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Tópicos principais para que um médium entre em decadência

mediúnica:
ORGULHO - “O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por
que é a fonte de todos os processos obsessivos”.
O orgulho é sinônimo de vaidade, soberba, altivez, empáfia,
rompante, presunção, ostentação, arrogância (Antônimo:
modéstia) motivo que sempre é pela razão de nós nos
apaixonarmos exageradamente pelo nosso raciocínio, a
ponto de, infantilmente, acharmos a nossa razão superior a
todas as outras. Isto é um conceito exagerado que temos a respeito do nosso modo de pensar.
Assim agiam os homens cultos, os intelectuais que negaram, por exemplo, que a Terra girasse
em torno do sol. Que não admitiam que as mulheres tinham alma, que os homens são
diferentes, porque pensam diferentemente, que eles, os cultos, os doutos, os prudentes, são os
únicos que podem explicar a vida. O orgulho é algo negativo, sem dúvida, mas muito
confundimos este conceito com os conceitos de autoestima e reconhecimento. O orgulho é o
inimigo número um da caridade e o trampolim para a decadência de um médium.
Médium é o canal da comunicação entre o mundo físico e o mundo extrafísico. No caso, é o
meio de comunicação e intercâmbio com o plano espiritual. Daí já se presume que ser médium
não é um privilégio e nem caracteriza uma habilidade, pois é um meio, uma conexão, tal como
uma simples tomada ou interruptor que, ativo, proporciona a passagem da energia. É a mesma
lógica na visão espírita. Emmanuel nos informa, claramente: “Mediunidade não é um dom, mas
oportunidade”.

QUEM É MÉDIUM, É PERFEITO? Ainda na comparação iniciada, observamos tal como a física


explica que durante a transmissão de energia, há percas quantitativas no processo. O mesmo
com a “tomada” mediúnica: Não é perfeito, até porque não há perfeitos na Terra, que é um
planeta em estado de provas e expiações.
Todos viemos do plano espiritual e nunca perdemos o vínculo com este “transcendente”
(metafísico, transcendental), por isto, todos somos médiuns. Com o mínimo de lógica,
concluímos que não há como, atualmente sermos todos perfeitos. Mediunidade não é habilidade,
nem depende de capacidade, tão pouco é dom ou privilégio. É oportunidade de nos
relacionarmos com Nosso Lar.
Na imperfeição, nos deparamos com o pai das imperfeições: o orgulho. Mediunidade orgulhosa é
falha constante, mas como todos um dia cansam de “dar murro em ponta de faca”, um dia a
mediunidade trabalhada, já desenvolvida mescla-se à reforma íntima. O desenvolvimento moral
é o sustentáculo que norteia o trato com nossas oportunidades, uma delas a mediunidade.
Essa bem trabalhada, proporciona alegrias imensas, tal como quando viajamos para longe, para
o desconhecido e retornamos ao lar e ao meio que nos é afim. Mediunidade é um campo
complexo, pois cada caso é único, a regra geral é a de que o orgulho e o egoísmo não cabem
hora nenhum, em nenhum caso.
 
OBSESSÃO - Sabemos que a obsessão é um desequilíbrio da função mental de fundo espiritual
sempre presente na vida do ser humano. Seu tratamento foi mistério e motivos de deduções
alquímicas em todos os tempos até a nossa moderna medicina. Allan Kardec nos ensina em sua
obra que com o Espiritismo, conseguiu-se uma explicação racional para o fenômeno,
demonstrando suas causas, classificando seus efeitos e apontando caminhos para sua cura.
Nos tempos atuais, devido ao crescimento desmedido da população e sua decadência moral, os
inúmeros problemas sociais que enfrenta o mundo, a obsessão tornou-se um verdadeiro flagelo,
provocando desentendimentos, vícios, anomalias psicológicas, suicídios e outros males do
gênero e consequentemente em decorrência do processo obsessivo temos os sintomas abaixo
relacionados:

01 - Amor próprio. 22 - Idolatria e egolatria.


02 - Ausência de valores éticos. 23 - Superstição.
03 - Antagonismos emocionais e afetivos. 24 - Incontinências Sexuais.
04 - Autoritarismo e prepotência. 25 - Desvios sexuais.
05 - Belicosidade. 26 - Inveja, usura, avareza.
06 - Ciúme. 27 - Mágoas e ressentimentos.
07 - Cobiça. 28 - Maledicência.
08 - Complexo de culpa. 29 - Manias.
09 - Complexo de grandeza. 30 - Medos.
10 - Complexo de inferioridade. 31 - Morbidez.
11 - Complexo de pobreza. 32 - Narcisismo.
12 - Complexo de riqueza. 33 - Ódio.
13 - Complexo de superioridade. 34 - Orgulho, vaidade.
14 - Desconfiança. 35 - Paixões emocionais.
15 - Desequilíbrios de qualquer natureza. 36 - Pessimismo.
16 - Dificuldades de esquecer e perdoar. 37 - Predisposições mórbidas.
17 - Disputas de poder. 38 - Raiva, rancores.
18 - Egoísmo. 39 - Remorso.
19 - Fanatismos. 40 - Sensualismo.
20 - Agressividade. 41 - Sentimento de vingança.
21 - Ambição desmedida. 42 - Sexolatria.
43 - Vícios: fumo, álcool, drogas, tóxicos e outros.

