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Programa de Mestrado e Doutorado em Administração - PMDA

Mestrado em Administração
Disciplina: METODOLOGIA DE PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO
Carga horária: 45 horas-aula – Créditos: 3

PROGRAMA DA DISCIPLINA

I. Objetivos

A disciplina possui como objetivo geral oferecer uma visão geral dos princípios e práticas
predominantes na pesquisa em administração. Em face disso, procura-se oferecer um
arcabouço conceitual e operacional para a prática e compreensão de pesquisas na área,
envolvendo os principais aspectos ligados às escolhas metodológicas para o delineamento
do estudo, à interpretação e análise de dados, bem como à elaboração do pré-projeto de
dissertação. Especificamente, ao final do curso, o aluno deverá estar apto à:

 Compreender os princípios básicos da pesquisa científica;


 Conhecer os principais tipos de delineamentos e estratégias de pesquisa;
 Avaliar criticamente seu projeto de pesquisa e outras pesquisas em administração.

II. Ementa

Ciência e pesquisa. Valores e ciência. O ethos científico. O papel da teoria. Bases de Dados.
Projeto de Pesquisa. Estratégias de pesquisa qualitativa. Estratégias de pesquisa qualitativa.
Tema, Problema e Objetivos. Base Teórico-Empírica. Objeto de estudo. Variáveis e
Categorias Analíticas. Hipóteses e Perguntas de Pesquisa. Definições Constitutivas e
Operacionais. Delineamentos de Pesquisa. Fontes e Instrumentos de Coleta de Dados.
Triangulação. Causalidade, Representatividade, Generalização. Validade, Confiabilidade e
Replicabilidade. Resultados e impacto da pesquisa. Dilemas éticos em pesquisa.

III. Alocação de Leitura

Os alunos deverão providenciar a leitura prévia de todos os textos indicados para a respectiva
aula. Recomenda-se que, para o melhor aproveitamento dos debates e atividades em sala, ela
seja realizada com o máximo de atenção, tornando-o apto a discutir as informações lidas.

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IV. Metodologia

O programa será desenvolvido com base em aulas dialogadas, apresentações e debates. A


interação e a troca de idéias entre os participantes da disciplina são consideradas
especialmente relevantes. A cada aula serão discutidos os respectivos temas, que serão
articulados em atividades dirigidas.

Participação nos debates: A participação nos debates é critério de avaliação e dela depende
a qualidade da aula. Por isso, recomenda-se que os alunos venham preparados para a aula,
munidos de reflexões acerca da leitura e que poderão ser utilizadas para o debate sobre o
tema.

Presença: A presença nas aulas reflete o comprometimento do aluno com a disciplina, além
de ser fundamental para o bom andamento das leituras e atividades correspondentes às
aulas. Ausências impactarão negativamente o desempenho e o conceito final na disciplina.

Apresentação de proposta de pesquisa: Em encontro pré-agendado, os estudantes deverão


apresentar pré-proposta de pesquisa, contendo tema, problema, justificativa/contribuição
para o campo de estudos, potencial orientador, relação com linha/grupo de pesquisa.
Espera-se que sejam apresentadas ideias de pesquisa que poderão ser desenvolvidas como
artigos científicos, dissertações ou tese. Clareza, defesa da relevância, viabilidade e
originalidade serão parte dos critérios de avaliação, os quais abarcam também a articulação
com os elementos discutidos no decorrer das aulas. Previamente à apresentação, os
estudantes deverão realizar a entrega, por escrito, do material que será apresentado.

Pré-proposta de pesquisa: Ao final da disciplina, os estudantes deverão entregar, por


escrito, pré-proposta de pesquisa, em conformidade com o template do PMDA. Deverão
também fazer parte da proposta: indicação do potencial orientados, exposição de
articulação com uma das linhas de pesquisa e/ou grupo de pesquisa do PMDA e breve relato
sobre a evolução do trabalho com base nos desenvolvimentos realizados no decorrer das
aulas.

