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3 DIRETRIZES, METAS E ESTRATÉGIAS DO PME

O Plano Municipal de Educação teve como documento base o Plano Nacional de


Educação e o Plano Estadual de Educação para que se traçassem metas e
estratégias municipais. E essas diretrizes nos remetem ao significado de rumo,
direção ou caminho, precisamos saber onde queremos chegar nos próximos 10
anos. Para tanto o percurso aqui a ser escolhido e trilhado perpassa pelos atores
sociais locais: educandos, educadores, professores, gestores, comunidade e
sociedade civil organizada para o desenvolvimento das políticas de educação
municipal.

Após a construção do texto analítico e da análise situacional do município e da


educação, inicia-se o processo de elaboração das diretrizes, metas e estratégias,
conforme a estrutura balizada na Lei nº 13.005/2014.

Neste contexto seguem as dez diretrizes existentes no Plano Nacional de Educação


e, consequentemente, as metas e estratégias traçadas para o Plano Municipal de
Educação (PME):

I – erradicação do analfabetismo;
II – universalização do atendimento escolar;
III – superação das desigualdades educacionais, com ênfase na
promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de
discriminação;
IV – melhoria da qualidade do ensino;
V – formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores
morais e éticos em que se fundamenta a sociedade;
VI – promoção do princípio da gestão democrática da educação pública;
VII – promoção humanística, científica, cultura e tecnológica do País;
VIII – estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em
educação como proporção do Produto Interno Bruto – PIB, que assegure
atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e
equidade;

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IX - valorização dos (as) profissionais da educação; e
X - promoção dos princípios de respeito aos direitos humanos, à
diversidade e à sustentabilidade socioambiental.

3.1 DIRETRIZES, METAS E ESTRATÉGIAS DO PME

As estratégias aqui pensadas para o Plano Municipal de Educação tiveram como


ponto de partida o documento base o Plano Nacional de Educação (PNE) e o Plano
Estadual de Educação (PEE) que trata das metas nacionais e estaduais, chegando
as municipais. A elaboração deste Plano de Educação parte do compromisso e do
respeito, da valorização dos profissionais que atuam na educação.

3.1. Educação Infantil

Meta 1.: Universalizar, até 2016, a Educação Infantil na pré-escola para as crianças
de 4 a 5 anos de idade e ampliar a oferta de Educação Infantil em Creches de forma
a atender, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento) das crianças a partir de 1 ano e
meio a 3 (Três) anos, até o final da vigência deste PME.

Estratégias:

1.1 Garantir o atendimento de educação infantil, tanto das populações do campo


quanto da sede, nos respectivos espaços de vida escolar, redimensionando,
quando for o caso, a nucleação de escolas e o deslocamento de crianças de
modo atender às especificidades dessas comunidades.

1.2 Intensificar de modo integrativo com a União, o Estado e os municípios, a partir


do primeiro ano de vigência do PME, o programa nacional de reestruturação e
rquisição e construções de escolas com Equipamentos para a Rede Escolar
Pública de Educação Infantil, em áreas rurais e urbanas, bem como a
aquisição de equipamentos e mobiliários, respeitando as normas de
acessibilidade e melhoria da qualidade da rede física de ensino.

1.3 Promover a busca ativa de crianças em idade correspondente à educação


infantil, do campo e da cidade, em parceria com órgãos públicos de assistência
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social, saúde e proteção à infância, preservando o direito de opção da família
em relação às crianças de até 3 (três) anos.

1.4 Preservar as especificidades da educação infantil na organização das redes


escolares, salvaguardadas as diferenças entre aspectos culturais entre campo
e cidade, garantindo o atendimento da criança de 0 (zero) a 5 (cinco) anos em
estabelecimentos de ensino que atendam aos parâmetros nacionais de
qualidade, e à articulação com a etapa escolar seguinte, visando ao ingresso
da criança de 6 (seis) anos de idade completos no ensino fundamental.

1.5 Criar, até o fim do primeiro ano de vigência do PME, um setor específico dentro
da Secretaria Municipal de Educação, para o suporte à Educação Infantil.

1.6 Fomentar e subsidiar a elaboração, de modo participativo, no âmbito do


Conselho Municipal de Educação, de diretrizes e orientações para a
organização e funcionamento de instituições de Educação Infantil, na rede
municipal de educação, em cumprimento à legislação em vigor.

1.7 Estabelecer, a partir do primeiro ano de vigência do PME, normas,


procedimentos e prazos para a realização de chamada escolar/senso anual da
demanda por creches e pré-escolas.

1.8 Estimular em regime de colaboração entre a União, o Estado e os municípios


baianos, até o fim da vigência do PME, a oferta, com qualidade de vagas para
a creche e pré-escola nas redes públicas de Educação Infantil, conforme os
Parâmetros Nacionais de Qualidade e as especificidades de cada município.

1.9 Assegurar a ampliação da oferta de vagas em regime de tempo integral em


creches e pré-escolas da rede pública de ensino, de modo que
progressivamente todas as crianças de 1 ano e meio a 5 (cinco) anos tenha
acesso ao ensino integral conforme estabelecido nas Diretrizes Curriculares
Nacionais da Educação Infantil.

1.10 Formular e executar, a partir do segundo ano de vigência do PME, políticas


públicas de formação inicial e continuada para professores, coordenadores
pedagógicos, gestores escolares e demais profissionais de educação que
trabalham em instituições de Educação Infantil (creche e pré-escolas), de modo

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que progressivamente o atendimento na Educação Infantil seja realizado por
profissionais com formação em nível superior (Licenciatura em Pedagogia).

