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EDUCAÇÃO FÍSICA

JOGOS PARAOLÍMPICOS

Professora: Ana Cristina Avelino

Henrique Reis 10ª B n.º 13

29/11/2020
ÍNDICE

Pág.

INTRODUÇÃO ……………………………………………………………………………………………………. 1

1. HISTÓRIA DOS JOGOS PARAOLÍMPICOS ……………………………………………………… 2

1.1 HISTÓRIA DAS ORGANIZAÇÕES ………………………………………………………………… 2

1.2 HISTÓRIA DAS EDIÇÕES DOS JOGOS PARAOLÍMPICOS ………………………………. 3

2. MODALIDADES DESPORTIVAS NOS JOGOS PARAOLÍMPICOS ………………………. 6

3. JOGOS PARAOLÍMPICOS X INCLUSÃO …………………………………………………………. 10

4. PORTUGAL NOS JOGOS PARAOLÍMPICOS ……………………………………………………. 11

CONCLUSÃO ……………………………………………………………………………………………………… 12

BIBLIOGRAFIA …………………………………………………………………………………………………… 13
INTRODUÇÃO

Este trabalho incide sobre os Jogos Paraolímpicos e integra uma das tarefas solicitadas na
disciplina de Educação Física.

Os Jogos Paralímpicos constituem um acontecimento desportivo mundial dirigido a pessoas


portadoras de incapacidade (deficiência). Nestes jogos participam atletas portadores de
deficiência física (mobilidade, amputações, cegueira) ou de deficiência mental.

Atualmente, ambas as versões dos Jogos Paraolímpicos, de verão e inverno, ocorrem de


quatro em quatro anos, na mesma cidade dos Jogos Olímpicos, duas semanas após o fim
destes, utilizando as mesmas instalações e locais, apresentando, algumas modalidades
desportivas semelhantes. Os Jogos Paraolímpicos caracterizam-se como um cenário de prática
desportiva de alto rendimento. Os participantes agem de modo a conseguir o melhor
desempenho atlético possível, tendo como objetivos a vitória e o reconhecimento. Para
participar nos Jogos, é necessário que o candidato seja portador de deficiência elegível (dentro
das normas específicas de cada modalidade) e alcance um nível de desempenho desportivo
competitivo que seja compatível com o mínimo exigido.

O programa dos Jogos Paraolímpicos, é constituído por vinte e sete modalidades, sendo que
duas delas iriam participar pela primeira vez nos Jogos deste ano, entretanto cancelados
devido à pandemia de Covid-19. Além de modalidades adaptadas, como atletismo, natação,
basquetebol, ténis de mesa, esqui alpino e curling, há desportos dirigidos exclusivamente para
pessoas portadoras de deficiência, como Boccia, Goalball e Futebol de cinco.

Os Jogos Paraolímpicos remontam ao ano de 1960, e a sua, já considerável, história é marcada


pela persuasão de muitos, em promover o bem-estar de todos os cidadãos portadores de
deficiência.

Para além do exercício físico enquanto promotor do bem-estar físico e psíquico, os Jogos
Paraolímpicos, constituem um bom exemplo do exercício físico como promotor de inclusão na
sociedade.

Portugal não tem sido exceção, e tem, timidamente, realizado o seu percurso ascendente
nesta matéria.

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1. HISTÓRIA DOS JOGOS PARAOLÍMPICOS

1.1 HISTÓRIA DAS ORGANIZAÇÕES

A primeira organização dedicada à promoção de oportunidades desportivas para pessoas com


deficiência foi a Organização Desportiva Internacional para Deficientes, fundada em 1964. Os
fundadores desta organização pretendiam que este fosse um órgão de desportos adaptados.

Esta organização evoluiu para o Comité de Coordenação Internacional de Organizações


Mundial de Desportos para Deficientes (CCI), que foi criado em 1982. Após o sucesso do
esforço de cooperação entre o CCI e o Comité Olímpico Internacional (COI), o que resultou nos
Jogos Paralímpicos de Verão de 1988 em Seul, o CCI determinou a necessidade de se expandir
e incluir representantes de todas as nações que tinham programas desportivos para
deficientes. Também considerou necessário incluir atletas nas decisões do órgão regulador
paraolímpico.

