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A pretende obter o pagamento B de certa quantia, através do recurso aos

tribunais:
I
A dívida resulta de um jogo de cartas, realizado em casa de um amigo de
ambos. É uma obrigação natural (1245º), cujo cumprimento ñ é judicialmente exigível
(442º), pois funda-se num mero dever de ordem moral e corresponde a um dever de
justiça (403º). Tendo pago espontaneamente, em sequência da obrigação natural, ñ
pode ser repetido.

II
B assassinou D, tia de A. Desde então, A estudante, de 20 anos, órfão, deixou
de receber os cem euros que D – que tratava A como filho – lhe dava
semanalmente. Estamos perante uma obrigação natural (1245º), dado q já ñ é menor
de idd (2009º). Em caso de lesão (de q proveio a morte), pode ser exigido de A, de
acordo c/ o 495º nº1, uma indemnização a quem assassinou a tia (apesar de ñ ser
judicialmente exigível no fundo deveria ser um dever moral-495º nº3) e tbm tem a
obrigação de lhe ser prestado o vínculo de alimentos p assegurar a subsistência do
alimentante. Isto tudo, deveria classificar-se, como já foi referido anteriormente, como
apenas um dever de ordem moral.

III
Durante a menoridade, A sempre auxiliou B, seu pai, na oficina de
automóveis deste, sem obter qualquer recompensa monetária. A exige,
agora, parte dos lucros auferidos por B. Estamos perante uma obg natural (1895º
nº2) e, por isso, o filho ñ poderia exigir judicialmente ao pai parte dos lucros auferidos.

IV
O montante em dívida foi mutuado, por seis meses, há 21 anos, nunca tendo
B efetuado a restituição. Porém, no mês passado, por acordo com B, E
garantiu pessoalmente o cumprimento da respetiva obrigação. Ao abrigo do
309º, a dívida prescreveu e, por isso, a obrigação natural era prescrita (402º/404º) e a
divida também o era. De acordo c/ o 402º e 404º, ao prestar garantia torna assim a
divida exigível, passando de obrigação natural a obrigação civil.

V
A pretende que B lhe devolva a quantia que lhe entregou, no mês passado,
em pagamento de uma aposta, feita entre ambos, acerca do resultado de um
jogo de futebol. Para conseguir receber o dinheiro, B utilizou vários artifícios,
fazendo-se passar por jurista, convencendo, assim, A de que conseguiria
obter judicialmente o pagamento. Trata-se de uma obg natural (1245º). Tentativa
de fraude ao informar o outro de q o pagamento era exigível e, por isso, estaria ferida
de anulidade por vontade dele estar viciada (dolo 253 e 254).
VI
Luisa é bioquímica no laboratório de análises “Saúde+,SA” desde
Fevereiro de 2004, auferindo 1500€ mensais. Em Março de 2005, foi
abordada por outro laboratório do sector, o “Medicare”, que lhe oferecia
3000€ por mês, telemóvel e viatura da empresa. Luisa não aceitou, de
imediato, a proposta.
No mês seguinte, este laboratório voltou a contactar Luisa, tendo-a
convencido a aceitar a proposta após ter apresentado documentos
forjados que indicavam a prática, por parte da “Saúde+,SA”, de análises
pouco criteriosas que punham em causa os resultados de cada paciente.
A “Saúde+,SA” viu-se gravemente prejudicada pela saída de Luisa do
quadro da empresa, uma vez que o sector pelo qual era responsável ficou
sem supervisão.
a) Contra quem deverá o laboratório de análises “Saúde+,SA” dirigir a sua
pretensão de indemnizatória? Justifique legal e doutrinalmente a sua
resposta. Segundo a eficácia externa das obrigações é difícil demandar 3ºs dado a
sua intervenção (de 3ºs). Estamos perante uma violação das regras da boa fé e da
ordem pública, logo, ñ há eficácia externa; abuso de dir. (334º), demandando a
Medicare. Logo, pode pedir indeminização à Luisa por violação do contrato de trabalho
(483º) e à Medicare.

