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Natanael Vieira
Org. Natanael Vieira
Este livro foi feito pela
Edições Literattus
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Ficha catalográfica
Antologia Poesia e Recomeços Org. Edições Literattus,
Natanael Vieira e convidados – Itapecuru Mirim: Clube de
Autores, 2021.
70 p. 14x21 cm – (Antologia Poesia e Recomeços)
ISBN: 9798704845386
Selo editorial: Independently published
1. Poesia. Literatura Brasileira.
Editor-chefe: Natanael Vieira

Org. Natanael Vieira


Participantes

1º. PIETRO COSTA


2º. MARIA VÂNIA ABREU PONTES
3º. GISLAINE GUERIN
4º. MIKAELA ALVES
5º. GUSTAVO SOARES
6º. RAFAEL VITOR
7º. JEFERSON ILHA
8º. RENATA DA COSTA
9º. TAUÃ LIMA VERDAN
10º. PEDRO PANHOCA
11º. ELANDIA ALBUQUERQUE DA SILVA
12º. CLAUDIA GOMES
13º. MARIA RIBAMAR LOPES DOS SANTOS ANDRADE
14º. MÔNICA AUGUSTA DE CARVALHO SEIXAS
15º. NEUSA BERNADO COELHO
16º. EZEQUIEL MARIANO
17º. ARÃO RICARDO ALVES NASCIMENTO
18º. FÁTIMA SARAIVA DE MORAIS

Org. Natanael Vieira


ÀS VEZES PRECISAMOS OLHAR DE OUTRO MODO PARA
SABERMOS QUE É A HORA DE RECOMEÇAR”.
Escritor Natanael Vieira

Org. Natanael Vieira


Org. Natanael Vieira
“RECOMECE NEM QUE SEJA ATRAVÉS DA POESIA”.
Escritor Natanael Vieira

Org. Natanael Vieira


KAFKIANDO
Pietro Costa

Nessa marcha estandardizada


Casa-trabalho, trabalho-casa
Ainda não achou sua morada
As angústias de um burocrata

Org. Natanael Vieira


PIETRO COSTA

Assessor Jurídico de 2º Instância no Ministério Público da


União. Escritor, Poeta, Agente e Produtor Cultural,
Comendador e Embaixador da Paz da OMDDH, presidente
da Academia Cruzeirense de Letras, Acadêmico
Internacional da FEBACLA, Representante do Brasil no
Congresso Universal de Escritores (Lima/Peru), integrante
da ACILBRAS/AIL/Literarte/Cultive/AILB/Mágico de Oz,
autor de 4 obras literárias, co-autor de mais de 50
coletâneas, detentor de diversas honrarias, prêmios e
títulos.

Org. Natanael Vieira


ONDAS
Vânia Pontes

No começo eram só palavras,


E faladas não para emocionar,
Mas para serem formalizadas,
E pela razão cortadas, sem mar...

No mais interno fundo de um dia,


No meu ilhéu outra coragem vinha.
Enfim, achei onde o mar se escondia,
Lá no reino da água, o Rei da vinha!

Fazei, Senhor, que nunca as admiradoras,


Brancas, morenas, pardas, ruivas e loiras,
Possam ser ondas e marinheiras sedutoras,
Para meu Zé dos cachos das ondas faceiras.

Por este largo mar, a maior riqueza de Zé,


É a sua cabeleira em mil ondas da maresia.
Tendo os fios regados pelas gotas da maré.
Deus Baco que me deixa em súbita alegria.

Em barco a velejar, não aguento ficar calada,


Quando vejo o mar das ondas cacheadas.
Não me controlo, Senhor, nem fico parada,
Vivo sonhando as mãos nos fios entrelaçadas.

Org. Natanael Vieira


No mais, perdoai, a minha voz tão enlouquecida,
E mal entendida, mais do que o coração me pede,
Na nau dos fios que me vão levando adormecida,
Onde a vida afoita se periga, se acha e se perde.

Sustento fortes emoções pelos caracóis dos fios,


Aperfeiçoados à beleza marítima da livre alma,
De um homem cheio encantos e olhar com brios,
Sereno quando forte, juízo que me arrepia e acalma.

Por céus, as loucuras arenosas que nos falamos,


Do mar vem os recomeços do dia com mensagens.
Não têm uma forma dos corações apenas sopramos,
Mil palavras aladas no vento e nas grandes miragens.

Acorda, Zé! Sou eu ardendo teu oceano em mim,


Sou eu na curva das ondas dos fios esplendores.
Onde o encanto e o amor são navegantes sem fim,
Da nau no mar entre as marés e os fios infratores.

