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Centro Universitário de Itajubá - FEPI

Curso de Direito.

Ana Laura Silva Amaral


Ana Paula Paulino
Guilherme Plácido Corrêa
Patrik Bryan Anselmo
Tulio Daniel Floriano
William Fernandes

RESPONSABILIDADE PELO DANO INFECTO: A LIMITACÃO DE ANIMAIS EM


PEQUENA ÁREA

Itajubá-MG
2020
Ana Laura Silva Amaral
Ana Paula Paulino
Guilherme Plácido Corrêa
Patrik Bryan Anselmo
Tulio Daniel Floriano
William Fernandes

RESPONSABILIDADE PELO DANO INFECTO: A LIMITACÃO DE ANIMAIS EM


PEQUENA ÁREA

Atividade Avaliativa apresentada ao Prof


Fernanda Souza para obtenção de nota
parcial do 2º bimestre na disciplina Direito
das obrigações do Centro Universitário de
Itajubá – FEPI.

Itajubá-MG
2020
1
TÍTULO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

1.ABSTRACT
Damage action infects civil code articles,it determines restrictions on the
exercise of the right to property that are done in the private interest by establishing
limits within which the owners can act without prejudice to their neighbors. The
legislation therefore protects the owner or the owner of a property against what is
known for infectious damage,of the infected is the presumed possible damage that is
about to happen soon is the possible and imminent damage that points to the risk of
damage and has as a practical example,the creation of animals in a small area such
as apartments with,the creation of animals in a small area such as apartments
with,where the animal is stressed that it is natural to start barking all the time,
because the owners due to busy life do not have time to walk with the animal, even
the lack of hygiene of the apartment owner himself who did not do the necessary
cleaning,even the lack of hygiene of the apartment owner himself who did not do the
necessary cleaning,it turns out that the odor reaches the neighboring apartments,
causing discomfort between both.

2.. RESUMO

A ação de Dano infecto os artigos do código civil, determina restrições ao


exercício do direito de propriedade que se fazem no interesse privado estabelecendo
limites dentro dos quais os proprietários podem atuar sem prejuízo de seus vizinhos.
A legislação portanto protege o proprietário ou possuidor de um imóvel contra o que
se conhece por dano infecto, do infectado é o prejuízo presumível eventual que está
para acontecer em breve é o prejuízo possível e iminente que aponta para o risco de
dano e tem como exemplo prático, a criação de animais em pequena área como
apartamentos com tamanho, onde o animal fica estressado que é natural começar a
latir o tempo todo, pois os donos devido a vida corrida não tem tempo para passear
com o animal, até mesmo a falta de higiene do próprio proprietário do apartamento

2
que não fazer devida limpeza necessária, acaba que o odor chega aos
apartamentos vizinhos, ocasionando mal estar entre ambos.

PALAVRA-CHAVE: Dano infecto, animais e propriedade.

3. INTRODUÇÃO

O presente artigo tem por sua finalidade abranger o assunto em questão,


sob a ótica jurista, ou seja, da lei em seu inteiro teor.

Dano infecto, nada mais é do que um prejuízo presumível, eventual, que


está para acontecer em breve, possível ou iminente, que aponta para um risco de
dano.
Apesar de ser pouco utilizada, a ação de dano infecto tem sido deferida em
casos de perturbação sonora, onde o vizinho prejudicado busca no judiciário a
retomada de seu sossego em virtude do barulho alheio constante.

Finalmente, apesar de ser medida interessante, a ação de dano infecto tem


se tornado uma raridade processual, tendo em vista a existência de outras
demandas mais efetivas.

Em resumo, dano infecto, trata-se dos direitos de vizinhança, de forma


habitual se dá como desentendimentos entre vizinhos.

As limitações e determinações do conteúdo da propriedade são assunto de


direito público ou de direito privado. Se elas são permitidas como regras legais
responde a Constituição de 1988, principalmente os artigos 170 e seguintes.

A natureza jurídica destes, na opinião majoritária da doutrina, é que se


tratam de obrigações “propter rem”, ou seja, da própria coisa, advindo os direitos e
obrigações do simples fato de serem os indivíduos vizinhos