Muitos poderão estranhar que não se indique regras e diretrizes comportamentais rígidas. O
Espiritismo, contudo, é abertura plena para o Espírito, em qualquer posição em que este se
encontre. Dirigimo-nos aos jovens, tanto quanto aos adultos, porque o período juvenil não pode
ser tomado como um estágio de IRRESPONSABILIDADE, incapaz de sugerir posições definidas
na vida. Ao contrário. É nessa situação que o Espírito reencarnado assume sua completa
identidade e responsabilidade pelos rumos de sua vida.
Neste breve e sintético ensaio, que oferecemos à meditação de todos e, em especial aos jovens,
pretendemos salientar que a Ética Espírita decorre naturalmente de sua filosofia e que o Espírito,
acima de qualquer corrente particular de pensamento, encontra-se ligado, indelevelmente ao
código básico do Universo, que é a Lei de Deus, esculpida, como ensina O Livro dos Espíritos,
na própria consciência.
A universalidade do pensamento espírita se afirma em decorrência desse entendimento. É
preciso, porém, não confundir universalidade com ausência de critérios. Eles estão delineados
com precisão e objetividade na Doutrina Espírita, ao alcance de quem queira aceitá-los e vivê-
los.
A moral espírita, em síntese, estabelece que o comportamento autenticamente espírita é
consequência natural da boa assimilação da Doutrina, cuja vivência, porém, não está ligada a
nenhum esquema religioso que vise salvar ou resgatar o homem do pecado ou do mal. Apenas
estimula-o a equilibrar-se com a Lei, que é o Bem, como uma condição necessária e
indispensável para que viva bem, agora e sempre. Não faltarão objeções a essa postura.
Dir-se-ia que tudo fica no ar. Que prossegue uma imprecisão para quem pretenda seguir a moral
espírita. Que seria útil um manual prático, em que as regras gerais fossem estabelecidas.
Todavia, é tempo de espiritizar. Quer dizer, de assumir plenamente o papel que o espiritismo
veio desempenhar no mundo. E esse papel é o de facilitar ao homem conhecer a si mesmo e
compreender que depende de sua decisão de comandar, conscientemente, sua vida, seu próprio
futuro.
Por isso nos propomos a colocar ideias e sugerir pontos para questionamento. A obra do
espiritismo é todo um compêndio de comportamento moral. As regras, contudo, devem emergir
naturalmente de sua assimilação. E isso é tão mais importante quando temos experiência da
inocuidade e mesmo da contraindicação de quaisquer constrangimentos ou de pressões
comportamentais. Isso leva à excitação febricitante dos fanáticos ou dos que distorcem de tal
forma sua visão existencial que acabam por se tornarem excêntricos, traumatizados e infelizes,
por tanto buscarem a felicidade por caminhos transversos.
Por fim, uma abordagem sobre o comportamento não é um julgamento. É uma discussão aberta,
simples e objetiva das formas de interação social e humana que decorrem e resultam da
existência e da vida. Tal é o nosso propósito. Queremos apenas suscitar debates, comentários e
reflexões. Para equacionar, porém, a análise que pretendemos fazer, levantamos, como hipótese
de trabalho, as seguintes questões:
1°. O comportamento espírita é naturalmente diferente ou deve esforçar-se para ser?
2°. Se o espiritismo não impõe regras, como se definirá o comportamento espírita?
3°. Vivendo no mundo, como superar as exigências, os desafios, as necessidades, sem
comprometer-se espiritualmente?
4°. Como se situar diante do apelo aos excessos e vícios que estão presentes e são estimulados
no mundo?
5°. De que maneira compreender e usar as forças sexuais?
6°. "Amai-vos e instrui-vos". O Espírita deve conhecer os entraves ou pedras de tropeço que
encontrará em seu caminho.
7°. O Espírita deverá reconhecer qual será o seu papel no III Milênio.
(Comportamento Espírita - Jaci Regis)

Decaimento Mediúnica

O QUE FAZ UM
MÉDIUM
FRACASSAR

De "O Livro dos Médiuns", de Allan Kardec, retiramos as dez seguintes


causas que levam um médium ao fracasso; são elas: falta de análise das
comunicações, leviandade, indiferença, presunção, orgulho,
suscetibilidade, exploração, egoísmo, inveja e elogios.

1 - A falta de rigorosa análise das comunicações dá margem a que espíritos


mistificadores, através de ditados extravagantes, desviem o médium e
esterilizem sua mediunidade, que nada mais produzirá de útil.

2 - A leviandade é própria dos médiuns que não tomam a sério sua


mediunidade e a utilizam para futilidades. Os médiuns levianos vivem
constantemente rodeados de espíritos brincalhões e zombeteiros, dos
quais nada de bom se pode esperar.

3 - A indiferença caracteriza os médiuns que não procuram melhorar seu


procedimento e não tiram proveito dos conselhos que os espíritos
protetores lhes dão. Os médiuns indiferentes acabam sendo abandonados
por seus protetores, porque os espíritos de boa vontade só auxiliam os
médiuns que trabalham ativamente para sua própria reforma moral.
4 - A presunção é o traço distintivo dos médiuns que julgam que só
recebem comunicações de espíritos elevados e, por isso, acreditam-se
infalíveis. Os médiuns presunçosos arriscam-se a serem facilmente
mistificados.

5 - O orgulho: os médiuns orgulhosos pensam valer mais do que seus


companheiros e que nada mais precisam aprender. Duras lições os
reconduzirão à humildade da qual se afastaram. 

6 - A suscetibilidade demonstra que o médium possui excessivo amor-


próprio. Lembremo-nos de que o amor-próprio é causador de inúmeras
quedas. Os médiuns suscetíveis melindram-se quando as comunicações
são analisadas, ressentem-se por qualquer motivo e se esquecem de
praticar a sublime virtude que se chama Tolerância.

7 - A exploração da mediunidade traz gravíssimo fracasso. O Espiritismo


veio para destruir o egoísmo e não para reforçá-lo; por isso o médium que
usa sua mediunidade para explorar seus irmãos desvirtua sua nobre
fiinalidade.

8 - Os médiuns egoístas são aqueles que usam sua mediunidade somente


em proveito próprio, esquecidos de servir ao próximo. É claro que os
espíritos do bem evitam estes médiuns, os quais passarão a ser assistidos
por espíritos ignorantes.

