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 ESTUDOS DISCIPLINARES IX – UNIDADE 1 - UNIP

Leia o texto a seguir:


Criminologia – Eduardo Galeano
“A cada ano, os pesticidas químicos matam pelo menos três milhões de
camponeses.
A cada dia, os acidentes de trabalho matam pelo menos dez mil trabalhadores.
A cada minuto, a miséria mata pelo menos dez crianças.
Esses crimes não aparecem nos noticiários. São como as guerras, atos
normais de canibalismo.
Os criminosos andam soltos. As prisões não foram feitas para os que estripam
multidões. A construção de prisões é o plano de habitação que os pobres
merecem.”
Fonte: https://dissencialistas.wordpress.com/2012/10/11/eduardo-galeano-criminologia/. Acesso
em: 24 ago. 2016.
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas:
I- Do texto, apreende-se que práticas econômicas e sociais vigentes causam a
morte de milhões de cidadãos.
II- Quando o autor afirma que “os criminosos estão soltos”, quer dizer que o
sistema prisional tem vagas insuficientes para abrigar aqueles que são
responsáveis por estripar multidões.
III- Os pesticidas, os acidentes de trabalho e a miséria, por não serem
indivíduos, não podem ser presos. Portanto, quando alguém morre por uma
dessas causas, não há culpados.
IV- O autor considera que a justiça poupa grandes corporações e instituições e
defende a ideia de que as prisões sejam habitações destinadas aos mais
pobres.
Está correto o que se afirma somente em:
Resposta a. 
Selecionada:
I e IV.
Respostas: a. 
I e IV.
b. 
I.
c. 
I, III e IV.
d. 
I, II e IV.
e. 
II, III e IV.
 Pergunta 2
0,5 em 0,5 pontos
Leia o texto e os quadrinhos a seguir:
O Brasil de hoje é herdeiro de uma sociedade colonial e imperial
escravocrata, em que o negro ocupou fundamentalmente a posição de
pessoa escravizada. O Brasil, em 1888, foi o último país a abolir a
escravidão nas Américas. Um abolicionismo incompleto, que não
permitiu incluir o negro na ordem social capitalista (BASTIDE;
FERNANDES, 2008).
A escravidão negra deixou marcas profundas de discriminação em
nossa sociedade, inclusive escutamos insultos raciais atuais exigindo
que negros e negras voltem “para a senzala”. Mas será que o racismo
contra o negro brasileiro, atualmente, só existe por causa do “tempo do
cativeiro”? Há pessoas racistas que nem sabem e nem mencionam
esse contexto. Elas afirmam que não gostam de “negros”, têm raiva dos
“pretos” e que estes são “fedidos”, “sujos” e “preguiçosos”. O racismo
opera cotidianamente por meio de piadas, causos, ditos populares etc.
Afinal de contas, temos uma variedade de expressões correntes na
língua portuguesa recheadas de racismo contra os negros.
Fonte: http://www.comfor.unifesp.br/wp-content/docs/COMFOR/biblioteca_virtual  /UNIA
FRO. Acesso em: 13 jun. 2016.

Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as afirmativas:


I- Os quadrinhos visam a criticar o fato de que as acusações de
racismo têm se tornado cada vez mais frequentes.
II- Os quadrinhos ilustram o comportamento descrito no texto: as
pessoas mantêm na linguagem o seu preconceito.
III- O texto coloca, entre as raízes do preconceito racial, o sistema
escravocrata, que imperou até o final do século XIX, no Brasil.
IV- De acordo com o texto, a abolição da escravidão no Brasil, embora
tardia, permitiu que os negros se integrassem completamente à
sociedade capitalista.
Está correto o que se afirma somente em:
Resposta a. 
Selecionada:
II e III.
Respostas: a. 
II e III.
b. 
II e IV.
c. 
I e III.
d. 
I e II.
e. 
I e IV.
Feedback Resposta: A
da
resposta:
Comentário: I – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. Os
quadrinhos criticam as pessoas que não se dão conta de
que são racistas. II – Afirmativa correta. JUSTIFICATIVA. A
amiga de Mafalda fala em “pretos sujos”, o que confirma a
ideia de que o racismo opera por falas e ações do cotidiano,
como afirma o texto. III – Afirmativa correta.
JUSTIFICATIVA. “O Brasil de hoje é herdeiro de uma
sociedade colonial e imperial escravocrata”. IV – Afirmativa
incorreta. JUSTIFICATIVA. De acordo com o texto, o
abolicionismo foi incompleto, pois o negro não pôde,
realmente, se incluir na ordem social capitalista.
 Pergunta 3
0,5 em 0,5 pontos
Considere a ilustração e as afirmativas a seguir:

