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ABR
MAI
JUN

stações
da família
ADULTOS-F»ROFESSOR
2 D 19
ABR Mai JUN 2019

ESCOLA SABATINA a d u l t o s - professor


Publicação trimestral - no496 - ISSN 1414-364X

Estações
da família
A Lição da Escola Sabatina dos Adultos é pre­ ÍNDICE
parada pelo Departamento da Escola Sabatina e
1. Os ciclos da v id a ............................................... 6
Ministério Pessoal da Associação Geral dos Ad-
ventistas do Sétimo Dia. 2 . As escolhas que fazemos................................ 18
2 0 % das ofertas de cada sábado são dedicados
3 . Preparando-se para a m udança..................... 30
aos projetos missionários ao redor do mundo, in­
cluindo os projetos especiais da Escola Sabatina. 4 . Como lidar com a solidão............................... 42
5. Conselhos para fam ílias..................................54
A Casa Publicadora Brasileira é a editora ofi­
cialmente autorizada a traduzir, publicar e distri­ 6 . A canção de amor do re i.................................66
buir, com exclusividade, em língua portuguesa,
7. Segredos para a unidade fam iliar....................78
a Lição da Escola Sabatina, para todas as faixas
etárias, sendo proibida a sua edição, alteração, 8 . Paternidade e m aternidade...........................90
modificação, adaptação, tradução, reprodução ou
9 . Perd as.......................................................... 102
publicação, de forma total ou parcial, por qualquer
pessoa ou entidade, sem a prévia e expressa au­ 10 . Momentos difíceis.........................................114
torização por escrito de seus legítimos proprietá­ 11. Famílias de f é .................................................126
rios e titulares.
12. "Que viram em tua c a s a ?"............................. 138
Todos os direitos reservados. Proibida a repro­
dução, total ou parcial, por qualquer meio, sem 13. Convertendo corações no tempo do f im ..... 149
prévia autorização escrita do autor e da Editora.

Autor: Claudio e Pamela Consuegra Visite nosso site para obter Direitos internacionais reservados.
Tradutores: Carla N. Modzeieski comentário adicional sobre
e Amarildo Lemes de Souza esta lição: www.cpb.com.br Direitos de tradução epublicação
Editor: André Oliveira Santos E-mail: licaoes@cpb.com.br emlínguaportuguesa reservados à
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E-mail: sac@cpb.com.br Conference of Seventh-day Adventists, Silver Spring, Gerente de Vendas:
EUA. João Vicente Pereyra

Esta lição pertence a:


Igreja:_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Fone:
Introdução

As estações da vida
eus contemplou Sua criação e declarou que tudo era “muito bom”
D (Gn 1:31). Mas o pecado alterou o ciclo da vida neste mundo. Adão e Eva
testemunharam, “no murchar da flor e no cair da folha, os primeiros sinais
da decadência”. Eles “choraram mais profundamente do que os homens hoje
fazem pelos seus mortos” (Patriarcas e Profetas, p. 62). A lição deste trimestre
fala sobre o ciclo da vida neste mundo decaído. Examinaremos esse ciclo no
âmbito da estrutura da família, que envolve a vida da maioria das pessoas.
O ser humano foi criado no Éden no contexto da família; primeiramen­
te marido e mulher, depois filhos, que tiveram mais filhos, e assim, temos
a história do nosso mundo até os dias de hoje. De fato, muitas das primei­
ras histórias da Bíblia, desde Adão e Eva, passando pelos patriarcas e até
a dinastia davídica - todas ocorreram dentro do contexto da família e das
relações familiares. Ao longo de toda a Bíblia, de uma ou de outra manei­
ra, as famílias ajudaram a formar a estrutura dos eventos que se desenrola­
ram. Isso não é surpreendente, pois, mais uma vez, ao percorrermos essas
estações da vida, em uma ou em outra medida, também o fazemos no con­
texto familiar.
Apesar de todas as forças que trabalham contra a família, tanto hoje
quanto no passado, e a despeito das tentativas de redefinir exatamente o
que é uma família, o conceito de família permanece. E deveria. Por exem­
plo, a prática da poligamia nos tempos bíblicos quase nunca contribuía
para a estabilidade familiar. A família é nosso início e, muitas vezes, é a
maior força, para o bem ou para o mal. Ela molda nossa vida e nossa ma­
neira de responder aos desafios que enfrentamos nas estações da vida.
Todas as pessoas são diferentes e todas as famílias também são. Por
isso, as lições deste trim estre apontam para princípios, apoiados nas Es­
crituras, que podem ajudar a criar famílias mais fortes em cada estação
da vida. Essa é a nossa esperança e a nossa oração.
Claudio e Pamela Consuegra servem à Divisão Norte-Americana como
departamentais do Ministério da Família. Eles serviram à Igreja em vá­
rias funções por mais de 30 anos.Notas do editor:

1. As perguntas do estudo de segunda a quinta-feira, com alternativas de múltipla escolha, "falso ou verdadeiro”,
"assinale a alternativa correta”, etc., são elaboradas para dinamizar e facilitar o estudo da lição. O estudo de sexta-
feira traz respostas sugestivas para essas questões. Porém, essas respostas não excluem a possibilidade de opi­
niões e interpretações diferentes, principalmente em pontos para os quais não há uma clara definição bíblica nem
uma posição definida pela Igreja.
2. A versão bíblica adotada nesta Lição é a Almeida Revista e Atualizada no Brasil, 2a edição. Outras versões utiliza­
das são identificadas como segue: NTLH - Nova Tradução na Linguagem de Hoje; NVI - Nova Versão Internacional;
ARC - Almeida Revista e Corrigida no Brasil.

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Liçao
Os ciclos da vida

VERSO PARA MEMORIZAR:


"Tudo tem o seu tempo determinado, e
há tempo para todo propósito debaixo
do Céu" (Ec 3:1).

Leituras da semana: Gn 1; 8:22;


S l 90:10; Jó 1:13-19; A t 9:1-22;
Fp 1:6; Rm 8:1

Sábado, 3 0 d e m a rç o Ano Bíblico: 1Sm 24-27

lgumas das mais belas poesias já escritas são de autoria do rei Salomão:
A “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito
debaixo do Céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e
tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tem ­
po de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo
de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras
e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de
abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo
de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado
e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e
tempo de paz” (Ec 3:1-8).
Essas palavras captam muito da existência humana - as estações e o
ciclo da vida. Passamos por fases e mudanças, e isso ocorre desde o mo­
mento em que nascemos. Às vezes as mudanças são boas, às vezes não; às
vezes temos controle sobre elas; às vezes não. Nesta semana, examinare­
mos as estações e o ritmo da nossa vida, especialmente na medida em que
eles impactam a nós e a nossa família.

Ore e prepare seu coração para a Semana Santa. Será de 13 a 21 de abril e o título será
"Renascidos, um novo coração". Deus usará você para alcançar pessoas.

I6 | Estações da Família
■ Domingo, 31 d e m a rç o Ano Bíblico: 1Sm 28-31

No princípio
Bíblia começa no princípio. Por isso ela inicia com as palavras
A (na verdade, uma palavra no hebraico) “no princípio [...]”
(Gn 1:1). O foco especial do capítulo é a transformação da Terra, original­
mente “sem forma e vazia” (Gn 1:2), em um mundo que o próprio Deus,
no sexto dia, declarou ser “muito bom” (Gn 1:31). Em suma, esse princí­
pio é o início do nosso mundo.

1. Leia Gênesis 1. Existe um sinal de que algo surgiu de modo aleatório ou ca­
sual, ou tudo foi feito de maneira muito ordenada, com todas as coisas em
seu devido tempo e lugar? O que sua resposta revela sobre o caráter de Deus?

Ellen G. White escreveu que “a ordem é a primeira lei do Céu” (Signs o f


the Times, 8 de junho de 1908); parece que na Terra também é assim. Em­
bora o pecado tenha desorganizado o mundo natural, até certo ponto, or­
dem, ritmo e regularidade ainda existem.

2. Leia Gênesis 8:22. Como a ordem também é vista nessa passagem?

Mesmo depois da queda, as estações geralmente vêm e vão de manei­


ra ordenada. Portanto, juntamente com os luzeiros no Céu, isto é, o Sol e
a Lua, que existem para fazer “separação entre o dia e a noite [...] para si­
nais, para estações, para dias e anos” (Gn 1:14), há também as estações
- tudo faz parte do ciclo natural do mundo criado por Deus. E, de fato,
embora tenhamos hoje apenas vislumbres, Isaías 66:23 sugere que o sen­
so de ritmo também existirá no novo Céu e na nova Terra.

Como o sábado, de maneira poderosa e regular, influencia sua vida familiar? Quais são as va n ta ­
gens distintas, não apenas do sábado, mas do fato de que ele ocorre com regularidade?

Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site
http://reavivadosporsuapalavra.org

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■ Segunda, 1o d e a b ril A no Bíblico: 2Sm 1-4

Os ciclos da vida
s cientistas falam sobre algo chamado ciclo circadiano - a ideia de que

O existem ciclos biológicos (às vezes chamados de “relógios corporais”)


que regulam as funções em nosso corpo. Em outras palavras, existe certo
grau de regularidade até mesmo em nosso corpo. Portanto, até certo pon­
to, existem ciclos por toda parte e até mesmo em nós.

3. Quais são as previsíveis estações da vida m encionadas nas seguintes


passagens das Escrituras e como elas se relacionam diretam ente à vida
fam iliar?
Ec 3 :2 ______________________________________________________________
Gn 21:8; Jz 1 3 :2 4 ____________________________________________________
Sl 71:5; Pv 5 :1 8 :_____________________________________________________
Gn 15:15; Jz 8 :3 2 ____________________________________________________
Sl 9 0 :1 0 ____________________________________________________________

Entre os dois extremos da vida, isto é, o nascimento e a morte, passa­


mos por várias estações, que são diferentes para cada indivíduo. Algumas
crianças não vivem muito após seu nascimento; outras se tornam adultas
e atingem a velhice. As crianças crescem e se desenvolvem em seu próprio
ritmo. Algumas andam ou falam mais cedo que outras. Algumas poderão
frequentar a escola e se tornar profissionais, enquanto outras dedicarão
seu tempo a outras formas de trabalho. Algumas terão famílias, e outras
poderão nunca se casar nem ter filhos.
Existem bilhões de pessoas na Terra, e embora todos nós tenhamos
muito em comum (veja At 17:26), cada um de nós é um indivíduo com ca­
racterísticas singulares.
De certa maneira, essas diferenças são im portantes porque nos
tornam únicos, o que significa que todos tem os algo para compar­
tilhar - algo que outros não têm. Em suma, nossas diferenças nos
perm item ser uma bênção para os outros. Por exemplo, tanto o jo ­
vem quanto o idoso podem se beneficiar do que um oferece ao outro:
“A beleza dos jovens está na sua força; a glória dos idosos, nos seus cabe­
los brancos” (Pv 20:29, NVI). Seja qual for a fase em que estivermos, e não
importam nossas diferenças, todos temos algo a oferecer, não apenas ao
Senhor, mas também uns aos outros.

Não im portam quais sejam as circunstâncias da sua vida hoje, o que você pode fazer para o
bem de outras pessoas? Po r que não fazer um esforço consciente para ser uma bênção, es­
pecialm ente para alguém da sua família?

I8 | Estações da Família
■ Terça, 2 d e a b ril A no Bíblico: 2Sm 5-7

O inesperado
4. Leia Jó 1:13-19; 2:7-9. O que aconteceu com Jó? De que maneira a experiên­
cia de Jó reflete o que acontece com todos, de um modo ou de outro?
Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Jó perdeu suas propriedades, animais, servos, filhos e saúde.
B. ( ) Jó perdeu sua esposa.

filósofo grego Heráclito (535-475 a.C.) declarou que “não há nada per­

0 manente, exceto a mudança”. Justam ente quando tudo parece estar


indo bem, o inesperado acontece. Pode ser a perda do emprego ou de um
membro do corpo; uma doença que nos deixa acamados ou nos leva à mor­
te prematura; um incêndio na casa; um acidente de carro ou uma queda
ao passear com o animal de estimação da família.
Evidentemente, nem todas as mudanças são negativas. Possivelmente
uma promoção no trabalho o leve a melhores condições financeiras. Ou
talvez você conheça seu futuro cônjuge, uma mudança que muitos rece­
beriam de bom grado.
De qualquer maneira, podemos estar em uma rotina, em um ritmo,
quando, instantânea e inesperadamente, tudo é interrompido.
Jó certamente não esperava a nova fase em sua vida. A Bíblia o descre­
ve como um homem “íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do
mal” (Jó 1:1). Também sabemos que ele era casado, tinha sete filhos e três
filhas, e era muito rico (Jó 1:2, 3). Até a metade do livro, ele já havia sofri­
do pelo menos seis grandes perdas: foi privado de suas propriedades, sua
força de trabalho, seus filhos, sua saúde, o apoio de sua esposa e o incenti­
vo de seus amigos. Seu mundo virou de cabeça para baixo e sua vida fami­
liar foi devastada.
Embora o que aconteceu com Jó tenha sido bastante extremo, quem
entre nós já não viveu o inesperado, de maneira também muito negati­
va? As coisas podem estar indo bem quando, de repente e sem aviso, tudo
muda completamente, e nossa vida e a vida de nossa família pode nunca
mais voltar a ser a mesma.
Isso não é novidade. Abel não esperava ser assassinado, e José não espe­
rava ser vendido para viver como escravo no Egito. Em ambas as histórias,
os membros da família foram os traidores, e também nas duas situações
as famílias foram muito afetadas pelo que aconteceu. A Bíblia está reple­
ta de exemplos de pessoas cuja vida e família foram grandemente trans­
formadas pelo inesperado.

A fé o ajudou em meio às provações que, inesperadamente, interromperam os ciclos da sua vida?


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Quarta, 3 de abril Ano Bíblico: 2Sm 8-10

Transições
ser hum ano é um a criatu ra de hábitos. De fato, nos apegamos a eles
O e, quanto m ais velhos ficam os, m ais d ifíc il é mudá-los.
N ão m udam os facilm ente. Q uantas esposas reclam am dizendo o se­
guinte: “ Eu tentei m udar meu m arido, mas [...]” ? A obra de Deus, no entan­
to, é nos m udar, se não nossa personalidade, certam ente o nosso caráter.
Em grande parte, essa é a essência do plano da salvação: Deus nos tran s­
form ando em novas pessoas Nele.

5. Qual foi a grande mudança na vida de Saulo de Tarso e como ela se deu? Leia
Atos 8:1, 3; 9:1-22; Gl 1:15-17. Assinale "V ” para verdadeiro ou “ F” para falso:
A. ( ) Saulo teve sucesso na perseguição aos cristãos e se tornou sumo
sacerdote.
B. ( ) Ele foi convertido e se tornou um dos m aiores apóstolos do cris­
tianism o.

“Ao render-se Saulo inteiram ente ao convincente poder do Esp írito San­
to, viu os erros de sua vid a e reconheceu a am plitude dos reclam os da lei de
Deus. Aquele que tin h a sido um orgulhoso fariseu, confiante na ju stifica ­
ção por suas boas obras, então, curvou-se perante Deus com a hum ildade
e sim plicidade de um a crian cin h a, confessando sua indignidade e plei­
teando os m éritos de um Salvador crucificado e ressurgido. Saulo ansiava
por entrar em in teira harm onia e com unhão com o P a i e o Filh o ; e na in ­
tensidade de seu desejo de perdão e aceitação, elevou ferventes súplicas. [...]
“As orações do penitente fariseu não foram em vão. Os m ais secretos
pensam entos e emoções de seu coração foram transform ados pela d ivin a
graça; e suas nobres faculdades foram postas em harm onia com os eternos
propósitos de Deus. C risto e Sua justiça passaram a representar para Saulo
m ais que o mundo in teiro” (E lle n G. W h ite , A tos dos Apóstolos, p. 119, 120).
M esm o que nossa h istó ria de conversão não seja, nem de longe, tão
dram ática quanto a de Saulo, todos devemos ter um a experiência na qual
o Senhor tenha atuado em nossa vid a para nos m udar e nos tran sform ar
no tipo de pessoa que devemos ser. Evidentem ente o processo pode ser
longo e, às vezes, é fácil perguntar se algum dia realm ente m udarem os.
Em m om entos assim , é m uito im portante m editar em dois textos b íb li­
cos e reivindicá-los para nossa vida.

Leia Filipenses 1:6 e Rom anos 8:1. Quais são as duas grandes prom essas encontradas nesses
tex to s e com o elas se encaixam na experiência de um cristão?

I 10 | Estações da Família
Quinta, 4 de abril Ano Bíblico: 2Sm 11, 12

Interações
Bíblia é um livro de relacionamentos. Deus nos criou para que nos re­
A lacionássemos com outras pessoas. De fato, poucos vivem em com­
pleto isolamento. Ninguém poderia sequer existir se não fosse através de
outras pessoas. Mesmo após o nascimento precisamos que outros cuidem
de nós, pelo menos até uma certa idade, quando, ao menos em princípio,
podemos viver por conta própria. E mesmo se pudéssemos, quem desejaria
isso? A maioria de nós necessita da companhia de outros seres humanos.
Embora animais de estimação, como cães, possam ser agradáveis compa­
nheiros, no fim , as interações mais profundas, significativas e transfor­
madoras vêm de outras pessoas. Portanto, não é de admirar que a família
e os relacionamentos familiares sejam tão cruciais para nossa existência.
Visto que a maioria de nós interage, muitas vezes o tempo todo, com
outras pessoas, com frequência essas interações influenciam as mudanças
e o ritmo da nossa vida. E isso funciona de duas maneiras: outras pessoas,
em sua interação conosco, causam impacto em nós ou, em nossa interação
com os outros, causamos impacto na vida deles. E quer percebamos ou não,
essas interações, em ambas as direções, podem ser tanto para o bem quan­
to para o mal. Portanto, é essencial que sejamos proativos a todo momen­
to, de maneira que nossa inevitável influência sobre os outros seja sempre
para o bem, especialmente sobre aqueles de quem somos mais próximos,
que geralmente são os membros da nossa família.