9 - A inveja é o defeito dos médiuns que ficam despeitados, quando outros


médiuns produzem mais e melhor do que eles. Não há motivos para invejar
ninguém; quem quiser ser alvo das atenções dos espíritos elevados que se
esforce por merecê-las pela prática do bem e por um comportamento
exemplar.

10 - Um médium nunca dará ouvidos a elogios, venham eles de onde


vierem. O elogio desperta nosso amor-próprio e alimenta nosso orgulho. É
conveniente sabermos que os homens e os espíritos verdadeiramente
superiores dificilmente elogiam e, quando o fazem, é com palavras de
estímulo que nos revelam o muito que ainda nos falta trabalhar para
concluirmos o que nos propusemos realizar.

Como vemos, as causas do fracasso residem dentro do próprio médium;


por isso é necessária a máxima vigilância para não deixarmos que elas
produzam seus maléficos efeitos.

Eliseu Rigonatti

or que fracassam alguns médiuns?


- A influência do meio.
- A influência moral do médium chefe.

Comentário do Pai de Santo


 

O ambiente de um templo é direcionado pela moral do médium chefe. Esse chefe irá cercar-se de bons ou maus
espíritos, que irão ajudá-lo no bem ou no mal.

Mesmo sendo desenvolvido por um Guia espiritual iluminado, esse Guia não conseguirá vencer a má índole do
médium, se ele mantiver seus defeitos ou ainda dedicar-se ao mal.
Se a má índole persistir, o Guia espiritual iluminado irá afastar-se, permitindo a aproximação de espíritos da
mesma faixa vibratória negativa, os quais, por sua vez, atrairão aqueles que com eles se comprazem ou ainda,
incautos que os procuram na busca de solução para seus problemas.

Uma reunião de levianos, que ocorre apenas para satisfação de desejos gerados por má índole, atrairá espíritos
semelhantes, independente de qualquer evocação. Os trabalhos são sempre abertos, evocando Orixás e Guias de
Luz, porém, se os interesses no local forem levianos, isso também indica através da correspondencia vibratória q
elesnão estarão presentes, por terem aversão ao ambiente e por saberem que não serão compreendidos ou
ouvidos.

Esse médium chefe pregará entre os seus, transmitindo maus ensinamentos, que fatalmente serão transmitidos p
seus seguidores a outros que irão aproximar-se no futuro. Daí a monstruosa deturpação que hoje se conhece,
gerada por incautos de má índole.

A influência moral do médium chefe, uma vez transmitida a seus seguidores, formará bons ou maus médiuns
ainda, bons ou maus templos futuros.

O médium, por sua vez, mesmo iniciado em mau ambiente, que não contenha em seu coração  a má semente, irá
afastar-se, buscando ambiente sadio. Se conseguir eliminar seus defeitos, irá fortalecer-se.

O médium, uma vez em novo ambiente, se não conseguir eliminar seus defeitos, será afastado pelo Guia chefe d
templo, que notará a sua insanidade, ou ainda sua incapacidade em perdoar ou aprender com seus erros,
afastando-o dos demais médiuns, permitindo que sofra as conseqüências de sua insanidade espiritual.

O desenvolvimento da mediunidade não depende da moral do médium.

A sua prática, porém, depende da moralidade do médium.

Por esse motivo é comum que médiuns desenvolvam sua mediunidade e depois de um certo período, o Guia desse
médium o afaste do ambiente em que está, se notar que esse ambiente tornou-se nocivo, levando-o  a um
ambiente mais sadio.  
Se esse médium uma vez em ambiente sadio, der vazão a sua má índole, forçará o afastamento de seu Guia, uma
vez que esse médium não se corrige.

O médium que emprega mal suas faculdades sofre duplamente as conseqüências do mau uso da mediunidade, um
vez que perdeu a oportunidade de evoluir. Se a mediunidade é para a prática da caridade e o médium a usa mal,
responderá por não ter feito a caridade e também por todo dano e sofrimentos que causar a outros, por isso
padece duplamente a conseqüência de seus atos.
Os Guias nos dão lições de moralidade, perdão e fé, mas o fazem com reservas e não falam claramente, esse
procedimento é para permitir maior mérito aquele que ouve, aprende e pratica os ensinamentos que recebe.

O bom médium, devotado e trabalhador, ouvirá essas lições, ainda que essas lições sejam diretas, ou dêem a
entender, que a ele são direcionadas. Aprenderá com elas e procurará melhorar-se.

O mau médium chamará o Guia de mistificador, mentiroso e atrevido, e irá afastar-se do ambiente.  Essa condut
prova que o Guia possuía a razão ao seu lado. Romperá o elo que une o mau  médium à corrente, para permitir
que ele sofra as conseqüências de seus atos e com eles aprenda.

Não existe médium perfeito. O único foi Jesus Cristo. O que pode existir hoje são bons médiuns. A boa índole, a
moral, a boa vontade do médium, sua capacidade de perdoar seus inimigos, sua dedicação nas horas difíceis de
trabalho, ou nos transportes violentos, a capacidade de suportar a dor no lugar de seu próximo, ou permitir que
seu próximo amenize  seus sofrimentos, é que determinarão o sucesso ou o fracasso do médium.

Todo médium deve compreender que as horas de trabalho são horas difíceis. São horas de dedicação ao próximo.
Deve compreender que, se faz parte de corrente espiritual, isso acontece porque ele é mais imperfeito do que
aqueles que procuram por seus Guias.

Deus, dando provas de Sua infinita bondade, deixa ao alcance do médium os meios para traçar a própria felicidad
futura.  Se ele não aproveita a oportunidade, também não poderá culpar outras pessoas, no futuro, por sua
infelicidade futura.

Os médiuns de Umbanda são em sua grande maioria, seres desprezíveis e rapineiros do passado, e Deus, provand
Sua bondade, deixa ao alcance desses médiuns os meios para se mostrarem dignos no futuro.