I- O objetivo da ilustração é mostrar que os meios de comunicação


tecem o conhecimento das crianças, contribuindo para um mundo mais
bem informado.
II- A ilustração é uma crítica aos meios de comunicação ultrapassados,
que não promoviam o acesso à informação como a internet faz
atualmente.
III- A ilustração sugere que os meios de comunicação de massa
provocam a perda de autonomia do racioínio.
Está correto o que se afirma somente em:
Resposta c. 
Selecionada:
III.
Respostas: a. 
I.
b. 
II.
c. 
III.
d. 
I e III.
e. 
II e III.
Feedback Resposta: C
da
resposta:
Comentário: I – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. A
ilustração faz uma crítica ao modo como os meios de
comunicação desfazem os pensamentos próprios dos
indivíduos. II – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. A
crítica refere-se à falta de pensamento crítico que os meios
de comunicação causam; não se trata de uma questão de
desenvolvimento tecnológico. III – Afirmativa correta.
JUSTIFICATIVA. A figura mostra a criança perdendo seu
raciocínio próprio, ao ficar exposta à televisão.
 Pergunta 4
0,5 em 0,5 pontos
Leia o texto de autoria de Vladimir Safatle e analise as afirmativas a
seguir:
Quem tem o direito de falar? Estabelecer que minorias só podem falar
dos problemas de seu grupo é uma forma astuta de silenciamento.
A política não é uma questão apenas de circulação de bens e riquezas.
Ou seja, ela não se funda simplesmente em uma decisão a respeito de
como as riquezas e os bens devem circular, como eles devem ser
distribuídos.
 
Embora essa seja uma questão central que mobiliza todos nós, ela não
é tudo, nem é razão suficiente de todos os fenômenos internos ao
campo que nomeamos "política". Na verdade, a política é também uma
questão de circulação de afetos, da maneira com que eles irão criar
vínculos sociais, afetando os que fazem parte destes vínculos.
 
A maneira com que somos afetados define o que somos e o que não
somos capazes de ver, o que somos e não somos capazes de sentir e
perceber. Definido o que vejo, sinto e percebo, define-se o campo das
minhas ações, a maneira com que julgo, o que faz parte e o que está
excluído do meu mundo.
 
Percebam, por exemplo, como um dos maiores feitos políticos de 2015
foi a circulação de uma mera foto, a foto do menino sírio morto em um
naufrágio no mar Mediterrâneo.
 
Nesse sentido, foi muito interessante pesquisar as reações de certos
europeus que invadiram sites de notícias de seu continente
com posts e comentários. Uma quantidade impressionante deles
reclamava daqueles jornais que decidiram publicar a foto. Por trás de
sofismas primários, eles diziam basicamente a mesma coisa: "parem
de nos mostrar o que não queremos ver", "isto irá quebrar a força de
nosso discurso".
 
Pois eles sabiam que seu fascismo ordinário cresce à condição de
administrar uma certa zona de invisibilidade.
 
É necessário que certos afetos não circulem, que a humanização bruta
produzida pela morte estúpida de um refugiado não nos afete. Todo
fascismo ordinário é baseado em uma desafecção.
 
Toda verdadeira luta política é baseada em uma mudança nos circuitos
hegemônicos de afetos. Prova disso foi o fato de tal foto produzir o que
vários discursos até então não haviam conseguido: a suspensão
temporária da política criminosa de indiferença em relação à sorte dos
refugiados.
 