Este organismo foi reorganizado como o Comité Paralímpico Internacional (CPI) em 1989.
Assim, CPI é o órgão mundial que rege o Movimento Paralímpico. É composto atualmente por
176 Comités Paralímpicos Nacionais e quatro federações desportivas internacionais que
representam deficiências específicas. O presidente é Andrew Parsons, também membro do
Comité Olímpico Internacional. A sede do CPI está em Bonn, na Alemanha. Esta entidade é
responsável pela organização dos Jogos Paraolímpicos de Verão e Inverno. Serve também
como a Federação Internacional para acompanhar nove desportos (quatro de Verão e cinco de
Inverno). Isto implica que o CPI supervisione e coordene os Campeonatos Mundiais e outras
competições para cada um dos nove desportos que regulamenta, reconheça parceiros de
imprensa e certifique funcionários e juízes. O CPI tem um estrito relacionamento de
cooperação com o Comité Olímpico Internacional (COI). Mesmo com essa estreita relação
organizacional, os dois órgãos permanecem distintos e com eventos separados. Em 2001, o
Comité Olímpico Internacional (COI) e o Comité Paraolímpico Internacional (CPI) assinaram um
acordo que garante que as cidades-sede são responsáveis pela organização dos Jogos
Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos.

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Este acordo foi renovado diversas vezes, permanecendo atualmente em vigor até os Jogos
Paraolímpicos de Verão de 2032.

Atualmente há vinte e oito desportos reconhecidos pelo Comité Paralímpico Internacional


(CPI), sendo que um deles (dança esportiva em cadeira de rodas) não é disputado em Jogos
Paralímpicos. A atualização mais recente do programa dos Jogos foi realizada em setembro de
2016, quando o bobsleigh foi provisoriamente adicionado aos Jogos de Inverno.

1.2 HISTÓRIA DAS EDIÇÕES DOS JOGOS PARAOLÍMPICOS

Em 1939, o neurologista alemão Ludwig Guttmann foi forçado pelo governo nazista da
Alemanha a abandonar o país com sua família e foi residir para Inglaterra, exercendo atividade
na Universidade de Oxford. Em 1943, Guttmann foi indicado pelo governo britânico para
chefiar o Centro Nacional de Traumatismos na cidade de Stoke Mandeville, na reabilitação de
soldados que que tinham sido feridos na Segunda Guerra Mundial. Antes da Guerra não havia
aposta na reabilitação de pessoas com deficiência. Guttmann desenvolveu uma nova filosofia
de tratamento para os seus doentes, conciliando trabalho e desporto. Entre as modalidades
utilizadas no tratamento encontrava-se o basquetebol, tiro com arco, dardos e bilhar.

Com o sucesso do novo sistema, Guttmann promoveu, em 28 de julho de 1948, o primeiro


evento desportivo exclusivo para portadores de deficiência. A data não foi escolhida por acaso,
uma vez que no mesmo dia tinham início os Jogos Olímpicos de Londres, a 56 km de Stoke
Mandeville. O evento continuou a ocorrer todos os anos, tornando-se internacional em 1952.
O crescimento continuou de maneira acelerada até que, em 1959, Roma, na Itália, foi
escolhida como sede da nona edição dos Jogos Internacionais de Stoke Mandeville, como era
conhecido o evento, graças aos esforços de Guttmann em unir Jogos Olímpicos e competições
para deficientes (Roma também sediaria os Jogos Olímpicos de Verão de 1960), sendo a
primeira vez que o evento saía de Stoke Mandeville. Quatrocentos atletas de vinte e três
países competiram em provas exclusivas para pessoas em cadeira de rodas.

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Nos Jogos Olímpicos de 1964 em Tóquio, no Japão, os Jogos Internacionais de Stoke
Mandeville aconteceram alguns dias após o encerramento dos Jogos Olímpicos. Nesta época já
era comum — principalmente para a imprensa — o uso do nome "Paraolimpíadas" (contração
de "paraplegia" e "olimpíadas") para designar o evento. Atualmente, é assumido que o nome
“paraolímpico” vem da preposição grega παρά, pará ("junto a" ou "ao lado de") e, portanto,
refere-se a uma competição realizada em paralelo com os Jogos Olímpicos.

