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Análise de viabilidade econômico-financeira de uma fábrica de queijos especiais

Economic-financial viability analysis of a special cheeses factory


10.34140/bjbv2n2-009

Recebimento dos originais: 20/01//2020


Aceitação para publicação: 30/03/2020

Gustavo Alves de Melo


Graduado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Viçosa/Campus Rio Paranaíba
– UFV/CRP
Instituição: Universidade Federal de Viçosa/Campus Rio Paranaíba – UFV/CRP
Endereço: Km 7 – Zona Rural, MG-230, Rodoviário, CEP 38810-000, Rio Paranaíba – MG, Brasil
E-mail: gustavo_melocp@hotmail.com

Álif Rafael Fernandes Reis


Graduado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Viçosa/Campus Rio Paranaíba
– UFV/CRP
Instituição: Universidade Federal de Viçosa/Campus Rio Paranaíba – UFV/CRP
Endereço: Km 7 – Zona Rural, MG-230, Rodoviário, CEP 38810-000, Rio Paranaíba – MG, Brasil
E-mail: alif.ufv@gmail.com

Samuel Borges Barbosa


Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Instituição: Universidade Federal de Uberlândia – UFU Campus Santa Mônica
Endereço: Av. João Naves de Ávila, nº 2121, Bairro Santa Mônica, CEP 38.400-902, Uberlândia –
MG, Brasil
E-mail: osamuelbarbosa@gmail.com

Maria Cristina Angélico Mendonça


Doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar
Instituição: Universidade Federal de Lavras – UFLA
Endereço: Caixa Postal 3037, CEP 37200-900, Lavras – MG, Brasil
E-mail: mariacam@dae.ufla.br

Maria Gabriela Mendonça Peixoto


Doutora em Engenharia de Produção pela Escola de Engenharia de São Carlos/Universidade de São
Paulo – EESC/USP
Instituição: Universidade Federal de Viçosa/Campus Rio Paranaíba – UFV/CRP
Endereço: Km 7 – Zona Rural, MG-230, Rodoviário, CEP 38810-000, Rio Paranaíba – MG, Brasil
E-mail: mgabriela@ufv.br

RESUMO
O presente estudo tratou-se de uma análise de cunho econômico-financeiro a fim de determinar a
viabilidade de implantação de um empreendimento, no caso, uma fábrica de queijos especiais
localizada na mesorregião mineira do Alto Paranaíba. Frente a isso, este se caracterizou como uma
pesquisa híbrida com a fusão de aspectos qualitativos e quantitativos, de modo a fornecer maior
consistência e clareza no entendimento dos resultados. Cabe lembrar que a pesquisa comtemplou o
procedimento técnico de estudo de caso, visto que dados reais foram coletados e utilizados ao longo

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da análise para uma posterior tomada de decisão. Com relação aos resultados, estes se basearam na
estimativa de demandas futuras para cada variedade de queijo a ser produzida no período de 2018 a
2026, além da mensuração dos custos iniciais, de manutenção, de operação e de produção. Além
disso, foram utilizadas ferramentas de análise financeira como, o VPL, VAUE, Payback e TIR, a fim
de indicar a viabilidade do empreendimento. Por fim, foi realizada uma análise de sensibilidade e
risco pautada na variação do volume de vendas. Desta forma, foi comprovada a viabilidade de
implantação da fábrica, já que a TIR correspondeu a 34%, superando a TMA calculada de 23,5% a.a.

Palavras-chave: Análise de viabilidade, Empreendimento, Queijos especiais.

ABSTRACT
The present study was an economic-financial analysis in order to determine the feasibility of
implementing an enterprise, in this case, a special cheese factory located in the Minas Gerais region
of Alto Paranaíba. In view of this, it was characterized as a hybrid research with the fusion of
qualitative and quantitative aspects, in order to provide greater consistency and clarity in the
understanding of the results. It is worth remembering that the research covered the technical case
study procedure, since real data were collected and used throughout the analysis for later decision
making. With regard to the results, these were based on the estimate of future demands for each
variety of cheese to be produced in the period from 2018 to 2026, in addition to the measurement of
the initial, maintenance, operation and production costs. In addition, financial analysis tools such as
NPV, EUAV, Payback and IIR were used in order to indicate the viability of the project. Finally, a
sensitivity and risk analysis was carried out based on the variation in sales volume. Thus, the
feasibility of implanting the plant was proven, since the IRR corresponded to 34%, exceeding the
calculated MAR of 23.5% a.a.

Keywords: Feasibility analysis, Enterprise, Special cheeses.

1 INTRODUÇÃO
A produção de queijos no Brasil, ao longo dos anos, tem passado por mudanças relacionadas
aos processos de fabricação (CHALITA et al., 2009). Isto se deve a uma maior conscientização e
valorização de novos sabores pela população, fato que estimulou o desenvolvimento de queijos
especiais dotados de altos padrões de qualidade e sofisticação (REZENDE, 2004). Entretanto, este se
trata de um mercado em crescente expansão que ainda não comtemplou uma maioria de adeptos, visto
a falta de conhecimento dos produtos ou até em razão do maior custo do produto final (LEITE &
QUEIJOS, 2018). Após o Plano Real, houve um significativo aumento de consumo de queijos
especiais, chegandoaser, entre1995 e 1997, 30% superior àquele dos produtos convencionais, como
o prato, muçarela e minas padrão (REZENDE, 2004; CHALITA et al., 2009; LEITE & QUEIJOS,
2018; ABIQ, 2019).
Atualmente, tanto a oferta quanto a demanda de queijos especiais têm aumentado no país,
revelando o interesse e maior poder de compra da população (ABIQ, 2019). Vale ressaltar que a
expansão de mercado para o produto depende da evolução dos hábitos alimentares da população
(CHALITA,2012). Dessa maneira, se torna evidente a influência da cultura e padrão de vida da
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população no consumo do produto (REZENDE, 2004). Frente a isso, enquanto o consumo médio de
queijos em geral no Brasil corresponde a 5kg/hab/ano, por exemplo, na França o consumo
corresponde a 22kg/hab/ano (LEITE & QUEIJOS, 2018).
Além disso, o custo elevado de distribuição do produto também é um fator que dificulta uma
evolução rápida do setor bem como a entrada de novos produtores no mercado (CHALITA,2012;
ABIQ, 2019). Estes custos comtemplam os investimentos na logística de distribuição pelas empresas
nos pontos de venda, estabelecimento de filiais e promotores de vendas (LEITE & QUEIJOS, 2018).
Cabe lembrar a importância da realização de investimentos em marketing, como forma de captar
novos clientes bem como na estrutura física das organizações, a fim de garantir o padrão de qualidade
requerido aliado às normas de higiene e ambientais de produção (MARSOLA, 2017).
Frente a isso, neste cenário, o presente estudo teve como objetivo avaliar a viabilidade
econômico-financeira para a implantação de uma fábrica de queijos especiais na mesorregião mineira
do Alto Paranaíba. Para isto, foram analisados os custos referentes à instalação, equipamentos,
operação, manutenção e produção, além da receita, baseada no preço da venda e na quantidade
demandada do portfólio de produção. Dessa forma, as variedades do produto consideradas neste
estudo foram o queijo parmesão, provolone, camemberte gorgonzola.

