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Tradução: J.

Costa, Dora the

Explorer, Ju Ferreira, A. Santana,

Caroline H.

Revisão: D. Barros, Mercy, A. Luz

Revisão Final: Silvia Helena

Formatação: Lola

Leitura Final: Milena Calegari

Verificação: Joyce, Anna

Azulzinha
O que acontece quando um

Bradford com Transtorno Obsessivo

Compulsivo, com um temperamento

péssimo e com uma reputação de fazer

seus funcionários chorarem, se

apaixona pela mulher que se recusa a

aceitar o fato de que a demitiu e que foi

terrivelmente pior do que normalmente

é?

Bem, não podemos compartilhar isso

aqui, porque seria inapropriado, mas

temos certeza de que você pode ver

para onde isso está caminhando...


Para o altar ou um período na

prisão, qualquer um dos dois é possível

quando se trata da série Neighbor from

Hell.

Nota do autor: Este livro, juntamente

com o restante da série, pretende fazer você

sorrir, deixá-lo relaxar, esquecer o drama e

o estresse que afligem nossas vidas, mesmo

que seja por pouco tempo. Este é um livro

livre de drama. Meu objetivo é colocar um

sorriso no seu rosto e espero que consiga.


— Você está demitida. — Lúcifer disse enquanto olhava
furioso para a pequena mulher sentada à sua frente,
silenciosamente desafiando-a a discutir com ele, novamente.

Cinco malditos longos anos estava tentando despedir a


garota que olhava para ele com aqueles olhos azuis bebê,
aparentemente inocentes e todas as vezes, ela de alguma
forma conseguia sair dessa, mas não hoje.

Desta vez, ela foi longe demais.

— Isso é sobre os uniformes? — Rebecca Shaw, a ruína


de sua existência, perguntou com um leve franzir de testa, o
que apenas conseguiu irritá-lo ainda mais.

— Sim. — Ele respondeu para a pequena hipocondríaca


que faltou mais dias do que todos seus outros empregados
juntos. E de alguma forma resistiu à vontade de estrangular
a intrometida mulher que fazia da sua vida um inferno desde
o dia em que de forma tola a contratou.

Ela franziu o cenho quando olhou sobre o ombro para a


pilha de caixas que chegaram apenas há uma hora atrás.

— Eles fizeram confusão com o pedido? — Perguntou


Rebecca, tendo a coragem de parecer adoravelmente confusa
quanto voltou sua atenção para ele.

— Podemos dizer que sim. — Disse ele, honestamente


surpreso por não ter começado a gritar com a baixinha
atrevida. Lúcifer olhou para o relógio da Coca Cola pendurado
acima da porta e notou que ainda era cedo. Em geral, ela
levava uns bons dez minutos ou mais para reduzi-lo a
monossilábicas palavras e incoerentes gritos a plenos
pulmões.

— Porra! — Ela gemeu ficando de pé. Balançando a


cabeça em descrença, caminhou até as caixas que seriam
devolvidas na primeira hora da manhã e abriu a que estava
perto da porta. — Eu esperava recebê-las até sexta-feira. —
Explicou enquanto puxava uma camiseta preta e a
inspecionava

— Tenho certeza de que sim. — Disse ele rispidamente,


enquanto a observava inspecionar algumas das camisas,
aventais e calças que estavam cuidadosamente empilhados
na caixa.

— Eu não estou vendo nenhum problema. — Disse


Rebecca com aquele maldito pequeno suspiro que sempre
irritava seus nervos, enquanto olhava para a camisa em suas
mãos antes de iniciar o processo de inspeção novamente.

— Você não vê? — Ele perguntou, levantando uma


sobrancelha quando se inclinou para trás na cadeira e.... —
Que porra você está fazendo? — Perguntou quando a
mulher que ele deveria ter percebido ser louca anos atrás,
tirou a camisa branca da Fire & Brimstone e jogou-a sobre
sua mesa, ficando em um sutiã preto, que parecia estar
lutando para manter os grandes seios pálidos, que de alguma
forma conseguiu colocar dentro dele, impedindo-os de pular
para fora.

— Experimentando o uniforme novo. — Explicou com


uma expressão que dizia claramente que era obvio o que
estava fazendo. Enquanto Lúcifer ficava sentado ali,
observando impotente, ela estendeu a mão e ajeitou o sutiã,
para ver o que tinha de errado.

Foi nesse momento que ele agradeceu por ser um


homem que gosta de bundas, senão...

— Não. Porra. Nem. Pense. Nisso. — Disse, enfatizando


cada sílaba para se certificar de que ela ouviu.

Rebecca parou de desabotoar sua calça, abriu a boca


para argumentar, mas algo em sua expressão deve ter feito a
mulher psicótica entender o fato de que estava a segundos de
estrangulá-la com as próprias mãos. Com um suspiro longo,
que deixaria todos os homens de sua família envergonhados,
ela ajeitou os botões e jogou a calça de volta na caixa.

— Eu ainda não vejo o problema. — Disse Rebecca,


apontando para a camisa que absolutamente não deveria ter
pedido.

— Isso é porque você... onde porra você está indo? —


Exigiu, quando de repente ela se virou e saiu sem mais uma
palavra, fugindo enquanto ele estava prestes a despedir sua
bunda e levando sua raiva para o estágio homicida.

Lúcifer ficou lá por mais um minuto, recusando-se a ir


atrás dela. Ele planejou demiti-la em seu escritório,
realmente fantasiou sobre isso e iria muito bem realizá-lo em
seu maldito escritório. Abriu a boca para exigir que Rebecca
trouxesse sua bunda de volta para que pudesse viver a sua
fantasia, quando as próximas palavras que saíram dela,
fizeram-no sair pela porta xingando.

— Ei, Tim! O que você acha dos novos uniformes?

Ele iria matá-la, decidiu isso quando saiu furioso de seu


escritório para o bar, para encontrar aquela pestinha que
estava mostrando a todos o uniforme que encomendou pelas
suas costas.

— Amei! — Abigail, sua gerente, disse em aprovação,


irritando-o ainda mais porque não havia nada de errado com
a porra dos uniformes que projetou dez anos atrás!

— Já estava na hora. — Disse Tim com um sorriso que


desapareceu rapidamente quando viu Lúcifer andando na
direção deles.

— Acho que ficará muito melhor com o novo... —


Rebecca começou a explicar apenas para deixar suas
palavras sumirem com um suspiro de resignação, quando ele
a agarrou e jogou-a por cima do ombro.

— Nós já não falamos sobre manipulação? — Perguntou


enquanto se endireitava em seu ombro, para ficar
confortável enquanto ele caminhava de volta para seu
escritório.

— Precisamos ter uma conversinha. — Ele calmamente


explicou, decidindo que realmente não havia necessidade de
gritar e arruinar está ocasião.

— Mais uma? — Ela perguntou, não soando


particularmente preocupada enquanto a levava de volta para
seu escritório, parando apenas tempo suficiente para chutar
a porta, antes de colocar sua garçonete indesejada na velha
cadeira deteriorada que salvou para tal ocasião. Com um
suspiro próprio, e retornou à sua mesa, satisfeito de que tudo
no mundo era como deveria ser.

Lúcifer sentou-se, limpou a garganta e abriu a boca


para recitar o discurso no qual vinha trabalhando desde o
momento em que percebeu seu erro contratando-a, mas
depois de uma leve pausa, soltou um suspiro longo e
satisfatório, decidindo saborear o momento.

Foi um erro e parte dele sabia disso quando decidiu


fazê-lo, mas depois de cinco longos anos de inferno não foi
capaz de se segurar. Depois de todas as maluquices que ela
trouxe para sua vida, queria saborear aquele momento
precioso, quando finalmente se libertaria dela.

— Eu estava esperando para conversar com você está


manhã. — Seu próprio lembrete pessoal de que o inferno de
fato existe, pensou quando se levantou e andou ao redor de
sua mesa, mas desta vez estava preparado e empilhou uma
pilha grande de pastas na quina da sua mesa mais cedo
para que ela não pudesse... — Que porra você pensa que está
fazendo? — Exigiu quando ela simplesmente passou pela
pilha de pastas para mantê-la fora de seu local habitual e
pulou em sua mesa.

Bem. Na. Frente. Dele.

— Nada. — Disse, fazendo uma careta como se fosse ele


quem tivesse perdido a cabeça.

— Mova-se. — Disse com os dentes apertados, enquanto


ela preguiçosamente cruzava uma perna sobre a outra e se
inclinava para trás para pegar...

— Por favor, me diga que você está de sacanagem


comigo. — Disse quando a mulher enlouquecida voltou e
pegou a prancheta que ajudou a fazer de sua vida um inferno
nos últimos cinco anos.

Lúcifer ainda não tinha certeza de como Rebecca fazia


isso, mas sempre que ela sentia vontade de ver se ele estava
disposto a passar dez anos ou a vida toda atrás das grades
por homicídio culposo, puxava a maldita prancheta. Ela
nunca a carregava por aí, mas sempre parecia estar ao
alcance, algo que o enlouquecia, até que percebeu que
permitia que esta pequena malandra tivesse tanto poder
sobre ele. Uma vez que percebeu isso, se obrigou a não se
importar com o que ela era capaz de puxar daquele maldito
dispositivo de tortura e arruinar toda a porra do seu dia com
apenas alguns pontos chaves.
— Precisei mudar Jen para o turno da manhã, porque
tenho um compromisso esta manhã. Mas devo voltar a tempo
para o almoço. — Ela começou tentando prolongar o
inevitável e trazendo essa coisa toda para um novo nível de
merda patética.

— Não há nenhum motivo para você voltar. — Explicou


antes de finalmente acrescentar. — Você está demitida.

— Uh huh. — Murmurou distraída, claramente o


ignorando, o que infelizmente para Rebecca era uma das
coisas que o deixavam mais irritado sobre ela.

Bem, para ser honesto ele odiava muitas coisas sobre


praticamente todo mundo. Exceto por sua família. Os
tolerava, porque sua mãe provavelmente iria enchê-lo de
porrada. Então seu pai, é claro, se sentiria obrigado a chutar
sua bunda por perturbar sua mãe.

E seus irmãos iriam tentar chutar a bunda dele


também. Isto é, se sobrevivesse ao chute de seu pai, o que era
bem provável. Então, por autopreservação, tolerava sua
família.

Até um ponto.

Ele poderia ter que reconhecer e abster-se de matá-los


quando o irritavam muito, mas não tinha que deixá-los em
seu restaurante, não importava o quanto reclamassem e
Deus, como eles reclamavam.

— Voltarei para o almoço. — O espinho ao seu lado


repetiu, lembrando-lhe que deveria estar vivendo a sua
fantasia.

Não havia nenhuma maneira de permitir que ela


estragasse isso. Sonhou em fazer isso e agora que estava
fazendo-o, iria saborear cada segundo.

— Você está demitida. — Repetiu, tendo uma perversa


satisfação em deixar essas duas palavras rolarem para fora
de sua língua.

— Eu fiz o Eric passar pelo refrigerador e limpá-lo hoje


em vez de amanhã, já que estamos recebendo a entrega de
manhã. — Disse com uma careta que se recusou a achar
adorável, enquanto ela distraída estendia a mão, agarrava
seu café e tomava um gole antes que pudesse impedi-la.
Assim que Rebecca terminou, ele tirou o copo de perto dela.

— Você não ouviu o que eu acabei de dizer? —


Perguntou com um olhar, quando a mulher frustrante pegou
o copo dele e tomou outro gole antes de entregá-lo de volta,
deixando-o sentado ali, olhando para ela se recusando a sair.

— Eu também precisei demitir Jeff esta manhã. —


Disse, chamando bem sua atenção.

— Você fez o quê? — Perguntou, tomando nota do tempo


que ela estabeleceu um novo recorde por fazê-lo perder a
porra da cabeça.

— Eu o despedi. — Respondeu encolhendo os ombros


como se não fosse grande coisa. Era uma puta grande coisa!
— Quem porra você pensa que é para despedir um dos
meus funcionários? — Começou a exigir apenas para ser
cortado e deixado sem palavras pela pirralha, quando ela
jogou a prancheta para ele, pulou de sua mesa e se dirigiu
para a porta.

— Ele estava chamando prostitutas e usando dinheiro


do caixa para pagá-las. Bem, voltarei em poucas horas! —
Disse alegremente enquanto ele ficava sentado ali, olhando
para a porta por muito tempo depois que Rebecca saiu, se
perguntando como ela continuava fazendo isso com ele.

Isto não aconteceria novamente, prometeu a si mesmo


quando agarrou sua própria prancheta e se dirigiu para a
reunião da manhã, determinado a salvar o restante do dia.
Quando tivesse acabado, iria voltar e tentar novamente, mas
desta vez teria sucesso. Depois que finalmente conseguisse
demiti-la, iria se concentrar em encontrar uma forma de
expulsar a pequena pé no saco do apartamento que ele
estupidamente alugou para ela.
— O que aconteceu? — Melanie, sua melhor amiga
desde o segundo grau e companheira de quarto, perguntou
enquanto Rebecca calmamente fechava a porta atrás dela.

— Ele me demitiu de novo. — Admitiu enquanto tentava


ser indiferente ao mesmo tempo em que caminhava através
do seu apartamento em estilo loft e se dirigia para o banheiro.

— Vai vomitar? — Melanie perguntou bocejando de onde


descansava no sofá com uma revista, uma Coca-Cola e sua
razão de viver, um duplo fudge de chocolate Pop-Tart.

— Não, não, claro que não. — Mentiu, mal resistindo à


vontade de colocar a mão sobre o estômago, mergulhar para a
lixeira próxima a ilha da cozinha e finalmente, encontrar
algum alívio da náusea maldita que a assolava desde o café
da manhã.

— É mesmo? — Perguntou Melanie, erguendo uma


sobrancelha enquanto continuava folheando a revista,
parando apenas tempo suficiente para empurrar para trás
uma mecha grossa de seu cabelo loiro mel.

— Estou bem. — Rebecca jurou, obrigando-se a parar


alguns metros de sua salvação.
— É mesmo? — Melanie falou, não soando como se
realmente acreditasse nela, o que obviamente era o problema
desde que Rebecca realmente não queria ir para esta
consulta. Mas, a menos que fosse capaz de convencer
Melanie que estava muito bem, ela...

— Você não está fugindo da consulta ao médico? — A


garota mandona anunciou com um suspiro entediado,
fazendo Rebecca arrepender-se de ter oferecido para
compartilhar sua caixa de suco na pré-escola.

— Eu estou bem. — Falou, indignada por sua melhor


amiga se recusar a acreditar nela.

— Então explique por que você está pálida. — Melanie


exigiu, ainda não olhando por cima de sua revista. Então
novamente, Melanie provavelmente não precisava vê-la,
depois de todos esses anos para saber o quanto ela estava
doente.

— Porque eu sou irlandesa. — Lembrou a sua amiga


imprudente.

— E o tremor?

— O que sobrou de adrenalina de minha reunião com


Lúcifer. — Explicou com um pequeno soluço, esperando jogar
com o compassivo coração da sua melhor amiga para sair
dessa, desde que a última coisa que queria fazer, era
desperdiçar seu dia em outro consultório médico apenas para
que eles pudessem dizer-lhe que tudo isso estava na sua
cabeça.
— Boa tentativa, mas você não sairá dessa. — Melanie,
a cadela de coração frio disse, soando entediada enquanto
Rebecca estava ali, o lábio inferior tremendo, olhos
lacrimejando enquanto se abraçava, certificando-se de
parecer devidamente traumatizada.

— Foi tão a-aterrorizante. — Disse, esperando dois


segundos cruciais antes de acrescentar um pequeno soluço
no final, esperando que isso fosse o suficiente para que elas
pudessem acabar com esta farsa e continuar com suas vidas.

— Uhuh. — Melanie murmurou, ainda não se


preocupando em conceder-lhe a cortesia de um olhar
enquanto tomava um gole de Coca-Cola.

— Acho que eu nunca irei superar isso. — Rebecca


sussurrou asperamente, dando um passo discreto na direção
do banheiro, rezando para que a traidora não notasse.

— Primeiro. — Melanie começou parando apenas tempo


suficiente para tomar outro gole de refrigerante. — Você é
provavelmente a única pessoa viva que não tem medo de
Lúcifer Bradford.

Rebecca começou a discutir, simplesmente para


argumentar, mas a maldita mulher ainda não terminou.

— Em segundo lugar, você não está enganando ninguém


com este tremor de lábio patético. Se ficará doente, então
acabe logo com isso, por que você não vai passar mal no meu
carro, de novo. — Melanie anunciou com outro suspiro
entediado que lhe rendeu um olhar.
Rebecca continuou encarando sua melhor amiga,
enquanto milhares de argumentos corriam por sua cabeça,
mas seu estômago maldito decidiu que era hora de levar isso
para o próximo nível e começou a doer, quase derrubando-a
de bunda e garantindo que Melanie ganhasse este jogo.

Isso não significava que planejava ir tranquilamente


para a consulta, porque não iria. Fugiria dessa consulta como
já fugiu de muitas outras antes. Tudo o que tinha que fazer
era...

— Tique-taque. — A cadela irritante que ela detestava


mais a cada segundo que passava, disse ironicamente, para
ganhar seu ódio.

— Isso ainda não acabou! — Rebecca respondeu,


simplesmente porque acabou e ambas sabiam disso.

— O que você disser, Raio de Sol. — Disse Melanie em


uma voz melodiosa e irritante apenas para tirá-la do sério
ainda mais.

Rebecca abriu a boca para argumentar, mas acabou


batendo a mão contra sua boca enquanto estreitava os olhos
sobre a mulher que deveria ser legitimamente sua nêmese e
decidiu fazer uma retirada tática para o banheiro antes que
fizesse alguma coisa que iria provar à pretenciosa cadela que
estava certa.

A porta tinha acabado de se fechar atrás dela quando


perdeu a batalha para seu café da manhã, algo que estava
fazendo com mais frequência ultimamente. Também era
algo que estava tentando evitar fazer hoje, sabendo que seria
sua queda. Não queria ir a esse compromisso hoje,
simplesmente porque estava farta e cansada de ouvir os
médicos lhe dizerem que não havia nada de errado com ela,
ao mesmo tempo dando-lhe aquele olhar que a fazia se sentir
inútil. Todos pensavam que era uma hipocondríaca e a parte
assustadora é que eles poderiam estar certos.

Rebecca não conseguia se lembrar da época em que não


esteve doente. Na escola estabeleceu o recorde de ausências.
Seus pais ficaram com medo de perdê-la. Isto é, até chegar no
ensino médio e os médicos, de quem dependia para fazer tudo
ficar melhor, chegaram à conclusão de que estava fingindo
para chamar atenção.

Não importava quantas vezes jurasse que não estava se


sentindo bem, seus pais se recusavam a ouvir. Eles seguiram
as ordens do médico, a mandaram para a escola todos os dias
e quando a enfermeira ligava para dizer-lhes que precisavam
buscá-la na escola, eles se recusavam.

A única pessoa que sempre acreditou que havia alguma


coisa errada com ela era a malvada daquela mulher na outra
sala, esperando para emboscá-la e arrastá-la pelos cabelos
para ver o último médico, que em duas horas explicaria do
jeito mais educado possível que não havia absolutamente
nada de errado, segundos antes dele sugerir que ela poderia
se beneficiar ao ver um psiquiatra. Rebecca costumava
argumentar, determinada a fazê-los perceber que estavam
cometendo um erro, que eles perderam alguma coisa, mas
nenhum deles jamais a ouviu. Eventualmente, parou de
tentar, parou de manter seus compromissos e eventualmente
parou de esperar por uma resposta.

Apenas queria que Melanie aceitasse o fato de que não


havia mais nada que alguém pudesse fazer e deixar isso ir
para viver o resto de sua vida na miséria, mas a mulher
frustrante se recusava a ouvir a razão. Não importava
quantas vezes implorasse, olhasse e reclamasse, sua amiga
se recusava a deixar ir. Melanie sempre acreditou que estava
doente e sempre esteve lá para ela. Entendia quando estava
doente demais para fazer qualquer coisa e nunca ficou
irritada quando Rebecca precisou cancelar os planos para
que pudesse passar algum tempo de qualidade enrolada na
cama, tentando fingir que não odiava sua vida.

Significava o mundo ter alguém em sua vida que não


pensava o pior dela. Ter Melanie em sua vida era a única
coisa que a mantinha sã todos estes anos. Era muito ruim
que sua melhor amiga estivesse deixando-a louca com todas
essas persistências e ameaças de violência. Não queria ver
outro médico, mas infelizmente para ela, Melanie não parecia
se importar com o que queria. Sua melhor amiga estava
determinada a descobrir o que estava errado com ela e
corrigi-lo mesmo que isso significasse arrastá-la chutando e
gritando para ver todos os médicos no mundo.

Mesmo que isso a irritasse profundamente, significava o


mundo ter alguém que acreditava da forma como Melanie
fazia. Não importava o que o que qualquer um dissesse
sobre ela, Melanie sempre a apoiava, era por isso que resistia
à vontade de estrangular sua melhor amiga enquanto se
recusava a desistir e aceitar o fato de que não havia nada que
alguém pudesse fazer para curá-la.

— E quanto aos pratos do dia? — Rose, uma garçonete


que contratou há alguns meses sobre a recomendação de sua
cunhada, perguntou.

— O que têm eles? — Perguntou Lúcifer quando se


encostou na parede, olhando através dos cartões de ponto.

— Eles têm alguma chance? — Ela perguntou ao mesmo


tempo em que olhava para os menus da noite.

Deveriam ter, mas as novas receitas nas quais vinha


trabalhando não estavam prontas ainda.

— Não. Eles são os mesmos que na semana passada. —


Disse enquanto ela olhava para o quadro branco perto do
relógio para ver quais foram os pratos da semana passada.

Lúcifer olhou para a lista antes de decidir que a


sobremesa no menu estava um pouco fraca.

— Farei uma ligação para a Padaria Dixon, para ver se


eles têm alguma coisa que possam reservar para o serviço do
jantar de hoje à noite. — Disse, decidindo que seria
provavelmente melhor se fosse pessoalmente e conseguisse
um especial Bradford para ajudá-lo a se recuperar do
desapontamento daquela manhã.
Ela realmente iria ser a causa de sua morte, pensou
enquanto rubricava os cartões de ponto desta manhã. Todos,
exceto dois. Colocou o primeiro de lado e olhou, procurando o
cartão de ponto1 correspondente. Levou alguns segundos
para encontrá-la.

Suspirando, ele disse.

— Aimee?

— Sim? — Disse Aimee, ficando nervosa e por uma boa


razão.

— Você está demitida. — Disse, sem se preocupar em


olhar sobre seu cartão de ponto.

— Mas...

— Você tem cinco minutos para limpar seu armário. —


Disse, colocando o cartão de ponto ao lado antes de
selecionar outro cartão que ela decidiu acabar esta manhã e
voltando a se perguntar por que ele estava tendo um
momento tão difícil por dispensar Rebecca.

— Você pode dizer a Kelly quando a encontrar, que está


despedida também. — Disse ele, colocando uma linha através
do cartão de ponto de Kelly.

Ela não disse mais nada enquanto rapidamente pegava


suas coisas e saía, porque sabia bem. Ele não aceitava merda
de ninguém e raramente dava uma segunda chance. Havia
uma razão para que todos o chamassem de Lúcifer na sua

1
1. Cadeia de caracteres denotando a hora ou data que o evento ocorreu. A cadeia
é geralmente apresentada num formato consistente, permitindo fácil comparação
entre duas marcas temporais distintas.
cara e de idiota nas suas costas. Não tinha problemas com
qualquer um dos apelidos, porque conquistou ambos.

Mesmo quando era uma criança, ele não era alguém que
você gostaria de mexer. Nunca aceitava qualquer merda de
ninguém e se tivesse um problema com isso, sempre estava
mais do que feliz em esclarecer quaisquer mal-entendidos.
Embora fosse um idiota e não tinha problema algum em
admitir isso, não era um valentão. Se o deixasse sozinho, ele
deixava você sozinho, mas Deus ajudasse se o pegasse
humilhando alguém, porque estaria em seu rosto antes que
tivesse a chance de piscar.

Não era como o restante dos homens de sua família.


Eles eram mais descontraídos, fáceis de lidar, enquanto ele
era o moralista e provavelmente, levava tudo muito a sério.
Sempre foi assim e nunca pensou em mudar. Porque deveria?
Estava feliz com a forma como sua vida era.

Tinha o restaurante dos seus sonhos, que admitia ainda


ser um trabalho em andamento, amigos decentes, um bom
lugar para viver e uma família que o aceitava pelo idiota que
era. Sua vida era perfeitamente foda.

Ele definia seu horário, trabalhava em tudo o que queria


e se assegurava que um dia seu restaurante seria o melhor
na cidade. Quando conseguisse isto, procuraria abrir mais
locais e com sorte um dia, seria capaz de se sentar e
desfrutar de seu sucesso. Até aquele dia chegar, faria
absolutamente tudo o que tivesse que fazer neste grande
restaurante, mesmo que isso significasse consumir todo seu
tempo e cada último centavo, ele faria acontecer.

— Mova seu traseiro, Shaw! — A cadela controladora


que amava mais do que tudo, disse em uma voz cortante
quanto passou pelo banheiro. — Sairemos em dez minutos.

— Não, nós não sairemos! — Rebecca respondeu,


embora soubesse muito bem que não tinha escolha.

Ela iria ou Melanie lhe daria uma surra e em seguida,


arrastaria seu corpo inconsciente para o consultório médico.
Por mais divertido que fosse acordar sendo picada e
examinada, preferia deixar passar e aceitar o fato de que teria
que lidar com outro médico dizendo-lhe que estava tudo em
sua cabeça.

Yup, isso iria ser muito divertido, pensou enquanto


escovava os dentes, dizendo a si mesma que não tinha uma
escolha. Sairia por vontade própria ou Melanie iria entrar
aqui, agarrá-la pelos cabelos e arrastá-la pelas escadas de
serviço, porta afora e empurrar seu corpo inconsciente no
porta-malas de seu carro.

Uma vez que não queria ser empurrada para dentro com
as roupas de ginástica de Melanie que não viam o interior de
uma máquina de lavar roupa em cinco anos, decidiu engolir
em seco e aceitar o fato de que iria se sentar lá e sorrir
educadamente enquanto outro médico explicava em termos
mais sutis que era louca. Ela iria...
— Solte-me! — Melanie de repente gritou, parecendo
irritada e fazendo Rebecca suspirar pesado, porque a esta
altura Melanie realmente deveria ter aprendido a lidar com
seu doce e pequeno bebê. Quando Rebecca enxaguou a boca
e guardou a escova de dente, os gritos de gelar o sangue
começaram.

— Gritar só vai piorar as coisas! — Falou por cima dos


gritos, perguntando se Melanie não conseguia se lembrar de
uma regra simples.

— Tire ele de cima de mim! — Melanie gritou


histericamente, o que foi apenas mais ridículo, porque Mojo
nunca iria machucá-la e sabia disso.

Murmurando para si mesma, Rebecca entrou no


pequeno corredor que estava ainda menor pelo fato de
Melanie estar deitada no chão com o mastiff de cento e vinte
quilos deitado sobre ela, abanando feliz o rabo enquanto ele
continuava babando sobre a garota que parecia ter um
problema com carinho.

— Você vai tirá-lo de cima de mim? — Melanie exigiu


enquanto tentava, sem sucesso, virar a cabeça para sair do
caminho de toda aquela baba lentamente escorrendo em seu
rosto e pescoço.

— Você vai cancelar a consulta médica? — Rebecca


rebateu, percebendo que poderia realmente ter uma chance
de se livrar da consulta. Ela continuaria chutando sua
bunda. Não havia nenhuma dúvida sobre isso, mas pelo
menos, graças a Mojo e seu amor por um bom afago,
poderia faltar à sua consulta e realmente isso era tudo que
importava.

— Não! — A mulher teimosa que estava deitada em uma


grande poça de baba de cachorro falou, lançando um olhar
terrível em sua direção como se fosse de algum modo culpa
de Rebecca que Mojo gostasse de enfrentá-la sempre que a
oportunidade aparecia.

— Tem certeza? — Rebecca perguntou depois de uma


leve hesitação, simplesmente porque sabia como isso iria
acabar.

— Sim!

— Então receio que não há nada que eu possa fazer. —


Disse com um encolher de ombros enquanto se virava e se
dirigia para a porta de trás, decidindo que iria voltar ao
trabalho, uma vez que parecia que de repente tinha algumas
horas extras para fazer.
— Eu vou matá-la. — Disse ele em resignação enquanto
esfregava as mãos pelo rosto, porque já não tinha uma
escolha. Não agora, quando cada um de seus empregados
estava vestindo o uniforme que aquela capetinha pediu sem
seu consentimento.

Nem ao menos poderia dizer que não viu este dia chegar.
Teve muitas pistas ao longo do caminho deixando-o saber
que um dia não teria escolha, teria que se livrar do corpo dela
em uma banheira de água benta e deixar que o diabo tivesse
sua protegida de volta.

O dia em que Rebecca Shaw apareceu vinte minutos


atrasada para a entrevista, vestindo uma camiseta dos
Goonies, calça de pijama de flanela, pantufas de coelho rosa e
carregando um currículo que informava orgulhosamente a
qualquer um que tivesse a infelicidade de lê-lo, sobre os cinco
anos que ela passou encontrando a si mesma enquanto
saltava de emprego em emprego...

Normalmente, nunca teria contratado alguém que


claramente não tinha a vida organizada, mas na época estava
com falta de pessoal, por que contratou por engano uma
garçonete que não conseguia aguentar uma pequena crítica
sem se afogar em lágrimas. Enquanto que ela não se
transformou em uma pilha de nervos em cinco minutos de
entrevista, o tempo que geralmente levava para alguém
decidir que trabalhar em Fire & Brimstone apenas não era
para eles, decidiu contratá-la temporariamente.

Com seu histórico de trabalho pensou que fosse apenas


uma questão de semanas, antes dela sair e quando isso
acontecesse, deveria ser capaz de encontrar uma garçonete
de confiança que soubesse como fazer seu trabalho sem
irritá-lo. Lamentavelmente para sua sanidade e sua pressão
arterial, as coisas não funcionaram dessa maneira.

Como da primeira vez que tentou demiti-la e de alguma


forma acabou com um novo menu, duas novas garçonetes, o
que na verdade acabou sendo muito bom e alugou o
apartamento de frente ao dele para ela, sua melhor amiga e a
porra de um cachorro. Ainda não tinha certeza de como ela
conseguiu isso, mas cada vez que tentava dizer-lhe para
parar de ferrar com sua cabeça, sua vida e seu restaurante,
Rebecca de alguma forma conseguia mudar de assunto, até
ele se ver fazendo exatamente o que Rebecca queria apenas
para calar sua a boca, mas não mais.

Ele já estava cheio.

Absolutamente cheio.

Lançando um último olhar para os uniformes que faria


uma adição encantadora a uma fogueira, se dirigiu para os
fundos, dando aos clientes um leve aceno de cabeça
enquanto estes, acenavam olás e ignorando os funcionários
que estavam tentando sabotar o propósito de sua vida com
besteiras mesquinhas. Não parou até que se viu no corredor
dos empregados e foi forçado a dar um soco na trava para
liberar a porta de segurança que levava à escada para os
apartamentos que adicionou pouco depois que comprou o
edifício.

Assim que a porta se abriu, estava na escada e indo


para cima, onde iria finalmente acabar com o reinado de
terror da pequena demônio. Isto termina hoje, prometeu a si
mesmo, recusando-se a aturar as merdas dela por mais um
dia. Trinta segundos depois, estava à sua porta e levantando
a mão enquanto a antecipação corria por seu corpo.

Finalmente, este pesadelo estava prestes a...

— Bom dia, Christopher. — O pequeno terror


cumprimentou-o com um sorriso enorme quando abriu a
porta e o viu, ousando chamá-lo pelo nome, que nem mesmo
sua mãe utilizava mais, alimentando ainda mais sua
determinação para se livrar dela. — Você precisa de algo?

— Você está demitida. — Ele deixou escapar com


absolutamente nenhum refinamento, arruinando o que vinha
trabalhando há anos, mas no momento realmente não se
importava, desde que o trabalho fosse feito. A única coisa que
importava era finalmente livrar-se do maior erro de sua vida.

Em vez de chorar, implorando por seu trabalho ou


discutir com ele como a maioria das pessoas sãs fariam, ela
simplesmente balançou a cabeça e murmurou um distraído.
— Entendo. — Quando ela olhou por cima do ombro
para algo em seu apartamento, o movimento fez com que os
cabelos pretos e encaracolados deslizassem por seu ombro.
Tinha que admitir que gostava disso.

— Você está demitida. — Disse um pouco mais alto,


determinado a se certificar de que não houvessem mal-
entendidos.

— Uh huh. — Ela murmurou, soando ainda mais


distraída enquanto se virava, pegava a maçaneta da porta e
cuidadosamente, a fechava atrás dela. Lentamente se
afastando da porta. Lambendo os lábios nervosa, lançou um
olhar esperançoso em direção a porta da escada como se
estivesse calculando as probabilidades de fazer isso lá
antes...

— Você pequena cadela! — Veio o rugido feminino


enquanto a porta foi subitamente aberta e Melanie, a mais
normal desta dupla tanto quanto poderia dizer, se lançou
sobre Rebecca antes que a mulher muito menor conseguisse
soar surpresa e Melanie a levou ao chão.

— Saia de cima de mim! — Rebecca exigiu um minuto


depois que ela rolou sobre seu estômago e tentou rastejar
para longe, mas a mulher enlouquecida em cima dela, que
claramente foi empurrada ao seu limite, se recusou a deixá-la
ir.

— Não!
— Cadela! — Rebecca disse, provocando um duelo
verbal com o qual estava, infelizmente, muito familiarizado.

— Prostituta!

— Vagabunda!

— Fã do Bieber! (Beliebers?) — Melanie rosnou


enquanto prendia Rebecca em uma gravata e ganhava um
suspiro de indignação, porque claramente isso era cruzar a
linha.

— Sua cadela! — Rebecca rosnou, abandonando suas


tentativas de escapar para que pudesse colocar sua melhor
amiga em sua própria gravata.

Suspirando forte, Lúcifer beliscou a ponte de seu nariz,


imaginando como sua vida se transformou nesta maldita
existência. Gostaria de dizer que viver com essas duas era
como viver com a sua família, mas infelizmente, não poderia
nem mesmo dizer isso, porque elas eram claramente piores
do que qualquer um na sua família, o que era uma verdade
perturbadora.

— Vocês duas não acabaram ainda? — Perguntou, não


surpreso por elas o ignorarem e continuarem lutando,
discutindo ou o que quer que chamavam aquilo.

— Você vai! — Melanie explodiu com uma expressão


determinada enquanto soltava seu controle sobre Rebecca e...

— Ow! — Rebecca gritou quando Melanie a agarrou pela


orelha e deu-lhe uma boa torção, um movimento que parecia
nunca falhar e que a pequena insuportável, literalmente
deveria ter esperado.

— Eu não vim até aqui para testemunhar mais uma de


suas besteiras. — Ele explodiu enquanto as duas passaram
com os tapas ineficazes. — Eu quero ter certeza de que você
entendeu que está demitida.

Mas como sempre, elas continuaram ignorando-o e o


fato do bebê delas ter saído para o corredor para observá-las,
já parecendo entediado. Grato pelo cão não ter focado nele,
Lúcifer decidiu dar mais uma chance antes de sair, com a
certeza de fazer o que foi fazer ali.

— Você está demitida.

— Ouvimos você dizer na primeira vez! — Melanie


explodiu, parecendo mais determinada do que ele nunca a
viu assim antes, enquanto ela se levantava e tentava arrastar
sua melhor amiga para a porta da escada pelas orelhas.

— Vamos! — Rebecca respondeu, mas era claro para


todos no corredor, incluindo o cão agora, roncando alto perto
da porta, que ela perdeu.

Tendo besteira o suficiente para o dia e querendo ter


certeza de que a pior funcionária que ele já teve, soubesse
que foi demitida, caminhou até a dupla lutando, estendeu a
mão e levantou Rebecca do chão. Ele ignorou os sons de
indignação, o cão rolou para seu lado e bloqueou a maior
parte do corredor e entrou em seu apartamento.
— Ei! Eu estava ganhando essa! — Ela argumentou,
embora estivesse tendo sua bunda chutada e segundos de
distância de ser arrastada por um lance de escadas pela
orelha.

— Cala a boca e sente-se. — Lúcifer disse enquanto


rudemente a depositou em um dos grandes sofás de couro
ocupando o grande espaço aberto, deixando-a saber que ela
finalmente foi longe demais, porque, em nenhuma vez, nestes
cinco anos que trabalhou para ele, permitiu que entrassem
em seu apartamento.

Ninguém estava autorizado a estar ali tanto quanto


Rebecca sabia. Este era seu santuário, sua fuga do restante
do mundo e o único lugar que nunca tentou se infiltrar,
porque não queria ver exatamente o quão longe poderia
empurrá-lo antes que ele se rompesse e virasse o infame
descontrolado Lúcifer Bradford sobre ela. Não era como se ele
não tivesse perdido a paciência com ela antes. Isso acontecia
diariamente e geralmente, mais do que uma vez por dia, mas
nunca o viu tão irritado antes.

Com as outras pessoas?

Todo. O. Tempo.

Desde que ela realmente não queria ver o temperamento


anterior dele, decidiu que provavelmente seria do seu melhor
interesse, se fizesse uma retirada apressada e lhe desse uma
chance para se acalmar.
— Você e eu precisamos ter uma conversa. — Ele disse
com um olhar frio que não antecipava nada de bom para ela.

Sim ... não, ela estava bem.

— Nós definitivamente deveríamos conversar. — Ela


concordou com um aceno de cabeça firme, porque aprendeu
anos atrás que a melhor maneira de lidar com Lúcifer
Bradford era tanto distraí-lo como evitá-lo completamente e
desde que não tinha sua prancheta de confiança com dela...

Precisava sair dali por algumas horas e infelizmente, a


única coisa que iria garantir sua segurança até que o Sr.
Rabugento redirecionar seus problemas de raiva para outra
pessoa, seria uma visita ao consultório médico.

Bem, realmente não fazia sentido adiar isso por muito


tempo, especialmente desde que Lúcifer parecia tentar
demiti-la novamente. Ele realmente era bonito quando
pensava que estava no comando, pensou com um suspiro de
resignação enquanto se levantava e se dirigia para a porta.

— Onde porra você pensa que vai? — Ele exigiu, de


alguma forma conseguindo um olhar absolutamente adorável
para um homem que poderia facilmente ser um modelo de
capa com seus taciturnos olhos verdes, bronzeado perfeito,
corpo bem trabalhado e cabelo preto curto que arrumava
todas as manhãs.

Era realmente uma pena ele ser um idiota, pensou


enquanto lhe dava um daqueles sorrisos enormes que sempre
parecia fazer o músculo debaixo do seu olho tremer e disse
alegremente.

— Consulta médica!

Antes que ele pudesse responder, Rebecca estava do


lado de fora da porta e em uma gravata com uma mulher que
poderia ensinar Lúcifer Bradford uma coisa ou duas sobre
canalizar toda essa raiva.
— O que você fará se ele realmente demiti-la? — Melanie
perguntou como se desta vez a resposta fosse diferente.

— Matar você. — Rebecca respondeu com um


preguiçoso encolher de ombros, enquanto continuava
folheando a revista sobre saúde em seu colo.

— Matar-me não iria pagar o aluguel. — Melanie


apontou presunçosamente.

— Iria se sua família me pagasse para fazer isso. — Se


sentiu obrigada a apontar quando disparou outro olhar
calculado para a saída.

— Minha família me ama.

— Seu pai me ofereceu cinquenta mil dólares para matá-


la. — Rebecca assinalou, desejando conseguir saltar para fora
do carro antes que Melanie tivesse parado, a maldita mulher
tinha reflexos rápidos. Além disso, a ideia de se ralar toda na
estrada a sessenta quilômetros por hora, realmente não a
atraiu.

— Ele estava brincando! — Melanie engasgou de


indignação, dando-lhe a distração que precisava, porque
honestamente, não tinha certeza de quanto tempo seria capaz
de se sentar aqui, sabendo o que estava por vir.

— Ele preencheu um cheque. — Respondeu enquanto


olhava de volta para a recepcionista reprovadora, que não
tirou os olhos de cima delas desde que entraram pela porta,
antes de voltar sua atenção para a revista empurrando a
última versão do Viagra.

— Você está mentindo!

— Você estava saindo com Craig Milton. — Disse,


lembrando sua melhor amiga do maior erro sobre namoro de
sua vida.

— Eu tinha dez anos! — Melanie engasgou com uma


risada.

— Seu pai foi ofendido por ele. — Disse Rebecca com um


encolher de ombros quando olhou para a revista no colo,
tentando ao máximo não pensar... em nada.

Mas a cada segundo que passava, estava perdendo essa


batalha e não podia deixar de pensar na conversa que estava
por vir ou o sentimento angustiante que batia nela cada vez
que outro médico olhava para ela com compaixão e
aborrecimento quando eles chegavam a conclusão de que
desperdiçaram seu tempo. Não queria estar ali, mas
novamente, realmente não queria estar em casa ou no
trabalho, onde um certo homem terrível estava, sem dúvida,
em um ataque de fúria graças ao fato de que ela mais uma
vez escapou por pouco de uma tentativa de demiti-la.
Ok, então tecnicamente não escapou de nada, já que ele
disse que foi demitida quase uma dúzia de vezes ao longo dos
últimos cinco anos. Se tivesse sido qualquer outra pessoa, ela
provavelmente teria aceitado seu destino e seguido em frente,
mas este era Lúcifer Bradford, que obviamente, não tinha
ideia do que estava fazendo, então sentia que era para o
melhor, se simplesmente ignorasse e focasse em salvar o Fire
& Brimstone antes que ele o afundasse.

Lúcifer era um homem muito inteligente, um


trabalhador e mesmo que, pessoalmente, o achasse um
idiota, também era um dos homens mais honestos que já
conheceu. Dito isto, ele também era incrivelmente teimoso e
simplesmente não iria trabalhar para ela.

Ela entendia, provavelmente melhor do que ninguém, o


quanto o Fire & Brimstone significava para ele. Não foi capaz
de evitar, mas se apaixonou pelo restaurante e seu charme
na primeira vez que colocou os olhos nele. Faria qualquer
coisa para ter certeza de que fosse um sucesso, mesmo que
isso significasse salvá-lo do homem que tinha todo o direito
de acabar com ele.

Lúcifer preso a seus costumes, se recusava a mudar


alguma coisa ou procurar formas de melhorar o restaurante e
evoluir para atender as tendências de crescimento. Tanto
quanto lhe dizia respeito, o dia em que ele abriu as portas do
Fire & Brimstone ao público, o restaurante estava
absolutamente perfeito do jeito que era e não tinha
necessidade de mudar. Rebecca admitia que provavelmente
teria sido perfeito naquela época, mas isso foi há dez anos e
muito mudou desde então.

Quando ela começou a trabalhar em Fire & Brimstone


percebeu que o restaurante precisava desesperadamente de
uma reforma maciça ou não seria capaz de manter suas
portas abertas por muito mais tempo. A comida era horrível,
muito cara e frequentemente, queimada além do
reconhecimento. A rotatividade do pessoal era alta e os
empregados que ficavam eram idiotas completos que não
davam a mínima se o restaurante estivesse em uma espiral
descendente, enquanto seus cheques fossem compensados.

Era um pesadelo.

Também notou que Christopher (também conhecido


Lúcifer Bradford para aqueles que não queriam irritá-lo)
estava em sua cabeça. Tecnicamente, ainda estava e se o
deixasse fazer o que queria e se livrar dela, em seguida, o
pobre homem não saberia o que fazer com ele próprio ou o
Fire & Brimstone. Lúcifer precisava dela, quase
desesperadamente. Concluiu com um suspiro de pena e um
balançar de sua cabeça, porque realmente, ela não tinha
escolha, além de ficar e ajudá-lo.

Realmente era para seu próprio bem.

— Eu me pergunto o que eles encontraram. — Disse


Melanie com seu tom calculado que acabou por fazer Rebecca
querer infiltrar-se no quarto da cadela uma noite e lambuzar
sua cara com chantili, para que pudesse fazer Mojo atacá-la.

— Eles não encontraram nada. — Disse com irritação,


tolamente mordendo a isca e prometendo a si mesma que se
Melanie continuasse com essa merda, iria parar numa loja a
caminho de casa e compraria uma dúzia de latas de chantili.

— Então por que eles lhe pediram para entrar? —


Perguntou Melanie, parecendo satisfeita consigo mesma, o
que sabia por experiência que não iria durar muito.

Assim que o médico desse a notícia a elas de que ela


provavelmente era uma maluca do caralho à procura de
atenção, o tom de voz de Melanie ficaria um pouco...
enlouquecido. Pelo menos, foi assim que o último médico a
descreveu.

— Não tenha muitas esperanças. — Disse em vez de


permitir-se ser arrastada para esta conversa inútil.

Ela absolutamente se recusava a ter esta conversa


novamente. Não aconteceria. Não mesmo.

— Eles encontraram algo. Posso sentir isso. — Melanie


disse com firmeza, o que naturalmente ganhou um rolar de
olhos, porque Melanie estava sempre certa de que eles
finalmente encontrariam uma razão pela qual ela não
conseguia passar um dia sem ficar doente.

Deveria manter a boca fechada, porque sabia que se


ignorasse Melanie tempo suficiente, se cansaria e desistiria
da conversa, mas a parte teimosa dela que não podia deixar
as coisas como estavam, simplesmente não podia ficar quieta.

— Sim? E o que é que farei se encontrarem alguma


coisa, hein? — Perguntou.

— Nós vamos lidar com isso. — Foi a resposta imediata


que teve Rebecca e suspirando forte, jogou a revista de volta
na pilha na frente dela para que pudesse dar toda sua
atenção a sua melhor amiga que amava mais que tudo, mas
que provavelmente mataria um dia.

— Mesmo? E se eles descobrirem que sou diabética ou


que eu tenho câncer? — Perguntou, porque realmente não
sabia o que faria se o teste desse positivo. Provavelmente,
seriam necessários anos para superar o choque de que estava
realmente doente.

— Então nós vamos encontrar o melhor tratamento de


câncer no mundo, se for câncer e se for diabetes, então
vamos cortar o açúcar e cuidaremos do que comemos. —
Disse Melanie, parecendo completamente confiante de que
seria capaz de lidar com qualquer coisa que fosse e isso era
ótimo, realmente doce, mas Rebecca sabia que eles não iriam
encontrar nada.

— Esta é a última consulta que faço. — Disse com


firmeza, porque estava farta.

— Não vamos precisar de outra consulta após esta. —


Disse Melanie, soando com muita certeza de si mesma. —
Eles descobriram o que está errado e agora podem consertar
isso.
— Uh huh. — Murmurou, esperando que Melanie se
calasse e desistisse.

— E não se preocupe. — Disse Melanie, aproximando-se


e dando a sua perna um tapinha reconfortante de que iria
levá-la a se afogar em compaixão numa noite. — Não importa
o que aconteça, o que encontrarem, você não está sozinha
neste barco. Vou passar por isso com você.

— Rebecca Shaw. — A enfermeira disse, informando-a


que seu tempo acabou. — O médico está pronto para vê-la
agora.
— Isso é nojento! — A mulher de meia-idade que poderia
ter sido exemplo para mães de futebol em todos os lugares,
disse com um sorriso de escárnio, certificando-se que todos
no restaurante a ouvissem.

— Entendo. — Lúcifer murmurou pensativo quando


olhou para o prato que ela enfiou em seu rosto antes que
tivesse a chance de perguntar o que estava errado.

Bem, ele sabia o que estava errado. Esta mulher e seus


três clones, que não conseguiam decidir se queriam devorá-lo
no local ou enviar-lhe olhares mal-intencionado em apoio a
sua amiga, menosprezaram sua garçonete e a envergonharam
na frente de todos. Também o estavam irritando e criando
uma cena em seu restaurante, o que infelizmente para elas
não era algo que iria tolerar.

— As batatas estão frias e encharcadas. O hambúrguer


está queimado por fora e completamente cru no meio. O pão
está completamente seco. O repolho estava rançoso e...

— Então por que você comeu? — Ele perguntou em um


tom enganosamente calmo, que fez com que todos seus
funcionários que estavam no grande salão de jantar
ficassem completamente imóveis e alguns dos
frequentadores compartilharem olhares nervosos. Quando ele
olhou do prato vazio em suas mãos para a mulher tentando
forçá-lo a dar-lhe uma refeição grátis e algo para falar mais
tarde ao redor do filtro de água.

— Porque eu estava com fome e não tinha muita


escolha, pois sua garçonete estava muito ocupada flertando
com o barman para vir verificar-nos! — Retrucou,
provavelmente pensando que levá-la ao próximo nível de
cadela iria ajudá-la no seu caso.

Não ajudou.

— Então por que você não acenou para uma das outras
garçonetes ou saiu? — Ele perguntou quando deu a ela um
olhar que desafiava a continuar com esta linha de besteira.

— Eu não deveria ter que acenar a ninguém! — Ela


gritou. — E se você soubesse como administrar um
restaurante, nós não estaríamos tendo esta conversa.

— Entendo. — Murmurou pensativo enquanto colocava


seu prato na mesa de frente a ela juntamente com sua conta.
— Pague sua conta e saia do meu restaurante. — Disse, mais
do que disposto a deixá-la safar-se desde que tinha outras
coisas que exigiam sua atenção, mas aparentemente ela não
estava disposta a deixar isso.

— Você espera que eu pague por este lixo? Não pode


estar falando sério! — Gritou ela enquanto ficava de pé,
pegava sua bolsa antes de se abaixar, pegar a conta e fazer
uma bola e jogar em seu rosto.
Ele pegou facilmente e mantendo os olhos fixos nos
olhos atordoados dela, jogou o recibo na mesa, abriu a boca
e...

— Não! Nós não matamos os clientes! — O peso


repentino nas suas costas gritou. — Nós não discutiremos
sobre isso novamente!

— Caia fora! — Ele rosnou, mantendo os olhos na


cadela, que decidiu tirar proveito da mulher insana que se
jogou às suas costas e correu para a porta com suas amigas
logo atrás dela, mas apenas depois de cada uma jogar uma
nota de vinte dólares sobre a mesa.

— Assim não é como lidamos com clientes rudes! —


Rebecca gritou enquanto apertava seu abraço ao redor dos
ombros dele e tentava puxá-lo de volta, mas seus pés não
tocavam o chão, mas tudo o que acabou fazendo foi irritá-lo
mais.

Amaldiçoando mandá-la de volta para o inferno, onde


pertencia, ele estendeu a mão, agarrou-a pelos braços e se
inclinou, forçando seu peso a cair para frente. Ela soltou um
grito alto quando o impulso a jogou sobre os ombros dele e a
enviou para o piso de madeira. Antes dela bater no chão a
jogou por cima do ombro e estava caminhando para seu
escritório, determinado a finalmente levar isso até o fim,
mesmo que o matasse.

— Não discutimos sobre manipulação esta manhã? —


Ela exigiu, não soando realmente irritada enquanto
agarrava-se na parte de trás da calça dele e segurava
quando deveria estar fazendo tudo ao seu alcance para tentar
se livrar dele.

— Espere. Para onde estamos indo? — Perguntou,


quando percebeu que ele acabou de passar pela porta do
escritório e se dirigia para o corredor nos fundos.

— Ter uma pequena conversa. — Ele falou friamente, o


que realmente não a assustava, mas o fato de que eles
estavam aparentemente caminhando para o andar de cima,
para o apartamento dele, dizia respeito a ela um pouquinho.

— Isso soa como uma grande ideia. — Disse, agarrando-


se na parte de trás de sua calça enquanto sua mente
trabalhava uma maneira de convencê-lo a se virar. — Mas
você não estaria mais confortável tendo essa discussão em
seu escritório? — Sugeriu com um sorriso esperançoso que
ele não podia ver.

— Não. — O homem teimoso disse com firmeza, fazendo-


a suspirar forte, porque eles realmente teriam que trabalhar
nisso.

— Posso perguntar por quê?

— Não.

— Essa não é realmente a melhor maneira de se abrir


para um diálogo produtivo.

— Você queria que eu a deixasse cair de cabeça? —


Perguntou com absolutamente nenhum humor, que ela
admitia ser um pouco preocupante, embora soubesse que ele
nunca faria isso.

Pelo menos, ela tinha noventa e nove por cento de


certeza que ele não iria deixá-la cair de cabeça, mas ainda
assim...

— Não, eu estou bem. — Disse, decidindo que talvez


fosse de seu melhor interesse vocalizar seu desejo de
permanecer viva.

— Então fique quieta. — Disse ele naquele tom maldito


que simplesmente arranhava seus nervos e a fazia querer
discutir por uma questão de argumentar, mas isso seria tolo
no momento.

No entanto, se viu abrindo a boca e fazendo exatamente


isso quando ele começou a subir a escada.

— Você acha que poderíamos ter esta discussão lá


embaixo? — Sugeriu, apertando seu domínio sobre sua calça
ao ponto de doer apenas no caso do homem habitualmente
irritado decidir seguir com sua ameaça de deixá-la cair de
cabeça.

— Você acha que poderia calar a boca? — Ele disparou


de volta, deixando claro que não esperava uma resposta, mas
ela realmente não podia evitar.

— Provavelmente. — Ela murmurou pensativa, sabendo


que estava brincando com fogo provocando-o, mas incapaz de
evitar, especialmente agora, quando precisava de algo para
distrair-se antes que se perdesse e fizesse algo tolo como
gritar.

Ela não sentiria pena de si mesma.

Ela não iria.

Todos os testes foram negativos, confirmando tudo que


suspeitou antes. Não havia absolutamente nada de errado
com ela. Pelo menos, não clinicamente. Embora
mentalmente...

Bem, parecia haver algo errado com ela. De acordo com


seu mais novo médico, que conhecia um grande psiquiatra
que poderia ajudá-la. Ele realmente foi para a faculdade com
ele e pensou que seria capaz de ajudá-la a chegar a um
acordo com sua condição. Prescrição de medicamentos e
aconselhamento em grupo junto com aconselhamento
individual iria ajudá-la a um dia levar uma vida normal e
produtiva.

Levaria tempo claro, mas um dia seria capaz de fazê-lo


passando o dia sem querer ficar doente, porque
aparentemente, isso era uma escolha dela. Não
subconsciente, de acordo com o médico, mas era
definitivamente algo que poderia controlar com o tempo.

— Eis o plano. — Disse Lúcifer, lembrando-lhe que o


seu dia ainda não acabou, não até que ele tivesse outra
chance de demiti-la. — Você vai se sentar, calar-se e ouvir o
que tenho a dizer. Não vai me distrair, agarrar essa maldita
prancheta, ter esse cão enorme saltando no meu colo e
derrubando-me no chão ou ter sua parceira de crime vindo
correndo com alguma história idiota para salvar sua bunda.
Isto termina hoje.

— Ok. — Ela disse, porque ele estava certo.

Tudo terminava hoje. Ela não tinha ideia de por que isso
a incomodava tanto. Não esperava que eles encontrassem
nada e quando o médico sugeriu que estava tudo em sua
cabeça, estava pronta para isso. Então, por que chorou?

Porque, embora ela sempre dissesse a si mesma que não


esperava quaisquer respostas reais, sempre esperava
secretamente por uma e agora, tudo estava acabado. Não
haveria mais consultas, exames ou Melanie ficando na bunda
dela para ver outro médico. Agora seria sobre como manter
consultas semanais para que pudessem chegar à raiz dos
seus problemas e descobrir como mudá-la.

Deveria estar contente por tudo acabar, mas não estava.


Não importava o que dissesse a si mesma, a Melanie ou a
qualquer outra pessoa, uma pequena parte dela sempre teve
a esperança de que descobrissem o que havia de errado com
ela, para que parassem de olhá-la como se fosse louca.

— Coloque-me no chão. — Ela sussurrou, precisando


sair dali.

Não se importava para onde ir, contanto que fosse para


algum lugar que pudesse enrolar-se, fechar os olhos e sentir
pena de si mesma por um tempo, mas Lúcifer ignorou seu
pedido e continuou levando-a até que a tinha dentro de seu
apartamento. Assim que a porta se fechou com um clique
atrás deles, ele estava soltando seu traseiro no sofá,
ajoelhando-se na frente dela e...

Congelou.
— Eu fui demitida. Eu entendo. — A mulher que o
estava deixando louco disse com um suspiro quando saiu do
sofá e de seu apartamento. Antes de chegar a porta do
apartamento, estava de pé e seguia atrás dela, porque não
havia nenhuma maneira que após cinco anos fodendo com
sua cabeça, que ela realmente o deixaria assim com tanta
facilidade. O que significava que estava mais uma vez
fodendo com a cabeça dele.

Rebecca tinha que estar, porque ele honestamente não


tinha certeza se aguentava saber que a fez chorar. Nunca se
preocupou com uma mulher chorando antes, mas por
alguma razão que não podia explicar, o incomodava vê-la
assim. Talvez fosse porque ele nunca a viu chorar antes. Não
importava quantas vezes a demitisse, gritasse com ela ou
questionasse suas origens demoníacas, ela nunca chorou.

Nenhuma vez.

Realmente surpreendeu-se por ela aceitar sua merda


sem reclamar, quando todos normalmente reclamavam
depois de apenas algumas sílabas irritadas deixarem seus
lábios. Rebecca aceitava sua merda com um sorriso ou o
distraía a tal ponto que era forçado a questionar sua própria
sanidade. Ela nunca tentou tocá-lo com lágrimas antes. Era a
única coisa que sempre admirou nela e era por isso que o
pensamento dela, de repente, tentando comovê-lo com
lágrimas o irritava.

Antes que pudesse fechar a porta na cara dele, Lúcifer


bateu a mão contra ela, obrigando-a a manter a porta aberta
e impedi-la de fugir antes que tivesse algumas respostas.

— Que porra está acontecendo, Rebecca? — Perguntou,


abrindo a porta.

— Eu fui demitida. Entendi. Agora você pode ir embora


para que eu possa sentir pena de mim em paz? — Perguntou,
parecendo irritada com ele quando se moveu para empurrar a
porta, mas Lúcifer não deixou.

Não antes de resolverem isso.

— Nós não terminamos aqui. — Disse, o que lhe valeu


um aceno de cabeça e um murmúrio. — Eu desisto. —
Enquanto a mulher que fez da sua vida um inferno, se virava
e saía, deixando-o parado lá como um idiota ou segui-la como
um maldito idiota.

Aparentemente era um idiota de merda, porque a seguiu


até o sofá onde alguém ficou aparentemente acampado.
Agarrando uma torta Hostess da mesa de café, ela sentou-se
no sofá cheio de cobertores e travesseiros, enrolou-se para o
lado e puxou a maioria dos cobertores até o queixo quando
soltou um pequeno suspiro patético e começou a olhar algo
que estava passando na televisão.
— Que porra você está fazendo? — Perguntou, porque...
ela não deveria estar tentando manipulá-lo? Fazê-lo se sentir
mal? Chorar até que se desculpasse por ser um idiota e
prometer que não seria demitida?

— Chafurdar na autopiedade. — Murmurou, apontando


para ele ficar fora do caminho, porque estava aparentemente
bloqueando sua vista da....

— Chucky, o boneco assassino? — Perguntou com uma


careta, porque realmente não entendia esta mulher.

— Ele me acalma. — Explicou com uma fungada antes


de acrescentar. — Agora, você pode ir embora.

— O boneco assassino acalma você? — Ele perguntou


lentamente, quase certo de que ouviu mal. — Um serial killer
preso dentro de um boneco acalma você? — Perguntou,
decidindo que talvez seria melhor se ele esclarecesse isso
para sua própria sanidade.

— Sim! — Sussurrou com outra fungada enquanto suas


mãos apareceram por debaixo do cobertor, segurando essa
torta Hostess que era realmente muito boa... — Que porra? —
Rebecca explodiu quando ele se abaixou e pegou a torta dela,
porque até onde lhe interessava, ela lhe devia por todas as
besteiras que jogou nele ao longo dos anos.

— Eu preciso disso mais do que você! — Respondeu,


usando o mantra Bradford que normalmente terminava com
argumentos sobre alimentos muito rapidamente.
— Idiota. — Ela murmurou com raiva quando estendeu
a mão e agarrou outra torta, essa parecia boa. — Oh, vamos
lá! — Disse em indignação quando ele serviu-se da segunda
torta.

— Você vai me dizer o que está acontecendo? —


Perguntou, decidindo que poderia fingir que realmente se
importava desde que ela tinha tão graciosamente
compartilhado suas tortas de frutas com ele.

Mudando sua atenção para a televisão, ela murmurou.

— Isso não é importante.

— Então por que você está chateada? — Perguntou,


olhando ao redor do grande apartamento e procurando esse
maldito cão e sua companheira, para que pudesse empurrá-
la para fora e escapar agora que sabia que não era a causa de
seu colapso nervoso.

— Porque é meu direito como uma mulher ficar


chateada por nenhuma razão. — Disse ela com um encolher
de ombros, enquanto olhava para a televisão.

— Uh huh. — Disse ele distraído, perguntando por que


Melanie não estava aqui para lidar com isso.

— Ela levou Mojo para uma caminhada depois que


ameacei matá-la se não parasse de me chatear. — Rebecca
disse, respondendo a sua pergunta não formulada e
deixando-o saber que não haveria escapatória para ele,
porque não podia deixá-la assim.

Podia?
Bem, ele poderia, mas tinha certeza que faria dele um
idiota e agora, ser um idiota de alguma forma parecia...
errado.

— Você não tem um restaurante para cuidar? —


Perguntou, questionando por que ele ainda não a deixou.

Lúcifer estava realmente destruindo isso por ela.

Ele ignorou a pergunta e fez uma de suas próprias.

— Quando é que Melanie volta?

— Bem, já que ela está tentando levar um cão de cento e


vinte quilos para uma caminhada sozinha, suponho que não
vamos vê-la até que ligue e peça um guindaste para ajudar a
arrastar Mojo de volta. — Disse distraidamente, olhando
entorpecida a televisão, enquanto Chucky cortava e fatiava o
caminho através de uma outra piada de mau gosto,
perguntando-se por que Lúcifer ainda estava aqui.

Assim que ela lhe deu o que queria, deveria ter saído,
satisfeito com o conhecimento que finalmente conseguiu
expulsá-la de seu restaurante. Na verdade, assim que
percebeu que estava chorando, deveria ter-lhe mostrado a
porta e lavado as mãos de toda a situação. Era algo que o viu
fazer no passado, quando precisou demitir algumas
garçonetes e elas estupidamente decidiram ver se poderiam
manipulá-lo com algumas lágrimas para fazê-lo mudar de
ideia. Em geral, isso tinha o efeito oposto sobre ele.
O mesmo poderia ser dito para as mulheres que ele
namorou ao longo dos últimos anos, que pensavam que
algumas poucas lágrimas de crocodilo eram o suficiente para
envolvê-lo ao redor de seus pequenos dedos. Elas realmente
pareciam ter o efeito oposto sobre ele também. Não que
tivesse prestado atenção.

Certo, provavelmente prestou um pouco de atenção a


sua vida amorosa, mas novamente, quem não o fez? Era
difícil não reparar! As mulheres que ele namorou traziam
infinitas horas de entretenimento para todos eles e apenas
por isso, elas sempre teriam um lugar especial em seu
coração.

Cada uma das mulheres que namorou e foram muitas


ao longo dos anos, pareciam determinadas a colocá-lo de
joelhos. Por alguma razão todas elas pareciam olhar para ele
como uma pobre alma ferida se escondendo atrás de um
exterior idiota que apenas elas poderiam romper.

Estavam erradas, mas nunca teve a coragem de dizer a


elas, principalmente porque isso significaria colocar fim ao
entretenimento que forneciam e não havia nenhuma maneira
no inferno dela fazer isso. Não quando suas tentativas óbvias
pareciam realmente irritar Lúcifer e colocava um sorriso no
rosto dela.

Não tinha certeza se era o desafio de quebrar Lúcifer ou


o fato de que era incrivelmente quente e as mulheres ficavam
loucas por ele. Fosse o que fosse, não lhe importava, contanto
que elas não parassem de fazer isso. Não havia nada como
assistir a uma mulher tentar quebrar Lúcifer para que o resto
do mundo pudesse ver que tipo generoso e carinhoso de
homem ele realmente era.

Era sempre divertido vê-lo provar que não era.

— O que está realmente acontecendo, Rebecca? —


Perguntou ele, fazendo-a ter pensamentos perturbadores de
tempos mais felizes e fazendo-a se perguntar por que isso
importava.

Não era como se ele já não soubesse. Então, o que era o


grande negócio admitir?

— Você não soube? Sou uma hipocondríaca. — Disse


com um encolher de ombros, enquanto continuava olhando
cega para a televisão, surpresa com o quão pouco ela se
importava.
— Levante-se. — Lúcifer rebateu, perguntando por que
tinha que se repetir.

— Porra. Vá embora. — Aidan, o mais preguiçoso filho


da puta do mundo, disse quando enterrou a cabeça debaixo
do travesseiro numa tentativa inútil de escapar das luzes
brilhantes que Lúcifer acendeu para que não tropeçasse em
todos os livros de medicina, roupas e embalagens de comida
vazias jogado em todos os lugares.

— Levante-se. — Disse, odiando repetir e seu irmão


sabia disso.

— Não. — Disse Aidan, pegando cegamente o edredom


acolchoado e puxando-o para cima, sobre sua cabeça para
ajudar a bloquear a luz e irritando ainda mais Lúcifer, porque
realmente não tinha tempo para jogar estes jogos. Deveria
terminar o segundo trimestre dos impostos hoje à noite, mas
em vez disso estava ali, lidando com esse bastardo
preguiçoso.

— Você vai ficar na cama toda noite porra? — Lúcifer


teve que perguntar, porque isto estava realmente começando
a ficar velho.
— Toda a porra da noite? É quase duas da manhã, seu
imbecil! — A porra prima donna2 da família explodiu,
parecendo excessivamente irritado.

— Então você tem tempo de sobra para me ajudar! —


Ele respondeu de volta quando arrancou o edredom do
bastardo.

Com um grunhido, Aidan empurrou o travesseiro de


lado, virou-se e... franziu a testa.

— Por que você tem uma mulher jogada sobre seu


ombro? — Perguntou Aidan, apontando para a mulher
temperamental que não estava mais falando com Lúcifer,
como se isso fosse de alguma forma um castigo, com um
olhar curioso.

— Ela é o favor. — Disse, embora sentisse que deveria


ter sido mais do que óbvio.

— O favor tem um nome? — Aidan perguntou com um


brilho calculista nos olhos que Lúcifer realmente não se
importava.

— Pé no saco. — Disse, sentindo uma satisfação


perversa pela maneira que todo o corpo de Rebecca
endureceu contra o seu por causa do insulto.

Ela queria dizer alguma coisa, provavelmente estava


morrendo de vontade de dizer-lhe para se foder, mas não
diria nada desde que jurou nunca mais falar com ele
novamente depois que se recusou a soltá-la. Por que Rebecca

2
. Alguém frequentemente arrogante, vago ou simplesmente brutal. – pessoa
narcisista e caprichosa, que faz exigências descabidas
pensou que ameaça funcionaria nele, nunca saberia. Assim
que ela disse isso, garantiu que não a soltaria até que
chegasse ao fundo de toda essa besteira.

— A dor na bunda é o favor? — Aidan perguntou


quando se sentou.

— Ela acha que é uma hipocondríaca. — Disse Lúcifer,


mordendo de volta um sorriso quando a ouviu resmungar
algo com raiva.

— E ela é? — Aidan perguntou com curiosidade real.

Ela era? Provavelmente.

Pelo menos foi o que sempre pensou, mas algo sobre a


maneira que Rebecca se chamou de hipocondríaca esta noite
não caiu bem para ele e não conseguia descobrir o porquê.
Deveria ter apenas balançado a cabeça e a felicitado por
finalmente, descobrir o que o resto do mundo já sabia, mas
essa expressão perdida quando disse, o fez se perguntar se
havia realmente alguma coisa acontecendo.

— Não. — disse, surpreso ao descobrir que realmente


acreditava no pequeno demônio.

Se ela tivesse ficado, mesmo que remotamente feliz


quando anunciou que era uma hipocondríaca, ele teria saído
num piscar de olhos, feliz por ter lavado suas mãos, mas ela
não fez isso. Rebecca parecia genuinamente infeliz quando
disse e apenas isso demonstrava que talvez não estivesse
fingindo.

Aidan se levantou e disse com um bocejo.


— Faça uma consulta em meu consultório na parte da
manhã e veremos o que podemos fazer. — Passou por eles e
se dirigiu para o banheiro, mas infelizmente isso não iria
funcionar para ele.

— É de manhã. — Ressaltou Lúcifer, perguntando por


que seu irmão estava sendo tão difícil sobre isso.

— Marque. Uma. Consulta. — Seu irmão normalmente


atencioso disse, enfatizando cada palavra e fazendo-o saber
por que ele foi ali em vez de ir falar com seu pai.

Provavelmente porque seu pai teria chutado seu traseiro


assim que acendesse as luzes. Deus, sua família era tão
difícil às vezes, pensou, decidindo que esperaria até o
consultório abrir de manhã e que ia arrastá-la para dentro.

— Abra a porta, porra! — O homem que, aparentemente,


perdeu a cabeça nas últimas vinte e quatro horas, exigiu
enquanto continuava batendo em sua porta.

— Sim, vamos ver o que se arranja. — Ela disse,


reprimindo um bocejo enquanto passava por cima de Mojo,
parando para que pudesse esfregar o grande estômago do
grande cão preguiçoso com o pé por alguns segundos.

O terrível ronco com o qual se acostumou,


momentaneamente interrompido para que ele pudesse gemer
de prazer, mas antes que terminasse de dar ao seu estômago
uma boa massagem com os pés ele já estava roncando
novamente. Sorrindo, entrou na cozinha e pegou uma Coca-
Cola, precisando desesperadamente após o bastardo
atualmente batendo na sua porta e ameaçando torcer seu
pescoço se não movesse sua bunda e se preparasse para ir
ver seu irmão em cinco minutos, a tinha mantido acordada
até quatro da manhã.

Ainda não conseguia entender o que havia possuído o


homem normalmente são e severamente idiota, para arrastá-
la assim. O que realmente esperava quando confessou seu
pior medo era que ele assentisse a lembrasse que foi demitida
e dizer-lhe para ter uma vida agradável.