Se voce é médium de Umbanda compreenda o que é a mediunidade e as horas de sacrifício nos trabalhos do
templo, se elas lhe são duras, imagine-se em cadeira de rodas ou cego, ou doente com problemas e dores por tod
a vida. A sua própria razão lhe mostrará a bondade de Deus para com você.

Participar de corrente de Umbanda, para os médiuns de Umbanda, já é um privilégio nem sempre merecido.
Aprenda com os Guias, os seus e dos outros médiuns. Pratique os ensinamentos que receber e você traçará o seu
futuro, onde colherá, através de seus atos, o seu sucesso ou o seu fracasso mediúnico.

O PORQUÊ DAS QUEDAS E


FRACASSOS DE UM MEDIUM ?
                                                        Este e um assunto que me incomodava, por demais, pois
uns falavam que era a fé que tinha acabado outros que era pelo babalao que pisou na bola, em
fim tinham uma pancada de respostas que não me convencia nem um pouco.
                                                         Então vamos lá, o assunto chato mais e necessário, pois já
conheci muitos médiuns fracassados e neles não vi e nem senti a menor força de uma
reabilitação, de pelo menos tentar se erguer na doutrina. 

                                                           O que observo nos médiuns fracassados, são tormentos


do remorso, que queima a consciência, vivendo um verdadeiro inferno astral, envolvidos com
marginais do astral os (quiumbas).
                                                         E com certeza e muito difícil e duríssima, se libertar desses
quimbas, pois seus legítimos protetores ou guias caboclos ou pretos velhos os tenham
abandonados por causas morais, principalmente quanto tem a soberba por dinheiro e sexo.

                                                          Vou citar entre os mais diversos meios, pelos qual o


médium tem fracasso, são dois aspectos principais em minha concepção que precipitam o
abismo na queda mediúnica.

                                                                          A VAIDADE EXCESSIVA, uma pessoa homem


ou mulher, que tenha o dom da mediunidade que naturalmente trouxe de berço isto e desde
que estava preparando para encarnar em certa altura de sua vida se manifesta à mediunidade,
eis ai que surge o protetor ou caboclo, preto velho tendo ele uma corrente astral.

                                                                          E fato que as entidades façam coisas


extraordinária, prodigiosas como curar, ajuda, aconselha, e de tantas as coisas positivas das
entidades, através da mediunidade, que logo se forma uma corrente de admiradores, este
médium e se torna um verdadeiro POP STAR.
                                                                          Ai começa, estas pessoas começam a bajular de
tal forma este médium, que inconscientemente vão-lhe incentivando a vaidade que estava
adormecida.

                                                                          Isso logicamente e normal, naqueles médiuns,


que não estudam e pouco se lixa por uma preparação mediúnica a altura dos orixás.

                                                                         Na maioria das vezes o médium acha que seu


protetor sabe tudo, então para que estudar, para que aprender,

                                                                          Como a vaidade vai se apossando do médium,


sem que ele perceba cego por sua soberba, as entidades vão lhe dando sinais, acontece que o
médium vai chegando ao ponto de sentir que ele tem poder, o que não existe e lógico.

                                                                             Este médium cresce de tal forma, que um


simples gesto ou palavra, são vislumbrados por seus seguidores como a de um espírito própria
mente dito, os seus trabalhos ficam majestosos,

                                                                          Coitado, sua cova esta sendo cavada, por ele


mesmo, ai começa a sua decadência, pois os mentores respeitam o livrearbritio, a escolha foi
dele, as chaves do portal esta agora na mão dos quiumbas, o ambiente no terreiro sai de
sintonia e tudo se altera.

                                                                          Ele sente que as forças se esgotam, e as


irradiações dos quiumbas ficam mais fortes, ele percebe que os prodígios das entidades se
vão, com sua vaidade ele vira artista médium, mais conhecido como charlatão.

                                                                         O DIHEIRO Uma das que mais me


incomoda,     Tem que discernir os espertalhões dos médiuns que cai na tentação da grana
fácil, estes são fáceis de ser encontrados, e só olhar em seus terreiros que são grandiosos e
glamurosos, muita bebidas, comidas, fazem festas sob quaisquer pretexto, cocares de penas
multe coloridos, com pena de pavão, na verdade são arapucas onde tudo e duvidoso, por ali se
paga tudo, desde consultas, despachos, ebos, camarinas, estes filhos de uma rapariga, sujam
o nome da umbanda, jogando na lama a ética e a moral, dos verdadeiros médiuns.
                                                                       Lembramos que dentro da magia a certas
necessidades, ou casos que requer determinados elementos como as velas, flores, pemba,
alguidares, bebidas em fim,

                                                                          O fato e que quando uma entidade te pede algo


para um trabalho, estes objetos nas mãos de quem sabe manipular, e entende a sua magia o
resultado e sempre satisfatório.

                                                                         So que como no primeiro caso o consulente fez


um trabalho com uma entidade de seu médium e deu certo, ele se vê na obrigação muitas
vezes de lhe presentear com algo, com algum tipo de agrado.

                                                                          Porcaria, o médium  vê que seu trabalho deu


certo, que se manipular com jeito o consulente, ele pode tirar algo mais proveitoso, como
dinheiro, e o pior se ele conseguir com um, pronto a ambição pelo dinheiro fácil chegou à vida
desde médium.

                                                                          Apesar da fartura do dinheiro fácil,


reconhecemos que e um dinheiro maldito, não e simples, pois passa a viver com a consciência
pesada, irritadas e angustiada.

                                                                          O fim e triste, para todos eles, surgem doenças


espirituais ou carnais, vícios, pois a vida cósmica acaba, e assim eles vão carregar esta cruz
dês do principio de seu fracasso mediúnico, ou seja, fica na VALA!!!!!!!!!!!!!!!!!! 

Queda e Fracassos de Médiuns...

