Você está na página 1de 19
Manual Técnico de Distribuição ESP

Manual Técnico de Distribuição

ESP

ESPECIFICAÇÃO

 

ESP - 205

POSTES DE CONCRETO PARA REDES AÉREAS DE DISTRIBUIÇÃO

ESP - 205

edição

vigência

aprovação

 
 

Revisão 02

 

Agosto/98

 

DDPP

Página 1

   

1. FINALIDADE

Esta Especificação tem por finalidade fixar as características exigidas de postes de concreto para serem utilizadas em Rede Aérea de Distribuição de Energia Elétrica, urbanas e rurais.

2. CONCEITOS BÁSICOS

Para os fins desta Especificação deve ser adotada para Poste de Concreto Armado,as seguintes terminologia:

2.1 Altura do Poste (H = L - e)

Comprimento nominal menos o comprimento do engastamento.

2.2 Altura útil do Poste (h =H - d)

Altura do poste menos a distância do topo ao plano de aplicação dos esforços reais.

2.3 Armadura

Conjunto de peças metálicas destinadas a reforçar o concreto, absorvendo principalmente os esforços de tração.

2.4 Base

Plano transversal extremo da parte inferior do poste.

2.5 Cobrimento

Espessura da camada de concreto sobre as barras da armadura.

2.6 Comprimento do Engastamento (e)

Comprimento calculado e indicado para realizar o engastamento do poste ao solo.

2.7 Comprimento Nominal (L)

Distância entre o topo e a base.

2.8 Direção de Maior ou Menor Resistência

Direção no plano transversal segundo a qual o poste apresenta a maior ou menor resistência.

2.9 Flecha

Medida do deslocamento de um ponto, situado no plano de aplicação dos esforços provocado pela ação dos mesmos.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 2
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 2

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

2

2.10 Flecha Residual

Flecha que permanece após a remoção dos esforços, determinada pelas condições especificadas.

2.11 Limite de Carregamento Excepcional (1,4 Rn)

Corresponde a uma sobrecarga de 40 por cento sobre a resistência nominal. Nestas condições de carga o limite elástico da armadura não deve ser atingido, garantindo-se, após a retirada do esforço, o fechamento das trincas e a flecha residual máxima admitida.

2.12 Lote

Conjunto de postes do mesmo tipo, apresentado de uma só vez para o seu recebimento.

2.13 Plano de Aplicação dos Esforços Reais

Plano transversal situado à distância (d) abaixo do topo.

2.14 Plano de Aplicação dos Esforços Virtuais

Plano transversal situado à distância (dv) acima do topo.

2.15 Plano Transversal

Plano normal ao eixo longitudinal do poste.

2.16 Poste Assimétrico

Poste que apresenta, em uma mesma seção transversal, momentos resistentes variáveis com a direção e o sentido considerados.

2.17 Postes do Mesmo Tipo

Postes que apresentam os mesmos elementos característicos e as mesmas dimensões dentro das tolerâncias admitidas nesta especificação.

2.18 Poste Retilíneo

Poste que apresenta, em qualquer trecho, um desvio de eixo inferior a 0,5 por cento do comprimento nominal. Este desvio corresponde à distância máxima medida entre a face externa do poste e um cordão estendido da base ao topo, na face considerada.

2.19 Poste Simétrico

Poste que apresenta, em um mesmo plano transversal, momentos resistentes variáveis ou não com as direções consideradas, porém iguais para sentidos opostos.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 3
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 3

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

3

2.20 Resistência Nominal (Rn)

Valor do esforço , indicado no padrão e garantido pelo fabricante, que o poste deve suportar continuamente, na direção e sentido indicados, no plano de aplicação e passando pelo eixo do poste, de grandeza tal que não produza, em nenhum plano transversal, momento fletor que prejudique a qualidade dos materiais, trinca, exceto as capilares, e nem flecha superior especificada.

2.21 Resistência de Ruptura (Rp)

Esforço que provoca o desagregamento do poste em uma seção transversal, seja por ter ultrapassado o limite elástico da armadura ou por esmagamento do concreto. A ruptura é definida pela carga máxima indicada no aparelho de medida dos esforços, carregando-se o poste de modo contínuo e crescente.

2.22 Topo

Plano transversal extremo da parte superior do poste.

2.23 Trinca

Fissura na superfície do poste, na qual pode-se distinguir, a olho nú, a separação entre as bordas.

2.24 Trinca Capilar

Fissura na superfície do poste, na qual não se pode distinguir as duas bordas a olho nú.

2.25 Defeito

É a falta de conformidade a qualquer dos requisitos especificados.