Org. Natanael Vieira


MARIA VÂNIA ABREU PONTES

Pseudônimo: Menina da Luz Encantada - natural da cidade


de Ipueiras-CE. Doutoranda em Psicologia pela UFC.
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura pela UVA.
Graduação em Letras e Direito. Advogada OAB/CE,
professora universitária e gestora pedagógica do Curso de
Bacharelado em Direito da FAL. Autora de coletâneas de
contos e poesias.

Org. Natanael Vieira


NÃO, NÃO QUERO
Gislaine Guerin

Não, não quero a perfeição idealizada


De felicidade plena, com sorrisos forçados e
corações vazios...
Não, não quero a perfeição idealizada,
De corpos perfeitos, sarados, mas repletos de
futilidade...
Não, não quero a perfeição idealizada de um
relacionamento perfeito, em que não haja brigas, choros e
altos e baixos...
Quero a imperfeição em sua forma natural...
Pois o ser humano é imperfeito por natureza, ele
erra, mágoa, se arrepende, chora e sangra....
E é esta imperfeição, na realidade o que dá sentido à vida...
Pois se a felicidade fosse uma constante,
Os momentos difíceis não seriam valorizados e
aproveitados para o crescimento dos seres humanos
imperfeitos que somos!!!

Org. Natanael Vieira


AH!!! TEUS OLHOS...
Gislaine Guerin

Teus olhos são espelhos


Que refletem toda paixão
Todo desejo
Teus olhos são oceanos
Que apagam todo meu calor
Meu fogo
Teus lábios são fontes
Que matam minha sede
E me enchem de deleite
Tuas mãos...
Ah!!! Tuas mãos
Estas são da instrumentista
E meu corpo o instrumento
A ser tocado
Explorado
Sem ensaios
Sem medos
Somente com toda tua paixão.

Org. Natanael Vieira


GISLAINE GUERIN
Nasceu em 29 de janeiro de 1975, em São Sebastião do
Caí/RS, advogada, no munícipio de Leme/SP, sempre foi
apaixonada pela poesia em suas mais variadas formas,
acredita que um poeta só é realmente feliz quando está
triste, pois são nestes momentos mais difíceis que ele para
de pensar e expressa em palavras o seu sentir.

Org. Natanael Vieira


O FUTURO NO AGORA
Mikaela Alves

Fitei o anel brilhando em meu dedo


Perfeitamente encaixado no anelar
Viajei em meus pensamentos
Até o dia em que decidi te amar para sempre
Uma mistura de ternura, desejo e aconchego
De saber que ao voltar para casa
Terei o teu colo quentinho e pronto para me embalar
Se a paz tivesse nome, seria exatamente o que sinto
No entrelaçar dos nossos dedos e no calor que se forma
E na continuidade de carinhos que trocamos
Não existe julgamento ou necessidade de falar
Qualquer coisa que seja, demônios, medos, receios
Se o passado vem atormentar, seja ele como for
Resolveremos com essa vontade incessante
De construir nosso futuro na estrada
Dentro de uma Combe velha
Ou qualquer outro meio de transporte
Seja hoje, no agora, amanhã ou no futuro
Prometo sempre te lembrar, não existe mais anseio
Meu futuro é com você, não importa o lugar.

Org. Natanael Vieira


CÉU NUBLADO
Mikaela Alves
O seu dia, vai bem?
Conseguiu enxergar beleza no céu nublado?
Desejou que o sol invadisse tua janela?
Olhei para o teto, levemente escuro
Ansiei pela chuva tanto quanto quis você ali, comigo
Queria ser invadida, com o frio dos teus dias
Desejei ardentemente, que o tempo cessasse
E que ninguém me procurasse mais
Respirei minha melancolia
Pouco a pouco escutei meus pensamentos
Um mantra dolorido pedindo para ser escrito
Era o som da tua voz, sussurrando
Como se estivesse me chamando
Tudo me parece ser outono
O cheiro, o clima, o desejo
Se não tem sentido algum
O que estamos fazendo aqui?
Achei que aquele fosse o último poema escrito
Me enganei, ainda tem você em mim
Desperdice suas lágrimas,
Lamente as folhas caindo com o vento
Se refaça, mas não se perca
Vou te esperar, como espero pelo ar
Olhe para o céu e, respire
Leia, releia e se veja.

Org. Natanael Vieira


MIKAELA ALVES

Acadêmica de Publicidade e Propaganda, designer gráfica,


aspirante a poeta e desenhista não profissional. Gosta de
fotografia tanto quanto gosta de escrever. Amante
assumida do amor romântico, escreve poesia com uma boa
dose de intimismo, sentimentos despertados pelo seu
primeiro e grande amor. Pseudônimo: MOA

Org. Natanael Vieira


POESIA PRETENCIOSA
Gustavo Soares
Uma carta de amor
Se é o que me pede;
Receba uma poesia de dor,
Pois tudo me impede!

