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Índice

1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................2

1.1 Objectivos...........................................................................................................2

1.1.1. Geral............................................................................................................2

1.1.2. Específicos...................................................................................................2

2. METODOLOGIA DE PESQUISA............................................................................3

2.1. Metodologia........................................................................................................3

2.2. Tipo de pesquisa.................................................................................................3

3. REVISÃO DA LITERATURA.....................................................................................3

CAPÍTULO I - GARANTIAS DA CONSTITUIÇÃO.....................................................4

1.1. Garantias.............................................................................................................4

1.1.1. Classificação das Garantias Constitucionais Especiais...............................5

1.1.2. As garantias na Constituição moçambicana................................................5

1.1.3. Consequências dessas garantias..................................................................6

2. Controlo da constitucionalidade.................................................................................6

2.1. A Fiscalização da constitucionalidade e da legalidade.......................................6

2.2. Modelo da Fiscalização da Constitucionalidade.................................................7

2.2.1. Modalidades de Fiscalização.......................................................................7

2.2.2. Objecto de Fiscalização...............................................................................8

3. Processos de fiscalização da inconstitucionalidade e ilegalidade.................................8

3.1. Noções e tipos de inconstitucionalidade.............................................................8

3.2. Tipos de inconstitucionalidade...........................................................................9

4. CONCLUSÃO.........................................................................................................12

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.....................................................................13
1. INTRODUÇÃO
Em mais uma indagação académica, é tema de submissão: Garantias da constituição e
sistema de fiscalização da constitucionalidade em Moçambique.

É necessário entender esse conceito antes de tudo mais: constituição é a Lei


Fundamental do Estado. Visto isso, é lógico que existem violações dela, ou
inconformidades. De uma forma genérica e directa é correcto dizer que é necessária a
criação de mecanismos para a defesa dela, esses mecanismos podem ser garantias
internas ou garantias externas.

Tanto a inconstitucionalidade como a constitucionalidade são em sentido lato


conceitos de relação que entram em linha de conta com duas realidades: uma norma
infraconstitucional e uma norma da CRM. Em sentido lato podemos considerar que a
inconstitucionalidade corresponde a uma contrariedade entre uma norma e a CRM.

Importa saber desde já que não é apenas a inconstitucionalidade material que pode ser
total ou parcial, também a inconstitucionalidade orgânica e a formal. Se é certo que
estas afectam o acto em si, não menos seguro é que, afectando-o, vão projectar-se no
seu resultado, designadamente na norma que seja seu conteúdo (por exemplo, há
inconstitucionalidade orgânica parcial se um acto provém de um órgão que não poderia
decretar algumas das normas nele contidas).

1.1 Objectivos
O seguinte trabalho foi elaborado considerando os seguintes objectivos:

1.1.1. Geral

 Falar das garantias da constituição e o sistema de fiscalização


constitucionalidade.

1.1.2. Específicos

 Analisar as garantias da constituição em geral;


 Caracter o sistema de controlo da constitucionalidade na constituição de 2004;
 Compreender os processos da fiscalização da inconstitucionalidade e ilegalidade.

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2. METODOLOGIA DE PESQUISA
Tomando em consideração que a metodologia ilustra o caminho ou os passos pelos
quais a pesquisa se orienta para o alcance dos objectivos definidos, neste caso
específico, iremos abordar aspectos relativos aos procedimentos da pesquisa e seus
instrumentos.

No dizer de Quivy e Campenhoudt, “Importa, acima de tudo, que o investigador seja


capaz de conhecer e de pôr em prática um dispositivo para a elucidação do real, isto é,
no seu sentido mais lato, um método de trabalho. Este nunca se apresentará como uma
simples soma de técnicas que se trataria de aplicar tal e qual se apresentam, mas sim
como um percurso global do espírito que exige ser reinventado para cada trabalho”

2.1. Metodologia
A postura metodológica adoptada na realização deste trabalho, como forma de garantir a
confiabilidade das informações apresentadas, para estruturação desse trabalho são eles:
cientifico investigatório e Dedutivo.

2.2. Tipo de pesquisa


O presente trabalho baseou-se na pesquisa bibliográfica, que permitiu buscar
informação dos documentos públicos e reconhecidos na internet, também informações
advindas de manuais contendo a informação a respeito do tema.