2.25.1 Defeito Tolerável

Defeito que não reduz substancialmente a utilidade da unidade de produto para o fim a que se destina ou não influi substancialmente no uso efetivo ou operação.

2.25.2 Defeito Grave

Defeito considerado não crítico, que pode resultar em falha ou reduzir substancialmente a utilidade da unidade de produto, para o fim a que se destina.

2.25.3 Defeito Crítico

Defeito que pode produzir condições perigosas ou inseguras para quem usa ou mantém o produto. É também o defeito que pode impedir o funcionamento ou o desempenho de uma função importante de um produto mais completo.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 4
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 4

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

4

Notas :

a. Poste bom: Poste isento de qualquer defeito.

b. Poste defeituoso crítico: poste que contém um ou mais defeitos críticos, podendo conter defeitos toleráveis e graves.

c. Poste defeituoso grave: poste que contém um ou mais defeitos graves, podendo conter defeitos toleráveis, mas não críticos.

d. Poste defeituoso tolerável: poste que contém um ou mais defeitos toleráveis, não contendo defeitos graves nem críticos.

3. CONDIÇÕES GERAIS

3.1 Normas Complementares para Postes de Concreto Armado

Na aplicação desta Norma é necessário consultar :

NBR 5426 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos - Procedimento

NBR 5427 - Guia de utilização da Norma NBR-5426 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos - Procedimento.

NBR 5433 - Redes de distribuição aérea rural de energia elétrica - Padronização

NBR 5434 - Redes de distribuição aérea urbana de energia elétrica - Padronização

OBS.: Este documento foi baseado na NBR-8451 - Postes de Concreto Armado para Redes de Distribuição de Energia Elétrica - Especificação

NBR 5732 - Cimento Portland comum - Especificação

NBR 5733 - Cimento Portland de alta resistência inicial - Especificação

NBR 5738 - Moldagem e cura de corpos-de-prova de concreto, cilindricos ou prismáticos

- Método de ensaio

NBR 6124 - Determinação

da

elasticidade,

carga

de

ruptura ,

absorsorção de água e da

espessura do cobrimento em postes e cruzetas de concreto armado

- Método de ensaio

NBR 7211 - Agregados para concreto - Especificação

NBR 7480 - Barras e fios de aço destinados a armadura de concreto armado - Especificação

NBR 8452 - Postes de concreto armado para redes de distribuição de energia elétrica

- Padronização

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 5
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 5

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

5

3.1.1 Elementos Característicos

Um poste de concreto é definido pelos seguintes elementos característicos :

a. comprimento nominal;

b. formato;

c. resistência nominal.

3.1.2 Identificação

3.1.2.1 Os postes devem apresentar a seguinte identificação gravada de forma legível a indelével no concreto:

a. nome ou marca comercial do fabricante;

b. data (dia, mês e ano) de fabricação;

c. comprimento nominal, em metros;

d. resistência nominal em decaNewtons (na direção e sentido de maior resistência).

Nota: Para o poste circular fabricado pelo processo de centrifugação , permite-se, também, a identificação gravada em chapa metálica definida na Padronização , devendo, neste caso, ser ainda gravado em baixo relevo no concreto, no topo do poste, o valor da resistência nominal.

3.1.2.1.1 A identificação dos postes deve ser feita diretamente no concreto. Para poste de seção circular, fabricado pelo processo de centrifugação, pode ser feito através de placa metálica.

a) Deve ser gravado em baixo relevo, com profundidade entre 2mm e 5 mm, de forma legível e indelével antes da cura total, da base para o topo:

- traço de referência a uma distância de ( “ e ”+ 1000) ± 50 mm;

- traço demarcatório na posição do centro de gravidade;

- data (dia, mês e ano) de fabricação;

- comprimento nominal (m);

- resistência nominal (daN) (da face B, se o poste for duplo T);

- nome ou marca comercial do fabricante;

b) A identificação deve ficar alinhada paralelamente ao eixo do poste e ter no máximo 2000 mm de comprimento e iniciar a ( 4000 ± 50) mm da base;

c) A largura máxima dos caracteres não deve nunca ultrapassar 40% do diâmetro da seção transversal se o poste for circular ou 60% da largura da face lisa se o poste for duplo T; em ambos os casos a largura não deve ser inferior a 30 mm;

d) A identificação deve ficar sempre defasada de 90º em relação aos furos para saída do cabo de aterramento conforme Figura 3; No caso do poste ser duplo T, a identificação deve ficar na face lisa mais próxima dos furos

para passagem do cabo de aterramento.

