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Estudo Dirigido

Nervo craniano

Aluna: Jennifer Pabline dos Santos Ferreira


RA: N291GG5
Turno: Noturno
Os nervos cranianos são os que fazem conexão com o encéfalo. São compostos por
12 pares que partem do encéfalo e o conectam aos órgãos dos sentidos e músculos.

Os nervos cranianos exercem funções sensitivas e motoras. A função é determinada


conforme as estruturas inervadas por cada par. Os 12 pares de nervos cranianos
são numerados, em algarismos romanos, em sequência crânio-caudal.

Os nervos cranianos e suas funções:

I- Nervos olfativos
São originados na região olfatória de cada fossa nasal, atravessam o osso etmoide e
terminam no bulbo olfatório.

Possuem função exclusivamente sensitiva, sendo responsáveis pela condução dos


impulsos olfatórios.

II- Nervos ópticos


São compostos por um grosso feixe de fibras nervosas originadas na região da
retina que penetram no crânio através do canal óptico.

Possuem função estritamente sensitiva.

III- Nervo oculomotor


É um nervo motor, responsável pela movimentação dos olhos.

IV- Nervo troclear


É um nervo com parte sensitiva e motora, também relacionado com a movimentação
dos olhos e a visão.

V - Nervo trigêmeo
Apresenta uma porção motora e outra sensitiva.

A porção motora atua nos músculos relacionados com a mastigação.

A porção sensitiva apresenta três ramos: o oftálmico, maxilar e mandibular. É


responsável pela inervação da face, parte do couro cabeludo e de regiões mais
internas do crânio.

VI - Nervo abducente
Ë responsável pela inervação do músculo reto lateral do olho.

VII- Nervo facial


É um nervo misto, apresentando uma porção motora e outra sensorial. A porção
motora é representada pelo nervo facial propriamente dito, relacionada com as
expressões faciais, secreção de saliva e produção de lágrimas.

O nervo facial proporciona a inervação motora para todos os músculos cutâneos da


cabeça e pescoço.

A porção sensorial recebe o nome de nervo intermédio e atua na sensibilidade


muscular e gustatória.
VIII- Nervo vestibulococlear
É um nervo exclusivamente sensitivo. Em referência ao seu nome, possui a parte
vestibular e coclear.

A parte vestibular é relacionada com o equilíbrio. A parte coclear relaciona-se com a


audição.

IX- Nervo glossofaríngeo


É um nervo com função sensitiva e motora. É responsável pela sensibilidade de
parte da língua, da faringe e tuba auditiva. A parte motora é relacionada com os
músculos da faringe.

X- Nervo vago
É um nervo com função motora e sensitiva. Inerva quase todos os órgãos abaixo do
pescoço, com inervação parassimpática. É responsável pela manutenção de
funções vitais como regulação da frequência cardíaca.

XI- Nervo acessório


É um nervo essencialmente motor, atuando em funções relacionada à deglutição e
movimentos da cabeça e pescoço.

XII - Nervo hipoglosso


É um nervo exclusivamente motor. Emerge do crânio pelo canal do hipoglosso e
dirige-se aos músculos intrínsecos e extrínsecos da língua. Relacionando-se com a
movimentação da língua.

Como testar?

1º par craniano
O olfato, função do I par craniano (olfatório), geralmente é avaliada apenas depois de trauma
na cabeça ou quando houver suspeita de lesões na fossa anterior (meningioma) ou se
pacientes relatarem odor ou paladar anormal.

Pede-se ao paciente para identificar odores (p. ex., sabonete, café, cravos) colocados junto às
narinas enquanto a outra narina é ocluída. Álcool, amônia e outros irritantes, submetidos aos
nociceptores do V par craniano (trigêmeo), são usados apenas quando houver suspeita de
simulação.

2º par craniano
Na avaliação do 2º par craniano (óptico), a acuidade visual é testada utilizando um quadro de
Snellen para visão a distância ou um quadro manual para visão de perto; cada olho é avaliado
individualmente, com o outro olho coberto.

A percepção de cores é avaliada utilizando placas pseudoisocromáticas de Ishihara ou Hardy-


Rand-Ritter que têm números ou figuras dentro de um campo de pontos especificamente
coloridos.
Os campos visuais são avaliados por confrontação direta nos 4 quadrantes visuais.
As respostas pupilares diretas e consensuais são avaliadas. Também é realizado exame
fundoscópico.

3º, 4º e 6º pares cranianos


Na avaliação dos pares cranianos 3º (oculomotor), 4º (troclear) e 6º (abducente), os olhos são
observados quanto a simetria de movimento, posição do globo ocular, assimetria ou queda das
pálpebras (ptose) e espasmos ou tremulações dos globos ou das pálpebras. Os movimentos
extraoculares controlados por esses nervos são testados pedindo-se ao paciente para
acompanhar um alvo em movimento (p. ex., dedo do examinador, sinal luminoso) nos 4
quadrantes (inclusive através da linha mediana) e em direção à ponta do nariz; esse teste
pode detectar nistagmo e paralisia de músculos oculares. O nistagmo de amplitude tênue
breve do olhar na extremidade lateral é normal.

