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PROCESSO

ADMINISTRATIVO
PREVIDENCIÁRIO

#DOLADODECÁ
#DOLADODECÁ
@profgreicymm

GREICY MANDELLI MOREIRA


Servidora Pública Federal/INSS
Advogada

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Parabéns!!!!
Este Ebook foi feito pra você que quer aprender o passo a passo do processo Administrativo
Previdenciário na Prática, incluindo todas suas fases, desde a fase inicial até o esgotamento da fase
recursal.
Todo o advogado previdenciarista precisa conhecer as ferramentas processuais administrativas para
realizar uma advocacia de Excelência. Com a colaboração do Dr. Tassio Gutierre e sua vasta experiência
na advocacia previdenciária desenvolvemos o Preparo Previdenciário PPrev que vai do atendimento ao
cliente, passando pela prática de acertos de vínculos e remunerações até a decisão de requerer o
benefício previdenciário.
Aqui você compreenderá a melhor maneira e o momento certo de agir no PAP. Com dicas preciosas
#doladodecá com base em minha experiência na análise de requerimentos administrativos
previdenciários vou detalhar como confeccionar um requerimento de benefício previdenciário capaz de
evitar a solicitação de exigência, utilizando as ferramentas processuais administrativas , fazendo com
que você seja o norteador do processo administrativo previdenciário, e, consequentemente a concessão
do melhor benefício.
Muito obrigada pela confiança.
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GREICY MANDELLI MOREIRA
Servidora Pública Federal/INSS
Advogada

TÁSSIO GUTIERRE PAULA DA SILVA


Advogado Especialista em
Direito Previdenciário

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SUMÁRIO

PPREV / Fase Inicial


1.1- Atendimento / Questionário
1.2- Identificando o Segurado
1.3- Reconhecendo Direitos do Segurado
1.4- Preparando o PA
1.5- Desenhando o Requerimento Administrativo/O que não pode faltar no
Requerimento Administrativo

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SUMÁRIO

Fase Instrutoria / Comprovando e Demostrando Direitos


2.1- Provas e Diligências
2.2– Ferramentas Processuais Administrativas
Identificar o Caminho – Fase Decisória
3.1- Recurso Administrativo
3.2– Revisão Administrativa
3.3– Reabertura de Tarefa

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PPREV/ Aqui começa o PREPARO PREVIDENCIÁRIO!! Com
cuidado, com carinho, com atenção você inicia mais
Atendimento e um capítulo em sua jornada previdenciária como
Questionário advogado de excelência! Lembre-se: seu cliente é
único e seu trabalho será refletido na vida dele. Aqui
é hora de exercitar a audição! Ouvir é mais
importante neste PREPARO do que falar ou agir.

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Quando nos referimos ao PREPARO nos referimos ao atendimento, á pesquisa da vida pregressa
previdenciária do segurado, ao estudo e análise da realidade laboral e contributiva do segurado.
Primeiramente é importante que o advogado desenvolva suas próprias técnicas, seus próprios
formulários e sua própria identidade no atendimento e no advogar. E isto faz parte do PREPARO! O
segurado não vem pronto! O advogado previdenciarista deve extrair o máximo de informações de
seu cliente e para isto é muito importante que ele tenha um questionário pronto e eficaz na hora
do atendimento.
Entenda que o questionário deve conter perguntas pertinentes ao benefício que se pretende
pleitear, mas, também ás circunstâncias pessoais e laborais do segurado, para que nenhuma
informação seja desvalidada. Não esqueça de ser empático e mostrar ao segurado um certo grau
de intimidade para que o mesmo sinta-se seguro!
Anote todas as informações importantes e que tenham consequências no mundo previdenciário: se
teve algum vínculo empregatício informal; se já recebeu seguro desemprego; se já gozou de auxílio
por incapacidade temporária; se já fez atualização cadastral; se já exerceu atividade rural.
São informações importantes para que possamos partir para a identificação do melhor benefício e
as reais possibilidades de concessão, bem como para a análise do CNIS.
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Em seu questionário atenha-se aos seguintes pontos principais:
1- Grupo familiar do segurado
2- Renda Mensal de todos os componentes do grupo familiar
3- Trabalho informal ( sem o devido registro em CTPS)
4- Atividades Rurais/ Especiais/ Aluno Aprendiz/Serviço obrigatório Forças Armadas
5- Serviço Público
6- Contribuições como MEI/ CI ou Facultativo
7- Serviço no exterior
8- Histórico de requerimento junto ao INSS
A partir do questionário é possível montar a linha do tempo da vida previdenciária do segurado.

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DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
Solicite que o cliente assine uma Declaração quanto a
veracidade e autenticidade das informações e documentos
fornecidos para a instrução do Processo Administrativo
Previdenciário. Isto evita possíveis incômodos futuros no
que diz respeito aos Benefícios eivados de irregularidades.

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1.2 IDENTIFICANDO O SEGURADO
Quem é o seu cliente? Quem está sentado á sua
frente no escritório? Este também é um ponto muito
importante antes de se decidir pelo requerimento do
melhor benefício. Por vezes o cliente pensa ser um
tipo de segurado e é outro, foca em documentos
errados, foca em benefícios equivocados. Mas quem é
o norteador do processo administrativo? Quem vai
decidir o melhor caminho? A melhor ferramenta?
Porque você foi contratado?
Avalie tais questionamentos e tenha a postura de
"dono do processo”!!

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Mas de que maneira posso identificar o segurado?
Primeiramente é importante destacar que cada caso é um caso, cada segurado é único e as
histórias por mais que se pareçam não se repetem.
O questionário das perguntas básicas será o grande auxiliador na hora de identificar o cliente
previdenciário.
Aqui é o momento de contrastar a história previdenciária do segurado com seus conhecimento
acerca do Direito Previdenciário de modo que você identifique :
-Quem é o segurado? É o requerente? É o instituidor É o dependente?
-O que este segurado espera de você?
-O que você pode proporcionar ao seu cliente com base em seus conhecimentos?
-Que tipo de reconhecimento de direitos pode ser pleiteado junto à Autarquia?

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DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
Nem sempre o que o segurado busca é passível de concessão!!
Desprezar o cliente?? Jamais!! Verificar o que você pode
oferecer dentro de sua grade de serviços advocatícios
previdenciários :
Planejamento Previdenciário? Acerto de Vínculos e
Remunerações? Concessão De benefícios previdenciários?
Parecer de indeferimento visando Recurso Administrativo ou
Judicilialização? Revisão? Conversão de espécies de benefícios
por incapacidade? Reconhecimento da qualidade de segurado?
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1.3 RECONHECENDO DIREITOS DO SEGURADO
Após o atendimento ao cliente/segurado o advogado
já consegue captar o desejo de seu cliente e estudar
as possibilidades conforme a fundamentação legal do
Direito Previdenciário. Além disso, o advogado
previdenciarista pode determinar qual o melhor
momento para a protocolização do Requerimento
Administrativo visando as vantagens e o sucesso da
concessão administrativa.

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DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
Lembre-se que o primeiro juízo de valores quem dá é o
advogado previdenciarista. Se questione: Será que este
segurado tem mesmo o direito ao benefício previdenciário?
Tenho em mãos as provas necessárias para comprovar os
requisitos para a concessão do benefício previdenciário? Este é
o melhor momento de protocolar este Requerimento
Administrativo? Para que você responda estas perguntas a
análise detalhada do CNIS deve ser feita.