Sempre que o exercício do direito de outrem, chocando-se com esse, e,


pois, podendo ser proibida a incursão por aquele, nasce aos legisladores o problema
3
de técnica legislativa consistente em se ajustarem os interesses.
A matéria do uso nocivo da propriedade era objeto do artigo 554 do Código
Civil, e há correspondência no artigo 1.277 do Código Civil de 2002:
A regra limita o conteúdo do direito de propriedade do proprietário vizinho,
nascendo no outro proprietário o direito de vizinhança.
Essas limitações ao direito de propriedade são limitações ao próprio
conteúdo do direito de propriedade.
O uso da propriedade, dentro do que rezam os artigos 5º, XXIII; 170, III; 186,
I a IV, está condicionado ao bem-estar social.
O Código, portanto, confere proteção contra atos que impliquem risco à
segurança, ao sossego e saúde, como exemplifica Washington de Barros Monteiro
(Curso de Direito Civil. Direito das Coisas. Editora Saraiva. 37ª edição. São Paulo,
2003, p. 135/136.):
“São ofensas à segurança pessoal, ou
dos bens, todos os atos que possam
comprometer a estabilidade e a solidez do
prédio, bem como a incolumidade de seus
habitantes. Constituem exemplos a exploração
de indústrias perigosas, como a de explosivos e
inflamáveis, o funcionamento de indústrias que
provoquem trepidações excessivas, capazes de
produzir fendas ou frinchas no prédio, e
armazenamento de mercadorias
excessivamente pesadas, acarretando o
recalque do terreno, as escavações muito
profundas, a existência de árvores de grande
porte, que ameaçam tombar na propriedade
vizinha”.

Finalmente, constituem ofensas à saúde as emanações de gases tóxicos, as

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exalações fétidas, a poluição de águas pelo lançamento de resíduos, a presença de
substâncias putrescíveis ou de águas estagnadas e o funcionamento de estábulos
ou de matadouros.

A segurança que a lei trata é a material e é a pessoal e moral. No


ensinamento de Pontes de Miranda (Tratado de direito privado, tomo XIII, ed.
Bookseller, pág. 382), tanto ofende a segurança, ou pode vir a ofendê-la quem
trabalha na casa vizinha com explosivos quanto quem acoita bandidos ou recebe
jogadores que costumam brigar a tiros. O bordel e a casa de tolerância podem ser
ofensivos ao sossego, podem mesmo criar situação de insegurança para os
vizinhos. O calor excessivo, as trepidações perigosas, os corpos gaseiformes que
possam produzir uma explosão, a penetração de líquidos nas paredes-nuas deve
ainda ser enquadrados nessas situações do artigo 554 do Código Civil de 1.916 que
são nocivas à vizinhança.

4. DESENVOLVIMENTO

A lei nº 10.406 de 10 de janeiro de 2002 que instituiu o novo Código Civil


Brasileiro de 2003 (ano em que entrou em vigo), traz em seu teor, normas entre os
cidadãos, desde o regime de casamento até os prazos prescricionais.

O assunto de que vamos abordar no presente artigo é o dano infecto, mais


especificadamente a limitação de animais em pequena área.

Mais para tal análise devemos saber primeiramente o que é, e onde


encontramos no Código Civil Brasileiro.

O “caput” do artigo 1.277 do código civil, instituiu o seguinte.

“...Art. 1.277. O proprietário ou o possuidor de um prédio tem o


direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança,
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ao sossego e à saúde dos que o habitam, provocadas pela
utilização de propriedade vizinha.

Parágrafo único. Proíbem-se as interferências considerando-se


a natureza da utilização, a localização do prédio, atendidas as
normas que distribuem as edificações em zonas, e os limites
ordinários de tolerância dos moradores da vizinhança...”

Assim como podemos ver no “caput” acima, essa ação se refere a


desentendimentos entre vizinhos, sobre qualquer ótica.

A vizinhança está assegurada pelo o artigo prevêo caput do artigo


1.277 do Código civil.

O parágrafo único deste artigo há sempre a situa proíbem as interferências


considerando se a natureza da utilização, a localização do prédio atendidas, as
normas que distribuem as edificações em zonas e os limites ordinários de
tolerância dos moradores da vizinhança, geralmente em tom o que fazer contra o
vizinho que está me perturbando constantemente, em caso de condomínio alguns
procuram síndico esperando que ele resolva a situação sendo que nem sempre
está obtém sucesso, em outros casos não havendo o síndico não resta outra
opção ao vizinho em ajuizar uma ação chamada ação de danos infecto.

“A proximidade entre os prédios pode levar a


conflitos, razão pela qual atua o direito, impondo
limites recíprocos, visando a estabilidade e a
harmonia, que é uma exigência da vida social. A
disparidade entre o senso moral das pessoas, o nível
diferente de educação, de urbanidade, de civilidade,
apenas para citar alguns pontos, permitem dizer que
não são poucos aqueles que só têm olhos para suas
conveniências e interesses, pouco se importando
com as dificuldades e problemas alheios. ”

As normas de regência dos direitos de vizinhança são preferentemente


cogentes, porque os conflitos nessa matéria tendem ao litígio e ao aguçamento de
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ânimos. Em uma visão clássica conceitual, Washington de Barros Monteiro
assevera que “Os direitos de vizinhança constituem limitações impostas pela boa
convivência social, que se inspira na lealdade e na boa-fé. A propriedade deve ser
usada de tal maneira que torne possível a coexistência social. Se assim não se
procedesse, se os proprietários pudessem invocar uns contra o outro seu direito
absoluto e ilimitado, não poderiam praticar qualquer direito, pois as propriedades
se aniquilariam no entrechoque de suas várias faculdades” (Curso..., 2003, v. 3, p.
135).