Atividades complementares: A critério do professor, poderão ser solicitadas atividades intra


ou extra-classe, na forma de trabalhos individuais ou em grupo, relacionados ao tema da
aula.

Avaliação Escrita: Em data específica, os alunos deverão realizar análise de livro


recomendado pelo professor. A análise será realizada em sala de aula, levando em
consideração o conteúdo do livro e sua relação com o conteúdo tratado em sala de aula
durante o curso. Cada aluno deverá escolher um dos livros indicados abaixo e proceder sua

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leitura antes da data indicada para a atividade. A aquisição da obra é de responsabilidade do
aluno, sendo as seguintes alternativas:

1. Watts, D. (2011). Everything is obvious. New York: Crown Business. [Edição em


português: Tudo é óbvio. Paz e Terra. 2011]
2. Kuhn, T. (1998 [1970]). A estrutura das revoluções científicas. 5ª ed. São Paulo:
Perspectiva.

V. Avaliação

A avaliação será realizada com base nos seguintes atividades e pesos:

a) Presença em aula e contribuição aos debates: 15%;


b) Apresentação do pré-projeto: 15%;
c) Pré-projeto de pesquisa entregue ao final da disciplina: 30%;
d) Atividade de avaliação baseada em livro: 20%;
e) Atividades complementares: 20%

O pré-projeto de pesquisa deverá ser entregue até sete dias após o encerramento da
disciplina. Os pré-projetos deverão ser entregues em duas cópias impressas, na secretaria
do PMDA, acompanhados de versão eletrônica enviada por email ao professor. Após esta
data, os pré-projetos não mais serão aceitos, implicando em reprovação.

Não haverá atividade substitutiva para o caso de ausências em aulas com tarefas
previamente designadas ao aluno.

Com relação aos trabalhos escritos e participação em aula, admite-se como sendo efetiva
quando houver clareza na mensagem, expressando o entendimento de conceitos e sua
articulação com ideias associadas à disciplina ou temas em questão. Além disso, quando
indicar domínio, identificação de aspectos chaves e capacidade de referenciar
adequadamente outros textos, situações de aula, ou ainda, exemplos e ilustrações.

VI. Bibliografia Recomendada (básica e complementar)

1. Abrahamson, E. (2008). 22 Things I hate: mini rants on management research.


Journal of Management Inquiry, 17(2), 422-425.
2. Bartunek, J. M., Rynes, S. L. & Ireland, R. D. (2006). What makes management
research interesting, and why does it matter? Academy of Management Journal,
49(1), p. 9–15.

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3. Bauer, M.& Gaskell, G. (2002). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som.
Petrópolis: Vozes.
4. Bechhofer, F. & Paterson, L. (2000). Principles of research design in the social
sciences. Routledge.
5. Bento, A. M. & Ferreira, M. R. D. (1983). A prática da pesquisa em ciência social: uma
estratégia de decisão e ação. Revista de Administração Pública, 17(4), 4-39.
6. Bryman, A. & Burgess, R. G. (org.) (2002). Analyzing qualitative data. London:
Routledge.
7. Bryman, A. (2004). Quantity and Quality in Social Research. London: Routledge.
8. Bryman, A. (2005). Research methods and organization studies. London: Routledge.
9. Bryman, A., & Bell, E. (2004). Business research methods. Oxford: Oxford University
Press.
10. Castro, C. M. (2006). A prática da pesquisa. 2ª ed. São Paulo: Pearson.
11. Chen, X. P. (2001). Author ethical dilemas. Management and Organization Review,
7(3), 423–432.
12. Colquitt, J. A. & George, G. (2011). From the editors: Publishing in AMJ—part 1: topic
choice. Academy of Management Journal, 54(3), p.432–435.
13. Creswell, J. (2007). Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2ª
ed. Porto Alegre: Bookman.
14. Demo, P. (1995). Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas.
15. Derksen, L. & Gartrell, J. (2000). Scientific explanation. In: Edgar F. Borgatta; Rhonda
J. V. Montgomery (eds.). Encyclopedia of Sociology, 2nd ed. New York: MacMillan.
Vol. 4, pp. 2463-2473.
16. Fernandes, F. (1980). Fundamentos empíricos da explicação sociológica. 4ª ed. São
Paulo: T.A. Queiroz.
17. Freitas, H. et al. (2000). O método de pesquisa survey. Revista de Administração,
35(3), 105-112.
18. Geletkanycz, M. & Tepper, B. J. (2012). Publishing in AMJ–part 6: Discussing the
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19. Goode, W. J. & Hatt, P. K. (1979). Métodos em pesquisa social. 7ª ed. São Paulo:
Nacional.
20. Granger, G. G. (1994). A ciência e as ciências. São Paulo: Editora Unesp.
21. Guarido Filho, E. R. (2014). A sociologia da ciência mertoniana. In Hayashi, M. C. P. I,
Rigolin, C. C. D. & Kerbauy, M. T. M. Sociologia da Ciência: contribuições ao campo
CTS. Campinas: Ed. Alínea. (no prelo)
22. Jick, T. D. (1979). Mixing qualitative and quantitative methods: triangulation in
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23. Kerlinger, F. & Lee, H. (2000). Foundations of behavioral research. 4th ed. London:
Thomson Learning.