De ver-te alegre,
radiante na praia;
molhando seus pés
na beira do mar.
E nas areias, o poente solar
a contemplar-te, contente;
Enquanto o pobre Eu-lírico aqui, suplicando,
Ausente.

Mas, feliz hei de ficar se acaso


te deparar com esta carta fictícia,
e entenderes da referência à malícia
que tu incitas ao dançar, ao brincar com a vida,
da forma como a faz e ensina:

- "Oh, morena divertida!"

Org. Natanael Vieira


Graciosa Musa sorridente,
magistralmente ligada à tua Chama inerente!
Da qual me fascina,
desde um tempo distante...
E, se acaso cair na risada;
Saiba que dada, estás então a largada:

- "Passaremos logo a brincar de Charada?"

Org. Natanael Vieira


“DEMAGOGIA”
Gustavo Soares

"Em meu âmago, a sociedade (o povo)


me traz um misto de sentimentos:
Em um dado momento, seu maior aliado.
Porém, ao mesmo tempo, nosso maior inimigo:
- o demagogo!

Entretanto, ainda assim


Não me acanho!
Pois, na aliança
com meus Daemons
os encanto;
Me oponho.

Mantendo firme, enfim,


Meu espelho,
Meus cantos...
De criar-se distante,
À Luz inebriante;
Um sonho.

Desperte, mas cuidado!


Pois jaz adiante, este,
O Homem de Rebanho."

Org. Natanael Vieira


GUSTAVO SOARES
Natural de Santos-SP, 24 anos, amante de esportes, da Arte
e do Oculto. Músico, surfista e formando em Composição
Musical (UFPel); sempre teve os livros e a música como sua
maior companhia e, a partir de um passado recente, explora
suas ideias e conhece a si mesmo através da escrita de seus
pensamentos, por meio de poemas de teor filosófico e
cotidiano; reais e imaginários; sempre comunicando por
outras linhas de pensamentos os mistérios e dilemas de sua
existência...

Org. Natanael Vieira


O RECOMEÇO
Rafael Victor

Desistiu tantas vezes que perdeu a conta,


mas nunca consolidou a derrota.
Na vida não falta o que desaponta,
mas quem tem coragem sempre volta.

Mesmo que se encontrasse perdido,


em caos e muita tempestade.
Nunca se é totalmente vencido
para quem abraça a sinceridade.

Ainda que tudo pareça fim,


que você veja o céu cair.
Acredite em si e espere um sim,
talvez haja um redimir.

Embarque neste recomeço,


que ele possa te levar para outro lugar.
Mas saiba que ele tem seu preço,
que você seja forte para pagar.

Recalculou a rota, fez um novo caminho,


abandonou destinos viciados.
Algumas trilhas se fazem apenas sozinho,
não foi mais a lugares passados.

Org. Natanael Vieira


A falha foi a aprendizagem
e fez dela uma grande riqueza.
E ninguém perfeito faz essa passagem,
mas é aí que está a beleza.

Org. Natanael Vieira


HÁ MUITO
Rafael Victor

Há muito do que se faz


que não se pode voltar atrás
Espera-se ir além em evolução
Mas os erros são fatais

Há muito do que se quer


que não irá se alcançar
Espera-se não ser frustrado
Desenvolvendo um espírito contentado

Há muito do que se acredita


que é necessário revisão
Reformar pensamentos
Transformar coração

Há muito do que se vê
Que é mera ilusão
Ir além dos olhos
Desvendar a manipulação

Há muito do que se ouve


que é afago no sentimento
Mas também há o que se fere
E esse eu filtro no esquecimento

Org. Natanael Vieira


Há muito depois do fim
Que é o recomeço
Uma nova história sempre surge
Depois de um desfecho.

Org. Natanael Vieira


RAFAEL VICTOR
Tem 32 anos e escreve desde o ano passado poesias e
reflexões sobre si e o mundo. Bacharel em direito e servidor
público, seus poemas podem ser acompanhados na conta
do instagram: @rrrafaelvictor

Org. Natanael Vieira


CONSUMAÇÃO
Jeferson Ilha

O que deixamos acontecer?


Elevamos ao máximo
O valor do consumo.
Nos consumindo.
E agora o conhecimento
Que se diz informação
Reverte-se em consumo de conteúdo.
O mercado veio compactar
Sua demanda
Adentrando no cerne do processo
De formação do ser humano.
Inverteu todos os sentidos
Para enaltecer apenas a sua ilimitada
Avidez pelo consumo.
E nos deparamos com o novo estado
De ser da educação.
A consumação do mercado
transformando o ser em consumidor.

