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INTRODUÇÃO

Desde sempre existiam formas espontâneas e intuitivas de prevenção


situacional do crime. Os nossos antepassados construíam muros em torno das casas ou
aldeias, colocavam trancas nas portas, tinham cães de guarda e viajavam armados ou
com escolta. A prevenção do crime torna-se desta forma um imperativo da pessoa
calculando o certo ou errado na sua atuação enquanto pessoa moral físico e jurídico. A
segurança torna-se num elemento de extrema importância dentro do seu habitar.
Portanto a prevenção do crime como a redução do modo tem uma relação de
construção de comunidades consistentes, embora não existirem sociedades sem crime,
por isso a nova filosofia de policiamento de à proximidade que se pretende, embora
estar longe de implicar não só apoiarem os cidadãos mas também mudar a perspectiva
habitual das forças da polícia. A reflexão sobre a prevenção da criminalidade serve do
nosso primeiro ensaio no mundo da investigação. Ao longo dos últimos anos após o
término da guerra civil que devastou o nosso território, a violência urbana está
aumentando cada vez mais de maneira assustadora, atingindo todas as pessoas de
vários estratos sociais; a preocupação para conter e prevenir e conter a criminalidade
exige não só do governo mas sim de todos, onde os filósofos tendo em conta a missão
que lhe é reservada de estimular a consciência moral do homem o desejo do
conhecimento de si próprio, reconhecendo a sua dignidade, reflectindo e raciocinando
em volta do bem da vida. Assim estruturam-se a seguinte pergunta de partida:

 Que reflexão pode ser feita sobre a prevenção de criminalidade ao Distrito


urbano da Estalagem-Viana ?
i. Formulação do problema

A reflexão para a prevenção da criminalidade torna-se num elemento para a


manutenção da ordem e tranquilidade do homem. Essa prevenção não depende das
autoridades, é necessário um esforço conjunto de elementos e meios e colaboração.
Exige-se que todas as forças estejam em sintonia aos problemas que de forma directa e
indirecta interfere no bem estar das pessoas e atende às necessidades da população
tanto de forma reativa (pronto atendimento), como também pró-ativa (prevenção). Os
cidadãos por sua vez têm o direito e a responsabilidade de participar no modo como o

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policiamento é realizado para a prevenção da criminalidade. Neste contexto que
elaboram-se as seguintes sub- questões que compõem a problemática deste estudo

 Quais são os factores que estão na base da prevenção da criminalidade?


 Que medidas devem ser tomadas para assegurar a prevenção da criminalidade?
 Como caracterizar a insegurança como consequência da criminalidade na zona
urbana?
 Qual é o papel da policia no asseguramento da estabilidade social das
populações na zona urbana?
 Quais são os tipos de criminalidade mais comuns no Distrito Urbano da
Estalagem?
ii. Importância do estudo

Nosso interesse por esse tema foi suscitado por uma reflexão muito ampla a
respeito da prevenção da criminalidade. O nosso trabalho justifica-se pelo actual
contexto socioeconômico que o país e omundo está a atravessar a julgar pela
pandemia da covid-19 está a causar, aumentam os desemprego, escassez de recursos a
reflexão filosófica em torno da prevenção da criminalidade é um elemento essencial
para evitar o crime.A reflexão filosófica sobre a prevenção da criminalidade tem um
significado e um valor crucial na vida da pessoa não só pelo sentimento de
insegurança provocado pelo crime mas também, pelo sentimento de perda de valores
morais; daí a necessidade e o interesse do papel do filósofo em despertar a atenção da
sociedade na necessidade do esforço conjugado na prevenção da criminalidade. Este
trabalho é de extrema relevância a julgar pelo actual momento em que a criminalidade
está a tomar contornos cada vez mais alarmantes visando despertar a atenção de todos
para o bem estar comum. O que nos levou a escolha deste tema foi pelo simples facto
de quer buscar mais conhecimento sobre como a policia e sociedade civil podem
contribuir na prevenção a criminalidade.

iii.Objectivo do estudo
Para Marcini e Lakatos (2002:24) “ toda pesquisa deve ter um objecto
determinado para saber o que se vai procurar e o que se pretende alcançar”.
Objectivo Geral:

Fazer uma reflexão filosófica sobre os factores da prevenção da criminalidade


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Objectivos Específicos

 Descrever a reflexão filosófica sobre os factores da prevenção da criminalidade.


 Identificar os mecanismos de reflexão filosófica sobre as medidas do
asseguramento na prevenção do crime.
 Demostrar a importância da reflexão filosófica sobre o papel da polícia na
prevenção da criminalidade.
 Conhecer os tipos de criminalidade mais frequentes no Distrito da estalagem.
 Analisar as teorias da criminologia e da filosofia, policiamento da proximidade.
iv.Formulação das hipóteses do Trabalho

A hipótese é uma proposição antecipatória à comprovação de uma realidade


existencial. É uma espécie de pressuposição que antecede a constatação dos factos. Por
isso se diz também que as hipóteses de trabalho são formulações provisórias do que se
procura conhecer e, em consequência, são supostas respostas para o problema ou
assunto da pesquisa. Perante a Reflexão Sobre a filosófica sobre a prevenção da
criminalidade e policiamento comunitário, levantamos as seguintes hipóteses:

 A dignidade e o bem-estar da pessoa é o elemento essencial na prevenção da


criminalidade.
 A prisão e as torturas físicas não devem ser os únicos meios de prevenção da
criminalidade.
 Não existe classe social e idade específica isente para a prevenção da
criminalidade.
v. Procedimentos metodológicos

A metodologia utilizada nesta pesquisa é de carácter bibliográfico e descritiva.


Utilizamos o modelo Misto, o nosso trabalho obedecera a combinação dos modelos
quantitativos e qualitativos (quali-quanti). Esse método associa a investigação dos
significados das relações humanas com dados estatísticos. É o melhor jeito de promover a
interacção entre números e palavras. No primeiro momento da pesquisa fez o
levantamento bibliográfico em livraria e selecionamos as obras filosóficas relacionadas
com a prevenção da criminalidade. Na realização da parte do estudo de campo fizemos
uma visita exploratória à esquadra. Estes no 48º Distrito Urbano da estalagem. Os

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elementos colectados deram-nos uma visão de escolha e classificação dos métodos de
pesquisa.

Assim, o instrumento a ser utlizado nessa pesquisa será na recolha de conteúdos


bibliográfico e na recolha de dados com base em entrevistas e na distribuição de
questionários. Na pesquisa quantitativa utilizaremos a distribuição de questionário com
perguntas claras e objectivas aos inquiridos. O nosso trabalho contou com a pesquisa
descritiva que é quando o objectivo é esclarecer ao máximo um assunto que já é conhecido
descrevendo tudo sobre ele. Neste caso iremos descrever sobre a policiamento comunitário
e a prevenção da criminalidade no distrito urbano de Estalagem- Viana. Segundo a
abordagem para a nossa pesquisa utilizamos o método misto.

Segundo a natureza para a nossa pesquisa utilizamos o método básico no qual a


nossa pesquisa vai gerar conhecimento úteis para o avanço da ciência sem aplicação
imediata. Segundo os objectivos para a nossa pesquisa optamos por utilizar o método
exploratório e o método explicativo a nossa pesquisa assume as formas de estudo de
caso. Segundo as técnicas e instrumentos fez-se análise bibliográfica, entrevista feita
com a distribuição de questionário com perguntas fechadas, abertas e semiabertas e
entrevistas.

vi. Limitação e delimitação do estudo

Delimitação é o ato de colocar limites a uma investigação científica. Os limites


de uma pesquisa podem ser determinados por meio de três tópicos que são: Assunto
Extensão e uma série de factores. O nosso trabalho, esta limitada apenas em abordar
sobre a prevenção da criminalidade- policiamento comunitário do 48º Esquadra no
Km12 A, Distrito Urbano de Estalagem-Viana. Desta feita nós limitamos apenas em
trabalhar com as obras bibliográficas relacionadas com a criminalidade bem como a 48º
esquadra do distrito da estalagem, e optamos por utilizar o método de pesquisa (quali-
quanti) que é a combinação dos métodos quantitativos e qualitativo. O nosso campo
específico de estudo é o da ética filosófica no intuito de perceber e prevenir certos
comportamentos do homem em relação aos outros homens dentro de uma determinada
comunidade ou sociedade.

Redigimos a presente temática da seguinte forma: Reflexão filosófica sobre a


prevenção da Criminalidade no Distrito Urbano da Estalagem-Viana. Desta feita não é
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nossa pretensão, apresentar todos os problemas inerentes a Criminalidade. Mas, daquilo
que nos remete à problemática do nosso trabalho, ou seja, apenas nos limitaremos a
responder as questões que nos são apresentadas.

vii. Síntese da estrutura do Trabalho

O nosso trabalho está constituído por três capítulos:

O primeiro Capítulo, aborda Fundamentação Teórica, como Prevenção,


Criminalidade, Policiamento comunitário. No segundo capítulo, denominada
Fundamentação Metodológica onde faz-se a explicação do tipo do método a ser usado,
ou seja, faz-se a dissertação sobre a fundamentação metodológica qualitativa se de
caracter bibliográfico ou não e consequentemente a explicação das técnicas e
instrumentos, modelos de pesquisa, procedimento e dificuldade encontradas para a
elaboração deste trabalho.

No terceiro capítulo abordaremos sobre apresentação, análise dos resultados. No


sentido de estudar melhor a abordagem reservada a este tema tão conexo achamos
adequado trazermos a fulgor dos caros leitores alguns conceitos que ajudarão a notar-se
devidamente nas questões que serão aqui aprofundadas, recorrendo como é óbvio a
contribuição de autores que abordam sobre o tema.

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CAPÍTULO I- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1.1. Definição de Termos e Conceitos


1.1.1. Prevenção

Etimologicamente a palavra prevenção derivado do latim praevenire, “ antecipar,


perceber previamente”, literalmente “ chegar antes”, de prae, “antes”, mais venire, “vir”.
Quem chega antes tem condições de evitar que algo indesejável aconteça tomando as
medidas necessárias. Prevenção Acto ou efeito de prevenir. Conjunto de medidas
destinadas a evitar um mal. Precaução, cautela. Assim, podemos classificá-la de duas
formas.

Prevenção primária: cujo objectivo é a antecipação dos riscos, evitando a sua


revelação, com vista à tomada de medidas infra-estruturais que os eliminem. Podemos
também chamar-lhes de medidas de prevenção directas.

Prevenção secundária: cujo objectivo é a identificação e análise de riscos com


vista à sua eliminação ou limitação, de forma a diminuir drasticamente o seu potencial
nocivo.

1.1.2. Criminalidade

“Um filósofo produz idéias, um poeta versos, um pastor sermões, um professor


manuais etc. Um criminoso produz crimes.Criminalidade é a quantidade das transgressões
das normas de carácter penal vigentes em determinados sistemas

Segundo Karl Max Crime é um fenómeno social normal da sociedade capitalista


para a devir da exploração do homem e das consequências daí decorrente miséria
desmoralização divórcios, isolamento, individualismoe guerras constantes em busca do
lucro.

1.1.3. Justiça

Justiça Caráter do que respeita o que é direito e justo; equidade; poder de aplicar as
leis de acordo com os direitos de cada um; Conjunto de pessoas, instituições e serviços que
determinam e garantem a aplicação das leis. Dicionário de L. Portuguesa pag 371. O termo
“justiça” (em alemão gerech-tigkeit) tem sido utilizado em diferentes sentidos. Numa

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acepção amplíssima designa qualquer congruência ou proporção (Leibniz) isto é, de um
modo geral a adequação, conveniência ou correspondência a um fim aplicando-se, inclusive
as coisas materiais. Enciclopédia vários autores 2001:905.

1.1.4. Polícia

Segundo o professor Marcelo Caetano 2001:1, por polícia entende-se o modo de


actuar da autoridade administrativa, que consiste em intervir no exercício das atividades
individuais susceptíveis de fazer perigar interesses gerais, tendo por objetivo evitar que se
produzam, ampliem ou generalizem os danos sociais que as leis procuram prevenir. Do
ponto de vista Administrativo moderno, por polícia deve entender-se como instituição
encarregue de manter a ordem e segurança pública e velar pelo cumprimento das leis
relativas a essa ordem e segurança na multiplicidade dos seus aspectos.