3.1.2.1.2 Identificação através de placa para poste circular centrifugado. Neste caso, além da placa deve existir um traço de referência visível e indelével a (“e “+ 1000) ± 50 mm da base do poste conforme Figura 5 do Anexo 2:

a) Modelo da placa - Conforme Figura 4 do Anexo 2.

b) Descrição dos espaços da placa - Conforme nota da Figura 4 do Anexo 2.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 6
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 6

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

6

c) Gravação - A gravação nos espaços 2,3 e 4 deve ser feita em baixo relevo numa profundidade nunca inferior a 0,5 mm.

d) Cor - Os espaços 1,2 e 3 devem ser na cor natural da chapa, e as demais partes da chapa devem ser na cor indicada pela concessionária.

e) Fixação - A fixação da placa do poste deve ser feita pelo fabricante no local indicado na Figura 5 do Anexo 2, a seguir, através do adesivo adequado que impeça o arrancamento da placa no transporte ou manuseio do poste.

f) Valor da resistência nominal - Deve ser gravado em baixo relevo na seção de concreto do topo do poste, o número correspondente à resistência nominal.

3.1.2.2 O poste deve apresentar um traço de referência indelével paralelo à base e localizado a

uma distância de "e" + 1 metro desta. Este traço permite verificar, após o assentamento, a profundidade de engastamento do poste. A identificação deve ser gravada no concreto a 4 metros da base. Caso o poste seja assimétrico, deve ser gravado um triângulo, indelével, no concreto, abaixo da identificação.

3.1.2.3 Para o poste de seção circular centrifugado, quando a identificação for em chapa metálica,

a referência da identificação passa a ser a aresta inferior paralela e distante 4 metros da base. A chapa deve ter formato, dimensões e conteúdo indicados na Padronização.

3.1.2.4 O poste deve conter 1 (um) sinal demarcatório marcado de forma indelével

centro de gravidade para facilitar seu içamento.

3.1.3 Acabamento

junto ao seu

Os postes devem apresentar superfícies externas suficientemente lisas, sem fendas ou fraturas (exceto pequenas trincas capilares, não orientadas segundo o comprimento do poste, inerentes ao próprio material) e sem armadura aparente, não sendo permitida qualquer pintura.

3.1.4 Furos

Os furos destinados a fixação de equipamentos e passagem de cabos devem ser cilÍndricos ou ligeiramente tronco-cônicos, permitindo-se o arremate na saída dos furos para garantir a obtenção de uma superfície tal que não dificulte a colocação do equipamento ou cabo. Devem atender ainda às seguintes exigências:

a) os furos para fixação do equipamento devem ter eixo perpendicular ao eixo do poste ;

b) os Furos devem ser totalmente desobstruídos e não devem deixar exposta nenhuma parte da armadura.

c) os furos para passagem de cabos devem estar de acordo com a Padronização .

3.1.5. Furação para Içamento

Os postes DT com comprimento nominal maior ou igual a 15 m, devem ter 2 furos para içamento com diâmetro Ø 32 ± 2/1, distanciados um do outro 3,5 m, sendo um de cada lado do centro de gravidade.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 7
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 7

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

7

3.1.6. Tolerâncias

Estabelecendo o formato e as dimensões do poste, contidos na Padronização, admitem-se as seguintes tolerâncias:

a) ± 50 milímetros para o comprimento nominal, para o traço de referência e sinal demarcatório;

b) ± 5 milímetros para as dimensões transversais;

c) ± 2 milímetros para o diâmetro dos furos,quando não indicado na padronização;

d) demais tolerâncias são indicadas na Padronização. As tolerâncias não são acumulativas.

3.1.7 Comprimento de Engastamento.

Adota-se o seguinte comprimento de engastamento , em metros.

e = 0,1 L + 0,60, onde L é o comprimento do poste, em metros.

3.1.8

Superdimensionamento das Seções Próximas ao Topo do Poste

3.1.8.1. O momento fletor nominal que o poste deve resistir no plano de aplicação dos esforços reais é dado por :

MA = 0,9 ME

Onde: WA = módulo resistente do poste no plano de aplicação dos esforços reais. WB = módulo resistente do poste na seção superiordo engastamento. ME = momento fletor, devido à resistência nominal (Rn), na seção superior do engastamento.

3.1.8.2

poste, dada por :

Conhecidos MA e a distância dv do plano de aplicação dos esforços virtuais ao topo do

dv

=

que MB = 0,7 ME

obtém-se o esforço virtual (FA) nominal do poste

d + dv

3.1.8.3 A Figura 6 apresenta os diagramas dos momentos fletores nominais devido ao esforço

virtual nominal e à resistência nominal. Todo poste deve ser dimensionado de modo a atender o diagrama de momentos fletores nominais resultante, em cada direção considerada. Os valores de MA são indicados nas Tabelas 1 e 2 da Padronização e foram obtidos experimentalmente.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 8
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 8

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

8

3.1.9 Vida Média

Os postes fabricados conforme esta especificação devem ter vida média, mínima, de 35 anos a partir da data de fabricação, admitindo-se um percentual de falhas de 1% (um por cento) nos primeiros 10 (dez) anos e 1% (um por cento) a cada 5 (cinco) anos subsequentes, totalizando 6% (seis por cento) no fim do período de 35 (trinta e cinco) anos.