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No CNIS você encontra informações sobre os dados cadastrais de pessoas físicas e jurídicas, vínculos,
remunerações e contribuições. Estas informações são utilizadas como prova de filiação à Previdência
Social, para cálculos do salário de benefício, tempo de contribuição e relação de emprego. Quando as
informações estão equivocadas ou não constam no CNIS o segurado deve fazer prova junto à Autarquia
para que as dúvidas sejam dirimidas.
Principais Fontes de Alimentação do CNIS
INSS - realizando inclusões/alterações/exclusões, bem como tratamento de indicadores de pendências
tais como Extemporaneidade, guias pendentes, etc;
PASEP – fornecido pelo Banco do Brasil;
PIS – fornecido pela CAIXA (Caixa Econômica Federal);
RAIS - antigo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), atualmente Secretaria do Trabalho do Ministério
da Economia;
GFIP/CAFIR – RFB (Receita Federal do Brasil);
SEAP – base de dados da esca;
eSocial - INSS, RFB, CAIXA, Secretaria de Previdência e Secretaria do Trabalho do Ministério da
Economia.
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CONCEITOS IMPORTANTES
RAIS
Relação Anual de Informações Sociais- Declaração Anual que contém dados estatísticos das relações de
trabalho, disponibilizando informações do mercado de trabalho às entidades governamentais com a
finalidade de implementar políticas públicas.
FGTS
O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS constitui igualmente documento que serve de base
para o registro da informação do vínculo no CNIS em um determinado período.
GFIP
As empresas são obrigadas a declarar à RFB e ao INSS os dados relativos ao FGTS e fatos geradores de
contribuição previdenciária de seus empregados, contribuintes individuais e trabalhadores avulsos. Tudo
isso é realizado por meio da Guia de Recolhimento do FGTS e Informação à Previdência Social - GFIP.
Fundamentação: §1º do artigo 225 do RPS. GPS
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GPS
É o documento que o contribuinte individual, empregado doméstico (até 09/2015), segurado especial que
contribui facultativamente e facultativo utiliza para contribuir com a Previdência Social.
E-Social
O eSocial é um projeto do governo federal, desenvolvido pela Secretaria de Previdência e Secretaria do
Trabalho (atualmente ligadas ao Ministério da Economia), Receita Federal do Brasil - RFB, Instituto
Nacional de Seguro Social - INSS e Caixa Econômica Federal - CAIXA, que visa unificar o envio dos dados
sobre trabalhadores em um único sistema, facilitando para as empresas e unificando informações para
os Órgãos Governamentais
Conforme Portaria 123 os segurados podem requerer o acerto de vínculos e remunerações á qualquer
tempo, independentemente de requerer benefício previdenciário.
As informações que constam no CNIS são consideradas PROVA PLENA, até que o segurado comprove
documentalmente o contrário.
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DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO

Nenhum Servidor do INSS realizará acertos no CNIS do


segurado sem documentos que comprovem o que se
pretende com o serviço de acertos de vínculos e
remunerações!

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A análise detalhada e cuidadosa do CNIS do segurado é que vai identificar se existe ou não
direito previdenciário á ser reconhecido e pleiteado junto ao INSS. É sabendo interpretar o CNIS
que se chega a realidade previdenciária do segurado, logicamente em conjunto com a análise
documental .
Importante também especificar qual o tipo de benefício: para o próprio segurado? Benefícios
por incapacidade? Benefícios para os dependentes?
É necessário nesta etapa você analisar os requisitos presentes nos dispositivos legais acerca do
benefício pretendido.

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Exemplo: Maria comparece no escritório explicando que seu companheiro João faleceu em dezembro de
2020. Ela pretende receber pensão por morte na qualidade de dependente . Afirma que João sempre
trabalhou na atividade rural. Quais as perguntas principais que você deve fazer para a cliente?
1- O benefício é para senhora? Não possui filho menor ? Maior inválido?
2- Qual a duração desta união estável?
3- Seu João requereu alguma vez benefício previdenciário?
4- Seu João trabalhou de maneira informal ?
5- Possui os documentos que comprovem a união estável?
6- Possui documentos que comprovem a qualidade de segurado especial do João?
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Aqui numa análise rápida identificamos: quem é o requerente; qual o tipo de benefício; quem era o
instituidor. Juntando estas informações com as informações extraídas do CNIS e demais bases
governamentais é hora de partir para os requisitos do que se pretende comprovar.
Neste exemplo: Quais os requisitos para a concessão desta pensão por morte?
1- Fato gerador- Morte
2- Qualidade de segurado do instituidor: segurado especial ( autodeclaração e documentos dos
artigos 47 e 54 da IN 77/2015);
3- Qualidade de dependente : duas provas de união estável conforme Decreto 10.410/20.
Percebam que aqui o advogado previdenciarista já conseguiu identificar o direito da cliente bem como
o norte que precisa tomar para a fase inicial do processo administrativo previdenciário.

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1.4 PREPARANDO O PROCESSO ADMINISTRATIVO
Depois que o direito do requerente foi identificado o
próximo passo é realizar todo o preparo pré start, ou
seja, antes de requerer o benefício previdenciário em
questão. Antes da fase inicial do processo
administrativo previdenciário.
Neste momento é que entra em jogo o acerto do
cadastro , dos vínculos e remunerações do CNIS.

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DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO

Sempre verificar o tipo de filiação, a carência


e a qualidade de segurado!

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6 TIPOS DE FILIADOS
Empregado: É aquele que presta serviço à empresa ou equiparado em caráter não eventual, sob sua
subordinação e mediante remuneração.
Empregado Doméstico: É aquele que presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração, a
pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividades sem fins lucrativos.
Trabalhador Avulso: É aquele, sindicalizado ou não, que presta serviço a várias empresas, sem vínculo
empregatício, com a intermediação obrigatória do órgão de gestão de mão de obra ou do sindicato da
categoria.
Segurado Especial: É a pessoa física que explore a atividade nas condições de: a) produtor (seja o
proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou
arrendatário rurais) em áreas de até 4 módulos fiscais; b) pescador artesanal ou a este assemelhado.
Este conceito se estende aos respectivos cônjuges/companheiros, filhos maiores de 16 anos ou a estes
equiparados (menor tutelado e enteado) e os pais, desde que exerçam a atividade rural ou de pesca
individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com auxílio eventual de terceiros e sem o
concurso de empregados permanentes. 25
Segurado Facultativo: Qualquer pessoa maior de dezesseis anos, mediante contribuição, desde que não
esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como filiado obrigatório ao RGPS, ao RPPS ou a
regime previdenciário de país com o qual o Brasil mantenha acordo internacional.
Contribuinte Individual: São considerados segurados obrigatórios da Previdência Social na filiação de
contribuinte individual pois exercem atividade remunerada:
O titular de firma individual urbana ou rural.
O diretor não empregado.
O membro de conselho de administração de sociedade anônima, o sócio solidário, o sócio de indústria, o
sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho em empresa
urbana ou rural.
O associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza
ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção
condominial, desde que recebam remuneração.
Pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, em área superior a 4 módulos
fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a 4 módulos fiscais ou atividade pesqueira, com auxílio de
empregados ou por intermédio de prepostos.
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A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral - garimpo, diretamente
ou por intermédio de prepostos, com ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda
que de forma não contínua.
O ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de
ordem religiosa.
O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro
efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência
social.
Quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem
relação de emprego.
A pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins
lucrativos ou não.
O aposentado de qualquer regime previdenciário nomeado magistrado classista temporário da Justiça do
Trabalho ou nomeado magistrado da Justiça Eleitoral.
O cooperado de cooperativa de produção que, nesta condição, presta serviço à sociedade cooperativa
mediante remuneração ajustada ao trabalho executado.
O Microempreendedor Individual (MEI).
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Qualidade de segurado: É mantida enquanto houver contribuições, exercício de atividade remunerada
ou manutenção de benefícios previdenciários. Quando esta condição cessa inicia-se o chamado
período de graça.
O período de graça pode ser entendido como o período que o segurado mantem a qualidade de
segurado
independente de contribuições, podendo usufruir dos benefícios previdenciários.
OBSERVE:
Empregado, Empregado Doméstico, Trabalhador Avulso, Contribuinte Individual Prestador de Serviço/
12 meses após o final da atividade remunerada
Demais Contribuintes Individuais após a cessação das contribuições/ 12 meses após a última
contribuição
Qualquer filiado, após o recebimento de benefício previdenciário/ 12 meses após o fim do benefício
Segurado acometido de doença de segregação compulsória/12 meses após o fim da segregação
Segurado detido ou recluso/ 12 meses após o livramento
Segurado em serviço militar/ 3 meses após o licenciamento
Segurado facultativo/ 6 meses após a última contribuição 28
Para o segurado obrigatório, O PERÍODO DE GRAÇA é prorrogado por mais 12 meses se já tiver pago
120 contribuições mensais sem que tenha havido a perda da qualidade de segurado.
Poderá o prazo de manutenção de qualidade ser prorrogado por mais 12 meses cumulativamente, no
caso de segurado obrigatório desempregado desde que comprovada a inscrição desta condição no
Ministério do Trabalho, seja através de inscrição no SINE dentro do período de graça, seja através do
recebimento do seguro desemprego.
As prorrogações não se aplicam ao segurado facultativo, exceto na situação prevista no art. 137, §8º
da Instrução Normativa nº 77 /PRES/INSS, de 21/01/15.
Desde 12/12/2008, a perda da qualidade de segurado ocorrerá no dia seguinte ao do término do prazo
fixado para o recolhimento da contribuição referente ao mês imediatamente posterior aos prazos
acima mencionados.

