substrato: 
redução mínima de 5 decibéis 

12 cm de substrato: 
redução de 40 decibéis 

20 cm de substrato:
redução de 46 ‐ 50 decibéis

(estudo realizado no aeroporto de Frankfurt) 80

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Gestão de águas pluviais

‐ Diminui o risco de inundações:


50‐80% da água da chuva é maioritariamente absorvida pelo sistema,
outra é evaporada e a restante é conduzida para os coletores urbanos

‐ Importante papel na integridade e sustentabilidade dos sistemas de


drenagem urbanos:
capacidade de retenção de água de 10cm de substrato, estudo cidade
de toronto:
90% da precipitação de Verão
75% da precipitação de Inverno
81

Retenção entre 70‐85% da precipitação


No Inverno podem reter entre 25‐40% (Tselekis, 2012)

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Table 4: Average stormwater retention rates for Green Roof systems with different substrate depths

Taxa de retenção média Altura do substrato

6. Oberndorfer, E., Lundholm, J., Bass, B., Coffman, R.R., Doshi, H., Dunnett, N., Gaffin, S., KÖhler, M., Liu, K.K.Y., Rowe, B., 2007. Green Roofs as Urban
Ecosystems: Ecologic Structures, Functions, and Services. BioScience, 77 (10), 823- 833.
8. Dunnett, N., Kingsbury, N., 2004. Planting green roofs and living walls. Timber Press, Portland, Origan.
9. Carter, T. and Jackson, C.R., 2007. Vegetated roofs for stormwater management at multiple spatial scales. Landscape Urban Planning, 80, 84–94.
17. Getter, K.L., Rowe, D.B., Andresen, J.A., 2007. Quantifying the effect of slope on extensive green roof stormwater retention. Ecological Engineering, 31,
225–231.
19. Hilten, R. N., Lawrence, T. M., Tollner, E. W., 2008. Modelling stormwater runoff from green roofs with HYDRUS-1D. Journal of Hydrology, 358, 288–293.
20. Mentens, J., Raes, D., Hermy, M., 2006. Green roofs as a tool for solving the rainwater runoff problem in the urbanized 21st century? Landscape Urban
Planning, 77, 217–226. 83

“Com a imprevisibilidade de um espirro, tudo mudou.”
https://www.sulinformacao.pt/2020/03/habitar‐pos‐virus‐a‐casa‐em‐julgamento/?fbclid=IwAR02Nu5Fb4cQY31WhOCGO_j9‐wRzqNmL84uH_C96kPQPrNzDf8oj1_nrmiM

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https://www.sulinformacao.pt/2020/03/habitar‐pos‐virus‐a‐casa‐em‐julgamento/?fbclid=IwAR02Nu5Fb4cQY31WhOCGO_j9‐wRzqNmL84uH_C96kPQPrNzDf8oj1_nrmiM

https://www.sulinformacao.pt/2020/03/habitar‐pos‐virus‐a‐casa‐em‐julgamento/?fbclid=IwAR02Nu5Fb4cQY31WhOCGO_j9‐wRzqNmL84uH_C96kPQPrNzDf8oj1_nrmiM

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Singapura anunciou na quarta‐
feira novas medidas para 
Environment acelerar a produção local de 
April 8, 2020 alimentos, já que a pandemia 
atual interrompe as cadeias de 
abastecimento globais, 
criando um plano para 
transformar as coberturas de 
estacionamentos públicos em 
quintas urbanas.

•FILE PHOTO: Comcrop CEO Peter Barber shows vegetable


seedlings at his rooftop hydroponics farm at an industrial
estate in Singapore May 17, 2019.
REUTERS/Edgar Su/File Photo
https://www.reuters.com/article/us‐health‐coronavirus‐singapore‐farming/singapore‐ramps‐up‐rooftop‐farming‐plans‐as‐virus‐upends‐supply‐chains‐
idUSKBN21Q0QY?fbclid=IwAR0AU8JUFlk‐X67Y83_CLlLs98O8rWa4wg4cDJYvjyCP8qwaVJkWV7SveqU