b) Luisa, logo após começar a trabalhar no laboratório “Medicare”,


revelou à nova entidade patronal técnicas laboratoriais específicas do
laboratório onde trabalhava anteriormente.
Em virtude desde facto, o centro de análises “Saúde+,SA” sofreu
aviltados prejuízos, na sequência do desvio de informação. Luísa agiu contra
deveres laterais; dever acessório de conduta; dever de sigilo; dever de lealdade, ou
seja, não fazer concorrência, q se convalide até ao final do contrato. Luísa devia
cumprir a responsabilidade contratual e pós-contratual, mas neste caso houve fraude
pq ñ se cumpriu um contrato c/conhecimento de causa, ou seja, ñ se cumpriu as
obrigações de um contrato. Para que um indivíduo seja responsável
extracontratualmente deve haver quatro circunstâncias: ação; dolo ou culpa; nexo de
causa entre a ação realizada e suas consequências e a certeza do dano causado, q foi o
q aconteceu neste caso.
VII
Uma empresa portuguesa especializada no fabrico de material agrícola
enviou, por caminho de ferro e para um revendedor espanhol, diversas
máquinas agrícolas do último modelo. As unidades vendidas deviam ser
pagas 60 dias após a recepção, mas a firma compradora não procedeu ao
pagamento, alegando dificuldades de comercialização pela circunstância da
vendedora não lhe ter enviado suficiente documentação informativa sobre o
funcionamento das máquinas. Os efeitos da c-v são a transmissão da propriedade,
entrega da coisa e o pagamento de um preço (contrato sinalagmático). Há uma obg
expressamente incluída no dever da entrega da coisa, da entrega dos frutos pendentes
e dos docs relativos à coisa. Seria licito a exceção do cumprimento de um contrato
(428º) e o dever da entrega da coisa e respetivos docs (882º).
VIII
A vendeu a B um computador extremamente sofisticado convencionaram
que o preço seria pago 15 dias depois da entrega do computador. Na altura
do pagamento do preço. B recusa-se a fazê-lo, alegando que D não lhe
fornecera o respectivo manual de utilização e que portanto, lhe era
impossível trabalhar com o computador. Quid iuris? Estamos perante um c.c-v
(contrato sinalagmático), sendo q a entrega da coisa deveria ser feita mediante
pagamento de 1 preço, ou seja, a entrega da coisa devia ser acompanhada de docs; o
manual seria um dever secundário relevante p a utilização do pc. 882cc

IX
A médico, tinha um consultório no prédio de B, entretanto mudou-se ,A
pretende ainda que o antigo senhorio mantenha um aviso com a direcção do
novo consultório. Poderá exigi-la. Pode, é um dir. lateral de conduta resultante de
boa fé (762º nº2). O médico poderia pedir indeminização caso o senhorio ñ aceitasse,
pois trata-se de um dir. lateral.