A polícia angolana tem origem no período do governo de transição com a


publicação do decreto 24/75 de 1-4 (B.ON 75/1ª série) que determinava que a PSP passasse
a ser designado por Corpo da Polícia de Angola (CPA) extinguindo o comando geral da
PSP e em sua substituição, criou o comando unificado do CPA, o Estado-maior e a
inspecção dos serviços Administrativos. Em 11/06/1993 a polícia passa a designar-se por
Polícia Nacional, dirigida por um comandante geral, após a aprovação do decreto 20/93 no
diário nº 23 (1ª série), dados do comandante geral da polícia.

Segundo Giddens o policiamento comunitá rio é um tipo de policiamento que


utiliza estratégias de aproximação acção presença envolvimento e comprometimento com o
local de trabalho e com as comunidades na preservação de ordem pública da vida e do
patrimônio da pessoa.

1.2. Fundamentos da Prevenção da criminalidade

A nossa reflexão filosófica sobre a prevenção da criminalidade, está de certa


forma ligada a natureza humana na sua dignidade enquanto valor supremo da
humanidade. De acordo com Keith Davis e John W. Newstron, 1992:11, sustenta que as
pessoas devem ser tratadas de forma diferente dos outros factores de produção porque
pertencem a ordem superior do universo. É a natureza, o valor da pessoa a razão da
prevenção da criminalidade.

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Para Kant citando Hume apud vários autores enciclopédia 2001:95 sustenta
que a dignidade teórica do eu – substância da alma como pessoa, releva apenas do
campo prático e moral antes de tudo a pessoa como ser dotado de reflexão vive como
problemático, interroga-se sobre si e procura de forma alguma responder a pergunta
quem é o homem? Como age? O que faz? Longe destes questionamentos a prevenção
da criminalidade leva-o a suspeitas, segundo Kant 2001:97, afirma que o homem
existe como fim a si mesmo e não puramente como meio, propõe-nos a célebre
fórmula do imperativo categórico: age de forma a tratar a humanidade, tanto na sua
pessoa como na pessoa do outro sempre e a um tempo como fim e nunca meramente
como o meio.

Keith afirma que as pessoas por pertencerem a ordem superior as suas


aspirações e habilidades devem basear-se na ética e na consciência da humanidade
conforme confirmado pela experiência das pessoas em todas as idades, acha-se
relacionada às consequências de nossos actos em relação a nós mesmos e aos outros, o
fundamento da prevenção da criminalidade. (Keith, 1992, p. 12)

Segundo a filosofia de Lalande apud enciclopédia 2001:96 traz o propósito da


palavra pessoa distinguindo-os de três formas: A pessoa moral – Ser individual
enquanto possui caracteres que lhe permitem participar da sociedade intelectual e
moral; do bem e do mal do falso e do verdadeiro; A pessoa como física – O corpo
como manifestação da pessoa moral em contraposição aos seus actos ou obras, neste
caso o crime ou a prevenção do crime o homem é o elemento fundamental. A pessoa
jurídica – Entre os direitos e deveres determinados pela lei. A prevenção do crime
torna-se desta forma um imperativo da pessoa calculando o certo ou errado na sua
actuação enquanto pessoa moral, físico e jurídico.

A segurança para a pessoa torna-se um elemento fundamental no seu habitar.


Para Keith e John 2001:12 afirmam que os diferentes traços e actividades humanas
não devem ser estudados separadamente, mas numa análise final eles são partes de um
todo da sociedade onde a pessoa está inserida: a vida doméstica não é totalmente
separada das condições emocionais, das leis, da segurança e das condições físicas.
Assim a pessoa enquanto comparado num sistema aberto em constantes trocas da
matéria e energia com o meio ambiente sujeito a todas as leis físicas e químicas. Mas

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como o ser vivo apresenta uma nítida emergência sintetizada na informação genética
que o mantém na sua individualização capaz de auto conservação, auto regulação e
auto reprodução; (Vários autores, 2001, p. 1183).

A nossa reflexão filosófica da prevenção da criminalidade, nos leva mais


adiante ao falarmos da pessoa como o todo e valor supremo da humanidade dotado de
três fórmulas consagradas de acordo com a filosofia clássica de inspiração Pitagórica
no desenvolvimento Platónico: A primeira pessoa é um microcosmo frente ao
microcosmo; A segunda de caráter Aristotélico define-o como animal racional,
recorrendo a doutrina dos predicamentos, mediante o género e diferença específica; a
terceira é de essência Tomista e radicalmente metafísica a pessoa é ser para a verdade
pela sua inteligência ou faculdade transcendental do ser, através dos tempos,
civilizações e culturas foram apresentando concepções do ser humano; a terceira para
Kant a pessoa está totalmente inserida na matéria donde vem formado através da
evolução selectiva construindo um sistema aberto.

1.2.1. Pensadores Gregos

Primeiramente cabe ressaltar as opiniões e os conceitos dos pensadores gregos


que foram revestidos de fundamentos ou inspiração criminológica.

Segundo Esopo os crimes são proporcionais a capacidade dos que os cometem.


(Nascimento, 2003, p. 60)

Isócrates lamentava a ocultação do crime ao expressar que torna-se parte no crime


que oculta, emitindo dessa maneira o princípio da coutoria ou da cumplicidade
criminosa. Para que a pena fosse instrumento de emenda, de correcção e intimidação
considerando o homem, como medida de todas as coisas. (Fernandes, 2002, 61)

Já Sócrates por sua vez sustentou que se devia ensinar aos indivíduos que se
tornavam criminosos como não reincidirem no crime, dando a eles a instrução e a
formação de carácter de que precisam. Sócrates pregava a obediência à lei em sua
plenitude, lei esta fruto das relações humanas, o limite entre a civilização e a barbárie. O
conhecimento reside no interior do ser humano portanto a pessoa precisa conhecer-se
melhor para sua vida em sociedade mais agradável. Aqueles que desobedecessem a lei

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deveriam ser punidos, mas a estes careceria de ser ensinados como se afastar dos actos
criminosos, para tornarem-se pessoas melhores, virtuosas, justas (Siqueira, 2006, p 34).

Hipócrates considerado o pai da medicina ao descrever o vício como produto da


loucura, em sua obra “ aforismo” relatou indirectamente que o crime também é resultado
da loucura, erigindo assim, o princípio penal da imputabilidade ou irresponsabilidade do
homem insano. Hipócrates escreveu a Enfermidade sagrada, classificando a saúde mental
através da alteração dos humores. ( Fernandes, 2002, p.61)

Platão na sua obra “ A república” pretendeu evidenciar que os factores


económicos desencadeavam em crimes por meio da ambição, da ganância da avidez,
logo, davam origem a criminalidade. Platão entendeu que a pessoa humana necessita ser
virtuosa. Platão constrói este conceito apenas utilizando como referencia o conhecimento
e o conhecimento da educação factores importante para que o ser humano possa
distinguir qual comportamento esta em acordo e qual esta em desacordo com as normas
postas. No campo da criminologia, Platão entendeu que riqueza, cobiça e ódio são
factores que levam a pessoa a praticar crimes.

Platão sustentava que as más influências poderiam converter pessoas


inexperientes, em criminosos, e que onde houvesse gente pobre haveria biltres, vilões,
tratantes.

Segundo Platão o crime é produto do meio ambiente; a miséria é um factor


criminógeno, pois produz vadios e indivíduos sórdidos; o outro é causa de muitos delitos,
porquanto a cobiça é gerada pela abundância que consegue apoderar-se da alma
enlouquecida pelo desejo. Platão comparava o criminoso a um enfermo e via a pena sob
um ponto de vista intimidativa funcionando dessa forma, como instrumento inibidor da
acção delituosa. Platão entendia que criminoso era um enfermo e portanto deveria ser
tratado para reeduca-lo se tal fosse possível e se não fosse deveria ser expulso dos pais.

Aristóteles autor da famosa obra “A política” também visualizou os factores


económicos em certos delitos ocasionados da miséria. Aristóteles lutava contra má
distribuição de renda e almejava uma justiça distributiva igualitária. Segundo Aristóteles
um dos factores que levam à criminalidade é a má distribuição de rendas, a miséria. No
sentido de minimizar estes aspectos, Aristóteles a justiça distributiva, uma justiça

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responsável pela justa distribuição dos bens públicos, bens comuns a todos pautando-se
no critério da igualdade proporcional.

Em roma o pensador Sêneca teve grande destaque ao considerar a ira como mola
propulsora do crime e da constante luta fratricida. Sêneca considerava a ira como sendo a
causa geradora do crime motivo pela qual, a sociedade continuaria vivendo em
constantes guerras.

1.2.2. Outros filósofos e pensadores

Thomas Mores na sua obra “ Utopia” fantasia uma sociedade com óptimas
condições de vida, proporcionada por um governo organizado, tornando, assim, um povo
equilibrado e feliz (Fernandes, 2002, p.66)

Utopia era um pais na imaginação do autor, que se localizava numa ilha do


oceano pacífico. Nesse pais não haveria diferença entre riqueza e pobreza, haveria a
produção do necessário para satisfazer a colectividade. As comunidades seriam dirigidas
por grupos escolhidos pela maioria que teriam poderes muito limitados e que nessa
mesma organização se faria desnecessária a aplicação do rigor da autoridade. A educação
seria obrigatória e os anciãos e enfermos teriam pensões e atenção; nessa ilha haveria
liberdade religiosa e igualdade entre os indivíduos de um sexo e do outro. Todos teriam o
mesmo direito as comodidades matérias e as mesmas oportunidades intelectuais.
Entendia que os cidadãos de utopia seriam honrados e melhores que os demais.

Segundo Thomas Moros, uma das causas da criminalidade é o factor económico.


Thomas Moros através de seu personagem Rafael Hitlodeu, dizia que em um pais quando
o povo é miserável, a opulência e a riqueza ficam em poder das classes superiores e essa
situação economicamente antípoda faz gerar um maior número de crimes inclusive pelo
comportamento da ordem moral ligada directamente ao luxo esbanjador dos ricos. Moros
afirmava que as penas deveriam ser proporcionais aos delitos; via o ouro e a propriedade
como as causas da injustiça e considerava as penas rigorosas desnecessárias, pois o
remédio seria procurar a causa e indicar a cura correspondente. (Fernandes, 2002, p. 67)

Erasmo de Roterdan, em sua obra “ Elogiu da Loucura” também afirmava que a


pobreza era um dos factores da criminalidade satirizando assim os indivíduos mais ricos
da época- os soberanos e sobretudo os homens da Igreja (Soares, p.67)
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Martinho Lutero “foi o primeiro autor a distinguir uma criminalidade rural e outra
urbanas (Fernandes, 2002, p. 67)

Francis Bacon e Descartes afirmavam que os factores socioeconómicos eram


causas determinantes de criminalidades (Fernandes, 2002, p. 68)

Jean Mobilon inseriu as primeiras prisões monásticas e Filippo Franci criou a


primeira prisão celular (Fernandes, 2002, p. 68)

Montesquieu, na sua obra L espirit des Lois, proclamava que o bom legislador era
aquele que se empenhava na prevenção do delito, não aquele que simplesmente, se
contentasse em castigá-lo (Fernandes, 2002, p. 68)

Montesquieu afirmou ainda que a pena não deveria ser imposta como castigo
mais sim como reeducação (Nascimento, 2002, p. 25)

Jean Jacques Rousseau, em sua obra “ Contrato social” afirmava que em um


estado bem organizado haverão poucos delinquentes e sobre o factor econômico em sua
obra “ Enciclopédia” Rousseau assevera que os delitos são decorrentes da miséria.

