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LAERTE RABELO E DIOGO VEIIRA

MÓDULO BÁSICO DO
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
Um guia prático da aplicação do
osciloscópio para a realização de
diagnósticos de forma rápida,assertiva
e eficaz.
sumário:
01 CAP.: 1 O QUE É O OSCILOSCÓPIO

ENTENDENDO AS
14 CAP.: 2
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

16 CAP.: 3 OPERANDO O EQUIPAMENTO

21 CAP.: 4 TIPOS DE SINAIS ELÉTRICOS

23 CAP.: 5 ENQUADRAMENTO DO SINAL

27 CAP.: 6 FERRAMENTAS ESPECIAIS:


CURSORES E MEDIDAS

36 CAP.: 7 SINAIS DE CONTROLE: PULSE


WITH MODULATION (PWM)

38 CAP.: 8 FUNCIONAMENTO DO GATILHO:


TRIGGER

40 CAP.: 9 COMPRESSÃO RELATIVA


46 CAP.: 10 CONHECENDO OS ACESSÓRIOS

49 CAP.: 11 TRANSDUTORES DE PRESSÃO

51 CAP.: 12 SENSORES DE VARIAÇÃO LINEAR

59 CAP.: 13 ONDAS DE REFERÊNCIA

Diogo Vieira e Laerte Rabelo - Diagnóstico Avançado Treinamentos Jan – 2020


Consultores Técnicos do Jornal Oficina Brasil
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SOBRE Laerte Rabelo é Técnico em Manutenção
OS AUTORES Automotiva, Pedagogo e Pós graduando em
Neuropsicopedagógia, Consultor do Jornal
Oficina Brasil, Consultor Técnico da SIMPLO
Engenharia, Co-criador do Treinamento
Diagnóstico na Veia Palestrante e Sócio
Proprietário da L.Rabelo Serviços Automotivos.

Diogo Vieira é Especialista em Injeção Eletrônica


pelo SENAI, Formando em Engenharia Elétrica,
Consultor do Jornal Oficina Brasil, Palestrante,
Co-criador do Treinamento Diagnóstico na Veia,
Mecânico CCT celulas e Sócio Proprietário da
Automotriz Diagnóstico Automotivo.
1.0 O que é o osciloscópio?

O osciloscópio é um instrumento de medição que permite visualizar os sinais


eletroeletrônicos em forma de gráficos. Em relação ao multímetro, isso representa uma
grande vantagem, pois, possibiliza a análise detalhada da forma de onda do sinal.
O multímetro, que é o instrumento mais utilizado para medições de grandezas elétricas
como a tensão, a corrente e resistência, por exemplo, em termos de equipamento, é o
mínimo necessário para o técnico iniciar uma análise em um circuito elétrico. Entretanto,
este equipamento mostra apenas números e, em alguns casos, uma barra gráfica, que ajuda
na visualização da medição.
FONTE: GOOGLE IMAGENS

Figura 1.1 -
Osciloscópios
e multímetros

O osciloscópio, a seu turno, apresenta em sua tela um gráfico que mostra o


comportamento de um sinal elétrico ao longo do tempo. A visualização deste gráfico nos
permite determinar com maior precisão se o circuito eletrônico está funcionando
corretamente. Desta forma, temos uma informação mais completa que a medição obtida
pelo multímetro.
Na eletricidade básica, muitos sinais são estáveis. Vejamos por exemplo quando
medimos uma tensão de bateria, uma alimentação de um sensor Hall ou a resistência de
um sensor de rotação indutivo, as medições não apresentam variações. Em geral, os
valores se apresentam de forma fixa, sem variações bruscas, como 12,7 volts, 5,0 volts ou
2,4 KOhms. Simples medições o multímetro é suficiente, pois os valores medidos são
constantes.
A figura 1.2 apresenta dois sinais de alimentação. Observe que a tensão não varia ao
longo do tempo.

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Figura 1.2 –
Sinais de
Alimentação na
tela do
osciloscópio

Nos sistemas eletroeletrônicos, por outro lado, os sinais apresentam variações


peculiares para cada componente, seja ele um sensor ou atuador. Ainda que o circuito
funcione de forma correta, a tensão pode variar de positiva para nula ou até negativa em
frações de segundo. Estas variações no sinal nos possibilitam distinguir com maior precisão
o bom funcionamento dos componentes. Todavia, para visualizarmos estes sinais, não
bastará utilizarmos o multímetro, vamos precisar de um osciloscópio.
Na figura 1.3 temos sinais típicos do sensor de rotação e fase de um Ford Rocam Flex.
Veja que os sinais variam bastante. Isso impede a medição com o multímetro, pois não
existe um valor único a ser medido.

Figura 1.3 –
Sinais de
rotação e
fase
analisados
com
osciloscópio

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No decorrer desta apostila, vamos conhecer a utilização do osciloscópio e sua
aplicação no diagnóstico dos sistemas eletromecânicos automotivos. Aprenderemos a
efetuar a correta instrumentação para realizarmos diagnósticos mais conclusivos sobre os
componentes.
Neste primeiro capitulo conheceremos os principais componentes e recursos do
osciloscópio, assim como sua aplicação no setor automotivo.

1.1 Como funciona o osciloscópio?


Basicamente, o osciloscópio possui uma tela gráfica, alguns botões de ajuste
e conector para a ponta de prova. Um osciloscópio de 2 ou mais canais é capaz de analisar
dois ou mais sinais simultaneamente, um sinal para cada canal. No nosso exemplo, figura
1.4, temos um osciloscópio simples de dois canais para efeito ilustrativo. Para osciloscópios
de mais canais, as funcionalidades são as mesmas. Outros mais avançados, figura 1.5,
possuem recursos extras de tratamento de sinal, funções matemáticas e outros.
FONTE: GOOGLE IMAGENS

Figura 1.4 –
Representação de um
osciloscópio analógico
simples

FONTE: https://br.depositphotos.com

Figura 1.5 – Representação de


um osciloscópio digital avançado,
com funções extras

Ao observarmos atentamente a tela do


osciloscópio, iremos identificar dois eixos coordenados graduados a fim de nos dar as
referências do sinal analisado. O eixo horizontal representa o TEMPO em Segundos(S) e

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seus submúltiplos, enquanto o eixo vertical indica a tensão, em VOLTS com seus
submúltiplos. Quando em funcionamento, visualizamos uma linha sendo traçada
constantemente na tela. Esta linha corresponde aos vários níveis de tensão que o sinal
assume ao longo do tempo. Posteriormente veremos como interpretar essas imagens.