Ok, então a parte — ter uma vida agradável — foi


forçada e sabia disso, mas esperava que ele lavasse as mãos e
saísse depois do seu anúncio da grande mudança de vida.
Esperava no mínimo isso, mas mais uma vez a vida jogou um
truque sujo sobre ela e decidiu estragar tudo num dia ainda
mais divertido, arrastando-a chutando e gritando para fora de
seu apartamento quando o filme estava ficando bom.

— Abra a porta, porra! — O bastardo


surpreendentemente persistente exigiu.

Realmente pensou que ele desistiria depois que


conseguiu facilitar sua fuga, enganando-o inteligentemente
por acreditar que ficaria doente. Em poucos segundos ela
estava em seus pés e ele colocou uns bons quinze
centímetros entre eles. Não foi uma boa vantagem, mas foi o
suficiente para chegar ao seu apartamento e fechar a porta
rapidamente.
Ele foi rápido, muito rápido, mas felizmente a sorte
estava do seu lado pela primeira vez. Ela entrou em seu
apartamento, com falta de ar e conseguiu deslizar a trava
antes que ele pudesse empurrar a porta e arrastá-la de volta
para seu apartamento onde tinha planejado segurá-la como
refém até que fosse a hora de sair para uma consulta que não
era assunto dele.

Ela terminou com os médicos, testes e toda essa


besteira. Poderia ser uma hipocondríaca, mas não era
masoquista. Não havia nenhuma maneira de aceitar colocar-
se nesse tipo de inferno outra vez. Vinte e nove anos foram
mais do que suficiente, tanto quanto lhe dizia respeito.

— O que você fez agora? — Melanie perguntou,


parecendo exausta quando cambaleou na grande cozinha
americana.

Piscando inocentemente, ela perguntou.

— Do que você está falando?

— Abra a porta, porra! — Lúcifer gritou enquanto


Rebecca continuava lá, parecendo inocente e fingindo que ela
não notava o surto psicótico dele.

— Por que ele está batendo na nossa porta às oito da


manhã? — Perguntou Melanie, não parecendo preocupada ou
realmente interessada, quando sua atenção se concentrou em
uma caixa fechada de biscoitos recheados sobre o balcão.

— Oh, isso? — Ela disse com um encolher de ombros. —


Ele me quer.
Melanie assentiu distraidamente enquanto tirava um
pacote fresco de biscoitos recheados e se dirigia para a
torradeira.

— Isso é bom.

— Acho que sim. — Disse, de acordo quando agarrou


seu iPad da mesa e se dirigiu para o sofá, decidida a tirar um
tempo para sua cabeça e descobrir o seu próximo passo.

— Você não deveria estar no trabalho? — Melanie


perguntou quando sentou ao seu lado no sofá e puxou um
dos muitos cobertores que cobriam o sofá.

— Fui demitida. — Rebecca disse enquanto procurava


nos classificados de emprego, perguntando se tinha o que era
necessário para ser uma segurança. Por quinze dólares por
hora, estava disposta a descobrir.

— Assim? Isso não explica por que você não está no


trabalho. — Melanie apontou enquanto pegava o controle
remoto e começava seu ritual da manhã de passar mais de
duas centenas de canais até que finalmente desistia e
mudava para a Netflix.

— Eu decidi que eu precisava de uma mudança. —


Disse com um encolher de ombros, decidindo que era o
melhor, para não mencionar sua confissão a Lúcifer na noite
passada ou o fato de que queria um novo começo para que
pudesse começar de algum lugar novo, onde ninguém a
conhecia e podia fingir, mesmo que fosse apenas por um
tempo, que não havia absolutamente nada de errado com ela.

— Mas, você ama o Fire & Brimstone. — Melanie a


lembrou, o que era algo que ela não precisava esta manhã.

— E eu tenho certeza que vou amar o próximo lugar


também. — Disse com um pequeno sorriso enquanto
continuava percorrendo todos os classificados de trabalho
para os quais não estava qualificada.

— Talvez você poderia... — Melanie começou a sugerir,


mas o que estava prestes a dizer foi cortado quando o
bastardo persistente arruinou tudo, abrindo sua grande e
gorda boca.

— Você vai para a porra da consulta médica! — Gritou


ele, selando seu destino, porque se havia uma coisa que sabia
sobre sua melhor amiga era que Melanie nunca desistiria
dela, não importava o quanto a irritasse.
— Mova-se. — Disse a mulher ingrata, quando ela olhou
para ele, provavelmente tentando intimidá-lo, não que
realmente se importasse, porque não o fazia.

— Não. — Disse simplesmente, lendo os textos que seu


supervisor estava enviando e se perguntando se deveria fazer
uma rápida viagem até lá para se certificar de que as coisas
estivessem funcionando sem problemas.

Provavelmente teria feito isso se Rebecca já não tivesse


tentado fazer umas quinze tentativas de fuga, egoisticamente
tentando arruinar suas tentativas de resolver este mistério
médico dela. Mulher irreverente, pensou com um suspiro
quando enviou um texto de volta à Adam, o supervisor que
provavelmente, era mais odiado do que ele, deixando-o saber
que não seria capaz de voltar lá por algumas horas.

— Olha, eu aprecio o que você está tentando fazer aqui,


realmente o faço, mas isso não tem absolutamente nada a ver
com você. Se eu quiser sair, então eu vou sair e não é da sua
conta. Então, realmente apreciaria se você saísse do meu
caminho. — Ela disse, soando completamente racional,
enquanto estava lá esperando que ele concordasse. Se fosse
qualquer outra pessoa, provavelmente teria reconsiderado
mantê-la refém nesta sala de exame, mas era com Rebecca
Shaw que estava lidando aqui e era para seu próprio bem.

— Você não vai a lugar nenhum. — Disse, perguntando


se deveria mudar os fornecedores de carne.

— Eu realmente vou. — Rebecca disse calmamente


enquanto olhava para ele.

— Pense novamente. — Disse, decidindo que o custo


total não justificaria a mudança.

— Olha. — Disse Rebecca, ficando cara a cara ou pelo


menos tentou, mas desde que ele tinha uns bons vinte e
cinco centímetros a mais, foi um fracasso épico da parte dela.
— Eu não gosto de você e você não gosta de mim. Assim...

— Espere. — Melanie, que exigiu ir junto e foi


surpreendentemente útil durante as tentativas de fuga
fracassadas de Rebecca, disse interrompendo o discurso de
sua amiga. — Eu pensei que você disse que ele era
apaixonado por você.

Erguendo uma sobrancelha, ele olhou por cima de seu


telefone, curioso para ver o que ela iria falar para sair dessa,
apenas para descobrir que a expressão furiosa no rosto dela
de repente se tornou calculista. Sua própria expressão
mudou de curiosa para suspeita, quando reconheceu esse
olhar. Era o mesmo olhar que a maioria das mulheres que
tinham tolamente se casado com os homens de sua família
tinham um pouco antes de foderem com o amor de suas
vidas.
Realmente não gostou desse olhar.

— Ele é. — Disse ela com um suspiro desesperado,


parecendo tão inocente que ele quase comprou, mas
felizmente lembrou-se com quem estava lidando.

— Eu não sou. — Ele falou rudemente, quando olhou


para ela, perguntando se seu irmão ou pai tinha um barril de
água benta em algum lugar ao redor do consultório que
poderia pegar emprestado.

Com um olhar de pena que estava honestamente a


matando, ela disse.

— Realmente não há necessidade de ficar envergonhado,


Christopher. Você é loucamente apaixonado por mim e eu
acho que é doce. Realmente acho. Eu não posso retribuir
esses sentimentos, porquê. — Rebecca fez uma pausa para
encolher os ombros. — Você não é meu tipo.

Ele ignorou o bufo de diversão de Melanie enquanto ela


visivelmente lutava para não rir e olhou para baixo, para
Rebecca. Não era o tipo dela? Porra por favor.

Sabia de fato que ele era definitivamente a porra de seu


tipo. Ela apenas namorava homens altos, de boa aparência,
musculosos e ele mais do que se encaixava nessa categoria.
Em qualquer caso, ela não era o tipo dele. Não tinha certeza
de qual era seu tipo, porque realmente nunca pensou sobre
isso, mas sabia que não era uma garçonete de meio período
que o irritava como ninguém!
— Tenho certeza de que um dia você vai encontrar
alguém que irá retornar esses sentimentos. — Continuou ela
obviamente, decidindo que insultá-lo para matá-la era a
melhor maneira de sair dessa consulta. — Mas essa pessoa
não sou eu.

Deus, como desejava poder demiti-la de novo, mas desde


que não poderia viver aquele sonho novamente, faria a
próxima melhor coisa. Iria se certificar de que a pirralha não
ficasse sem a consulta médica.

— Olha, por que não posso ir sentar-me na sala de


espera? Dessa forma, você pode ficar sozinho, talvez chorar,
se você precisar, hmm? O que acha disso? — Rebecca
perguntou no tom mais condescendente que já ouviu e tudo o
que podia pensar era que sua família não tinha
absolutamente nada contra ela.

— Você está doida, sabe disso, não sabe? — Disse com


um aceno desdenhoso de sua cabeça enquanto olhava de
volta para seu telefone, recusando-se a se meter em mais um
dos seus argumentos bizarros.

— Sim. — Ela disse, suspirando forte. — Eu sei e é


provavelmente por isso que você está apaixonado por mim.

— Uh, huh. — Disse distraído, recusando-se a morder a


isca.

— Ele parece bastante impressionado com você. —


Melanie acrescentou, soando útil, mas ambos sabiam que ela
apenas estava fazendo isso porque estava entediada e
incentivava Rebecca a foder com a cabeça dele.

— Eu realmente não tive a intenção de dar esperanças.


— Disse Rebecca, soando quase arrependida.

Deus, ela era muito boa.

— É realmente uma pena que você não está disposta a


baixar os seus padrões. — Disse Melanie e sim, ele a odiava.

— Eu sei, certo? — Disse Rebecca, fazendo-o ranger os


dentes antes de dizer algo que iria encorajá-las.

Baixar seus malditos padrões?

Isso era uma merda de besteira, porque Rebecca teria


sorte se conquistasse alguém como ele. Apontaria isso para
ela, porém mais uma vez, Lúcifer se recusava a dizer ou fazer
qualquer coisa que poderia piorar seu estado e sabia por
experiência que sempre poderia ficar pior.

— Você sempre pode fingir que ele é outra pessoa. —


Melanie sugeriu e sim, que idiota faz isso.

— Desculpe, mas eu não curto hipocondríacas. — Disse


ele, rapidamente disparando uma piscadela antes de voltar
sua atenção mais uma vez para seu telefone, certificando-se
de olhar entediado e realmente não se importar por ter
cruzado a linha.

— Ele... ele de verdade chamou-a apenas de


hipocondríaca? — Perguntou Melanie, soando
absolutamente atordoada enquanto ficava lá, lutando para
não sorrir, porque ele realmente era tão bonitinho quando
pensava que poderia acompanhá-la.

Na verdade, com base naquela expressão pequena e


presunçosa que nem tentava esconder, ele pensava que
acabou de ganhar este jogo. Errado. Quando muito, acabou
de tornar as coisas interessantes, o que significava que era
hora de ensinar-lhe as regras deste jogo.

Infelizmente isso teria que esperar até outra hora,


porque agora precisava sair dali antes de dizer ou fazer
qualquer coisa para ter esperanças novamente. Não podia
mais fazer isso e não o faria. A última vez foi realmente a
última vez e não importa o que Melanie ou o bastardo se
regozijando queria, ela terminou.

Com isso em mente, se virou para Melanie.

— Você poderia correr até o carro e pegar minha bolsa?


— Perguntou, pegando a sua melhor amiga de surpresa desde
que ela provavelmente estava esperando Rebecca atacar as
bolas de Lúcifer.

Franzindo a testa, porque Melanie esperava claramente


uma resposta violenta, ela perguntou.

— Você não ouviu o que ele disse?

— Sim, claro. — Disse, tentando ignorar, porque tinha


coisas melhores para se concentrar no momento. — Minha
bolsa? — Perguntou, mordendo o lábio inferior enquanto
enviava a sua melhor amiga uma expressão esperançosa que
sabia, Melanie cairia.

Suspirando forte, Melanie colocou a mão na bolsa e


tirou as chaves.

— Ele é um idiota. — Disse intencionalmente, lançando


a Lúcifer um olhar quando se afastou e permitiu que ela
passasse.

Uma vez que Melanie foi embora e a porta foi fechada,


ele se inclinou para trás contra ela e pela primeira vez desde
que foram levados para esta sala, olhou para cima de seu
telefone.

— Você não trouxe uma bolsa. — Lúcifer lembrou como


se isso devesse significar alguma coisa para ela.

— Bem. — Disse, olhando ao redor da sala, à procura de


qualquer coisa que pudesse auxiliar na sua fuga. — Você não
me deu exatamente a chance de pegar uma. Não com toda a
manipulação.

— O que sua pequena mente tortuosa anda tramando?


— Perguntou, sem olhar como se realmente se importasse de
ser chamado de idiota. Então novamente, já foi chamado de
coisa pior.

— Escapar. — Disse ela, não vendo absolutamente


nenhum ponto em mentir.

— Você não quer respostas?


— Eu já tive minhas respostas. — Disse, desejando que
este lugar tivesse uma janela ou uma porta dos fundos.

— Foi a resposta errada. — Disse confiante, o que a fez


rir porque ela sabia de fato que ele sempre pensou que fosse
uma hipocondríaca ou pelo menos, louca.

— E o que te faz tão certo de que a resposta será


diferente do que da última vez? — Perguntou, desistindo da
fuga e decidindo sentar-se na cadeira presa no canto e
esperar o médico. Assim que descobrisse que a companhia de
seguros não cobriria todos os exames caros que ele desejava
fazer e que ela agora estava desempregada, tinha a sensação
de que esta consulta estaria terminada em tempo recorde.

— E se a resposta for diferente? — Disparou de volta,


como se houvesse mesmo uma possibilidade remota de que
isso acontecesse.

— Não vai. Assim, não há nenhum ponto em estar aqui.


— Disse impaciente, imaginando que porra estava tomando
tanto tempo do médico.

— Então e se eu dissesse que eu lhe daria seu emprego


de volta se você desse uma chance? — Disse ele,
instantaneamente colocando-a em guarda e fazendo-a se
perguntar se estava sacaneando-a, mas um olhar para o
rosto dele disse-lhe tudo que ela precisava saber.

Ele tinha algo a provar.

Rebecca deveria dizer não, ir embora e encontrar um


novo emprego e esperar que seu passado não a seguisse,
mas Melanie estava certa sobre uma coisa esta manhã. Ela
amava o Fire & Brimstone. Tanto quanto odiava admitir isso,
ele provavelmente ofereceu-lhe a única coisa no mundo que
iria fazê-la até considerar passar por esse inferno novamente.

Sabendo que ele provavelmente não faria esta oferta de


novo, ela balançou a cabeça e gentilmente disse.

— Apenas se vier com um aumento.


Duas semanas excruciantes

depois…
— E se colocarmos alguns computadores nas mesas do
canto de trás? — Sua própria versão pessoal do inferno
perguntou distraidamente enquanto continuava olhando ao
redor do grande salão de jantar, à procura de mais alterações
a fazer.

— Não. — Disse calmamente, dando uma mordida em


seu cheeseburguer enquanto olhava as vendas da noite
passada, na esperança dela pegar a dica e deixá-lo sozinho.

— Pode trazer uma nova base de clientes. — Disse,


usando as três palavras pelas quais parecia ter se apaixonado
durante as últimas duas semanas.

— Não, não traria. — Disse ele, perguntando-se porque


ela não podia deixá-lo em paz por cinco minutos para que
pudesse desfrutar de seu lanche em paz.

— Mas talvez, se você der acesso gratuito à internet e...


— Ela começou a explicar naquele tom animado que
desenvolveu recentemente, o que lhe dizia que estava
prestes a tentar explicar a sua mais recente ideia em menos
de trinta segundos como se isso fosse de alguma forma fazê-
lo dizer sim.

Isso não faria com que ele dissesse sim. O que fez foi lhe
dar uma puta dor de cabeça.

— Não vai acontecer. — Disse, na esperança de que ela


desistisse.

Rebecca realmente precisava parar antes que ele


perdesse sua maldita cabeça, decidiu enquanto pegava sua
bebida apenas para encontrá-la vazia. Olhando para o
bartender ocupado na outra extremidade do bar, pegou a
Coca-Cola dela ao invés e terminou de bebê-la. Não
parecendo incomodada pelo fato de que Lúcifer roubou sua
bebida, ela simplesmente contornou o balcão e encheu ambos
os copos enquanto continuava procurando novas maneiras de
melhorar o seu restaurante.

Então, novamente, ao longo das últimas duas semanas


ele foi forçado a roubar-lhe a comida desde que ela estava
sempre o incomodando. No início, Rebecca simplesmente
ficava ali, movendo seu olhar dele para a comida que roubou
e novamente antes dela informá-lo que roubou sua comida.
Quando ele incisivamente manteve seu olhar travado com o
dela e serviu-se com o restante de sua comida, ela encolheu
os ombros com um suspiro e voltou a tentar persuadi-lo.

— Você considerou melhor o buffet de café-da-manhã?


— Ela perguntou quando colocou o refrigerante de volta na
frente dele.

Pegando seu copo, ele reprimiu um arrepio de repulsa à


ideia, e disse.

— Não.

— É uma boa ideia. — Disse quando voltou a olhar ao


redor do restaurante, mais uma vez determinada a provar
que ele precisava dela.

Lúcifer realmente não precisava e se lhe dissesse,


provavelmente apenas iria incentivá-la a se esforçar mais e
definitivamente não queria isso. Hoje era o dia no qual se
provaria que ele estava certo e ela estava tentando fazer tudo
em seu poder para mostrar-lhe que era uma parte essencial
da equipe, para que não a demitisse.

A última parte foi um resumo do que Rebecca disse


quando perguntou por que estava deixando-o louco. Ela
temia que assim que eles descobrissem os resultados dos
exames, Lúcifer iria imediatamente demiti-la. Normalmente,
provavelmente faria isso, porque ela tinha uma tendência a
irritá-lo tremendamente, mas ele mais uma vez se viu em um
dilema moral.

Demiti-la depois que concordou em fazer algo que ela


não queria parecia... errado. Não conseguia explicar e não
gostava disso, mas era como se sentia. Não iria demiti-la e
provavelmente deveria ter lhe dito isso para que ela não
tivesse que se preocupar, mas isso apenas criaria mais
problemas. Era melhor que Rebecca não soubesse que seu
trabalho estava seguro, caso contrário, ele provavelmente
teria que lidar com a mulher desonesta tramando pelas suas
costas e para ser honesto, gostava mais dela assim.

Mesmo que ela ainda o estivesse incomodando, estava


em seu melhor comportamento. Até agora, nas últimas duas
semanas ela não tramou pelas suas costas ou fez nada
grandioso, tentado controlá-lo com aquela prancheta maldita
ou aquele sorrisinho inocente dela.

Era perfeito.

— Novo cardápio de sobremesas? — Ela sugeriu,


obviamente ficando desesperada já que estava começando a
repetir-se.

— Não há nada de errado com o cardápio de


sobremesas. — Disse, mudando sua atenção para a papelada
na frente dele, embora já estivesse pensando em mudar o
cardápio de sobremesas. Não que fosse dizer-lhe, uma vez
que apenas iria encorajá-la.

— O cardápio precisa de torta. — Disse ela


honestamente.

— Ele não precisa de torta.

Mas realmente precisava. Porra, agora queria torta.

— Você não deveria estar trabalhando? — Perguntou,


querendo saber se tinha tempo para descer a rua e comprar
algumas tortas antes que seu irmão aparecesse com os
resultados dos exames.
— Hoje é meu dia de folga. — Disse com um suspiro
pesado enquanto caminhava de volta ao redor do bar e
sentava no banquinho ao lado dele.

— Então o que você está fazendo aqui?

— Matando tempo e cobrindo para Jane e Erin para que


eles pudessem fazer uma pausa. — Disse com outro de seus
encolher de ombros enquanto roubava uma batata frita de
seu prato, fazendo-o se perguntar se ela era suicida.

Momentaneamente distraído pelo fato de que ela teve a


audácia de chegar a trinta centímetros de seu prato, ele
olhou por cima de sua papelada e observou ao redor do salão
de jantar. A área estava lotada, mas os clientes estavam
sorrindo, tinham comida, os copos de bebida estavam cheios
e não havia uma garçonete à vista.

— Deveria haver quatro garçonetes agora. — Murmurou


para si mesmo, se perguntando onde todos estavam.

— Sim, realmente deveria. — Rebecca concordou


prontamente. — Mas Tammy ligou para avisar que está
doente e Jenny se demitiu na noite passada, então...

— Jenny se demitiu? — Perguntou, tentando lembrar


seu rosto, mas pela vida dele, não conseguia se lembrar de
quem ela era.

— Hummm, você a fez chorar ontem?

Não, isso ainda não ajudava.


— E ela se demitiu? — Perguntou, se questionando
como continuava contratando garçonetes que não podiam
lidar com um pouco de crítica.

— Sim, imagine só. — Ela disse enquanto sua atenção


se voltava para a porta, onde duas de suas garçonetes
entraram, sorrindo e carregando uma embalagem plástica.

— Muito obrigada por cobrir para nós, Rebecca. — Jane


disse com um sorriso enquanto colocava a embalagem para
viagem no balcão de frente a Rebecca, que era onde o foco
dele estava fixado.

— De nada. — Vagamente ouviu Rebecca dizer enquanto


ele se sentava lá, olhando para a embalagem, tentando
descobrir por que estava sentindo o cheiro de maçã, canela,
abóbora e baunilha.

— Melanie acha que seu irmão vai me dizer que eu sou


diabética. — Explicou ela enquanto se aproximava do bar e
pegava alguns talheres.

— Eles já teriam descoberto isso. — Ressaltou


perguntando se era algum tipo de torta dinamarquesa.

— Isso foi o que eu disse, mas ela tem certeza de que é o


que tenho. — Disse com um suspiro enquanto abria a tampa
e...

— Oh, Deus. — Gemeu quando teve a bela vista diante


dele.

Três, não, quatro grandes fatias de torta de abóbora e de


maçã cobertas com uma enorme quantidade de sorvete de
baunilha francês. Toda aquela crosta de massa folhada e
amanteigada implorando por sua atenção…

— Aqui. — Disse ela, afundando uma segunda colher no


sorvete.

Sem Rebecca precisar dizer duas vezes e disposto a


ignorar o fato de que ela esperava que compartilhasse Lúcifer
deu uma colherada.

Cortando uma fatia de torta de abóbora, ela disse.

— Melanie está enlouquecendo no site WebMD e está


convencida de que todos os meus sintomas são uma
combinação perfeita para diabetes tipo II.

— Ela está tão convencida assim, então? — Perguntou


enquanto roubava uma mordida de sua torta de abóbora.

Deus, isso era bom. Teria que descobrir onde


compraram essa torta e começar a encomendar para o
restaurante.

— Sim, está tão certa de que é isso que eu tenho que


prometeu entrar em uma dieta para diabéticos comigo,
podemos reduzir o açúcar e toda essa baboseira.

— Ela não é viciada em doces?

Balançando a cabeça, terminou a fatia de torta que


estava comendo e disse.

— Não, ela é viciada em carboidratos, como pão,


biscoitos, bolos, donuts e esse tipo de coisa. Melanie está
decidida a cortar os doces se eu tiver diabetes para ser
solidária.

— Isso é legal da parte dela. — Disse distraído, não


tendo certeza se estaria disposto a desistir de um dos cinco
grupos de alimentos por qualquer um.

— Sim, eu acho. — Disse, distraidamente quebrando um


pequeno pedaço de crosta ali sentada, olhando para a torta,
parecendo perdida em pensamentos.

— É por isso que você está se empanturrando de torta?


Apenas no caso de o exame dar positivo? — Perguntou,
olhando para ela com o canto do olho.

Encolhendo os ombros, enquanto continuava


transformando aquele pedaço de crosta em uma pequena
pilha de migalhas.

— Eu tenho uma tendência a comer demais quando


estou estressada.

— Entendo. — Disse, se perguntando se seria


considerado rude se comesse o resto da torta e do sorvete e
se perguntando por que, de repente, se importava.

— É. — Murmurou, começando a parecer um pouco


pálida.

— Você está bem? — Perguntou quando se tornou óbvio


que ela não estava. Conhecia aquele olhar bem o suficiente
para saber que Rebecca estava prestes a correr para o
banheiro mais próximo, fazendo-o se perguntar se Melanie
estava certa sobre ela ser diabética.
Ele estendeu a mão e puxou seu banquinho, balançando
a cabeça quando ela lhe deu um murmurado.

— Obrigada.

— E viu quando ela correu para a parte de trás do


restaurante, onde os banheiros e a escada que levava para o
andar superior estavam localizados.

Suspirando, ele voltou sua atenção para a torta,


distraidamente furando-a com o garfo quando tomou a
decisão de chutar o traseiro de seu irmão se não descobrisse
o que tinha antes que isso acabasse com ela.
— Mojo, se mova. — Rebecca disse com voz fraca
enquanto caia sobre a cama e se enrolava de lado, não se
surpreendendo quando Mojo não apenas ignorou seu pedido
como fez o oposto, se estendendo e quase empurrando-a para
fora da cama.

— Obrigada. — Disse quando se enrolou, repreendendo-


se por não pegar uma lata de Coca-Cola no caminho para seu
quarto, para que pudesse morrer com conforto.

— Mojo, vá buscar uma Coca-Cola para a mamãe. —


Disse enquanto fechava os olhos e se enrolava, grata pelo
pequeno espaço que o cão permitiu a ela.

Talvez devesse procurar por aulas de obediência


novamente, mas com quase dois anos de idade, ele
provavelmente não tinha mais jeito. Talvez se prometesse
deixá-lo ter todas as sobras da geladeira, ele a deixaria ter a
cama? Valia a pena a tentativa, decidiu quando mentalmente
se preparou para a penosa tarefa de rastejar para fora da
cama e caminhar cerca de dez metros até a cozinha e de
volta.

Ela realmente precisava pensar em comprar um


frigobar para seu quarto.
Gemendo e não, ela realmente não se importava com o
quão patética parecia no momento, abriu os olhos e tentou
rolar de costas, mas as patas maciças de Mojo a pararam.
Decidindo que era muito trabalho afinal, fechou os olhos, se
encolheu de lado novamente e tentou pensar em qualquer
outra coisa que não fosse o quanto seu estômago doía.

— Mojo, saia. — Lúcifer, um homem que tinha certeza


que não convidou para o seu quarto, nem mesmo seu
apartamento, disse.

Doente demais para sequer abrir os olhos, resmungou.

— Ele não vai ouvir. — Justamente quando sentiu o cão


enorme, que claramente não compreendia o significado de
lealdade, afastar-se dela. Poucos segundos depois, ouviu
Mojo grunhido enquanto descia da cama.

— Como é que você entrou aqui? — Perguntou, embora


tivesse várias perguntas, decidiu perguntar a única que
importava no momento.

— Você deixou a porta destrancada. — Disse ele quando


ela sentiu a cama se afundar perto dela, o que naturalmente
levou a questão seguinte.

— Diga-me que você não acabou de subir na minha


cama. — Rebecca disse, rezando para que estivesse
enganada.

— Bem. Não direi. — Disse ele, mas ela sabia que o


grande filho da puta fez exatamente isso.
— Saia. — Disse ela, muito cansada para jogar este jogo
com ele.

— Não posso fazer isso.

— E por quê? — Perguntou, desejando que tivesse


treinado Mojo para atacar, mas com sua sorte, ele
provavelmente não iria ouvi-la de qualquer maneira.

— Porque eu não terminei com minha torta ainda. —


Disse com a boca cheia da torta dela.

Isso iria ensiná-la a não compartilhar comida com ele,


pensou amargamente com uma careta quando seu estômago
se apertou, forçando-a a envolver os braços ao redor dele,
tentando respirar e esperar o pior da dor passar. Você
pensaria que já estivesse acostumada a isso, mas cada vez
que a dor batia, era pior do que a última vez. A única coisa
que ajudava, mesmo que remotamente, era um banho
quente, mas neste momento doía muito tentar entrar na
banheira.

Além disso, estava guardando toda sua energia para


mandar seu convidado indesejado embora.

— Eu volto já.

Ela abriu a boca para dizer-lhe para não se preocupar,


mas ofegou de dor quando o movimento causou mais dor em
seu estômago. Ok, talvez agora não fosse o melhor momento
para expulsá-lo, decidiu quando fechou os olhos com força e
apertou os braços mais firmemente contra seu estômago para
impedir que a dor se espalhasse.
— Aqui. — Lúcifer disse, pegando sua mão e colocando-
a em algo frio, mais dor instantaneamente atravessou seu
estômago. Balançando a cabeça, porque achou que ficaria
doente novamente, retirou a mão e colocou-a em seu
estômago.

Ela o ouviu murmurar alguma coisa e em seguida,


sentiu-o subir de volta na cama e...

— Que porra você está fazendo? — Perguntou, ficando


completamente imóvel enquanto dizia a si mesma que estava
imaginando isso.

— Está ajudando? — Perguntou ele, ao invés de explicar


por que pensava que era uma boa ideia subir na cama e
abraçá-la de conchinha, envolvendo seus braços firmemente
ao redor dela e puxando-a para mais perto.

— Está definitivamente me assustando! — Respondeu,


porque não podia dizer-lhe que estava realmente ajudando e
que um pouco da dor foi diminuindo.

— Isso não responde minha pergunta. — Disse Lúcifer,


ajustando seu agarre ao redor dela e fazendo a dor
suportável.

A dor não desapareceu, mas pelo menos ela deixou de se


sentir como se estivesse a segundos de gritar em agonia.
Quando não respondeu, porque se recusava a admitir que
qualquer coisa que fizesse estivesse ajudando, ele começou a
tirar a mão.
— Acho que se não está ajudando... — Disse, deixando
suas palavras sumirem enquanto continuava tirando a mão.

Olhando para a parede e odiando o bastardo por brincar


com ela assim, agarrou seu braço e puxou-o de volta no
lugar.

— Está ajudando! Você está feliz?

— Radiante. — Disse com uma risada que ela se


recusou a achar agradável quando ele passou os braços em
volta dela novamente e abraçou-a.

— Idiota. — Ela murmurou, mesmo que a encantou


ouvi-lo rir novamente. Era definitivamente algo que ele não
fazia muitas vezes, mas quando o fazia, Rebecca não podia
deixar de sorrir, mesmo quando tudo o que queria fazer era
chorar.

— Você quer a Coca-Cola que eu trouxe para você? —


Perguntou, notando que ela apertou o agarre sobre seus
braços antes que tivesse a chance de terminar a frase,
deixando-o saber com quanta dor estava.

— Você tem que me soltar, a fim de pegá-la? — Ela


perguntou, depois de uma pequena pausa.

— Sim.

— Então não. — Disse, deslocando-se contra ele, para


ficar mais confortável.
Lúcifer suspirou quando olhou para o relógio na mesa
de cabeceira. Realmente deveria estar lá embaixo se
preparando para o movimento do jantar e procurando uma
nova garçonete para contratar, mas aqui estava ele
segurando o maior pé no saco que já conheceu. Ainda não
tinha certeza do que o possuiu para vir até aqui e ver como
ela estava em primeiro lugar. Rebecca não era sua
responsabilidade, mas por alguma razão se sentia protetor
com ela e não conseguia explicar.

— Você quer alguma coisa? — Perguntou, odiando vê-la


com tanta dor e se perguntando o que porra estava errado
com todos aqueles médicos que lhe disseram que isso era
tudo coisa de sua cabeça.

Não era a porra de um médico e até mesmo ele podia ver


que havia algo errado. Rebecca estava sempre exausta,
doente e com dor. Sentia-se como um idiota por até mesmo
pensar que Rebecca estivesse fingindo. Ela nunca tentou
obter uma atenção especial ou usou-o como uma desculpa
para não ter que fazer alguma coisa. Na verdade, geralmente
ficava brava se alguém dissesse isso e sempre tentava fingir
que não estava doente, mesmo quando era mais do que óbvio
para todos ao seu redor que estava.

— Eu estou bem. — Disse Rebecca com firmeza e ele


sabia, como sempre, que ela estava tentando esconder
quanta dor sentia.

Deus, ele era um maldito idiota.


— Por que você está sendo tão legal comigo?

Suspirando, se moveu atrás dela de modo que sua


cabeça estava bem debaixo de seu queixo e encontrou-se
dando-lhe uma resposta honesta.

— Eu não sei.

— Você percebe que está arruinando a sua reputação


como um idiota, não é?

— Não se ninguém descobrir. — Disse na esperança de


provocar um sorriso ou uma risada nela, mas em vez disso
ela simplesmente bocejou.

— Seu segredo está seguro comigo. — Disse dando outro


bocejo enquanto ele se debatia sobre deixá-la para tirar uma
soneca e ir trabalhar, mas a forma como ela colocou a mão
sobre a sua o fez aceitar o fato de que estaria ali, ao menos
por um pouco mais de tempo.

Esperaria até que ela adormecesse e então iria descer e


se certificar de que tudo estivesse bem para que pudesse
estar aqui quando seu irmão entregasse os resultados do
exame, confirmando que ele realmente era um idiota.
— Rebecca, o Dr. Bradford está aqui. — Melanie
anunciou, parecendo se divertir, o que ela achou bem
irritante ser a primeira coisa que ouvia... hum, tarde? Noite?
Realmente não tinha a maldita ideia de quanto tempo esteve
dormindo.

— O quê? — Rebecca gemeu infeliz quando se moveu e


percebeu que algo muito ruim aconteceu enquanto dormia.

Tinha uma mão na bunda dela?

Sim tinha, percebeu com um suspiro de resignação


quando abriu um olho e confirmou suas suspeitas. Não
apenas estava usando Lúcifer, que ainda estava dormindo,
como um colchão, mas em algum momento enquanto dormia
ela aparentemente sentiu que era necessário deslizar sua
mão sob a camisa dele e sentir seus seis gomos do abdômen.

Ou talvez seriam oito? Sim, definitivamente oito,


decidiu, tentada a descobrir se seus músculos abaixo
formavam um V pelo qual tinha uma tara, mas isso seria
errado, muito errado. Certo, ter a perna jogada sobre as suas
provavelmente também estava errado, mas aqui estava ela,
praticamente em cima dele.
Esta não era a pior maneira de se acordar, mas era
definitivamente algo que a cadela de pé perto da cama,
tirando fotos com seu telefone, não iria deixá-la esquecer.

— Esta é minha nova imagem de perfil. — Disse


Melanie, parecendo mais feliz do que já ouviu antes.

— A minha também. — Aidan, o irmão de Lúcifer, disse


quando inclinou seu telefone para conseguir a foto perfeita.

Por alguns segundos, ela simplesmente olhou para a


dupla que estava sorrindo e comparando fotos, observando
que, enquanto Aidan era um homem incrivelmente bonito,
com um sorriso fácil e vibrantes olhos verdes, ele não era tão
impressionante quanto seu irmão. Talvez fosse porque Lúcifer
exalava essa vibe homicida que tendia a tornar os homens
mais sexys, ela meditou por alguns segundos, enquanto
considerava os prós e contras de matá-los e destruir seus
telefones antes que pudessem postar as fotos.

— Você está acariciando sua barriga? — Melanie


perguntou quando tirou outra foto.

— Não! — Rebecca disse um pouco rápido demais


enquanto forçava sua mão a ignorar a tentação e permanecer
imóvel.

— Uh huh. — A cadela traidora disse, tirando ainda


uma outra foto.

— Já está satisfeita? — Perguntou, agindo como se não


pudesse se importar menos com o fato de que acabou de ser
pega apalpando seu chefe.
— Não. — Disse Melanie balançando a cabeça enquanto
continuava tirando fotos.

— Cadela má. — Rebecca murmurou quando se separou


de Lúcifer e sentou-se.

— Hum, a mão dele ainda está em sua bunda. —


Melanie apontou com um leve aceno de cabeça e outra
maldita foto!

Piscando, olhou para baixo e sim, lá estava sua mão,


cobrindo sua bunda. Olhando de volta para a dupla, que
parecia ter acabado de ganhar na loteria, disse.

— Você pode culpá-lo? É realmente uma bela bunda.

Melanie assentiu enquanto solenemente concordava.

— Realmente é.

— Eu não acho que já estive mais feliz antes. — Disse


Aidan com um sorriso que dizia tudo.

Lúcifer iria provavelmente, matá-lo antes do fim do dia.

— Por que não acabamos com isso? — Sugeriu quando


desceu da cama e se dirigiu para a sala de estar, sabendo que
não havia nenhum ponto em tentar adiar por mais tempo,
especialmente desde que já sabia como isso iria acabar.

— Faça os testes novamente! — Uma mulher gritou,


acordando-o do primeiro cochilo que ele tirou desde que era
criança.
— Não! — Lúcifer ouviu seu irmão gritar enquanto
rolava até ficar de costas e esfregou as mãos pelo rosto, se
perguntando que horas eram.

— Faça-os novamente!

— Não!

— Eles estão errados! Faça-os novamente!

— Não! Oh, meu Deus, pare de machucar meus


mamilos! — Aidan gritou, atingindo todas as notas altas e
fazendo Lúcifer sacudir a cabeça em desgosto quando
relutantemente se levantou e se dirigiu para a sala de estar
de onde todos os gritos estavam vindo.

— Que porra está acontecendo aqui? — Ele perguntou


quando entrou na sala de estar.

— Diga que é mentira! — Melanie exigiu quando desistiu


de apertar os mamilos de seu irmão e decidiu que a melhor
abordagem para fazê-lo mudar de ideia era começar a jogar
travesseiros, cobertores e basicamente tudo que fosse suave o
suficiente para não deixar uma marca na cabeça de seu
irmão.

— Que porra está errado com você? — Aidan exigiu


enquanto tentava sair do caminho de um travesseiro extra
firme.

Muitas coisas, Lúcifer pensou com um bocejo,


reconhecidamente já entediado com a cena diante dele.
Voltou sua atenção para a mulher sentada no sofá,
parecendo como se ela tivesse acabado de ser atropelada
por um trem de carga. Porra Aidan, pensou caminhando até a
geladeira e pegando duas Cocas. Deu a seu irmão um
trabalho do caralho e ele estragou tudo miseravelmente.

Ela estava doente. Qualquer pessoa com dois olhos que


funcionassem podia ver isso, mas esses médicos fodidos não
sabiam como fazer seus malditos trabalhos. Pensou que seu
irmão fosse uma exceção, mas estava errado, porque lá
estava ela sentada no sofá com os braços ao redor dos joelhos
levantados, parecendo completamente derrotada.

— Bom trabalho, idiota. — Disse enquanto passava por


seu irmão decidindo que iria lidar com ele mais tarde.

— Você vai me ajudar? — Aidan exigiu, soando


desesperado quando Melanie continuou com seu ataque.

— Não. — Disse, já desconsiderando o pedido de seu


irmão por ajuda quando se sentou no sofá ao lado de Rebecca
e entregou-lhe uma Coca-Cola.

Sem dizer uma palavra, ela pegou. Abriu e tomou um


gole enquanto ele fazia o mesmo. Que porra deveria dizer?
Lúcifer prometeu respostas e nada mudou. Eles ainda não
tinham a menor ideia do que estava fazendo-a passar mal e o
pior de tudo, ela provavelmente acreditava em qualquer que
fosse a besteira que seu irmão lhe disse.

— Sinto muito, Rebecca. — Disse quando não conseguiu


pensar em nada mais para dizer. Ela não respondeu
enquanto continuava sentada lá, tomando outro gole, então
ele não disse nada mais.
— Os exames estão errados! — Melanie gritou quando
desistiu de jogar almofadas em seu irmão e decidiu bater-lhe
com um travesseiro particularmente grande.

— Olha. — Disse Aidan, parecendo tão chateado quanto


e pegando Lúcifer de surpresa, porque não conseguia se
lembrar de algum momento em que seu irmão normalmente
tranquilo perdeu a calma. — Eu mesmo fiz o teste e eu ainda
fiz meu pai verificar os resultados. Você pode não gostar, mas
eles são precisos. Então, pare de me encher o saco!

Melanie abriu a boca, sem dúvida para dizer a seu irmão


onde ele poderia enfiar esses testes, mas Lúcifer teve o
suficiente.

— Saia.

Melanie bufou com isso.

— Este é o meu apartamento, amigo. Eu não vou a lugar


nenhum. — Disse ela, mas um olhar dele a fez revirar os
olhos, chamá-lo de idiota e arrastar Aidan porta afora atrás
dela.

Em poucos segundos eles estavam sozinhos e Rebecca


ainda não disse nada, fazendo-o se perguntar quão mal ele
ferrou as coisas. Parecia que seu professor de ciências do
ensino médio tinha razão, Lúcifer realmente era o diabo
reencarnado. Nunca deveria ter enfiado a porra do nariz onde
não foi chamado. Ela aceitou as coisas como elas eram, mas
ele não foi capaz de aceitar. Teve que empurrá-la a fazer algo
que não queria e tudo porque tinha que saber a verdade e
agora olhe para ela.

Quebrada, deprimida e...

— Eu tenho doença celíaca. — Disse com um sorriso


aguado que rapidamente desapareceu quando ela perdeu o
controle.

— Cristo. — Ele praguejou, se aproximou e puxou a


mulher em prantos para mais perto para que pudesse
envolver seus braços ao redor dela e segurá-la enquanto
chorava.

— Não está na minha cabeça. — Disse, envolvendo os


braços ao redor dele e segurando-o firmemente. — Não está
na minha cabeça! — Ela deu uma risada triste enquanto ele
se sentava lá, sorrindo, segurando-a com força e sem
realmente dar a mínima para o fato de que não tinha
absolutamente nenhuma ideia do que doença celíaca era, não
enquanto Rebecca estava segurando-o assim.

— Obrigada, Christopher. — Ela sussurrou enquanto


pressionava um beijo suave na sua bochecha e foi nesse
momento que ele percebeu que realmente não se importava
de ser chamado pelo seu nome real.

Bem, não se importava quando ela o chamava de


Christopher, mas se mais alguém o chamasse por seu nome,
iria fazê-los desejar nunca terem nascido.
Lúcifer precisava sair antes que Rebecca morresse de
humilhação. Entretanto, se ele sequer pensasse em tirar a
mão de seu estômago teria que matá-lo, decidiu enquanto
ficava deitada no sofá, respirando lentamente através de sua
boca enquanto seu estômago continuava seu ataque violento,
ameaçando enviá-la correndo para o banheiro ou uma lata de
lixo.

Ela não era exigente.

Era, no entanto, uma idiota pensou, encolhendo-se


enquanto continuava fingindo que estava dormindo, mas o
forte aperto que mantinha sobre a mão dele provavelmente a
entregava. O que estava errado com ela para chorar daquele
jeito na frente dele? Provavelmente não teria sido tão ruim se
também não tivesse decidido rastejar para seu colo, envolver
os braços ao redor dele e chorar em seu ombro por uma hora.

Ok, foi provavelmente apenas uns cinco ou dez minutos


antes de seu estômago começar a agir novamente,
lembrando-a que seu estômago não estava feliz com as
escolhas alimentares que fez antes. Quando foi forçada a
envolver os braços ao redor de seu estômago e enrolar-se de
lado, Lúcifer deitou-se atrás dela, colocado a mão em seu
estômago e de alguma forma deixou tudo pior.

Ela atormentou este homem para seu próprio


entretenimento pelos últimos cinco anos, tendo grande
alegria em ver o quão longe poderia ir antes que ele perdesse
a paciência e lançasse um desses pequenos rosnados ferozes
que achava tão fofo. Propositadamente ferrou com sua
cabeça, simplesmente porque ela não foi capaz de se conter.
Tinha alguma coisa nele que a atraia e a fazia querer ver o
quanto poderia atormentá-lo e era o cara que deixou tudo de
lado para ajudá-la.

Não havia absolutamente nenhuma dúvida sobre isso…

Ela era uma cadela completa.

Deus, apenas queria se enrolar e desaparecer, mas o


forte braço envolvido ao redor dela não a deixaria fazer isso.
Ele estava mantendo-a segura e protegida quando não
merecia isso. Lúcifer se esforçou para ajudá-la quando ambos
sabiam que ele provavelmente teria dado qualquer coisa e
tudo o que tinha, para nunca ver seu rosto novamente.

Deveria pedir desculpas, mas honestamente, como você


pedia desculpas a alguém por todo o problema que causou?
Não importava que não fez isso por maldade ou porque o
odiava, porque ela não o odiava. Fez isso, porque…

Bem, realmente não tinha certeza porque brincava com


ele. A única coisa que importava era que se sentia como uma
cadela completa agora que ele fez tudo ao seu alcance para
ajudá-la. Deveria facilitar as coisas, dizendo-lhe boa noite,
que ficaria bem e não precisava dele, mas não podia forçar as
palavras a saírem de sua boca, porque honestamente não
tinha certeza de que poderia aguentar ficar sozinha agora.

Vinte e nove anos de inferno e tudo se resumia a um


grão. Ainda não podia acreditar que a solução para seu
próprio inferno pessoal era eliminar uma fonte de alimento de
sua dieta. Todos aqueles anos pensando que havia algo
seriamente errado com ela, secretamente com medo de que
estivesse realmente morrendo de câncer ou algo mais terrível,
se isso fosse mesmo possível, todo esse tempo a dor, exaustão
e achando que não seria capaz de suportar por mais um dia,
era tudo por causa de algo que ela comia.

Sentia-se como uma idiota.

— Seu estômago está pior? — Perguntou Lúcifer,


parecendo genuinamente preocupado com ela quando
pressionou a mão contra sua barriga um pouco mais firme.

Rebecca realmente queria que ele parasse de ser tão


legal com ela.

— Está tudo bem. — Disse, desistindo de fingir estar


dormindo e abriu os olhos para que pudesse olhar para a tela
de TV em branco. — Você não precisa ficar. Eu ficarei bem. —
Disse, não inteiramente certa de que era verdade.

— Quando sua gêmea do mal vai voltar? — Perguntou,


se movendo atrás dela para que pudesse segurá-la com mais
força contra ele.
— Ela voltará em breve. — Disse, sem ter absolutamente
nenhuma ideia se isso era verdade ou não, desde que Melanie
não era exatamente o que consideraria uma coruja noturna.

Melanie estava geralmente em casa, de pijama,


devorando um pote de sorvete Ben & Jerry e projetando
websites por essa hora da noite. Ela provavelmente está
devorando assados ou chorando sobre essa promessa
estúpida de passar por isso com Rebecca. Por mais que
apreciasse a oferta, não iria deixar sua melhor amiga desistir
de seus preciosos produtos assados.

— Ouça. — Disse, colocando a mão sobre a dele


enquanto dizia a si mesma que isso era para o melhor e se
moveu para o lado para que pudesse se sentar. — Eu
realmente aprecio, mas ficarei bem. Vou considerar isso o
suficiente por um dia e dormir um pouco. — Jogando-lhe um
sorriso quente, disse. — Obrigada por tudo. — Enquanto se
dirigia para o quarto dela, na esperança de que entendesse o
quanto tudo o que ele fez significava para ela.

— De nada. — Disse distraidamente com um aceno de


cabeça enquanto se levantava.

Acenando de volta, foi em direção ao corredor que iria


levá-la para seu quarto, sem se preocupar em mostrar-lhe a
porta uma vez que ele já sabia onde encontrá-la. Em seu
caminho para o banheiro pegou uma camiseta velha e um
short para que pudesse trocar de roupa, pois isso às vezes
ajudava quando seu estômago doía assim.
Coca-Cola e um banho quente ajudavam também, mas
desde que a Coca acabou e estava com preguiça de preparar
um banho, iria se preparar para dormir. Isso é claro, se fosse
capaz de adormecer. Com a maneira que seu estômago estava
agora provavelmente ficaria acordada a noite toda, até que
finalmente se irritasse e se livrasse da preguiça, prepararia
um banho ou sairia de casa para comprar Coca-Cola.

Então novamente, ficaria acordada de qualquer


maneira, talvez devesse considerar fazer um café da manhã
para Lúcifer como um agradecimento por tudo o que ele fez
por ela. Realmente era o mínimo que podia fazer, foi o último
pensamento racional que passou por sua mente quando
caminhou de volta para o quarto e viu o grande e
aparentemente seminu, homem em sua cama.

Franzindo a testa, ela parou na porta e repassou cada


palavra que trocaram nos últimos vinte minutos, o que
realmente não foram muitas, por sua cabeça. Mas por mais
que tentasse, simplesmente não conseguia se lembrar de tê-lo
convidando a se despir e deitar em sua cama. Apenas no caso
de estar errada, tentou se lembrar de novo, mas nada
mudou.

— Você poderia se apressar? Alguns de nós precisam se


levantar de manhã cedo. — Lúcifer, que estava claramente no
meio de algum tipo de crise mental, disse enquanto
gesticulava para ela andar e se juntar a ele na cama.

Sim, isso realmente não estava acontecendo, pensou


quando foi atrás da porta e pegou o taco de beisebol que
mantinha para tal ocasião. Em vez de sair da cama e se
desculpar por ser um idiota enquanto corria para a
segurança da porta, ele simplesmente levantou uma
sobrancelha e esperou.

— Sinta-se livre para sair agora. — Disse, levantando o


taco contra seu ombro para mostrar que estava falando sério.

— E sinta-se livre para deixar de ser um pé no saco e


abaixar o maldito taco antes de se machucar. — Ele disse,
soando um pouco arrogante demais para sua paz de espírito.
Então, ela levantou mais o taco em seu ombro antes de se
lembrar que era destra e balançar o taco para...

— Ai!

Bater em seu rosto.

Suspirando forte enquanto ela engasgava de dor, ele


jogou as cobertas para trás, levantou-se e dirigiu-se para a
porta. Encarando suas costas, Rebecca decidiu colocar o taco
para baixo antes que causasse mais danos e segurou sua
pobre mandíbula.

— Bastardo arrogante. — Murmurou irritada quando


caminhou até sua cama, subiu e fechou os olhos enquanto
fingia que quis se bater no rosto para que pudesse tirá-lo de
sua cama.

A pancada deu uma vantagem tática para recuperar sua


cama de...

— Aqui. — O homem que se recusava a ir disse,


enquanto colocava uma bolsa de gelo no rosto dela.
— Eu estou bem. — Argumentou, quando a contragosto
estendeu a mão e segurou a bolsa de gelo na cabeça.

— Sim, você está muito bem. — Disse enquanto


engatinhava na cama ao lado dela e sem permissão, porque
neste momento sentia que ele lhe devia por todas as besteiras
que a fez passar nos últimos dez minutos, colocou a mão de
volta em seu estômago onde deveria estar.
— Você nunca para de falar, mulher? — Rebateu,
perguntando-se como era possível uma pessoa falar tanto
assim.

Em vez de ficar ofendida ou explodir em lágrimas, como


a maioria das mulheres, Rebecca simplesmente apertou os
lábios pensando, enquanto ele estava deitado ali, por que ele
não foi embora quando ela lhe deu a chance?

— Provavelmente não. — Admitiu com um encolher de


ombros enquanto ficava deitada lá, distraidamente batendo
as pontas dos dedos contra a palma de sua mão e ele
continuava fazendo uma leve pressão contra seu estômago.

Apesar do fato dele querer estrangulá-la, seus lábios


tremeram.

— Você deveria experimentar. — Disse observando a


mulher provocadora que não gostava de compartilhar seu
cobertor.

— Eu deveria. — Disse, suspirando forte como se sua


incapacidade de parar de falar de alguma forma doesse.

Deus, ela se encaixaria perfeitamente em sua família,


percebeu, com algo perto de terror, antes de conseguir
empurrar esse pensamento horrível de lado e se concentrar
apenas em quão suave sua pele era e como não podia deixar
de notar o quão bonita era quando não estava,
propositadamente, tentando irritá-lo.

— Você não respondeu minha pergunta. — Ela apontou


quando ele se moveu ficando mais confortável ao seu lado,
cuidando para não colocar qualquer peso sobre sua mão
esquerda.

— No entanto, você continua perguntando. —


Murmurou baixinho enquanto observava a pequena mão,
levemente bronzeada que estava descansando sobre a sua.

— E de que outra forma eu deveria me entreter? —


Perguntou Rebecca, com um sorriso travesso.

— Dormindo? — Sugeriu, ainda se perguntando por que


estava aqui quando poderia estar em seu próprio quarto,
apreciando o único tempo de inatividade que geralmente se
permitia ter.

— Eu não estou realmente cansada. — Admitiu ela com


um suspiro, parecendo entediada enquanto Lúcifer estava ali,
franzindo a testa, porque não estava cansado também.

Ele sempre estava esgotado, merda.

Quando não estava no restaurante, estava com as


papeladas de trabalho, tentando trabalhar com os números,
tentando ajeitar os horários de trabalho, testando novas
receitas para o restaurante e lendo tudo o que podia ter em
mãos, sobre negócios, marketing e tudo mais que pudesse
usar, para melhorar seu negócio. Tudo em sua vida era sobre
a Fire & Brimstone.

Absolutamente tudo.

Não importava onde estivesse ou o que estava fazendo,


sempre estava focado em seus negócios. Era a principal razão
do porquê de nenhum de seus relacionamentos ter durado
mais de um mês e também do porquê, de sua mãe manter
um garfo extra ao seu lado quando a visitava, apenas para o
caso em que ela precisasse chamar sua atenção,
discretamente, por debaixo da mesa, se ele fosse usar seu
telefone.

Realmente não usou qualquer coisa que aprendeu


ainda, mas o faria. Apenas queria ter certeza de que tudo
fosse perfeito, mas para fazer isso precisaria ter um plano e
iria levar tempo.

— Então?

— Então, o quê? — Perguntou ele, de repente se


sentindo desconfortável sobre estar deitado ali, enquanto
havia um milhão de outras coisas a serem feitas.

— Por que todos o chamam Lúcifer? — Perguntou, se


movendo mais confortavelmente contra ele. Se tivesse sido
qualquer outra mulher se aconchegando ao lado dele, teria
apenas assumido que ela queria estar mais perto dele, mas
uma vez que estávamos falando de uma pessoa egoísta em
compartilhar o cobertor, sabia que ela estava apenas
tentando empurrá-lo para que pudesse agarrar-se ao
travesseiro.

— Porque eles não querem morrer. — Respondeu, se


recusando a mover de novo, uma vez que estava bem
confortável onde estava.

— Então, você próprio se deu esse apelido? — Perguntou


em tom de provocação que ele se recusava a achar adorável.

— Não. — Disse com o olhar mais eficaz que tinha em


parar alguém.

Infelizmente, ele estava tentando usá-lo na única pessoa


do mundo que pouco se importava se estivesse pensando
seriamente em matá-la. Talvez devesse amordaçá-la? Estava
de braços cruzados, se perguntando se ela moveu-se para
que pudesse olhá-lo durante seu interrogatório.

— Então, como você o conseguiu? — Ela perguntou,


dobrando o braço debaixo de sua cabeça para ficar mais
confortável.

Uma vez que ficou óbvio que Rebecca não iria desistir
até conseguir suas respostas, Lúcifer decidiu que era hora de
encerrar a noite. A única coisa era que ele não queria sair.
Pela primeira vez desde que conseguia se lembrar, não estava
correndo para voltar ao trabalho. Não queria terminar o
artigo, nem o horário de agendamento, que começou esta
manhã ou mesmo testar as receitas que esteve trabalhando
durante toda a semana.
A única coisa que ele queria fazer era, se deitar ali com
esse demônio adorável, puxar o travesseiro apenas para
irritá-la e fingir, que o único trabalho que tinha era mantê-la
segura com a mão em seu estômago.

— Você vai me dizer? — Ela perguntou quando ele se


moveu para imitar sua posição, só que com cuidado para
manter a mão dela onde estava.

— Não. — Ele disse, sem rodeios, mas já não tinha o


brilho homicida em seus olhos que normalmente tinha,
quando alguém lhe perguntava sobre seu apelido.

— Então o que faremos para passar o tempo? —


Perguntou enquanto se movia mais para perto dele, até que
seus joelhos e cotovelos quase se tocaram e ela pode ver a
careta estragando seu belo rosto.

Suspirando, estendeu a mão e gentilmente correu a


ponta do seu dedo sobre o vinco entre seus olhos, alisando-a.

— Se você não vai me dizer como conseguiu seu apelido,


então diga-me algo mais sobre si mesmo. — Disse, colocando
a mão debaixo de sua cabeça desde que ele se recusava a
deixar que tivesse todo o travesseiro para si mesma.

— Como, quantas pessoas eu matei? — Falou


calmamente, mas a careta não retornou, Rebecca percebeu
com satisfação.
— Trinta e cinco. — Disse ela com um sorriso malicioso,
na esperança de conseguir um sorriso dele, mas o bastardo
teimoso recusava-se a jogar.

Ainda…

Lúcifer respondeu e ela tomou isso como uma vitória.

— Trinta e seis. — Disse, e Rebecca poderia jurar até o


dia da sua morte, que o canto de sua boca começou a puxar
para cima em um sorriso.

— Conte mais. — Pediu ela, feliz por ter algo mais no


que se concentrar por agora, em vez de seus próprios
problemas.

— O que mais você quer saber? — Perguntou,


honestamente surpreendendo-a, porque o homem não era
conhecido por suas habilidades de conversação.

Ele era mais conhecido por sua notória capacidade de...


gritar, fazendo homens crescidos chorar e... muitas outras
coisas que provavelmente dava pesadelos à essas pessoas.

— Bem, desde que você não vai contar-me como


conseguiu seu apelido, talvez possa falar sobre aqueles
homens que tem o estacionamento como point todos os dias e
ficam te chamando de diferentes nomes de bastardo? —
Perguntou ela, mordendo o lábio enquanto esperava
impacientemente por sua resposta, porque essa era uma
pergunta que estava morrendo de curiosidade para saber,
durante os últimos cinco anos.

— Eu passo.
— Você pode fazer isso? — Perguntou com uma careta.

— Sim. — Ele respondeu com uma careta zombando da


sua própria, ainda mais surpreendente, porque ela
honestamente nunca teria pensado que Lúcifer poderia ser
brincalhão.

Rebecca estava definitivamente, aprendendo muito


sobre ele ultimamente, interiormente pensava em outra coisa
para falar, mas era bastante difícil agora que a dor em seu
estômago estava começando a diminuir e o tom de sua voz,
estava ninando-a para dormir.

— Durma. — Lúcifer disse suavemente quando tirou


sua mão do estômago dela e puxou o cobertor até o queixo.

— Eu não estou cansada. — Argumentou, mesmo


enquanto seus olhos começaram a se fechar, chamando-a de
mentirosa e tornando difícil disputar e ganhar mais respostas
dele.

Talvez apenas alguns minutos de sono, pensou


enquanto se aproximava dele e colocava a mão em seu braço,
esperando que ele ficasse apenas até que ela dormisse.
Sentiu a leve hesitação da parte dele, mas depois, com um
suspiro, Lúcifer a puxou para mais perto envolvendo o braço
ao redor dela.

Considerou lhe dizer para manter a mão longe de sua


bunda neste momento, mas dadas as circunstâncias, parecia
um pouco rude. Assim, em vez disso, parou de lutar contra o
sono, orou que Melanie não aparecesse para tirar mais fotos
para sua página de Facebook e deixou tudo sair da mente,
sabendo que pela primeira vez, não teria nada para se
preocupar.
Trinta e seis horas mais tarde
— Você está sendo ridícula. — Disse Rebecca, fazendo
seu melhor para resistir ao impulso de arrancar um, das
dúzias de travesseiros, enfiados sob a cabeça de Melanie para
fora e sufocá-la com ele.

— Cale a boca. Eu estou morrendo. — Melanie


murmurou, parecendo miserável enquanto se enrolava em
uma bola no sofá e puxava o edredom até o queixo.

— Você não está morrendo. — Disse Rebecca com um


suspiro enquanto ficava lá, se perguntando, como colocaria
algum bom senso na cabeça de sua melhor amiga, enquanto
ela estava tão determinada a seguir em frente com aquele
plano estúpido.

Ela não precisava fazer aquilo, mas não importa


quantas vezes Rebecca tentasse explicar isso, Melanie se
recusava a ceder. Ela fez uma promessa e estava determinada
a mantê-la, mesmo que isso a matasse. E a julgar pelas
últimas trinta e seis horas, isso poderia realmente acontecer.

— Apenas me deixe morrer em paz. — Melanie pediu


enquanto fechava os olhos e colocava uma mão sobre o
estômago, apesar de que sua salvação estivesse apenas a uns
trinta centímetros de distância.

Rebecca olhou para a pilha de bolinhos recheados que


Melanie rejeitou, depois de receber o diagnóstico de celíaca e
que nunca deveria tocar naquilo de novo. Ela falou para
Melanie que não era necessário, mas sua amiga estava
determinada a apoiá-la. Ela não teria se oferecido para fazê-lo
antes, se soubesse que teria que desistir de suas tortinhas
preciosas ou que iria acabar se sentindo como se fosse
morrer.

Era meio engraçado, bem, não para Melanie, mas pela


primeira vez em sua vida, não se sentia mais como se fosse
ficar doente. Realmente se sentia muito melhor. Ainda estava
exausta, mas não tão mal pensando se iria ficar doente, se
não se deitasse e fechasse os olhos logo. Realmente sentia
que poderia funcionar, sem ser uma puta mal-humorada,
querendo matar tudo e todos apenas por existir.

Deus, estava morrendo de fome.

Passado um dia e meio, apenas tomou leite, comeu


barras de chocolate Hershey e bebeu Coca-Cola, porque
aquelas eram as únicas coisas no seu apartamento que tinha
cem por cento de certeza de que não continham glúten.
Depois que acordou, descobriu que Lúcifer tinha
desaparecido em algum momento durante a noite, então foi
para computador fazer uma pesquisa, para descobrir o que
podia comer ou não, mas depois de seis horas, sentia como
se precisasse puxar seu cabelo ou chutar alguma coisa.
Havia tantas coisas que não podia comer, porque
tinham, de alguma forma, glúten. E tantas outras coisas mais
que até poderia comer e que, no entanto, não poderia, porque
foram feitos na mesma fábrica que usava o glúten. Essa era a
parte mais chata. De acordo com a centena de sites que
pesquisou, a contaminação cruzada, era um enorme
problema para os celíacos.

Era outra razão pela qual Melanie estava determinada a


desistir do glúten por ela. Não queria ser responsável por
fazê-la ficar doente. Rebecca não achava que seria um
problema, desde que elas fossem cuidadosas, mas Melanie
sendo Melanie, estava determinada a fazer de seu
apartamento uma área cem por cento livre de glúten.

— Isso é estúpido. — Disse Rebecca com um aceno de


cabeça, porque estava ficando sem argumentos para
convencer Melanie de que sua decisão de desistir de glúten,
era um erro.

— Cale-se. Estou sendo solidária. — Melanie resmungou


enquanto se enrolava com mais força em si mesma.

— Não, você está sendo uma idiota. — Ela apontou,


adorando o fato de que tivesse alguém em sua vida que
estava disposto a passar por isso com ela, mesmo que
quisesse morrer se não comesse uma torta Hostess ou um
biscoito recheado em breve.

— Pirralha ingrata. — Melanie exalou enquanto abria


um olho, simplesmente para encará-la.
— Eu não sou ingrata. — Disse suspirando, porque tão
irritante quanto Melanie estava sendo agora e Deus, ela sabia
ser irritante porra, também era a única que estava lá para
Rebecca.

Ela não estava contando Lúcifer, porque ele a


abandonou na outra noite, o que poderia ter deixado para lá
se ele não estivesse agindo como se nada tivesse mudado
entre eles, no último mês. Quando ela tentou dizer oi, Lúcifer
apenas apertou sua mandíbula e a ignorou, como costumava
fazer. Quando tentou falar com ele, ele apenas a olhou. Não
sabia qual era seu problema, mas sinceramente, não tinha
certeza de quanto mais seria capaz de suportar, antes de
mandá-lo para o inferno e desistir. Então, no que lhe dizia
respeito, ele era um canalha e não era mais digno de seu
tempo.

Pelo menos com Melanie ali. Uma vez que aceitou a


novidade, com a ajuda de um passeio durante a noite e uma
garrafa de tequila, aceitou o fato de que não poderia comer
glúten novamente, a menos que quisesse passar o resto de
sua vida, sendo miserável e tendo alguma chance de uma
morte excruciante, com um câncer. Até mesmo seus pais, que
ficariam felizes, pensou, pois finalmente receberiam algumas
das respostas em sua vida, não deram a mínima. Para eles,
este diagnóstico foi apenas a prova final, de que era
hipocondríaca.

No momento em que explicou que o que era a doença


celíaca, eles não deram a mínima, acreditando que ela
estava se agarrando a palhas. Bem, de acordo com eles, não
havia tal coisa como uma alergia ao glúten. Dietas sem
glúten, eram apenas a mais recente tendência de dieta e o
fato de que estava dizendo que era alérgica, só provava que
havia algo seriamente de errado com sua cabeça.

Eles não estavam dispostos a deixá-la explicar, então


parou de tentar. Simplesmente cortou sua mãe quando ela
começou a empurrá-la para ver um terapeuta e disse adeus.
Não sabia o que esperava, talvez um pedido de desculpas,
ouvi-los admitir que estavam errados e que se lamentavam
por desistir tão facilmente dela. Realmente deveria ter
imaginado.

Disse a eles e não acreditaram nela. Não era problema


dela e não iria perder o sono por isso. Eles viviam suas vidas
e ela vivia a dela. Ainda teria a parte dos telefonemas
ocasionais, um cartão de aniversário e de seus pais
aparecendo aleatoriamente com o nome da mais recente
psiquiatra, que acreditavam verdadeiramente que poderia
ajudá-la, tirando isso, eles mal se viam.

Isso provavelmente não iria mudar, percebeu, forçando


sua mente para longe desse pensamento deprimente,
enquanto pegava uma torta de Hostess e a abria. Melanie não
ouviria a razão, então não perderia seu tempo. Ambas sabiam
que ela não era alérgica ao glúten, graças ao fato de que
Melanie realmente se sentia doente em desistir dele. Aidan
explicou que alguém que desiste do glúten
desnecessariamente, geralmente acaba se sentindo doente.
Por sua vez, explicou isso para o pé no saco de sua amiga,
mas Melanie se recusava a ouvir.

Então, agora Rebecca acabou com as conversas.

— O que... — Melanie começou a gritar, mas a torta de


Hostess que Rebecca enfiou em sua boca, abafou o resto de
sua putaria.

Melanie comeria todas as migalhas malditas ou Rebecca


iria forçá-la até a morte. Com um olhar e um pequeno gemido
faminto, Melanie capitulou e devorou o resto da torta toda, ao
mesmo tempo, olhando com os olhos acusadores para ela.

— Coma a merda da torta e cale a boca! — Retrucou


apenas para o caso de Melanie decidir discutir.

A julgar pela forma raivosa que Melanie desembalou sua


torta enquanto olhava para ela, era provavelmente melhor se
parasse com aquilo logo e se mexesse. Pegando outra torta da
pilha que jogou para Melanie, sem se importar se batia em
seu rosto, pegou a lista de compras que fez, com a ajuda do
Google e se dirigiu para a porta.

— Mojo! — Gemeu pateticamente alguns segundos


depois que seu pequeno bebê apareceu na frente dela e
inadvertidamente tropeçando, mas felizmente conseguiu se
segurar a tempo de não acabar batendo o rosto na parede,
necessitando assim, de uma viagem rápida para a sala de
emergência, para levar pontos novamente.

Elas realmente iriam ter que trabalhar em toda essa


coisa de se acidentar, em algum momento. Decidiu enquanto
a excitação lhe percorria.

Iria comprar comida!

Ok, isso provavelmente não parecia ser excitante para


qualquer outra pessoa, mas estava ansiosa para fazer isso
desde a noite passada, quando devorou sua última barra de
chocolate. Finalmente teria comida que não a faria implorar
pela morte.

No início, ficou um pouco deprimida, porque teria que


desistir de suas comidas favoritas, mas depois de passar
algum tempo lendo mensagens em diversos fóruns celíacos,
não estava mais tão preocupada. A alimentação sem glúten,
aparentemente percorreu um longo caminho na última
década e agora tinham de tudo, desde pão sem glúten, até
biscoitos e tudo mais. Apenas precisava saber o que procurar
agora que ela sabia!

Duas depressivas horas mais tarde

...
Iria morrer de fome, pensou miseravelmente enquanto
saía pela porta no andar de baixo, abraçando a sacola de
supermercado, cheia de cenourinhas e barras de chocolate
Hershey contra seu peito. Quem teria pensado que compras
de supermercado poderiam te levar a uma grande
depressão? Certamente não viu isso chegando na sua vida,
mas aqui estava, dormente e olhando sem ver o teclado que
se interpunha entre ela e a escada que a levaria para seu
apartamento, onde teria que lidar com uma geladeira cheia
de comida que não podia comer.

Em vez de digitar seu código de segurança, de alguma


forma, encontrou-se caminhando em direção ao escritório de
Lúcifer, na esperança de que ele não estivesse por lá para que
pudesse se deitar e se sentir mal por si mesma por um tempo
até que ele a chutasse para fora. Quando chegou no escritório
e o encontrou fechado, soltou um suspiro de alívio, grata por
pelo menos ter uma coisa a seu favor, hoje.

Sabendo que ele poderia ter trancado a porta para ter


privacidade, bateu e esperou que Lúcifer dissesse para que
voltasse ao trabalho, saudando-a normalmente, usando
aquele jeito de quando alguém o incomodava. Esperou alguns
segundos antes de pegar as chaves, entrou e se dirigiu ao
sofá. Jogou a bolsa, segurando as duas únicas coisas que
seria capaz de comer novamente e caiu no sofá com um
gemido miserável.

Isso era uma merda, concluiu com uma careta enquanto


se enrolava de lado, perguntando-se por que Lúcifer não
poderia ter sido atencioso e deixado um cobertor e um
travesseiro no sofá para que pudesse ficar espaçosa e ter
algum conforto. Então, meditou alguns segundos mais tarde,
quando Lúcifer entrou em seu escritório com uma mulher
incrivelmente bonita ao seu lado, que talvez devesse ter se
preocupado mais em afastá-lo, de novo.
Claro, que se ele a matasse em seguida, não teria que se
preocupar sobre como sobreviveria com apenas cenouras e
chocolate pelo resto de sua vida e simples assim, entendeu as
tendências homicidas de Lúcifer.
— Use o abridor de envelopes. — A mulher que seria
responsável por sua condenação a uma prisão federal disse,
soando útil enquanto apontava ao redor de sua mesa.

