Você está na página 1de 12

Álgebra Linear - LISTA PANDEMIA - Instituto de Fı́sica – USP – 2020

Prof. Paulo Agozzini Martin

1. Seja A ∈ M3 (IR) uma matriz tal que existem vetores (x1 , y1 , z1 ), (x2 , y2 , z2 ) e
(x3 , y3 , z3 ) satisfazendo:
           
x1 1 x2 0 x3 0
A  y1  = 1 , A  y2  = 1 , A  y3  = 0 ,
z1 1 z2 2 z3 2

Mostre que A é invertı́vel e encontre A−1 .

2. Considere uma transformação linear T : V → W entre dois espaços vetoriais V e W .


Mostre que as seguintes afirmações são equivalentes:

1. T é injetora.

2. Se {v1 , . . . , vk } é LI então {T (v1 ), . . . , T (vk )} é LI.

3. ker(T ) = {~0}.

3. Sejam C ∞ (IR) o espaço vetorial das funções f : IR → IR que são infinitamente de-
riváveis e T : C ∞ (IR) → C ∞ (IR) a transformação linear T (f ) = f 0 . Mostre que T é sobreje-
tora mas não é injetora.

4. Se V for um espaço vetorial de dimensão finita n ≥ 1, existe alguma transformação


linear T : V → V que seja sobrejetora mas não seja injetora?

5. Se V for um espaço vetorial de dimensão finita n ≥ 1, existe alguma transformação


linear T : V → V que seja injetora mas não seja sobrejetora?

6. Considere a função T : IR3 [x] → IR4 definida por

T (p(x)) = (p(0), p(1), p(2), p(3)).

1. Mostre que T é uma transformação linear.

2. Encontre ker(T ).

3. Encontre Im(T ).

4. Mostre que, dados 4 números reais quaisquer A, B, C, D, existe um único polinômio


p(x) de grau ≤ 3 tal que p(0) = A, p(1) = B, p(2) = C e p(3) = D.

1
7. Considere a transformação linear T : IR3 [x] → IR3 definida por

T (p(x)) = (p(0), p(1), p(2)).

1. Encontre ker(T ).

2. Encontre Im(T ).

3. Existe algum polinômio de grau ≤ 3 tal que p(0) = p(1) = p(2) = 1 e p0 (1) = 1?

8. Considere a transformação linear T : IR3 [x] → IR5 definida por

T (p(x)) = (p(0), p(1), p(2), p(3), p(4)).

1. Encontre ker(T ).

2. Encontre uma base de Im(T ).

3. Existe algum polinômio p(x) de grau ≤ 3 tal que p(0) = 0 e p(1) = p(2) = p(3) =
p(4) = 1?

4. Se um Fı́sico, baseando-se em sua intuição fı́sica, acreditasse que um polinômio como


no item anterior devesse existir, ele simplesmente iria sentar e chorar?

9. Considere o espaço vetorial

V = {f : IR → IR : f 00 (x) + f (x) = 0, ∀x ∈ IR}.

Fixemos a base ordenada B = (sin(x), cos(x)) para V . Considere a função Tα : V → V


definida por
Tα (f (x)) = f (x − α),
onde α é uma constante real fixada.

1. Mostre que a definição faz sentido, ou seja, que, de fato, Tα (f (x)) ∈ V .

2. Mostre que Tα é uma transformação linear.

3. Encontre [Tα ]B .

10. Considere a função T : C ∞ (IR) → C ∞ (IR) definida por

T (f (x)) = f 0 (x) − 5f (x).

1. Mostre que T está corretamente definida, ou seja, que T (f ) está em C ∞ (IR) sempre
que f estiver em C ∞ (IR).

2. Mostre que T é uma transformação linear.

3. Encontre ker(T ).

2
4. Mostre que T é sobrejetora.

11. Seja T : IR3 → IR3 uma transformação linear. Sabemos que:

1. (1, 1, 1) ∈ ker(T ).

2. (1, 1, 1) e (1, 1, 0) estão em Im(T ).

Encontre dim ker(T ), dim Im(T ) e, sabendo-se que T (1, 2, 3) = (1, 1, 1), encontre todas as
soluções (x, y, z) da equação:
T (x, y, z) = (1, 1, 1).