Mas situemos desde já, dentre os diversos meios


pelos quais os médiuns têm fracassado, os três
aspectos principais ou os três pontos-vitais que
os precipitam nos abismos de uma queda
mediúnica etc.
Ei-los
I – A vaidade excessiva, que causa o
empolgamento e lança o médium nos maiores
desatinos, abrindo os seus canais-medianímicos a
toda sorte de influências negativas. II – A
ambição pelo dinheiro fácil, exaltada pelo
interesse que ele identifica nos “filhos-de-fé” em
lhe agradar, em lhe presentear, para pedir
favores, trabalhos, pontos, afirmações etc., que
envolvem elementos materiais. III – A
predisposição sensual incontida, que lhe
obscurece a razão, dada a facilidade que encontra
no meio do elemento feminino que gira em torno
de si por interesses vários e que comumente se
deixa fascinar pelo “cartaz” de médiumchefe... de
“chefe-de-terreiro”, babá etc. Como a coisa
começa a balançar a moral-mediúnica desses
aparelhos? O 1º CASO – O da vaidade excessiva:
uma criatura, homem ou mulher, tem o dom
mediúnico. Naturalmente que o trouxe de berço,
isto é, desde que se preparava para encarnar. Em
certa altura de sua vida, manifesta-se a sua
mediunidade. Eis que surge o protetor – caboclo
ou preto-velho. Como no médium de fato e da
Corrente Astral de Umbanda a entidade também é
de fato, é claro que ela faz coisas extraordinárias.
Cura. Ajuda. Aconselha. Tem conhecimentos
irrefutáveis etc... São tantos os casos positivos do
protetor através da mediunidade do médium, que
logo se forma em torno dele uma corrente de
admiração, e de fanatismo também. A maioria dos
elementos que o cercam, diante das coisas que
vêem, são levados a agradar, a bajular, e com
essas coisas, inconscientemente, vão-lhe
incentivando a vaidade latente. Isso de forma
contínua. A maioria desses médiuns não estudam,
porque também não receberam ou não se
interessam por uma preparação mediúnica
adequada. O protetor faz o que pode e deve
(respeitando o livre-arbítrio), isso é, ensina,
doutrina, alerta pelos canais mediúnicos: na
manifestação, nas intuições, nos avisos etc. Mas
acontece sempre que o médium, devido a fortes
predisposições à vaidade, começa por não dar
muita atenção aos conselhos, às advertências que
o seu protetor vem fazendo... chega a ponto de se
julgar o tal, quase um “pequenodeus”. Ele pensa
que a força é dele... que o protetor é dele – é
propriedade sua... O médium vai crescendo em
gestos, em palavras, pois que todos se
acostumam a acatá-lo em respeitoso silêncio,
quando não, pelo medo ou por interesse próprio...
Vai crescendo a sua vaidade e logo começa a
fazer exibições mediúnicas... Ele começa a
praticar uma coisa que será fatalmente a sua
cova... Passa a “trabalhar” sem estar
corretamente mediunizado (ou seja, pede apenas
a irradiação do “guia” de sua preferência sobre
ele). A sua entidade protetora pode usar certos
meios para manifestar o seu desagrado, mas
respeita também o seu livre-arbítrio, é claro...
pois até as Hierarquias Superiores respeitam esta
faculdade. Então, começam os desatinos, as
bobagens e as confusões e a respectiva falta de
penetração nos casos e coisas. Começa a criar
casos, a ter preferências e outras coisas mais.
Não obstante as reiteradas advertências do
protetor, ele continua... Eis que surgem os
“transtornos”. Os seus canais-mediunicos, dada a
faixa-mental que ele criou com os efeitos de sua
excessiva vaidade, abre portas aos kiumbas, que
entram na dita faixa... Daí tem início uma série de
absurdos, de envolvimento negativos etc. O
ambiente do terreiro sai da tônica de outrora.
Tudo se altera. Nessa altura o médium percebe
apavorado que o seu protetor mesmo – aquilo
que era bom, foi embora... deixou de sentir a
positividade de suas fluidos benéficos... No
principio ele tem um tremendo
abalo...depois...ah! depois, ele vai se
acostumando com os fluidos dos kiumbas etc., e
mantém a sua excessiva vaidade de qualquer
forma... não quer perder o “cartaz”... Porém, as
curas, a antiga eficiência, não há mais... muitos
percebem e dão o fora... compreendendo que o
“seu fulano não é mais o mesmo” e alguns até
passam a olhá-lo com desprezo... e se afastam
ironizando dele, muito embora, no passado,
tenham se beneficiado com sua mediunidade. O
pobre médium que fracassou pela excessiva
vaidade no íntimo é um sofredor, muitos se
desesperam com o viver da arte de representar
os caboclos, os pretos-velhos etc... Enfim, ser um
“artista do mediunismo” também cansa, porque a
“descrença” é o “golpe de misericórdia” em suas
almas.
O 2o CASO – O da ambição pelo dinheiro fácil.
Aqui é preciso que se note a diferença entre o
médium de fato que cai pela ambição desenfreada
do vil metal e do “caso” em que se incluem
centenas e centenas de espertalhões, desses
vândalos que usam o nome da Umbanda e de
suas entidades a fim de explorarem a
ingenuidade da massa, de todas as maneiras.
Esses são bem reconhecidos... Seus “terreiros”
são enfeitados, há muita bebida, os “comes e
bebes” são constantes, há muita roupagem
vistosa, enfim, esses “terreiros” se caracterizam
pelos cocares de penas multicores, pelos tais
capacetes de Ogum, pelas espadas, pelas capas
de cores, pelos festejos que fazem sob qualquer
pretexto, onde os médiuns exibem tudo isso e
mais os pescoços sobrecarregados de colares de
louça e vidro como se fossem “condecorações”...
Tudo nesses ambientes é movimento, encenação,
panorama... São verdadeiras arapucas, onde tudo
é duvidoso. Por ali se paga tudo. Desde uma
consulta até um dos tais “despachos”, até as
famigeradas “camarinhas” com seus obis e
orobôs para “firmar o santo na cabeça”... do
paspalhão que acredita nisso. Esses antros de
exploração, que chafurdam o bom nome da
Umbanda na lama da sujeira moral e espiritual,
são fáceis de ser reconhecidos. De vez em quando
os jornais dão notícias deles... Mas voltemos ao
caso do médium de fato, que fracassou pelo
dinheiro... É sabido que a Corrente Astral de
Umbanda manipula constantemente a Magia
positiva (chamada de magia-branca) sempre para
o bem de seus filhos-de-fé ou para qualquer um
necessitado, venha de onde vier... A magia,
dentro de certas necessidades ou casos, requer
determinados elementos materiais. São velas,
flores, ervas, plantas, raízes, panos, pembas e até
o fumo e certas bebidas... O fato é o seguinte:
quando há mesmo necessidade disso, a entidade
pede e a pessoa TRAZ, ou providencia,
satisfazendo a Lei de Salva (O que uma entidade
pede, independente de seu médium, dentro da Lei
de Salva, numa operação mágica, é uma coisa. E o
uso legal da Lei de Salva por um médium-
magista, é outra coisa. Em nossa obra a caminho
do prelo “Umbanda e o poder da mediunidade”
está esclarecida, de vez, essa questão). A coisa
quando é manipulada pelas entidades – os
caboclos, os pretos-velhos – costuma sempre dar
certo. O resultado é satisfatório... De sorte que
quase todo mundo que “gira” pelos terreiros,
pelas Tendas, sabe disso. Daí é que entra na
observação do médium a facilidade, a presteza
com que as pessoas se dispõem a fazer um
“trabalhinho” para o seu bem, para abrir ou
melhorar seus caminhos, etc.... 33 De princípio
ele obedece tão-somente às ordens do seu
protetor, quanto a esses aspectos. Depois,
através de presentes, de agrados diversos dos
beneficiados, ele começa a pensar seriamente na
facilidade do dinheiro... Então lança mão de uma
chave: a questão da salva...em dinheiro para seu
anjode- guarda, para o cambono etc. Aí, já
começou a imperar nele a ambição pelo ganho
fácil, por via desses trabalhos... Então, começa a
exceder a regra da salva (dentro da magia) e
sobre a qual ele já foi bem esclarecido, porque
essa salva existe, na Umbanda em relação com a
Quimbanda. E como é isto? Diremos: o médium
recebe ordens para fazer determinado trabalho,