1.11 Fazer com que todo o município tenha, até 2020, sua política pública para
Educação Infantil consolidada, em acordo com a legislação em vigor, com base
nas diretrizes e orientações nacionais, bem como nas normas complementares
estaduais e municipais.

1.12 Criar e implementar, a partir do segundo ano de vigência deste PME a


avaliação da Educação Infantil, a ser realizada a cada dois anos, com base nos
indicadores da qualidade na educação infantil orientados pelo MEC, a fim de
aferir a infraestrutura física, o quadro de pessoal, as condições de gestão, os
recursos pedagógicos, a situação de acessibilidade, entre outros indicadores
relevantes.

1.13 Garantir o acesso à educação infantil aos (às) alunos (as) com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação e
fomentar a oferta do atendimento educacional especializado complementar e
suplementar, assegurando a educação bilíngue para crianças surdas e a
transversalidade da educação especial nessa etapa da educação básica.

1.14 Garantir alimentação escolar adequada para todas as crianças atendidas nas
instituições de Educação Infantil pública e conveniadas.

1.15 Garantir que a docência na Educação Infantil seja exercida por um professor
habilitado, conforme a legislação educacional em vigor.

1.16 Fomentar a criação e ampliação do acervo literário, de brinquedos, de jogos,


de instrumentos musicais/sonoros, de tecnologias educacionais, de materiais e
objetos educativos nas escolas de Educação infantil, para garantir à criança o
acesso a processos de construção, articulação e ampliação de conhecimentos
e aprendizagens de/em diferentes linguagens.

1.17 Promover projetos e ações, em caráter complementar, com foco no


desenvolvimento integral das crianças de até 3 (três) anos de idade,
articulando as áreas de educação, saúde e assistência social.

1.18 Garantir transporte escolar de qualidade para os alunos da educação infantil da


rede pública municipal de ensino, durante toda vigência deste PME.
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3.2. Ensino Fundamental

Meta 2: Universalizar o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos para toda a população


de 6 a 14 anos e garantir que pelo menos 60% (noventa e por cento) dos alunos
concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste
PME.

Estratégias:

2.1 promover a busca ativa de crianças e adolescentes fora da escola, no campo


e na cidade, em parceria com órgãos públicos de assistência social, saúde e
proteção à infância, adolescência e juventude;

2.2 desenvolver tecnologias pedagógicas que combinem, de maneira articulada,


a organização do tempo e das atividades didáticas entre a escola e o ambiente
comunitário, considerando as especificidades curriculares, seja no âmbito das
escolas urbanas e do campo.

2.3 empreender junto à Secretaria Municipal de Educação, a articulação e


colaboração com a Secretaria Estadual de Educação, até o final do 1º (primeiro)
ano de vigência deste PME, para elaborar e encaminhar ao Conselho Municipal
de Educação, proposta de direitos e objetivos de aprendizagem e
desenvolvimento para os (as) alunos (as) do ensino fundamental, considerada o
caráter específico das localidades onde se situam as escolas;

2.4 criar mecanismos que privilegiem o acompanhamento individualizado dos


(as) alunos (as) do ensino fundamental com dificuldade de aprendizagem;

2.5 disciplinar no âmbito das redes de ensino, a participação dos docentes e


gestores escolares na organização do trabalho pedagógico e das ações de
gerenciamento, sobretudo nas responsabilidades adstritas às atividades
previstas nos arts. 12 13 e 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, cabendo a Secretaria Municipal de Educação a responsabilidade de
emissão das normas pertinentes ao assunto, de forma conjunta com os
Conselhos Municipais de Educação;

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2.6 incentivar a participação dos pais ou responsáveis no acompanhamento das
atividades escolares dos filhos por meio do estreitamento das relações entre as
escolas e as famílias;

2.7 implementar formas alternativas de oferta do ensino fundamental, garantida a


qualidade, para atender aos filhos e filhas de profissionais que se dedicam a
atividades de caráter itinerante e aquelas associadas as famílias agrícolas;

2.8 promover atividades de desenvolvimento e estímulo a habilidades esportivas


nas escolas, interligadas a um plano de disseminação do desporto educacional e
de desenvolvimento esportivo nacional;

2.9 articular com as Instituições de Ensino Superior (IES) programas de formação


continuada e inicial de professores alfabetizadores, para atender as diferentes
modalidades da educação do campo para jovens e adultos, língua portuguesa
como segunda língua para surdos e libras como primeira língua;

2.10 assegurar que o respeito à pessoa humana, independentemente, da


diversidade cultural, religiosa, etnia e orientação sexual, sejam objetos de
tratamento didático-pedagógico na escola.

2.11 apoiar a organização pedagógica, o currículo e as práticas pedagógicas das


classes multisseriadas, quando houver;

2.12 promover a criação de programas e ações de correção de fluxo do ensino


fundamental, por meio do acompanhamento individualizado do (a) aluno (a) com
rendimento escolar defasado e pela adoção de práticas como aulas de reforço no
turno complementar, estudos de recuperação, de forma a reposicioná-lo no ciclo
escolar de maneira compatível com sua idade;

2.13 Garantir transporte escolar de qualidade para os alunos do ensino


fundamental da rede pública municipal de ensino, durante toda vigência deste
PME;

2.14 garantir material humano capacitado para manter os espaços de biblioteca e


laboratórios de ciências e informática funcionando de forma adequada;

3.3. Ensino Médio

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Meta 3: Fomentar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a
17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PME, a taxa líquida de
matrículas no Ensino Médio para 85%.