6. Leia Rom anos 15:7; Efésios 4:2, 32; 1 Tessalonicenses 3:12 e Tiago 5:16.
O que esses textos nos ordenam em relação à nossa interação com os outros?

De muitas maneiras, o princípio é simples. Se agirmos bondosa, gen­


til e compassivamente com os outros, seremos uma influência positiva
sobre eles, a ponto de mudar sua vida de uma forma muito positiva. As­
sim como Jesus transform a a vida das pessoas de modo muito favorável,
é nosso privilégio fazer algo semelhante pelos outros também! Mais uma
vez, devemos nos lembrar de que nossa influência será tanto para o bem
quanto para o mal, mesmo que de maneira sutil. E em nenhum lugar essa
influência é mais marcante do que em nossa família.

Leia as declarações de Jesus em Lucas 11:34 e M arcos 4:24, 25. Qual é a im portância da m a­
neira com o interagim os com os outros?

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Sexta, 5 de abril Ano Bíblico: 2Sm 13, 14

Estudo adicional
magine as mudanças que ocorreram na vida dos discípulos de Cristo à
I medida que eles passavam tempo com o Salvador. Em sua maioria, eles
não tinham escolaridade, eram simples, acostumados com os ensinamen­
tos e tradições de sua fé judaica, mas agora estavam sendo desafiados pelo
Mestre galileu. Eles sentiram ciúmes (Mt 20:20-24) e enfrentaram discor­
dâncias (Jo 3:25); eles pareciam carecer de fé (Mc 9:28, 29) e até abando­
naram (Mt 26:56) e negaram Jesus (Mt 26:69-74). No entanto, cresceram
espiritualmente de maneira que as pessoas reconheceram que Pedro ha­
via estado com Jesus (Mt 26:73). Até mesmo os membros do Sinédrio fica­
ram maravilhados quando perceberam que, embora Pedro e João fossem
“homens iletrados e incultos”, sua ousadia e convicção, bem como o po­
der do Espírito, mostravam que eles haviam “estado com Jesus” (At 4:13).
Pense na grande influência positiva que poderíamos exercer em nossa
família se vivêssemos de maneira que, quando nossos queridos nos vis­
sem, eles soubessem que temos “estado com Jesus”.
O que essas palavras de Ellen G. White revelam sobre influências no
lar? “O lar pode ser simples, mas pode sempre ser um lugar em que se pro­
firam palavras alegres e se pratiquem atos de bondade, onde a cortesia e
o amor são hóspedes constantes” (O LarAdventista, p. 18).

Perguntas para discussão


1. Leia Eclesiastes 3:1-8. O que esses versículos afirmam e como você pode
aplicar o princípio ali mencionado à sua vida e experiência?
2. Pergunte na classe: Quais lições você aprendeu com as experiências
transformadoras da vida? Quais lições você deveria ter aprendido, mas
não aprendeu? Fale do impacto dessas experiências sobre sua família.
Quais lições você aprendeu nessas situações?
3. Comente sobre sua vida. Se não fosse por Cristo, ela seria radicalmente
diferente do que é hoje? O que isso revela sobre o poder de Cristo para
nos transformar?
R esp ostas e atividades da sem ana: 1. Não há nenhum sinal de casualidade na criação do mundo. Deus planejou
e executou todas as coisas de maneira perfeita. Ele é sábio e organizado. 2. As estações do ano são relativam en­
te estáveis e governam a época da semeadura e da colheita, do frio e do calor, etc. Tudo é ordenado. 3. O tem po de
nascer e de morrer, de plantar e de colher. [...] Grande parte dessas fases passamos em companhia da nossa família.
4. A. 5. F; V. 6. Acolher as outras pessoas; suportá-las em amor; ser bondosos com elas; perdoá-las, etc.

I 12 | Estações da Família
Liçao
As escolhas
2 que fazemos

VERSO PARA MEMORIZAR:


"Porém, se vos parece mal servir ao
SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais:
se aos deuses a quem serviram vossos
pais que estavam dalém do Eufrates ou
aos deuses dos amorreus em cuja terra
habitais. Eu e a minha casa serviremos
ao SEN H O R" (Js 24:15).

Leituras da semana: E f 1:1-4;


M t 7:24, 25; 22:35-37; P v 18:24;
1Co 15:33; Ec 2:1-11

Sábado, 6 d e a b ril Ano Bíblico: 2Sm 15-17

ocê já percebeu que a vida é repleta de decisões? Na verdade, podería­


V mos afirm ar que, de muitas maneiras, todo o nosso dia, desde o mo­
mento em que nos levantamos até a hora de dormir, se resume em fazer
escolhas. Muitas vezes nem pensamos nelas. Apenas as fazemos.
Algumas escolhas são simples e até se tornam rotineiras, enquanto ou­
tras transform am a vida e têm consequências eternas, não apenas para
nós, mas também para nossa família.
Portanto, é fundamental avaliar bem nossas decisões, especialmente
as grandes - as que podem trazer consequências que afetem para sempre
a nossa vida e a vida de nossos familiares.
Quantos de nós hoje lamentamos as escolhas que fizemos? Quantos vi­
vem com a vida destroçada por causa de erros cometidos há muito tempo?
Felizmente, há perdão. Há redenção e cura, mesmo para as piores decisões.
Nesta semana, examinaremos de um modo muito amplo a importân­
cia das escolhas que fazemos, como devemos fazê-las e o impacto que elas
têm sobre nós e sobre nossa família.

I 18 | Estações da Família
■ Domingo, 7 de abril Ano Bíblico: 2Sm 18, 19

Livre-arbítrio, livre escolha


lguns cristãos creem que Deus escolhe, mesmo antes de uma pessoa
A nascer, se ela será salva ou não. Isto é, aqueles que no final estiverem
eternam ente perdidos se perderão porque Deus, em Sua sabedoria (de
acordo com essa teologia), escolheu essa pessoa para estar perdida. Isso
significa que, independentemente de suas escolhas, ela será condenada.
Felizmente, nós, adventistas do sétimo dia, não endossamos essa teo­
logia. Em vez disso, cremos que Deus escolheu todos nós para a salvação
e que, mesmo antes da fundação do mundo, fomos escolhidos Nele para
ter a vida eterna.

1. Leia Efésios 1:1-4; Tito 1:1, 2, e 2 Tim óteo 1:8, 9. O que a Bíblia revela so­
bre a escolha de Deus? Quando fom os escolhidos? Assinale a altern ati­
va correta:
A. ( ) Deus nos escolheu para a salvação antes dos tempos eternos.
B. ( ) O Senhor nos separou para a redenção após o nosso nascimento.

Por melhor que seja essa notícia, algumas pessoas ainda estarão perdi­
das (Mt 25:41). Isso ocorrerá porque, embora Deus tenha escolhido todos
nós, Ele deu ao ser humano uma dádiva muito sagrada: o livre-arbítrio,
a livre escolha.

2. O que Mateus 22:35-37 ensina sobre o livre-arbítrio? Assinale "V ” para ver­
dadeiro ou "F ” para falso:
A. ( ) Não somos livres para amar a quem escolhermos.
B. ( ) O Senhor não nos força a amá-Lo nem a amar o próximo.

O Senhor não nos força a amá-Lo. O amor, para que seja verdadeira­
mente amor, tem que ser oferecido livremente. Poderíamos dizer, de mui­
tas maneiras, que a Bíblia é a história de Deus alcançando o ser humano
perdido e buscando, sem coerção, conquistar o coração dele para Si. Essa
realidade pode ser vista da melhor maneira na vida e no ministério de J e ­
sus e na resposta que as pessoas, usando seu livre-arbítrio, deram a Ele.
Algumas foram atraídas para Cristo; outras desejaram Sua morte.
Certamente Deus nos escolheu para a salvação; porém, no fim, temos
que fazer a escolha de aceitar essa salvação. Sem dúvida, de todas as esco­
lhas que temos que fazer, a decisão de servir ao Senhor é, de longe, a mais
importante para nós e para aqueles que são impactados, como nossa fa­
mília, pela nossa vida e pelas escolhas que fazemos.

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■ Segunda, 8 d e a b ril Ano Bíblico: 2Sm 20, 21

Fazendo as escolhas certas


odos sabemos muito bem a importância das decisões que tomamos.

B E entendemos também como as escolhas erradas podem impactar ne­


gativamente nossa vida e a vida de outras pessoas. A questão é: como po­
demos fazer as escolhas certas?

3. Quais são os passos que nos ajudam a tom ar as decisões corretas?


1Ts 5:17; Tg 1:5:______________________________________________________

Is 1:19; Mt 7:24, 25:

Sl 119:105; 2Tm 3:16:

Pv 3:5, 6; Is 58:11:

Pv 15:22; 24:6:

Antes de cada decisão importante que tomamos, é fundamental que


busquemos ao Senhor em oração, que tenhamos certeza de que nossa esco­
lha não nos levará a transgredir a lei de Deus, de nenhuma maneira, nem
os princípios de Sua Palavra. É essencial que confiemos em Deus, que en­
treguemos a Ele nossa escolha; isto é, devemos orar para que as escolhas
que fizermos O glorifiquem e para que estejamos prontos para renunciar
aos nossos desejos se eles forem contrários ao Seu plano para a nossa vida.
Muitas vezes, também, conselheiros sábios podem ser uma grande ajuda
quando procuramos fazer escolhas. No fim, podemos ter grande seguran­
ça ao saber que Deus nos ama e deseja o que é melhor para nós, e que se
nós, com fé e humildade, entregarmos nossa vida a Ele, podemos seguir
em frente, confiantes em relação às escolhas que fazemos.

Como você faz grandes escolhas? Quais passos espirituais vo cê tom a ao fazê-las?

Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site
http://reavivadosporsuapalavra.org

I 20 | Estações da Família
■ Terça, 9 d e a b ril Ano Bíblico: 2Sm 22-24

Escolhendo amigos
ma das escolhas mais importantes que fazemos diz respeito aos nos­
U sos amigos. Na maioria das vezes, não nos propomos a fazer amigos;
as amizades simplesmente se desenvolvem naturalmente à medida que
passamos tempo com pessoas que gostam de algumas coisas que nós tam ­
bém apreciamos.

4. Quais princípios encontram os nos seguintes versículos sobre a escolha de


amigos? Pv 12:26; 17:17; 18:24; 22:24, 25

Provérbios 18:24 sugere que, se quisermos ter amigos, devemos ser ami­
gáveis. Às vezes, as pessoas se encontram sozinhas porque sua atitude ne­
gativa e melancólica afasta as outras pessoas. “Mesmo os melhores de nós
possuem esses traços desagradáveis; e ao escolher amigos devemos sele­
cionar aqueles que não se afastarão de nós quando souberem que não so­
mos perfeitos. É preciso haver paciência mútua. Devemos amar e respeitar
uns aos outros, apesar das falhas e imperfeições que não podemos deixar
de ver; pois esse é o Espírito de Cristo. A humildade e a desconfiança de
si mesmo devem ser cultivadas, e também uma paciente ternura com os
defeitos dos outros. Isso destruirá todo o egoísmo mesquinho e nos tor­
nará compassivos e generosos” (Ellen G. White, Ministério Pastoral, p. 95).
Uma das histórias mais conhecidas de amizade é a de Davi e Jônatas.
Se Saul, o primeiro rei de Israel e pai de Jônatas, tivesse sido fiel e obedien­
te, seu reino poderia ter durado várias gerações, e Jônatas poderia ter sido
o sucessor de seu trono. Quando Saul se mostrou indigno de seu chama­
do, Deus escolheu Davi como o novo rei de Israel, desqualificando, assim,
Jônatas para o posto que, de outra maneira, deveria ter sido seu por direi­
to. Aqui temos um poderoso exemplo de como as escolhas erradas de um
membro da família (Saul) prejudicaram outro membro da família (Jônatas).
Mas Jônatas não ficou irado com Davi nem com inveja dele. Em vez dis­
so, ele escolheu ajudar Davi, protegendo-o da ira de seu próprio pai, Saul.
“A alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua
própria alma” (1Sm 18:1). Que poderoso exemplo de amizade verdadeira!

"N ã o se deixem en ganar: 'as m ás com p an h ias corro m p em os bons co stu m e s"'
(1Co 15:33, NVI). Qual tem sido sua experiência com amigos que o prejudicaram, m esm o que
não tivessem a intenção de lhe fazer mal? As escolhas erradas em relação à amizade podem
prejudicar as relações familiares?

A br • Mai • jun 2019 l 21 |


■ Quarta, 10 de abril A no Bíblico: 1Rs 1, 2

Escolhendo o cônjuge
e devemos selecionar nossos amigos com cautela, devemos ser ainda

B mais cuidadosos quanto à escolha do nosso cônjuge. Adão foi muito


abençoado pelo fato de Deus ter formado sua companheira com Suas pró­
prias mãos a partir do seu próprio corpo. A escolha de Adão foi fácil, já que
Eva não era apenas a única mulher, mas a mulher perfeita. As demais pes­
soas têm um pouco mais de dificuldade, visto que ninguém é perfeito. Além
disso, precisamos escolher a partir de um número muito maior de pessoas.
Como essa decisão é muito importante, Deus não nos deixou sem orien­
tação. Além de todos os aspectos importantes que examinamos na lição de
segunda-feira, há alguns passos mais específicos a ser seguidos na questão
do casamento (examinaremos essa questão mais atentamente na lição 6).
De fato, depois da escolha de servir ao Senhor, escolher um cônjuge quase
sempre será a escolha mais importante que faremos na vida.

5. Qual orientação geral pode e deve ser aplicada a alguém que deseja se ca­
sar e busca a pessoa certa? Sl 37:27; 119:97; 1Co 15:33; Tg 1:23-25

Antes de procurar a pessoa certa, primeiramente seja essa pessoa. “Tudo


quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também
a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7:12). Podemos encontrar um
futuro cônjuge maravilhoso que tenha todas as qualidades que desejamos,
mas se nós não as tivermos, surgirão problemas.
Isso não é novo e certamente é visto não apenas no casamento, mas
na vida em geral. No início de sua Carta aos Romanos, Paulo dedica gran­
de parte de sua mensagem falando aos que condenam os outros por faze­
rem o que eles, que condenam, também são culpados de fazer. Ou, como
disse Jesus: “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não
reparas na trave que está no teu próprio?” (Mt 7:3).

V ocê deseja que os outros (como o seu cônjuge) tenham traços que, na verdade, você não
possui? Pen se nisso.

I 22 | Estações da Família
■ Quinta, 11 d e a b ril Ano Bíblico: 1Rs 3, 4

Escolhendo uma profissão


m algum momento, temos que escolher o que desejamos fazer da nossa vida
E em termos de emprego ou carreira. A menos que sejamos ricos ou trabalhe­
mos em casa em tempo integral, cuidando do lar e da família (a mais nobre de
todas as ocupações), temos que escolher um caminho para obter nosso sustento.
Evidentemente, todos vivemos circunstâncias que podem, em grande
medida, limitar nossa decisão quanto a uma carreira. No entanto, seja qual
for nossa situação, podemos fazer escolhas em relação à profissão que, es­
pecialmente no contexto da salvação em Jesus Cristo, podem acrescentar
significado e propósito à nossa vida. Em suma, o que quer que façamos,
podemos fazê-lo para a glória de Deus.

6. Que erro Salom ão com eteu e como podemos evitar algo sem elhante?
Ec 2:1-11. Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Não soube administrar a economia do reino e foi à falência.
B. ( ) Tentou preencher o vazio do coração com os prazeres da vida e
coisas materiais. Ele viu que tudo isso era vaidade. Nosso cora­
ção deve estar nas coisas celestiais.

Não precisamos ser ricos para cair na mesma armadilha em que Salo­
mão caiu. “O amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa co­
biça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”
(1Tm 6:10). É possível ser pobre e amar o dinheiro tanto quanto alguém que é rico.
É certo que os recursos financeiros são necessários, mas independente­
mente do que fazemos ou de quanto dinheiro ganhamos, não precisamos
tornar a busca da riqueza um ídolo. Muitas famílias também sofrem por
causa de um pai que, obcecado por ganhar dinheiro, negligenciou a famí­
lia para tentar enriquecer. Quantas crianças, ou cônjuges, teriam preferido
um estilo de vida mais humilde do que um relacionamento empobrecido
com o pai? Na maioria dos casos, as pessoas teriam preferido o primeiro
ao segundo.
Desde a criação, Deus planejou que o trabalho fizesse parte da vida
(Gn 2:15). O perigo é quando fazemos do trabalho o centro da nossa
vida ou quando ele se torna um meio de adquirir riquezas unicamente
para nós. Esse foi o erro de Salomão. Ele buscou significado nesses proje­
tos e, embora muitos deles tenham trazido certa satisfação, no fim des­
cobriu que eles eram insignificantes.

Alguém disse: "Q uan tas pessoas, no fim da vida, desejaram te r passado mais tem po no escri­
tório e m enos tem po com a fam ília?” A partir dessa pergunta, que lição podem os aprender?

Abr • Mai • Jun 2019 | 23 |


■ Sexta, 12 de abril Ano Bíblico: 1Rs 5, 6

Estudo adicional
o longo de toda a Bíblia, somos confrontados com a realidade do livre-

B arbítrio humano. Mesmo Adão e Eva, que eram perfeitos (Gn 3) ti­
veram liberdade de escolha e, infelizmente, fizeram a escolha errada. Se
seres não caídos, perfeitos, fizeram mau uso da liberdade de escolha, quan­
to mais seres como nós, mergulhados no pecado!
Lembremos que o livre-arbítrio significa liberdade. Apesar da pressão
que sofremos de dentro e de fora, não precisamos escolher o que é errado.
Podemos, mediante o poder de Deus, fazer as escolhas certas. Portanto, é
muito importante avaliar cuidadosamente nossas decisões, especialmen­
te pensando em como elas afetam nossa vida familiar. A livre escolha de
Caim de matar seu irmão devastou sua família. A livre decisão dos irmãos
de José de vendê-lo à escravidão arruinou a vida do seu pai. “Ele a reco­
nheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comi­
do, certamente José foi despedaçado. Então, Jacó rasgou as suas vestes,
e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias. Levanta­
ram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele,
porém, recusou ser consolado e disse: Chorando, descerei a meu filho até
à sepultura. E de fato o chorou seu pai” (Gn 37:33-35).
Assim como ocorre na vida, encontramos na Bíblia exemplos da ma­
neira pela qual a livre escolha de membros da família afetam os outros
para o bem ou para o mal. Assim foram as escolhas de Corá, Datã e Abirão
(Nm 16:1-32; veja também Dn 6:23, 24; Gn 18:19).