Org. Natanael Vieira


VERSOS PANDÊMICOS
Jeferson Ilha

Confundida confusão fundida,


Da pandemia em pandemônio se fez.
Para uns, fez dar mais valor a vida,
Para outros a liquidou de vez.

Org. Natanael Vieira


JEFERSON ILHA
Natural de Santa Maria/RS, ator e professor com formação
em Artes Cênicas e Pedagogia, ambas pela UFSM e
Especialização em Gestão Escolar pela UCDB. Trabalha com
a Cia Retalhos de Teatro de Santa Maria desde 2006 e como
professor de Educação Infantil e Anos Iniciais do município
de Santa Maria desde 2018. Como poeta, teve seus
primeiros 16 poemas publicados em concursos literários
tendo outros já selecionados para publicação em 2021.

Org. Natanael Vieira


RECOMEÇO
Renata da Costa

Eu morri por um tempo e ninguém percebeu,


Fiquei muda, apagada, isolada no canto
E ninguém notou que eu estava ali
Agonizando pedindo um olhar
Um gesto, um afago, algo que pudesse me consolar.
Decidi recomeçar, reaprender o que tinha escondido.
Olhei pra dentro, bem dentro de mim
E limpei as sujeiras nos cantos
Esfaziei-me de sentimentos falsos
E julgamentos desnecessários.
Aprendendo sobre mim.
Meticulosamente encantada com o que vi.
Aquela que antes apagada e fria
Hoje vivi, mais faiscante que antes.
Eu se fosse a Lua teria inveja
Quem ousaria desafiar o brilho dessa nova poeta.

Org. Natanael Vieira


PANDEMIA
Renata da Costa

Assim ele chegou, todo cheio de si


Tão pequeno, invisível
Ninguém imagina o que estava por vir.
Veio de mansinho
Como se não quisesse nada
Dominou o campo e uma cidade,
Ampliou suas forças e conquistou o continente.
Fez muita gente chorar, ter medo, lamuriar.
Corona vírus foi a prova
Que tamanho nunca foi documento
Insignificante ao olhar
Com um poder devastador.
Fez maldade e bondade
Matou e ensinou na mesma proporção
Nôs ensinou a ser humano,
A olhar o próximo como irmão.
Nos ensinou a sentar a mesa com a família.
Dá valor as pequenas coisas, pequenos gestos.
Ensinou que o amor sempre vence a batalha.
É hora de recomeçar
Olhar todas as mudanças e manter.
Recomeçar nunca foi fácil
Nem pra você, nem pra mim.

Org. Natanael Vieira


RENATA DA COSTA
É de Goiana, professora, escritora, atriz, produtora
executiva, artesã, fotografa, mãe e autista. Membro da
Academia Internacional de Literatura Brasileira. Já
participou em várias antologias Nacional e Internacional.
Autora da obra Meu Pequeno Grande Mundo que fala
sobre seu filho autista e escritor.

Org. Natanael Vieira


AO PARTIR DO PÃO
Tauã Lima Verdan

As horas derradeiras se aproxima lentamente


O intento divino a ser cumprido inevitavelmente
Ao centro daquela mesa, o Cristo encarnado
Com o olhar tão manso, lança-o esquadrinhado

Diante de si, eis que repousam o vinho e o pão


A última ceia a ser servida em sinal de salvação
Os discípulos assentados estão a acompanhar
Cada gesto realizado, cada orientação a falar

Não há temor na íris divinal que reluz sem fim


O sacrifício predito foi por amor a você e a mim
Jaz, em Teu coração, o altruísmo manifestado

Com mãos firmes, o Filho unigênito parte o pão


É o corpo partido por vós dado em comunhão
Sacrifício voluntário para me livrar do pecado.

Org. Natanael Vieira


CLAMOR PENITENTE
Tauã Lima Verdan

Senhor, das profundezas do meu triste tormento


Elevo a minha voz em choro, em um penoso lamento
Tantos passos maldados e tropeços desencadeados
Por uma essência humana caída e pés descalçados.

Por sendas convidativas, em uma vereda alargada


Em palavras pronunciadas e pela vã inveja invocada
Em olhar desejoso dos prazeres que a carne propicia
Em pecado por camas ocupadas e que a vida expia.

Cristo de eterna misericórdia, a minha voz clamando


Enxuga, dos meus olhos tristes, as lágrimas pingando
Inclina-te do teu santo trono e olha para minha vida
Derrame-se sobre as minhas feridas tão doloridas.

A minha alma, no desespero da incompletude,


Clama por Ti, por tua benignidade em atitude
Pelo afago de Tuas mãos bondosas em minha face
Pela paz de espírito que, na Tua presença, invade.

