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Universidade do Estado do Pará

Centro de Ciências Sociais e Educação

Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia

Daniela Sousa

RESUMO

Belém/PA

Setembro/2018
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo:
Moderna, 1999. p. 14-18

Aranha (1999) inicialmente argumenta que para a maioria das pessoas o


homem culto é aquele que tem instrução, que frequentou a escola, que tem
conhecimento científico. Para ela este pensamento é resultado de uma
sociedade que separa o trabalho humano em atividades intelectuais e manuais,
mas que isso é uma questão de cultura. A autora define a cultura como sendo
resultado de tudo que o homem produz, um conjunto de símbolos elaborado
por um povo de determinado tempo e lugar.

Para Aranha (1999) o animal vive em harmonia com a natureza, pois ele age
de uma forma instintiva que é determinada por condições biológicas e que, por
essa razão, estes não tem história. Mas existem animais que não agem
exclusivamente por instinto ou reflexo por possuírem um comportamento
flexível decorrente de uma inteligência concreta que é imediata e prática. A
autora explica que os animais se diferem do homem porque não dominam o
tempo, não tem a capacidade de inventar, aperfeiçoar ou preservar algo, ou
seja, enquanto o animal permanece inserido na natureza, o homem tem a
capacidade de transforma-la e com isso torna possível a cultura, já que é capaz
de lembrar o que fez no passado e projetar uma ação futura. Sendo assim, a
ação humana se torna fonte de ideias por uma experiência propriamente dita.

Aranha diz que esta transformação da natureza chama-se trabalho e é uma


ação transformadora intencional dirigida por finalidades conscientes, é uma
ação social. Ela afirma que o processo de socialização se inicia por meio da
influência da sociedade, que a condição humana resulta da assimilação de
modelos sociais, da cultura, os valores do homem também situam-se a partir
da sociedade. Para ela existem muitas pessoas que definem sua cultura como
sendo a certa e estranham os hábitos das outras, nos aconselha a aceitar e
respeitar as outras culturas para evitar o etnocentrismo, pois isso geralmente
leva a homofobia. Para ela o homem se autoreproduz pelo fato de a sociedade
exercer uma ação sobre ele e a partir desta ele forma seu caráter. Eles
reproduzem cultura através de relações que estabelecem entre si, sejam estas
de trabalho, políticas ou comunicativas.
Por fim, Aranha (1999) afirma que a cultura é uma criação transmitida de
geração para geração e que a educação a mantém viva e é fundamental para a
humanização e socialização do homem.