Perguntas para discussão


1. Que escolhas você fez hoje? O que elas revelam sobre você, seu relacio­
namento com Deus e com os outros? Quais decisões você gostaria que
tivessem sido diferentes?
2. Quais personagens da Bíblia fizeram escolhas erradas e o que podemos
aprender com elas? Como prejudicaram a própria família?
3. Todos se arrependem de escolhas erradas. Por que o evangelho é uma
boa notícia em momentos de arrependimento? Quais promessas bíblicas
você reivindica em momentos de angústia e culpa por escolhas erradas?
4. Se alguém o procurasse para conversar sobre casamento, qual conselho
você daria? Por quê? Quais princípios bíblicos você indicaria para aju­
dar essa pessoa a tomar tão importante decisão?
R esp ostas e atividades da sem ana: 1. A. 2. F; V. 3. Orar, pedindo sabedoria; ouvir as palavras do Senhor; buscar
as Escrituras; confiar no Senhor; buscar bons conselhos. 4. O bom amigo nos leva para o bem; acolhe-nos nos pio­
res momentos e nos trata como irmãos. Não devemos fazer amizade com pessoas iradas e coléricas. 5. Devemos ser
boas pessoas e fugir das más companhias. 6. B.

I 24 | Estações da Família
Liçao
Preparando-se
3 para a mudança

VERSO PARA MEMORIZAR:


"A justiça irá adiante Dele, cujas
pegadas ela transforma em caminhos"
(Sl 85:13).

Leituras da semana: 1Co 10:1-13;


13:4-8; 15:24-26; Gn 2:24; 1Sm 1:27;
Sl 71

Sábado, 13 d e a b ril Ano Bíblico: 1Rs 7, 8

vida é repleta de mudanças. Elas ocorrem o tempo todo. A única coi­


A sa que não muda é a própria realidade da mudança. Na verdade, a mu­
dança faz parte da nossa existência. Até as leis da física ensinam que ela
existe na estrutura mais básica da realidade.
Muitas vezes, as mudanças ocorrem de maneira inesperada. Estamos
em uma rotina quando, de repente e instantaneamente, tudo muda. Nes­
sas situações, somos pegos completamente desprevenidos.
Por outro lado, às vezes prevemos as mudanças. Recebemos avisos, sinais
e indicadores de que as coisas serão diferentes. Quando isso ocorre, é pruden­
te começarmos a nos preparar, na medida do possível, para o que virá. Mui­
tas dessas mudanças são grandes: casamento, filhos, velhice e até a morte.
Não vivemos em isolamento; isso significa que as mudanças que nos sobre­
vêm também podem afetar grandemente nossa família. Ao mesmo tempo, as
mudanças na família podem também afetar cada membro individualmente.
Nesta semana, analisaremos algumas mudanças que, mais cedo ou
mais tarde, de uma maneira ou de outra, a maioria de nós enfrentará, e
como essas mudanças poderão afetar a vida familiar.
Chegou o dia de iniciar o evangelismo da Semana Santa! Participe e convide seus
amigos para que eles assistam todas as noites! O título da mensagem de hoje é:
“Renascidos pela Palavra" .

I 30 | Estações da Família
■ Domingo, 14 de abril Ano Bíblico: 1Rs 9, 10

Despreparados
á algo peculiar na Palavra de Deus: ela não encobre as realidades da
H vida humana. Ao contrário, ela as expõe em toda a sua gravidade e,
às vezes, em sua mais absoluta dor e desespero. Na verdade, com exceção
das primeiras páginas da Bíblia, e das últimas, a Palavra de Deus pinta
uma imagem lamentável da humanidade. Paulo não estava exagerando
quando escreveu: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3:23).

1. Quais são as advertências e as promessas expressas em 1 Coríntios 10:1-13?

Enfrentamos mudanças constantemente. Em muitos aspectos, muitas


de nossas ações são simplesmente nossas reações a elas. O desafio para nós,
como cristãos, é agir pela fé, confiando em Deus e revelando essa fé me­
diante a obediência, independentemente da tentação de fazer o contrário.
“A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não
comprem nem se vendam; homens que no íntimo do coração sejam ver­
dadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu
nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússo­
la o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto ainda que
caiam os céus” (Ellen G. White, Educação, p. 57). Assim como essas pala­
vras eram verdadeiras para o antigo Israel e para o tempo de Ellen G. Whi­
te, também são verdadeiras para nós hoje.

2. Quais erros o povo cometeu diante de mudanças? O que podemos apren­


der com seus erros?
At 5:1-10:___________________________________________________________
Gn 16:1, 2, 5, 6 :______________________________________________________
Mt 2 0 :2 0 -2 2 :________________________________________________________

As mudanças acontecem e muitas vezes trazem tentações, desafios e, às


vezes, até medo. Portanto, é crucial que tenhamos a armadura espiritual para
lidar com elas da maneira correta. Não importa se as mudanças são inespera­
das ou se fazem parte do ciclo normal da vida, precisamos estar preparados
para o que virá, tanto para aquilo que vemos quanto para o que não vemos.
"Renascidos, um novo coração". O título da mensagem desta noite é: “Renascidos
pelo A rrependim ento" .

A br • Mai • Jun 2019 l 31 |


■ Segunda, 15 de abril Ano Bíblico: 1Rs 11, 12

Preparando-se para o casamento


ma das maiores mudanças na vida de uma pessoa é o casamento. Evi­
U dentemente, nem todos se casam. Afinal, Jesus, nosso maior exemplo,
nunca se casou, assim como muitos outros personagens da Bíblia.
Contudo, muitas pessoas se casam e, portanto, a Bíblia não fica em silêncio
3 quanto ao casamento, que é certamente um dos maiores modificadores da vida.
A primeira organização social mencionada na Bíblia é o casamento. Para
Deus, o casamento é tão importante que as mesmas palavras que Ele disse a
Adão e Eva no Éden sobre o casamento aparecem em outras três partes das
Escrituras. “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tor­
nando-se os dois uma só carne” (Gn 2:24; veja também Mt 19:5; Mc 10:7;
Ef 5:31). Esses textos revelam que, uma vez que uma pessoa se casa, o relacio­
namento mais importante em sua vida deve ser entre ela e seu cônjuge, até
mais do que entre ela e seus pais. Uma das razões pelas quais o casamento en­
tre um homem e uma mulher é tão importante para Deus é que ele tipifica o
relacionamento que existe entre Seu Filho, Jesus, e a Igreja, Sua noiva (Ef 5:32).
Ao construir uma casa, é preciso parar e considerar o custo (compare
com Lc 14:28-30); muito mais quando estabelecemos um lar! Uma casa é
construída com tijolos e argamassa, madeira e ferro, fios e vidro. Mas um
lar não é construído com elementos materiais.

3. Quais são as características cruciais em todos os aspectos da vida, mas


especialm ente para os que estão se preparando para o casam ento?
1Co 13:4-8; Gl 5:22, 23. Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Amor, paciência, bondade, alegria, fidelidade, etc.
B. ( ) Conhecimento, dom de profecia, filantropia e dom de línguas.

A preparação para o casamento deve começar conosco, de maneira pessoal e


individual. Ao mesmo tempo, precisamos analisar cautelosamente nosso futu­
ro cônjuge para ver se ele(a) será um bom complemento para nós. Ele(a) é uma
pessoa trabalhadora e esforçada? (Pv 24:30-34). Tem um temperamento difícil?
(Pv 22:24). Compartilhamos as mesmas crenças? (2Co 6:14, 15). O que minha
família e meus amigos pensam do meu futuro cônjuge? (Pv 11:14). Estou con­
fiando na razão ou apenas em sentimentos? (Pv 3:5, 6). As respostas a essas
perguntas podem significar um futuro feliz ou uma vida inteira de tristeza.

Pen se em alguns bons casam entos. Quais princípios vistos nesses casam entos poderiam ser
aplicados a outros tipos de relacionam ento interpessoal?

"Renascidos, um novo coração". O título da mensagem desta noite é: “Renascidos pela fé".

I 32 | Estações da Família
■ Terça, 16 d e a b ril Ano Bíblico: 1Rs 13, 14

Paternidade e maternidade
oucas coisas podem mudar mais a nossa vida do que o nascimento de
P um filho. Nada na família será o mesmo outra vez.
“Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Fe­
liz o homem que enche deles a sua aljava” (Sl 127:4, 5).
Ao mesmo tempo, os filhos não vêm com um manual do proprietá­
rio, que informa a seus pais tudo o que precisam fazer para cuidar deles e
como solucionar qualquer problema que possa surgir. Mesmo os pais ex­
perientes ficam, às vezes, espantados com as ações, palavras ou atitudes
de seus filhos.
Por mais importante que seja a preparação para o casamento, também
é importante que os que esperam se tornar pais estejam preparados para
essa responsabilidade grandiosa.

4. Por mais singulares que sejam as seguintes histórias sobre nascimentos,


quais princípios os que se preparam para ser pais podem tirar desses rela­
tos? 1Sm 1:27; Jz 13:7; Lc 1:6, 13-17, 39-45, 46-55, 76-79. Assinale "V ” para ver­
dadeiro ou "F ” para falso:
A. ( ) Devemos orar pelos filhos e evitar alimentos e hábitos prejudiciais.
B. ( ) Devemos considerar primeiramente nosso bem-estar, depois, o
da criança.

Que responsabilidade e oportunidade grandiosas esses pais tiveram!


Três deles seriam pais de profetas e líderes em Israel, um de seus filhos
seria o precursor do Messias prometido, e um dos filhos seria o Cristo.
No entanto, mesmo que nossos filhos não estejam destinados a ser
profetas bíblicos, devemos nos preparar para essa mudança radical em
nossa vida.
“Mesmo antes do nascimento da criança, deve começar o preparo que
a habilitará a combater com êxito na luta contra o mal.
“Se antes do nascimento de seu filho, a mãe é condescendente consigo
mesma, egoísta, impaciente e exigente, esses traços se refletirão na disposi­
ção da criança. Assim muitas crianças têm recebido como herança quase in­
vencíveis tendências para o mal” (Ellen G. White, O LarAdventista, p. 256).

Pense nos filhos sob seus cuidados e nas responsabilidades em relação a outras pessoas. O
que é possível fazer para cum prir essas atribuições da maneira mais piedosa possível?

"Renascidos, um novo coração”. O título da mensagem desta noite é: “Renascidos


para uma nova v id a”.

A br • Mai • Jun 2019 I 33 |


■ Quarta, 17 de abril A no Bíblico: 1Rs 15, 16

Preparando-se para a velhice


eia o salmo 90:10. Essas palavras de Moisés nos lembram da inevitável
L passagem do tempo. Conforme os anos vêm e vão, começamos a ver e
a sentir mudanças em nosso corpo. Nosso cabelo fica grisalho ou cai, co­
meçamos a desacelerar, e dores tornam-se nossa companhia diária. Se so-
3 mos casados e temos filhos, nossos filhos podem ter seus próprios filhos,
e então podemos aproveitar a companhia dos nossos netos. As fases an­
teriores da vida nos ajudam a nos preparar para a última.

5. Leia o Salmo 71. O que esse salmo nos ensina sobre a preparação para a ve ­
lhice e sobre a vida em geral?

O salmo 71 retrata uma pessoa idosa que vivencia os desafios inerentes


à vida, mas que é feliz porque desde o princípio depositou sua confiança
em Deus. A melhor maneira de envelhecer é confiar Nele enquanto ainda
somos jovens. Em termos gerais, o autor desse salmo compartilhou três
lições importantes que ele aprendeu ao caminhar para essa fase da vida.
De acordo com ele, precisamos desenvolver:
1. Conhecimento profundo e pessoal de Deus. Desde a sua juven­
tude (Sl 71:17), Deus havia sido o seu forte refúgio (v. 1, 7), seu Sal­
vador (v. 2), sua rocha e fortaleza (v. 3), sua esperança e confiança
(v. 5). Ele falou das maravilhas de Deus (v. 16, 17), de Sua força e poder
(v. 18), e de todas as grandes coisas que Ele fez (v. 19). Por fim, ele bradou:
“Grandes coisas tens feito, Ó Deus; quem é semelhante a Ti?” (v. 19). Essas con­
versas diárias com Deus, ao estudarmos a Sua Palavra e ao pararmos para refle­
tir sobre tudo o que Ele faz por nós, aprofundarão nossa experiência com Ele.
2. Bons hábitos. Boa alimentação, exercício, água, luz solar, descanso,
etc. Esses recursos nos ajudarão a desfrutar de uma vida mais longa e me­
lhor. Considere, de maneira especial, a referência do salm ista aos hábitos
de confiar (Sl 71:3), louvar (Sl 71:6) e esperar (Sl 71:14).
3. Paixão e entusiasmo pela missão de Deus. A pessoa desse salmo não
aguardava com ansiedade para estar ociosa em sua velhice. Mesmo em
seu recolhimento ou “aposentadoria” queria continuar louvando a Deus
(Sl 71:8) e contando a outros sobre Ele (Sl 71:15-18).

Quais são alguns benefícios de envelhecer? V ocê pode com partilhar algo que sabe hoje, mas
que não sabia quando era mais jovem ?

"Renascidos, um novo coração". O título da mensagem desta noite é: “Renascidos


pelo perdão" .
I 34 | Estações da Família
■ Quinta, 18 d e a b ril A no Bíblico: 1Rs 17-19

Preparando-se para a morte


menos que estejamos vivos na segunda vinda de Jesus, a maior mu­
A dança que todos podemos esperar é a da vida para a morte. Ju n ta­
mente com o nascimento e o casamento, qual mudança tem um impacto
maior na fam ília do que a morte de um ente querido?

6. O que a Bíblia ensina sobre a m orte? 1Co 15:24-26. Assinale a alternativa


correta:
A. ( ) A morte é uma passagem para outra vida.
B. ( ) O último inimigo a ser destruído é a morte.

Muitas vezes a morte vem de maneira inesperada e trágica. Quantos


homens, mulheres e até crianças acordaram um dia de m anhã apenas
para, antes do pôr do sol, fecharem os olhos, não no sono, mas na morte?
Ou acordaram certa manhã e, antes do fim do dia, haviam perdido um
membro da família?
A menos que nos certifiquemos de que estamos conectados, pela fé,
com o Senhor, e de que estamos cobertos por Sua justiça a cada momen­
to (veja Rm 3:22), não podemos nos preparar para uma morte inespera­
da, seja a nossa ou a de nossos entes queridos.
Por outro lado, o que você faria se soubesse que tem apenas alguns meses
de vida? Podemos não saber ao certo quando a morte nos vencerá, mas certa­
mente sabemos quando estamos nos aproximando do fim da vida. Portanto,
é essencial nos prepararmos e aprontarmos a nossa família para o inevitável.

7. Leia 1 Reis 2:1-4, algumas das últimas palavras de Davi ao seu filho Salomão.
Quais lições podemos extrair dessa passagem sobre a preparação para a
nossa morte e para o falecim ento dos nossos fam iliares?

À primeira vista, alguém poderia argumentar: “Essa é boa! Davi, que


assassinou Urias após engravidar a esposa dele em um caso de adultério
(veja 2Sm 11), manda seu filho andar nos caminhos do Senhor”. Por outro lado,
talvez seja precisamente por causa desse pecado e das suas terríveis conse­
quências que as palavras de Davi foram tão poderosas. Ele estava advertindo
seu filho da loucura que lhe causou tanto pesar. Davi aprendeu, da maneira
mais complicada, algumas lições difíceis sobre o custo do pecado e, evidente­
mente, esperava poupar seu filho da dor que ele próprio havia experimentado.
Continue participando da Semana Santa. O título da mensagem desta noite é:
“R enascidos, um novo coração" .

A br • Mai • Jun 2019 l 35 |


■ Sexta, 19 de abril Ano Bíblico: 1Rs 20, 21

Estudo adicional
a história de Israel no deserto, vemos uma série de erros diante de grandes
N mudanças, apesar da surpreendente revelação do amor e poder de Deus.
Antes que Israel entrasse na Terra Prometida, e assim enfrentasse outra gran­
de mudança, Moisés disse ao povo: “Os vossos olhos viram o que o SENHOR
3 fez por causa de Baal-Peor; pois a todo homem que seguiu a Baal-Peor o SE­
NHOR, vosso Deus, consumiu do vosso meio. Porém vós que permanecestes
fiéis ao SENHOR, vosso Deus, todos, hoje, estais vivos. Eis que vos tenho ensi­
nado estatutos e juízos, como me mandou o SENHOR, meu Deus, para que as­
sim façais no meio da terra que passais a possuir. Guardai-os, pois, e cumprios,
porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos
dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande
povo é gente sábia e inteligente. [...] Que te não esqueças daquelas coisas que
os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua
vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos” (Dt 4:3-9). É cru­
cial que não nos esqueçamos do que o Senhor fez por nós. E a melhor maneira
de não esquecer é ensiná-lo aos outros e à nossa posteridade. Observe, tam­
bém, como a família era central: eles deveriam ensinar essas coisas aos seus
filhos. E o pecado em Peor era algo que só podia ser destrutivo para a família.
“O crime que atraiu os juízos de Deus sobre Israel foi a licenciosidade. A ou­
sadia de mulheres para enredar as almas não terminou em Baal-Peor” (Ellen
G. White, O Lar Adventista, p. 326).