reconhecidamente necessário, quer seja para um
“desmancho” de baixa-magia, quer seja para um
encaminhamento ou desembaraço qualquer de
ordem material ou de um proveito qualquer, tudo
dentro da linha justa, isto é, que jamais implique
no prejuízo de alguém... Quer seja uma descarga,
um “desmancho” ou proveito qualquer, se for
manipulado dentro da movimentação de certas
forças mágicas e que impliquem em elementos de
oferenda para certas falanges de elementares, à
pessoa para quem é feito esse trabalho se pede a
dita salva. Essa salva pode constar de certo
número de velas ou de azeite para iluminação ou
para posterior uso do médium ou de uma
compensação financeira relativa, da qual parte
deve ser dada de esmola pelo dito médium, na
intenção de sua guarda. Essa é uma lei da magia
que existe, nós não a inventamos, nem ninguém,
e sobre a qual não podemos nos estender em
detalhes maiores. Todavia, devemos esclarecer
que essa lei de compensação da Magia, ou para
os trabalhos de cunho nitidamente mágico é
indispensável. E uma espécie de fator de
equilíbrio entre a ação, a reação e o desgaste
relativo ao operador (Então repisemos: é claro
que estamos fazendo referência aqui aos
médiuns-magistas, isto é aqueles que sabem e
podem movimentar elementos de ligação mágica,
para fins adequados... Não estamos incluindo
nisso essa “corja” de espertos, de exploradores
que interpenetram o citado meio umbandista,
justamente para fazer meio de vida, criando a
indústria de umbanda. Porque essa “máquina”
está montada e é impressionante verificar como
funciona. E a propósito: Aqui cabe a todos os
umbandistas dignos que felizmente existem aos
milhares, fazer a seguinte pergunta: que fazem
essas tais “uniões, federações, primados,
confederações, colegiados e congressos” que,
nunca jamais em tempo algum ousaram levantar
suas vozes em defesa da dignidade dessa mesma
Umbanda, desses mesmos caboclos e pretos-
velhos, desses mesmos “orixás” que dizem
representar...) Na Umbanda, já o dissemos: essa
lei (ou esse fator) se denomina Salva, e é tão
antiga que podemos identificar seu emprego
entre os primitivos e verdadeiros Magos e
Sacerdotes Egípcios, com a denominação de Lei
de AMSRA.
Disso também nos falam os Rosacruzes em seus
ensinamentos ou instruções internas
(esotéricas). Agora, compete ao magista, seja ele
de que corrente for, não abusar, não exceder, não
ambicionar, não derivar para o puro lado da
exploração... Ora, o médium-magista então,
ambiciosamente, começa a abusar disso. Começa
por se exceder na lei de salva, pedindo mais
dinheiro. Passa a cobrar grosso em tudo e por
tudo. Inventa “trabalhos” de toda espécie, assim
como “desmanchos” e afirmações para isso e
aquilo...
E os aflitos, os supersticiosos, os
impressionáveis, os filhos-de-terreiro, dão e
sempre com prazer, visto esperarem sempre uma
melhoria ou uma vantagem qualquer por via disso
(aliás a tendência da maioria das pessoas que
freqüentam “giras”, é pagar, gostam de o fazer).
Assim – ele, o médium – de tanto fazer trabalhos
materializados, sempre por conta própria, mas
tudo relacionado com os “exus” (que é o
espantalho para essa maioria de ignorantes, de
simples, de ingênuos etc.) e que envolvem
materiais grosseiros, acaba chafurdado na
vibração pesada dos espíritos atrasados, que
passam a rondá-lo ou a viver em torno dele,
ansiosos por esses tipos de oferendas...
A sua entidade protetora, como sempre, já lhes
deu vários alertas que ele não levou na devida
consideração, pois o dinheiro está entrando que é
uma beleza... E nessa situação o aparelho já está
“cego e surdo” a qualquer advertência e o seu
caboclo ou o seu preto-velho, que, para ele, já
são incomodativos, visto temer que se
manifestem mesmo de fato nele e levantem toda
essa sujeira, desmoralizando-o (como tem
acontecido), se afastam e deixam-no envolvido
com o baixo-astral, com quem já esta conluiado...
pois ele, o médium, tem o sagrado direito de usar
o seu livre-arbítrio como bem queira... já o
dissemos. Porém, chega dia em que esse infeliz
aparelho necessita de uma firme proteção para
um caso duro e apela para a presença do
verdadeiro guia e NADA... Abalado, dentro de um
tremendo choque, aterrado mesmo, ele verifica
que os fluidos são de exu e de outros, bastante
esquisitos e que lhe causam mal-estar e que não
tinha percebido antes, claramente. Alguns ainda
param, fazem preceitos, para o anjo da guarda,
enfim, pintam o sete, para ver se o protetor
volta... porém, NADA...
Então, comumente se deixam enterrar mais ainda
nesses aspectos, porque afinal de contas o
dinheiro é coisa boa e traz muito consolo por
outros lados. Todavia, apesar da fartura do
dinheiro fácil reconhecem depois de certo tempo
que é um dinheiro maldito... passam a viver com
a consciência pesada, irritados e sempre
angustiados. O fim de todos eles tem sido muito
triste... ou surgem doenças insidiosas, ou os
vícios para martirizá-los por toda a vida ou
acabam seus dias na miséria material, pois a
moral já é uma cruz que ele carrega desde o
princípio de seu fracasso mediúnico...
3o CASO – A queda pelo fator Sexo. Esse é um
dos aspectos mais escabrosos, um dos mais
escusos e uma dos mais difíceis de ser perdoados
pela entidade protetora... É um caso que está
intimamente ligado ao 1o, ou seja, o da vaidade
excessiva. Um se completa, quase sempre, com o
outro, e às vezes os três juntos. Temos em nossos
26 anos de Umbanda, assistido, constatado,
identificado, positivamente, a situação ou as
condições de vários médiuns que caíram
desastrosamente por causa do elemento sexo... É
que esse é um dos fracassos mais duros de ser
suportado, não resta a menor dúvida, porque
mais do que nos outros, a MORAL do médium fica
na LAMA em que ele se SUJOU. Por mais que eles
digam e se desculpem de toda forma, ninguém se
esquece, ninguém consegue apagar da lembrança
a causa do seu fracasso.... É uma MANCHA, que,
mesmo que ele tenha se regenerado
completamente , mesmo assim, não se apaga... Já
dissemos como é que o médium de fato é logo
envolvido pelas criaturas, com admiração,
bajulações e fanatismo. Ele sente um constante
endeusamento em torno de si e quase que sem
sentir vai caindo na faixa da vaidade.
Particularmente (convém repetir) se sente muito
visado pelo elemento feminino, que tem a
propensão para se deixar fascinar pela
mediunidade, mormente quando a vê num
homem bem apessoado. Bem, todo médium que
trabalha na faixa da luz, no combate a todas as
mazelas, especialmente contra o baixo-astral –
convém sempre que o lembremos – é avisado
constantemente pelas entidades protetoras de
que sua regra de todo instante é o “orai e
vigiai”... Agora devemos reafirmar duas coisas.
1a – Que nem todos os médiuns, por que são da
Corrente de Umbanda e por força dessa
circunstância tem de lidar com os efeitos do
baixo-astral, tendem fatalmente a serem
atacados, a serem envolvidos, enfim, a
fracassar... Não! Nos da corrente dita como
kardecista, essas situações também acontecem ...
“aqui como lá, maus fados há”... Conhecemos
também vários médiuns de fato que tem a
proteção do seu “caboclo, de seu preto-velho”,
desde o princípio, há 15, 20 e mais anos. Nunca
se desviaram da linha-justa e nunca sofreram
nada a não ser as naturais injunções ou
provações de seus próprios karmas... A 2a
reafirmação é a seguinte: que no caso de todos os
médiuns fracassados, os seus protetores muito
lutaram para evitar as suas quedas; fizeram o
possível e o “impossível”. Muitos desses
“caboclos, desses pretos-velhos”, chegam até a
disciplinar, a castigar mesmo o aparelho, antes
do abandono final. Por vezes, jogado numa cama,
com pertinaz moléstia, por meses e até por um,
dois e mais anos.
Trecho do livro SEGREDOS DA MAGIA DE
UMBANDA E QUIMBANDA
W.W. DA MATTA E SILVA (Mestre Yapacany)
 
