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MECÂNICA DOS SÓLIDOS 1 - ESTUDO DIRIGÍDO P2

DISCENTE: WILLIANSON COLLARES RODRIGUES ARCHILA

DEFORMAÇÃO POR TORÇÃO DE EIXO CIRCULAR

Quando torque é aplicado, círculos e as retas longitudinais da grade de um corpo cilíndrico se


distorcem seguindo um padrão, círculos continuam círculos e as retas se são vistas após a
torção como hélices que interceptam os círculos em ângulos iguais, e as seções transversais
continuam retas. Caso esse corpo cilíndrico tenha uma de suas extremidades presa e o torque
aplicado à outra, o plano interno será deformado de forma oblíqua.

A FORMULA DA TORÇÃO

É a equação que relaciona o torque interno com a distribuição da tensão de cisalhamento na


seção transversal de um eixo ou tubo circular. Considerando material linear elástico, temos
que uma variação linear na deformação por cisalhamento resulta numa variação linear na
tensão de cisalhamento.

Sendo aplicável então a lei de Hooke, τ igual a zero na linha central longitudinal interna e varia
até um valor máximo na superfície externa. Pela lei de Hooke, e pela equação a seguir:

Encontra-se:

Essa equação define a distribuição de tensão na seção transversal em termos da geometria do


eixo. Usando ela, e aplicando a condição que o torque produzido pela distribuição de tensão
na seção transversal seja equivalente ao torque interno resultante.

A integral da equação depende só da geometria do eixo, representando o momento polar de


inércia da área da seção transversal, podendo ser simbolizada como J, então:
Ainda pelas equações, pode se determinar a tensão de cisalhamento na distância
intermediaria, pela formula a seguir.

Agora para um eixo maciço, o momento polar inercial J pode ser determinado por meio de um
elemento de área em forma de anel diferencial, dado por:

O torque interno T não somente desenvolve uma distribuição linear da tensão de cisalhamento
ao longo de cada linha radical no piano da área de seção transversal, conto também uma
distribuição de tensão de cisalhamento associada é desenvolvida ao longo de um plano axial.

Eixo tubular, possui um raio interno e externo, a formula para J fica então:

TRANSMISÃO DA POTÊNCIA

Potência é o trabalho realizado por unidade de tempo. O trabalho transmitido por um eixo
tubular rotativo é igual ao produto entre torque aplicado e o ângulo de rotação, tendo a
formula:

Se tratando de máquinas rotativas, informa-se costumeiramente a frequência de rotação do


eixo. Baseando-se nisso e na dimensão do eixo e seu comprimento de ciclo tem-se:

ÂNGULO DE TORÇÃO

É o cálculo é fundamental para muitos projetos com restrições quanto a quantidade de


rotação oi torção que possa ocorrer quando o eixo é submetido ao torque. Sua fórmula é tida
como:

Ou seja, o ângulo da torção de uma extremidade do eixo é igual a integral do torque interno na
posição x, dividido pelo produto do momento polar de inércia do eixo em função de x vezes o
módulo de elasticidade ao cisalhamento do material.
O torque e área de seção transversal constate é quando o G é constante. No caso, o torque
interno é constante e o momento polar de inercia também.

Em determinados casos o corpo pode ser homogêneo em partes e ter mudanças abruptas,
nesse caso as partes constantes podem ser expressas como um somatório.

Porém para essa ser aplicada, desenvolve-se uma conversão de sinais para o torque interno e
para o ângulo de torção de uma extremidade em relação a outra. No caso apresentado usando
a regra da mão, para determina a positividade ou negatividade dos mesmos.

ELEMENTOS ESTATICAMENTE INDETERMINADOS CARREGADOS COM TORQUE

O Eixo recebe essa classificação se a equação de equilíbrio de momento aplicado em torno da


linha central do eixo não determinarem os torques desconhecidos ali atuante. Seguindo
também o critério de.