12. Considere a função T : IR3 [x] → IR4 definida por

T (p(x)) = (p(1), p0 (1), p00 (1), p000 (1)).

Mostre que T é uma transformação linear. Encontre ker(T ) e Im(T ). Fixando as bases
ordenadas B = (1, x + 2, x2 − 3x + 2, 2x3 + x2 + x + 1) e C = (e1 , e2 , e3 , e4 ), encontre [T ]B,C .
Se, em vez da base B utilizássemos a base D = (1, (x − 1), (x − 1)2 , (x − 1)3 ), como ficarı́a
[T ]D,C ?

13. Seja T : IRn [x] → IRn [x] a função definida por:

T (p(x)) = p(x + 1),

Mostre que T é uma transformação linear injetora e sobrejetora. Se fixarmos a base usual
B = (1, x, x2 , . . . , xn ), encontre [T ]B . Se C = (1, (x + 1), (x + 1)2 , . . . , (x + 1)n ), encontre
[T ]B,C .

14. Considere fixados os números reais a e b, onde b 6= 0. Defina a seguinte transformação


linear Ta,b : IR2 → IR2 por:

Ta,b (x, y) = (ax − by, bx + ay).

1. Encontre [T ]C , onde C = (e1 , e2 ) é a base ordenada padrão.

2. Se a = b = 1, descubra como se comportam os iterados de v = (1, 0), ou seja,


2 n
v, T1,1 (v), T1,1 , . . . , T1,1 (v), . . .

onde T 2 (v) = T (T (v)) e assim por diante.

3. Se a = 0 e b = 1, faça a mesma coisa, onde v = (1, 0).

4. Considere a função φ : IR2 → C definida por φ(x, y) = x + iy. Mostre que φ é uma
transformação linear bijetora entre IR-espaços vetoriais.

3
5. Usando φ e φ−1 , encontre a função composta

φ−1 Ta,b φ
C −−→ IR2 −−→ IR2 −
→C

e mostre que aplicar Ta,b no vetor (x, y) corresponde a multiplicar o número complexo
x + iy por a + bi.

6. Como o item anterior pode ser aplicado para explicar o comportamento dos iterados
nos itens 2 e 3?

7. Se a2 + b2 < 1, como ficam os iterados de um ponto (x, y) qualquer?

15. Considere o operador T : IR2 → IR2 definido por

T (x, y) = (x + y, y).

Esse operador é diagonalizável?

16. Seja T : IRn → IRn um operador cujo polinômio caracterı́stico é:

pT (λ) = (1 − λ)n .

Suponhamos que T seja diagonalizável. Calcule T (1, 2, 3, . . . , n).

17. Para cada n ≥ 2 dê um exemplo de um operador T : IRn → IRn cujo polinômio
caracterı́stico seja pT (λ) = (1 − λ)n e que não seja diagonalizável.

18. Para cada n ≥ 2 dê um exemplo de um operador T : IRn → IRn cujo polinômio
caracterı́stico seja pT (λ) = (1 − λ)n , que não seja diagonalizável e tal que dim V (1) = 1.

19. Considere os espaços vetoriais de dimensão finita V , W e U e as transformações


lineares T : V → W e G : W → U .

1. Prove que a função composta (G ◦ T ) : V → U , definida por:

(G ◦ T )(v) = G(T (v))

é uma transformação linear.

2. Fixemos as bases B, C e D, respectivamente, de V , W e U . Mostre que:

[G ◦ T ]B,D = [G]C,D [T ]B,C .

3. Em particular, se L é um espaço vetorial de dimensão finita e T : V → V é um operador


linear, mostre que
[T m ]B = [T ]m
B,

onde B é uma base qualquer de L e T m = T ◦ T ◦ · · · ◦ T (m vezes).

4
4. Com a notação do item anterior, se C for outra base de L, mostre que existe uma
matriz invertı́vel M tal que
−1
[T ]m m
C = M [T ]B M .

20. Considere o subconjunto F do espaço vetorial IR∞ definido por:

F = {(a0 , a1 , a2 , . . .) ∈ IR∞ : ak+1 = ak + ak−1 , k ≥ 1}.