— Que porra você está fazendo no meu escritório? —


Retrucou, embora isso não fosse incomum para ele que era
um pé no saco.

Rebecca estava sempre onde não deveria estar,


encontrando novas maneiras para irritá-lo mais, apenas para
ver, o que seria necessário para levá-lo ao limite. Jurava que
às vezes podia vê-la segurando um pequeno sorriso de
satisfação, confirmando suas suspeitas, de que ela era o
diabo e não apenas um de seus demônios.

Mas ela não estava com um de seus sorrisos agora.

Agora, parecia que ela iria gritar ou chorar a qualquer


momento. Não deveria tê-la ajudado, pensou com uma
careta, porque tinha certeza disso. Agora que pensava sobre
isso, não poderia deixar de se perguntar por que ela não
estava fazendo um jantar caseiro para ele ou então
prometendo nunca mais incomodá-lo novamente em
agradecimento. Um pouco de bajulação e adoração para seu
salvador pessoal também não seria nada mal.
— Saia! — Explodiu enquanto jogava a ficha que estava
segurando em sua mesa, apenas consciente de que assustou
a mulher a qual deveria estar entrevistando e realmente não
se importando. Depois que quase fodeu com tudo seriamente
na outra noite, a última coisa que queria, era vê-la
vulnerável.

— Tudo bem. — Disse Rebecca, suspirando forte


enquanto relutantemente se sentava, pegando a sacola de
supermercado e se dirigindo para a porta, tudo sem discutir
ou tentando ferrar com a cabeça dele.

Deveria deixá-la sair e ir se lamentar em outro lugar.


Deveria, mas algo sobre a maneira com que ela desistiu da
luta tão facilmente, não lhe caiu bem. Chamando a si mesmo
de idiota, estendeu a mão e segurou seu braço para pará-la.

— O que está acontecendo? — Perguntou mais


suavemente enquanto se esforçava para ignorar, o quanto era
bom sentir passar as pontas dos dedos sobre sua pele macia
de bebê.

— Nada. Está tudo bem. — Disse, dando-lhe um sorriso


forçado que lhe dizia tudo o que precisava saber.

Sua normalmente inquilina irritante não estava nada


bem, porque ela era geralmente melhor em ser um pé no
saco, do que isso. Mantendo os olhos nela, foi para trás e
fechou a porta com uma batida.

— Ei! Espere! — Alguém gritou quando a porta se


fechou.
O sorriso falso de Rebecca mudou para uma careta.

— Ah, quem era ela? — Perguntou, apontando para a


porta.

— Quem era quem? — Disse, querendo saber do que ela


estava falando.

Desta vez, quando ela sorriu, foi real, bonito e o fez


sentir como um idiota, porque não tinha, absolutamente
nenhuma ideia do que Rebecca estava falando.

— A mulher que estava com você. — Explicou, nervosa


mordendo o lábio inferior enquanto ele estava ali, tentando
fazer sentido para o que ela estava dizendo.

Franzindo a testa, olhou por cima do ombro na porta e


encolheu os ombros. Lúcifer não tinha absolutamente,
nenhuma ideia do que ela estava falando e realmente não
tinha tempo para jogar esses jogos hoje.

— Você vai me dizer o que está acontecendo ou terei que


ir lá para cima e perguntar para a outra pé no saco, o que
está acontecendo? — Perguntou, esperando de verdade que
ela não fosse fazê-lo subir e falar com Melanie, especialmente
depois de ter sido forçado a ouvir Aidan, seu irmão
normalmente são, fazendo uma tempestade de reclamações
sobre ela, ontem à noite.

Quem imaginaria que seu irmão seria capaz de


conseguir ficar com tanta raiva? Mal teve a chance de
mandar o irmão ir se foder para que pudesse desligar o
telefone e parar de ouvir toda aquela reclamação vinda do
pequeno bastardo.

— Não é nada. — Disse Rebecca, balançando a cabeça


enquanto se afastava dele e se dirigia à porta. — Não se
preocupe com isso.

Ele deveria apenas deixá-la ir, mas...

Que caralho!

Lúcifer era verdadeiramente um idiota e sabia disso,


então ele foi atrás e fechou a porta antes que ela pudesse
sair. Quando Rebecca abriu a boca, sem dúvida, para
continuar irritando-o, decidiu que já tinha merda o suficiente
para durar toda vida e agarrou a sacola dela.

— Ei! — A pequena inconveniente disse com indignação,


quando tentou puxar a sacola de volta, mas a ignorou, abriu
a sacola e...

— Cenouras e chocolate? — Disse, sem entender


completamente, o que não era exatamente algo novo quando
se tratava dela.

— Sim! — Ela sussurrou enquanto pegava de volta sua


sacola. — É o meu jantar hoje à noite. — Declarou
defensivamente enquanto passava por ele, abria a porta e
saía da sala, deixando-o ali com ódio, porque sabia que não
havia nenhuma maneira dele ser capaz de deixá-la ir embora
assim.

Suspirando e desejando que ela não tivesse esse efeito


sobre ele, Lúcifer foi atrás dela, forçado a encarar a mulher
de pé no corredor até que ela saiu do meio do seu caminho.
Uma vez que ela se moveu e Deus, as pessoas eram tão
rudes, correu para recuperar o atraso com o pequeno
demônio. A alcançou antes que ela pudesse digitar o número
final no seu código de segurança.

— Sério? — Perguntou ela com um suspiro cansado


quando ele a jogou por cima do ombro e levou de volta ao seu
escritório, grato que a mulher imprudente que entrava pelo
corredor saltou para fora do seu caminho dessa vez.

— Não teria que fazer isso se você tivesse parado de


foder com a minha cabeça e me dissesse logo o que estava
acontecendo. — Apontou enquanto a colocava de volta em
seu sofá.

— Não é da sua conta. — Disse, agarrando a sacola de


cenourinhas e rasgando para abri-la com um pequeno
suspiro patético.

— O que está acontecendo? — Perguntou, sem se


preocupar em discutir com ela, porque Rebecca estava certa,
isso não era da sua conta. Mas por alguma razão, seriamente
fodida, continuava tentando torná-la seu problema, mesmo
quando sabia que era hora de se afastar.

— Rebecca? — Disse, lembrando-lhe que não tinha o dia


todo, então foi forçado a pegar a cenoura da mão dela,
quando ela deu uma mordida e imediatamente se engasgou,
aparentemente se esquecendo de que era sensível ao
mastigar aquilo e que vegetais crus não eram seus amigos.
— Deus, isso é nojento. — Disse, abrindo
desesperadamente a sacola de supermercado e pegando uma
barra de chocolate para acabar com o sabor da cenoura da
sua boca.

— Então por que você está comendo? — Perguntou,


lançando a cenoura de lado.

Ela gemeu pateticamente quando deu uma mordida no


chocolate e deixou seus ombros caírem em derrota.

— É a única coisa que eu posso comer. — Murmurou,


soando derrotada enquanto dava outra mordida no chocolate.

— Que porra você está falando? — Ele perguntou, um


pouco confuso, porque de acordo com a internet ainda havia
muitas opções lá fora para ela.

— Eu não consegui encontrar outra coisa. — Admitiu


em um murmúrio enquanto colocava outro pedaço de
chocolate na boca e suspirou desanimada.

Chegando mais perto, ele serviu-se de um pedaço de seu


chocolate.

— Você pediu ajuda? — Perguntou, sem entender por


que ela estava com tantos problemas, quando havia
abundância de opções sem glúten disponíveis agora.

— Eles me disseram que eu teria que verificar os


pacotes. — Disse com um encolher de ombros.

— Por que você não comprou algumas frutas, pelo


menos? — Ele perguntou, já sabendo que frutas e legumes
eram completamente seguros para ela.

Ela suspirou enquanto se sentava contra Lúcifer. Desde


que ele estava confortável. E apenas por isso, não se mexeu.

— Eles tinham toda a seção de padaria dos seus


produtos ao lado de tudo do que eu poderia ter sem glúten.

Não precisava perguntar para saber, se ela estava se


preocupando com a contaminação deles para os sem glúten.
Lúcifer leu sobre isso ontem à noite, porque esteve curioso
sobre as mudanças que Rebecca teria que fazer. Também
sabia, por causa da pesquisa que fez tarde da noite, que
levaria tempo e prática, para aprender como fazer compras de
coisas sem glúten.

Lúcifer olhou para o relógio. Tinha muita merda para


fazer hoje, mas provavelmente poderia fugir por algumas
horas. Além disso, poderia sempre comprar mais
mantimentos. Decisão tomada, ele estendeu a mão, pegou o
resto de sua barra de chocolate da mão dela e a comeu de
uma só vez.

— Ei!

— Vamos. — Disse, levantando-se e levando-a com ele.

— Para onde estamos indo? — Perguntou ela, mesmo


permitindo que ele a levasse para a parte de trás.

— Compras. — Disse, decidindo já que via que ela


estava claramente sem forças e precisava de ajuda
especializada.
Ela bufou a isso.

— Boa sorte.

Ele não precisa de sorte, não quando se tratava de


comida.

Mas quando era a respeito de evitar seus parentes...

Bom, isso era outra coisa, pensou, olhando para os dois


idiotas mais irritantes do planeta que estavam esperando por
ele do lado de fora.

Esse realmente não era a porra do seu dia, pensou


enquanto empurrava a porta e arrastava a pequena mulher
atrás dele.

— Cuidado! — Ela gritou. — Segure-me com cuidado!


Com cuidado, porra!

Decidindo que não tinha tempo para isso, parou por


tempo suficiente apenas para jogá-la por cima do ombro.

— Melhor? — Ele retrucou.

— Muito melhor. Obrigada. — Ela disse com uma


fungada altiva que lhe tinha balançando a cabeça em
desgosto.

Ela realmente era um pé no saco.


— Cristo, o que vocês querem agora? — Perguntou
Lúcifer, suspirando forte enquanto a colocava de pé entre ele
e os dois homens grandes e bonitos que a olhavam com
curiosidade.

— Ver nosso primo querido que sentimos tanta falta. —


O mais novo dos dois, aquele que realmente era
insignificante, falou com uma expressão inocente que ela um
dia tinha a esperança de dominar.

— Nem pense nisso. — Lúcifer obviamente, sabia onde


os pensamentos dela foram parar.

Porra.

— Não sente falta de nós, Lúcifer? — O outro perguntou,


mas ele estava olhando para Rebecca com uma expressão
curiosa no rosto.

— Não. — Lúcifer disse diretamente e ela recuou e olhou


dele para os dois homens que estavam, obviamente,
relacionados a ele.

Enquanto eles eram bonitos o suficiente, simplesmente


não a atraíam da mesma forma. Isso não significava que ela
não teria um pouco de divertimento, mexendo com suas
cabeças. Rebecca deu uma olhada rápida, observando as
alianças de casamento que eles, orgulhosamente usavam em
seus dedos anelares. O mais velho dos dois caras que usava a
camisa Construção Bradford e o outro com a camisa limpa,
bem passada e gravata, tinham expressões no olhar que
diziam a ela que ambos sabiam o quão bonito eram e não
davam a mínima.

A menos que isso os levasse a conseguirem o que


queriam.

Infelizmente para eles, era algo que ela podia e iria usar
contra eles, caso se sentisse entediada. Por enquanto, iria
apenas se sentar e assistir ao show.

— Você não está se perguntando por que estamos aqui?


— O mais velho perguntou e Rebecca realmente precisava
descobrir seus nomes, porque tornaria mais fácil para manter
o controle de quem era quem em sua cabeça.

— Não, realmente não. — Lúcifer disse, soando


entediado, mas o conhecia bem o suficiente para saber que
ele atingiu o nível um do seu complicado, divertido e
altamente elaborado sistema imaginário, que desenvolveu ao
longo dos anos para mostrar corretamente os vários tipos de
níveis que compunham seu temperamento. O que um dia,
iria levá-lo a seu próprio episódio de Cops.

O mais novo riu enquanto fazia um gesto em direção a


ela com uma inclinação de cabeça.

— Quem é?
Ela estava prestes a responder quando Lúcifer disse.

— Ninguém.

Ninguém? Rebecca meditou enquanto digeria o que ele


disse. Poderia dizer honestamente que não esperava isso. Pé
no saco, garçonete irritante, o diabo, estas eram as coisas que
esperava ouvir, mas ninguém?

— Ninguém, verdade? — O mais velho perguntou,


movendo sua atenção entre os dois. — Então por que você a
estava carregando?

— E por que isso seria da sua conta? — Lúcifer


perguntou no mesmo tom aborrecido que ela.

— Porque sou curioso por natureza. — Disse ele,


enquanto ela esperava por Lúcifer para corrigir a merda da
resposta dele e não fosse forçada a fazer algo do qual os dois
iriam se arrepender, mas Rebecca faria, se isso significasse
ensinar-lhes uma lição.

Trabalhou muito, muito duro nos últimos cinco anos


para ser uma ninguém para ele. Ganhou seu lugar como
irritante pé no saco e ninguém, nem mesmo ele, ia tirar isso
dela. É por isso que ficou chateada por ouvi-lo chamá-la de
ninguém, ao invés de realmente tê-la desapontado.

— Então. — O mais novo dois falou lentamente


enquanto ela ficava ali dizendo a si mesma que deveria
simplesmente ir embora antes que fizesse algo incrivelmente
estúpido, mas desde quando ouvia a razão? — Onde você e
ninguém estão indo?
Lúcifer apenas olhou para ele daquela maneira irritante
e ela ficou lá, decidindo que o mínimo que poderia fazer,
depois de tudo o que fez, era dar-lhe uma oportunidade de
ver o erro que cometeu. Quando ele apenas ficou lá, olhando
para os dois homens que estavam olhando para ela, como se
soubessem que Rebecca estava prestes a fazer algo
incrivelmente estúpido, ela decidiu que já esperou tempo
suficiente.

Ela se virou, agarrou-o pelos ombros e o puxou para


baixo até que pudesse envolver seus braços ao redor dele e
beijar seus lábios atordoados, antes que ele tivesse alguma
chance de reagir. Rebecca roçou seus lábios sedutoramente
contra os dele, mais de uma vez e em seguida, de novo,
porque ela não se conteve. Seus lábios eram
surpreendentemente macios para um homem que passava
tantos dias carrancudo e ela simplesmente não conseguiu
evitar, quando roçou seus lábios contra os dele uma última
vez antes de relutantemente, se afastar e...

Encontrou seus lábios de volta nos dele, se abrindo


junto ao seu, para que pudessem aprofundar o beijo. Em
algum momento, ela colocou os dedos em seu cabelo curto,
segurando forte a parte de trás de sua cabeça enquanto se
aproximava, desesperada por mais. Sentiu seus braços se
envolverem ao redor dela e suas mãos puxando-a para mais
perto até que seus corpos estavam pressionados juntos,
enquanto ele fazia o seu melhor para devorar sua boca.
Este era o tipo de beijo que a maioria das mulheres
fantasiava e aqui estava ela, quase gemendo de frustração,
porque não era o suficiente. Queria mais, o queria e faria
qualquer coisa para tê-lo. Ela...

— Eu odeio interromper este momento incrivelmente


estranho, mas nós viemos aqui para discutir algo com você.
— Um dos homens disse, parecendo se divertir enquanto
ficava ali, se segurando em Lúcifer, enquanto seu mundo
girava sem controle.

Quando Lúcifer lentamente se afastou dela e a olhou


como se apenas estivesse vendo-a naquele momento, ela
percebeu que, pela primeira vez desde que o conheceu que
passou dos limites.

— Com licença. — Rebecca murmurou, sentindo-se um


pouco tonta enquanto se afastava dele e começava a
caminhar de volta para o restaurante, decidindo que talvez
fosse hora de voltar a olhar para aqueles anúncios de
trabalho outra vez.

— Aw, qual é o problema, rapaz? — Jason, o bastardo


irritante que seus pais juravam ser seu parente, perguntou
ironicamente enquanto Lúcifer se forçava a ficar onde estava,
apavorado com o que faria se, se movesse apenas um pouco
de onde estava.

Cristo, que porra ela estava pensando ao beijá-lo assim


e por que Trevor, o observava com aquele olhar de
conhecimento em sua cara?

Porra, ele apenas precisava parar de pensar em quão


bem se sentiu ao segurar Rebecca nos seus braços.

— Rejeição dói, verdade, grandão? — Disse Jason com


um suspiro exagerado, que seria o motivo de sua morte.

— Primeiro beijo? — Trevor adivinhou com um brilho de


antecipação em seus olhos que Lúcifer realmente não se
importava, não agora, enquanto sentia que estava prestes a
perder o controle.

— Vá se foder. — Disse, esfregando as mãos pelo o


rosto, enquanto tentava esquecer a porra do beijo.

— Desculpe. — Jason disse, não soando como se


estivesse se desculpando de verdade. — Não podemos fazer
isso.

— Você realmente, você deve. — Disse ele, lutando para


descobrir como isso aconteceu.

Um minuto estava arrastando Rebecca para um


supermercado para ajudá-la e no próximo ficou muito
próximo de segurar sua bunda e forçar suas pernas a se
envolverem ao redor dele, para que pudesse empurrá-la
contra sua caminhonete e descobrir o tanto que tinha que
transar com ela e fazê-la gritar seu nome. Deus, isso era tão
ruim. Isso era realmente muito ruim, porque ela fugiu,
provocando algo nele que não podia explicar e fazendo-o
querer ir atrás dela.
Lúcifer definitivamente iria atrás dela, estava decidido,
lambendo os lábios em antecipação, como nada que ele já
experimentou antes corria por suas veias, fazendo-o sentir
realmente vivo pela primeira vez em sua vida. Não podia
explicar, mas sabia que se ela tivesse ficado ali e dado o beijo
que deram como se não fosse nada, não estaria se sentindo
assim.

— Ela é a sua vizinha, certo? A que Aidan viu? — Trevor


perguntou enquanto se encostava na caminhonete que
Lúcifer não conseguia parar de imaginar Rebecca inclinada
sobre ela.

— O que vocês querem? — Exalou, sabendo exatamente


onde Trevor iria com essa linha de pensamento de merda.

— Viemos para lembrá-lo sobre o churrasco neste fim de


semana. — Jason disse, enquanto Trevor continuava
observando-o.

— Você poderia ter ligado. — Apontou distraidamente,


enquanto pensava como seria bom, quando eles finalmente
fossem embora.

Lúcifer estava com a porra de um grande problema,


porque tanto quanto queria acreditar que não poderia acabar
com uma mulher como Rebecca, não conseguia evitar
imaginar, o que seria ouvi-la gemer seu nome no ouvido
enquanto deslizava profundamente dentro dela.

— Nós achamos que pessoalmente seria muito melhor.


Dessa forma, você poderia nos convidar para comer em
agradecimento. — Jason, o bastardo mal-intencionado disse,
mas em vez de mexer com a cabeça de seu primo, como
sempre fazia quando um desses bastardos importunos
tentava entrar no Fire & Brimstone, ele simplesmente o
empurrou de lado e se dirigiu para seu restaurante e para o
pequeno demônio que desencadeou algo profundo dentro
dele.

— Isso foi desnecessário, seu imbecil!

Sim foi, mas pelo menos conseguiu ajudá-lo a esquecê-


la por alguns segundos. Não tinha absolutamente nenhuma
ideia do que faria com ela agora, mas sabia que não poderia
continuar fingindo que não havia algo seriamente fodido
acontecendo entre eles.

Até que descobrisse o que fazer, iria se divertir um


pouco, porque, pela primeira vez, desde que começou a jogar
este jogo, seria o único que estaria manipulando tudo agora.
— Oh, Deus, Oh, Deus, oh, merda! — Ela sussurrou
freneticamente enquanto lutava para inserir seu código com
os dedos que se recusavam a parar de tremer.

O apito agudo quando colocou os números errados não


estava ajudando. Tentou se concentrar, tentou parar de
pensar sobre o que aconteceu, mas não podia e por isso, aqui
estava ela, inserindo números aleatórios no teclado como
uma louca, tentando desesperadamente colocar um pouco de
espaço entre ela e o homem que a olhou como se fosse a
melhor escolha para sua próxima refeição.

Desde que ela já viu exatamente o quanto ele amava


devorar o almoço, sabia que não era uma coisa boa. Era uma
idiota por ter brincado com ele assim. Deveria saber melhor.
Porra, Rebecca sabia melhor, mas estupidamente deixou o
orgulho convencê-la a cruzar uma linha que nunca deveria
ter sido atravessada.

Deus, foi um beijo incrível, ela pensou em algo próximo


ao pânico, porque realmente queria voltar lá para fora e beijá-
lo novamente e de jeito nenhum o beijaria assim de novo.

Isto acabaria agora.


Iria para o andar de cima, trancaria duplamente a porta,
fazendo com que Mojo deitasse na frente dela e começaria a
fazer as malas. Sempre ouviu que a Inglaterra era agradável
nesta época do ano. O fato de que estava sem dinheiro, não
tinha um passaporte ou um emprego, não importava. Tudo o
que importava era colocar algum espaço entre ela e Lúcifer,
antes que fizesse algo incrivelmente estúpido, como atacá-lo e
rasgar todas suas roupas.

Não é que ela nunca tivesse relacionamentos, porque já


teve. Foram desastrosos, mas tentou fazê-los funcionar. Não,
a razão pela qual Lúcifer não era uma possibilidade era muito
simples, era porque ela... bem, ele...

Ok, não era simples.

Por que porra essa porta não estava destrancando?

— Aqui. — O homem do qual estava disposta a fugir do


país, disse suavemente, assim que ele chegou nela,
certificando-se de que seus lábios fizessem cócegas em sua
nuca e digitou seu código para ela.

Assim que o alarme soou e ouviu o clique do destrave,


ela abriu a porta e correu o mais rápido que suas pernas
curtas puderam levá-la. Em um tempo recorde, estava em
seu apartamento com a porta fechada, o trinco no lugar e as
costas contra a porta, para adicionar segurança extra,
enquanto lutava para recuperar o fôlego.

— Qual o problema? — Perguntou Melanie, olhando por


cima de seu computador com uma careta quando viu
Rebecca desesperadamente agarrada à porta.

— Eu... — Começou a dizer, apenas para parar quando


pensou ter ouvido algo no corredor.

— Rebecca? — Disse Melanie parecendo


compreensivelmente preocupada desde que Rebecca estava
com a orelha pressionada contra a porta e prendendo a
respiração, enquanto esperava pela batida que ainda não
estava pronta para ouvir.

Quando a batida não aconteceu, soltou um suspiro de


alívio e caiu de volta contra a porta.

— Arrume suas malas. Vamos deixar o país na parte da


manhã. — Disse esperando ser o suficiente para Melanie
começar a mexer seu traseiro, porque não tinha certeza de
que teria energia suficiente para explicar o que aconteceu e
embalar suas coisas ao mesmo tempo.

— Existe uma razão pela qual nós estamos fugindo do


país? — Melanie perguntou em vez de começar a embalar e
ser a amiga prestativa e não questionadora que ela precisava.

— Sim! — Respondeu, afastando-se da porta com as


pernas bambas.

— Você vai dividir a informação com o resto da classe?


— Perguntou Melanie, pegando sua garrafa de água e
bebendo um gole.

— Não! — Rebecca respondeu, indo para o quarto,


apenas para acabar gemendo pateticamente alguns
segundos mais tarde, quando Mojo andou na frente dela, caiu
no chão e prontamente adormeceu sem aviso, fazendo-a cair
sobre ele e tropeçar nos próprios pés.

Enquanto estava lá no chão, não pode deixar de se


arrepender daquele momento, quando vetou a decisão de
Melanie sobre comprar um tapete para o corredor. Quando
Mojo rolou alguns segundos depois e caiu sobre ela, não pode
evitar, mas também se arrependeu de decidir contra a
inscrição dele para as aulas de adestramento. E quando
ouviu a primeira batida na porta, se arrependeu de
praticamente tudo que já fez para Lúcifer, porque agora
parecia que ela estava prestes a pagar por isso.

— Pare de me chutar para fora do meu próprio


apartamento! — Melanie gritou depois que ele a colocou no
corredor.

Quando ela continuou gritando, ele decidiu que seria


melhor se fechasse a porta para ela, desde que tudo o que
aquela gritaria iria fazer era irritá-lo. Melanie ainda gritou,
mas felizmente a porta de madeira maciça foi capaz de abafar
a maior parte do som. Quando viu sua vítima deitada no
chão, com aquele cavalo que ela gostava de chamar de
cachorro deitado sobre suas pernas, prendendo-a no chão,
não pode deixar de sorrir.

— Melanie? — Rebecca disse, soando esperançosa


enquanto tentava olhar por cima do ombro para ver o que
estava acontecendo, mas graças à posição que Mojo a
prendeu era impossível.

— Tenta de novo. — Disse, observando a maneira que


toda a parte superior de seu corpo ficou imóvel ao ouvir o
som de sua voz.

— Hummm, esse realmente não é um bom momento.


Talvez você possa voltar mais tarde? — Rebecca disse
enquanto tentava libertar as pernas, provavelmente
esperando que ele não notasse o movimento.

— Estou interrompendo alguma coisa? — Ele falou


pausadamente, enquanto abria a geladeira e se servia de uma
coca gelada.

— Sim. — Ela disse limpando a garganta, enquanto


colocava seus braços no chão e tentava o seu melhor para
puxar as pernas, mas o maldito cão não se mexia. — Sim,
você está.

Bem, isso era uma vergonha, ele pensou com um


suspiro quando abriu o refrigerante e tomou um gole. Lúcifer
andou até a mulher se balançando e se inclinou para brincar
com o cachorro que ganhou um bife. Além de grunhir sua
aprovação, Mojo não se incomodou em abrir os olhos, quando
se acomodou para mais um cochilo.

Certo de que Rebecca não iria a lugar nenhum tão cedo,


passou por cima de seu corpo torto e sentou de costas para a
parede, em frente a ela. Enquanto ela olhava para ele, Lúcifer
tomou outro gole longo e satisfatório de sua bebida gelada,
ao mesmo tempo em que pensava em todas as besteiras em
que ela o colocou durante os últimos cinco anos e suspirou.

Rebecca realmente teve a chance, pensou, enquanto a


mulher amarga desistia de tentar escapar e roubava sua
bebida. Ele permitiu que a roubasse, simplesmente porque
estava de bom humor. Assim que terminou de beber, ela
olhou para ele, jogou a lata vazia no chão e agarrou suas
pernas, obviamente decidindo que sua única chance de
escapar era se libertar do cão, atualmente dormindo sobre
ela.

— Então, o que você quer, exatamente? — Perguntou,


enquanto usava as pernas para tentar se soltar do cão.

— Conversar. — Disse enquanto permitia que seu olhar


percorresse a generosa curva da sua bunda, que ele
estupidamente ignorou por todos esses anos.

Cristo, ele mal podia esperar para apertar aquela bunda


quando deslizasse para dentro dela...

— Você está olhando para minha bunda? — Ela


perguntou, depois de uma pequena pausa.

— Estou. — Disse, não vendo absolutamente nenhuma


razão para mentir sobre isso.

— Bem, então pare! — Rebecca respondeu parando em


sua tentativa de fuga por tempo suficiente para dar um tapa
de leve na perna dele, tentando fazê-lo parar de fazer o que
ele tinha claramente, sido colocado na Terra para fazer.

Essa bunda merecia ser admirada.


— Patético. — Murmurou, quando voltava para sua
fuga, mas, infelizmente para ela, em algum momento dos
últimos trinta segundos ou algo assim, Mojo acordou e
reajustou sua posição, de modo que seu corpo enorme agora
pressionava seus joelhos no chão.

Esse realmente não era o dia dela, ele pensou com um


suspiro, quando se permitiu apreciar o fato de que Rebecca
estava sob suas pernas. Definitivamente, não era uma
maneira ruim de terminar o dia, pensou quando se abaixou e
a tirou de debaixo de Mojo, colocando-a em seu colo com um
suspiro satisfeito.

Então, quando ela abriu a boca para discutir, realmente


não teve escolha a não ser inclinar-se e beijá-la antes que
Rebecca pudesse fazer algo estúpido como expulsá-lo de seu
apartamento

.
Não era para estar em algum tipo de dilema moral sobre
isso? Ela se perguntou, lá no fundo da sua mente quando se
ajustou em seu colo, até que estava montada nele e poderia
envolver os braços ao seu redor enquanto ele a beijava de um
jeito que a deixou faminta por mais. Nunca, em um milhão de
anos, teria imaginado que Lúcifer, aquele completo idiota,
seria capaz de agir de maneira tão apaixonada. Mas agora
que sabia, não podia deixar de se perguntar como seria
quando arrancasse as roupas dele.

Ela gemeu com o pensamento, porque definitivamente


teria que descobrir. Mesmo que não tivesse o hábito de pular
na cama com qualquer cara que chamasse sua atenção ou a
levasse para sair, também não era algo pelo qual perdia o
sono ou tinha épicos debates internos sobre. Rebecca era o
tipo de mulher que gostava de ser intensa, que vivia o
momento e se um cara conseguisse fazê-la perder a cabeça e
a deixasse sentindo como se fosse morrer se tivesse que
esperar por mais um segundo para tê-lo deslizando entre
suas pernas, então, ia com ele.

Não se arrependia, analisava demais suas escolhas ou


vivia no passado.
Com isso dito, ainda podia contar nos dedos de uma
mão o número de homens com quem dormiu e nunca dormia
com um homem que não estivesse namorando há pelo
menos, três meses. Gostava de ter uma ligação emocional
com um cara antes de dormir com ele e ela normalmente
precisava disso para poder transar.

Então novamente, nunca experimentou isso antes,


pensou com um sorriso quando se abaixava até que ficou
sentada na protuberância dura escondida atrás do zíper de
Lúcifer que dizia que ela não era a única a ponto de perder
controle. O gemido que ele soltou fez com que Rebecca se
ajustasse em seu colo, gemendo quando o atrito do
movimento acertou em todos os lugares certos.

Mesmo que não tivesse muitas manias a respeito do


sexo, tinha algumas regras como: nunca dormir com o ex de
sua amiga, irmãos de suas amigas, colegas de trabalho ou
mais importante, seu chefe. Mas uma vez que ela estava no
processo de desistir, isso realmente não contava, disse a si
mesma quando se afundou contra a grande protuberância
conforme Lúcifer a enlouquecia, chupando delicadamente sua
língua enquanto suas mãos encontravam seu traseiro.

Lúcifer usou o domínio sobre seu traseiro para ajudá-la


a se movimentar contra ele e Deus, havia algo mais sexy do
que um homem agressivo na cama? Conforme ela deslizava a
mão sob a camisa dele e acariciava os músculos saltando sob
seu toque, não podia deixar de se perguntar se eles deveriam
mover a cena para uma cama.
Seria definitivamente mais confortável, decidiu, mesmo
enquanto continuava se movendo contra ele, sua respiração
acelerando ao perceber que estava a segundos de ter um
orgasmo, que prometia deixá-la devastada. Eles realmente
precisavam levar isso para uma cama.

Rebecca o beijou uma última vez antes de pressionar a


testa contra a dele e tentar se concentrar em outra coisa, que
não o quão bem se sentia se esfregando nele. Lambendo os
lábios, forçou as palavras que garantiriam que ela teria que
abandonar seu emprego pela manhã.

— Lúcifer precisamos levar isso para o quarto. —


Rebecca grunhiu com um gemido, quando empurrou para
baixo, contra ele e...

— Eu tenho uma ideia melhor. — Ele disse, permitindo-


lhe um último movimento que a levou mais perto do limite,
mas que não foi suficiente para levá-la além, antes de pegá-la
e cuidadosamente colocá-la no chão.

— O quê? — Perguntou, sentindo-se um pouco confusa


quando ele conseguiu se levantar, porque estava bastante
segura de que eles, definitivamente, deveriam ir para o
quarto.

— Vamos pegar algo para comer. — Disse ele,


estendendo a mão e a ajudando a ficar de pé enquanto ela se
esforçava para dar sentido ao que Lúcifer estava dizendo.

Comer?

Ele queria comer?


Ela lançou um olhar melancólico na direção de seu
quarto e quase chorou quando ele a pegou pela mão e se
dirigiu para a porta.

— Você devia colocar um pouco de gelo sobre isso. —


Rebecca disse de onde estava sentada no banco do passageiro
de sua caminhonete, mexendo com tudo ao alcance e
deixando-o maluco, porque cada movimento o deixava mais
consciente dela.

Lúcifer poderia estar dentro dela agora, a porra do seu


pau o lembrou quando furiosamente pulsou contra o zíper,
exigindo que encostasse e terminasse o que começou. Mas
não podia fazer isso. Não até que tivesse certeza de que
Rebecca queria isso tanto quanto ele.

Lúcifer se recusava a tomá-la até que ela dissesse seu


nome quando deslizasse profundamente dentro dela. Não se
importava se ela iria gemer, sussurrar ou gritar a plenos
pulmões, mas ele tinha que ouvir. Tinha que ouvi-la dizer seu
nome na primeira vez que a tomasse.

Ele tinha que ouvi-la chamar seu nome. Christopher.

Havia algo de muito errado com ele.

— Eu estou bem. — Disse, resistindo à vontade de


procurar sinais de sangue em seu ombro.

— Você tem sorte por ela ter uma péssima pontaria. —


Disse Rebecca com um suspiro quando desistiu de mexer
com o ar-condicionado e se sentou no banco.

— Lembre-me de remover o extintor de incêndio quando


voltarmos. — Disse, embora duvidasse que ainda
funcionasse.

— Conhecendo Melanie, ela provavelmente já o usou


para cobrir sua porta com espuma. — Disse Rebecca,
parecendo entediada enquanto ele ainda estava lutando para
recuperar o controle do seu próprio corpo.

Ótimo, mais uma coisa para entrar na sua lista, pensou


quando entrou no estacionamento traseiro da Dixon's Gluten-
Free Bakery e estacionou sua caminhonete. Ele olhou para
Rebecca apenas para encontrá-la afundando em seu assento,
parecendo derrotada.

— O que há de errado? — Perguntou desligando a


caminhonete.

— Eu não posso comer aqui. — Rebecca murmurou


baixinho.

— Por causa da coisa do glúten? — Perguntou ele


abrindo a porta.

— Por causa da coisa do glúten. — Ela repetiu com um


suspiro abatido quando abriu a porta e desceu.

Ele saiu da caminhonete e foi para a calçada, sem saber


como deveria agir agora. Eles não eram um casal. Merda, não
eram nem mesmo amigos, mas não podia mais agir como se
ela não fosse nada mais do que uma funcionária pé no saco,
podia?

Porra.

Isto já estava ficando complicado e não tinha nada que


odiava mais do que complicação. Então, quando ela começou
a andar ao seu lado e colocou as mãos nos bolsos de trás, ele
ficou aliviado.

Até certo ponto.

— Este lugar é sem glúten. — Lúcifer disse, apenas para


ter algo a dizer mesmo, para que pudesse tirar da cabeça o
quão bem sentiu quando finalmente segurou aquela bela
bunda em suas mãos.

— É sem glúten? — Ela perguntou, enquanto mordia o


lábio inferior, sem dúvida, tentando não acumular muitas
esperanças. — Você tem certeza?

— Desde que eu ajudei a construí-lo, eu tenho certeza.


— Explicou quando chegaram à porta da frente.

— Sua família trabalha com construções, certo? —


Rebecca disse soando um pouco nervosa enquanto ele
segurava a porta aberta. Ela hesitou antes de jogar-lhe um
pequeno sorriso e entrar.

— Entre outras coisas. — Lúcifer murmurou quando a


seguiu para dentro. — Mas é uma coisa que todos nós temos
em comum.
— O que você quer dizer? — Ela perguntou, olhando
nervosa ao redor da pequena loja.

— Relaxe. — Disse enquanto se inclinou e beijava a


testa dela, porque parecia que ela precisava de um pouco de
apoio e não porque parecia uma eternidade desde a última
vez que a tocou. — Tudo aqui é seguro para você comer.

Depois de uma pequena pausa, ela balançou a cabeça e


se aventurou mais perto do grande menu na parede. Ela ficou
ali durante vários minutos sem dizer nada, quando assimilou
o que eles tinham a oferecer.

— O que você recomenda? — Perguntou, mordendo o


lábio inferior quando recomeçou a ler o topo do menu e
deslizou para baixo outra vez, obviamente cautelosa com sua
primeira prova de sabor da verdadeira culinária sem glúten.

Ele realmente não provou nada aqui, por causa da


obsessão que tinha, dissecando e recriando receitas para seu
restaurante, mas seus irmãos provaram. Tanto quanto sabia,
eles deram o selo de aprovação Bradford para cada item no
menu, então apontou para o primeiro da lista.

— O macarrão com queijo assado é muito bom. — Disse,


rezando para que seus irmãos não o fizessem parecer um
mentiroso, caso contrário, teria que caçar e espancar cada
um deles.
— Quer parar de fazer isso? — Lúcifer falou quando foi
forçado novamente a pegar um cubo de gelo de seu copo e
colocá-lo na parte de trás da sua mão.

— Provavelmente não. — Disse Rebecca se demorando


em pegar outra colherada daquele delicioso ensopado de
carne e bolinhos que a convenceu a pedir depois que ela
devorou o macarrão com queijo assado.

— Você poderia dividir. — Ressaltou ele, a ponto de fazer


beicinho quando sentou ali olhando algumas vezes entre sua
tigela vazia e a dela.

— Eu poderia. — Concordou parando tempo suficiente


para poder desfrutar dessa colherada perfeita de carne,
molho, vegetais e bolinho de massa, antes de acrescentar. —
Mas não vou.

Os olhos dele se estreitaram perigosamente sobre


Rebecca e ela conhecia aquele olhar bem o suficiente para
saber que Lúcifer estava pensando seriamente em roubar o
resto de sua comida, mas sorte para ele, não tentou.
Realmente odiava a ideia de mandá-lo para a UTI depois de
tudo o que fez por ela, mas se tentasse roubar uma outra
porção de sua comida deliciosa, não teria muita escolha.
— Você é má. — Ele resmungou, sinalizando para a
garçonete pedindo outra tigela.

— Sim. — Ela concordou enquanto pegava outra


colherada, já pensando em roubar a tigela de ensopado de
carne dele quando chegasse. — Eu sou.

— E isso não te incomoda? — Ele perguntou inclinando


curiosamente a cabeça enquanto a observava.

— Nem um pouco. — Disse com um aceno de cabeça


enquanto estendia a mão para pegar o rolinho, quando notou
Lúcifer encarando. — Incomoda que todo mundo ache que
você é um idiota?

Ele riu quando pegou o rolinho antes dela.

— Não.

— Sério? — Ela perguntou, não porque não acreditava


nele, porque acreditava, mas porque estava honestamente
curiosa.

— Por que isso me incomodaria? — Ele perguntou com


um encolher de ombros descuidado quando partiu um
pedaço de seu rolinho. Mergulhou na tigela dela e o
encharcou de molho.

— Porque a maioria das pessoas teria um problema com


todo mundo acreditando que elas são idiotas. — Explicou,
enquanto o observava.

— Isso porque a maioria das pessoas são mesmo idiotas.


— Lúcifer disse, sem pedir desculpas quando pegou o prato
de sopa da garçonete atordoada, que praticamente fugiu
assim que colocou uma cesta extra de pãezinhos frescos na
mesa.

— E por que isso? — Ela perguntou pegando um rolinho


sem glúten, ainda surpresa com o quão bom era. Não tinha
exatamente o sabor de um rolinho normal, mas chegava perto
o suficiente para que não se importasse.

— Porque eles se importam com o que as outras pessoas


pensam. — Disse quando roubou o rolinho da mão dela.

Suspirando, ela pegou outro rolinho.

— E você não?

— Nem um pouquinho. — Ele disse enquanto colocava a


mão na sopa deixando que ela pensasse um pouco sobre isso.

Era definitivamente uma tática que poderia ter vindo a


calhar para a maioria das coisas em sua vida, ela pensou,
quando pegou a colher e...

— Você quer que eu te mate? — O bastardo egoísta


perguntou com um olhar frio que a fez suspirar enquanto ela
continuava com sua missão de roubar um grande pedaço do
bolinho de seu prato.

— Sim, porque você realmente me assusta. — Disse


Rebecca fazendo um pequeno show para roubar um grande e
delicioso pedaço de comida e engolir tudo, mantendo os olhos
fixos nos dele.

Um pequeno sorriso tocou seus lábios.

— Você não está com medo de mim, não é?


— Nem um pouco. — Admitiu com uma piscadela
enquanto colocava a colher na mesa, empurrava a cadeira
para trás e decidia que era hora de verificar a grande
variedade de assados livres de glúten para a sobremesa.

Tantas coisas bonitas, pensou melancolicamente


enquanto tentava decidir entre o brownie de cheesecake que
capturou seu olhar ou o cupcake de baunilha com cobertura
gelada de creme de manteiga.

— Peça para viagem. — O sussurro rouco provocou sua


orelha quando ela sentiu os braços de Lúcifer envolvê-la e
puxá-la para mais perto.

Rebecca abriu a boca para perguntar se algo estava


errado quando sentiu uma coisa, uma protuberância enorme
e dura, pressionado contra a parte inferior de suas costas.
Ela lambeu os lábios enquanto tentava pensar em uma
resposta espirituosa, mas tudo o que conseguiu foi um aceno
de cabeça quando Lúcifer a soltou para que pudesse pegar
sua carteira e pagar a conta.

Enquanto Rebecca estava ali esperando que a garçonete


descobrisse o que estava errado com o leitor de cartão de
crédito, não conseguia parar de pensar sobre quando dar a
ele as duas semanas de aviso prévio, antes de imobilizá-lo em
sua cama e despi-lo ou depois.

— Onde estamos? — Perguntou respirando forte


enquanto terminava de subir no colo dele e colocar uma
perna de cada lado, mal dando-lhe a chance de parar a
caminhonete no parque.

— Não sei. Não me importa. — Disse Lúcifer respirando


com dificuldade enquanto mudava de lugar com ela no colo,
indo para bem longe do volante, que não tinha absolutamente
nenhuma chance de sobreviver a este encontro.

Embora não pudesse dizer com uma certeza absoluta,


estava quase certo de que eles chegaram no estacionamento
dos fundos da Fire & Brimstone, antes dela parar de esfregar
seu pau através da calça jeans e começar a subir no seu colo.
Lúcifer devia dar um fim nisso e levá-la para dentro, onde
eles poderiam terminar de brincar na cama, mas isso
significava que teria que parar de beijá-la e de jeito nenhum
iria parar de beijá-la agora.

O pequeno gemido necessitado que Rebecca fez quando


sentou no seu colo serviu apenas para garantir que não sairia
dessa caminhonete até descobrir que outros ruídos ela era
capaz de fazer. Não iria transar com ela, não até que Rebecca
lhe desse o que queria, mas faria absolutamente tudo no
meio do caminho e provavelmente, mais algumas coisas que
até poderiam ser consideradas sexo e iria se certificar de que
ela aproveitasse cada porra de segundo.

Ele a desejava tanto que nem se importou sobre as


regras restritas que tinha sobre esse tipo de coisa. Nunca
faça em público, nunca perca o controle e nunca transe com
uma mulher que perturbe a porra da sua sanidade. Gostava
de estar no controle de sua vida, de sua carreira e seu
futuro. E mulheres como essa, que estava passando os dedos
pelo seu cabelo enquanto suavemente colocava o seio em sua
boca, deixava tudo isso impossível, caralho.

Se tivesse um tipo, definitivamente não era ela. Lúcifer


normalmente saía com mulheres mais sérias que eram
casadas com suas carreiras e não queriam nada mais do que
uma boa transa quando seus horários permitiam. Nunca
perdeu o controle, mandou mensagens durante o dia apenas
para dizer Olá ou pensou nelas vinte e quatro horas/sete dias
por semana. Para ser sincero, a maioria das mulheres que
namorou, encarava sua indiferença como um desafio e
geralmente acabavam deixando-o irritado, mas...

Cristo, não conseguia pensar direito com ela esfregando


os dedos sobre a calça dele assim, provocando seu pau em
um frenesi. Quando Rebecca parou de provocar seu pau com
aqueles dedos pequenos e talentosos, quase implorou por
mais. Mas segundos depois, ela o tinha gemendo e sem
controle por causa daquele beijo enquanto abria o zíper,
segurando pau dentro de sua calça e o envolvendo com a mão
quente e macia.

— Foda-se! — Ele gemeu quando foi forçado a terminar


o beijo, conforme um raio de prazer percorria seu corpo
fazendo seu pau ficar mais duro do que nunca antes.

Ofegante pela falta de ar, ele viu quando Rebecca


lambeu os lábios avidamente enquanto observava a mão em
movimento sobre seu pau. Gemendo quando ela passou a
mão sobre a ponta, se encontrou seguindo seu olhar.
Lúcifer assistiu, fascinado, a mão levemente bronzeada se
movendo lentamente para cima e para baixo pelo
comprimento do seu pau.

Não conseguia se lembrar da última vez que uma


mulher o masturbou, provavelmente porque nunca foi tão
bom. Ele viu quando sua mão deslizou para a base e fez uma
pausa longa o suficiente para fazê-lo gemer, para depois
voltar até a ponta e usar o polegar para espalhar as gotas de
excitação que já estavam se formando ali na cabeça, fazendo
com que a pele, já sensível, formigasse com prazer
indescritível.

— Deus, como isso é gostoso. — Gemeu lambendo seus


próprios lábios enquanto continuava observando-a
preguiçosamente esfregar a mão sobre seu pau dando a
quantidade certa de pressão para dar prazer na medida certa.

— Você gosta disso? — Ela perguntou com um sorriso


sedutor que o fez pensar sobre o quão bom seria sentir esses
lábios carnudos ao redor de seu pau.

Acenou com a cabeça quando se inclinou para beijá-la.

— Continue fazendo isso e você vai descobrir o quanto.


— Prometeu a ela conforme colocou as mãos sobre suas
coxas.

— Então, talvez eu deva parar. — Brincou ela, com um


sorriso contra sua boca quando ele estendeu a mão para o
zíper da calça dela.
— Talvez sim. — Ele murmurou enquanto puxava o
zíper e levava a mão até o cós de sua calça.

Com um pouco de esforço e alguns contorcionismos da


parte dela, ele desceu a calça junto com a calcinha, o
suficiente para ter acesso a sua boceta macia que totalmente
planejava lamber em breve. Gemendo enquanto ela
continuava beijando-o e acariciando, Lúcifer se inclinou um
pouco mais perto e moveu a mão sobre sua bunda macia, até
que ela estava entre suas pernas e seus dedos se moviam
sobre sua boceta molhada, deslizando profundamente dentro
dela.

Eles gemeram juntos conforme ela empurrava de volta


contra ele levando os dedos dele mais fundo enquanto se
agarrava a ele sem tirar a mão de seu pau. Se alguma coisa
mudou foi a urgência com que sua mão esfregava seu pau.
Seus golpes aumentaram quando ela começou a montar seu
dedo, empurrando para trás com cada golpe. A posição não
era confortável e foi necessário um grande esforço para
administrar a situação, mas o prazer que eles estavam dando
um ao outro mais do que compensava.

Sabia que poderia fazê-la gozar assim, mas queria mais.


Deslizando o dedo dentro dela uma última vez e Deus, nunca
soube que uma mulher poderia ficar tão molhada antes, tirou
a mão, passou os braços ao redor dela e se virou para que
pudesse deitá-la no banco. Rebecca manteve os braços ao
redor dele quando o beijou quase desesperadamente,
enquanto ele tirava sua calça. Quando ela conseguiu tirar
os sapatos, Lúcifer já tinha sua calça na altura dos tornozelos
e em segundos, jogada no painel.

Abaixando a calça até os joelhos, ele a seguiu, gemendo


quando ela envolveu as pernas nuas ao redor dele e apertou
seu pau contra sua boceta molhada.

— Lúcifer, por favor! — Ela gritou movendo-se contra


ele, fazendo-o gemer de prazer, mas não era o que queria
ouvir.

Então, ele se esfregou contra ela, dizendo a si mesmo


que isso teria que bastar por agora, porque de nenhuma
maneira do caralho iria se conformar com nada menos do
que...

— Christopher! — Ela gritou com um soluço frustrado


conforme se esfregava urgentemente contra ele e simples
assim, Lúcifer perdeu o controle.

Num minuto ele estava esfregando seu pau contra sua


boceta molhada e no próximo estava enterrado
profundamente dentro dela, fodendo-a com tanta força que
sacudia a caminhonete. Ela era boa para caralho, pensou
quando puxou seu pau para fora, até que apenas a cabeça
estava dentro dela e então bateu de volta dentro dela,
amando o jeito com que Rebecca estava cravando os dedos
em suas costas e gemendo seu nome como se fosse uma
oração.

— Oh, Deus! — Ela gritou, aumentando a pressão do


aperto enquanto o montava.
Ela era tão gostosa e tão boa... porra... molhada e
apertada para caralho...

Ele se inclinou e a beijou antes de se afastar, precisando


vê-la enquanto a levava ao limite. Quando sentiu sua boceta
apertar ao redor dele, empurrou mais forte e apertou os
dentes enquanto lutava contra seu próprio orgasmo.

Várias estocadas depois, pensou que iria morrer quando


ela começou a gritar. Rebecca arqueou as costas, quase
derrubando-o, mas ele não iria a lugar nenhum. Lúcifer se
inclinou e a beijou engolindo seus gritos enquanto a fodia
forte e rápido. Continuou assim até muito tempo depois que
ela parou de gritar e seu próprio orgasmo quase o partiu em
dois, uma vez que o atingiu.

Ofegante e mais satisfeito do que jamais esteve em toda


sua vida, ele abaixou a cabeça no ombro dela e sorriu, porque
não podia acreditar que a mulher mais incrível que já
conheceu, era também a que passou os últimos cinco anos
fantasiando a respeito.

— Eu me demito. — Suspirou.
Fechando os olhos com um suspiro derrotado, Rebecca
questionou o enorme e mal-humorado homem atrás dela.

— Por que exatamente você está me seguindo?

— Nós precisamos conversar. — Lúcifer disse e ela


realmente não conseguiu segurar o gemido patético que
escapou dela ou o fato de que estava se tornando cada vez
mais mal-humorada, desde que tudo o que queria fazer era
dormir e tudo o que ele queria fazer era discutir.

Por que ele não podia simplesmente desfrutar da glória


pós-sexo como um homem normal e deixá-la em paz?
Perguntou-se, enquanto lutava para se arrastar para dentro
de seu apartamento. Tudo o que queria fazer era se enrolar
na cama, fechar os olhos e saborear a forma como seu corpo
inteiro tremeu de prazer devido ao orgasmo mais incrível que
ela já experimentou, mas o filho da puta teimoso a seguindo
até o quarto não iria permitir.

Filho da puta egoísta, ela pensou, conforme forçou os


pés a andar em volta da cama e ir para o guarda-roupas em
vez disso, porque hoje era quarta-feira e ela deveria trabalhar
no turno da noite. Sentiu-se tentada a mandar tudo para o
inferno e ir para a cama o resto da noite desde que acabou
de se demitir. O problema era que não tinha nenhum
trabalho em vista e depois que terminasse as duas semanas
de aviso o dinheiro seria mais escasso do que já era.

Ela precisava das horas, disse a si mesma uma e outra


vez em sua cabeça esperando que isso lhe desse a energia
necessária para que pudesse sobreviver as próximas oito
horas. Obrigando-se a não olhar para a cama convidativa e
bagunçada onde Mojo atualmente estava roncando, ela focou
em se arrumar para o trabalho.

Oh, falando em cachorro...

— O que você está fazendo? — Lúcifer perguntou


quando ficou mais do que óbvio.

— Arrumando-me para o trabalho. — Ela murmurou


pegando uma camisa nova da Fire & Brimstone, jeans, meias
e calcinha antes de se virar e mais uma vez, forçar seus pés
para não cair na cama.

— Achei que você tinha acabado de se demitir. — Lúcifer


respondeu, não parecendo realmente feliz para um homem
que tentou demiti-la durante os últimos cinco anos.

Antes que ela tivesse a chance de responder, o lembrete


de que as paredes eram finas a interrompeu.

— Você se demitiu? — Melanie perguntou de seu quarto,


que era apenas ao lado do dela.

— Sim! — Ela sussurrou encarando a parede.


— Ah... — Foi a resposta do outro lado da parede. —
Você vai se candidatar para aquela vaga de segurança?

Provavelmente o faria, se a vaga ainda estivesse


disponível, mas já faziam semanas desde que viu o anúncio,
provavelmente a vaga já foi preenchida, Rebecca teria que
tirar o pó do seu currículo, pensar em novas histórias para
explicar seu histórico de trabalho complicado e começar a
gastar todo seu tempo livre à procura de um emprego e se
candidatando a algumas vagas.

— Talvez. — Ela disse esperando que fosse apaziguar


seu público.

— Você não vai se demitir. — Lúcifer disse rispidamente,


fazendo-a se encolher, porque se havia uma coisa que
Melanie gostava, era de uma boa fofoca. Ela gostava de saber
tudo o que estava acontecendo, mas Rebecca tinha lábios
surpreendentemente selados, se recusando a compartilhar
qualquer coisa.

— Oh, isso deve ser bom. — Ela ouviu Melanie


murmurar para si mesma.

Sim, isso seria ótimo, ela pensou ironicamente quando


parou na frente ao armário de toalhas, mexeu cegamente
dentro dele, pegou uma toalha semidobrada e se dirigiu para
o banheiro, rezando para que Lúcifer perdesse o interesse
para que ela pudesse tomar um banho em paz.

— Você não vai se demitir. — Ele disse com mais firmeza


enquanto fechava a porta do banheiro atrás deles como se
isso fosse de alguma forma fazê-la mudar de ideia.

Suspirando, ela jogou a toalha amassada no balcão da


pia.

— Eu tenho que sair.

— Por que você tem que se demitir? — Melanie


perguntou, obviamente muito curiosa para esperar até mais
tarde para começar o interrogatório.

— Vai cuidar da sua vida, vadia! — Rebecca gritou,


decidindo que o próximo lugar para o qual elas se mudassem
teria que ter paredes revestidas com chumbo.

— Você faz parte da minha vida, vadia! — Foi a


resposta, fazendo-a balançar a cabeça e Lúcifer olhar para
ela, porque aparentemente também não estava feliz em ter
plateia.

— Olha. — Ela disse, exausta demais para argumentar.


— Você acha que poderíamos falar sobre isso depois?

Sua careta disse tudo.

— Certo. — Ela suspirou, indo para o chuveiro, quando


Melanie, que aparentemente não tinha nada melhor para
fazer do que espiar cada palavra sua, anunciou. — Não tem
mais água quente!

Bem, isso explicaria por que Melanie não estava em seu


lugar habitual no sofá, com seu laptop ligado e uma pilha de
embalagens de amostras decorando o sofá e o chão. Sempre
que Melanie ficava presa em um projeto ou código, ela
tomava um banho para pensar sobre isso, o que
normalmente significava um longo banho de banheira,
adicionando água quente nova a cada quinze minutos ou algo
assim.

— Ótimo. — Rebecca disse, abandonando a ideia de um


banho quente que precisava desesperadamente, se tivesse
qualquer esperança de conseguir chegar ao trabalho a tempo.

— Nós precisamos conversar. — Lúcifer disse,


segurando sua mão e a levando até a porta.

— Nós podemos fazer isso mais tarde. — Ela murmurou


pateticamente, enquanto permitia que a arrastasse pelo seu
apartamento, apenas porque estava cansada demais para
discutir.

— Espera! Você está indo embora? — Melanie gritou do


outro quarto parecendo decepcionada por que perderia toda a
conversa.

Ignorando Melanie, Lúcifer a levou pelo corredor e


entrou em seu apartamento. Antes de ter a chance de fechar
a porta atrás deles, ele a estava arrastando de volta para o
corredor.

— Você realmente precisa parar de me arrastar por


todos os lugares. — Ela disse, embora realmente gostasse da
maneira com que Lúcifer segurava sua mão. Seu aperto era
firme, mas longe de machucar, especialmente porque a cada
poucos segundos ou algo assim, ele distraidamente acariciava
as costas de sua mão com o polegar.
— E você realmente precisa parar de me irritar. — Ele
disse, quando a arrastou pelo corredor através de uma sala
surpreendentemente limpa e em...

— Que porra... — Ela suspirou, conforme entrava no


banheiro enorme.

Era definitivamente muito maior do que o banheiro dela


e um cacete de muito mais agradável. Não que vivesse em um
ninho de ratos ou qualquer coisa, mas onde o banheiro dela
era básico, o dele era algo que se esperava ver em um hotel
cinco estrelas.

O banheiro dela inteiro poderia caber no chuveiro feito


sob medida dele com espaço de sobra. A pia era no estilo de
casal, dele e dela, o vaso sanitário tinha a privacidade de uma
pequena sala e ele tinha a porra de um closet! Quando olhou
ao redor do banheiro, que deveria ter sido dela por direito,
não conseguiu evitar se perguntar como foi que ficou com o
banheiro capenga.

Enquanto estava olhando ao redor, começou a tirar a


roupa, realmente não se importando se ele a arrastou até ali
com a intenção de deixá-la usar seu chuveiro ou não, porque
ela poderia muito bem usá-lo. Depois do que ele fez com ela
na caminhonete, Rebecca precisava de um banho, pensou,
tentando muito não pensar realmente sobre o que ele fez com
ela naquele carro. Infelizmente, seria difícil o suficiente
passar as próximas oito horas sem querer arrancar as roupas
dele.
Com isso em mente, ela deslizou para fora de sua
calcinha e entrou no chuveiro, surpresa com quantos
chuveiros haviam ali. Eles foram instalados nas laterais, na
frente e no teto. Tinha realmente a ver com estética.
Enquanto Melanie amava banheiras, ela gostava mais dos
chuveiros. Além do fato de que sentar na própria sujeira não
era muito atraente, a menos que seu estômago doesse e
realmente não tivesse escolha, ela gostava de ficar de pé,
debaixo de um jato de água quente, enquanto a água levava o
dia embora.

Quando Lúcifer passou um braço em volta da cintura


dela e chegou perto o suficiente para mexer nos botões de
recursos complicados, ela simplesmente fechou os olhos e se
recostou contra ele para que pudesse apenas relaxar e curtir
o momento. Assim que o jato de água quente bateu nela de
todos os ângulos, ela suspirou e sentiu-se relaxar
completamente em seus braços.

Ele beijou seu ombro quando a abraçou por trás.

— Fale comigo.

— Muito cansada para falar. — Murmurou quando


inclinou a cabeça para o lado para que ele pudesse beijá-la.

Suspirando forte, provavelmente porque ela estava


adiando a conversa e não porque exigiu um beijo, pelo menos
era melhor não ser por isso, ele se inclinou e carinhosamente
encostou os lábios nos dela.
— Você é irritantemente teimosa. — Ele sussurrou
suavemente contra os lábios dela, fazendo-a sorrir quando
inclinou a cabeça para trás, contra ele e se permitiu apreciar
o que provavelmente seria o último momento de paz que teria
nas próximas duas semanas.
— Sr. Bradford?

— O que é Patrick? — Perguntou Lúcifer, fingindo que


sua mente não estava na pequena mulher em sua cama no
andar de cima, atualmente monopolizando todos os
cobertores. Rebecca ficaria furiosa quando finalmente
acordasse, pensou com um pequeno sorriso, enquanto
computava os recibos de cartão de crédito da noite.

— Eu posso cuidar disso, se quiser. — Patrick ofereceu


após uma leve hesitação, fazendo a mesma oferta que todas
as noites no mesmo horário.

— Eu faço Patrick. — Disse, sem se preocupar em olhar


para cima enquanto voltava sua atenção para as notas de
encomenda.

Deus, estava tão esgotado.

Tudo o que queria fazer era encerrar a noite, subir e se


aconchegar com a mulher que iria matá-lo assim que
acordasse, mas sabia que nunca chegaria tão longe. Ele
ficaria feliz se chegasse até o sofá neste momento.

— Bem, boa noite, Sr. Bradford. — Disse Patrick,


soando como se quisesse dizer mais, mas no final, ligou o
alarme e fechou a porta quando saiu.

Ele precisava de algumas horas de sono ou desabaria,


mas um olhar para a pilha de trabalho que precisava de sua
atenção no canto da mesa, o fez reprimir um bocejo e voltar
ao trabalho. Apenas tinha algumas horas para pôr fim em
toda essa papelada antes que tivesse que supervisionar a
preparação das refeições e o serviço de café da manhã.
Também precisava ter certeza de que o bar estava totalmente
abastecido desde que esta seria uma das mais movimentadas
noites da semana.

Noite universitária.

Era uma de suas noites mais rentáveis da semana, mas


também era seu dia mais movimentado. Era quinta-feira, o
que significava que tinha que ter certeza de que estavam
preparados para o restante da semana. Isso significava
chamar vendedores, fazer encomendas, preparar alimentos,
revisar a escala de trabalho e certificar-se de que a maioria do
seu pessoal mais antigo estivesse escalado para trabalhar,
correr ao banco para conseguir dinheiro trocado, fazer
depósitos e certificar-se que seu sistema de pedidos online
estivesse funcionando perfeitamente.

Apenas pensar em tudo o que tinha para fazer hoje o


deixava cansado, mas foda-se, porque tinha um trabalho a
fazer. Pelos próximos quatro dias, o Fire & Brimstone seria
uma casa de loucos. Eles teriam a manhã e à tarde para se
preparar, mas mesmo esses serviços de refeição eram
brutais, especialmente desde que estavam com apenas quatro
garçonetes, um bartender, um ajudante de cozinha e um
cozinheiro. Suspirando, fez uma nota para colocar outro
anúncio no jornal de segunda-feira com a esperança de que
estes candidatos realmente fossem mais do que apenas
alunos de faculdade à procura do dinheiro da cerveja.

Em seguida, havia o problema da mulher dormindo em


sua cama...

Ele não tinha absolutamente nenhuma ideia do que


faria com ela. A única coisa da qual estava absolutamente
certo era que deveria se sentir aliviado por ela ter desistido,
em vez de sentar aqui tentando descobrir uma maneira de
fazê-la ficar. Durante cinco malditos anos quis que Rebecca
desaparecesse e quando finalmente estava prestes a
conseguir o que queria, não apenas recuou, mas também
tinha lhe dado um aumento para mantê-la por perto.

Por mais que quisesse dizer que se arrependeu de


manipulá-la para ficar, não podia. Rebecca precisava de
respostas que provavelmente nunca conseguiria, porque
desistiu há muito tempo. Então não, ele não podia se
arrepender de ajudá-la quando teve a chance, mas não tinha
certeza de que poderia dizer o mesmo sobre dormir com ela.
Nunca deveria ter dormido com ela, mas sabia que iria fazê-lo
novamente em um piscar de olhos se tivesse chance.

Suspirando, se recostou na cadeira e perguntou o que


faria. Rebecca era uma complicação, algo que realmente não
precisava em sua vida. Tinha muita coisa acontecendo em
sua vida para adicionar uma namorada chata cujo propósito
na vida parecia ser deixá-lo louco.

Não precisava disso em sua vida, especialmente não


agora, quando ainda estava fazendo tudo que podia, para
fazer do Fire & Brimstone algo especial. Não havia nenhuma
maneira dele ser capaz de fazer isso com Rebecca ao redor.
Deveria deixá-la ir manter suas mãos para si mesmo e se
concentrar no que realmente importava, mas mesmo quando
dizia a si mesmo o que era melhor, encontrava-se pensando
sobre o quanto queria subir e abraçá-la.

Deixá-la ir não era uma opção, percebeu, não até que


deixasse essa coisa entre eles seguir seu curso. Não tinha
ideia se ela era a única ou apenas o que seu corpo queria
agora, mas de qualquer forma não desistiria ainda. Mas
deixá-la assumir cada pensamento seu não iria funcionar.

Precisava parar de pensar nela e voltar seus


pensamentos para onde eram necessários, a fim de fazer isso,
teria que começar a tratar Rebecca como se fosse qualquer
outra mulher e esperar que ela não enlouquecesse como as
outras.

— Por que Lúcifer está olhando para você? — Melanie


perguntou de onde estava sentada, na borda de seu assento
com um milk-shake de chocolate de um lado, seu
computador à sua frente e um cheeseburguer meio comido no
outro.
Ela riu enquanto colocava a conta de Melanie sobre a
mesa.

— Ele está sempre olhando. — Disse, se perguntando


por que Melanie estava subitamente nervosa com o
passatempo favorito de Lúcifer.

— Verdade. — Melanie prontamente concordou com um


aceno enquanto continuava observando Lúcifer com uma
expressão perplexa no rosto. — Mas normalmente ele gosta
de diversificar seus olhares para incluir todos no lugar.

— Talvez ele esteja olhando para você? — Rebecca


sugeriu mesmo quando olhou por cima do ombro para
encontrar Lúcifer olhando disfarçadamente para ela como se
estivesse tentando descobrir alguma coisa.

— Não, ele está definitivamente olhando para você. —


Disse Melanie com uma expressão pensativa enquanto
tomava um gole de seu milk-shake. — Alguma ideia do por
quê?

— Não, nenhuma ideia. — Disse honestamente, não


tinha nenhum indício do que estava errado com ele.

Fazia uma semana desde aquele incrível dia que


passaram juntos fazendo, hum, coisas. Ela esperava que isso
levasse a algo, mas assim que acordou na manhã seguinte,
percebeu que provavelmente não deveria ter esperanças.

Depois de acordar e encontrar-se em sua própria cama,


percebeu que perdeu seu turno. Amaldiçoando Lúcifer por
esgotá-la com sexo incrível, jogou as roupas, desceu
correndo a escada, apenas um pouco ansiosa para vê-lo, para
que ele pudesse envolver seus braços ao redor dela enquanto
adorava o chão que ela pisava. Em vez disso, conseguiu
descer a escada a tempo de esgueirar-se para a reunião da
manhã, onde Lúcifer fingiu que não a notou.

Isso não a incomodou, desde que estavam no trabalho e


precisavam manter um relacionamento profissional. O que a
incomodou foi quando a reunião terminou e eles foram as
últimas pessoas na sala. Ele apenas a reconheceu quando
disse olá e antes que tivesse uma chance de falar com ele,
estava saindo pela porta.

Até o final do dia percebeu duas coisas, talvez não


precisasse sair depois de tudo e Lúcifer não queria
absolutamente nada com ela. Desde então, ele praticamente a
ignorou, reconhecendo-a quando precisava de algo e apenas
se não pudesse encontrar alguém para fazer isso por ele. Ela
tentou dizer a si mesma que não estava desapontada, que foi
apenas uma coisa de uma vez. Quando isso não funcionou,
tentou se convencer de que os dois juntos era uma péssima
ideia.

Levou alguns dias e várias viagens para a Padaria sem


glúten do Dixon, mas finalmente conseguiu superar.
Provavelmente nunca esqueceria como era bom estar em seus
braços, mas estava surpreendentemente bem com isso.
Também percebeu que provavelmente nunca encontraria
outro homem que poderia fazê-la sentir do jeito que ele fez,
que tinha o poder de deprimi-la, então tentou não pensar
nisso.

— O que aconteceu entre vocês dois, afinal? —


Perguntou Melanie.

Ela o arruinou para todas as outras mulheres.

Mas, ela não podia dizer isso, porque iria revelar muito e
Melanie nunca iria deixá-la em paz. Assim, resolveu encolher
os ombros e mentir.

— Ele declarou seu amor eterno por mim, mas


infelizmente, eu simplesmente não podia. — Rebecca
começou a explicar quando o homem que acabou de entrar
pela porta da frente chamou sua atenção. — Ah Merda.

— Oh, merda. — Melanie disse quando Rebecca reagiu


como qualquer mulher sã faria quando seu maior engano
com um namorado entrava pela porta.

Ela procurou pela rota de fuga mais rápida antes que ele
a visse.

— Corra. — Melanie sussurrou, mas ela estava presa.

Não havia nenhum lugar para correr, porque ela estava


à vista e o maior idiota que já conheceu a viu. Ótimo, pensou
miseravelmente enquanto jogava seu bloco de notas sobre a
mesa e preparava-se para uma discussão sobre tudo o que
fazia Brian tão maravilhoso.

Ela nunca deveria ter concordado com aquele encontro,


mas se sentia mal por ele. Brian agora era a razão pela qual
se recusava ir a um encontro por pena, nunca mais. A partir
do momento que ele realmente teve a coragem de dizer, que
era incrivelmente bonito e que ela deveria se sentir lisonjeada
por tê-la convidado para sair, percebeu que cometeu um erro
em dizer sim. Ela murmurou seu acordo para calá-lo,
percebendo tarde demais como concordou com ele e quase
chorou quando notou que os aperitivos não tinham chegado
ainda.

Foi a noite mais aborrecida dela...

— Saia do meu bar. — Lúcifer, que em algum momento


atravessou o salão, disse suavemente com um brilho em seus
olhos que mostrava a todos que tinham a coragem de olhar
que não estava brincando.

Com a certeza de que Brian faria a coisa certa e fugiria,


o que ele fez, Lúcifer se virou, olhou para ela e...

Foi quando decidiu que alguém, ou seja, ela deveria


contar os guardanapos na sala de trás, para se certificar de
que eles tinham o suficiente para durar por mais um ano ou
dois.
— Eu realmente não faria isso se fosse você. — Melanie
disse sem constrangimento quando pegou o copo vazio e
começou a mordiscar o canudo, enquanto lhe dava um olhar
de pena.

— Eu não fiz nada. — Disse ele, empurrando uma


cadeira fora do seu caminho para que pudesse ir atrás de
Rebecca e continuar olhando-a como um maldito idiota.

— Você está fora de seu alcance no momento. — Melanie


o chamou.

— Você não tem ideia do que está falando. — Disse ele,


ignorando a nova garçonete que contratou e que estava
desesperadamente tentando chamar sua atenção quando se
dirigia para o corredor de trás.

— Não? — Ela disse, soando um pouco presunçosa para


seu conforto.

Lentamente, virou-se para encará-la quando disse a si


mesmo que não havia nenhuma possibilidade que Rebecca
houvesse lhe dito algo, mas um olhar para o rosto dela disse-
lhe tudo o que precisava saber. Xingando, apertou sua
mandíbula, virou para a direita e caminhou em direção a seu
escritório, sabendo muito bem que ela estaria bem atrás dele.

Ele entrou em seu escritório e esperou que a mulher


presunçosa passasse antes de fechar a porta. Assim que
fechou a porta, sentou-se atrás de sua mesa sempre
mantendo os olhos na mulher que aparentemente sabia
demais.

Ou será que ela...

— O que ela te disse? — Perguntou, decidindo que era


melhor jogar a cautela de lado.