Politicas de incentivo às coberturas


verdes

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Criação de condições favoráveis para
acelerar a adoção de SbN – Coberturas Verdes

» Alavancando recursos financeiros


» Criando um ambiente regulatório e legal favorável
» Melhorando a cooperação intersetorial
» Melhorando a base de conhecimentos

(WWAP/UN‐Water,2018)

Uma Europa mais «verde», sem emissões de carbono, aplicando o Acordo de Paris e investindo
na transição energética, nas energias renováveis e na luta contra as alterações climáticas

Cristina Calheiros
© União Europeia, 2018

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Na sua proposta, a Comissão assegurou que a


UE dispõe dos recursos necessários para atuar
em domínios prioritários como a política
climática e ambiental, a migração e a ação
externa, bem como para prestar apoio da UE às
reformas estruturais realizadas pelos nossos
Estados‐Membros.

Fonte: https://ec.europa.eu/info/sites/info/files/modern‐eu‐budget‐future‐challenges_pt.pdf

A importância das infraestruturas verdes é pois


reconhecida pelo domínio de várias políticas da UE :
. 7.º PAA – o Programa Geral de Ação da União para 2020 em matéria de
Ambiente «Viver bem, dentro dos limites do nosso planeta» (Decisão No
1386/2013/EU),

. Estratégia de Biodiversidade da UE para 2020: O nosso seguro de vida, o


nosso capital natural (COM(2011) 244 final),

. Estratégia da Comissão Europeia relativa a Infraestrutura Verde —


Valorizar o Capital Natural da Europa (COM/2013/0249 final),

. Estratégia da UE para a Adaptação às Alterações Climáticas


(COM(2013)216).

. Política Regional 2014–2020, a Diretiva‐Quadro Água, na Diretiva


Nitratos (91/676/CEE), a Diretiva Inundações (2007/60/EC ) etc
Cristina Calheiros

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No Programa do XXII Governo Constitucional é


referida e incentivada a instalação de fachadas e
coberturas verdes.

página 60 "Apostar na eficiência energética"
página 79 "Fomentar cidades inteligentes"

Download: https://www.portugal.gov.pt/download‐ficheiros/ficheiro.aspx?v=54f1146c‐05ee‐4f3a‐be5c‐
b10f524d8cec&fbclid=IwAR27idgKp0HDa6RzWuedcKD5dwkffKFxtCeGbPCpFdhkFHd3yJsKCpuji8s

Programa do XXII Governo Constitucional

“Incentivar a instalação de fachadas e coberturas verdes como forma de promoção de eficiência


energética, gestão de água, e qualidade do ar em estruturas e edifícios;

Desenvolver e reforçar as redes de corredores ecológicos nas cidades, promovendo a infiltração de água
no solo, em combinação com sistemas de hortas urbanas, bem como fachadas e coberturas verdes;”

∙ Promover a utilização das coberturas de edifícios para a produção de produtos hortícolas nas cidades
em conjugação com a promoção da biodiversidade e a produção de energia renovável;

Desenvolver e reforçar as redes de corredores ecológicos nas cidades, promovendo a infiltração de água
no solo, em combinação com sistemas de hortas urbanas, bem como fachadas e coberturas verdes;

Desenvolver índices de sustentabilidade para as cidades considerando a pegada ecológica e a


biocapacidade.”

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FUNDO AMBIENTAL
Regulamento de atribuição de incentivos ‐ Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis

Incentivo público com comparticipação de 70% até ao valor de 3.000 euros a construções que promovam a incorporação
de coberturas ou fachadas verdes!

https://www.fundoambiental.pt/avisos‐2020/mitigacao‐das‐alteracoes‐climaticas/programa‐de‐apoio‐a‐edificios‐mais‐sustentaveis.aspx?fbclid=IwAR3iUgxzeRTtnNn2‐jieIWhyaFUas1‐
97
J2dU9GV9XAOSoaib0YVuLate6FFk