Perguntas para discussão


1. Fale sobre os preparativos que você fez para alguma das grandes fases
da vida: casamento, paternidade ou maternidade, velhice, etc. As mu­
danças afetaram sua família? Você aprendeu algo que poderia ajudar ou­
tros a enfrentar as mesmas fases?
2. Pense nas palavras de Davi a Salomão no contexto de seu pecado com
Bate-Seba, uma calamidade que lançou uma sombra sobre o reinado de
Davi e causou um impacto negativo em sua família. Em meio a tudo isso,
vemos a graça de Deus em ação?
R esp ostas e a tividades da sem ana: 1. Não devemos cobiçar as coisas nem cair na idolatria; não devemos pôr o S e ­
nhor à prova nem murmurar. Os que estão em pé devem cuidar para não cair. Deus nos promete que não seremos
tentados além das nossas forças. 2. Ananias e Safira mudaram de opinião quanto à venda de sua propriedade e men­
tiram ao Espírito Santo. Sara, ao ver o desprezo de sua serva por causa do filho que esta gerou de Abraão, mudou
de opinião e cobrou de Abraão uma posição. Tiago e João julgaram que poderiam beber o cálice de Cristo, mas esta­
vam enganados. Devemos nos manter fiéis a Deus e à nossa palavra; não devemos tentar ajudar Deus a cumprir Seus
planos para nós e não devemos pedir ao Senhor aquilo que não nos cabe. 3. A. 4. V; F. 5. Devemos tem er ao Senhor
desde os dias da mocidade, louvá-Lo e declarar aos outros a Sua justiça. Devemos buscá-Lo em todo tempo. 6. B. 7.
Devemos guardar os mandamentos do Senhor e aconselhar nossa posteridade a fazer o mesmo.

"Renascidos, um novo coração". O título da mensagem desta noite é: “Renascidos


para a eternidade" .
I 36 | Estações da Família
Liçao
Como lidar
A com a solidão

VERSO PARA MEMORIZAR:


"Então o Senhor Deus declarou:
'Não é bom que o homem esteja só;
farei para ele alguém que o auxilie
e lhe corresponda'"
(Gn 2:18, NVI).

Leituras da semana: Ec 4:9-12;


Fp 4:11-13; 1Co 7:25-34; M t 19:8;
Gn 37:34; Is 54:5

Sábado, 2 0 d e a b ril A no Bíblico: 1Rs 22; 2Rs 1

ma história impressionante, mas dolorosa, virou notícia anos atrás.


U Uma mulher foi encontrada morta em seu apartamento. Embora a
morte tenha sido trágica, o que tornou a história ainda pior foi o fato de
que ela já estava morta havia mais de 10 anos quando foi encontrada.
Dez anos! Portanto, a pergunta que as pessoas fizeram, e com razão, foi:
“Como, em uma cidade grande como esta, com tantas pessoas e meios de
comunicação, uma mulher que não era uma moradora de rua podia estar
morta há tanto tempo e ninguém saber?”
Embora extrema, essa história é um exemplo de uma realidade: muitas
pessoas estão sofrendo de solidão. Em 2016, o jornal The New York Times
publicou um artigo intitulado “Pesquisadores confrontam uma epidemia
de solidão”. O problema é real.
Desde o princípio, como seres humanos, não fomos feitos para ficar so­
zinhos. Do Éden em diante, na medida do possível, deveríamos viver na
companhia de outras pessoas. Evidentemente, o pecado entrou no mun­
do e nada tem estado normal desde então. Nesta semana, examinaremos
a questão da solidão que talvez enfrentemos em algum momento. Se esse
não é o seu caso, considere-se afortunado.
"Renascidos, um novo coração". O título da mensagem desta noite é: “Renascidos
em Cristo" .

I 42 | Estações da Família
■ Domingo, 21 de abril Ano Bíblico: 2Rs 2, 3

Companheirismo
1. Qual é a ideia fundam ental de Eclesiastes 4:9-12? De qual princípio da vida
esse texto fala? Assinale a alternativa correta:
A. ( ) É melhor viver sozinho, pois assim evitamos problemas.
B. ( ) O companheirismo traz segurança, prosperidade e sentido para a vida.

ouquíssimas pessoas conseguem vencer e ter sucesso sozinhas. Mes­


P mo que sejamos solitários e gostemos de ficar a sós, mais cedo ou mais
tarde, não apenas desejamos uma companhia, mas podemos até solicitá-
la, especialmente em momentos de necessidade. De fato, fomos feitos para
viver em comunidade, em companheirismo. Os que têm familiares próxi­
mos, capazes de lhes dar conforto e apoio, especialmente em tempos de
necessidade, são muito afortunados!
Infelizmente, há pessoas em nossa igreja, em nosso trabalho e na co­
munidade em que vivemos que não têm ninguém a quem recorrer em mo­
mentos de necessidade ou até mesmo para um bate-papo no fim do dia.
A sensação de solidão pode surgir a qualquer momento. Um homem sol­
teiro declarou: “O dia mais difícil para mim é o domingo. Durante a se­
mana estou cercado de pessoas no trabalho. No sábado vejo as pessoas na
igreja. Mas no domingo fico completamente sozinho.”

2. Quais princípios as seguintes passagens nos ensinam, especialmente quan­


do estamos passando por um período de solidão? Jo 16:32, 33; Fp 4:11-13

Como cristãos, temos não apenas a realidade de Deus, mas a possibili­


dade de ter comunhão com Ele. Realmente encontramos conforto no fato
de que o Senhor está próximo de nós. Contudo, a proximidade de Deus
com Adão, no Éden, não O impediu de dizer: “Não é bom que o homem es­
teja só” (Gn 2:18). Portanto, Deus sabia que Adão, mesmo quando tinha
comunhão com o Senhor em um mundo não arruinado pelo pecado, ain­
da precisava do companheirismo humano. Quanto mais o restante de nós!
Precisamos ser cuidadosos também ao supor que só porque alguém
está cercado de pessoas e interaja com elas, mesmo em grandes cidades,
não sofra de solidão. O fato de estar perto de outras pessoas não significa
que alguém não possa se sentir sozinho, alienado e carente de companhia.

Não é fácil perceber quem se sente sozinho, alienado, rejeitado, sofrendo e precisando de alguém
para conversar. Como podemos, de maneira proativa, ser mais sensíveis às pessoas?

Mantenha acesa em seu coração a chama do evangelismo! Seja um semeador da


Palavra que transforma vidas. Ore por um amigo e o convide para a classe bíblica.
Abr • Mai • Jun 2019 | 43 |
■ Segunda, 22 de abril A no Bíblico: 2Rs 4, 5

A vida de solteiro
ma jovem relatou as vantagens de não ser casada: “Duas vezes tive a
U oportunidade de servir no campo missionário e aceitei sem hesitar”.
Uma pessoa casada, que possui família, poderia levar um pouco mais de
tempo para tom ar essa decisão, pois a questão não envolve apenas ela,
mas também seu cônjuge e filhos.

3. De acordo com Paulo, quais são as boas razões para perm anecer solteiro?
1Co 7:25-34

A maioria das pessoas pensa que o casamento é a vontade de Deus para


elas. Afinal de contas, não disse Ele: “não é bom que o homem esteja só”?
No entanto, temos muitos exemplos na Bíblia de pessoas que não eram
casadas, incluindo o maior exemplo de todos, Jesus Cristo.
Jerem ias foi instruído a não se casar (Jr 16:1-3); foi uma decisão para
uma situação histórica. Não sabemos se essa restrição foi removida, mas
claramente Jerem ias foi um grande profeta enquanto era solteiro.
No caso do profeta Ezequiel, por mais importante que fosse o estado
civil do profeta, sua esposa morreu repentinamente. Ele não pôde sequer
lamentar, pois devia prosseguir com o ministério que o Senhor lhe havia
designado (Ez 24:15-18). O sofrimento de Ezequiel serviu de lição sobre
0 sofrimento que ocorreria com o povo por causa do pecado. Oseias tam ­
bém vivenciou um casamento desfeito, mas continuou o ministério. Em­
bora a história pareça estranha, Deus mandou que ele se casasse com uma
prostituta. O Senhor sabia que ela deixaria Oseias para ficar com outros
homens (Os 1-3). Ao olharmos para trás, vemos Deus tentando ilustrar
Seu amor unilateral por Israel e por nós; no entanto, deve ter sido difícil
e doloroso para Oseias ser o exemplo prático dessa ilustração.
Nesses exemplos, o estado civil não era um problema. Deus queria que
esses homens tivessem integridade, obediência e capacidade de dizer o
que Ele desejava que eles dissessem. Precisamos estar certos de que nossa
vida não é definida por nossa condição conjugal. Muitos hoje nos dizem
que, a menos que nos casemos, não estamos completos. Paulo responde­
ria: “Não se amoldem ao padrão deste mundo”. Em vez disso, “se ofereçam
em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm 12:1, 2, NVI).

Na prática, de que m aneira podem os m inistrar aos solteiros, tan to m em bros da igreja q u an ­
to nossos am igos?

1 44 | Estações da Família
■ Terça, 23 d e a b ril Ano Bíblico: 2Rs 6-8

Quando um casamento acaba


pecado tem arruinado a vida humana em todos os domínios. No en­

0 tanto, com exceção do sofrimento físico e da morte, alguma área tem


enfrentado consequências mais devastadoras do pecado do que a famí­
lia? É quase como se a expressão “família disfuncional” fosse redundan­
te. Qual família não é, até certo ponto, disfuncional?
Além da morte, uma das coisas mais difíceis que uma família pode en­
frentar é o divórcio. As pessoas que passam por essa terrível experiência
vivenciam uma série de emoções. Provavelmente, a primeira e a mais co­
mum é o luto, que, dependendo do indivíduo, pode durar vários meses ou
anos, com intensidade diferente. Alguns podem sentir medo do desconhe­
cido, ansiedade financeira e medo de ser incapaz de enfrentar as dificulda­
des. Outros passam por um período de depressão, ira e solidão.

4. Quais princípios amplos sobre o divórcio encontram os nos seguintes ver­


sículos? Ml 2:16; Mt 5:31, 32; 19:8; 1Co 7:11-13

“Como uma agência redentiva de Cristo, a igreja deve m inistrar a seus


membros em todas as suas necessidades e cuidar de cada um para que to­
dos possam desenvolver uma experiência cristã madura. Isso é particu­
larmente verdade quando os membros se deparam com decisões para a
vida toda, como o casamento, e experiências desoladoras, como o divór­
cio. Quando o casamento está em perigo de fracassar, todo esforço deve
ser feito pelos cônjuges e por aqueles que, na igreja ou na família, m inis­
tram em seu favor no sentido de trazê-los à reconciliação, em harmonia
com os princípios divinos que restauram relacionamentos feridos (Os 3:1-3;
1Co 7:10, 11; 13:4-7; Gl 6:1).
“Recursos que podem ser úteis para auxiliar os membros no desenvol­
vimento de um lar cristão forte estão disponíveis na igreja local ou outras
organizações da igreja. Esses recursos incluem: (1) programas de orienta­
ção para pessoas comprometidas que estão se preparando para o casamen­
to, (2) programas de instrução para casais com suas respectivas famílias
e (3) programas de apoio às famílias dilaceradas e pessoas divorciadas”
(Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 19a edição. Tatuí, SP: Casa Pu-
blicadora Brasileira, 2016, p. 167).

Quais são as m aneiras práticas e im parciais de ajudar alguém que esteja p assando pelo
divórcio?

A br • Mai • )un 2019 I 45 |


■ Quarta, 24 de abril Ano Bíblico: 2Rs 9-11

Morte e solidão
lguém perguntou: “Qual é a diferença entre o ser humano e a galinha
A em relação à morte?” A resposta é que, ao contrário das galinhas, que
morrem, nós, seres humanos, que também morremos, sabem os que mor­
reremos. As galinhas não sabem disso. E o conhecimento da nossa morte
iminente afeta grandemente a nossa maneira de viver.
Todos os relacionamentos, incluindo o casamento, mais cedo ou mais
tarde chegam ao fim por ocasião do nosso maior inimigo: a morte. Não im­

D porta a proximidade da união, o grande amor, o companheirismo profun­


do nem o tempo que passamos juntos, nós (diferentemente das galinhas)
sabemos que a morte virá (a menos que Jesus retorne antes) e, quando isso
acontecer, todos os nossos relacionamentos cessarão. Esse tem sido nosso
destino desde o primeiro pecado e assim será até a volta de Jesus.
A Bíblia não revela qual dos dois, Adão ou Eva, morreu primeiro, mas
deve ter sido particularmente doloroso para o outro, especialmente por­
que, para começar, a morte nunca foi o plano de Deus. Se, como vimos em
uma lição anterior, a morte de uma única folha os fez lamentar, quem pode
imaginar o que eles sofreram com a morte do cônjuge?
O problema é que estamos tão acostumados com a morte que simples­
mente a tomamos como certa. Mas ela jam ais deveria ser experimentada.
Portanto, até hoje nos esforçamos para dar sentido a ela, quando, muitas
vezes, simplesmente não conseguimos.

5. O que os seguintes textos ensinam sobre a m orte? Como as pessoas lu­


tam contra ela? Is 57:1; Ap 21:4; 1Ts 4:17, 18; M t 5:4; 2Sm 18:33; Gn 37:34.
Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Temos esperança, pois Jesus venceu a morte e um dia seremos
ressuscitados.
B. ( ) A morte é uma passagem para outra vida, pela reencarnação.

Evidentemente, não apenas enfrentamos a realidade da nossa morte,


como também encaramos a realidade da morte de outros, de nossos entes
queridos, talvez de nosso(a) companheiro(a) mais próximo(a). Portanto,
mais cedo ou mais tarde, muitos entre nós enfrentarão uma fase de soli­
dão ocasionada pela morte de outra pessoa. É difícil, dói, e nesses momen­
tos podemos e devemos apenas reivindicar as promessas de Deus. Afinal,
neste mundo de pecado, sofrimento e morte, o que mais temos?

Como sua igreja pode ajudar aqueles que estão sofrendo a solidão pela m orte de um ente
querido?

I 46 | Estações da Família
■ Quinta, 25 d e a b ril Ano Bíblico: 2Rs 12-14

Espiritualmente solteiro(a)
ma jovem chamada Natalie estava casada havia sete anos quando, a
U convite de uma amiga, participou de uma série evangelística. Con­
vencida do que aprendeu, ela entregou seu coração a Cristo, teve a expe­
riência do novo nascimento e, apesar das intensas objeções de seu marido,
pais, sogros, e até mesmo de sua vizinha, Natalie se uniu à Igreja Adven-
tista do Sétimo Dia. Ela também ajustou seu estilo de vida, em todos os
níveis possíveis, à sua nova fé.
Como poderíamos imaginar, ela enfrentou muita oposição. O marido
tornou essa situação especialmente difícil, argumentando, do seu ponto
de vista: “Não foi para isso que me casei com você. Você é hoje uma pes­
soa completamente nova, e eu quero a antiga de volta”.
Por anos, ela vem lutando para ter uma vida de fé. Embora casada, ela
é o que poderíamos chamar de “solteira espiritual”.

6. Quais palavras encorajadoras os seguintes versículos oferecem aos que se


sentem espiritualm ente solteiros? Is 54:5; Os 2:19, 20; Sl 72:12

Em todo o mundo, existem “Natalies” em nossa igreja. Essas pessoas,


homens ou mulheres, são casadas, mas frequentam a igreja sozinhas ou
somente com seus filhos. Elas podem ter se casado com pessoas de outras
crenças. Ou, quando se uniram à igreja, seus cônjuges não o fizeram. Pode
ser que ambas tenham sido membros da igreja, mas uma delas, por qual­
quer motivo, afastou-se, parou de frequentar a igreja e pode até ser hostil
à fé. Esses homens e mulheres vão sozinhos à igreja, às reuniões de evan-
gelismo ou para as atividades sociais da igreja. Eles ficam tristes quando
não podem contribuir financeiramente para o ministério da igreja tan­
to quanto gostariam, visto que seus cônjuges não concordam em fazê-lo.
Embora casados, eles se sentem espiritualmente viúvos.
Provavelmente todos nós, em algum momento, já conhecemos pessoas
nessa situação. Elas precisam do nosso amor e apoio.

Sendo uma família em Cristo, com o ajudar os solteiros espirituais em nosso meio?

A br • Mai • )un 2019 I 47 |


■ Sexta, 26 de abril A no Bíblico: 2Rs 15-17

Estudo adicional
" m meio de uma vida de ativo labor, Enoque mantinha firmemente sua
comunhão com Deus. Quanto maiores e mais prementes eram seus
labores, mais constantes e fervorosas as suas orações. Ele perseverava em
excluir-se a certos períodos, de toda sociedade. Depois de permanecer por
certo tempo entre o povo, trabalhando para o beneficiar por meio de ins­
truções e exemplos, costumava retirar-se, a fim de passar um período em
solidão, com fome e sede daquele conhecimento divino que só Deus pode

4
transmitir. Comungando assim com Deus, Enoque chegou a refletir mais
e mais a imagem divina. Seu semblante irradiava santa luz; a mesma que
brilhava no rosto de Jesus Cristo. Ao sair dessa divina comunhão, os pró­
prios ímpios contemplavam com respeito o cunho celestial estampado em
sua fisionomia” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 52). Embora a his­
tória de Enoque seja encorajadora e tenha algo poderoso a dizer sobre os
que escolhem ter momentos de isolamento, muitos enfrentam uma solidão
que não escolheram. Podemos sempre ter uma comunhão alegre com o Se­
nhor, que está sempre presente, mas às vezes ansiamos o companheirismo
humano. É fundamental que estejamos prontos para estender a mão aos
que estão assentados ao nosso lado a cada sábado, passando por um perío­
do terrível de solidão. E se você estiver passando por um momento como
esse, procure alguém em quem confia e conte seu problema a essa pessoa.
Muitas vezes não podemos, simplesmente com um olhar, saber o que uma
pessoa está passando. Para alguns, é fácil se esconder atrás de uma máscara.

Perguntas para discussão


1. Como sua igreja pode ser mais sensível às necessidades das pessoas so­
litárias?
2. “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente
em toda e qualquer situação” (Fp 4:11). Qual é o contexto dessas pala­
vras de Paulo? Como aplicar isso em nossa vida? Por que devemos ter
cuidado ao citar essa passagem para alguém que está verdadeiramen­
te sofrendo?
3. Fale sobre um período em que você passou por uma forte solidão. O
que o ajudou? O que o feriu? Você aprendeu algo que poderia ajudar ou­
tras pessoas?
R esp ostas e atividades da sem ana: 1. B. 2. Devemos aprender a nos contentar em toda e qualquer situação, pois,
mesmo na solidão, Deus não nos abandona. 3. Quem é solteiro não adiciona à sua vida preocupações com o cônju­
ge, podendo dedicar-se completamente à causa do Senhor. 4. O Senhor detesta o divórcio; Jesus o autorizou ape­
nas em caso de adultério e o tolerou pela dureza do nosso coração. Quem se separa não pode se casar com outra
pessoa, a não ser no caso de adultério ou se o ex-cônjuge já possui outra pessoa. 5. A. 6. Deus, nosso Criador, é nos­
so Esposo. Não precisamos sentir-nos sozinhos, pois Ele está sempre ao nosso lado.