— Tudo. — Melanie disse sem piscar.

Estreitando os olhos nela, disse.

— Você está blefando.

Erguendo uma sobrancelha, ela se inclinou para trás em


sua cadeira enquanto cruzava as mãos sobre o colo e lhe deu
aquele sorriso presunçoso que realmente a mataria.

— Eu estou?

Por um momento Lúcifer a observou, tentando decidir se


ela o estava sacaneando ou não, mas no final foi aquele
maldito sorriso que o convenceu que Melanie sabia muito
mais do que deveria.

— Comece a falar. — Disse, já decidindo que se ela não


dissesse nada de útil nos próximos sessenta segundos, que a
jogaria para fora de seu escritório e caçaria Rebecca para que
pudesse olhá-la mais alguns minutos como um idiota antes
da hora do jantar chegar.

Deus, ele era muito patético.

— Primeiro, você realmente precisa parar de olhar para


Rebecca o tempo todo. — Disse Melanie antes de acrescentar.
— É muito perturbador.

— Eu não estou olhando para ela! — Lúcifer explodiu


quando admitiu para si mesmo que provavelmente seria
melhor se parasse de fazer isso.

— Não, claro que você não está. — Ela murmurou


distraidamente enquanto o observava.

— Eu não estou!

— Uh huh.

Suspirando, fez um gesto para ela continuar com isso


para que pudesse voltar ao trabalho. Bem, pelo menos fingir
trabalhar, desde que não conseguia parar de pensar em
Rebecca. Este plano dele estava seriamente fodendo com sua
vida, mas era o único que sempre funcionou no passado.

Ele apenas precisava de um pouco mais de tempo, disse


a si mesmo, já sabendo que era besteira. Rebecca não era
como as outras mulheres que namorou. Sempre que ela
estava perto dele, via-se observando-a e quando não estava
por perto, não conseguia parar de pensar nela. Lúcifer
esperava que colocar algum espaço entre eles, seria capaz de
concentrar-se no restaurante, mas em vez disso, ela de
alguma forma tornou-se seu mundo inteiro e a odiava por
isso.

— Então, você quer me dizer por que você está


perseguindo minha melhor amiga? — Melanie perguntou,
lembrando-lhe que precisava de algumas respostas.

— Eu não estou perseguindo-a. — Respondeu,


perguntando-se por que Melanie o estava irritando, mesmo
quando percebeu que ela não era como Rebecca. Enquanto
Rebecca podia atormentá-lo com um pequeno de sorriso
diabólico e levá-lo a loucura com apenas uma palavra, tudo o
que Melanie estava conseguindo era irritá-lo.

— Mesmo? Então como você chama?

— Namorando. — Ele respondeu.

Por um minuto, ela não disse nada, enquanto sentava


lá, olhando para ele como se não conseguisse entender o que
acabou de dizer.

— Namorando... — Disse ela lentamente como se


estivesse testando a palavra.

— Namorando. — Ele grunhiu, tendo o suficiente desta


besteira por uma manhã.

— Umm... — Disse ela, franzindo os lábios e pensando.


— E Rebecca está ciente de que vocês estão namorando?

— Sim.

— Você tem certeza sobre isso?


— Sim! — Ele explodiu enquanto levantava de sua mesa
e se dirigia para a porta, decidindo que perdeu muito tempo
nesta conversa idiota, quando suas próximas palavras o
fizeram xingar cada palavrão que conhecia e abrir a porta.

— Porque eu vi Jon segui-la e parecia que tinha mais do


que inventário em sua mente. — Disse ela com uma
expressão inocente e um encolher de ombros, fazendo-o
perceber que realmente poderia querer reavaliar suas regras
de namoro.

— Deixe-me ajudá-la com isso. — Jon ofereceu com


aquele sorriso de menino que todas as garçonetes
comentavam.

— Obrigada. — Disse ela, devolvendo o sorriso quando


deu um passo atrás para que ele pudesse alcançar a caixa na
prateleira de cima.

— Sem problema. — Disse Jon quando pegou facilmente


a caixa e levantou-a em seus braços. — Onde você gostaria
desta?

— No chão está bom. — Disse Rebecca, dando mais um


passo para trás para que ele tivesse espaço suficiente para
colocar a grande caixa no chão entre eles.

— Está bom? — Jon perguntou quando colocava a caixa


no chão e em seguida, abria para ela sem perguntar.

Tão agradável como era ter um homem sorrindo para


ela e realmente reconhecendo sua existência, não podia
evitar, mas sentia falta do bastardo mal-humorado. Ele a
entretinha, a fazia sorrir, não de propósito e por um curto
período de tempo realmente a fez sentir...

Rebecca estava sendo estúpida, disse a si mesma


quando forçou seus pensamentos para longe do que
obviamente foi um erro e focando em ajudar o homem
sorrindo para ela. Jon era um cara bastante agradável,
sempre tinha um sorriso no rosto, sempre disposto a ajudá-la
quando precisava e até a convidou para sair algumas vezes.

Ela sempre recusou porque eles trabalhavam juntos,


mas talvez devesse dizer sim na próxima vez que ele
perguntasse. Isso poderia tirar sua mente de...

— Você é necessário na frente, Jon. — Lúcifer disse,


cortando seus pensamentos e lembrando-a por que se
envolver com alguém do trabalho era uma má ideia.

— Desculpe. — Disse Jon com um sorriso de desculpas,


que a fez se perguntar por que não podia encontrar-se
pensando em um cara como Jon em vez do homem
seriamente irritado que estava na porta.

Talvez fosse hora de um novo começo, ela pensou


quando retornou o sorriso de Jon e murmurou.

— Obrigada. — Ele lançou-lhe uma piscadela antes de


se levantar e se dirigir para a porta, com cuidado de evitar
Lúcifer, que ainda estava lá de pé... deslumbrante.

— Você precisa de algo, Lúcifer? — Ela perguntou


enquanto o ignorava e se concentrava na triagem da caixa
cheia de itens diversos, como saleiros, pimenteiros, porta-
guardanapos de metal, menus antigos que deixaram de ser
usados, mas mantinham para incrementar o menu especial
de vez em quando e cerca de uma centena de outros itens que
eles provavelmente deveriam jogar fora, mas o homem que
estava seriamente começando a irritá-la se recusava a
descartar.

— Sim. — Disse no momento que percebeu que ele não


apenas fechou a porta atrás dele, mas agora estava
desafivelando cinto e puxando para baixo o zíper, indicando o
fato de que ele acabou de ignorá-la.

Era realmente muito ruim que ela teria que bater em


suas bolas com o porta-guardanapo, pensou com um suspiro
enquanto pegava o item mencionado e o levantava, mais do
que preparada para fazer Lúcifer cantar soprano para o resto
de sua vida.
— Por que você está segurando isso como você estivesse
prestes a enfiar no meu cérebro? — Ele perguntou com uma
careta enquanto ficava lá com sua mão em seu zíper.

— Eu estava realmente pensando em bater em algo um


pouco mais ao sul, dependendo de como os próximos
segundos se desenrolem. — Disse, agitando o suporte do
guardanapo para enfatizar a ameaça e fazendo-o revirar os
olhos, porque era apenas patético.

— Mantenha sua mente fora da sarjeta. — Disse Lúcifer


com um suspiro quando terminou de puxar o zíper para
baixo, virou-se e puxou a camisa sobre a cabeça para
mostrar-lhe a razão porque estava aqui. Ok, isso era uma
desculpa, mas estava fora de seu elemento neste caso e tinha
que trabalhar com o que tinha.

Houve uma pausa pesada antes dela murmurar.

— Mojo? — Ele poderia dizer pelo jeito que disse que ela
estava estremecendo. Não que pudesse culpá-la, porque se
possuísse um cão psicótico que gostava de derrubar as
pessoas no chão para que pudesse cair em cima deles com o
único propósito de usá-los como um colchão, provavelmente
estaria estremecendo, também.
— Aparentemente Mojo saiu de novo. — Ele disse
rispidamente, enquanto ficava imóvel, tentando não reviver a
lembrança de ser usado como uma cadela por um cão de
cento e vinte quilos.

— Eu realmente sinto muito, Lúcifer. — Disse ela


enquanto sentia seus dedos deslizarem suavemente sobre os
grandes cortes e hematomas que o bastardo deixou para trás.

Um dia iria transformar esse cão em um tapete...

Mas, até que esse dia chegasse, ele iria usá-lo como um
meio para se aproximar da mulher examinando todas as
marcas que seu bebê deixou em seu corpo. Os cortes e
contusões realmente não incomodavam, mas uma vez que lhe
dava uma desculpa para falar com ela, decidiu usar o que
tinha. Pelo menos iria ganhar algum tempo para descobrir
como consertar a merda que fez na semana passada, para
que Rebecca não saísse com algum barman idiota.

— Há um kit de primeiros socorros na sala de descanso.


— Disse ela, rapidamente passando e abrindo a porta, mas
desde que realmente não funcionaria como queria, ele se
virou e tentou parecer apropriadamente inocente.

— Meu Deus! Que porra ele fez com você? — Rebecca


suspirou quando colocou as mãos sobre a boca, olhando para
as contusões que cobriam seu peito e estômago com algo
perto de horror.

Lúcifer encolheu os ombros, certificando-se de se


encolher, de um jeito que parecesse que o movimento
incomodava.

— Ele me derrubou. — Disse, o que era tecnicamente


verdade, pois seus primos e irmãos o tinham derrubado
durante um jogo de futebol no fim de semana passado, como
retorno por proibi-los de ir ao Fire & Brimstone. Não
importava se estava com a bola ou era parte de seu fodido
time.

Idiotas.

Ele realmente odiava aqueles bastardos, pensou com


um suspiro, mesmo quando foi forçado a segurar um sorriso
ao lembrar que bateu em todos e cada um desses idiotas até
que eles gritaram por suas esposas e mães para fazê-lo parar.

— Estes parecem que realmente doeram. — Disse ela,


mordendo o lábio inferior enquanto via um hematoma
horrível após o outro.

— Eles realmente doem. — Mentiu, esperando que ela


não percebesse que os hematomas no peito tinham alguns
dias, já que isso destruiria tudo.

Ainda mordendo o lábio inferior, que ele imaginou


deslizando para cima e para baixo em seu eixo durante a
semana passada, ela disse.

— Talvez devêssemos colocar um pouco de gelo sobre


isso?

Gelo seria bom. Gelo significava evitar a sala de


descanso e todos os bastardos intrometidos que
trabalhavam para ele. Era provavelmente o melhor, se queria
consertar sua besteira. Decidindo que era melhor que se
movesse antes que ela mudasse de ideia, Lúcifer balançou a
cabeça, agarrou a sua mão, abriu a porta e se dirigiu para a
saída de emergência.

— Novamente com grosseria? — Ela perguntou,


suspirando forte, mas não puxou a mão ou sugeriu que eles
apenas pegassem um pouco de gelo da máquina e fizessem
isso lá embaixo.

Desde que conseguisse levá-la ao andar de cima, onde


eles poderiam ficar sozinhos, o faria feliz. Enquanto ela
cuidava de todas as marcas em seu corpo, poderia descobrir
uma maneira de levá-la a perdoá-lo por ser um idiota. Era
um tiro no escuro, mas no momento era tudo o que tinha.

Em menos de sessenta segundos, a levou para cima, em


seu apartamento, com a porta bem fechada e trancada atrás
deles. Felizmente não teve que convencê-la a ficar e cuidar
dele, pois já jogou a besteira sobre Mojo para fazê-la se sentir
culpada o suficiente para fazê-la ficar por conta própria. Sim,
era uma coisa fodida de se fazer e não, ele realmente não se
importava, desde que conseguisse o que queria.

Rebecca de volta em seus braços, onde ela pertencia.

— Você quer me dizer o que realmente aconteceu? —


Perguntou ela, enquanto enchia um grande saco plástico com
gelo em sua cozinha.
— Seu cão feroz e psicótico me atacou, roubou minha
carteira e em seguida, foi dar um passeio em Las Vegas, onde
se casou com uma poodle sacana chamada Fluffy. — Disse
ele secamente, fazendo-a rir enquanto fechava o saco de gelo.

— Entendo. — Ela murmurou pensativa enquanto


caminhava de volta para a grande sala aberta que ele
construiu como sua sala de estar e jogou o saco de gelo.

— Ele é um bastardo cruel e gordo. — Disse com uma


piscadela enquanto facilmente pegava o saco e colocava em
seu peito, lembrando-a que sob esse exterior idiota que
mostrava ao mundo, era realmente encantador.

Quando ele queria ser e aparentemente agora, ele


queria.

— Ele é. — Ela murmurou em concordância enquanto


caminhava até a cadeira de couro de frente a ele e sentava-se.
— Então, você quer me dizer o que está acontecendo?

— Seu cão me atacando violentamente não é o


suficiente? — Ele perguntou com uma careta enquanto movia
o saco de gelo para uma contusão particularmente
desagradável.

Franzindo a testa, ela acenou para as contusões que


cobriam seu peito.

— O que realmente aconteceu?

— Reunião familiar. — Foi tudo que disse, mas havia


um brilho em seus olhos que lhe disse que ele deu o troco,
talvez até mais.
— Então, por que o pretexto de me trazer aqui? — Ela
perguntou, sem nenhuma vontade de jogar mais desses jogos
com ele.

As mulheres que namorou no passado talvez estivessem


bem com este tratamento quente/frio que estava dando, mas
Rebecca não estava. Se um homem queria estar com ela,
esperava que agisse como tal, não a ignorando, a menos que
quisesse algo dela. No momento em que decidiu agir como se
não existisse foi o momento em que ele perdeu qualquer
chance que poderia ter com ela.

Ele olhou para ela por um momento antes de fechar os


olhos e recostar a cabeça contra o sofá.

— Eu fodi tudo, não?

— Grandemente. — Rebecca concordou.

— Eu sou um idiota. — Disse e ela honestamente não


poderia concordar mais.

— Você disse isso, não eu. — Disse ela, ficando de pé e


caminhando para a porta, decidindo que seria melhor se eles
simplesmente deixassem o que quer que fosse essa coisa
entre eles, ter uma morte rápida, misericordiosa. — Eu tenho
que voltar ao trabalho. — Disse ela, caminhando em direção
à porta.

— Antes de ir, você poderia me fazer um favor? Eu podia


tomar uma Coca? — Lúcifer perguntou e mesmo que ela
quisesse dizer exatamente onde poderia enfiar a Coca, não
podia esquecer o que ele fez por ela.
— Claro. — Disse ela com um suspiro enquanto se
dirigia de volta para aquela cozinha meticulosamente
organizada, se perguntando por que Lúcifer estava
incomodado com ela agora. Ele se conhecia bem. Pelo menos,
pensou que sim, mas novamente...

— Que porra? — Rebecca murmurou quando abriu a


porta da geladeira e percebeu que Lúcifer poderia ter um
pequeno problema com TOC, mas que também marcou mais
da metade dos itens na geladeira com um rótulo sem glúten.
Franzindo a testa, ela fechou a porta da geladeira e abriu a
porta do armário mais próximo e viu que a mesma coisa foi
feita com todos os produtos secos.

Por que ele faria algo assim?

— Eu queria ter certeza de que você tivesse algo para


comer quando estivesse aqui. — Ele explicou enquanto
passava os braços ao redor dela e a puxava para mais perto.
— Eu ferrei tudo e sinto muito, Rebecca. O Fire & Brimstone
tem sido a minha vida por tanto tempo quanto posso me
lembrar. Ele sempre veio em primeiro lugar na minha vida e o
fato de que você me faz querer esquecer, me assusta demais.
— Lúcifer sussurrou, segurando-a firmemente como se nunca
quisesse deixá-la ir.

Fechando os olhos e dizendo a si mesma que esse era


provavelmente o maior erro de sua vida, ela colocou a mão
sobre o braço que a segurava firmemente e assumiu o maior
risco de sua vida.
— Não estrague tudo. — Disse ela, sabendo que da
próxima vez seria mais do que seu orgulho que sofreria o
golpe.
— Você está prestes a ter um ataque de pânico? —
Rebecca perguntou provocando enquanto estavam na fila
esperando para comprar lanches, antes de irem para o
cinema para assistir ao mais recente filme de terror para
apaziguar sua obsessão perturbadora com filmes
paranormais.

— Não. — Ele disse, ainda surpreso que não tentou


esgueirar-se para que pudesse verificar seu e-mail ou ligar
para o restaurante, para se certificar de que tudo estivesse
funcionando perfeitamente.

Nunca ficou tanto tempo sem verificar como as coisas


estavam indo no Fire & Brimstone, mas novamente, nunca
esteve com uma mulher como Rebecca, que ficaria feliz em
dar chute em suas bolas, se tocasse no telefone. Pelo menos,
estava assumindo que iria, desde que ela realmente não falou
nada sobre isso ainda.

Ele estava baseando esta hipótese no fato de que ferrou


tudo antes e precisava estar em seu melhor comportamento e
isso significava não tocar em seu telefone quando estivesse
com ela. Rebecca por outro lado, não parecia sentir-se da
mesma maneira desde que estava atualmente verificando seu
telefone pela décima vez desde que chegaram.

Ele estava começando a ver como as pessoas achavam


isso irritante. Isso também era realmente muito insultante!
Ali estava ele, e ela estava ao telefone como se sua companhia
não fosse boa o suficiente.

Que. Porra?

Não importava que ele tivesse feito a mesma coisa


durante cada encontro em que foi desde a invenção do
smartphone. Era terrivelmente rude e...

— Patrick diz que tudo está funcionando perfeitamente.


Eu também verifiquei as encomendas feitas esta manhã e
elas devem ser entregues amanhã de manhã. — Disse ela
com um sorriso travesso enquanto deslizava seu telefone de
volta em sua bolsa.

— Você verificou para mim? — Lúcifer perguntou,


sorrindo enquanto ela o abraçava e se apoiava nele.

— Não poderia te ver chorando. — Rebecca disse


quando deslizou sua mão na dele.

— Nós não queremos isso. — Ele concordou enquanto


entrelaçava as mãos deles e se aproximava da fila para
comprar lanches para o filme.

Normalmente, ele iria comprar um pouco de tudo, mas


não podia fazer isso com Rebecca já que ela não poderia
comer a maioria das coisas que eles tinham aqui. Não se
sentia bem sobre comer algo que ela não poderia comer.
Assim, já sabendo que não poderia ter sua habitual dose
tripla de seus nachos, pegou seu telefone e verificou com o
aplicativo sem glúten que encontrou, para ver o que poderia
ter.

Assim como suspeitou, não havia nada ali que ela


pudesse comer. Ele iria morrer de fome, percebeu, tentando
não entrar em pânico, porque sinceramente não podia
imaginar ficar duas horas inteiras sem comer alguma coisa.
Talvez pudesse fugir para usar o banheiro e comer alguns
nachos e um cachorro-quente sem ela saber, pensou, mesmo
quando percebeu que não podia fazer isso com ela.

— O que você quer? — Rebecca perguntou quando


olhou para a seleção diante deles, sem dúvida, já percebendo
que não poderia ter nada aqui.

— Nada. Eu estou bem. — Disse ele, perguntando por


que ela estava olhando para ele com uma careta.

— Sim... — Disse ela, realmente não soando como se


acreditasse nele, o que era realmente, realmente muito
insultante. — Com certeza você está.

— Estou bem. — Ele mentiu, desejando ter pego algo


antes de saírem, mas estava com tanta pressa de terminar
com sua papelada, para não perderem o filme que se
esqueceu de ter seu habitual lanche pré-encontro.

Balançando a cabeça e resmungando algo que ele não


conseguiu entender, ela voltou sua atenção para o caixa
esperando por eles e com um sorriso, disse.
— Vamos pegar um de cada e duas Cocas? Uma
extragrande e uma pequena, por favor?

— Claro. — A caixa disse, lançando-lhe um olhar


nervoso, sem dúvida bem familiarizada com alguns dos
outros Bradford na cidade.

— Você não tem que fazer isso. — Disse quando puxou a


carteira, rezando para que ela não o ouvisse e cancelasse o
pedido, porque, honestamente estava faminto e não tinha
certeza de que sobreviveria as próximas duas horas sem
alimentos.

— E arriscar que você desmaie sobre mim durante a


melhor parte do filme? — Ela perguntou com um sorriso que
dizia tudo o que precisava saber.

Não podia arriscar estragar isso de novo e perder uma


mulher como ela.

— Você tem certeza de que será o suficiente? — Rebecca


perguntou enquanto acomodava a grande caixa de pipoca
com manteiga extra em seu colo.

— Mais do que suficiente. — Rebecca disse a ele, ainda


desejando que eles tivessem pelo menos alguns M & M
simples, mas isto era melhor do que nada.

Assim que vislumbrou a seleção de lanches em


exposição percebeu que seus dias de desfrutar de alto teor
calórico/alto teor de gordura no cinema acabou. Isto é, até o
gerente ouvir Lúcifer mencionar que ela não podia comer
glúten e ele sugeriu a pipoca. A pipoca era segura para
comer, pelo menos tinha algo para fazer um lanche enquanto
assistia loiras sendo dilaceradas por zumbis.

Realmente eram as pequenas coisas da vida, ela pensou


com um sorriso melancólico, enquanto mordiscava algumas
pipocas mornas e superamanteigada. Enquanto Lúcifer
devorava sistematicamente cada coisa que pediu para ele,
sentaram-se em silêncio enquanto observavam todos os
trailers. Era a primeira vez que saía com um homem com o
qual não sentia a necessidade de preencher o silêncio.

Era realmente muito bom ser capaz de se sentar ali e


não se preocupar com isso, o silêncio horrível e embaraçoso.
Ela odiava isso, mas sempre parecia acontecer. Esse não
parecia ser o caso com Lúcifer.

Estava realmente se divertindo, percebeu, enquanto


colocava um pequeno punhado de pipoca na boca. Algumas
pipocas depois, Rebecca estava lamentando ficar apenas com
uma pequena Coca para tirar o gosto. Por um segundo,
considerou roubar refrigerante de Lúcifer, mas ela não queria
correr o risco de contaminação cruzada ou perder a mão, pois
ele tinha uma obsessão realmente doentia com a comida e
ocasionalmente se tornava violento.

Ela se perguntou se isso era hereditário enquanto comia


mais pipoca e terminava sua Coca, o que levou a outras
perguntas sobre sua dieta. Quanta comida que ele realmente
consumia em um dia? Qual era sua conta com alimentos?
Deus, provavelmente morreria de um ataque cardíaco se
descobrisse. Ela…

Ah não.

— Você está bem? — Lúcifer perguntou quando ela se


mexeu desconfortavelmente na cadeira, tentando o seu
melhor para ignorar a cólica violenta rasgando seu estômago.

— Sim. — Ela mentiu por entre os dentes, dando-lhe o


que esperava ser um sorriso tranquilo e cruzou os braços
sobre seu estômago, esperando que ele não percebesse o
movimento.

Ele olhou para ela por mais alguns segundos antes dele
relutantemente voltar sua atenção para a tela, mas ela não se
deixou enganar. Poderia dizer que ele estava mantendo um
olho nela.

Quando essa posição não ajudou, ela se moveu um


pouco para a direita e fez uma careta quando piorou. Tentou
dizer a si mesma que isso não era do glúten, mas estava
muito familiarizada com cólicas e náuseas surgindo através
de seu corpo.

Tão discretamente quanto possível, pegou o telefone e


digitou no Google: pipoca de cinema, esperando que seu
palpite estivesse errado. Não estava. Aparentemente pipoca
normal, cozida em manteiga de verdade, estourada em óleo
era seguro, mas de cinema com cobertura de manteiga, não
era. Ela não apenas não continha manteiga de verdade, mas
a farinha branqueada era um dos primeiros ingredientes, que
explicavam perfeitamente o momento.

— O que está acontecendo? — Lúcifer sussurrou,


inclinando-se perto dela e ela estava lá, tentando ignorar o
quanto seu estômago doía e a maneira que o cinema de
repente estava uma centena de graus mais quente do que
esteve apenas alguns minutos atrás.

— Nada. — Sussurrou de volta, dizendo a si mesma que


poderia aguentar.

Aparentemente ela era uma cadela mentirosa, porque


mal durou cinco minutos antes que batesse a mão sobre a
boca e corresse para o banheiro, arruinando seu primeiro e
provavelmente único encontro em questão de segundos.
— Sr. Bradford?

— O que é, Patrick? — Lúcifer perguntou enquanto


jogava outra pasta na pilha que ocupava uma parte da mesa.

— Eu posso cuidar disso, se quiser. — Patrick ofereceu,


aquela era a hora da noite na qual ele normalmente colocava
o trabalho em dia antes de subir e tentar dormir uma ou
duas horas antes de ter que se levantar de manhã.
Entretanto, esta noite não.

— Isso seria ótimo, Patrick. Obrigado. — Disse ele, já


indo para a porta e mal registrando o olhar chocado no rosto
de Patrick.

Ele considerou ficar no escritório e fazer o que precisava,


mas tinha um lugar para ir. Além disso, este era o trabalho
de Patrick e ele deveria saber o que precisava ser feito, a esta
altura. Dizendo a si mesmo que tudo estava em boas mãos,
se dirigiu para a porta de trás, colocou seu código de
segurança e subiu a escada, esperando que já não tivesse
fodido tudo de novo.

Nunca deveria tê-la deixado, mas a mulher teimosa


insistiu que era algo de uma noite. Ela estava envergonhada
com o que aconteceu no cinema. Não que pudesse culpá-la,
porque não podia. Ele apenas queria que Rebecca tivesse
dado uma dica de que iria passar mal para que pudesse ter
avisado que ela estava correndo para o banheiro masculino.

Vivendo e aprendendo, ele pensou com um suspiro


quando entrou no seu apartamento, não exatamente
surpreso quando viu Melanie encolhida no sofá, envolta em
uma pilha de cobertores e jogando em seu computador
enquanto mordiscava algum tipo de cookie.

— Banheiro masculino, hein? — Disse ela, sem se


preocupar em olhar o que estava fazendo em seu
computador.

— Esse não é um bom momento. — Disse ele, pegando


dois copos e enchendo ambos com gelo e pegando uma
embalagem de Coca-Cola.

— Aposto. — Ela murmurou distraidamente, enquanto


ele foi forçado a passar por cima do Mojo, que em algum
momento nos últimos trinta segundos apagou atrás dele e
começou a roncar.

Sem outra palavra para Melanie ou uma explicação


sobre o que estava fazendo em seu apartamento, ele se dirigiu
para o quarto dos fundos, ouvindo os sons de um chuveiro
ligado. Entrando no caótico quarto de Rebecca e fechou a
porta para se despir e ficar mais confortável.

No momento em que tirou sua boxers e subiu na cama


pequena, Rebecca estava entrando em seu quarto parecendo
absolutamente miserável em sua camiseta gigante do The
Walking Dead. Ao vê-lo esperando por ela, seus lábios se
abriram em um pequeno sorriso tímido que o fez se sentir
como um maldito rei.

— O que você está fazendo aqui? — Perguntou ela, não


sendo capaz de enfrentar seu olhar, deixando-o saber que
ainda estava envergonhada, mas teria que superar isso,
porque ele não ia a lugar nenhum.

— Terminando nosso encontro.

— Você não tem que fazer isso. — Ela disse enquanto se


deitava ao lado dele e desesperadamente tentava não pensar
sobre o que aconteceu há duas horas.

Uma coisa era certa, decidiu quando aceitou um copo de


Coca-Cola dele e tomou um pequeno gole para acalmar seu
estômago, nunca iria ao cinema novamente. Não porque ela
foi expulsa ou qualquer coisa, mas simplesmente porque o
amor próprio exigia que nunca mais pusesse os pés naquele
lugar de novo ou poderia morrer de vergonha.

— Sim, eu tenho. — Disse ele enquanto pegava o copo


da mão dela e o colocava na mesa de cabeceira e em seguida,
antes que pudesse perguntar, ele colocou a mão suavemente
em seu estômago.

Ela gemeu com alívio, porque um toque dele fazia o que


um banho quente, três Advil e uma Coca-Cola não foram
capazes de fazer. Seu estômago não parou de doer, mas pelo
menos ela não estava a ponto de chorar mais.
— O que você quer assistir? — Ele perguntou enquanto
pressionava um beijo contra sua têmpora, fazendo-a
estupidamente querer sorrir.

Ele realmente era um amor, ela pensou enquanto


chegava mais perto dele para que pudesse tirar o controle
remoto do seu alcance. Definitivamente um amor, Rebecca
pensou quando ligou a televisão e foi para a Netflix,
certificando-se que não acabasse tendo que assistir esportes
ou algo relacionado a esportes.

— Filme de terror? — Perguntou ele com um suspiro


forte que disse tudo.

— Sim. — Ela disse com um aceno quando encontrou


um filme particularmente horrível e apertou o play.

— Claro que você pegaria outro filme de zumbi. — Ele


murmurou enquanto se acomodava ao lado dela e fechava os
olhos, tomando o caminho do covarde.

Pelo menos foi o que ela pensou até que deu uma boa
olhada nele. Lúcifer parecia exausto, mas isso não era nada
novo. Ele sempre parecia cansado... e mal-humorado, mas
esta noite parecia que finalmente alcançou seu limite.
Realmente precisava se dar uma folga e deixar alguém ajudá-
lo, ela pensou enquanto abaixava o volume da televisão e se
aconchegava ao lado dele, perguntando por que ele era tão
duro consigo mesmo.

Fire & Brimstone era um enorme sucesso. Na sua


opinião, era o melhor restaurante da cidade. Levou algum
tempo, mas agora tinham as melhores críticas on-line, estava
constantemente cheio e tinha a melhor comida e funcionários
da cidade. Ele também estava lotado todas as noites da
semana e em sua opinião, poderia provavelmente ter uma
filial ou um novo local para ajudar a gerenciar a demanda.
Ela gostava do fato de que ele estava sempre tentando mudá-
lo para impedi-lo de se tornar chato, mas em algum momento
Lúcifer precisava notar que o Fire & Brimstone já era um
sucesso e parar de ser tão exigente consigo mesmo.

Enquanto estava lá ao lado dele não pode evitar de


sorrir ao olhar aquele rosto maravilhoso. Se perguntou se
alguém acreditaria se ela lhes dissesse que ele era realmente
amável e engraçado. Eles provavelmente não iriam acreditar
em uma única palavra e de fato ela estava bem com isso.

Ela gostava de ser a única que sabia que ele não era um
idiota, mas sim uma pessoa com uma séria privação de sono
e um possível problema com TOC. Isto a fazia se sentir
especial e um pouco divertida, quando observa todos ficarem
pálidos sempre que ouviam seu nome.

Eram realmente as pequenas coisas na vida que a


faziam feliz, ela pensou quando se inclinou mais perto para
que pudesse dar um beijo de boa noite. Ela rocou os lábios
contra os dele tão suavemente quanto pode para não acordá-
lo. Ao se afastar não pode deixar de sorrir quando Lúcifer
seguiu-a, mantendo seus lábios nos dela.

— O que você está fazendo? — Ele sussurrou contra


seus lábios, parecendo meio adormecido.
— Dizendo boa noite. — Ela sussurrou enquanto deitava
sobre o travesseiro e Lúcifer mudava de posição para que
seus lábios não deixassem de se tocar.

— E se eu não estiver pronto para dizer boa noite? —


Ele perguntou, mordendo seu lábio inferior.

— Você está exausto. — Lembrou-lhe relutantemente já


que não havia nada que ela quisesse mais, neste momento,
do que repetir o que fizeram na semana passada em sua
caminhonete.

Cristo, não podia sequer pensar em sua caminhonete


sem tremer. Rebecca nunca esteve com um homem assim,
precisando dele dentro dela tanto que ela seriamente pensou
que iria morrer sem ele. Num minuto estava de pé ao lado
dele na padaria e no próximo estavam em sua caminhonete
se pegando quando ela segurou-o através de sua calça e
quase gritou de frustração quando percebeu exatamente o
que ele tinha à sua espera.

Nunca ficou assim com qualquer outra pessoa,


selvagem, desesperada e imprudente. Não era uma santa
quando se tratava de homens e sexo, mas ela nunca fez sexo
com um homem em sua caminhonete em plena luz do dia em
frente a um movimentado restaurante, sem preservativo.
Mesmo que ainda não pudesse acreditar que perdeu o
controle assim, sabia que faria o mesmo em um piscar se
tivesse a chance.

Havia algo na maneira que Lúcifer a tocava que


deixava seu corpo em chamas. Quando ele a tocava, não
conseguia pensar em nada, senão nele e no quanto precisava
dele e agora não era exceção. Seu estômago ainda estava
revolto pela pipoca, mas ela não se importava. Queria que ele
a tocasse, provasse e deslizasse para dentro dela enquanto
passava as mãos sobre seu corpo e a fodesse, mas
aparentemente ele tinha outros planos para esta noite.

Planos que provavelmente a fariam matá-lo.

Suspirando forte, ele pressionou um último beijo contra


seus lábios antes que os separasse.

— Nós não deveríamos estar fazendo isso quando você


não está se sentindo bem.

Ela abriu a boca para explicar que seu toque a faria se


sentir realmente bem, mas um olhar para o rosto do bastardo
teimoso disse que estaria desperdiçando seu tempo. Ele
pegou o controle remoto e aumentou o volume de modo que
eles não perdessem um único rosnar ou grito quando os
zumbis rasgassem os seres humanos em pedaços. E ela não
pode deixar de se perguntar se ele sabia o quão perto estava
de espancá-lo até a morte com um travesseiro por deixá-la
tão frustrada.

Talvez ele realmente fosse um idiota?


Talvez ela tivesse alguma recompensa se conseguisse
matá-lo? Ele distraidamente se perguntou enquanto
observava a generosa bunda dela balançar para trás e para
frente... e para trás... na medida em que limpava outra mesa.

Ou talvez ela estivesse tentando revidar por todas


aquelas vezes que tentou demiti-la?

Fosse o que fosse, ela estava matando-o.

Passaram-se quase duas semanas desde que a tocou e


não tinha certeza de que iria sobreviver mais um dia sem
agarrar aquela deliciosa bunda enquanto deslizava dentro
dela. Na semana passada ele de alguma forma encontrou
força de vontade para manter as mãos para si mesmo, mas
isso tudo terminava hoje.

Ou, pelo menos, esperava.

Ela estava se sentindo melhor hoje, o que significava


que ele poderia tocá-la sem sentir-se como um completo
idiota, mas havia um problema. Um que ficaria feliz em se
livrar se pudesse, mas sabia que se pensasse em não ir esta
noite, sua mãe iria matá-lo já que Lúcifer faltou aos últimos
três jantares de família.
Quatro vezes por mês sua mãe fazia um grande jantar
em família e a menos que estivesse morrendo ou tivesse uma
razão muito boa, você deveria estar lá. Ela geralmente
checava com todos antes de planejar um jantar em família
para que pudesse escolher um dia e hora que fosse bom para
todos. Graças a alguns dos seus empregados se demitindo,
ele foi forçado a encontrar e treinar seus substitutos e com
isso foi capaz de faltar, mas não está noite.

Esta noite sua mãe esperava que fosse lá e respondesse


a algumas perguntas de seus malditos primos e suas
malditas bocas grandes. Agora todos em sua família queriam
saber sobre Rebecca. Eles estavam provavelmente esperando
que a levasse hoje à noite, mas ele não faria isso com ela até
que fosse absolutamente necessário e agora, não era
necessário.

— Você está ciente de que está babando? — Melanie,


sua companheira recém-nomeada ajudante, sussurrou
conspiratória quando se sentou no banquinho ao lado dele.

— Vá embora. — Disse ele, obrigando-se a olhar ao


redor do salão cheio para se certificar de que tudo estivesse
indo bem quando tudo o que queria fazer era olhar Rebecca
enquanto ela se movia, se inclinava e mostrava o topo de seus
seios.

Na verdade, o que ele realmente queria fazer era...

— Eu não posso acreditar que eles fizeram isso com ela.


— Disse Melanie, parecendo realmente irritada enquanto
ficava ali, olhando para Rebecca com algo próximo a pena.

Ele não gostava desse olhar, especialmente desde que


era dirigido a Rebecca.

— O que está acontecendo? — Perguntou, tentando


parecer casual, mas ele era um idiota e casual realmente não
funcionava para ele.

E assim, a expressão irritada saiu de seu rosto e em seu


lugar surgiu uma mistura de puro choque e curiosidade, que
ele também não gostou.

— Rebecca não te disse? — Perguntou Melanie com uma


expressão pensativa em seu rosto que o fazia querer matá-la.

— Não. — Lúcifer disse com um olhar que dizia que não


estava com disposição para suas besteiras, mas era com
Melanie que estava lidando aqui e ela não parecia ter
qualquer senso de autopreservação quando decidia irritá-lo.

— Mesmo?

— Melanie.

— Tudo bem! — Respondeu com um suspiro de


superioridade, lembrando-lhe por que ela era a melhor amiga
de Rebecca. — Seus pais estão dando uma enorme festa de
trinta anos de aniversário esta noite e eles não convidaram
Rebecca.

— Que porra você está falando? — Perguntou, olhando


para Rebecca para encontrá-la sorrindo para o Sr. Jenkins,
um dos seus clientes regulares favoritos da hora do almoço.

Se ela estava chateada, não estava mostrando, no


entanto...

— Será que Rebecca sabe? — Perguntou, imediatamente


percebendo que era uma pergunta estúpida. É claro que ela
sabia. Se sua companheira irritante que não iria deixá-lo em
paz, sabia sobre isso, então ela sabia, já que as duas não
pareciam manter segredos uma da outra.

— Sim, ela sabe. — Melanie suspirou enquanto pedia


para o barman uma bebida e ele ficava sentado lá, tentando
entender o que ela disse.

Uma coisa ficou clara quando Lúcifer olhou para


Rebecca, para encontrá-la lançando-lhe uma pequena e
bonita piscadela, levá-la acabou de se tornar necessário.

Talvez ela não devesse estar fazendo isso, pensou,


segurando o lábio inferior entre os dentes enquanto ficava ali,
contemplando os prós e contras de invadir o apartamento de
Lúcifer e usar seu chuveiro. Não que estivesse tendo um
dilema moral sobre invadir seu apartamento, porque ela não
estava.

A razão por que Rebecca não arrombou seu


apartamento, no entanto, foi simplesmente porque não tinha
certeza se ele saiu ainda. Antes que invadisse seu
apartamento e legitimamente usasse o grande e luxuoso
chuveiro dele, queria ter certeza de que ele não aparecesse de
repente e começasse a fazer perguntas que ela não tinha
absolutamente nenhuma intenção de responder.

— Você vai pagar por isso, sua cadela! — Melanie gritou


da segurança de seu apartamento, onde ela atualmente
estava revirando o lugar à procura de seu estoque de doces
que Rebecca pode ter escondido em retaliação por traí-la.

— Talvez você vá aprender a manter sua boca grande


fechada, sua cadela! — Gritou de volta, ainda furiosa por
Melanie ter aberto sua boca grande e contado a Lúcifer sobre
seus pais.

— E talvez se você não tivesse problemas de confiança,


então eu não teria que dizer ao seu namorado para que ele
pudesse estar lá quando você desabasse e começasse a
chorar como uma cadela, sua vadia! — A cadela traidora
gritou de volta.

— Eu não vou chorar! — Rebecca gritou de volta, porque


ela não iria.

Ela superou isso agora.

De verdade.

Ela passou os últimos dias alegando que seu estômago


ainda doía para que todos a deixassem em paz para que
pudesse se sentir mal por si mesma enquanto assistia a
filmes de terror e se afogava no seu chocolate Hershey Kisses.
Era algo que precisava fazer e agora que estava fora de seu
sistema, estava bem com isso.
Absolutamente bem!

— Cadela! — Ela respondeu um pouco tarde,


adicionando o insulto para enfatizar o quão bem estava.

— Você é a cadela!

— Diz a cadela! — Rebecca gritou de volta com um


olhar.

— Eu te odeio!

— Eu te odeio! — Disse ela, quando a porta do


apartamento se abriu e Melanie colocou a cabeça para fora.

— Ei, eu estava pensando em sair mais tarde e pegar


um pouco de comida chinesa do restaurante aqui da rua que
tem um menu sem glúten. Você quer que eu pegue alguma
coisa? — Melanie perguntou com aquele seu sorriso que
deixava quase impossível ficar brava com ela.

— Sim, isso seria ótimo. Obrigada, querida. — Disse,


devolvendo o sorriso de Melanie enquanto se abaixava e
forçava a porta de Lúcifer com um pé de cabra.

— Você está invadindo? — Perguntou Melanie, acenando


na direção do apartamento de Lúcifer.

— Sim. — Disse ela com um suspiro quando abriu a


porta. — Achei que poderia dar um bom uso àquele chuveiro
enquanto ele está fora.

Melanie assentiu como se isso fizesse sentido.

— Eu vou colocar sua comida na geladeira, então.


— Obrigada. — Ela disse quando entrou no apartamento
de Lúcifer.

— De nada querida. — Melanie disse enquanto Rebecca


fechava a porta atrás dela e suspirava de alívio quando não
viu o grande homem que estava evitando pelos últimos dias.

Não que Lúcifer tenha feito algo de errado, porque


realmente não fez. Ele foi doce, gentil e atencioso, mesmo
quando isso a fazia querer torcer o pescoço dele. Rebecca
sentia falta de estar com ele, tocá-lo e perder-se em seus
braços, mas tinha muito em sua mente nos últimos dias e
não queria ter a oportunidade de fazer algo estúpido como
desmoronar e jogar toda a porcaria em cima dele.

Rebecca não era uma dessas mulheres que choravam e


se queixavam de absolutamente tudo para seus namorados,
esperando que consertasse tudo para ela ou dizer que tinha
todo o direito de estar irritada. Não precisava disso e
realmente gostava muito de Lúcifer para jogar todo o drama
sobre ele e acabar estragando tudo que eles tinham. Ele já
tinha aceitado toda sua bagagem médica e o fato de que
namorá-la tinha suas limitações. Não queria adicionar isso
no topo de todo o resto.

Também não queria pensar nisso a noite toda. Então,


tirou isso de sua mente e focou no que foi fazer ali, tomar um
banho longo e quente em seu novo lar longe de casa, porque é
claro que estava esgueirando-se aqui toda a semana e
servindo-se de seu banheiro. Ela sabia que se tivesse pedido
para usar o seu chuveiro ele teria dito sim, mas não queria
incomodá-lo no trabalho. Então, decidiu invadir seu
apartamento todos os dias durante a semana passada, uma
ou duas vezes por dia e desfrutar de um longo e luxuoso
banho em paz.

Isso era o que boas namoradas faziam...

Ele realmente tinha tanta sorte em tê-la, decidiu


enquanto agarrava duas grandes toalhas de linho dobradas
de seu armário e se dirigia para o chuveiro que a ajudou a
superar a merda que seus pais a fizeram passar. Ela abriu o
banheiro e não perdeu tempo em tirar suas roupas e entrar
no chuveiro.

Se não tivesse tão focada no chuveiro e nesses jatos


triplos, provavelmente teria notado o grande homem
encostado na parede com seus grandes braços cruzados
sobre o peito, esperando por ela. Isso definitivamente a teria
salvo de gritar como uma idiota quando finalmente o viu... e
de uma desnecessária lesão na bunda.
— Que porra você estava pensando se esgueirando por
aí assim? — Rebecca exigiu com um suspiro de dor quando
ele cuidadosamente deu uma guinada à esquerda na Maple
Street.

— Eu não estava me esgueirando. — Ele disse, tentando


não entrar em pânico enquanto mantinha a mão nas costas
dela para impedi-la de rolar para fora do assento e bater no
painel caindo no chão e o assustando novamente.

Se soubesse que ela seria arremessada no assento ele


nunca teria freado de forma tão brusca. Lúcifer realmente
esperava que o lamentável incidente não tivesse machucado
ainda mais sua bunda linda, mas a maneira que ela de
repente ficou pálida e parou de falar realmente o assustou.

— Chegamos? — Veio a pergunta abafada contra sua


perna enquanto ela aumentava seu aperto em sua calça.

— Quase. — Disse ele distraidamente enquanto


arriscava um olhar para baixo para encontrá-la ainda deitada
de bruços com o rosto pressionado contra sua perna como se
ela segurasse sua preciosa vida. — Como você está se
sentindo?
Houve uma leve pausa antes dela admitir.

— Minha bunda meio que dói.

— Meio? — Ele perguntou, tentando soar esperançoso,


porque talvez ela não tivesse quebrado sua bunda depois de
tudo?

Lúcifer poderia esperar e tinha realmente esperança de


que não tivesse quebrado sua bela bunda.

Ele levantou a mão para proporcionar algum conforto à


área ferida, mas pensou melhor desde que ela gritou da
última vez que fez isso. Não sabendo mais o que fazer,
colocou a mão em suas costas e segurou sua mandíbula
quando ela soltava um pequeno e patético gemido.

— Lúcifer?

— Sim?

— Eu acho que quebrei minha bunda. — Rebecca


sussurrou baixinho, fazendo-o revirar os olhos.

Pequena espertinha, pensou, lutando contra um sorriso


enquanto cuidadosamente fazia uma curva.

— Você acha que eles terão que tirar um raio-x? — Ela


perguntou com um leve suspiro enquanto se ajeitava para se
sentir confortável, mas desde estava deitada de bruços,
claramente não ajudou.

— Provavelmente. — Disse, esperando que seu irmão já


estivesse no consultório esperando por eles.
— É apenas o seu irmão, certo? Ninguém mais estará
lá? — Perguntou ela, parecendo ansiosa enquanto se ajeitava
novamente, acidentalmente o chutando no processo.

— Eu disse-lhe para ir sozinho. — Disse entrando no


estacionamento da clínica médica de sua família e viu todos
os carros e caminhonetes enchendo o estacionamento,
percebendo tarde demais que ele acabou de se ferrar.

Lúcifer teria que matar o pequeno bastardo, pensou


enquanto relutantemente entrava com a caminhonete no
estacionamento e via como seus irmãos e vários de seus
primos apareciam.

— O que está acontecendo? — Rebecca perguntou


quando tentou sentar-se, mas é claro que não podia se
mover, motivo pelo qual ela não estava fugindo de lá.

— Eu vou matar meu irmão. — Disse, decidindo que


sim, matar o desgraçado valeria a pena ir para a prisão para
o resto de sua vida e tornar-se intimamente familiarizado com
as práticas de banho dos presos.

— Você quer me dizer o que aconteceu? — O atraente


médico que aparentemente era o pai de Lúcifer perguntou.

Fazendo o seu melhor para parecer doce e inocente, algo


que ela realmente praticou na escola, olhou para cima,
fazendo beicinho.

— Eu esqueci a palavra segura novamente.


— Oh, meu deus! Pare de dizer isso! — Lúcifer gritou do
corredor onde sua mãe, que na verdade acabou sendo uma
mulher muito doce, o expulsou para que ela pudesse ser
examinada em paz.

Os lábios de Dr. Bradford se contraíram com diversão.

— Você gosta de torturar meu filho, não é?

Suspirando forte, porque não havia nenhum ponto em


mentir, ela balançou a cabeça.

— Eu realmente gosto.

Ele riu quando puxou a caneta e fez outra anotação em


sua papelada.

— Bem, a boa notícia é que você não quebrou nada.

— Sério? — Ela perguntou, instantaneamente se


recuperando com a notícia.

— A má notícia é que você machucou o cóccix. — Disse


ele com um olhar de pena que ela não entendia muito bem.

Machucado era melhor do que fraturado, certo?

— Como exatamente é uma coisa ruim? — Ela


perguntou, querendo saber se perdeu alguma coisa.

— Você verá. — Foi tudo o que ele disse antes de lhe dar
um sorriso tranquilo que realmente a assustou um pouco e
deixou a sala de exames, deixando-a entrar em pânico
enquanto lutava para se vestir. Quando uma dor aguda
atravessou sua bunda quando Rebecca tentou tirar sua
roupa de hospital decidiu que era hora de pedir ajuda.
— Lúcifer? — Disse, esperando que ele estivesse por
perto, porque realmente não se sentia bem em tentar
procurar por ele segurando sua bata enquanto caminhava
através de uma multidão de Bradford, que aparentemente
não foram capazes de deixar passar a chance de vir zombar
dele por quebrar o traseiro de sua namorada.

Ela se encaixaria tão bem nesta família, pensou com um


suspiro forte quando desistiu de tentar segurar sua bata no
corpo. Rebecca deixou a bata escorregar para baixo do corpo
enquanto se segurava na mesa de exame, tentando não cair
de bunda. Deus, sua bunda doía. Talvez devesse tentar subir
de volta na maca e deitar nela? Depois de mover a perna para
tentar apenas isso, decidiu desistir desse plano e apenas ficar
lá e esperar por Lúcifer, que não parecia chegar logo.

Ele realmente odiava sua família.

— Então, qual é a palavra segura? — Arik, o merdinha


que deveria ter sido afogado ao nascer, perguntou para a
diversão de todos seus irmãos, primos e tios.

— Vai. Se. Foder. — Lúcifer disse, perguntando por que


permitiu que sua mãe o expulsasse do consultório assim.

— Foder-me? — Jason, a razão pela qual todos da


família estavam ali esta noite, disse em um tom pensativo que
estava deixando-o nervoso — Isso pode ser um pouco
confuso, você não acha?
— Você sabe eu vou matar você um dia, não é? —
Perguntou olhando para seu primo, certificando-se de incluir
Trevor, seu cúmplice em cada coisa fodida que ele fazia, no
grupo.

Jason encolheu os ombros como se fosse um fato.

— Então, há quanto tempo você está namorando? —


Darrin perguntou enquanto descansava na cadeira da sala de
espera de frente a ele, começando oficialmente o
interrogatório que estava tentando evitar por semanas agora.

— Como você quebrou sua bunda?

— Será que ela percebe que você é um idiota?

— Posso pegar o seu número depois que ela dispensar


você?

— O que há de errado com ela? Porque tem que haver


algo de errado com ela.

— Eu ainda estou esperando para ouvir como quebrou a


bunda dela.

— Foda-se. Eu quero saber por que ele não nos deixar ir


no seu restaurante.

— Essa é uma boa pergunta. — Alguém destacou, o que


retomou a questão que apenas terminou com ele colocando
Jason em uma chave de braço.

— Sério, o que ele fez para a bunda dela?

— Umm, já que você está ocupado rolando no chão com


outro cara, eu vou pegar uma carona com seu irmão. —
Disse a voz suave tirando sua atenção do pequeno idiota
tentando sair do seu aperto para o irmão que havia esperado
até que estivesse distraído para tentar roubar Rebecca
debaixo do seu nariz.

Aidan.

Quando seus olhos se estreitaram em tom acusador


sobre seu irmão, o pequeno idiota engoliu nervoso, deu um
passo para trás, virou-se e fugiu. Se não fosse pela pequena
mulher revirando os olhos enquanto se arrastava em direção
à porta, teria ido atrás do pequeno traidor. No momento
entretanto, tinha que consertar a situação e não podia fazer
isso com uma audiência.
— Como está?

Apertando os olhos fechados, ela balançou a cabeça,


tentando não chorar enquanto Lúcifer se aproximava da
banheira e tentava ajudá-la a se virar apenas para acabar
com os mesmos resultados.

— Você quer tentar deitar de bruços de novo? — Sugeriu


ele, já a ajudando a ficar de bruços o que, em teoria, deveria
funcionar, mas como ela era pequena e não queria se afogar,
essa posição exigia que ficasse de quatro, com a bunda no ar.

— Eu só quero dar a noite por terminada. — Disse,


tentando sentar-se para que pudesse sair da banheira e se
enrolar na cama para assistir uma maratona de filmes de
terror. Em vez disso, Rebecca foi subitamente forçada a
agarrar o lado da banheira como se sua vida dependesse
disso quando Lúcifer de repente a soltou.

— Espere. — Disse ele, como se ela realmente tivesse


uma escolha.

— Umm, realmente poderia precisar de uma mãozinha


aqui. — Ela disse, tentando juntar os joelhos para que
pudesse se sentar, mas rapidamente desistiu quando sua
bunda voltou a doer.

— Apenas espere. — Disse ele, suspirando forte, o que


no momento ela realmente não gostou.

— O que você acha que eu estou fazendo? — Ela


respondeu, apertando seu agarre sobre a borda da banheira,
enquanto tentava descobrir uma maneira que sair de lá sem
causar mais danos a sua bunda.

— Sendo uma dor na bunda. — Disse ele quando mais


uma vez a agarrou e colocou de volta na banheira cheia de
água.

— Ha, ha, há. — Disse Rebecca, enquanto permitia


move-la de lado para que ele pudesse entrar na banheira.

— O quê? Cedo demais para piadas? — Ele perguntou,


rindo enquanto cuidadosamente se sentava e a movia de
modo que ela ficasse esparramada em cima dele.

— Melhor? — Lúcifer perguntou quando ela foi capaz de


relaxar.

Rebecca assentiu enquanto saboreava a sensação da


água quente cobrindo sua parte traseira, o que estava
começando a fornecer algum alívio. Fechando os olhos,
decidiu deixá-lo viver e esquecer toda a asneira que ele fez
esta noite.

— Nós somos uma bagunça com essa coisa de


relacionamento, não é? — Lúcifer perguntou quando passou
os braços ao redor dela. Ele beijou o topo de sua cabeça
enquanto ela fechava os olhos.

— Nós não estamos tão mal assim. — Disse,


desenhando círculos molhados em seu peito enquanto estava
deitada sobre ele, tentando não pensar sobre quantas
pessoas viram sua bunda nua esta noite.

— Você realmente acha isso? — Ele perguntou enquanto


traçava sua espinha com as pontas dos dedos, com cuidado
para evitar a contusão no cóccix.

— Sim. — Rebecca disse, um pouco surpresa com a


facilidade com que disse isso, porque Lúcifer realmente não
era o que ela teria chamado de material para relacionamento.

Então novamente, ela poderia dizer honestamente que o


conhecia tão bem assim antes? O provocou e o atormentou
nos últimos cinco anos, mas antes dele se interessar por seu
mistério médico, realmente não o conhecia bem o suficiente
para assumir qualquer coisa. Talvez esta fosse a regra para
ele, idiota para o mundo, mas um incrivelmente doce,
compreensivo e divertido cara para qualquer mulher que
tivesse a sorte de estar com ele?

Não, não era isso, ela decidiu quando pensou sobre


todas as mulheres ao longo dos últimos cinco anos que
levaram sua indiferença como um desafio e acabaram saindo
bem putas. Então, talvez fosse ela? Rebecca gostava de
pensar que sim, pelo menos. Não que fosse uma dessas
mulheres que iria perder a cabeça se ele decidisse ignorá-la
de novo, por que não era. Se fizesse isso novamente, iria
embora sem importar o quanto isso machucasse e algo lhe
dizia que realmente iria doer.

— Seus pais são idiotas. — Ele disse de repente, tirando


uma risada dela, porque honestamente não esperava por
isso.

A maioria dos caras que ela namorou teriam perguntado


o que aconteceu ou fingido que não sabiam o que estava
acontecendo para que não tivessem que lidar com sua merda.
Não Lúcifer aparentemente. Ele gostava de cortar a enrolação
e ir direto ao ponto. Seus pais eram idiotas de fato e era
muito bom ouvir isso de alguém além de Melanie para variar.

— Você quer falar sobre isso? — Lúcifer perguntou,


fazendo-a sorrir, porque tinha sérias dúvidas de que ele
queria ouvir outra história da Pobre Rebecca. Ele estava
provavelmente cansado de ouvir sobre todas as coisas em sua
vida que eram um saco.

Deus sabia que ela estava.

Ela preferia focar em outra pessoa para variar e tinha a


sensação de que após os acontecimentos da noite, Lúcifer
estaria muito disposto a ser essa pessoa. Pobre idiota gostoso
pensou, mordendo o lábio para se impedir de rir, mas não
podia lutar contra isso. O olhar em seu rosto quando sua
mãe o arrastou para fora da sala foi inestimável.

Ela tentou parar de rir, tentou segurar, mas isso apenas


a fez rir mais. Isso também machucou sua bunda, o que
efetivamente parou as risadas.
Por agora.

Mas ela sabia que daqui a alguns anos, quando


precisasse de uma boa risada tudo o que precisaria fazer era
fechar os olhos e pensar neste dia e lembrar o olhar em seu
rosto quando sua mãe o arrastou para fora da sala por sua
orelha.

Os hematomas na sua bunda valeriam a pena pela


lembrança, decidiu com um suspiro satisfeito enquanto se
acomodava mais confortavelmente em cima dele. Ele
realmente era um ótimo colchão, pensou sonolenta enquanto
o calor do banho e os seus braços ao redor dela tornavam
impossível ficar acordada.

— Você está satisfeita em rir às minhas custas? — Ele


perguntou, recompensando-a com outro daqueles beijos que
ela gostava e deixando-a saber que não estava irritado.

— Por enquanto. — Admitiu, virando a cabeça para que


pudesse pressionar um beijo em seu ombro como desculpas.

— Os remédios te derrubaram?

— Um de nós está tentando dormir aqui! — Melanie, sua


amiga intrometida, gritou do outro quarto antes que ela
pudesse responder.

— Estamos tentando mergulhar aqui! — Lúcifer gritou


de volta fazendo com que toda a sonolência de repente
sumisse.

— Vocês dois estão tentando me enlouquecer. —


Rebecca disse, balançando a cabeça em desgosto, porque
realmente, os dois nunca paravam de brigar.

Mesmo quando os dois estavam saindo e sim, eles


faziam isso agora. Lúcifer entrava com seu laptop, sentava-se
no sofá, forçando Melanie a se mover e roubava seus cookies.
Nisso ela o encarava, roubava os doces de volta e explicava
em detalhes o que aconteceria se ele continuasse tocando-os.
Em seguida, havia os momentos em que Lúcifer estava lá
embaixo sentado na área de jantar, trabalhando enquanto
almoçava e Melanie se sentava ao lado dele e começava a
falar sem parar, enquanto ele ocasionalmente olhava para
ela, mas apesar do olhar irritado, ele realmente não parecia
se importar.

Na verdade, era bom não ter que se preocupar com a


sua melhor amiga e seu namorado se dando bem, pensou
com um balançar de cabeça em desgosto enquanto ela se
movia para sair da banheira.

— Aonde você vai? — Perguntou Lúcifer com uma careta


enquanto ela cuidadosamente, oh, com um maldito cuidado,
tentava sair da banheira.

— Saindo daqui para ter alguma paz e sossego. — Disse


ela com um estremecimento enquanto tentava se endireitar,
falhou e se sentava para pegar uma toalha.

— Nós não estamos brigando! — Melanie gritou do outro


quarto, soando muito ofendida.
— Não, não, é claro que vocês não estão. — Ela
murmurou com um suspiro de dor enquanto lutava para
enrolar a toalha ao redor de si mesma.

— Rebecca, espere. — Disse Lúcifer, saindo da banheira


e pegando uma toalha. — Aonde você vai?

— Eu só preciso descansar. — Disse ela, saindo para o


corredor e encontrando Mojo, que estava fazendo drama
desde que Lúcifer começou a aparecer, deitado na frente de
sua porta.

Como não havia nenhuma maneira de passar por cima


dele com uma bunda machucada, ela desistiu dessa direção,
suspirou profundamente, virou-se e começou a ir na direção
da porta da frente quando percebeu que seus novos
medicamentos, que deveriam fazê-la feliz não estavam
fazendo efeito.

Assim, em vez de seguir até a porta e provavelmente,


causar mais danos a sua pobre e abusada bunda, o que
exigiria uma outra viagem perturbadora para ao consultório
médico da família dele, ela esperou por Lúcifer para ir ao
corredor. Uma vez que ele estava ao lado dela, Rebecca
suspirou profundamente enquanto regiamente gesticulava
para ele.

— Você pode começar com a asneira.


— Um pouco para a direita.

Por favor, alguém o mate agora!

— Não... sim, oh, Deus, aí mesmo! — Disse a mulher


que estava determinada a deixá-lo totalmente louco quando a
colocou no meio de sua cama.

Completamente. Nua.

— Oh espere. Você pode me mover um pouco mais para


a direita? — Perguntou, parecendo completamente inocente,
mas não havia nenhuma maneira no caramba que ela não
soubesse o efeito que tinha sobre ele.

Lambendo os lábios, tentou fazer suas mãos pararem de


tremer, mas não podia deixar de sentir como tocá-la era tão
bom. Ele tentou manter os olhos em seus ombros, mas cada
vez que a tocava, perdia o fodido controle e permitia que seus
olhos devorassem cada centímetro dela.

Sua única graça salvadora era que ela estava deitada de


bruços, caso contrário, provavelmente teria sido reduzido a
um idiota babando agora. Fazia apenas duas semanas desde
que fizeram sexo, mas porra parecia que fazia décadas. O
sexo nunca governou sua vida antes, mas desde o momento
em que a tocou isso foi tudo em que podia pensar.

Ele pensou em como era bom ouvi-la gemer seu nome,


como se sentia quando deslizava dentro dela, tão molhada e
apertada, a forma como ela lambia os lábios enquanto a
fodia. Quando deveria estar conferindo cartões de ponto,
agendando horários ou falando com vendedores, estava
pensando em todas as diferentes maneiras que poderia
deslizar profundamente dentro dela.

Ele estava com a cabeça seriamente fodida.

A única vez que podia se concentrar em algo além de


sexo era quando estava perto dela. Deveria ter o efeito oposto
sobre ele, mas estar perto dela geralmente era o suficiente
para ajudá-lo a relaxar, mas provavelmente tinha algo a ver
com o fato de que ela estava normalmente vestindo roupas.

Seria realmente útil se ela estivesse usando malditas


roupas agora.

Talvez ele deveria ter aceitado a oferta de Melanie e


deixá-la assumir? Pelo menos então não estaria na iminência
de perder sua cabeça. Abriu a boca para sugerir levá-la de
volta para seu apartamento quando percebeu que não
poderia fazer isso. Ela precisava dele e isso era tudo que
importava.

Seu pau pulsou com força contra seu estômago em


protesto, deixando-o saber que não concordava com este
plano. Dizendo a seu pau para superar isso, estendeu a mão
e oh, Deus, como era bom senti-la, gentilmente moveu-a para
a direita, rezando para que esta fosse a última vez que ela o
fizesse passar por este inferno esta noite.

— Você poderia passar um pouco dessa loção nas


minhas costas? — Perguntou ela apenas para seguir com. —
Você acabou de gemer?

— Não. — Ele disse rapidamente, limpando a garganta


quando estendeu a mão e agarrou a loção de sua mesa de
cabeceira que seu pai lhe deu anteriormente.

Dizendo a si mesmo que poderia lidar com isso e


também para começar logo, desde que realmente não havia
necessidade de prolongar esse tipo de tortura. Colocou uma
grande quantidade de loção em sua mão, realmente não se
importando quando um pouco caiu em seu lençol e
rapidamente, mas com cuidado, esfregou-o em suas costas.

— Eu poderia adormecer. — Ela disse e ele orou para


que fosse verdade, porque isso significava que poderia fugir
para o banheiro e afogar-se em um banho frio.

— Isto é provavelmente uma boa ideia. — Ele disse com


entusiasmo enquanto tentava dizer a si mesmo que suas
mãos não estavam perto de seu traseiro.

— Mmm, isto é tão bom. — Ela gemeu, fazendo-o


desejar que soubesse o que estava fazendo, porque iria parar
de fazer isso imediatamente para o bem da sua sanidade.

— Assim como... oh, sim, apenas assim. — Ela


continuou gemendo, movendo-se um pouco sob seu toque e
inadvertidamente, fazendo sua mão esbarrar em uma linda
bochecha.

— Oh, Deus. — Ele sussurrou, apertando os dentes


enquanto sua respiração ficava presa em seu peito.

Ele mal passou a mão contra a sua bunda e ali estava,


de joelhos na cama ao lado dela, ofegante como se tivesse
apenas lambido seu pau e gemendo como se adorasse. Ele
era tão patético.

— Está tudo bem? — Ela perguntou, parecendo


sonolenta.

— Sim. — Ele disse suavemente, recusando-se a fazer


qualquer coisa que rompesse essa neblina de sonolência que
iria salvá-lo.

— Oh, oh! Bem ai! — De repente ela gemeu, movendo-se


sob suas mãos. — Oh, isso é tão bom. Sim, assim mesmo,
bebê.

Seus olhos se estreitaram com desconfiança sobre a


pirralha que passou os últimos cinco anos atormentando-o
por prazer.

— Oh Deus! Não pare agora! — Ela gritou


dramaticamente, rindo como uma idiota quando ele decidiu
que sim, sim, ela tinha um desejo de morte. — É isso aí! Esse
é o ponto!

Suspirando, ele olhou dela para a ereção raivosa entre


as pernas e pensou em todas as vezes que ela fodeu com sua
cabeça, simplesmente porque podia e decidiu que ela
definitivamente conseguiu.

— Eu estava brincando! — Ela gritou, tentando parar de


rir, mas simplesmente não conseguia parar.

O olhar em seu rosto era...

— Oh, meu Deus! — Ela gritou quando Lúcifer, o mais


vil bastardo vivo, levou-a para seu enorme chuveiro e
colocou-a sob o que parecia ser uma centena de jatos de água
gelada apunhalando sua pele.

— Algo errado? — Perguntou o bastardo, todo inocente


enquanto a movia para fora da água fria e em seguida, com a
mesma rapidez, a colocava de volta.

— Lúcifer! — Ela conseguiu gritar antes que fosse


atingida no rosto com um jato especialmente frio.

— Você quer dizer alguma coisa?

— Não!

Mais água fria atingiu-a, desta vez na bunda!

— Mesmo?

— Você vai se arrepender de fazer... argh! — Ela


terminou sua promessa de violência com um grito agudo
quando ele conseguiu atingir sua bunda e rosto ao mesmo
tempo.
— Tem certeza de que não quer dizer nada? — Ele
perguntou, rindo quando Rebecca engasgou com a água fria
que continuava agredindo seu corpo.

— Eu te odeio! — Ela explodiu quando Lúcifer se


afastou do jato de água gelada.

— Tem certeza? — Ele perguntou inocente.

— Sim!

— Isso é realmente muito ruim. — Ele murmurou


quando o grande bastardo, mais uma vez direcionou a água
fria e conseguiu arrancar um grito histérico dela.

— Lúcifer!

— Isso foi: Sinto muito, Lúcifer, por atormentá-lo com


merdas e risadinhas? — Ele perguntou, soando como se
estivesse realmente se divertindo, o que provavelmente
estava.

Não que pudesse culpá-lo depois de tudo que fez para


ele ao longo dos anos. Ainda…

— Não me faça te machucar! — Ela respondeu,


decidindo que eles chegaram ao ponto sem retorno.

Ela teria que chutar seu traseiro.

— Você vai chutar a minha bunda, não é? — Ele


adivinhou quando fez uma pausa ao lado do fluxo da água
gelada.

— Sim! — Rebecca sussurrou, jurando sobre tudo o que


ela possuía que se ele olhasse para a água gelada, ela iria...
Gritou quando empurrou sua cabeça sob o spray gelado.

— Eu ainda estou esperando para ouvir essas palavras


especiais. — Disse Lúcifer sarcasticamente e ela não podia
deixar de respeitar o homem por seu compromisso em
destruí-la.

Ele aprendeu com a melhor, afinal.

— Vamos, Rebecca. Você não tem algo a me dizer? —


Perguntou o bastardo, continuando a zombar dela quando ele
se virou para que ela recebesse a maior parte da água fria em
suas costas e traseiro.

Quando a água bateu em uma área particularmente


sensível, ela gritou a única coisa que esperava salvá-la.

— Christopher! — Antes que sentisse seus pés no chão,


foi empurrada contra a parede e teve sua boca devorada pelo
homem mais sexy que já conheceu.

— Oh, Deus! — Rebecca ofegou contra sua boca


enquanto ele continuava traçando lentamente sua fenda
molhada com as pontas dos dedos.

— Você gosta disso? — Perguntou Lúcifer, beijando-lhe


o queixo enquanto a olhava lamber os lábios de prazer.

— Mmmhmm. — Ela gemeu com um aceno enquanto


abria mais as pernas para lhe dar melhor acesso.

— Está tudo bem, baby? Ou você quer se deitar? — Ele


perguntou, não tendo certeza se seria capaz de sobreviver se
ela o fizesse parar, mesmo que fosse por um minuto.

— Isso é bom, mais do que bom. — Rebecca jurou


envolvendo um braço ao redor dos seus ombros para
equilibrar-se enquanto se recostava contra os azulejos
quentes, com cuidado para não pressionar a parte inferior
das costas contra a parede.

— Tem certeza? — Perguntou ele, movendo-a levemente


para o lado para que ela estivesse mais perto da névoa de
água quente.

— Sim, eu estou bem. — Disse ela, mas Lúcifer sentiu a


maneira que seu corpo ficou tenso quando a moveu.

— Não. — Ele disse, parando apenas para roçar seus


lábios contra os dela. — Você não está.

Antes que Rebecca pudesse argumentar, Lúcifer


cuidadosamente a pegou nos braços e levou-a para fora do
banheiro. Amava o jeito que ela colocava os braços ao redor
dele, mas amava o jeito que ela o beijava ainda mais.

Ele a levou de volta para sua cama, deitou-a e seguiu-a.


Teve o cuidado de manter o peso fora dela quando se inclinou
para que pudesse continuar beijando-a. Deus, senti-la era
muito bom, pensou enquanto estendia a mão e afastava
várias mechas de seu cabelo molhado do seu rosto.

— Eu sei o seu segredo. — Disse ela, sorrindo enquanto


corria os dedos pelo cabelo.
— Sim e qual é? — Ele perguntou, recuando o suficiente
para que pudesse observar seus dedos tocando seu queixo,
pescoço e entre seus seios grandes, fascinado pela trilha de
pele arrepiada deixada para trás.

— Você gosta quando eu o chamo de Christopher. — Ela


disse, parecendo presunçosa, enquanto continuava correndo
os dedos pelo cabelo.

— Sim. — Ele disse sorrindo quando se inclinou para


beijá-la. — Eu gosto.

— E quando alguém te chamar assim? — Perguntou


Rebecca, provocando seu lábio inferior.

— Eu vou matá-los. — Admitiu, gentilmente passando


os dedos de um seio para outro, parando pouco antes tocar o
mamilo.

— Então, o que me faz tão especial? — Ela perguntou,


fazendo-o imaginar como era possível que não soubesse.

Lúcifer olhou em seus olhos quando finalmente permitiu


que seus dedos parassem de deslizar através de um mamilo
duro e disse.

— Porque você me faz perder a cabeça.


