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NUNES, Denise Silva. Educação Ambiental: perspectivas e desafios na sociedade de risco.

Disponível em: <https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-ambiental/educacao-


ambiental-perspectivas-e-desafios-na-sociedade-de-risco/>. Acesso em: 21 de fevereiro de
2020.

Resumo: A presente pesquisa aborda a aplicação da educação ambiental na sociedade atual,


bem como principais perspectivas e desafios. Faz-se, ainda, uma breve análise sistemática da
crise ambiental em face da reconstrução da cidadania na sociedade de risco, direcionada para
a sustentabilidade. Para tanto, optou-se pelo método dedutivo de abordagem, através da
técnica de pesquisa bibliográfica. Tendo por objetivo demonstrar as principais características
e a importância da educação ambiental na sociedade atual, de modo a sensibilizar os cidadãos
para formação de uma conscientização ética, a fim de minimizar os efeitos da degradação
ambiental para obtenção de um meio ambiente ecologicamente sadio e equilibrado.

Palavras-chave: Educação Ambiental. Perspectivas. Desafios. Risco.     

“A Natureza pode ser considerada como um processo de interação, que responde as leis,
constituindo um sistema de valores, oferecendo intrínsecas oportunidades e limitações aos
usos humanos.” (Ian L. McHarg)

INTRODUÇÃO 

A preocupação com o meio ambiente vem sendo questionada e centro de tomada de decisões,
pois, a grave problemática ameaça romper com o equilíbrio ecológico do Planeta.

Grande marco a respeito da preocupação ambiental está na Declaração de Estocolmo, de


1972, onde se enunciou, dentre outros, os direitos fundamentais do homem à liberdade, à
igualdade e ao gozo de condições de vida adequadas num meio ambiente de tal qualidade que
lhe permita levar uma vida digna com solene obrigação de proteger e melhorar o meio
ambiente para as gerações presentes e futuras.

Já na Declaração do Rio de Janeiro, de 1992, a formulação é mais sutil, reza que os seres
humanos estão no centro da preocupação com o desenvolvimento sustentável, com direito a
uma vida mais saudável e produtiva, em harmonia com a natureza.
BREVE HISTÓRICO

A sociedade passou por profundas transformações em que a realidade socioeconômica


modificou-se com rapidez junto ao desenvolvimento incessante das economias de massas.

Os mecanismos de produção desenvolveram-se de tal forma a adequar às necessidades e


vontades humanas. Contudo, o homem não mediu as possíveis conseqüências que tal
desenvolvimento pudesse causar.

Não apenas o meio natural foi alterado, como também a globalização e seus mecanismos
trouxeram para grande parcela da população mundial o aumento da pobreza, desigualdade
social, além dentre outros, a exclusão estrutural e cultural, como a perda de identidade cultural
e social, dando lugar ao consumismo cultural.

Ou seja, os avanços tecnológicos não tão adequados e preparados ameaçam aos Direitos
Humanos, onde as classes excluídas sofrem diretamente muito mais com todo este cenário.

SOCIEDADE ATUAL – A CRISE E OS RISCOS

A sociedade atual é caracterizada por uma sociedade de risco ambiental, em que não se sabe
exatamente quais os riscos, quais suas proporções e devidas conseqüências.

 A maximização do lucro e a exploração irracional dos recursos naturais pelo homem


desencadeou uma série de eventos negativos em que a própria vida do planeta se coloca em
risco.

Destarte, o próprio homem se colocou na situação de crise ambiental e sociedade de risco,


pois, os fatos como o advento da industrialização, globalização, crescimento populacional,
guerras mundiais, fixação da cultura do consumismo, falta de estrutura e adequação, dentre
outros, contribuíram para a atual crise ambiental.
Ainda, verifica-se que o modelo capitalista, irracional de exploração e apropriação dos
recursos naturais não apenas alterou o meio natural, mas também houve o desencadeamento
da miséria, de desigualdade social, concentração de renda e a própria violação aos direitos
fundamentais inerentes à pessoa humana. E, também, desestruturou ou extinguiu a identidade
cultural de muitos povos.

Segundo, PHILIPPI Jr., o modelo de desenvolvimento econômico escolhido e assumido pelo


governo brasileiro, nem sempre esteve associado ao meio ambiente, provocando, dentre
outros, o incremento de uma sociedade dita consumista onde impera a força do mercado com
regras que priorizam “ter” e não o “ser”, a quantidade, não a qualidade, de vida ou de
qualquer outro objeto, de onde emerge o vocábulo “descartável”, neologismo que provoca a
geração alucinada de resíduos sólidos, de todos os tipos, tamanhos e matérias. (Fonte:
Urbanização e Meio Ambiente, Suetônio Mota, ABES, RJ, 2003, pg.50)

Isto é, o resultado desse tipo de desenvolvimento tem sido a degradação dos recursos naturais.
Sendo que, respeitar a vida compreende respeitar ao meio ambiente e, sendo assim, o cuidado
com o meio ambiente exige “ultrapassar fronteiras e gerações”, pois requer o “dever de
atuação” da presente geração a fim de resguardar o “direito à vida” das futuras gerações.