1. Prove que F é um subespaço de IR∞ .

2. Exiba uma base de F.

3. Encontre todos os elementos (a0 , a1 , a2 , . . .) de F tais que a sequência {an } é uma


progressão geométrica.

4. Exiba uma base de F cujos vetores satisfazem a propriedade do item anterior.

5. A sequência de Fibonacci é f = (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, . . .) ∈ F. Se f = (a0 , a1 , . . .), mostre,


usando os itens anteriores, que para todo k ≥ 0,
√ !k+1 √ !k+1
1 1+ 5 1 1− 5
ak = √ −√
5 2 5 2

21. Seja T : IR2 [x] → IR1 [x] o operador linear T (p) = p0 (o operador derivação). Defina
G : IR1 [x] → IR2 [x] assim: Z x
G(p(x)) = p(t)dt.
0

1. Mostre que G é um operador linear (um operador integração).

2. Se B = (1, x, x2 ) e C = (1, x) são as bases de IR2 [x] e IR1 [x], respectivamente, encontre
[T ]B,C e [G]C,B .

3. Mostre que T (G(p)) = p, para todo p ∈ IR1 [x].

4. Mostre que G(T (p)) = p(x) − p(0), para todo p ∈ IR2 [x].

5. Verifique os dois itens anteriores utilizando coordenadas nas bases fixadas.

6. Se derivação e integração são operações inversas, como você explica o motivo pelo qual
G(T (p)) 6= p?

22. Considere a sequência de Fibonacci {an }, onde ak+1 = ak + ak−1 , para todo k ≥ 1 e
a0 = a1 = 1. Assim, obtemos a sequência:

1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, ...

5
Introduzindo uma variável auxiliar, bn = an−1 , podemos reescrever a lei geradora da sequência
de Fibonacci assim: 
an+1 = an + bn
bn+1 = an
Com a notação matricial podemos escrever, para todo n ≥ 1:
        
an+1 1 1 an a1 1
= , = .
bn+1 1 0 bn b1 1
Mostre que, para todo n ≥ 1, temos:
   n  
an+1 1 1 1
= . (1)
bn+1 1 0 1

Considere o operador T : IR2 → IR2 definido por T (x, y) = (x + y, x). Mostre que
 
1 1
[T ]C = ,
1 0

onde C é a base ordenada canônica do IR2 . Mostre que, se B for outra base ordenada do
IR2 , existe uma matriz invertı́vel M tal que

[T ]nC = M [T ]nB M −1 .

Prove que T é um operador diagonalizável, descreva o sistema dinâmico (1) na base que
diagonaliza o operador e dê outra prova da fórmula do último item do Exercı́cio 2.

23. Encontre todas as soluções do sistema de equações diferenciais:

ẋ1 (t) =2x1 (t) + 6x3 (t)


ẋ2 (t) =7x2 (t) + 2x3 (t)
ẋ3 (t) =2x3 (t)

com as condições iniciais x1 (0) = x2 (0) = x3 (0) = 2.

24. Encontre todas as soluções do sistema de equações diferenciais:

ẋ1 (t) = − 25x1 (t) − 12x2 (t) + 18x3 (t)


ẋ2 (t) =47x1 (t) + 24x2 (t) − 28x3 (t)
ẋ3 (t) = − 20x1 (t) − 10x2 (t) + 12x3 (t)

com as condições iniciais x1 (0) = 10, x2 (0) = −16 e x3 (0) = 7.

25. De um operador T : IR3 → IR3 sabe-se que, na base ordenada canônica C,


 
1 a a
[T ]C = 0 1 a .
0 0 a

6
Encontre todos os valores do parâmetro a (caso existam) tais que o operador fique diagona-
lizável.

26. Sejam V um espaço vetorial n-dimensional e T : V → V um operador linear. Vamos


definir duas quantidades associadas a T , o traço de T e o determinante de T , da seguinte
maneira: fixa-se uma base B qualquer de V e, se [T ]B = (aij ), então

Tr(T ) =a11 + · · · + ann


det(T ) = det[T ]B

Mostre que essa definição faz sentido, ou seja, que os valores definidos não dependem da
particular base B escolhida.