3. REVISÃO DA LITERATURA
Tem como função mostrar as informações disponíveis e definir conceitos sobre
problema de investigação. Neste contexto Kauark e Medeiro (2010, p. 45) referem-se ao
referencial teórico como estudo teórico.

Portanto para que seja possível construir um marco teórico do problema, será abordada
a definição de termos.

Garantia: é um conjunto de instrumentos necessários para a defesa da constituição. A


constituição é a Lei Fundamental do Estado.

Constitucionalidade: é a conformidade dos actos / leis com a constituição.

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Soberania: é um poder político supremo e independente, poder que não está limitado
por nenhum outro, quer interno ou externo. Um Estado soberano não se submete a
ordens de outros Estados que não sejam voluntariamente aceite.

CAPÍTULO I - GARANTIAS DA CONSTITUIÇÃO


O Estado constitucional democrático ficaria incompleto e enfraquecido se não
assegurasse um mínimo de garantias.

1.1. Garantias
Segundo Canotilho (2002), a garantia da constituição é um conjunto de instrumentos
necessários para a defesa da constituição. A constituição é a Lei Fundamental do
Estado. Esses instrumentos podem ser garantias internas ou garantias externas.

Podemos encontrar vários tipos de garantias:

 Garantias internas: as que encontramos dentro de um determinado ordenamento


jurídico;
 Garantias gerais: visam a defesa de toda a ordem constitucional;
 Garantias especiais: visam a defesa de determinados capítulos da CRM;
 Garantias informais: as relacionadas com a ética e o comportamento dos
governantes;
 Garantias institucionais: tem em conta a defesa das instituições;
 Garantias ordinárias: São aquelas que estão relacionadas com a normalidade
constitucional;
 Garantias extraordinárias: as que estão relacionadas com a anormalidade
constitucional (Estado de Sitio e Estado de emergência).

Segundo Ferreira (1998: 132), “Nenhuma validade prática tem os direitos do homem se
não se efectivarem determinadas garantias em sua protecção. As declarações enunciam
os principais direitos do homem, enquanto as garantias constitucionais são os
instrumentos práticos ou os expedientes que asseguram os direitos enunciados”.

Citando Attilio Brunialtti: “...as garantias protegem e amparam o exercício dos direitos
do homem”.

Dito tudo isto, é necessário saber desde já que as garantias constitucionais gerais são as
próprias técnicas da organização dos poderes públicos, que segundo Luigim Palma:

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“a verdadeira garantia constitucional está na organização política e
administrativa, a saber, na própria organização política e administrativa, a
saber, na própria organização dos poderes públicos, gizada de tal sorte, pela
Constituição e pelas leis, que cada um deles encontre na sua acção freios
capazes de detê-los, de constrangê-los a permanecer na ordem jurídica,
segundo os casos, de moderá-los, de eliminá-los, de proteger o cidadão contra
os arbítrios, as precipitações, os abusos, e reparar-lhes os agravos sofridos”.

1.1.1. Classificação das Garantias Constitucionais Especiais


 as garantias criminais preventivas, que são a legalidade da prisão, a
afiançabilidade do delito, a comunicabilidade da prisão, o habeas corpus, a
plenitude da defesa, a inexistência de foro privilegiado e de tribunais de
excepção, a legalidade do processo e da sentença, o júri;
 as garantias criminais repressivas, que abrangem a individualização, a
personalização e a humanização da pena, a inexistência de prisão civil por
dívida, multa ou custas, e a inexistência de extradição de brasileiro e de
estrangeiro por crime político ou de opinião
 as garantias tributárias, que abarcam a legalidade do tributo e a de sua cobrança;
 as garantias civis, abrangendo o mandado de segurança, a assistência judiciária
gratuita, o rápido andamento dos processos nas repartições públicas, a ciência
dos despachos e informações respectivas, a expedição de certidões, o direito de
representação e a acção popular”. Entre essas garantias estão ainda a
irretroactividade da lei e do controle judiciário das leis, amparando as liberdades
privadas do cidadão.

1.1.2. As garantias na Constituição moçambicana


Segundo Canotilho (2002) a Constituição moçambicana de 2004 valorizou o respeito à
pessoa humana e ampliou as garantias civis com novos remédios processuais, a título
exemplificativo o habeas corpus.

As garantias Constitucionais são os remédios que asseguram as liberdades; portanto, os


direitos e garantias se complementam.