Anisocoria ou diferenças nos tamanhos pupilares devem ser observadas em um quarto com
luz fraca. O reflexo pupilar à luz é testado para simetria e rapidez.

5º par craniano
Para avaliação das 3 divisões sensoriais (oftálmica, maxilar e mandibular) do 5º nervo
(trigêmeo), o examinador usa um clipe para testar a sensibilidade facial e passa uma mecha de
algodão na parte inferior ou lateral da córnea para avaliar o reflexo da corneano. Quando há
perda de sensibilidade facial, deve-se examinar o ângulo da mandíbula; a preservação dessa
área (inervada pela raiz espinal C2) sugere um deficit trigeminal. Um piscar fraco, decorrente
de fraqueza facial (p. ex., paralisia do VII par craniano), deve ser distinguido de um reflexo
corneano diminuído ou ausente, comum em indivíduos que usam lentes de contato. Um
paciente com fraqueza facial normalmente sente a mecha de algodão em ambos os lados, até
mesmo com o piscar diminuído.

A função motora do trigêmeo é testada palpando-se o músculo masseter, enquanto o paciente


cerra firmemente os dentes, e pede-se para que abra a boca contra resistência. Quando o
músculo pterigoideo está fraco, a mandíbula desvia-se para o lado desse músculo.

7º par craniano
O 7º par craniano (facial) é avaliado verificando a fraqueza hemifacial. Com frequência, a
assimetria de movimentos faciais é mais evidente durante a conversação espontânea, em
especial quando o paciente sorri ou, se estiver mentalmente confuso, fizer caretas perante um
estímulo nocivo; no lado debilitado, o sulco nasolabial aprofunda-se e a rima das pálpebras
amplia-se. Se o paciente apresentar apenas fraqueza facial inferior (i. e., o enrugamento da
fronte e o fechamento das pálpebras são preservados), a fraqueza do VII nervo é central e não
periférica.
A sensibilidade gustativa nos dois terços anteriores da língua pode ser testada com soluções
doces, azedas, salgadas e amargas colocadas em ambos os lados da língua.

Hiperacusia, indicando fraqueza do músculo estapédio, pode ser detectada posicionando-se


um diapasão em vibração próximo à orelha.

8º par craniano
Como o 8º par craniano (vestibulococlear, acústico, auditivo) transmite entradas auditivas e
vestibulares, a avaliação envolve Exames de audição e Testes da função vestibular

A audição é testada primeiro em cada ouvido sussurrando algo e ocluindo a orelha oposta.
Qualquer perda suspeita devem levar imediatamente a testes audiológicos para confirmar os
resultados e ajudar a diferenciar perda auditiva condutiva de perda neurossensorial. Os testes
de Weber e Rinne podem ser realizados no leito para tentar diferenciar os dois, mas eles são
difíceis de fazer de modo eficaz, exceto em ambientes especializados.

Pode-se avaliar a função vestibular testando o nistagmo. A presença e características (p. ex.,


direção, duração, gatilhos) do nistagmo vestibular ajuda a identificar distúrbios vestibulares e,
às vezes, diferenciar vertigem central de periférica.

9º e 10º pares cranianos


O IX par craniano (glossofaríngeo) e o X par craniano X (vago) geralmente são avaliados em
conjunto. Observa-se se há elevação simétrica do palato quando o paciente diz "ah". Se um
lado é parético, a úvula é levantada e separada do lado parético. A parte posterior de cada
lado da faringe pode ser tocada com um abaixador de língua para checar o reflexo faríngeo (de
ânsia), e a assimetria do reflexo faríngeo é observada; a ausência bilateral do reflexo faríngeo
é comum em pessoas saudáveis e pode não ser importante.

Em um paciente entubado, não responsivo, a sucção no tubo endotraqueal deflagra tosse.

Quando há rouquidão, inspecionam-se as pregas vocais. A rouquidão isolada (com reflexo


faríngeo e elevação do palato normais) deve motivar a busca por lesões (p. ex., linfoma
mediastinal, aneurisma de aorta) que comprimam o nervo laríngeo recorrente.

11º par craniano


O XI par craniano (acessório espinal) é avaliado testando-se os músculos que inerva:

 No caso do esternocleidomastoideo, pede-se ao paciente para girar a cabeça


contra a resistência imposta pela mão do examinador, enquanto este palpa o
músculo ativo (oposto ao lado da rotação).
 Para a parte superior do trapézio, pede-se ao paciente para levantar os ombros
contra a resistência imposta pelo examinador.
12º par craniano
O XII par craniano (hipoglosso) é avaliado pedindo-se ao paciente para estender a língua e
verificando-se se há atrofia, fasciculações e fraqueza (ocorre desvio para o lado da lesão).

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