Ai de mim, Pai eterno, que em meu clamor penitente


Invoco a Tua piedade para que minh’alma alimente
Rogo por Teu perdão, rogo a Ti pela minha salvação
Livra-me de mim e do meu desejo em tanta danação.

Org. Natanael Vieira


TAUÃ LIMA VERDAN
Mestre e Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais pela
UFF. Autor de Livros Acadêmicos: "Fome: Segurança
Alimentar & Nutricional em pauta"; "Segurança Alimentar
& Nutricional na região sudeste"; "Direito em Emergência"
(v. 1); Autor de livros literários: "Versos, Inversos & Outros
Escritos"; “Indrisos em Versos”; "Efemeridade em Versos";
"Aldravias e Versos" (v. 1); “Decanatos em Versos”;
“Aldravias e Versos (v. 2). Tem muitos projetos em
andamento.

Org. Natanael Vieira


ATIRADOR
Pedro Panhoca

Afia a faca
Foi-se fraca
Foca-se na foice
Foda-se a ferida
Finca forte
Na fonte focada
Quem foi?
O faquir furioso
Forjador de facas

Org. Natanael Vieira


SUBSTANTIVOS / ADJETIVOS
Pedro Panhoca

Camponês Malfeitor
Anarquista Frustrado
Judeu Fracassado
Terrorista Apático
Falsário Sedentário
Suspeito Sacana
Liso Babaca
Curto e grosso Perdedor
Estelionatário Sortudo
Bígamo Fanático
Discreto cuja origem é desconhecida
Oportunista pode ser a pior pessoa do mundo,
ou minha árvore genealógica.

Org. Natanael Vieira


PEDRO PANHOCA
É doutorando em Letras pela UPM, colaborador das revistas
Alarums & Excursions e Legendary Art Magazine, membro
editorial da Pantanal editora e membro do CAL – comissão
de autores literários da WebTV. Acha que o humano tem
solução.

Org. Natanael Vieira


LAMENTOS DE AMOR
Elandia Albuquerque da Silva

Só queria que me amasse;


Mas você não foi capaz.
Só queria assumir o nosso amor;
Mas faltou-te coragem.
O nosso amor se perdeu;
Não conseguir entender-te.
Meu coração ficou confuso;
Talvez tua frieza tenha me ferido.
Quando estávamos juntos eu sabia
que me amava;
Mas assim que se afastava, era frio;
Parece que não me conhecia. Se transformava;
E todo aquele amor de antes sumia;
Como se nunca tivesse existido.
E isso fez-me querer afastar-me de ti;
Mas quanto mais eu tentava me afastar
Mais eu te amava. E você?
Você não se importava;
Não me dava valor;
Porque você sabia que eu te amava.
E não importava o que você fazia
Eu sempre iria te amar.

Org. Natanael Vieira


CAMINHOS DE PEDRAS
Elandia Albuquerque da Silva

Por caminhos tristes andei


E muitas pedras encontrei;
Tanta lágrima derramei;
Que ainda lembro o que passei.

Ficou muita cicatriz


Daquilo que eu não quis;
Não importou o que fiz;
Só me deixaram infeliz.

Na rua fui assediada


No trabalho explorada;
Em casa fui espancada;
Por aquele que “me amava".

Muitas vezes tentei fugir


Mas não consegui, prossegui;
Queria apenas existir;
Em algum lugar longe dali.

Olhando o que aconteceu


E as marcas no corpo meu;
Agradeço ao meu Deus;
Pela nova chance que me deu.

Org. Natanael Vieira


ELANDIA ALBUQUERQUE DA SILVA
Nasceu em Itapecuru Mirim-MA no dia 10 de dezembro de
1999. Filha de pais camponeses mora no povoado cheiroso
zona rural desta cidade. Começou a escrever seus primeiros
versos aos 10 anos de idade. Ingressou na Universidade
Estadual do Maranhão-UEMA em 2019.

Org. Natanael Vieira


NOSSO LEGADO
Cláudia Gomes
Algumas pessoas nascem para cuidar
De outras pessoas
Outras pessoas nascem para cuidar dos animais
Gostam de ver a natureza viva
E respeitada em sua dimensão.

Já outras pessoas preferem a música


A dança
Ou ainda qualquer forma de arte
Contanto que tenham interação
Com a mente, o corpo e a alma,
Interação da arte com vida.

Algumas pessoas gostam de seguir padrões


Seguem regras e até ostentação
Outras preferem viver sem moldes
Liberdade é o seu lema
Harmonia, paz e alegria
Caminham juntas todos os dias.
Há pessoas que amam o mar, o céu e as estrelas
De lá e de cá
De luzes e de cores
Que fazem brilhar a amplitude da vida... do amar!

