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UNIVERSIDADE PAULISTA

Alessandra Ramos RA: N2211H5


Gabriella Silva Oliveira RA: D6112D0
Rafael Akio Uehara RA: T9392B0

ESTÁGIO HOSPITALAR
Seminário sobre Gasometria Arterial

São Paulo
2021
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Alessandra Ramos RA: N2211H5
Gabriella Silva Oliveira RA: D6112D0
Rafael Akio Uehara RA: T9392B0

ESTÁGIO HOSPITALAR
Seminário Sobre Gasometria Arterial

Trabalho Acadêmico do
Ensino Superior na
Universidade Paulista-
UNIP, como Método de
Avaliação do 7° e 8°
Semestre.
Orientador: Telma
Carneiro Di Pietro

São Paulo
2021
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SÚMARIO

O QUE É GASOMETRIA ARTERIAL...............................................................4


PARA QUE SERVE A GASOMETRIA ARTERIAL...........................................4
DIFERENÇA ENTRE GASOMETRIA VENOSA E ARTERIAL.........................4
COMO É FEITA A COLETA DA GASOMETRIA...............................................5
CUIDADOS E PRECAUÇÕES..........................................................................5
DISTÚRBIOS NOS ÁCIDOS BASES................................................................5
DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS PRIMÁRIOS.................................................5
DISTÚRBIOS METABÓLICOS PRIMÁRIOS.....................................................6
ALTERAÇÃO NA OXIGENAÇÃO SANGUÍNEA................................................6
DISTÚRBIOS COMPENSATÓRIOS..................................................................6
EQUILÍBRIO ACIDOBÁSICO.............................................................................7
CONCEITOS ACIDOBÁSICOS..........................................................................7
REFERÊNCIAS..................................................................................................8

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Gasometria Arterial

O que é gasometria e para que serve?


A gasometria arterial é um exame de sangue que é coletado a partir de uma
artéria, com o objetivo de identificar se as trocas gasosas estão acontecendo da
maneira correta e assim, avaliar os gases presentes no sangue (como o oxigênio e
o gás carbônico), sua distribuição do pH e do equilíbrio acidobásico.
O exame deve ser solicitado para ajudar a diagnosticar e monitorar doenças
pulmonares (principalmente em crises de asma ou bronquite e em caso de
insuficiência respiratória), metabólicas (Para identificar doenças cardíacas, acidente
vascular cerebral (AVC) ou diabetes tipo II) ou renais que possam causar
desequilíbrio ácido-base ou dificuldades respiratórias, além disso, a gasometria
também pode ser solicitada em caso de overdose por drogas.
Normalmente a amostra de sangue coletada para o exame é feita na artéria
radial, mas, pode ser coletada na arterial femoral ou braquial.

Qual a diferença entre gasometria venosa e arterial?


O sangue arterial circula desde os pulmões até o coração, sendo
impulsionado depois para todos os tecidos do organismo.
Destes segue já como sangue venoso até o coração, que, depois impulsiona para
os pulmões num circuito continuo.
Sangue venoso:
• Pobre em oxigênio (O²) e rico em dióxido de carbono (CO²).
• Coloração: Vermelho escuro.
• Representação: Normalmente é representado a azul.
• Vasos sanguíneos: Circulam pelos capilares, veias, veias cavas superiores e
inferiores.

Sangue arterial:
• Rico em Oxigênio (O²) e pobre em dióxido de carbono (CO²).
• Coloração: Vermelho vivo
• Representação: normalmente é representado a vermelho.
• Circula pelas veias pulmonares, artéria aorta, artérias e capilares.
Quando é necessária uma avaliação do funcionamento pulmonar, o modo
arterial é o mais indicado, pois, esta permitirá diversas informações, inclusive
acerca da disponibilidade e oferta de oxigênio aos tecidos. Se a intenção for
analisar apenas a parte metabólica do organismo, pode-se optar pela gasometria
venosa.