Mas essa quebra da invisibilidade também se dá de outras formas. De
fato, sabemos como faz parte das dinâmicas do poder decidir qual
sofrimento é visível e qual é invisível. Mas, para tanto, devemos, antes,
decidir sobre quem fala e quem não fala, qual fala ouvirei e qual fala
representará, para mim, apenas alguma forma de ressentimento.
 
Há várias maneiras de silêncio. A mais comum é simplesmente calar
quem não tem direito à voz. Isso é o que nos lembram todos aqueles
que se engajaram na luta por grupos sociais vulneráveis e objetos de
violência contínua (negros, homossexuais, mulheres, travestis,
palestinos, entre tantos outros).
 
Mas há, ainda, outra forma de silêncio. Ela consiste em limitar sua fala.
Assim, um será a voz dos negros e pobres, já que o enunciador é negro
e pobre. O outro será a voz das mulheres e lésbicas, já que o
enunciador é mulher e lésbica. A princípio, isto pode parecer um ato de
dar voz aos excluídos e subalternos, fazendo com que negros falem
sobre os problemas dos negros, mulheres falem sobre os problemas
das mulheres e por aí vai.
 
Essa é apenas uma forma astuta de silêncio, e deveríamos estar mais
atentos a tal estratégia de silenciamento identitário. Ao final, ela quer
nos levar a acreditar que negros devem apenas falar dos problemas
dos negros, que mulheres devem apenas falar dos problemas das
mulheres.
 
Pensar a política como circuito de afetos significa compreender que
sujeitos políticos são criados quando conseguem mudar a forma como
o espaço comum é afetado.
 
Posso dar visibilidade a sofrimentos que antes não circulavam, mas
quando aceito limitar minha fala pela identidade que supostamente
represento, não mudarei a forma de circulação de afetos, pois não
conseguirei implicar quem não partilha minha identidade na narrativa do
meu sofrimento. Minha produção de afecções continuará circulando em
regime restrito, mesmo que, agora, codificada como região setorizada
do espaço comum.
 
Ser um sujeito político é conseguir enunciar proposições que implicam
todo mundo, que podem implicar qualquer um, ou seja, que se dirigem
a esta dimensão do "qualquer um" que faz parte de cada um de nós. É
quando nos colocamos na posição de qualquer um que temos mais
força de desestabilização de circuitos hegemônicos de afetos.
 
O verdadeiro medo do poder é que você se coloque na posição de
qualquer um.
 
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/234248-quem-tem-o-direito-de-
falar.shtml. Acesso em: 13 jun. 2016.
I- Segundo o autor, grupos de minorias estão sendo silenciados, pois
vivemos em um regime autoritário, não democrático.
II- O autor defende que os políticos sejam os legítimos representantes
dos grupos minoritários, já que as minorias tendem a ser silenciadas na
sociedade.
III- A publicação da foto do menino sírio, morto no naufrágio ao tentar
chegar à Europa como imigrante, foi, segundo o texto, uma forma de
sensacionalismo da imprensa e, por isso, gerou conflitos políticos.
Assinale a alternativa correta:
Resposta e. 
Selecionada:
Nenhuma alternativa é correta.
Respostas: a. 
Todas as afirmativas são corretas.
b. 
Apenas as afirmativas I e II são corretas.
c. 
Apenas as afirmativas II e III são corretas.
d. 
Apenas a afirmativa III é correta.
e. 
Nenhuma alternativa é correta.
Feedback Resposta: E
da
resposta:
Comentário: I – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. O
autor não afirma que vivemos em um regime autoritário e
aponta como silenciamento a restrição de fala a apenas
sujeitos representativos de determinado grupo. II –
Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. O autor afirma que a
política é também uma questão da circulação dos afetos e
não atribui aos políticos o papel de representar grupos
identitários. III – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. De
acordo com o texto, a divulgação da foto contribuiu para a
quebra de invisibilidade de uma questão importante no
cenário atual.
 Pergunta 5
0,5 em 0,5 pontos
Leia o texto a seguir:
Energia solar contra a escuridão do Amazonas:
Brasil gera, com placas fotovoltaicas, apenas 0,02% da produção total
de eletricidade
Heriberto Araújo – 08 mai. 2016.
A visão romantizada da Amazônia convida a pensar num lugar idílico
em que a pegada humana esteja entre as menores do planeta. Mas a
vida na maior reserva natural é dura para o homem, como Daniel
Everett narrou em seu clássico Don’t Sleep, There are Snakes ( Não
durma, há serpentes, sem tradução para o português). Comunidades
inteiras vivem completamente desconectadas, e não apenas nas
profundezas da selva, mas sim nas movimentadas margens dos rios —
únicas vias de comunicação, num ambiente em que a eletricidade é um
bem desejado, escasso e administrado a conta-gotas.
 