Já a condição de cinemática exige que o ângulo de torção de uma extremidade em relação a


outra seja zero, visto que os apoios são fixos.

Relacionando com chega-se na seguinte equação:

Percebendo que JG é constante, e que:

Temos as equações seguintes.


EIXOS MACIÇOS NÃO CIRCULARES

Quando as seções transversas não são circulares, elas não são simétricas a suas linhas centrais
e, como a tensão de cisalhamento é distribuída de modo muito complexo nas seções
transversais, tais tendem a ficar abauladas ou entortarão quando estas sofrerem torção.

Porém com uma análise matemática é possível determina a distribuição da tensão de


cisalhamento no interior de um eixo de seção transversal, tem-se a variação da tensão de
cisalhamento ao longo de duas radiais do eixo de forma muito complexa nesses casos.

É sabido disso que, em todos os casos, a tensão de cisalhamento máxima ocorre em um ponto
na borda da seção transversal mais próxima a linha central do eixo. Tais pontos são tabelados
paras as formas geométricas mais conhecidas. Como exemplo:

TUBOS DE PAREDE FINA COM SEÇÕES TRANSVERSAIS FECHADAS


Esse tubo requer uma análise especifica pra cada tipo de seção transversal, considerando um
tubo com espessura da parede variável t, sendo finas pode obter-se uma solução aproximada
para atenção de cisalhamento considerando tal, uniformemente distribuída, ou seja,
possibilitando determinar a tensão de cisalhamento média em cada ponto.

O fluxo de cisalhamento é o produto entre a tensão de cisalhamento longitudinal média e a


espessura do tudo, e é a mesma em cada ponto de área de seção transversal do tubo.
Expressada por:

Quando q for constante na seção transversal, a maior tensão de cisalhamento ocorrerá no


local onde a espessura do tubo for menor.

A tensão de cisalhamento média, atuante em uma área infinitesimal do elemento


diferencial.

É relacionada com o torque, considerando tal como aquele produzido, pela tensão de
cisalhamento, em torno de um ponto especifico, este no interior do limite do tubo. A tensão
de cisalhamento desenvolve uma força.

Trabalhando a integração para área infinitesimal, e resolvendo para tensão de cisalhamento


média tem-se:

Lembrando também que , é determinado da mesma forma o fluxo de cisalhamento


em toda a seção transversal.

Ângulo de torção de um tubo de parede fina com comprimento hipotético L. e é determinado


pelos métodos de energia. Se o material de comportar de modo elástico e G for o módulo de
cisalhamento, então o ângulo dado é expresso por:

CONCENTRAÇÃO DE TENSÃO

Esse conceito foi pensado para que engenheiros não precisem executar uma análise complexa
de tensão em uma descontinuidade do eixo. A tensão máxima de cisalhamento pode ser
determinada para uma geometria específica com um fator de concentração de tensão por
torção K.
Tal formula é aplicada ao menor dos eixos.

TORÇÃO INELÁSTICA

Necessária na pratica quando o carregamento de torção forem excessivas, fazendo o material


escoar, e assim sendo preciso agora uma análise plástica para determinar a distribuição da
tensão de cisalhamento e o ângulo de torção. Para isso é necessário cumprir as condições de
deformação e equilíbrio do eixo.

As deformações devem variar linearmente de zero ao centro do eixo ao valor máximo. O


torque resultante na seção analisada deve ser igual ao provocado também por toda
distribuição da tensão de cisalhamento. Sabendo que a força produzida por essa tensão e o
torque produzido, respetivamente são:

Para o eixo inteiro tense como integral:

Torque elástico máximo é quando o torque produz uma deformação por cisalhamento elástico
máximo no contorno externo do eixo, a distribuição da mesma ao longo da linha radial do
corpo será semelhante.

Sabendo que a distribuição de tensão de cisalhamento pode ser escrita como:

O torque elástico máximo fica:

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