27. Seja T : IR2 → IR2 um operador linear. Mostre que:

1. Se Tr(T )2 > 4 det(T ) então T é diagonalizável.

2. Se Tr(T )2 < 4 det(T ) então T não é diagonalizável.

3. Se Tr(T )2 = 4 det(T ) podem ocorrer as duas situações.

28. Resolva o seguinte sistema de equações dferenciais:


    
ẏ1 (t) 2 3 2 y1 (t)
ẏ2 (t) = 0 2 1 y2 (t)
ẏ3 (t) 0 0 1 y3 (t)

com a condição inicial y1 (0) = 1, y2 (0) = 2 e y3 (0) = −1. O operador T : IR3 → IR3 definido
pela multiplicação da matriz do sistema acima é diagonalizável?

29. Seja A = (aij ) uma matriz de Mn (IR). Dizemos que A é uma matriz triangular
superior se aij = 0 quando i > j. Se y = (y1 (t), . . . , yn (t)) e A ∈ Mn (IR) é uma matriz
triangular superior, é possı́vel resolver o sistema

ẏ = Ay ?

30. Seja T : IR3 → IR3 o operador definido por:

T (x, y, z) = (z, y, x), ∀(x, y, z) ∈ IR3 .

Se C = (e1 , e2 , e3 ) denota a base canônica do IR3 , então:

1. Encontre [T ]C .

2. Ache pT (λ) e os autovalores de T .

3. Encontre uma base B onde [T ]B é diagonal.

7
4. Encontre [T ]B .

31. Seja T : IR4 → IR4 o operador definido por:

T (x1 , x2 , x3 , x4 ) = (x4 , x3 , x2 , x1 ), ∀(x1 , x2 , x3 , x4 ) ∈ IR4 .

Se C = (e1 , e2 , e3 , e4 ) denota a base canônica do IR3 , então:


1. Encontre [T ]C .

2. Ache pT (λ) e os autovalores de T .

3. Encontre uma base B onde [T ]B é diagonal.

4. Encontre [T ]B .

32. Suponhamos que T : IRn → IRn seja um operador linear definido por:
  
a11 · · · a1n x1
 .. .
..   ... 
T (x1 , . . . , xn ) =  . · · · .
 

an1 · · · ann xn

Dizemos que T é superiormente triangularizável se existir uma base ordenada B do


IRn tal que a matriz [T ]B seja triangular superior (reveja a definição de matriz triangular
superior no Exercı́cio 10.). Mostre que se T for superiormente triangularizável, então todas
as raı́zes do polinômio caracterı́stico pT (λ) são reais e, consequentemente,

pT (λ) = (µ1 − λ)n1 · · · (µk − λ)nk ,

onde µj ∈ IR e µi 6= µj se i 6= j. Ou seja: uma condição necessária para um operador T ser


superiormente triangularizável é que todas as raı́zes do seu polinômio caracterı́stico sejam
reais.

33. Sejam V um espaço vetorial de dimensão finita n ≥ 1 e T : V → V um operador


linear. Dizemos que o subespaço S de V é um subespaço T -invariante se para qualquer
w ∈ S tivermos que T (w) ∈ S. Encontre todos os subespaços T -invariantes do operador
T : IR2 → IR2 definido por T (x, y) = (x + y, y).

34. Sejam V um espaço vetorial de dimensão finita n ≥ 1, T : V → V um operador linear


e S um subespaço T -invariante de V . Considere a restrição do operador T ao subespaço S:

T |S : S −→ S, (T |S )(w) := T (w).

Mostre que a restrição G = (T |S ) é um operador linear.

35. [Desafio] Sejam V um espaço vetorial de dimensão finita n ≥ 1, T : V → V um


operador linear e S um subespaço T -invariante de V . Considere a restrição do operador T
ao subespaço S:
T |S : S −→ S, (T |S )(w) := T (w).

8
Se T for um operador diaginalizável em V , mostre que T |S será um operador diagonalizável
em S.

36. [Desafio] Sejam V um espaço vetorial de dimensão finita n ≥ 1, T : V → V um


operador linear e S um subespaço T -invariante de V . Considere a restrição do operador T
ao subespaço S:
T |S : S −→ S, (T |S )(w) := T (w).
Assumindo o seguinte resultado sobre determinantes, a saber:
 
A C
det = det(A) det(B),
0 B

onde A é um bloco m × m, B é um bloco k × k, C é um bloco m × k e 0 é um bloco nulo


k × m, prove que
pT (λ) = p(T |S ) (λ)ψ(λ),
ou seja, o polinômio caracterı́stico do operador T |S é um divisor do polinômio caracterı́stico
de T .