Voltaire lutava pela reforma das prisões e pelo “ trabalho forçado” ao invés da
pena de morte (sustentava que este trabalho deveria ser obrigado nas prisões, pois
entendia que o condenado não deveria permanecer na ociosidade). Voltaire foi o primeiro
a advogar o trabalho para os apenados, sobretudo em certas obras públicas perigosas”
eliminou a prática de tortura como forma de obtenção de verdade ou prova. (Santos,
2011, p. 27)

Voltaire recomendou o estudo da personalidade do criminoso de modo que a pena


seja proporcional à sua personalidade, tomando-se conta as suas circunstâncias
individuais, seu grau de malícia a natureza do fato e o escando produzido (Soares, 1986,
p, 72)

1.2.3. Como prevenir a criminalidade

O nosso ensaio sobre a prevenção da criminalidade nos remete a responder a


questão a cima exposta como prevenir a criminalidade em determinados espaços?

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Segundo André Kuhn e Candido (2010:66) sugere que a prevenção da
criminalidade passa pela mudança de certos seres humanos quer por alterações na
sociedade; sustenta a partir de que a ocasião faz o ladrão. De acordo com este ponto de
vista, bastaria diminuir o número de ocasiões para que diminuísse também os ladrões e
consequentemente, o total de crimes cometidos.

Existiam desde sempre formas espontâneas e intuitivas de prevenção situacional


do crime. Os nossos antepassados construíam muros em torno das casas ou das aldeias,
colocavam trancas nas portas, tinham cães de guarda e viajavam armados ou com escolta;
(Maurice, 2011, p. 205).

Podemos no entanto pensar que, modificando uma situação os criminosos vão


simplesmente adaptar-se e procurar outro alvo ou cometer a infracção noutro local –
deslocalização do crime.Se na realidade a deslocalização existisse, o número de delitos não
baixaria e, portanto nada teríamos de ganhar; O contexto é totalmente diferente; visto que o
ser humano não tem uma capacidade ilimitada para se adaptar a novas situações ( André,
2010, p. 67).

A prevenção situacional se inscreve na lógica da criminologia do acto e da


escolha racional; propõe-se influenciar as decisões que um actor dotado da razão está
prestes a tomar. A noção de prevenção situacional serve para designar as medidas não
penais que tem por objetivo impedir a passagem ao acto através da alteração das
circunstâncias particulares em que delitos da mesma natureza são cometidos (Maurice,
2011, p. 205).

De referir que certas medidas de prevenção da criminalidade dependem das


potenciais vítimas, mas não seria correcto atribuir-lhes esse ónus preventivo. Em seguida
vamos analisar de acordo com Maurice 2011:206, o arsenal extensivo a prevenção da
criminalidade:

A vigilância – Os locais onde são ou poderiam ser cometidos crimes são vigiados
por vigilantes, policiais, porteiros, etc.

Os obstáculos físicos – Como as portas blindadas, os vidros à prova de bala, os


cofres-fortes, os alarmes antifurto nos automóveis e as antecâmaras às entradas dos bancos;

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Os controlos do acesso –Visam impedir as instruções, filtrar a circulação num
dado espaço ou identificar quem pretende entrar: o posto de guarda por código ou por
cartão magnético, etc.

André e Candido ainda sobre a prevenção situacional do crime fazem referência


a teoria de Broken Windows – ou seja vidros partidos – que parte do princípio de que os
criminosos actuam preferencialmente em relação àquilo que se encontra em mau estado
(relativamente ao que é novo). (Andre, 2010, p. 69)

Outras técnicas aqui mencionadas segundo Maurice (2011:206) :

Desviar o delinquente do alvo trata-se de impedi-lo de encontrar-se com alvos interessantes


ou vítimas potenciais através da alteração do meio físico dos horários ou dos hábitos de
vida;

Eliminar ou reduzir o benefício potencial de um delito – guarda-se o mínimo


possível de dinheiro nas caixas registadoras, os condutores de autocarros já não vendem
bilhetes as peças de viaturas são marcadas para dificultar a sua revenda;

Controlar armas e outros instrumentos que sirvam para cometer delitos.


Demonstrou-se por exemplo que os detectores de metais dos aeroportos preveniram
numerosos actos de pirataria aérea.

Na verdade apesar do caráter pragmático e técnico da prevenção situacional, não


devemos esquecer que ela se ancora em várias correntes, os hábitos de rotina.

1.2.4. Atoproteção e a insegurança

O nosso trabalho sobre reflexão filosófica na prevenção do crime, releva-nos na


abordagem da autoproteção enquanto medida para a prevenção do crime. Por autoproteção
segundo Maurice (2011:183), o conjunto de medidas não violentas tomadas por cada um
com o fim de escapar a vitimação. A autoproteção é a principal actividade do cidadão que
age enquanto vítima potencial.

Na verdade todo o ser humano, a menos que esteja alheado de tudo, procura limitar
o risco de vitimação: tranca as portas, coloca o dinheiro no banco, evita circular a pé em

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zonas tidas como perigosas, evita deixar objectos de valor no automóvel (Cusson , 2011, p.
182).

É necessário que a delinquência num bairro não ultrapasse um certo limiar pois de
contrário, a desconfiança gerada minará o tecido social e criará condições ao
desenvolvimento da própria criminalidade: mais crimes, mais medo, mais crimes, etc. No
centro deste processo encontra-se o sentimento de insegurança ou medo do crime (Roche,
1993, p. 138).

Segundo Maurice (2011:191), afirma que o cidadão comum advinha intuitivamente


as relações que unem as incivilidades e a delinquência. A seus olhos ou degradações, os
grafites, as predações, os furtos e as agressões fazem parte de uma nebulosa inquietante de
contornos mal definidos

1.2.5. Policiamento Comunitário

Segundo David (2001:18), os primeiros estudiosos sobre o policiamento comunitário nos


Estados Unidos, indicam 4 principais características:
1) O policiamento comunitário e a reflexão de reciprocidade entre a polícia e a
população;
2) Descentralização do comando por área;
3) É a organização da patrulha de modo a engajar a comunidade na prevenção do
crime;
4) É o emprego dos civis na polícia e no trabalho de policiamento.

Segundo Tarso (2002:14), o policiamento comunitário é a filosofia e a estratégia


organizacional que proporcionam uma nova parceria entre a população e a polícia, baseada
na premissa de que ambos devem trabalhar conjuntamente na construção da segurança
pública. Isso significa que o mesmo policial realiza patrulhas e trabalha em uma mesma
área em uma base permanente actuando em parceria com a população.

Tanto a prevenção do crime como a redução do modo do mesmo estão


estreitamente relacionados com a reconstrução das comunidades consistentes. Segundo
Giddens (2010:225) – afirma que uma das inovações mais significativas da criminologia

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nos anos mais recentes residiu na descoberta da relação directa entre o declínio da
civilidade quotidiana e a criminalidade.

O policiamento comunitário implica não só apoiarem-se os cidadãos mas também


mudar a perspectiva habitual das forças da polícia. Uma ênfase renovada na prevenção do
crime mais do que na imposição da lei, pode ir a par da reintegração do policiamento
comunitário (Giddens, 2010, p. 322).

A polícia quando considera trabalho esses problemas, contribui para a prevenção


de ocorrências criminais e para o aumento da sensação de segurança da população, porque
para a população a segurança implica em várias questões que não são necessariamente
criminais, como a iluminação pública em terrenos baldios, infraestrutura e condições das
habitações. Para a implementação do policiamento comunitário deve-se ter em conta 5
factores:

1) Identificação do problema;
2) Análise do problema;
3) Planejamento das ações;
4) Implementação das ações;
5) Avaliação das ações implementadas (Tarso 2002, p. 20).

A nossa reflexão filosófica sobre a prevenção da criminalidade não deixaríamos


de parte abordarmos a teoria da justiça. Segundo Rawls ( 2005:212 ) afirma que a justiça é
a primeira virtude das instituições sociais, tal como a verdade é dos sistemas de
pensamento. Do mesmo modo, as leis e as instituições por mais eficientes e bem
organizadas que sejam, devem ser absolvidas ou reformadas se forem injustas. Toda e
qualquer pessoa possui um cerne de inviabilidade fundada na justiça que nem mesmo o
bem – estar da sociedade como um todo pode sub pegar.

De acordo com John Rawls (2000:3) constituir-se como meio para prevenção da
criminalidade. A teoria da justiça como equidade de John Rawls busca alternativas para
melhor distribuição de bens e riquezas na sociedade. Em contrapartida, uma das maiores
causas de ocorrência da criminalidade são factores relacionados à desigualdade social. Por
conseguinte, verifica-se que havendo a diminuição das desigualdades sociais, decorre a
possibilidade da redução da criminalidade e por John Rawls, (2000:5) principalmente
16
quanto ao dever das instituições sociais em garantir os direitos básicos de igualdade e
liberdade de cada indivíduo integrante da sociedade, de modo a não haver desarmonias nos
interesses sociais. Esse diálogo entre a teoria da justiça com o ideal de prevenção da
criminalidade leva a construção de uma relação eficaz com a finalidade comum de alcançar
justiça através da realização dos direitos fundamentais.

A importância da justiça, de acordo com John Rawls (2000:64) se dá


primordialmente no fato de ser um elemento de equilíbrio entre os interesses individuais e o
bem-estar comum. No entanto, os principais obstáculos ao desenvolvimento humano e
social, intensificado pelo processo de globalização, são as desigualdades do mundo
contemporâneo. E através dessas evoluções sociais, vinculou-se o justo à equidade
econômica.

1.2.6. As teorias do conflito e do controlo social


Segundo Dreu (1997:9) sustenta que “a maior parte das pessoas antipatiza com
o conflito devido as suas consequências negativas na prevenção ao crime a sua reação
natural é evita-la e ultrapassa-la o mais depressa possível. Toda via a supressão e o
evitamento são por vezes um erro, nem sempre beneficiando os melhores interesses
dos indivíduos e grupos em causa”.
De acordo com Tjosvold 1997:24, apud Miguel Pina et all 2005:436, sustenta
que quando as pessoas estão em conflito quando as ações de uma interferem, obstruem
ou, por qualquer modo, tornam o comportamento de outra pessoa menos eficaz; Para
Dreuet (1999:37) e Putman Poole 1987:552, refere que o conflito é como interação de
pessoas que percepcionam a existência de objetivos, desejos e valores apostos e que
encaram a outra parte potencialmente capaz de interferir na realização desses
desideratos.
A teoria do conflito a nova criminologia na prevenção criminal Hall et all 1978
apud Giddens 2010:214, assinalaram que o pânico moral em torno dos assaltos havia
sido encorajado tanto pelo estado como pelos meios de comunicação como forma de
afastar a atenção do desemprego crescente, do declínio dos salários e de outras falhas
mais profundas na prevenção ao crime.
Os criminologistas têm examinado as leis no que refere a prevenção criminal
defendendo que as leis são ferramentas usadas pelos mais poderosos para poderem
manter no poder as suas posições mais privilegiadas, registam a ideia de as leis serem
17
neutras e aplicadas imparcialmente a toda a população; pelo contrário quanto mais
aumentam as desigualdades entre a classe dominante e a comunidade em geral, mais
importante se torna a lei para os poderosos poderem manter a ordem social que
pretendem conservar.

Giddens (2010:214) Os poderosos quebram as leis mas raramente são


apanhados. No seu todo estes crimes menos prevenidos são muito mais significativos
do que os crimes e a delinquência quotidiana, que atraem a maior parte da atenção.
Em sentido convergente, Sutherland 1978:4, define a criminologia como
ciência que estuda a infracção enquanto fenómeno social.

A teoria do controlo social considera que o crime ocorre como resultado do


conflito entre os impulsos que conduzem à atividade criminal e os dispositivos físicos
e sociais que a detêm. Giddens 2010:32, afirma que a teoria do controlo social na
prevenção criminal, assume que as pessoas qualquer contexto filosófico agem
racionalmente e que dada a oportunidade todos podem enveredar por actos
criminosos, por outro afirma-se que muitos tipos de crime são o resultado de decisões
situacionais na sua insuficiência de preveni-lo.
De modo a poder responder tais mudanças no crescimento a população,
assaltos, desigualdades, injustiças; a prevenção do crime por parte das autoridade, tem
vindo a concentrar os seus esforços na tentativa de limitar as oportunidades para o
crime ocorrer.

