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Materiais de Construção Civil II

Unidade 3 – Argamassa e revestimentos

Eng. MSc. Raylane Castoldi


raylane.castoldi@kroton.com.br

2019
Revestimento
Tipos de revestimento
• Revestimento em argamassa
• Revestimentos cerâmicos
• Pedras naturais
• Revestimento de gesso

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Argamassa de Revestimento
Definição

Argamassa de revestimento é utilizada para revestir paredes, muros e


tetos, os quais, geralmente, recebem acabamentos como pintura,
revestimentos cerâmicos, laminados, etc.

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Argamassa de Revestimento
Propriedades

ESTADO FRESCO ESTADO ENDURECIDO


massa específica e  aderência
teor de ar  capacidade de
 trabalhabilidade absorver deformações
 retenção de água  resistência
 aderência inicial mecânica
 retração na secagem  durabilidade

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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado fresco
Massa específica e teor de ar incorporado
• Quanto mais leve for a argamassa, mais trabalhável será a longo prazo, o que
reduz o esforço do operário na sua aplicação, resultando em um aumento de
produtividade ao final da jornada de trabalho.
• A massa específica das argamassas no estado fresco é determinada pelo
método da NBR 13278 e representa a relação entre a massa e o volume do
material.

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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado fresco
Trabalhabilidade
Propriedade das argamassas no estado fresco que
determina a facilidade com que elas podem ser
misturadas, transportadas, aplicadas, consolidadas
e acabadas, em uma condição homogênea.
 deixa penetrar facilmente a colher de pedreiro,
sem ser fluida;
 mantém-se coesa ao ser transportada, mas não
adere à colher ao ser lançada;
 distribui-se facilmente e preenche todas as
reentrâncias da base;
 não endurece rapidamente quando aplicada.
Cal e incorporadores de ar – melhoram essa
propriedade.
Flow table
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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado fresco
Retenção de água
• A capacidade da argamassa reter a água de amassamento contra a sucção da
base ou contra a evaporação. A retenção promove a adequada hidratação do
cimento;
• A rápida perda de água compromete a aderência, a capacidade de absorver
deformações, a resistência mecânica e, com isso, a durabilidade e a
estanqueidade do revestimento e da vedação ficam comprometidas.

 Argamassa com aditivo retentor de


água (ésteres de celulose)
 Argamassas mistas de cimento e cal
com aditivo incorporador de ar
 Argamassa de cimento

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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado fresco
Aderência inicial
• Fenômeno mecânico que ocorre em superfícies porosas, pela ancoragem da
argamassa na base, através da entrada da pasta nos poros, reentrâncias e
saliências, seguido do endurecimento progressivo da pasta.
• Depende da trabalhabilidade, retenção água e da base. Depende da interação
entre a argamassa e a base.

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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado fresco
Retração na secagem
• Ocorrem devido à evaporação da água de amassamento e pelas reações de
hidratação e carbonatação dos aglomerates → fissuras!
• As argamassas ricas em cimento apresentam maiores disponibilidades para o
aparecimento de fissuras durante a secagem;
• De uma forma geral, quanto maior o teor de finos, maior a retração pois esses
materiais requerem maior quantidade de água;
• Evitar espessuras das camadas maiores que 2,5 cm.

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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado fresco
Retração na secagem

Alto teor de cimento

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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado endurecido
Desempenho

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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado endurecido
Aderência
É função das propriedades do estado fresco dos procedimentos de execução das
características da base da limpeza superficial.

NBR 13749

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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado endurecido
Aderência

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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado endurecido
Aderência

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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado endurecido
Capacidade de absorver deformações
O revestimento só tem a responsabilidade de absorver as deformações de
pequena amplitude que ocorrem em função da ação da umidade ou da
temperatura.

Depende:
 do módulo de deformação da argamassa;
 da espessura das camadas;
 das juntas de trabalho do revestimento;
 da técnica de execução.

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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado endurecido
Resistência mecânica
Propriedade dos revestimentos suportarem as ações mecânicas de diferentes
naturezas, devidas à abrasão superficial, ao impacto e à contração termo
higroscópica;
Depende do consumo e natureza dos agregados e aglomerantes e da técnica de
execução;
A resistência mecânica aumenta com a redução da proporção de agregado na
argamassa e varia inversamente com a relação água/cimento da argamassa.