DIREITOS HUMANOS DE 3ª GERAÇÃO

Os Direitos de 3ª Geração, os quais surgiram durante e após a 2ª Guerra Mundial, são os


direitos de solidariedade internacional, nos quais os beneficiários são, não apenas os
indivíduos, mas também o meio ambiente.

Busca-se segurança da humanidade, onde a implementação das exigências sociais, culturais e


econômicas se compatibilizam com a proteção ambiental.

Os Direitos Fundamentais de 3ª Geração, descritos Direitos de Solidariedade, devem superar a


perspectiva centrada no individualismo, com vinculação aos Direitos de Personalidade. Sendo
que os Direitos de Personalidade passam pelo exercício individual com os interesses do meio
ambiente, bem como deles serem restringidos e garantidos aos destinatários, ou seja, às
futuras gerações.
Na medida em que ocorre um dano ambiental, conseqüentemente haverá infração a outros
direitos fundamentais do homem, como à vida, à saúde, dentre outros.

CONSTITUIÇÃO E MEIO AMBIENTE

A constituição brasileira consagrou o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente


equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial a uma sadia qualidade de vida, e ainda o
dever de todos para defendê-lo e preservá-lo.

E ainda, assegurar a todos uma existência digna, conforme os ditames da justiça social,
observando a defesa do meio ambiente com tratamento diferenciado, conforme o impacto
ambiental dos produtos e serviços, e de seus processos de elaboração e preservação.

Acrescenta-se que a política de desenvolvimento urbano deve ser executada pelo Poder
Público Municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em Lei, tendo por objetivo ordenar o
pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade, utilizando-se do instrumento plano
diretor, de modo a garantir o bem-estar de seus habitantes.

Ainda, acrescenta-se que quanto ao direito ao meio ambiente pode-se admitir que ele seja
efetivado por via de ação civil pública (art.129, III), ou pela ação popular (CF, art. 5º,
LXXIII)

DIREITO, CIDADANIA E EDUCAÇÃO

A nossa Constituição Federal dispõe no seu artigo 225, VI, promover a Educação Ambiental
em todos os níveis de ensino e a conscientização pública.

Ressalta-se que para Pereira e Grau, “mecanismos de participação cidadã associados a


formulação e/ou controle de políticas setoriais, como saúde, educação, afloram em
praticamente todos os países. Por outro lado, adquirem importância e respaldo jurídico as
instituições de democracia direta (referendo, iniciativa popular, revogação de mandato), e se
consagram ações de interesse público (direito de petição, amparo coletivo, ação de tutela,
ação popular, etc.)associadas aos direitos de terceira geração relativos à defesa de direitos
coletivos e difusos, bem como ao direito a um meio ambiente sadio e equilibrado, à
competição, etc.” (PEREIRA E GRAU, PEREIRA, L.C.B.; GRAU, N.C. Entre o Estado e o
Mercado: o Público não-estatal. Rio de Janeiro: FGV, 2003, p.24l)

Frisa-se ainda, que ”não tem como conceituar cidadania sem se considerar o contexto social
a que se está inserido e, com isso a mesma adquire características próprias que se
diferenciam conforme o tempo, o lugar e as condições socioeconômicas […] de uma maneira
geral, se define cidadania com a qualidade ou o direito do cidadão. E cidadão como
individuo no gozo de direitos civis e políticos de um Estado. A idéia de cidadania está sempre
ligada a um determinado Estado, e em geral expressa um conjunto de direitos que dá ao
individuo a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu Estado.”
(GORCZEVSKI, Clóvis. Direitos Humanos: Dos Princípios da Humanidade ao Brasil de
hoje.  Porto Alegre: Editora Imprensa Livre, 2005. P.23-24)

DIREITO AMBIENTAL

O Direito Ambiental é considerado um dos mais modernos ramos do Direito, sendo


multidisciplinar, pois se utiliza de institutos de Direito Penal, Civil e Administrativo para
tornar efetivas suas normas.

Visa regular a relação do homem e seus meios de produção com a natureza, como forma de
permitir o equilíbrio dessa relação, dando sustentabilidade ao desenvolvimento e minimizando
os efeitos degradantes sobre o meio ambiente.