A forma como o crime é entendida afecta diretamente as políticas


desenvolvidas para combater. Se o crime é visto como produto de uma privação ou de
desorganização social, as políticas de prevenção podem ser dirigidas para a prevenção
da pobreza ou para fortalecer os serviços sociais básico, pelo contrário se a
criminalidade for entendida como algo de voluntário, ou livremente escolhidos pelos
indivíduos a forma de prevenir irá tomar uma forma diferente. Giddens 2010:218.

1.2.7. A essência e génese do crime

Tem se aqui o intuito de analisar a correlação de determinadas condiçoes de


vida social do homem com a perpetração do crime desvendando, desta maneira, se a
criminalidade esta vinculada aos factores sociais.

18
Quando as causas da criminalidade, estas são formadas por factores endógenos
( internos) e exógenos (externos). Entretanto por referir-se este tópico aos factores
exógenos.
“ os factores exógenos são os factores sociais como os socio-familiares, sócio
educacionais, socios- econômicos, socio-ambientais (más companhias) e outros
concorrentes como migração, drogas, alcool, prostituição corrupção, porte de armas”.
( Farias, 2008, p. 69)
Segundo joão farias junior os factores exógenos ou sociais mais comuns são:
1- Factores sócio-familiares: a falta de deterioração ou desajustamento da
estrutura familiar. Diz jean Pinatl que no factor familiar esta a raiz mais
profunda da criminalidade.
2- Factores sócio-econômicos: de um lado a pobreza, a vadiagem, a
refratariedade ao trabalho, o desemprego, e do outro lado, a riqueza, quando
suscitada pela ganância descontrolada, a volúpia de ganho fácil com
derivações àexploração, à fraude, à falsificação e a atos clandestinos.
3- Factores sócio-éticos-pedagógicos: a ignorância a falta de educação à falta de
formação moral. Esses factores levam o individuo à falta ou à falsa
representação de realidade.
4- Factores socio- ambientais: as más companhias e as más influências
ambientais e, dentro desses influxos concorrentes estão expostos os menores
carentes e abandonados, vitimas de corrupção de maus tratos e de exploração;
foragidos do lar ou de instituições ficam extraviados, a perambular, e a
permanecer em locais inadequados e inconvenientes, a inalar cola, a fazer uso
de outras substancia tóxicas ou sendo usado e explorado para atos anti-sociais (
Faria, 2001, p. 58)

Roberto Lyra defende também uma personalidade criminosa predeterminada.


Segundo Lyra o comportamento criminoso é o resultado entre factores ambientais e as
características hereditárias.
As nossa abordagens estão intimamente relacionada com a reflexão filosófica
sobre a prevenção da criminalidade, a nossa questão reside na seguinte forma será que
os criminosos são todos iguais atendendo ao tipo e a natureza e quantidade do crime
que cometem? A nossa resposta não é, mas Benção, 2003; 6 refere o seguinte: se a

19
menos crime num meio então a conclusão pode ser de que os criminosos são
diferentes daqueles cidadãos que não os cometem, pelo contrário se houver muitos
crimes, então a conclusão pode ser que os criminosos não devem ser diferentes das
pessoas que não infringem a lei.

Assim a tipificação dos crimes ao nosso entender compreende o acto exterior


ou facto ilícito que compreende um desvaler do evento do dano produzido e do modo
de lesão ou desvaler da acção que produz. O direito só respeita ao comportamento em
sociedade, isto é, nas relações uns com os outros. Existem muitos tipos de crime
dentre eles: crimes contra a autoridade pública, crimes contra a economia, crimes
conta a integridade física, crimes contra a liberdade e auto determinação sexual,
crimes contra a tranquilidade pública, crimes conta o património, crimes contra as
pessoas, crimes contra a saúde pública, crimes conta a segurança do Estado, crimes
dos funcionários públicos, crimes dos empresários, etc. Convém ainda abordar as
vítimas do crimes antes salientarmos alguns tipos de crime. (Lyra, 1995, p. 99)
1.2.8. Tipos de criminalidade
Lyra, (1909:60) afirma que o delinquente não é apenas alguém que infringiu as
normas na realidade ele pertence a uma subespécie primitiva do homo sapiens. Ainda
o mesmo autor distinguiu cinco tipos de personalidade criminosa:
Criminoso nato : portador de um património genético causador da sua
criminalidade. Este criminoso é um homem selvagem, uma espécie de subtipo
humano, um ser degenerado.
Criminoso louco ou alienado : portador de uma perturbação mental associada
ao comportamento desviante, considerado como um louco moral. César Lombroso
1970 apud Benção 2003:18.
Criminoso profissional : não possui bases biológicas inatas, mas torna-se
criminoso por forças e pressões do seu meio. Começa por um crime simples e
ocasional e pode reincidir.
Criminoso primário – comete um ou outro crime por força de um conjunto de
factores circunstanciais do meio, mas não tende para reincidência.
Criminoso por paixão – vítima de um humor exaltado, de uma sensibilidade
exagerado, nervoso, explosivo e eloquente, a quem a contrariedade dos sentimentos

20
leva a cometer estes actos, impulsivos e violentos como forma de solucionar crises
emocionais. Desta feita destacamos os tipos de crime:
Crime Organizado
Retomamos a questão que tínhamos deixado de parte quando nos referíamos
dos tipos de crime, começando por falar do crime organizado.
Ao nos referirmos do crime organizado alude-se a forma de actividades que
tem muitas características dos negócios contrários mas que são ilegais.
Giddens, 2001; 235 afirma que o crime organizado engloba entre outras
actividades, o jogo ilegal, a prostituição, o roubo em grande escala e esquemas de
extorsão e baseia-se frequentemente na violência ou na ameaça do uso da mesma.
Ainda o mesmo autor afirma que o crime organizado é actualmente sentido em
muitos países, mas historicamente particularmente forte num dado numérico das
nações tendo em conta a evolução das novas tecnologias de informação.

Crime de Colarinho Branco


Embora exista tendências para associar o crime com as pessoas jovens
especialmente os homens das classes baixas, o envolvimento em actividades
criminosas, não está de nenhum modo confinado a este segmento. Então quais os mais
propensos a cometer crime de colarinho branco? Edwin Sutherland, 1949 introduziu
pela primeira vez o termo crime para referir aos crimes cometidos por aqueles que
pertencem aos sectores mais propensos da sociedade e abarca muitos tipos de
actividade incluindo a fuga ao fisco, práticas comerciais, desfalques, fabrico e
comercialização de produtos perigosos, assaltos e desfalques aos bancos, poluição do
ambiente bem como roubo puro e simples. A. Giddens, 2001;234 ressalta que a maior
parte dos crimes do colarinho branco não constam nas estatísticas oficiais realçando o
crime do colarinho branco dos poderosos, isto é, aqueles em que a autoridade é
conferida por uma determinada posição e essa posição é usada de modo criminoso
como sucede quando políticos aceita um suborno para favorecer a adopção de
determinada medida. Para Giddens os custos dos crimes do colarinho branco são
enormes. O autor faz referência aos estudos feitos nos E.U.A em que a quantidade de
dinheiro envolvido em crimes do colarinho branco (definidos como fuga aos impostos
fraudes com melhoramentos na habitação e na reparação de automóveis, roubos,
assaltos a casa, falsificação e roubos de carros).
21
O autor faz referência aos EUA e quanto a questão do crime colarinho branco
em Angola? A célebre frase que é de um general, Ministro, tenente general,
intendente, comissário da polícia pode dizer tudo numa sociedade em que a lei se vai
fazendo sentir a pouco tempo de paz, ou seja simplesmente do calar das armas; a
nossa ideia é quando se fala de obra de um general quer dizer nem a 60 metros o fiscal
pode ir questionar a veracidade e a autenticidade dos documentos no que refere ao
pagamento de impostos enfim, etc. Mas na realidade podemos nos esforçar para
constituir uma sociedade justa e bom para se viver, trabalhando e ajudando o estado
dentro da honestidade e amor de um pais belo.
A outra questão que me salta à vista é relativa ao preconceito e estereótipos no
tratamento desigual do crime e criminosos. Benção, 2003; 61 verificou num mercado
em que um jovem estreitinho e um esfarrapado estava sendo agredido por dois moços
bem vestidos, altos e que estavam num carro de luxo, depois da intervenção policial
perguntaram quem eram, responderam que eram filhos do comandante X e logo a
polícia prendeu apenas o rapaz estreitinho; os dois jovens puseram-se no seu carro
sem contudo serem notificados para processo criminal, na estrada Benção, 2003; 61
observou que os agentes reguladores de trânsito mandavam parar os carros dos
taxistas em maus estados de conservação, mas que ajuda os homens a sobreviverem,
os carros em bom estado de conservação nem sequer mandam parar. Que coisa na
vida! É ali onde os verdadeiros colarinhos passam, assim como se pode referenciar das
empresas e empresários. Em relação ao carro de luxo, homem bem posicionado é
estereótipo em relação ao homem mal posicionado e carro em mau estado de
conservação é preconceito.

Crime empresarial
O crime empresarial serve para descrever os tipos de ofensas cometidas por
grandes empresas como a poluição, a rotulação enganadora, as violações dos
regulamentos de saúde e de segurança afetam muito mais a população do que a
pequena criminalidade.
Anthony Giddens, 2001; 234 afirma que o poder e a influência, cada vez
maior, das grandes empresas e o seu crescente alcance mundial, significa que as
nossas vidas são tocadas por estas através de muitas formas como os carros que
conduzimos os alimentos que consumimos, etc.
22
Gary slapper e Steve Tombs, 1999; 234 ao pesquisarem sobre os crimes
empresariais concluíram que um grande número de empresas não comprem as
regulamentações legais a que a sua actividade está sujeita; para estes autores os crimes
empresariais não se limitam apenas a algumas maças podres mas está altamente
difundido e invade tudo, os estudos revelaram haver seis tipos de violações
relacionadas com grandes empresas: Administrativas (burocráticas ou não
cumprimento), ambientais (poluição, violação das licenças financeiras, fuga aos
impostos pagamentos ilegais) laborais (condições de trabalho práticas de contratação)
manufatura (segurança dos produtos embalagem), práticas comerciais injustas (contra
a ocorrência ou publicidade falsa).
A identificação das vítimas do crime empresariais não é simples. Por vezes não
existe vítimas obvias como no caso de desastres ambientais provocado pela fábrica
denominada vítimas óbvias como por exemplo o desastre da fábrica Bhopal na Índia,
ou os perigos para a saúde das mulheres que são provocados pelos implantes de
silicone no peito.
Giddens, (2001:235) salienta que os efeitos do crime empresarial não são
vividos do mesmo modo no seio da sociedade. Aqueles que estão em desvantagens
sócio económica noutros aspectos tendem também a sofrer mais nesta área, por
exemplo os riscos em termos de saúde e segurança tendem a estar concentradas nos
locais ocupados por profissões com baixa remuneração. Por outro lado muitos dos
produtos cosméticos e farmacêuticos tiveram um impacto muito maior nas mulheres
do que nos homens como é o caso dos contraceptivos ou de tratamentos de fertilidade
com efeitos secundários perigosos. (Slapper e Tombs, 1999; 236)
Slapper, (1999:237) reforça a ideia afirmando que os aspectos violentos do
crime empresarial são menos visíveis do que os casos de assalto e homicídios, mas são
tão reais quando estes – podendo em algumas ocasiões ter consequências muito mais
sérias. Por exemplo não respeitar as regulamentações no que diz respeito à preparação
de novos medicamentos ou à segurança no local de trabalho ou à poluição, pode
causar graves danos físicos ou a morte, a um número grande de pessoas embora seja
difícil obter estatísticas o número de morte por acidentes é maior do que
consequências do homicídio.