Estratégias:

3.1. apoiar programa estadual de renovação do ensino médio;

3.2. apoiar programas de educação e de cultura para a população urbana e do


campo de jovens da faixa etária de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos, e de
adultos;

3.3. auxiliar a rede estadual na expansão das matrículas gratuitas de ensino médio
integrado à educação profissional, observando-se as peculiaridades das
populações do campo.

3.4. apoiar a fruição de bens e espaços culturais, de forma regular, bem como a
ampliação do acesso a cultura corporal e a prática esportiva, integrada ao
currículo escolar.

3.5. auxiliar na busca ativa da população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos fora


da escola, em articulação com os serviços de assistência social, saúde e
proteção à adolescência e à juventude;

3.6. auxiliar no redimensionamento da oferta de ensino médio nos turnos diurno e


noturno, bem como a distribuição territorial das escolas de ensino médio, de
forma a atender a toda a demanda, de acordo com as necessidades
específicas dos (as) alunos (as);

3.7. auxiliar na implementação de políticas de prevenção à evasão motivada por


preconceito ou quaisquer formas de discriminação, criando rede de proteção
contra formas associadas de exclusão;

3.8. apoiar e estimular a participação dos adolescentes nos cursos das áreas
tecnológicas e científicas;

3.9. colaborar com a implementação da oferta de escolas do ensino médio no


campo com a criação de escolas de ensino médio e/ou vinculação dos
anexos das escolas do campo;

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3.4. Educação Especial/Inclusiva

Meta 4: Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com


deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades ou
superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional
especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia do
sistema educacional inclusivo, sala de recursos multifuncionais, classes, escolas ou
serviços especializados, públicos ou conveniados.

Estratégias:

4.1. acompanhar a inserção dos dados dos alunos com necessidades educacionais
especiais no censo escolar de modo que não haja prejuízo no computo da
matrícula desses alunos, na educação básica regular oferecidas nas
instituições municipais, estaduais, particulares e filantrópicas;
4.2. Implementar o Atendimento Educacional Especializado(AEE) em 100% das
Escolas da Rede Pública Municipal, compreendendo a educação Infantil,
Ensino Fundamental e a Educação de Jovens e Adultos;

4.3. Assegurar o acesso, permanência e qualidade do atendimento dos estudantes


públicos alvo da Educação Especial nas escolas da Rede Pública Municipal
em tempo parcial ou integral conforme estabelecido em lei, e em parcerias
com a família, a comunidade, os órgãos públicos de assistência social, saúde
e proteção à infância, adolescência e à juventude, no redimensionamento e
na execução do Projeto Político Pedagógico das Escolas;

4.4. Garantir o atendimento escolar de 0 a 03 anos de crianças especiais, na


perspectiva de estimulação precoce para o desenvolvimento dos estudantes
públicos alvo da educação Infantil;

4.5. Estimular a criação de centro multidisciplinar de apoio, pesquisas e assessoria,


articulados com instituições acadêmicas e integrados por profissionais das
áreas de saúde, assistência social, psicologia para apoiar o trabalho dos

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professores da educação básica com alunos com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação;

4.6. Promover a articulação intersetorial entre órgãos e políticas públicas de saúde,


assistência sociais e direitos humanos, em parceria com as famílias, com o
fim de desenvolver modelos de atendimento voltados à continuidade do
atendimento escolar, na educação de jovens e adultos, das pessoas com
deficiência e transtornos globais do desenvolvimento com idade superior à
faixa etária de escolarização obrigatória.

4.7. Apoiar e capacitar a equipe de profissionais da educação (profissionais de apoio


ou auxiliares e professores do regular) para atender à demanda do processo
de escolarização dos estudantes com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação;

4.8. Promover à ampliação progressiva da jornada de professores que atuam no


atendimento educacional especializado e em salas multifuncionais, para 40
(quarenta) horas semanais para uma única escola, de modo a articular melhor as
atividades do AEE e do ensino comum regular;

4.9. Manter e ampliar programas suplementares que promovam a acessibilidade nas


instituições públicas, para garantir o acesso e a permanência dos alunos com
deficiência por meio da adequação arquitetônica, da oferta de transporte
acessível e da disponibilização de material didático próprio e de recursos de
tecnologia assistiva, assegurando, ainda, no contexto escolar, em todas as
etapas, níveis e modalidades de ensino, a identificação dos alunos com altas
habilidade ou superdotação;

4.10. implementar o sistema de avaliação institucional e de aprendizagem junto as


instituições públicas e privadas que prestam atendimento aos estudantes
públicos alvo da Educação Especial, aperfeiçoando os mecanismos de
acompanhamento pedagógicos, para torná-lo instrumento efetivo de

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planejamento, intervenção administrativa e pedagógica, acompanhamento e
gestão da política Educacional da Educação Especial;

3.5 Política da Alfabetização

Meta 5: Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º (terceiro) ano do


ensino fundamental.

Estratégias:

5.1. assegurar a alfabetização de crianças do campo e da sede do município


e populações itinerantes, com a produção de materiais didáticos específicos
de modo coletivo, e desenvolver instrumentos de acompanhamento;

5.2. incluir no funcionamento das escolas do campo e da cidade a análise


dos instrumentos de avaliação nacional da alfabetização das crianças, a ser
objeto de discussão nos trabalhos pedagógicos, bem como estimular as
escolas a criarem seus respectivos instrumentos de avaliação e
monitoramento, implementando medidas pedagógicas para alfabetizar todos
os alunos e alunas até, no máximo, o final do terceiro ano do ensino
fundamental;

5.3. instituir regime de colaboração entre a secretaria de educação e os


movimentos sociais da educação do campo, com a finalidade de ampliar e
consolidar os processos de alfabetização para as crianças do campo;