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EXEMPLO DE MANUTENÇÃO

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CARÊNCIA:
Período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições indispensáveis
para que o segurado faça jus ao benefício. Para cada tipo de benefício previdenciário há um período
de carência que deve ser observado.
Após verificar estas situações é importante que o advogado previdenciarista inicie a análise dos
vínculos e remunerações do segurado.

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Para a análise do CNIS ( Cadastro Nacional de Informações Sociais) é necessário que o advogado já tenha
feito seu contrato com o cliente/segurado de forma que a plataforma do MEU INSS e suas informações
esteja acessível por meio do Código de Acesso do Segurado.
O CNIS trará o cadastro previdenciário do cliente/segurado, que por vezes necessita de atualização dos
dados, vínculos e remunerações que o compõe.
Lembre-se que os vínculos empregatícios aparecem no CNIS somente após o ano de 1976 e as
contribuições como contribuinte individual somente 1979, devendo o advogado corroborar as
informações com os demais documentos trazidos pelo cliente. Não confundir o conceito de prova plena
do CNIS com a desnecessidade de dirimir as divergências e realizar os acertos de vínculos e
remunerações pertinentes. O ÔNUS DA PROVA É SEMPRE DO SEGURADO NO QUE TANGE AS
INFORMAÇÕES PREVIDENCIÁRIOS QUE DEVEM CONSTAR NOS SISTEMAS PREVIDENCIÁRIOS.
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Por vezes é imprescindível que os acertos de vínculos e remunerações sejam realizados em momento
anterior ao protocolo do Requerimento Administrativo de Benefício Previdenciário, e isto pode sim ser
feito, nos moldes da Portaria 123 DIRBEN/INSS.
A solicitação se dará pelo 135, conforme artº 3 e 4º:
Art. 3º Os requerimentos dos serviços abaixo foram alterados para possibilitar a solicitação via Central
135 e via APS.
I - Solicitar Cálculo de Período Decadente;
II - Solicitar Cálculo de Complementação;
III - Solicitar Retroação da Data do Início da Contribuição - DIC;
IV - Solicitar Alteração de Código de Pagamento;
V - Atualizar Vínculos e Remunerações; e
VI - Solicitar Alta a Pedido.
Art. 4º O atendente da Central 135 comunicará ao requerente que poderá anexar a documentação que
julgar pertinente a análise do pedido pelo MEU INSS. 33
Algumas situações merecem atenção: vínculos que não constam no CNIS, erros quanto ás remunerações, indicadores ao
lado dos vínculos empregatícios, vínculos com erros ou ausência nas datas de admissão e demissão, existência ou não
de reclamatória trabalhista, existência ou não de atividade rural, existência ou não de atividade especial.

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Enfim a análise do CNIS deve ser feita de maneira bem criteriosa levando em consideração todas as
informações trazidas pelo cliente/segurado e as informações constantes no sistema. Deve haver um
batimento entre as provas documentais contemporâneas e as informações dos Sistemas
Previdenciários.

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ANÁLISE DE DOCUMENTOS/PROVAS
Independente do tipo de Benefício Previdenciário alguns documentos são necessários tanto para
fins de identificação do cliente/segurado, bem como para que o servidor possa realizar tanto
atualização cadastral quanto acertar vínculos e remunerações que independem de manifestação
do cliente/segurado, as quais deveria ser realizado de ofício .
Documentos gerais independente do tipo de Benefício Previdenciário pretendido:
RG/Certidão de Nascimento /Óbito/ Casamento;
Comprovante de residência/ declaração;
CTPS;
Documentos e procuração/ curatela/ tutela/ termo de administrador provisório se for caso de
representação legal;
Procuração do advogado/OAB;
Termo de responsabilidade.
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Abaixo apresento um rol de documentos exemplificativos de acordo com a categoria do
segurado e sua inscrição no INSS:
EMPREGADO/DESEMPREGADO

Carteira Profissional (CP);


Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) ;
Original ou cópia autenticada da Ficha de Registro de Empregados ou do Livro de Registro de
Empregados, onde conste o referido registro do trabalhador acompanhada de declaração fornecida
pela empresa, devidamente assinada e identificada por seuresponsável;
Original ou cópia autenticada do cartão, livro ou folha de ponto do trabalhador acompanhada de
declaração fornecida pela empresa, devidamente assinada e identificada por seu responsável;
Contrato individual de trabalho;
Acordo coletivo de trabalho, desde que caracterize o trabalhador como signatário e comprove seu
registro na respectiva Delegacia Regional do Trabalho – DRT;
Termo de rescisão contratual ou comprovante de recebimento do Fundo de Garantia de Tempo de
Serviço – FGTS;
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Extrato analítico de conta vinculada do FGTS, carimbado e assinado por empregado da Caixa
Econômica Federal, desde que constem dados do empregador, data de admissão, data de rescisão,
datas dos depósitos e atualizações monetárias do saldo, ou seja, dados que remetam ao período em
que se quer comprovar;
Recibos de pagamento contemporâneos ao fato alegado, com a necessária identificação do
empregador e do empregado;
Outros documentos contemporâneos que possam vir a comprovar o exercício de atividade junto à
empresas;
A declaração do empregador, no caso de empregado trabalhador rural, deverá conter: a qualificação
do declarante, inclusive os respectivos números do Cadastro de Pessoa Física – CPF e do Cadastro
Específico do INSS – CEI, ou, quando for o caso, do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica –
CNPJ, identificação e endereço completo do imóvel rural onde os serviços foram prestados, bem
como a que título detinha a posse deste imóvel, identificação do trabalhador e indicação das
parcelas salariais pagas, com as datas de início e término da prestação de serviços, e informação
sobre a existência de registro em livros, folhas de salários ou qualquer outro documento que
comprove o vínculo;
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De acordo com o art. 14-A da Lei nº 5.889, de 8 de junho de 1973, a comprovação da relação de
emprego do trabalhador rural por pequeno prazo, de natureza temporária, poderá ser feita mediante
contrato contendo no mínimo as seguintes informações: expressa autorização em acordo coletivo ou
convenção, identificação do produtor rural e do imóvel rural onde o trabalho foi realizado e
identificação da respectiva matrícula, e identificação do trabalhador, com a indicação do respectivo
NIT;
No caso de servidor público contratado conforme a Lei nº 8.745, de 1993, além dos documentos
citados acima que comprove a atividade junto à empresa, poderão ser apresentados atos de
nomeação e de exoneração, que demonstrem o exercício da atividade e a vinculação ao RGPS, ou
ainda a declaração do Órgão Público que o contratou, contendo no mínimo: dados cadastrais do
trabalhador, matrícula e função, assinatura do agente público responsável pela emissão e a
indicação do cargo que ocupa no órgão público, período trabalhado, indicação da lei que rege o
contrato temporário, descrição, número e data do ato de nomeação, descrição, número e data do ato
de exoneração, se houver, e constar, no corpo da declaração, afirmação expressa de que as
informações foram prestadas com base em documentação constante dos registros daquele órgão, e
que se encontram à disposição do INSS para consulta.
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TRABALHADOR AVULSO