Nota: Entende-se como falha em um poste de concreto o desagregamento do concreto e/ou a deterioração do aço.

TABELA 1 – CARACTERÍSTICAS DOS POSTES DE CONCRETO ARMADO SEÇÃO CIRCULAR PADRONIZADOS.

 

Comprim

 

Resistência

Momento Fletor

Massa

 

Dimensões

 

ento

nominal

nominal no

aprox.

 

b + 5

     

Item

nominal

Tipo

   

R η

Plano de Aplicação

(Kg)

A + 5

-----

-----

F + 5

J + 15

e + 5

 

L + 0,05

 

(daH)

de R n (c) M A (daN x m)

(nota a)

(A)

(B)

(m)

01

 

C-14

150

143

630

140

320

275

     

02

9

C-17

300

387

740

170

350

305

75

1000

1500

03

C-19

600

813

910

190

370

325

04

 

C-17

300

370

990

170

390

335

     

05

C-19

600

880

1260

190

410

355

06

11

C-23

1000

1930

1520

230

450

395

1875

1200

1700

07

 

1200

2130

2020

250

490

430

08

C-29

1500

Nota e

Nota f

290

510

455

09

 

C-17

300

361

1130

170

410

350

     

10

12

C-19

600

880

1440

190

430

370

2775

1300

1800

11

13

C-23

1000

1910

1920

230

490

425

2775

1400

1900

Notas:

a - (A) Conicidade 20 mm/m; (B) Conicidade 15 mm/m;

b - As massas são aproximadas e não possuem sentido normativo, não devendo ser exigida a sua observância, inclusive na inspeção;

c - (C) Valores mínimos para a distância do plano de aplicação de Rn ao topo do poste igual a 100 mm;

d - Os valores da coluna MA foram obtidos experimentalmente;

e - Valor de MA em consideração; f - Valor de massa em consideração.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 9
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 9

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

9

Tabela 2 - Características dos postes de concreto armado seção duplo T padronizados.

 

Compri-

 

Resistência

Momento Fletor nominal no Plano de Aplicação

Massa

 

Dimensões

 

mento

nominal

aprox.

FACE A

FACE B

         

nominal

         

Item

L + 0,05

Tipo

R η (daH)

de R n (c) M A (daN x m)

(Kg)

TIPO

BASE

TIPO

BASE

F ± 5

J ± 5

e ± 5

T ± 5

M ± 5

(m)

FACE A

FACE B

FACE A

FACE B

a ± 5

A ± 5

b ± 5

B ± 5

01

10

D

75

150

117

158

550

120

280

100

200

975

1100

1600

3035

3000

02

 

B

150

300

152

203

1050

140

448

110

330

         

03

11

B

300

600

234

317

1050

140

448

110

330

1875

1200

1700

4525

4500

04

B-1,5

500

1000

640

869

1330

182

490

140

360

OBS.: Os postes de concreto duplo T, serão utilizados somente em rede rural.

Notas:

a - (A) Conicidade 20 mm/m; (B) Conicidade 15 mm/m;

b - As massas são aproximadas e não possuem sentido normativo, não devendo ser exigida a sua observância, inclusive na inspeção;

c - (C) Valores mínimos para a distância do plano de aplicação de Rn ao topo do poste igual a 100 mm;

d - Os valores da coluna MA foram obtidos experimentalmente;

e - Valor de MA em consideração; f - Valor de massa em consideração.

OBS : O poste de concreto circular será ultilizada sòmente em rede urbana.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 10
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 10

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

10

4. CONDIÇÕES ESPECÍCIFAS

4.1. Fabricação

Na fabricação dos postes os componentes devem ser verificados segundo as seguintes Normas :

a. cimento - conforme prescreve a NBR 5732 ou NBR 5733;

b. agregado - conforme prescreve a NBR 7211;

c. água - destinadas ao amassamento do concreto e isenta de teores prejudiciais de substâncias estranhas, conforme NBR 6118;

d. aço - o aço utilizado para a armadura deve obedecer a NBR 7480, com exceção da característica de dobramento que é dispensada para as barras longitudinais;

e. concreto - para controle da resistência à compressão do concreto, devem ser obedecidas as NBR 5738 e NBR 5739. A carga de ruptura a compressão do concreto não deve ser menor que 25 MPa.