OS FRACASSOS
Das cidades, colônias e demais núcleos espirituais do Espaço constantemente partem, com
destino à Terra, trabalhadores que pediram ou receberam, como dádivas do Alto, tarefas de
serviço ou de resgate, no campo nobilitante da mediunidade. 
Um complexo e delicado trabalho preparatório é realizado ‘pelos protetores espirituais para
oferecer-lhes aqui condições favoráveis à execução das tarefas ajustadas: corpo físico, ambiente
doméstico, meio social, recursos materiais etc., e isso além dos exaustivos esforços que
envidam para o desenvolvimento regular do processo da encarnação propriamente dita: (defesa,
formação do feto, etc.). 
Dado, porém, o nascimento, transcorrida a infância e a juventude quando, enfim, soam no seu
íntimo e ao seu redor, os primeiros chamamentos para o trabalho edificante, eis que, muitas
vezes, ou quase sempre, a trama do mundo já os envolveu de tal forma que se tomam surdos e
cegos, rebeldes ao convite, negligentes ao compromisso, negativos para o esforço redentor. 
Deixam-se dominar pelas tentações da matéria grosseira, aferram-se ao que é transitório e
enganoso e, na maioria dos casos, somente ao guante da dor e a poder de insistentes
interferências punitivas, volvem seus passos, relutantemente, para o caminho sacrificial do
testemunho. 
Não consideram, desde logo, que ninguém desce a um mundo de expiação como este para
usufruir repouso ou bem-estar, mas sim e unicamente para lutar pela própria redenção,
vencendo os obstáculos inumeráveis que a cada passo surgem, ‘vindos de muitas direções. 
Os dirigentes das instituições assistenciais ou educativas do Espaço têm constatado como regra
geral que poucos, muito poucos médiuns triunfam nas tarefas e que a maioria fracassa
lamentavelmente, apesar do auxílio e da assistência constantes que recebem dos planos
invisíveis; e esclarecem também que a causas gerais desses fracassos são: a ausência da
noção de responsabilidade própria e a falta de recordação dos compromissos assumidos antes
da reencarnação. 
Ora, se o esquecimento do passado é uma contingência, porém necessária, da vida encarnada
de todos os homens, ela não é, todavia, absoluta, mormente em relação aos médiuns, porque os
protetores, constantemente e com desvelada insistência, lhes fazem advertências nesse sentido,
relembrando seus deveres; muito antes que  o momento do testemunho chegue, já eles estão
advertindo por mil modos, desenvolvendo no médium em perspectiva, noções bem claras de sua
responsabilidade pessoal e funcional. 
Por isso, das causas apontadas acima, somente julgamos ponderável a falta de noção de
responsabilidade porque, se essa noção existisse, os médiuns desde logo se dedicariam à
tarefa, devotadamente. Isso, é lógico, tratando-se de médiuns estudiosos, que se preocupam
com a obtenção de conhecimentos doutrinários porque, para os demais, à irresponsabilidade
acresce a ignorância e a má vontade. 
E essa noção de irresponsabilidade é tão ampla que muitos médiuns, mormente aqueles que o
orgulho pessoal ou as ambições do mundo dominam, maldizem a posse das faculdades que
possuem, como se fossem estorvos; e outros, há, menos radicais, mas não menos
desorientados, que lastimam não serem inconscientes, para poderem então exercê-las à revelia
de si mesmos. 
Quão poucos, os esclarecidos e lúcidos, que se prosternam e, humildemente, clamam: Bendito
sejas, ó Senhor, que me haveis concedido tão excelente e poderosa ferramenta de serviço
redentor! Graças Senhor, por me haverdes separado para o trabalho da tua vinha. 