Figura 1.6 – Tela do osciloscópio com


sinal e principais informações

Os botões de controle do osciloscópio são


utilizados para ajustar o sinal no
enquadramento da tela. As funções serão
detalhadas nos tópicos sobre
enquadramento vertical e horizontal, contidos
nesta apostila. Os botões de ajuste do
vertical e horizontal podem ser vistos
conforme foto ao lado, marcados pelas linhas
pontilhadas.

Figura 1.7 – Principais botões no


NEWTECNOSCÓPIO

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Quando a ponta de prova é
F
inserida no circuito que se deseja O
analisar, o osciloscópio faz milhares N
T
de leituras de tensão consecutivas e E
as mostra na tela na forma de um :
G
gráfico. Desta forma, as imagens O
mostradas pelo osciloscópio são O
G
formadas por milhares de valores L
individuais de tensão. E
I
M
A
Figura 1.8 – Formação da imagem do G
sinal ponto a ponto E
N
S

1.2 Tipos de Osciloscópio

Existem essencialmente dois tipos de osciloscópios: os analógicos e os digitais. Os


osciloscópios analógicos foram os primeiros a serem desenvolvidos e ainda são
amplamente utilizados até hoje. Os equipamentos digitais são mais modernos e possuem
mais recursos que os analógicos. Para nosso estudo iremos explorar, especificamente, os
osciloscópios digitais devido a sua ampla aplicação no setor automotivo.
Vejamos, a seguir, alguns detalhes sobre este tipo de osciloscópio.

● Osciloscópios Digitais

FONTE: GOOGLE IMAGENS

Hoje em dia existe uma grande variedade de osciloscópios digitais no mercado. Estes
equipamentos possuem um princípio de funcionamento diferente dos osciloscópios
analógicos.

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FONTE: GOOGLE IMAGENS

Figura 1.9 – Osciloscópios digitais de


bancada

Nos osciloscópios digitais, a tensão elétrica captada pela ponta de prova é direcionada
a um circuito chamado conversor Analógico/Digital (ou, simplesmente, conversor A/D).
Neste circuito, a tensão é convertida em informação digital. A informação passa por um
processador que a envia ao display de cristal líquido (LCD).
FONTE: GOOGLE IMAGENS

Figura 1.10 – Esquema de


funcionamento de um osciloscópio digital

Uma das inúmeras vantagens destes equipamentos em relação aos analógicos é


exatamente a conversão da tensão em informação digital, pois viabiliza o armazenamento
dos dados ou sua transferência para um computador.

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Outra vantagem é a ausência do tubo de raios catódicos, o que permite a construção
de osciloscópios mais leves e compactos.
FONTE: GOOGLE IMAGENS

Figura 1.11 – Exemplos de osciloscópios digitais compactos

● Curiosidade - Osciloscópios digitais por PC (computador) baixo custo.


Utiliza um computador ou um notebook como plataforma de funcionamento.
Nos modelos mais simples, sua placa de som é utilizada como circuito de
conversão analógico/digital. A ponta de prova adaptada é conectada a entrada do
microfone do computador. Na prática, a placa de áudio realiza normalmente a função
de conversor A/D, transformando o sinal analógico de áudio captado pelo microfone
em informação digital.
Um programa desenvolvido especificamente para esta aplicação busca estas
informações e traça os sinais na tela do computador. Estes programas possuem
alguns recursos de controle e ajuste de sinal.
O benefício do osciloscópio via placa de áudio é o seu custo. Para tanto, é
necessário ter apenas um computador disponível, construir a ponta de prova e
instalar o software. Todavia, este tipo de osciloscópio também possui seus
inconvenientes:
 A placa de áudio da maioria dos computadores não suporta tensões elétricas
maiores que 5 volts; desta forma, é grande o risco de danos ao circuito;

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 Baixa frequência de leitura de dados de sua placa de áudio que, em média, é
da ordem de 20kHz, ou seja, 20mil leituras por segundo;
 A construção da placa de áudio que possui filtros de entrada especialmente
desenvolvidos para receberem sinal de áudio.

Dos itens mencionados


acima, o que mais limita a
aplicação deste tipo de
osciloscópio, é sua baixa
frequência, pois seus 20kHz, ou
20mil leituras por segundo, não
chegam nem perto dos 20Mhz,
ou 20 milhões de leituras por
segundo, utilizados pelos
osciloscópios digitais de
entrada.
FONTE: GOOGLE IMAGENS

Figura 1.12 – Software e ponta de prova de osciloscópio de baixo custo

● Osciloscópio com hardware via USB


Com princípio de funcionamento semelhante ao osciloscópio baseado em computador
que utiliza a placa de som como circuito de conversão de sinal analógico para digital, temos
um que utiliza um circuito externo para realizar a leitura e conversão A/D. Um módulo é
ligado ao computador através da porta USB ou outra porta de comunicação. As pontas de
contato são ligadas a esse modulo, não mais a placa de áudio. Como o modulo é

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desenvolvido para este fim, a frequência de leitura é maior, chegando a 100Mhz ou mais. A
tensão de leitura também pode ser ajustada para valores maiores, como 50 volts.
FONTE: GOOGLE IMAGENS

Figura 1.13 –
Osciloscópio
baseado em PC

O módulo converte o sinal analógico em informação digital e transfere para o


computador, onde os dados podem ser exibidos na tela e armazenados. Este tipo de
osciloscópio apresenta custo um pouco inferior ao de um osciloscópio de bancada e exige
um computador/notebook para funcionar.

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1.3 Múltiplos e Submúltiplos
Da mesma forma que aplicamos múltiplos e submúltiplos em diversas
unidades no nosso dia a dia, na eletrônica também o fazemos.

Figura 1.14.1 Prefixos e grandezas elétricas

Fonte: Google imagens


Fonte: Google imagens

Figura 1.14 – Prefixos e unidades de medida elétrica

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Figura 1.14.2 Trabalhando com as casas

Exercícios:

1.4 Frequência X Período


A frequência é o número de vezes que um evento ocorre num espaço de tempo.
A unidade de frequência, segundo o sistema internacional de unidades (SI), é o Hertz, cujo
símbolo é Hz. O intervalo de tempo desta unidade é o segundo. Desta forma, a unidade
Hertz é a quantidade de eventos por segundo. Por exemplo, a energia elétrica de nossa
rede pública é uma tensão alternada de 60Hz. Isto significa que a tensão apresenta 60 ciclos
por segundo, ou seja, 60 picos positivos e 60 picos negativos neste intervalo de tempo.

Figura 1.15 – Sinal elétrico de 60Hz, 60 ciclos por segundo

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Um motor funcionando a 900 rotações por minuto (RPM) completa 15 rotações a
cada segundo. Assim, podemos afirmar, que o motor está funcionando a 15 Hz.
Por sua vez, o período é o inverso da frequência. Ele é definido como sendo o
intervalo de tempo que decorre entre dois eventos consecutivos. Pode ser medido, por
exemplo, entre picos ou vales consecutivos.