Documento contemporâneo que comprove o exercício de atividade e a remuneração na condição de


trabalhador avulso com intermediação de órgão de gestão de mão de obra (OGMO) ou do sindicato
da categoria, OU;
Certificado do OGMO ou do sindicato da categoria, desde que o certificado contenha no mínimo:
identificação do trabalhador avulso, com indicação do respectivo NIT e se portuário ou não
portuário;
identificação do intermediador de mão de obra;
identificação do(s) tomador(es) de serviços e as respectivas remunerações por tomador de serviços;
duração do trabalho e a condição em que foi prestado, referentes ao período certificado; e;
no corpo da declaração, afirmação expressa de que as informações foram prestadas com base em
documentação constante nos registros daquela entidade, e que se encontram à disposição do INSS
para consulta.

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EMPREGADO DOMÉSTICO

Carteira Profissional (CP);


Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
A CP ou CTPS deve conter na folha de registro o número do CPF do empregador bem como as
demais informações e estar acompanhada dos respectivos recolhimentos ao INSS;
Contrato de trabalho registrado em época própria;
Recibos de pagamento emitidos em época própria;
Informações de recolhimentos efetuados em época própria constantes no CNIS, quando for possível
identificar a categoria de doméstico através do código de recolhimento ou de categoria nos casos de
microfichas, desde que acompanhadas da declaração do empregador.

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CONTRIBUINTE INDIVIDUAL, AUTÔNOMO E EMPRESÁRIO

Microfichas de recolhimentos constantes no banco de dados do INSS;


Guias de recolhimento modalidade GR, GR1 e GR2;
Carnês de contribuição ;
Guia de recolhimento de contribuinte individual (GRCI);
Guia de recolhimento da Previdência Social (GRPS-3);
Guia da Previdência Social (GPS);
Prestador de serviço, a partir de abril de 2003, comprovantes de retirada de pró-labore, que
demonstrem a remuneração decorrente do seu trabalho; nas situações de empresário, comprovante
de pagamento do serviço prestado, onde conste a identificação completa da empresa, inclusive com o
número do CNPJ/CEI, o valor da remuneração paga, o desconto da contribuição efetuado e o número
de inscrição do segurado no RGPS; declaração de Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF relativa ao
ano-base objeto da comprovação, que possa formar convicção das remunerações auferidas; ou
declaração fornecida pela empresa, devidamente assinada e identificada por seu responsável, onde
conste a identificação completa da mesma, inclusive com o número do CNPJ/CEI, o valor da
remuneração paga, o desconto da contribuição efetuado e o número de inscrição do segurado no
RGPS. 42
CONTRIBUINTE FACULTATIVO

Nesta categoria enquadra-se também o antigo Contribuinte em Dobro e são válidos os mesmos
documentos citados na categoria de Contribuinte Individual exceto as guias GR, GR1 e GR2, que são
específicas para aquela categoria.

PROFESSOR

A comprovação da atividade de professor poderá ser feita através de:


a) registros em CP ou CTPS, complementados, quando for o caso, por declaração do estabelecimento
de ensino onde foi exercida a atividade, sempre que necessária essa informação, para efeito de sua
caracterização;
b) informações constantes do CNIS, ou;
c) CTC nos termos da Contagem Recíproca para o período em que esteve vinculado a RPPS.
Casos específicos como o dos Trabalhadores Rurais , períodos de atividade especial, reservista das
Forças Armadas, Aluno Aprendiz, períodos de trabalho em Regimes Próprios devem ser analisados
conforme histórico previdenciário do cliente/segurado bem como comprovados de forma específica.
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ACERTOS DE VÍNCULOS E REMUNERAÇÕES
Os acertos de vínculos e remunerações do CNIS podem ser efetuados sem a necessidade de
requerimento de benefício previdenciário, conforme Portaria 123/DIRBEN/INSS. É importante que o
advogado previdenciarista use seu feeling para decidir sobre o melhor momento de requerer os
devidos acertos.

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DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
Lembre-se que os benefícios por incapacidade são de
risco. Não se sabe quando o segurado será acometido de
alguma doença ou sofrerá algum tipo de acidente! O CNIS
deve estar LIMPO para que a concessão dos benefícios por
incapacidade, uma vez que a incapacidade pode ser
reconhecida na Perícia Médica e o benefício ser indeferido
por falta de qualidade de segurado ou até mesmo
concedido de forma que prejudique o segurado por não
conter todos os vínculos e remunerações.
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Abaixo você segue o fluxo do requerimento de Acertos de Vínculos e Remunerações:
LIGAR NO 135
COM O PROTOCOLO ACESSAR O MEUINSS
ANEXAR REQUERIMENTO PEDINDO EXATAMENTE O QUE SE PRETENDE ACERTAR( incluir, excluir,
informar vínculos com datas divergentes, remunerações não informadas, etc)
JUNTAR A DOCUMENTAÇÃO QUE COMPROVE AS ALTERAÇÕES ( ônus da prova sempre do segurado.

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1.5 O QUE NÃO PODE FALTAR NO
REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO
Muito se fala no que o Requerimento Administrativo deve conter em sua confecção. É de
extrema importância guiar o servidor analisador conforme a lógica do Requerimento
Administrativo Previdenciário.
DICA DO LADO DE CÁ DO BALCAO: Sempre faça UM REQUERIMENTO, UMA MINI PETIÇÃO, UM
DESENHO, não importa a nomenclatura e uma descrição dos fatos de forma cronológica para
que o receptor destas informações , ou seja, o Servidor do INSS consiga entender todo o
contexto em torno do pedido de concessão do Benefício Previdenciário. DÊ O NORTE PARA O
SERVIDOR!
47
Conforme o tipo do Benefício Previdenciário que se pretende o requerimento deve seguir o
trâmite de tal forma que se demonstre claramente e objetivamente a existência das provas e
consequentemente o preenchimento dos requisitos necessários para a concessão.
O Requerimento Administrativo não deve se estender com mais de duas ou três laudas e deve
sempre prezar pela simplicidade. Não junte doutrinas e jurisprudências pois o servidor na
maioria das vezes nem lê, e, quando lê não possui capacidade de aplicar em sua análise.
Lembre-se que o servidor é guiado e deve aplicar sempre os preceitos da Instrução Normativa
77/2015. Desta forma indique qual artigo da IN 77/2015 traz os requisitos necessários para a
concessão do benefício e aponte em seu Requerimento qual a prova utilizada para demonstrar o
direito do seu cliente/segurado.