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24. Kerlinger, F. Metodologia da pesquisa em ciências sociais: um tratamento conceitual.
São Paulo: EPU, 1980.
25. Kuhn, T. (1998 [1970]). A estrutura das revoluções científicas. 5ª ed. São Paulo:
Perspectiva.
26. Kumar, R. (2005). Research methodology: a step-by-step guide for beginners.
London: Sage.
27. Lankshear, C.& Knobel, M. (2008). Pesquisa metodológica: do projeto à
implementação. Porto Alegre: Artmed.
28. Laville, C. & Dione, J. (1999). A construção do saber. Porto Alegre: Artmed.
29. Merton, R. (1996). On social science and science. Chicago: University of Chicago
Press.
30. Mouton, J. (1996). Understanding social research. Pretoria: Van Schaik.
31. Schwab, D. P. (2005). Research methods for organizational studies. New Jersey:
Lawrence Erlbaum.
32. Selttiz, C. et al. (1974). Métodos de pesquisa nas relações sociais. São Paulo: EPU, 4ª
reimpressão.
33. Selttiz, C., Wrightsman & Cook (1987). Métodos de pesquisa nas relações sociais. Vol.
1. Delineamentos de pesquisa. São Paulo: EPU.
34. Stake, R. E. (2010). Qualitative research: studying how things work. New York: The
Guilford Press.
35. Walliman, N. (2006). Social Research Methods. London: Sage.
36. Watts, D. (2011). Everything is obvious. New York: Crown Business. [Edição em
português: Tudo é óbvio. Paz e Terra. 2011]
37. Whetten, D. A. (2003). O que constitui uma contribuição teórica? Revista de
Administração de Empresas, 43(3), 69-73.

VII. Outras fontes recomendadas

 Prof. Valtencir Zucolotto


http://www.escritacientifica.com/

 Academy of Management – Author Resources


http://aom.org/Publications/AMJ/Author-Resources.aspx

 Fórum RAE: Contribuição Teórica. (Revista de Administração de Empresas, v. 43, n. 3,


2003).
o Apresentação (Miguel P. Caldas)
o O que Constitui uma Contribuição Teórica? (David A. Whetten)
o O que Não é Teoria (Robert I. Sutton, Barry Staw)
o Determinantes e Desenvolvimento de Escolas na Teoria Organizacional
(William Mckinley, Mark A. Mone, Gyewan Moon)

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VIII. Referências Complementares (não exaustiva)