— Vamos tirar os lençóis molhados. — Disse Rebecca,
distraidamente perguntando se eles deveriam ir a outro lugar
antes que arruinassem sua cama, ela lambeu os lábios e
desfrutou da sensação de ter os lábios muito talentosos de
Christopher beijando uma trilha de seu queixo para seu
pescoço.

— A única que me importa molhar. — Ele disse


suavemente, parando para pressionar um beijo entre seu
pescoço e ombro. — É você.

Oh Deus…

Ela podia chorar. Realmente podia. Não apenas ele


falava sujo, mas fazia isso muito bem. Se havia uma coisa
que sempre a decepcionou, foi que nenhum dos homens com
quem esteve sabiam como falar sujo durante o sexo. Eles
tentaram, mas nenhum deles jamais foi capaz de excitá-la.

Suas tentativas sempre a deixaram desejando que se


apressassem e terminassem logo para que ela pudesse pegar
alguma coisa para comer e talvez assistir um episódio de The
Walking Dead antes de dormir. Bem, isso não era totalmente
verdade. Teve um cara que pensou que a chamar de
prostituta suja e vagabunda, enquanto deslizava a mão
debaixo de sua camisa era uma boa ideia, acabou indo para
casa mancando.

— Você tem alguma ideia de quantas vezes eu pensei em


tê-la na minha cama? — Perguntou Lúcifer, enquanto corria
a palma da mão sobre o mamilo, tocando apenas o suficiente
para vê-lo endurecer em resposta.

Segurando um sorriso, ela disse.

— Por que você não me diz. — Curiosa para ver o quão


longe o homem tenso, certinho com TOC, tentaria fazer isto.

Lúcifer riu quando pressionou outro beijo contra o local


que nunca percebeu ser tão sensível.

— Que tal eu te mostrar? — Perguntou com uma


piscadela e um sorriso incrivelmente sexy que fez seu coração
acelerar, o que a pegou de surpresa e a deixou sentindo como
se tivesse acabado de ser empurrada pelo precipício e estava
caindo rápido, muito mais rápido do que ela provavelmente
estava pronta.

Mas, ela também não estava pronta para parar ainda.

Devolver seu sorriso era provavelmente a coisa mais


terrível que Rebecca já fez, mas a maneira que sua expressão
se aqueceu quando olhou para ela a fez querer arriscar tudo,
enquanto Lúcifer continuava olhando para ela desse jeito.

— Você já pensou em mim? — Ele perguntou quando


segurou seu rosto em sua mão.
— O que faz você pensar que eu tenho pensado em
você? — Ela perguntou, rindo quando seu olhar se tornou
zombeteiro.

Suspirando forte, ele passou os braços ao seu redor e...

Soltou um grito embaraçosamente alto quando de


repente viu-se sentada sobre o grande bastardo.

— Pare de me molestar! — Ela disse com um bufo


enquanto teimosa cruzava os braços sobre os seios nus e
incisivamente olhava para expressar seu desagrado por ter
sido jogada sobre ele.

— De que outra forma eu deveria mostrar-lhe? —


Perguntou Lúcifer, todo inocente quando colocou as mãos em
seus quadris e gentilmente abaixou-a, soltou um gemido
assustado quando ela percebeu exatamente o que ele fez.

Lambendo os lábios, ela abaixou os braços para que


pudesse colocar as mãos sobre a sua onde continuavam
guiando-a, para frente e para trás sobre a grande ereção
agora encaixada contra sua fenda molhada. O que lhe
permitiu continuar movendo-a lentamente contra ele, porque
era a coisa educada a fazer, ela apertou seus lábios enquanto
considerava o homem devorando cada centímetro dela com os
olhos.

— Como é isso exatamente, de me mostrar que você está


pensando em fazer? — Perguntou Rebecca, passando as
mãos sobre os braços dele, saboreando o contorno de cada
músculo contra suas mãos.
— Esta é a versão atenciosa. — Disse Lúcifer, lambendo
os lábios de uma forma que lhe fazia se perguntar se ele
estava imaginando lamber seus seios.

— Como é esta versão atenciosa? — Perguntou Rebecca,


esfregando contra ele com um gemido enquanto saboreava a
sensação da grossa ereção, dura pressionando contra ela de
maneira correta.

— Eu não acho que seu traseiro poderia lidar com mais


abuso esta noite. — Disse ele com um encolher de ombros
enquanto continuava admirando abertamente seu corpo.

Bem, isso era verdade, ela pensou. Enquanto a área


machucada não a fizesse querer chorar, exigir uma morte
rápida e indolor graças às pílulas que tomou, provavelmente
não se sentiria muito bem mais tarde, se permitisse que a
área fosse abusada agora. O que, inadvertidamente, trouxe a
questão à mente, ele era um espancador?

Isso era pedir demais?

Provavelmente, ela decidiu com um suspiro, dizendo a si


mesma que não havia necessidade de ser egoísta e que
deveria apenas ser grata porque Lúcifer era ótimo na cama,
atencioso e sabia como falar sujo. Qualquer coisa a mais
seria pedir muito.

— Você ainda não explicou como me ter por cima está


me mostrando o que você está pensando. — Ela brincou com
um sorriso enquanto se inclinava para que pudesse beijá-lo.
— Não é óbvio? — Ele perguntou, mordiscando seu lábio
inferior.

— Não, não realmente. — Admitiu ela, sorrindo


enquanto se sentava e...

— Este é o lugar onde você faz cada uma das minhas


fantasias ganhar vida.

— Ao fazer todo o trabalho? — Brincou enquanto voltou


a balançar lentamente contra a dura ereção que de alguma
forma parecia mais dura do que esteve apenas alguns
segundos atrás.

— Isso é apenas uma vantagem. — Explicou


distraidamente, enquanto a observava se mover para frente e
para trás sobre seu pau.

— Entendo. — Ela murmurou, lambendo os lábios


quando começou a perder-se no que estava fazendo.

Deus, ele era tão bom.

— Esta é a fantasia de todo homem. — Disse ele com


um gemido quando sua fenda se abriu e permitiu que seu
pequeno clitóris inchado provocasse a ponta do seu pau.

— Mesmo? É isso? — Ela perguntou com uma risada,


porque honestamente sempre pensou que a fantasia de cada
homem fosse com duas mulheres...

— Ter a mulher que você não consegue parar de pensar


gemendo seu nome, coloca toda fantasia que você já teve em
último lugar. — Ele disse quando se sentou, envolveu os
braços ao redor dela, puxando-a para perto.

Sorrindo, ela colocou os braços ao redor dele.

— Você não pode parar de pensar em mim?

Lúcifer gemeu quando seus lábios encontraram os dela.

— O que você acha? — Ele perguntou enquanto lhe deu


o beijo mais doce.

— Eu acho. — Disse ela, usando seu domínio sobre ele,


para sentar mais sobre seu colo. — Que estamos perdendo
tempo falando.

Sorrindo, ela estendeu a mão e a envolveu ao redor de


seu eixo, amando o jeito como Lúcifer gemeu quando
começou a acariciá-lo. Rebecca acariciou-lhe da base à ponta
e gemeu quando ele rosnou de prazer. Adorava tocá-lo. Não
importava se fosse algo tão simples como um toque acidental
quando estava passando por ele ou quando colocava os
braços ao redor dele, fechando os olhos e deixava o resto do
mundo se afastar. Sempre que estava perto dele, ela se
sentia... completa.

Era uma sensação inebriante e que ela sabia que


poderia facilmente se tornar viciada se permitisse. Estava tão
tentada a se apaixonar por esse homem, pensou quando
olhou para um par de intensos olhos verdes que sempre
pareciam suavizar quando a olhavam.

— Senti sua falta. — Ele disse enquanto estendia a mão


e afastava uma mecha de cabelo do rosto.
Dando a seu eixo um último golpe, ela se moveu até que
a ponta ficou na entrada e cuidadosamente o guiou dentro de
si mesma enquanto segurava seu olhar.

— Eu senti sua falta, também. — Admitiu com um


sorriso enquanto se inclinava e o beijava.

Durante vários minutos, eles se sentaram assim,


abraçados enquanto lentamente se beijavam, saboreando sua
conexão e cada toque que os deixou mais próximos. Logo não
era suficiente e ela encontrou-se lentamente montando-o.

Rebecca esperava que ele assumisse ou pelo menos, a


incentivasse a se mover mais rápido, mas Lúcifer nunca o fez.
Simplesmente segurou-a perto enquanto se beijavam, apenas
parando de vez em quando para beijar uma trilha pelo seu
pescoço enquanto sua mão encontrava seu seio e acariciava.
Eles nunca pararam de se tocar, enquanto ela continuava
montando-o devagar, apreciando a sensação dele dentro dela
e foi então que percebeu que, pela primeira vez em sua vida,
ela estava realmente fazendo amor com um homem.

Com Lúcifer.

Atordoada com a realização, ela se afastou de seu beijo e


encontrou-se olhando para os gentis olhos esmeralda.

— Você é tão bonita. — Disse ele, inclinando-se para


beijá-la quando ela pegou os dois de surpresa e disse a única
coisa que nunca esperava ouvir-se dizer.

— Acho que estou me apaixonando por você.


A julgar pela expressão de pânico em seu rosto,
provavelmente deveria ter mantido isto para si mesma.
— Meu Deus! Eu retiro! — Rebecca gritou enquanto
freneticamente tentava rastejar para longe, mas toda vez que
conseguia agarrar os travesseiros ou a cabeceira da cama, ele
simplesmente a puxava de volta para a beirada da cama,
virando-a de costas e enterrando a cabeça entre suas coxas.

Enquanto a lambia do núcleo até o clitóris, ele não podia


evitar, mas desejava que ela parasse de gritar assim. Era
realmente o que tornava difícil pensar. Suspirando,
continuou lambendo enquanto pensava sobre o que ela disse.

Ela pensava que estava se apaixonando por ele.

— Oh, Deus! — Ela gritou novamente, fazendo-o se


perguntar por que estava sendo tão desconsiderada em um
momento como este.

Lúcifer não tinha certeza de por que não tinha lhe


mostrado a porta ainda, já que era o que normalmente fazia
quando uma mulher professava seu amor eterno por ele. Mas
novamente, ela não tinha realmente professado seu amor
eterno por ele, tinha?

Olhando-a enquanto deslizava sua língua dentro dela,


não podia deixar de se perguntar por que isso o irritava.
Quando lhe disse que pensava que poderia estar se
apaixonando por ele, pedir-lhe para sair foi a última coisa em
sua mente. Queria sorrir, puxá-la em seus braços e beijá-la,
mas em vez disso sentiu como se tivesse sido atingido por
uma marreta e não porque ela estava se apaixonando por ele.

Mas, porque ele já sabia que estava apaixonado por ela.

— Christopher! — Rebecca gritou quando desistiu de


tentar escapar, o que ele apreciou e passou os dedos pelos
cabelos dela.

Gemendo, porque ela tinha um gosto tão doce, ele


correu sua língua sobre seu clitóris antes de acertar a
pequena protuberância excitada com a ponta da língua.
Quando ela lançou um pequeno gemido sexy Lúcifer quase
disse foda-se e empurrou seu pau dentro dela, mas precisava
de mais tempo para pensar, o que significava...

— Oh, Deus, sim... — Ela gemeu, lambendo os lábios


avidamente enquanto pressionava os quadris contra sua boca
para que pudesse montar sua língua.

Lúcifer gemeu quando correu sua língua ao redor de seu


clitóris, amando os pequenos sons de prazer que ela estava
fazendo. Rebecca realmente era muito bonita, pensou
enquanto deslizava as mãos de seus quadris para os seios.
Ele segurou seus seios, sentindo o peso em suas mãos, abriu
os polegares sobre os mamilos duros que totalmente
planejava traçar com a língua antes que a noite terminasse.

Não tinha ideia de quando começou a se apaixonar por


ela, mas sabia que não havia absolutamente nenhuma
maneira de parar agora. Estava se apaixonando por ela, mais
e mais rápido do que jamais pensou ser humanamente
possível. Algumas vezes ao longo dos anos pensou sentir um
lampejo de algo por algumas das mulheres que namorou,
mas nada como isto.

Lúcifer sabia que podia viver sem ela, mas o problema é


que ele não queria. Queria acordar com Rebecca em seus
braços todas as manhãs e lutar com ela pelo controle remoto
todas as noites. Queria ver aquele pequeno sorriso diabólico
em seus lábios cada vez que ela ferrasse com a cabeça de
alguém, porque estava entediada. Ele queria estar com
Rebecca, mas não estava pronto para isso ainda.

Lúcifer ainda tinha tanta coisa para fazer, para realizar,


antes que pudesse sequer pensar em ficar sério com alguém.
Ainda havia tanto que queria fazer com o Fire & Brimstone,
tantas coisas que precisavam de sua atenção e se apaixonar
por uma mulher como Rebecca era algo para o qual não
estava pronto ainda. Ele não podia dar o que ela queria, o
que precisava e isso não era justo com ela. Precisava fazer a
coisa certa e ir embora antes que qualquer um deles se
machucasse, mas infelizmente para Rebecca, Lúcifer era um
Bradford e eles eram uns bastardos egoístas. Não havia
nenhuma maneira que pudesse deixá-la ir, ele percebeu.

Agora não.

Desde que colocar algum espaço entre eles e tentar


diminuir essa coisa não estava funcionando, ele teria que
resolver isso rápido. Não tinha ideia de como iria fazer, mas
tinha a sensação de que o sexo seria uma grande parte disso.
Enquanto espalmava seus seios e a fodia com sua língua,
decidiu que o sexo era definitivamente a melhor maneira de
lidar com isso.

— Christopher. — Ela gemeu, estendendo a mão para


ele.

Sorrindo, lambeu seu clitóris uma última vez antes de


se arrastar de volta até seu corpo, parando ao longo do
caminho para tomar um daqueles grandes mamilos em sua
boca para que pudesse chupar suavemente. Ele gentilmente
colocou seu mamilo entre os lábios para passar a língua ao
redor da ponta, enquanto segurava seu sexo molhado na
mão.

Senti-la era bom demais, pensou, gemendo quando


deslizou um dedo dentro dela. Ela estava tão molhada e
apertada. Seu pau empurrou com o pensamento de deslizar
profundamente dentro dela e foder duro.

— Christopher. — Ela gemeu, soando como se estivesse


implorando para fodê-la.

Pelo menos, foi isso o que disse a si mesmo quando


soltou seu mamilo com um movimento de sua língua e subiu
o resto do caminho até seu corpo. Ele gemeu quando Rebecca
passou os dedos em seus cabelos e trouxe sua boca até a
dela. Ela era tão exigente, algo que normalmente o desligava,
mas com ela não conseguia o suficiente.
Rebecca gemeu em frustração quando ele tirou a mão
apenas para suspirar de prazer quando moveu seu peso para
que a ponta de seu pau estivesse aninhada em sua entrada.
Lúcifer deslizou sua língua contra a dela, convidando-a
brincar quando empurrou para frente, deslizando
profundamente dentro de sua boceta apertada. Cristo, ela era
tão gostosa.

— Foda-me, por favor! Foda-me, Christopher! — Ela


implorou, sem ter absolutamente nenhuma ideia do que fazia
com ele.

Ela realmente precisava ter controle ao usar seu nome,


decidiu quando um grito foi arrancado dela.

— É tão bom sentir você ao redor do meu pau. — Ele


sussurrou em seu ouvido quando se afastou apenas para
empurrar em seu interior com um movimento que a deixou
ofegante de prazer e quase chorando quando ele se afastou.

Rebecca queria envolver os braços ao redor dele e


mantê-lo profundamente dentro dela enquanto saboreava o
prazer que cada impulso trazia. Sentia-se tão bem, pensou
enquanto o beijava. Ela movia os quadris com cada impulso e
gemeu quando ele deslizou dentro dela.

— Tão bom. — Ele disse, arqueando as costas para que


pudesse deslizar dentro dela em um novo ângulo, o que a fez
fincar os pés na cama e empurrar para encontrar seus
golpes.
Ela colocou os braços ao redor dele e segurou firme
quando desenvolveram um ritmo. Era tão bom, melhor do
que qualquer coisa que já experimentou. Quando precisava
de mais, mais forte, mais rápido, tudo o que tinha a fazer era
mudar a maneira que Rebecca empurrava contra ele que
parecia saber exatamente o que ela queria.

Seus movimentos eram mais apressados, mais


frenéticos do que vinte minutos atrás, mas ela sabia que o
significado do que estavam fazendo não tinha mudado. Eles
ainda estavam fazendo amor, mas havia uma ponta de
desespero para o que estavam fazendo agora.

— Christopher. — Ela gemeu seu nome, amando o jeito


que ele perdia o controle quando o chamava.

Seus impulsos ficaram um pouco instáveis, mais


ásperos e mais rápidos até que a única coisa que pode fazer,
foi segurar e perder-se em seus braços. Quando Lúcifer rolou
de costas, levando-a com ele pela segunda vez naquela noite,
ela quase chorou de frustração.

Ela estava tão perto.

— Hora de viver essa fantasia. — Disse ele, se


aproximando e segurando seu rosto para que pudesse beijá-
la quando Rebecca empurrou de volta contra ele,
experimentando no início, mas logo ela encontrou seu ritmo e
decidiu que o contrário era jogo justo. Beijando-o uma última
vez, provocou seu lábio inferior antes de se sentar, querendo
que ele visse absolutamente tudo.
Primeiro, ela o observou, apreciando a maneira como
seus olhos seguiam cada movimento, cada balanço dos seios
e a maneira como montava seu pau. Ele gostava do que via.
Rebecca sabia pelo jeito que gemia com cada movimento, bem
como a forma que inchava dentro dela.

Ele gostava muito, mas ela queria mais.

Lambendo os lábios e honestamente curiosa pelo quão


longe ela poderia levar isso antes que perdesse o controle,
Rebecca lentamente se abaixou entre as pernas e passou as
pontas dos dedos sobre seu clitóris, certificando-se que ele
visse tudo.

A maneira como ele gemia ...

Observando-o, Rebecca continuou montando-o


lentamente enquanto tomava seu tempo dando prazer a
ambos, sabia que ele podia sentir. Toda vez que ela
pressionava contra seu clitóris, podia senti-lo dentro dela.
Uma sensação boa demais. Ela gemeu quando se viu tocando
seu seio.

— Assim? — Ela perguntou, querendo brincar com os


dois.

— Exatamente assim. — Ele disse com aprovação


enquanto a observava, sua respiração ficando um pouco
instável e combinando com a dela enquanto ela continuava
até que esqueceu que estava tentando provocá-lo e
simplesmente se perdeu.
Quando ele se sentou, Rebecca não hesitou em se
inclinar e capturar seus lábios com os dela. Ele passou os
braços ao redor dela enquanto a beijava lentamente.

— Eu tenho que te dizer uma coisa. — Disse ele,


confundindo-a, porque tinha certeza de que agora não era
hora para conversar.

— Pode esperar? — Ela perguntou, gemendo quando


moveu seus quadris e empurrou para trás sobre Lúcifer,
amando a sensação quando ele deslizou dentro dela.

— Provavelmente poderia esperar, mas percebi que você


provavelmente gostaria de saber, desde que você acabou de
declarar seu amor eterno por mim e tudo. — Ele brincou,
fazendo-a desejar que não o quisesse tanto para que pudesse
encontrar a força de vontade para parar o que estava fazendo,
sair dessa cama tempestuosamente, e fazer uma saída épica
que iria assombrá-lo para o resto de seus dias.

Infelizmente, ela simplesmente não tinha esse tipo de


força de vontade, mas ele não sabia disso...

— Por favor, não me faça matá-lo. — Disse, inclinando-


se para beijá-lo para que ele não descobrisse o quão fraca era
quando se tratava dele.

Roçando os lábios com os seus e negando-lhe o tipo de


beijo que ela precisava agora, ele disse.

— Pensei que você poderia querer saber que estou me


apaixonando por você também. — Anunciou e antes que
Rebecca pudesse dizer alguma coisa ou surtar já que era o
que ela estava provavelmente fazendo, dadas as
circunstâncias, seus lábios estavam de volta nos dela e
estava beijando-a com tudo o que tinha.

Depois de alguns minutos, Rebecca moveu os dedos


mais rápido entre as pernas, empurrando contra ele para que
pudesse sentir seus dedos deslizando sobre seu clitóris.
Soltando a mão de seu seio para que pudesse envolver o
braço ao redor dos seus ombros para ajudar a estabilizar-se
enquanto se movia mais e mais rápido sobre ele.

Não havia delicadeza ou ritmo em seus movimentos,


mas ele não parecia se importar. Beijou-a enquanto suas
mãos encontravam seus quadris, incentivando-a se manter
em movimento e ela tentou, realmente tentou, mas não pode
continuar. Um segundo estava beijando, chupando sua
língua quase desesperadamente e a seguir se viu de volta na
cama e Lúcifer assumiu, fodendo-a de uma maneira que
nunca foi fodida antes.

Suas costas se arquearam quando ele bateu de volta


dentro dela uma última vez, provocando um orgasmo
poderoso o suficiente para arrancar um último grito de sua
garganta até que tudo o que podia fazer era ficar ali, tentando
recuperar o fôlego quando a percepção a atingiu lentamente.

O efeito de sua medicação para dor passou e foi aí que


se viu gritando por uma razão completamente diferente.
— Meu traseiro. — Rebecca sussurrou com voz rouca
enquanto ficava de bruços, seu lábio inferior tremendo muito
levemente, enquanto ele ficava ali, olhando para ela. — Meu
pobre traseiro abusado.

Seus olhos se estreitaram perigosamente sobre a


pirralha.

O suspiro de desaprovação que veio da sua direita o fez


considerar seriamente sufocá-la com um travesseiro.

— Que parte de nenhuma atividade física por uma


semana você não entendeu? — Seu pai perguntou enquanto
eles estavam ali, observando a pequena falsa por tudo que
valia, principalmente por foder com ele de novo.

Por que ele não poderia se apaixonar por uma mulher


normal? Perguntou-se, quando ela acrescentou uma pequena
fungada no ato.

— Ele não escuta. — Aidan, o idiota que era, deveria ir


sozinho, acrescentou com um suspiro combinando com o de
seu pai.

— Esperar uma semana, realmente era pedir demais? —


Perguntou o pai, balançando a cabeça em desgosto.
— Ninguém me disse que não deveria fazer nada por
uma semana. — Ele respondeu, porque se soubesse sobre
isso teria se conformado com chuveiros frios e pensamentos
impróprios para ajudar a si mesmo para passar a semana.

— Eu queria esperar pelo casamento. — O pequeno


demônio sussurrou.

— Eu sei que você queria, querida. — Disse seu pai,


concordando com a cabeça, mas Lúcifer não perdeu a
contração dos lábios de seu velho em diversão o traindo.

— Ele sempre foi um bastardo egoísta. — Acrescentou


Aidan.

— Podemos conseguir alguma coisa para você? —


Perguntou seu pai, quando se sentou na beirada da cama,
com cuidado para não a tocar.

Um suspiro.

— Uma Coca-Cola, por favor? Eu estou com muita sede.

— Coitadinha. — Disse seu pai e Lúcifer sabia que seu


pai concordava apenas para foder com ele.

— Obrigada. — A pequena traidora murmurou baixinho


enquanto lhe lançava um olhar tímido que honestamente o
assustou totalmente, porque ela era boa demais nisso.

— Você está tão fodido. — Seu irmão sussurrou ao seu


lado e ele pode apenas acenar em concordância.

— Eu vou apenas pegar a bebida querida. Você apenas


fique aqui tranquila. — Disse seu pai com um sorriso
tranquilo quando se levantou e foi para a porta, parando
tempo suficiente para atirar-lhe um olhar. — Você acha que
pode manter suas mãos para si mesmo por tanto tempo?

— Eu não sabia! — Ele respondeu, perguntando como


acabou em uma família tão fodida.

— Eu apenas queria que ele gostasse de mim. — Ela


murmurou enquanto estava deitada lá, parecendo
completamente inocente.

— Tão. Fodido. Ferrado. — Seu irmão disse, decidindo


que enunciar cada palavra era útil.

Não era.

— Por que você não me disse? — Perguntou a pirralha e


acotovelando seu irmão tentando ficar confortável.

— Oh... merda. — Aidan sufocou quando a cotovelada


no estômago o fez cair de bunda, liberando Lúcifer para lidar
com outros assuntos.

— Provavelmente porque ninguém me disse? — Disse


Rebecca, deixando cair o ato de colegial inocente que iria
levá-la a ser espancada assim que estivesse clinicamente
liberada.

Ele atirou em seu irmão um olhar interrogativo.

— Ela era paciente do papai. — Aidan conseguiu sair


enquanto ele rolava de lado.

— Estava na receita. — Seu pai disse quando voltou


para o quarto.
— Oh! — Disse Rebecca com um estremecimento,
deixando-o saber que a pirralha tinha culpa nisto.

— Por que você não leu ou pelo menos me disse sobre


isso para que eu pudesse lê-la? — Perguntou ele.

Suspirando, ela desistiu de ficar confortável e


simplesmente amontoou seu travesseiro.

— Eu parei de ler receitas há muito tempo. — Admitiu


com um encolher de ombros, lembrando-lhe que ela não
estava exatamente no melhor dos termos com a profissão
médica depois de todos os anos de besteiras que eles a
fizeram passar.

— Onde ela está? — Perguntou ele, apertando a ponte


de seu nariz e se perguntando se deveria comprar um Advil.

— Em minha bolsa. — Ela resmungou, não parecendo


particularmente feliz, não que ele se importasse.

Ela iria seguir as ordens do médico, gostando ou não.

— Eu já volto. — Disse ele, atirando-lhe um olhar que


dizia exatamente o que faria com seu lindo traseiro se sequer
pensasse em sair da cama.

Uma vez que Lúcifer teve certeza que ela entendeu a


mensagem e estava assumindo que entendeu pelo rolar de
olhos dela, ele saiu de seu quarto, determinado a encontrar
sua bolsa e voltar aqui antes que o pequeno demônio pudesse
entrar em qualquer problema.
— Então... — Disse Rebecca, mordiscando uma batata
frita enquanto, simultaneamente batia na mão de Aidan
tentando roubar seu hambúrguer. — Por que Lúcifer não o
deixa entrar aqui?

— Porque ele é um idiota. — Disse Aidan, olhando


enquanto ela pegava uma batata frita e mergulhava na
grande poça de ketchup que cobria a maior parte de seu
prato.

— Aidan... — Ethan, como ela foi agora autorizada a


chamá-lo, disse em advertência, soando como um pai. Bem,
não seu pai, mas um pai em geral.

— O quê? — Perguntou Aidan. — É verdade.

— Ele não é um idiota. — Disse ela, balançando a


cabeça, distraída quando pegou outra batata frita.

— Não, ele não é. — Aidan concordou de má vontade


com uma risada quando tentou de novo...

— Seus cinco pratos de cheeseburguers não são


suficientes para você? — Perguntou ela, piscando para o
grande homem fazendo beicinho e sim, ele estava de verdade
fazendo beicinho, sobre a mesa dela.

Aidan olhou para três pratos ainda cheios até a borda


com alimentos e balançou a cabeça.

— Não.

— Ele puxou isso de sua mãe. — Ethan disse, enquanto


pegava um cheeseburguer de um prato de seis
cheeseburguers que encomendou.

— Suspeitei isso. — Ela disse, concordando com a


cabeça enquanto cortava um pedaço de seu hambúrguer e
com o garfo colocava um pedaço macio de carne em sua boca
enquanto considerava os dois homens atraentes que
compartilhavam a grande cabine com ela.

— Quanto tempo você vem atormentando meu filho? —


Perguntou Ethan, cortando de um de seus muitos
cheeseburguers pela metade.

— Um pouco mais de cinco anos. — Ela respondeu


orgulhosamente enquanto colocava uma batata em sua boca.

Ethan riu enquanto mordia seu hambúrguer.

— Como é que ele acabou sendo chamado de Lúcifer? —


Ela perguntou, decidindo que eles eram provavelmente sua
melhor aposta para obter uma resposta à pergunta que todos
no restaurante estavam morrendo de vontade de saber.

Em vez de dar-lhe a resposta que ela estava esperando


há cinco longos anos, eles riram.

— Desculpe. — Aidan disse, sorrindo imensamente


quando ele balançou a cabeça. — Você terá que perguntar a
ele e isto inclui descobrir o seu verdadeiro nome.

Encolhendo os ombros, ela disse.

— Eu já sei o seu nome real.

Aidan revirou os olhos.


— Certo.

Antes que Rebecca tivesse a chance de responder, o


homem em questão estava lá, olhando para ela, o que era um
pouco inquietante desde que seu cabelo estava bagunçado,
sua camisa estava um pouco rasgada e havia marcas
familiares de arranhões em seus braços e peito.

— Você achou a bolsa? — Ela perguntou enquanto


mordiscava uma batata frita.

— Corra. — Lúcifer rosnou e desde que Rebecca tinha


quase certeza de que ele estava falando com ela, decidiu que
provavelmente era melhor se encerrasse a noite.

— Adorável ver os senhores, mais uma vez. — Disse com


um sorriso enquanto cuidadosamente deslizava até o fim do
banco, levantava-se e dava um passo para a porta, quando se
lembrou do pacote de gelo que manteve seu traseiro
confortavelmente entorpecido.

— Desculpe-me. — Disse suavemente, atirando um


sorriso a Lúcifer quando se aproximou dele, pegou seu pacote
de gelo e com outro sorriso murmurou. — Boa noite. —
Rapidamente se arrastou para a porta dos fundos, onde
encontrou Mojo, deitado de lado, babando e abanando o rabo
como o menino travesso que era.

— Você me decepcionou amigo. — Disse ela, suspirando


enquanto cuidadosamente dava a volta por ele para não
escorregar na poça de baba que Mojo criou. — Você me
decepcionou.
— Eu gosto dela. — Disse seu pai com um sorriso
carinhoso enquanto os três observavam Rebecca sair pela
porta.

Ele considerou ir atrás dela, mas ...

Provavelmente era melhor que ele aproveitasse esse


tempo para se acalmar antes que fizesse algo irracional como
bater na sua, já machucada bunda. Daria-lhe vinte minutos
para subir, ir para cama, enrolar-se debaixo das cobertas e
encontrar uma desculpa que explicaria por que ela deixou
seu apartamento e decidiu levar seu pai e irmão ao Fire &
Brimstone, o único lugar na terra que ele fez o impossível
para manter sua família longe.

Lúcifer não fez isso porque os odiava ou porque o


embaraçavam, mas porque não estava pronto para mostrar a
eles o que fez. Se havia uma coisa no mundo que sua família
levava a sério, era comida. Queria ter certeza de que tudo
estivesse absurdamente perfeito antes que sua família
conseguisse invadir o lugar.

Ele sempre foi assim. Foi por esse o motivo que tinha
seu próprio quarto quando era criança, por que seus pais
nunca tiveram que pedir para fazer o dever de casa, limpar
o quarto ou fazer suas tarefas. O problema era fazer com que
parasse de limpar o quarto, fazer a lição de casa ou encarasse
qualquer um que tentasse chegar perto da pia enquanto
lavava sua louça. As coisas realmente não mudaram muito
quando ficou mais velho e não tinha mais certeza se isso era
uma coisa boa ou ruim.

— Este é o melhor hambúrguer que eu já comi. — Disse


seu pai, voltando sua atenção ao fato de que ele tinha dois
Bradford em seu restaurante pela primeira vez desde que
abriu as suas portas.

Aidan concordou com a cabeça enquanto atacava seu


hambúrguer.

— Essa receita é sua? — Seu irmão perguntou e se fosse


qualquer outro Bradford Lúcifer teria assumido que eles
estavam zoando com ele, mas este era Aidan, o irmão que
sempre dizia o que pensava sem se preocupar.

— Sim. — Disse ele, olhando para os dois


cuidadosamente, procurando por quaisquer sinais de que
eles estavam apenas tentando ser educados.

— Você precisa passar esta receita para sua mãe. —


Disse seu pai, devorando o último pedaço de seu
cheeseburguer antes de passar para a próxima bandeja e
atacar.

Aidan murmurou sua concordância enquanto


continuava focado em sua comida. A cada poucos segundos
olhava para Lúcifer, provavelmente esperando que os
expulsasse, mas graças a pirralha no andar de cima, ele
tinha outras coisas em sua mente.

Ele chamou Pauline e fez um gesto para os dois homens


que o olhavam desconfiados.

— Traga-lhes alguns especiais da casa e quatro opções


de sobremesa, por favor.

— É claro, Sr. Bradford. — Pauline disse com um sorriso


enquanto fazia uma breve nota.

— Obrigado por terem vindo. — Disse Lúcifer com um


aceno de agradecimento ao seu irmão e seu pai, que
aparentemente tinham esquecido que ele estava vivo, uma
vez que descobriram a salada de repolho que levou dois anos
para aperfeiçoar.

— Sim, não há problema. — Aidan murmurou enquanto


alcançava uma pequena tigela de salada de repolho apenas
para acabar com as mãos abanando quando seu pai tirou
dele.

Rezando para não se arrepender, subiu a escada,


contando com o fato de que seu pai não iria ferrar com ele e
começar um motim. Ao menos nisso acreditava, pensou
enquanto caminhava para o andar de cima, onde era melhor
que uma mulher muito bonita estivesse esperando por ele em
sua cama com um pedido de desculpas totalmente pensado e
um sorriso sexy especialmente para ele.

Apenas pensar nela esperando em sua cama o fez correr


mais rápido. Sabia que o sexo estava fora de questão e
surpreendentemente, não se importava. Apenas queria vê-la.
Negar isso não era mais uma opção. Ainda não tinha
absolutamente nenhuma ideia do por que contou que estava
se apaixonando por ela.

Lúcifer deveria ter mantido isso para si mesmo,


realmente planejou fazer exatamente isso, mas no segundo
que ela deixou escapar que sentia o mesmo por ele sua
cabeça parou de funcionar. A verdade era que nunca se
sentiu assim e ainda não tinha certeza do que isso
significava, porque nunca esteve apaixonado antes.

O pensamento de se apaixonar por Rebecca o


aterrorizava, mas também o excitava. Ela era uma pirralha
irritante que tinha um imenso e doentio prazer em ferrar com
a cabeça dele e ele não conseguia parar de pensar nela.

— Merda. — Murmurou para si mesmo, voltando em


direção a geladeira quando se lembrou do quarto item em sua
lista de cuidados, gelo.

Depois de rapidamente pegar um saco de gelo, se dirigiu


ao seu quarto e para a mulher que muito provavelmente seria
responsável por enviá-lo a um hospício ou a uma prisão de
segurança máxima. De qualquer maneira, ela estava
enlouquecendo-o.

— O que... porra... — Disse ele quando entrou em seu


quarto para encontrá-lo vazio.

Talvez ela estivesse no chuveiro? Perguntou-se, mas ele


sabia antes de abrir a porta que ela não estava lá.
Suspirando, ele jogou o saco de gelo na pia do banheiro
e se encostou à parede. Provavelmente era melhor assim. Ela
precisava de descanso e ele tinha muita merda para fazer de
qualquer maneira. Iria vê-la pela manhã. Foi para a cozinha,
decidindo que este era um bom momento para brincar com
aquelas receitas que encontrou na semana passada.

— Depressa! — Melanie reclamou do corredor.

— Eu estou correndo! — Ela disse, tentando não


estremecer quando finalmente conseguiu virar e ver as
consequências do seu último episódio de invasão de
domicílio.

Ela gemeu quando viu o grande hematoma cobrindo a


maior parte de sua parte inferior das costas e bunda.
Infelizmente, mesmo depois de ver os danos e passar a noite
rastejando na cozinha para pegar gelo não podia dizer que
aprendeu a lição.

Lutando contra um bocejo, Rebecca pegou os


analgésicos e agarrou o pote de Advil. Tanto quanto gostaria
de passar o dia enrolada em sua cama tentando fingir que
sua bunda não a estava matando, teria que engolir a dor e ir
para o trabalho. O aluguel vencia na próxima semana e ela
não podia se dar ao luxo de perder as horas de trabalho. Não
importava que tivesse o suficiente em sua conta corrente para
cobrir o aluguel e as contas do próximo mês. Tinha um
emprego e precisava estar lá para garantir que os clientes
fossem atendidos corretamente, que tudo estivesse limpo, os
condimentos bem organizados e...

Ok, tudo bem, ela realmente apenas queria ver Lúcifer.

Queria vê-lo, porque sentia falta dele!

Deus, ela era patética, mas novamente, por isso passou


a maior parte da noite esperando por ele. Por volta das três
da manhã finalmente aceitou o fato de que não viria, que sua
bunda não iria parar de latejar e desistiu. Tentou dormir,
mas isso nunca aconteceu. Agora estava ali fingindo que a
dor não existia para que pudesse vê-lo.

Definitivamente patético.

— Mova seu traseiro, Shaw! — Melanie explodiu,


excessivamente irritada com uma mulher que gostava de ficar
acordada a noite toda comendo porcaria e assistindo filmes
bobos de romance.

— Pare de me apressar! — Rebateu, perguntando por


que elas escolheram um apartamento com apenas um
banheiro.

— É a sua vez de levar Mojo para fora! — Disse Melanie,


obviamente desesperada se ela estava recorrendo a Mojo, que
provavelmente estava dormindo escorado na porta.

— Eu sei que é a minha vez! — Disse Rebecca e neste


momento era a única coisa que sabia, porque não tinha
absolutamente nenhuma ideia de como iria passear com Mojo
esta manhã sem cair de cara no chão. Mal conseguia andar e
ali estava ela se preparando para trabalhar um turno de oito
horas logo depois que levasse um cão de cento e vinte quilos
para uma caminhada. Esse seria o melhor dia de todos,
pensou ironicamente enquanto puxava a camisa de volta
para baixo.

— Sério, mova essa bunda daí! — Melanie gritou.

— Eu estou tentando arrumar minha bunda para o


trabalho!

— Eu vejo. — Melanie murmurou pensativamente, em


vez de discutir com ela, fazendo-a pensar se hoje realmente
acabaria sendo um bom dia, afinal.

Mordendo o lábio, colocou cuidadosamente sua camisa


dentro da calça. Feito isso, quatro ou cinco minutos depois,
subiu sua calça, abotoou e...

Revirou os olhos quando o barulho começou tudo de


novo.

— Eu sairei em um minuto!

— Você não vai trabalhar hoje ou qualquer dia desta


semana. — A voz profunda e incrivelmente sexy que ela
amava disse, deixando-a saber que havia um traidor dentro
de casa.

— Eu definitivamente vou. — Disse Rebecca,


perguntando-se por que ele estava se dando ao trabalho de
discutir com ela quando ambos sabiam que ela iria...

— Em dois minutos eu vou abrir essa porta e se eu não


encontrar sua linda bunda dentro da banheira, então você e
eu teremos um problema. — Disse calmamente, fazendo-a
revirar os olhos.

Era tão bonitinho ele pensar que poderia intimidá-la.

— Um minuto e meio. — Lúcifer anunciou enquanto ela


ficava ali, balançando a cabeça com um suspiro, porque
ambos sabiam que ele não faria nada.

— Estou me arrumando para o trabalho. — Disse ela,


verificando seu cabelo para se certificar de que tudo estava
no lugar.

— Um minuto e quinze segundos. — Foi sua resposta.

Ele não faria nada além de olhar para ela e ameaçar


bater em sua bunda. Era fofo, mas não iria funcionar. Iria
para o trabalho e era isso.

— Sessenta segundos.

Ela iria para o trabalho.

— Cinquenta segundos.

Ele apenas teria que lidar com isso.

— Trinta segundos.

Era tão fofo ele pensar que estava no comando.

— Vinte e cinco segundos.

— Não importa. — Disse ela, arrumando sua camisa e


lançando um olhar nervoso na porta para se certificar que
estivesse trancada.
Ele não faria isso ...

— Vinte segundos.

— Você não está me assustando!

E ele não estava, porque ambos sabiam que...

— Dez segundos.

Merda!

Em pânico, Rebecca lutou para arrancar as roupas e


tentou iniciar um banho. Mal chutou sua calcinha quando
ouviu a maçaneta.

— Oh, merda! — Ela sussurrou freneticamente


enquanto tentava subir na banheira apenas para escorregar e
cair na água gelada, quando Lúcifer, parecendo exausto e
irritado, entrou.

— Eu estou tomando um banho! — Gritou, um pouco


histericamente ao grande homem olhando para ela. — Meu
Deus! Eu estou tomando banho!

Estreitando os olhos para ela, ele ficou por mais alguns


segundos antes de abruptamente se virar e sair, deixando-a
deitada lá, perguntando como iria sobreviver a uma semana
de prisão domiciliar.
— Não! — Melanie gritou quando ela invadiu a cozinha.
— Eu não vou assistir nenhum outro filme de terror com
você, sua louca!

— Ah, vamos lá! Só mais um filme! — Ouviu Rebecca


gritar de seu quarto, onde ele fez questão de deixar sua
bunda de molho nos últimos dias.

— Não! — Melanie gritou de volta para Rebecca.

— Eu encontrei este filme de zumbi que parece


promissor!

— Vai para o inferno, cadela! — Melanie gritou de volta.

— Este não é assim tão mau! Eles só comem cadáveres


apodrecidos!

Quando Melanie viu-o de pé, ela parou a cinco metros


de seu amado sofá, olhou-o, por cima do ombro e voltou a ele
novamente antes de se ver sendo arrastado pelo corredor.
Antes que pudesse perguntar a mulher, obviamente insana se
ela havia enlouquecido de vez, Lúcifer se viu empurrado para
o quarto bagunçado de Rebecca.

— Por favor, me perdoe. — Melanie sussurrou antes de


bater à porta e pelos sons, fugir.
— Ei, lindo! — Disse Rebecca, sorrindo ao vê-lo ali, o
que deveria ter lhe deixado feliz, mas...

Cristo, ele não tinha certeza se poderia aguentar mais.

Todos os dias ela o cumprimentou com um sorriso


enorme e uma nova e terrível maneira de matar o tempo. A
primeira noite que seu médico ordenou repouso na cama, ela
sugeriu um jogo amigável de Monopólio. Mesmo que
normalmente evitasse jogar jogos de tabuleiro por causa de
sua intensa aversão a perder, ele descobriu que podia lidar
com uma noite de deixá-la ganhar, se isso a deixasse feliz e
não ficar pensando em sua situação atual.

O que Lúcifer não contava era Rebecca se


transformando em uma porra de uma psicopata, logo que os
dados foram rolados. Ela deixou de ser fofa e entediada para
se tornar cruel e calculista. Rebecca passou seu tempo,
aprendendo a maneira como jogava, suas preferências de
propriedade e antes de ele percebesse o que aconteceu, ela
tinha conseguido passar a perna nele, construído monopólios
e completamente o destruído.

Foi quando ele ficou sério.

Ele desafiou-a para uma revanche, mas aparentemente


o pequeno demônio já perdeu o interesse, deixando-o furioso
o resto da noite. Não era porque Rebecca o venceu, era que
ela o deixou louco ao fazê-lo e fazia isso a cada porra de dia
desde então.
Mas tudo bem, porque esta noite essa besteira
finalmente chegava ao fim.

— Como foi seu dia? — Ela perguntou da cama, onde


uma dúzia de livros, DVDs, revistas e sacos de doces vazios a
cercavam.

Em vez de lhe responder, porque ele aprendeu a lição na


última noite, quando tentou distraí-la de seu mais recente
desafio, se abaixou, a carregou e levou para fora do quarto.

— Nada de jogar damas? — Ela perguntou com um


beicinho adorável que ele não estava comprando.

Não dessa vez.

Aprendeu essa lição quando ela sugeriu jogar Tetris.

— Graças a Deus. — Disse Melanie, suspirando de alívio


quando os viu indo para a porta.

— Maratona de Walking Dead quando eu voltar, Vadia!


— Rebecca disse com um sorriso enorme e aquele brilho
diabólico em seus olhos que ele conhecia tão bem.

Ela propositadamente estava ferrando com a cabeça de


sua melhor amiga.

— Você é má. — Disse ele, rindo enquanto a levava pelo


corredor em direção ao seu apartamento.

— Eu fiquei entediada. — Admitiu ela com um encolher


de ombros quando se aproximou e abriu a porta do
apartamento para ele. — Então, o que devemos fazer hoje à
noite?
Sorrindo, ele deu um passo dentro de seu apartamento e
chutou a porta que se fechou atrás deles.

— Pesquisa.

— Como exatamente é essa pesquisa? — Rebecca não


podia deixar de perguntar de sua posição no sofá onde ele a
colocou há três horas atrás e entregou-lhe o controle remoto
da televisão.

— Eu preciso testar algumas receitas com alguém. —


Disse ele da grande e pesada ilha de cozinha pela qual
Melanie provavelmente mataria.

— E como é que eu estar aqui ajuda? — Não podia


deixar de perguntar já que não estava exatamente em posição
de ajudá-lo.

Não, a menos que ele parasse de ser tão paranoico com


relação a essa maldita folha de cuidados médicos domiciliares
que carregava em todos os lugares, ela pensou. Mas uma vez
que checava essa lista maldita a cada cinco minutos para se
certificar de que ela estava fazendo exatamente o que deveria
estar fazendo para garantir uma recuperação completa,
realmente duvidava que ele a deixaria ajudar.

Lúcifer nem mesmo a deixava andar e se descobrisse


que ela o fez, o que sempre acontecia graças a essa cadela
traidora que Rebecca amava mais do que tudo, ele puxava
aquele pedaço maldito de papel, lia a coisa toda, embora já
o tivesse memorizado e a encarava até que ela prometia que
não iria fazê-lo novamente. Não que ele acreditasse nela, mas
pelo menos deixava o assunto morrer.

— Porque você será minha cobaia. — Disse ele,


atirando-lhe uma piscadela como se isso fosse, de alguma
forma, impedi-la de entrar em pânico.

Lúcifer queria usá-la como cobaia para testar receitas?


Porque passar uma semana enrolada em sua cama pedindo
para morrer era tão divertido que Rebecca iria amar a chance
de tornar esse sonho uma realidade? Acho que não, ela
estava bem.

— Umm, você se lembra desse pequeno problema de eu


não ser capaz de digerir o glúten, sem passar muito mal,
certo? — Ela lembrou a ele quando desistiu de vê-lo trabalhar
e voltou a percorrer as seleções filme de terror na Netflix,
completamente decepcionada com a seleção deste mês.

— É tudo sem glúten. — Ele disse, parecendo animado,


o que era realmente fofo vindo de um homem grande com
músculos e um olhar de assassino em série.

— É mesmo? — Perguntou ela, incapaz de deixar de


sorrir com o seu entusiasmo, porque ele era definitivamente
fofo.

Não que realmente fosse dizer isso em voz alta uma vez
que isso levaria a um daqueles olhares e provavelmente
alguma putaria já que homens como Lúcifer não gostavam de
ser chamados de fofo. Deus, ele era realmente um homem
incrível, pensou com um suspiro enquanto escolhia Dexter,
decidindo que era perto o suficiente.

Talvez devesse voltar para sua casa e enlouquecer


Melanie um pouco mais? Ela pensou, porque a ideia de ser a
cobaia sem glúten de alguém não era exatamente como
queria passar sua noite incrivelmente chata. Depois de viver
nas últimas semanas sem glúten, ela poderia dizer
honestamente que estava preparada para viver em uma dieta
de chocolate e cenouras.

No começo estava realmente animada ao descobrir que


havia uma versão sem glúten para praticamente tudo o que
ela gostava de comer. Graças a sua visita ao Dixon Gluten
Free Bakery, ficou muito otimista sobre suas perspectivas
sem glúten. Em seguida, ela tentou cozinhar macarrão sem
glúten...

O que foi o começo do fim.

Muffins, panquecas, bolos e assim por diante todos


acabaram sendo enormes desilusões e incrivelmente caros.
As quantidades eram pelo menos quatro vezes menores do
que o normal. Farinha, massas, cereais, era tudo muito caro,
sem graça e em alguns casos, horríveis.

Alguns dos alimentos eram crocantes, alguns, como as


imitações Oreo, pareciam pastilhas efervescentes em sua
boca quando dissolviam. O sabor, deus, o sabor era...

Bem, ela realmente não queria pensar sobre o sabor ou


a textura disso de novo.
Desde que acabou gastando todo seu salário em comida
que não podia suportar, decidiu mantê-lo simples, carnes,
legumes, frutas, chocolate e litros e litros de Coca-Cola. A
única exceção a esta regra era quando ela ia para Dixon
Bakery o que não era muitas vezes desde que geralmente
gastava muito dinheiro lá.

— Está pronto. — Lúcifer anunciou e ela decidiu que


fingir dormir era o melhor para todos os interessados.
— Eu acho que vou passar mal. — Zoe disse sentada na
cama olhando sem ver toda a papelada e panfletos na frente
dela.

— Vai ficar tudo bem. — Trevor encontrou-se dizendo


mesmo que não tivesse ideia do que eles iriam fazer, porque
não havia nenhuma maneira no mundo que fossem capazes
de pagar os sessenta mil dólares por ano que Radcliffe
Academy pedia para enviar os meninos lá no próximo ano.

— Vamos nos inscrever para bolsas de estudo. — Zoe


disse como se isso fosse de alguma forma fazer a diferença.

Eles não conseguiriam, não com o histórico dos


meninos. Jonny e Sebastian eram inteligentes, muito
inteligentes, eram atletas talentosos e incrivelmente gentis,
mas também eram impossíveis. Eles causavam estragos por
onde passaram, já foram expulsos de duas escolas e tinham
um arquivo de centímetros de espessura no departamento de
polícia. Levá-los para esta escola seria duro o suficiente, mas
pagar por isso seria impossível.

Mesmo se eles conseguissem bolsas parciais para os


meninos ainda precisariam encontrar uma maneira de
pagar quarenta mil dólares a cada ano pelos próximos seis
anos. Com uma hipoteca e sete bocas para alimentar isso não
iria acontecer, mas ele não disse nada.

Eles estavam ensinando os meninos em casa desde


setembro, mas isso realmente não funcionava. Todas as
noites eles trabalhavam juntos para encontrar algo desafiador
para os meninos e todas as manhãs os meninos rapidamente
faziam suas lições sobre uma tigela de cereais, deixando-os
com absolutamente nada para fazer pelo resto do dia. Eles
tentaram preencher o tempo com estudo livre, aprendendo
sobre as coisas que lhes interessavam, mas não era mais
suficiente.

Os meninos precisavam ficar ao redor de outras


crianças e encontrar outra coisa para fazer, em vez de
enterrar seus narizes em livros e descobrir maneiras novas e
terríveis de ficar em apuros. Eles precisavam de estrutura e
com ele trabalhando, Zoe voltando a trabalhar, não seriam
capazes de dar aos meninos o que precisavam. Durante
vários meses, estavam tentando colocar os meninos de volta
na escola, apelando para cidades vizinhas para a admissão,
mas eles não estavam aceitando estudantes de fora de seus
distritos.

Estavam ficando sem opções. Deixar os meninos


estudando em casa, se afundar em dívidas que
provavelmente irão destruí-los ou se mudar com a esperança
de que as coisas fossem diferentes, eram as únicas opções
que eles tinham no momento. Não queria se mudar e deixar
sua família, especialmente sabendo o quanto ela significava
para Zoe. Sua família era a única família que ela já teve e ele
não podia suportar a ideia de tirar isso dela, mas poderia ter
que fazê-lo pelos meninos.

— Vamos pensar em alguma coisa. — Disse ele, dizendo


a si mesmo que tudo ficaria bem, mas pela primeira vez em
muito tempo não tinha certeza se acreditava nisso.

Ele apenas queria...

Cristo, haviam muitas coisas que desejava que fossem


diferentes e que o faziam se sentir como um idiota.

— Os meninos podem escrever suas redações, enquanto


estiver cuidando de algumas tarefas na parte da manhã. —
Disse ela com um sorriso tranquilo, quando pegou os papéis
da cama e colocou de volta no grande envelope que Radcliffe
Academy lhes enviou.

— Ficará tudo bem, querida. — Ele disse estendendo a


mão para Zoe e puxando-a para fora da cama em seus
braços.

— Eu sei. — Disse ela, suspirando forte enquanto


colocava os braços ao redor dele e deitava a cabeça contra
seu peito. — Eu apenas queria que não parecesse tão
impossível.

— Não é impossível. — Disse, porque sabia que eles


iriam dar um jeito nisso.

Eles sempre davam.


— Eu deveria ir lavar os pratos. — Ela murmurou, mas
não fez qualquer movimento para sair dos seus braços.

— Você quer que eu prepare um banho em vez disso? —


Ele perguntou e beijou o topo da cabeça dela, saboreando o
aroma de lavanda.

— Não. — Ela disse, suspirando forte enquanto


distraidamente traçava o logotipo Bradford Construção em
sua camisa com as pontas dos dedos.

— Então o que posso fazer para tirar sua cabeça dessas


coisas por um tempo? — Perguntou, fechando os olhos
enquanto a abraçava e saboreava a sensação dela nos seus...

— Eu estava realmente com vontade de dar-lhe um


boquete esta noite. — Admitiu ela com um encolher de
ombros descuidado enquanto ele ficava ali congelado com
todo o sangue em sua cabeça mudando de direção, para
baixo. — Mas, se você quiser tomar um banho ou... — Ela
começou a dizer para terminar somente em um guincho e
uma risada enquanto se viu jogada na cama e ele lutava com
o zíper de seu jeans.

Mal conseguiu abrir o zíper quando a campainha ecoou


por toda a casa. Trevor olhou para sua esposa, que estava
deitada de costas na cama, sorrindo aquele pequeno sorriso
sexy dela e depois de volta para a porta do quarto trancada,
tentando decidir se deveria matar o idiota tocando sua
campainha às dez horas da noite ou fingir que eles não
estavam lá e prosseguir tirando a calça e continuar seu
assunto com sua esposa.

Definitivamente permitir que continue o assunto entre


eles, decidiu quando ela começou a desabotoar a blusa e
revelou o que parecia ser um novo sutiã preto com um laço.
Lambeu os lábios avidamente quando Zoe abriu o fecho da
frente e empurrou o sutiã para os lados, revelando os seios
grandes, pálidos que ele amava tant...

— Caralho! — Ele rosnou com raiva arrumando o jeans


enquanto se dirigia para a porta do quarto, decidindo que
matar o idiota tocando sua campainha era uma prioridade.

— Toque essa maldita campainha novamente e eu vou...


— Ele começou a gritar enquanto descia a escada, apenas
para ser cortado pelo idiota que bateu novamente.

Ele de verdade mataria alguém se acordassem seus


filhos. Apressando o passo, chegou lá embaixo em tempo
recorde, atravessou o pequeno espaço para a porta da frente,
desligou o alarme e abriu a porta. Assim que abriu a porta se
viu segurando uma bolsa térmica de onde saia o cheiro mais
incrível que já sentiu.

— Onde está sua esposa? — Lúcifer perguntou


enquanto Trevor ficava ali, lutando para ignorar o aroma de
dar água na boca que foi permeando seus sentidos e
tornando difícil fazer a coisa certa e matar seu primo.

— Ummm. — Conseguiu falar, mas rapidamente ficou


difícil focar... isso era o que, bife? Sim, definitivamente era
bife que ele cheirava. Não podia esperar para...

— Ei, é bife? — Trevor ouviu Johnny perguntar lá de


cima, lembrando-lhe que ele estava em uma casa cheia de
crianças Bradford que estariam mais do que dispostas a
derrubá-lo para colocar as mãos em sua precisa bolsa de
deliciosas comidas.

— E macarrão e queijo. — Sebastian disse e ouviram o


som da primeira porta se abrindo.

— Merda!

— Você pode querer correr. — Lúcifer disse


distraidamente enquanto ficava ao lado dele, separando um
punhado de arquivos.

Matar seu primo ou salvar seu precioso alimento?

Merda!

Ninguém nunca deveria ter que fazer esta escolha!

— Sério, eu correria se fosse você. — Lúcifer disse


quando terminou de ajeitar os arquivos nos braços e olhou
para ele.

— Por que você está aqui? — Ele perguntou, já sabendo


que era tarde demais para fugir. Eles o alcançariam antes da
varanda da frente.

— Senti sua falta. — Lúcifer disse rispidamente, jogando


a desculpa ridícula que eles normalmente usavam quando
iam ao Fire & Brimstone, para foder com a cabeça dele,
devolvendo assim sua conversa fiada.

— Seu filho da...

— Obrigado. — Disse Sebastian com uma piscadela e


um sorriso quando ele mergulhou e roubou a bolsa de suas
mãos.

— Você é o melhor. — Disse Jonny, atirando-lhe uma


piscadela enquanto encontrava seu irmão e eles se
afastavam, carregando a bolsa que ele precisava de mais do
que sua próxima respiração.

— Aqui. — Lúcifer disse, pressionando algo em suas


mãos. — Isto é para Zoe. São todas as minhas informações de
banco, senhas, listas de funcionários e tudo o que ela precisa
para assumir a contabilidade do Fire & Brimstone. Zoe pode
começar na parte da manhã.

— Contabilidade? — Foi tudo o que ele conseguiu falar


com seus olhos se estreitando sobre os gêmeos que
colocavam a comida na mesa da sala de estar.

— Uh huh. — Lúcifer disse, indo para a porta. — Eu não


tenho tempo suficiente para fazer isso.

— Ok. — Ele encontrou-se dizendo quando se dirigiu


para a sala de estar onde seus filhos estavam de pé sobre a
grande variedade de pratos que faria qualquer Bradford
chorar.

Enquanto se juntava a seus filhos em um momento de


silêncio para que pudessem apreciar verdadeiramente a
generosidade que o maior idiota na terra os levou, ele não
pode se impedir de pensar se uma determinada garçonete
tinha algo a ver com isso.
— E-Eu achava que você sabia. — Disse Patrick,
tropeçando em suas palavras quando ele lançou um olhar
nervoso por cima do ombro em direção à movimentada sala
de jantar onde Rebecca, vestindo uma camisa preta do Fire &
Brimstone, estava sorrindo enquanto anotava o pedido de um
casal.

— Eu não disse que você não deveria deixá-la voltar até


sábado? — Lúcifer perguntou, mantendo o olhar fixo sobre a
pequena mulher que deveria estar lá em cima acorrentada à
sua cama.

— Sim. — Disse Patrick, engolindo em seco enquanto


ficava ali, provavelmente à espera de Lúcifer descontar sua
raiva sobre ele, mas esta noite sua raiva pertencia a uma
pessoa e apenas uma pessoa.

— Você precisa encontrar alguém para cobrir as mesas


de Rebecca. — Disse ele, mantendo os olhos focados sobre a
mulher que finalmente o viu.

— Eu acho que ela só estava tentando ajudar. — Disse


Patrick, indo rapidamente em defesa de Rebecca quando se
tornou óbvio que o olhar de Lúcifer estava fixo nela, que
apenas passou a ser a favorita da equipe.
— Tenho certeza de que sim. — Ele disse enquanto
observava como Rebecca sorria nervosa quando olhou para a
porta da frente e então rapidamente para a de trás,
obviamente debatendo qual saída salvaria sua bunda.

Nenhuma iria, mas ele decidiu deixá-la escolher o seu


destino.

Se ela fosse para a porta da frente ele a seguiria pela


porta dos fundos, a interceptaria e explicaria em grandes
detalhes o que o repouso na cama significava e se fosse para
a dos fundos então ele iria colocá-la sobre o joelho e bater em
sua bunda até que ela parasse com essa merda.

Quando Rebecca se moveu para a direita, ele se moveu


para a direita junto com ela. Sorrindo, ela estreitou os olhos
sobre ele enquanto lentamente se movia para a esquerda.
Lúcifer imitou o movimento e ela parou e mudou de volta
para a direita. Ele refez o movimento e levantou uma
sobrancelha em desafio.

Sorrindo, porque ela era a única mulher no mundo que


poderia pensar que desafiá-lo em um jogo, ela mudou de
volta para a esquerda e levantou uma sobrancelha enquanto
esperava ele imitar o movimento. Lúcifer o fez, mas depois
elevou o jogo seguindo com esse movimento. Quando Rebecca
percebeu que ele não estava brincando, ela suspirou,
murmurou um pedido de desculpas rápido para os clientes
que estava atendendo e o fez perceber que ele esqueceu a
terceira opção.
Seu escritório.

— Merda! — Ele rosnou, empurrando Patrick, que


parecia absolutamente aterrorizado e foi atrás da mulher
irritante.

Quando o viu, ela murmurou um.

— Oh, merda! — Deixou a bandeja e correu em direção


ao seu escritório. Ele estava ganhando vantagem rapidamente
e a teria pego se não fosse por uma de suas garçonetes que
entrou no seu caminho com uma careta de medo enquanto
esperava por ele explodir com ela, mas Lúcifer não tinha
tempo para essa merda.

Não quando o amor de sua vida estava esperando por


ele e não havia absolutamente nenhuma dúvida em sua
mente agora que a amava. Amava absolutamente tudo sobre
esta mulher, daquele pequeno sorriso convencido que ela
estava lançando a essa patética dança da vitória que ela
estava fazendo.

Ele a adorava loucamente.

— Por favor, não me mate, Sr. Bradford! — A garçonete


gritou quando fechou os olhos e se encolheu, esperando que
a gritaria começasse.

— Está bem. — Ele disse distraidamente quando a


pegou e colocou fora do caminho.

— Obrigado por não me matar! — Ela gritou para ele,


soando verdadeiramente agradecida por estar viva.
— Oh, merda! — Rebecca disse com uma careta quando
viu ele atrás dela.

— Corra! — Disse ele, lentamente indo atrás dela,


porque realmente não havia pressa. Mais cedo ou mais tarde,
colocaria suas mãos sobre ela e ambos sabiam disso.

Rebecca deve ter percebido isso também, porque seu


rosto ficou vermelho enquanto ela passava os olhos sobre ele,
lambendo os lábios e balançando a cabeça.

— Ok.

Com isso, ela se virou e correu pelo corredor em direção


a seu escritório. A porta mal de fechou atrás dela, quando
Lúcifer chegou. Ele abriu a porta, entrou em seu escritório e
com um grunhido escorou sobre ela batendo-a no processo.
De repente viu-se preso à porta.

— Você deveria estar lá em cima. — Disse ele enquanto


a observava abrir seu cinto.

— Você estava com pouco pessoal. — Explicou ela,


mordendo o lábio inferior enquanto se concentrava na
protuberância de seu jeans.

— E como exatamente você sabe disso? — Perguntou


ele, inclinando-se para que pudesse beijar o lado de seu
pescoço quando ela puxava o zíper para baixo.

— Porque Patrick foi no andar de cima procurando por


você. — Ela respondeu quando sentiu a calça se abrir e...

Lúcifer gemeu enquanto seus dedos passavam ao longo


do seu eixo, o deixando mais duro do que estava há alguns
segundos. Segurando a parte de trás do pescoço dela, ele
inclinou a cabeça e beijou-a, gemendo quando sentiu a
quente e macia mão ao redor de seu pau.

— Você não tem ideia do que faz comigo. — Disse,


gemendo quando ela o puxou livre e passou a mão levemente
sobre seu pau.

— Provavelmente a mesma coisa que você faz comigo. —


Ela sussurrou, sorrindo enquanto envolvia a mão em seu pau
e dava um leve puxão que arrancou outro gemido dele.

— E o que eu faço com você? — Lúcifer perguntou,


deixando os lábios permanecem contra os dela e sabendo que
não havia maneira nenhuma dele a afetar da mesma
maneira.

Ela completamente o devastava.

— Tudo. — Ela admitiu com um sorriso, dando-lhe mais


um beijo antes de lentamente ficar de joelhos e...

— Oh, merda! — Lúcifer rosnou enquanto Rebecca


realizava a fantasia que ele teve todo o tempo no mês
passado.

Ela se abaixou para o chão, passou a língua para baixo


na parte inferior de seu pau. No momento em que seus
joelhos tocaram o chão ela correu sua língua de volta até seu
pau e estava tomando a cabeça em sua boca. Lambendo os
lábios, disse a si mesmo que deveria desviar o olhar antes
que perdesse o controle, mas simplesmente não conseguia
forçar-se a ouvir.
Ele observou enquanto ela lentamente, realmente muito
lentamente, tomava seu pau em sua boca. Centímetro por
centímetro, viu como seu membro desaparecia sob aqueles
lábios rosados que estrelaram cada fantasia que tinha sobre
ela. Quando Rebecca gemeu ao redor de seu pau, tudo o que
queria fazer era virá-la, empurrar a calça para baixo e fodê-la
duro e rápido, mas as mãos correndo sobre as pernas o
mantiveram exatamente onde ela o queria.

— Misericórdia! — Ele sussurrou com a voz rouca,


deixando a cabeça cair para trás contra a porta com um
baque suave e lambendo os lábios, se perguntando se ela
estava prestes a finalmente, deixá-lo louco. Quando sentiu a
mão quente sob a camisa deslizando sobre seu estômago,
decidiu que ela definitivamente alcançou seu objetivo.

— Então, ultimamente tenho pensando nesta fantasia


com você. — Disse Rebecca em tom de conversa, enquanto
ela permitia que seu pau deslizasse livre de sua boca para
que pudesse provocar a parte inferior com a ponta da língua.

— Ah, é? — Ele conseguiu perguntar, encarando sua


língua e olhando de volta para assistir enquanto ela
continuava chupando seu pau.

— Mmmhmm. — Ela murmurou, levando seu pau para


sua boca.

— Você vai me contar sobre isso? — Ele perguntou,


gemendo quando ela deslizou a língua sobre a ponta de seu
pau.
Ela encolheu os ombros casualmente antes de dizer. —
Pensei que em mostrar a você. — Disse, fazendo-o gemer
quando usou suas palavras contra ele.

— Você realmente é má. — Disse ele com uma risada


aflita quando ela colocou a mão ao redor de seu pau e se
levantou.

— Você realmente acha isso? — Perguntou ela, piscando


os olhos inocente quando se levantou e começou a andar
para trás, mantendo a mão firme ao redor de seu pau.

— Absolutamente. — Disse ele enquanto a permitia levá-


lo até sua mesa.

Sorrindo, Rebecca tirou os sapatos passando a mão


sobre seu pau uma última vez. Colocou a mão livre ao redor
da volta de seu pescoço e puxou-o para um beijo que ele ficou
mais do que feliz em retribuir. Lúcifer estava vagamente
consciente dos sons de sua calça batendo no chão e pode ter
rosnado quando ela interrompeu o beijo durante cinco
segundos para tirar sua camisa.

No momento em que a camisa dela caiu no chão, ele a


tinha de volta em seus braços e a estava beijando. Quando
ela envolveu as pernas em sua cintura e puxou para mais
perto, seus joelhos quase caíram com a sensação do seu pau
esfregando contra sua fenda molhada.

— Este é o momento em que você faz minha fantasia se


tornar realidade. — Disse ela enquanto ele empurrava para
frente e deslizava dentro dela.
Movimentando para que pudesse deslizar dentro dela,
acertando o ângulo que sabia que ela amava, ele interrompeu
o beijo, tocou a testa dela com a sua e fechou os olhos. Todo
o resto desapareceu quando se perdeu nela. Todo o trabalho
que esperava por ele, o Fire & Brimstone, todos fora de sua
porta do escritório junto com o restante do mundo,
simplesmente desapareceram até que a única coisa que
existia em seu mundo era ela.

Empurrou dentro dela e ela colocou os braços ao redor


dele abraçando-o. Lúcifer se inclinou para trás para beijá-la e
desejou que eles estivessem no andar de cima em sua cama,
onde poderia tomar o seu tempo, beijar e lamber cada
centímetro de seu corpo. Cristo, o que não daria para correr a
língua entre sua fenda novamente.

— Christopher... — Ela gemeu passando os dedos pelos


cabelos e assumindo o beijo, garantindo que ele não durasse
muito mais tempo.

Quando ela suspirou contra sua boca, ele diminuiu suas


estocadas para que cada vez que deslizasse dentro dela, fosse
capaz de afundar seu pau maus fundo. Diminuiu seu beijo
para acompanhar o ritmo dela, saboreando cada parte de
suas línguas, a sensação de seu pau deslizando dentro dela,
onde suas paredes suaves como seda apertavam ao redor
dele, segurando seu pau melhor do que qualquer coisa antes.

Tentou fazer isso durar, mas uma semana foi muito


tempo para manter as mãos longe dela e Cristo nunca seria
capaz de manter suas malditas mãos longe novamente, mas
se perdeu quando ela gemeu seu nome. Ele abraçou-a,
empurrando dentro dela até que sentiu sua boceta apertar
seu pau uma última vez.

Tentando recuperar o fôlego, ele beijou sua testa e disse.

— Goze!
— Goze.

Ela se sentou na beirada da mesa, apoiando-se forte


contra ele enquanto desejava que seu corpo parasse de
tremer e ao mesmo tempo se perguntava se era cedo demais
para pedir-lhe para fazer isso de novo. Provavelmente apenas
a faria parecer gananciosa, decidiu enquanto tentava sentar-
se por conta própria, mas seu corpo extremamente satisfeito
não aceitava o movimento.

— Você vai fugir? — Ele perguntou, mantendo seus


braços firmemente ao redor dela, o que naturalmente teria
tornado impossível fugir, mesmo se ela tivesse a energia para
se mover, o que não tinha.

— Sim, logo farei isso. — Conseguiu dizer quando


desistiu de tentar se mover e resignou-se a um outro sermão,
surra, competição de encaradas ou o que quer que ele tivesse
planejado para ela.

— Eu preciso sentar. — Lúcifer anunciou com um


suspiro, alarmando-a compreensivelmente, pois sem ele, ela
provavelmente iria cair de cara no chão.
— Espere! — Ela ofegou enquanto tentava sentar-se por
conta própria, mas ainda estava fraca demais para conseguir.

Felizmente, Lúcifer decidiu levá-la com ele, se foi porque


tinha simpatia por sua situação atual ou porque percebeu
que ela não era capaz de soltá-lo, Rebecca não sabia e não se
importava. Quando ele se sentou no sofá, ela se estabeleceu
mais confortavelmente contra ele e fechou os olhos, ainda se
perguntando por que o idiota insensível não pensou em
deixar um cobertor em seu escritório.

Talvez devesse roubar um dos cobertores preciosos de


Melanie? Ela pensou quando deitou a cabeça em seu ombro,
fechou os olhos e...

— Já que acho que meu pai não te liberou para voltar a


trabalhar durante as duas horas em que eu estive fora, posso
assumir que você ainda deveria estar no andar de cima
fingindo estar dormindo? — Ele perguntou quando a soltou e
descansou suas mãos na bunda dela.

Sua obsessão com a bunda dela estava começando a


ficar um pouco preocupante.