48
DESENHANDO PARA O SERVIDOR
Se necessário desenhe para o servidor!!! Desenhe o caminho que o mesmo deve percorrer até o
despacho da concessão do benefício previdenciário pretendido. Entenda que no meio deste
caminho que se chama Processo Administrativo Previdenciário existem várias bifurcações e
vários atalhos que o advogado previdenciarista precisa entender e dominar, além da própria
legislação previdenciária pertinente. Aponte, use tabelas, organogramas, linha cronológica,
resumos dos fatos, gráficos e tudo o que possa servir como facilitador para demonstrar o direito
do cliente/segurado ao benefício previdenciário pretendido.
O requerimento administrativo deve conter um breve histórico previdenciário do cliente/segurado,
bem como apontar os requisitos constantes na IN 77/2015 para sua concessão e as provas, de
acordo com o tipo de benefício pretendido garantidoras do direito do cliente/segurado.

49
MAS O QUE O REQUERIMENTO
ADMINISTRATIVO NÃO DEVE DEIXAR DE TER
ALÉM DAS QUESTÕES JÁ MECIONADAS?
Além deste questionamento ainda cabem os seguintes:
E se as provas juntadas não forem suficientes para que o servidor conceda o benefício
previdenciário?
E se for necessário alguma complementação ou informação relevante para a continuidade da
análise administrativa?
E se mesmo desenhando e juntando a documentação pertinente o servidor indefira o
requerimento?
E se o despacho de indeferimento for genérico? Como saber o que deu errado no
Requerimento Administrativo?
E se o benefício concedido pelo INSS não foi o mesmo que solicitei no Requerimento
Administrativo?
E se não solicitarem a complementação de documentos conforme IN 77/2015 por meio de
Carta de Exigência? 50
DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
Para responder as questões propostas é de extrema
importância que o Requerimento Administrativo traga em seu
bojo, além do que já fora mencionado os seguintes pedidos,
desta forma garantindo a melhor análise e melhor resultado do
Requerimento, independentemente de concessão ou
indeferimento, ou seja da conclusão, a qual será baseada no
conjunto probatório:

51
1-A concessão do melhor benefício para o segurado, conforme artigo 176 do Decreto 10.410, e
Enunciado 1 do CRPS;
2- Na necessidade de complementação de documentação para a concessão do benefício, que seja
solicitado por meio de Carta de Exigência, conforme determina IN 77/2015;
3-Que seja operacionalizada Justificação Administrativa, caso necessário, cujo rol de testemunhas será
apresentado após solicitação do servidor neste sentido;
4-Requer a reafirmação da DER para a data da implementação dos requisitos necessários a concessão
do melhor benefício previdenciário;
5-Requer todas as consultas nos sistemas previdenciários e bases de dados governamentais para fins
de comprovação e elucidação dos fatos alegados, inclusive o que tange ás certidões de registros civis;
6-A atualização cadastral, bem como de vínculos e remunerações no CNIS do segurado conforme
documentação em anexo;
7-A motivação de todos os atos administrativos, em especial e específico no que tange a análise das
provas juntadas no Requerimento Administrativo; e, por fim;
8-Despacho decisório fundamentado quando da conclusão do Requerimento Administrativo.
3352
Percebam que todos os pedidos acima apontados quando realizados no Requerimento
Administrativo conduzem o servidor a uma boa instrução processual administrativa,
garantindo ao segurado uma análise eficaz do Requerimento em que se possa observar
tanto a concessão de maneira devida, com a consideração de todas as provas
apresentadas, quanto o indeferimento justificado e fundamentado, se este for o caso.
O servidor pode deixar de considerar alguma prova, pode deixar de reconhecer alguma
circunstância, tanto na concessão quanto no indeferimento, no entanto deverá
fundamentar, fornecendo desta forma conteúdo prático que justifique Requerimento de
Revisão ou Recurso
.
53
FASE INSTRUTÓRIA / COMPROVANDO E
DEMONSTRANDO DIREITOS
2.1 PROVAS E DILIGÊNCIAS
Esta é a segunda fase do Processo Administrativo Previdenciário. É a fase em que se prova o
direito do segurado. Aqui você já identificou seu cliente e qual o direito que se pretende junto á
Autarquia. É o momento de garimpar as provas e demonstrar este direito de maneira que você
possa otimizar o trâmite processual administrativo e ter êxito no seu pleito. Deste modo é
importante que você domine e utilize as ferramentas administrativas previdenciárias sempre
que necessário.

54
EXIGÊNCIAS ADMINISTRATIVAS
A solicitação de exigências por parte do servidor do INSS é comum quando a documentação se
encontra incompleta para a análise ou para comprovar alguma situação previdenciária no
tocante aos vínculos e remunerações , qualidade de segurado, qualidade de dependente,
comprovação de dependência econômica ,e ou para dirimir quaisquer dúvidas ou divergências
apontadas pelo servidor da Autarquia.
O que são exigências administrativas do INSS?
A exigência é um protocolo do INSS que significa que não foi possível concluir a análise do
requerimento por falta de algum documento ou informação. Dessa forma, o segurado que tiver
alguma pendência deve enviar a documentação o mais rápido possível até o limite do prazo que
é de 30 dias, para que o INSS possa concluir a análise do requerimento.
55
DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
O prazo para cumprimento das exigências aumenta em 35
dias ( 30 dias legais + acréscimo de 5 dias de tolerância)
quando o segurado opta por acompanhar seu processo de
maneira remota utilizando-se do acesso ao MEU INSS ou
pelo 135.

56
DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
Quando existe a falta de um documento essencial para a
continuidade da análise e houver a necessidade de dilação de
prazo ,esta deve ser justificada no prazo do cumprimento da
exigência para que se evite a Desistência Administrativa. Nem
sempre o servidor concede a dilação deste prazo, no entanto
esta justificativa se torna importante se ocorrer a necessidade
de posterior Recurso Administrativo ou até mesmo a
judicialização.

57
Conceito de Oficio:
Um ofício é uma correspondência oficial, enviada
normalmente a funcionários ou autoridades públicas.
OFÍCIOS EXTERNOS O ofício é o tipo mais comum de correspondência
oficial expedido por órgãos públicos ou privados, em
EMITIDOS PELO INSS objeto de serviço. Seu destinatário, no entanto, além
de outro órgão público, pode ser também um
particular. O conteúdo do ofício é matéria
administrativa, mas pode vincular também matéria de
caráter social, oriunda do relacionamento da
autoridade em virtude de seu cargo ou função.
No processo administrativo previdenciário é uma
ferramenta importante para a comprovação dos dados
divergentes, extemporâneos ou não constantes no
CNIS cabe ao requerente. Lembrem-se : O Ônus da
prova sempre é do segurado, conforme menciona o
Art. 682. IN nº 77\2015 do INSS, vejamos;
3458
DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
O artigo 682 menciona que é DEVER do INSS emitir ofício para
empresas ou órgão, portanto solicitem isto no Requerimento
Administrativo sempre que for necessário. Exemplo: demora
na emissão de uma CTC que deve ser emitida pelo Estado para
inclusão de tempo de Regime Próprio de Previdência.