Em 1976, ano em que mais uma vez o evento ocorreu no mesmo país sede dos Jogos
Olímpicos (Canadá), mas noutra cidade (Toronto, enquanto Montreal recebeu as Olimpíadas),
outras categorias passaram a integrar os Jogos. Pela primeira vez foram realizados eventos
para deficientes visuais, amputados, pessoas com lesão na medula espinhal, entre outros,
totalizando 1600 atletas de quarenta países.

Talvez o maior avanço para o movimento Paralímpico tenha ocorrido em Seul, durante os
Jogos Paralímpicos de Verão de 1988. Esta edição que foi até então a maior e melhor ao nível
da organização, é considerada um ponto crucial na história dos Jogos, já que pela primeira vez
em 24 anos os atletas paraolímpicos puderam utilizar os modernos locais de competição dos
Jogos Olímpicos. As cerimónias de abertura e encerramento foram realizadas no Estádio
Olímpico pela primeira vez. Perante 75 mil pessoas, a nova bandeira paraolímpica foi
apresentada ao presidente do Comité Internacional de Coordenação, Dr. Jens Bromann. O
termo "Paraolímpicos", foi oficialmente utilizado pela primeira vez nos Jogos de Verão de
1988, realizados em Seul.

Os Jogos de Barcelona, em 1992, representam um acontecimento histórico, pois, pela primeira


vez os comités organizadores dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos surgem juntos na promoção
do desporto. O mesmo Comité Organizador serviu tanto para os Jogos Olímpicos e
Paraolímpicos, com a maioria dos aspetos organizacionais e visuais unificados. Como
consequência deste modelo de gestão, o Comité Organizador entendeu que seria necessário
diminuir o número de atletas e aplicar regras de classificação mais restritas. Esta foi a primeira
Paraolimpíadas a ser transmitida em direto para o país-sede.

Os Jogos Paraolímpicos de Verão de 1996 foram realizados em Atlanta, nos Estados Unidos.
Esta edição foi marcada pela inclusão oficial dos deficientes mentais em determinadas
modalidades de atletismo e natação. Estes jogos também foram os primeiros a atrair
patrocínios de grandes empresas.

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Ao completarem 40 anos, os Jogos Paraolímpicos deram mais um passo importante. A edição
de 2000 foi a primeira a ser realizada no hemisfério sul, em Sydney, na Austrália. Durante a sua
candidatura para os Jogos Olímpicos, em 1993, os organizadores insistiram no princípio de que
todos os serviços essenciais dos dois eventos seriam proporcionados pelos mesmos
funcionários. O Comité Organizador Paraolímpico de Sydney e o Comité Organizador dos Jogos
Olímpicos de Sydney partilharam praticamente todas os espaços e cumpriram a promessa de
criar as melhores condições possíveis para atletas com deficiência. Atletas paraolímpicos e
olímpicos viveram na mesma vila, e utilizaram os mesmos serviços de alimentação, cuidados
médicos e as instalações desportivas.

A edição 2004 dos Jogos, foi marcada por ter sido sediada pelo país berço dos Jogos Olímpicos,
a Grécia (Atenas), e também por ser a primeira edição que o conceito "uma cidade, dois
eventos" foi praticado. Um outro facto sem precedentes desta edição foi o Projeto “ERMIS”,
que foi a primeira iniciativa de acessibilidade nas sedes desportivas e na cidade-sede como um
todo, juntamente com qualidade de vida para os portadores de deficiência locais e a sua
inclusão. Na Cerimónia de Encerramento o novo logotipo do CPI foi revelado ao mundo e a
nova bandeira Paralímpica com os três "agitos" foi hasteada no estádio.

Em 2008, os Jogos realizaram-se pela primeira vez na China (Pequim). Pela primeira vez os
Jogos Olímpicos e Paraolímpicos compartilharam o mesmo slogan ("One World, One Dream"),
com o emblema chamado "Céu, Terra e Humanidade", uma figura estilizada de um atleta em
movimento, implicando os enormes esforços que uma pessoa com uma deficiência tem que
fazer para estar integrada no desporto e na sociedade. Esta foi a primeira edição de verão em
que o ParalympicSport TV, o canal oficial de televisão na internet do CPI, foi utilizado,
proporcionando a possibilidade de assistir aos jogos em qualquer lugar e em qualquer
dispositivo.