— Patrick precisava de ajuda. — Ela murmurou


sonolenta, se perguntando o que ele tinha contra sonecas
pós-sexo.

— Ele tinha muita ajuda. — Disse, beijando o topo de


sua cabeça.

— Você precisa colocar uma garçonete extra nas noites


de sábado. — Ela murmurou, se movendo para ficar mais
confortável.

Lúcifer suspirou profundamente quando se moveu


debaixo dela, ainda mantendo as mãos na bunda dela,
Rebecca notou sonolenta quando começou a cair no sono,
mas é claro que deveria ter percebido que ele não terminou
ainda.

— Desde que você está, obviamente, sentindo-se melhor,


não há razão para contratar alguém novo.

— Não por algumas semanas, pelo menos. —


Concordou, na esperança de que isso desse fim a sua
pequena conversa. Ela precisava de alguns minutos de sono
antes que tivesse que se vestir e voltar lá fora, mas a maneira
como ele ficou imóvel de repente debaixo dela a disse que não
seria tão simples.

— O que acontece em algumas semanas?

— Você sabe o que acontece. — Disse ela, não


particularmente entusiasmada com a ideia de se demitir
também, mas o que mais ela deveria fazer agora?

Eles estavam namorando sério ou pelo menos, ela


estava séria sobre estar com Lúcifer, o que significava que
trabalhar para ele não era mais uma opção. Rebecca iria
realmente sentir falta do Fire & Brimstone. Adorava trabalhar
ali, amava a equipe, os clientes e o que ela fazia. Enquanto a
maioria das pessoas não considerava ser uma garçonete
como uma carreira, ela considerava.
Não se importava por nunca ficar rica fazendo isso. A
única coisa que importava era que amava seu trabalho. Ela
não poderia se importar menos com o que qualquer outra
pessoa pensasse sobre isso. Adorava trabalhar em um
restaurante e um dia, se tivesse sorte o suficiente, poderia ter
a oportunidade de gerenciar um restaurante próprio.

— Não. — Lúcifer disse, fazendo-a suspirar, porque ela


realmente não estava com disposição para esta discussão
novamente.

— Sim. — Ela disse, esperando que ele simplesmente


deixasse para lá.

— Não vai acontecer. — Disse ele, balançando a cabeça


de modo que seu queixo gentilmente roçasse o topo de sua
cabeça.

— Podemos falar sobre isso depois? — Perguntou ela,


desejando que ele deixasse o assunto.

— Não.

Suspirando forte, porque ela deveria saber que ele


dificultaria isso, enviou um pedido de desculpas silencioso
aos seus membros trêmulos e cuidadosamente saiu de seu
colo. — Eu tenho que voltar ao trabalho.

— Você não está no turno esta noite. — Ele falou


casualmente quando ela começou a procurar suas roupas.

— Você está com falta de pessoal. — Disse, pegando sua


camisa de cima da mesa apenas para franzir a testa quando
percebeu que seu sutiã não estava com ela.
— Patrick pode lidar com isso. — Disse ele, enquanto ela
continuava à procura de seu sutiã.

— Ele não pode cobrir minha seção e gerenciar o


restaurante. — Ela apontou, enquanto estava lá, mordendo o
lábio inferior quando tentava recordar a cor do sutiã que
estava usando.

— Ele vai conseguir. — Disse Lúcifer, vestindo a calça


enquanto caminhava até a mesa. Dando-lhe um olhar que
dizia o quão irritado estava, ele passou por ela e tirou o seu
sutiã do computador.

— Olha. — Ela disse, pegando o sutiã e rapidamente


vestindo-o enquanto olhava ao redor da sala a procura de sua
calcinha. — Eu não quero sair do emprego, mas...

— Então não saia. — Ele respondeu.

Desistindo de encontrar a calcinha, porque ela


aparentemente sumiu da face da terra, Rebecca agarrou sua
calça e vestiu-a.

— Não é assim tão fácil e você sabe disso. — Disse, se


perguntando por que ele tinha que tornar isso tão difícil
quando ambos sabiam que não tinha mais escolha.

— Você vai sair porque não quer que as pessoas saibam


que está dormindo com seu chefe? — Ele adivinhou.

— Exatamente. — Disse ela, vestindo a camisa, feliz por


ele finalmente entender.

Por um minuto, ele não disse nada, apenas olhou-a


daquela sua maneira irritante fazendo-a pensar que iria
discutir com ela, mas então a surpreendeu ao se afastar da
porta.

— Se é isso que você quer, Rebecca, então não vou


discutir com você.

Aliviada e mais do que um pouco surpresa por ele ter


desistido tão facilmente, ela murmurou.

— Obrigada. — Com uma careta e caminhou até a porta.

— De nada. — Disse ele, abrindo a porta do escritório


para ela, a surpreendendo ainda mais, porque realmente não
esperava que ele desistisse sem brigar.

Ela ficou aliviada por ele não tornar isso mais difícil do
que precisava ser, mas também estava desapontada por
deixá-la ir tão facilmente depois de cinco anos. Onde estava a
lealdade? A adoração?

Lúcifer poderia pelo menos fingir que sentiria falta dela,


pensou com um beicinho quando passou por ele e se dirigiu
para o corredor para que pudesse voltar a trabalhar quando
tudo que queria fazer era se virar, voltar para o escritório e
chutar sua canela, enquanto o repreendia. Ele poderia estar
bem com sua saída, mas ambos sabiam que nunca iria
encontrar outra garçonete como ela. Rebecca era uma em um
milhão e ele perceberia mais cedo ou...

Por que todo mundo a estava encarando? Ela não podia


deixar de se perguntar quando parou lá, olhando várias
garçonetes, ajudantes de garçom, um chef e o barman,
juntamente com Patrick parados ali, encarando-a como se
tivesse duas cabeças. Franzindo a testa, olhou para baixo e
encontrou tudo em ordem. Sua camisa estava
cuidadosamente arrumada, sua calça estava certa e seus
sapatos...

Ah merda.

Ela esqueceu de colocar seus sapatos de volta. Nada


demais. Ela encolheu os ombros, porque poderia ter sido
muito pior e disse.

— Eu os joguei nele. — Esperando-os acenar em


entendimento.

Patrick lhe lançou um olhar horrorizado que ela achou


um pouco exagerado.

— Você jogou sua calcinha nele? — Perguntou,


parecendo horrorizado enquanto ela ficava lá parada, dizendo
a si mesma que ele não disse o que ela pensou que ele disse.

Deve tê-lo ouvido mal, porque não havia nenhuma


maneira que... que... por que estavam todos olhando para a
direita? Ela não podia deixar de se perguntar quando
relutantemente seguiu seus olhares mesmo quando os
minúsculos pelos na parte de trás de seu pescoço se
arrepiaram em protesto, tentando avisá-la que não deveria
olhar para trás ou desperdiçar mais um precioso segundo de
pé ali. Precisava fugir tão rápido quanto suas pernas ainda
formigando iriam levá-la, mas ela não conseguia se mover.

— Você deixou isso no meu escritório, querida. — Disse


Lúcifer, chocando-a ao ponto de deixá-la em silêncio quando
ele a contornou e gentilmente colocou a calcinha lavanda que
não foi capaz de encontrar em seu bolso da frente enquanto
se inclinava e beijava seus lábios atordoados.

Quando ele se afastou, Rebecca tentou formar uma frase


coerente, mas a única coisa que saiu foi o som de raiva
sufocada. Iria acabar com a raça dele!

Ele deslocou sua atenção dela para seu público e


estreitou os olhos para o grupo aterrorizado.

— Vocês não têm trabalho para fazer? — Perguntou


naquele tom frio pelo qual era tão bem conhecido,
conseguindo romper seu choque e colocando-os para correr
tão rápido quanto humanamente possível, enquanto ela
continuava ali, absolutamente espantada com o fato de que o
bastardo finalmente conseguiu vencê-la em seu próprio jogo.

— Filho da puta. — Disse ela balançando a cabeça com


admiração quando encontrou-se virando e indo para a escada
onde o grande idiota despareceu trinta segundos depois que
ele detonou com ela.
— Filho da puta! — Ele ouviu o grito acompanhado pelo
som do que ele assumiu ser a porta de seu apartamento se
fechando.

— Uau, ela soa irada. — Disse Melanie do quarto ao


lado.

— Eu não posso imaginar o porquê. — Ele disse quando


roubou o travesseiro de Rebecca e empurrou-o para trás de
sua cabeça, decidindo que poderia muito bem ficar
confortável durante seus últimos momentos de vida.

— O que você fez? — A mulher sempre curiosa


perguntou com absolutamente nenhuma vergonha, fazendo-o
rir.

— Nivelei o campo de jogo. — Disse ele, sabendo que


sua parceira de crime iria entender.

— Ela vai te matar.

— Provavelmente. — Disse ele, sem se preocupar sobre


sua morte iminente.

— Você! — Disse Rebecca, se sufocando com a palavra


quando parou na porta, olhando para ele de uma forma que
lhe disse que suas bolas poderiam estar em perigo esta noite.

— Sim, meu amor? — Disse ele com um sorriso,


simplesmente para irritar a mulher e retribuir o favor.

— Você. — Ela repetiu, uma vez que era, obviamente,


tudo que conseguia fazer no momento.

— Há algo errado, meu amor? — Lúcifer perguntou,


copiando essa expressão inocente que ela usou com ele uma
centena de vezes.

— Você não tinha o direito. — Ela finalmente conseguiu


dizer.

— E o que exatamente eu não tinha o direito de fazer,


hum?

— Você sabe o que fez! — Rebecca respondeu,


rapidamente perdendo a paciência mais uma vez e dando-lhe
tanta alegria, porque era bastante agradável ver o jogo virar
para ela pela primeira vez.

— Eu não! — Seu público ao lado gritou.

— O bastardo teve a certeza de que todo mundo lá


embaixo descobrisse que estávamos dormindo juntos! —
Rebecca respondeu com um olhar para enfatizar suas
palavras.

— Oh. — Veio a resposta que, aparentemente, não era a


reação que Rebecca esperava.

— Que porra você quer dizer com oh? — Ela perguntou,


alternando seu olhar dele para a parede.
— Acho que eles já sabiam. — Disse Melanie, fazendo-o
franzir a testa, porque não havia maneira nenhuma de
alguém fora este pequeno trio e sua família saber sobre eles.
Tiveram o cuidado de manter uma relação profissional
quando estavam no trabalho. Não havia nenhuma maldita
maneira que alguém ter descoberto sobre eles.

Nenhuma.

— Bem. — Melanie disse, aparecendo de repente ao lado


de Rebecca na porta. — Acredito que eles descobriram cerca
de um mês atrás, quando Patrick pediu a Jon para ajudar
algumas das garçonetes a colocar o lixo para fora. Eles
avistaram vocês dois transando na caminhonete como os
pervertidos doentes que vocês são. — Explicou com um
encolher de ombros.

— De jeito nenhum! — Rebecca ofegou, desistindo de


encará-lo e dando a sua melhor amiga um olhar suplicante.
— Por favor, me diga que você está brincando.

— Desculpa. Não posso fazer isso. — Disse Melanie,


atirando-lhe um olhar curioso, enquanto ele ficava sentado
ali, processando tudo o que acabou de dizer.

— E quando você ia me dizer? — Rebecca exigiu,


estendendo a mão para apertar o braço de Melanie.

— Ai! Que porra? Eu só descobri sobre isso há poucos


dias! — Melanie disse rapidamente enquanto esfregava o
braço dolorido.
Eles sabiam, sabiam há pouco mais de um mês, ele
percebeu, o que significava...

— Lá se vai a sua razão para se demitir. — Disse ele


com um sorriso satisfeito, porque parecia que ela não iria a
lugar algum tão cedo.

— Você acha que poderia perguntar ao Sr. Bradford se


eu posso ter o próximo fim de semana de folga? — Marcy
perguntou em vez de ajudá-la a completar os saleiros e
pimenteiros, como ela deveria estar fazendo.

— Porque não pode perguntar a ele você mesma? —


Perguntou ela, incisivamente colocando um saleiro vazio na
frente da mulher, que estava muito ocupada parada fazendo
absolutamente nada.

— Achei que eu teria uma chance melhor de conseguir a


folga se você perguntasse. — Ela disse com um encolher de
ombros quando pegou o saleiro e distraidamente brincou com
ele em vez de enchê-lo e irritando Rebecca, não apenas
porque estava mais uma vez fazendo todo o trabalho, mas
porque esta era a nona vez que teve que lidar com essa
besteira hoje.

Todos e ela queria dizer todos, encontraram uma


maneira de encurralá-la esta manhã para pedir-lhe um favor
como se tivesse algum poder mágico de controlar seus
destinos, agora que estava namorando Lúcifer. Eles sugeriam
indiretamente o que queriam e quando isso não funcionava,
não funcionava mesmo, eles tentavam contar-lhe alguma
história triste para manipulá-la a pedir a Lúcifer por uma
folga, para mudar seus turnos e claro, por um aumento.

Quando não estavam tentando convencê-la a fazer seus


pedidos por eles, estavam ignorando-a, o que foi o seu melhor
momento. Sim, realmente não havia nada melhor do que ser
ignorada pelas pessoas com as quais tinha se matado de
trabalhar pelos últimos cinco anos. Sempre que a viam, eles
se afastavam, fingindo de repente achar mesas limpas e
balcões interessantes ou agiam como se ela não estivesse lá.
Namorar o chefe era a melhor coisa, pensou quando tirou a
tampa de um outro saleiro e começou a enchê-lo.

— Você vai pedir a ele? — Marcy perguntou enquanto


continuava a brincar com o saleiro.

— Não. — Ela disse, sem sequer se preocupar em se


explicar quando colocou o saleiro que estava enchendo de
volta na mesa e foi embora, deixando Marcy para fazer a
tarefa por si mesma, porque já teve o suficiente por um dia.

Ela disse a Lúcifer que isso não iria funcionar, mas o


idiota teimoso insistiu que desse uma chance. A única razão
do por que aceitou, foi que até agora, o restante da equipe
não agiu de forma diferente, uma vez que descobriram.
Aparentemente, eles estavam esperando a notícia de seu
relacionamento se tornar pública antes de decidir atormentá-
la.

— Os saleiros e pimenteiros estão cheios? — Adam, o


supervisor que ela normalmente evitava porque ele era um
idiota, perguntou quando passou por ele, lembrando-lhe o
outro problema que teve hoje.

Ela trabalhava lá a mais tempo do que qualquer um dos


outros funcionários, o que normalmente concedia-lhe a
liberdade de decidir o que e quando algo precisava ser feito,
bem como trabalhar na melhor parte do salão de jantar.
Todas essas vantagens não existiam agora, porque Adam, o
idiota real do Fire & Brimstone, esteve na cola dela durante
toda a manhã, deixando-a saber que ele não estava feliz.

Rebecca nem bateu o ponto quando Adam começou a


brigar por estar um minuto atrasada. Enquanto estava
gritando com ela na frente do resto da equipe, ele não
conseguiu se lembrar de que estava de pé na frente do
relógio, impedindo-a de bater o ponto no horário certo.
Quando lhe disse isso, ele virou-se para ela e disse-lhe para ir
pegar o lixo no estacionamento. Não era parte de seu
trabalho, mas precisava sair antes que dissesse algo que iria
se arrepender.

Quando ela voltou para dentro, ele a disse para ir


esfregar os fornos, o que também não era seu trabalho. Era
uma garçonete, não um empregado que recebe por hora e
Adam parecia ter esquecido isso, mas ela não. Planejava
totalmente receber a taxa por essas horas que trabalhou
como ajudante, que era de dez dólares por hora. Pelo menos
era o que disse a si mesma quando ele a fez esfregar as
janelas, limpar as pias no bar, encher as garrafas de ketchup,
lavar pratos por uma hora, esfregar os bancos do bar e
finalmente, encher os saleiros e pimenteiros, que eram
trabalho de Marcy.

Ela considerou dizer a Lúcifer o que estava acontecendo,


mas não era um dedo-duro e também não iria correr
chorando para seu namorado cada vez que alguém a tratasse
como lixo. Em vez disso, seria o tipo de namorada que se
demite e encontra outro emprego.

— Você encheu os frascos ou não? — Adam disse


exasperado quando ela continuou andando.

— Não. — Ela disse, com a intenção de ir lá para cima,


onde podia sentir pena de si mesma em privado. Mas Adam
tinha outros planos em mente, planos que incluíam gritar a
plenos pulmões na sua cara, anunciando para todos e
qualquer um que ela não obteria um tratamento especial por
foder o proprietário e garantindo que sua demissão seria
memorável.
— Oh, merda! — Foi sua primeira pista de que algo não
estava certo no Fire & Brimstone esta manhã. O som de
várias pessoas correndo em frente à sua porta e alguém
gritando. — Ela vai matá-lo! — Disse-lhe que ele poderia
querer ver o que estava acontecendo.

— Coma isso, vagabundo! — Ele ouviu Rebecca gritar, e


ele não ficou surpreso.

Isso claro, foi seguido por.

— Tira ela de mim! Por favor, alguém a tire de mim!

Suspirando forte, porque realmente era a última coisa


que precisava hoje, ele entrou no salão de jantar e encontrou
sua namorada tentando empurrar um saleiro na garganta de
seu supervisor, enquanto duas senhoras e um senhor de
idade, três garçonetes e Jon estavam tentando se unir na
confusão e surrar Adam.

Ok, ele tinha certeza que Jon era o único tentando


colocar um fim a isso, pois todo o restante parecia
determinado a colocar as mãos em Adam. Quando a senhora
moveu seu andador para que pudesse chutar o lado de Adam
enquanto gritava.
— Seu homem horrível! — Ele decidiu que era hora de
colocar um fim a isso.

Suspirando, ele se aproximou, agarrou Rebecca e jogou-


a por cima do ombro, mas é claro, ela não terminou.

— Não se atreva a falar comigo assim de novo, seu


cretino! — Ela gritou, fazendo-o congelar, porque Rebecca
não desperdiçava seu tempo ou energia em ficar irritada
assim, não quando poderia se vingar mais tarde.

— O que ele disse para você? — Ele perguntou em voz


baixa.

— Nada. Não importa. Apenas deixe-me descer. — Disse


ela, tentando se soltar dele, que também não era algo que
normalmente fazia.

Balançando a cabeça, porque isso era tudo o que


precisava saber. Lúcifer cuidadosamente colocou Rebecca de
pé, virou-se e ajudou Adam a se levantar. Quando Adam
abriu a boca, fosse para reclamar sobre Rebecca ou
agradecer-lhe por ajudá-lo, ele empurrou-o em direção à
porta.

— Que porra? — Adam perguntou, tropeçando para trás


e antes que pudesse endireitar-se, Lúcifer estava lá, dando-
lhe outro empurrão e depois outro até que Adam estava
cambaleando de volta para o estacionamento. Onde vários de
seus primos e irmãos estavam ao redor, tomando uma xícara
de café e parecendo genuinamente surpresos ao vê-lo
empurrando um de seus empregados.
— Você tem uma chance para me dizer o que disse a ela.
— Disse Lúcifer, dando a Adam outro empurrão.

— Ela é completamente louca! — Adam gritou,


gesticulando com raiva em direção ao prédio onde Rebecca
estava provavelmente sendo contida.

Concordando, Lúcifer lhe deu um soco, derrubando-o no


chão.

— O que você disse a ela? — Ele perguntou, seu tom


nunca mudando quando agarrou Adam pela camisa e puxou-
o de volta de pé. Assim que estava de pé novamente, Lúcifer
empurrou-o de volta.

— O que está acontecendo? — Jason perguntou quando


sua família se aproximou para ver o que estava acontecendo,
mas Lúcifer os ignorou e se concentrou no idiota se mexendo
nervoso na frente dele.

— O que você disse a ela?

— Ela não estava fazendo seu trabalho, então eu tive


uma pequena conversa com ela. Foi isso! — Adam disse,
mantendo as mãos levantadas na frente dele enquanto
tropeçava para sair do caminho do próximo soco de Lúcifer,
mas ele não se moveu rápido o suficiente.

Agarrando Adam pela camisa, ele calmamente o


levantou e empurrou-o antes de dar-lhe outra chance para
lhe dizer por que Rebecca estava irritada.

— O que você disse a ela?


— Que porra está errado com você? — Adam gritou,
limpando o sangue de seu queixo com as costas de sua mão
quando ele tropeçava para trás.

— O que você disse a ela? — Ele perguntou, movendo-se


para ir atrás dele quando Rebecca pulou entre eles e
empurrou-o de volta.

— Está bem! Eu me demito! Ele era um idiota. Agora


acabou. — Disse Rebecca, colocando a mão sobre o peito dele
como se isso fosse impedi-lo.

— O que você disse a ela? — Perguntou ele, empurrando


levemente a mão dela para que pudesse contorná-la e ir atrás
do cretino.

— Eu... — Adam engasgou, lançando um olhar


desesperado para a multidão que estava agora reunida ao
redor deles.

— Ele me chamou de prostituta. Feliz agora? — Disse


Rebecca, balançando a cabeça em desgosto quando passou
por ele e saiu apressadamente através dos espectadores
encarando Adam.

— Sinto muito! — Adam gritou, mantendo suas mãos


para cima em sinal de rendição. — Eu sinto muito!

Apertando os dentes, Lúcifer assentiu enquanto olhava


para trás a tempo de ver Rebecca passar por Jon e voltar
para dentro. Por mais que quisesse acabar com Adam com as
próprias mãos, não podia, não com Rebecca tão irritada.
Assim, foi com arrependimento real que ele seguiu atrás dela.

— Do que você a chamou? — Ele ouviu Jason dizer


lentamente quando entrou, deixando-o saber que o problema
estava sendo resolvido.

— Eu nunca gostei dele. — A senhora que chutou o


braço de Adam disse com um bufo enquanto passava por ele
lentamente com seu andador.

— Nem eu. — Ele distraidamente concordou enquanto


procurava pela pequena mulher irritada e quando não a
encontrou, praguejou e atravessou toda a área de jantar.

Ele checou seu escritório, na esperança de encontrá-la


lá, reclamando sobre Adam, mas ela não estava lá. Maldição,
rapidamente verificou o estacionamento traseiro e se
certificou de que seu carro ainda estava em sua vaga de
estacionamento, antes de correr para o andar de cima.
Quando não a encontrou no apartamento dela, ele suspirou
de alívio, porque isso significava que ela estava em seu
apartamento, o que acreditava ser um bom sinal.

Já sabendo onde ele iria encontrá-la, fechou a porta


atrás dele e se dirigiu para o banheiro, tirando sua roupa
enquanto andava. Quando abriu a porta do banheiro, quase
sorriu quando a viu de pé em seu chuveiro com os braços
cruzados sobre o peito e olhando para a parede.

Entrando no chuveiro, tentou descobrir o que dizer para


deixar as coisas melhores, mas desde que não tinha a
mínima ideia de como arruinou as coisas, se contentou em
parar atrás dela e envolver os braços ao seu redor. Ele não
disse nada e nem ela, mas sabia que não iria durar muito.

Mais cedo ou mais tarde eles iriam ter que conversar,


mas até que chegasse a hora, iria abraçá-la. Eles ficaram lá
por um longo tempo antes de Rebecca se inclinar e fechar a
água. Agarrando uma toalha, ela envolveu-a ao redor de si e
saiu do banheiro, deixando-o ali de pé tentando decidir como
deveria lidar com isso. Lúcifer não sabia se deveria se
aproximar dela como seu chefe ou seu namorado, fazendo-o
finalmente perceber por que Rebecca era tão contra eles
trabalharem juntos.

Porra.

Deveria tê-la escutado. Não que achasse que Rebecca


estava certa, porque ela não estava, mas porque não deveria
ter sido tão ingênuo em pensar que as coisas não iriam
mudar para ela. Também deveria ter demitido aquele cretino
a muito tempo, mas ele nunca realmente o irritou até hoje.

— Rebecca. — Disse ele, não querendo adiar e decidindo


improvisar.

Se ela quisesse que resolvesse isso como seu chefe,


então o faria, descobria como corrigir isso e teria certeza de
que nunca acontecesse novamente. Mas se ela quisesse que
lidasse com isso como seu namorado, então iria achar aquele
cretino e surrá-lo. Porém, conhecendo sua família,
provavelmente teria de esperar até que Adam fosse liberado
do hospital antes que ele tivesse outra chance.
— Você se importa se eu escolher o filme? — Perguntou
ela quando ele entrou na sala de estar e encontrou-a deitada
no sofá debaixo do cobertor que mantinha lá para ela e sua
toalha descartada a três metros de distância.

— Acho que nós deveríamos conversar. — Disse ele,


caminhando até o sofá.

Suspirando suavemente, ela rolou sobre seu estômago e


cruzou os braços sob a cabeça para que pudesse se deitar
confortavelmente enquanto procurava através do guia de
filmes.

— Eu não acho que há muito o que falar, não é? Eu


disse que continuar trabalhando para você era uma má ideia
e estava certa. Seu supervisor pensou que eu estava
transando com você para conseguir um tratamento especial,
ficou irritado e tentou me fazer de exemplo. Eu me demito.
Você acaba com a raça dele e agora temos uma complicação a
menos. — Disse ela com um encolher de ombros. — Não há
realmente nada para falar.

— Você não vai se demitir. — Disse ele, puxando a


toalha e jogando-a de lado.

— Eu acabei de me demitir. — Ela apontou quando


olhou uma lista de filmes de zumbis que com certeza o faria
cair no sono.

— Não. — Ele disse, levantando o cobertor para revelar


seu belo corpo aos seus olhos gananciosos. — Você não se
demitiu.
— Eu me demito. — Disse ela, perguntando-se por que
ele estava tendo um momento tão difícil em aceitar a sua
decisão de seguir em frente e encontrar um novo emprego.
Não era como se estivesse terminando o namoro com ele ou
qualquer coisa. Rebecca começaria a gastar de oito a doze
horas por dia fazendo algo diferente do que deixá-lo louco a
partir de agora. Eles ainda veriam um ao outro, mas não
tanto e talvez isso fosse o melhor.

Na verdade, essa era uma das razões do porque ela


decidiu se demitir em primeiro lugar. Não queria destruir o
que estava acontecendo entre eles porque estavam passando
muito tempo juntos. Queria dar-lhe o seu espaço e se isso
significava encontrar um novo emprego, então era
exatamente o que ela faria. Ao invés de fazer o que queria,
estupidamente deixou seu sorriso matador e a maneira que
ele tocou seu corpo convencê-la a ficar.

Entretanto, em sua defesa, realmente não pensou que


seria tão ruim. Ela achou que teria que lidar com as pessoas
perguntando constantemente se ficou louca ou preocupada
com o que eles diziam ao seu redor. O que não esperava era
toda a besteira que aconteceu hoje.
Pessoas são idiotas, ela decidiu enquanto continuava
deitada, percorrendo uma lista de filmes e sem realmente se
importar com o que assistiria desde que distraísse sua mente
das coisas por um tempo. Quando sentiu Lúcifer levantar o
cobertor de cima dela, ela suspirou, porque realmente não
estava no clima para companhia.

Ok, este era o apartamento dele, mas com Adam sendo


despedido e tudo o mais, ela achou que o Fire & Brimstone
iria mantê-lo ocupado por algumas horas. Para ser honesta,
estava realmente ansiosa para adiar o argumento que sabia
que estava por vir.

— Você não deveria estar lá embaixo? — Perguntou ela,


esperando que isso fosse o suficiente para comprar-lhe
algumas horas de paz.

— Tenho certeza que Jon tem tudo sob controle. — Ele


murmurou enquanto colocava o cobertor no sofá perto dela,
pegando-a de surpresa porque o Fire & Brimstone era o seu
bebê.

— Provavelmente há muitos clientes irritados. — Ela


apontou quando Lúcifer se ajoelhou ao lado do sofá.

— Tenho certeza de que Jon pode lidar com eles.

Ela abriu a boca para... para... bem, não tinha


absolutamente nenhuma ideia do que dizer, não quando
Lúcifer estava dando-lhe a massagem corporal mais incrível
que já experimentou. Não que tenha experimentado muitas,
mas tinha certeza, mesmo com seu conhecimento limitado
de massagens corporais, de que a massagem que ele estava
lhe dando era incrível.

— Você está bem? — Ele perguntou quando passou as


mãos para baixo pela base das suas costas.

— Eu estou bem. — Disse ela, porque realmente, o que


mais poderia dizer?

Ela estava irritada e envergonhada sobre o que


aconteceu, mas também estava deprimida sobre sua decisão
de encontrar um novo emprego e isso era imutável. Não havia
nada que pudesse fazer para mudar o que aconteceu e não
estava disposta a desistir de Lúcifer para manter seu
emprego, então não disse nada, fechou os olhos e se perdeu
no toque de Lúcifer.

— Você ainda está determinada a se demitir? — Ele


perguntou em tom de conversa, enquanto suas mãos se
moviam sobre seu traseiro.

— Você começará uma discussão se eu disser que sim?


— Perguntou ela, enquanto ele continuava a esfregar seu
traseiro.

— Não. — Ele disse, tomando seu tempo para


massagear suavemente ambos os lados. — Mas, eu pensei
que nós poderíamos negociar os termos de sua demissão.

— Por que exatamente há condições para eu me


demitir? — Ela perguntou quando ele continuou a...

— Sério, o que há com a sua obsessão pela minha


bunda? — Ela perguntou, porque ele estava realmente
começando a preocupá-la.

— Ela me acalma. — Disse ele segundos antes dela


sentir o toque de seus lábios contra a bochecha esquerda de
sua bunda.

— Minha bunda o acalma? — Perguntou ela, revirando


os olhos, porque isso era demais.

— Sim. — Ele disse, pressionando um beijo em sua


outra bochecha.

— Suas condições? — Perguntou ela, esperando distraí-


lo de sua obsessão, mas não da massagem porque ela
provavelmente o mataria se ele parasse.

— Apenas uma, na verdade. — Disse ele, voltando a


seus deveres como seu próprio massagista pessoal.

— E qual é?

— Que se você não encontrar um emprego dentro de


duas semanas você tem que voltar a trabalhar no Fire &
Brimstone. — Disse ele, parecendo completamente razoável
quando se moveu para as pernas.

— Eu vou encontrar um emprego. — Disse ela,


separando as pernas para conceder-lhe um melhor acesso
quando suas mãos deslizaram para as coxas e começou a
concentrar sua atenção em tirar a tensão de suas pernas.

— Mas se você não encontrar... — Ele disse, deixando


suas palavras sumirem enquanto suas mãos deslizaram
sobre suas coxas, até a bunda e para baixo novamente,
enviando um delicioso arrepio pelo corpo dela.

— Eu vou. — Disse ela, tentando se concentrar, mas era


um pouco difícil com Lúcifer passando suas mãos muito
talentosas sobre ela.

— Mas... — Ele começou, apenas para parar, se inclinar


e pressionar um beijo contra a base de suas costas. — Se
você não encontrar um emprego dentro de duas semanas
então você volta.

Ela suspirou.

Bem, ela tentou suspirar, mas o que saiu foi algo entre
um gemido e um lamento quando Lúcifer levemente passou
as mãos para baixo sobre seu traseiro, entre suas pernas e de
volta sobre suas coxas. Por vários minutos, Rebecca ficou lá,
tentando lembrar o que ele acabou de dizer, mas a maneira
como ele passava as mãos sobre o seu corpo tornou
impossível se concentrar.

— Então, nós temos um acordo? — Perguntou ele,


justamente quando as pontas dos dedos roçaram entre as
pernas dela enquanto iam por suas coxas, distraindo-a ainda
mais.

Um acordo?

O que porra eles estavam conversando? Perguntou-se,


separando ainda mais suas pernas em um esforço para
ajudá-lo e não porque ela era uma grande vagabunda ou algo
assim.

— Duas semanas? — Perguntou ele, beijando a base de


suas costas enquanto as pontas dos dedos traçavam sua
boceta.

Mordendo o lábio, se forçou a se concentrar, porque isso


era importante. Muito importante, pensou enquanto ele
continuava a passar os lábios contra a base de suas costas.
Lúcifer era um idiota sorrateiro, Rebecca percebeu com um
sorriso. Felizmente para ele, gostava disso nele, mas
pensando melhor, ela também era.

Quer dizer, sorrateira, não a parte do idiota.

Mordendo o lábio para esconder seu sorriso, ela se


virou, obrigando-o a inclinar-se para trás e tirar suas mãos
dela. Assim que estava deitada de costas, ela disse.

— Três semanas. — Decidindo que a melhor maneira de


lidar com ele era fazer uma contraproposta.

— Duas. — Disse ele, sem perder um segundo quando


uma de suas mãos voltou a massagear sua coxa.

— Quatro. — Disse ela, sabendo que provavelmente


teria um trabalho até então.

— Duas. — Disse ele, inclinando-se para beijá-la.

— Quatro. — Disse ela contra seus lábios, sorrindo


quando sentiu a mão pressionar contra sua boceta.
— Ok. Três. — Ele disse, beijando seu lábio inferior
quando sentiu um de seus longos e grossos dedos deslizar
entre suas dobras.

— Quatro. — Ela disse, mantendo-se firme, porque essa


era a única maneira de lidar com um homem como Lúcifer.

— Tudo bem. Quatro. — Ele concedeu, beijando-lhe o


queixo quando deslizou o dedo profundamente dentro dela.

— E então você vai aceitar a minha decisão de me


demitir? — Ela perguntou quando se abaixou e colocou sua
mão ao redor da grande ereção que precisava de sua atenção.

— Absolutamente. — Lúcifer prometeu com um sorriso


que ela não confiava muito, mas contanto que mantivesse
sua palavra e lhe desse quatro semanas para encontrar outro
emprego, ela estava disposta a fingir negociar qualquer coisa
que ele quisesse.
Uma semana um tanto

deprimente depois...
— Hora de se levantar. — Disse Lúcifer, o bastardo
surpreendentemente alegre, quando deu um tapa brincalhão
em seu traseiro.

— Ow. — Ela disse mau humorada enquanto estava lá


tentando encontrar a força de vontade para sair da cama e
passar pelo inferno que agora era sua vida.

— Onde você vai hoje? — Ele perguntou, dando um beijo


em seu ombro enquanto curvava o corpo ao redor dela e
puxava-a mais perto, até que o pau monstruoso dele estava
pressionado contra seu traseiro.

Normalmente, isso bastaria para fazê-la sorrir, mas


depois da semana deprimente que teve, não tinha certeza de
que poderia dar um sorriso de manhã tão cedo sem que as
drogas estivessem envolvidas. Felizmente, ele não podia ver o
rosto dela, então não se incomodou em tentar fingir um
sorriso, esta manhã.
— Por aí. — Disse ela, encolhendo os ombros enquanto
ficava deitada lá, tentando encontrar a força de vontade para
se levantar e enfrentar mais um dia de preenchimento de
fichas, deixando seu currículo em qualquer lugar que tivesse
um Procura-se ajudante e olhando para o telefone, esperando
ligações que nunca vinham.

— Você já se candidatou com meu tio ou cunhada?

— Eu vou fazer isso hoje. — Disse, ainda um pouco


nervosa em como ele estava sendo útil em tudo isso. Lúcifer
ainda queria que ela voltasse, o que a consolava, mas
também estava saindo do seu caminho para apoiá-la para
encontrar um novo emprego, que na verdade estava
começando a aterrorizá-la.

Quando Lúcifer sugeriu sua proposta de duas semanas,


esperava que ele fizesse tudo ao seu alcance para garantir
que ela não encontrasse outro emprego. Esperava beicinho,
uma possível oferta de um aumento e sexo, muito sexo, para
levá-la a mudar de ideia. Bem, ainda tinha muito sexo, mas
ele não lhe ofereceu um aumento, fez beicinho ou mesmo
tentou falar com ela para voltar.

Em vez disso, ele olhava os anúncios de emprego cada


manhã, circulando os postos de trabalho que pensava que ela
poderia gostar, ajudou-a com seu currículo e até mesmo fez
um grande café da manhã para dar-lhe a energia que iria
precisar para enfrentar mais um dia de rejeições. Todos os
dias, quando chegava em casa para verificar seu telefone, ele
verificava com ela, lhe trazia um lanche e se certificava que
tivesse muita Coca-Cola e chocolate Kiss Hershey para ajudar
durante a noite. Quando ficava claro que ninguém ia ligar, a
levava para um passeio, fazia seu jantar ou apenas a
segurava no chuveiro antes de terminar a noite fazendo amor
e fazendo-a esquecer de tudo ao seu redor.

Ele realmente estava sendo tão doce sobre isso, o que a


fazia sentir-se como a cadela sem coração que era. Isso
também a estava fazendo questionar sua decisão de sair. Ele
estava fazendo tudo que podia para que isso funcionasse e ali
estava ela tendo uma festa da piedade para si e preenchendo
fichas para trabalhos que não queria. Não queria um novo
emprego com novas pessoas e um novo chefe que não seria
tão divertido de irritar quanto Lúcifer era. Queria voltar para
o Fire & Brimstone e ter seu antigo emprego com as cadelas
julgadoras que tanto sentia falta.

Por mais que quisesse seu emprego de volta, não


conseguia encontrar força de vontade para engolir seu
orgulho e pedir para voltar. Rebecca não conseguia se
lembrar de ser tão miserável. Ela e seu orgulho estúpido,
pensou com uma careta quando sentiu a mão grande e
quente de Lúcifer se moldar contra o seu seio.

— Eu já te disse o quanto eu gosto de acordar com você


na minha cama? — Perguntou ele, beijando seu ombro e
aumentando a sua miséria.

— Sim — Ela disse, perto de chorar, porque ele


realmente era tão doce e ela... ela...
Oh, vamos enfrentá-lo, em comparação com ele, ela era
uma cadela sem coração!

— Você está fazendo beicinho de novo? — Ele


perguntou, rindo.

— Sim. — Ela murmurou, mesmo quando levantou a


perna para lhe dar melhor acesso enquanto sentia aquele
grande pau empurrando contra sua fenda.

Estava levemente deprimida, não morta depois de tudo,


então quando o homem incrivelmente quente que ela amava
ofereceu o uso do seu grande pau, fez a coisa educada e
gentilmente aceitou sua oferta. Gemendo, fechou os olhos e
perdeu-se no seu toque, a sensação de sua mão em seu seio,
seus lábios no pescoço dela e pela maneira como o sentia
enquanto deslizava dentro dela. Realmente não havia melhor
maneira de acordar, pensou quando se virou e colocou a mão
no quadril, esperando que ele nunca parasse.

— Você me faz sentir tão bem. — Ele sussurrou


enquanto continuava lentamente.

Sorrindo, ela virou a cabeça e esperou que ele pegasse a


dica e a beijasse. Quando seus lábios tocaram os dela,
decidiu que talvez as coisas fossem melhores hoje. Pelo
menos, era um bom começo.

— Mas...
— Mas, o quê? — Lucífer perguntou a garçonete
tentando sair de fininho para fora da seção um, a seção mais
lenta na sala de jantar.

Lambendo os lábios nervosa, ela se moveu ansiosamente


em sua cadeira, enquanto o resto de seus funcionários fazia o
possível, para não chamar sua atenção. Ele manteve seu
olhar arrasador sobre ela, esperando que continuasse
tentando escapar de sua seção de trabalho, na tentativa de
tomar simultaneamente a seção oito, a melhor seção, que era
coincidentemente a seção de Rebecca.

Quando abriu o Fire & Brimstone pela primeira vez, era


o contrário e a seção oito era a seção que todo mundo odiava
até o dia que contratou Rebecca. Ele atribuiu a ela a seção,
imaginando que poderia não causar muitos danos e com o
tempo Rebecca o surpreendeu. Dentro de alguns meses os
frequentadores começaram a pedir para sentar na sua seção.
Todos a conheciam, a amavam e sentiam falta dela.

Eles a queriam de volta e se certificavam de que Lúcifer


soubesse a cada dia. A única razão que eles não tentaram
arrastá-la de volta era porque lhes prometeu que estava com
a situação sob controle. Ele pediu-lhes um mês, mas sabia
que não demoraria muito mais tempo antes que Rebecca
voltasse com aquele sorriso malicioso dela e tomasse as
rédeas mais uma vez.

— Eu sinto falta de Rebecca. — Uma das garçonetes


murmurou, o que normalmente o teria irritado, mas desde
que sabia o quanto sua equipe estava miserável sem ela, ele
deixou passar.

Bem, ele deixou passar sem fazê-la chorar.

— Então talvez você não devesse tê-la tratado como uma


merda. — Disse enquanto olhava a prancheta em suas mãos.

Quando ela não disse nada, ele tomou isso como uma
vitória. Eles sabiam que foderam por tratá-la como uma
merda e agora estavam pagando por isso. Então novamente,
eles também estavam pensando seriamente em desistir
porque Rebecca não estava ali para agir como um
amortecedor entre ele e os funcionários por mais tempo. Pela
primeira vez em cinco anos eles foram atingidos em cheio por
seu temperamento.

Há alguns dias, eles perceberam o quão importante


Rebecca era mantendo seu temperamento sob controle e ele
também. Rebecca incomodava, provocava e o tirava do sério,
desviando sua atenção para que não levasse sua equipe à
loucura. Agora que ela se foi, temporariamente, eles
perceberam o quão importante ela era.

Eles também sentiam falta dela e lamentavam tê-la


tratado mal. Sabia disso porque os ouvia falar sempre que
passava pela sala de descanso. Eles fizeram uma suposição
sobre o relacionamento deles e não apenas isto mordeu suas
bundas, mas tinha quase lhes custado uma amizade valiosa.
Ele disse quase, porque sabia que ao longo dos últimos dois
dias eles tinham se revezado para pedir desculpas e pedir que
ela voltasse.

Desde que ajudava com seu jogo final, ele permitiu, mas
uma vez que ela voltasse, teria a certeza de que entendessem
que não dava segundas chances.

— Sr. Bradford? — Jon, seu supervisor recém-


promovido, disse, chamando sua atenção. — Há uma ligação
em espera para você.

Balançando a cabeça, entregou a prancheta para Jon e


ignorou o suspiro coletivo de alívio.

— Você pode assumir? — Ele perguntou, lançando um


olhar para sua equipe, que parecia um pouco mais feliz por
vê-lo ir.

— Sim. — Jon disse, entrando na sala para assumir.

Promover Jon foi uma boa ideia, decidiu enquanto


caminhava para seu escritório. Ele era muito respeitado entre
os funcionários e era um homem justo. Também era mais
querido do que Adam.

Fechando a porta atrás dele, sentou-se atrás de sua


mesa e pegou o telefone.

— Posso ajudar?

— É o Sr. Bradford? — A mulher na outra linha


perguntou.

— Sim. Como posso ajudá-la? — Disse ele, suspirando


quando se inclinou para trás na cadeira.
— Estou pedindo uma referência para uma de suas
funcionárias, a senhorita Rebecca Shaw. Você tem um
momento para responder a algumas perguntas? — Sorrindo,
ele respondeu.

— Sim, sim, eu tenho.


— Importa-se de tirar o seu traseiro gordo do meu
caderno de notas? — Melanie perguntou mordendo um
pedaço de torta de chocolate Hostess.

Suspirando forte, Rebecca deslocou-se para o lado,


pegou o caderno e jogou na cadela insensível.

— Obrigada! — Melanie disse alegremente quando se


inclinou pegou o caderno do chão onde caiu depois de bater
em seu braço.

— De nada. — Ela murmurou triste, sabendo que estava


sendo uma cadela e não se importava.

— Sem sorte hoje? — Perguntou Melanie, terminando o


último pedaço de sua deliciosa torta e fazendo Rebecca odiá-
la até o âmago de sua alma.

Ela realmente sentia falta da compulsão por comida


ruim em momentos como este.

— Não. — Ela disse, ainda se perguntando o que estava


fazendo errado.

Ela sabia que seu currículo não lhe daria uma posição
de CEO, mas deveria ser o suficiente para conseguir algumas
entrevistas. Até agora, não recebeu uma única ligação e
duvidava que hoje seria diferente.

— Você pode sempre trabalhar para mim. — Disse


Melanie, oferecendo-lhe um emprego por pena, o que era
doce.

— Você não precisa de mim. — Ela lembrou sua melhor


amiga irritante quando pegou o controle remoto e selecionou
um velho, mas bom filme.

— Pesadelo na Rua Elm? Realmente? — Perguntou


Melanie, balançando a cabeça em desgosto enquanto pegava
outra torta Hostess e dava uma mordida.

— Eu preciso disso. — Rebecca murmurou


pateticamente quando se sentou e se acomodou para uma
longa noite fingindo que não estava olhando para seu telefone
e esperando que tocasse.

— Por que você apenas não volta a trabalhar para


Lúcifer? Nós duas sabemos que é o que você quer. — Disse a
cadela sabichona enquanto devorava a sua torta.

— Porque…

— Porque, por quê? — Perguntou Melanie um pouco


distraída enquanto procurava outra torta entre as
embalagens vazias sobre a mesa de café.

— Apenas porque... — Disse ela, sem vontade de entrar


neste argumento de novo.

— Porque você é uma cadela teimosa com muito


orgulho e sem senso comum suficiente para perceber que
nunca será feliz em outro lugar? — Disse Melanie, com um
olhar furioso.

— Eu realmente odeio você. — Ela disse, decidindo que


se Melanie conseguisse encontrar outra torta, iria tirá-la dela
e pisaria em cima.

— Você me ama e sabe disso. — Disse Melanie com um


suspiro e um encolher de ombros, enquanto desistia de sua
busca por mais comida e voltava sua atenção para seu
caderno.

— Você tem sorte que eu a ame. — Ela disse quando


olhou para seu telefone e sentiu seu estômago afundar
quando viu que não tinha nenhuma ligação não atendida.

— É isso que eu digo a mim mesma todos os dias. —


Disse Melanie com um sorriso e uma piscadela com o único
propósito de tentar fazê-la esquecer que ninguém estava
ligando.

Sentindo-se ainda mais deprimida do que estava essa


manhã, jogou o telefone de lado e forçou sua bunda
preguiçosa a se levantar.

— Vou para o banheiro. Deixe-me saber se alguém ligar.

— Ok. — Melanie murmurou, já perdida em qualquer


código que estava trabalhando.

Decidindo que o tema da noite seria autopiedade, ela


passou por cima de Mojo, que adormeceu a seus pés na
esperança de que Melanie partilhasse sua comida com ele,
caminhou até o banheiro, repassando em sua cabeça todas
as conversas que teve hoje. Ela foi educada, sorriu e tomou
seu tempo preenchendo todas as fichas. Então, por que
ninguém ligava?

Fechando a porta do banheiro atrás dela, ela caminhou


até a pia, olhou para seu reflexo no espelho e...

Gritou um tanto histericamente.

— Posso lhe fazer algumas perguntas sobre Rebecca


Shaw?

Ele suspirou forte para efeito.

— Eu não acho que minha esposa gostaria que eu


falasse sobre ela. Não com o julgamento tão próximo.

— Desculpe? — Veio a resposta confusa depois de uma


pausa pesada.

— Eu também, mas se você está ligando para que eu


desista das acusações, receio que está sem sorte. Minha
esposa está determinada a levar isso até o fim.

— Eu-eu só estou pedindo uma referência.

— É assim que começa. Ela vem com este adorável


pequeno sorriso, currículo cuidadosamente digitado e então
antes que você perceba, está tentando se lembrar da palavra
segura e esperando que sua esposa não descubra onde todo o
azeite está indo. — Disse ele enquanto verificava a agenda da
próxima semana, vendo se alguma mudança precisava ser
feita.
— Acho que eu vou desligar agora... — A mais recente
interessada no currículo de Rebecca sussurrou nervosa.

— É provavelmente o melhor. — Ele concordou, clicando


em salvar.

Satisfeito por ter salvo Rebecca de cometer um erro


terrível, empurrou sua cadeira para trás e deixou seu
escritório. Era hora de verificar a mulher teimosa e certificar
se de que não ofereceram a ela nenhum trabalho na cidade,
porque se o fizeram, então teria que descobrir uma maneira
de fazê-la ser demitida antes de seu primeiro dia.

Até agora, a ajudou a escapar de cinco perspectivas de


empregos. Ele não estava contando os empregos que
ameaçou seus parentes para não lhe dar. Eles o conheciam
bem para fazer algo que iria encorajá-lo a concentrar sua
atenção sobre eles. Enquanto tio Jared normalmente levaria
qualquer ameaça de vingança como um desafio, ele sabia
exatamente do que Lúcifer era capaz. Enquanto a maioria de
seus irmãos e primos tentariam incomodar seu tio, ele
normalmente tomava a rota mais sutil e encontrava uma
maneira de transformar a vida de alguém, ao ponto que sua
vítima começaria a se perguntar se estavam ficando loucos.

Não tomava atalhos, não como seus primos. Quando


fazia algo, dava o seu melhor e seu tio sabia disso. E era por
isso...

Isso era um grito?


— Merda! — Ele falou enquanto corria pela escada
direto para a porta do apartamento. Não se incomodou em
bater uma vez que nunca estava trancado nos dias de hoje.
Jurou que se aquele maldito cão derrubou Rebecca em sua
adorável bunda mais uma vez iria...

— Pare de gritar! — Melanie gritou.

— Que porra você quer dizer com pare de gritar? —


Rebecca gritou de volta.

— Porque você está me enlouquecendo!

— Enlouquecendo? Você está louca, mulher? O que


porra você espera que eu faça? — Rebecca gritou, histérica.

— Eu não sei! — Melanie gritou de volta ao mesmo


tempo em que ele dava um passo atrás dela na porta do
banheiro.

— Você não sabe? — Rebecca perguntou, acenando ao


redor de um bastão branco espesso. — Claro que eu estou
surtando!

— Que porra está acontecendo? — Ouviu-se


perguntando, mal percebendo que as mulheres estavam
completamente imóveis ou que Mojo se juntou a eles. A única
coisa que sabia era que estava olhando para um teste de
gravidez.

Engolindo em seco, disse a única coisa que ele poderia


pensar.

— Rebecca?
— Hmm? — Ela disse, ainda segurando o bastão no ar.

— Isso é positivo? — Ele conseguiu dizer, enquanto era


forçado a agarrar-se a porta, quando pontos negros
começaram a dançar ao longo de sua visão.

— O que é agora? — Perguntou ela com uma careta.

— Oh, Deus. — Veio a resposta abafada de Melanie


quando escondeu o rosto entre as mãos e encostou-se à
porta.

— O teste... — Disse ele, perguntando-se quando a


respiração se tornou tão difícil. — É positivo?

— Oh. — Disse ela, piscando enquanto olhava para o


teste que estava segurando em sua mão. — Umm, não? —
Disse ela abaixando a mão e tentando lançá-lo discretamente
no lixo, mas tinha pontaria terrível.

— Porra!

Ele atingiu a borda da lata de lixo, se recuperou e caiu


no chão entre eles. Engolindo em seco, olhou para o teste e
apertou a mandíbula com força.

Positivo.
— O que ele está fazendo agora? — Melanie sussurrou,
escondendo-se atrás dela enquanto Rebecca abria a porta do
banheiro um pouco mais e colocava a cabeça para fora.

— Ainda vasculhando o meu quarto. — Ela sussurrou


de volta.

— Por que ele está vasculhando o seu quarto? —


Perguntou Melanie, fazendo-a revirar os olhos.

— Como porra vou saber? — Perguntou ela, segundos


antes que fosse forçada a empurrar Melanie de volta quando
Lúcifer de repente saiu de seu quarto, para que ela pudesse
fechar a porta do banheiro e bloqueá-lo.

— Isso é ruim. — Melanie murmurou, afirmando o


óbvio.

Em algum momento nos últimos vinte minutos o seu


então, namorado ficou louco. Assim que viu o resultado
positivo do teste ele assentiu para si mesmo várias vezes,
ficou pálido, hesitou em seus pés um pouco, murmurou algo
sobre New Hampshire e saiu, lhe assustando. Desde aquele
momento especial que os aterrorizou, ele ficou um pouco...
louco. Quando não estava vasculhando seu quarto, estava
invadindo sua cozinha e resmungando algo sobre a
necessidade de sustento com a ajuda de Mojo, o pequeno
traidor que outrora era considerado seu pequeno doce bebê.

Falando de bebê...

Ela cruzou os braços sobre o peito, virou-se para


enfrentar a mulher que começou tudo, levantou uma
sobrancelha e disse.

— Explique.

Melanie tremeu o lábio inferior quando disse.

— Eu não posso.

— Sim, você realmente pode.

— Eu realmente não posso. — Disse Melanie,


encostando-se ao balcão.

— Oh, eu realmente acho que você pode. — Ela disse,


estreitando os olhos na mulher que enlouqueceu seu
namorado, um trabalho que era dela por direito.

Olhando para seus pés, Melanie balançou a cabeça.

— Eu realmente não posso.

— Ele acha que eu estou grávida, Melanie. — Ela


lembrou.

— Eu sei. — Disse Melanie, soando absolutamente


miserável.

— Então, comece a falar. — Disse Rebecca, supondo que


elas tinham dez minutos antes de Lúcifer derrubar a porta e
levar o seu colapso mental para o próximo nível.
— Não há nada para falar. — Disse Melanie e tanto
quanto odiava empurrar sua melhor amiga para falar sobre
alguma coisa antes que estivesse pronta, agora ela não tinha
escolha.

— Esse teste de gravidez diz o contrário. — Disse ela,


encostando-se contra a porta. — Quem é o pai?

— Eu não estou pronta para falar sobre isso.

— Eu nem sabia que você estava namorando alguém. —


Disse Rebecca, ouvindo Lúcifer passar pelo banheiro e voltar
para seu quarto. Os sons de Mojo o seguindo alguns
segundos mais tarde.

— Eu não estou. — Disse Melanie, balançando a cabeça.


— Foi uma coisa de uma vez. Eu nem sequer falei com ele
desde que aconteceu.

Ela digeriu isso por um minuto antes de perguntar.

— Você vai contar a ele?

— Quando eu estiver pronta. — Disse Melanie e ela não


tinha que perguntar se ela ficaria com o bebê. Havia apenas
algumas coisas sobre as quais você não tinha que falar
quando se tratava de sua melhor amiga.

— Terei que contar a Lúcifer. — Disse ela, suspirando


quando ouviu o que soou como se ele vasculhasse sua mesa.
Não tinha absolutamente nenhuma ideia do que ele estava
procurando, mas o que quer que fosse, não podia ser bom.

— Eu sei. — Disse Melanie, calmamente.


— Você sabe que eu estarei aqui quando você estiver
pronta para falar, certo? — Disse, lembrando Melanie que ela
sempre estaria lá por ela, mesmo sendo em tal circunstância.

Melanie olhou para ela e piscou.

— É este o nosso momento Hallmark?

— É. — Disse Rebecca, suspirando forte.

— Devemos tomar uma xícara de chá, nos abraçarmos e


chorar com Michael Bolton tocando no fundo?

— Nós deveríamos. — Disse Rebecca solenemente.

Rindo, Melanie se afastou da pia e puxou-a para um


abraço.

— Desculpe por não ter contado.

— Você deveria. — Disse ela, devolvendo o abraço. —


Está feliz?

— Aterrorizada. — Melanie admitiu com uma risada


nervosa. — Mas sim, eu estou animada sobre isso, mesmo
que ainda não sinta que é real.

— Bem, não vai até que você esteja do tamanho de uma


baleia. — Rebecca apontou, porque ela era tão prestativa.

— Cadela. — Disse Melanie, rindo enquanto ela


alegremente empurrava-a para longe.

— Puta. — Disse Rebecca, suspirando forte enquanto


elas voltavam sua atenção para a porta trancada.
— Só os iguais se reconhecem. — Disse Melanie,
agarrando-lhe a mão e dando-lhe um aperto.

— Você vai comigo quando eu o visitar no asilo de


loucos? — Perguntou ela.

— Não. — Disse Melanie, balançando a cabeça


lentamente enquanto soltava sua mão para que pudesse
empurrar Rebecca para a porta.

— Cadela. — Disse ela, suspirando enquanto


relutantemente abria a porta, sabendo que seria melhor se
ela explicasse tudo para Lúcifer antes que fosse tarde demais.

Abrindo a porta, ela respirou fundo e...

— Quem é o pai? — Lúcifer exigiu, parecendo


incrivelmente irritado.

— Eu sinto muito. O que é isso agora? — Perguntou


Rebecca, trocando um olhar nervoso com sua parceira de
crime.

Olhando para Melanie, ele repetiu.

— Quem é o pai?

— Que porra você está falando? — Rebecca, sempre fiel


à amiga, perguntou quando saiu em defesa de Melanie.

Ele apontou para as paredes e lembrou-lhes.

— Paredes finas como papel.


Rebecca encolheu os ombros quando ela passou por ele
ou pelo menos tentou, mas ele não terminou.

— Parabéns. — Disse a Melanie, mas seus olhos


estavam fixos em Rebecca.

— Hum, obrigada? — Disse Melanie, deslocando-se


nervosa. — Existe alguma chance de eu sair?

— Você vai me dizer quem é o pai para que eu possa


enchê-lo de porrada? — Perguntou, sem tirar os olhos de
Rebecca, que agora estava olhando para ele.

— Isso é doce, mas não. Posso lidar com isso sozinha. —


Disse Melanie, suspirando de alívio quando ele balançou a
cabeça e afastou-se para que ela pudesse sair. Depois que ela
se foi, ele deu um passo para dentro do banheiro, não dando
a Rebecca nenhuma outra escolha senão dar um passo atrás
para que pudesse fechar a porta atrás dele e trancá-la.

— Existe uma razão que você me mantenha refém em


meu banheiro ou isso é parte de seu colapso nervoso? — Ela
perguntou com um olhar que provavelmente combinava com
o dele.

— Provavelmente é parte do meu colapso nervoso. —


Admitiu ele, mudando sua atenção para o armário de
remédios.

— O que exatamente você está procurando? — Ela


perguntou enquanto ele procurava a única coisa que lhe
devolveria sua sanidade.
— Eu vou deixar você saber quando eu encontrar. —
Disse ele, fechando o armário de remédios e voltando sua
atenção para as gavetas debaixo da pia.

— Se você está procurando medicamentos


antipsicóticos, você está sem sorte. Eu esmaguei o último
comprimido esta manhã e polvilhei no meu café da manhã
sem glúten. — Ela disse enquanto ele lutava para manter a
calma.

— Espertinha. — Disse ele distraído quando empurrou


de lado uma caixa de absorventes e...

Suspirou quando encontrou o que estava procurando.


Agarrando a caixa rosa, fechou a gaveta e se forçou a
respirar. Lambendo os lábios, ele se virou e segurou a caixa
para ela.

— Eu preciso que você faça isso. — Disse ele, segurando


o teste de gravidez para Rebecca, que lhe deu uma folga e
pegou o teste dele sem um argumento.

— Eu não estou grávida. — Ela disse com um encolher


de ombros impotente.

— Então você não se importaria de fazer este teste. —


Disse ele, abrindo a porta do banheiro e saindo para o
corredor quando tudo que queria fazer era ficar com ela, mas
sabia que apenas o chutaria se tentasse essa merda.

— Eu não estou grávida! — Ela gritou através da porta.

— Faça o teste, mulher! — Ele gritou de volta,


esfregando as mãos pelo seu rosto enquanto ficava lá
parado, tentando descobrir como iria lidar com isso, caso que
o teste desse positivo.

— Bem!

— Ela toma pílulas. — Melanie disse enquanto passava


por ele, carregando um saco de doces com ela.

Lúcifer já sabia disso, mas precisava ter certeza de que


tudo estava bem. Ver o teste de gravidez em sua mão o tinha
aterrorizado, porque não estava pronto para isso. Não havia
dúvida em sua cabeça que queria estar com Rebecca e que
iria fazer a coisa certa, se o teste desse positivo, mas um
bebê?

— Será negativo. — Disse Rebecca com uma voz


monótona quando ela abriu a porta e caminhou em direção a
seu quarto.

Ele esperava para caramba que ela estivesse certa,


porque não tinha certeza de que eles estavam prontos para
um bebê. Eles apenas estavam juntos por alguns meses e
sabia que provavelmente fazia dele um idiota, mas estava
esperando ter mais tempo com ela antes que tivesse que
compartilhá-la.

Esfregando as mãos pelo rosto, ele se afastou da porta e


entrou no banheiro, decidindo que não havia nenhum ponto
em adiar isso. Quanto mais se aproximava do bastão branco
em cima do balcão, mais pesado ele sentia suas pernas.

Ela estava tomando pílulas, lembrou a si mesmo quando


fechou os olhos e respirou fundo. Eles teriam que começar a
usar preservativos, decidiu enquanto respirava fundo outra
vez. Ele abriu os olhos e viu-se olhando para as oito letras
que piscavam na pequena tela dizendo-lhe que não precisa se
preocupar com a compra de preservativos.
— Então, o que exatamente você estava tentando
encontrar vasculhando o meu quarto? — Ela perguntou
quando olhou para a bagunça que era seu quarto e realmente
desejava que pudesse culpá-lo por isso, mas infelizmente,
parecia que ele limpou toda a bagunça que causou quando
vasculhou seu quarto.

Eles realmente precisavam discutir a possibilidade de


TOC um dia, ela pensou, mesmo enquanto se perguntava se
poderia convencê-lo a organizar o resto de seu quarto. Talvez
se ela fosse muito boa para ele, ele...

— É positivo.

— O quê? — Ela perguntou distraidamente enquanto


olhava para sua cama bagunçada.

— O teste. — Ele disse suavemente. — É positivo.

— Isso não é engraçado. — Disse ela, rezando para que


estivesse brincando, mas o problema era que ele nunca iria
brincar com algo assim.

— Eu não estou rindo. — Ele disse suavemente, ali de


pé, olhando completamente perdido e fazendo-a suspirar,
porque obviamente leu o teste errado.
— Você provavelmente só leu errado. — Ela apontou,
dando-lhe um sorriso tranquilo enquanto ia de volta para o
banheiro. — Não é grande coisa.

Ela deveria ter esperado pelos resultados do teste,


percebeu quando cuidadosamente passou por cima de Mojo,
que aparentemente desistiu de chegar à cozinha e se deixou
cair no chão do corredor para conservar sua energia. Ela
entrou no banheiro e pegou o teste. Assim que o tinha na
mão, caminhou de volta para o quarto dela, suspirando
quando Mojo a obrigou a esperar para que ele pudesse
lentamente virar para outro lado.

Enquanto ela estava lá parada, à espera de Mojo para


terminar o impossível, não podia deixar de se perguntar como
eles acabaram ali. Sua melhor amiga estava grávida e não
tinha absolutamente nenhuma ideia de que ela estava mesmo
vendo alguém, o que a fez perceber o quão egoísta foi
ultimamente. Estava tão envolvida com Lúcifer e tudo mais
acontecendo em sua vida que esqueceu de certificar-se de
que sua melhor amiga estivesse bem.

Melanie estava grávida, pensou, lentamente exalando e


balançando a cabeça com espanto, porque não parecia real.
Uma delas não deveria estar em pânico? Porque isso parecia
um momento para entrar em pânico, mas ela simplesmente
não conseguia envolver sua cabeça ao redor disso. Talvez
uma vez que Melanie começasse a vomitar dia e noite ou se
tornasse uma cadela maldita que andaria gingado em todos
os lugares que iria finalmente ser real.
Este provavelmente seria o tempo em que elas entrariam
em pânico, porque não estavam prontas para isso e sim,
estavam juntas nessa. Melanie era sua melhor amiga e
praticamente a única família que tinha. Ela precisaria de
ajuda e mesmo que Rebecca não tivesse absolutamente
nenhuma ideia de como trocar uma fralda, ela estaria ali ao
seu lado.

O pequeno e descontente grunhido informou que Mojo


desistiu e estava pronto para permitir sua passagem. Depois
de inclinar-se para acariciá-lo atrás das orelhas,
cuidadosamente passou por cima dele e voltou para seu
quarto, onde ela deixou Lúcifer à beira de outro colapso
nervoso.

Entrando no quarto, ela lhe deu um sorriso tranquilo


quando ela levantou o teste de gravidez e...

— Oh, que porra... — Ela disse, balançando a cabeça em


desgosto quando se virou e caminhou para fora do quarto. —
Quantos anos têm esses testes de gravidez?

— O quê? — Perguntou Melanie com uma careta quando


ela apareceu, segurando uma colher e uma bacia de massa
de biscoito de chocolate cru.

— Os testes de gravidez. Qual a validade? — Ela


perguntou, segurando o teste de gravidez com defeito.

— Eu só comprei ontem. Por quê? — Melanie perguntou


enquanto comia uma colher de massa de biscoito.
— Porque eles estão com defeito — Disse ela,
balançando a cabeça enquanto abaixava a mão para o lado
dela.

— Não, eles não estão. — Disse Melanie, franzindo a


testa em confusão.

— Sim, eles estão. — Disse ela, porque claramente o que


estava em sua mão estava quebrado.

Lembrando-se que ainda havia uma boa possibilidade


de que ela não tinha permissão para bater em Melanie nos
próximos nove meses, se forçou a tomar uma respiração
profunda, calmante, porque obviamente, Melanie não estava
vendo o grande quadro aqui.

— Eles não funcionam. — Disse ela.

— Sim, eles fazem!

— Não, não! — Ela gritou de volta, ficando mais irritada


a cada segundo.

— Como porra você sabe? — Melanie finalmente


perguntou, percebendo que elas não estavam indo a qualquer
lugar com isto.

— Porquê de acordo com este teste, estou grávida. — Ela


disse em exasperação quando levantou o teste branco que
mal estava resistindo à vontade de jogar contra a parede.

Os olhos de Melanie se arregalaram com o anúncio


enquanto sua boca trabalhava silenciosamente por alguns
segundos antes que finalmente conseguisse um suspiro,
— Sua puta!

— Então você rola cuidadosamente o preservativo para


baixo da banana. — Melanie disse brilhantemente quando
terminou de rolar o preservativo que ela aparentemente se
esqueceu de usar, em uma banana grande, enquanto ele
estava ali ao lado de Rebecca, olhando para ela.

— Não. É. Engraçado. Porra. — Ele disse, imaginando


como Rebecca conseguiu resistir ao impulso de torcer seu
pescoço.

— Cadela. — Rebecca acrescentou com um brilho


próprio.

— Você quer que eu faça isso de novo? — Melanie


ofereceu, sorrindo enquanto pegava outro preservativo.

Em vez de lhe responder, ele estendeu a mão e agarrou


a banana da mão dela. Puxando o preservativo para fora,
jogou de lado, descascou a banana e deu uma grande
mordida, o tempo todo olhando para a mulher que estava
sentindo um grande prazer em sua queda.

— Então. — Melanie disse brilhantemente enquanto


juntava as mãos. — Sobre o que vamos falar?

Eles simplesmente a olharam até que ela entendeu o


recado, jogou o preservativo de volta no balcão da cozinha
com um suspiro e murmurou.
— Desmancha prazeres. — Antes que ela voltasse para
seu sofá precioso. Enquanto ele estava ali ao lado de Rebecca,
olhando para os armários da cozinha, percebeu que não tinha
absolutamente nenhuma ideia do que deveria dizer a ela.

Ele não sabia se Rebecca estava feliz, assustada ou


chateada desde que ela decidiu se fechar, uma vez que
Melanie explicou que tinha ido ao médico na manhã de ontem
para confirmar os resultados do teste. Ele olhou para o
relógio sobre o fogão e percebeu que passou quarenta
minutos desde que ela percebeu que a leitura positiva podia
estar correta.

— Alguma chance de que Aidan esteja disposto a me ver


hoje? — Perguntou Rebecca, parecendo chateada.

Então, ele teve sua resposta.

Ela estava definitivamente chateada.

Grande, a única resposta que ele não tinha


absolutamente nenhuma ideia de como lidar, mas pelo menos
ela tinha dado algo para fazer além de ficar de pé, tentando
não entrar em pânico.

— Ele vai nos encaixar. — Lúcifer garantiu, jogando a


casca da banana no lixo.

— Bom. — Disse rigidamente com a cabeça enquanto se


dirigia para a porta. Fez uma pausa. — Você vem conosco? —
Perguntou a Melanie, que agora estava perdida no mundo dos
códigos de computador.
— Para ver esse imbecil irritante, que obviamente
deixaram cair de cabeça quando criança? — Ela perguntou,
sem se preocupar em olhar por cima de seu computador.

— Esse seria o único. — Disse Rebecca, parecendo


distraída enquanto ele estava ali sentindo como se tivesse
sido atropelado por uma carreta.

— Sim, eu estou bem. Obrigada.

Concordando, Rebecca virou-se sem dizer uma palavra e


saiu pela porta. Tomando uma respiração profunda, ele
caminhou atrás dela.

— É melhor eu ver um anel no dedo até o final da


semana! — Melanie disse para ele.

Não respondeu quando fechou a porta atrás dele,


porque não havia mais nada a dizer. Se esse teste desse
positivo, colocaria a certidão de nascimento que encontrou no
quarto dela em bom uso e faria uma viagem até New
Hampshire em apenas uma questão de horas.
— Está tudo bem, — Lúcifer disse, colocando-a de volta
na cadeira e a ajudou a inclinar para frente. — Apenas
respire.

Balançando a cabeça, ela tentou se acalmar, tentou


respirar fundo, mas cada vez que tentava ficava vendo o teste
de gravidez dizendo que estava grávida. Isso foi perto, muito
perto, ela percebeu, fazendo com que o pânico que se instalou
no caminho ficasse pior.

Rebecca era uma garçonete solteira, desempregada sem


seguro, sem perspectivas de emprego e absolutamente
nenhuma ideia de como trocar uma fralda! Não estava pronta
para ter um bebê ainda. Nem mesmo perto. Ainda estava
tentando se ajustar ao relacionamento e... e...

— Tudo ficará bem. Foi um falso positivo, querida. —


Lúcifer disse enquanto se ajoelhava ao lado dela e a
abraçava. Ela abriu a boca para lhe dizer que sabia que tudo
ficaria bem, mas nada saiu, então se abaixou balançando a
cabeça com urgência, rezando para que ele entendesse.

— Essas coisas acontecem, Rebecca. — Aidan garantiu


a ela, ficando de joelho do seu outro lado. — Às vezes, os
testes caseiros dão um falso positivo. É raro, mas acontece.
Ainda incapaz de falar, ela resolveu assentir.

— Você está bem? — Lúcifer perguntou enquanto


beijava o topo de sua cabeça, provavelmente esperando que
ela não fosse começar a hiperventilar e gritar sobre lenços
umedecidos e fraldas Huggies, novamente.

Ela balançou a cabeça, não tendo certeza se estaria bem


novamente.