Canotilho em seu livro, Direito Constitucional, fala dos princípios-garantia, que se


traduzem no estabelecimento directo de garantias para o cidadão. É lhes atribuída a
densidade de autêntica norma jurídica e em força determinante, positiva e negativa.

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Na sequência das alterações constitucionais de 1990 e com a transição desta para a de
2004 a Constituição moçambicana é considerada uma das mais avançadas do mundo na
parte referente aos direitos individuais e colectivos.

Título XV nos Capítulos I, ocupando-se dos estados de sítio e de emergência, desde o


artigo 282 a 290 e Capitulo II relativo à Revisão da Constituição, que vai de 291 ao
artigo 296, a Constituição trata de garantias constitucionais.

1.1.3. Consequências dessas garantias


 Possibilidade de existencia de crimes políticos e crimes de função (Ministros,
por exemplo). Direito de resistência, com vista à defesa dos valores supremos da
CRM;
 Direito à objecção de consciência (ninguém está obrigado a cumprir leis ou
ordens que chocam com a dignidade da pessoa humana;
 Defesa da ordem e dos valores constitucionais (revisão constitucional), tendo em
conta os limites materiais de revisão;
 Estado de excepção constitucional: nesta situação concreta estaremos perante
uma perturbação da ordem constitucional.

2. Controlo da constitucionalidade
O controlo da constitucionalidade é a verificação por uma autoridade competente, se o
princípio da constitucionalidade foi respeitado, tendo como sanção a possibilidade de
anular ou paralisar o acto inconstitucional.

2.1. A Fiscalização da constitucionalidade e da legalidade


Constitucionalidade é a conformidade dos actos / leis com a constituição. A
Constituição da República de Moçambique de 2004 consagra um princípio da
constitucionalidade, baseado nos seguintes pressupostos:

 Vinculação do exercício da soberania popular às formas fixadas na Constituição;


 Subordinação do Estado à Constituição e à lei;
 Especial vinculação dos órgãos de soberania ao dever de respeitar a Constituição
e à lei;

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 Prevalência das normas constitucionais sobre as restantes normas do
ordenamento jurídico;
 Invalidade das normas contrárias à Constituição;
 Inconstitucionalidade superveniente do direito ordinário contrário à Constituição

2.2. Modelo da Fiscalização da Constitucionalidade


 Fiscalização jurisdicional difusa (controlo sucessivo concreto difuso e
incidental por todos os tribunais (Artigos 214 e 247 da CRM).
 Fiscalização jurisdicional concentrada (controlo abstracto preventivo e
sucessivo), exercido exclusivamente pelo Conselho Constitucional (Artigos 244,
nº 1, alínea a, 245 e 246 da CRM).

2.2.1. Modalidades de Fiscalização


 Fiscalização concreta (Artigo 214 e 247 da CRM).
 Fiscalização preventiva (Artigo 246 da CRM);
 Fiscalização sucessiva abstracta (Artigo 245 da CRM);

2.2.1.1. A fiscalização preventiva


Para Jorge Miranda (1997) a fiscalização preventiva é da competência exclusiva do
Conselho Constitucional e a iniciativa do respectivo processo cabe unicamente ao
Presidente da República. O objecto do controlo preventivo confina-se aos actos
legislativos da Assembleia da República que, nos termos da Constituição, são os únicos
que se sujeitam à promulgação do Presidente da República. O exercício da iniciativa
processual tem como efeito a interrupção do prazo da promulgação. (Artigo 246 da
CRM)

2.2.1.2. A fiscalização concreta


A fiscalização concreta, que é sempre sucessiva, é exercida tanto pelos tribunais como
pelo Conselho Constitucional. Com efeito, qualquer tribunal, independentemente da
respectiva jurisdição, tem o poder-dever de recusar a aplicação, aos casos concretos, de
normas que julgar inconstitucionais ou ilegais, e as decisões jurisdicionais daí
decorrentes são obrigatoriamente remetidas ao Conselho Constitucional que aprecia e
decide em definitivo a questão prejudicial de inconstitucionalidade ou de ilegalidade
suscitada no processo. (Artigo 214 e 247 da CRM).

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2.2.1.3. A fiscalização sucessiva abstracta
Tal como na fiscalização preventiva, compete em exclusivo ao Conselho Constitucional
exercer o controlo sucessivo abstracto. Contudo, a legitimidade processual activa é
reconhecida a várias entidades, designadamente o Presidente da República, o Presidente
da Assembleia da República, um terço, no mínimo, dos deputados da Assembleia da
República, o Primeiro-Ministro, o Procurador-Geral da República, o Provedor de Justiça
e cidadãos perfazendo o mínimo de dois mil.