Rubens Limongi França conceitua as relações de vizinhança como sendo “o


complexo de direitos e obrigações recíprocos que regulam o direito da propriedade
imóvel entre os vizinhos” (Instituições..., 1996, p. 464).

Segundo Paulo Lôbo, “os direitos de vizinhança compreendem o conjunto


de normas de convivência entre os titulares de direito de propriedade ou de posse
de imóveis localizados próximos uns aos outros. (...). Na dimensão positiva,
vizinhos são os que devem viver harmonicamente no mesmo espaço, respeitando
reciprocamente os direitos e deveres comuns” (LÔBO, Paulo. Direito..., 2015, p.
177).

4.1. DO USO ANORMAL DA PROPRIEDADE

O dispositivo fundamental relativo ao uso anormal da propriedade é o art.


1.277 do CC/2002, prevendo o seu caput que “O proprietário ou o possuidor de um
prédio tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança, ao
sossego e à saúde dos que o habitam, provocadas pela utilização de propriedade
vizinha”.

Pois bem, algumas conclusões fundamentais podem ser retiradas do


dispositivo. A primeira delas é que as normas de direito de vizinhança não
protegem somente o proprietário, mas também o possuidor, uma vez que o último
também pode tomar as devidas medidas em casos de perturbações praticadas por
terceiros. A segunda conclusão é que o dispositivo consagra uma ampla proteção,
relacionada com a segurança, o sossego e a saúde dos habitantes do imóvel.
Esses três parâmetros consagram a regra dos três (segurança, sossego e saúde),

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que deve ser observada para a configuração do exercício regular do direito de
propriedade ou não. Ilustrando, em havendo excesso de barulho decorrente de um
prédio vizinho, o possuidor ou proprietário pode tomar as medidas necessárias
para a sua cessação.

4.2. ANIMAIS EM CONDOMINIOS.

Ainda temos uma legislação paralela para prédios e condomínios. O que se


sabe é que hoje em dia é proibido negar-se o condômino de se ter um pet.

O que deve ser observado não é o tamanho do animal e sim se ele é


prejudicial de alguma forma ao condomínio, ou seja, se ele traz algum risco a
segurança ou a saúde dos moradores.
Não basta a alegação de que o cão é grande ou de que late de vez em quando para
restringir a permanência do animal no condomínio. Um “pit bull” pode trazer menos
incômodo do que um mini poodle que late de forma intermitente.

Algumas convenções e regimentos internos proíbem a permanência de


animais em condomínios, outras restringem o tamanho do animal estabelecendo
permissibilidade apenas para animais de pequeno porte, e outras, de forma
acertada, proíbem somente os animais que causem transtornos ao sossego, à
saúde e segurança dos demais moradores do prédio.

Os animais domésticos estão cada vez mais presentes na família brasileira.


Prova disso é que o nosso país é o quarto, no mundo, em número de pets: conta
com mais 132 milhões. O fundamental é que haja regras claras para todos seguirem.
O condomínio deve explicitar no regulamento interno ou convenção exatamente o
que é permitido em suas áreas comuns. 

“Deve explicitar no documento situações como: as


áreas onde os animais podem circular, se só do
elevador para a portaria ou não, se podem usar o
elevador social, se devem usar guia e coleira ou não.
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O que acontece se o animal fizer necessidades nas
áreas comuns, como deve ser tratado o assunto
barulho, enfim, o mais abrangente possível",
exemplifica Vania Dal Maso, diretora da
administradora ItaBR.

Importante salientar que o regulamento não pode, ao contrário do que se


pensa, pedir que os moradores transitem com seus pets no colo, explica Rodrigo
Karpat, advogado especialista em condomínios e consultor do SíndicoNet.

Solicita-nos a Associação Brasileira Terra Verde Viva a emissão de Parecer


Jurídico sobre a seguinte situação: 

“Têm sido encaminhadas ao e-mail desta


Associação várias denúncias sobre Condomínios que
proíbem a permanência de animais nas unidades dos
Condôminos (proprietários, ou locatários); proíbem o
trânsito de animais nas áreas comuns dos edifícios;
proíbem o transporte dos animais nos elevadores, até
mesmo no de serviço; e, além disso, abordam os
Condôminos que têm animais de estimação, de forma
escrita ou verbal, para que estes retirem seus bichos
das suas unidades. Além de tudo isso, proíbem que
visitantes (parentes e amigos de condôminos) subam
aos apartamentos ou as unidades horizontais com
bichos de estimação. Diante da frequência com que
isso vem ocorrendo, solicitamos Parecer Jurídico a V.
Senhoria, a fim de que possamos orientar as pessoas
que estão relatando esses problemas. ”

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Posta a situação dos fatos, passamos a examinar e a emitir a nossa opinião
jurídica, amparada em fundamentos Constitucionais e infraconstitucionais, que, ao
nosso ver, é o que responde ao questionamento suscitado por essa Associação
ambientalista. § A proteção constitucional dos animais.