4.2. Elasticidade

a. flechas - Os postes submetidos a uma tração igual à resistência nominal não devem apresentar

flechas, no plano de aplicação dos esforços reais, superiores a :

- 5% do comprimento nominal, quando a tração for aplicada na direção de menor resistência (face A - cavada) no poste seção duplo T;

- 3,5% do comprimento nominal para as demais situações;

b. flecha residual - A flecha residual, medida depois que se anula a aplicação de um esforço

correspondente a 140 por cento da resistência nominal no plano de aplicação dos esforços reais,

não deve ser superior a :

- 0,5% do comprimento nominal, quando a tração for aplicada na direção de menor resistência (face A - cavada) no poste seção duplo T;

- 0,35% do comprimento nominal para as demais situações ;

c. trincas - Todos os postes submetidos a uma tração igual à resistência nominal não devem

apresentar trincas, exceto as capilares. As trincas que aparecem durante a aplicação dos esforços correspondentes a 140 por cento da resistência nominal , após a retirada deste esforço devem fechar-se a tornar-se capilares.

4.3. Resistência à ruptura (Rp)

A resistência à ruptura não deve ser inferior a 2 (duas) vezes a resistência nominal. Os postes simétricos, de seção duplo T, têm, na direção de menor resistência, uma resistência igual a 50% (cinquenta por cento) da indicada para a direção de maior resistência.

4.4. Armadura

a. cobrimento - qualquer parte da armadura longitudinal ou transversal deve ter cobrimento de

concreto com espessura mínima de 15 milímetros, com exceção nos furos, quando deve ser

observado apenas o item 4.4.b e da armadura transversal dos postes duplo T, onde admite-se 10

mm como mínimo.

b. afastamento - o afastamento entre barras, bem como os transpasses nas emendas, podem ter

disposição especial, cuja eficiência será comprovada pelos ensaios previstos nesta Especificação.

As extremidades da armadura devem estar localizadas a 20 milimetros da base e do topo do poste, admitindo-se uma tolerância de mais ou menos 5 milímetros.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 11
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 11

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

11

4.5. Absorsorção de água

O teor de absorção de água do concreto do poste não pode exceder um dos seguintes valores :

a. 6,0% para a média das amostras;

b. 7,5% para o corpo de prova.

5. INSPEÇÃO

5.1. Condições de recebimento

Para o recebimento de um lote de postes, deve-se proceder a:

a. inspeção geral;

b. verificação do controle de qualidade ;

c. ensaios.

5.2. Inspeção geral

Antes de iniciar os ensaios, o inspetor deve fazer uma inspeção geral, para comprovar se os postes estão de conformidade com os elementos característicos requeridos, verificando :

a. acabamento;

b. dimensões;

c. furação (posição , diâmetro e desobstrução) e

d. identificação.

5.3. Verificação do controle de qualidade

Devem ser apresentados ao inspetor os relatórios dos ensaios de controle de qualidade dos materiais, conforme as normas relacionadas no item 4.1.1.

É assegurado ao inspetor o direito de presenciar a realizaçãodos ensaios de controle de qualidade

e acompanhar todas as fases de fabricação.

5.4. Ensaios

Os ensaios são destinados à verificação de :

a. momento fletor no plano de aplicação dos esforços reais (MA);

b. elasticidade;

c. resistência à ruptura;

d. cobrimento e afastamento da armadura;

e. absorsorção de água.

Notas :

a. Os postes duplo T simétricos devem ser ensaiados mecanicamente tanto na direção de maior como na de menor resistência, observando o item 4.1.3.

b. Quando o poste for assimétrico, ele deve ser ensaiado mecanicamente apenas na direção e sentido de maior resistência.

5.4.1. Momento fletor no plano de aplicação dos esforços reais (MA).

O poste deve satisfazer às exigências de momento fletor no plano de aplicação dos esforços reais

MA previstas no item 3.1.7, quando ensaiado conforme descrito no Anexo 1.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 12
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 12

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

12

5.4.2. Elasticidade

O poste deve satisfazer às exigências de flechas e trincas previstas em 4.1.2 quando ensaiado

conforme o Anexo 1.

5.4.3. Resistência à ruptura

O poste deve satisfazer às exigências de resistência à ruptura previstas em 4.1.3 quando

ensaiado conforme o Anexo 1.

5.4.4. Cobrimento e afastamento da armadura

O poste deve satisfazer às exigências de cobrimento e afastamento da armadura previstas em

3.1.4. e 4.1.4 quando ensaiado conforme a NBR 6124.

5.4.5. Absorção de água

O poste deve satisfazer às exigências de absorção de água previstas em 4.1.5, quando ensaiado

conforme a NBR 6124.

