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EXCEENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE

DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA


DE GUARULHOS - SP

PROCESSO nº 15001280-78.2021.8.26.0535

ALVARO AUGUSTO MORENO


LEITE, já devidamente qualificada nos autos do
processo em epigrafe, por seu Advogado “in fine”
assinado vêm à ilustre presença de Vossa
Excelência apresentar ALEGAÇÕES FINAIS nos
seguintes termos:

Consta na peça exordial


acusatória que no dia dos fatos, policiais militares
foram informados, via COPOM que um veiculo
GM/Celta de cor preta estaria abastecendo ponto de
venda de drogas. Durante patrulhamento pela
região informada os policiais se depararam com o
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Acusado, o qual ao notar a presença da equipe
policial no local, dispensou uma sacola plástica e
correu. No entanto Alvaro foi alcançado e detido.
Na sacola dispensada foram encontradas 1615
porções de cocaína e 268 de maconha alem de R$
105,00 em dinheiro.

Em audiência de instrução e
julgamento as vítimas e testemunhas policias foram
ouvidas e relataram que viram um sujeito com
atitude suspeita no qual correu e dispensou uma
sacola, no local dos fatos relata ainda que o
período da ocorrência foi a noite e que na rua e
uma rua movimentada de via publica porem não
haviam nenhuma pessoa passando no momento.

Em relação ao Acusado em seu


interrogatório nega a pratica dos atos bem como o
crime supostamente praticado em testilha, relatando
que estava em casa e desceu, para comprar um
lanche, sendo que na volta foi abordado pelos
policiais militares e em revista pessoal nada foi
encontrado, porem foi perguntado ao Acusado se
ele tinha passagem o mesmo relatou que sim pela
Fundação Casa.

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Neste momento os policiais
pediram que o mesmo acompanhassem ate uma
casa, na qual estava cheio de drogas e documentos
e falaram agora isso e seu.

Diante deste fato foi acompanhado


ate a delegacia onde foi lavrado o flagrante.

O Acusado não possui


antecedentes criminais.

Do Direito.

O Crime é um fato típico e


antijurídico, dentro dessa teoria, no fato típico temos
a conduta do agente que se desdobra na ação ou
omissão e aqui em tela não existe nada que prove
que o Acusado estava traficando, somente a palavra
dos policiais.

Temos também o resultado que


seria a concretização da ação na qual o Acusado não
fez parte de nenhuma conduta descrita no Artigo 33.

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Não há nexo de causalidade entre a
ação e o resultado.

Lembrando que o artigo 13 do


Código Penal e bem claro:

Art. 13 - O resultado, de que depende a existência


do crime, somente é imputável a quem lhe deu
causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a
qual o resultado não teria ocorrido.

De acordo com o caso em testilha


o Acusado não deu causa ao resultado.

Ressalta ainda que na data dos


fatos o Acusado era menor de 21 anos.

Agora “data vênia” se Vossa


Excelência achar que deva condenar o Acusado em
cima de dúvidas, que seja feita e forma branda pois o
Acusado tem bons antecedentes.

Ante o exposto requer a Vossa


Excelência a absolvição do Acusado por falta de

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prova tendo em vista que as testemunhas policiais
não dão a certeza de que ela realmente tenha
praticado o delito, s.m.j. se Vossa Excelencia
entender por proferir um edito condenatório que seja
respeitada as atenuantes do artigo 65 inciso I e artigo
59 ambos do Codigo Penal e a redução do paragrafo
4 § do artigo 33 da lei nº 11.343/06 e no tocante ao
regime que seja aplicado o regime mais brando
sendo o regime aberto podendo ser convertido por
penas alternativas. por medida de Justiça!

Termos em que;
Pede deferimento.

São Paulo, 16 de março de 2021.

Marcos Jose Leme


OAB/SP nº 215.865