I 48 | Estações da Família
Liçao
Conselhos
5 para famílias

VERSO PARA MEMORIZAR:


"Confia no SEN H O R de todo o teu
coração e não te estribes no teu próprio
entendimento. Reconhece-O em todos
os teus caminhos, e Ele endireitará as
tuas veredas" (Pv 3:5, 6).

Leituras da semana: P v 5:3-14;


13:22; 14:26; 17:22; 23:13; 31:10-31;
M t 19:5; 1Co 7:3, 4

Sábado, 27 d e a b ril Ano Bíblico: 2Rs 18, 19

ão importa a fase da vida em que estejamos hoje, todos viemos de uma


N mãe e de um pai, independentemente do tipo de relacionamento que
tivemos com eles após nosso nascimento, se é que convivemos com eles.
Por outro lado, algumas pessoas nunca constituíram sua própria família
além daquela em que cresceram.
Seja qual for a nossa situação ou fase da vida, o livro de Provérbios reú­
ne instruções, poemas, perguntas e sábios provérbios. O relacionamento
familiar é abordado diretamente, e outras palavras de sabedoria podem ser
aplicadas ao lar. Na verdade, Provérbios é formulado como um documen­
to fam iliar em que os segredos para uma vida piedosa são transmitidos
de pai para filho. Assim como os pais podem escrever uma carta aconse­
lhando um filho ou filha que está indo para a faculdade, ou indo morar
ou trabalhar longe de casa, o livro de Provérbios também retrata um pai
que se dirige a seu filho: “Filho meu, ouve o ensino de teu pai e não dei­
xes a instrução de tua mãe” (Pv 1:8). O livro de Deuteronômio orienta os
pais a compartilhar suas convicções com a próxima geração. Isso é o que
o livro de Provérbios também faz. Na convocação do pai, ouvimos a voz
do Pai celestial nos chamando a aprender.

l 54 | Estações da Família
■ Domingo, 28 de abril Ano Bíblico: 2Rs 20, 21

Ame a mulher certa


1. Enumere as consequências e problemas envolvidos em uma relação sexual
antes do casamento ou um caso extraconjugal, conforme descritos em Pro­
vérbios 5:3-14. Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis e tris­
teza.
B. ( ) Morte; perda da honra, dos anos de vida e dos bens.

pessoa piedosa reserva (se não for casada) e preserva (se for casada) suas
A mais profundas afeições e intimidade sexual para o casamento. O livro de
Provérbios é especificamente endereçado aos homens, mas a mesma ideia re­
lacionada às mulheres é expressa em Cântico dos Cânticos de Salomão (com­
pare com Ct 4:12-15). A poderosa atração do amor ilícito deve ser contrastada
com as terríveis consequências desse pecado. Relações sexuais casuais não
possuem compromisso e, portanto, ficam muito aquém da verdadeira in­
timidade. Recursos materiais, físicos e emocionais são desperdiçados. E, o
mais importante, devemos responder a Deus pelas escolhas feitas na vida.
A intimidade sexual, um dos maiores presentes de Deus para o ser
humano, é um privilégio apenas do casam ento (Mt 19:5; 1Co 7:3, 4;
Hb 13:4). Em Provérbios, a imagem de um abundante manancial que satis­
faz é usada como um delicado símbolo do prazer e satisfação que os cônju­
ges devem obter, juntos, em seu amor. Isso é contrastado com o desperdício
que resulta da infidelidade. A expressão “a mulher da tua mocidade”
(Pv 5:18) indica que, mesmo quando os dois amadurecem e envelhecem, o
compromisso deles deve continuar. Um marido ainda é arrebatado (“em­
briagado” [Pv 5:19]) pelos encantos de sua esposa.
Na condição humana caída, os instintos sexuais podem seduzir indi­
víduos, afastando-os do propósito divino para a sexualidade. No entanto,
Deus também deu à humanidade o poder de raciocinar e escolher. Essas
tentações, se não forem continuamente subjugadas, podem se tornar ir­
resistíveis. Um firme compromisso com o propósito divino para a sexua­
lidade no casamento pode impedir o desenvolvimento de relações sexuais
ilícitas. A escolha da permanente fidelidade ao propósito de Deus para a
sexualidade no casamento não é apenas prudente, mas também traz re­
compensas abundantes.

Im agine alguém que esteja sofrendo com ten taçõ es sexuais capazes de destruir o casam en ­
to. Qual conselho você daria a essa pessoa?

Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site
http://reavivadosporsuapalavra.org
Abr • Mai • Jun 2019 | 55 |
■ Segunda, 29 de abril Ano Bíblico: 2Rs 22, 23

Um chamado aos pais


2. Quais qualidades de caráter dos pais têm consequências a longo prazo
para os filhos?
Pv 13:22; 27:23, 2 4 :_________________________________________________

Pv 14:26:

Pv 15:1, 18; 16:32:

Pv 1 5 :2 7 :___________________________________________________________

Pv 2 9:17:___________________________________________________________

caráter dos pais tem impacto direto sobre seus filhos e sobre o lega­

0 do a eles transmitido. Os filhos recorrem aos pais em busca de apoio,


afeto, orientação e exemplo. O livro de Provérbios elogia pais que são
provedores confiáveis e que gerenciam sabiamente os recursos da fam í­
lia. Muitas são as maneiras pelas quais “o que é ávido por lucro desonesto
transtorna a sua casa” (Pv 15:27); portanto, os pais devem estar atentos
para dar prioridade à família e não ao trabalho. Pais piedosos buscam ser
pacientes e dominar suas emoções. Eles levam em consideração o fato de
que seus filhos dependem deles. Disciplinam seus filhos, mas cuidam para
não abusar de sua posição de autoridade. Mais importante, os pais dedi­
cados desejam seguir a Deus e ser governados pelo Seu amor e pelos ensi­
nos de Sua Palavra, para que possam guiar seus filhos no caminho certo.
Por fim, a coisa mais importante que o pai pode fazer por seus filhos é
amar a mãe deles. Sua fidelidade e contínua afeição por ela, ou a falta dessas
coisas, têm um forte efeito sobre o bem-estar dos filhos até a idade adulta.
Em Provérbios, a lealdade a Deus, o compromisso com o casamento
e com a família, bem como a integridade na vida pessoal e comunitária,
são temas fundamentais. O sucesso em todas as coisas depende da con­
dição do coração do indivíduo. As atrações do pecado, seja sexo, preguiça,
riqueza ou poder, são abundantes, mas o marido e pai sábio busca a aju­
da de Deus para fazer escolhas certas continuamente.

São os princípios morais aqui expressos im p o rtan tes para todos, sendo ou não pais? Como
suas ações, boas ou ruins, têm afetad o outras pessoas, especialm ente seus filhos? Em que
aspectos você precisa ser mais cuidadoso(a)?

I 56 | Estações da Família
■ Terça, 30 de abril Ano Bíblico: 2Rs 24, 25

Correção com amor


3. Qual é a importância da disciplina e correção de uma criança? Pv 10:17; 23:13,
14; 29:1; 29:15

s pais às vezes disciplinam seus filhos para lhes mostrar o compor­

O tamento socialmente inaceitável, punir a desobediência e até mesmo


expressar seu descontentamento quando são constrangidos. Mas qual é
a intenção de Deus com a disciplina dos membros mais novos de Sua fa­
mília? Provérbios estabelece a disciplina no contexto da esperança para o
futuro (Pv 19:18). Os pais piedosos sabem que os filhos têm uma nature­
za pecaminosa. Somente um poder pode ajudá-los com isso, e esse poder
é Cristo (veja Ellen G. White, Educação, p. 29). A missão dos pais cristãos
e da disciplina é conduzir os filhos a Deus.
Sustentando uma planta frágil. Por meio de Cristo, a disciplina não é vista
como punição ou expressão de autoridade, mas como correção redentiva.
O plano de Deus é que pais amorosos, conhecendo a força do pecado, guiem
os filhos a Cristo. Pais cuidadosos corrigem de maneira gentil e firme, res­
tringindo e guiando os filhos nos primeiros anos, assim como um horti­
cultor dá suporte a uma árvore recém-plantada, até que o domínio próprio
surja e o jovem passe a confiar em Deus e a cooperar com o plano divino
para a salvação, crescimento e maturidade.

4. Qual mensagem para os pais é encontrada em Provérbios 13:24 e 23:13, 14?


Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Os pais devem ser condescendentes com seus filhos.
B. ( ) Os que amam seus filhos os disciplinam, pois isso os livrará da
sepultura.

Apenas algumas vezes a palavra “vara” (shebet, em hebraico) é mencio­


nada no contexto de disciplinar os filhos. É popular na literatura cristã so­
bre paternidade e maternidade a noção de que o uso da vara deve seguir
o exemplo do Pastor celestial, que a utiliza para guiar o rebanho (Sl 23:4).
Algumas passagens bíblicas indicam o ensino paciente, exemplo consis­
tente, boa comunicação e relacionamento próximo para influenciar os fi­
lhos à mudança (Dt 11:18, 19). Eles precisam se sentir amados pelos pais.
Isso é vital para que a disciplina seja corretiva e redentiva (Pv 13:24).

Quando a disciplina perde o propósito pretendido, por ser dura dem ais ou equivocada, como
os pais podem resolver os problemas com seus filhos?

A br • Mai • Jun 2019 I 57 |


■ Quarta, 1o de maio Ano Bíblico: 1Cr 1-3

A vida é melhor no canto do eirado?


5. De que maneira o livro de Provérbios descreve com humor algumas irrita­
ções da vida doméstica? Pv 21:9, 19; 27:15, 16. Que efeito tem esse humor?

iversos provérbios consideram como tratamos uns aos outros em rela­


D cionamentos próximos. Eles apresentam seu argumento com um leve
toque de humor, como aqueles provérbios sobre o amigo insensível que
“entoa canções junto ao coração aflito” (Pv 25:20) e o membro da fam í­

B lia que se levanta cedo e, “aos gritos”, abençoa os que dormem (Pv 27:14,
NVI). Ao lerem esses versos sobre mulheres briguentas, as esposas podem
querer acrescentar alguns “provérbios” sobre os homens! Elas retrucam
que esses ditados perpetuam exatamente o problema descrito nos provér­
bios, que escolhem como alvo apenas as mulheres, quando os maridos, que
compartilham a responsabilidade pela atmosfera do lar, são igualmente
capazes de ter um comportamento briguento. Pense, por exemplo, como
deve ter sido viver na casa de Caifás ou Anás!
Um coração alegre é de grande ajuda. Ter senso de humor na vida fam i­
liar é uma coisa boa. O humor lubrifica a maquinaria da vida, ajudando
a reduzir o estresse e as tensões. “O coração alegre é bom remédio, mas o
espírito abatido faz secar os ossos” (Pv 17:22). Provérbios toma um pou­
co do seu próprio remédio em todo o livro e nos dá permissão para rir de
alguns comportamentos que aborrecem e irritam. Talvez, o momento em
que sorrimos seja a melhor ocasião para falar de hábitos ou comportamen­
tos que nos irritam ou incomodam. Por outro lado, o humor não deve ser
usado para minimizar ou ignorar problemas que requerem séria atenção.
Uma febre baixa pode ser um sintoma de uma infecção crônica. Brigas,
resmungos e reclamações podem sinalizar que há ira reprimida em um ou
mais membros da família, talvez relacionada a dificuldades com a recipro­
cidade ou a comunicação no relacionamento. O parceiro que reclama tenta
compensar o percebido poder, controle e falta de vontade de se comunicar
do outro. Se a infecção for removida, os sintomas desaparecerão. Na famí­
lia cristã, em vez de evitar o problema, ou uns aos outros, os membros de­
senvolvem seu amor pelo Senhor e seu compromisso mútuo de comunicar
suas necessidades e sentimentos, verificar a raiz de sua ira e arrancá-la.

P o r que o riso é tão im p o rtan te para o lar? Como ele pode ser usado para o bem ? Como pode
ser p ervertido e usado para o mal? Com partilhe sua resposta com a classe.

|58 | Estações da Família


■ Quinta, 2 de maio A no Bíblico: 1Cr 4-6

Uma esposa verdadeiramente rica


6. O livro de Provérbios encerra com elogios a uma esposa virtuosa. Quais são
as características e qualidades elogiadas? Pv 31:10-31

mulher descrita é especial assim como a poesia que a descreve. Cada


A um dos versos, desde Provérbios 31:10, começa com uma das 22 le­
tras do alfabeto hebraico. Percebe-se nesses versos um tributo a uma es­
posa digna - um tributo que nem mesmo todo o alfabeto apresenta uma
estrutura suficiente para exaltá-la da maneira devida!
A ênfase de Provérbios no casamento com uma boa parceira é refletida
em um ditado dos rabinos: “O lar de um homem é sua esposa”. “A mulher
virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente é
como podridão nos seus ossos” (Pv 12:4). No fim do livro, idealisticamente
reunidas na descrição de uma única mulher, há muitas habilidades: fabri­
cação de roupas, compra de imóveis, agricultura, administração doméstica
e financeira. Enquanto isso, a mulher virtuosa cuida bem da sua família.
Eles a amam e a elogiam.
Não devemos esperar que todas as mulheres tenham essa extensa lis­
ta de talentos. Eles também não são um modelo pelo qual os maridos de­
vem avaliar suas esposas. Em vez disso, ao descrever essas capacidades
e qualidades, o livro de Provérbios comunica o que é mais importante e
universalmente relevante para as mulheres, assim como para os homens:
fidedignidade, compaixão, confiabilidade, fidelidade, bondade e diligên­
cia. O segredo de uma vida como essa, de acordo com Provérbios 31:30, é
temer ao Senhor.
Em Provérbios 31:10, a palavra para “virtuosa” ou “exemplar” (NVI)
significa “força”, “poder” ou “riqueza”. Ela é traduzida como “riquezas” no
Salmo 62:10 e descreve os homens “valorosos” de Josué (Js 1:14, ARC).
Boaz elogia Rute com a palavra “virtuosa” (Rt 3:11). Em Provérbios 31:10,
há um “jogo” com o conceito de “riqueza”. A verdadeira riqueza está no ca­
ráter, na integridade e no temor do Senhor. Isso excede muito o valor en­
contrado em pedras preciosas.

Quais mulheres valorosas e virtuo sas influenciaram sua vida? Como você expandiria a lista
de qualidades de caráter, virtud es e capacidades das mulheres piedosas?

A br • Mai • )un 2019 |59 |


■ Sexta, 3 de maio A no Bíblico: 1Cr 7-9

Estudo adicional
obre a importância de manter o coração no Céu, Ellen G. White escre­
S veu: “Os cristãos devem ser cuidadosos em guardar o coração com toda
a diligência. Devem cultivar o amor pela meditação e espírito de devoção.
Muitos parecem lamentar os momentos empregados em meditação, na
pesquisa das Escrituras e na oração, como se o tempo assim empregado
fosse perdido. Desejaria que todos vocês pudessem ver essas coisas sob a
perspectiva que Deus deseja sejam vistas; pois, então, dariam ao reino do
Céu um lugar de suprema importância. M anter o coração no Céu fortale­
cerá todos os seus dons, comunicará vida a todos os seus deveres. O dis-
ciplinar a mente em se demorar nas coisas celestiais dará vida e fervor a

5
todas as nossas atividades. [...] Somos anões nas conquistas espirituais”
(Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, p. 1311).

Perguntas para discussão


1. Para muitos cristãos que buscam “guardar seu coração” contra a tenta­
ção, é útil ter uma rede de apoio. De que maneira isso fortalece as ora­
ções, o estudo da Bíblia e a confiança no Espírito Santo? Seria necessário
buscar ajuda profissional na luta contra tentações que nos levam ao pe­
cado e que parecem invencíveis?
2. Assim como ocorre com muitas coisas maravilhosas que Deus nos deu,
como o riso e o humor podem ser pervertidos e transformados em algo
prejudicial?
3. Em contraste com Provérbios 31, quais qualidades a cultura contempo­
rânea tende a exaltar nas mulheres? Como podemos, como indivíduos,
nos proteger desse mesmo comportamento degradante?
4. Em geral, quais atitudes culturais, no que diz respeito à vida familiar
em sociedade, conflitam diretamente com os princípios bíblicos de vida
familiar? Por outro lado, existem algumas atitudes culturais semelhan­
tes aos princípios bíblicos? Quais seriam elas e como podem ser usadas
para fortalecer nossa família?

R esp ostas e atividades da sem ana: 1. B. 2 . O homem de bem deixa herança aos filhos de seus filhos; é atencioso;
tem ente ao Senhor; é calmo e paciente; repudia o suborno; disciplina seus filhos. 3. A criança disciplinada anda nos
caminhos da vida. Corrigir com a vara em amor não matará a criança; antes, a livrará da sepultura. 4. B. 5. O livro de
Provérbios descreve com certo toque de humor o convívio com uma esposa briguenta e rixosa, em contraste com a
vida no deserto ou num canto sob o eirado, e em paralelo com o gotejar da chuva. O efeito desse humor é instrutivo.
6. A mulher virtuosa atende às necessidades da sua família e trabalha desde cedo, pois não é preguiçosa. Ela ajuda
o aflito e o necessitado, fala com sabedoria e tem um coração bondoso.

I 60 | Estações da Família
Liçao
A canção
6 de amor do rei

VERSO PARA MEMORIZAR:


"Põe-me como selo sobre o teu coração,
como selo sobre o teu braço, porque o
amor é forte como a morte, e duro como
a sepultura, o ciúme; as suas brasas
são brasas de fogo, são veementes
labaredas" (Ct 8:6).