4.3. Legislação ordinária e a importância dos animais no sistema


jurídico.

Os animais, desde 1988, data em que foi promulgada a Constituição


Federal, passaram a ter amparo jurídico, pela Lei Maior do País, conforme se vê do
art. 225, § 1º, VII, da Constituição Federal, que dispõe:

“Todos têm direito ao meio ambiente


ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do
povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-
se ao poder público e à coletividade o dever de
defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras
gerações.”, e que “Para assegurar a efetividade desse
direito, incumbe ao poder público: VII – proteger a
fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas
que coloquem em risco sua função ecológica,
provoquem a extinção de espécies ou submetam os
animais a crueldade”.

A proposta sancionada pelo presidente altera a Lei de Crimes Ambientais, de


1998, e cria um item específico para a proteção de cães e gatos. A pena será de
dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição da guarda. Antes, o máximo era
um ano, podendo aumentar em um sexto se a agressão resultasse na morte do
animal. Com o agravamento da punição, o crime deixa de ser considerado de
menor potencial ofensivo, o que diminui a chance de um processo criminal ser
suspenso.

Desdobrando o princípio contido no Texto Constitucional, vem o art. 32, da


Lei 9.605, de 12.02.98 (Crimes ambientais), que prescreve: 
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“Lei nº 9.605 de 12 de Fevereiro de 1998

Dispõe sobre as sanções penais e


administrativas derivadas de condutas e atividades
lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir


ou mutilar animais silvestres, domésticos ou
domesticados, nativos ou exóticos:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e


multa.

§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza


experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda
que para fins didáticos ou científicos, quando
existirem recursos alternativos.

§ 1º-A Quando se tratar de cão ou gato, a pena


para as condutas descritas no caput deste artigo será
de reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, multa e
proibição da guarda. (Incluído pela Lei nº 14.064, de
2020)

§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um


terço, se ocorre morte do animal”.

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Afinal, prevê o art. 3º, do Decreto Federal de 10.07.34, editado no Governo
de Getúlio Vargas, que:

“Consideram-se maus tratos: I – praticar ato de


abuso ou crueldade em qualquer animal”.

A criação de animais domésticos em imóveis urbanos aumentou


consideravelmente, pois, um número cada vez mais alto de pessoas se encontram
vivendo em condomínios. A busca por segurança, praticidade e divisão de despesas
são alguns dos fatores que motivam as pessoas a conviver com várias outras em um
espaço com pouca extensão. Nesse contexto, surge a questão dos animais que
vivem em condomínios.

Dessa forma, vale ressaltar que a Constituição Federal nos seus artigos 5º e
170ºcitam,

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção


de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e
aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

XXII- é garantido o direito de propriedade

Art.170. A ordem econômica, fundada na


valorização do trabalho humano e na livre iniciativa,
tem por fim assegurar a todos existências dignas,
conforme os ditames da justiça social, observados os
seguintes princípios:

II- Propriedade privada. ”

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Desse modo, segundo o Art.5°, XXII e Art.170, II “assegura-se ao cidadão o
direito da propriedade”, sendo assim, assegura-se o direito de ter animais de
estimação em suas casas ou apartamentos, desde que os animais não causem
riscos à saúde e à segurança dos demais moradores, visitantes e funcionários.

O direito à propriedade é entendido por muitos como um dos direitos basilares


do ser humano. No que diz respeito à natureza humana, a propriedade é um dos
elementos capaz de fazer com que o homem se sinta realizado. Desse modo, a
moradia é o local propício para a perpetuação da dignidade humana.

Por este motivo, a própria Constituição Federal vigente inclui o direito à


moradia como um dos direitos sociais basilares do Estado Democrático de Direito. O
novo Código Civil introduziu em seu artigo 1228 alguns direitos que são inerentes à
propriedade. Dentre eles, é assegurado ao proprietário a faculdade de usar, gozar,
dispor da coisa e reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou
detenha. Tais direitos constituem um amplo instrumento de liberdade individual e de
proteção ao direito de propriedade.

No que tange o direito de propriedade gozar de uma ampla proteção legal,


seu exercício não é absoluto, pois, o exercício dos direitos inerentes à propriedade
não podem causar prejuízos ou interferências no direito alheio. Então, quando se
trata do direito a vizinhança a lei impõe as pessoas alguns sacrifícios que
necessitam ser respeitados para que a convivência social seja possível e para que a
propriedade de cada indivíduo seja respeitada. Ademais, vale salientar que nenhuma
convenção de condomínio pode proibir a permanência de animais no interior de
apartamentos, pois estaria violando o direito de propriedade, que é permitido pela
Constituição Federal em seu art.5°. A Constituição Federal é a lei maior de um País,
nenhuma lei pode ser contrária a ela. Porém, se por um lado é assegurado o direito
de propriedade, no qual, inclui ter animais de estimação dentro de casa, por outro
lado existe o direito dos vizinhos ao sossego, à salubridade e à segurança.