23
1.2.9. Estado da criminalidade em Angola

Ao recolhermos e aceitarmos os desafios de elaborarmos este conteúdo


relacionado com a reflexão filosófica sobre a prevenção da criminalidade no combate
ao crime, queremos aprofundar alguns pontos deste trabalho, uma vez que os homens
desafiados pelos obstáculos do dia-a-dia descobrem que um só elemento não pode
caminhar e enfrentar este obstáculos.

Assim, desde o nascimento até a morte o ser humano está marcado e marca a
sociedade em que se encontra inserido ser aceite pelos outros, ter um grupo de
pertença com afinidades e padrões de comportamento comuns, ocupar um lugar na
sociedade são fortes motivações que determinam a vida de cada um inerente aesta
sociedade, o indivíduo submete-se a normas, padrões de conduta ao sistema de
valores. A necessidade de ser aceite, de se integrar são alguns factores que levam a
submeter-se às diferentes formas de pressão social, enfrentar as barreiras como o
crime e procurar combater estes obstáculos dentro da filosofia da vida.
Por tanto o crime é um mal que desestabiliza as sociedades.A criminalidade
em Angola deve ser vista como um fenómeno social preocupante a julgar pelas
estatísticas criminais.
De acordo com António Bernardes de Miranda (2010:55) refere que a
criminalidade é de maneira geral considerada indesejável não somente pelo
sentimento de insegurança que suscita mas também, pela anomia que reflecte e que
faz com que as pessoas tenham o sentimento de estar perante um ameaçador e de
perda de valor.
Segundo Freud o comportamento Antissocial e delinquência é são decorrentes
de umdesequilíbrio entre os três componentes dapersonalidade: id, ego e superego.Se
o superego querepresenta a internalização do código moral da sociedade,sefor fraco,o
indivíduo não consegue não consegue reprimirseu id,seus instintos e desejos naturais
reprimidos, comoresultado ele força as regras sociais e comete crime, pelocontrário se
o superego,é forte demais, a pessoa tendo emconta os seus traços psicológicos sente-se
culpado eenvergonhado e pensa no acto criminoso esperandoextremamente ser punido
para satisfazer seu desejo desculpar . ( Freud, 1942, p. 34)
De acordo os dados do Comando geral da polícia do ano 2008 destaca
diferentes crimes:

24
 Crimes contra pessoas (homicídios, voluntários, ofensas corporais, violações
ameaças e estupro), com 44,9% os seus autores são de idade compreendida
entre 20 a 30 anos;
 Crimes contra propriedades (roubos, roubo de viaturas, furtos) com 49% seus
autores são jovens com idade de 16 a 30 anos;
 Crimes contra a ordem e tranquilidades pública (uso de drogas, uso de
documentos falsos desobediência, etc ) com 37% seus autores são jovens com
a idade entre 16 a 35 anos;
 Crimes contra economia (especulação, exercício ilegal da actividade
farmacêutica etc.) com 9% seus autores são na sua maioria homens entre 20 e
40 anos.
1.2.10. Justiça objetiva e subjetiva
A abordagem típica da teoria da justiça sobre o ângulo da nossa reflexão
filosófica na prevenção da criminalidade no policiamento nos remete a análise das
justiças partindo de dois eixos: O da justiça subjectiva ou seja percepções de justiça
que refere que uma decisão organizacional ou policial na prevenção do crime é
objectivamente justa ou injusta quando adere a um determinado critério normativo de
justiça; é subjectivamente justo ou injusto quando as pessoas tem a percepção à luz de
um determinado critério normativo é injusto pelas pessoas vítimas no crime. Miguel
Pina, Roménio et all 2007:214.
Ao referenciarmos sobre a teoria da justiça na prevenção do crime, génese do
conceito da justiça no que se refere a distribuição, Aristóteles na sua obra Ética
Nicomaca refere-se da distribuição de honras, riquezas, cuidados ou qualquer outro
bem que pode ser dividido e que partilham um sistema político preventivo. Rego,
Carlos et all 2005:216.
Em sentido absoluto a teoria da justiça na análise e prevenção da criminalidade ela é
atributo da divindade e justiça divina ou justa de Deus na prevenção do mal;
expressando a mais infalível perfeição da vontade divina mais precisamente no
contexto bíblico à actuação de Deus em harmonia com as exigências da sua natureza e
em fidelidade a aliança e à sua palavra. Vários autores, enciclopédia 2001:905.
O conceito de justiça na prevenção ao crime está fortemente enraizada na
nossa tradição cultural a ideia de que a justiça pressupõe à conformidade da conduta
humana com a vontade divina. Desde os tempos muito remotos, segundo, Manuel
25
Abreu, Isidro 2001:907, sustentam que entre Gregos e Romanos que a justiça procede
da fonte divina no mundo.
Em relação ao plano de reflexão e especulação filosófica na prevenção do
crime, a concepção da justiça objectiva e subjectiva como virtude universal ou total
tem seu primeiro grande tratadista em Platão especialmente com a República. Para
Platão a arte (virtude) está contida na dikaiosyne; norma inerente à natureza e
significa “O cumprimento genericamente do próprio dever ou função de cada cidadão
no domínio social”. Rego, Pina et all 2005:228.
No domínio da prevenção criminal deve cada um assumir a sua
responsabilidade, ser culpado ou ter culpa e ser corresponsável ou causador de actos
faltosos, pressupondo a dupla violência ética do bem e do mal e situa-se ao centro da
ética, postula a liberdade e a opção do sujeito para praticar o mal (pecado) e o bem
(virtude), neste contexto a justiça dentro da acção criminal situa-se em relação aos
conceitos de remorsos, pecado, reparação, castigo, pena, imputabilidade,
responsabilidade e aos simétricos de mérito prémio louvor. O sentido da justiça na
prevenção criminal tem por função servir e defender a qualidade ética do ser humano;
Manuel Viegas, (2001:1447).
Um exemplo da justiça subjectiva e objectiva na análise e prevenção do crime
é sugerido pelo conceito de “falsa consciência” (Lind e Tyler 1988) apud Manuel
Rego e Miguel Pina (2005:214) de acordo com esta teoria, os membros mais
poderosos de uma sociedade enquadram um conjunto de regras culturais e políticas
que os auto beneficiam mas causam prejuízo aos restantes membros para legitimar
essas regras, são articuladas normas particulares de justiça. Apesar de objectivamente
injusta, tais normas vão sendo aceites pelos novos membros da sociedade pelo que o
sistema de injustiça se vai perpetuando.
1.2.11. Taxonomia filosófica de explicar o crime
As nossas abordagens sobre crime e desvio ou para a conformidade com as
normas ou regras sociais podem depender do factor hereditário ou biológico? Apesar
da primeira tentativas de explicar o delito tivessem essencialmente, um carácter
biológico, consideravam que os indivíduos possuíam traços inatos que seriam a fonte
do crime e do desvio, na realidade esta teoria não está provada ou dados que
confirmam. Giddens,( 2001:207). De realçar os trabalhos desenvolvidos pelo médico e
criminologista César Lombroso, (1970:207) que trabalhou nos anos 70 do século XX,
26
acreditava que podiam ser identificados dois tipos de criminosos por meio de
determinados traços anatómicos. Este autor investigou a aparência e as características
físicas de criminosos como forma de cérebro e da testa o tamanho dos maxilares e dos
braços.
Outros sim, embora se aceitassem que aprendizagem social de forma direita
podia influenciar o desenvolvimento do comportamento criminoso. Lombroso
1970:210 apud Giddens 2010:234, considerava que a maioria dos criminosos eram
seres biologicamente degenerados ou patológicos. O que nos ajuda igualmente a
perceber que aquelas pessoas, cujo comportamento pode parecer estranho ou
incompreensível, podem ser vistas como seres racionais quando compreendemos
porque agem deste modo, (Giddens, 2001, p. 205).
Portanto desvio e crime não são sinónimos, embora muitas vezes se sobre
ponham. O desvio é aquilo que não está em conformidade com determinado conjunto
de normas aceite por um número significativo de pessoas de uma comunidade ou
sociedade. É necessário que os filósofos em determinados contextos, aprofundem o
diálogo, aprofundando debates sobre a ética e a moral, estimulando a crítica entre
actores.
Ora será que os desviantes estão todos na cadeia ou prisos? A propósito desta questão
Giddens, (2001: 205) realça que uma sociedade pode ser dividida de um modo linear
entre os que se desviam das normas e aqueles que estão em conformidade com elas. A
maior parte das pessoas transgride, em certa ocasião regras de comportamentos
aceites. Quase toda a gente por exemplo, já cometeu em determinada altura actos
menores de roubo como levar coisas de um loja sem pagar, ou apropriar-se de
pequenos objectos do emprego como papel de correspondência e dar-lhes o uso
privado. Muitos comportamentos desviantes não são sancionados pela lei porque o
conceito do desvio é muito mais vasto do que o conceito do crime não tipificado pela
lei e refere-se apenas pela conduta inconformista que viola a lei.Giddens 2001:305, é
uma tarefa realmente difícil de ser levado a cabo, cabe ao filósofo a sua indagação
permanente com a sociedade tendo em conta o papel que lhe é reservado.
Considerando que como ainda não se tinham desenvolvido interiormente como seres
humanos, tendiam em conformidade coma sociedade humana.
«Uma teoria posterior de Lombroso, (1971; 209) distingui três tipos de constituição
física humana, afirmando que um deles estava directamente associado a delinquência
27
–os indivíduos musculados e enérgicos (mesomorfos) são mais agressivos e propensos
ao contacto físico e por isso, tem mais probabilidade de se tornarem delinquentes do
que os magros (ectomorfos)
No entanto alguns indivíduos poderiam ter inclinação para a irritabilidade e a
agressividade, o que poderia refletir em crimes de agressão física a terceiros. Todavia,
não existem provas conclusivas de que qualquer traço de personalidade seja herdado,
desta forma e, ainda que fosse a sua relação com a criminalidade parece no mínimo
bastante distante, Giddens, 2001; 209. A tarefa do filósofo em contexto de reflexão
para prevenir o crime e diálogo permanente ensinando a pensar no processo da auto
reflexibilidade que requer o respeito, disciplina e princípios aceites pela sociedade.

1.3. Revisão Bibliográfica

Adriano castelo branco Siqueira na sua obra intitulada. A filosofia jurídica, a


criminologia e os distúrbios da personalidade ano II. 2006. Esta obra foi bastante
importante porque nos fez perceber que na visão de Sócrates por sua vez sustentou que
devia se ensinar os indivíduos que se tornavam criminosos como não reincidirem no
crime, dando a eles a instrução e a formação de carácter de que precisam. Sócrates
pregava a obediência à lei em sua plenitude, lei esta fruto das relações humanas, o limite
entre a civilização e a barbárie. O conhecimento reside no interior do ser humano
portanto a pessoa precisa conhecer-se melhor para sua vida em sociedade mais
agradável. Aqueles que desobedecessem a lei deveriam ser punidos, mas a estes
careceria de ser ensinados como se afastar dos actos criminosos, para tornarem-se
pessoas melhores, virtuosas, justas, e Platão na sua obra “ A república” pretendeu
evidenciar que os factores económicos desencadeavam em crimes por meio da ambição,
da ganância da avidez, logo, davam origem a criminalidade. Platão entendeu que a
pessoa humana necessita ser virtuosa. Platão constrói este conceito apenas utilizando
como referencia o conhecimento e o conhecimento da educação factores importante para
que o ser humano possa distinguir qual comportamento esta em acordo e qual esta em
desacordo com as normas postas. No campo da criminologia, Platão entendeu que
riqueza, cobiça e ódio são factores que levam a pessoa a praticar crimes.
Orlando Soares escreveu uma obra intitulada. Criminologia. Rio de Janeiro:
Freitas bastos; 1986. Nesta obra conseguimos perceber a principio a ideia de Platão no
que concerne ao crime é produto do meio ambiente; a miséria é um factor criminógeno,

28
pois produz vadios e indivíduos sórdidos; o outro é causa de muitos delitos, porquanto a
cobiça é gerada pela abundância que consegue apoderar-se da alma enlouquecida pelo
desejo. Platão comparava o criminoso a um enfermo e via a pena sob um ponto de vista
intimidativa funcionando dessa forma, como instrumento inibidor da acção delituosa.
Platão entendia que criminoso era um enfermo e portanto deveria ser tratado para
reeduca-lo se tal fosse possível e se não fosse deveria ser expulso dos pais.