Org. Natanael Vieira


Há pessoas que adoram andar descalças
Pisar na areia úmida da praia
Sentir os ouriços do mar
Que fazem a imaginação devanear.
Outras pessoas preferem andar de salto alto
Tocando o chão com canções de passos lentos ou rápidos
E fazem onomatopeias prosperarem!
Há pessoas que preferem o toque das mãos
Já outras preferem a tela da televisão.

Há pessoas como eu
Gostam de gente
De bicho
De música
De céu e de mar
De andar descalças e de salto alto
De pegar na mão
De sentir a areia fria beijada pelo mar
Há pessoas como eu
Nasceram para lutar
Preferem o amor à solidão
E ainda têm a poesia como inspiração!

Há pessoas que têm o legado


De fazer dos versos a cantiga da razão!

Org. Natanael Vieira


CLAUDIA GOMES
Natural de Salvador, BA, radicada em Feira de Santana.
Doutoranda em Educação, é professora e
poetisa. Publicou Catadora de Versos, Condado Poético, A
Mulher e a Rosa e outros poemas de amor, Malu: a
bailarina das águas e antologias como Poetas pela Paz 1 e
2, Cadernos Negros 39, Lúdicas Estrofes etc. Organizou a
antologia VIDAS PERFUMADAS. Ocupa a Cadeira 54 da
Academia Independente de Letras (PE), a Cadeira 539 da
Academia de Artes, Ciências e Letras do Brasil. e a Cadeira
139 da Academia Internacional de Literatura Brasileira.
Participa do grupo Mulherio das Letras. É colunista da
Revista Statto.

Org. Natanael Vieira


MEU GIRASSOL
Maria Ribamar Lopes dos Santos Andrade

Onde está a poesia?


A caso você sabe me dizer?
Está nas flores
No brilho das estrelas
Nas coisas mais simples e encantadoras.

Na verdade, a poesia também está


No profundo olhar
No caminhar que é só seu
Ah, está sim
Na sua leveza e suavidade.

E eu a vejo
No Girassol
Vejo na formação da palavra
Um giro em direção ao sol.

E lá está a poesia
Está em você
Meu Girassol.

Org. Natanael Vieira


IDENTIDADE
Maria Ribamar Lopes dos Santos Andrade

Quem é você?
Que passa um bom tempo navegando
Nas redes digitais.

Um rostinho sorridente
Com uma vida
De perfeição?

Ou um ser com defeitos


Fotos sem efeitos
Da era digital?

O meu outro eu me diria


Que a imagem com filtro
Seria a mais vendável.

Por acaso me diga


Qual a sua intencionalidade
Ser reconhecida com alto nível de popularidade?

Tempos digitais
Meu pai! Socorro!
A minha vida está estampada na nova era.

Org. Natanael Vieira


Tô refém dos likes
Curtidas, comentários e amei.
Só sei que a minha vida normal eu já compartilhei.

Org. Natanael Vieira


MARIA RIBAMAR LOPES DOS SANTOS ANDRADE
Sonhadora, corajosa, persistente e sorridente. Adora ler
livros de romance e viajar em cada palavra. Admirar a lua e
as estrelas é com ela mesmo. Ama ouvir as conversas do
seu Girassol e assistir séries bobas e clichês. Essa é a Maria.

Org. Natanael Vieira


VENTO
Mônica Augusta de Carvalho Seixas

Vento que venta meu recomeço


Que levanta minha esperança
E balança meu movimento
Este é o meu momento
Sendo totalmente sentimento
Aquecendo minha alma
E suprindo qualquer trauma
Recomeço...
Sendo indispensável neste novo começo
Eu mereço e aceito
Sou sopro no asfalto
Sou sonho em ressalto!

Org. Natanael Vieira


RECORDAÇÕES
Mônica Augusta de Carvalho Seixas

Acordo e vejo pela janela minhas recordações


voando sem cautela
Pulo, corro, salto e as agarro
Não as deixo escapar
Elas precisam brotar
E me fazer recordar todo calor, sabor, humor... e
suor do meu grande amor
Minhas recordações não poderão apagar
Em mim, precisam transpirar, deslizar e jorrar
Para prover meu viver e me deixar envolver
E eu, simplesmente, ser e estar
Neste recomeço do nosso grande amor!

Org. Natanael Vieira


MÔNICA AUGUSTA DE CARVALHO SEIXAS
Nasceu no Rio de Janeiro, é mãe do Eduardo e do Arthur,
professora, advogada, autora de livros, poesias, textos,
crônicas, fabulas e contos, contadora de histórias e
apaixonada pela vida.