Livros
1. Babbie, E. (1999). Métodos de pesquisas de survey. Belo Horizonte: Editora da UFMG.
2. Babbie, E. (2006). The practice of social research. Belmont: Cengage.
3. Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70.
4. Becker, H. (1997). Métodos de pesquisa em ciências sociais. 3ª ed. São Paulo: Hucitec.
5. Booth, W. C., Colomb, G. G. & Williams, J. M. (2000). A arte da pesquisa. São Paulo:
Martins Fontes.
6. Bruyne, P., Herman, J. & Schoutheete, M. (1991). Dinâmica da pesquisa em ciências
sociais. 5ª ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves Editora.
7. Cooper, D. & Schindler, P. (2000) Business research methods. 7th ed. Boston: McGraw-
Hill.
8. Corbetta, P. (2003). Social research: Theory, methods and techniques. London: Sage.
9. Demo, P. (2009). Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas.
10. Denzin, N. K. & Lincoln, Y. S. (Eds.) (2005). The SAGE handbook of qualitative research,
3rd ed. Thousand Oaks: Sage.
11. Eco, U. (2009). Como se faz uma tese. 16ª ed. São Paulo: Editora Perspectiva.
12. Flick, U. (2009). Desenho da pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed.
13. Hedstrom, P. (2005). Dissecting the social. New York: Cambridge Univ. Press.
14. Kent, R. (2001). Data construction and data analysis for survey research. New York:
Palgrave.
15. Lacey, H. (1998). Valores e atividade científica. São Paulo: Discurso Editorial.
16. Longino, H. E. (1990). Science as social knowledge: values and objectivity in scientific
inquiry. Princeton: Princeton Univ. Press.
17. Miles, M. & Huberman, A. (1994). Qualitative data analysis: an expanded sourcebook.
2nd. ed. Thousand Oaks: Sage.
18. Popper, K. (1975). A lógica da pesquisa científica. São Paulo: Cultrix.
19. Stinchcombe, A. L. (2005). The logic of social research. Chicago: The University of
Chicago Press.
20. Strauss, A. & Corbin, J. (2008). Pesquisa qualitativa: técnicas e procedimentos para o
desenvolvimento de teoria fundamentada, 2ª ed. Porto Alegre: Artmed.
21. Vergara, S. C. (2009). Métodos de coleta de dados no campo. São Paulo: Atlas.
22. Vieira, M. M. F. & Zouain, D. M. (orgs.) (2005). Pesquisa qualitativa em administração:
teoria e prática. Rio de Janeiro: Editora FGV.
23. Vieira, M. M. F. & Zouain, D. M. (orgs.) (2006). Pesquisa qualitativa em administração,
2ª. Ed. Rio de Janeiro: Editora FGV.
24. Weber, M. (1993). Metodologia das ciências sociais (Parte 1). 2ª ed. São Paulo: Cortez;
Campinas, SP: Editora da Universidade Estadual de Campinas.

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25. Weber, M. (1992). Metodologia das ciências sociais (Parte 2). São Paulo: Cortez;
Campinas, SP: Editora da Universidade Estadual de Campinas.
26. Yin, R. (2005). Estudo de caso. Porto Alegre: Bookman.

Artigos

1. Abell, P. (2009). A Case for Cases: Comparative Narratives in Sociological Explanation.


Sociological Methods & Research, 38(1), 38-70.
2. Adkins, L., & Lury, C. (2009). Introduction: What Is the Empirical? European Journal of
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3. Agle, B. R., & Caldwell, C. B. (1999). Understanding Research on Values in Business: A
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4. Aguinis, H., Pierce, C. A., Bosco, F. A., & Muslin, I. S. (2007). First Decade of
Organizational Research Methods: Trends in Design, Measurement, and Data-Analysis
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Limitações do Método ou dos Pesquisadores? In XXXII EnANPAD. Rio de Janeiro: ANPAD.
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16. Creswell, J. W. (2007). Five Qualitative Approaches to Inquiry. In J. W. Creswell,
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21. Denzin, N. K., & Lincoln, Y. S. (2005). Intoduction: The Discipline and Practice of
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23. Dimitrov, D. M., & Rumrill, P. D. (2003). Pretest-posttest designs and measurement of
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Trilhando os Caminhos Teórico-Empíricos para Desvendar as Culturas Organizacionais de
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