Leituras da semana: Ct 1-8; Gn 2:7;


1Co 7:3-5; Jo 17:3; 1Jo 1:9; Rm 1:24-27;
Gl 5:24

Sábado, 4 d e m a io A no Bíblico: 1Cr 10-12

ntre as estações da vida, uma das mais importantes é o casamento. No­


E vamente, é preciso dizer que nem todos se casam, mas, para aqueles
que o fazem, o casamento também traz desafios e bênçãos especiais. En­
tre essas bênçãos está o maravilhoso dom da sexualidade. No tempo e lu­
gar certos, esse dom pode ser uma poderosa expressão de amor.
Ao contrário da opinião popular, a Bíblia não é contra o sexo. Ela é con­
tra o uso indevido desse maravilhoso dom do Criador para o ser humano.
Na verdade, o livro de Cântico dos Cânticos de Salomão, um dos menores
e talvez menos lidos livros da Bíblia, descreve o relacionamento entre uma
jovem noiva, Sulamita, e seu amado (acredita-se que este seja o próprio rei
Salomão). O livro revela os mistérios da intimidade humana e os prazeres do
amor conjugal no casamento. Embora Cantares tenha sido frequentemente
tratado de maneira alegórica, como um símbolo do relacionamento entre Deus
e Seu povo ou entre Cristo e a igreja, ele é, antes de tudo, um poema sobre
o amor em um relacionamento muito real entre um homem e uma mulher.
Nesta semana, examinaremos o casamento conforme ele é retratado
nesse livro do Antigo Testamento.
No dia 25 de maio, será realizado o Impacto Esperança! Entregaremos milhões de
livros E s p e ra n ç a p a ra a fam ília! Vamos a lugares não alcançados. Ofereça livros e dê
atenção às pessoas.
I 66 | Estações da Família
■ Domingo, 5 de maio Ano Bíblico: 1Cr 13-16

Vida indivisível
1. Como você caracterizaria a visão bíblica sobre o corpo humano? Gn 2:7;
Sl 63:1; 84:2; 1Co 6:19, 20; 1Ts 5:23

lgumas religiões creem no dualismo, uma filosofia que vê o corpo


A humano como um problema para a vida do espírito. Isto é, o corpo é
considerado mau, enquanto o “espírito” é considerado bom. Contudo, nas
Escrituras, o corpo humano, inclusive suas características sexuais, integra
todo o ser. A vida é “corpo” e “espírito” (veja Gn 2:7). O salm ista se doou
por inteiro em adoração a Deus (Sl 63:1; 84:2). A pessoa inteira deve ser
santificada, separada para o propósito santo planejado por Deus.

2. Cantares reflete uma visão positiva do corpo humano, no contexto da


relação sexual. Como esses textos revelam essa atitude? Ct 1:2, 13; 2:6;
5:10-16; 7:1-9. Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Cada parte do corpo do homem e da mulher é elogiada e compa­
rada a coisas belas e prazerosas.
B. ( ) Embora o corpo humano seja apresentado de maneira positiva, a
descrição de uma relação sexual é perniciosa.

Ao longo desse texto sagrado, o corpo humano é admirado. Os aspec­


tos físicos do amor conjugal não são um constrangimento. Uma extensa
série de emoções é apresentada abertamente.
Normalmente existem poderosos tabus sexuais em muitas culturas. Os
casados muitas vezes têm dificuldade de se comunicar de maneira saudável
em relação à sua vida íntima. Semelhantemente, muitas vezes as crianças
são privadas da oportunidade de aprender sobre sexualidade no contexto
de um lar cristão, onde os valores piedosos podem ser integrados a infor­
mações precisas. A abertura da Bíblia em relação à sexualidade convida o
povo de Deus a se sentir mais confortável quanto a esse assunto, de ma­
neira que esse aspecto essencial da vida seja tratado com o respeito e a
dignidade devidos a esse dom tão grandioso do Criador.

Como podem os nos p roteger das influências culturais e morais que transform am a sexuali­
dade em nada, além de uma paixão animal degradante, ou fazem dela algo vergonhoso que
nunca deve ser m encionado? Como a Bíblia nos m ostra que ambos os extrem os estão errados?

Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site
http://reavivadosporsuapalavra.org

A br • Mai • )un 2019 l 67 |


■ Segunda, 6 de maio A no Bíblico: 1Cr 17-20

Os amores da canção de amor


3. Quais são os vários aspectos do amor apresentados em Cantares? Como
podemos descrevê-los? Ct 1:2, 13; 2:10-13, 16; 3:11; 4:1-7; 5:16; 6:6; 7:1-9; 8:6, 7

antares mostra como os amigos passam tempo juntos, comunicam-se


C abertamente e cuidam um do outro. Nesse livro, dois bons amigos se
casam, tornando-se cônjuges. A esposa declara: “Tal é [...] o meu amigo”
(Ct 5:16, ARC). A palavra amigo expressa companheirismo e amizade sem
a implicação da parceria sexual. Feliz é o marido ou a esposa cujo cônju­
ge é um amigo(a) querido(a).
Ao longo do poema, elogios íntimos e gestos amorosos transm item a
forte atração, o prazer físico e emocional que o homem e a mulher encon­
tram um no outro. A intimidade natural do amor romântico é um dom do
Criador, a fim de ajudar os cônjuges a se unirem intimamente um com o
outro no casamento. Visto que os cônjuges estão abertos à obra do amor
divino em seu coração, seu amor humano é “refinado e apurado, elevado
e enobrecido” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 99).
Essas passagens do livro de Cantares também comunicam os pensa­
mentos mais elevados sobre o amor. No entanto, o amor verdadeiro não
é natural ao coração humano; é um dom do Espírito Santo (Rm 5:5). Esse
amor une marido e mulher em uma união duradoura. É o amor compro­
metido, tão desesperadamente necessário no relacionamento entre pai e
filho a fim de desenvolver nos jovens um senso de confiança. É o amor ab­
negado que une os cristãos no corpo de Cristo. Cantares nos chama a fazer
desse amor uma força ativa em nosso relacionamento com nosso cônjuge.

4. Como essa intimidade reflete, à sua maneira, a intimidade que podemos ter
com Deus? Quais paralelos podemos traçar? (Exemplos: passar tempo com
Deus, entregar-se completamente ao Senhor, etc.)

I 68 | Estações da Família
■ Terça, 7 de maio Ano Bíblico: 1Cr 21-24

Um conhecimento amoroso
uitos têm visto o liv ro de Cantares como um “retorno ao Éden”.
M Em bora a referência não seja ao prim eiro casal, o poema cham a a
atenção para um jardim . Nesse livro, o plano de Deus de que os cônjuges
fossem “um a só carne” (Gn 2:24, 25) é retratado em delicadas metáforas
e símbolos.

5. Que compromisso com a reciprocidade na vida íntima do casal é apre­


sentado em Cantares 4:7—5:1, à semelhança da instrução de Paulo em
1 Coríntios 7:3-5?

Salomão a convidou: “Vem comigo” (Ct 4:8, ARC). Sua noiva corres­
pondeu ao convite. M ais tarde, ela o convidou: “Que o meu amado entre
em seu jardim ” (Ct 4:16, N V I). Ele tam bém atendeu ao convite (Ct 5:1).
As Escrituras ensinam nesses textos que não deve haver força nem m a­
nipulação nesse ambiente íntim o. Ambos os cônjuges entram de m aneira
voluntária e amorosa nesse relacionamento. “ M eu jardim ” é “seu jardim ”.
“Salomão” e “Sulam ita” com partilham nomes derivados da palavra he­
braica shalom , que significa “paz” ou “plenitude”. A admiração deles é mútua
(Ct 4:1-5; 5:10-16). O equilíbrio em seu relacionamento é evidenciado até
mesmo no estilo poético dos versos emparelhados. A expressão da aliança,
“o meu amado é meu, e eu sou dele” (Ct 2:16), ecoa a linguagem do Éden:
“Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da m inha carne” (Gn 2:23).

6. Como a descrição da união conjugal mediante a palavra "conhecer" en­


riquece a compreensão do nosso relacionamento com Deus? Gn 4:1, 25;
1Sm 1:19; Lc 1:34; )o 17:3; 1Co 8:3. Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Mostra que precisamos ter mais informações e teorias sobre Deus.
B. ( ) Como o homem “conhece” a m ulher e tem intim idade com ela, de­
vemos ter um a experiência profunda com Deus.

A Bíblia usa a palavra “conhecer” para designar a união entre o m ari­


do e a esposa. Nesse “conhecimento” amoroso, o mais íntim o e oculto do
ser é oferecido ao outro. Não apenas dois corpos, mas tam bém dois cora­
ções são unidos em “um a só carne”. A palavra “conhecer” também descreve
a relação entre os indivíduos e Deus. Para o cristão perspicaz, o conhe­
cimento afetuoso e singular do m atrim ônio apresenta um a profunda v i­
são do mais sublime e santo m istério de todos os tempos: a união entre
Cristo e a igreja.

A br • Mai • Jun 2019 I 69 |


■ Quarta, 8 de maio Ano Bíblico: 1Cr 25-27

Amor no tempo certo


eia Cantares 4 :8 -5 :1 . Cantares 4:16 e 5:1 são o centro desse livro e des­
L crevem, por assim dizer, seu clímax no momento em que o casamento
entre Salomão e Sulamita é consumado.

7. A que Salomão se referiu nas seguintes passagens? Ct 4:12, 16; 5:1; 8:8-10.
Assinale "V ” para verdadeiro ou “ F” para falso:
A. ( ) À pureza e virgindade da amada comparadas a um jardim fecha­
do ou a uma fonte selada.
B. ( ) Ao pecado de sua amada, que caía em tentação e era um jardim
destruído.

Em Cantares, encontramos algumas das evidências mais convincentes


das Escrituras acerca do plano de Deus de que as pessoas permaneçam sexual­

B mente puras até o casamento. Uma das mais poderosas é uma referência à infân­
cia de Sulamita, quando seus irmãos indagavam se ela seria um “muro” ou uma
“porta” (Ct 8:8, 9). Em outras palavras, ela permaneceria pura até o casamento
(um muro) ou seria promíscua (uma porta)? Como adulta, ela confirmou que ha­
via mantido a pureza para seu marido: “Eu sou um muro” (Ct 8:10). Na verdade,
Salomão confirmou que ela ainda era virgem até a noite de núpcias, afirmando
que ela era “um jardim fechado, [...] manancial recluso, fonte selada” (Ct 4:12).
A partir de sua experiência, ela pôde aconselhar suas amigas a dar os passos do
amor e do casamento com muito cuidado. Três vezes em Cantares Sulamita se
dirigiu a um grupo de mulheres chamadas de “filhas de Jerusalém” para acon­
selhá-las a não despertar a intensa paixão do amor até o momento apropriado
(Ct 2:7; 3:5; 8:4), isto é, até que se encontrassem em segurança na íntima alian­
ça do casamento, assim como ela.
Pela segunda vez no poema, o amado convidou sua noiva a ir embora
com ele (Ct 2:10; 4:8). Antes do casamento, ela não podia aceitar o convite
dele, mas depois ela o convidou a ir até seu jardim (Ct 4:16), e ele aceitou
alegremente (Ct 5:1). Ele não foi apenas atraído por sua beleza; ela arreba­
tou seu coração (Ct 4:9); ele estava embriagado com seu amor (Ct 4:10) e
empolgado, pois, a partir daquele momento, e para sempre, ela era dele e
de mais ninguém: “Jardim fechado és tu, minha irmã, noiva minha, ma­
nancial recluso, fonte selada” (Ct 4:12). Em sua união com essa mulher
perfeita, ele se viu alcançando a terra prometida: “Os teus lábios, noiva
minha, destilam mel. Mel e leite se acham debaixo da tua língua” (Ct 4:11).

Quais são as boas notícias para os que se arrependem de suas escolhas erradas quanto à ex­
pressão de sua sexualidade? (1Jo 1:9; com pare com Sl 103:12; Is 55:7; Jo 8:11).

| 70 | Estações da Família
■ Quinta, 9 de maio A no Bíblico: 1Cr 28, 29

Guardando o presente do Criador


eus tinha um propósito especial ao criar a humanidade como homem
D e mulher (Gn 1:26-28). Embora cada um revele a Sua imagem, a união
dos sexos opostos em “uma só carne” no casamento reflete a unidade da
Divindade de modo especial. A união do masculino e do feminino também
proporciona a procriação, expressão humana original da imagem divina.

8. Qual é a atitude das Escrituras em relação às práticas sexuais que não es­
tão de acordo com o plano do Criador? Lv 20:7-21; Rm 1:24-27; 1Co 6:9-20.
Assinale a alternativa correta:
A. ( ) A Bíblia adverte sobre o erro e suas graves consequências.
B. ( ) A Escritura é flexível e elogia a diversidade sexual.

As Escrituras desaprovam tudo o que altera ou destrói a imagem de Deus


na humanidade. Ao estabelecer como proibidas certas práticas sexuais,
Deus guia Seu povo rumo aos propósitos corretos para a sexualidade.

9. Qual é a orientação para os cristãos quanto à sua sexualidade e a dos


outros em um mundo caído? Rm 8:1-14; 1Co 6:15-20; 2Co 10:5; Gl 5:24;
Cl 3:3-10; 1Ts 5:23, 24

Aguardamos a libertação da corrupção do pecado no retorno de Cris­


to. Esperamos em fé, considerando-nos mortos para o pecado mediante a
morte de Cristo na cruz e vivos Nele mediante Sua ressurreição. Por meio
do poder do Espírito, nossa natureza pecaminosa é crucificada e obede­
cemos a Cristo em nossos pensamentos. Nosso corpo e sexualidade per­
tencem a Deus e os usamos de acordo com Seu plano divino.
Deus perdoa os que se arrependem do pecado (1Jo 1:9). O evangelho
permite que indivíduos que antes se entregavam à promiscuidade e à ati­
vidade sexual pecaminosa, participem da comunhão cristã. Devido à ex­
tensão em que o pecado alterou a sexualidade humana, alguns podem ser
incapazes de viver uma restauração completa nesse aspecto da experiên­
cia humana. Alguns, por exemplo, podem escolher uma vida de celibato
em vez de se envolverem em qualquer relação sexual proibida pela Pala­
vra de Deus.

Como devem os tra ta r os hom ossexuais? A o rientação sexual dessas pessoas deve influen­
ciar nossa atitud e?

A br • Mai • Jun 2019 l 71 |


■ Sexta, 10 de maio Ano Bíblico: 2Cr 1-4

Estudo adicional
" casamento recebeu a bênção de Cristo e deve ser considerado uma
instituição sagrada. A verdadeira religião não deve agir contra os pla­
nos do Senhor. Deus ordenou que homem e mulher se unissem em santo
vínculo matrimonial, para criar famílias que, coroadas de honra, fossem
símbolos da família do Céu. E, no início do Seu ministério público, Cris­
to deu Sua decidida aprovação à instituição que havia criado no Éden. As­
sim, declarou Ele a todos que não recusará Sua presença em ocasiões de
matrimônio, e que o casamento, quando unido à pureza e santidade, ver­
dade e justiça, é uma das maiores bênçãos concedidas à família humana”
(Ellen G. w hite, Filhas de Deus, p. 180, 181).
O amor sexual no casamento é maravilhoso. Mas um relacionamento du­
radouro não pode ser fundamentado na beleza exterior e nos prazeres físicos.
O corpo envelhece e se deteriora, e nenhuma dieta, exercício e cirurgia plásti­

B ca nos manterão para sempre jovens. O casamento de Salomão e Sulamita foi


um compromisso vitalício. Por três vezes eles confirmaram que pertenciam
um ao outro (Ct 2:16; 6:3; 7:10). A primeira vez foi um reconhecimento de pro­
priedade mútua (compare com Ef 5:21, 33). Na segunda vez, ela inverteu a or­
dem para confirmar sua submissão (veja também Ef 5:22, 23). A terceira vez
ele expressou seu desejo por ela (Ef 5:24-32). Esse amor não pode ser apaga­
do nem afogado (Ct 8:7); é como um selo que não pode ser quebrado (Ct 8:6).

Perguntas para discussão


1. A descrição da esposa perfeita (Ct 4:1-5; 6:8 e 7:1-9) se compara à ex­
pressão de Adão quando viu Eva? (Gn 2:23) Como o marido deve se re­
lacionar com a esposa? (Ef 5:28, 29).
2. Alguns veem em Cantares uma alegoria da relação que existe entre Deus
e Seu povo ou entre Jesus e Sua igreja. Embora precisemos ter cuidado
para não “alegorizar” demais, quais características do relacionamen­
to entre essas duas pessoas podem ser comparadas ao nosso relaciona­
mento com Deus? Compare também com Is 54:4, 5; J r 3:14; 2Co 11:2.
3. Leia Provérbios 31:26; 25:11 e Cantares 5:16. Nossas palavras são im­
portantes o bastante para destruir ou fortalecer nosso cônjuge e enfra­
quecer ou fortalecer nosso casamento? Use os seguintes textos como
ilustração adicional: Tg 1:26; 3:5-11.
R esp ostas e atividades da sem ana: 1. Somos seres completos, tendo corpo (matéria, pó da terra) e fôlego de vida
(sopro de Deus). Som os indivisíveis. 2. A. 3. O amor percorre uma jornada: a amizade, o romance, o carinho, a admi­
ração e o sexo. 4. Assim como na intimidade com nosso cônjuge, podemos nos doar completamente a Deus, passar
tem po com Ele e servi-Lo de maneira abnegada. 5. Cantares revela o convite que Salomão e sua amada fazem um
ao outro para entrarem "no jardim”. O convite e o prazer são recíprocos. Paulo também falou da intimidade sexu­
al do marido e da mulher. O corpo dele pertence a ela; e o dela, a ele. 6. B. 7. V; F. 8. A. 9. Devemos crucificar as pai­
xões da carne e viver pelo Espírito.

I 72 | Estações da Família
Liçao
Segredos para
7 a unidade familiar
VERSO PARA MEMORIZAR:
"Não rogo somente por estes, mas
também por aqueles que vierem a crer
em Mim, por intermédio da sua palavra;
a fim de que todos sejam um; e como és
Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também
sejam eles em Nós; para que o mundo
creia que Tu Me enviaste" (Jo 17:20, 21).