37. [Desafio] Suponhamos que T : IRn → IRn seja um operador linear definido por:
  
a11 · · · a1n x1
 .. .
..   ... 
T (x1 , . . . , xn ) =  . · · · .
 

an1 · · · ann xn

Suponhamos que pT (λ) = (µ1 − λ)n1 · · · (µk − λ)nk , onde µj ∈ IR e µi 6= µj se i 6= j. Existe


alguma base ordenada B do IRn tal que a matriz [T ]B seja triangular superior?
[Sugestão: prove por indução na dimensão n = dim V . Prove inicialmente para n = 2 (o caso
n = 1 é muito sem graça!). A Hipótese de indução é: se S é um espaço vetorial de dimensão
≤ (n − 1) e G : S → S for um operador linear tal que todas as raı́zes de pG (λ) são reais, então G
é superiormente triangularizável. Se V for um espaço de dimensão n e µ1 for um autovalor de T ,
considere S = Im(T − µ1 I). Prove que S é T -invariante e que dim S ≤ n − 1. Use o Exercı́cio
17 para ter informações sobre o polinômio caracterı́stico de T |S . Use a hipótese de indução para
conseguir uma base (s1 , . . . , sk ) de S onde a matriz de T |S seja triangular superior. Complete
essa base a uma base de V : B = (s1 , . . . , sk , v1 , . . . , vt ). Mostre que essa base faz o serviço!]

38. Seja V = IR[x] o espaço vetorial de todos os polinômios com coeficientes reais.
Considere a função: Z 1
< p(x), q(x) >= p(x)q(x)dx.
−1

1. Mostre que essa função define um produto interno em V .

2. Calcule o ângulo entre p(x) = x + x3 e q(x) = x2 − x4 .

3. Se P = {p(x) ∈ V : p(−x) = p(x), ∀x ∈ IR} (i.e., P é o conjunto dos polinômios


pares), mostre que P é um subespaço vetorial de V .

9
4. Se I = {p(x) ∈ V : p(−x) = −p(x), ∀x ∈ IR} (i.e., I é o conjunto dos polinômios
ı́mpares), mostre que I é um subespaço de V .
5. Mostre que P ∩ I = {~0} e que todo vetor p de V se escreve de modo único como
p = u + v, onde u ∈ P e v ∈ I.
6. Se P é o subespaço de V constituı́do de todos os polinômios pares, encontre P ⊥ .

39.] Seja V = IR[x] o espaço vetorial de todos os polinômios com coeficientes reais.
Considere a função: Z 1
< p(x), q(x) >= p(x)q(x)dx.
0
1. Mostre que essa função define um produto interno em V .
2. Calcule o ângulo entre p(x) = x + x3 e q(x) = x2 − x4 .
3. [Desafio] Se P é o subespaço de V constituı́do de todos os polinômios pares, encontre
P ⊥.
4. Como explicar isso?

40. Mostre que, para todo n ≥ 1, temos:


 
1 1/3 1/5 1/7 ··· 1/(2n + 1)

 1/3 1/5 1/7 1/9 ··· 1/(2n + 2)
 1/5 1/7 1/9 1/11 ··· 1/(2n + 5)
det  6= 0.
 
 1/7 1/9 1/11 1/13 ··· 1/(2n + 7)
 .. .. .. .. .. 
 . . . . ··· . 
1/(2n + 1) 1/(2n + 3) 1/(2n + 5) 1/(2n + 7) ··· 1/(4n + 1)

41. Considere o espaço vetorial V = [ex , 1, x, x2 , x3 , x4 ] (que é um subespaço de C ∞ (IR)),


onde definimos:

< f, g >= f (0)g(0) + f (1) (0)g (1) (0) + · · · + f (k) (0)g (k) (0),

para certo natural k ≥ 1.