PolÍticas para a implementação de coberturas verdes

i) Incentivos financeiros diretos: geralmente correspondem a subsídios disponibilizados aos


proprietários que implementam coberturas verdes nas usas propriedades

ii) Incentivos financeiros indiretos: geralmente aparecem como reduções de taxas ou impostos

iii) Medidas de compensação ecológica: as coberturas verdes podem ser instaladas para
compensar uma ação específica ou dano ecológico causado por determinada intervenção

iv) Integração em regulamentos: uma forma de promover coberturas verdes prende‐se com a
criação de leis obrigatórias ou persuasivas nos instrumentos de planeamento urbano, ao invés de
incentivos de natureza voluntária

Outros exemplos de tipos de incentivos são: empréstimos a juros baixos, concessões de projeto e instalação 
e processos acelerados de aprovação de licenças

Ngan (2004)  98

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Alemanha ‐ anos 60: inicio dos sistemas construtivos modernos aplicados por camadas.
43% das cidades concedem incentivos fiscais para implantação de C.A.
Áustria ‐ Linz 1983 ‐ inicia o pagamento de contrapartidas para edifícios com coberturas
ajardinadas.
Suíça – 1990 aprovação de leis no sentido da promoção dos edifícios com coberturas ajardinadas
Inglaterra –Londres e Sheffield aprovaram medidas municipais para promoção das C.A.
E.U.A – Chicago, Atlanta, Portland: cidades em que as C.A começam a ser comuns.
Portland: 0,09 m2 de coberturas ajardinadas criadas o promotor terá direito a um extra de 0,27 m2 de
espaço no solo
Canada – Toronto: 36.517 m2 de CA construídas. Obrigatória a instalação de uma certa área de CA em
edifícios com mais de 2000 m2 de implantação.
Singapura – Muitos incentivos e leis (em algumas zonas) para combater as inundações
Austrália – Começa a ser muito comum e existe um verdadeiro interesse no desenvolvimento de políticas
de desenvolvimento e implantação de C.A.
Copenhagen– A partir de 2010 todos os novos edifícios com coberturas de menos de 30º têm que ser
ajardinadas.

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Guia Técnico para projeto, construção e manutenção de coberturas verdes. 2019. Edition: ANCV-
Associação Nacional de Coberturas Verdes. ISBN: 978-989-33-0039-8. Depósito Legal: 463619/19. Porto

RP TTV 2018. 2018. Règles Professionnelles pour la conception et la réalisation des terrasses et toitures
végétaliséesthe. Edit nº 3. Editors: l’Adivet (Association des toitures et façades végétales), la CSFE (Chambre
syndicale française de l’étanchéité) et l’Enveloppe métallique du bâtiment. ISBN 978-2-9535882-1-7

City of Toronto. Green Roof Construction Standard and the Supplementary Guidelines. Accessible at:
https://www.toronto.ca/wp‐content/uploads/2017/08/7eb7‐Toronto‐Green‐Roof‐Construction‐Standard‐
Supplementary‐Guidelines.pdf. Accessed on 26.02.2020

FLL. 2018. Green Roof Guidelines ‐ Guidelines for the planning, construction and maintenance of green roofs.
Forschungsgesellschaft Landschaftsentwicklung Landschaftsbau e. V., 6 th edition. Bonn, Germany

GRO. 2014. The GRO Green Roof Code. Green Roof Code of Best Practice for the UK. Green Roof Organisation
(GRO). Published by Groundwork Sheffield. ISBN: 978‐9568378‐1‐3

Hui S. C. M. 2010. Development of technical guidelines for green roof systems in Hong Kong. Proceedings of
Joint Symposium 2010 on Low Carbon High Performance Buildings. Joint Symposium 2010 on Low Carbon
High Performance Buildings. 23 November 2010, Hong Kong

Torrance S., Bass B., MacIvor J. S., McGlade T. 2013. City of Toronto guidelines for biodiverse green roofs.
Toronto City Planning, Toronto

Apoio bibliográfico

Calheiros C. S. C., Calafate L., Vasconcelos M. L., Cardoso A., Vasconcelos C. 2019. Chapter 4: Education for
Sustainability through Conceptual Modelling: Green Roofs as a Way of Integrating Buildings and Nature. In: Progress
in Education. Volume 57. Roberta V. Nata Editor. Nova Science Publishers, Inc. New York. Pp:135‐168. ISBN: 978‐1‐
53614‐800‐8