Figura 1.16 – Representação de um período em formas de onda diferentes

Para calcular o período, podemos aplicar a seguinte equação:

De forma análoga, temos:

Se considerarmos a frequência em Hertz, o período será dado em segundos. Como


exemplo, vamos calcular o período referente à frequência de 15Hz, citada anteriormente.
Logo, temos que:

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Isso significa que um motor a 900rpm, que corresponde a 15Hz, possui um período de
0,0667 segundos, ou 66,7 milissegundos. Assim sabemos que cada rotação do motor se
completa em 66,7 milissegundos. Para você exercitar os conceitos de frequência e período,
seguem dois exemplos de aplicação prática onde se solicitam os valores de período
(exemplo 1) e frequência (exemplo 2).
- Exemplo 1: Calcule o período do sinal de um corpo de borboleta eletrônico acionado pelo
Módulo de Comando a uma frequência de 300Hz.

FONTE: GOOGLE IMAGENS


- Exemplo 2: Calcule a frequência correspondente a um sinal cujo intervalo entre seus picos
é de 40 milissegundos.
FONTE: GOOGLE IMAGENS

Figura 1.18 – Sinal de 40ms de intervalo entre picos.

Este conhecimento é importante, pois alguns osciloscópios não mostram diretamente a


frequência. A escala do sinal é apresentada apenas em milissegundos por divisão. Por isso
é fundamental sabermos calcular a frequência a partir do período e também o período a
partir da frequência.

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2.0 Entendendo algumas especificações técnicas
Appendix A: Specifications Hantek 6074BC

Vertical
Analog Channel 4
Bandwidth 250MHz
Input Impedance Resistance: 1MΩ
Input Coupling AC/DC
Maximum Input Protection 400V (DC+AC Peak)

⮚ Analog Channel (número de canais analógicos)

Nos mostra a quantidade de canais analógicos de entrada do equipamento.


Podem variar de 1(um) canal a 8(oito) canais ou mais. No uso automotivo,
geralmente escolhemos equipamentos que possuem de 2(dois) a 4(quatro) canais.

⮚ Largura de banda (Bandwidth):


Corresponde a outra especificação importante do osciloscópio, no que concerne a
sua aplicação. Este parâmetro informa a frequência máxima de um sinal a ser medido pelo
osciloscópio sem que o sinal sofra atenuação relevante. Sinais de entrada com frequência
superior à largura de banda sofrem atenuação considerável e, consequentemente, o
osciloscópio apresentará medições incorretas prejudicando o diagnóstico.

⮚ Input Coupling (Acoplamento de entrada)


Neste exemplo, temos o acoplamento AC e o acoplamento DC

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● Acoplamento DC

Figura 2.2 Corrente de


uma bomba de
combustível usando
acoplamento DC

A forma de captura mais comum. O sinal de tensão contínua lido no aparelho pode
ser uma linha fixa ou uma linha fixa com oscilações.

● Acoplamento AC
Com esta função, no mesmo sinal podemos “mover” componente DC e deixamos somente
a oscilação.

Figura 2.3 Corrente de uma bomba de combustível usando acoplamento AC

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3.0 Operando o equipamento
O osciloscópio é constituído por diversas partes, cada qual com sua função e
particularidades, que devem ser conhecidas e estudadas pelo técnico que deseja
utilizar o máximo de recursos deste equipamento. Desta forma, iniciaremos nossa
abordagem explorando o display ou mostrador.

● Display ou Mostrador
Os osciloscópios possuem um display para exibir o gráfico, o sinal e outras
informações. Esta tela deve ter dimensões e resoluções suficientes para mostrar os dados
com nitidez. O gráfico mostrado no display possui dois eixos. No horizontal, está
representada a escala do tempo. No eixo vertical, é exibido o nível de tensão do sinal. A
escala de cada um dos eixos é exibida no canto da tela. Os eixos possuem divisões para
que possamos medir, visualmente, o tempo decorrido ou a diferença de tensão entre
pontos distintos do gráfico.

Figura 3.1 – Tela típica de um osciloscópio

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● Botões de Ajuste Vertical e Horizontal.

Existem alguns botões de uso


comum que independem do tipo de
osciloscópio. Eles são fundamentais para
configurar o seu funcionamento e regular
a exibição do sinal.
Os botões da escala horizontal e
vertical são utilizados para mudar a
escala dos eixos do gráfico. O eixo
horizontal é exibido em bases de tempo
que variam de Nanosegundos de divisão
para segundos de divisão. O eixo vertical
pode ser ajustado para apresentação em
milivolts por divisão até algumas dezenas
de volts por divisão na seleção de x1.

Figura 3.2 – Botões


de ajuste no Hantek

PREFIXO NOME MULTIPLICADOR


m Mili 0.001
µ Micro 0.000 001
n Nano 0.000 000 001

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Figura 3.3 – Botões de
ajuste no
NewTecnoscópio e
Hantek 1008(novo
Software).

Figura 3.4 – Principais botões no OWON 1022i

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No decorrer deste capitulo aprenderemos a utilizar este recurso. Os botões de função,
próximos ao display, podem apresentar funções diferentes, dependendo da configuração do
fabricante. Em geral são utilizados para captura de tela, inversão de sinal, operação entre
os sinais e outras operações possíveis.

● Referência e Compensação das sondas.


Os osciloscópios possuem um gerador próximo às entradas dos canais. É gerado um
sinal fixo, utilizado para o ajuste de compensação da ponta de prova. Geralmente, o sinal
de referência do gerador é uma forma de onda quadrada, com frequência de 1Khz e
amplitude de 2 a 5 volts.

Gerador de Sinal

Figura 3.5 – Gerador de sinal com valores de frequência e tensão de pico

Conectando a ponta de prova no terminal do sinal de referência, a forma de onda gerada


será apresentada na tela. Utilizando o parafuso de regulagem da ponta e prova e os botões
de ajuste, horizontal e vertical, é possível enquadrar o sinal e deixa-lo no formato correto na
tela e conferir se a medição realizada está correta.

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FONTE: GOOGLE IMAGENS

Figura 3.6 – Calibrando a sonda de teste

Quando calibrar? ___________________________________

Como? ____________________________________________

4.0 Tipos de Sinais Elétricos


Os sinais elétricos que não conseguimos ver com um multímetro, os enxergamos
com o osciloscópio. Estes sinais tem um período, onde conseguimos ver sua Intensidade,
Amplitude e Tempo. É a partir desta visualização que conseguimos detectar se existe ou
não uma interferência eletromagnética, no circuito analisado, pois os enxergamos como
ruído na linha dos sinais.