“No Estado do Amazonas há mais de dois milhões de pessoas sem
eletricidade de qualidade”, explica Otacílio Soares Brito, membro do
Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. “A enorme área da
floresta torna inviável a criação de uma rede de distribuição e os
povoados só conseguem produzir eletricidade das 6 às 10 da noite,
com geradores a gasolina fornecidos pelo governo. Depois dessa hora,
acaba tudo: luz, refrigeração e lazer”, relata do município amazônico de
Tefé.
 
O Instituto Mamirauá está desenvolvendo um projeto para fornecer
eletricidade por meio de painéis solares a dezenas de comunidades
amazônicas de pescadores e camponeses, com o objetivo de melhorar
suas condições de vida, segundo Soares Brito.
 
Duas comunidades instalaram placas fotovoltaicas — um sistema
flutuante, sobre boias no rio e, o outro, no telhado de uma fábrica de
gelo — para permitir, a um, o envio da água desde o leito do rio até as
casas, e ao outro, a fabricação de barras de gelo. O fornecimento da
água do rio por meio de uma bomba elétrica alimentada por painéis
permitiu, entre outras coisas, que as crianças passassem a tomar
quantos banhos quisessem sem que seus pais fiquem com medo que
um jacaré lhes tire a vida na escuridão das margens.
 
“Estamos cuidando de melhorar a vida das pessoas, mas também
queremos permitir que elas agreguem valor a produtos como polpa de
frutas e peixe. Sem gelo, esses produtos dificilmente podem ser
comercializados no exterior ou simplesmente conservados”, diz Soares
Brito.
 
Os resultados positivos da fase experimental estão criando consciência
nessa imensa região normalmente esquecida pelos centros brasileiros
de poder, concentrados no sudeste e que priorizam as políticas
públicas nas regiões densamente povoadas (de eleitores). Um grupo de
pescadores da comunidade amazônica de Boa Esperança pediu ao
Mamirauá a construção de uma pequena fábrica — prevista para abril
— com 3 congeladores alimentados por painéis solares para poder
extrair das frutas a polpa, congelá-la e vendê-la em mercados situados
a horas de barco do povoado, como Manaus.
 
A revolução solar que alguns especialistas preveem para o Brasil
durante a próxima década, após a implementação, em 1º de março, de
novas regras que permitem, pela primeira vez, a geração distribuída de
energia e sua ligação às redes de distribuição, trará consequências,
principalmente, para os grandes centros urbanos.
 
Depois de três anos de secas históricas e consequentes apagões, que
evidenciaram a excessiva dependência do Brasil de seu sistema
hidroelétrico, que gera cerca de 70% da eletricidade consumida,
milhões de brasileiros poderão se tornar agora “prosumidores”,
neologismo que reflete o novo paradigma sob o qual parece avançar a
geração de eletricidade: o consumidor é o produtor de, pelo menos,
uma parte de sua demanda. “Estamos diante do início de uma
revolução, porque, pela primeira vez, a sociedade brasileira pode
participar diretamente da criação de uma nova matriz energética”, diz
Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia
Fotovoltaica (Absolar).
 