2 REFERENCIAL TEÓRICO
O mercado de lácteos no Brasil, de forma geral, apresenta pontos falhos quanto à dinâmica de
comercialização dos produtos (MARSOLA, 2017; SILEMG, 2018). Isto se deve, a falta de uma
política de marketingconsistente focada na expansão do mercado interno (LEITE & QUEIJOS, 2018;
ABIQ, 2019). Frente a isso, a situação faz com que a expansão ocorra externamente, de modo que os
produtores se tornam reféns de preços e estoques mundiais (LEITE & QUEIJOS, 2018). Dessa forma,
medidas voltadas para o aumento do consumo interno se fazem necessárias a fim de conceder maior
estabilidade entre as curvas de oferta e demanda destes produtos no país (ABIQ, 2019).

2.1 MERCADO DE QUEIJOS ESPECIAIS NO BRASIL


A produção de queijos no Brasil representa uma nova alternativa para a ampliação da renda
de produtores do setor lácteo (ABIQ, 2019). Atualmente, o país apresenta um portfólio de produção
variado com cerca de 200 tipos de queijos, além de representar o sexto maior produtor mundial
(LEITE & QUEIJOS, 2018). Embora o consumo interno dos produtos no país ainda seja pouco
expressivo comparado a outras regiões como França e Argentina, este apresentou um crescimento em

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torno de 107% para queijos em geral e de mais de 260% para queijos especiais nos últimos anos
(LEITE & QUEIJOS, 2018; ABIQ, 2019).
Além disso, a produção de queijos possibilita uma maior conservação da principal matéria-
prima, o leite, uma vez que in natura este se trata de um produto altamente perecível (ABIQ, 2019).
Assim, há uma ampliação das formas de escoamento e comercialização do produto, evitando a
ocorrência de perdas (MARSOLA, 2017). Vale ressaltar a influência do setor lácteo no
desenvolvimento econômico do país e, em especial, do estado de Minas Gerais, uma vez que segundo
o SILEMG (2018), Minas é o estado que possui a maior bacia leiteira do país, correspondendo a 28%
da produção nacional.
No que se refere aos tipos de queijo produzidos, de acordo com o SEBRAE (2008), as
variedades camembert, parmesão, provolone e gorgonzola representam a classe de queijos especiais
mais consumida no Brasil, principalmente na região Sudeste (MARSOLA, 2017).Algumas
variedades como, o camembert e o gorgonzola, apresentam influências e origens estrangeiras,
entretanto, sua produção em território nacional tem gerado grande aprovação por parte dos
consumidores, ainda que represente uma pequena parcela do mercado de lácteos (LEITE &
QUEIJOS, 2018; ABIQ, 2019). Além disso, o clima favorável é outro fator importante para o bom
andamento de toda a cadeia leiteira brasileira, desde o cultivo de insumos para alimentação do
rebanho até à promoção de um ambiente adequado para produção e armazenamento de produtos
(MARSOLA, 2017; ABIQ, 2019).

2.2 FERRAMENTAS PARA ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA


A análise econômico-financeira de um empreendimento consiste na estimativa das
perspectivas de desempenho do produto resultante do projeto (NEWNAN et al., 2004; PILÃO &
HUMMEL, 2006). Neste sentido, o investimento se caracteriza como o consumo de
recursosnopresentepara obtenção de benefícios financeiros futuros (BATEMAN et al.,2002). Quanto
mais distante estiver este futuro maior deve ser a capacidade de planejamento dos gestores (PILÃO
& HUMMEL, 2006). Uma ferramenta de extrema importância para a análise de viabilidade
econômica é o Diagrama de Fluxo de Caixa, que corresponde a uma demonstração gráfica das
entradas e saídas financeira sem determinado período de tempo (MODARRES, 2016).
Além disso, no que se refere ao método de análise Valor Presente Líquido (VPL), este consiste
na transferência para o instante atual de todas as variações de caixas esperadas, descontadas a uma
determinada taxa de juros, e somadas algebricamente (PILÃO & HUMMEL, 2006). De acordo com
Ponciano et al. (2004), o VPL pode ser representado pela equação (1).