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 Sinal analógico alternado
Esta forma de sinal, apresenta uma oscilação repetitiva, curva matemática apresentada
no gráfico como uma função seno ou cosseno. A figura 4.1 exibe o sinal destacando seus
principais pontos.

FONTE: GOOGLE IMAGENS


Figura 4.1 – Exemplo de onda
analógica alternada

 Onda alternada amortecida


A figura 3 apresenta um tipo especial de onda Senóide que sofre amortizações no
decorrer do tempo, diminuindo a amplitude de seu sinal.

Figura 4.2 – Exemplo de


FONTE: GOOGLE IMAGENS

onda amortecida. Temos


um sinal semelhante
quando analisamos um
sensor de rotação
indutivo no momento que
desligamos a ignição.

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 Ondas Quadradas

Esta forma de sinal, apresenta pulsos discretos (não continuo), e apresenta apenas dois
estados (1/0, ligado/desligado). A figura 4.3 destaca a amplitude e o período do sinal.

FONTE: http://www.feiradeciencias.com.b
Figura 4.3 – Exemplo de onda quadrada

 Onda Triangular
É uma espécie de forma de onda não senoidal/cossenoide básica. A figura 4.4 mostra
a forma de onda triangular seu ciclo assim como a equivalência de suas área.

FONTE: http://www.feiradeciencias.com.br

Figura 4.4 – Exemplo de onda triangular. Não convencional em sensores

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 Onda Dente de Serra
Da mesma forma que a onda triangular, a onda dente de serra é uma espécie de forma
de onda não senoidal/cossenoide básica. A figura 4.5 apresenta a onda dente de serra
com seu ciclo e áreas iguais.

FONTE: http://www.feiradeciencias.com.b
Figura 4.5 – Exemplo de onda dente de serra. Pode ser encontrada em circuitos

Eletrônicos automotivos (UCE)

5.0 Enquadramento Horizontal e Enquadramento Vertical


Os botões de ajuste do eixo horizontal (tempo) e eixo vertical (tensão),
permitem enquadrar o sinal na tela do osciloscópio para que seja possível analisar
o sinal.

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● Enquadramento Vertical (Tensão):

Figura 5.1 Principais pontos de referência do sinal

Ao se observar a figura acima, conseguimos analisar o sinal como um todo. Desta


forma, poderemos considerar o valor de tensão selecionado no canal 2 (200 mVolts)
adequado para este tipo de análise. A próxima figura exibe a mesmo sinal, mas com o
valor de tensão incorreto, ocasionando a visualização parcial da onda.

Figura 5.2 Exemplo visualização de onda com ajuste incorreto da tensão

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Figura 5.3 Exemplo visualização de onda com ajuste da tensão ok

Figura 5.4 Gráfico de uma onda alternada com correto ajuste do tempo

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● Enquadramento Horizontal (Tempo):

Figura 5.5 Mesmo sinal da figura anterior ajustado incorretamente

IMPORTANTE:
Ao analisarmos um sinal, devemos conhecer ao menos o nível de tensão que ele pode atingir.
Uma tensão elevada pode danificar o equipamento. Por segurança, ao iniciar a análise de um sinal
desconhecido, mantenha a escala no maior valor e sonda em x10. Assim o equipamento estará apto
a receber tensões mais altas (sempre dentro do limite operacional do equipamento). Em seguida,
reduza a escala até que o sinal esteja apropriadamente enquadrado na tela. Esta dica é importante
para evitar saturações de sinal e preservar a integridade e a vida útil do equipamento. A maioria dos
dispositivos automotivos funcionam com tensões de 5 e 12 volts. Alguns dispositivos indutivos,
porém, podem atingir valores elevados de tensão. Os sensores indutivos, como o sensor de rotação
podem gerar tensões da ordem de 30 a 40 volts, em rotações elevadas. O sistema de ignição, pela
sua própria função, atinge centenas de volts no circuito primário e dezenas de milhares de volts no
circuito secundário. Isso exige um equipamento/acessório adequado, desenvolvido especificamente
para esta aplicação. Nestes casos, o uso de um dispositivo atenuador é necessário.

6.0 Ferramentas especiais: Cursor Horizontal e Cursor Vertical


Uma ferramenta comum e bastante útil no osciloscópio são os cursores. Eles são
utilizados para auxiliar a realização de medições de intervalos de tempo ou de diferença de
tensão, diretamente na tela. O cursor é uma linha reta, horizontal ou vertical, que aparece
na tela quando está ativo. Para os osciloscópios da fabricante HANTEK, para ativar os

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cursores deve-se acessar o menu “Cursor”, na parte superior da tela, seleciona-se o canal
de origem da medição no item “Fonte” (“Source”) e o tipo de cursor a ser utilizado.
O display pode mostrar cursores horizontais e verticais, que funcionam como guias para
facilitar a medição de tempo ou a diferença de tensão. O valor de tempo e de tensão onde
estão os cursores e os intervalos de tempo e de tensão, compreendidos entre os cursores,
são exibidos no canto da tela.

Figura 6.1 –
Cursor vertical
(tempo) em
vermelho na tela
do osciloscópio.

Figura 6.2 – Cursor horizontal (tensão) em vermelho na tela do osciloscópio

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Figura 6.3 – Seleção
dos Cursores no
Newtecnoscópio

Os cursores na prática, são ferramentas bastante úteis para a verificação de valores


de tempo e tensão, pois franqueiam-nos o caminho para a análise da tensão enviada
pelos sensores, tempo de centelha do sistema de ignição, além de possibilitar a

Figura 6.4 – Cursor horizontal (tensão) em vermelho na tela do osciloscópio Hantek 1008c

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verificação da rotação de motores elétricos, como de uma bomba de combustível, por
exemplo.

Figura 6.5 –
Seleção dos
cursores no OWON
1022i

6.1 Ferramentas especiais: Medidas na família Hantek

Medidas (Measure) – Possibilita


a visualização de parâmetros e
características do sinal medido
diretamente na tela do
osciloscópio. Ao acessar o menu
medidas, o técnico deve escolher
o canal de origem da medição
através do item “Fonte”
(“Source”).

Vertical: Permite a seleção dos parâmetros referentes ao eixo vertical:


● Máximo (Maximum): Apresenta o valor máximo que o sinal medido atingiu;
● Mínimo (Minimum): Apresenta o valor mínimo que o sinal medido atingiu;

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● Pico à Pico (Peak to Peak): Calcula a diferença entre os valores máximos e
mínimos do sinal medido;
● Topo (Top): Informa o máximo estatístico do sinal;
● Base (Base): Informa o mínimo estatístico do sinal;
● RMS: Informa o valor eficaz do sinal medido;
● Amplitude: Calcula a diferença entre os valores de topo e base;
● Média (Mean): Calcula a média aritmética do sinal medido.