Em 2012, Londres foi o palco dos Jogos Olímpicos. O período prévio da edição dos Jogos
Paraolímpicos foi marcado pelo retorno do evento a sua "casa": a vila britânica de Stoke
Mandeville. Os organizadores britânicos esperavam que essa fosse a primeira edição a ter uma
participação massiva dos meios de comunicação, impulsionada pelo sucesso da delegação
britânica nos Jogos Olímpicos, além da expectativa causada pela participação do sul-africano
Oscar Pistorius (primeiro duplo amputado) a participar nos Jogos Olímpicos.

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A emissora de televisão, detentora dos direitos locais, e os patrocinadores, desenvolveram
uma enorme campanha de marketing. A acrescentar a estes factos, assistiu-se a uma venda
sem precedentes de bilhetes e de produtos licenciados. Londres 2012 também teve um
impacto considerável na internet e nas redes sociais, sendo que ao longo dos Jogos houve 1,3
milhão de tweets mencionando o termo "Paralympic", em várias línguas, 25 milhões de
utilizadores únicos acederam ao site oficial do evento e mais de 5,8 milhões de pessoas
transferiram o aplicativo oficial dos Jogos para os seus dispositivos. O número de seguidores
nas redes sociais do CPI também disparou. Numa ação inédita, o CPI juntou-se à Samsung e ao
Youtube e criou uma ação que foi repetida nas edições seguintes, chamada Samsung Bloggers.
Nela os principais paratletas do mundo tornam-se "youtubers" e divulgam o que está a
acontecer “in loco” durante os Jogos. Mais de 600 vídeos produzidos foram visualizados por
mais de 300 mil pessoas.

Em 2016, O Rio de Janeiro (Brasil), recebeu os Jogos Olímpicos. O período prévio dos Jogos
Paraolímpicos foi muito preocupante devido a problemas financeiros que resultaram no baixo
interesse dos patrocinadores e do público, o que levou à diminuição de voluntários e
trabalhadores, a mudança de locais de competição e a desconstrução parcial do Parque
Olímpico de Deodoro. No entanto, a venda de bilhetes começou a aumentar à medida que a
data do evento se aproximava, com o apoio de celebridades locais e internacionais, e com o
sucesso dos Jogos Olímpicos.

2. MODALIDADES DESPORTIVAS NOS JOGOS PARAOLÍMPICOS

Atletismo: possui provas para todos os tipos de deficiência, com provas disputadas em cadeira
de rodas, com o uso de próteses e com o auxílio de um guia. Os dezassete tipos de evento
(disputados na pista, no campo e na rua) são divididos em diversas classes, de acordo com o
grau de comprometimento dos atletas.

Biatlo: é disputado por deficientes físicos e visuais, agrupados em três categorias. Como a
versão olímpica, o desporto reúne a resistência física do esqui cross-country e a precisão do
tiro.

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Esqui alpino: é disputado por amputados, paraplégicos, portadores de paralisia cerebral e
deficientes visuais, agrupados em três categorias. Um sistema de cálculos corrige o tempo de
cada participante para permitir que atletas com graus diferenciados de comprometimento
possam participar da mesma prova.

Esqui cross-country: é disputado por deficientes físicos e visuais. Alguns atletas competem
usando um "sit-ski", uma cadeira apoiada em um par de esquis. As provas variam de 2,5 a 20
quilômetros de extensão.

Hóquei sobre trenó: versão paraolímpica do hóquei no gelo, é disputado apenas por
portadores de deficiência nos membros inferiores.

Levantamento de peso: versão paraolímpica do levantamento de peso básico, é disputado por


amputados dos membros inferiores, paraplégicos e portadores de paralisia cerebral.

Natação: um dos desportos mais populares dos jogos, é disputado por deficientes físicos e
visuais. Não é permitido o uso de próteses ou de qualquer equipamento que auxilie o nadador,
exceto os tappers, usados para bater levemente nas costas dos deficientes visuais para avisá-
los de que a beira da piscina está próxima.

Snowboarding: incluído em maio de 2012, é disputado por deficientes físicos, e compreende


duas categorias.