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𝑘
𝐹𝐶𝑛+1
𝑉𝑃𝐿 = 𝐹𝐶1 + ∑ ; 𝑛 = 1,2, … , 𝑘 (1)
(1 + 𝑖)𝑛
𝑛=1

O 𝐹𝐶1 representa o fluxo de caixa na data zero; 𝐹𝐶𝑛representa o fluxo de caixana n-ésima data;
n é o prazo de análise do projeto; i é a Taxa de Desconto ou Taxa Mínima de Atratividade (TMA)
(PILÃO & HUMMEL, 2006). Se o projeto apresentar um 𝑉𝑃𝐿> 0, deve-se aceitá-lo como viável,
pois isso indica que o valor do projeto de investimento hoje é maior do que o valor do investimento
inicial, considerando o custo de oportunidade do produtor (PONCIANO et al.,2004; PILÃO &
HUMMEL, 2006).
Em se tratando da Taxa Mínima de Atratividade (TMA), esta representa o mínimo que um
investidor se propõe a ganhar quando realiza um investimento (NEWNAN et al., 2004). Frente a isso,
esta é composta por três componentes que representam o cenário para tomada de decisão: o custo de
oportunidade, o risco do negócio e a liquidez do negócio (PILÃO & HUMMEL, 2006). No caso da
Taxa Interna de Retorno (TIR), conforme Poncianoetal. (2004), esta se trata
dataxaquetornanulooVPLdo fluxo de caixa do investimento, ou seja, torna o valor presente dos
lucrosfuturos equivalentes aos dos gastos realizados com o projeto, caracterizando assim, a taxa de
remuneração do capital investido. Ainda de acordo com Ponciano et al. (2004), a TIR pode ser
definida como a taxa de desconto (i), real e não negativa, para a qual o VPL se torna nulo, conforme
a equação (2):
𝑘
𝐹𝐶𝑛+1
𝑉𝑃𝐿 = 𝐹𝐶1 + ∑ = 0 ; 𝑛 = 1,2, … , 𝑘 (2)
(1 + 𝑖)𝑛
𝑛=1

em que (i) é a taxa interna de retorno. Se a TIR for maior que a TMA, esta corresponderá à
taxa de remuneração alternativa do capital e o projeto será viável do ponto de vista econômico
(PILÃO & HUMMEL, 2006).
O Valor Anual Uniforme Equivalente (VAUE) representa um método alternativo para a
análise de viabilidade, além disso se baseia na transformaçãodo investimento em uma série uniforme
equivalente (A) ao fluxo de caixa, considerando uma dada TMA (PILÃO & HUMMEL, 2006). Caso
o VAUE for positivo, este investimento é recomendado economicamente. Entre dois ou mais
investimentos, é recomendado aquele com maior VAUE (ABENSUR, 2015). Segundo Abensur
(2015), a série uniforme equivalente é dada pela equação 3:

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𝑃 ∗ 𝑇𝑀𝐴 ∗ (1 + 𝑇𝑀𝐴)𝑛
𝐴=[ ] ( 3),
(1 + 𝑇𝑀𝐴)𝑛 − 1

onde P é o valor principal.


O Período de Payback demonstra o tempo necessário de recuperação do investimento inicial
realizado pelo investidor (PILÃO & HUMMEL, 2006). O projeto de menor período de retorno não
significa que é a melhor alternativa para o investimento do ponto de vista econômico (BATEMAN et
al.,2002; PILÃO & HUMMEL, 2006). Caso o período de recuperação do investimento inicial resultar
em um tempo menor que o período definido no projeto de investimento, este será viável. Se o período
de recuperação for maior que o tempo estabelecido no projeto, o investimento será inviável (PILÃO
& HUMMEL, 2006; ABENSUR,2015).
Por fim a Análise de Sensibilidade e Risco consiste em medir em que magnitude uma alteração
prefixada em um ou mais fatores do projeto altera o resultado final (PILÃO & HUMMEL, 2006).
Esse procedimento permite avaliar de que forma as alterações de cada uma das variáveis do projeto
podem influenciar na rentabilidade dos resultados esperados (BATEMAN et al.,2002). Para avaliar
os riscos, pode ser analisada a influência da variação do volume de vendas (±∆𝑉) em relação à
demanda estimada, avaliando se a TIR resultante para cada variação faz com que o empreendimento
ainda seja ou não economicamente viável (BATEMAN et al.,2002; PILÃO & HUMMEL, 2006).

3 METODOLOGIA
Uma pesquisa científica se propõe a resolver problemas e solucionar dúvidas, com base na
utilização de procedimentos científicos (KOTHARI, 2004). Além disso, esta comtempla a realização
de um estudo planejado, onde o método de abordagem do problema indica o aspecto científico da
investigação (BEINS, 2017). A pesquisa cientifica ainda aborda um sequenciamento de etapas para a
obtenção de respostas sobre os questionamentos que originaram a pesquisa, estes tratam do tempo
disponível para realização, espaço, recursos materiais e humanos necessários (KOTHARI, 2004;
COHEN, 2011).
Em se tratando do estudo realizado, este dispõe de uma natureza aplicada uma vez que gera
conhecimento para a aplicação prática dirigido à solução de problemas específicos (BEINS, 2017).
Além disso, este utiliza como procedimento técnico de pesquisa o estudo de caso, visto que apresenta
um foco em fenômenos contemporâneos inseridos em algum contexto da vida real (KOTHARI, 2004;
BEINS, 2017). Segundo Cohen (2011), não há um padrão estabelecido para a realização do estudo