O barulho, certamente, é o maior responsável por desentendimentos entre


vizinhos, principalmente em condomínios e apartamentos. A verdade é que a
poluição sonora constitui grave infração dos deveres de vizinhança.

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Uma das principais reclamações com relação a animais de estimação em
condomínio é o latido, pois, alguns cachorros latem muito mais alto do que os
outros, principalmente quando estão sozinhos. Outro fator que pode incomodar são
as unhas do cachorro, se elas estiverem muito compridas vão fazer barulho no
apartamento de baixo, como também, o animal pode chegar até mesmo a arranhar a
porta, causando ruídos irritantes e incomodando outras pessoas com mais
facilidade. Outra questão importante a ser ressaltada é sobre o mau cheiro, se não
houver a higienização correta dos dejetos do animal, além do odor, pode ocorrer
outras consequências, como a transmissão de doenças. A falta de higiene no interior
das unidades habitacionais do condômino pode atrair insetos e doenças. Ao mesmo
tempo, há risco para o bem-estar do próprio animal, o que pode ser considerado
abuso e maus-tratos pela Lei de Crimes Ambientais (artigo 32). Ademais, animais
que ficam fechados por um longo período de tempo podem adquirir um alto nível de
estresse levando-os a se tornarem mais agressivos.

Quando o dono do animal não cumpre com seus deveres, cabe a ação do
dano infecto que tem cabimento naquelas situações em que o proprietário ou
possuidor de um imóvel esteja sofrendo, ou tenha justo receio de sofrer, dano ou
prejuízo pelo uso nocivo de: barulho excessivo, desordem, criação de animais, ruína
etc, de prédio vizinho. A ação de dano infecto tem como pressuposto os artigos 1227
e 1280 do Código civil. O artigo 1227 diz “o proprietário ou o possuidor de um prédio
tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança, ao sossego
e à saúde dos que habitam, provocadas pela utilização de propriedade vizinha.

O dano infecto é iminente, ou seja, ainda não ocorreu, mas está prestes a
acontecer, e por isso a lei irá fornecer ao proprietário ou possuidor a possibilidade de
exigir uma caução de garantia caso esse dano venha a se concretizar. Nesse
sentido dispõe o art. 1280 do Código Civil: art.1280. O proprietário ou o possuidor
tem direito a exigir do dono do prédio vizinho a demolição, ou a reparação deste,
quando ameace ruína, bem como que lhe preste caução pelo dano iminente. Dessa
forma, a caução mencionada anterior constitui uma da grandes vantagens que a
ação de dano infecto pode oferecer, segundo Venosa (2012,v.V, p. 301) “ Na caução
de dano infecto, aquele que teme a ruína ou prejuízo em sua propriedade pede
garantia a futura reparação”, isto é, a referida medida constitui um importante

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instrumento de proteção a pessoa que possa vir sofrer o dano. Ainda que alguns
danos já tiveram ocorrido, essa ação ainda pode ser utilizada devido a possibilidade
que novos danos venham a ocorrer. Dessa forma, fica evidente que o autor poderá
recorrer à justiça para que se tenha a efetivação do seu direito ao sossego.

Para que o condômino possa estar com seu animal de estimação e não
ocasionar problemas com seu vizinho é importante: manter o animal sempre limpo,
bem cuidado, com a pelagem em ordem, odor agradável, livre de pulgas e com a
vacinação em dia, principalmente por questões de saúde, como também, sempre
que o animal fizer os seus dejetos recolher a sujeira, para evitar o mau cheiro e
doenças transmissíveis. Por isso é importante que o dono determine um espaço
para que o cachorro faça suas necessidades, para isso, pode-se utilizar jornais,
tapetes sintéticos laváveis ou tapetes higiênicos descartáveis, por exemplo.
Ademais, quando frequente o ruído das unhas do animal em contato com o piso,
nesse caso, a solução é manter as unhas aparadas ou cobrir o piso com tapete. Por
fim, zelar para preservar o equilíbrio mental do animal. Para tanto, proporcionando a
ele exercícios e distrações para que o animal possa se exercitar, gastar suas
energias e não ficar estressado.

Portanto, é possível resolver os conflitos, o melhor caminho é a solução


amigável, obtida com diálogo, bom senso, solidariedade e a boa-fé. Dessa forma,
para que o convívio social seja algo possível.

4.4. DIANTE DE TEMPOS ATÍPICOS DE PANDEMIA,


DESCORRE:

A grande situação que estamos vivendo nos últimos dias por causa do novo
corona vírus (COVID 19), tem feito que a grande maioria da população fique dentro
de suas residências para que haja mais controle do vírus e menos mortes,
entretanto, os cães desses moradores também sofrem com essas mudanças, pois,
estando dentro de casa ficam mais agitados e inquietos, latindo demais quando seus
donos não estão e aranhando as portas.