5.4. promover e estimular a formação inicial e continuada de professores (as)


para a alfabetização de crianças, com o conhecimento de novas tecnologias
educacionais e práticas pedagógicas inovadoras, estimulando a articulação
entre programas de pós-graduação e ações de formação continuada de
professores (as) para a alfabetização;

5.5. apoiar a alfabetização das pessoas com deficiência, considerando as


suas especificidades, inclusive a alfabetização bilíngue de pessoas surdas;

5.6. estruturar os processos pedagógicos de alfabetização, nos anos iniciais


do ensino fundamental, articulando-os com as estratégias desenvolvidas na
pré-escola, com qualificação e valorização dos (as) professores (as)
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alfabetizadores e com apoio pedagógico específico, a fim de garantir a
alfabetização plena de todas as crianças;

5.7 Assegurar permanência do professor no Ciclo de Alfabetização;

3.6 Educação Integral

Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por
cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por
cento) dos (as) alunos (as) da educação básica.

Estratégias:

6.1. promover, com o apoio da União e Estado, a oferta de educação básica


pública em tempo integral, por meio de atividades de acompanhamento
pedagógico e multidisciplinares, inclusive culturais e esportivas, de forma que
o tempo de permanência dos (as) alunos (as) na escola, ou sob sua
responsabilidade, passe a ser igual ou superior a 7 (sete) horas diárias
durante todo o ano letivo;

6.2. buscar parcerias com União e o Estado, para em regime de colaboração,


criar condições de permanência dos (as) alunos (as) na escola, adequando
os espaços necessários para realização das atividades propostas pelo
programa escola em tempo integral bem como, a ampliação e reestruturação
das escolas públicas, por meio da instalação de quadras poliesportivas,
laboratórios, inclusive de informática, espaços para atividades culturais,
bibliotecas, auditórios, cozinhas, refeitórios, banheiros e outros
equipamentos, produção de material didático e da formação de recursos
humanos para a educação em tempo integral;

6.3. adotar medidas para otimizar o tempo de permanência dos alunos na escola,
direcionando a expansão da jornada para o efetivo trabalho escolar,
combinado com atividades recreativas, esportivas e culturais, sempre
conciliadas com o princípio da contextualização, dos trabalhos
interdisciplinares, com o diálogo prévio respeitadas as diferenças entre o

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campo e as áreas urbanas, bem como as singularidades próprias de cada
cultura;

6.4. ofertar educação em tempo integral para pessoas com deficiência,


transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação
na faixa etária de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos, assegurando
atendimento educacional especializado complementar e suplementar
ofertado em salas de recursos multifuncionais da própria escola ou em
instituições especializadas;

6.5. fomentar a articulação da escola com os diferentes espaços educativos,


culturais e esportivos e com equipamentos públicos, como centros
comunitários, bibliotecas, praças e pontos históricos;

3.7 Aprendizado Adequado na Idade Certa

Meta 7: Fomentar a qualidade da educação básica municipal em todas as etapas e


modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as
seguintes médias estaduais para o Ideb:

IDEB 2015 2017 2019 2021


Anos iniciais do ensino fundamental 5,2 5,5 5,7 6,0

Anos iniciais do ensino fundamental (4,6) (4,9) (5,1) (5,3)


(4,3 – Bahia)

Anos iniciais do ensino fundamental ( ( ( (4,9)


(3,8 - Andorinha)

Anos finais do ensino fundamental 4,7 5,0 5,2 5,5

Anos finais do ensino fundamental (4,0) (4,3) (4,5) (4,8)


(3,4 – Bahia)

Anos finais do ensino fundamental ( ( ( (4,6)


(2,6 - Andorinha)

Ensino médio 4,3 4,7 5,2 5,2

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Ensino Medio (2,8 – Bahia) (3,6) (4,1) (4,5) (4,6)

Observação: valores estabelecidos com base na realidade de Andorinha

Estratégias:

7.1. consolidar a educação escolar no campo, respeitando a articulação entre


os ambientes escolares e comunitários de modo a garantir o
desenvolvimento sustentável e preservação da Identidade Cultural, as
práticas socioculturais e as formas particulares de organização;
considerando oferta de programa para a formação inicial e continuada de
profissionais da educação; e o atendimento em educação especial;

7.2. estabelecer e implantar, mediante pactuação interfederativa, diretrizes


pedagógicas para a educação básica municipal e a base nacional comum
dos currículos, com direitos e objetivos de aprendizagem e
desenvolvimento dos(as) alunos(as) para cada ano do ensino
fundamental, respeitada a diversidade regional e local;

7.3. assegurar que:

a) no quinto ano de vigência deste PME, pelo menos 70% (setenta por cento) dos
(as) alunos (as) do ensino fundamental tenham alcançado nível suficiente de
aprendizado em relação aos direitos e objetivos de aprendizagem e
desenvolvimento de seu ano de estudo, e 50% (cinquenta por cento) pelo
menos, o nível desejável;

b) no último ano de vigência deste PME, todos os (as) estudantes do ensino


fundamental tenham alcançado nível suficiente de aprendizado em relação aos
direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de seu ano de estudo,
e 80% (oitenta por cento), pelo menos, o nível desejável;

7.4. criar e implementar um conjunto de indicadores de avaliação institucional


com base no perfil do alunado e do corpo de profissionais da educação,
nas condições de infraestrutura das escolas, nos recursos pedagógicos
disponíveis, nas características da gestão e em outras dimensões

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relevantes, considerando as especificidades das modalidades de ensino
ofertadas pelo município