Figura 6.6 –
Seleção medida
vertical no
Hantek série
6000

Figura 6.7 – Seleção


de Medidas no OWON
1022i

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Figura 6.8 – Seleção de
Medidas no
NEWTECNOSCÓPIO são
feitas quando se arrastam
os cursores

Figura 6.9 – Seleção de


Medidas no novo software
do HANTEK 1008.
Clicando em ” More”
(botão com 3 pontinhos)
você pode selecionar qual
canal a ser medido e se as
medidas serão verticais ou

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Ainda neste menu, podemos selecionar as medidas referentes ao tempo no item
“horizontal”.

Horizontal: Possibilita a seleção dos parâmetros referentes ao eixo horizontal de medição:


● Período (Period): Informa o valor do período do primeiro ciclo do sinal medido;
● Frequência (Frequency): Informa o valor da frequência do sinal;
● + Ciclo de Trabalho (+ Duty Cicle): Calcula o ciclo de trabalho de pulsos com
modulação por largura de pulso (PWM) positivos;
● - Ciclo de Trabalho (- Duty Cicle): Calcula o ciclo de trabalho de pulsos com
modulação por largura de pulso (PWM) negativos;
● + Largura de Pulso (+ Pulse Widht): Mede o tempo de duração do primeiro pulso
positivo do sinal medido;
● - Largura de Pulso (- Pulse Widht): Mede o tempo de duração do primeiro pulso
positivo do sinal medido;

Figura 6.10 Osciloscópio Hantek 1008 mostrando duty cycle

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6.2 Salvando a imagem
Diagnóstico com osciloscópio é diagnóstico por imagem. Então temos que
ter imagens de referência para podermos fazer comparações. O reparador pode criar seu
próprio banco de dados, mas o mais sensato a se fazer é um banco de imagens
compartilhadas. Afinal, são tantos carros e tantos sistemas que é impossível que o
reparador tenha imagens de referência de todos os veículos circulantes.
http://ondasautomotivas.forumeiros.com/

Figura 6.11
Salvando imagem
no Osciloscópio
Hantek série 6000

Figura 6.12
Salvando imagem no
Osciloscópio Hantek
1008

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Figura 6.13 Banco
de imagens nas
nuvens do
Newtecnoscópio

6.3 Salvando uma forma de onda


É possível salvar uma forma de onda como arquivo e abrir no seu osciloscópio
Hantek ou Owon como uma onda de referência ou mesmo um sinal a ser analisada
posteriormente.

Figura 6.14 Salvando arquivo REF

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Figura 6.15 Salvando arquivo .CSV no
OWON 1022i

6.4 Salvando uma configuração


Você inveja aqueles osciloscópios automotivos que tem um Menu com um
monte de configuração prontinha pra usar? Faça você mesmo suas pré-configurações e
agilize o diagnóstico!

Figura 6.16
Salvando
configurações
no Hantek 6074

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7.0 - Sinais de Controle

Modulação PWM - A modulação por largura de pulso ou PWM (Pulse Wirth Modulation)
surgiu da necessidade de controlar a velocidade de motores de corrente contínua e,
atualmente, é muito utilizada como forma de controle nas mais variadas aplicações.
A modulação PWM consiste em variar o nível médio do sinal através do controle de um sinal
pulsado de onda quadrada. Tomando como referência um período, quanto maior for o tempo
que o sinal de onda quadrada ficar em nível lógico alto, maior será o valor médio do sinal,
podendo assim ser usado como tensão de controle dos atuadores de uma infinidade de
sistemas embarcados (injeção eletrônica, ar condicionado, arrefecimento, etc.)
Ciclo de Trabalho - O ciclo de trabalho é caracterizado pela porcentagem que um pulso
PWM fica em nível lógico alto em relação ao período do sinal. Pode-se descrever,
matematicamente, o ciclo de trabalho da seguinte forma:

Nível Lógico Alto

Tensão de Referência

0,75ms
Figura 7.1 Exemplo de sinal PWM e
cálculo do ciclo de trabalho
Período = 1,00ms

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Exemplo:

Exemplificação gráfica de diferentes ciclos de trabalho:

90% Ciclo de Trabalho

FONTE: http://www.mecaweb.com.br
50% Ciclo de Trabalho

10% Ciclo de Trabalho

Figura 7.2 Sinal PWM com


diferentes ciclos de trabalho

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8.0 Funcionamento do Gatilho (Trigger)

O gatilho ou trigger é um recurso que serve para estabilizar a imagem do sinal


exibida no display do osciloscópio. No momento que o gatilho reconhece um padrão
previamente configurado, o processo de medição tem início e a sequência de dados
medidos é apresentada na tela em forma de curva. Com essa ferramenta é possível
sincronizar o sinal e visualiza-lo no intervalo de tempo mais adequado para a análise.

Configuração do Gatilho (Trigger)

Para que o trigger funcione de forma adequada, é de suma importância, que o técnico
faça a configuração correta, ou seja, selecione no osciloscópio qual o padrão deve ser
seguido para que o processo de medição seja iniciado. Para acessar as configurações de
trigger o técnico pode utilizar da barra de ferramentas lateral (side bar) ou o menu
“Configurar>Gatilho” (“Setup>Trigger”), no canto superior da tela. Atualmente, encontramos
na maioria dos osciloscópios dois modos principais de configuração, o trigger por borda
(Edge) e o trigger por pulso (Pulse).
Fonte imagem: google

Figura 8.1 Trigger é dar um disparo e parar o sinal na tela.

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Figura 8.2 Acesso e configurações
do trigger no Hantek

Trigger por borda (Edge) – Aguarda o sinal ultrapassar um nível de tensão selecionado
para que o sinal seja mostrado na tela.
● Varrer Gatilho (Trigger Sweep): Seleciona como o sinal será exibido na tela. Quando
o Sweep AUTO está selecionado, o osciloscópio mostra o sinal mesmo quando o
trigger não é acionado. Já o modo NORMAL, só mostra o sinal após o acionamento
do trigger. E o modo SINGLE pausa o sinal logo após o trigger ser acionado e o sinal
ser mostrado na tela.
● Disparo Fonte (Trigger Source): Seleciona qual canal será a referência para o disparo
das medições. Quando trigger externo (EXT) está selecionado, o osciloscópio
sincroniza as medições com um sinal que pode ser independente dos sinais medidos
nos canais do osciloscópio.
● Disparo Slope (Trigger Slope): Seleciona se o nível de tensão para acionamento do
trigger será encontrado no instante em que o sinal está subindo (+) ou descendo (-).

