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Nutrição Parenteral

NP – Nutrição Parenteral

As pessoas hospitalizadas podem ter muita dificuldade para se alimentar e


receber os nutrientes adequados, sendo necessário a infusão de dieta
(nutrientes) pela via endovenosa (EV).
Na nutrição parenteral são utilizados micro e macronutrientes, tanto pela via
periférica quanto pela via central. Ou seja, podem ser ministrados glicose,
aminoácidos, eletrólitos, vitaminas e água. Auxiliando, assim, a manter os
controles clínicos, antropométricos e bioquímicos, reduzindo o impacto de
doenças e suas complicações.
Existem dois tipos principais de nutrição parenteral:
 Nutrição parenteral parcial: são administrados apenas alguns tipos de
nutrientes e vitaminas através da veia;
 Nutrição parenteral total: são administrados todos os tipos de nutrientes e
vitaminas através da veia.
NP – Nutrição Parenteral

O tipo de nutrição parenteral pode ser classificada de acordo com a via de


administração:
 Nutrição parenteral central: é feita através de um cateter venoso central,
que é um pequeno tubo que é colocado dentro de uma veia de grande calibre,
como a veia cava, e que permite a administração de nutrientes por um período
superior a 7 dias;
 Nutrição parenteral periférica (NPP): é realizada através de um cateter
venoso periférico, que é colocado em uma veia. Este tipo é mais indicado quando
a nutrição é mantida pelo período de até 10 dias, ou quando não é possível
colocar um cateter venoso central.

Acesso venoso
periférico
Cuidados de Enfermagem

 A bolsa contendo a dieta deve ser mantida em sua embalagem plástica até o
momento da manipulação e sua aclimatação deve ser feita no posto de
enfermagem;
 Deve se eleger uma via para a infusão exclusiva da solução parenteral;
 O sítio de inserção do cateter deverá ser inspecionado para detecção precoce
de complicações relacionadas;
 Confecção do rótulo com nome do paciente, volume total de infusão, data e
hora, gotejamento de acordo com prescrição e nome do profissional que
instalou;
 Realizar desinfecção com álcool à 70% da bomba de infusão;
 Trocar equipo a cada 24 horas;
 Realizar anotação de enfermagem.
Dieta com uso de espessante
Para que o organismo receba os nutrientes necessários para o seu bom
funcionamento, temos que ter o mecanismo da deglutição sem alterações que o
prejudique.
Para o bom funcionamento da deglutição, é necessário que haja a integridade de
um complexo grupo de estruturas interdependentes, as quais executam um
trabalho dinâmico e de curta duração que pode ser dividido nas fases: oral,
preparatória, faríngea e esofágica. Durante o processo da deglutição, podem
ocorrer alterações no seu processo fisiológico ou alterações anatômicas,
podendo ocasionar alguns sintomas que irão caracterizar a disfagia.
A disfagia é caracterizada como sendo uma dificuldade para se alimentar,
comprometendo o funcionamento do organismo. O quadro de disfagia pode ser
temporário ou permanente. Para os dois casos, que devem ser avaliados por um
profissional de saúde, existem soluções para manter a integridade do quadro
metabólico do paciente.
Dieta com uso de espessante
Ao apresentar disfagia o paciente não terá condições de ingerir, deglutir o
alimento, trazendo-lhe consequências à absorção de nutrientes, e a
consistência, textura e viscosidade dos alimentos acabará sendo um grande
empecilho no momento de se alimentar.
Nesse sentido, o paciente necessita de uma fórmula espessante para garantir o
processo alimentar.
Profissionais de saúde indicam a adição de espessante no preparo de alimentos
ofertados à pacientes com disfagia.
Os espessantes são aditivos que melhoram a textura e a consistência dos
alimentos processados, sem modificar de forma significativa suas
propriedades.
Em atenção à variedade de espessantes que não promovem alterações no
alimento em referência à cor, sabor, e aspecto global do alimento, temos:
xantana e carragena.
Dieta com uso de espessante