Contudo, a eficácia do Direito passa a depender de determinados fatores, assim a sua utilidade
e sobrevivência dependem da forma de como o Direito é utilizado.

É necessário que o Direito Ambiental propicie o retorno da ética coletiva e da solidariedade,


perdidas pela globalização e desenvolvimento.

PINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL

Os princípios do Direito Ambiental visam proporcionar garantias para as gerações com a idéia
de desenvolvimento sustentável.
Os princípios da prevenção e precaução são bases do sistema constitucional de proteção do
meio ambiente, eis que eles informam o sistema jurídico de tutela do meio ambiente, em todos
os seus aspectos – administrativo, cível, penal, nos termos do artigo 225, § 3º, da nossa
Constituição Federal.

Acrescenta-se, brevemente que também são Princípios do Direito Ambiental o Princípio


Democrático, da Responsabilidade, do Equilíbrio, do Limite, do Usuário Pagador e do
Poluidor pagador.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A educação ambiental refere-se como pré-disposição à cidadania, sendo um processo


contínuo que visa formar uma consciência ecológica e atuação de cada cidadão para a devida
aplicação do conhecimento no dia-a-dia.

Ou seja, é uma alternativa para que cada indivíduo possa agir de modo posteriormente gozar
dos direitos fundamentais inerentes à vida na Terra.

Serve como instrumento de preservação e recuperação dos danos ambientais, com o uso
equilibrado e racional dos elementos disponíveis na natureza, para a formação de uma
sociedade moralmente ética, econômica e ambiental em busca do desenvolvimento
sustentável, voltado à promoção da dignidade humana.

O direito à educação ambiental se constitui como um dos mais nobres instrumentos de


consolidação da cidadania, através dela se obtém o desenvolvimento individual de cada um.

Kant já referia que “o homem só pode ser homem pela educação”. Ou seja, através de uma
educação bem sólida é que se poderá exigir o cumprimento de outras garantias asseguradas
aos cidadãos.

Uma vez que violado o direito ao meio ambiente sadio, também se violam direitos humanos.
Nesse sentido, verifica-se a importância da Educação Ambiental.
LEI Nº 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999

A Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política
Nacional de Educação Ambiental, visando, dentre outros objetivos, a garantia de
democratização das informações ambientais.

A Educação Ambiental deve estar além da escola e dos métodos tradicionais de ensino,
estendida à responsabilidade de ação de toda a sociedade, de modo a conscientizar, fomentar
o conhecimento, estudos técnicos, atitudes, ações, aptidões de participação e transformação.

São princípios básicos da Educação Ambiental o enfoque humanista, democrático e


participativo; a garantia de continuidade e permanência do processo educativo; a vinculação
entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais; o reconhecimento e o respeito à
pluralidade e à diversidade individual e cultural; dentre outros elencados no art.4° da referida
Lei.

De acordo com o art.3° da mencionada Lei, incumbe ao Poder Público, nos termos dos artigos
205 e 225 da Constituição Federal, promover a educação ambiental em todos os níveis de
ensino e o engajamento da sociedade na conservação, recuperação e melhoria do meio
ambiente. Ainda, incumbem aos meios de comunicação de massa, colaborar de maneira ativa
e permanente na disseminação de informações e práticas educativas sobre o meio ambiente, e
às empresas, entidades de classe, instituições públicas e privadas, promover programas
destinados à capacitação dos trabalhadores, visando á melhoria e controle efetivo sobre o
ambiente de trabalho, bem como sobre as repercussões do processo produtivo no meio
ambiente.

A política Nacional de Educação Ambiental, de acordo com o art.7º da Lei, envolve em sua
esfera de ação, além dos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Meio
Ambiente- SISNAMA, instituições educacionais públicas e privadas dos sistemas de ensino,
órgãos públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e organizações
não-governamentais com atuação em educação ambiental.  

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRÁTICA


Adequação e continuidade são elementos fundamentais da Educação Ambiental, pois se deve
buscar adaptar às condições do ambiente e do tempo, para responder adequadamente às
necessidades.

Verifica-se que a ciência tradicional básica não é suficiente para enfrentar as situações
complexas, caóticas, é necessário estabelecer uma ética ambiental que oportunize
possibilidades de lidar com situações instáveis sem desprendimento do conhecimento
cientifico.

UM CAMINHO DA SUSTENTABILIDADE

O Desenvolvimento Sustentável implica a um chamado à proteção ambiental, um novo


conceito de desenvolvimento econômico que propõe justiça e oportunidade para as pessoas,
sem colocar em risco a sustentabilidade da Terra.

O Desenvolvimento Sustentável, alvo de muitas discussões, possui várias denominações, mas


todas elas são atreladas ao crescimento econômico com o meio ambiente e melhoria de
qualidade de vida.

