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O que são as recaídas?

Às vezes um homem ou uma mulher que vem mantendo-se sóbrio graças a A.A. se
embebeda. Uma reincidência desse tipo é conhecida comumente como uma "recaída".

Poderá acontecer durante as primeiras semanas ou meses de sobriedade ou depois de o


alcoólico estar abstêmio por vários anos.

Quase todos os membros de A.A. que passaram por essa experiência dizem que as
recaídas podem ser explicadas por causas específicas. Esqueceram, deliberadamente,
terem admitido que eram alcoólicos, e adquiriram uma confiança exagerada a respeito
de sua capacidade para controlar a bebida; ou se afastaram das reuniões de A.A. ou dos
contatos informais com outros membros; ou, então, permitiram-se ficar preocupados
demais com assuntos sociais ou de negócios, que os levou a esquecerem a importância
de ficarem sóbrios; ou se deixaram cansar, perdendo assim suas defesas mentais e
emocionais.

Em outras palavras, a maioria das "recaídas" não acontecem por acaso.

"POR QUE SERÁ QUE O PROGRAMA DE A.A. PARECE NÃO FUNCIONAR


PARA CERTAS PESSOAS?"

A resposta é que o programa de A.A. só funciona para aqueles que admitem ser
alcoólicos, que sinceramente querem parar de beber e que conseguem manter essa
verdade em primeiro plano, a toda hora.

A.A. geralmente não funcionará para o homem ou a mulher que ainda não decidiu se é
ou não alcoólico, ou que alimenta a esperança de poder voltar a beber normalmente. A
maioria das autoridades médicas diz que um alcoólico não pode voltar a beber
normalmente.

O alcoólico precisa aceitar e admitir esse fato fundamental. Ligado a essa admissão e
aceitação, é preciso que exista o desejo de parar de beber.

Depois de estarem sóbrias por algum tempo em A.A., algumas pessoas tendem a
esquecer que são alcoólicas, apesar de tudo o que esse diagnóstico implica.

Sua sobriedade as torna confiantes demais e decidem experimentar o álcool de novo. Os


resultados de tais experimentos para o alcoólico são inteiramente previsíveis.

Suas bebedeiras invariavelmente se tornam cada vez piores

O Alcoolismo e os Alcoólicos

Não faz muito tempo, o alcoolismo era visto como um problema moral. Hoje, muitos o
consideram principalmente um problema de saúde. Para o próprio bebedor, será sempre
uma questão profundamente pessoal.
O alcoólico que procura A A. frequentemente faz perguntas que se aplicam à sua
própria experiência, suas próprias angústias e suas próprias esperanças de encontrar uma
vida melhor.

Com que frequência os membros de A.A. precisam assistir às


reuniões?

Uma vez perguntaram a Abraham Lincoln qual deveria ser o comprimento das pernas
de um homem. A resposta clássica foi: "Suficientemente compridas para chegar ao
chão."

Os membros de A.A. não são obrigados a assistir a um número fixo de reuniões em


determinado período. É puramente questão de preferência e necessidade individual. A
maioria dos membros procura assistir a pelo menos uma reunião por semana.
Consideram que isso basta para satisfazer suas necessidades de contato com o programa
através do Grupo local.

Outros assistem a uma reunião quase todos os dias nas Áreas em que existe essa
oportunidade. Outros, ainda, passam períodos relativamente longos sem ir às reuniões.

A sugestão cordial - "Venha sempre às reuniões" - tão freqüentemente ouvida pelo


recém chegado baseia-se na experiência da grande maioria dos membros de A.A.,
segundo os quais a qualidade da sobriedade sofre um abalo quando eles permanecem
afastados das reuniões por muito tempo.

Muitos sabem, pela experiência, que, se não assistirem às reuniões, voltam a beber e,
quando a elas comparecem com regularidade, parecem manter-se sóbrios facilmente.