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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado endurecido
Permeabilidade
A permeabilidade está relacionada à passagem de água pela camada de
revestimento;
O revestimento deve ser estanque à água, impedindo a sua percolação. Mas, é
recomendável que o revestimento seja permeável ao vapor para favorecer a
secagem de umidade de infiltração.
Depende:
 da natureza da base;
 da composição e dosagem da argamassa;
 da técnica de execução;
 da espessura da camada de revestimento e
 do acabamento final.
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Argamassa de Revestimento
Propriedades no estado endurecido
Durabilidade
É uma propriedade do período de uso do revestimento, resultante das
propriedades do revestimento no estado endurecido e que reflete o desempenho
do revestimento frente as ações do meio externo ao longo do tempo.

Alguns fatores prejudicam a durabilidade do revestimento:


 a fissuração do revestimento;
 a espessura excessiva;
 a cultura e proliferação de microorganismos;
 a qualidade das argamassas;
 a falta de manutenção

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Argamassa de Revestimento
Funções
• proteger os elementos de vedação dos edifícios da ação direta dos agentes
agressivos;
• auxiliar as vedações no cumprimento das suas funções como, por exemplo, o
isolamento termo-acústico e a estanqueidade à água e aos gases;
• regularizar a superfície dos elementos de vedação, servindo de base regular e
adequada ao recebimento de outros revestimentos ou constituir-se no
acabamento final;
• contribuir para a estética da fachada.

Corrigir imperfeição?
Não é função!

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Reboco, revestimento e acabamento
Camada do revestimento

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Reboco, revestimento e acabamento
Camada do revestimento

• Chapisco
Camada de preparo da base, aplicada de forma contínua ou descontínua, com a
finalidade de uniformizar a superfície quanto à absorção e melhorar a aderência
do revestimento.

• Emboço
Camada de revestimento executada para cobrir e regularizar a base, propiciando
uma superfície que permita receber outra camada, de reboco ou de revestimento
decorativo (por exemplo, cerâmica).

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Reboco, revestimento e acabamento
Camada do revestimento

• Reboco
Camada de revestimento utilizada para cobrimento do emboço, propiciando uma
superfície que permita receber o revestimento decorativo (por exemplo, pintura)
ou que se constitua no acabamento final.

• Camada única
Revestimento de um único tipo de argamassa aplicado à base, sobre o qual é
aplicada uma camada decorativa, como, por exemplo, a pintura; também
chamado popularmente de “massa única” ou “reboco paulista” é atualmente a
alternativa mais empregada no Brasil.

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução

As etapas gerais do procedimento de execução do revestimento são:


1. a preparação da base;
2. a definição do plano de revestimento;
3. a aplicação da argamassa e
4. o acabamento das camadas

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução

1. A preparação da base
São as atividades relativas
 à limpeza da estrutura e da alvenaria;
 à eliminação das irregularidades superficiais;
 à remoção das encrustrações metálicas e ao preenchimento de furos.

escovação e lavagem

chapiscamento da base

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução
1. A preparação da base
Chapisco tradicional

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução
1. A preparação da base
Chapisco industrializado

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução
1. A preparação da base
Chapisco rolado

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução

2. A definição de referências do plano o revestimento


Devem ser criadas as referências para a definição do plano a ser obtido, que deve
apresentar angularidade prevista no projeto, em relação aos revestimentos
contíguos de parede, teto e piso;
O plano do revestimento dessas superfícies devem estar em prumo ou em nível e
obedeça às espessuras admissíveis.

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução

2. A definição de referências do plano o revestimento

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução

2. A definição de referências do plano o revestimento

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução

3. Aplicação da argamassa
 A aplicação da argamassa sobre a superfície deve ser feita por projeção
enérgica do material sobre a base, de forma manual ou mecânica;
 Deve ser feita de maneira sequencial, em cada trecho delimitado pelas
mestras;
 Depois de aplicada a argamassa, deve ser feita uma compressão com a colher
de pedreiro, eliminando os espaços vazios e alisando a superfície.