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Diante disso, os animais de estimação, principalmente os cães, começam a
latir mais ou já são assim, tirando o sossego e descanso dos vizinhos daquele
condomínio. Além disso, outro fato que devemos ressaltar, seria que os eles podem
ter muita liberdade, e fazendo suas necessidades onde não devia, trazendo até
mesmo doenças e levando em consideração a higiene que os moradores gostariam
de manter. Além do que, quando se trata de um animal de grande porte os
moradores ficam com medo por exemplo de dividir o elevador, que este animal
escape e venha atacá-los repentinamente.

Nenhuma convenção de condomínio pode proibir a permanência de animais


no interior de apartamentos, pois estaria violando o direito de propriedade, que é
permitido pela nossa Constituição Federal em seu artigo 5º, XXII. A Constituição
Federal é a lei maior de um país, nenhuma lei pode ser contrária a ela.

“É garantido o direito de propriedade” Art. 5º


inciso XXII”.

Levando em consideração isso, a pessoa tem direito de ter sua propriedade e


ninguém pode violar ou atrapalhar, ou querer tirar a pessoa de sua residência por
causa de seu animal de estimação. Entretanto, as convenções podem restringir a
forma como os animais são mantidos nas áreas de uso comum, como, por exemplo,
estabelecer que devem usar o elevador de serviço, que devem circular nas áreas
comuns com guia etc.

Friso que o animal não pode colocar em risco a saúde e a segurança dos
demais moradores e não pode tirar o sossego destes moradores. Então, o cão não
pode ficar latindo a noite inteira, por exemplo. Se for um animal bravo, deve circular
com focinheira nas áreas comuns. E, é claro, quando for circular com seu animal nas
áreas comuns, sempre levar um saquinho para recolher as necessidades.

Outrossim, o supremo tribunal de justiça – STJ decidiu que não se pode proibir.

Os moradores de condomínios de terem seus animais de estimação, levando em


consideração a função social da propriedade, mas também limitou este direito, pois
esse direito não absoluto, pois não se pode usar um direito para prejudicar terceiros.

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Por isto, o STJ deixou claro em sua decisão que a convenção do condomínio
não pode proibir irrestritamente animais, mas pode impor limites, observando o que
determina o Código Civil em seu art. 1336, e a Lei 4591/64 em seu art. 19.

“Cada condômino tem o direito de usar e fruir,


com exclusividade, de sua unidade autônoma,
segundo suas conveniências e interesses,
condicionados, umas e outros às normas de boa
vizinhança, e poderá usar as partes e coisas comuns
de maneira a não causar danos ou incômodo aos
demais condôminos ou moradores, nem obstáculo ou
embaraço ao bom uso das mesmas partes por todo.
Lei 4591/64 Art. 19.

São deveres do condômino: IV - dar às suas


partes a mesma destinação que tem a edificação, e
não as utilizar de maneira prejudicial ao sossego,
salubridade e segurança dos possuidores, ou aos
bons costumes. art. 1336 inciso IV. ”

Sendo assim, o morador do condomínio que se sentir prejudicado por algum


acontecimento, ou que o animal fez, poderá acionar o poder judiciário para pedir a
reparação de tal dano sofrido conforme diz o artigo do código civil.

“O proprietário ou o possuidor tem direito a exigir do


dono do prédio vizinho a demolição, ou a reparação
deste, quando ameace ruína, bem como que lhe
preste caução pelo dano iminente. ” Art. 1280 do
código civil.

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A ação de dano infecto tem cabimento naquelas situações em que o
proprietário ou possuidor de um imóvel esteja sofrendo, ou tenha justo receio de
sofrer, dano ou prejuízo pelo uso nocivo de: – barulho excessivo – desordem –
criação de animais – armazenagem de produtos perigosos, como inflamáveis e
explosivos – exalações fétidas – entre outros, ou ruína, de prédio vizinho.

A ação de dano infecto tem destaca-se que o receio deve ser real, e não
baseado em um temor infundado.

O objetivo primordial desta ação é cominar pena ao proprietário do imóvel, até


que cesse a situação que fundamenta o pedido, ou a prestação de caução pelo dano
iminente. Segundo Venosa (Direito Civil, direitos reais, (2012, v. V, p. 301).

“Na caução de dano infecto, aquele que teme a ruína


ou prejuízo em sua propriedade pede garantia de
futura reparação”

Portanto, diante dos fatos narrados nesse problema social de dano infecto,
principalmente em condomínio, e anda mais agora em tempos de pandemia,
acredito que se deve haver maior consciência e bom senso dos donos dos animais.
Além disso a criação de leis especificas para tal problema ou então rigor do Estado
nas que já estão em vigor em nosso país, pois temos os nossos direitos expressos
na constituição e nos códigos etc.

Tais como direito ao sossego, a segurança e a saúde.