5.5. O fabricante deve dispor de pessoal e aparelhagem necessários para a realização dos ensaios ou contratar, às suas expensas, laboratório previamente aceito pelo comprador. A aparelhagem deve estar devidamente aferida por laboratório idôneo aprovado pelo comprador.

5.6. O custo do controle de qualidade da fabricação e dos ensaios corre por conta do fabricante.

As repetições, quando solicitadas pelo comprador, correm por conta deste somente se os postes

forem aprovados. Em caso contrário , correm por conta do fabricante.

5.7. Planos de amostragem para a inspeção geral e para o ensaio de elasticidade.

5.7.1. O tamanho da amostra ou séries de tamanho de amostra, bem como o critério de aceitação

do lote, para a inspeço geral e para o ensaio de elasticidade, devem estar de acordo com as

Tabelas 1 e 2.

5.7.2. Para analisar a aceitação ou rejeição de um lote, deve-se inspecionar os postes segundo

as categorias de inspeção.

5.7.2.1. Detectado um defeito, este terá uma graduação (crítico, grave ou tolerável). A seguir, o

poste é classificado em bom ou defeituoso (crítico , grave ou tolerável).

5.7.2.2. Consultando-se o critério de aceitação e rejeição das Tabelas 1 e 2 o lote deve ser aceito

ou rejeitado.

5.7.2.3. Exemplo de Categorias de inspeção e seu respectivo grau de defeito:

a. inspeção geral (ver item 5.1.2 e Tabela 3 no Anexo 3).

b. elasticidade (ver item 5.1.4.2. e Tabela 4 no Anexo 3).

5.8. Planos de amostragem para os ensaios de resistência à ruptura, cobrimento e afastamento da

armadura, absorção de água e momento fletor (MA).

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 13
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 13

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

13

5.8.1. O tamanho da amostra para efetuar os ensaios de resistência à ruptura, cobrimento e

afastamento da armadura, absorção de água e momento fletor (MA), deve ser de 1 (um) poste em cada 200 unidades de um mesmo lote, convenientemente agrupados em sublotes de 200 unidades. Para poste duplo T, a amostra deve ter no mínimo duas peças para verificar a ruptura das direções de maior e menor resistência.

5.8.1.1. No caso de lote não ser múltiplo exato de 200, deve aparecer forçosamente um sublote

inferior a 200 unidades. Este sublote, ou qualquer lote inferior a 200 unidades pode ser dispensado dos ensaios referidos neste item, desde que acertado entre o fabricante e o

comprador.

5.8.1.2. Os ensaios são considerados satisfatórios se não houver nenhuma falha. Caso um dos

ensaios realizados não seja satisfatório, o fabricante deve repetir este ensaio em uma amostra equivalente ao dobro da primeira, sem qualquer ônus para o comprador, e no caso de qualquer falha ocorrer, todo o lote sob inspeção deve ser rejeitado.

5.8.2. Para a verificação do teor médio de absorção de água retiram-se 4 corpos de prova de cada

poste que foi submetido ao ensaio de ruptura.

5.8.3. A verificação da espessura do cobrimento e

em 5 pontos ao longo do comprimento de cada poste submetido ao ensaio de ruptura.

do afastamento da armadura deve ser feita

5.9. Inspeção por atributos

Para qualquer consideração adicional sobre determinação de planos de amostragem devem ser consultadas as NBR 5426 e NBR 5427.

6. ENSAIOS

6.1. Planos de Amostragem

6.1.1. Planos de amostragem para inspeção geral, ensaios de penetração e retenção, e identificação anatômica.

6.1.2. O tamanho da amostra ou séries de tamanho de amostras (número de postes de cada lote

a ser inspecionado) e o critério de aceitação do lote (número de aceitação e rejeição) para inspeção geral, verificação do teor de umidade, identificação anatômica e execução dos ensaios de penetração e retenção devem estar de acordo com a Tabela 2.

6.1.3. A especificação para à formação dos planos de amostragem é a seguinte:

a. Inspeção geral,

- nível de inspeção II;

- plano de amostragem II;

- regime de inspeção normal;

- nível de qualidade aceitável, NQA - 4%;

b. Penetração, retenção e identificação anatômica,

- nível de amostragem I;

- plano de amostragem dupla;

- regime de inspeção normal;

- nível de qualidade aceitável , NQA - 4%.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 14
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 14

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

14

6.1.4. Plano de amostragem para ensaio de resistência à flexão. O tamanho da amostra para efetuar o ensaio de resistência à flexão (elasticidade e carga de ruptura) deve ser de um poste em cada sub lote de até 200 unidades convenientemente agrupadas. Caso o ensaio realizado não seja satisfatório, o fornecedor deve repetir o ensaio em uma amostra equivalente ao dobro da primeira, sem qualquer ônus para o usuário, e, no caso de qualquer falha ocorrer, todo o lote sob inspeção deve ser rejeitado.