7.5. induzir processo contínuo de autoavaliação das escolas de educação


básica municipal, por meio da constituição de instrumentos de avaliação
que orientem as dimensões a serem fortalecidas, destacando-se a
elaboração de planejamento estratégico, a melhoria contínua da qualidade
educacional, a formação continuada dos (as) profissionais da educação e
o aprimoramento da gestão democrática;

7.6. formalizar e aderir aos planos de ações articuladas dando cumprimento às


metas de qualidade estabelecidas para a educação básica até os anos
finais do ensino fundamental público e às estratégias de apoio técnico e
financeiro voltadas à melhoria da gestão educacional, à formação de
professores e professoras e profissionais de serviços e apoio escolar, à
ampliação e ao desenvolvimento de recursos pedagógicos e à melhoria e
expansão da infraestrutura física da rede escolar municipal;

7.7. desenvolver políticas na rede visando atingir as metas do IDEB,


diminuindo a diferença entre as escolas com os menores índices e a
média estadual e nacional, garantindo equidade da aprendizagem e
reduzindo essa diferença pela metade, até o último ano de vigência deste
PME;

7.8. incentivar o desenvolvimento das tecnologias educacionais voltadas para


a educação infantil, o ensino fundamental e Educação de Jovens e
Adultos (EJA), incentivando práticas pedagógicas inovadoras que
assegurem a melhoria do fluxo escolar e a aprendizagem;

7.9. garantir transporte gratuito para todos (as) os (as) estudantes da creche,
educação infantil, ensino fundamental I e II, EJA (Eixos I, II, III, IV e V) na
faixa etária da educação escolar obrigatória, mediante renovação e
padronização integral da frota de veículos, de acordo com especificações
definidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia -
INMETRO, adquiridos através do programa Caminho da Escola,

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financiados pela União, visando a reduzir a evasão escolar e o tempo
médio de deslocamento a partir de cada situação local;

7.10. universalizar, até o quinto ano de vigência deste PME, o acesso à rede
mundial de computadores em banda larga de alta velocidade e triplicar,
até o final da década, a relação computador/aluno (a) nas escolas da rede
pública de educação básica, promovendo a utilização pedagógica das
tecnologias da informação e da comunicação, desde que seja assegurado
pelo Governo Federal;

7.11. apoiar técnica e financeiramente a gestão escolar visando à ampliação da


transparência e ao efetivo desenvolvimento da gestão democrática;

7.12. aderir aos programas oferecidos pelo Governo Federal e aprofundar ações
de atendimento ao (à) aluno (a), em todas as etapas da educação básica,
por meio de programas suplementares de material didático escolar,
transporte e alimentação escolar;

7.13. assegurar a todas as escolas públicas municipais de educação básica o


acesso a energia elétrica, abastecimento de água tratada, esgotamento
sanitário e manejo dos resíduos sólidos, em cada unidade escolar, garantir
a acessibilidade às pessoas com deficiência;

7.14. institucionalizar e manter, em regime de colaboração, programa municipal


de reestruturação e aquisição de equipamentos para escolas públicas
municipais , visando à equalização regional das oportunidades
educacionais;

7.15. garantir políticas de combate à violência na escola, inclusive pelo


desenvolvimento de ações destinadas à capacitação de educadores para
detecção dos sinais de suas causas, como a violência doméstica e sexual,
favorecendo a adoção das providências adequadas para promover a
construção da cultura de paz e um ambiente escolar dotado de segurança
para a comunidade;

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7.16. implementar políticas de inclusão e permanência na escola para
adolescentes e jovens que se encontram em regime de liberdade assistida
e em situação de rua, assegurando os princípios da Lei no 8.069, de 13 de
julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente;

7.17. garantir nos currículos escolares conteúdos sobre a história e as culturas


afrobrasileira e indígenas e implementar ações educacionais, nos termos
das Leis nos 10.639, de 9 de janeiro de 2003, e 11.645, de 10 de março
de 2008, assegurando-se a implementação das respectivas diretrizes
curriculares nacionais, por meio de ações colaborativas com fóruns de
educação para a diversidade étnico-racial, conselhos escolares, equipes
pedagógicas e a sociedade civil;

7.18. mobilizar as famílias e setores da sociedade civil, articulando a educação


formal com experiências de educação popular e cidadã, com os propósitos
de que a educação seja assumida como responsabilidade de todos e de
ampliar o controle social sobre o cumprimento das políticas públicas
educacionais;

7.19. promover, em consonância com as diretrizes do Plano Nacional do Livro e


da Leitura, a formação de leitores e leitoras e a capacitação de
professores e professoras, bibliotecários e bibliotecárias e agentes da
comunidade para atuar como mediadores e mediadoras da leitura, de
acordo com a especificidade das diferentes etapas do desenvolvimento e
da aprendizagem;

7.20. estabelecer políticas de estímulo às escolas que melhorarem o


desempenho da aprendizagem do aluno, mediante aplicação de avaliação
externa proposta pela Secretaria Municipal de Educação, de modo a
valorizar o mérito do corpo docente, da direção e da comunidade escolar.

3.8 Escolaridade Média

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Meta 8:Colaborar com a elevação de escolaridade média da população de 18
(dezoito) a 29 (vinte e nove) anos, de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos
de estudo no último ano de vigência deste Plano, para as populações do campo, da
região de menor escolaridade no País e dos 25% (vinte e cinco por cento) mais
pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros declarados à
Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.