As regras aprovadas pela Aneel permitem, segundo Sauaia, “a geração
compartilhada de energia solar entre vários clientes, que podem se
agrupar em forma de consórcio ou de cooperativas, assim como a
conexão de seus sistemas fotovoltaicos domésticos ou comerciais à
rede elétrica para abastecê-la quando os painéis produzirem mais do
que é consumido e vice-versa”.
 
A Absolar estima que, se fossem instalados painéis solares em todas
as residências do país, a produção de energia abasteceria mais do que
o dobro da totalidade da demanda dos domicílios brasileiros. Os
especialistas indicam que a região brasileira menos exposta à
irradiação solar tem potencial para gerar, pelo menos, 25% mais
energia do que a região mais favorecida na Alemanha, país que já gera
cerca de 7% de sua eletricidade com placas fotovoltaicas.
 
Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/29/ciencia/1461915967_041451.html. Acess
o em: 10 jun. 2016.
Com base na leitura, analise as afirmativas:
I- O novo paradigma da geração de energia elétrica é o de que o
próprio consumidor produza 30% da sua demanda, tornando-se
“prosumidor”.
II- De acordo com a estimativa da Absolar, a instalação de painéis
solares em todas as residências do país faria com que a produção
brasileira de energia superasse a alemã em 18%.
III- O projeto desenvolvido pelo Instituto Mamirauá tem como foco as
comunidades da Amazônia, onde há, aproximadamente, dois milhões
de pessoas sem acesso à energia elétrica de qualidade.
IV- O principal problema da Amazônia é a seca, que afeta a sua
produção hidrelétrica e, por isso, a energia solar é uma boa alternativa.
Assinale a alternativa correta:
Resposta c. 
Selecionada:
Apenas a afirmativa III é correta.
Respostas: a. 
Todas as afirmativas são corretas.
b. 
Apenas as afirmativas I e II são corretas.
c. 
Apenas a afirmativa III é correta.
d. 
Apenas as afirmativas II, III e IV são corretas.
e. 
Nenhuma afirmativa é correta.
Feedback Resposta: C
da
resposta:
Comentário: I – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. O texto
afirma que o “prosumidor” deve produzir uma parte da
energia que consome, mas não determina essa
porcentagem. II – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. De
acordo com o texto, a região brasileira menos exposta à
irradiação solar tem potencial para gerar, pelo menos, 25%
mais energia do que a região alemã mais favorecida. Não há
comparação referente à produção ou à capacidade geradora
dos dois países. III – Afirmativa correta. JUSTIFICATIVA. No
texto, consta a informação de que, na região amazônica, há
mais de 2 milhões de pessoas sem energia elétrica e
melhorar as condições de vida das comunidades é o objetivo
do Instituto Mamirauá, por meio da instalação de painéis
solares. IV – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. Não se
afirma que o principal problema da Amazônia é a seca. Na
verdade, trata-se de uma região bastante abastecida por
complexos hidrográficos. O texto menciona que houve secas
no Brasil, o que prejudicou a geração de energia
hidroelétrica.
 Pergunta 6
0,5 em 0,5 pontos
Leia o texto e a charge a seguir:
 
ACNUDH condena violência em presídios brasileiros
O Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das
Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) condenou a
violência ocorrida nesta semana em distintos presídios brasileiros.
Na Penitenciária Estadual de Cascavel, no Paraná, pelo menos cinco
presos foram mortos durante uma rebelião. Informações indicam que
duas das vítimas teriam sido decapitadas e mais duas foram jogadas
do telhado do presídio.
 
Em Minas Gerais, dois motins acabaram com outro preso morto e
dezenas de feridos. Autoridades revelaram que mais um homem foi
morto no complexo penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão.
“Pedimos às autoridades competentes uma apuração rápida, imparcial
e efetiva dos fatos e das causas das revoltas, e que os responsáveis
pelos crimes respondam na Justiça”, comentou o representante do
ACNUDH, Amerigo Incalcaterra. “Ficamos consternados com o nível de
violência observado recentemente nos presídios brasileiros. Não é
admissível que, no Brasil, a violência e as mortes dentro das prisões
sejam percebidas como normais e cotidianas”, disse Incalcaterra.
 