6.1.5. Verificação do teor de umidade

O ensaio para verificação do teor de umidade deve ser processado em todos os postes, ou a critério do usuário, pode-se usar a inspeção por variáveis conforme Tabela 3.

6.1.6. Inspeção por atributos

Para qualquer consideração adicional para determinação dos planos de amostragem deve ser consultada a norma NBR-5426.

6.2. Flexão e Ruptura

Os ensaios de flexão e ruptura servem para verificação:

a. do momento fletor (MA);

b. da elasticidade do poste com carga nominal;

c. da elasticidade do oste com 140% da carga nominal;

d. da carga real de ruptura do poste, que nâo deve ser inferior a 200% da carga nominal.

6.2.1. SEQUÊNCIA DOS ENSAIOS

Sempre que dois ou mais ensaios acima referidos forem feitos em um mesmo poste é necessário obedecer a sequência dada, para evitar que um ensaio afete o resultado do outro.

6.2.2. PROCEDIMENTO GERAL

6.2.2.1. Para realização de qualquer um dos ensaios acima o poste deve estar rigidamente engastado à distância “e” da base, onde:

e

=

L

10

+

0,60 m

onde: L = comprimento nominal do poste, em metros.

6.2.2.2. Além disto, antes da realização de qualquer ensaio que envolva medição de flexa ou de flexa residual o engastamento deve ser previamente acomodado:

a. a aplicação é retirada dos esforços deve ser sempre lenta e gradativa, devendo ser evitadas

variações bruscas do carregamento durante os ensaios;

b. a distância d do plano de aplicação dos esforços reais ao topo do poste, a ser utilizada nos

ensaios deve ser de 100 mm.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 15
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 15

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

15

6.2.3. PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS

6.2.3.1. Ensaio para verificação do momento fletor (MA)

6.2.3.1.1. Com o poste engastado conforme item 6.2.2.1. deste anexo, aplicar F equivalente ao

esforço virtual nominal F A à distância dv do topo (plano de aplicação dos esforços virtuais) durante 5 (cinco) minutos no mínimo, conforme Figura 2.

6.2.3.1.2. Decorridos 5 (cinco) minutos ou mais, desde o início da aplicação de F’ aplicado. No

ensaio adotar: F’ : = : MA: para B’ = 1m conforme Figura 2. Para os postes previstos na Padronização, os MA nominais já calculados podem ser obtidos diretamente das Tabelas 1 e 2 da Padronização. Para execução correta do ensaio, deve ser utilizado no topo do poste, um dispositivo igual ou equivalente ao sugerido na Figura 2.

6.2.3.1.3. Terminado o ensaio, o poste pode continuar engastado na base a ser retirado apenas o

dispositivo, já mencionado, no topo, para possibilitar a execução dos ensaios seguintes da série, se for este o caso.

6.2.3.2. Ensaio para verificação da elasticidade do poste com carga nominal.

6.2.3.2.1. Com o poste engastado conforme o item 3, aplicar á distância d do topo (plano de

aplicação dos esforços reais) o esforço Rn, correspondente à sua resistência nominal, durante 1 (um) minuto no mínimo, para permitir a acomodação do engastamento.

6.2.3.2.2. Com o engastamento já acomodado, aplicar novamente o esforço Rn durante 5 (cinco)

minutos no mínimo.

6.2.3.2.3.

Após 5 (cinco) minutos ou mais, desde o início da aplicação de Rn, com Rn ainda

aplicado:

a. o poste não deve apresentar trincas exceto as capilares, conforme item 5.2.c; b. a flexa lida no plano de aplicação dos esforços reais nâo deve ser superior ao estabelecimento no item 5.2.a.

6.2.3.2.4. O esforço Rn deve ser aplicado através de cinta de aço presa no poste à distância d do

topo, conforme item 3 deste anexo.

6.2.3.2.5. Terminado o ensaio, manter o poste engastado e a cinta de aço presa, para permitir a

execução dos ensaios seguintes da série, se for o caso:

6.2.3.3. Ensaio para verificação de elasticidade do poste com 140% da carga nominal:

Mantendo a condição anterior de engastamento, aplicar um esforço igual a 1,4 Rn, correspondente ao carregamento máximo excepcional, durante 5 (cinco) minutos no mínimo e no máximo 10 (dez) minutos.

6.2.3.3.1. Após 5 (cinco) minutos desde o início da aplicação de 1,4 Rn, com 1,4 Rn ainda

aplicado o poste pode apresentar trincas capilares e nâo capilares.