Estratégias:

8.1. institucionalizar e aderir até o fim do terceiro ano deste PME política de
educação de jovens e adultos na rede pública de ensino, respeitando as
condições de atendimento às especificidades que demandam os jovens, os
adultos e os idosos, respeitadas as suas situações de vida e identidade;

8.2. colaborar com a garantia do aumento da escolaridade média para a


população do campo, com implicações no que concerne à política curricular
em todos os níveis e modalidades para que tenha oferta pública de serviços
educacionais, contextualizados para a convivência com o semiárido;

8.3. permanecer e/ou aderir a programas de educação de jovens e adultos para os


segmentos populacionais que estejam fora da escola e com defasagem
idade-série, associados a outras estratégias que garantam a continuidade da
escolarização após a alfabetização inicial respeitando as condições culturais
do campo e da cidade, de maneira a se assumir as peculiaridades culturais
como paradigma curricular;

8.4. promover as devidas articulações intersetoriais com as secretarias municipais,


para expansão da escolaridade da população andorinhense, priorizando
estudantes com rendimento escolar defasado e considerando-se as
especificidades dos segmentos populacionais específicos ressaltados a
integração com a educação profissional;

8.5. desenvolver estratégias com ênfase no acompanhamento pedagógico


individualizado e na recuperação e progressão parcial, bem como priorizar
estudantes com rendimento escolar defasado, considerando as
especificidades dos segmentos populacionais envolvidos, valorizando o
ensino aprendizagem;

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8.6. promover o acompanhamento e o monitoramento do acesso à escola, para
ampliar a garantia de frequência e consolidar apoio à aprendizagem, de
maneira a estimular a ampliação do atendimento desses (as) estudantes na
rede pública regular de ensino;

8.7. garantir o acesso gratuito ao ensino fundamental, na modalidade Educação


de Jovens e Adultos (EJA), considerando suas especificidades ao praticar
metodologias adequadas às faixas etárias e diversidade cultural dos seus
sujeitos;

8.8. ofertar atendimento educacional especializado complementar e suplementar


para o público alvo da educação especial matriculado na modalidade EJA, em
salas de recursos multifuncionais da própria escola, de outra escola da rede
pública e/ou em instituições conveniadas e centros de atendimento
educacional especializados;

8.9. adquirir equipamentos para uso e produção de tecnologias digitais e


multimídias na EJA, equipando as escolas com computadores em condições
efetivas de uso e capacitando professores que atuam nesta modalidade para
uso didático-pedagógico das Tecnologias da Informação e Comunicação
(TIC).

8.10. disciplinar, como sendo obrigatória à oferta de componentes curriculares que


tratem do estudo da EJA nos projetos pedagógicos;

8.11. buscar parcerias com as instituições públicas e privadas de ensino a oferta de


cursos de pós-graduação, inclusive na modalidade stricto senso, na área de
Educação de Jovens e Adultos, priorizando a formação dos profissionais que
atuam nesta modalidade de ensino;

3.9 Alfabetização e Alfabetismo Funcional de Jovens e Adultos

Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais


para 70% (setenta por cento) até 2020 e, até o final da vigência deste PME,
erradicar o analfabetismo e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de
analfabetismo funcional.

18
Estratégias:

9.1. realizar o levantamento de dados sobre a demanda por EJA, na cidade e no


campo, para subsidiar a formulação da política pública que garanta o acesso e a
permanência a jovens, adultos e idosos a esta modalidade da educação básica;;

9.2. executar ações de atendimento ao (à) estudante da educação de jovens e


adultos por meio de programas suplementares de transporte, alimentação e
saúde, inclusive atendimento oftalmológico e fornecimento gratuito de óculos,
em articulação com a área da saúde;

9.3. estabelecer mecanismos de acordos entre empregadores, públicos e privados, e


a rede de ensino municipal , para promover a compatibilização da jornada de
trabalho dos empregados e das empregadas com a oferta das ações de
alfabetização e de educação de jovens e adultos;

9.4. articular parcerias intersetoriais entre as políticas de Educação de Jovens e


Adultos com as culturais, para que educandos, educadores/profissionais da EJA
sejam beneficiados por ações que permitam o acesso à expressão e à produção
cultural, em suas diferentes linguagens;

3.10 EJA Integrada à Educação Profissional

Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas de
educação de jovens e adultos, nos ensino fundamental e médio, na forma integrada
à educação profissional.

Estratégias:

10.1. fomentar a integração da educação de jovens e adultos com a educação


profissional, de acordo com as características do público desta modalidade e
considerando as especificidades das populações itinerantes e do campo;

10.2. manter programa de educação de jovens e adultos, em parceria com o


governo federal e Estadual, voltado à conclusão do ensino fundamental e à
formação profissional inicial, de forma a estimular a conclusão da educação
básica;
19
10.3. desenvolver mecanismos para a produção de material didático, com currículos
e metodologias específicas, instrumentos de avaliação, acesso a
equipamentos e laboratórios e a formação inicial e continuada de docentes
das redes públicas que atuam na EJA integrada à educação profissional;

10.4. fomentar a diversificação curricular da educação de jovens e adultos,


promovendo a interrelação entre teoria e prática nos eixos da ciência, do
trabalho, da tecnologia, da cultura e da cidadania, de forma a organizar o
tempo e o espaço pedagógicos adequados às características de jovens e
adultos;

10.5. garantir aumento progressivo de matrícula dos egressos de programas de


alfabetização de jovens e adultos, nos níveis seguintes da educação básica e
ensino profissionalizante, tendo em vista a continuidade dos estudos e a
elevação da escolaridade desses sujeitos;

3.11 Educação Profissional

Meta 11: estimular as matrículas da educação profissional técnica de nível médio,


em pelo menos 40% (quarenta por cento) da expansão no segmento público.

Estratégias:

11.1 Integrar as políticas públicas municipais às políticas estaduais e nacionais para


a Educação Profissional.