Em reforço à ilustração, cite-se curioso julgado do mesmo Tribunal

“... em que se concluiu que a existência de oito


cães em pequeno imóvel traria lesão aos direitos de
vizinhança, devendo o número de animais ser
reduzido para dois: “Direito de vizinhança. Uso nocivo
da propriedade. Oito cães em pequeno quintal. Ruídos
e odores excessivos. Sentença mantida para limitar a
dois animais. Recurso improvido” (TJSP, Apelação
Cível 846.178-0/0, São Paulo, 36.ª Câmara de Direito

18
Privado, Rel. Pedro Baccarat, 24.08.2006, v.u., Voto
1.465). O art. 1.277 do CC/2002 acaba por trazer, na
sua essência, uma preocupação com a proteção
ambiental, nos termos do que consta o art. 225 da
Constituição Federal. Nesse sentido, preconiza o
Enunciado n. 319 do CJF/STJ, aprovado na IV Jornada
de Direito Civil, que “A condução e a solução das
causas envolvendo conflitos de vizinhança devem
guardar estreita sintonia com os princípios
constitucionais da intimidade, da inviolabilidade da
vida privada e da proteção do meio ambiente”. A
proteção é mais ampla do que se imagina, pois nos
termos do art. 21 do CC/2002 e do art. 5.º, X, da
Constituição, a vida privada e a intimidade também
merecem amparo nas questões de vizinhança. ”

Além disso, a utilização da propriedade, quanto ao direito de vizinhança, não


pode gerar abuso do direito, nos termos dos arts. 187 e 1.228, § 2.º, do CC/2002.
A título de exemplo, podem ser citadas as medidas de tutela específica cabíveis
nas obrigações de fazer e de não fazer, nos termos do Código de Processo Civil; a
ação de dano infecto. O vizinho perturbado igualmente pode ingressar ainda com
uma ação de reparação por danos materiais e morais suportados na relação
vicinal. Em complemento a essa ampla proteção que consta do caput do art. 1.277
do CC/2002, dispõe o seu parágrafo único, que devem ser proibidas as
interferências externas, considerando-se a natureza da utilização e a localização
do prédio.

4.5. ANÁLISE DO PROCESSO Nº0033598-49.2011.8.26.0554

Juiz determina que mulher tenha no máximo cinco animais em casa

Ainda que não haja lei estabelecendo limite quantitativo para a manutenção
de animais em residência, a liberdade não é ilimitada, sofrendo restrições

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decorrentes do exercício do direito de vizinhança (servidões legais), especialmente
pelo uso anormal da propriedade.

Com esse entendimento, o juiz Flávio PinellaHelaehil, da 3ª Vara Cível de


Santo André, determinou que uma mulher tenha no máximo cinco animais em casa.
A ação foi movida por uma vizinha, que se queixou do barulho e do cheiro da casa
da ré, que possui inúmeros cachorros e gatos resgatados da rua.

Na sentença, o juiz citou o artigo 1.277, caput, do Código Civil, e afirmou que,
"sempre que houver uma interferência prejudicial que atinja a segurança, o sossego
e a saúde, decorrente do uso anormal da propriedade, nasce o direito do vizinho de
reclamar do outro que cesse a conduta". "A lei não exige culpa nem dolo, bastando o
uso nocivo do direito de propriedade", completou.

"No caso dos autos, a ré, embora exerça louvável atividade, fê-lo em local
inadequado, na medida em que recolheu e cuidou dos animais em rua estritamente
residencial. Se a ré adquiriu o imóvel para essa finalidade, deveria ter adquirido em
local afastado, onde os latidos, miados e odores não prejudicassem quem está ao
seu redor", disse o magistrado.

Helaehil também citou fotos anexadas aos autos que indicam que a ré teria
pelo menos 15 cachorros soltos no quintal, além do depoimento da própria mulher,
que admitiu a presença de 12 cães e 17 gatos: "Por melhores que sejam os
cuidados empregados pela ré para manter todos em boas condições de saúde e
higiene, é inverossímil que tantos cães e gatos juntos não façam barulho excessivo
ou produzam odores que não possam ser notados pelos vizinhos".

O juiz concluiu que a ré ofendeu os direitos de vizinhança. "Não se trata de


tutelar a sensibilidade excessiva do vizinho, mas de concluir que a interferência
causada pela ré vulnerou o limite ordinário de tolerância dos moradores da
vizinhança, conforme previsto no artigo 1.277, parágrafo único do Código Civil",
disse.

Apesar disso, segundo o magistrado, não seria lícito obrigar a ré a retirar de


casa todos os animais, já que outros vizinhos também possuem cães e gatos. Por

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isso, ele limitou em até cinco animais, somando cachorros e gatos. E negou o
pedido de indenização por danos morais por considerar que a ré somente exerceu
uma atividade para o bem-estar dos animais.

"Bem verdade que o fez em quantidade e local inadequados,


acarretando incômodos suportados pela autora, entretanto isso não é
suficiente para ensejar o direito à reparação por danos morais",
concluiu Helaehil. A autora da ação foi representada pela advogada Silvia
Fernandes Chaves.

