Você está na página 1de 4

Disciplina de Sistemas Agroecológicos de Produção Animal

Estudo Dirigido UNIDADE I – Piscicultura

O presente E. D. deve ser digitado (enviar para samia.bomfim@ifam.edu.br)


ou manuscrito (enviar via whatsapp).
Data de entrega: 03.03.2021.

1. Descreva a importância social e econômica da criação de peixes.


2. Descreva a anatomia e a fisiologia de um exemplar de chondrichtyes e de
osteichtyes.
3. Descreva as principais diferenças entre os chondrichtyes e os osteichtyes.
4. Descreva de que forma o peixe faz a respiração.
5. Descreva, conforme o seu tamanho, o tipo de ração que deve ser administrado.
6. Cite exemplos de peixes carnívoros, herbívoros, onívoros, fitoplanctófagos e
zooplanctófagos.
7. Descreva os sistemas de criação de peixes.
8. Descreva as instalações na piscicultura.
9. Descreva sobre os parâmetros de qualidade e o monitoramento da água.
10. Descreva o manejo e as fases de cultivo na piscicultura.
11. Descreva o manejo sanitário de peixe e suas doenças.
Manaus, 2 de março de 2020
Instituto Federal Do Amazonas Campus Manaus-Zona Leste
Nome da disciplina: Sistemas agroecológicos de produção animal
Nome do Aluno: Erik De Jesus Pimenta
Número da chamada: 10
Série: 2°C

Título: Resposta do Estudo Dirigido Unidade 1 – Piscicultura

1. Além de ser uma atividade econômica, que permite às pessoas empreender e


gerar empregos, a criação de peixes e outros animais aquáticos impacta
também outros mercados.
O turismo é fortemente influenciado pelo consumo de peixes, com diversas
regiões sendo visitadas e conhecidas, muito em razão de sua produção
pesqueira e pratos preparados com frutos do mar.
2. Os osteichtyes apresentam corpo fusiforme, pele com muitas glândulas
mucosas e escamas finas e flexíveis de origem mesodérmica. A
temperatura do corpo é variável (ectotérmicos);
 . A natação ocorre por meio de nadadeiras sustentadas por raios, e a
cauda pode ser homocerca (ramos dorsal e ventral do mesmo
tamanho), dificerca sem ramos e, ocasionalmente, heterocerca (ramo
dorsal maior que o ventral);
 A forma como a reprodução ocorre varia entre as espécies. Podem
apresentar dimorfismo sexual, com machos e fêmeas visivelmente
diferentes. A maioria das espécies é ovípara,
apresentando fecundação externa, isto é, os machos fecundam os
pequenos ovos depositados pelas fêmeas. Muitas fêmeas sobem a
correnteza dos rios em busca de locais com água limpa e bem
oxigenada para fazer a desova. Essa fase do período reprodutivo é
conhecida como piracema. Algumas espécies apresentam
fase larval;
 Os chondrichteys apresentam corpo fusiforme (tubarões e quimeras)
ou achatado (arraias) coberto por escamas placoides de origem
dermoepidérmica. São ectotérmicos, ou seja, a temperatura do corpo é
variável;

 Possuem nadadeiras sustentadas por raios e a cauda


é heterocerca (ramo dorsal maior que o ventral). A natação ocorre por
meio das contrações dos músculos do corpo com o auxílio das
nadadeiras. Nos machos, a nadadeira também tem função na
reprodução, pois as nadadeiras pélvicas possuem clásperes, que são
estruturas copuladoras que transferem os espermatozoides para o corpo
da fêmea;

3. Os peixes ósseos possuem uma membrana que recobre as fendas


branquiais, enquanto os peixes cartilaginosos possuem suas
brânquias expostas, sem nenhuma proteção. Enquanto os peixes
cartilaginosos possuem escamas placoides e de origem dérmica
e epidérmica, os peixes ósseos apresentam escamas de origem
exclusivamente dérmica.

4. As brânquias ou guelras facilitam aquilo a que se chama


respiração aquática. A água entra pela boca do peixe e vai até às
guelras. Aí, o sangue recebe oxigênio. Depois, expulsa dióxido de
carbono pelos opérculos, que são na realidade os buracos que se
encontram em cada lado da cabeça do peixe.

5. Também é possível classificar quanto ao hábito alimentar e à


exigência nutricional dos animais — assim, há alimentos
desenvolvidos para espécies carnívoras e omnívoras. Abaixo, vamos
explicar as características e os benefícios de cada uma delas para que
você decida qual tipo de ração é ideal para sua produção.
6. Carnívoros: Jaú, pirarucu; / Herbívoros: Pacu, Tambaqui; / Onívoros: Tilápia,
Lambari; / fitoplanctófagos: Tilápia do Nilo, Carpa prateada; / Zooplanctófagos:
Peixe-viola, arraia.
7. O sistema extensivo é caracterizado pela criação dos peixes em lagos ou represas
onde permanecem até a sua captura. Este sistema é caracterizado pelo não
fornecimento de ração aos peixes, na maioria das vezes utiliza- se técnica de
policultivo. Este sistema de cultivo muitas vezes apresenta baixa produtividade e
lenta taxa de crescimento.
.O sistema semi- intensivo também é praticado em lagos e represas, porém neste há o
fornecimento de alimentos aos peixes, incluindo ração, a produtividade é maior do que
no sistema extensivo, sendo o policultivo muitas vezes associado.

.O sistema intensivo é caracterizado pela construção de viveiros exclusivos para criação


de peixes. A finalidade é obter alta produtividade por metro quadrado. Neste sistema os
peixes são alimentados com ração balanceada e adequada para cada espécie e de acordo
com a fase de cultivo. No sistema de criação intensivo é utilizada a técnica de
monocultivo.

.No sistema superintensivo os peixes são criados em tanques- rede, por exemplo, com
fluxo continuo de água. Neste sistema uma só espécie de peixe é cultivada em alta
densidade de povoação. Os peixes recebem alimentos balanceados para o seu
crescimento.
8. Os tanques podem ser de terra (escavados ou com levantamento de barragens) e de
alvenaria. Devem apresentar condições próximas as naturais dos peixes. Nos tanques
escavados as paredes devem apresentar inclinação de 45o e as bordas devem ser
grossos para evitar desmoronamento.
9. A água para diferentes fins tem seus próprios requisitos de composição e pureza. A
medição da qualidade da água é um processo muito exigente e compreende vários
parâmetros.
Assim, não deve conter concentrações prejudiciais de produtos químicos ou
microrganismos patogênicos e, idealmente, deve ser esteticamente agradável em
relação à aparência, sabor e odor. Algumas variáveis fornecem dados que indicam
poluição, outras que permitem mapear a origem das fontes de poluição.

10.  O cultivo de peixes é constituído, basicamente, por três fases, ou seja: a

alevinagem, a recria, e a engorda, sendo que cada uma delas corresponde


a um tipo específico de piscicultura. Para que cada fase seja bem
conduzida, é necessário que o piscicultor conheça as formas de manejo e
os cuidados que cada uma dessas etapas requer, visando manter as
condições adequadas para o desenvolvimento dos peixes.

11. A sanidade é um dos elementos mais importantes a ser considerado no cultivo de


peixes. Quando ela está prejudicada, nem um ótimo manejo nutricional, nem excelentes

características ambientais são capazes de garantir o máximo desempenho produtivo e

reprodutivo dos animais.