Isso foi perto, muito perto, ela disse a si mesma,


decidindo que a partir deste momento, iria abster-se de sexo
pré-conjugal. Então, novamente, uma vez que ter um anel em
seu dedo não iria salvá-la da dor insuportável de empurrar
um pacote de quatro quilos de alegria para fora de seu corpo
e ter que aprender a trocar uma fralda, decidiu que talvez
fosse a hora de se juntar a um convento.

A única coisa que a impedia de fazer exatamente isso,


era o conhecimento de que o resto das freiras se voltariam
contra ela em um dia ou dois, quando se tornasse
dolorosamente óbvio que o voto de silêncio não funcionaria
com ela. Desde que a morte por raiva não era exatamente
atraente, apenas teria que jurar ficar completamente sem
sexo, decidiu.

O sexo simplesmente não valia o sofrimento de descobrir


como e por que viu tantos pais ao longo dos anos, vomitar
quando eles tentavam trocar uma fralda. Era definitivamente
algo que ela poderia viver toda a sua vida sem experimentar
em primeira mão.
Claro que com Melanie tendo um bebê havia
provavelmente uma boa chance de ser forçada a enfrentar
seu medo, pensou apenas para decidir que ela se ofereceria
como babá somente após o bebê ser treinado a usar o
banheiro. Era definitivamente o melhor, decidiu mesmo
quando tentou descobrir como daria a notícia a Lúcifer de
que levaria uma vida de celibato.

Ele não iria gostar da ideia, mas novamente, Rebecca


realmente não poderia culpá-lo desde que ela provavelmente
era a melhor que ele já teve. Uma vez que percebesse que não
poderia tê-la novamente, provavelmente entraria em uma
depressão profunda antes de chegar à conclusão de que uma
vida de celibato era a única maneira de viver. Em seguida,
eles poderiam passar suas noites jogando Tetris e
relembrando como costumava ser bom.

— Há sempre uma chance de engravidar, por mais


reduzida que possa ser, com o controle de natalidade. A
melhor maneira de evitar uma gravidez indesejada é a
utilização de preservativos, além da pílula. — Aidan explicou,
fazendo-a suspirar em resignação, porque também havia isso.

Ela supôs que era o caminho a percorrer desde que ela


provavelmente não teria tido a coragem de negar a Lúcifer o
prazer de...

— O que está acontecendo nessa sua mente tortuosa? —


Perguntou Lúcifer, cortando seus pensamentos benevolentes
e fazendo-a perceber que em algum momento nos últimos
minutos, ele tinha parado de segurá-la e começou a observá-
la.

— Nada. Por que você pergunta? — Ela perguntou,


querendo saber se deveria deixá-lo saber o quão perto ele
chegou de levar uma vida de celibato para que pudesse
agradecê-la.

— Porque eu conheço esse olhar.

Ela piscou.

— Que olhar?

Em vez de lhe responder, Lúcifer ficou de pé, com o


cuidado de manter os olhos sobre ela quase como se ele não
confiasse nela.

Isso doeu ... isso realmente doeu.

— Algum de vocês tem alguma dúvida? — Aidan


perguntou quando ele revisou o gráfico e assinou no final.

— Não. — Ela disse, olhando para Lúcifer enquanto


pensava em mostrar a língua para o bastardo paranoico.

Aidan assentiu enquanto fechava a pasta e a jogava


sobre o balcão antes de voltar sua atenção para Lúcifer, que
ainda estava olhando para ela atentamente.

— Esta noite você está trabalhando? — Perguntou


Aidan, já se movendo enquanto ela se sentava lá lutando para
superar o maior susto de sua vida.

— Patrick está escalado para trabalhar. — Lúcifer disse,


soando entediado.
De verdade? Será que nenhum deles se importa quão
perto ela chegou de reencenar a cena de Alien? Bastardos
egoístas, pensou, balançando a cabeça em desgosto até que a
ação fez sua cabeça recomeçar a girar.

— Então venha jantar hoje à noite. — Disse Aidan,


realmente fazendo-a se perguntar quantos pacientes
tentaram chutar sua bunda.

— Tudo bem. — Lúcifer disse, soando um pouco


distraído, o que explicaria por que cedeu tão facilmente a algo
que ele normalmente tentava evitar.

Não que ela soubesse o porquê.

Se ela tivesse uma família que quisesse vê-la...

Bem, tinha a família de Melanie, que sempre a tratou


como uma dos seus, mas não era o mesmo. Eles a amavam e
sempre a incluíam em jantares de família, feriados e
aniversários, fizeram-na sentir-se bem-vinda, mas eles nunca
chamaram sua atenção por seus erros, nunca disseram a ela
quando estava fazendo besteiras como faziam com Melanie.
Não que normalmente reclamasse quando isso significava que
ela poderia participar da diversão e tormento de Melanie, mas
seria bom pertencer, realmente pertencer.

Depois, havia a sua família...

Eles a evitavam a todo custo e pareciam estar se


desviando para que soubesse que não era importante para
eles. O que era bom para ela, porque preferia não ter de lidar
com eles por qualquer motivo.
— Você acha que você pode caminhar até a
caminhonete? — Perguntou Lúcifer, empurrando seu cabelo
para fora do caminho para que ele pudesse ver seu rosto.

Ela provavelmente poderia, mas...

— Eu preferiria ser carregada. — Disse ela com um


suspiro, uma vez que sentiu que mais do que merecia após o
susto que ele deu nela.

— Você vai vomitar, se tentar andar. — Ele adivinhou


corretamente.

— Sem dúvida.

— Você pode se sentar? — Ele perguntou, esperando


que ela dissesse não, porque não tinha certeza se estava
pronto para ir para dentro e lidar com sua família, suas
perguntas e as besteiras que eles falariam por trazer Rebecca
com ele.

— Provavelmente. — Veio a resposta abafada enquanto


Rebecca continuava traçando distraidamente círculos na
perna que ela estava usando como travesseiro.

Não que estivesse reclamando uma vez que lhe deu uma
razão para sentar. Eles provavelmente perderiam o jantar,
mas talvez fosse o melhor. Preferia manter essa conversa fora
de seu caminho para que pudesse voltar para o Fire &
Brimstone e tirar sua mente das coisas por um tempo.
— Você está bem? — Perguntou ela com um suspiro
quando desistiu de brincar com o joelho e rolou em suas
costas.

Olhando pela janela, ele assentiu.

— Estou bem.

— Você não disse nada sobre o que aconteceu. — Ela


apontou, puxando os joelhos para ficar mais confortável no
banco de sua caminhonete.

— Nem você.

— Eu estava muito ocupada tendo um colapso nervoso.


— Explicou ela.

— Devemos entrar. — Disse ele, puxando


cuidadosamente a mão dele, mas ela não o estava deixando ir
facilmente.

Apertando sua mão na dele, ela a colocou de volta em


sua barriga macia.

— Nós precisamos pelo menos fingir que falamos sobre


isso. — Teimosa disse, mas ele sabia que falar sobre isso era
a última coisa que ela queria fazer.

Enquanto ele não queria nada mais do que perder-se no


Fire & Brimstone, ela provavelmente estava morrendo de
vontade de ir para casa, tirar Melanie do sofá e distrair-se
com filmes de terror e Hershey. Talvez devesse adiar isso por
mais uma noite e levá-la para casa para que ela pudesse fazer
isso.
— Sobre o que você quer falar? — Perguntou ele, de
repente sentindo-se exausto e nem mesmo a ideia de cavar na
cozinha de sua mãe poderia levá-lo a se mover.

— Eu não estou pronta, para ter um bebê ainda,


Christopher. — Ela disse suavemente como se fosse algo para
se envergonhar.

Sorrindo para ela, ele disse.

— Nem eu, mas... — Disse, acrescentando o mas, sem


dúvida, para assustá-la antes de continuar. — ... mesmo se
as coisas tivessem sido diferentes, teria sido bom.

Ela bufou a isso.

— É fácil para você dizer.

Ele riu enquanto inclinava a cabeça contra o assento.

— O que mais preocupou você, as fraldas ou o parto?

Houve uma leve pausa antes dela admitir.

— As fraldas.

— Nós teríamos sobrevivido. — Brincou Lúcifer, mesmo


ele tinha que admitir que a ideia de trocar uma fralda o
aterrorizava.

— Está bem então. Isso é tudo o que eu queria saber. —


Disse ela com um suspiro de alívio e um aceno de cabeça
firme quando se sentou e estendeu a mão para a maçaneta
da porta apenas para acabar atirando-lhe um olhar
interrogativo. — Umm, onde estamos exatamente?
— Inferno. — Disse ele, estendendo a mão para desligar
a caminhonete. — Estamos no inferno.
— Talvez pudéssemos fazer isso outra hora? — Ela
sugeriu um pouco histericamente, enquanto tentava cravar
os saltos no chão e impedir Lúcifer de arrastá-la para dentro
e enfrentar sua família.

— Você já se encontrou com eles antes. — Ele disse,


claramente sem entender seu atual dilema moral.

— Sim, então eu não preciso ir esta noite. — Ela disse,


tentando puxar a mão da dele, para que pudesse se virar e
fugir dali.

— E perder a chance de ajudar meu pai a me


atormentar? — Ele disse, fazendo-a parar, porque havia...

Deus, ela adorava atormentá-lo.

Balançando-se mentalmente, ela renovou seus esforços


para se libertar, mas o grande idiota continuou andando e
levando-a com ele.

— Eu tenho coisas para fazer! — Ela disse, desistindo de


tentar lutar e decidindo tentar raciocinar com ele.

— Como o quê? — Ele perguntou, em um tom que dizia


tudo.

O idiota não achava que ela tinha uma vida!


Como ele ousa?

— Eu tenho muitas coisas para fazer!

— Tipo o quê? — Ele perguntou, olhando para ela com


um reconhecimento que simplesmente não era apreciado!

— Tipo coisas. Agora, você pode me deixar ir? — Ela


perguntou, absolutamente se recusando a entrar e...

— Que tipo de coisas? — Ele perguntou


provocativamente, conforme parava de andar para que
pudesse interrogá-la na calçada.

— Se você quer saber, eu tinha planejado uma noite


muito ocupada. — Ela respondeu, puxando o braço para que
pudesse cruzá-los sobre o peito, enquanto explicava
exatamente o quão ocupada era.

— Uma noite romântica ao lado da televisão com Mojo


babando em todos os lugares? — Ele brincou, estreitando os
olhos.

— Não, eu planejei participar de uma orgia esta noite e


graças a você, vou me atrasar. — Ela bufou quando se virou,
dando-lhe as costas e começando a se afastar.

— Bem... — Ele disse com um suspiro, facilmente a


alcançando e pegando sua mão para que pudesse levá-la de
volta para a porta da frente. — Receio que eles terão que se
virar sem você.

— Isso pode ser difícil. — Ela disse com um gemido,


quando se viu mais uma vez sendo levada para a casa.
— E por quê?

— Porque eu era a única mulher participando. — Ela


disse, amando o jeito como ele sorriu.

— Sim, isso pode tornar as coisas mais difíceis. — Disse


ele, com aquele sorriso que fazia coisas engraçadas com ela.

— E também, era eu quem deveria levar o lubrificante.


— Ela admitiu com um suspiro desolado.

— Ouch. — Ele disse, piscando para ela.

— Você vai me deixar ir? — Ela perguntou esperançosa.

— Sem chance. — Ele disse, fazendo-a encolher os


ombros enquanto continuava arrastando-a para a escada da
frente, para o que prometia ser uma noite muito
desconfortável.

— E você não se importa que eu não quero ir? —


Perguntou ela, mesmo enquanto tentava se resignar a passar
a noite escondida no banheiro e evitando fazer contato visual.

— Não, mas isso me irrita. — Disse ele, suspirando


quando chegaram à porta da frente.

— E é por isso que ficarei esperando no carro. — Ela


disse brilhantemente, na esperança de que pudesse aceitar
isso.

— Boa tentativa. — Disse ele, usando seu poder sobre a


mão dela para trazê-la mais perto, para que pudesse beijá-la.

Desesperada e percebendo que estava a poucos


segundos de ser forçada a entrar e encarar a mãe dele, que
provavelmente sabia sobre o teste de gravidez e que ela
conseguiu se aproximar de seu filho, Rebecca fez o que tinha
que fazer.

— Sinto muito! — Disse ela, estremecendo quando


levantou o pé e pisou com toda força sobre o dele, correndo
no segundo em que ele a soltou. — Perdoe-me! — Ela gritou
por cima do ombro, enquanto se movia tão rápido quanto
suas pernas conseguiam correr, rezando para que tivesse
conseguido atrasá-lo por tempo suficiente, para pelo menos
chegar a Main Street e chamar um táxi.

— Eu. — Suspiro. — Odeio. — Outro suspiro. — Você.


— Rebecca finalmente conseguiu se soltar, quando ele a
carregou de volta para sua caminhonete.

— Pare. Você está me fazendo corar. — Disse ele,


enquanto carregava cuidadosamente a mulher violenta para o
carro.

Ele pensou em usar a trava de segurança para crianças


para impedi-la de fugir novamente. Mas realmente não havia
necessidade, já que ela não conseguiu correr nem duzentos
metros antes de cair de joelhos, ofegando por ar e implorando
a ele para acabar com seu sofrimento, aliviando a cãibra na
perna que terminou com sua fuga precocemente.

Quando ela caiu ao seu lado, ainda ofegante, como se


tivesse corrido uma maratona em vez de menos de meia
quadra, ele lhe deu um tapa condescendente em sua bunda
e fechou a porta. Balançando a cabeça, caminhou ao redor da
caminhonete e subiu, tomando cuidado com a cabeça de
Rebecca. Depois de tirar um fio de cabelo de seu rosto,
começou a curta viagem de volta para a casa de seus pais,
onde seus pais, Aidan e os dois bastardos irritantes que
parecia que ele não conseguia irritar, estavam esperando por
eles.

— Morrendo. — A pequena provocadora disse de onde


ela estava, deitada ao lado dele.

— Uh huh. — Ele disse distraído, conforme estacionava


a caminhonete e afastava o leve tremor em sua perna.

A batida em sua janela deixou que ele soubesse que sua


curta trégua acabou e que era hora de enfrentar o que
prometia ser uma longa e dolorosa noite, mas isso era o
esperado quando você trazia uma mulher para casa, pela
primeira vez, para conhecer a família. Especialmente a
família dele. Engolindo de volta um gemido, ele abaixou o
vidro.

Sorrindo, seu pai estava focado em Rebecca, que estava


atualmente tentando se encolher no chão, onde ela
provavelmente planejava se esconder para o resto da noite.
Mas parecia que não tinha energia suficiente no momento
para completar o ato final, necessário para atingir seu triste
objetivo.

— Como foi a corrida, querida? — Perguntou seu pai,


quando Rebecca se deu por vencida com um gemido
patético e murmurou. — Cãibras estúpidas. — Houve uma
pequena pausa antes dela dizer. — Tudo bem. Umm, como
você está?

— Bem, muito bem. — Seu pai disse quando se inclinou


contra a porta da caminhonete, antes de voltar sua atenção
para Lúcifer. — Ouça, sua mãe quer sair hoje à noite, já que
o restante das crianças não conseguiu chegar. Será que vocês
dois estão com ânimo para isso?

Uma noite fora com a família?

De jeito nenhum, mas ele não podia decepcionar sua


mãe. Principalmente porque seu pai iria acabar com a raça
dele.

Desde que não parecia ter muita escolha, abriu a boca


para aceitar relutantemente, quando Rebecca o interrompeu
e perguntou.

— Está tudo bem se eu escolher o restaurante? — De


repente, ela estava se ajeitando e fazendo o cabelo na parte
de trás do pescoço dele se arrepiar.

Mas antes que ele pudesse avisar seu pai de que era
uma armadilha, o idiota estava concordando com ela e se
afastando, deixando-o com a mulher que, de repente, estava
sentada e parecendo mais feliz do que jamais viu antes.
— Depois desta noite. — Lúcifer disse, furiosamente
olhando para ela. — Nós terminaremos.

Piscando inocentemente, ela perguntou.

— Tem alguma coisa errada, pookie?

— Oh, isso será muito divertido! — A mãe dele disse


com um sorriso enorme ao se juntar a eles na mesa enorme
que a garçonete escolheu apenas para eles, que calhou de ser
bem na frente da seção do restaurante que era considerada
como um palco.

— Tão divertido. — Aidan apoiou amargamente


enquanto se sentava em frente a ela, sem disfarçar o
desgosto.

Ethan não disse nada quando se sentou ao lado de sua


esposa, mas a carranca em seu rosto realmente dizia tudo.

— Estou tão feliz por ter vindo esta noite. — Disse


Jason, parecendo genuinamente feliz por estar lá, quando se
sentou ao lado de Trevor, que parecia igualmente divertido.

Deus, essa seria a melhor noite de todas!

Poderia até compensar o dia deprimente e caótico que


ela acabou de ter. No mínimo, iria distraí-la do fato de que
ainda não tinha um emprego, coragem para pedir seu antigo
emprego de volta e graças à falha de hoje, ela percebeu algo
muito importante.

Ela era um fracasso absoluto.

Tinha vinte e nove anos de idade, com absolutamente


nada para mostrar. Até agora deveria ter sua própria casa,
muito mais dinheiro no banco, uma carreira, mas acima de
tudo, ela deveria estar preparada para lidar com uma
emergência por conta própria, sem entrar em pânico. Ver
aquele falso positivo hoje colocou muitas coisas em
perspectiva.

Antes de hoje, poderia dizer honestamente que não via


absolutamente nada de errado em ser uma garçonete pelo
resto de sua vida. Mas agora, percebia que foi um pouco
míope. Enquanto ainda não via nada de errado em trabalhar
em um restaurante pelo resto de sua vida, ela percebeu que
trabalhar como uma garçonete, o que era completamente
dependente de gorjetas, não iria lhe dar a estabilidade da
qual precisava ou o futuro que ela queria.

Ela precisava de mais e se trabalhar em um restaurante


era realmente o que queria fazer e ela tinha quase absoluta
certeza, então era hora de levar isso a sério. Precisava
aprender a gerenciar um restaurante e a melhor maneira de
fazer isso era finalmente se decidir e voltar para a escola.
Podia se inscrever em um programa on-line e trabalhar duro
pelo diploma. Levaria algum tempo, mas pelo menos no
momento em que tivesse uma graduação, teria opções. O que
era honestamente, mais do que tinha agora.

— Eu nunca estive em um bar de karaokê antes! — A


mãe dele disse com um sorriso enorme, o que era,
provavelmente, a única razão pela qual Lúcifer, seu pai e o
irmão não estavam tentando sair de lá agora.

— É muito divertido. — Rebecca prometeu a ela com um


sorriso enorme, apenas para implicar com o homem sentado
ao seu lado, a encarando... obviamente, irritado.

Ela tinha que admitir que era um pouco inquietante.

Quando Aidan murmurou as palavras.

— Eu te odeio. — Não tinha certeza se ele estava falando


com ela ou Lúcifer. Não que realmente se importasse, desde
que encontrou a maneira perfeita de esquecer das coisas por
um tempo. Apenas queria que Melanie tivesse conseguido se
juntar a eles, mas ela tinha muito trabalho para colocar em
dia.

Pelo menos, essa foi a desculpa esfarrapada que Melanie


deu, quando ligou para convidá-la para se juntar a eles. Uma
vez que este era normalmente o tipo de coisa que Melanie iria
largar tudo para fazer, sacanear as pessoas e não a parte
karaokê, ela sabia que Melanie provavelmente precisava de
um tempo para si mesma, para descobrir como resolver
algumas coisas. Como eles ainda tinha muito tempo para
falar sobre tudo o que aconteceu, ela pegou o menu e se
perguntou quais eram as chances de colocar todos os
homens Bradford para cantar uma música de Katy Perry no
palco.

Provavelmente não tão boas, mas não faria tão mal


assim se tentasse.

Felizmente, o cardápio muito limitado e incrivelmente


decepcionante ajudou a tirar a cabeça dessa realização
deprimente e focar em outra coisa igualmente triste. Quando
buscou através do menu pelo selo sem glúten, que a deixaria
saber que era seguro comer, ela percebeu algo muito
importante.

Ela estava prestes a morrer de fome.

— Oh, tudo parece tão bom. — Disse a Sra Bradford,


enquanto Rebecca ficava lá, tentando decidir entre...

Bem, não havia realmente nada para decidir, uma vez


que a única coisa sem glúten no menu era um hambúrguer,
menos o pão, com uma salada, menos os crótons e molho.
Desde que realmente não parecia muito apetitoso, ela decidiu
que iria se encher de Coca-Cola e fazer algo para comer
quando chegasse em casa mais tarde.

Se soubesse que suas escolhas alimentares iriam ser


limitadas indo ali...

Ela ainda teria ido, decidiu com um suspiro, enquanto


fechava o menu e se concentrava em suas vítimas. Isso seria
muito divertido, pensou, mal conseguindo evitar um sorriso.
Durante cinco anos ela se divertiu encontrando maneiras
novas e interessantes de torturar Lúcifer, mas mesmo ela
tinha que admitir que as coisas tinham se tornado um pouco
sem graça no final.

Encontrar maneiras novas e emocionantes para torturá-


lo, enquanto trabalhava com algumas limitações, era quase
um desafio. Desde que ficou limitada a torturá-lo apenas no
trabalho e através das discussões que tinha com ele no
corredor, na qualidade de senhorio/inquilina, ela realmente
não tinha muito com que trabalhar. Mas agora que eles
passavam um tempo juntos fora do trabalho, as
possibilidades se tornaram infinitas. Também não era ruim
que seu relacionamento com Lúcifer trouxe novas vítimas
para torturar.

Falando de suas novas vítimas...

— Que música você vai cantar? — Ela perguntou a


Aidan, decidindo focar nele primeiro, como um favor para
Melanie, que tinha feito com que prometesse tornar a vida
dele um inferno, já que ela não era capaz de estar ali para
fazê-lo por si mesma.

Aidan piscou e quando ela ficou olhando-o com


expectativa, ele piscou novamente.

— Eu, hum... — Ele lambeu os lábios nervoso, enquanto


lançava um olhar suplicante a Lúcifer, provavelmente
esperando que ele aparecesse com alguma coisa para tirar
todo mundo de lá antes que fosse tarde demais. — Eu não
canto.
— Entendi. — Ela murmurou, certificando-se de parecer
decepcionada, enquanto acrescentava outro. — Eu entendo.
— Com um suspiro desanimado, encolhendo os ombros.

— Eu não canto. — Ele disse com os dentes apertados,


fazendo-a elevar um pouco o jogo.

Lutando contra um sorriso, deixou seu olhar cair sobre


o menu e encolheu os ombros ainda mais.

— Eu apenas achei que esta seria uma ótima maneira


de conhecer melhor a todos, mas se você não quiser... —
Rebecca disse, deixando suas palavras falharem com um
encolher de ombros fraco, conforme mantinha seu olhar fixo
na mesa, enquanto soltava outro suspiro patético.

— Eu...

— Você não vai cantar? — Jason perguntou e ela não


precisou olhar para cima, para saber que ele estava
balançando a cabeça em desgosto, uma vez que esse era um
movimento que teria usado para manipular ainda mais
alguém.

— Mas eu...

— A namorada do seu irmão está fazendo um esforço


para conhecê-lo e é assim que você a trata? — Trevor
perguntou aborrecido, fazendo seus lábios se curvarem num
sorriso.

Não porque eles tinham se juntado a ela para torturar


Aidan, mas porque eles não tinham percebido que seriam os
próximos.
Eles eram todos idiotas do caralho, pensou enquanto
olhava o menu, tentando encontrar algo que ela pudesse
comer, mas até agora só havia um hambúrguer e algumas
alfaces.

— Nós precisamos ir. — Ele disse com um suspiro,


quando jogou o menu de volta na mesa.

— O quê? Não, nós acabamos de chegar aqui. — Disse


Rebecca, aparentemente esquecendo que deveria estar
fazendo beicinho para manipular seu irmão molenga a fazer
algo incrivelmente estúpido.

— Vamos. — Ele disse, se levantando e empurrando a


cadeira.

— O que há de errado? — Perguntou sua mãe, mesmo


quando Aidan suspirou aliviado.

— Não há nada que ela possa comer aqui. — Lúcifer


explicou, estendendo a mão para Rebecca, mas a mulher
teimosa se recusava a desistir de seus planos de torturá-los.

— Eu não estou com fome. — Ela disse, parecendo um


pouco desesperada, obviamente disposta a dizer ou fazer o
que fosse necessário para evitar ir embora.

— Oh! — Disse sua mãe, parecendo envergonhada que


ela não pensou sobre as restrições de Rebecca. — Sinto
muito, querida. Eu deveria ter percebido. Nós vamos para
casa e eu vou improvisar algo. — Ela disse com um aceno
firme, enquanto se levantava.

— Eu estou bem, sério! — Rebecca argumentou quando


pegou o menu. — Há muita coisa para comer aqui!

— Claro que tem. — Ele disse com firmeza, dando-lhe


aquele olhar que a deixava saber que não iria mudar de ideia.

— Acho que nós vamos encerrar a noite. — Disse


Lúcifer, traindo-a e destruindo seus planos, visto que a
promessa de uma noite inesquecível durou apenas alguns
segundos.

— Nós entendemos, querida. — Ela disse, não


parecendo culpar Rebecca, ela apenas parecia desapontada.
E foi isso que fez Rebecca fazer o que fez, provavelmente e
não porque era naturalmente malvada ou qualquer coisa.

Pelo menos foi o que disse a si mesma, mas ela sabia a


verdade...

— Não há nenhuma razão pela qual você tem que sair.


— Disse ela, pegando o olhar assassino que Aidan atirou
nela.

— Ela está certa. Você deveria ficar. — Lúcifer disse,


apaziguando-a enquanto pegava sua mão e saía do caminho,
assim que seu pai, com uma expressão que apenas poderia
ser descrita como homicida estendeu a mão para ele.
— Tem certeza de que você não se importa? — A mãe
dele perguntou, já se acomodando de volta na cadeira, com
um sorriso enorme e uma expressão que a fez se perguntar se
ela também gostava da arte de tortura.

— Esta será a melhor noite de todas. — Disse Jason,


sorrindo tanto e soando tão ridículo, que ela quase chorou.

Esta era para ser sua noite de diversão!

Ela cogitou a hipótese de se rebelar e dizer a ele que não


estava com fome e estava mais do que bem para ficar, mas
isso foi bem na hora em que seu estômago a traiu, fazendo
deste um argumento inútil, porque de jeito nenhum alguém
iria deixar que ficasse por lá agora.

Glúten estúpido ela pensou, miseravelmente, enquanto


permitia que ele a levasse para fora do restaurante e para
longe de todos os seus sonhos se tornando realidade.
— Você ainda está fazendo beicinho? — Lúcifer
perguntou à pequena mulher esparramada em sua cama,
assistindo a outro filme de terror, enquanto ele jogava a
toalha de lado e colocava a cueca boxer.

— Eu acho que a gente deveria sair com outras pessoas.


— Ela murmurou, parecendo absolutamente miserável para
uma mulher enroscada em um saco de cinco quilos de
chocolates Hershey.

— Porque eu arruinei seus planos do mal? — Ele


perguntou, juntando-se a Rebecca na cama, tomando
cuidado para não ficar entre ela e o chocolate que,
aparentemente, a impedia de matá-lo.

— Sim.

— Eu tenho certeza de que você encontrará outras


maneiras criativas de torturar a minha família no futuro. —
Ele prometeu, estendendo a mão para pegar um chocolate,
apenas para pensar melhor sobre isso.

— Não do jeito que eu poderia ter feito hoje. — Ela


murmurou, parecendo verdadeiramente miserável quando
pegou um chocolate, desembrulhou e colocou-o na boca, tudo
ao mesmo tempo, olhando fixamente para a televisão.

— Será que me humilhar, juntamente com o meu irmão


e primos, realmente significa tanto para você? — Ele
perguntou, deslizando a mão por baixo da camiseta enorme
que ela vestiu, para que pudesse esfregar suas costas.

— Sim, significa.

— E por que isso? — Ele perguntou, se recostando


contra a cabeceira da cama.

— Eu só precisava de uma distração. — Ela admitiu


com um suspiro, pegando outro Hershey enquanto se movia
para que pudesse colocar os pés no colo dele, fazendo-o rir.

Coisinha exigente! Lúcifer pensou, conforme entendia o


recado e começava a esfregar seus pés.

— O que está te incomodando? — Ele perguntou,


perguntando se ela ainda estava chateada com o teste de
gravidez que quase tirou dez anos de sua vida.

— Nada. — Ela murmurou desanimada, com a boca


cheia de chocolate enquanto movia os pés, exigindo que ele
mudasse a sua atenção para o outro pé.

— Sei... — Ele murmurou enquanto esfregava seu pé


uma última vez e voltava sua atenção para o outro. — Então
você está apenas chateada porque perdeu uma noite de
cantoria ruim?

— Devastada. — Disse ela.


— Se você quiser, podemos descer e encorajar todo
mundo a começar a cantar as músicas do Bieber. — Ele
ofereceu.

— Não. — Ela disse, suspirando forte. — Não é a mesma


coisa.

— Entendi. — Ele murmurou pensativo, enquanto se


concentrava no filme que ela escolheu, até que mostrou
alguém tendo suas entranhas arrancadas.

Depois disso, Lúcifer se concentrou em deixar a mulher


malcriada feliz. Durante vários minutos, eles ficaram desse
jeito, ele esfregando seus pés e fazendo o seu melhor para
não olhar para cima e Rebecca deitada ali, lentamente
devorando um saco enorme de chocolate.

Na verdade, era meio que legal, pensou, divertindo-se


mais do que pensava ser possível. Antes de Rebecca destruir
completamente o seu mundo com aquele primeiro beijo, esse
tipo de coisa o teria irritado. No passado, sempre que uma
mulher queria assistir a um filme, se aconchegar ou qualquer
uma dessas besteiras que ele costumava pensar que eram
um desperdício de tempo, as colocava para fora e se
concentrava no trabalho.

Agora, não só ansiava em passar tempo com Rebecca,


fazendo absolutamente nada, mas adorava. Graças a ela, ele
estava mais descansado, gostava mais do trabalho e não
tinha vontade de arrancar a cabeça de todo mundo. Poderia
facilmente dizer que Rebecca era a melhor coisa que já
aconteceu com ele e isso o assustava demais.

— Você teria feito isso? — Perguntou ela, poupando-o de


seus pensamentos.

— Feito o quê? — Perguntou ele, esfregando sua perna.

— Subido ao palco e cantado com todo o seu coração. —


Disse ela, puxando a perna, para que pudesse rolar para o
lado e olhar para ele enquanto esperava por uma resposta.

— Não.

— Não? — Perguntou ela, por algum motivo parecendo


surpresa por ele não ter aproveitado a chance de parecer um
idiota na frente de sua família.

— Eu pensei que você não ligasse para o que as pessoas


pensam. — Brincou ela, com um sorriso diabólico.

— Eu não ligo.

— Uh huh. — Ela disse, claramente não acreditando


nele.

— Você duvida de mim?

— Absolutamente. — Disse ela, sem perder uma batida.

— Eu pensei que você me conhecesse melhor, querida.


— Disse ele, disfarçando e pegando o saco de Hershey dela.

Além de estreitar os olhos para ele, ela não disse nada


sobre o roubo. Em vez disso, disse.

— Eu conheço você melhor do que você me conhece.


— Sério? — Ele murmurou, rindo enquanto ele mordia
um chocolate, porque isso era praticamente impossível.

— Com toda certeza. — Ela disse, tomando o saco de


volta e porque ele era um homem tão generoso, permitiu.

Por cerca de dez segundos, então ele recuperou o saco,


lançou-lhe um olhar de advertência e começou a devorar o
conteúdo.

— Quer pagar para ver? — Perguntou ele, pensando se


tinha apenas tropeçado em uma maneira mais fácil de fazê-la
voltar ao Fire & Brimstone, onde ela pertencia.

— E o que exatamente você tem em mente? —


Perguntou ela, mesmo se tivesse que se perguntar se poderia
aceitar este desafio, que ele estava claramente jogando aos
pés dela, para voltar ao Fire & Brimstone.

Realmente sentia falta da Fire & Brimstone e se não


fosse pela porra do seu orgulho, já teria seu emprego de volta.
Mas infelizmente, era orgulhosa. Então, ali estava ela, na
cama com seu namorado incrivelmente sexy, esperando que
isso tudo funcionasse como uma trama ridícula de um filme
ou apenas de um livro realmente horrível.

— O vencedor escolhe o prêmio. — Ele disse e ela ficou


ali, calculando as possibilidades e percebendo que elas não
pareciam boas.

Não porque tinha medo de perder, mas porque sabia


que iria ganhar. Conhecia Lúcifer melhor do que ninguém,
assim as chances de perder eram muito baixas. Não
precisava ganhar para dizer a ele que queria voltar ao
trabalho, porque podia fazer isso agora, se não fosse tão
teimosa.

Suspirando interiormente, percebeu que teria de usar


sua vitória para outra coisa, como fazê-lo servir o café da
manhã na cama por um mês ou mais, fazê-lo checar seu
carro. Ela iria encontrar uma outra maneira de voltar para o
Fire & Brimstone, sem ter que engolir o orgulho e pedir seu
emprego de volta. Não que isso importasse de qualquer
maneira, não quando prometeu voltar em mais algumas
semanas, se não encontrasse outro emprego.

As coisas dariam certo, disse a si mesma, enquanto


sentava e enfrentava o homem que iria descobrir como ela
gostava de seus ovos cozidos e levantava uma sobrancelha
desafiadoramente.

— Bem. Então atire. Pergunte-me qualquer coisa. —


Disse, sorrindo, porque está, provavelmente, seria vitória
mais fácil que ela já...

— Certo. Como é que eu ganhei o apelido de Lúcifer? —


Ele perguntou, cortando-a e fazendo-a perceber algo muito
importante.

Ela pode ter subestimado o bastardo sorrateiro mais


uma vez.

— Como você ganhou o apelido de Lúcifer? — Ela


repetiu, para ganhar algum tempo extra, enquanto
procurava desesperadamente em sua memória, tentando
encontrar algo, qualquer coisa, que iria ajudá-la a responder
a essa pergunta.

— Sim, como? — Ele perguntou, com um sorriso


arrogante enquanto cruzava os braços sobre o peito e se
recostava, observando-a com expectativa, enquanto ela ficava
sentada lá, desistindo de tentar lembrar de algo que seria o
indício da resposta que precisava e tentando pensar em
alguma besteira atual, já que não havia nenhuma maneira de
ser capaz de responder a esta pergunta corretamente.

— Porque você é um idiota. — Ela disse, decidindo que


era sua melhor chance de ganhar esta coisa.

— Isso. — Disse ele.

— Oh, meu Deus, sério? — Ela perguntou, atordoada


por realmente ter acertado em cheio.

Isto é, até que o idiota que teria que se certificar de que


seu bacon estava bem fino e crocante todas as manhãs,
começou a rir.

— Não.

— Babaca. — Ela murmurou, o encarando e fazendo


beicinho, já odiando este jogo idiota.
— Sua vez. — Disse ele com um suspiro de satisfação,
enquanto observava seu biquinho de confusão.

— Você não está se esquecendo de algo? — Ela


perguntou com um tom de expectativa.

— Não. — Ele respondeu simplesmente, enquanto


esperava que ela continuasse.

— Você ainda não me provou que eu estava errada. —


Ela apontou teimosa.

— Eu não sabia que isso era parte do jogo. — Lúcifer


murmurou quando ela se moveu na cama, fazendo com que a
camiseta levantasse o suficiente para que ele fosse
recompensado com um flash da calcinha rosa.

— Você deveria saber. — Ela disse, gesticulando para ele


continuar. — E então?

— Então o quê? — Ele perguntou, mudando de posição


tão discretamente quanto possível, na esperança de que
assim teria uma visão melhor da... — Ai! Que porra foi isso?
— Falou, esfregando o joelho, onde a mulher enlouquecida
acabou de lhe bater.
— Eu preciso que você se concentre aqui. — Ela disse,
lembrando-o que levava jogos muito a sério. Muito, muito a
sério. — Por que todos o chamam de Lúcifer?

— Além do fato de que eu acabaria com eles se não


chamassem?

Ela revirou os olhos.

— Sim, além disso.

Ele encolheu os ombros e admitiu.

— Por causa de Aidan.

Aparentemente isso não era o que esperava, porque


ficou lá, olhando para ele.

— Sim, isso realmente não responde a minha pergunta.

— Não responde, não é? — Perguntou inocente, amando


o jeito que seus olhos se estreitaram perigosamente para ele.

Lúcifer realmente queria ter percebido antes o quanto


era divertido atormentá-la. Todo esse tempo desperdiçado...

— Não, não e não.

— Você gostaria que eu desse mais detalhes? — Ele


perguntou, com a boca cheia de chocolate.

— Isso seria ótimo. — Ela disse irritada, claramente


lutando contra a vontade de pegar o saco de Hershey de suas
mãos e jogar na cabeça dele.

— Tudo bem. — Disse ele, suspirando forte enquanto se


demorava ao desembrulhar outro punhado de Hershey
Kisses, bem consciente de que ela estava sentada lá, olhando-
o com algo parecido com fúria homicida.

Desfrutar da sensação de atormentá-la desse jeito,


provavelmente fazia dele um idiota doente, mas realmente
não se importava. Não quando trazia tanta alegria.
Suspirando forte, apenas para irritá-la, ele mordeu os
chocolates recém-desembrulhados e perdeu mais um
tempinho os saboreando.

— Bem? — Rebecca continuou fazendo-o rir, o que pelo


olhar em seu rosto, ela também não apreciava.

— Aidan tinha um problema de fala quando era criança.


— Ele respondeu encolhendo os ombros, quando pegou outro
punhado de chocolate.

Ela o observava esperançosa, enquanto ele sentava lá e


decidia se levantava ou não para pegar uma Coca-Cola, para
ajudar a engolir o chocolate e talvez um bife. Poderia
totalmente fazer um bife, pensou conforme voltava sua
atenção para a cozinha. Poderia improvisar um jantar em
trinta minutos, grelhando alguns bifes, um purê cremoso de
batatas e milho.

Ele provavelmente deveria ver se ela queria alguma coisa


também, era o mais educado a se fa...

— O que exatamente o problema de fala de Aidan tem a


ver com esse seu apelido horrível? — Ela perguntou,
claramente insatisfeita com a resposta, o que já era muito
mais do que ele disse a maioria das pessoas.

— Deus, você é exigente. — Ele disse, balançando a


cabeça enquanto voltava sua atenção para ela.

— Você já sabia disso. — Ela disse impaciente,


enquanto gesticulava para ele ir em frente.

— Não é grande coisa.

— Uh huh.

— Quando éramos crianças, ele não conseguia dizer o


meu nome corretamente. Ele tentava, mas parecia mais que
estava dizendo Lúcifer de um jeito torto. As outras crianças
ouviam ele me chamar assim e resolveram aderir ao apelido.
Desde que não me incomodava, eu bati nas outras crianças e
comecei a me chamar de Lúcifer para facilitar para ele. —
Disse com um encolher de ombros, enquanto sua mente
vagava de volta para aqueles belos bifes apenas esperando
por ele.

— Huh. — Disse ela, chamando a atenção dele, que


olhou para ela e a encontrou sentada ali, mordendo o lábio
inferior e parecendo perdida em pensamentos.

— O que foi? — Ele perguntou, chegando mais perto e


empurrando uma mecha de cabelo do rosto dela.

— Nada. — Ela disse, parecendo um pouco triste.

Ele a olhou por um momento, antes de estreitar os olhos


com desconfiança e dizer.
— Você fez algum tipo de aposta sobre a origem do meu
apelido, não fez?

— Fiz. — Ela disse, com o suspiro mais triste que ele já


ouviu.

— Você perdeu, não é? — Ele adivinhou, balançando a


cabeça em desgosto.

— Bem, eu não teria perdido se você tivesse esse apelido


por causa do seu amor jovem e equivocado pelas coisas
malignas. — Ela apontou, fazendo um beicinho, que o fez rir.

— Lamento desapontá-la. — Ele brincou, se inclinando e


beijando a testa dela.

— Não, você não me desapontou.

— Você está certa. Eu não desapontei. — Disse ele, se


recostando contra a cabeceira da cama. — Tudo bem, agora é
a sua vez. — Disse, ficando confortável enquanto esperava
pela sua pergunta.

— Tudo bem. — Disse ela, voltando ao jogo. — Qual é a


minha música favorita?

— Essa é muito fácil. — Disse, com um leve aceno de


cabeça, porque achava que ela lhe daria um desafio de
verdade.

— Então você não deveria ter nenhum problema para


responder. — Disse ela, cruzando os braços enquanto
esperava por sua resposta.

Mantendo os olhos fixos nos dela, ele disse.


— Take Your Time, de Sam Hunt.

— Tem certeza? — Ela perguntou, erguendo uma


sobrancelha interrogativa, nitidamente tentando intimidá-lo,
pois ambos sabiam que ele acertou em cheio.

— Positivo.

— Você chutou. — Ela o acusou.

— Sim, eu chutei. — Disse ele, rindo quando ela agarrou


um travesseiro e jogou na cabeça dele.

— Você trapaceou!

— Claro. — Ele sorriu, enquanto estendia a mão e a


puxava para o seu colo.

— Então como é que você sabia? — Ela perguntou,


montando cuidadosamente no seu colo enquanto colocava os
braços ao redor de seus ombros.

— Porque cada vez que escuta essa música, coloca esse


sorriso bonito no rosto. — Ele disse, traçando seus lindos
lábios cor de rosa com a ponta do dedo. — E cantarola
baixinho enquanto trabalha.

— Hmm. — Ela disse, mudando de posição para ficar


mais confortável em seu colo. — Tudo bem, eu vou te dar
essa.

— Porque eu chutei corretamente? — Ele perguntou


sorrindo, dando a ela um olhar divertido.

— Não, porque eu sou muito generosa. — Ela disse com


um suspiro, tentando evitar um sorriso.
— Então, eu acho que agora é a minha vez. — Ele disse,
empurrando os cabelos dela para trás, para que pudesse
correr os dedos pelo cabelo macio, apreciando a forma como
cada mecha deslizava entre seus dedos antes de cair em
ondas ao redor de seu belo rosto.

— Pergunte logo. — Ela disse, se inclinando ao seu


toque.

— Quantos irmãos eu tenho?

— Dois?

— Não.

— Três?

— Tente de novo.

— Quatro?

— Não chegou nem perto.

— Quantos palpites eu ainda tenho? — Ela perguntou,


parecendo levemente em pânico e por boas razões.

— Pelo menos mais quatro. — Disse ele, amando a


expressão calculista em seu rosto, quando ela finalmente
entendeu a dica.

— Oito?

Quando ele concordou, ela repetiu como se não


conseguisse acreditar nele. — Oito? Sério?

— Mmmhmm. — Disse ele, colocando as mãos sobre os


joelhos e percorrendo as coxas dela.
— Deus, coitada da sua mãe. — Ela disse, balançando a
cabeça admirada.

— Ela queria uma família grande. — Lúcifer disse


enquanto observava suas mãos levantarem a barra da
camiseta dela sobre os quadris, revelando aquela calcinha cor
de rosa, na qual ele estaria pensando por toda a semana.

— Evidentemente. — Ela concordou quando pegou a


barra da própria camiseta e de uma só vez a tirou e jogou
sobre a cabeça, de modo que ficou sentada em seu colo
usando apenas a calcinha cor de rosa e aquele sorriso
malicioso que ele tanto amava.

— Então, eu acho que é hora de reclamar o meu prêmio.


— Disse ele, decidindo que usaria seu prêmio para algo
diferente do que fazê-la voltar a trabalhar na Fire &
Brimstone, desde que ela voltaria de qualquer jeito, em seus
próprios termos, em questão de semanas.

Quando ele percorreu seu corpo com os olhos, passando


por seus grandes e belos seios e entre suas pernas, decidiu
que era definitivamente a hora de reivindicar seu prêmio.
— O que você está fazendo aqui? — Melanie perguntou
depois que Rebecca bateu a porta atrás dela.

— Planejando o assassinato de Lúcifer. — Respondeu,


ainda chocada por ele fazer algo assim com ela.

Quando ele sugeriu a escolha do vencedor, Rebecca


assumiu que Lúcifer iria usar o prêmio para fazê-la voltar ao
Fire & Brimstone ou com sexo. Teria aceito qualquer um, mas
ele exigiu que ela voltasse a trabalhar ou que se ajoelhasse e
lhe desse um boquete?

Não.

Ao contrário, o doente bastardo queria... queria...

Deus, ela não podia sequer pensar sobre o que queria


sem sentir vontade de vomitar. Simplesmente não podia
acreditar que ele foi tão longe.

— O que ele fez? — Perguntou Melanie, soando um


pouco distraída, provavelmente porque ela estava perdida em
seu próprio pequeno mundo de código de computador, tortas
Hostess e um casulo de cobertores.

— O bastardo traidor! — Ela retrucou, o que


aparentemente foi suficiente para chamar a atenção de
Melanie, porque ergueu os olhos do computador e fez uma
careta.

— Ele te traiu? — Ela perguntou, parecendo muito


confusa, provavelmente porque Lúcifer não era o tipo de
idiota que traia.

— Não. — Disse, balançando a cabeça enquanto se


afastava da porta. — Ele não me traiu. Traiu-me em um jogo.

— Que tipo de jogo? — Perguntou Melanie, deixando de


lado seu laptop.

Rebecca apontou preguiçosamente em direção à porta.

— Um jogo para ver qual de nós sabia mais sobre o


outro. — Explicou ela com um encolher de ombros enquanto
caminhava até a geladeira para pegar uma Coca-Cola.

Por alguma razão isso fez a careta de Melanie se


aprofundar.

— Vocês fizeram perguntas um ao outro?

— Sim e aquele bastardo trapaceou. — Disse ela,


pegando uma Coca-Cola e não realmente se importando por
ter deixado Lúcifer sem uma palavra.

— Assim, a fim de ganhar esse jogo. — Melanie disse,


obviamente, tendo um momento difícil em entender o
conceito do jogo que ela acabou de jogar com o trapaceiro. —
Você tinha que saber mais sobre ele do que Lúcifer sobre
você?
— Isso praticamente resume tudo. — Ela disse, ainda
com raiva por ter feito uma pergunta tão fácil para ele.

— Então, você jogou um jogo em que tinha que saber


mais do que alguém que tem TOC? — Melanie perguntou,
fazendo-a sentir-se como uma idiota, porque ela realmente
deveria ter pensado nisso antes de concordar em jogar com
ele.

Ainda…

— Foi um jogo aleatório. — Ela disse enquanto bebia


seu refrigerante, tentando não pensar sobre o quão
incrivelmente estúpida ela era.

— Um jogo de azar com alguém que percebe todos os


detalhes sobre praticamente tudo? — Perguntou Melanie,
olhando-a como se simplesmente não pudesse acreditar que
ela fosse tão estúpida a esse ponto.

Ela nunca teve uma chance, percebeu com um gemido


patético enquanto tomava um gole de refrigerante. Quando
terminou, jogou a lata vazia na pia e encostou-se ao balcão,
sem absolutamente nenhuma pressa em seguir com esta
aposta.

— Como está se sentindo? — Perguntou a Melanie,


imaginando como estava segurando-se com tudo.

— Eu estou bem. — Disse Melanie, dando-lhe um


sorriso enquanto pegava o computador e o colocava de volta
no colo.
Curiosa, mas sem ter absolutamente nenhuma ideia de
como perguntar a ela, Rebecca se aproximou e sentou numa
cadeira, grata que Mojo estivesse lá para que pudesse enrolar
um pouco coçando atrás das orelhas dele. Enquanto entrava
em pânico sobre a mera possibilidade de que poderia estar
grávida, ali estava Melanie, a definição de calma, enquanto
continuava digitando em seu computador.

— Você está bem com isso? — Ela perguntou, da forma


mais indiferente que conseguiu, na esperança de não colocar
Melanie em pânico.

— Com você deixando seu orgulho idiota fazê-la jogar


um jogo que você nunca teve a chance de ganhar ou sair de
um emprego que você ama? Porque, estou seriamente
preocupada com o primeiro e me perguntando quando você
cairá em si com relação ao segundo.

Olhando para a cadela traidora que deveria saber


melhor do que para apontar as coisas estúpidas que ela fazia,
disse.

— Eu quis dizer sobre o bebê.

Melanie encolheu os ombros enquanto pegava uma torta


Hostess.

— Estou nervosa, mas eu sei que tudo dará certo.

Mordendo o lábio inferior, ela observou sua melhor


amiga durante vários minutos, incapaz de ignorar o fato de
que Melanie parecia realmente feliz com isso. Estava claro em
seus olhos e na maneira que seus lábios se curvavam
levemente nos cantos. Ela definitivamente estava feliz,
Rebecca decidiu, agora feliz por sua melhor amiga. Rebecca
estaria lá para ela, ajudando-a ao longo do caminho com
qualquer coisa que precisasse.

Exceto com fraldas.

Melanie definitivamente estaria sozinha quando se


tratasse de trocar fraldas, decidiu enquanto dava a Mojo um
último cafuné atrás das orelhas, levantava-se e
cuidadosamente passava por cima do grande cão.

— O que Lúcifer ganhou? — Melanie perguntou a ela,


lembrando-lhe sobre o pedido aterrorizante de Lúcifer.

— Eu não quero falar sobre isso. — Ela murmurou


miseravelmente enquanto ia em direção a seu quarto.

— Tão ruim assim? — Melanie chamou por ela.

— Eu disse que eu não quero falar sobre isso! — Ela


gritou por cima do ombro.

— Você poderia ter dito isso em vez de ser uma cadela!

— Eu disse! — Ela respondeu enquanto andava para


seu quarto. Fechou a porta atrás dela, caiu em sua cama,
enterrou a cabeça debaixo do travesseiro e decidiu que sim,
sim, iria se esconder ali como a covarde que era, porque de
jeito nenhum seria capaz de aceitar o fato de que Lúcifer
Bradford acabou de pedi-la em casamento.

Bem, exigiu poderia ser um termo melhor, pensou


apenas para acabar balançando a cabeça alguns segundos
mais tarde, quando decidiu que gritou teria descrito melhor a
maneira como a sugestão terrível que a fez correr foi feita.

— Então, o que você fez para assustar a nossa pequena


Rebecca? — Melanie perguntou quando ele finalmente
conseguiu ir para o outro lado do corredor sem medo dos
seus joelhos o traírem.

— Nada. — Disse ele, engolindo em seco quando entrou


na cozinha delas, abriu a porta da geladeira e agarrou a
primeira coisa que viu, o que acabou por ser apenas uma lata
de chantili.

— Umm, o que você está fazendo? — Perguntou Melanie,


parecendo um tanto divertida.

— Eu não sei! — Admitiu ele, pegando uma colher da


gaveta e violentamente atacando a lata de chantili.

Quando ele empurrou uma grande colher de chantili na


boca, Melanie ficou lá, olhando para ele.

— Devo buscar Rebecca? — Finalmente ofereceu quando


ficou claro que ele enlouqueceu, novamente.

Ele já tinha descoberto que estava louco quando abriu a


boca para sugerir que Rebecca deveria servir-lhe o jantar,
nua e de joelhos apenas para ouvir-se exigindo que ela se
casasse com ele. Definitivamente não foi intencional e com
certeza não foi bonito, já que quase gritou com ela.
Quando viu o teste de gravidez na sua mão esta manhã
sua mente se colocou automaticamente em marcha, sabendo
exatamente o que precisava fazer e o que se esperava dele.
Foi criado para acreditar que deixar uma mulher grávida
significava uma viagem até New Hampshire para fazer as
coisas direito. Poderia não ser a maneira como as coisas eram
feitas atualmente, mas não dava a mínima. Ele foi criado
para tomar conta de sua família e faria exatamente isso se ela
estivesse grávida.

Realmente se assustou com o quão facilmente aceitou o


que precisava ser feito. Se casar com Rebecca não parecia
como um castigo, uma tarefa ou até mesmo uma obrigação.
Apenas parecia... certo, se é que isso fazia sentido. Quando
seu irmão entrou na sala de exame e explicou que ela não
estava grávida, ele se sentiu... confuso.

Levou um pouco de tempo para perceber que estava


realmente desapontado por não ter que fazer uma viagem
rápida até New Hampshire para fazer as coisas direito. Ele
tentou resignar-se ao fato de que não era para ser, que era
muito cedo e que ainda havia muito tempo, mas não
importava todas as besteiras que dissesse a si mesmo ou o
tanto que tentasse parar de pensar sobre isso, arrastá-la até
New Hampshire para fazê-la legalmente dele estava na sua
cabeça o tempo todo.

Ele a queria, precisava dela e a ideia de que poderia tê-la


era intoxicante. Quando fez a aposta com ela, usá-la para
fazer com que ela se casasse com ele foi a última coisa em
sua mente, mas quando pensava em fazê-la sua,
simplesmente não pode evitar.

Ele deixou escapar para fora meio gritando e seria o


primeiro a admitir, foi um momento terrível e em seguida,
sentou-se lá dentro, olhando para ela enquanto tentava se
lembrar de como respirar. Rebecca na sua maior parte, olhou
para trás, como se estivesse tentando entender o que ele
disse.

Quando ficou claro que ele não retiraria o que disse, ela
se levantou, balançou a cabeça e murmurou.

— Inacreditável. — E foi embora deixando-o ali,


tentando descobrir o que aconteceu. Ainda estava tentando
descobrir isso, motivo pelo qual provavelmente não deveria
estar ali agora. Não até que descobrisse uma maneira de fazer
isso direito, percebeu, porque jogar o pedido no meio de uma
frase definitivamente não era o jeito certo de propor à mulher
que você amava.

— Eu vou tentar corrigir isso. — Disse ele, concordando


com a cabeça com suas próprias palavras enquanto abraçava
a lata de chantili ao peito e cambaleava para fora do
apartamento, dizendo a si mesmo a cada passo que tudo
ficaria bem.
— Eu acho que você feriu o seu namorado. — Melanie
anunciou com um suspiro quando entrou em seu quarto e
caiu na cama ao lado de Rebecca.

— Não importa. — Rebecca murmurou debaixo do


travesseiro onde planejou ficar o resto da sua vida uma vez
que tudo fora desta sala já não fazia sentido para ela.

— Você vai me dizer o que aconteceu? — Melanie


perguntou, roubando seu travesseiro para que pudesse se
sentir confortável na cama, forçando Rebecca a pegar outro
travesseiro e enfiá-lo com raiva sob sua cabeça enquanto
ficava lá deitada tentando fazer o mundo ter sentido.

— Você vai me dizer quem a engravidou? — Ela


respondeu com a esperança de que isso acabasse com esta
conversa.

— Aidan. — Melanie disse com um suspiro quando


mudou para ficar mais confortável. — Sua vez.

— Aidan? — Perguntou Rebecca, franzindo a testa


confusa enquanto tentava descobrir quem era esse, porque o
único Aidan que ela conhecia era...
— Sim, o bastardo irritante. — Disse Melanie,
balançando a cabeça enquanto Rebecca ficava ali, olhando
para a amiga como se tivesse perdido a cabeça,
provavelmente porque ela perdeu sua mente!

— Que porra você está falando? Você o odeia!

Melanie concordou com a cabeça.

— O que torna esta situação tão maravilhosa, não é? —


Ela disse com diversão simulada, fazendo o estômago de
Rebecca revirar.

— Ele sabe? — Ela perguntou, rolando de costas para


que pudesse olhar para o teto com Melanie enquanto ela
estendia a mão e envolvia a mão de Melanie.

— Não, mas ele vai assim que eu descobrir como dizer a


alguém que eu odeio que estou carregando seu filho. Deve ser
mais um momento marcante. — Ela meditou enquanto
Rebecca deitava lá percebendo que sua situação era ridícula
em comparação a de Melanie. Pelo menos ela estava
apaixonada por Lúcifer, o que era muito mais do que Melanie
tinha aparentemente.

— Você quer que eu vá com você quando for dizer a ele?


— Ofereceu, não realmente ansiosa para o que prometia ser
um momento extremamente difícil, mas por Melanie ela faria.

— Não, eu darei um jeito nisso. — Disse Melanie com


um encolher de ombros enquanto elas continuavam ali,
olhando para o teto branco. — Agora é sua vez. O que Lúcifer
fez?
— Ele meio que me propôs. — Disse ela, testando as
palavras e realmente não tendo certeza se jogar as palavras
para ela contava como uma proposta.

— Uau! — Melanie disse, realmente não parecendo


surpresa. — Foi romântico?

— Na verdade não. — Disse ela, rindo enquanto pensava


na expressão horrorizada em seu rosto uma fração de
segundo depois que ele gritou para ela as palavras.

Suspirando, Melanie deu-lhe um aperto de mão.

— É o melhor de qualquer maneira. Eu iria pedir-lhe


para se mudar de qualquer maneira. — Disse ela com um
encolher de ombros.

— Entendo... — Rebecca murmurou, pensando em


Lúcifer, como seria a sensação de passar o resto de sua vida
com ele e quando não entrou em pânico ou sentiu-se mal do
estômago, sorriu.

— Você vai se casar com ele, certo?

Ela encolheu os ombros.

— Se eu não receber uma oferta melhor.

Melanie concordou com a cabeça.

— Ele realmente tem sorte em ter você.

— Eu sei. — Disse ela, balançando a cabeça


solenemente enquanto se sentava.

— Onde você está indo? — Melanie chamou por ela.


— Conseguir algumas informações. — Disse ela,
caminhando para a porta, sem ter absolutamente nenhuma
ideia do que estava procurando ou com quem deveria falar.
Apenas sabia que precisava descobrir algumas coisas antes
de fazer de Lúcifer o homem mais feliz do mundo.

— Umm, exatamente o que você está fazendo aqui? —


Aidan perguntou enquanto ele ficava lá, olhando para sua
cerveja e observando Jason e Trevor cantarem sua versão de
War com a ajuda da mãe de Lúcifer.

— E-Eu tentei impedi-la. — Disse seu pai, sentado ali,


olhando horrorizado enquanto observava sua esposa cantar
pondo os pulmões para fora.

Balançando a cabeça, porque ele não tinha ideia do por


que estava ali, agarrou a cerveja de seu irmão e terminou
com ela. Antes que tivesse engolido a última gota, estava
sinalizando para outra rodada.

— Eu só precisava de um lugar para limpar a minha


cabeça. — Disse ele, decidindo que a garçonete estava
demorando muito e pegou a cerveja de seu pai.

— E você voluntariamente escolheu um bar de karaokê


para conseguir isso? — Aidan perguntou procurando no
balcão um prato com comida que poderia ter escapado à
atenção de alguém, mas não havia mais nada.

— Isso e eu recebi sua mensagem. — Disse Lúcifer,


pedindo uma segunda rodada de aperitivos quando a
garçonete trouxe sua cerveja, o que foi provavelmente o
motivo que ele levou alguns segundos para perceber que
Aidan estava franzindo a testa.

— Que mensagem? Eu não te mandei nenhuma


mensagem. — Disse ele, puxando seu telefone apenas para
balançar sua cabeça e murmurar. — Idiotas do caralho. —
Antes de lançar um olhar para os dois grandes bastardos no
palco.

— Então, suponho que você não precisava da minha


ajuda para arrastar mamãe daqui. — Lúcifer disse quando
esfregou as mãos pelo rosto e gemeu.

Um dia iria matar aqueles bastardos.

— Bem, eu não diria isso. — Disse Aidan, apontando


para sua mãe que não parecia disposta a soltar aquele
microfone tão cedo.

— Eu pensei que você tinha ido embora após o jantar. —


Disse Lúcifer, decidindo que falar besteira era melhor do que
se concentrar na última besteira que fez.

— Nós tentamos. — Soltou, parecendo perto de


enlouquecer e honestamente não poderia culpá-lo por estar
assim.

Cristo, apenas estava ali há alguns minutos e já estava


perto de enlouquecer. Não tinha certeza de como iria lidar
com três horas preso naquele lugar.

— Aquilo foi muito divertido! Vamos fazer de novo! —


Disse sua mãe, jorrando de emoção quando Jason e Trevor a
levaram de volta para a mesa.

Assim que o viram, suas expressões ficaram serias.


Depois que ajudaram sua mãe a sentar-se, sentaram-se de
frente a ele.

— Bem, bem, bem, olha que temos aqui. — Jason


murmurou enquanto Trevor pegava sua cerveja e tomava um
gole.

— Nós estivemos esperando por você. — Disse Trevor,


colocando a cerveja sobre a mesa para que pudesse pedir
para a garçonete mais comida. Com um olhar confuso em seu
rosto, ela rabiscou algo para baixo e voltou para a cozinha.

— Uh huh. — Lúcifer disse, realmente não se


importando até que Jason abriu a boca e o deixou saber que
sua noite estava longe de terminar.

— Nosso outro convidado deve chegar em poucos


minutos. — Disse Jason, sorrindo.

— Então, a diversão pode realmente começar. — Trevor


disse, sem sorrir, mas parecendo tão satisfeito.

— Você chamou minha namorada? — Ele perguntou,


decidindo que seria melhor se esclarecesse as coisas
primeiro.

— Mandei uma mensagem. — Disse Jason, relaxando


em sua cadeira quando apontou para o outro lado da mesa.

— Dizendo o que exatamente? — Ele perguntou


desviando o olhar para o outro lado da mesa a tempo de ver
sua mãe arrastar seu pai, que parecia absolutamente
aterrorizado, para o computador configurado ao lado do
palco, com a maior probabilidade de escolher uma música
que iria assombrá-los para o resto de suas vidas.

— Que não queríamos que ela perdesse a diversão. —


Jason disse bem na hora que uma canção dos Backstreet
Boys começou e ouviram seu pai murmurar.

— Por favor, me matem.

Concordando, Lúcifer voltou sua atenção para Trevor e


Jason, decidindo que seu pai estava sozinho e perguntou.

— Você sabe que eu vou matá-lo, certo?

Jason bufou com isso.

— Eu sei disso desde que você tinha dois anos e tentou


me jogar no meio de uma avenida movimentada.

— Desde que isso esteja claro... — Lúcifer murmurou


enquanto subitamente a mulher que amava pulou no seu
colo com um suspiro de satisfação e um sorriso que
realmente dizia tudo.

Ela iria enlouquecê-los a noite toda.


— Deus, tantas possibilidades... — Disse ela, sorrindo
enquanto olhava ao redor da mesa, deixando todas as
possibilidades passarem em sua mente.

Ela se sentia como na manhã de Natal...

— Vou dar-lhe mil dólares se você beber isso. — Disse


Aidan, colocando um copo grande de cerveja na frente dela e
tanto quanto ela adoraria uma cerveja gelada para deixar esta
noite absolutamente perfeita teria que passar.

— Eu estou bem. — Disse ela enquanto olhava para o


palco, percebendo que a Sra. Bradford parecia estar tendo o
melhor momento da sua vida, enquanto Ethan ficava ali,
congelado no local, pálido e parecendo que iria desmaiar ou
vomitar.

Provavelmente ambos.

— Dois mil. — Disse Aidan, um pouco histericamente.

— Você está realmente disposto a arriscar minha saúde


apenas para fugir de algum tempo de qualidade com sua
família? — Perguntou, balançando a cabeça em desgosto
fingido enquanto se perguntava se eles tinham algo no
cardápio que ela pudesse beber.
— Num piscar de olhos. — Disse Aidan e ela não
duvidou dele nem por um segundo.

— Nós iríamos apenas arrastá-lo de volta. — Disse


Trevor com uma piscadela enquanto bebia sua cerveja antes
de Jason acrescentar. — Mais uma vez.

— Bastardos. — Aidan murmurou, terminando sua


cerveja, enquanto ela ficava lá sentada, tentando decidir por
onde começar.

Havia apenas tantas possibilidades...

— O que você está fazendo aqui? — Perguntou Lúcifer,


lembrando-a que ela realmente foi ali por uma razão.

— Eu vim falar com você. — Disse ela, movendo sua


atenção para Jason e Trevor, que apenas ficaram lá, olhando
para ela com um olhar que conhecia muito bem.

Era o mesmo olhar que Rebecca dava quando estava


prestes a ferrar com alguém, mas desta vez era destinado a
ela, o que definitivamente não estava gostando.

— Então fale. — Lúcifer disse, envolvendo um braço ao


redor de sua cintura enquanto sinalizava para a garçonete e
pedia duas cocas, o que era provavelmente o melhor.
Embora, para ser honesta, ela não tinha certeza de que seria
capaz de passar por essa conversa sem um pouco de coragem
líquida.

— Temos um público. — Lembrou a ele enquanto se


sentava em seu colo para que pudesse colocar o braço ao
redor dos seus ombros.
Deslocando seu olhar para Aidan, ela percebeu que
poderia ter que sacrificá-lo. Não que tivesse um problema
com isso desde que o bastardo engravidou sua melhor amiga
e a abandonou. Sim, estava ciente de que ele não sabia, mas
isso não importava. Melanie era sua melhor amiga, portanto
tinha a lealdade dela, não importava o quão louco e irracional
seu raciocínio fosse.

— Por que não podemos ir para casa e falar sobre isso?


— Lúcifer sugeriu, mas ela não iria embora, não depois de
conseguir uma segunda chance de ver essa coisa
completamente.

— Não. — Ela disse, balançando a cabeça enquanto


finalmente voltava sua atenção para Lúcifer. — Aqui está
bom.

— Eu não quero falar sobre isso com os bastardos


intrometidos ouvindo. — Disse ele, empurrando uma mecha
de cabelo da frente dos olhos para que pudesse cobrir seu
rosto com a mão e gentilmente acariciar o lábio inferior com a
ponta do polegar, quase fazendo-a desistir de seu plano.

— Nós não estamos ouvindo. — Disse Jason, apontando


para que eles continuassem.

Segurou um sorriso que ameaçava sair ao pensar que


ela iria definitivamente se encaixar bem em sua família. Isso
se tivesse coragem de propor a ela novamente e decidiu que
era hora de fazer as coisas andarem. Se deixasse por conta
dele, sabia que ele faria de tudo para tornar o momento
absolutamente perfeito e não era o que queria.

Ela apenas o queria.

— Podemos falar sobre isso mais tarde. — Disse ela com


um sorriso tranquilo enquanto observava o amplo
restaurante, vendo todas as possibilidades.

— Deveríamos falar sobre isso agora. — Disse ele


bruscamente, parecendo que iria passar mal, o que era
provavelmente uma boa razão para evitar essa conversa por
um tempo.

Pelo menos até que ele deixasse de parecer como se


fosse passar mal, o que ela tinha que admitir, era um pouco
insultante. Não que fosse deixá-lo fugir de sua proposta,
intencional ou não, ele era dela.

Rebecca abriu a boca para dizer-lhe que não havia nada


para se preocupar, porque iria conceder-lhe a honra de se
casar com ela quando ele abriu a boca e a deixou saber que
seria difícil.

— Mas, eu quero me redimir. — Ele deixou escapar,


fazendo-a suspirar quando pegou a Coca-Cola e tomou um
gole.

Sim, definitivamente seria difícil.

Como não estava com disposição para discutir com


Lúcifer e sabendo que era inútil porque ele não queria ouvir,
obrigando-a a tomar o assunto em suas próprias mãos
depois, ela simplesmente acenou com a mão e disse.
— Com certeza.

Isso simplesmente não iria funcionar, decidiu com um


suspiro pesado enquanto passava para a próxima imagem,
mas a próxima suíte não iria funcionar para ele também. A
mobília não era certa, a janela não era grande o suficiente,
não tinha a vista que queria e o branco das pétalas de rosa
iria colidir com a colcha, pensou com outro suspiro enquanto
Rebecca se movia em seu colo.

O próximo conjunto não iria funcionar para ele também.


Não, este hotel era definitivamente inaceitável, decidiu
quando fechou a página da web em seu telefone e abriu
outra. Talvez devesse procurar um hotel na praia em vez de
um com vista para a cidade, pensou, mas depois desistiu
rapidamente quando percebeu que seria muito mais difícil de
encontrar o restaurante perfeito, flores frescas, um serviço de
limusine, padaria e um chocolateria decente.

— Eu já volto. — Disse Rebecca, dando-lhe um beijo na


bochecha enquanto saia de seu colo e se dirigia para só Deus
sabe onde para enlouquecer alguém.

— Ok. — Disse ele distraído, debatendo-se entre levá-la


para Boston ou Manhattan para o fim de semana.

Se ele a levasse para Boston, poderia levá-la para uma


caminhada através de Boston Common, mas novamente, se a
levasse para Manhattan poderia contratar uma carruagem
puxada por cavalos para levá-los ao longo de toda...
Houve um suspiro pesado e em seguida, o telefone foi
embora e ele ficou sentado lá, perguntando onde errou a
tantos anos atrás, quando empurrou o bastardo na rua por
tocar em seus lápis de cor. Deveria ter seguido com outro
empurrão, mas o bastardo irritante conseguiu pegá-lo e levá-
lo de volta para sua mãe antes que ele tivesse a chance de
seguir com seus planos para fazê-lo pagar por colocar seu
lápis vermelho próximo aos azuis.

— Que porra você pensa que está fazendo? — Perguntou


ele, piscando para sua mão vazia e decidindo que daria ao
bastardo dez segundos para devolver o telefone ou iria...

— Eu poderia te perguntar a mesma coisa. — Jason


disse quando virou o telefone desligado e jogou-o sobre a
mesa.

— Você sabe o que estou fazendo. — Disse Lúcifer,


estendendo a mão para o telefone, mas Trevor o tirou do
lugar antes disso.

— Você não chegou lá ainda. — Trevor disse


calmamente enquanto colocava o telefone no bolso.

Apertando os dentes, ele disse.

— Dê-me meu telefone, porra.

— Você não chegou lá ainda — Repetiu Trevor.

Lúcifer olhou para o bastardo.

— Eu estou lá. — Lúcifer xingou quando estendeu a


mão só para ter o outro bastardo zoando com ele de novo.
— Ele tem razão. Você não está. — Disse Jason,
irritando-o ainda mais.

— Eu estou pronto. — Ele respondeu, pronto para


matar os dois com as mãos nuas se não entregassem o seu
maldito telefone de forma que pudesse planejar a porra da
proposta perfeita para compensar a anterior. Então ele iria...

— Porque você está disposto a nos matar? — Perguntou


Trevor, balançando a cabeça enquanto se recostava na
cadeira. — Isso não prova que está pronto para se casar. Isso
só faz de você um Bradford.

— Se isso faz você se sentir melhor. — Disse Jason,


parando para sentar e sinalizar a uma das quatro garçonetes
para encher sua mesa com mais pratos de aperitivos. — Você
está perto.