Neste tipo de fiscalização a acção directa de inconstitucionalidade pode ter por objecto
quaisquer normas vigentes na ordem jurídica interna, desde que emanadas de órgãos do
Estado, podendo a iniciativa do processo ser exercida a todo o tempo da vigência da
norma. (Artigo 245 da CRM)

2.2.2. Objecto de Fiscalização


 Actos normativos dos órgãos do Estado;
 Leis da Assembleia da República;
 Decretos-leis do Governo;
 Decretos normativos do Presidente da República;
 Decretos regulamentares do Governo;
 Avisos do Governador do Banco de Moçambique

3. Processos de fiscalização da inconstitucionalidade e ilegalidade

3.1. Noções e tipos de inconstitucionalidade


A constitucionalidade e inconstitucionalidade designam conceitos de relação: a relação
que se estabelece entre uma coisa, a Constituição, e outra coisa, um comportamento,
que lhe está ou não conforme, que cabe ou não cabe no seu sentido, que tem nela ou não
a sua base. (MIRANDA, 1997)

Resultam do confronto de uma norma ou de um acto com a Constituição, correspondem


a atributos que tal comportamento recebe em face de cada norma constitucional.

Na questão da inconstitucionalidade, segundo Jorge Miranda, apenas é relevante o não


cumprimento de normas constitucionais pelo Estado.

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Portanto: O primeiro termo da relação de inconstitucionalidade é a Constituição: Por
referência a uma norma constitucional determinada, certa norma que rege certo
comportamento; por referência ou certa norma, ou a certo segmento de norma, seja qual
for a sua expressão verbal. Há sempre uma norma violada, e não outra. Pela
inconstitucionalidade, transgride-se uma norma constitucional uma a uma, não se
transgridem todas ao mesmo tempo e de igual modo.

A Constituição, através de qualquer das suas normas em vigor ou, quando tenha
ocorrido revisão constitucional, através de qualquer das suas normas já não em vigor
(mas relativamente a situações produzidas durante o seu tempo de vigência).

O segundo termo é o comportamento do poder público:

 Um comportamento de órgão do poder político ou de entidades públicas.


 Um comportamento de órgão do poder político, e não dos particulares
 Um comportamento de órgãos de poder político no exercício da sua autoridade
própria
 Um comportamento tanto positivo - uma acção - como negativo - uma omissão;
 Um comportamento infraconstitucional, um comportamento subordinado à
Constituição ou, doutra perspectiva, no caso de acto normativo, uma norma
infraconstitucional ou uma norma constitucional - mas esta criada por revisão, e
não uma norma constitucional originária, produto do poder constituinte
(originário).
 Um comportamento, seja qual for o seu conteúdo - normativo ou não normativo,
geral ou individual, abstracto ou concreto.
 Qualquer comportamento de Direito interno, e apenas norma de Direito
internacional quando aplicável na ordem interna.

3.2. Tipos de inconstitucionalidade


A CRM pode ser violada de várias formas, pode ser violada explicitamente (de forma
clara) ou implicitamente (por violação de uma das suas normas ou regras).

A inconstitucionalidade por acção: é a inconstitucionalidade positiva, a que se traduz na


prática, de acto jurídico-público que, por qualquer dos seus elementos, infringe a
Constituição.

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A inconstitucionalidade por omissão: é a inconstitucionalidade negativa, a que resulta
da inércia ou do silêncio de qualquer órgão de poder, o qual deixa de praticar em certo
tempo o acto exigido pela Constituição (CANOTILHO 2002).

A inconstitucionalidade diz-se total ou parcial, consoante afecta todo um acto ou apenas


uma sua parte, seja esta uma norma em face do conjunto das normas de um diploma ou
parte de uma norma e não toda a norma (quando possa proceder-se a tal decomposição e
operar-se depois uma redução ou uma conversão).

A distinção pode também reportar-se ao tempo de aplicação da norma, sendo total então
a inconstitucionalidade que a atinge em todo o tempo de vigência e parcial a que atinge
apenas em determinado, limitado tempo.