X
A Net & Net, SA e Margarida celebraram um contrato de prestações de
serviços de acesso à internet.
O contrato subscrito pelas partes constava de um formulário impresso que a
Net & Net, SA utiliza sempre que celebra contratos de prestação de serviços
de acesso à internet com particulares.
Quando cerca de um ano depois, Margarida, tendo obtido uma proposta mais
favorável da concorrência, decide denunciar o contrato, a Net & Net, SA
alega que o contrato está sujeito a um período de fidelização de 18 meses,
invocando para o efeito a cláusula 1.7 que se encontrava inserida nas
condições gerais, em texto padronizado, inscritas no verso do contrato,
depois da assinatura de Margarida. Quid iuris? Clausula contratual geral. O reg.
Das c.c.g vem regulado no DL nº446/85 de 25 de out. Estes contratos, por serem
redigidos por 1 das partes criam vários problemas, nomeadamente a inclusão de
clausulas de q o aderente ñ se apercebe e a inserção de clausulas abusivas. P combater
o risco do desconhecimento e, assim, permitir um real acordo sobre tds os aspetos
regulamentados. Os arts.5º e 6º do DL impõem 1 dever de comunicação e de
informação p c/o aderente, respetivamente. O desrespeito destas normas está
previsto no art.8º alíneas a) e b), acabando por ñ se considerar incluídas no contrato as
c.c.g de q o aderente ñ teve conhecimento. O aderente vê a sua proteção reforçada
nas alíneas c) e d) do art.8º q proíbem as clausulas surpresa, como aquelas q são
inseridas após a assint. do contrato. No entanto, este mantém-se válido, tal como
prevê o art.9º nº1. No q diz respeito ao conteúdo, estas devem ser conforme o
principio da boa fé. As c.c.g proibidas, de acordo c/o art.12º, são nulas. Assim, perante
o poder q a parte tem de moldar o contrato de forma unilateral, o legislador vem
consagrar algumas restrições e impor obg p q o aderente (q apenas tem o poder de
aceitar ou ñ), ñ se veja completamente desprotegido.
XI
O Ministério Público instaurou, em 28/01/2013, uma acção declarativa de
condenação, sob a forma de processo sumário, contra a Repauto -
Reparação e comércio de veículos e peças, S.A., pedindo que fossem
declaradas nulas as cláusulas 2.1 e 3.9, inseridas no contrato tipo utilizado
pela Repauto - Reparação e comércio de veículos e peças, S.A.,.condenando-
se ainda a Repauto a abster-se de propor, de adoptar e de utilizar tais
cláusulas em contratos que de futuro venha a celebrar e a dar publicidade à
decretada proibição mediante a publicação em dois jornais diários de maior
tiragem, editados no Porto, durante um dia. Cláusula 2.1 A REPAUTO não
será responsável pelos danos causado à vida, à integridade física e saúde
das pessoas decorrentes de quaisquer acidentes. Cláusula 3.9 A REPAUTO
não será responsável pela mora na entrega da coisa ao comprador, ainda
que tenha agido com culpa grave ou dolo.
Justificando a legitimidade do Ministério Público para propor esta acção e
apreciando os pedidos deduzidos, pronuncie-se acerca da validade das
cláusulas identificadas. R: Contrato celebrado através de clausulas contratuais
gerais, como característica de serem pre-elaboradas, unilateralmente e rígidas
(art1), sendo que estes contratos celebrados no futuro e indeterminação dado que
visam para um conjunto indeterminado de sujeitos 446/85. Segundo o artigo 12, as
clausulas contratuais proibidas são consideradas nulas art286. Segundo o art14
esta faculdade há um desiquilibrio de prestação gravemente aleatório de boa-fé.
Há possibilidade através de uma acao inibitória art25 e a eficácia segundo o art32.
Tem legitimidade o MP(26 al.c). legitimidade passiva Repauto, sendo competente
o tribunal do demandado “porto” art28, processo comum e neste âmbito foram
apreciadas as clausulas 2.1 e 3.9, as quais são proibidas do art18 al.a e c do
446/85, aplicável não só às relações entre empresários mas também gerais são
absolutamente proibidas- nulas segundo o art12. Decidindo o tribunal (art30n1,
publicidade n2) que as mesmas são proibidas na decisão judicial (verificam os
efeitos). Existindo uma proibição e se voltar a fazê-lo fica subordinado a uma
sanção art32. Publicação prazo 30 dias, falar do art20. Outra resposta: Segundo o
DL 446/85 estamos perante um contrato celebrado, através de c.c.g (1º e
18º/19º/21º/22º) e abrangidas por este DL- intervenção no plano do conteúdo do
contrato; clausulas de escape; clausulas proibidas são nulas (13º); neg.jur.(239º);
reg.da redução (292º). É 1 ação inibitória, reconhecida pelo art. 25º através de um
controlo abstrato das clausulas, p a qual nos termos do art.26º nº1 c) tem legitimidade
o Ministério Público, sendo certo q ao abrigo do art.38º a decisão proíba e a Repauto
seja obrigada a dar. Violada a abstenção c/sanção pecuniária (32º e 33º) deve-se
comunicar os tribunais ao serviço do registo, só a Repauto ñ pode utilizar + estas
clausulas nos seus contratos.

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