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Como é feita a coleta da gasometria arterial, quais os cuidados e precauções.
Normalmente, essa amostra é coletada na artéria radial, mas também pode ser
coletada pela artéria braquial ou femoral. Pela amostra de sangue arterial, o
laboratório pode determinar o pH, as concentrações de oxigênio, de dióxido de
carbono e de bicarbonato, após 10 minuto da coleta em temperatura ambiente ou 30
min em temperatura de 4º passa a ocorre alterações e deve ser realizada uma nova
coleta.
Os valores normais da gasometria são:
• pH: 7,35 a 7,45
• PO2: 80 a 100 mmHg
• PCO2: 35 a 45 mmHg
• BE: -2 a +2
• HCO3: 22 a 28 mEq/L
• SpO2 > 95%

Distúrbios nos ácidos bases


“Os desequilíbrios ácido-base são alterações patológicas da pressão parcial de
dióxido de carbono (PCO2) ou de bicarbonato sérico (HCO 3−) que tipicamente
produzem valores de pH arterial anormais, os distúrbios são;
▪ Acidose respiratória.
▪ Acidose metabólica.
▪ Alcalose respiratória.
▪ Alcalose metabólica.
▪ Distúrbios mistos, quando acontecem dois distúrbios ácido-base ao mesmo tempo.

Distúrbios respiratórios primários: Quando somente a porção respiratória está


alterada
Acidose Respiratória: Ocorre quando o pH sanguíneo é menor que o valor de
referência, associado a mudanças no pCO2. É causada pelo aumento da PaCO2
que reduz a relação de HCO3−/PaCO2 e assim diminui o pH.
↑ PaCO2 = ↓ HCO3 ↑ PH.
Causas: hipoventilação, obstruções das vias aéreas, asma, pneumonia, edema
agudo de pulmão, depressão do sistema nervoso central, doenças neuromusculares.

Alcalose Respiratória:
Ocorre quando o pH sanguíneo é maior que o valor de referência associado a
mudanças no PaCO2, É causada pela diminuição da PaCO2 causando aumento na
relação HCO3/PaCO2 levando ao aumento do PH.
↓ PaCO2 = ↑ HCO3 ↑ PH.
Causas: Hiperventilação, ansiedade, dor, febre, sepse, doenças cerebrais.

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Distúrbios metabólicos primários: quando somente a porção metabólica está
alterada
Acidose Metabólica:
Caracterizada pelo distúrbio do metabolismo acidobásico, que se inicia pela queda
de HCO3, reduz a relação HCO3-/PaCO2, diminuindo os níveis de pH sanguíneo
↓ HCO3 = ↓ PH.
Causas: pode ter como etiologia acidose diabética, febre alta, convulsões, coma
hepático e acidose lática.
Alcalose metabólica:
Distúrbio do metabolismo acidobásico que se inicia pelo aumento do HCO3,
proporciona a elevação da relação HCO3/ PaCO2, aumentando o pH sanguíneo.
↑ HCO3 = ↑ PH.
Causa: Sua etiologia envolve em razão do vômito, aspiração gástrica, diarreia,
Doenças renais.

Alteração na oxigenação sanguínea


A gasometria arterial também pode ser usada para avaliar a oxigenação do sangue.
O componente para essa avaliação é a PO2, a qual reflete a troca gasosa nos
pulmões e que, normalmente, diminui com a idade. Seu valor de referência normal é
de 80 – 100 mmHg
Hipoxia < 80 mmHg é a diminuição da oferta de oxigênio aos tecidos
Hipoxemia > 100mmHg é o excesso de oxigênio em um tecido