Tiro: disputado por deficientes físicos. Há duas categorias, para atletas em cadeira de rodas e
em pé. Um sistema de classificação funcional permite que atletas de diferentes graus de
comprometimento participem da mesma prova.

Dança desportiva em cadeira de rodas: único desporto que não faz parte do programa dos
Jogos Paraolímpicos devido ao número ainda restrito de federações nacionais. É disputada nas
categorias combinado (em que apenas um dos integrantes do casal utiliza cadeira de rodas) e
dueto (em que os dois integrantes estão em cadeira de rodas).

Boccia: disputado por atletas em cadeira de rodas portadores de paralisia cerebral.

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Esgrima em cadeira de rodas: disputado apenas por atletas em cadeira de rodas. Apesar de os
atletas, em virtude da cadeira de rodas, ficarem mais afastados entre si, a baixa mobilidade do
torso facilita os golpes, tornando as lutas mais rápidas que na versão tradicional.

Futebol de cinco: é disputado por deficientes visuais.

Goalball: é disputado apenas por deficientes visuais.

Judo: competem neste desporto deficientes visuais, divididos em categorias de peso. As


mulheres participaram pela primeira vez em Atenas 2004.

Basquetebol em cadeira de rodas: desenvolvido quase simultaneamente nos Estados Unidos e


no Reino Unido, é disputado por atletas em cadeira de rodas. A quadra e a altura do cesto são
idênticas às do basquetebol tradicional. A Federação Internacional de Basquetebol em Cadeira
de Rodas organiza os eventos.

Badminton: incluído em outubro de 2014, faria a sua estreia apenas em Tóquio 2020. Será
disputado por deficientes visuais e físicos, seguindo praticamente as mesmas regras de sua
versão convencional. É de responsabilidade da Federação Internacional de Badminton.

Bobsleigh: incluído provisoriamente em setembro de 2016, fará sua estreia apenas em Pequim
2022. Será disputado por deficientes físicos, apenas na modalidade monobob. É de
responsabilidade da Federação Internacional de Bobsleigh e de Tobogganing.

Canoagem: incluída no programa em dezembro de 2010, é aberta a deficientes físicos e


intelectuais. A Federação Internacional de Canoagem administra os eventos da modalidade.

Ciclismo: é disputado por deficientes visuais e físicos. De acordo com seu grau de
comprometimento, o atleta pode usar bicicleta, triciclo, tandem ou handcycles. A União
Ciclística Internacional gere o desporto.

Curling em cadeira de rodas: desporto paraolímpico desde Turim 2006, é aberto a deficientes
físicos com comprometimento nos membros inferiores que necessitam de cadeira de rodas
para se deslocar. É gerido pela Federação Mundial de Curling.

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Hipismo: usado primeiramente para reabilitação e recreação, é hoje disputado por deficientes
visuais e físicos. Homens e mulheres competem juntos, de acordo com o seu perfil funcional. A
Federação Equestre Internacional é a responsável pela modalidade.

Remo: é um dos desportos mais novos no programa sendo introduzido apenas em Pequim
2008. Participam das provas deficientes físicos, utilizando equipamentos adaptados. É gerido
pela Federação Internacional de Remo.

Rugby em cadeira de rodas: está oficialmente nos Jogos desde 2000 e é disputado por atletas
com quadriplegia. É administrado pela Federação Internacional de Rugby em Cadeira de
Rodas.

Taekwondo: incluído em outubro de 2014, faria sua estreia apenas em Tóquio 2020. Será
disputado por deficientes físicos visuais, sendo apenas disputado na modalidade de
demonstração. É de responsabilidade da Federação Mundial de Taekwondo.

Ténis em cadeira de rodas: competem neste desporto portadores de deficiência física em pelo
menos um membro inferior. As regras são as mesmas do tênis tradicional, exceto uma: a bola
pode tocar no chão duas vezes antes de um jogador rebate-la. A Federação Internacional de
Ténis gere a modalidade.

Ténis de mesa: amputados, paraplégicos e portadores de paralisia cerebral competem em


categorias para atletas em pé e em cadeira de rodas. A Federação Internacional de Ténis de
Mesa é a responsável pelo desporto.

Tiro com arco: disputado por paraplégicos, portadores de paralisia cerebral e amputados,
divididos em três classes funcionais. Há competições individuais e por equipas, para atletas em
pé e em cadeira de rodas. É gerido pela Federação Internacional de Tiro com Arco.