5. CONCLUSÃO

Portanto, a partir do artigo conclui-se que, ação de dano infecto tem por
escopo a proteção dos direitos de vizinhança, impondo limites ao exercício do direito
de propriedade, coibindo a prática de atos que ofereçam riscos à saúde e à
segurança das pessoas, ou ao seu patrimônio. Dessa forma, o artigo possui enfoque
principalmente quando se trata da importância da ação do dano infecto naquelas
situações em que o proprietário ou possuidor do imóvel esteja sofrendo ou tenha
justo receio de vir a sofrer dano ou prejuízo causado pelo barulho excessivo de
animais de estimação, no qual, o vizinho que está sendo prejudicado busca no
Judiciário a retomada de seu sossego em face do barulho alheio.

Ademais, viu-se que o proprietário do animal tem seu direito resguardado pela
Constituição em seu art. 5, inciso XXII e no art. 170, inciso II, que asseguram ao
cidadão o direito de propriedade. Desse modo, é notório que, o cidadão tem direito
de usufruir de sua propriedade com gozo e isso inclui ter animais de estimação em
casa, como também, a propriedade se torna um elemento capaz de fazer com que o
homem se sinta realizado e, havendo assim, a perpetuação da dignidade humana.
Outrossim, não podendo nenhuma convenção de condomínio proibir a permanência
de animais no interior do local, pois estaria violando o direito de propriedade que é
permitido pela Constituição e, sendo ela a lei maior de um País nenhuma outra lei
pode ser contrária a ela.

Entretanto, há o direito da outra parte, que não poderá sofrer prejuízos ao seu
direito ao sossego, à salubridade e à segurança e isso se encontra explícito pela

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ação do dano infecto que tem como pressuposto o artigo 1277 do Código Civil, que
diz “ pode o proprietário ou possuidor de algum prédio fazer cessar as interferências
prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde, dos que habitam, provocados pela
propriedade vizinha. ”

Dessa forma, fica evidente que é possível ter animais de estimação em casa,
desde que, haja um respeito recíproco entre o proprietário do animal e os vizinhos,
uma vez que, para que se garanta a paz entre a convivência social, é imprescindível
manter o animal sempre limpo, com a pelagem em ordem, com odor agradável, com
a vacinação em dia, por questões de saúde, como também, manter sempre limpo o
local onde o animal se encontra, desse modo, evitando a propagação de doenças.
Outrossim, zelar para preservar o equilíbrio mental do animal, proporcionando a ele
exercícios e distrações. Além disso, vale ressaltar que é imprescindível que o animal
tenha sempre os devidos cuidados, uma vez que, se houver maus tratos por parte
do dono isso lhe caberá sanções e isso está respaldado pela lei n° 9.605 de 12 de
fevereiro de 1998.

Por fim, é notório que as duas partes têm seus direitos resguardados pela lei,
desse modo, quando se trata do direito de vizinhança a lei impõe alguns requisitos
que já foram citados acima e que necessitam ser respeitados para que a convivência
social seja possível e para que o direito de cada indivíduo seja respeitado. Em suma,
vimos que é possível resolver os conflitos, o melhor caminho é a solução amigável,
obtida com diálogo, bom senso, solidariedade e boa-fé e assim, garantindo que o
convívio social seja algo possível.

REFERÊNCIAS:
https://pensaracademico.facig.edu.br/index.php/pensaracademico/article/vi
ew/1901/1519

http://fabeemrevista.com.br/5/integra/01.pdf

https://jus.com.br/artigos/74320/como-ficam-as-regras-internas-

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estimacao-em-condominios

http://blog.condilink.com.br/2018/07/18/cachorro-em-apartamento/

https://www.msbadvocacia.com.br/acao-de-dano-infecto-direito-de-
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https://www.caes-e-cia.com.br/materiais/ler-materia/676/animais-em-
condominio-direitos-e-deveres#:~:text=por%20um%20%20lado%2c
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Direito Civil, vol 3 – Flavio Tartuce – 2018


(http://www.unisalesiano.edu.br/salaEstudo/materiais/p293184d7516/material17.pdf)

https://www.paginasdedireito.com.br/index.php/artigos/94-artigos-dez-
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https://www.sindiconet.com.br/informese/animais-em-condominios-colunistas-
rodrigo-

karpathttps://www.google.com/amp/s/www.sindiconet.com.br/informese/como-
permitir-animais-no-condominio-sem-atritos-convivencia-animais-de-estimacao/amp

https://dellacellasouzaadvogados.jusbrasil.com.br/artigos/125367291/a-
criacao-de-animais-em-condominio-e-o-direito-de-propriedade

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https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2017/05/regras-de-
convivencia-para-animais-em-condominios-veja-o-que-pode-e-o-que-nao-pode-
9799196.html.

https://alestrazzi.jusbrasil.com.br/artigos/243337997/pode-se-proibir-animais-
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maximo-cinco-animais-casa

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