José Flávio Braga Nascimento na sua obra intitulada. Curso de criminologia. São
Paulo: editora Juarez de oliveira, 2003. Esta obra explica a visão de Thomas Mores em
Utopia era um pais na imaginação do autor, que se localizava numa ilha do oceano
pacífico. Nesse pais não haveria diferença entre riqueza e pobreza, haveria a produção
do necessário para satisfazer a colectividade. As comunidades seriam dirigidas por
grupos escolhidos pela maioria que teriam poderes muito limitados e que nessa mesma
organização se faria desnecessária a aplicação do rigor da autoridade. A educação seria
obrigatória e os anciãos e enfermos teriam pensões e atenção; nessa ilha haveria
liberdade religiosa e igualdade entre os indivíduos de um sexo e do outro. Todos teriam
o mesmo direito as comodidades matérias e as mesmas oportunidades intelectuais.
Entendia que os cidadãos de utopia seriam honrados e melhores que os demais.

Newton Fernandes escreveu uma obra intitulada. Criminologia integrada 2 ed.


rev, actual. São Paulo: editora revista dos tribunais, 2002. Esta obra explica que
Aristóteles autor da famosa obra “A política” também visualizou os factores
económicos em certos delitos ocasionados da miséria. Aristóteles lutava contra má
distribuição de renda e almejava uma justiça distributiva igualitária. Segundo
Aristóteles um dos factores que levam à criminalidade é a má distribuição de rendas, a
miséria. No sentido de minimizar estes aspectos, Aristóteles a justiça distributiva, uma
justiça responsável pela justa distribuição dos bens públicos, bens comuns a todos
pautando-se no critério da igualdade proporcional. Em roma o pensador Sêneca teve
grande destaque ao considerar a ira como mola propulsora do crime e da constante luta
fratricida. Sêneca considerava a ira como sendo a causa geradora do crime motivo pela
qual, a sociedade continuaria vivendo em constantes guerras.

29
Maurcecusson na sua obra intitulada. criminologia. Helena Machado, Filipe
Santos obra Direito, Justiça e Media – Tópicos da Sociedade, etc. A consulta desta
obra foi proveitosa e válido nele aprendemos várias coisas ligadas a prevenção da
criminalidade.No entanto, os principais obstáculos ao desenvolvimento humano e
social, intensificado pelo processo de globalização, são as desigualdades do mundo
contemporâneo. E através dessas evoluções sociais, vinculou-se o justo à equidade
econômica. Entendemos por comportamento desviantes ações que transgredem
normas amplamente partilhadas, o autor, abordou várias teorias que nos facilitou a
compreensão de crime como a teoria de rotulagem teorias funcionalistas teorias do
conflito, teoria do controlo social

30
CAPITULO II – METODOLOGIA

2.1. População e Amostra

A população é um conjunto de todos os habitantes de um determinado local.


Neste contexto a população em estudo são os efectivos da esquadra de polícia do
distrito da estalagem (Viana).

Para Marins e Cerveira apud Gomes (2005:36), “ define amostra como sendo
um subconjunto da população que observa com objectivo de tirar conclusões para a
população de onde recolhido.

Através desta mostraremos a vasta informação obtida pelo questionário


elaborado. Das respostas dos efectivos que constituem a população em estudo por
intermédio de um questionário. Sem esquecer as opiniões de alguns autores em
estudo.

A amostra em estudo da 48º esquadra de polícia do KM12A, Distrito Urbano


da estalagem- Viana, que respondem ao inquérito. Nesta conformidade para a nossa
amostra foi seleccionada e fixada de forma aleatória em 25 efectivos em que 10 são do
sexo feminino e 15 do sexo masculino o que perfaz quarenta por cento, (40%) dos
efectivos do sexo feminino e sessenta por cento dos efectivos (60%) dos efectivos do
sexo masculinos.

2.2. Variáveis

Para Lakatos e Marconi, (2003: 22) uma variável pode ser considerada como
uma classificação ou medida, ou seja, um conceito operacional que apresenta valores,
passível de mensuração.

As variáveis de pesquisa podem ser definidas como algo que varia, observável
e quantificável por exemplo: preconceito, aptidão física, força, resistência aeróbica,
habilidade motora, sexo, idade, entre outros factores.

Variáveis Independentes: Reflexão Filosófica.

Variável Dependente: Prevenção da Criminalidade.

31
2.3. Técnicas e instrumentos

Para Marconi e Lakatos , “técnica é um conjunto de preceitos ou processos de


que se serve uma ciência ou arte; é uma habilidade para usar esses preceitos ou
normas, a parte prática”. A escolha das técnicas também é um dos elementos que deve
estar bem explícito no método científico. Para o presente trabalho, na sua elaboração
foram utilizadas a técnicas de documentação indirecta ou documental e bibliográfico.
Pelo que, fez-se a análise e revisão da bibliografia seleccionadas no início da pesquisa.
Buscou-se um conjunto de documentos que poderá permitir compreender o
quadro e as políticas aplicadas para a prevenção da criminalidade, atendendo a
dimensão do trabalho as bibliografias foram minuciosamente revisadas de modo a
permitir compreender as questão da criminalidade e os problemas que ela carreta na
vida social, familiar e individual. E por último mais não menos importante, utilizou-se
o questionário como instrumento de pesquisa. Elaborou-se um conjunto de questões e
que foram distribuídos para serem respondidas pelos nossos intervenientes da 48º
esquadra do KM12 A, do Distrito urbano de estalagem- Viana.
Buscou-se um conjunto de documentos que poderão permitir compreender
melhor o policiamento comunitário e a prevenção da criminalidade. Uma vez que a
criminalidade estende-se a todos os níveis e a todos os géneros.

Pesquisa Quantitativa: Nesse caso iremos aplicar técnicas estatísticas e nos


baseia em número para chegar aos resultados. E iremos usar gráficos e tabelas para
ilustrar o que estamos a tratar ou para temos uma perceção melhor dos resultados.
Pode-se Usar: Entrevista: envolve o entrevistador e o entrevistado. O contato pode ser
face a face ou à distância (ex.: telefone, e-mail, chat).

Na pesquisa qualitativa pode-se fazer uso de entrevista em profundidade,


observação, discussão em grupos focais, documentos, história de vida, etc. Com base
nesta perceção, optamos em escolher algumas técnicas e instrumentos que nos parece
ser adequadas para serem usadas na recolha de dados nesta investigação. Assim como
técnica temos: Análise documental, Questionário dirigido, Entrevista.

2.4. Modelos de Pesquisa

Para a nossa pesquisa utilizaremos o modelo de pesquisa qualitativa. A


pesquisa descritiva permitiu-nos fazer consultas num conjunto das obras físicas e em
32
suporte digital, obras quer gerais (internacionais), quer especificas, (nacionais). Dito
do outro modo, este método permitiu-nos recolher dados nos livros físicos,
electrónicos. (Lakatos e Marconi, 2013).

Pesquisa Bibliográfica: Esta pesquisa permitiu ir ao encontro das obras dos


autores que já abordaram a respeito do tema em estudo. a pesquisa bibliográfica tem
como objectivo reunir as informações e dados que servirão de base para a construção
da investigação proposta a partir de determinado tema.

Com um bom modelo de pesquisa garantiremos que as informações colectadas


sejam relevantes e úteis e deve garantir também que a pesquisa seja conduzida de
forma eficaz e eficiente. A pesquisa descritiva permitiu-nos fazer consultas num
conjunto das obras físicas e em suporte digital, obras quer gerais (internacionais), quer
especificas, (nacionais). Dito do outro modo, este método permitiu-nos recolher dados
nos livros físicos, electrónicos, e por sua vez, o qualitativo permitiu nos a partir de
uma observação direta (entrevista) e fazer (inquéritos), permite-nos examinar os factos
ou fenómenos que desejamos estudar, uma vez que, os factos serão observados
pessoalmente no local (Lakatos e Marconi, 2013, p. 122).

2.5. Procedimento e Dificuldades Encontradas

Elaboração e entrega de plano de trabalho: como nós evidencia a designação e a fase


inicial onde faz-se a escolha do tema e a elaboração do programa de trabalho para ser
avaliado pelo tutor. Revisão ou pesquisa bibliográfica: segunda fase, onde fez-se a
procura das obras bibliográficas e a leitura das mesmas para a feitura do trabalho.
Análise e a provação da proposta pelo tutor: aqui fez-se a apreciação e aprovação ou
aceitação da proposta ou plano de trabalho e do conteúdo pelo tutor.

Durante a pesquisa do trabalho, encontramos muitas dificuldades. De tal forma


que ao longo da nossa pesquisa nos deparamos com várias dificuldades tais como:
carência de obras ligadas ao tema e dificuldades de ordem financeira.

33
CAPITULO III-ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

3.1. Caracterização do 48º esquadra- Distrito urbano da estalagem

Situada na Avenida Deolinda Rodrigues na estrada nacional noxxx, está


localizada a Este da província de Luanda, no centro da estalagem km 12 A limitando
com o km 14, com a estrada do Calemba II, Grafanil (oeste), Escola 5008 ao Norte; na
estrada terciária que liga Calemba II. Foi construída em 2010 no quadro de combate e
prevenção da criminalidade.

3.2. Análise dos resultados

Nesta pesquisa questionamos os agentes de polícia e os cidadãos afectos na 48ª


esquadra do distrito urbano da estalagem do km 12 A estalagem-Viana.

Tabela nº 1 sobre a necessidade da colaboração de forças para o policiamento


comunitário

Dados Frequência Total


Sim 18 72
Não 7 28
Total 25 100
Fonte: Autores

Análise da resposta nº 1 no gráfico sobre colaboração de todas as forças para o


policiamento comunitário.

Resposta no Gráfico
0.72

0.28

Sim Não
Fonte: Autores

34
Em relação as respostas dos nossos inqueridos se para a prevenção da
criminalidade é necessário a colaboração de todas as forças para o policiamento
comunitário, dos 25 elementos inqueridos responderam da seguinte forma: 72%
disseram ao Sim 28% responderam Não.

Segundo Paulo de Tarso, (2001:17) afirma que no policiamento comunitário as


questões são tratadas com a população, tanto na definição de quais devem ser as
prioridades da polícia como as estratégias de policiamento que querem ver
implementadas nestes outros actores são a polícia militar, polícia civil e sociedade
civil.

Tabela nº- 2 sobre os métodos e estrategias que devem ser usadas no


policiamneto comunitário

Dados Frequência %
Os meios disponíveis 1 4
Analisar as alternativas 2 8
Rever os planos da ação 2 8
Todos os métodos são essenciais 20 80
Total 25 100
Fonte: Autores

Quanto aos métodos e estrategias que devem ser usadas no policiamento


comunitario. Quatro porcentos (4%) afirmam ser os meios disponíveis, 8% afirmam
ser a análise das alternativas, 8% disseram rever as alternativas, ao passo que 80% dos
inqueridos afirmam que todos os métodos são essenciais no policiamento comunitário
para a prevenção da criminalidade.

Paulo Tarso (2001:39) afirma que os policiais devem se esforçar de dispir de


preconceitos na sua tomada das decisões que envolvem a prevenção da criminalidade,
adaptando a linguagem mais adequada à realidade, buscando a participação de todos
desenvolvendo deste modo técnicas específicas para trabalhar na capacitação de
liderança ou equipas policiais com base no material específico do público em
determinadas zonas.

Tabela nº3- Elementos a ter em conta na prevenção da criminalidade

Dados Frequência %
A dignidade da pessoa 4 16 35
O bem estar social 1 4
Todos valores 20 80
Total 25 100
Fonte: Autores

Análise da resposta nº3 no gráfico nº 2 sobre elementos a ter em conta na prevenção


da criminalidade

80

16
4

Todos valores A dignidade da pessoa


O bem estar social

Fonte: Autores

Questionados sobre os elementos a ter em conta na prevenção da


criminalidade, destes responderam-nos da seguinte forma: 16% a dignidade da pessoa,
4% o bem estar social, ao passo que 80% afirmaram que todos os elementos ou
factores quer a dignidade da pessoa e o bem estar social são essenciais na salvaguarda
e na prevenção da criminalidade.