1. Qual o menor k ≥ 1 que torna essa função um produto interno em V ?
2. Para esse valor de k que você encontrou acima, encontre o polinômio u0 (x) de grau
≤ 4 que melhor aproxima ex na métrica derivada do produto interno.
3. Calcule k ex − u0 (x) k e interprete esse valor.

42. Considere o espaço vetorial V = [ex , 1, x, x2 , x3 , x4 ] (que é um subespaço de C ∞ (IR)),


onde definimos: Z 1
< f, g >= f (x)g(x)dx.
−1

10
1. Mostre que essa função define um produto interno em V .

2. Ache uma base ortonormal do subespaço S = [1, x, x2 , x3 , x4 ].

3. Encontre a projeção ortogonal p0 (x) de ex em S.

4. Em que sentido p0 (x) é a melhor aproximação para ex ?

5. Calcule k ex − p0 (x) k e interprete esse valor.

43. Considere a seguinte função f (x, y, z) : IR3 → IR, definida por:

f (x, y, z) = (1 − x − y + z)2 + (2 − x + y − z)2


+ (3 − x − 2y − 2z)2 + (4 − x − 3z)2 .

Mostre que existe um único ponto de mı́nimo de f em todo IR3 e encontre-o, usando álgebra
linear.

44. Considere a seguinte função f (x, y, z) : IR3 → IR definida por:


Z 1
f (x, y, z) = (et − x − yt − zt2 )2 dt.
0

Mostre que existe um único mı́nimo absoluto de f em IR3 e encontre-o, usando álgebra linear.

45. Determine Z 1
min (x2 − ax − b)2 dx.
a,b∈IR 0

46. No espaço vetorial V = IR3 , definimos a seguinte função

< (x1 , x2 , x3 ), (y1 , y2 , y3 ) >= 10x1 y1 + 5x2 y2 + 2x3 y3 .

1. Mostre que essa função define um produto interno em V .

2. Calcule k (1, 1, 0) k e k (1, 1, 1) k.

3. Encontre o ângulo entre os vetores e1 = (1, 0, 0) e e2 = (0, 1, 0).

4. Encontre uma base ortogonal de V .

5. Encontre o vetor de S = [e1 , e2 ] que é mais próximo de e3 = (0, 0, 1).

47. São dados quatro intervalos fechados I1 = [0, 1], I2 = [2, 3], I3 = [4, 5] e I4 = [6, 7]
que fazem parte de uma barra [0, 7] e uma função temperatura T : [0, 7] → IR nessa barra.
Sabe-se que em cada subintervalo Ij a temperatura média vale T j e que, se i 6= j, T i 6= T j .
Será que existe um polinômio de grau ≤ 3 que pode representar essa função temperatura?

11
48. Prove a seguinte desigualdade:
√ √ √ √ √ √ √  √ 
5 7 + 3 13 + 23 41 ≤ 5 + 3 + 23 7 + 13 + 41 .

49. Prove a seguinte desigualdade:


Z 2π p
8π 2
(4π 2 − x2 )(2 − sin(x))dx ≤ √ .
0 3

No Wolfram, a integral deu 41.628 e o lado direito da desigualdade deu 45.5858]

50. Considere os seguintes pontos no IR2 :



(0, 1), (1, 2), (2, π).

1. Existe algum polinômio de grau ≤ 2 que passa por esses pontos?

2. Encontre o polinômio de grau ≤ 2 que melhor se ajusta aos pontos dados.

51. Considere o seguinte sistema linear não homogêneo:

x + 2y + 3z = 1
x + 3y + 4z = 1.5

Mostre que ele não possui solução e encontre a melhor solução aproximada. Calcule o erro.

52. Considere V = IR3 munido com a função

< (x1 , x2 , x3 ), (y1 , y2 , y3 ) >= 0.01x1 y1 + 100x2 y2 + 0.01x3 y3 .

1. Mostre que se trata de um produto interno.

2. Encontre uma base ortonormal do IR3 em relação a esse produto interno.

53. Considere V = IR3 e três vetores LI dados {(1, 1, 1), (1, 1, 2), (1, 2, 1)}. Existe algum
produto interno no IR3 , < ·, · >, tal que esses três vetores dados sejam uma base ortonormal?
Se existir, calcule
< (x1 , x2 , x3 ), (y1 , y2 , y3 ) > .

12

Você também pode gostar