Triatlo: incluído em dezembro de 2010, é disputado por deficientes físicos, e compreende seis
categorias. É de responsabilidade da União Internacional de Triatlo.

Voleibol sentado: atletas com deficiência física competem em equipas de seis, podendo
compor a mesma equipa portadores de diferentes graus de deficiência. Por ocorrer num
campo menor que a do voleibol tradicional, é um desporto mais rápido. É gerido pela
Organização Mundial de Voleibol para Deficientes.
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3. JOGOS PARAOLÍMPICOS X INCLUSÃO

A inclusão social é um processo contínuo que implica ações de capacitação e também de


transformação da sociedade, de modo a proporcionar oportunidades de participação social
plena. A efetividade de processos de promoção de inclusão social de Pessoa Com Deficiência
está intimamente relacionada com a transformação de paradigmas, estereótipos e
preconceitos. Isso é possível, entre outras formas, por meio da educação formal, da divulgação
dos meios de comunicação social e de fenómenos socioculturais capazes de contribuir para
alterar ou reforçar valores morais, como o desporto, por exemplo.

O desporto é um importante fenómeno sociocultural no século XXI, tendo participação


importante em vários domínios, nomeadamente, nos meios de comunicação social, na
constituição do PIB dos países e na inserção como atividade educacional, recreativa ou
profissional em diferentes grupos sociais. É um fenómeno plural e heterogéneo, que
transmite, transforma e reforça valores morais e o espectro social de diferentes grupos, sendo
também transformado por quem se envolve nas suas práticas. O desporto é tido como um
fenómeno relacionado com processos de educação, sendo um importante influenciador sobre
a formação de opinião de praticantes e espectadores.

Como outros grupos sociais, as Pessoas Com Deficiência mantêm uma relação importante e,
por vezes, particular com o desporto. Historicamente, a inserção desse grupo em atividades
desportivas já recebeu diferentes identidades, objetivos e sentidos, sendo tratada como modo
de reabilitação, lazer, educação e trabalho. A intensificação desta relação, especialmente pelo
aumento das ofertas de atividades desportivas para este público, e transformações de
estruturas sociais que permitem uma participação mais ampla das Pessoas Com Deficiência no
campo desportivo, fortalecem a importância do desporto como um dos possíveis meios de
facilitação de processos de inclusão social, tanto pela via de capacitação da Pessoa Com
Deficiência praticante, quanto pela capacidade de esse fenómeno sociocultural disseminar
ideais e valores morais que podem interferir no modo como a sociedade estabelece relações
com as Pessoas Com Deficiência.

O desporto paraolímpico consiste numa área do desporto, constituindo uma das possíveis
alternativas de participação desportiva para Pessoa Com Deficiência, e os Jogos Paraolímpicos
constituem o seu principal evento.
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A sua importância mede-se pelo facto de ser uma das únicas oportunidades de divulgação
mediática para atletas e equipas em diversos países do mundo. Os Jogos Paraolímpicos e os
seus participantes acabam por exercer um importante papel de divulgação e transformação
social sobre as potencialidades e desejos de participação das Pessoas Com Deficiência na
sociedade. Os valores, ideais e comportamentos transmitidos durante os jogos, contribuem
para a transformação das formas de perceção relativas à inclusão das Pessoas Com Deficiência.
Nesse cenário, os Jogos Paraolímpicos exercem um papel de destaque como meio de
colaboração para a transformação de estereótipos, paradigmas e, principalmente,
preconceitos em relação às potencialidades e possibilidades de participação social de Pessoas
Com Deficiência. Sendo o evento desportivo que mais atrai a atenção da sociedade para as
Pessoas Com Deficiência, os jogos têm um papel fundamental sobre o modo como essas
pessoas são reconhecidas. Embora não abarquem sujeitos com todos os tipos de deficiência,
assim como todas as possibilidades de práticas desportivas adaptadas, contam com a elite dos
atletas paralímpicos a nível mundial. Os Jogos Paraolímpicos representam, nesse cenário, uma
excelente oportunidade de divulgação de uma perspetiva mais positiva e desportiva sobre os
atletas paraolímpicos, fomentando a transformação de paradigmas sobre deficiência na
sociedade.