Leituras da semana: Gn 33:12-14;


R t 1:16-18; Jo 17:21-26; Gl 3:28;
E f 2:11-22; 5:21-6:9

■ Sábado, 11 d e m a io Ano Bíblico: 2Cr 5-7

vida fam iliar representa distintas estações da vida para diferentes


A pessoas. Para a mãe e o pai, o nascimento dos filhos representa uma
mudança muito importante e vitalícia. Evidentemente, para os filhos, pas­
sar a existir é, de fato, o início de um novo ciclo. Em seguida, eles passam
pelas várias fases da vida até saírem de casa e terem seus próprios filhos.
No entanto, seja como pais ou como filhos, na família, todos lutamos
contra a mesma coisa, isto é, contra nossa natureza pecaminosa e caída,
que pode tornar a unidade na vida familiar, no mínimo, muito desafiadora.
Evidentemente, no corpo de Jesus Cristo na cruz, toda a humanidade
foi reconciliada com Deus e uns com os outros (Ef 2:13-16; Cl 1:21-23). Po­
rém, de modo prático e numa frequência diária, devemos nos apropriar da
graça de Cristo, a única que pode tornar a unidade familiar uma experiên­
cia viva para todos os que a buscam em fé. Essa deve ser uma experiência
cotidiana em nossa vida. Felizmente, pela graça de Cristo, ela é possível.

I 78 | Estações da Família
■ Domingo, 12 de maio Ano Bíblico: 2Cr 8, 9

Cristo, o centro
1. Qual ilustração Paulo usou para descrever a nova unidade em Cristo? Como
Cristo fez "um” de "dois” ? Ef 2:11-22; Gl 3:28. Assinale a alternativa correta:
A. ( ) O arco-íris, símbolo da unidade entre as pessoas.
B. ( ) O corpo humano e um edifício nos quais muitas partes formam
um todo.

cruz de Cristo remove as barreiras que separam as pessoas. Muros se­


A paravam os adoradores no templo judeu: homens de mulheres e judeus
de gentios. Ao descrever a unidade de judeus e gentios em Cristo, Paulo
usou uma linguagem que se aplica igualmente a outras divisões entre na­
ções, grupos de pessoas, camadas sociais e sexos. “[...] Para que dos dois
criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz” (Ef 2:15). Essa é
uma boa notícia para os casais, pois os ajuda a conhecer verdadeiramente
a unidade de “uma só carne” no casamento. Além disso, pela fé em Cristo,
famílias há muito tempo separadas podem ser reconciliadas.

2. Uma coisa é citar textos bíblicos sobre a unidade em Cristo; outra totalmen­
te diferente é realmente vivenciá-la. Quais mudanças práticas Cristo traz à
nossa vida, habilitando-nos a experimentar a unidade que nos foi prome­
tida? Rm 6:4-7; 2Co 5:17; Ef 4:24-32

“Desenhem um grande círculo, de cuja periferia saiam linhas que se


dirijam todas para o centro. Quanto mais próximo do centro mais próxi­
mas as linhas estão umas das outras. [...]
“Quanto mais perto nos achegamos de Cristo, mais perto estaremos
uns dos outros” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 179).
“Entre pai e filho, marido e mulher [...] está Cristo, o Mediador, quer eles
sejam capazes de reconhecê-Lo ou não. Não podemos estabelecer contato
direto fora de nós mesmos, exceto por intermédio Dele, de Sua palavra e da
nossa imitação Dele” (Dietrich Bonhoeffer, The CostofDiscipleship [O Custo
do Discipulado]; Nova York: The MacMillan Publishing Co., 1979, p. 108).

Sua família ou igreja estão próximas ao centro desse círculo? O que mais deve se aproxim ar
do centro para que os relacionam entos sejam com o deveriam ser?

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Abr • Mai • jun 2019 | 79 |
■ Segunda, 13 de maio A no Bíblico: 2Cr 10-13

Tornando-nos um por meio de Seu amor


" Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros
e para com todos” (1Ts 3:12).

3. Jesus orou ao Pai para que Seus seguidores fossem um (Jo 17:22). Resuma
o que Ele quis dizer com isso, concentrando-se especificamente na função
do amor necessário para alcançar essa unidade.

Nessa oração, Jesus tinha em mente a unidade entre Seus seguidores.


Experimentar o amor ágape é essencial para essa unidade. “Ágape” é a pa­
lavra bíblica para designar o amor de Deus, usada nessa oração e em mui-
tas outras partes do Novo Testamento. Esse amor é a própria natureza

D de Deus (1Jo 4:8) e identifica os seguidores de Jesus (Jo 13:35). O amor


de Deus não é natural ao coração humano pecaminoso. Ele entra na vida
quando Jesus habita no cristão por meio de Seu Espírito (Rm 5:5; 8:9, 11).
“Amem-se uns aos outros como Eu os am ei’” (Jo 15:12, NVI). O discípu­
lo João, que escreveu essas palavras, não era amável, mas orgulhoso, se­
dento de poder, crítico e irascível (Mc 3:17; Lc 9:54, 55; veja também O
Desejado de Todas as Nações, p. 295). Posteriormente em sua vida, ele se
lembrou de como Jesus continuou a amá-lo apesar dessas características.
O amor de Jesus gradualmente transformou João, habilitando-o a amar
os outros em unidade cristã. Ele escreveu: “Nós amamos porque Ele nos
amou primeiro”, e “se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós tam ­
bém amar uns aos outros” (1Jo 4:19, 11).

4. Leia 1 Coríntios 13:4-8. Coloque seu nome onde aparece a palavra "amor”.
Você se ajusta bem na descrição? Peça a Jesus que traga essas qualidades
do amor à sua vida por meio do Seu Espírito. Quais mudanças o Espírito
precisa levá-lo a fazer para alcançar esse ideal cristão?

I 80 | Estações da Família
■ Terça, 14 de maio A no Bíblico: 2Cr 14-16

Egoísmo: o destruidor da família


" e o orgulho e o egoísmo fossem postos de lado, cinco minutos basta­
riam para remover a maioria das dificuldades” (Ellen G. White, Pri­
meiros Escritos, p. 119).
Como seres humanos, nossa natureza foi corrompida pelo pecado.
E, talvez, o maior exemplo dessa corrupção seja a maldição do egoísmo.
Nascemos egoístas; podemos ver essa realidade em criancinhas, cuja na­
tureza essencial é desejar tudo para si. “Eu, eu, eu”. Quando chegamos à
idade adulta, esse traço pode se m anifestar de maneiras terríveis, espe­
cialmente no lar.
Evidentemente, Jesus veio para mudar isso (Ef 4:24). Sua Palavra nos
promete que, por meio Dele, podemos vencer esse destrutivo traço de ca­
ráter. Sua vida é um exemplo perfeito do que significa viver sem egoísmo;
à medida que imitamos Sua vida (1Jo 2:6), vencemos a tendência de viver
somente para nós mesmos.

5. O que os seguintes textos revelam sobre uma vida de abnegação?


Fp 2 :3 -5 :_____________________________________________________

1Jo 3:16-18:

Como vimos no texto de Ellen G. White citado anteriormente, se o or­


gulho e o egoísmo fossem postos de lado, muitos problemas poderiam ser
resolvidos rapidamente, antes que a situação se agravasse, se deterioras­
se, e se tornasse algo sórdido. Ao pé da cruz, todos os membros da famí­
lia, especialmente os pais, devem ser purificados desse pecado (Pv 16:6).
Afinal, a cruz é o maior exemplo de abnegação em todo o Universo. Dian­
te dela podemos alcançar a vitória, mesmo que isso signifique constante­
mente retornar à cruz e ajoelhar-se em oração, fé, lágrimas e submissão.

Q uanto tem p o você passa aos pés da cruz, lutando contra o egoísm o em sua vida? Com base
em M ateus 7:16, você tem passado tem p o suficiente ali?

A br • Mai • Jun 2019 l 81 |


■ Quarta, 15 de maio Ano Bíblico: 2Cr 17-20

Submissão
6. Qual conselho Paulo deu em relação à humildade e serviço nos relaciona­
mentos? (Ef 5:21). Como essa atitude contribui para a unidade na igreja? Por
que ela é tão importante no lar? (Ef 5:22-6:9).

ujeitar-se (Ef 5:21) significa colocar-se humildemente diante de outra


S pessoa com base em uma escolha voluntária. Esse princípio singular
começou com Cristo (Mt 20:26-28; Jo 13:4, 5; Fp 2:5-8) e caracteriza to­
dos os que são cheios do Seu Espírito (Ef 5:18). A “reverência por Cristo”
é o que motiva as pessoas a se submeterem dessa maneira (Ef 5:21). A re­
ciprocidade no sacrifício pessoal foi, e ainda é, um ensinamento cristão
revolucionário a respeito das relações sociais. Ela traz à consciência a rea­
lidade espiritual de que todos são um em Cristo; não há exceções.
Um princípio do lar. A prova da submissão cristã está no lar. Se esse prin­
cípio for eficaz ali, fará uma grande diferença na igreja. Da introdução do
princípio da submissão, Paulo passou imediatamente a discutir sua apli­
cação na família.
Três grupos de relacionamentos são abordados em Efésios 5 :2 2 -6 :9 :
os relacionamentos mais comuns e, no entanto, mais desiguais da socie­
dade. A intenção não é reforçar uma ordem social existente, mas mostrar
como a cultura da fé em Cristo atua quando há uma submissão voluntá­
ria e radicalmente diferente dos cristãos entre si.

7. Por que Paulo falou consistentemente, em primeiro lugar, com os mais fra­
cos socialmente em sua cultura - esposas, filhos e escravos? Quais expres­
sões qualificadoras estão vinculadas à submissão nos seguintes textos?
Ef 5:22; 6:1; 6:5. Assinale "V ” para verdadeiro ou “ F” para falso:
A. ( ) De acordo com o seu desejo; na sua sabedoria; como a cultura
orienta.
B. ( ) Como ao Senhor; no Senhor; como a Cristo.

Aqueles que têm maior poder social (maridos, pais e senhores), são
sempre abordados em segundo lugar. Cada um recebe uma ordem bas­
tante incomum para a cultura. Essas instruções devem ter surpreendi­
do os cristãos do primeiro século. Elas nivelaram as relações em torno da
cruz e abriram o caminho para que a verdadeira unidade fosse vivencia-
da nos relacionamentos.

l 82 | Estações da Família
■ Quinta, 16 de maio A no Bíblico: 2Cr 21-23

Vivendo o amor que prometemos


m última análise, a coesão e a unidade familiar dependem do compro­
E misso dos membros da família, começando com a responsabilidade dos
cônjuges de cuidar um do outro. Infelizmente, a história bíblica está reple­
ta de exemplos de promessas não cumpridas, confiança quebrada e falta de
comprometimento onde ele deveria estar presente. As Escrituras também
têm exemplos inspiradores de pessoas comuns que, com a ajuda de Deus,
comprometeram-se com amigos e familiares e cumpriram suas promessas.

8. Examine as seguintes famílias e seu nível de comprometimento. Como o


compromisso poderia ter sido fortalecido em algumas famílias? O que in­
centivou a dedicação demonstrada nas outras?
Compromisso entre pais e filhos (Gn 33:12-14; Êx 2:1-10):_____________

Compromisso entre irmãos (Gn 37:17-28):

Compromisso fam iliar (Rt 1:16-18; 2:11, 12, 20; 3:9-13; 4:10, 13):

Compromisso conjugal (Os 1:2, 3, 6, 8; 3:1-3):

Quando nos comprometemos com outra pessoa, como no casamento


ou na decisão de ter ou adotar um filho, deve haver uma renúncia volun­
tária da nossa parte para fazermos uma escolha diferente no futuro, uma
entrega do controle sobre uma parte importante da nossa vida. As leis po­
dem restringir o comportamento negativo, mas o casamento e o relacio­
namento familiar precisam de amor para que possam florescer.

O que significa para você a prom essa de Jesus em Hebreus 13:5? Qual efeito o com prom is­
so Dele com você deve te r em seu com prom isso com Ele, com seu cônjuge, filhos e com o u ­
tros cristãos?

A br • Mai • Jun 2019 l 83 |


■ Sexta, 17 de maio Ano Bíblico: 2Cr 24, 25

Estudo adicional
eia o capítulo “Círculo Sagrado”, p. 177-180, em O Lar Adventista; e Tes­
L temunhos Para a Igreja, v. 6, p. 236-238, de Ellen G. White.
Unidade - a primeira obra. “A primeira obra dos cristãos é serem uni­
dos na família. [...]
“Quanto mais intimamente os membros da família são unidos em sua
obra no lar, tanto mais edificante e útil será a influência que pais, mães,
filhos e filhas exercerão fora dele” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 37).
O segredo da união familiar. “A causa da divisão e discórdia na família e
na igreja é a separação de Cristo. Aproximar-se de Cristo é aproxim arem -
se uns dos outros. O segredo da verdadeira união na igreja e na família
não é a diplomacia, o trato habilidoso, o sobre-humano esforço para ven­
cer dificuldades, embora haja muito disso a ser feito, mas a união com
Cristo” (ibid., p. 179).

Perguntas para discussão


1. Comente sobre as forças na sociedade que atuam contra a unidade fam i­
liar. Quais soluções práticas você pode oferecer a uma família que luta
contra essas influências?
2. Existe uma família em sua igreja que se separou recentemente? Como
você pode ajudar cada membro nesse momento de crise?
3. Discuta a questão da submissão. Como ela deve ser entendida em um
contexto cristão? De que maneiras esse princípio tem sido mal utilizado?
4. Quais princípios de unidade fam iliar podem ser aplicados à ideia de
unidade na igreja?
Re sp o stas e atividade s da sem ana: 1. B. 2. No batismo, morremos para o eu e andamos em novidade de vida.
Portanto, podemos experim entar a unidade Nele. 3. Jesus nos chamou a ser unidos em um só propósito: alcançar
as pessoas para Seu reino. Não é possível ter essa unidade sem amor. 4. Comente com a classe. 5. Filipenses 2:3-5:
não devemos fazer nada por partidarismo, mas devemos ser humildes, pensando sempre nos outros. 1 João 3:16­
18: Cristo deu a vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. 6. Paulo nos aconselhou a nos sujeitarmos uns
aos outros no temor de Cristo. Ao fazermos isso, grande parte dos conflitos na igreja desaparecerão, o que prom o­
verá a unidade. Para que haja uma harmonia no lar, a submissão deve fazer parte dos relacionamentos entre marido
e mulher e entre pais e filhos. 7. F; V. 8. a) A submissão de Jacó ao ritmo de caminhada de seus filhos e seus animais.
A vida de seu filho motivou Joquebede a fazer um cesto para preservar a vida do menino Moisés. b) A inveja m oti­
vou os irmãos de José a venderem-no a uma caravana de ismaelitas; c) A fidelidade de Rute à sua sogra Noemi a mo­
tivou a acompanhá-la aonde quer que sua sogra fosse. d) Se Gômer tivesse se comprometido a ser fiel a Oseias as­
sim como ele havia sido a ela, essa família teria sido muito feliz. Apesar da infidelidade de Gômer, Oseias manteve
seu compromisso de fidelidade a ela.

I 84 | Estações da Família
Liçao
Paternidade
8 e maternidade

VERSO PARA MEMORIZAR:


"Herança do Senhor são os filhos; o fruto
do ventre, Seu galardão" (Sl 127:3).

Leituras da semana: Gn 18:11;


Jr 31:25; M t 11:28; S l 127; P v 22:6;
1Sm 3:10-14; Fp 3:13

Sábado, 18 de maio A no Bíblico: 2Cr 26-28

s nascimentos são ocorrências tão comuns e normais que nem sempre

O compreendemos plenamente a maravilha que eles representam. Ima­


gine o que Eva deve ter sentido ao segurar o bebê Caim em seus braços.
As mudanças que ela experimentou no seu corpo em crescimento duran­
te aqueles meses, a dor excruciante do parto, e então ver aquela crianci­
nha tão parecida com eles, mas tão indefesa. Que experiência deve ter
sido para Sara, com seus 90 anos, e muito após a idade fértil, contemplar
o rosto de seu filho, Isaque; ela devia sorrir toda vez que pronunciava o
nome dele. Depois de orar tanto tempo por um filho, Ana segurou Samuel
e disse: “Por este menino orava eu; e o SENHOR me concedeu a petição
que eu Lhe fizera” (1Sm 1:27). Imagine a perplexidade no coração de Ma­
ria, ainda jovem, ao abraçar seu filho, o Filho de Deus, em uma combina­
ção de admiração e medo.
Ao mesmo tempo, nem todos têm o privilégio e a responsabilidade que
vêm com a criação dos filhos. Nesta semana, examinaremos a estação da
paternidade e maternidade, com seus desafios, medos, satisfação e alegria.
No próximo sábado, 25 de maio, participaremos do Impacto Esperança!
Entregaremos a milhões de pessoas o livro E s p e ra n ç a p a ra a fam ília!