AS QUEDAS
As quedas são mais comuns nos degraus inferiores da escada evolutiva e  tanto mais dolorosas
e profundas se tornam quanto maior for o cabedal próprio de conhecimentos espirituais
adquiridos pelo Espírito. 
“Estado de evolução” e “estado” de queda” são duas condições de caráter geral, em que se
encontram os Espíritos nas fases inferiores da ascese. 
Essas são as condições que dominam no umbral que, como sabemos, é uma esfera de vida
purgatorial, bem como nos planos que lhe são, até um certo ponto, e de um certo modo,
imediatamente acima. Quando, porém, as quedas se acentuam devido a reincidências de
transgressões, elas levam os culposos às Trevas, esfera mais profunda, de provas mais
acerbas, situada abaixo da Crosta. 
Entretanto em qualquer tempo ou situação o Espírito culposo pode retomar a evolução, voltando
à ascese, desde que reconsidere, arrependa-se e se disponha ao esforço reabilitador. 
A misericórdia divina cobre a multidão dos pecados e dá ao pecador  incessantes e renovadas
oportunidades de redenção. A redenção, pois, não é um acontecimento extraordinário, um ato de
“juízo final”, mas sim a manifestação da misericórdia de Deus em muitas oportunidades, no
transcurso do esforço evolutivo. 
Mas, perguntarão: o fracasso, na tarefa mediúnica, não sendo reincidente, lança o médium
primário no estado de queda? Não, desde que este, no exercício das faculdades próprias, não
tenha cometido crimes contra o Espírito. Esse fracasso primário traz ao médium uma parada
na ascese evolutiva; fica ele em suspensão, aguardando nova oportunidade, temporariamente
inativo, dependendo de nova tarefa redentora, que lhe será ou não concedida conforme as
circunstâncias do fracasso: negligência, vaidade, cupidez etc. 
Mas lançá-lo-á na queda se praticou o mal conscientemente; se permitiu que suas faculdades
fossem utilizadas pelos representantes das forças do mal; se orientou seu próximo por maus
caminhos, lhe destruiu no espírito a semente redentora da Fé, ou lhe perverteu os sentimentos
fazendo-o regredir à animalidade; enfim se deturpou a Verdade e lançou seu próximo ou a si
mesmo no caminho do erro e da iniquidade. 
Há uma lei invariável que preside a este assunto: quando o médium se dedica à tarefa em
comunhão com os Espíritos do bem, está em estado de evolução; quando, ao contrário, a
despreza ou, por mau procedimento, dá causa ao afastamento desses Espíritos, cai então sob a
influência dos Espíritos do mal e entra em estado de queda. 
A esse respeito diz André Luiz: “No campo da vida espiritual, cada serviço  nobre recebe o salário
que lhe diz respeito e cada aventura menos digna tem o preço que lhe corresponde. ” 
E prossegue:
“Mediação entre dois planos diferentes sem elevação de nível moral é estagnação na
inutilidade”. 
“O Pensamento é tão significativo na mediunidade, quanto o leito é importante para o rio”. 
“Ponde águas puras sobre um leito de lama pútrida e não tereis senão a escura corrente da
viciação. ” 
E mais: “Jesus espera a formação de mensageiros humanos capazes de projetar no mundo as
maravilhas do seu Reino”. 
Paz a todos... (Livro: Mediunidade - Autor: Edgard Armond)