59
Ferramenta administrativa prevista nos termos do
artigo 103, caput, IN nº 77\2015 do INSS:

PESQUISA EXTERNA “Entende – se por pesquisa externa as atividades


realizadas junto a beneficiários, empresas, órgãos
públicos, entidades representativas de classe,
cartórios, e demais entidades e profissionais
credenciados, necessárias para a atualização do
CNIS, o reconhecimento, manutenção e revisão de
direitos, bem como para o desempenho das
atividades de serviço social, perícias médicas,
habilitação e reabilitação profissional, bem como
para o acompanhamento da execução dos contratos
com as instituições financeiras pagadoras de
benefícios.”
3460
Mas para que serve esta pesquisa externa na prática?
A pesquisa externa é feita por um servidor do INSS portariado para este fim E tem por objetivo
complementar informações, esclarecer dúvidas ou comprovar fatos que oportunamente não foram
demonstrados pelos beneficiários para a concessão dos direitos previdenciários.
Na pesquisa externa são colhidas informações e depoimentos junto aos empregadores, colegas de
trabalho, vizinhos, bem como são analisados documentos que visem sanar as dúvidas do solicitante da
pesquisa, que é o servidor que está analisando o Requerimento Administrativo e que necessitou de
informações além das já existentes no processo administrativo.
Exemplo: se o segurado que não tiver nenhuma prova do vínculo empregatício com determinada
empresa que se encontra extemporâneo no CNIS, ou com qualquer erro na informação;
No caso de servidor público de cargo efetivo e empregado público, vinculados ao RGPS, nos casos de
emissão de declaração pelo ente federativo para comprovação, por serem estes dotados de fé pública,
não será necessária a realização de pesquisa externa. 3461
A Justificação Administrativa está prevista na
Instrução Normativa77/2015 em seu artigo 574, e,
também no artigo 108 da Lei 8.2310/91. É uma
JUSTIFICATIVA ferramenta importantíssima na busca da prova de
fato ou circunstancia do direito do segurado,
ADMINISTRATIVA quando ele não consegue apresentar para o INSS
com documentos próprios e contemporâneos.
DICA DO LADO DE CA DO BALCAO: A J.A substitui a
falta de documentos comprobatórios dos requisitos
para a concessão do benefício que se pretende.
Peça sempre e para qualquer tipo de benefício
previdenciário ( com exceção dos benefícios por
incapacidade) já no requerimento inicial do
Processo Administrativo Previdenciário.

3462
Utiliza-se a Justificação Administrativa para substituir provas documentais exigidas para diversas
situações tais como:
comprovação de atividade urbana ( documentos contemporâneos que configurem a verdade do fato
alegado ou que possa levar à convicção do que se pretende comprovar);
comprovação de atividade rural, comprovação de união estável, comprovação de dependência
econômica ( classes 2 e 3 dos dependentes do benefício de pensão por morte);
comprovação de atividade especial (o cidadão não tiver o formulário para análise de atividade especial
e somente se a empresa estiver legalmente extinta);
exclusão de dependente de pensão por morte ( eliminar possível dependente em favor de outro, situado
em ordem concorrente ou preferencial, por inexistir qualquer condição essencial ao primeiro) ,
comprovação da qualidade de segurado, dentre outras situações em que as provas possam ser
substituídas por depoimentos pessoais.
O procedimento da Justificação Administrativa deve ser requerido pelo segurado, o qual deverá indicar
no mínimo 2 (duas) e no máximo 6( seis) testemunhas, que serão ouvidas pelo servidor processante
em dia , horário e local previamente agendados.
3463
DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
Sempre solicitem o processamento da ferramenta da Justificação
Administrativa no Requerimento inicial de benefício
previdenciário, mesmo que seja um dever do servidor ao verificar
que faltam documentos solicitar por meio de carta de exigências
que a mesma seja complementada ou que seja apresentado
requerimento de Justificação Administrativa. O importante é que
ela seja operacionalizada e que o procedimento não dependa
somente da Autarquia.

64
No dia agendado as testemunhas deverão comparecer independentemente de intimação munidas
de documento de identificação pessoal e a Justificação será operacionalizada nos moldes do
artigo 590 da Instrução Normativa 77/2015.
É facultado o comparecimento do segurado/requerente e do advogado, a não ser que o servidor
processante necessite esclarecer pontos controversos com o requerente. Tal solicitação deverá
estar expressa no comunicado do agendamento da Justificação Administrativa.

65
DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
Sempre compareça e acompanhe a Justificação Administrativa,
considerando a necessidade de garantir o seu devido
processamento e por existirem perguntas e esclarecimentos
importantes que devem constar no relatório do processante do
procedimento por serem de extrema importância na instrução de
todo o deslinde do processo administrativo previdenciário.

66
DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
Oriente as testemunhas no sentido de informar ao servidor
somente os fatos presenciados e verídicos, porque o depoente não
conhece todo o processo administrativo e os indícios de prova nele
constantes. Sempre encaminhe as testemunhas que possuem
maior clareza dos fatos para deporem primeiro, seguindo uma
ordem de prioritárias.

67
3.1 RECURSO ADMINISTRATIVO
No caso de requerimento inicial indeferido caberá Recurso
Administrativo ao Conselho de Recursos da Previdência Social.
IDENTIFICAR Costumo chamar o Recurso Administrativo de MÃE DO INSS!
O CAMINHO - Porque é uma fase do processo administrativo previdenciário
FASE DECISÓRIA muito flexível, que oportuniza ao advogado previdenciarista fazer
uma “ nova instrução processual administrativa”.
Mas primeiramente é importante entender a estrutura e o
funcionamento do Conselho de Recurso da Previdência Social.
Muitos têm a ideia de que o recurso administrativo é todo
analisado pelo próprio próprio INSS, porém esta é uma visão
errônea tendo em vista que a fase recursal é feita junto ao CRPS,
independente do INSS.

68
Mas porque o protocolo é feito no INSS?
Porque existe um princípio administrativo, que também abrange por óbvio o processo administrativo
previdenciário, que é o de reanálise de seus próprios atos. Ao protocolar o Recurso no INSS o
servidor da Autarquia reanalisa a decisão levando em consideração: os requisitos para a implantação
do benefício, a instrução processual, se houve judicialização constando o mesmo objeto, pedido e
parte. Somente depois desta reanálise , se não houver retratação ou reconhecimento do direito, o
INSS encaminha o Recurso com um relatório da reanálise para a Junta de Recursos.
ESTRUTURA DO CRPS
Regulamentado pela Portaria MPS nº 548/2011), que determina sua organização administrativa, o
Conselho de Recursos da PrevidÊncia Social ,sediado em Brasília, é composto por:
29 Juntas de Recursos que julgam em primeira instância;
4 Câmaras de Julgamentos;
1 conselho pleno.
69
As Juntas e as Câmaras são compostas por quatro conselheiros, sendo dois representantes do
Governo, um das empresas e um dos trabalhadores, sendo que o mandato deles dura dois anos,
com direito a uma recondução.
Da decisão de indeferimento proferida pelo INSS, cabe o recurso ordinário destinado à Junta de
Recursos. Se ainda houver discórdia da decisão emitida por esta Junta, cabe recurso especial
destinado a Câmara de Julgamento.
A competência do Conselho Pleno é uniformizar a jurisprudência administrativa previdenciária
mediante emissão de enunciados, bem como, emitir resoluções quando há divergências
jurisprudenciais entre as Juntas de Recursos nas matérias de sua competência ou entre as Câmaras
de Julgamento em sede de recurso especial.
O prazo para interposição do Recurso é de 30 dias após a ciência da decisão do indeferimento.
Quanto à contagem do prazo, destaca-se que ela é feita em dias corridos, com a exclusão do dia do
início e inclusão do dia do vencimento, conforme a Portaria nº 116/2017.
70
Lembre-se :Da DECISÃO DE INDEFERIMENTO CABERÁ SOMENTE O Recurso Administrativo! Não
confundir com Revisão e nem com o serviço de reabertura de tarefas.
Mas porque o Recurso Administrativo é uma mãe??
1- Não tem formalidades
2- Poderá apresentar documentos, laudos, exames e
demais provas que não foram juntadas na fase instrutória do Processo
administrativo previdenciário
3- Poderá requerer as diligências que não foram
requeridas na fase inicial , bem como utilizar as ferramentas processuais
administrativas: Justificação Administrativa , Ofício Externo e Pesquisa Externa.
4- Serve para instruir uma possível judicialização
71
DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
Solicitar sustentação oral na seção de julgamento para
que você seja notificado do dia e horário da seção, mesmo
que queira apresentar as razões de recurso de maneira
expressa. Serve para dar um feedback da de possível data
para o segurado!