Além disso, ele instou as autoridades brasileiras a adotarem medidas
para prevenir a violência nas unidades prisionais. “Superlotação,
condições penitenciárias inadequadas, torturas e maus-tratos contra
detentos são uma realidade em muitos presídios do Brasil, e isso
também contribui com a violência e constitui grave violação aos direitos
humanos”, apontou o representante do escritório na América do Sul. “O
país deve reformar seu sistema penitenciário, incluindo, pelo menos,
uma revisão integral da política criminal brasileira e do uso excessivo
da privação de liberdade como punição a crimes”, concluiu Incalcaterra.
 
Fonte: Adaptado de: http://acnudh.org/pt-br/2014/08/21813/. Acesso em: 06 nov.
2014.
Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa
correta:
I- A charge evidencia a inadequação do sistema prisional brasileiro e
sugere a aplicação de penas alternativas.
II- Segundo Amerigo Incalcaterra, os motins e as rebeliões têm estreita
relação com a inadequação das unidades prisionais brasileiras.
III- De acordo com o ACNUDH, a impunidade contribui com o aumento
da violência no Brasil.
Resposta b. 
Selecionada:
Apenas a afirmativa II está correta.
Respostas: a. 
Apenas a afirmativa I está correta.
b. 
Apenas a afirmativa II está correta.
c. 
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
d. 
Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
e. 
Apenas a afirmativa III está correta.
 
Feedback Resposta: B
da
resposta:
Comentário: I – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. A
charge não propõe penas alternativas. Há um comentário
irônico sobre a falta de eficiência do sistema prisional
brasileiro. II – Afirmativa correta. JUSTIFICATIVA. No texto,
há a declaração do representante do ACNUDH, Amerigo
Incalcaterra, que culpa a superlotação e as más condições
de vida nas prisões pelas revoltas. III – Afirmativa incorreta.
JUSTIFICATIVA. O texto não aborda a impunidade.
 Pergunta 7
0,5 em 0,5 pontos
Leia o texto a seguir:
Pesquisa aponta que 45,9% dos brasileiros não fazem exercícios
físicos
Pesquisa feita pelo Ministério do Esporte mostrou que 45,9% dos
brasileiros de 15 a 74 anos estão sedentários, o que significa cerca de
67 milhões de pessoas sem praticar nenhum esporte ou nenhuma
atividade física. A maior fatia de sedentários está na região sudeste:
54,4%.
Os motivos? Falta de tempo (para 58,8%), problemas de saúde (em
9,5% dos casos) e a preguiça ou falta de interesse, declarada por
11,8% dos entrevistados. A pesquisa teve 8.902 entrevistas pessoais,
realizadas em 2013. Foi considerado sedentário quem declarou não ter
feito esporte ou atividade física no tempo livre.
 
Abandono:
além de avaliar quem está sedentário, o Ministério também perguntou a
quem estava parado, se havia deixado alguma prática física. Concluiu
que quase 90% dos brasileiros abandonam a prática esportiva e viram
sedentários até os 34 anos. Como a estudante Isabela Markman, 20
anos: “Eu fazia academia, mas parei no começo do ano e noto a
diferença. Passear e brincar com minha cachorrinha me deixa mais
cansada”.
 
Fonte: Adaptado de: http://www.metrojornal.com.br/nacional/plus/brasileiros-se-
tornam-sedentarios-antes-dos-34-anos-diz-pesquisa-200699. Acesso em: 08 jun. 2016.
Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa
correta:
 
I- De acordo com a pesquisa, 9,5% das pessoas apresentam
problemas de saúde causados pelo sedentarismo.
II- Conforme o texto, quase 90% dos brasileiros acima de 34 anos são
sedentários, pois abandonam as práticas esportivas.
III- Cerca de 60% dos brasileiros praticam futebol, segundo a pesquisa.
Resposta a. 
Selecionada:
Nenhuma afirmativa está correta.
Respostas: a. 
Nenhuma afirmativa está correta.
b. 
Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
c. 
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
d. 
Apenas a afirmativa III está correta.
e. 
Todas as afirmativas estão corretas.
 