Na mesma pesquisa feita podemos perceber que de facto a faixa etária mais
propensa se cometer o crime nossos inqueridos responderam o seginte: 68% estão de
acordo que a faixa etária dos 13-25 anos são os mais criminosos, 8% dos inqueridos
responderam que a faixa etária dos 26-36 anos ao passo que 24% responderam que é
relactivo. A maior percentagem é recaída dos 13-25 anos com 68%. De salientar que
é a maior franja de população etária dos quais a procura e a afirmação da identidade
leva-os a acometimento de actos criminais.

Estes factores sobre a prevenção da criminalidade devem ter sempre em conta


o homem enquanto o valor mais supremo da humanidade. De acordo com Keith Davis
e John afirmam que a vida tem um propósito global e aceita a integridade interior de

36
cada indivíduo, a ética filosófica também se acha envolvida de uma ou de outra
maneira em cada acção humana. As decisões humanas não podem e não deveriam ser
tomadas sem levar em conta os valores da pessoa.

Tabela nº 4- Sobre o género mais propenso a cometer ou prevenir o crime

Dados/Género Frequência %
Masculino 16 64
Feminino 4 16
É relactivo 5 20
Total 25 100

Fonte: Autores

Em relação a opinião dos inqueridos se qual dos géneros é mais propenso a


cometer e prevenir crio crime; as opiniões divergem da seguinte forma: 16% ao
género feminino, 20% afirmam ser relactivo, isto é, quer os homens e as mulheres
podem cometer crime, mas 64% referem que os homens são os que mais cometem e
previnem o crime.

Na realidade os rapazes andam mais em grupo do que as raparigas de acordo


com Maurice (2011:156), afirma que os delinquentes que agem com um ou mais
parceiros cometem mais delitos do que os solicitarias, quanto mais central é a posição
ocupada por um sujeito numa rede de atividade delinquente.

Tabela nº 5- opinião se as torturas fisicas e a prisão são formas de prevenir o


crime

Dados Frequência %
Sim 15 60
Não 10 40
Total 25 100

Fonte: Autores

Quanto a questão relacionada com as torturas físicas e a prisão são uma das
formas de prevenir o crime, nossos entrevistados disseram o seguinte sessenta
porcento 60% acredita que não e quarenta porcento 40% acretida que sim. Pelo que a
maior percentagem é recaída ao não.
37
Gráfico 3 - Opnião se as torturas físicas e a prisão são formas de
prvenir o crime
60

40

Não Colunas1

Fonte: Autores

Dentro desta perspectiva, as cadeias e as torturas físicas não são uma resposta
adequada ao crime a julgar pelo contexto social e o tipo de crime que é cometido pelos
seus actores.

Segundo Maurice (2010:210), no termo do processo um grande número de


indivíduos considerados culpados terá sido condenado a pagar uma multa, colocado
em liberdade condicional sujeito a trabalhos de interesse geral condenados a prisão ou
punidos de outro modo.

Apesar de não existir sociedade sem sanção a prisão de um lado pode ser
utilizado com vários fins utilitários. Segundo Kuhn (2010:90), para intimidar,
neutralizar e reconciliar, para certos condenados, e de acordo com o fim que se
pretende atingir, a prisão poderá ter efeitos benéficos; no entanto, utiliza-la como
remédio principal senão único no conjunto dos problemas criminais com certa
importância não tem provavelmente qualquer fundamento podendo mesmo produzir
efeitos perversos que não devem ser discursadas.

Tabela nº 6 – Os mais criminosos em termos de Status

Dados Frequência %
Ricos 6 24
Políticos 5 20

38
Pobres 5 20
É relactivo 9 36
Total 25 100

Fonte: Autores

Dos 25 efectivos da nossa amostra que foram inqueridos sobre os mais


criminosos em termos de status. Nossos inqueridos responderam da seguinte forma:
24% afirmaram que são os ricos; 20% afirmaram que são os políticos; 20% afirmaram
que são os pobres, ao passo que 36% afirmaram que é relactivo, isto é, quer os ricos,
pobres e políticos têm a maior probabilidade de cometer crime.

Segundo Kuhn (2010:52), afirma que é falcioso concluir que a pobreza é por si
geradora de criminalidade,com efeito, existem países extremamente pobres cujo as
taxas de criminalidade não são exageradamente elevadas, ao invés, que o facto de ser
“pobre numa sociedade de ricos” é propício a gerar criminalidade.

De acordo com Giddens (2010:241), referir da teoria funcionalista encara o


crime e o desvio como resultado de tensões estruturais e de uma ausência de regulação
moral no seio da sociedade. O crime do colarinho branco e empresariais são mais
cometidos por aqueles que ocupam posições nos sectores mais abstados da sociedade
são de maior alcance do que os crimes cometidos pelos pobres, mas as forças policiais
dão-lhes menos atenção.

3.3. Discussão

3.3.1. Cientificidade Filosófica da Criminologia

Para Aristóteles, os motivos que levam indivíduos a causar dano aos outros e a
agir maldosamente em relação a outrem, violando as leis, são o que ele chama de vício
e de descontrole. Seriam uma espécie de “motivo primeiro”. Nesse raciocínio, vício e
descontrole são inclinações negativas à efetivação de um hábito qualquer e podem
coexistir no comportamento do indivíduo, aflorando em momentos distintos a partir de
motivações também distintas.

Particularmente sobre os vícios (e seu oposto, as virtudes), é imprescindível


que se exponha o que Aristóteles entendia ser virtude: um hábito responsável pela
aquisição e preservação das coisas boas, sendo elas a justiça, a coragem, a moderação,

39
a magnificência, a magnanimidade (grandeza de alma), a generosidade, a brandura, a
prudência, a sabedoria, dentre outras; e o que entendia ser um vício: a falta, ou o
excesso de uma dessas virtudes. Além desta definição que consta de sua “Retórica”,
há a clássica distinção de virtude ética como a “disposição adquirida pela vontade,
consistente em um justo meio determinado pela regulação recta como a do homem
prudente”. Neste contexto fica evidente que, para Aristóteles, a virtude é um hábito, e
não um dom da natureza: o justo meio nos actos humanos. Sendo assim, a virtude da
coragem, por exemplo, tornar-se-ia um vício se descambasse para o excesso, pois
neste caso se transformaria em temeridade. Do mesmo modo, tornar-se-ia covardia,
que é propriamente um vício por deficiência. Como se vê, a virtude está no justo meio
entre os extremos. É possível, pois, entender que o descontrole é exactamente a falta
de moderação em relação aos vícios do indivíduo; em alguns pontos da obra de
Aristóteles, tal vício tem o nome de intemperança.

Neste contexto, parte-se do princípio de que toda acção proveniente de um ser


humano é induzida por causas externas ou por causas que lhe são próprias (causas
individuais). Tem-se aí a separação entre “motivos primeiros” (vício e descontrole) e
motivações, sejam ela externas ou internas. Desta forma, podemos considerar que,
havendo vício e descontrole, a pobreza como factor externo influenciador seria capaz
de fazer com que o indivíduo descontrolasse o apetite por bens materiais ou pelo
dinheiro, o que poderia acarretar acções desviantes com relação à lei, ou seja: poderia
ter como consequência o cometimento de injustiças, como o furto, por exemplo. Na
outra extremidade, havendo vício e descontrole, a riqueza como factor externo
influenciador de condutas poderia ser capaz de fazer com que o indivíduo
descontrolasse o apetite por prazeres supérfluos e desnecessários, o que poderia
acarretar desvios de conduta, sendo estes, consequentemente, um cometimento de
injustiças.

No que tange a criminalidade Nietzsche argumentava que os impulsos


violentos e agressivos do “bicho homem” nunca deixam de actuar. Eles apenas
passam a ser domados, espiritualizados, mas que a “renúncia” a esses impulsos
destrutivos (impulsos esses para satisfação pessoal) tornaria o homem um eterno
insatisfeito, o que ele chama de “animal doente”.

40
Essas análises de motivações, impulsos, predisposições e instinto em algo se
aproximam. São teorias que trabalham o funcionamento não só do aparato psíquico,
mas também das construções e composições da personalidade, do eu. De acordo com
Salo de Carvalho, “o crime, o desvio e a violência, em sentido amplo, não são restos
bárbaros da ordem primeva em vias de extinção ou de supressão pelo processo
civilizatório, mas constantes do agir demasiado humano, presentes em sua primeira
natureza e mantidas na cultura.”

Segundo Kuhn, (2010:12), afirma que a ciência do crime não pode ser
ignorada quando se discutem e decidem políticas criminais; é dever dos cientistas que
se consagram ao domínio tornar acessível o conhecimento objetivo que no silêncio da
atividade investigatória se vai produzindo.

Segundo Maurice (2011:13), a razão de ser da criminologia é tornar


inteligíveis estes comportamentos e instituições; descrever, compreender e explicar de
que é feito o fenómeno criminal. Em relação ao método a criminologia enquanto
domínio interdisciplinar, adopta métodos diversos como: método experimental, o
método clínico, observação naturalista etnografia, quanto a teoria a criminologia ao
longo da sua trajectória disciplinar desenvolveu teorias de biologia, psicológicas,
sociais e culturais. Elas tendem organizar-se em função do objeto da passagem ao acto
e a criminologia da reação social.

No entanto na criminologia as escolas distinguem-se mais pelos objetos de


estudo que privilegiam do que por sustentarem teses incompatíveis, algumas elegem a
delinquência como objeto outras a reação social (Maurice, 2011,p.74).

Durante o artigo regime, são os teólogos, filósofos e juristas que escrevem


sobre a questão criminal como a maioria não distinguem de modo claro a religião, a
moral e o direito veem no crime, ao mesmo tempo um pecado, uma falta e uma
infracção e explicam-no invocando distintamente Deus e Satanás, as paixões, as
tentações, as perversidades e o pecado original. Maurice ( 2011:32).

Segundo Sikesapud Manuel 2001:1419 – afirma que a moderna criminologia


é a definição o estudo das origens da lei criminal da administração da justiça penal,
das causas dos comportamentos delinquentes, da prevenção e controle do crime
incluindo a reabilitação do indivíduo e modificação do ambiente social.
41
3.3.2. Teoria da criminologia e as ciências afins
Os criminologos, não estando sujeitos às limitações de vocabulários que pesam
sobre juristas mais ou menos indistintamente os termos crime, delito, delinquência e
infração, apesar disto os teóricos criminalistas não têm todos a mesma perspectiva
sobre a noção da criminologia, o sociólogo, veem-na como um subconjunto da
desavença que consiste na transgressão. Maurice ( 2011:21).

Para Giddens (2010:206) afirma que a teoria da criminologia trata das formas
de comportamento sancionadas pela lei, a sociologia do desvio interessa-se pela
pesquisa criminológica mas também investiga a conduta que está fora do âmbito do
direito penal.

As abordagens biológicas sobre o crime afirmam que não existem palavras


conclusivas de que qualquer traço da personalidade seja herdada desta forma, ainda
que o fosse a sua relação com a criminalidade parece, no mínimo bastante distante.
(Giddens, 2010, p. 208).

Estas abordagens quer sociológicas ou psicológicas demonstram que a teoria


da criminologia tem uma estreita relação com ciências afins na reflexão filosófica da
prevenção da criminalidade.

Enquanto as abordagens biológicas associam determinadas características


físicas e uma maior predisposição individual para o delito, as perspectivas
psicológicas concentram-se nos tipos de personalidade; Hans Eysenk 1964 sugeriu
que os estados mentais anormais eram herdados; estes poderiam predispor o indivíduo
a cometer actos criminosos ou a criar problemas no processo de socialização. Giddens
2010, p. 208)

Tanto a abordagem biológica e a psicológica a criminalidade pressupõe que o


desvio é um sinal de que algo de errado se passa com o indivíduo em vez de se passar
na sociedade, veem o crime como sendo causado por factores fora do controlo do
indivíduo, enrostados no seu corpo ou na sua mente. (Giddens 2010, p. 209).