Xantana: A goma xantana é um aditivo alimentar que não possui proteínas ou


gorduras e se destaca por sua alta contribuição de fibras alimentares. É
produzida pela fermentação do microorganismo Xanthomonas campestris sendo
também encontrado em certos vegetais, como couve-flor ou brócolis, entre
outros. É aplicada principalmente em produtos lácteos, recheios, preparados
de frutas, sorvetes, molhos, panificados e produtos instantâneos. Suas
características físicas são apresentadas na forma de um pó branco, que se
dissolve facilmente na água, independentemente da temperatura. Também
auxiliar para paciente portadores da Síndrome de Sjögren, distúrbio do
sistema imunológico, caracterizado pelo ressecamento frequente dos olhos e da
boca. Nesse caso, a goma xantana também funciona como o complemento ideal,
pois facilita a produção de saliva. Exceder a quantidade pode causar gases,
náusea, tontura e distensão abdominal.
Dieta com uso de espessante
Carragena: Extraída de algas vermelhas (Rhodophyceae principalmente das
espécies Kappaphycus e Euchema). Utilizada em géis vegetais (tipos Kappa e
Iota), produtos lácteos, sorvetes, confeitos, panificados, cárneos, recheios e
preparados de fruta. Solúvel a frio e a quente. Na água, apresenta-se
tipicamente como hidrocolóide com propriedades espessantes e gelificantes. No
leite, tem ainda a propriedade de reagir com as proteínas e fornecer funções
estabilizantes.
A carragena possui uma capacidade única de formar uma ampla variedade de
texturas de gel à temperatura ambiente: gel firme ou elástico; transparente ou
turvo; duro ou mole; termorreversível ou estável ao calor; alta ou baixa
temperatura de fusão/gelificação. Quanto à estrutura e propriedades: Kappa –
gel rígido, quebradiço, termorreversível, alta força de gel, apresenta sinérese.
Iota – gel elástico, termorreversível, não apresenta sinérese, propriedade
tixotrópica. Lambda – solúvel a frio, não gelificante, produz altas viscosidades.
Xanthomonas campestris
Xantana

Algas vermelhas Carragena


Diferentes intolerâncias

Intolerância à lactose: a enzima lactase é produzida pelas vilosidades


intestinais as quais guarnecem o intestino delgado e que por sua vez, possui
função de destruir as ligações entre a glicose e galactose promovendo a
digestão desses açúcares normalmente.
A deficiência de lactase conduz à má digestão de lactose e consequente
intolerância.
Nos pacientes com intolerância à lactose, há uma produção inadequada ou
danificada de lactase; assim, a lactose permanece não digerida no sistema
digestivo. A não degradação da lactose passa pelo cólon, é fermentada por
bactérias, havendo produção de ácidos orgânicos de cadeia curta e gases,
resultando em cólicas, dor e diarreia.
Galactosemia: é o nível elevado de galactose no sangue. É um distúrbio do
metabolismo de carboidratos causado pela falta de uma das enzimas (a
galactoquinase) necessárias para metabolizar a galactose um tipo de açúcar que
forma um açúcar mais complexo denominado lactose (o açúcar do leite).
Um metabólito tóxico para o

fígado e para os rins se

acumula. O metabólito

também danifica o cristalino,

causando catarata. A

galactosemia ocorre quando

os pais transmitem aos filhos

um gene defeituoso que causa

esse distúrbio.
Soja: a alergia a soja ocorre quando o sistema imunológico identifica as
proteínas da soja como prejudiciais liberando histaminas, que causam os
sintomas alérgicos. Os sinais e sintomas comuns da alergia a soja podem incluir:
erupções cutâneas; sibilos ou tosse; prurido e problemas digestivos (náusea,
vômito ou diarreia).

Glúten: encontrado em grãos de trigo, cevada e centeio, o glúten nada mais é do


que a junção de duas proteínas, a gliadina e a glutelina. O nutriente tem a
função de deixar a massa mais elástica e resistente. De acordo com a legislação
brasileira, todos os fabricantes são obrigados a colocar em seus rótulos se há
ou não o ingrediente na composição. Pessoas alérgicas ao glúten podem
apresentar: cólicas estomacais ou diarreia; coceira na pele logo após consumir o
alimento; inchaço na garganta; cefaleia; dispneia e urticária.

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