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9.0 Compressão relativa (matérias escritas por Diogo Vieira para o Jornal
Oficina Brasil)

Teste de compressão relativa de motores de combustão interna. Parte 1

Olá Reparadores. Mês passado vimos um interessante método de testes de falhas de combustão (MISFIRE) onde se é
possível analisar o torque produzido no eixo virabrequim, que é proporcional à explosão de cada cilindro, tendo uma
ideia de como está a queima do motor. Neste mês, veremos um teste que pode nos dizer a pressão de compressão de
cada cilindro, simplesmente analisando a queda de tensão nos bornes de bateria ou a corrente consumida pelo motor de
partida.
O presente teste já é conhecido dos reparadores. A análise da pressão máxima de compressão pode ser feita tanto via
software pela central eletrônica que gerencia o motor ou por alguns osciloscópios analisadores de motor.
Como funciona?

Vamos a um exemplo bem simples. Quando o reparador automotivo quer


verificar o sincronismo do motor (conferir as corretas posições do eixo
virabrequim e comando de válvulas) e com o auxílio de uma chave, gira o eixo
virabrequim até que este fique na correta posição descrita no manual daquele
veículo, fica evidente que quando um dos pistões sobe comprimindo o ar,
temos que pôr mais força pra girar o eixo porque nesse momento ele fica
“pesado”. Assim como você percebeu um esforço físico maior para girar o
Eixo, na hora da partida o MP (motor de partida) também percebe isto e
quando há este “peso”, o consumo de corrente elétrica varia assim como a
tensão nos bornes de bateria.

Na prática: se temos um cilindro com baixa compressão, o esforço ou “peso”


na hora que o pistão sobe comprimindo é menor e temos um sinal diferente na
tela do osciloscópio. Ou se todos os cilindros mantêm a compressão no momento da partida, as variações de corrente
elétrica ou queda de tensão são iguais.

Um teste tão rápido que ajuda muito o reparador na hora do diagnóstico.


Compare o tempo que é feito o procedimento com o osciloscópio com o
procedimento padrão de colocar o manômetro de pressão em cada cilindro!

Captação do sinal

A forma de captura poderá ser feita de duas maneiras. Um transdutor de corrente


elétrica junto ao osciloscópio “enxerga” o consumo de corrente do MP (motor de
partida). Como o osciloscópio apresenta valores de tensão em sua tela, o
transdutor transforma corrente (Amperes) em tensão (volts). Figura 1

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Outra forma de captura de sinal é simplesmente medindo a Tensão dos bornes de bateria com uma sonda x1 ou x10
(Figura2). Entretanto se o osciloscópio do reparador for um modelo universal, que não seja um analisador de motor
automotivo que tenha a função teste de cilindros incluída no seu software, este deve possuir a função “acoplamento
AC”. O acoplamento AC traz a variação de tensão “pra baixo” e possibilitando ver as variações de tensão produzidos
pelo MP.

Requisitos para o teste

O teste deve ser realizado com uma bateria


em boas condições de uso. A injeção de
combustível deverá ser interrompida. O
pedal do acelerador deverá estar totalmente
acionado.

As imagens que seguem mostrarão casos


reais feitos em nossa oficina, a Automotriz
Serviços em Fortaleza- CE.

A Figura 3 mostra a compressão relativa


realizada no Audi A4 2.0 TSFI 2011. O Audi tinha uma leve tremida na marcha lenta. Verificamos a compressão relativa
dos cilindros analisando a queda de tensão da bateria e juntamente com outros testes, descartamos uma falha
mecânica do motor. O sinal em vermelho é o disparo da ignição do cilindro 1 que possibilita a identificação de cada
cilindro.

Agora na Figura 4, um GM classic 1.0 que falhava muito e com dificuldades para entrar em funcionamento. Antes
mesmo dos testes de ignição e injeção, fizemos o teste de compressão relativa e obtivemos este sinal nos bornes de
bateria. Observe que os cilindros com baixa compressão produziram ondas com intensidades menores. Antes de
desmontar o cabeçote,
conferimos as pressões de
cada cilindro e o
manômetro exibiu
respectivamente os
seguintes resultados: 190
Psi, 170 Psi, 120 Psi, 50
Psi. Este teste foi realizado
no osciloscópio OWON
1022i. Mostramos desta
forma que o diagnóstico
automotivo avançado
independe da marca do
aparelho. Este OWON
1022i possui dois canais
externos e um isolamento
no cabo USB, atenuando os

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ruídos indesejados. Outra opção de baixo custo para o reparador automotivo.

Um Kia Sportage ano 1997 com motor 2.0 chegou no reboque, não pegava. Noutra oficina, já haviam sido trocadas as
velas, cabos e as bobinas. Checando a queda de tensão nos bornes de bateria, de imediato verificou-se falha
mecânica. Esta falha foi confirmada com o manômetro de pressão em cada cilindro que exibiu as seguintes pressões:
140 Psi, 70 Psi, 145 Psi e 15 Psi. O problema se encontrava na vedação das válvulas do cabeçote. Figura 5.

Dividiremos este complexo assunto em três partes. Nesta matéria apresentamos a parte teórica e alguns casos práticos
de diagnóstico de motores. Entretanto se o reparador hoje mesmo como seu osciloscópio e sondas reproduzir os
testes, poderá se sentir frustrado na captura de alguns sinais, pois poderão aparecer uma quantidade grande de ruídos
tanto na sonda X1 como no transdutor de corrente. No próximo mês, trataremos em específico deste problema, dando o
passo a passo na construção de um dispositivo eletrônico que filtrará estas interferências, logrando êxito nos testes.

Por último, na terceira parte mostraremos as formas de apresentar este diagnóstico de motores ao seu cliente,
imprimindo o resultado obtido na tela (na forma de ondas) ou de uma forma bem profissional, utilizando-se de barras
gráficas como nos equipamentos analisadores de motores. Até a próxima.

Teste de compressão relativa de motores de combustão interna. Parte 2

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Vimos na edição passada que o teste de
compressão relativa feito com
osciloscópio aumenta a produtividade do
reparador na oficina. O teste feito desta
forma, diminui consideravelmente o
tempo do diagnóstico. O tempo médio
para o teste de compressão dos
cilindros do motor gira em torno de
1(hum) minuto!
Muitos reparadores adquiriram
osciloscópios que não possuem um
software e hardware dedicados à análise
de motores. Estes aparelhos “analisadores de motor” têm internamente filtros para eliminar certos ruídos elétricos,
proteções elétricas e um software que mostra resultados de forma clara e objetiva.
Ter um equipamento mais simples não impedirá de realizar os testes no motor do veículo. Sobre os artifícios que devem
ser usados para obter um bom resultado no diagnóstico, tendo um sinal “limpo” na tela do computador, trataremos nesta
edição.
Quem já teve a experiência em captar um sinal de tensão de bateria no momento da partida para ter o diagnóstico da
compressão dos cilindros e não usou um dispositivo eletrônico para filtrar o sinal, deve ter capturado um sinal
semelhante da foto 1 e foto 2.