Segundo Benção( 2003:17) refere que em termos criminais existem no homem


um Y rotulado que impele o homem a cometer crimes, sustenta que do ponto de vista

42
Bio antro-psicológico há maior probabilidade de cometimento de actoshediondos
aquelas pessoas que desde seus antepassados tiveram actos criminais ou crimes.

Para Giddens (2010:239) refere que quer o crime organizado que engloba o
jogo ilegal, prostituição, o roubo em grande escala, esquema de extorsão, quer os
crimes cibernéticos, a natureza flexível destas redes criminosas faz com que os grupos
envolvidos escapem as iniciativas policiais governamentais de modo relativamente
fácil. Se um posto de abrigo dos criminosos se torna mais arriscado a geometria
organizativa da rede pode mudar para formar um novo padrão.

3.3.3. A filosofia do direito penitenciário

A nossa reflexão sobre a filosofia do direito penitenciário, sua ênfase na


prevenção da criminalidade deve incidir sobre tudo de princípio subjacente de que o
sistema prisional das penas é o de contribuir para melhorar o indivíduo de maneira a
que este possa ter um papel digno e decente na sociedade depois de sair em liberdade.
(Giddens 2010, p. 239).

Pensa-se igualmente que as prisões bem como as sentenças longas, constituem


em poderoso dissuasor do crime. Em alguns os prisioneiros já não são de um modo
geral maltratados fisicamente como era prática comum antigamente, mas sofrem
muitos outros tipos de privação da liberdade, companhia dos seus familiares e de
amigos de relações heterossexuais, das suas roupas e dos seus objetos pessoais.
(Giddens 2010, p. 239).

Segundo Khun ( 2010:35 ) afirma que não existem sociedades humanas sem
crime, sendo este um elemento inevitável e mesmo necessário à sobrevivência e
evolução da comunidade; Durkheinafirma que “se esta sociedade está munida do
poder de julgar e punir, ela qualificará estes actos como criminosos e trata-los-à como
tal”.

A pena de prisão domina, pois hoje em dia, o nosso sistema penal. De tal
forma o que é que, quando se fala de pena a associação imediata é normalmente a
prisão esquecendo que existem outras formas de reprimir o crime. Entretanto com o
aparecimento da pena de prisão emergem também os seus adversários; foi assim que,
partindo da ideia de que a privação de liberdade é um “mal necessário”que deve ser
evitado sempre que possível, Kum (2010:83) “reclusão é um meio radicalmente mau
43
e deve ser completamente abandonado”(sic), a multa é então elevada à privação de
liberdade, seguindo-se uma série de outras sanções alternativas tais como a prestação
de trabalho a favor da comunidade o regime de permanência na habitação sob
vigilância electrónica.

Para Giddens (2010:240) crescente que o sistema prisional está sobrelotado


havendo muitas reivindicações de construção de novas instalações prisionais bem
como terão pouco impacto nos índices criminais.

Segundo Causson( 2010:98) denunciam a “ilusão” que consiste em pensar que


o direito, a polícia e os tribunais estão ao serviço do bem comum. Veem estes
dispositivos como instrumentos utilizados pelas classes dominantes para fazerem
fortalecer a sua concepção particular do bem e do mal para dominarem os adversários.
De um lado os pobres e os desfavorecidos são mais vezes importunados, condenados e
encarcerados do que os ricos desde logo porque os seus costumes são recuperados.

Tenenbaum 1938 ao falar da estigmatizarão isto é o processo pelo qual a


sociedade atribui a alguém a etiqueta de desviante, processo esse que conduz a
exclusão e interiorização de uma identidade negativa e à multiplicação da descrença.

Que pensar na proposição segundo a qual o crime é uma construção sócio


jurídica? Causson (2010:100 afirma que das duas uma: ou isso significa que o crime é
um acto julgado como tal e, então, estamos perante um turismo (qualquer jurista
conhece, desde o séc. XVIII. O adágio “não há crimes sem lei” para que o acto de
furtar constitua um crime é necessário queuma lei interdite ou então que os julga que
presidiu à construção do crime são artificiais e não fundadas e, então é apenas uma
meia verdade. Não se pode ignorar que os roubos e as agressões não provocadas são
sentidas como injustiças pela vítima e que qualquer observador imparcial concordará
com elas. A criminalização destes actosparece bem fundada em razão e em justiça.

Gottfredson 1980:13, demonstroupordiversas vezes que as decisões finais (a


decisão de deter, acusar, de condenar, de prender é de conceder uma liberdade
condicional) são principalmente determinadas pela gravidade do delito e pelo peso das
antecedentes criminais.

44
O peso estatísticos relativo da classe social, da raça e do sexo é negligenciável.
O valor explicativo da hipótese da descriminação é, por isso reduzido.

Segundo Maurice (2010:101), refere que os abolicionistas partem de uma


premissa. Dão como adquirido que a eficácia do sistema penal é quase nula e que em
contrapartida os seus efeitos negativos são consideráveis. Deixam a entender que a
abolição das previsões, da polícia dos tribunais e da própria noção de crime teria
efeitos benéficos.

3.3.4. A filosofia do policiamento da proximidade


Alguns sociólogos e criminologistas assinalaram que as técnicas policiais
muito tranquilizadoras para a opnião pública. Giddens 2010:224. Tais atividades são
consistentes com a percepção que se tem da polícia como estando activamente
envolvida no controlo do crime investigando as ofensas criminais e apoiando o
sistema de justiça.

Por policiamento entende-se a acção conjunta simples incidindo diretamente


sobre a aproximação mútua entre o cidadão comum e o agente da polícia de modo a
colaborar e trabalhar na prevenção da criminalidade. O policiamento da proximidade
implica não só apoiarem-se os cidadãos mas também mudar a perspectiva habitual das
forças policiais. (Giddens, 2010, 226)

Como compreender o policiamento de proximidade numa sociedade como a


nossa, onde existe polícia sem ética de agir sobre o cidadão e de influenciar de forma
directa sobre actores ou não do crime? Quais elementos fazem parte da filosofia do
policiamento da proximidade? Quais os obstáculos no policiamento da proximidade?

A nossa sociedade ainda jovem está ainda hoje impregnada com preconceitos e
estignalização ética ou tribal, dificulta de forma direita o policiamento da proximidade
a julgar por sua importância capital tendo em conta as várias formas de patrulhas

 Patrulhas por sector – São patrulhas de um elemento ou pequena equipa


de agentes afectos a uma área ou sector levando a cabo missões pré-
definidas ou uma vigilância de carácter geral de modo permanente;

45
 Patrulhas de proximidade por pontos quentes – Dirigidas a locais ou
áreas com elevada incidência de crimes ou elevado índice de percepção
de insegurança;
 Patrulhas de proximidade por contato porta à porta – Trata-se de
contatar as pessoas nos seus domicílios ou em zonas comerciais
normalmente após a ocorrência de altos níveis de incidência criminal
num determinado lugar ou área.

Na realidade de acordo com Ferreira (2011:19), afirma que no que diz respeito
a proximidade coletividade informa que apesar da polícia ter sido organizada na base
do local com a proliferação de dezenas de policiais são comparadas ao passado menos
numerosos, maiores e mais distantes das comunidades locais e o controlo e a
coordenação central por parte do poder central aumentou. O eu leva a rever a
interrogação se por detrás de um modelo local não estamos perante a emergência de
uma força nacional.

Dada o carácter e a conduta dos efetivos da polícia na atual sociedade o


policiamento da proximidade está longe de se materializar. ( Ferreira, 2011, p. 19)

CONCLUSÃO

46
Com base no tratamento, análise e discussão dos resultados dos nossos
inqueridos sobre a prevenção da criminalidade as nossas conclusões são as seguintes:
Dos 25 efectivos inqueridos 40% são do sexo feminino e 60% são do sexo masculino
respectivamente. Para a prevenção da criminalidade o engajamento e a colaboração de
todas forças da sociedade é importante no policiamento comunitário. Os meios
disponíveis, analisar as alternativas e rever os planos de acção são fundamentais na
prevenção da criminalidade a luz do policiamento comunitário, aproximando o
cidadão e a polícia. De acordo aos factores da criminalidade é imprescindível
relembrar que os factores sócio-econômicos ( pobreza, fome e desnutrição), sócio-
ético pedagogico (ignorância, falta de educação), sócio –ambientais (más influências),
bem como a rotulação de certos indivíduos como criminosos ficou manistado que há a
possibilidade desses factores exógenos influenciarem na prática de infrações penais.
Todavia ficou patente que, embora tais factores estejam vinculados à incidências de
crimes, seria equivocada dizer que por si só esses factores conduzem á prática
delituosa, haja vista que o crime é resultado de multiplos factores e não produ to de
uma única causa.Na prevenção da criminalidade a dignidade da pessoa, o bem estar
social, são valores fundamentais. A faixa etária dos 13-25 anos são os que mais
cometem o crime. Quanto ao género mais propenso a cometer o crime e prevenir o
crime destaca-se o género masculino. A prisão e outras formas como a tortura física
não é a boa forma de prevenir o crime embora pode ser utilizado como fim utilitário
para neutralizar, intimidar e ressocializar mas não é o remédio principal. Em termos
de status quer os pobres, ricos e políticos todos têm a mesma probabilidade de
cometer crime, na realidade os crimes de ricos e políticos são de maior alcance do que
os crimes cometidos pelos pobres, mas as forças policiais dão lhe menos atenção.

SUGESTÕES E RECOMENDAÇÕES

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Após uma minuciosas incursão sobre a nossa reflexão filosófica sobre a
prevenção da criminalidade as nossas sugestões e recomendações são descritas da
seguinte forma:

 Que sejam criadas condições adequadas nas esquadras policiais, bem como a
preparação adequada aos efectivos quer do ponto de vista acadêmica;
 Que o estado deve criar e assegurar formas e bons princípios aos cidadãos de
modo que haja um princípio de igualdade no tratamento de casos de prevenção
da criminalidade;
 Que as esquadras devem exigir princípios éticos e morais facilitando deste
modo o policiamento da aproximidade na prevenção da criminalidade,
havendo sobre tudo a colaboração e o engajamento de todos visando o
interesse de todos;
 Que o estado deve adoptar meios necessários nas esquadras evitando a
rotatividade dos efectivos visto que dificultam a prevenção da criminalidade
no policiamento comunitário;
 A dignidade da pessoa deve ser sempre a mola impulsionadora no combate e
prevenção da criminalidade.

BIBLIOGRAFIA

48
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Cruz, C. R. (2004). “Metodologia cientifica” , Parana: axcel books, 2004


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ANEXO

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QUESTIONÁRIO
Estimado leitor pedimos a sua colaboração, preenchendo corretamente o nosso
questionário.

Idade _______ Género: M______ F______

Assinala com x a questão que achar correta

1. Achas que para prevenir a criminalidade é necessário a colaboração de todas


as forças do policiamento comunitário?
Sim Não
2. Identifique os métodos e estratégias que devem ser usadas no policiamento
comunitário.
Os meios disponíveis Analisar as alternativas
Rever os planos de acçãoTodos Métodos são essenciais
3. Achas que a violência e o crime organizado, obstáculos políticos, a falta de
continuidade podem dificultar o policiamento comunitário?
a) Sim Não
4. Identifique a faixa etária mais vulnerável de prevenir e cometer o crime.
Dos 13 aos 25 anos Dos 26 aos 25 anos É relativo
5. Qual dos géneros é mais propenso a cometer ou prevenir o crime?
Masculino Feminino É relativo
6. Dentro da prevenção da criminalidade a prisão é uma das formas de prevenir
o crime?
a) Sim Não
b) Depende Não
7. Quem são os mais criminosos?
a) Ricos Pobres
b) É relativo Os políticos

8. Identifique os elementos a ter em conta na prevenção da criminalidade?

A dignidade do homem O bem estar social Todos os valores

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