Org. Natanael Vieira


SEJA SOLIDÁRIO!
Neusa Bernado Coelho

Escute o planeta inteiro


A mensagem e o mensageiro
Recrie a vida
E a paz esquecida

Pare o mundo
Pois num segundo
Um ser invisível
Tornou a missão impossível

Pare a destruição
E a poluição
Pense no coletivo
Seja afetivo

Pare a discriminação
Olhe no jardim, os pássaros, a solidão
Observe a natureza viva, as estrelas no céu,
Bordado de nuvens como véu

Tenha Deus no coração


Com a força da oração
Transforme a terra
Acabe a guerra

Org. Natanael Vieira


Não tenhas medo
O ritmo do enredo
É para ouvir o chamado
De nosso criador amado

Seja solidário
Com fé e esperança
Comece a mudança
Nada será como antes, de norte a sul
Haverá um novo planeta azul

Deslumbre o futuro
Árvores e ar puro
Rios cristalinos
Com alegria, faça poesia
Siga o destino.

Org. Natanael Vieira


ENCANTA-ME A LUA
Neusa Bernado Coelho

Tal qual as fases da vida


Têm seus encantos
Força e beleza
Lua Nova, Crescente
Minguante ou cheia
Em seu refúgio noturno
No momento oportuno
Faz recomeço

Seja a lua faceira


Todos os dias
Veja seus desígnios
A fulgurar a rua
Resplandecer seus raios
Reminiscências de orquestra visual
Ou uma santa no lual...

Quando era pequena


Eu cantava para ela
Pedia a bênção em novena
Sentia-me donzela!

Org. Natanael Vieira


Decorre o nefasto tempo
Vão-se os tormentos
Surge então um novo ciclo
E Deus a nos dizer: recomece!

Agradeça o dom da vida


Os aromas da alegria, o ar colorido
Sob olhar da lua: Dê um abraço de luz!

Org. Natanael Vieira


NEUSA BERNADO COELHO
Natural de Palhoça/ SC- Poetisa-Historiadora, autora e
coautora de várias obras literárias. Membro de Academias
Nacionais e Internacionais; Embaixadora Imortal da Paz Pela
OMDDH;colunista:https://portalpalhoca.com.br/coluna/his
toria-em-foco-com-neusa-coelho/hercilio-pedro-da-luz.

Org. Natanael Vieira


AGUARDO SEU TEMPO
Ezequiel Mariano

A espera foi, e é o nome.


Que em tantas fases do tempo
ao olhar o outro [em lamento],
diz: - O sentimento passa fome!

Toca o sino da igreja,


e em cada batida singela
a virtude cresce e anela,
o que meu peito já lateja: desejo!

Veja, e reveja! O que vale do amor


se não a presença? O beijo?
Seria imprudente [desleixo],
se mesmo na dor não pudesse ser
um admirador do teu tempo.

Contudo, ainda aguardo. Sorria!


Pois, no tempo, mesmo com dor
sou eu o poeta da Rua do Ouvidor,
que desta face do amor, faz exalar poesia.

Org. Natanael Vieira


EZEQUIEL MARIANO
É Graduado em Direito, e um apaixonado por filosofia e pela
arte literária. Desde muito cedo começou escrever poesia e
questionar sobre o mundo, e desses questionamentos,
somado a vivência de alguns amores, nasceu um vínculo de
sentimentos inestimável, o qual a escrita eternizou.

Org. Natanael Vieira


ESTRADA
Arão Ricardo Alves Nascimento

Aonde chega à estrada?


será que em algum lugar?
e se chega, onde é que vai chegar?
Se antes andei depressa
hoje ando mais devagar
por ansiedade, talvez medo
do que vou encontrar
As vezes parece, desviar o caminho
mas no fim, todo ele chega ao mesmo destino
o andar nessa estrada de fato não é fácil
pedras dificultam os passos
Vão-se os dias passando
continuo andando
olho atrás vejo ao longe e se distanciando
o que fui ao começo e todo o trajeto
e cada novo passo, novo destino incerto
Ao andar nessa estrada
muitos eu encontrei
mas, de certo eu sei
que ao chegar ao final
eu sozinho estarei.

Org. Natanael Vieira


AQUELAS PAREDES AMARELAS
Arão Ricardo Alves Nascimento

Na parede marcado, um quadro


daquilo que foi arrancado
Um jarro na estante
já não é como antes
pois caíram as pétalas
e sabias na certa
Que os dias se foram
por aquela janela
ficaram cinza as paredes
que eram amarelas
E os meus olhos choviam...
Durante a madrugada
esperava e não vinhas
daquela sacada.