11.2 fomentar a expansão da oferta de educação profissional técnica de nível médio


nas redes públicas estaduais de ensino.

11.3 requerer junto ao Estado e União a expansão das matrículas de educação


profissional técnica de nível médio na rede Federal de educação profissional
científica e tecnológica, levando em consideração a responsabilidade dos institutos
na ordenação territorial, sua vinculação com arranjos produtivos, sociais e culturais,
locais e regionais, bem como a interiorização da educação profissional;

20
3.12 Educação Superior

Meta 12: Fomentar a elevação da taxa bruta de matrícula na educação superior para
50% (cinquenta por cento) e a taxa líquida para 33% (trinta e três por cento) da
população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro) anos, assegurada à qualidade da
oferta e expansão para, pelo menos, 40% (quarenta por cento) das novas
matrículas, no segmento público.

Estratégias:

12.1 fortalecer o compromisso de apoio aos estudantes universitários do município


nos diversos campus das cidades circunvizinhas.

12.2 assegurar a preparação de alunos ou egressos do Ensino Médio da rede


pública para ingressar na educação superior.

12.3 Desenvolver programas de incentivo à demanda de licenciaturas


correspondentes às necessidades dos currículos da educação e demais áreas
específicas de Ensino Superior

3.13 Formação de Professores

Meta 13: Garantir, em regime de colaboração entre a União, o Estado e os


Municípios, no prazo de 5 (cinco) anos de vigência deste PME, política municipal de
formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, II e III
do caput do art. 61 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, assegurando que
98% dos professores e as professoras da educação básica possuam formação
específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de
conhecimento em que atuam.

Estratégias:

13.1 implementar programas específicos para formação inicial e continuada,


inclusive em nível de pós-graduação, de profissionais da educação para as escolas
do campo e para a educação especial;

21
13.2 disponibilizar vagas em programas contínuos de aperfeiçoamento da docência
para professores e professoras que atuam na educação do campo e educação
especial;

13.3 criar um banco de dados referente a necessidade de formação de professores


por nível de ensino, etapas e modalidades da Educação, até o fim do segundo ano
de vigência deste PME;

13.4 programar e garantir em regime de colaboração entre União e Estado, as ações


do Plano Estratégico de Formação de Profissionais do Magistério da Rede Pública
de Educação Básica, de modo que garanta a formação em licenciatura à todos os
professores até o quinto ano (5º) de vigência deste PME;

13.5 apoiar os programas federais e estaduais de iniciação à docência a estudantes


matriculados em cursos de licenciatura, a fim de aprimorar a formação de
profissionais para atuar no magistério da educação básica;

13.6 valorizar as práticas de ensino e os estágios nos cursos de formação de nível


médio e superior dos profissionais da educação, visando ao trabalho sistemático de
articulação entre a formação acadêmica e as demandas da educação básica;

13.7 aderir a cursos e programas especiais para assegurar formação específica na


educação superior, nas respectivas áreas de atuação, aos docentes com formação
de nível médio na modalidade normal, não licenciados ou licenciados em área
diversa da de atuação docente, em efetivo exercício;

13.8 aderir a cursos e programas especiais para assegurar formação específica em


educação superior e formação continuada para os demais profissionais da
educação;

13.9 assegurar que os docentes participem de cursos de formação continuada que


tratem das temáticas de diversidade cultural-religiosa, gênero, diversidade e
orientação sexual, Estatuto da Criança e do Adolescente e Direitos Humanos;

3.14 Formação Continuada e Pós-Graduação de Professores

Meta 14: Incentivar a formação em nível de pós-graduação dos professores da


educação básica, até o último ano de vigência deste PME, almejando que todos
22
(as) os (as) profissionais da educação básica tenham formação continuada em sua
área de atuação, considerando as necessidades e demandas da educação
municipal;

Estratégias:

14.1 realizar, em regime de colaboração, o planejamento estratégico para


dimensionamento da demanda por formação continuada e fomentar a respectiva
oferta por parte das instituições públicas de educação superior, de forma
orgânica e articulada à Política Nacional de Formação de Profissionais do
Magistério da Educação Básica (criado pelo Decreto Federal nº. 6.755 de 29 de
janeiro de 2009);

14.2 aderir a programa de composição de acervo de obras didáticas,


paradidáticas e de literatura e de dicionários, e programa específico de acesso a
bens culturais, incluindo obras e materiais produzidos em Libras e em Braille,
sem prejuízo de outros, a serem disponibilizados para os professores e as
professoras da rede pública de educação básica, favorecendo a construção do
conhecimento e a valorização da cultura da investigação;

14.3 apoiar a utilização de portais eletrônicos para subsidiar a atuação dos


professores e das professoras da educação básica;

14.4 fomentar a oferta de cursos de pós-graduação para a formação de


professores de Libras, português escrito para surdos, professores
alfabetizadores em língua portuguesa como segunda língua para surdos,
professores alfabetizadores, para atendimento educacional especializado e
todas as modalidades da educação básica.

3.15 Valorização do professor

Meta 15: Valorizar os (as) profissionais do magistério das redes públicas de


educação básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos (as) demais
profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência
deste PME.