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de caso, entretanto, este se baseia em alguns pilares, a saber, delimitação do objeto de análise; coleta
de dados; seleção, análise e interpretação dos dados e elaboração do relatório final.
No que se refere à abordagem de pesquisa utilizada, esta se baseia na fusão dos universos
quantitativo e qualitativo, já que o estudo realiza uma análise e interpretação de resultados obtidos a
partir de ferramentas de cunho econômico-financeiro (KOTHARI, 2004; BEINS, 2017; BRYMAN,
2017). Frente a isso, uma pesquisa qualitativa ocorre quando o ambiente natural é fonte direta para a
coleta de dados, interpretação e atribuição de significados (BRYMAN, 2017). Já uma pesquisa
quantitativa requer o uso de ferramentas e técnicas estatísticas, com o objetivo de traduzir
numericamente os conhecimentos gerados pelo pesquisador (BRYMAN, 2017).
Desta forma, primeiramente, o estudo se pautou em uma análise do mercado e região para a
definição clara da localização do empreendimento. A seguir, com o auxílio de dados históricos
referentes à produção de queijos no país aliado à técnica matemática de mínimos quadrados foi
possível a determinação da previsão de produção e consumo per capita do produto no período de
2018 a 2026.Assim, com base na utilização de drivers como, o tamanho da população e,
especificamente, o tamanho do mercado-alvo foi estimada a demanda necessária. Frente a isso, foram
calculadas as parcelas de produção para cada variedade do produto.
Em seguida, foram mensurados os custos para a abertura do empreendimento, sendo eles
agrupados nas categorias: custos iniciais, custos de manutenção, custos de operação e custos de
produção. A fim de promover uma avaliação consistente dos custos, foi desenvolvido um diagrama
de fluxo de caixa, representando as entradas e saídas de cada ano para o período considerado. Além
disso, a taxa mínima de atratividade (TMA) foi estimada a partir da soma das taxas Selic, perfil do
empreendedor e risco do negócio. Por fim, foram desenvolvidas algumas técnicas de análise
econômico-financeira, no caso, o Valor Presente Líquido (VPL) e a Taxa Interna de Retorno (TIR).
Dessa maneira, se tornou possível a realização de uma análise de sensibilidade, baseada na variação
dos porcentuais de vendas, obtendo assim os valores correspondentes aos percentuais de retorno para
cada cenário criado.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
No que se refere ao local de implantação do empreendimento, foi escolhido a mesorregião
mineira do Alto Paranaíba em razão do grande número de potenciais fornecedores, o que proporciona
maior facilidade de acesso a uma matéria-prima de qualidade, preço baixo e custos logísticos
reduzidos. Outro fator que favorece a escolha do local consiste no fato dos concorrentes diretos
atenderem mercados de outras regiões como, a capital do estado e outros estados do país, deixando

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uma lacuna aberta a ser preenchida na cidade e na região. Além disso, cabe lembrar o fato da região
ser propensa ao agronegócio, facilitando a inserção de novas empresas no município (ABIQ, 2019).
O setor lácteo brasileiro representa uma grande fatia do mercado econômico, sendo o Brasil o
sexto maior produtor mundial (SEBRAE, 2018). Em2013, a produção leiteira foi de 35 bilhões de
litros, sendo 35% a mais que os 26 bilhões contabilizados em 2007 (SEBRAE, 2018). Da produção
de leite, cerca de 60% é destinada a fabricação de queijos, ilustrando a importância social e econômica
do produto (SEBRAE,2018; ABIQ, 2019). Já o mercado de queijos apresentou um crescimento
expressivo a partir de 1994, ano do Plano Real, que gerou aumento do poder de compra do
consumidor das classes mais baixas (ABIQ, 2019). Nos anos subsequentes, 1995 a 1997, o mercado
de queijos continuou apresentando índices de crescimento elevados (SEBRAE,2018). Tal
crescimento é representado pelos Gráficos 1 e 2 respectivamente.

Gráfico 1 - Evolução e previsão da produção de queijos no Brasil

Fonte: Adaptado de ABIQ (2014); Autores (2018); SEBRAE (2014); SEBRAE (2018)

Segundo a ABIQ (2014), em 2011 o país produziu 867 mil toneladas, aumentando a produção
em 9,4% com relação a 2010 (ABIQ, 2014). De acordo com o SEBRAE (2014), em 2011 o volume
de queijos especiais produzidos foi de 30% em relação ao volume de produção total de queijos no
país. Para estimar a produção e o consumo per capta para o horizonte de análise foi considerado o
valor referência de 2011.
Considerando o percentual de previsão equivalente a produção de queijos especiais em relação
a produção total de queijos, através do ajustamento exponencial pelo método dos mínimos quadrados,

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chegou-se à previsão da produção de queijos especiais para o horizonte de tempo da análise conforme
a Tabela 1.

Tabela 1 - Previsão da produção de queijos especiais no Brasil

Produção Previsão da produção de Previsão da produção de queijos


Ano
(em mil toneladas) queijos (em mil toneladas) especiais (em mil toneladas)

1993 205,500
1997 359,400
2001 435,700
2005 534,700
2009 681,100
2013 1032,000
2017 1432,850
2018 1436,311 430,893
2019 1547,868 464,360
2020 1668,088 500,426
2021 1797,646 539,294
2022 1937,267 581,180
2023 2087,732 626,320
2024 2249,883 674,965
2025 2424,628 727,388
2026 2612,946 783,884
Fonte: Adaptado de ABIQ (2014) e UFOP (2018)

Em se tratando do consumo per capita de queijos no país, oGráfico 2 representa a evolução


bem como uma previsão do comportamento de consumidores do produto para o período de análise.

Gráfico 2 - Evolução e previsão do consumo de queijos no Brasil

Fonte: Adaptado de ABIQ (2014); SEBRAE (2014); Autores (2018); SEBRAE (2018)

Conforme os dados apresentados peloGráfico 2, pode-se perceber um crescimento satisfatório


no padrão de consumo da população a partir do ano de 2005, fato que indica o potencial de

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crescimento do mercado. Além disso, considerando o percentual de previsão equivalente ao consumo


de queijos especiais per capta em relação ao consumo de queijos per capta, através do ajustamento
exponencial pelo método dos mínimos quadrados, chegou-se à previsão do consumo de queijos
especiais no período de 2018 a 2026, de acordo com a Tabela 2. Cabe lembrar que o consumo de
queijos especiais foi determinado como uma parcela equivalente a 30% do volume total consumido,
como observado anteriormente na previsão de produção.

Tabela 2 - Previsão do consumo per capta de queijos especiais no Brasil

Consumo per capta Previsão do consumo de Previsão do consumo de queijos


Ano
(em Kg) queijos per capta (em Kg) especiais per capta (em Kg)

2005 2,900
2007 3,200
2009 3,600
2011 4,400
2013 5,100
2018 8,491 2,547
2019 9,128 2,738
2020 9,813 2,944
2021 10,550 3,165
2022 11,342 3,403
2023 12,194 3,658
2024 13,110 3,933
2025 14,094 4,228
2026 15,152 4,546
Fonte: ABIQ (2014); Autores (2018).