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução

3. Aplicação da argamassa

Aplicação da argamassa “Chapar a Aperto da argamassa


massa”
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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução

3. Aplicação da argamassa

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução

4. Acabamento superficial das camadas


Após ser aplicada a argamassa segue a
atividade do sarrafeamento, que consiste no
aplainamento da superfície revestida,
utilizado uma régua de alumínio apoiada
nos referenciais de espessura, descrevendo
um movimento de vaivém de baixo para
cima;
As taliscas devem ser retiradas e os espaços
deixados por elas, preenchidos

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução

4. Acabamento superficial das camadas


A seguir é executado o desempeno e o
camurçamento.

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução

4. Acabamento superficial das camadas

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Reboco, revestimento e acabamento
Procedimento de execução

4. Acabamento superficial das camadas

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Patologia das Construções
Fissuras em reboco
Aparecem quando sua execução se dá antes da
completa cura do emboço ou mesmo da
alvenaria. Essas fissuras, causadas pela perda de
água nas primeiras idades, surgem quando
material já está seco e mais rígido e sua aparência
é em forma de mapas. Quando o estado se torna
agudo, pode acontecer o desplacamento de
partes da argamassa.

Desplacamento em fachada
Ocorre devido ao processo de movimentação
térmica do sistema de revestimento, tanto a
argamassa quanto as placas cerâmicas das
fachadas podem trincar e em seguida a parte
da fachada afetada pode desplacar.

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Patologia das Construções
Manchas de umidade
A negligência na impermeabilização das áreas molhadas, propicia a passagem da umidade
para outros ambientes e fachadas, causando manchas e trincas.

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Patologia das Construções
Patologias em pinturas

Eflorescência: são manchas brancas que Saponificação: constitui um estágio


surgem pelo fato de o reboco ainda estar seguinte à eflorescência, marcado pelo
úmido no momento da pintura. aspecto pegajoso na tinta.

Bolhas: a tinta é aplicada sobre


Descascamento: caracteriza-se pelo
superfície empoeirada, ou quando há
descolamento da tinta.
várias camadas de pintura antiga.

Enrugamento: quando se aplica uma Crateras: causadas pela diluição


camada grossa de tinta ou uma camada inadequada da tinta ou presença de
sobre outra não completamente seca. óleos na superfície.

Bolor: são manchas escuras causadas


pela presença de umidade na superfície.

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Patologia das Construções
Patologias em acabamentos
Nos acabamentos, alguns problemas acometem os revestimentos cerâmicos, tanto
em ambientes internos, como nas fachadas:
• Empoçamento de pisos, causado pelo caimento errado das placas de
assentamento sobre o substrato em regiões sujeitas à molhagem;
• Descolamento de placas é causado por execução errada do serviço, sem o
espaçamento correto entre as juntas, substrato empoeirado, que gera má
aderência deste com a placa.

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Patologia das Construções
Patologias em acabamentos
Nos acabamentos, alguns problemas acometem os revestimentos cerâmicos, tanto
em ambientes internos, como nas fachadas:
• Empoçamento de pisos, causado pelo caimento errado das placas de
assentamento sobre o substrato em regiões sujeitas à molhagem;
• Descolamento de placas é causado por execução errada do serviço, sem o
espaçamento correto entre as juntas, substrato empoeirado, que gera má
aderência deste com a placa.

A ausência de juntas de dilatação, ou se estas não estiverem


conforme o recomendado pelo fabricante do revestimento, dilatação
e movimentações na estrutura causam fissuras nas placas cerâmicas.

No assentamento de pisos cerâmicos devem ser previstas também as


juntas de dessolidarização. A junta deve ser preenchida com material
selante flexível.
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Patologia das Construções
Patologias em acabamentos
Nos acabamentos, alguns problemas acometem os revestimentos cerâmicos, tanto
em ambientes internos, como nas fachadas:
• Empoçamento de pisos, causado pelo caimento errado das placas de
assentamento sobre o substrato em regiões sujeitas à molhagem;
• Descolamento de placas é causado por execução errada do serviço, sem o
espaçamento correto entre as juntas, substrato empoeirado, que gera má
aderência deste com a placa.

A ausência de juntas de dilatação, ou se estas não estiverem


conforme o recomendado pelo fabricante do revestimento, dilatação
e movimentações na estrutura causam fissuras nas placas cerâmicas.

No assentamento de pisos cerâmicos devem ser previstas também as


juntas de dessolidarização. A junta deve ser preenchida com material
selante flexível.
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Patologias em acabamentos

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