Na foto 1, a parte que nos interessa para


os testes de compressão na partida são
os que estão circulados em verde. Estes
são os menores valores de tensão em
cada ciclo. Percebe-se que os ruídos
acabam atrapalhando a visualização dos
valores. Um veículo com as
compressões igualmente balanceadas,
apresentam um valor semelhante em
cada vale do sinal.
O mesmo problema acontece na foto 2
onde tínhamos um Vectra com
problemas no cabeçote. O sinal em vermelho é o vácuo do motor na partida. Percebe-se a irregularidade neste sinal
que nos mostra um problema no assentamento de válvulas. Entretanto o sinal em azul que representa a compressão do
motor, tem a interpretação prejudicada pelo acumulo de ruídos em cada vale do sinal.
Vale ressaltar que nem todo ruído é problema. Em alguns casos, a presença de ruídos nos mostrará problemas
específicos. Na presente edição, os ruídos atrapalham o diagnóstico de compressão e veremos agora como solucionar
o problema.

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Material necessário:
. 1 metro de cabo para microfone (preferência ao de boa qualidade)
. 1 conector BNC ou 1 par de Plug
Banana (que vai ligar ao osciloscópio e
depende do modelo que o reparador
possui)
. 2 garras de jacaré (para ligar nos
bornes de bateria)
. 1 capacitor cerâmico 100nF (número
104)
. 1 potenciômetro de 200 k (200.000
ohms)
. Materiais para montagem: solda estanho, ferro solda, isolante.
Todo material pode ser encontrado facilmente em lojas especializadas em componentes eletrônicos.

A foto 3 mostra com detalhes a ligação do nosso Filtro eliminador de ruídos. A ligação ao osciloscópio é feita por
conector BNC ou Plug. Geralmente os osciloscópios usam conectores do tipo BNC. O capacitor cerâmico é ligado em
paralelo, entre o cabo negativo e fio de sinal. Já o potenciômetro é ligado em série no fio do sinal. As garras devem ser
bem fixadas nos bornes de bateria.
Todo material deve ser bem soldado e devidamente isolado. Lembre-se que não há fusíveis de proteção e um curto
circuito nesta fiação causará muitos danos.

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Calibração e uso
. Com o osciloscópio no acoplamento AC, escolha uma tensão apropriada no botão de ajuste vertical.
. O ajuste do botão horizontal depende de cada aparelho. No Hantek usamos 500ms (quinhentos milissegundos) por
divisão.
. Iniba o funcionamento do carro, desligando o sensor de rotação ou injetores. Dê a partida.
. Ache um melhor ajuste para o sinal variando o potenciômetro. Ajustes para pouca resistência, o sinal quase não altera
e vemos ruídos elétricos no sinal. Quanto maior a resistência selecionada, mais limpo o sinal fica. Entretanto o sinal
sofre atenuação e fica atrasado em relação ao sinal verdadeiro. Cabe ao reparador achar um valor que lhe agrade e
que seja de leitura confiável.
As fotos 4 e 5 apresentam testes de compressão relativa usando nosso filtro especial e o osciloscópio Owon 1022i, que
também é um bom equipamento de baixo custo para ser usado em oficinas.
A figura 4 foi um teste feito na Ford Courier 1.6 Flex. Buscávamos o que causava uma leve falha de cilindros.
Analisando a parte mais baixa de cada oscilação, as tensões são praticamente iguais e não representam um problema
de compressão. Neste veículo, a falha se encontrava em um dos injetores.
A figura 5 mostra o sinal de
compressão relativa obtido
no New Fiesta com motor
sigma. Funcionamento
irregular e dificuldades
para pegar. Analisando a
imagem, fica evidente que
há cilindros com
compressões desiguais já
que os níveis de tensão
embaixo variam (circulado
em verde).
Na próxima edição
concluiremos este assunto,
mostrando algumas
técnicas e um resumo
geral do que foi falado até
agora.
Até a próxima!

Teste de compressão relativa de motores de combustão interna. Parte 3


Disponível somente no link: encurtador.com.br/aBH48

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10.0 Conhecendo os acessórios

Sonda Universal com garras de jacaré.


Geralmente com 1 metro, possui duas
garras de jacaré e é feita com um cabo
coaxial. De baixo custo, pode ser
adquirida facilmente na internet. Usada
para sensores e atuadores de baixa
tensão e sinais de baixa frequência.

Sonda Universal para osciloscópio.


Classificada como uma sonda passiva,
possui um circuito atenuador que reduz a
tensão (em 10 vezes, 100 vezes ou 1000
vezes). Existe também um circuito de
compensação. Existem diversas sondas
com banda de frequência diferentes.

Atenuadores
Acessório usado
para atenuar a
tensão medida,
protegendo a
entrada do
equipamento
contra tensões
acima do máximo
permitido. Existes
do tipo 20:1, 10:1
e 100:1.

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Sonda Secundário cabo de vela
A sonda capta o campo gerado no
cabo de vela. Geralmente a
calibração é de 1:10.000 e não há
necessidade do uso de
atenuadores.
De efeito capacitativo, o circuito da
ferramenta é calibrado e não deve
ser alterado.

Sonda de Trigger.
Sonda usada para a sincronização dos
sinais, (trigger ou disparo). O efeito é
indutivo, abraçada no cabo de vela manda
a informação de disparo de centelha. Pode
ser confeccionada pelo reparador,
utilizando-se de uma sonda velha de
pistola de ponto ou RPM de multímetro.

Sonda para bobinas Cop.


Nas bobinas que ficam sobre as velas,
impossibilitando o teste no cabo que
liga à vela de ignição, usamos esta
sonda. Basta encostar em cima da
bobina para captar o campo gerado. A
sonda pode ser confeccionada com
um sensor CKP velho, mas deverá ter
um atenuador 10:1 no mínimo. Para
sondas fabricadas artesanalmente,
não há um fator de calibração.

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Sonda de baixa corrente
Também conhecida como pinça
amperimétrica ou Clamp. Trata-se de
um transdutor de corrente (transforma
uma grandeza em tensão). Útil para a
análise de correntes de bomba
combustível, injetor, bobina,
eletroválvulas etc.

Sonda de alta corrente


Este transdutor de corrente é usado
para a análise de correntes até 650 A,
muito útil no diagnóstico de motores
de partida ou alternadores.