No que se refere ao processo de determinação da demanda para o empreendimento,


primeiramente, foi realizada uma análise sobre o crescimento populacional para cada município da
região de implantação, obtendo ao final valores totais para cada ano no período de 2018 a 2026,
conforme os dados do IBGE (2018). De acordo com a ABIQ (2014), a classe AB é a maior
consumidora do produto. Sendo assim, um recorte dessa classe foi realizado, apontando-
acomopúblicoalvodo empreendimento. Alguns drivers foram selecionados para apurar a demanda
necessária para o ano de 2018 e os oito anos posteriores, sendo eles: a população, o tamanho da classe
AB, bem como projeções para o consumo de queijos especiais em Minas Gerais.
Assim, foi definido que opúblico alvo consiste em um percentual da fatia de mercado da classe
AB consumidora de queijos especiais na mesorregião mineira do Alto Paranaíba. Segundo a
Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) as classes AB correspondiama 25,2% da
população em 2016 (ABEP, 2016). Para 2018, segundo projeções realizadas com dados a nível
nacional divulgados pelo IBGE (2018), a porcentagem das classes AB para a região considerada

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correspondeu a 26,32%. Diante a isso, ocálculodoconsumodequeijos especiaispara o público alvo em


questão foifeito com base na equação (4).

𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑞𝑢𝑒𝑖𝑗𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 (𝐾𝑔. ℎ𝑎𝑏. 𝑎𝑛𝑜) = 𝑃𝑟𝑒𝑣𝑖𝑠ã𝑜 𝑝𝑜𝑝𝑢𝑙𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙∗ % 𝑐𝑙𝑎𝑠𝑠𝑒 𝐴𝐵
𝑐𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑖𝑑𝑜𝑟𝑎 𝑑𝑒 𝑞𝑢𝑒𝑖𝑗𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠∗ 𝑝𝑟𝑒𝑣𝑖𝑠ã𝑜 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑑𝑒 𝑞𝑢𝑒𝑖𝑗𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠 𝑝𝑒𝑟𝑐𝑎𝑝𝑡𝑎 (𝐾𝑔)
(4)

A partir de dados fornecidos pelo IBGE (2018) foi possível estimar o consumo total de queijos
especiais para os anos de 2018 a 2026, como mostra a Tabela 3.

Tabela 3 - Previsão do consumo total de queijos especiais na mesorregião mineira do Alto Paranaíba
% da Classe AB Previsão do Consumo
Previsão
% da consumidora de queijos consumo de total de
populacional
Ano classe especiais na região do queijos especiais queijos
(Número de
AeB Triângulo/Alto per capta (em especiais (em
habitantes)
Paranaíba Kg) Kg.hab.ano)
2018 2157618 26,32 22,90 2,547 1258449,380
2019 2174420 26,41 22,98 2,738 1368138,510
2020 2191354 27,03 23,52 2,944 1517119,320
2021 2208419 27,35 23,79 3,165 1663193,880
2022 2225617 27,78 24,17 3,403 1830331,120
2023 2242949 28,85 25,10 3,658 2059468,380
2024 2260416 29,44 25,61 3,933 2276978,930
2025 2278019 31,14 27,09 4,228 2609466,370
2026 2295759 32,02 27,86 4,546 2907142,350
Fonte: ABIQ (2014); Autores (2018); IBGE (2018)

Considerando uma estratégia de penetração no mercado baseada em custo e qualidade,


estimou-se que o empreendimento a ser projetado será responsável por atender uma fatia de 30% do
mercado alvo escolhido. Desta forma, de acordo com a Tabela 4, a demanda prevista será 30% do
consumo total de queijos especiais.

Tabela 4 - Previsão de demanda de queijos especiais na região do Triângulo/Alto Paranaíba


Previsão de demanda para a
Consumo total de queijos
Ano fatia estipulada (em
especiais (em Kg.hab.ano)
Kg.hab.ano)
2018 1258449,380 377534,814
2019 1368138,510 410441,553
2020 1517119,320 455135,796
2021 1663193,880 498958,164
2022 1830331,120 549099,336
2023 2059468,380 617840,514
2024 2276978,930 683093,679

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2025 2609466,370 782839,911


2026 2907142,350 872142,705
Fonte: Autores (2018)

Do total a ser produzido pela fábrica, 15 % da produção será destinada aos queijos provolone,
40 % aos queijos gorgonzola, 15 % aos queijos camemberte 30 % aos queijos do tipo parmesão. Tais
percentuais foram baseados em seções de brainstorming realizadas pela equipe responsável pela
execução do empreendimento, além da análise sistemática de fatores mercadológicosdisponíveisno
SEBRAE (2014). Assim, a Tabela 5, representa a previsão de demanda para o portfólio de produtos a
serem produzidos.

Tabela 5 - Previsão de demanda para o portfólio de produção da fábrica em planejamento


Demanda prevista
Queijo Queijo Queijo Queijo
conforme a fatia de
Ano Provolone Gorgonzola Camembert Parmesão
mercado estipulada
(em Kg) (em Kg) (em Kg) (em Kg)
(em Kg.hab.ano)
2018 56630,220 151013,930 56630,220 113260,440 377534,810
2019 61566,230 164176,620 61566,230 123132,470 410441,550
2020 68270,370 182054,320 68270,370 136540,740 455135,800
2021 74843,720 199583,270 74843,720 149687,450 498958,160
2022 82364,900 219639,730 82364,900 164729,800 549099,340
2023 92676,080 247136,210 92676,080 185352,150 617840,510
2024 102464,050 273237,470 102464,050 204928,100 683093,680
2025 117425,990 313135,960 117425,990 234851,970 782839,910
2026 130821,410 348857,080 130821,410 261642,810 872142,710
Fonte: Autores (2018)

Além disso, em se tratando dos custos relacionados a implantação do empreendimento, foram


estimados os custos iniciais – custos de instalação, equipamentos, além de despesas para legalização
e o capital de giro envolvido no negócio – bem como os custos referentes à operação, manutenção e
produção. A Tabela 6representa o levantamento dos custos fixos iniciais totais para a implantação do
empreendimento. Os valores estimados foram baseados em dados e fatos reais, disponíveis em sites
especializados da cidade, além de brainstormings e estimativas realizados pelos autores através de
dados secundários.