Distúrbios compensatórios:
A compensação ocorre quando algum mecanismo do corpo é ativado
espontaneamente no sentido de resolver aquela desordem no intuito de minimizar as
alterações na concentração. A compensação envolve ou uma resposta ventilatória
(mudança na PCO2) para uma anormalidade metabólica, ou uma resposta
metabólica (mudança no HCO3⁻) para uma anormalidade ventilatória. “Por exemplo,
em um paciente que apresenta uma alcalose metabólica, a compensação pode
ocorrer através de uma diminuição na frequência respiratória (hipoventilação),
aumentando a pCO2 no sangue e, consequentemente, levando à diminuição do pH.
Desta forma, a alcalose pode ser compensada”. O pH retorna a sua faixa normal,
embora os demais valores ainda possam estar anormais. pH: sua avaliação
determina a presença de acidose ou alcalose.
PaO2: seus níveis determinam a eficácia das trocas de oxigênio entre os alvéolos e
os capilares pulmonares e dependem diretamente da pressão parcial de oxigênio no
alvéolo, da capacidade de difusão pulmonar, da presença de shunt e da reação
ventilação/perfusão pulmonar.
PaCO2: a pressão parcial de CO2 no sangue arterial exprime a eficácia da
ventilação alveolar, sendo praticamente a mesma do CO2 alveolar, dada a grande
difusibilidade desse gás. Seus valores normais oscilam entre 35 e 45 mmHg, em
que: se PaCO2 < 35 mmHg, caracteriza--se quadro de hiperventilação, podendo
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levar o pH a valores > 7,45, caracterizando-se alcalose respiratória; se PCO2 > 45
mmHg, clínica- mente o paciente está hipoventilando, podendo-se manter pH < 7,35,
caracterizando-se acidose respiratória;
HCO3-: alterações na concentração de bicarbonato plasmático desenca- deiam
desequilíbrios acidobásicos de natureza metabólica. Valores de HCO3- > 28 mEq/L,
com desvio do pH > 7,45, determinam que o pacien- te está em alcalose metabólica.
Já a manutenção do HCO3- < 22 mEq/L, com desvio do pH < 7,35, determina
acidose metabólica
1. EQUILÍBRIO ACIDOBÁSICO
Um aspecto essencial para a homeostase do organismo humano é o equilíbrio
ácido-básico. Faixas específicas de concentração de íons hidrogênio nos fluidos
corporais e celulares permitem a integridade estrutural bem como funcional de
proteínas e enzimas. A diminuição ou aumento da concentração de íons hidrogênio
podem acarretar em alteração de velocidade de reações bioquímicas, desregulando o
metabolismo celular e podendo determinar lesões celulares e teciduais. 1

1.1 Conceitos acidobásicos


Elementos químicos e bioquímicos encontram-se em solução no interior das
células. Dentre eles há substâncias ácidas e básicas, sendo que os ácidos doam
prótons e as bases recebem prótons. A presença e a atividade de prótons (H +) é
expressa pela unidade pH, que enumera o potencial hidrogeniônico de uma solução.1
O termo pH foi criado por Henderson Hasselbalch para expressar o logaritmo
negativo da concentração do íon hidrogênio. No sangue, o pH está na faixa entre 7,35
e 7,45. Valores superiores ou inferiores a esta faixa enquadra o sangue em alcalose
ou acidose respectivamente.1
O organismo apresenta mecanismos de defesa para alterações bruscas do pH
sanguíneo. Há os mecanismos químicos, a partir de substâncias tamponantes, que
reagem a ácidos e bases neutralizando-os. Também há os mecanismos fisiológicos,
como pulmões e rins, onde substâncias em excesso podem ser eliminadas, regulando
o equilíbrio ácido-base.1
A resposta respiratória é mais imediata, para correção de condições agudas. O
seu mecanismo de ação é através da modulação da frequência respiratória. A qual
promove a eliminação de dióxido de carbono, um produto do metabolismo que transita
pela forma de ácido carbônico, acidificando o sangue e demais fluidos. A resposta
renal é mais lenta e tardia, para balancear condições crônicas. O mecanismo renal se
dá pela retenção ou eliminação de bicarbonato, à necessidade do organismo.

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REFERÊNCIAS

• CAVALHEIRO, L.V. (coord); GOOBI, F.C.M.(coord).


• Fisioterapia Hospitalar. Barueri, SP: Manole, 2012. p 26-31, 73-74.
• https://www.sanarmed.com/gasometria-arterial-como-interpretar
• https://ibapcursos.com.br/gasometria-arterial-e-venosa-valores-de-referencia-
e-interpretacao/

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