Alguns estudiosos como José Eli da Veiga, pelo conceito de desenvolvimento sustentável,
acredita ser uma utopia para o século XXI, postulando a necessidade de buscar um novo
paradigma científico, capaz de se substituir o industrialismo. Pois, infelizmente atingimos um
desenvolvimento não sustentável, um desenvolvimento mal desenvolvido.

Nesse sentido, a educação ambiental, na sua prática diária e consistente, adequada e contínua,
pode sim atingir patamares significativos para o caminho da desejada sustentabilidade.

DEVERES INDIVIDUAIS E CONSCIENTIZAÇÃO ÉTICA

Destarte, para ser preservada a dignidade da pessoa humana, também devem ser preservados
os direitos individuais, para ter uma subsistência e vida digna. E, para isso, a qualquer pessoa
um meio ambiente sadio é necessário, sendo imprescindível a contribuição de cada um.
A Educação Ambiental deve estender-se a toda sociedade, com tomada de consciência, e
participação no equacionamento dos problemas ambientais vivenciados.

Inclusive, a Educação Ambiental deve ter enfoque amplo, muito além dos conhecimentos
ministrados nas disciplinas escolares, de modo a considerar o meio ambiente na sua
totalidade, com o eixo político, econômico, tecnológico, social, cultural, dentre outros.

PERSPECTIVAS E DESAFIOS

Para Jora, “a promoção da educação ambiental, como processo político e pedagógico,


direcionada à mobilização do exercício da cidadania, permite amealhar conhecimentos,
valores e habilidades, para se reverter este pavoroso quadro de desigualdade social e para
(re)aprender a complexidade das variáveis ambientais numa visão integrada de mundo,
contribuindo para fomentar ações emancipatórias críticas e sensibilizadoras de conservação
e preservação ambiental”. (JORA, Martin Albino. Precaução e educação ambiental na
sociedade de risco. In Gorczevski, Clóvis (Org.) Direito e Educação. Porto Alegre: UFRGS,
2006, p.191).

Conscientização de que respeitar a vida compreende respeitar ao meio ambiente e assim


sendo, o cuidado com o meio ambiente exige ultrapassar fronteiras e gerações, pois requer o
“dever” de atuação da presente geração a fim de resguardar o “direito” à vida das futuras
gerações.

Um dos desafios do Desenvolvimento Sustentável é renovar a cultura para reestrutura a


produção de consumo, de modo a diminuir as diferenças sociais, cem como restabelecer
valores éticos e imperativos.

É necessária a criação de políticas públicas adequadas para fortalecer a cidadania, bem como
preservar e resgatar a identidade de determinadas culturas, de modo a dar suporte para uma
sociedade mais solidária, inclusiva e igualitária.

Inclui, ainda, que alguns estudiosos consideram a nossa Lei de Educação Ambiental
imperfeita, pois não prevê a possibilidade de inclusão nos currículos a disciplina como
exigência, necessitando da sua obrigatoriedade, a fim de atingir maior dimensão de proteção
ambiental. 

Assim, faz-se necessário estabelecer uma ética econômica e ambiental, com um sistema de
valores oportunizando limitações, a fim de conciliar o desenvolvimento econômico com o uso
equilibrado e racional dos elementos que estão disponíveis na natureza, para equilibrar
cidadania e proteção do meio ambiente voltado à promoção da dignidade humana.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Educação Ambiental é um importante mecanismo para atingir a sustentabilidade, de modo


a modificar o atual panorama de sociedade de crise e de risco ambiental.

Dessa forma, verifica-se a sua tamanha importância para o meio ambiente sustentável, com
uma mudança urgente de hábitos, com maior comprometimento e participação, modificando
dessa forma o triste cenário de degradação ambiental e o medo vivido pela sociedade.

Bibliografia

ALMEIDA, Fernando Barcellos. Teoria Geral dos Direitos Humanos. Porto Alegre, RS:
SAFE, 1996.

CASTRO, João Marcos Adede. Tutela Civil do Meio Ambiente, Editora SAFE,  2006.

COIMBRA, José de Ávila Aguiar. O Outro Lado do Meio Ambiente. Campinas/SP:


Millennium, 2002.

Constituição da República Federativa do Brasil, 31. ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

GORCZEVSKI, Clovis, organizador. Direitos Humanos, Educação e Meio Ambiente, 1 ed.


editora Evangraf, 2007.

MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. 21. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

MOTA, Suetônio. Urbanização e Meio Ambiente. Rio de Janeiro: ABES, 2003.VEIGA, José


Eli. Desenvolvimento Sustentável, o Desafio do Século XXI. Rio de Janeiro: Garamond, 2005.

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