72
Da decisão proferida acerca do recurso ordinário interposto, chamada de acórdão, caberá recurso
especial para as Câmaras de Julgamento, que são órgãos de segunda instância recursal do INSS. Caso a
interposição for tempestiva, serão suspensos os efeitos da decisão de primeira instância.
Observe art. 30, §2º, do Regimento Interno do CRSS:
Art. 30. Das decisões proferidas no julgamento do Recurso Ordinário caberá Recurso Especial dirigido às
Câmaras de Julgamento.
(…) § 2º Constituem alçada exclusiva das Juntas de Recursos, não comportando recurso às Câmaras de
Julgamento, as seguintes decisões:
I – fundamentada exclusivamente em matéria médica, e relativa aos benefícios de auxílio-doença e
assistenciais;
II – proferida sobre reajustamento de benefício em manutenção, em consonância com os índices
estabelecidos em lei, exceto quando a diferença na Renda Mensal
Atual – RMA decorrer de alteração da Renda Mensal Inicial – RMI.
Ou seja estes casos sempre serão tratados pelas Juntas de Recursos. 73
No caso de decisão das Juntas de Recurso em sede de instância única ou das Câmaras
de Julgamento em sede de decisão de recurso especial que estiverem em divergência em
relação a pareceres da Consultoria Jurídica (Conjur)/AGU ou enunciados editados pelo
Conselho Pleno, caberá reclamação a este último, no prazo de 30 dias a contar da
ciência da decisão infringente e suspende o prazo para o seu cumprimento.
CRPS
1ª instância: JUNTAS
2ª instância: CÂMARAS
3ª instância: CONSELHO PLENO

74
DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
Com relação a tempestividade existe um entendimento de que
por mais que o Recurso tenha sido intempestivo, ou seja,
protocolado após os 30 dias da ciência da decisão, porém
contenha no processo administrativo todos os requisitos
necessários para o reconhecimento do direito do segurado o
Recurso poderá ser provido. O servidor do INSS que está
analisando o Recurso antes da remessa do mesmo para a Junta
de Recursos não poderá deixar de encaminhá-lo , mesmo que
verifique a intempestividade.
75
RAZÕES DE RECURSO/REQUERIMENTO

O Requerimento do Recurso segue a mesma lógica que o requerimento inicial no que tange
a confecção : ser objetivo, com linguagem clara, sempre demonstrando com documentos
contemporâneos ou requerimento de oitiva testemunhal ( caso da J.A em sede recursal)
que os requisitos para a concessão do benefício previdenciário estão presentes. Aqui
também é necessário desenhar o erro do INSS e os motivos que devem ser considerados para
o reconhecimento do direito pleiteado.
Por mais que exista no site do INSS o modelo de formulário de Recurso Administrativo, o
advogado previdenciarista deve confeccionar o seu próprio modelo trazendo a sua
identidade, a sua autoridade e o seu capricho.
76
DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
Os modelos e formulários do INSS foram confeccionados
pensando na fragilidade do segurado! Demonstre domínio e
segurança! Você é o “dono” do processo admininistrativo! O
requerimento é a única forma de demonstrar o direito de seu
cliente, além da sustentação oral.

77
RECURSO ADMINISTRATIVO X JUDICIALIZAÇÃO: QUAL O MELHOR CAMINHO?
Para responder esta questão é necessário estar atento ás decisões e jurisprudências
administrativas bem como das decisões judiciais acerca do tema sobre o qual se pretende o
reconhecimento do direito. Tudo vai depender das razões do indeferimento administrativo e
do tipo de benefício previdenciário.
Exemplo: Atualmente as decisões judiciais acerca dos benefícios por incapacidade são mais
benéficas aos segurados do que os entendimentos administrativos. Por outro lado as decisões
administrativas acerca do reconhecimento de atividade rural do segurado especial são mais
benéficas do que as decisões judiciais.
Esgotar a esfera administrativa não é pressuposto para a judicialização!

78
DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO

O Recurso administrativo admite a análise de


documentos e provas novas. Trata-se de uma
chance a mais de concessão antes da Judicialização!

79
3.2 REVISÃO ADMINISTRATIVA
Este instituto diz respeito á possibilidade de reconhecimento de direitos eivada de erro prejudicial
ao segurado ou de reconhecimento parcial de direitos. O prazo para requerer revisão de benefício
previdenciário é de 10 anos contados da data do primeiro pagamento mensal do benefício em
questão.
Existem dois tipos de revisão: de fato e de direito.
A revisão de direito abrange discussões acerca dos dispositivos legais, do direito material em si e
devem ser discutidas na esfera judicial, daí o nome de teses jurídicas. Giram acerca da
interpretação da legislação previdenciária.
Ex: revisão da vida toda, desaposentação.
A revisão de fato é específica em torno do fato ocorrido no trâmite do processo administrativo
previdenciário do segurado.
80
ATENÇÃO: PARA BENEFÍCIOS CONCEDIDOS O CAMINHO SERÁ SEMPRE A REVISÃO ADMINISTRATIVA.
Aqui cabe primeiramente a análise da memória de cálculo e da Carta de Concessão verificando os
seguintes pontos:
1- Foi concedido o melhor benefício ao segurado?
2- Todos os vínculos foram reconhecidos e computados?
3- Todas as remunerações entraram para o cálculo do valor da Renda Mensal Inicial do benefício?
4- Todos os acertos de vínculos e remunerações foram realizados?
5- A data de entrada de requerimento ( DER) está correta?
6- A data de início de pagamento está correta?

81
DICA

DO LADO DA CÁ DO BALCÃO
Se você verificar que existe possibilidade de revisão do benefício
previdenciário confeccione o seu requerimento de maneira
pontual, assim como nos requerimentos iniciais e no recurso
administrativo. No caso de requerimento de revisão a solicitação
deve ser específica, indo direito ao ponto, norteando o servidor no
sentido de apontar exatamente o que deve ser revisado no
benefício, sob pena de correr o risco de ter todo o benefício
revisado, o que pode ser prejudicial ao segurado.
82
Correr o risco de ter um período já reconhecido de atividade rural ou de atividade especial revisto é
desnecessário, portanto foque no essencial!!
Quando vale muito a pena pedir revisão?
1- Revisão após reconhecimento de vínculo em Reclamatória Trabalhista;
2- Erro no cálculo do benefício: para quem teve dois empregos concomitantes; não reconhecimento
do direito adquirido em legislação mais benéfica.
3- Para benefícios em que não foram considerados períodos de aluno aprendiz, segurado especial,
atividade especial, serviço militar obrigatório.
4- Quando o benefício for concedido sem os devidos acertos nos vínculos e remunerações.
Obs: Lembre-se que quando o vínculo empregatício não tiver data fim no CNIS o sistema
previdenciário faz o cálculo computando a última remuneração paga pela empresa que constar no
sistema.
83
DIFERENÇA ENTRE RECURSO E REVISÃO
A revisão é utilizada para que o INSS corrija algum erro na concessão do benefício. O recurso é forma
que o segurado tem de demonstrar o seu inconformismo com o indeferimento de seu requerimento de
benefício previdenciário.
Obs: O STF ao julgar o Tema 350 disse que nas revisões não é necessário o prévio requerimento
administrativo, “salvo se depender da análise de matéria de fato ainda não levada ao conhecimento da
Administração“.
Neste sentido é importante verificar se todas as informações acerca do direito do segurado á revisão
do benefício previdenciário estejam no processo administrativo e são de conhecimento prévio da
Autarquia.