23
Estratégias:

15.1 orientar e acompanhar o Conselho Municipal de Educação e o Conselho do


FUNDEB, na atualização progressiva do valor do piso salarial nacional e a
evolução salarial municipal dos profissionais do magistério público da educação
básica;

15.2 promover e ofertar programas de prevenção e tratamento de doenças


físicas mentais e emocionais características aos trabalhadores e profissionais da
educação, por meio de ações intersetoriais de educação, saúde e assistência
social e criação de plano de saúde;

15.3 revisar o Estatuto do Magistério público e Regime Jurídico Único do


município de Andorinha para atualizar seus pressupostos e categorias;

15.4 criar uma comissão responsável pela Avaliação de Desempenho dos


Profissionais da Educação, visando atender ao PCCR;

3.16 Plano de carreira

Meta 16: Assegurar, no prazo de 3 (três) anos, a revisão e reestruturação do Plano


de Cargos, Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério da rede pública
municipal, tomando como referência o piso salarial nacional profissional, definido em
lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal.

Estratégias:

16.1 considerar as especificidades socioculturais das escolas do campo no


provimento de cargos efetivos para essas escolas;

16.2 reestruturar o Plano de Cargo, Carreira e Remuneração dos profissionais do


magistério do município até o terceiro ano de vigência deste PME de acordo com
os anseios da classe e com a realidade financeira do município;

16.3 prever no plano de carreira dos Profissionais do Magistério do município,


licenças remuneradas e incentivos para qualificação profissional, inclusive em
nível de pós-graduação stricto e lacto sensu, com definições a respeito das

24
prioridades municipais para as licenças e padrões para a formalização de
incentivos;

16.4 acrescentar no Plano de Cargo, Carreira e Remuneração dos Profissionais


do Magistério (PCCR) a concessão de licença remunerada para que os
professores de idiomas das escolas públicas de educação básica realizem
estudos de imersão e aperfeiçoamento nos países que tenham como idioma
nativo as línguas que lecionem;

16.5 estimular a existência de comissões de profissionais da educação de todos


os sistemas de ensino para subsidiar os órgãos componentes na revisão e
reestruturação do PCCR;

3.17 Gestão Democrática do Ensino Público

Meta 17: assegurar condições, no prazo de 2 (dois) anos, para a efetivação da


gestão democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e
desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas
públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto.

Estratégias:

17.1 regulamentar a nomeação dos diretores e diretoras de escola,


estabelecendo critérios técnicos de mérito e desempenho, destacando-se à
gestão da aprendizagem, organização do ensino, valorização do conselho
escolar, pleno cumprimento do período letivo diário, plano coletivo de
recomposição de competências não desenvolvidas pelos estudantes,
organização das ações didáticas e requalificação dos horários destinados ao
planejamento em reuniões pedagógicas, no conjunto das suas atividades;

17.2 adesão aos programas de apoio e formação aos conselheiros do


conselho de acompanhamento e controle social do Fundeb, do conselho de
alimentação escolar e dos conselhos escolares e aos representantes
educacionais em demais conselhos de acompanhamento de políticas
públicas, garantindo a esses colegiados espaço físico adequado,
equipamentos e meios de transporte para visitas à rede escolar, com vistas
ao bom desempenho de suas funções;
25
17.3 criar no Município Fóruns Permanentes de Educação, com o intuito de
coordenar as conferências municipais, bem como efetuar o
acompanhamento da execução do PNE, do PEE e do PME;

17.4 estimular nas escolas da educação básica a constituição e o


fortalecimento de grêmios estudantis e associações de pais, assegurando-
lhes, inclusive, espaços adequados e condições de funcionamento nas
escolas e fomentando a sua articulação orgânica com os conselhos
escolares, por meio das respectivas representações;

17.5 estimular a participação e a consulta de profissionais da educação,


alunos (as) e seus familiares na formulação dos projetos político-
pedagógicos, planos de gestão escolar e regimentos escolares, assegurando
a participação dos pais na avaliação do funcionamento da escola e no
cumprimento do seu papel na formação das crianças e jovens;

17.6 aderir a programas de formação de diretores e gestores escolares, a


fim de subsidiar o trabalho de gestores de modo a se alcançar uma gestão
verdadeiramente democrática;

17.7 planejamento dos recursos públicos destinados a Educação com a


participação dos conselhos: Conselho Municipal de Educação e Conselho do
FUNDEB;

3.18 Investimento Público em Educação

Meta 18: Acompanhar o processo de ampliação do investimento público em


educação pública de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% (sete por cento)
do Produto Interno Bruto - PIB do País no 5o (quinto) ano de vigência do PME e, no
mínimo, o equivalente a 10% (dez por cento) do PIB ao final do decênio, previsto em
lei.

Estratégias:

18.1 garantir fontes de financiamento permanentes e sustentáveis para


todos os níveis, etapas e modalidades da educação básica, de
obrigatoriedade do município, observando-se as políticas de colaboração

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entre os entes federados, em especial as decorrentes do art. 60 do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias e do § 1o do art. 75 da Lei no 9.394,
de 20 de dezembro de 1996, que tratam da capacidade de atendimento e do
esforço fiscal de cada ente federado, com vistas a atender suas demandas
educacionais à luz do padrão de qualidade nacional;

18.2 exigir o acréscimo aos recursos vinculados nos termos do art. 212 da
Constituição Federal, na forma da lei específica, a parcela da participação no
resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo e gás
natural e outros recursos, com a finalidade de cumprimento da meta prevista
no inciso VI do caput do art. 214 da Constituição Federal;

18.3 fortalecer os mecanismos e os instrumentos que assegurem, nos


termos do parágrafo único do art. 48 da Lei Complementar no 101, de 4 de
maio de 2000, a transparência e o controle social na utilização dos recursos
públicos aplicados em educação, especialmente a realização de audiências
públicas, a criação de portais eletrônicos de transparência e a capacitação
dos membros de conselhos de acompanhamento e controle social do
Fundeb, com a colaboração entre o Ministério da Educação, a Secretaria de
Educação do Estado e os Tribunais de Contas da União, do Estado e do
município;

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