4. PORTUGAL NOS JOGOS PARAOLÍMPICOS

O Comité Paraolímpico de Portugal (CPP) foi fundado a 26 de setembro de 2008. Esta iniciativa
veio colmatar uma necessidade sentida no contexto desportivo nacional enquanto elemento
capaz de adicionar qualidade ao sistema desportivo, correspondendo a um imperativo legal
nacional, mas também, e não menos relevante, a uma exigência internacional. O Comité
Paraolímpico de Portugal insere-se nas grandes preocupações mundiais pelo que a sua missão
deve estar para além da exclusiva dimensão desportiva, considerando como fim último, a
inclusão das pessoas com deficiência. O Comité Paralímpico de Portugal (CPP) é uma
instituição desportiva, sem fins lucrativos, com a missão de divulgar, desenvolver e defender o
movimento paralímpico e o desporto em geral, em conformidade com as normas do Comité
Paralímpico Internacional. Tem ainda como missão promover o gosto pela prática desportiva,
como meio de formação do caráter, de defesa da saúde, do ambiente, da coesão e inclusão
social e a responsabilidade de gerir os Programas de Preparação Paraolímpica e Surdolímpica e
de assegurar a participação nos Jogos Paralímpicos e Surdolímpicos.
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Portugal participou pela primeira vez nos Jogos Paraolímpicos em 1972, onde foi representado
unicamente pela Seleção Masculina de basquetebol em cadeira de rodas, que foi eliminada na
fase preliminar da competição, com uma vitória (sobre a Suíça) e três derrotas. Portugal voltou
a participar dos Jogos Paraolímpicos em 1984, onde os seus atletas ganharam as primeiras
catorze medalhas do país, incluindo três de ouro no atletismo e uma no Boccia. Portugal desde
então, tem participado em cada edição subsequente dos Jogos Paraolímpicos de Verão, mas é
um dos poucos países da Europa Ocidental, que nunca participou nos Jogos Paraolímpicos de
Inverno.

Os atletas portugueses obtiveram no total 92 medalhas paraolímpicas, sendo elas 25 de ouro,


31 de prata e 39 de bronze. Em 2016, Portugal encontrava-se classificado na quadragésima
posição do quadro de medalhas dos Jogos Paralímpicos.

O melhor resultado alcançado pelo país foi em 2000, quando ganhou quinze medalhas (das
quais seis eram de ouro), classificando-se na vigésima sexta posição. Portugal tem obtido bons
resultados, com destaque para as seguintes modalidades: Atletismo, Boccia, Ciclismo, Futebol,
Natação e Ténis de Mesa.

CONCLUSÃO

Os jogos paraolímpicos desempenham uma função primordial na integração das pessoas


portadoras de deficiência, ao proporcionar a possibilidade de treinar, participar, competir e
vencer em várias áreas. Por outro lado, a promoção do desporto, destinada a pessoas com
deficiência, que culmina, na participação, já substancial de muitos atletas nos Jogos
Paraolímpicos, não deixa de ser um passo importante na educação dos cidadãos, na aceitação
da diferença (deficiência) como parte integrante da sociedade. Todos somos diferentes, mas
com direitos iguais, relativamente à participação e merecedores de respeito e
reconhecimento. Portugal, apesar de ter feito o seu caminho nesta área, deveria investir,
nestes atletas, e proporcionar-lhes condições económicas, instalações e patrocínios que
promovessem a sua plena integração e participação na sociedade. Este investimento traria
retorno ao nível da saúde física e mental dos atletas portadores de deficiência e seria um bom
instrumento de promoção da cidadania de toda uma população, que por vezes tem tendência
a excluir todos aqueles que apresentam alguma diferença. A diferença deverá ser encarada
como promotora do desenvolvimento de uma comunidade.
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BIBLIOGRAFIA

https://www.infopedia.pt/$jogos-paraolimpicos

https://pt.scribd.com/document/447090295/A-historia-dos-Jogos-Paraolimpicospdf

https://www.coladaweb.com/educacao-fisica/paraolimpiadas

https://www.dn.pt/tag/jogos-paralimpicos.html

https://www.tsf.pt/desporto/a-historia-dos-jogos-paralimpicos-2740840.html

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