Tabela 6 - Custos Fixos Iniciais Totais


Investimentos Valor total
Instalações Industriais (construção) R$1.000.000,00
Equipamentos R$795.400,00
Administrativo
R$50.000,00
(computadores, impressoras, scanners,

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materiais diversos, mesas, cadeiras,


armários, etc.)

Despesas Legais R$100.000,00


Capital de Giro R$350.000,00
Custos Fixos Iniciais Totais R$2.295.400,00
Fonte: Autores (2018)

A Tabela 7 mostra o orçamento de equipamentos e máquinas a serem instaladas na fábrica


para atender a demanda estimada.

Tabela 7 - Orçamento de equipamentos


Custo
Equipamentos Quantidade Custo Total
Unitário
Drenoprensa 2 R$23.000,00 R$46.000,00
Queijomatic 2 R$65.000,00 R$130.000,00
Monobloco para filagem 3 R$22.000,00 R$66.000,00
Caldeira 2 R$60.000,00 R$120.000,00
Envasora automática 2 R$35.000,00 R$70.000,00
Tanque de salga 3 R$4.800,00 R$14.400,00
Defumadora 3 R$25.000,00 R$75.000,00
Tanques para estocagem/recepção do leite in
6 R$24.000,00 R$144.000,00
natura
Pasteurizador 2 R$30.000,00 R$60.000,00
Utensílios e demais equipamentos - - R$70.000,00
TOTAL R$795.400,00
Fonte: Tekmilk (2018)

Com relação à manutenção de equipamentos, esta pode ocorrer de três maneiras, sendo elas,
a manutenção corretiva, preventiva e preditiva. Para fins deste projeto será utilizado o conjunto dos
três meios de manutenção. Considerando-se que os custos de manutenção podem chegar a 30% ou
mais do custo total de produção, então, adotar uma estratégia que permita reduzir ou evitar parte
desses custos é um caminho para aumentar a competitividade do negócio. Nesse sentido, a
manutenção preditiva em máquinas e equipamentos críticos, passa a ser a grande aliada da indústria
(ENGETELES, 2018). Os principais itens de custos com manutenção são: custos com mão de obra
de manutenção própria outerceirizada; custos com peças dereposição e custos gerados pela
indisponibilidade demáquinas (ENGETELES, 2018). Dessa maneira, através de pesquisas e
brainstormings realizados, foi utilizada uma taxa média de 20% do valor inicial do custo de
equipamentos como uma estimativa de custo de manutenção anual, totalizando assim um custo de
R$ 159.080,00.

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Os custos operacionais correspondem a todos os custos de funcionamento do negócio. Sendo assim,


foram abordados aqui os custos de matéria-prima, embalagens, funcionários e demais custos, sendo
o último considerado os custos como água e energia. A Tabela 8 mostraoorçamentodamãodeobra
direta e indireta para atendera demanda estimada.

Tabela 8 - Orçamento de Mão de Obra Direta e Indireta


Salário
Salário Custos Custo Total
Cargo Quantidade médio
Bruto Total mensais Anual
estimado
Auxiliar de
1 R$2.312,76 R$2.312,76 R$2.775,31 R$33.303,74
Almoxarifado
Auxiliar
Administrativo/Recursos 2 R$2.790,24 R$5.580,48 R$6.696,58 R$80.358,91
humanos
Auxiliar de limpeza 5 R$954,00 R$4.770,00 R$5.724,00 R$68.688,00
Operador de Caldeira
1 R$1.605,96 R$1.605,96 R$1.927,15 R$23.125,82
Líder
Mestre queijeiro 2 R$1.675,00 R$3.350,00 R$4.020,00 R$48.240,00
Motoristas 4 R$1.100,73 R$4.402,92 R$5.283,50 R$63.402,05
Técnico
2 R$1.621,03 R$3.242,06 R$3.890,47 R$46.685,66
mecânico/elétrico
Engenheiro de Produção 1 R$4.872,96 R$4.872,96 R$5.847,55 R$70.170,62
Recepcionistas 3 R$954,00 R$2.862,00 R$3.434,40 R$41.212,80
Auxiliar de embalagem 1 R$1.542,00 R$1.542,00 R$1.850,40 R$22.204,80
Técnico de Laboratório 1 R$1.235,24 R$1.235,24 R$1.482,29 R$17.787,46
Auxiliar de Produção 1 R$1.278,00 R$1.278,00 R$1.533,60 R$18.403,20
Auxiliar de Vendas 5 R$2.789,00 R$13.945,00 R$16.734,00 R$200.808,00
Total de funcionários 29 R$24.730,92 R$50.999,38 R$61.199,26 R$734.391,07
Fonte: PISO SALARIAL (2018)

Em relação ao orçamento de matéria-prima, a Tabela 9representa os custos referentes aos


produtos necessários para a produção de cada variedade de queijo, de acordo com a demanda estimada
em 2019.