Sutton R. K. (ed.). 2015. Green Roof Ecosystems. Springer International Publishing Switzerland. ISBN: 978‐3‐319‐
14983‐7. Doi: 10.1007/978‐3‐319‐14983‐7

Saadatian O., Sopian K., Salleh E., Lim C. H., Riffat S., Saadatian E., Toudeshki A., Sulaiman M. Y. 2013. A review of
energy aspects of green roofs. Renewable and Sustainable Energy Reviews. 23: 155‐168. Doi:
10.1016/j.rser.2013.02.022

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Associação de Sociedade Civil, sem fins lucrativos, que tem como


objectivos gerais a promoção, e a garantia da qualidade, da instalação de
vegetação em estruturas construídas, vulgarmente representadas por
coberturas verdes ou ajardinadas e paredes verdes.

www.greenroofs.pt

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Source:ANCV

Projeto Quinto Alçado
Aumento dos espaços verdes e de lazer nas cidades
O Projeto Quinto Alçado do Porto é um projeto entre a ANCV e a Câmara Municipal do Porto

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“Definir um modelo para a 
CMPorto adotar para incluir 
infraestruturas verdes, em 
particular coberturas verdes, 
na estratégia ambiental e 
urbanística do Porto.”

Source:ANCV

Exemplos

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Green roofs implementation and


assessment in coastal areas

Aglomerado de cortiça expandida (ICB), com um


perfil ambiental e energético superior aos das
soluções convencionais e com elevada capacidade
de personalização energética e de pré‐fabricação.

O ICB proporciona simultaneamente:


•Isolamento térmico do edifício;
•Funções de drenagem;
•Funções de retenção;

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With few green spaces,  The space, atop one of Thailand's oldest universities, mimics rice 
Bangkok plants Asia's biggest  terraces and can help curb some of the impacts of climate change, 
rooftop farm say landscapers

USJ – Macau

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The landscaped green roof at Beijing airport‐China. 
Photograph: Getty Images/Sino Images

Hong kong

Fu Shan Estate
Roof top farming

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https://www.sempergreen.com/en/references/fu‐shan‐estate

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Sheffield Bus Shelter‐UK Barcelona‐Spain

designer 
Marc Grañén

Bus Roots‐NY‐USA
Designed by 
Marco Castro 
Cosio.
https://www.urbangardensweb.com/2013/07/24/phyto‐kinetic‐
green‐roofs‐for‐city‐buses‐and‐improved‐urban‐ecosystem/
https://www.greenroofs.com/projects/sh
effield‐bus‐shelter/

https://inhabitat.com

https://www.studiohillier.com/rainwaterharvesting‐diagram‐psd/

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ETAR Alcântara

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ETAR Alcântara

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MORADIA PARTICULAR

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ETAR DO FREIXO

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HOTEL TURISMO DO MINHO

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MERCADO SÃO SEBASTIÃO
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ÁGUAS DO PORTO

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ANJE 

Exemplos internacionais

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Chicago City Hall

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Toronto's largest publically accessible vegetated roofing assembly at City Hall 

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Moesgaard Museum in Aarhus,


Denmark. Designed by Henning
Larsen Architects
Photograph: View Pictures/UIG via Getty Images

Bosco Verticale, Milan 
Stefano Boeri

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Nanyang Technological University’s School of Art, Design, and Media in Singapore

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High Line ‐ NY

https://dspo2150a.wordpress.com/2014/11/07/the‐new‐york‐high‐
line‐an‐urban‐reclamation‐project‐by‐citizens‐for‐citizens/

https://macaulay.cuny.edu/eportfolios/nycpublicspaces/files/2015/05/article‐
Photo via NYC Parks 2139899‐12EF2F80000005DC‐992_964x1437.jpg

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Marina Bay Sands – Singapore

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Le Cordon Bleu, Paris
international cookery school

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VCI ‐Porto

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Muito obrigada

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