Retirando o esforço, após no mínimo 5 (cinco) minutos e no máximo 10 (dez) minutos:

a. O poste deve apresentar apenas trincas capilares conforme item 5.2.c;

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 16
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 16

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

16

b. a flexa residual máxima no plano de aplicação dos esforços reais não deve ser superior ao

estabelecido no item 4.1.2.b.

6.2.3.4. Ensaio para verificação da carga real de ruptura do poste:

Mantendo a condição anterior de engastamento, aplicar esforços cada vez maiores até atingir a resistência de ruptura do poste (Rp):

a. o valor máximo lido no dinamômetro é igual à carga real de ruptura do poste;

b. este valor deve ser superior a 200% da carga nominal conforme item 4.1.3.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 17
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 17

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

17

Tabela 1 - Critério de aceitação para ensaio de inspeção geral.

   

INSPEÇÃO GERAL (Amostragem normal e simples)

 

Tamanho

 

Nível de inspeção I

 

NQA 1,5%

 

NQA 4,0%

 

NQA 4,0%

 
 

Do

Crítico

Grave

Tolerável

 

Tamanho

   

Tamanho

   

Tamanho

   
 

Lote

da

Ac

Re

da

Ac

Re

da

Ac

Re

 

amostra

amostra

amostra

até 90

8

0

1

3

0

1

5

1

2

91

à 150

8

0

1

13

1

2

8

2

3

151

à 280

8

0

1

13

1

2

13

3

4

281

à 500

32

1

2

20

2

3

20

5

6

501 à 1200

32

1

2

32

3

4

32

7

8

1201 à 3200

50

2

3

50

5

6

50

10

11

3201 à 10000

80

3

4

80

7

8

80

14

15

Notas:

a. Esta Tabela deve ser utilizada conforme item 6.7.2.3 a);

b. Ac - número de peças defeituosas que ainda permite aceitar o lote;

c. Re - número de peças defeituosas que implica na rejeição do lote.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 18
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 18

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

18

Tabela 2 - Critério de aceitação para ensaio de elasticidade.

 

Ensaios (amostragem normal e simples)

 

Tamanho

 

Nível de inspeção S 3

 

NQA 1,5%

 

NQA 4,0%

 
 

do

Crítico

Grave

 

Tamanho

   

Tamanho

   
 

Lote

da

Ac

Re

da

Ac

Re

 

amostra

amostra

até 150

8

0

1

3

0

1

151

à

280

8

0

1

13

1

2

281

à

500

8

0

1

13

1

2

501

à

1200

8

0

1

13

1

2

1201

à

3200

8

0

1

13

1

2

3201 à 10000

32

1

2

20

2

3

Notas:

a. Esta Tabela deve ser utilizada conforme item 6.7.2.3 b).

b. Para tamanho do lote até 150 unidades podem ser estabelecidos de comum acordo entre comprador e fornecedor valores do tamanho da amostra de AC e de Re.

c. Ac - número de peças defeituosas que ainda permite aceitar o lote.

d. Re - número de peças defeituosas que implica na rejeição do lote.

Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 19
Manual Técnico de Distribuição POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO ESP-TDE-205 Página 19

Manual Técnico de Distribuição

POSTES DE CONCRETO PARA REDE AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO

ESP-TDE-205

ESP-TDE-205

Página

19

ANEXO – 03

Tabela 3 - Grau de defeito para inspeção geral.

 

CRÍTICO

 

GRAVE

 

TOLERÁVEL

Acabamento

Acabamento

Acabamento

- trinca não capilar

-

fratura

-

rugosidade

- armadura aparente

   

Dimensões

Dimensões

Dimensões

-

entre furos

-

topo

- base

   

- identificação (posição)

- comprimento

Furação

Identificação

- diâmetro

-

características gerais

- obstrução

 

- posição

Tabela 4 - Grau de Defeito para Elasticidade

CRÍTICO

GRAVE

flecha sob carga nominal

 

-

no valor

flecha residual

flecha residual

-

trinca

- valor

7. ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO

7.1. Todos os postes rejeitados nos ensaios de recebimento, integrantes de lotes aceitos, devem

ser substituídos por unidades novas e perfeitas pelo fabricante, sem qualquer ônus para o comprador.

7.2. A aceitação de um determinado lote pelo comprador não exime o fabricante da responsabilidade de fornecer os postes de conformidade com as exigências desta especificação e nem invalida as reclamações que o comprador possa fazer a respeito da qualidade do material empregado e/ou fabricação dos postes.

7.3. A critério do comprador, o fabricante pode apresentar certificados na execução do controle de

qualidade de fabricação.