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11.0 Transdutores de pressão

11.1 Transdutor piezo elétrico


Consiste, basicamente, de uma pastilha piezo elétrica que transforma variações de
pressão em sinais elétricos. Pode ser utilizado para verificar variações de pressão em vários
pontos do veículo, por exemplo:
 Coletor de admissão (vácuo do
motor)
 Vareta de nível de óleo (variação
depressão no cárter)
 Tubo de escapamento (pulsos de
escape)
 Tomada de vácuo do regulador de
pressão de combustível na flauta.

Bastante útil para a verificação e análise de componentes mecânicos e eletromecânicos do


motor, como bicos injetores, válvulas, anéis de segmento, comando de válvulas, cabeçote,
dentre outros, evitando assim a desmontagem parcial ou total do motor.

Figura 10.1 Transdutor de vácuo e sinal de referência

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11.1 Transdutor pressão de cilindro
Consiste de um chip que converte
variações de pressão em sinais elétricos
que serão exibidos na tela do osciloscópio.
O transdutor de pressão é ideal para:
● Verificação de sincronismo entre o eixo
comando de válvulas e virabrequim;
● Verificação de sincronismo entre a roda
fônica e o virabrequim;
● Verificação da integridade do motor
(vedação de válvulas, vedação de cilindro,
obstrução no escape, etc.);
● Diagnóstico dos atuadores presentes nos
veículos que utilizam a tecnologia de
comando de válvulas continuamente
variável, conhecidos como VVT, VVTi e
etc.

Figura 11.2 Exemplo


de sinal do transdutor
de compressão (MPX)

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12.0 Sensores de variação linear

12.1 Conceito
Como o próprio o nome diz, para cada valor de tempo, uma tensão que varia
linearmente. Diferente dos sinais digitais em que assumem somente duas posições (sim
ou não) estes sensores têm amplo uso nos sistemas de controle eletrônico veiculares.

12.2 Princípio de funcionamento


Estes sensores pegam uma grandeza que se movimenta e transforma em sinal elétrico

12.3 Tipos
Potenciômetro do pedal do acelerador – Transforma cada posição do pedal num valor
elétrico. No pedal geralmente temos sensores duplos, ou seja, sinais redundantes. Caso
um sinal falhe, a UCE se baseia no outro sinal e toma as medidas necessárias.

ANOTAÇÕES

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Quando o condutor aciona o pedal
do acelerador, onde estão
localizados dois potenciômetros,
APP1 e APP2, estes transformam
o movimento do pedal em um sinal
de tensão elétrica variável,
enviando-o em seguida ao ECM

Potenciômetro da Borboleta do TBI – Quando o motorista solicita a abertura da borboleta


pelo pedal, a borboleta abre e a UCE precisa da informação de cada posição angular da
borboleta para a realização dos cálculos de injeção, ângulo ignição e etc.

SENSOR DUPLO DE POSIÇÃO


DA BORBOLETA (TBI)

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“Função matemática” e “inverter canais” - Interessantes recursos que existem
no Hantek e owon que facilitam a captura de defeitos em pistas duplas.

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Sensor de pressão absoluta (MAP) analógico – Para cada valor de pressão,
uma membrana especial junto à um circuito eletrônico se deforma e gera um sinal
proporcional a variação desta membrana.

Sensores de massa de ar analógico – Uma corrente de ar que passa pelo sensor faz
com que um circuito eletrônico sofra alterações, enviando sinais de tensão de acordo com
a fluxo de ar.

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12.4 Estudos de caso
1.

2.

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3.

4.

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5.

6.

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13.0 Ondas de referência
Neste último capítulo, traremos algumas ondas de referência de sensores, atuadores
e linha de comunicação. A interpretação dos sinais na busca da falhas é escopo do próximo
treinamento. Apenas colocamos aqui como um guia rápido de consulta.

13.1 Rede CAN Ford Fusion

Configuração:

Tempo: 20 us/div

1volt/div

13.2 Rede LIN (sensor bateria Renault 3 cilindros)

Configuração:

Tempo: 1ms/div

5 volt/div

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13.3 Primário de Ignição

Configuração:

Tempo: 1ms/div

20 a 50 volt/div (atenuad)

13.4 Secundário de Ignição e Rampa de corrente da Bobina

Configuração:

Tempo: 1ms/div

2 Kvolt/div

2 A/div

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13.5 Injetor mpfi. Onda de tensão e rampa de corrente

Configuração:

Tempo: 1ms/div

20 volt/div (atenuad)

200 mA/div

13.6 Injetor monoponto Fiat Uno (laranja) – rampa de corrente e tensão

Configuração:

Tempo: 1ms/div

200 mA/div

20 volt/div (atenuad)

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Consultores Técnicos do Jornal Oficina Brasil 61
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13.7 Injetor diesel (frontier)

Configuração:

Tempo: 1ms/div

20 volt/div (atenuad)

13.8 Injetor diesel S10 MWM – Rampa de corrente e tensões

Configuração:

Tempo: 200 us/div

10 A/div

20 volt/div (atenuad)

20 volt div (atenuad)

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Consultores Técnicos do Jornal Oficina Brasil 62
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13.9 Injetor GDI Audi A4 - Pulso de acionamento

Configuração:

Tempo: 400 us/div

10 volt/div (atenuad)

13.10 Sensor do rail e Pulso PWM Mprop S10

Configuração:

Tempo: 20ms/div

1 volt/div

10 volt/div

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Consultores Técnicos do Jornal Oficina Brasil 63
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13.11 Sensores do pedal do Fox 1.0 Flex

Configuração:

Tempo: 1 s/div

1 volt/div

1 volt/div

13.12 Acionamento do motor elétrico do TBI (azera)

Configuração:

Tempo: 1 ms/div

5 volt/div

100 mvolt/div

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Consultores Técnicos do Jornal Oficina Brasil 64
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13.13 Sensor CKP indutivo e sensor CMP Hall (Fiesta Rocam flex)

Configuração:

Tempo: 10 ms/div

2 volt/div

2 volt/div

13.14 Acionamento válvula do cânister – Rampa de corrente e tensão

Configuração:

Tempo: 5 ms/div

100 mvolt/div

10 volt/div (atenuad)

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13.15 Sensor MAF digital Spin 1.8 flex

Configuração:

Tempo: 2 ms/di

2 volt/div

13.16 Sensor de roda ABS Palio 1.4 2013

Configuração:

Tempo: 20 ms/div

200 mvolt/div

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13.16 Sensor de Oxigênio convencional de 4 fios

Configuração:

Tempo: 1 s/div

200 mvolt/div

13.17 Pulso do aquecedor do Sensor de Oxigênio convencional de 4 fios

Configuração:

Tempo: 5 ms/div

5 volt/div

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