Tabela 9 - Orçamento de Matéria-Prima

Custo Custo Anual


Matéria-Prima Quantidade
Unitário Matéria Prima

Produção do Queijo Provolone


Leite in natura (Litros) 792823,08 R$1,21 R$958.364,54
Fermento Mesofílico e ou Termofílico
15856,4616 R$4,50 R$71.354,08
(Envelopes)
Lipase (Kg) 1585,64616 R$6,32 R$10.021,28
Cloreto de Cálcio (Litros) 31,7129232 R$6,50 R$206,13
Coagulante Quimase (Litros) 23,7846924 R$4,50 R$107,03
Sal Refinado (Kg) 1982,0577 R$0,30 R$594,62
Custo Total R$1.040.647,68

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Produção do Queijo Parmesão


Leite in natura (Litros) 1359125,28 R$1,21 R$1.642.910,64
Fermento Mesofílico e ou Termofílico
27182,5056 R$4,50 R$122.321,28
(Envelopes)
Lipase (Kg) 2718,25056 R$6,32 R$17.179,34
Cloreto de Cálcio (Kg) 54,3650112 R$6,50
Coagulante Quimase (Litros) 40,7737584 R$4,50 R$183,48
Sal Refinado (Kg) 3397,8132 R$0,30 R$1.019,34
Custo Total R$1.783.614,08
Produção do Queijo Gorgonzola
Leite in natura (Litros) 2114195,02 R$1,21 R$2.555.638,94
Fermento Mesofílico e ou Termofílico
42283,9004 R$4,50 R$190.277,55
(Envelopes)
Lipase (Kg) 4228,39004 R$6,32 R$26.723,43
Cloreto de Cálcio (Kg) 84,5678008 R$6,50 R$549,69
Coagulante Quimase (Litros) 63,4258506 R$4,50 R$285,42
Sal Refinado (Kg) 5285,48755 R$0,30 R$1.585,65
Custo Total R$2.775.060,67
Produção do Queijo Camembert
Leite in natura (Litros) 736192,86 R$1,21 R$889.909,93
Fermento Mesofílico e ou Termofílico
14723,8572 R$4,50 R$66.257,36
(Envelopes)
Cloreto de Cálcio (Kg) 29,4477144 R$6,50 R$191,41
Lipase (Kg) 1472,38572 R$6,32 R$9.305,48
Coagulante Quimase (Litros) 22,0857858 R$4,50 R$99,39
Sal Refinado (Kg) 1840,48215 R$0,30 R$552,14
Custo Total R$966.315,71
Fonte: SEBRAE (2014)

A Tabela 10 mostra o orçamento de embalagens para atender a demanda projetada em 2019.

Tabela 10 - Orçamento de Embalagens

Queijo Queijo Queijo Queijo


Informações Provolone Gorgonzola Camembert Parmesão
(em Kg) (em Kg) (em Kg) (em Kg)
Quantidade demandada
56630,220 151013,930 56630,220 113260,440
em 2018
Quantidade de
56630,000 151014,000 56630,000 113260,000
embalagens
Embalagens reservas
(caso ocorra refugos) 56913,000 151769,000 56913,000 113827,000
(0,5% de acréscimo)
Custo Total Anual de
R$48.376,37 R$129.003,65 R$48.376,37 R$96.752,73
Embalagens
Fonte: SEBRAE (2014)

Após fazer o cálculo de todos os custos iniciais, de manutenção e de operação, se torna


possível identificar todos os custos de produção, além de descobrir o custo unitário de cada um dos

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produtos oferecidos pela organização. Com o cálculo do custo unitário dos produtos, bem como a
projeção da demanda, é possível apontar a receita total e o lucro inferido desta análise. A Tabela
11representa a projeção dos custos totais para cada produto do portfólio de produção. O sistema base
de rateio foi a demanda de cada produto (emKg) projetada para 2019.

Tabela 11 - Custos Totais de Produção

Custo de
Custo
Tipologia Manutenção/Águ Custos de Custos de Equipament
Custo Inicial Matéria-
de custos a/ Energia Embalagens Mão de Obra os
Prima
elétrica
Valor R$2.295.400,0 R$322.509,1 R$6.565.638,1 R$734.391,0 R$795.400,0
R$859.080,00
Monetário 0 2 4 7 0
Tipo de
Demanda Demanda * * Demanda Demanda
Rateio
Queijo R$1.783.614,0 R$220.317,3 R$238.619,9
R$688.619,98 R$257.723,99 R$48.376,37
Parmesão 8 2 9
Queijo
R$129.003,6 R$2.775.060,6 R$293.756,4 R$318.160,0
Gorgonzol R$918.160,04 R$343.632,01
5 7 4 1
a
Queijo R$110.158,6 R$119.310,0
R$344.309,99 R$128.862,00 R$48.376,37 R$966.315,71
Camember 6 0
Queijo R$1.040.647,6 R$110.158,6 R$119.310,0
R$344.309,99 R$128.862,00 R$96.752,73
Provolone 8 6 0
R$2.295.400,0 R$322.509,1 R$6.565.638,1 R$734.391,0 R$795.400,0
Total R$859.080,00
0 2 4 7 0
*Valores já calculados anteriormente
Fonte: Autores (2018)

A Tabela12 mostraaestimativadocustounitárioparaoanode2018-2e2019.O preço de venda foi


estimado baseado numa margem de 10% delucro.

Tabela 12 - Estimativa do Custo Unitário e do Preço de Venda para o portfólio de produtos


Custo Preço de
Custos Totais Demanda
Produtos Unitário Venda
(2018) (em Kg)
(R$/Kg) (R$/Kg)
Queijo
R$3.237.271,73 113260,440 R$28,58 R$31,44
Parmesão
Queijo
R$4.777.772,82 151013,930 R$31,64 R$34,80
Gorgonzola
Queijo
R$1.717.332,72 56630,220 R$30,33 R$33,36
Camembert
Queijo
R$1.840.041,05 56630,220 R$32,49 R$35,74
Provolone
Fonte: Autores (2018)

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O Diagrama de Fluxo de Caixa é extremamente importante para uma análise efetiva da


viabilidade econômico-financeira de um empreendimento. O Gráfico 3 mostra as entradas e saídas
financeiras entre 2018 e 2026.