Feedback Resposta: A
da
resposta:
Comentário: I – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. De
acordo com a pesquisa, 9,5% das pessoas apresentam
problemas de saúde como motivo para uma vida sedentária.
II – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. Conforme o texto,
“quase 90% dos brasileiros abandonam a prática esportiva e
viram sedentários até os 34 anos”. III – Afirmativa incorreta.
JUSTIFICATIVA. Entre os que declaram fazer algum
esporte, 60% praticam futebol.
 Pergunta 8
0,5 em 0,5 pontos
Observe a charge e analise as afirmativas a seguir:
I- A charge enaltece a evolução humana, ilustrando a saída de um
passado primitivo e a chegada ao desenvolvimento tecnológico, que
melhora as condições de vida da população.
II- O código de barras, na figura, representa a “coisificação” do homem
no atual sistema socioeconômico.
III- A crítica da charge refere-se ao uso de novas tecnologias na
atualidade, uma vez que elas não são acessíveis a todos.
IV- A charge mostra que o ser humano ainda é primitivo, apesar das
novas tecnologias.
 
Está correto o que se afirma somente em:
Resposta b. 
Selecionada:
II.
Respostas: a. 
II e IV.
b. 
II.
c. 
I e III.
d. 
I e IV.
e. 
II e III.
Feedback Resposta: B
da
resposta:
Comentário: I – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. A
charge mostra a transformação do ser humano em código
de barras, parodiando a tradicional ilustração da evolução
do homem. Não há qualquer menção à melhoria das
condições de vida; trata-se de uma crítica à sociedade de
consumo.
II – Afirmativa correta. JUSTIFICATIVA. O código de barras
representa o consumo na nossa sociedade. Assim, vê-se
que o homem se transformou em mercadoria, perdendo a
sua identidade. III – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. A
charge não se refere ao acesso das pessoas às novas
tecnologias. IV – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. A
charge não mostra o homem como primitivo, mas, sim, como
“coisificado”, integrado ao mercado de consumo.
 Pergunta 9
0,5 em 0,5 pontos
Leia os quadrinhos e o trecho a seguir, que expõe o pensamento do
professor e jornalista Ciro Marcondes Filho:

Marcondes Filho (1986) descreve a prática sensacionalista como


nutriente psíquico, desviante ideológico e descarga de pulsões
instintivas. Caracteriza sensacionalismo como “o grau mais radical da
mercantilização da informação: tudo o que se vende é aparência e, na
verdade, vende-se aquilo que a informação interna não irá desenvolver
melhor do que a manchete. Esta está carregada de apelos às carências
psíquicas das pessoas e explora-as de forma sádica, caluniadora e
ridicularizadora. (...) No jornalismo sensacionalista, as notícias
funcionam como pseudoalimentos às carências do espírito. (...) O
jornalismo sensacionalista extrai do fato, da notícia, a sua carga
emotiva e apelativa e a enaltece. Fabrica uma nova notícia que, a partir
daí, passa a se vender por si mesma”.
 
Fonte: http://www.wejconsultoria.com.br/site/wp-content/uploads/2013/04/Danilo-
Angrimani-Sobrinho-Espreme-que-sai-sangue.pdf. Acesso em: 8 nov. 2014.
 