Org. Natanael Vieira


ARÃO RICARDO ALVES NASCIMENTO
É um jovem de 20 anos, natural do município de
Itapecuru-Mirim. Atualmente discente do curso
de letras da Universidade Estadual do Maranhão.
Dentre um de seus prazeres está a literatura,
sempre gostou de escrever e de expressar-se por
meio da poesia.

Org. Natanael Vieira


TEMPO DO AGORA
Fátima Saraiva de Morais

Dizes: Amanhã é um outro dia e tudo estará melhor!


Ouço tua fala de esperança e sem ecoar, tuas palavras
Seguem no trabalho de convencer tão cansada alma.

Olhas dentro de mim, é o hoje que choro.


É o hoje da tempestade, da infinita dor, da insuportável
solidão.

Vens, dê-me teu colo e deixa-me aqui quieta.


Não! Não digas que amanhã é um novo dia! Meu chorar é
hoje.
Escuto o som do relógio, anunciando-me o hoje e nada
mais.

O hoje revela em mim de forma intensa essa dor.


Não me fales mais do amanhã, não no instante do agora.
Minhas querências estão aqui reveladas em meu corpo,
Ao desejar o todo e o nada ter.

Não prenderei tua atenção a escutar meu lamentar,


Mas não posso aceitar o amanhã, volto-me ao relógio que
nuncia o agora.
O agora é de tristeza, e saudades de um tempo marcado
em minha memória,

Org. Natanael Vieira


E deixado de fora desse viver.

Recebes minhas lembranças só por hoje e deixas que em


meu pesar mergulhe.
Deixas, é só por hoje, pois sei que amanhã é outro dia!
Sei que manhã é um novo dia!

Tens minha dor, tens minhas lágrimas. Elas me consolam do


amor partido
E encontram nas lembranças um amor sofrido.

O vento toca meus cabelos em movimentos de carinho,


A brisa acolhe minhas lágrimas, o tempo do agora me tem
em pranto e anuncia O amanhã de calmaria, mas é só por
hoje que fico aqui, quieta,
Na hora do agora, no sono do amanhã.

Org. Natanael Vieira


PARA SEMPRE
Fátima Saraiva de Morais

Cessa o meu falar de ti.


Sufoco a alma
Mergulhada nas lembranças das tantas andanças
Que nós vivemos.

Porque choro não sei.


Sei da nossa canção a tocar, sei do nosso amor a findar.
Melodia tênue desaparece em lento compasso morre.

Meu ser é indivisível de ti, mas se partir,


Deixar-me-ei contigo ou levar-te-ei comigo?

Eis que surge o sol.


Tenho eu que partir, continuar a vagar.

Ah! Tão triste permanece minha alma.


Sigo o meu caminhar em passo invisível a ti.

A minha alma cantarola a nossa canção.


Na esperança de que venhas e meu caminhar detenhas.

É a nossa canção que me faz seguir


Sem saber como continuar,
Sigo.

Org. Natanael Vieira


Não vês a minha partida.
Não tens o meu adeus.

Sigo em miúdos passos,


Ao som da ilusão do meu nome
Ouvir-te chamar
E por todo sempre
Comigo ficar.

Org. Natanael Vieira


FÁTIMA SARAIVA DE MORAIS
Nascida em São Luís do Maranhão, terra dos poetas e das
lindas “palmeiras onde canta o sabiá”. Sou educadora,
acredito na educação como um determinante para
mudança positiva na vida de cada pessoa. Decidi escrever
para revelar o que a alma sufocada quer falar. Tenho dois
lindos netos, um rapaz muito sério e que como a avó
acredita no amor e uma linda garota, brilhante que gosta
de estudar.

Org. Natanael Vieira


Biografia do organizador

Org. Natanael Vieira


NATANAEL VIEIRA

Graduando em Letras – UEMA, maranhense, interiorano,


nordestino, negro, Doutor Honoris causa em Literatura –
FEBACLA, pesquisador, Embaixador da Juventude, tem 22
anos, escritor com dois livros publicados individual, mais de
10 livros organizados com a ajuda do Projeto Publique seu
livro, editor-chefe e dono da Edições Literattus que no qual
substituiu o projeto supracitado anteriormente e possui
mais de 15 participações em antologias coletivas. Além
disso, é antologista e possui mais de 20 antologias
organizadas. Ademais, é membro de seis Academias de
Letras nacionalmente: Academia de Letras Sociedade dos
Poetas Virtuais; Academia Internacional de Literatura
Lusófona; Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e
Artes; Academia de Letras, Ciências e Artes do Brasil;
Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências e Letras
e da Academia Caxambuense de Letras. Por fim, é um
enamorado pelas artes, poesias, culturas e literaturas.

Org. Natanael Vieira


Org. Natanael Vieira