Gráfico 3 - Diagrama de Fluxo de Caixa

Fonte: Autores (2018)

Frente a isso, a determinação da Taxa Mínima de Atratividade (TMA) neste estudo se baseou
na taxa Selic atual juntamente com o perfil do empreendedor e o grau de risco destinado ao negócio.
Assim, a taxa Selic utilizada correspondeu a 6,50% (RECEITA FEDERAL, 2018). O perfil do
empreendedor baseia-se no empreendedorismo de oportunidade que consiste em abrir um novo
negócio e com desejo de independência no trabalho. Este tipo de empreendedor esta suscetível a risco
maiores, porém calculados, dessa forma, o risco do perfil do empreendedor correspondeu a10,00%.
Outro fator de determinação da TMA é o risco do negócio. Atualmente, o setor de lácteos no Brasil
é crescente, devido principalmente ao aumento na produção de leite, em especialno estado de Minas
Gerais e no consumo dos derivados do leite, reduzindo assim o nível de risco do negócio na região.
Diante a isso, a taxa de risco do negócio utilizada foi de7,00%. Desta forma, a TMA será a soma das
taxas Selic, perfil do empreendedor e risco do negócio respectivamente, totalizando assim 23,50%
a.a.
Aplicando as equações (1) e (2), temos os valores do VPL e da TIR respectivamente, como mostra
na Tabela 13.

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Tabela 13 - Demonstração do cálculo do VPL e da TIR


Dados Descrição
Taxa Mínima de Atratividade
0,235 (23,5% a.a) (TMA)
-R$2.295.400,00 Investimentos Iniciais
-R$1.138.158,17 Retorno 2018
R$1.258.109,50 Retorno 2019
R$1.395.108,94 Retorno 2020
R$1.529.435,80 Retorno 2021
R$1.683.131,46 Retorno 2022
R$1.893.840,98 Retorno 2023
R$2.093.858,76 Retorno 2024
R$2.399.606,79 Retorno 2025
R$2.673.342,96 Retorno 2026
R$1.171.507,40 Valor presente Líquido
34% TIR
Fonte: Autores (2018)

De acordo com a Tabela 13, o fato do VPL ser positivo e a TIR ser maior que a TMA
calculada, indicam que o empreendimento é economicamente viável. A Tabela 14representa o cálculo
do período de Payback simples. Observando-se o saldo, tem-se que entre 2018 e 2019 houve uma
troca de sinal, o que indica que nesse período haverá o retorno do capital investido.

Tabela 14 - Cálculo do PP simples

Valor Monetário Descrição Saldo


-R$1.138.158,17 Retorno 2018 R$1.138.158,17
R$1.258.109,50 Retorno 2019 R$119.951,33
R$1.395.108,94 Retorno 2020 R$1.515.060,27
R$1.529.435,80 Retorno 2021 R$3.044.496,07
R$1.683.131,46 Retorno 2022 R$4.727.627,53
R$1.893.840,98 Retorno 2023 R$6.621.468,51
R$2.093.858,76 Retorno 2024 R$8.715.327,27
R$2.399.606,79 Retorno 2025 R$11.114.934,06
R$2.673.372,96 Retorno 2026 R$13.788.277,02
Período de Payback ~ 1 ano
Fonte: Autores (2018)

O período de Payback foi calculado através de interpolação linear. O tempo de recuperação


de capital calculado foi de aproximadamente 1 ano. Aplicando a equação (3), o VAUE correspondeu
a R$ 570.116,44. Como o VAUE foi positivo, o empreendimento é economicamente viável.
O Gráfico 4 mostra a Análise de Sensibilidade e Riscos, nesta foi analisada a influência da
variação do volume de vendas (±∆𝑉) em relação à demanda estimada, avaliando se a TIR resultante
para cada variação faz com que o empreendimento ainda seja ou não economicamente viável. Caso

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o volume de vendas for equivalente à demanda projetada, istoé, ∆𝑉 = 0, a TIR resultante é da ordem
de 34% a.a. Como a TIR é maior que a TMA, o projeto é economicamente viável.

Gráfico 4 - Análise de Sensibilidade e Riscos

Fonte: Autores (2018)

Considerando as variações realizadas no volume de vendas, ilustradas noGráfico 4, estas se


mostraram satisfatórias quanto aos retornos financeiros obtidos para os incrementos de 10% e 15%,
bem como para possíveis quedas nas vendas de 10% e 15%. Isto revela a consistência de planejamento
do empreendimento, estando este preparado para situações favoráveis ou adversas de mercado.
Entretanto, para uma variação negativa de 20% nas vendas, a implantação do empreendimento se
torna economicamente inviável com uma TIR de 18,87% a.a. inferior a TMA calculada. Para um 𝛥𝑉>
10%, faz-se necessário investir em equipamentos adicionais a fim de reduziro leadtime de produção,
objetivando atender a demanda. Caso o volume de vendas real seja 15 % menor que a demanda
projetada, o empreendimento torna-se inviável economicamente. Dessa forma, a faixa ideal do
volume de vendas em relação à demanda projetada encontra-se para um 𝛥𝑉 = ±10%.

5 CONCLUSÃO
O presente estudo aplicou métodos de engenharia econômica em busca da viabilidade da
implantação de uma fábrica de queijos especiais na mesor região mineira do Alto Paranaíba. Como
se tratou de um projeto de empreendimento, foram calculados e estimados os seguintes dados de
entrada: demanda projetada, a partir de dados de pesquisas de mercado realizada pela ABIQ em 2014,

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o investimento inicial, os custos totais de produção, despesas administrativas, custo unitário e o preço
de venda unitário do portfólio de produtos a serem produzidos pela agroindústria.
Diante de tais dados de entrada, foi possível chegar a um Diagrama do Fluxo de Caixa, que
auxiliou nos cálculos da TIR, do VPL, VAUE, Payback e Análise de Sensibilidade e Risco. Obteve-
se como resultado uma TIR maior que a TMA estabelecida demonstrando, portanto, a viabilidade do
projeto. Além disso, tanto o VPL, que traz toda a projeção para o tempo atual, quanto o VAUE, que
divide toda a projeção em parcelas uniformes, trouxeram resultados maiores que zero, o que mostra
que o projeto é viável. Porfim, obteve-se o Payback, ou seja, o tempo de retorno do investimento, em
aproximadamente 1 ano. Esse tempo é menor que o projetado e considerado bom para esse tipo de
investimento, comprovando, portanto, a viabilidade do projeto. Através da Análise de Sensibilidade
e Riscofoi possível estimar até que ponto o projeto é viável em relação às condições de contorno e às
variações e incertezas na demanda projetada.

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