84
A reabertura de tarefas tem previsão legal na IN 77/2015
conforme segue:
3.3 REABERTURA Art. 696. Conclui-se o processo administrativo com a decisão
administrativa, ressalvado o direito de o requerente solicitar
DE TAREFAS recurso ou revisão nos prazos previstos nas normas vigentes.
Parágrafo único. Constatado erro, ainda que em fase de novo
requerimento, o processo administrativo anterior, já concluído,
deverá ser reaberto de ofício para a concessão do benefício,
observado a decadência e a prescrição.
Perceba que é um serviço de ofício do servidor, no entanto o
erro grosseiro pode passar despercebido e aí entra a atuação
do advogado previdenciarista, que acessando o MEUINSS ou
enviando email para a agência da previdência social em que
requereu o protocolo do requerimento do benefício
previdenciário poderá solicitar a reabertura. 85
Importante aqui também desenhar para o servidor qual o motivo da reabertura, qual o erro grosseiro e a
razão pela qual o requerimento merece reanálise.
OBS: não se trata de erro na análise do mérito quanto ao reconhecimento do direito previdenciário ( valor
probatório , etc ou a subjetividade de convencimento do servidor quanto aos requisitos de concessão
do benefício) mas sim de erro grosseiro procedimental do servidor.
EXEMPLO 1: Requerimento de aposentadoria por idade de MARIA com processo administrativo indeferido
de salário maternidade de JOANA. Ou seja: ERRO GROSSEIRO! Não houve nem a análise do mérito do
requerimento.
EXEMPLO 2 : Maria requer pensão por morte e tem benefício de aposentadoria por idade negado. ERRO
GROSSEIRO!
EXEMPLO 3: MARIA requer aposentadoria por idade rural com 56 anos de idade e o requerimento é
indeferido por falta do requisito etário. ERRO GROSSEIRO!
86
Anexo 1
PREVIDENCIARÊS - SIGLAS INSS
ACP Ação Civil Pública
ACT Acordo de Cooperação Técnica
ADCT Atos das Disposições Constitucionais Transitórias
AI Acordo Internacional
BI Benefício por Incapacidade
BPC Benefício de Prestação Continuada
CADUNICO Cadastro Único
CAJ Câmaras de Julgamento
CANSB Consolidação dos Atos Normativos
CAT Carta de Acidente de Trabalho
contrib. Contribuições
CI Contribuinte Individual
CNIS Cadastro Nacional de Informações Sociais
CNPJ Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica
CP Carteira Profissional 87
CPF Cadastro de Pessoa Física
CTC Certidão de Tempo de Contribuição
CTPS Carteira de Trabalho e Previdência Social
DAT Data de Afastamento do Trabalho
DCB Data da Cessação do Benefício
DER Data da Entrada do Requerimento
DIB Data do Início do Benefício
DID Data do Início da Doença
DII Data do Início da Incapacidade
DIP Data do Início do Pagamento
DIRBEN Diretoria de Benefícios
DIRSAT Diretoria de Saúde do Trabalhador
DRD Data da Regularização da Documentação
FBR Facultativo de Baixa Renda
FGTS Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
GET Gerenciador de Tarefas
GFIP Guia de Recolhimento de FGTS e de Informações a Previdência Social 88
GPS Guia da Previdência Social
IN Instrução Normativa
JR Junta de Recursos do Seguro Social
LC
LTCAT
Lei Complementar
Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho
MEI Microempreendedor Individual
memo. Memorando
memo. circ. Memorando circular
MP Medida Provisória
MPS Ministério da Previdência Social
NIT Número de Identificação do Trabalhador
PA Pensão Alimentícia
PAP Processo Administrativo Previdenciário
PPP Perfil Profissiográfico Profissional
PRISMA Projeto de Regionalização de Informações e Sistemas 89
RFB Receita Federal do Brasil
RGPS Regime Geral de Previdência Social
RT Reclamatória Trabalhista
RPPS Regime Próprio de Previdência Social
SABI Sistema de Administração de Benefícios por Incapacidade
SAG Sistema de Agendamento
SINE Sistema Nacional de Emprego
SUB Sistema Único de Benefícios

90
ANEXO 2
SIGLAS PARA ANÁLISE DO CNIS
AEXT-VI - Acerto de vínculo extemporâneo indeferido
A sigla AEXT-VI do CNIS indica que houve tentativa de acerto de vínculo, mas a documentação
apresentada não foi deferida pelo INSS.
Quando você encontrar a sigla AEXT-VI, preste atenção redobrada na documentação do seu cliente para
comprovar a atividade exercida e já se prepare para enfrentar uma possível ação judicial para
reconhecimento do vínculo.
AEXT-VT - Acerto de vínculo extemporâneo validado totalmente
A sigla AEXT-VT no CNIS é uma das poucas siglas no CNIS que me traz tranquilidade. Essa sigla é só
alegria para o advogado previdenciário, significa que o período que era considerado extemporâneo já foi
validado totalmente.
IEAN (25) – Exposição à agentes nocivos no grupo 25 anos
A sigla IEAN (25) no CNIS indica a exposição a agente insalubres do grupo de 25 anos. Essa sigla tem
duas variações: 91
IEAN (20) indica período de exposição a agentes insalubres do grupo de 20 anos
IEAN (15) indica período de exposição a agentes insalubres do grupo de 15 anos

IGFIP-INF - Indicador de GFIP meramente informativa


A sigla IGFIP-INF no CNIS significa que o INSS tem uma indicação da guia de recolhimento, mas o
período não está comprovado e por isso não contará para os benefícios previdenciários. Neste caso, será
necessário comprovar a atividade exercida através de provas documentais
A sigla ILEI123 no CNIS indica a contribuição de 11% sobre o valor do salário mínimo (Lei 8.212, art.
21.§ 2º). Essa opção de contribuição possui algumas restrições, como o fato de não computar tempo
para o benefício de aposentadoria por tempo de contribuição.
A sigla IMEI no CNIS indica que a contribuição previdenciário foi realizada na condição de
microempreendedor individual com base em uma alíquota de 5% sobre o salário-mínimo, possibilidade
criada pela Lei 12.470/2011.
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A sigla IREC-CIRURAL no CNIS indica que para o período de contribuições como Contribuinte Individual
Rural não existe período homologado correspondente.
A sigla IREC-FBR no CNIS indica contribuição de segurado facultativo de baixa renda já validada. Essa
opção possui algumas restrições, como não computar tempo para o benefício de aposentadoria por
tempo de contribuição. Caso o seu cliente queira se aposentar por tempo de contribuição, as
contribuições dependem de complementação (dos 5% para 20%).
A sigla IREC-INDPEND é muito comum no CNIS e é um indicador genérico sinalizando a existência de
pendências na contribuição.
A sigla PADM-EMPR no CNIS indica que a admissão foi anterior ao início das atividades da empresa.
Nesse caso, é necessário comprovar o início do vínculo empregatício através de provas documentais.
A sigla PEMP-CAD no CNIS indica que as informações da empresa não estão atualizadas no INSS. CEI
significa “cadastro específico do INSS”.
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A sigla PEXT no CNIS indica que o vínculo é extemporâneo e não será computado no cálculo do seu
cliente. Isso é comum aparecer quando o empregador parou de pagar o INSS, ou mesmo quando houve
mudança de CNPJ da empresa (O INSS, por algum motivo, não reconhece automaticamente as mudanças
de CNPJ.

94
Que seu caminho seja eivado de
luz!!! Que o sucesso seja uma
constante em sua carreira
profissional! Obrigada pela
confiança!
Eu sou parte de uma equipe.
Então, quando venço, não sou
eu apenas quem vence. De
certa forma termino o trabalho
de um grupo enorme de
pessoas. Ayrton Senna
95
#DOLADODECÁ
@profgreicymm

DO LADO DE CÁ
DO BALCÃO
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