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as asserções e
assinale a alternativa correta:
I- A reação do personagem diante da televisão revela uma visão
antagônica àquela apresentada por Marcondes Filho sobre o
sensacionalismo.
PORQUE
II- De acordo com Marcondes Filho, as notícias sensacionalistas
suprem as carências de informação dos receptores, uma vez que são
comprometidas com os elementos factuais essenciais.
Resposta e. 
Selecionada:
As duas asserções são falsas.
Respostas: a. 
As duas asserções são verdadeiras e a segunda
justifica a primeira.
b. 
As duas asserções são verdadeiras e a segunda não
justifica a primeira.
c. 
A asserção I é verdadeira e a II é falsa.
d. 
A asserção I é falsa e a II é verdadeira.
e. 
As duas asserções são falsas.
Feedback Resposta: E
da
resposta:
Comentário: I – Asserção falsa. JUSTIFICATIVA. A reação
não é antagônica ao que afirma Marcondes, pois ele
comenta que o sensacionalismo explora as carências
psíquicas das pessoas e, assim, elas são atraídas. II –
Asserção falsa. JUSTIFICATIVA. O autor não afirma que as
notícias sensacionalistas são comprometidas com os
elementos factuais essenciais. Para ele, o sensacionalismo
extrai dos fatos a sua carga mais apelativa.
 Pergunta 10
0,5 em 0,5 pontos
Leia o texto a seguir:
EUA e China anunciam acordo para reduzir emissão de gases
poluentes
Os presidentes Barack Obama, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da
China, assinaram nesta quarta-feira (12.11.2014), em Pequim, um
acordo para a luta contra a mudança climática, que incluirá reduções de
suas emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. A iniciativa
constitui o primeiro anúncio de corte das emissões de gases poluentes
por parte da China e mais um pelos EUA.
 
Pelo acordo, os EUA pretendem cortar entre 26% e 28% as emissões
de gases em até 11 anos, ou seja, até 2025, o que representa um
número duas vezes maior que as reduções previstas entre 2005 e
2020. Os chineses se comprometem a cortar as emissões até 2030,
embora isso possa começar antes. Segundo o presidente chinês, até
lá, 20% da energia produzida no país vai ter origem em fontes limpas e
renováveis.
 
Estados Unidos e China representam, juntos, 45% das emissões
planetárias de CO², um dos gases apontado como culpado pela
mudança climática. A União Europeia representa 11% das emissões
planetárias de CO². No mês passado, o bloco se comprometeu a
reduzir em, pelo menos, 40% as emissões até 2030, na comparação
com os níveis de 1990.
 
Fonte: Adaptado de: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2014/11/eua-e-china-
anunciam-acordo-para-reduzir-emissao-de-gases-poluentes.html. Acesso em: 14 nov.
2014.
 
Com base na leitura, analise as afirmativas:
I- O comprometimento da China em reduzir as emissões de poluentes,
até 2030, significa que a poluição proveniente do país continuará em
crescente aumento por mais uma década.
II- Apesar da importância do acordo entre Estados Unidos e China, a
União Europeia será responsável por um corte maior nos volumes de
gases poluentes emitidos do que o corte dos dois países, uma vez que
reduzirá 40% das emissões.
III- Se os Estados Unidos e a China, juntos, cumprirem a meta de cortar
28% da emissão dos gases poluentes, eles serão responsáveis por
27% das emissões planetárias, em 2025.
Assinale a alternativa correta:
Resposta a. 
Selecionada:
Nenhuma afirmativa está correta.
Respostas: a. 
Nenhuma afirmativa está correta.
b. 
Apenas a afirmativa I está correta.
c. 
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
d. 
Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
e. 
Apenas a afirmativa III está correta.
Feedback Resposta: A
da
resposta:
Comentário: I – Afirmativa incorreta. JUSTIFICATIVA. O
texto não afirma que a poluição proveniente dos gases
emitidos pelos chineses continuará em crescimento até a
data estipulada no acordo. A informação é de que “os
chineses se comprometem a cortar as emissões até 2030,
embora isso possa começar antes”. II – Afirmativa incorreta.
JUSTIFICATIVA. O texto afirma que EUA e China são
responsáveis por quase metade das emissões de poluentes
no mundo. Mesmo que a Europa tenha uma redução
percentual maior das emissões de gases, o impacto não
será o mesmo que o provocado pela redução da emissão de
gases dos dois países. III – Afirmativa incorreta.
JUSTIFICATIVA. Porcentagens são valores relativos, que
dependem do valor total sobre o qual são aplicadas. A
redução de 28% na emissão de gases seria calculada com
base no volume de gases emitidos pelos dois países e não
sobre o total das emissões planetárias.