Os recém-chegados, em especial, parecem beneficiar-se pelo comparecimento a um


grande número de reuniões (ou por outros contatos com membros de A.A.) durante suas
primeiras semanas e meses no Grupo. Multiplicando sua oportunidade de ouvir e de
encontrar com outros membros de A.A., cujas experiências com a bebida permitem um
paralelo com as suas, parecem conseguir fortalecer sua própria compreensão do
programa, e do que este lhes pode oferecer.

Quase todo alcoólico, numa ou outra ocasião, tentou permanecer sóbrio "por sua própria
conta". Para a maioria, a experiência não foi particularmente agradável - nem eficaz. Já
que o comparecimento às reuniões ajuda a assegurar a sobriedade do alcoólico e, ao
mesmo tempo, a distrair-se, parece ser sensato guiar-se pela experiência daqueles que
"vêm sempre às reuniões"

Não ficará todo mundo sabendo que sou um alcoólico se me tornar


membro de A.A.?"

O anonimato sempre foi e é a base do programa de A.A.

Depois de ser membros por algum tempo, a maioria dos AAs não se incomoda que se
saiba fazerem parte de uma Irmandade que lhes dá a condição de se manterem sóbrios.
Tradicionalmente, os membros de A.A. jamais revelam sua ligação com o movimento
através da imprensa, do rádio, ou através de qualquer outro organismo de comunicação
pública. E ninguém tem o direito de violar o anonimato de outro membro.

Isso significa que os recém chegados podem ter a certeza de que nenhum dos seus
novos amigos violará confidências referentes a seu problema de bebida. Os membros
mais antigos do Grupo compreendem o sentimento do novato. Lembram-se de suas
próprias apreensões a respeito de ser identificado publicamente com aquela palavra que
lhes parecia atemorizante: "alcoólico".

Uma vez que se torna membro de A.A., o recém chegado poderá até achar um pouco
engraçado que no passado se preocupava de que se poderia saber publicamente que ele
parou de beber. Quando bebe, as notícias de seus pileques e noitadas vão de boca em
boca com uma velocidade notável.

Em sua maioria, os alcoólicos já eram conhecidos como bêbados de primeira classe


quando procuraram A.A. Com raras exceções, suas bebedeiras não são segredos para
ninguém. E nessas circunstâncias, seria extraordinário se as boas notícias de sobriedade
contínua do alcoólico também não causassem comentários.

Sejam quais forem as circunstâncias, ninguém poderá divulgar a ligação do recém


chegado com A.A., a não ser ele próprio, e mesmo assim, de maneira que não
prejudique a Irmandade

Não se permite nem cerveja a um membro de A.A."

Naturalmente, em A. A. nada se impõe e ninguém fiscaliza os membros para determinar


se estão ou não bebendo. A resposta a essa pergunta é que, se uma pessoa for alcoólica,
não pode arriscar-se a tomar álcool sob qualquer forma.

Álcool é sempre álcool, esteja num Martini, num uísque com soda, num copo de
champanhe ou num "chopezinho". Para o alcoólico, uma dose de bebida alcoólica sob
qualquer forma, com toda a probabilidade será demais, e vinte doses não bastarão.

Para assegurar sua sobriedade, o alcoólico simplesmente precisa manter-se afastado do


álcool, seja qual for a quantidade, a mistura ou o grau de concentração que pense poder
controlar.

Obviamente, poucas pessoas se embebedarão com meia ou uma garrafa de cerveja. O


alcoólico sabe disso como qualquer um. Poderá até se convencer de que somente irá
tomar duas ou três cervejas e parar por aí. Às vezes, poderá até seguir esse programa por
vários dias ou algumas semanas.

Porém, mais cedo ou mais tarde decidirá que, já que está bebendo, mais vale "beber
mesmo". Assim, aumenta seu consumo de cerveja ou vinho, ou passa para a bebida
forte.

E, antes de se dar conta, volta de novo ao ponto de partida.

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