Quanto à inconstitucionalidade por omissão, é total aquela que consiste na falta absoluta
de medidas legislativas ou outras que dêem cumprimento a uma norma constitucional
ou a um dever prescrito por norma constitucional e parcial aquela que consiste na falta
de cumprimento do comando constitucional quanto a alguns dos seus aspectos ou dos
seus destinatários.

A inconstitucionalidade material reporta-se ao conteúdo, a inconstitucionalidade formal


à forma do acto jurídico-público (porque a distinção recai dentro da
inconstitucionalidade por acção).

Noutra perspectiva atende-se preferentemente à norma ofendida e qualifica-se então a


inconstitucionalidade de material, quando é ofendida uma norma constitucional de
fundo, de orgânica, quando se trata de norma de competência, e de forma, quando se
atinge uma norma de forma ou de processo.

Não é apenas a inconstitucionalidade material que pode ser total ou parcial, também a
inconstitucionalidade orgânica e a formal. Se é certo que estas afectam o acto em si, não
menos seguro é que, afectando-o, vão projectar-se no seu resultado, designadamente na
norma que seja seu conteúdo (por exemplo, há inconstitucionalidade orgânica parcial se
um acto provém de um órgão que não poderia decretar algumas das normas nele
contidas).

A separação entre inconstitucionalidade originária e superveniente concerne o diverso


momento de edição das normas constitucionais. Se na vigência de certa norma
constitucional se emite um acto (ou um comportamento omissivo) que a viola, dá-se

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inconstitucionalidade originária. Se uma nova norma constitucional surge e dispõe em
contrário de uma lei ou de outro acto precedente, dá-se inconstitucionalidade
superveniente.

A dicotomia inconstitucionalidade presente e inconstitucionalidade pretérita apresenta-


se sob duas feições:

 Inconstitucionalidade presente ou actual como inconstitucionalidade perante


norma constitucional em vigor e inconstitucionalidade pretérita ou póstuma
como inconstitucionalidade perante norma que já não se encontra em vigor;
 Inconstitucionalidade presente como inconstitucionalidade de norma
infraconstitucional em vigor e inconstitucionalidade pretérita como
inconstitucionalidade de norma infraconstitucional que já não se encontra em
vigor (por ter sido revogada ou ter caducado).

A inconstitucionalidade apresenta-se antecedente ou consequente do prisma do seu


apuramento.

A inconstitucionalidade antecedente (contraposta à consequente) vem a ser a que se


divisa através de um juízo de inconstitucionalidade levado a cabo a título específico ou
principal ou que resulta, directa e imediatamente, do confronto de um acto ou
comportamento com a Constituição.

A inconstitucionalidade consequente vem a ser a que decorre como corolário desse


juízo ou a que inquina certo acto por inquinar outro acto de que ele depende.

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4. CONCLUSÃO
Durante o trabalho o grupo virou suas análises para as garantias e o sistema de
fiscalização da constituição, portanto, encerrada a indagação no que tange ao
desenvolvimento temático, contata-se de fundamental e exclusiva importância a
recapitulação directa e objectiva dos pontos que serviram de pilar:

As garantias Constitucionais são os remédios que asseguram as liberdades; portanto, os


direitos e garantias se complementam.

Segundo Jorge Miranda, a constitucionalidade e inconstitucionalidade designam


conceitos de relação: a relação que se estabelece entre uma coisa, a Constituição, e outra
coisa, um comportamento, que lhe está ou não conforme, que cabe ou não cabe no seu
sentido, que tem nela ou não a sua base.

O Tribunal, num caso concreto, ao aplicar uma determinada norma, duvida da


constitucionalidade dessa norma, como tal pode requerer a fiscalização da
constitucionalidade dessa norma através do Ministério Público e se for declarada
inconstitucional pode ser expurgada da ordem jurídica.

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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CANOTILHO, Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição, Almedina,
Coimbra, 2002.

DA COSTA, Cardoso. Elementos da Ciência Política, aditamento, policopiado,


1978/1979

DUVERGER, Maurice. Os Grandes Sistemas Políticos, 1985.

MIRANDA, Jorge. Manual de Direito Constitucional, Tomos I, II, II e IV, Coimbra


Editora, Coimbra, 1997.

MORAIS, Carlos. Curso de Direito Constitucional, Coimbra Editora, 2008.

Legislação Consultada

Constituição da República de Moçambique de 2004.

Constituição da República de Moçambique de 1990.

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