— Eu já estou pronto. — Disse ele, se sentando quando


vários pratos cheios de coxas de frango, anéis de cebola e
espetinhos de muçarela foram colocados na frente dele.

— Porque você está pensando em sequestrar sua


namorada e levá-la para longe de modo que possa orquestrar
a proposta perfeita? — Jason, o bastardo sabe tudo
adivinhou.

— E qual é o problema com isso? — Ele perguntou,


odiando os bastardos mais a cada segundo.

— Bradford não propõe. — Aidan disse enquanto


empurrava o espetinho de muçarela na boca.
— Nós realmente não fazemos. — Concordou Jason
quando ele escolheu um espetinho de frango.

— Nós esperamos até perdemos nossas cabeças antes


de dar o próximo passo. — Trevor disse enquanto gesticulava
com sua cerveja para o palco onde a mãe de Lúcifer estava
encerrando uma música e parecendo estar pronta para a
segunda rodada, enquanto seu pai ficava lá, branco como um
fantasma e resmungando o que ele suspeitava ser a música
ou um pedido de misericórdia.

— À sua direita. — Disse Trevor, fazendo-o franzir a


testa quando desviou o olhar para a direita e encontrou a
mulher que tinha virado sua vida de cabeça para baixo
encostada no bar, sorrindo para algo que algum idiota de pé
muito perto dela estava dizendo.

— Quem é esse? — Perguntou Aidan, que era


exatamente o que ele queria saber.

— É a Rebecca? — Perguntou sua mãe, aparentemente


dando uma pausa do seu recém-descoberto amor por karaokê
para pegar uma bebida.

— Achei que você iria para casa. — Seu pai murmurou,


sentando-se para que pudesse enterrar seu rosto entre as
mãos e sussurrar. — Deus, eu queria que ela me deixasse ir
para casa.

— Eu também. — Disse ele quando Rebecca se afastou


do bar e se dirigiu para o palco.
— Oh, parece que o palco está livre de novo! — A Sra.
Bradford disse animada enquanto ficava de pé e antes que
Ethan pudesse fazer mais do que soltar um gemido, ele foi
arrastado de volta ao palco.

Sorrindo para a expressão cruel no rosto da Sra.


Bradford, Rebecca se aproximou de Lúcifer, que estava
observando cada movimento dela como um serial killer
paranoico, o que tinha que admitir era um pouco assustador
e sentou-se em seu colo, ignorando a cadeira vazia ao lado
dele.

— O que foi aquilo? — Ele perguntou, movendo seu


olhar para o homem com quem ela conversou.

Bem, conspirar pode ser um termo mais adequado


desde que ela apenas usou suas habilidades e charme para
conseguir um pouco de ajuda para se livrar do seu público
indesejado, enquanto se certificava de ao mesmo tempo ferrar
com eles, o que apenas mostrava como verdadeiramente
talentosa era. Suspirando, ela colocou o braço ao redor dos
seus ombros e inclinou-se contra ele.

Seus talentos estavam sendo desperdiçados, o que era


apenas mais um lembrete de que precisava de um emprego,
de preferência de volta no Fire & Brimstone, onde ela
pertencia. Sentia tanta falta de estar lá que estava pensando
seriamente em engolir seu orgulho e pedir seu emprego de
volta. Melanie tinha razão, ela não seria feliz trabalhando em
qualquer outro lugar.

— The River Tavern gostaria de dar as boas-vindas à


nossa próxima sensação da música. Chamo ao palco Trevor,
Jason e Aidan Bradford onde eles vão cantar Boyfriend de
Justin Bieber. — Eric, o homem com quem ela conversou,
disse, sorrindo enquanto gesticulava para sua mesa.

Rebecca olhou para os três homens que ela ferrou.


Aidan parecia genuinamente chocado por ela fazer algo tão
cruel com ele, enquanto Jason e Trevor se sentavam ali,
balançando a cabeça com pena.

— Este é realmente o melhor que você pode fazer? —


Perguntou Jason, compartilhando um olhar com Trevor, que
parecia verdadeiramente desapontado.

— Eu realmente espero que este não seja seu melhor


plano. — Disse Trevor, suspirando forte enquanto ficava de
pé.

— Vocês aceitam o desafio? — Ela perguntou com um


sorriso excessivamente doce, principalmente para irritar o
homem sentado na frente deles, que ela estava obrigada a
odiar até novo aviso.

— Não! — Aidan gritou, lançando um olhar nervoso em


direção à saída, enquanto Jason dizia. — Com certeza.
— Com medo do desafio, não é? — Ela perguntou,
mudando sua atenção para os dois homens ainda a olhando
com algo próximo a pena.

— Você realmente acha que me fará desistir com Bieber?


— Perguntou Trevor, balançando a cabeça em desgosto.

— Temos filhas, querida. — Disse Jason, apontando


entre ele e Trevor. E temos papel muito ativo na vida dos
nossos filhos.

— Da próxima vez, escolha um desafio de verdade. —


Disse Trevor, cruzando os grandes braços sobre o peito.

Balançando a cabeça, ela apontou para Aidan.

— Mas ele não tem. — Ela lembrou-lhes e com isso, os


dois homens se esqueceram completamente dela e
deslocaram sua atenção para Aidan. Quando seus sorrisos
ficaram cruéis, os olhos de Aidan se arregalaram de horror
quando tropeçou para trás.

— Mas, mas ... — Ele murmurou quando balançou a


cabeça, tropeçando para trás novamente.

— Vamos, luz do sol! — Disse Jason, agarrando um dos


braços de Aidan, enquanto Trevor agarrava o outro e juntos,
eles o arrastaram para o palco.

— Você é uma mulher cruel. — Disse Lúcifer, rindo


enquanto ele se inclinava e beijava sua bochecha.

— Eu sei. — Admitiu, tentando não parecer orgulhosa,


mas ela realmente estava.
— Por que não saímos para que possamos conversar? —
Ele perguntou, dando-lhe outro beijo que tornou difícil ficar
firme, mas isso era importante.

— Podemos falar aqui. — Ela disse, apontando para as


cadeiras vazias ao redor deles, no momento em que as
primeiras notas de Boyfriend começou.

— O que há de errado em falar sobre isso em casa? —


Perguntou ele, ao mesmo tempo que puxava o telefone, abria
a câmera, apontou-a para o palco e começava a gravar.

— Nós poderíamos. — Ela murmurou em concordância


enquanto pegava o telefone e seguia seu exemplo ao começar
a gravar.

— Mas você quer ficar? — Ele perguntou enquanto ela


balançava a cabeça maravilhada para Jason e Trevor, que
começaram a cantar, provando que eles eram de fato grandes
pais.

Aidan, por outro lado...

— Eu realmente espero que você possa cantar melhor do


que ele. — Disse suspirando, porque realmente não tinha
certeza se poderia lidar com ele destruindo sua canção
favorita.

— Você nunca vai descobrir. — Disse ele, confiante.

— Você nunca sabe... — Brincou ela, porque já sabia


que nunca iria acontecer, não importa o quanto gostaria de
ver isso.
— Eu realmente sei. — Disse ele, colocando o telefone
longe e movendo-a no colo para que eles estivessem frente a
frente.

Uma vez que ele a tinha onde queria, tocou a testa na


dela e disse.

— Vamos dar o fora daqui.

— Você está pensando em gritar comigo de novo? —


Perguntou ela, indecisa em ficar para ver esta coisa
completamente, mas desde que foi capaz de colocar Aidan no
palco, provavelmente poderia dar a noite por terminada.

— Eu tentarei o meu melhor para não fazer. — Prometeu


ele com aquele sorriso que ela tanto amava.

— Acho que isso vai ter que servir. — Disse ela com um
suspiro e um sorriso.

— Se você for boa eu poderia até fazer o jantar. — Disse


ele suavemente quando inclinou a cabeça e...

— Desculpe-me, Rebecca? — Disse uma voz vagamente


familiar, interrompendo o que prometia ser um beijo muito
doce.

Piscando, ela sentou-se e olhou para o homem, que pelo


menos teve o bom senso de parecer envergonhado por
interrompê-los e percebeu que era Eric. Ignorando Lúcifer e o
olhar que ele estava dando ao homem, ela sorriu para Eric.

— Eu realmente sinto muito interromper. — Ele disse,


corando numa sombra adorável de rosa. — Mas estava
esperando para ter a chance de falar com você antes de sair.

Balançando a cabeça, saiu do colo de Lúcifer, parando


apenas tempo suficiente para dar um tapa nas mãos dele
quando ele tentou agarrá-la e sorriu para o homem
encantador que ajudou com seus planos de atormentar
Aidan. Batendo na mão de Lúcifer novamente, ela perguntou
a Eric.

— O que você deseja falar?

— Por que não vamos falar em meu escritório? — Ele


perguntou com um sorriso que a fez relutantemente acenar e
apontando para ele liderar o caminho quando era forçada a
tirar a mão de Lúcifer de seu quadril, novamente.

— Eu já volto. — Disse ela, seguindo Eric para seu


escritório onde muito provavelmente iria oferecer-lhe um
emprego e em seguida, implorar para trabalhar para ele e ela
teria que educadamente recusar. Rebecca sentiu-se mal, mas
o que mais ela deveria fazer?

Ela pertencia ao Fire & Brimstone.

— Merda! — Ele disse, lançando outro olhar para a


porta dos fundos onde Rebecca desapareceu mais de uma
hora atrás.

— Ah, o que está errado, garotão? — Jason, o filho da


puta que ele estava seriamente considerando socar, disse em
uma voz doce.

— Cala. A. Boca. — Ele disse, passando os dedos pelo


cabelo.

Ele ferrou tudo e agora estava prestes a perdê-la.

Ela pertencia a ele no Fire & Brimstone. Nunca devia tê-


la deixado ir sem uma luta. Devia ter gritado com ela,
implorado, argumentado, feito e dito tudo o que precisava, a
fim de mantê-la lá. Ela pertencia lá tanto quanto ele, talvez
mais. Enquanto o Fire & Brimstone era sua vida, era seu
bebê. Ela ajudou a torná-lo algo, ajudou a colocar a cabeça
dele no lugar e fez o impossível. Rebecca o ajudou a focar no
todo de tanto irritá-lo, quando tudo o que ele queria fazer era
tornar cada pequeno detalhe perfeito.

— Eu me pergunto se ela será capaz de obter um


desconto. — Trevor disse num tom pensativo que iria fazê-lo
ter sua mandíbula quebrada.

— Provavelmente. — Jason murmurou de acordo quanto


ele bebeu o resto de sua cerveja e sinalizou para outra, mas
por agora sua garçonete estava sendo descuidada ou estava
evitando sua mesa sempre que possível.

— Parece que talvez seja hora de irmos embora. —


Trevor disse enquanto todos eles viam sua garçonete correr
pelo restaurante em uma tentativa desesperada de ficar longe
deles.
— Por que não cantamos outra música enquanto
esperamos por Rebecca? — Sua mãe, uma mulher que estava
se provando tão má quanto Rebecca, se não pior, disse com
um sorriso brilhante que fez seu pai tremer.

— Não é possível. — Seu pai deixou escapar, parecendo


em pânico quando estendeu a mão e agarrou cegamente
Aidan, que ainda não tinha totalmente se recuperado de seu
tempo no palco e se levantou. — Temos os primeiros turnos
de manhã.

— Oh! — Disse sua mãe com um suspiro desapontado


que não escondeu o pequeno vislumbre de prazer em sua
expressão calculista, o que era absolutamente aterrorizante.

— Podemos sempre voltar. — Disse Jason, o bastardo


sempre útil.

— Estou livre no próximo domingo. — Trevor disse


quando todos eles ficaram de pé e jogaram o dinheiro sobre a
mesa, uma vez que era óbvio que sua garçonete não voltaria
para entregar a conta.

— Ótimo! — Disse sua mãe, juntando as mãos e


parecendo muito satisfeita consigo mesma.

Rebecca definitivamente iria se encaixar bem com sua


família, pensou quando a mulher em questão apareceu,
sorrindo quando o viu e o deixou saber que ele estava sem
tempo.
— Umm, o que exatamente estamos fazendo? — Ela não
podia deixar de perguntar quando deslocou sua atenção do
velocímetro para o homem sentado atrás do volante, que era,
aliás, o mesmo que a raptou.

Quando ele não respondeu, porque aparentemente, era


contra o código do sequestrador, ela discretamente puxou o
telefone do bolso, certificando-se de mantê-lo escondido atrás
de sua perna e decidiu que era hora de pedir ajuda.

Infelizmente para ela a única pessoa a qual poderia


pensar em pedir ajuda a esta hora da noite era a mesma
cadela aparentemente, era da Equipe Lúcifer, assim que
enviou uma mensagem dizendo que estava sendo
sequestrada, a cadela traidora lhe enviou um emoji
sorridente. Rebecca considerou enviar uma mensagem para
Aidan para que ele soubesse que seu irmão finalmente
perdeu o juízo, mas depois pensou melhor, desde que ele
ainda estava irritado com ela.

Pelo menos, era o que ela estava assumindo desde que


Jason e Trevor foram forçados a contê-lo quando voltou de
falar com Eric. Os gritos e promessas de vingança foram um
pouco perturbadores, mas estava confiante de que ele
finalmente iria perdoá-la. Se não o fizesse, estava bom
também, porque assim que Melanie desse a notícia a ele,
teria outras coisas em mente para se preocupar.

Não tinha ideia de como eles fariam isso, não quando


não podiam ficar juntos. Pelos próximos dezoito anos teriam
que trabalhar juntos para criar um filho que não planejaram.
Isso mudaria tudo e ela não tinha certeza de que Aidan
ficaria bem com isso. Logo ele teria muito com o que lidar,
por agora, o deixaria em paz, o que significava que estava
sozinha.

— Então, hum. — Disse ela, movendo-se para que


pudesse deslizar seu telefone de volta no bolso sem que ele
percebesse. — Onde vamos à meia noite?

Em vez de lhe responder como qualquer pessoa em sã


consciência faria, sua mandíbula apenas travou de um jeito
que nunca viu até aquela noite. Era uma nova versão de
travar a mandíbula do que ele normalmente fazia quando o
irritava, o que a fez pensar no que aconteceu entre o
momento em que ela foi falar com Eric e o tempo que voltou
para ver se ele estava pronto para sair.

— Estou um pouco cansada. Quando você acha que


iremos para casa? — Ela perguntou despreocupadamente,
quando notou outro grande sinal na Estrada Green, avisando
que eles estavam se aproximando da fronteira de New
Hampshire.

Nenhuma resposta.
Impressionante.

Balançando a cabeça, se recostou no assento e olhou


pela janela para ver os carros que passavam. Todos esses
anos de provocação para ver o quão longe Rebecca poderia
pressioná-lo e outra pessoa o dobrou quando ela saiu da sala.
Ela se sentiu roubada.

Bastardos.

Rebecca continuou olhando pela janela por mais dez


minutos antes de não aguentar mais. Não se incomodou em
perguntar onde estavam indo ou o que eles estavam fazendo,
porque sabia que ele não iria responder. Além disso, após o
dia longo e seriamente perturbador que acabaram de ter,
estava cansada demais para jogar este jogo com ele.

— Olha, já é tarde e estou cansada demais para


continuar com este joguinho. Volte e me leve para casa ou
encontre um hotel para que eu possa dormir e descansar um
pouco, para que pela manhã eu possa lidar com o que quer
que seja que você está passando. — Disse ela, exausta
demais para adoçar isso.

Tudo o que queria fazer era tomar um banho, subir na


cama e dormir pelas próximas quarenta e oito horas. Então,
depois de um café da manhã saudável, esperava estar pronta
para lidar com o que estava acontecendo com ele. Que Lúcifer
desistisse de seu plano de sequestrá-la, contasse o que estava
acontecendo e a levasse de volta para casa, para que pudesse
descobrir a melhor maneira de recuperar seu emprego.
Talvez rastejando?

Não, isso não daria certo, principalmente porque não


seria capaz de fazer isso. Poderia tentar uma refeição caseira,
como um ensopado, mas realmente não era boa cozinheira.
Lúcifer era um cozinheiro melhor e apenas daria uma olhada
em sua tentativa meia-boca de suborná-lo, balançaria a
cabeça e cozinharia sua própria refeição.

Então, apenas restava...

Oh Deus, não tinha ideia do que restava, porque estava


muito exausta para pensar agora. Ela ainda não acreditava
no quanto podia acontecer em um dia. Fechando os olhos,
desistiu. Ele iria continuar até chegar ao Polo Norte ou iria
virar e levá-la para casa onde poderia ir para sua própria
cama.

Na verdade, ela preferia a cama dele, já que era maior,


mais confortável e tinha ele dentro. Sempre dormia melhor
quando estava com ele. Lúcifer a matinha aquecida,
mantinha segura e a fazia sentir-se como se estivesse onde
sempre deveria estar.

Com ele.

— Deixe-me dormir. — Rebecca resmungou com raiva


quando batia nele, fazendo-o rir enquanto cuidadosamente a
colocava sobre a primeira cama de casal no quarto do hotel
que, com relutância alugou para a noite.
Lúcifer planejou dirigir a noite toda até o cartório e
esperar que abrissem as portas e tornar legalmente
impossível que ela o deixasse. Ele mudou seus planos quando
ela se deitou em suas pernas, resmungou e tentou bater em
suas pernas para afofar como um travesseiro.

Quando se tornou óbvio que ela não iria parar, ele


decidiu que talvez fosse hora de encerrar a noite. Depois de
encontrar um Marriott, conseguiu um quarto, arriscou sua
vida e acordou-a. Ele levou cerca de dez minutos para levá-la
para dentro e em seguida, outros quinze para levá-la ao
quarto. Uma vez lá, tirou suas roupas, arrastou-a para o
chuveiro e tomou seu tempo acariciando sua pele, correndo
os dedos pelos cabelos enquanto a segurava.

Então, ele a segurou, apenas segurou, enquanto ficavam


sob o chuveiro e percebeu que teria a chance de segurá-la
assim pelo resto de suas vidas. Foi o melhor momento de sua
noite e que terminou muito cedo. Quando a água começou a
esfriar, desligou o chuveiro, envolveu-a em uma toalha e
depois ela murmurou.

— Você pode me mover. — Levou-a para a cama.

Agora estava puxando a toalha, tentando removê-la para


que pudesse deitar a pequena dor na bunda, mas ela não
soltava essa maldita toalha! Finalmente, depois de um
grunhido e um pequeno gemido fofo, ela desistiu de sua
posse, rolou, chutou os cobertores e lençol fora do caminho e
se acomodou para a noite.
Decidindo que havia algo errado com ele se era assim
que queria passar o resto de sua vida, deixou cair a toalha,
subiu na cama atrás dela e puxou os cobertores que Rebecca
chutou. Uma vez que estavam cobertos, curvou-se atrás dela,
fechou os olhos e percebeu que amanhã não podia chegar
rápido o suficiente para ele.

Quando ela se virou bruscamente em seus braços,


empurrou-o de costas e de alguma forma conseguiu rastejar
em cima dele antes de desmaiar, aparentemente decidindo
que ele era um colchão melhor, orou para que amanhã
chegasse antes que enlouquecesse.

— Umm, o que você está fazendo? — Perguntou


Rebecca, ofegando quando aqueles lábios talentosos se
envolveram ao redor de um mamilo e chupava suavemente,
enquanto sua mão segurava o outro, apertando-o e fazendo-a
lamber os lábios com fome, porque honestamente não podia
pensar em uma maneira melhor de acordar.

— Praticando. — Disse ele, deixando o mamilo deslizar


entre seus lábios para que pudesse responder e...

Lambeu seu mamilo.

— Oh, Deus! — Ela gemeu alto quando ele repetiu esse


movimento e deslizou seu mamilo entre os dedos.

— Como se sente, querida? — Lúcifer calmamente


perguntou quando mudou sua atenção para o outro mamilo
e chupou.
Antes que pudesse responder, não que fosse realmente
capaz de lhe responder, ele decidiu aumentar seu jogo e
seguiu com.

— Você está ficando molhada para mim, bebê?

Gemendo quando ele se moveu sobre ela e começou a


beijar e lamber até seu estômago.

— Talvez eu deva descobrir por mim mesmo — Lúcifer


murmurou enquanto descia e afastava as pernas dela para
que no momento em que chegasse ao seu destino fosse
impossível para Rebecca responder-lhe sem gemer seu nome
e desde que sabia o quanto ele gostava disso, foi exatamente
o que ela fez.
— Christopher. — A pequena provocadora gemeu
enquanto ele traçava a sua fenda com a ponta da língua.

Gemendo, espalmou a coxa dela e levantou-a mais alto,


precisando de melhor acesso à boceta mais doce que já teve o
prazer de adorar. Simplesmente não conseguia o suficiente
dela. Queria fazer isso esta manhã, tarde, noite e às vezes se
via pensando em fazer isso quando deveria se concentrar em
outra coisa, crescendo com tanta força que não tinha escolha,
exceto caçá-la para que pudesse fazer isso mesmo.

Se Rebecca aceitasse esse trabalho, Lúcifer não seria


capaz de fazer isso e o irritava. Manteria-a com ele e ponto.
Se não gostasse disso, então era muito ruim, porque ela
estava presa com ele. Ela forçou sua presença em sua vida,
atormentando e provocando-o ao longo do caminho, com a
certeza de que não fosse capaz de funcionar sem ela, até que
não quisesse funcionar sem ela.

A queria em sua vida, em sua cama, monopolizando seu


chuveiro, fingindo dormir quando pedia-lhe para
experimentar uma nova receita, queria observá-la quando
ficava com aquele olhar desonesto em seu rosto quando
ferrava com a cabeça de alguém, queria estar lá quando ela
entrasse em uma daquelas lutas dignas de pena e tapas com
Melanie, queria administrar o Fire & Brimstone com ela, e
tudo mais.

Ele apenas queria estar com ela.

— Mmm. — Rebecca gemeu quando ele traçou a ponta


da língua em sua fenda, enquanto deslizava as mãos por
suas coxas, abrindo-as ainda mais para que pudesse usar os
polegares para espalhar os suaves lábios rosados que
escondiam um mundo de prazer.

— Christopher. — Disse ela, gemendo seu nome e


fazendo seu pau saltar em antecipação.

Lúcifer queria deslizar dentro dessa bonita e pequena


boceta e perder-se nela, mas não sem pressa. Queria
saborear cada gemido, cada gosto, cada suspiro até que
nenhum dos dois pudesse aguentar mais. Com isso em
mente, correu a ponta de sua língua sobre aquele pequeno
clitóris inchado, até seu núcleo, onde a língua traçou a pele
sensível. Quando ela moveu seus quadris, convidando sua
língua a deslizar profundamente dentro dela, ele recuou.

— Christopher. — Ela gemeu, passando os dedos pelos


seus cabelos quando ele se inclinou, passou os lábios ao
redor de seu clitóris inchado e gentilmente chupou.

Ouviu-a prender sua respiração enquanto roçava a


língua sobre seu clitóris. Lúcifer tomou seu tempo, roçando
suavemente sua língua, enquanto ela ofegava e gemia,
continuando a passar os dedos pelo seu cabelo. Nunca fez
isso com uma mulher antes, tomar seu tempo e
simplesmente saborear. Normalmente fazia isto para
conseguir que a mulher ficasse molhada e gritando com ele
para fodê-la, mas não queria isso com Rebecca.

Bem, queria, mas também queria aproveitar por si


mesmo e Deus, como estava gostando disso. Amava os sons
que ela fazia quando sua língua e lábios trabalhavam juntos
para fazer seu clitóris inchar, a forma como se movia contra
ele, a forma como prendia o fôlego enquanto sua língua
roçava a ponta do clitóris.

Deus, ela tinha um gosto tão bom, pensou enquanto


pressionava seu pau contra a cama para aliviar a dor.
Queria-a tanto, mas tinha um plano. Ele iria lamber sua
boceta, deslizar sua língua profundamente dentro dela antes
de voltar para os seios, lambendo-os e chupando seus
grandes mamilos cor de rosa enquanto deslizava um dedo
profundamente dentro dela e a fodia.

Lúcifer usaria o polegar para provocar seu clitóris,


fazendo-a gozar antes de substituir seu dedo pelo seu pau e
lentamente fodê-la enquanto a beijava. Beijaria-a, passando
as mãos sobre seu corpo, saboreando sua pele suave de bebê,
seus seios grandes, quadris e pernas antes que ele passasse
os braços ao seu redor e...

Grunhiu quando ela se afastou e sentou-se, arruinando


seus planos completamente!
— Eu estava trabalhando, mulher! — Disse ele,
estendendo a mão, para que pudesse puxá-la de volta e
começar tudo de novo.

— Uh huh. — Disse Rebecca, empurrando-o de costas


para que ela pudesse rastejar sobre seu corpo, envolver a
mão ao redor de seu pau e...

Destruí-lo completamente.

Gemendo, ele colocou as mãos sobre sua bela bunda e


deu um aperto nas generosas bochechas enquanto desfrutava
da forma que ela envolveu seus lábios na ponta do seu pau e
chupava.

— Maldição. — Disse ele, lambendo os lábios quando


usou seu domínio sobre sua bunda e a levantou, puxando
seus joelhos para que sua fenda molhada estivesse sobre sua
boca.

— Eu tinha planos, mulher. — Lúcifer rosnou quando


levantou a cabeça e enterrou sua língua dentro de sua boceta
molhada.

— Você pensa demais. — Provocou enquanto ela traçava


seu pau com a língua.

— Eu planejo tudo. — Disse ele, fazendo uma pausa


para corrigi-la.

— Grande diferença. — Disse Rebecca, encolhendo os


ombros, o que fez seus seios grandes se deslocarem, roçando
contra seu estômago.
— Não é verdade. — Sentiu-se obrigado a apontar
quando estendeu a mão entre eles para que pudesse tocar
com os dedos um daqueles belos mamilos duros provocando
seu estômago.

— Você pensa demais. — Disse ela, tomando seu pau na


boca e tornando muito difícil responder.

Ela aproveitou.

Rebecca soltou seu pau de sua boca, deixando a língua


passar na parte inferior, enquanto descia a mão até suas
bolas e dava um aperto suave que o fez gemer e rezar para
que ela fizesse de novo.

E de novo…

Ele provavelmente poderia usar isso também em sua


vantagem. Quando ela levou se pau de volta a boca, decidiu
que estava moralmente obrigado a usar esta discussão para
manipulá-la a voltar para o Fire & Brimstone e mais
importante, para ele.

— Sim? — Lúcifer perguntou gentilmente enquanto


lambia e beijava seu caminho ao longo de sua fenda, fazendo-
a ofegar ao redor de seu pau.

— Mmm. — Foi tudo que conseguiu dizer quando ele


colocou a ponta da língua entre sua fenda e correu de volta
até seu clitóris.
— Você acha que eu penso demais em tudo? — Lúcifer
de alguma forma conseguiu perguntar quando Rebecca se
inclinou sobre ele, gentilmente chupando seu pau enquanto
ela agarrava o edredom e lutava para não gritar quando o
bastardo encontrou seu clitóris.

Seus olhos se fecharam quando soltou outro gemido ao


redor da ponta de seu pau antes que o conseguisse de volta
em sua boca. Tinha uma língua talentosa, pensou com um
suspiro quando ela recuou para que seu pau saísse de sua
boca enquanto dava a suas bolas outro aperto, que ele
realmente parecia gostar.

— Você não gosta dos meus planos, bebê? — Ele


perguntou quando deu a seu seio e bunda um aperto suave,
usando seu poder para puxá-la de volta para que pudesse
enterrar sua língua dentro dela.

— Oh, Deus! — Ela gritou enquanto seu pau deslizou


livremente e saltou contra seu estômago. Suas mãos
apertaram o edredom, suas costas se curvaram e um gemido
alto escapou de seus lábios.

— E se eu lhe dissesse que fiz planos para nós? — Ele


perguntou, enquanto a lambia vagarosamente.

Rebecca ia responder quando ele a pegou de surpresa


envolvendo os lábios ao redor de seu clitóris e acariciava com
a ponta da língua, fazendo-a gritar até que sua voz ficou
rouca. Lambendo os lábios, ela deixou cair a cabeça até que
sua testa ficou pressionada contra seu quadril apenas a
centímetros desse grande pau que a fazia salivar.

— Na parte da manhã. — Ele continuou como se não


estivesse deixando-a louca. — Vamos sair desta cama, entrar
naquele chuveiro realmente pequeno, onde vou fodê-la contra
a parede. — Disse Lúcifer, fazendo uma pausa para que
pudesse beijar seu clitóris enquanto ela soltava outro gemido
apenas imaginando como seria bom quando ele a empurrasse
contra a parede e deslizasse dentro dela. — Depois de deixar
meu pau seco, vamos voltar para a caminhonete, dirigir o
resto do caminho para New Hampshire onde vou colocar essa
certidão de nascimento que eu tirei do seu quarto em bom
uso. — Falou, dando um aperto ao seu seio, que quase a
distraiu das suas próximas palavras. — E então nós vamos
nos casar.
— Saia de cima de mim. — A mulher deitada sob ele
disse com um olhar penetrante que falava tudo.

Se ele se movesse um centímetro fora do corpo quente e


incrivelmente confortável de Rebecca, ela iria bater nele, com
tudo que pudesse ter nas mãos. Depois de uma rápida olhada
ao redor do quarto, percebeu que havia pelo menos cinco
coisas que poderiam mandá-lo para o hospital. Decidindo que
estava em seu melhor interesse impedi-la de fazer algo que
provavelmente iria colocar um sorriso em seu rosto, enquanto
ela passava a noite atrás das grades, se acomodou mais
confortavelmente entre suas pernas.

— Eu vou matar você. — Ela jurou, mesmo enquanto


abria as pernas para ele, que apreciou muito desde que o
movimento aproximou seu pau de sua fenda molhada.

— Claro que você vai. — Lúcifer concordou com um


sorriso enquanto traçava seus lábios com a ponta do dedo.

— Eu não estou brincando. — Disse ela, tentando


parecer furiosa, mas sua expressão se suavizou sob seu
toque.
— Eu sei que você não está. — Ele murmurou enquanto
olhava para a bela mulher com quem planejava passar o
resto de sua vida.

— Se você sabe disso, então deveria estar correndo por


sua vida. — Disse Rebecca com um suspiro pesado quando
colocou os braços ao redor de seus ombros e puxou-o para
um beijo.

— Eu estou me preparando mentalmente para uma vida


em fuga. — Disse Lúcifer, rindo quando ela mordiscou seu
lábio inferior.

— Idiota. — Disse ela, beijando-o para suavizar o


insulto.

— Eu pensei que já fosse um idiota. — Perguntou ele,


devolvendo lentamente aquele beijo.

— Somente para outras pessoas. — Rebecca lembrou,


parecendo satisfeita por provavelmente ser a única pessoa no
mundo a salvo de seu temperamento.

— Apenas outras pessoas. — Lúcifer tranquilizou-a com


um sorriso quando beijou o canto dos lábios, o queixo, seu
pescoço e voltou ao início, apreciando a sensação de seu
corpo sob o dele, seus braços ao redor dela e os pequenos
sons de prazer que ela estava fazendo.

Este era definitivamente o caminho para ter essa


conversa, ele decidiu, movendo-se levemente sobre ela para
ter melhor acesso a seu pescoço. Quando sua ereção
pressionou contra sua fenda molhada e desde que se sentia
fantástico, decidiu que talvez eles devessem ficar um pouco
mais confortáveis para esta conversa.

Beijando o ponto entre seu pescoço e ombro, estendeu a


mão entre eles e envolveu sua mão ao redor de seu pau. Ele
se acariciou lentamente enquanto colocava a cabeça contra
sua fenda. Rebecca ofegou quando ele traçou sua fenda com
o pau, então fez isso de novo e lambeu os lábios quando o
movimento umedeceu a ponta, deixando-o tão molhado como
ela estava.

— Nós temos, hum, precisamos conversar. — Disse ela,


claramente lutando para se concentrar, o que ele tomou como
prova de que estava no caminho certo.

— Isso é o que estamos fazendo. — Disse, beijando seu


pescoço enquanto usava o domínio sobre seu pau para
provocar o clitóris, fazendo ambos gemerem.

— Nós estamos? — Ela perguntou, gemendo enquanto


se movia sob ele, o que a levou a se esfregar contra seu pau.

— Mmmhmm. — Lúcifer gemeu, tentando concentrar-se


quando o movimento fez com que a ponta do seu pau
encontrasse seu núcleo.

Ela colocou a mão ao redor de seu pescoço e segurou,


enquanto ele continuava provocando-a. Lúcifer beijou seu
caminho de volta para sua boca e beijou-a, gemendo quando
ela continuou a mover-se contra ele, se esfregando. Era tão
bom, mas ele queria mais.
Quando o beijo passou de doce e lento, a desesperado e
faminto. Ele soltou seu pênis, palmeou seu seio, apertando-o
enquanto pousava seu pênis contra ela. Continuou a beijá-la
e pressionando contra ela, muito desesperado pelo contato
para parar por qualquer coisa.

— Eu gosto desta conversa. — Disse ela, afastando-se


quando suas costas se curvaram e o movimento fez com que
a cabeça de seu pau pousasse no lugar certo.

Observando como ela lambia os lábios, empurrou para


frente, lambendo os lábios dela enquanto se inclinava para
um beijo e lentamente se enterrava dentro dela.

— Amo esta conversa. — Disse ele, flexionando os


quadris para enterrar os últimos centímetros dentro dela,
sabendo que poderia tomá-lo.

— Não é ruim. — Disse a pequena provocadora,


ofegando quando ele estendeu a mão, agarrou sua coxa,
puxou a perna para cima e...

Finalmente deslizou para casa.

— Esta é definitivamente a forma como devemos lidar


com todas as nossas discussões. — Ele decidiu, de repente
ansioso para todos os argumentos e discussões que ela
quisesse ter.

— Pode ser um pouco demorado. — Rebecca sussurrou


em uma risada trêmula.

— Provavelmente. — Ele concordou enquanto flexionava


os quadris. — Mas eu acho que vai tornar as reuniões
matinais mais tranquilas, você não acha?

— Hum. — Ela murmurou, visivelmente tentando se


concentrar quando ele puxou seus quadris para trás e em
seguida, com um gemido que não pode evitar mesmo que
quisesse, empurrou de dentro de sua boceta acolhedora,
decidindo que este era definitivamente o caminho. — O quê?

Sorrindo, porque depois de cinco anos ele finalmente


encontrou uma maneira de superar a teimosia da mulher.

— Reuniões de manhã, querida. Acho que devemos nos


livrar do sofá em nosso escritório e procurar uma cama. —
Sugeriu, realmente gostando da ideia de todas aquelas
reuniões que iriam ter. Teriam que conversar sobre
vendedores, funcionários, horários, menus e tantas outras
coisas e de muitas maneiras.

As possibilidades eram infinitas.

— Eu-oh, Deus! — Rebecca gritou, deixando-o saber


com que facilidade poderia se distrair.

Isto definitivamente poderia funcionar a seu favor, ele


pensou enquanto dava-lhe um último beijo e se sentava,
decidindo que era hora de acertar as coisas.

— Espere. — Disse ela, tentando recuperar o fôlego


quando o grande bastardo a pegou de surpresa e se sentou,
levando-a com ele.
Pelo menos, levou sua metade inferior com ele, ela
corrigiu sua posição em seguida, quando Lúcifer levantou
suas pernas, colocou contra seu peito e passou os braços ao
redor de suas coxas para mantê-la exatamente onde estava.
Agarrando os lençóis, ela se segurou enquanto observava
Lúcifer, parecendo determinado quando ele lambeu os lábios,
empurrando de volta para dentro dela, fazendo-a se arquear e
arrancou um grito de prazer de seus lábios.

Rebecca tentou se concentrar, tentou pensar no que


Lúcifer falou, mas ele se recusava a desacelerar, se recusava
a dar espaço e quando tirou aquele primeiro orgasmo dela,
decidiu ali mesmo que ele poderia ter qualquer coisa que
quisesse, desde que fizesse isso de novo.

— Assim, bebê. Continue apertando meu pau. — Ele


disse, garantindo que aconteceria.

— Não pare, Christopher. — Ela se ouviu murmurando


uma e outra vez, enquanto seus olhos se fechavam e seus
gemidos ficavam mais altos.

O grunhido de resposta a fez gemer e se contorcer em


seu colo, desesperada por mais. Queria mais, precisava de
mais e agradeceu a Deus que Lúcifer pareceu perceber
exatamente o que ela precisava, porque foi nesse momento
que ele pareceu se perder.

Em um minuto ela estava sendo mantida fora da cama e


fodida lentamente e no outro estava de bruços com o homem
que amava cobrindo-a e fodendo com mais força. Ele
envolveu um braço ao redor dela e bateu a mão contra a
cabeceira em uma tentativa desesperada para evitar que
batesse na parede com cada impulso forte.

— Eu te amo tanto. — Lúcifer sussurrou com voz rouca


no ouvido dela, fazendo com que os dedos dos pés curvassem
e perdesse o fôlego quando outro orgasmo a pegou de
surpresa, fazendo-a gritar o nome dele, que parecia ser
exatamente o que ele estava esperando ouvir.

Ele enterrou o rosto contra o dela e disse.

— Rebecca. — Enviando-a ao limite mais uma vez e


destruindo completamente sua capacidade de dizer não,
nunca mais.

Bastardo sorrateiro, pensou com um sorriso, enquanto o


empurrava de costas, rastejando sobre ele, fechou os olhos e
decidiu lidar com o bastardo sorrateiro depois que tivesse
uma soneca.
— Então. — A pequena mulher que seria sua morte
disse quando permitiu que seu pau deslizasse de sua boca
com um pop, acordando-o para que pudesse perguntar. —
Sobre o que devemos conversar?

— Eu... — Lúcifer começou a responder, mas a mulher


cruel, aparentemente não tinha planos de deixá-lo falar até
que estivesse pronta, porque ela o lambeu das bolas até a
ponta, o que tornou impossível para ele responder.

— Porque eu estava pensando sobre o que você disse


ontem à noite. — Disse ela em tom de conversa, enquanto
envolvia a mão em seu pau e apertava.

— Sobre se casar ou o trabalho? — Lúcifer conseguiu


soltar enquanto ela continuava o atormentando.

— Ambos. — Disse ela com um encolher de ombros


quando se inclinou sobre ele e levou seu pau para a boca
quente e acolhedora.

— Foda-se. — Ele gemeu quando os lábios envolveram


seu pau.

— Depois. — Ela disse quando se afastou depois de


deixar seu pau sair lentamente de sua boca desta vez antes
de acrescentar. — Se você for bom. — Disse com uma
piscadela.

— Nós vamos nos casar. — Ele explodiu, decidindo que


toda esta teoria Bradford sobre o casamento era
definitivamente o caminho a seguir, uma vez que não lhe
dava a opção de dizer não.

Quando Rebecca encolheu os ombros como se estivesse


bem e continuou chupando seu pau, decidiu tomar isso como
uma vitória e seguir em frente.

— Você também vai me ajudar a dirigir o Fire &


Brimstone. — Disse Lúcifer gemendo enquanto colocava a
mão suas costas, incentivando-a continuar enquanto
explicava seus planos.

— Você não precisa da minha ajuda. — Disse a teimosa


dor no traseiro, quando soltou seu pau para discutir com ele.

— Sim, eu preciso. — Lúcifer soltou, perguntando por


que Rebecca estava discutindo agora, quando passou os
últimos cinco anos fazendo tudo o que podia para provar que
ele não poderia fazer isso sem ela.

Ela balançou a cabeça e Lúcifer teve que admitir enviou


uma sensação muito interessante para seu pau e se afastou
para que Rebecca pudesse continuar discutindo com ele.

— Fire & Brimstone é seu. — Disse, irritando-o.

— É nosso. — Ele corrigiu, decidindo que talvez devesse


assumir novamente se eles tinham alguma esperança de
passarem por essa conversa sem se matar.
Sentando-se, pegou-a de surpresa, segurou-a e colocou
em seu colo para que pudessem esclarecer algumas coisas.

— Ok, vamos falar sobre algumas coisas, certo? —


Disse, descansando os braços sobre a mulher se contorcendo
para sair de seu colo.

— De verdade? Você vai me maltratar agora? — Ela


disse ainda se contorcendo.

Ele ignorou a pergunta dela e seguiu em frente,


decidindo que perderam muito tempo discutindo.

— Você terá que dispensar aquele idiota e dizer que você


já tem um emprego. — Disse Lúcifer, uma vez que isso
precisava ser esclarecido imediatamente.

Ela parou de se contorcer em seu colo para jogar um


olhar interrogativo sobre o ombro.

— Quem?

— Esse idiota do bar. — Disse ele, enquanto sua mão


encontrava seu traseiro e ficava lá, uma vez que o acalmava.

Quando ela continuou piscando, ele disse.

— O cara que falou em sua orelha por mais de uma hora


a noite passada.

Ela piscou, novamente.

— O cara que te ofereceu um emprego! — Lúcifer


respondeu, dando a bunda dela um aperto porque merecia
pelas besteiras que tinha que aguentar dela.
— Ninguém me ofereceu um emprego. — Disse ela com
um suspiro quando cruzou os braços sob a cabeça para que
pudesse usá-los como um travesseiro.

Franzindo a testa, Lúcifer perguntou.

— Que porra você está falando?

Ela resmungou.

— Ele queria falar sobre dieta sem glúten, porque sua


esposa acabou de descobrir que tem uma sensibilidade ao
glúten e queria saber como mantê-la segura.

— Oh — Disse ele, digerindo isso, enquanto continuou a


se inclinar.

— Sim. — Ela disse, suspirando enquanto continuava


deitada.

— Então, não existe nenhuma razão para você não


voltar? — Perguntou, questionando se esqueceu de qualquer
coisa que a mulher teimosa pudesse usar de argumento para
sair dessa.

— Não. — Ela admitiu, mas sentiu um mas ali.

— Mas... — Disse ele, decidindo ajudá-la pelo bem de


sua sanidade.

Suspirando, ela deu a volta e afastou a mão dele para


que pudesse sair de seu colo, mas não foi longe. Tirando um
gemido estrangulado dele, Rebecca jogou a perna sobre seu
colo para que estivesse montada nele e em um movimento,
lentamente empalou seu pau que estava se esforçando para
voltar para ela desde que o tirou de sua boca.

— Tudo bem? — Perguntou ela com aquela expressão


inocente que o fazia enlouquecer mais vezes do que podia
contar.

Estreitando os olhos nela e tentando não pensar sobre


como ela estava apertada, ele disse.

— Tudo bem.

— Que bom! — Ela disse brilhantemente enquanto se


movia mais do que o necessário em sua opinião para se sentir
confortável. — Agora, onde estávamos? — Perguntou ela,
balançando.

— Você estava prestes a me dizer como iria me irritar. —


Lembrou ele, segurando seus quadris para impedir a maldita
mulher de se mexer novamente.

— Sim, sim, eu estava. — Disse ela com um aceno firme


e outro movimento!

— Desembucha.

Suspirando, ela tentou se mexer de novo, mas Lúcifer


estava preparado para isso e a parou.

— Você não precisa me deixar ajudar a dirigir o Fire &


Brimstone, Christopher. — Disse sorrindo enquanto colocava
os braços ao redor de seus ombros e se inclinava até sua
testa tocar a dele. — Sinto falta do Fire & Brimstone e eu
sinto sua falta.
— Você me vê todos os dias. — Lembrou ele, antes de
acrescentar. — E nós dois sabemos que você está dirigindo o
Fire & Brimstone comigo desde o momento em que colocou
seus olhos sobre ele. Então, não vamos jogar este jogo.
Vamos nos casar hoje Rebecca e então vamos dirigir o Fire &
Brimstone juntos, tornando-o o melhor restaurante do
estado.

Sorrindo, ela se inclinou e rapidamente o beijou.

— Já é o melhor restaurante do estado e vê-lo depois do


trabalho não é o mesmo e você sabe disso. — Ela o informou
em um tom de provocação.

— Isso sempre pode ficar melhor. — Lembrou,


devolvendo o beijo que o fazia se esforçar para se concentrar
no que importava. Levar essa mulher na frente de um juiz de
paz.

— Acho que sim. — Ela disse, soando um pouco


distraída enquanto deslizava os dedos pelos cabelos e se
erguia sobre os joelhos.

— É definitivamente possível. — Disse ele, usando seu


poder sobre seus quadris para ajudar a guiá-la de volta para
baixo e fazendo com que ambos gemessem.

— Então, devemos discutir os termos do meu retorno?


— A mulher frustrante perguntou enquanto tirava um gemido
dele.

— Casar comigo não é o suficiente? — Perguntou,


inclinando a cabeça para que pudesse beijá-la melhor.
— Não. — Ela disse, rindo enquanto ela o beijava
lentamente. — Não realmente.

— Você é uma mulher má. — Disse ele, sorrindo


enquanto beijava seu queixo.

— Mas você me adora. — Ela lembrou.

— Eu te amo. — Ele corrigiu antes de acrescentar. — E


você me adora.

Sorrindo, ela disse.

— Bem, eu poderia estar apaixonada por você, também.

Rindo, ele segurou seu belo rosto com as mãos e se


inclinou para que pudesse olhar em seus olhos.

— Pode ser?

Ela encolheu os ombros.

— É uma possibilidade.

— Então, qual é o problema? — Perguntou ele,


inclinando-se para que pudesse beijar seu queixo teimoso,
simplesmente porque não conseguia evitar.

— Não há realmente nenhum problema, mas eu só acho


que devemos discutir bônus, aumentos, tempo de férias, o
meu próprio escritório, um assistente, alguns minions para o
meu comando e...

— Você está forçando. — Disse ele rindo enquanto se


inclinava para calá-la com um beijo.
— Sim, mas você sabia que eu iria. — Disse com orgulho
o pequeno demônio.

— Sim, eu sabia. — Disse, mantendo um braço ao redor


dela para que pudesse deitá-los de volta na cama. — E espero
que você o faça pelo resto de nossas vidas.

Deslizando os dedos pelos cabelos, ela lhe deu aquele


sorriso que o aterrorizava e disse.

— Você pode contar com isso.


Dois meses depois…
— Ele vai te matar.

— Você acha? — Rebecca perguntou enquanto um


grupo de primos de Lúcifer passava por elas, todos eles
lançando piscadelas enquanto se dirigiam para sua antiga
seção.

— Há uma boa chance. — Disse Melanie, balançando a


cabeça enquanto colocava as mãos sobre o volume de sua
barriga.

Rebecca considerou perguntar à Melanie quando iria


finalmente contar a Aidan, mas realmente não tinha vontade
de se esconder no banheiro para enviar mensagens de texto a
Lúcifer pedindo ajuda enquanto a outra enlouquecida,
hormonal, tentasse arrombar a porta e esbofeteá-la enquanto
chorava histericamente, de novo. Assim, em vez disso,
decidiu que iria continuar sentada ali, bebericando sua Coca-
Cola e com frequência, olharia em direção a todas as saídas,
procurando pelo homem que poderia ter problemas com o
fato de que permitiu que seus parentes voltassem para o
local ou o fato de que ela mesma fez uma pista de dança e
inadvertidamente, transformou o Fire & Brimstone em uma
boate para a noite.

Então de novo…

Se ele não tivesse expulsado seu bebê de seu quarto


esta manhã por causa de um pequeno mal-entendido
envolvendo uma poça de baba no travesseiro, não teria sido
forçada a fazer isso. Isso e o fato de que ela gostava quando
era sua noite de gerenciar o Fire & Brimstone. Rebecca era
capaz de triplicar os lucros, isso graças a todos os seus
parentes. Não apenas consumiam uma quantidade insana de
comida, mas eles também eram incrivelmente gostosos o que
atraia uma quantidade surpreendentemente grande de
mulheres, que por sua vez, atraia muitos homens solteiros,
enchendo o restaurante em sua capacidade máxima.

— Você não tem um trabalho para entregar amanhã? —


Perguntou Melanie, bebendo um copo de suco de maçã já que
desistiu dos refrigerantes durante a gravidez.

— Já está feito. — Ela disse, ainda chocada com o quão


bem estava indo nos estudos.

Tinha apenas começado a um mês e em tempo parcial,


mas ela adorava. Estava fazendo um curso sobre gestão e
introdução aos negócios e até agora estava indo muito bem.
Claro que provavelmente tinha algo a ver com seu
autonomeado tutor.
Seu marido não ficou nada animado quando anunciou
que queria voltar a estudar, mas tudo isso mudou depois que
se matriculou na faculdade e teve que escolher suas aulas.
Depois que ele encontrou seu catálogo de cursos na cama e
decidiu dar uma olhada, ele decidiu oferecer seus serviços.

Desde então, ele delineou todo o curso que precisaria


fazer ao longo dos próximos quatro anos. Decidiu que ela iria
participar do curso de verão para recuperar o atraso com o
resto da turma de calouros e em seguida, a partir do próximo
ano, queria que ela mudasse o curso para período integral.
No início, discutiu com ele, porque não tinha certeza de que
poderia lidar com isso, mas uma vez que percebeu que o TOC
questionável de Lúcifer exigiria que organizasse suas notas,
fizesse seus resumos e revisasse todos os seus trabalhos ela
concordou em pelo menos tentar fazer as coisas à maneira
dele.

— O que você acha que ele fará quando descobrir isso?


— Melanie perguntou apontando para o restaurante lotado.

— Agradecer? — Ela disse com um sorriso esperançoso.

— Você quer dizer com mais gritos? — Disse a cadela


traidora, lembrando-a sobre sua primeira semana de
cogestão do Fire & Brimstone com Lúcifer.

— Ele não estava gritando. — Disse, tentando não


pensar sobre todos os gritos e Deus, houve tanta gritaria,
mas felizmente Lúcifer era parcial em relação à sua bunda e
boquetes, por isso não foi tão ruim assim.
— Mesmo? Então do que você chama aquilo? —
Perguntou Melanie, roubando uma mordida do
cheeseburguer sem glúten de Rebecca, um dos muitos novos
itens de menu sem glúten que Lúcifer criou para ela.

— Expressar seu amor eterno em um tom que pudesse


garantir que eu não perca a extensão de seus sentimentos
por mim?

— Ou. — A voz incrivelmente sexy que ela adorava ouvir


sussurrando o seu nome, alertou-a para o fato de que perdeu
o elemento surpresa. — Ele provavelmente grita porque você
o leva a loucura.

— Provavelmente. — Ela admitiu com um sorriso


quando o sentiu girar a cadeira de modo que ficasse de frente
para ele.

— O que você fez agora? — Perguntou, segurando seu


rosto em suas mãos enquanto se inclinava e roçava seus
lábios contra os dela.

— Provavelmente violou vários códigos de incêndio. —


Disse Melanie roubando outra mordida de seu hambúrguer.

— Provavelmente. — Lúcifer murmurou em


concordância enquanto olhava para ela.

— Você está irritado? — Ela perguntou, enganchando


seus dedos em seu cinto para que pudesse puxá-lo para mais
perto.

— Furioso. — Disse com um sorriso quando a pegou e


colocou-a em seus pés.
— Você parece estar. — Ela disse, ficando na ponta dos
pés para que pudesse lhe dar um beijo rápido na bochecha.

— Eu estou. — Afirmou, pegando sua mão e dando-lhe


um puxão suave que a fez segui-lo enquanto a levava para a
pista de dança.

— Onde você está me levando, senhor? — Perguntou


ela, amando aquele sorriso sexy dele enquanto continuava
andando para trás, arrastando-a.

— Você está com medo? — Ele perguntou em tom de


provocação enquanto puxava seus braços.

— Petrificada. — Respondeu com uma risada enquanto


se movia perto de seu marido para que pudesse envolver os
braços ao redor de seus ombros e perder-se em seus braços.

— Você parece se assustar facilmente. — Ele observou


enquanto passava os braços ao redor dela e começava a
movimentá-las em seu próprio espaço na pista de dança
lotada.

— O que posso dizer. — Disse com um suspiro


desesperado enquanto se movia para mais perto dele. — Você
é um homem assustador.

— Eu sei. — Disse ele, rindo enquanto se inclinava,


beijando-a.

— Então. — Ela disse contra seus lábios. — Onde você


esteve o dia todo?
— Você sentiu minha falta? — Ele perguntou,
afastando-se o suficiente para que pudesse olhar para ela
enquanto conversavam.

— Um pouco. — Disse ela com um suspiro sincero.

— Apenas um pouco? — Perguntou, manobrando-os ao


redor de alguns de seus primos que estavam dançando com
suas esposas.

— Mmmhmm. — Ela murmurou, inclinando-se para


beijá-lo novamente. — Então, onde você estava?

— Falando com um corretor de imóveis e com meu tio


Jared sobre a compra do lote de trás para que possamos
expandir o bar e o salão de jantar. — Ele disse, pegando-a de
surpresa.

— Estamos expandindo? — Perguntou ela, mais do que


um pouco surpresa.

— Mmmhmm, vamos precisar de uma cozinha maior


depois é claro, já que você continua enchendo o lugar até o
limite e com uma longa fila de espera ao redor do quarteirão,
achamos que provavelmente, seria melhor se expandíssemos
de uma vez. — Disse, parecendo satisfeito enquanto a
recompensava com outro beijo.

— É isso que você quer? — Ela perguntou, preocupada


que poderia tê-lo apressado em algo que não estivesse
preparado.

Lúcifer balançou a cabeça, inclinando-se para beijá-la,


assim que os primeiros acordes de sua música favorita
começavam a tocar. Mas em vez de beijá-la, se inclinou para
perto de modo que seus lábios estivessem ao lado de seu
ouvido quando ele começou a cantar junto com Sam Hunt.
Sua voz era profunda, mas Deus, ele sabia cantar.

Ela fechou os olhos e segurou-o enquanto ele


continuava cantando Take Your Time. Amava este homem
mais do que jamais imaginou ser possível. Lúcifer continuou
cantando em seu ouvido enquanto os movia ao ritmo da
música e ela se perdeu em seus braços, decidindo que após
esta música, eles teriam uma reunião e se ele tivesse sorte,
ela iria tirar sua prancheta.

— De quanto tempo você está? — A mulher de meia-


idade atualmente lutando com uma criança, perguntou com
um sorriso caloroso que ajudou a acalmá-la um pouco.

Bem, realmente não a acalmou, mas estava disposta a


fingir que sim se a ajudasse a passar por isso. Forçando um
sorriso no rosto, disse.

— Seis meses. — Ainda se perguntando por que levou


tanto tempo para contar a ele.

Certo, o fato de que realmente não podia suportá-lo


provavelmente tinha algo a ver com isso, mas havia também o
fato de que ela estava fora de sua mente. Talvez devesse ter
deixado Rebecca ir com ela. Pelo menos se Rebecca estivesse
ali, não precisaria se preocupar com a reação de Aidan,
porque sua melhor amiga estaria lá para ela, pronta para
acabar com ele, se a fizesse chorar.

Oh Deus…

E se ela chorasse?

Não podia fazer isso. Não, definitivamente não hoje.


Talvez amanhã fosse melhor, pensou enquanto agarrava sua
bolsa e decidia que um e-mail deveria ser suficiente. Usaria
uma fonte amigável, espaços duplos e um tom casual e o
deixaria saber que em três meses ele seria o pai orgulhoso de
um menino que estava fazendo com que ela comesse tudo à
vista.

Mordendo o lábio inferior, lançou um olhar para a porta


e se perguntou se teria tempo de pegar um hambúrguer antes
de se encontrar com Rebecca para o almoço. Poderia sempre
pedir a Lúcifer para fazer um, enquanto esperava Rebecca
terminar seus trabalhos, assim ela decidiu, jogou a bolsa no
ombro e começou a andar até a porta, perguntando-se se ele
estaria disposto a preparar um ovo frito e bacon para ir junto
com seu hambúrguer.

Se ele estivesse disposto a fazer isso e tivesse os ovos,


talvez também estivesse disposto a fazer suas panquecas.
Deus, ela poderia realmente comer algumas panquecas.

— Melanie? — Uma enfermeira muito simpática chamou


quando entrou na sala de espera. — O Dr. Bradford está
pronto para recebê-la agora.
Uma Crônica de RL Mathewson
— Oh meu Deus! — Zoe engasgou de dor batendo a mão
com força sobre a ilha de cozinha, inclinou-se e gemeu
quando a contração que estava fingindo não estar
acontecendo quase a fez cair de bunda.

— Tudo bem, querida? — Trevor perguntou casualmente


quando se recostou na cadeira, felizmente as crianças
estavam com seu tio Jared de modo que eles não teriam que
testemunhar esta situação.

Com um sorriso no rosto, Zoe disse.

— Sim, sim, claro que está.

— Uh huh. — Disse ele com um suspiro enquanto


observava a mulher teimosa respirar fundo, tentando
levantar-se, apenas para se inclinar para trás e para baixo,
tudo ao mesmo tempo jogando aquele pequeno sorriso que
realmente dizia tudo.

— Você quer comer agora ou esperar até o churrasco? —


Ela perguntou, claramente esperando distraí-lo com a
promessa de comida.
— Podemos pegar alguma coisa no hospital. — Disse ele,
decidindo que esta pequena encenação já foi longe demais.

— Por que... — Ela começou a dizer apenas para deixar


suas palavras sumirem com um suspiro quando agarrou a
borda do balcão e tentou respirar através da contração
seguinte.

— Inacreditável. — Ele murmurou enquanto se


levantava e tirava o telefone do bolso de trás para enviar uma
mensagem de texto a Darrin, deixando-o saber que era hora.

— Eu estou bem! — A pequena e adorável mentirosa


estava praticamente caindo por causa da grande barriga que
ele jurava, era maior do que ela, afirmou aparentemente
tentando deixá-lo louco.

— Vamos. — Ele disse, envolvendo seu braço ao redor


de seu corpo para que pudesse ampará-la enquanto a levava
para o carro.

— Não, eu estou bem. — Ela argumentou, enquanto se


apoiava contra ele e o permitiu guiá-la em direção à porta da
garagem.

Graças a Deus Marybeth insistiu em fazer a mala de


Zoe. Normalmente algo que ele lidava quando Zoe estava
grávida e geralmente, acabava se enrolando quando chegava
a hora de ir para o hospital. Desta vez, ela estava carregando
os filhos de seu primo e a única coisa que tinha que fazer, era
se concentrar em sua esposa.
Era um alívio, mas também puro inferno, porque nos
últimos meses ele se esforçou para não se apegar aos bebês
que ela estava carregando. Eles não eram dele e sabia disso,
mas era difícil de se sentir assim quando a segurava à noite e
podia sentir os bebês se moverem contra seu braço ou
quando simplesmente olhava para ela. Adorava ser pai e
daria tudo para cair no sono com um bebê em seus braços
mais uma vez.

Então novamente, com três bebês que significariam três


vezes as mamadas, mudanças de fraldas, bem como três
vezes mais colapsos nervosos. Ele não sentia nenhuma falta
das noites sem dormir, ir para o trabalho na parte da manhã
apenas para perceber que estava coberto de baba ou perceber
que acidentalmente pegou uma garrafa de leite materno em
vez de sua garrafa térmica.

Ele suspirou quando a ajudou através da porta da


garagem e em seu SUV. Desta vez, seria capaz de desfrutar
de todas as coisas divertidas com os bebês e nenhuma
pressão dos deveres que vinham com ser pais de trigêmeos.
Isso realmente poderia não ser tão ruim afinal, percebeu
enquanto cuidadosamente fechava a porta.

— Estou bem. Realmente. — A pequena mentirosa disse


enquanto subia no carro.

— E as contrações? — Ele perguntou, erguendo uma


sobrancelha, enquanto esperava pela mais recente linha de
mentiras que ela iria usar para tentar evitar ir para o
hospital, porque estava determinada a evitar parir três bebês
de seu corpo até que fosse absolutamente necessário.

Não que pudesse culpá-la, porque realmente não


poderia, mas tinha que ser feito e ambos sabiam disso.

— É apenas câimbra no estômago por causa de


exercício. — Ela tentou.

— Exercício? — Ele perguntou, querendo saber se ela


estava se referindo ao tempo em que teve que se mexer,
escorar e rolar para o lado para sair do sofá.

— Sim! Exercício! — Ela respondeu um pouco com raiva


quando olhou para ele, com aquele olhar em seus olhos que
sempre tinha um pouco antes de dar à luz.

Ela queria arrancar suas bolas.

Maravilha, pensou enquanto ligava o carro e saia da


garagem. Isto era exatamente o que precisava hoje, pensou
assim que a gritaria começou...

— Quer parar de gritar para que eu possa focar? —


Duncan explodiu, quando o bastardo egoísta soltou outro
grito horripilante.

— Minha mão está quebrada, sua bastarda insensível!


— Trevor reclamou enquanto Zoe tentava respirar através das
contrações, aumentando o aperto ao redor da mão
perturbadoramente inchada e machucada dele e tentava
segurar outro grito.
Alguns segundos depois, ainda ofegante, Zoe disse.

— Eu estou bem. Sério. — Fazendo-os rolar os olhos,


porque está mentira estava ficando realmente velha.

— Você não está bem, Zoe. Você está em trabalho de


parto. — Explicou ele, decidindo que era hora de abaixar o
assento traseiro para ajudá-la a se sentir confortável, porque
de jeito algum eles conseguiriam chegar ao hospital a tempo.

— Onde porra você está indo? — Perguntou Trevor com


uma nota de desespero em sua voz.

Não que Duncan pudesse culpá-lo, não quando Zoe


continuava olhando para ele de maneira aterrorizante. Não
podia evitar pensar se Necie iria tentar matá-lo quando
tiverem seu primeiro filho. Não podia realmente ver sua doce
mulher, um pouco propensa a acidentes tentando chutar
suas bolas, mas novamente, as coisas podiam mudar quando
você tem que empurrar um Bradford de quatro quilos para
fora.

— Por que no inferno está demorando tanto tempo? —


Trevor perguntou e ele sabia que Trevor estava mais
preocupado com sua esposa do que com sua mão.

Bradford amavam suas esposas não importa o quanto


eles quisessem estrangulá-las. Ele faria qualquer coisa por
sua esposa, absolutamente qualquer coisa e Trevor não era
diferente. Levaria a dor que Zoe estava sentindo e então mais,
enquanto ela estivesse segura.
— Papai está esperando por ela no hospital. — Reese
anunciou enquanto passava por ele para verificar Zoe.

— Ela não vai conseguir chegar ao hospital. — Disse


Duncan, quase suspirando de alívio quando seu irmão
apareceu.

Não que fosse dizer ao bastardo, mas eles estavam


olhando para uma entrega tripla e que ele iria precisar de
alguém com treinamento para ajudá-lo. A formação de Reese
não era tão extensa como a dele, mas seria o suficiente para
ajudá-lo a trazer esses três bebês com segurança ao mundo.

— Que porra está acontecendo? — Jason, o primo que


tinha muito orgulho de conseguir levar todos eles a loucura,
perguntou quando se juntou na parte de trás do SUV. Sem
precisar que ninguém dissesse nada, Jason começou a
descarregar a parte de trás e colocar tudo para fora do carro.

— Ela está em trabalho de parto. — Duncan explicou


enquanto eles colocavam o encosto do banco de trás para
baixo.

— O que você precisa? — Perguntou Jason, lembrando-


lhe porque gostava tanto do bastardo irritante.

— Toalhas, lençóis, água e qualquer coisa que você


possa encontrar para limpar esses bebês e mantê-los
aquecidos. — Disse, juntando-se a Reese, que estava
tentando distrair Zoe com piadas sem graça.

— Pronto? — Duncan perguntou e estendeu a mão para


Zoe.
Concordando, Reese levou a outra mão de Zoe à sua e
juntos eles a ajudaram a sair do banco da frente. Antes que
seus pés tivessem a chance de tocar o chão eles já a estavam
carregando. Por um segundo, pensou em levá-la de volta para
casa, mas o grito que ela soltou disse exatamente quanto
tempo eles tinham.

— Devemos colocá-la no chão? — Reese perguntou


enquanto Trevor pulava no banco de trás e se posicionava
para segurar sua esposa.

— Não, não há tempo. — Disse ele, sem ter


absolutamente nenhuma dúvida de que eles estavam a
minutos de acolher a próxima geração de Bradford.

Que Deus os ajudasse.

— Precisamos de mais ajuda. — Jason disse. — Eu


tenho tudo arrumado lá dentro, mas não há nenhuma
maneira que eu vá ser capaz de lidar com três bebês sozinho.

— A ajuda está aqui. — Disse Darrin com Marybeth ao


seu lado, parecendo mais feliz do que jamais viu seu irmão.

— Oh meu Deus. — Disse Marybeth, que parecia mais


aterrorizada do que jamais viu e isso significava muito, já que
ela cresceu ao redor deles.

— Ei, linda — Darrin disse com um sorriso caloroso


enquanto cuidadosamente se juntava a Zoe e Trevor na parte
de trás. Trevor sentou-se atrás de Zoe, Darrin assumiu a
posição de lado e pegou a mão de Zoe na sua. — Como você
está? — Perguntou, levantando as mãos para que pudesse
beijar a parte de trás dela.

— Desculpe Darrin, mas eu não acho que eu posso fazer


isso. — Disse Zoe, parecendo frenética enquanto balançava a
cabeça, obviamente, tendo segundos pensamentos.

— Temo que seja um pouco tarde para mudar de ideia.


— Trevor sussurrou, beijando a bochecha de sua esposa.

— Não, não é! — Zoe gritou enquanto outra contração


assumia, com Duncan posicionado cuidadosamente entre
suas pernas.

— Eu nunca vou esquecer isso. — Darrin jurou contra o


dorso da mão. — Nunca.

Zoe lambeu os lábios secos e ela estava lá, tentando


respirar através da dor.

— Podemos, eventualmente, renegociar os termos do


nosso acordo?

Darrin riu suavemente quando pressionou um beijo


contra o dorso da mão.

— Qualquer coisa que você quiser.

— Tu-tudo bem. — Disse ela, ofegando com a dor.

— O que você quer, querida? — Darrin perguntou


enquanto Duncan olhava por cima do ombro e via Marybeth,
ali de pé, pálida como um fantasma e parecendo a segundos
de se tornar a próxima paciente.
Ele olhou para Jason e quando o encontrou, acenou
para a mulher agora balançando na garagem. Com um aceno
de cabeça, Jason se aproximou e pegou Marybeth em seus
braços.

— Ela está bem. — Ele disse a Darrin, que parecia


dividido entre ajudar sua esposa e ficar onde estava para
testemunhar o nascimento de seus filhos.

— Nós estamos tendo bebês. — Marybeth murmurou em


transe, fazendo-o rir, porque honestamente pensou que
Darrin seria o único a surtar.

— Sim, sim, vocês estão. — Disse Jason, concordando


com a cabeça enquanto levava a pálida mãe para dentro.

— Eu quero ser a madrinha. — Disse Zoe, gemendo de


dor enquanto ela se movia para ficar mais confortável.

Darrin riu.

— Você já é.

— E-e eu quero estar lá para todas as coisas grandes. —


Disse, lambendo os lábios novamente enquanto lutava com
outra contração. — Se estiver tudo bem. — Acrescentou,
obviamente preocupada com cruzar a linha, mas eles eram
Bradford e ela deveria saber bem o que era isso.

— Isso já estava subtendido. — Disse Darrin com um


sorriso quando estendeu a mão e tirou algumas mechas
úmidas de cabelo fora do seu rosto.
— E temos prioridade sobre ser as babás. — Trevor
jogou com uma expressão que disse a Duncan o quão difícil
isso seria, se afastar e deixar os bebês.

Sorrindo, Darrin assentiu.

— Feito.

— Oh, não. — Zoe murmurou apenas quando o primeiro


bebê decidiu fazer uma aparição.

— É hora de trazer esses bebês ao mundo. — Duncan


disse enquanto Reese dava um passo ao lado dele, segurando
uma grande toalha branca, pronta para o primeiro bebê.

Zoe gritou quando Trevor segurou-a, lutando para não


gritar quando ela apertasse a sua já muito danificada mão.
Darrin lidou surpreendente melhor do que Trevor, mas era
provavelmente porque ele estava distraído por seu primeiro
filho nascendo e tudo.

— Oh meu Deus. — Ele sussurrou, sorrindo


imensamente quando o primeiro bebê nasceu.

— Uma menina. — Duncan disse, certificando-se que o


bebê estivesse respirando antes de cortar o cordão umbilical e
entregar cuidadosamente o bebê para Reese.

Um já foi, faltam dois…

— Os meninos serão os próximos. — Disse Darrin, mais


para si mesmo enquanto ficava sentado ali, segurando a mão
de Zoe e esperando.
— Outra menina. — Duncan disse, franzindo a testa
quando a segunda filha nasceu, porque ele poderia ter jurado
que seu pai e seu irmão disseram que dois dos bebês seriam
meninos.

— Outra menina. — Disse Darrin, com um enorme


sorriso e obviamente não se importando, o que era bom,
Duncan pensou quando o terceiro bebê, uma outra menina,
nasceu.

— Três meninas — Darrin disse quando pegou a última


menina em seus braços, os outros dois já foram levados para
dentro de modo que pudessem ser limpos e apresentados à
sua mãe.

— Ela é tão linda. — Disse Zoe com um sorriso aguado


como o do pequeno bebê chorando nos braços de Darrin e
olhando para o pai dela.

— Graças a Deus todas elas se parecem com Marybeth.


— Disse Trevor, rindo enquanto olhava para a linda menina
que tornaria a vida de Darrin um inferno.

— Graças a Deus. — Darrin disse com uma risada


quando sorriu para a linda menina que se parecia tanto com
sua mãe, bonita, de pele clara, cabelo preto e um brilho para
combinar.

— Três meninas. — Disse Zoe, sorrindo enquanto estava


nos braços de Trevor.

— Você está bem? — Perguntou Duncan, rezando para


que ela estivesse bem, porque eram uns bons trinta minutos
até o hospital mais próximo e não tinha treinamento para
lidar com uma emergência agora.

— Perfeita. — Disse Zoe, sorrindo quando estendeu a


mão para que o mais novo Bradford pudesse agarrar seu
dedo.

— Absolutamente perfeita. — Darrin disse quando olhou


para a menina, que...

— Ei! — Duncan suspirou, removendo com cuidado a


barra de chocolate que ela de alguma forma roubou do seu
bolso com aquelas minúsculas mãos.

— Ela roubou isso para mim! — Darrin explodiu,


segurando cuidadosamente o bebê em um braço para que
pudesse chegar mais perto e pegar a barra de chocolate,
enquanto Duncan ficava ali, dizendo a si mesmo que era
perfeitamente normal uma criança de apenas cinco minutos
de idade já estar roubando sua comida.

Mas, mesmo para um Bradford isso era realmente


assustador.