I 90 | Estações da Família
■ Domingo, 19 de maio Ano Bíblico: 2Cr 29-31

A paternidade e a maternidade sem filhos


1. Leia Gênesis 18:11; 30:1; 1 Samuel 1:1-8 e Lucas 1:7. O que essas pessoas ti­
nham em comum? Como Deus respondeu aos seus anseios? Assinale a al­
ternativa correta:
A. ( ) Elas estavam arrependidas porque tiveram muitos filhos.
B. ( ) Elas desejavam ter filhos e não conseguiam.

s filhos são uma bênção. Mas, por alguma razão, Deus nem sempre

O abençoa todas as pessoas com filhos. Algumas esperam e pedem a Deus


uma família, e Ele atende graciosamente seu pedido, às vezes de maneira
miraculosa, como no caso de Sara; outras pessoas igualmente fervorosas
em suas petições diante do trono de Deus recebem um silêncio ensurdece­
dor. Sempre que veem amigos louvarem a Deus pela gestação e a chegada de
seus bebês, a ferida dessas pessoas fica cada vez mais profunda ao conviver
com o ninho vazio. Até mesmo perguntas inocentes como “Quantos filhos
você tem?” servem como lembretes dolorosos de um “clube restrito” do qual
os que não têm filhos são excluídos, mesmo que eles queiram participar.
Aqueles que têm passado por uma experiência como essa devem acei­
tar que Deus entende sua tristeza. O salmista declarou a respeito de Deus:
“Registra, Tu mesmo, o meu lamento; recolhe as minhas lágrimas em Teu
odre; acaso não estão anotadas em Teu livro?” (Sl 56:8, NVI). Embora pa­
reça calado, “como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR
Se compadece dos que O temem” (Sl 103:13).
Enquanto isso, outras pessoas, por várias razões, simplesmente optam
por não ter filhos. É possível compreender, em um mundo como o nosso, tão
cheio de sofrimento, dor, mal e potenciais calamidades, porque alguns de­
cidem não ter filhos. Em alguns casos, pessoas decidem adotar crianças em
vez de gerar filhos biológicos; dessa maneira, elas podem criar filhos que já
estão no mundo, muitas vezes dando-lhes a chance de uma vida muito me­
lhor do que a que eles teriam se não fossem adotados.
Nosso mundo é um lugar complicado, e é provável que encontremos
pessoas em todos os tipos de situações no que diz respeito a ter ou não fi­
lhos. Seja qual for o caso em que nos encontremos em relação a essa ques­
tão, podemos viver com a certeza do amor de Deus por nós e de que Ele
deseja um final feliz para nossa história. Ao mesmo tempo, devemos ser
sensíveis para lidar com pessoas que, por qualquer motivo, não têm filhos.

Jesus nunca teve filhos biológicos. Quais lições esse fato nos ensina?

No dia 26 de maio, logo após o Impacto Esperança, realize em sua comunidade uma
feira de saúde e outras ações solidárias. Multiplique esperança para as famílias!
Abr • Mai • Jun 2019 | 91 |
■ Segunda, 20 de maio Ano Bíblico: 2Cr 32, 33

Pais e mães solteiros


m fenômeno que o mundo enfrenta é o dos pais e mães solteiros.
U Às vezes pensamos em pais solteiros como aqueles que conceberam
um filho fora do casamento. No entanto, esse não é sempre o caso. Agar
foi pressionada a ter um filho com Abraão e depois foi forçada a partir com
seu filho (Gn 16:3, 4; 21:17). Bate-Seba ficou grávida como resultado da
investida sexual de um homem poderoso (2Sm 11:4, 5). Elias foi enviado
a uma aldeia chamada Sarepta para ajudar uma viúva (1Rs 17:9). Quan­
do Jesus começou Seu ministério, José, Seu pai adotivo, havia morrido,
deixando Maria viúva e desamparada. “A morte a tinha separado de José,
que com ela havia compartilhado do mistério do nascimento de Jesus.
Não havia agora ninguém mais a quem pudesse confiar suas esperanças
e temores. Os dois meses anteriores tinham sido muito dolorosos” (Ellen
G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 145).
Ser um pai ou mãe solteiro(a) talvez seja uma das tarefas mais desa­
fiadoras para qualquer pessoa. Muitos(as) enfrentam dificuldades, como
a administração de suas finanças, o relacionamento com o pai ou a mãe
da criança, ou simplesmente a necessidade de ter um tempo para si ou
um tempo com Deus, além do desejo de saber se um dia serão amados(as)
novamente.

2. Quais promessas todos, inclusive os pais e mães solteiros, encontram


nos seguintes versículos? )r 29:11; 31:25; 32:27; Mt 11:28; Pv 3:5, 6; Is 43:1, 2.
Assinale "V ” para verdadeiro ou “ F” para falso:
A. ( ) Um novo casamento e prosperidade aos pais e mães solteiros.
B. ( ) Paz, descanso, proteção e cuidado da parte do Senhor.

Devemos ajudar os pais e mães solteiros. Tiago escreveu: “A religião


pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os ór­
fãos e as viúvas nas suas tribulações” (Tg 1:27). Poderíamos parafrasear
o texto assim: “visitar os pais e mães solteiros em suas tribulações”. Nos­
sa ajuda não precisa ser apenas financeira. Poderíamos dar a esses pais e
mães um pouco de descanso, ficando com seus filhos algum tempo para
que eles possam fazer outras tarefas, descansar, orar e estudar a Bíblia.
Podemos servir como mentores de seus filhos ou ajudar a consertar ob­
jetos. Podemos ser as mãos de Deus de várias maneiras, a fim de apoiar
pais e mães solteiros.

Sem julgar com o eles chegaram a essa situação, o que você pode fazer para incentivar e aju­
dar os pais e mães solteiros?

I 92 | Estações da Família
Terça, 21 de maio Ano Bíblico: 2Cr 34-36

A alegria e a responsabilidade de educar filhos


3. Leia o Salmo 127. Qual é a mensagem fundamental desse pequeno salmo?
Quais princípios importantes devemos aplicar a nós e à nossa maneira de
viver?

uando você deseja preparar seu prato favorito, você segue uma recei­
ta. Se você adicionar todos os ingredientes necessários e seguir todas
as etapas, na maioria das vezes obterá os resultados desejados. No entan­
to, ser pai ou mãe não é como arte culinária. Nenhum filho é exatamente
igual ao outro, e mesmo que você faça tudo como fez com outros filhos,
esse filho pode ser diferente. Isso pode ter a ver com o sexo deles, a or­
dem em que nasceram, seu temperamento ou uma série de outras razões.
O plano de Deus é que os pais conduzam e ensinem seus filhos a amar e
obedecer ao Senhor (Dt 6:4-9; Sl 78:5-7). A ordem de Deus para os pais
é ensinar “a criança no caminho em que deve andar” (Pv 22:6), não ficar
interferindo e controlando a vida dos filhos para ter certeza de que eles
nunca tomarão decisões erradas.
Embora desejemos que nossos filhos passem, de crianças fofinhas e in­
defesas, a adultos independentes e bem-sucedidos, nossa responsabilidade
suprema é que eles conheçam, amem e sirvam a Jesus Cristo. Como pais e
mães, podemos seguir o plano para o desenvolvimento espiritual de nos­
sos filhos traçado em Deuteronômio 6. Há quatro pré-requisitos importan­
tes: que reconheçamos “o SENHOR, nosso Deus” (Dt 6:4), que O amemos
de todo o coração (Dt 6:5), que guardemos a Sua Palavra (Dt 6:6) e que
compartilhemos com nossos filhos o que sabemos sobre Ele (Dt 6:20-23).
Deuteronômio 6 apresenta dois princípios importantes. O primeiro é
o princípio do “ensinar-falar” (Dt 6:7). Ensinar (inculcar, ARA) se refere
à educação formal, enquanto o falar se refere à instrução informal. Em
ambos os casos, a comunicação da verdade bíblica ocorre dentro do con­
texto do relacionamento pai/mãe-filho. Momentos formais de ensino
podem ocorrer durante o culto familiar quando estudamos a Palavra de
Deus com nossos filhos. O ensino informal surge espontaneamente nas
circunstâncias do dia a dia e é ainda mais importante. Os incidentes coti­
dianos podem se tornar um meio eficaz para comunicar a verdade bíblica
(Gn 18:19). O segundo é o princípio de “atar-escrever” (Dt 6:8, 9). A ver­
dade espiritual deve estar atada às nossas ações (“mãos”) e atitudes (“ca­
beça”), mas também deve ser escrita em nossa vida privada (“umbrais”) e
pública (“portas”). Ela deve passar do nosso coração para o nosso lar e do
nosso lar para o mundo.

A br • Mai • Jun 2019 l 93 |


■ Quarta, 22 de maio Ano Bíblico: Ed 1-3

A paternidade e a maternidade como discipulado


4. Leia Gênesis 18:18, 19 e 1 Samuel 3:10-14. Contraste esses dois pais. Quais
foram os resultados de seu "estilo” de paternidade?

s pais e mães têm a responsabilidade de discipular seus filhos, de manei­

O ra que estes se tornem discípulos de Jesus. Alguns pais e mães acredi­


tam que a maneira de ensinar e corrigir seus filhos é a aplicação do castigo
físico - quanto mais, melhor (Pv 22:15; 23:13; 29:15). Passagens como essas
têm sido mal utilizadas para abusar de crianças e forçá-las à submissão total,
mas muitas vezes isso também leva à rebelião contra seus pais e contra Deus.
A Bíblia ensina os pais e mães a governar com bondade (Ef 6:4, Cl 3:21)
e a instruir os filhos na justiça (Sl 78:5; Pv 22:6; Is 38:19 J l 1:3). Como pais
e mães, devemos sustentar nossos filhos (2Co 12:14) e dar-lhes um bom
exemplo (Gn 18:19; Êx 13:8; Tt 2:2). Somos instruídos a governar bem o
nosso lar (1Tm 3:4, 5, 12) e a disciplinar nossos filhos (Pv 29:15, 17), en­
quanto refletimos o amor de Deus (Is 66:13; Sl 103: 13; Lc 11:11).
Infelizmente, a Bíblia revela histórias de paternidade e maternidade
malsucedidas. Isaque e Rebeca demonstraram favoritismo para com seus
filhos, Esaú e Jacó (Gn 25:28), e posteriormente Jacó demonstrou a mes­
ma atitude para com José (Gn 37: 3). Eli, apesar de ser um líder religioso,
não conseguiu corrigir seus filhos (1Sm 3:10-14). Samuel, que também foi
criado por Eli, revelou-se um pai muito deficitário (1Sm 8:1-6). O rei Davi,
ao cometer adultério e ordenar um assassinato, ensinou seus filhos, que
seguiram seu exemplo. O rei Manassés sacrificou seus filhos aos demô­
nios (2Rs 21:1-9), assim como o rei Acaz (2Rs 16:2-4).
No entanto, felizmente também encontramos nas Escrituras alguns
exemplos de bons pais e mães. Mordecai foi um pai adotivo maravilhoso
para Hadassa, a rainha Ester (Et 2:7), e Jó orava por seus filhos regular­
mente (Jó 1:4, 5). Em todos esses exemplos, bons e ruins, podemos apren­
der lições sobre a paternidade e a maternidade.

O que aprendem os com os exem plos de pais e mães que vem os na Bíblia? De que maneira
podem os usar alguns desses princípios na interação com os filhos dos outros?

I 94 | Estações da Família
■ Quinta, 23 de maio A no Bíblico: Ed 4-6

Lutando por seu filho pródigo


5. Leia Provérbios 22:6. Qual é a sua compreensão dessa passagem? Isso é
uma garantia, uma promessa ou uma probabilidade?
\
s vezes, como pai ou mãe, você faz tudo o que deve: dedica tempo en­
A sinando a seus filhos as coisas certas, vive de acordo com seu conheci­
mento de Deus, envia-os a boas escolas, frequenta a igreja regularmente,
envolve-se no trabalho missionário com eles - e eles acabam deixando a fé
na qual foram criados. A dor é excruciante, e em nenhum momento você
deixa de se preocupar com a salvação deles. A causa não é necessariamen­
te culpa do pai ou da mãe. Os filhos têm mente própria e, em última aná­
lise, são responsáveis perante Deus por suas ações.
Alguns tomam as palavras “ainda quando for velho, não se desvia­
rá dele” como uma promessa, uma garantia de que a paternidade e a ma­
ternidade adequadas sempre resultarão na salvação de seus filhos. Mas
Provérbios muitas vezes apresenta princípios e nem sempre promessas
incondicionais. O que podemos extrair desse texto é a garantia de que as
lições aprendidas na infância durarão por toda a vida. Toda criança che­
ga a uma idade em que aceita a herança de seus pais como sua ou a rejei­
ta. Pais cuidadosos em apresentar a seus filhos a instrução piedosa têm
a certeza de que o que ensinaram a seus filhos sempre estará com eles, e
se os filhos se afastarem, as sementes que plantaram no coração deles es­
tarão continuamente com eles, chamando-os de volta ao lar. Ser bom pai
ou boa mãe é nossa escolha; o que nossos filhos se tornam é escolha deles.
O que os pais devem fazer quando um filho se desvia? Entreguem seus
filhos a Deus em fervorosa oração. Se existe alguém que entende sua dor
é Deus, cujos filhos, aos bilhões, deram as costas a Ele, o Pai perfeito. Vo­
cês podem sustentar seu filho pródigo com amor e oração e estar prontos
para ficar ao lado dele enquanto ele luta com Deus.
Não tenham vergonha de pedir apoio e oração; não se culpem e não se
concentrem tanto no filho pródigo a ponto de esquecer o restante da fa­
mília. Ser pai ou mãe de um filho pródigo pode dividir seu lar; portanto,
construam uma frente unificada e estabeleçam limites claros para seu fi­
lho. Lembrem-se de que Deus ama seu filho mais do que vocês o amam.
Contemplem um futuro melhor e aceitem que seu filho é uma obra de
Deus em desenvolvimento.

Nessa situação, é natural se culpar. M esm o que você tenha com etido erros, por que é m e­
lhor se concentrar no futu ro e nas prom essas de Deus? (Veja Fp 3:13).

A br • Mai • Jun 2019 I 95 |


■ Sexta, 24 de maio Ano Bíblico: Ed 7-10

Estudo adicional
" ocês devem tom ar tempo para falar e orar com seus pequenos, e
não devem perm itir que nada interrompa essa ocasião de comu­
nhão com Deus e com seus filhos. Podem dizer às suas visitas: ‘Deus me
deu uma obra a fazer, e não disponho de tempo para tagarelar.’ Elas de­
vem compreender que vocês têm uma obra a fazer para o tempo e a eter­
nidade. Sua primeira obrigação é para com seus filhos” (Ellen G. White,
O Lar Adventista, p. 266, 267).
“Pais, vocês devem começar sua primeira lição de disciplina quando seus
filhos são criancinhas de colo. Ensinem-lhes a submeter sua vontade à de
vocês. Isso se pode fazer mantendo a justiça e a firmeza. Os pais devem
ter inteiro domínio sobre si mesmos, e com brandura, mas com firmeza,
dobrar a vontade da criança até que ela nada espere senão ceder aos dese­
jos deles. Os pais não começam no tempo certo. A primeira manifestação
de mau temperamento não é reprimida, e os filhos crescem obstinados,
o que aumenta à medida que eles crescem, e se arraiga à proporção que
eles se fortalecem” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 218).

Perguntas para discussão


1. O que significa ser “filho” de Deus? Como podemos entender essa ima­
gem e qual conforto podemos extrair dela?
2. Um pai, logo após o nascimento de seus filhos, disse o seguinte: “Aprendi
duas grandes verdades teológicas nos primeiros anos após o nascimen­
to dos meus filhos. A primeira é a realidade do livre-arbítrio; a segunda
é a realidade da natureza humana pecaminosa.” Como as criancinhas
podem ter ensinado essas verdades a esse pai?
3. Qual é o momento adequado para moldar a vontade das crianças? Como
isso deve ser feito? Como podemos moldar a vontade de nossos filhos
de acordo com o plano de Deus quando não nos submetemos totalm en­
te à Sua vontade?
4. Pense mais sobre a questão dos pais e mães solteiros. Como sua igreja,
como um todo, pode ajudar os pais e mães solteiros e os filhos que eles
estão criando sozinhos?
5. Como podemos incentivar pais e mães cujos filhos se afastaram da fé?
R esp ostas e atividades da sem ana: 1. B. 2. F; V. 3. O Senhor é quem edifica nossa casa, não nosso próprio esfor­
ço. Precisamos depender de Deus para a criação dos filhos. 4. Abraão foi pai de uma grande nação; seu filho Isaque
foi tem ente a Deus. Já Eli foi reprovado pelo Senhor pela indulgência com que criou seus filhos, que eram homens
maus. 5. Comente com a classe. Sugestão: É uma probabilidade.

I 96 | Estações da Família
Liçao
Perdas
9
VERSO PARA MEMORIZAR:
"Sim, deveras considero tudo como
perda, por causa da sublimidade do
conhecimento de Cristo Jesus, meu
Senhor; por amor do qual perdi todas
as coisas e as considero como refugo,
para ganhar a Cristo" (Fp 3:8).

Leituras da semana: M c 5:22-24,


35-43; 1Pe 5:6, 7; Gn 37:17-28; Lc
16:13; Rm 6:16; 1Co 15:26

Sábado, 25 d e m a io Ano Bíblico: Ne 1-4

o momento em que Adão e Eva comeram do fruto da árvore do conhe­


N cimento do bem e do mal, eles sofreram sua primeira perda, a da ino­
cência. Essa inocência perdida foi substituída pelo egoísmo, pelo conflito,
pela culpa e pelo desejo de controlar e exercer supremacia sobre os outros.
Logo após a queda, eles testemunharam a primeira perda de vida ao
receberem peles de animais para cobrir sua nudez. Banidos do acesso à
árvore da vida para que não comessem e vivessem para sempre, eles tam ­
bém perderam seu lar, o jardim perfeito, e anos depois perderam seu filho,
Abel, nas mãos de seu irmão, Caim. No fim, um deles perdeu o cônjuge e,
finalmente, o parceiro sobrevivente perdeu a própria vida. Tantas perdas
vieram como resultado de uma única decisão!
Todos conhecemos a realidade e a dor da perda e sentimos mais pro­
fundamente quando ela nos atinge no âmbito familiar. E não é de admi­
rar, pois na família temos nossos laços mais próximos. Portanto, a perda
na família, em suas muitas formas, nos atinge da maneira mais dolorosa.
Nesta semana, continuaremos examinando a vida familiar e destaca­
remos o contexto das diversas perdas.

I 102 | Estações da Família


■ Domingo, 26 de maio A no Bíblico: Ne 5-8

Perda da saúde
á milhares de anos estamos separados da árvore da vida; e percebe­
H mos isso, especialmente em relação à nossa saúde física. Mais cedo ou
mais tarde, a menos que morramos jovens por uma situação fatal, chega­
mos à dura realidade da perda da saúde.
E, por mais difícil que seja a perda da saúde, não é muito mais doloro­
so quando ela ocorre conosco ou com alguém da nossa família? Quantos
pais e mães, especialmente ao lidarem com um filho doente, desejaram
que fossem eles que estivessem enfermos em vez de seu filho? Infelizmen­
te, essa escolha não cabe a nós.

1. O que os seguintes relatos têm em comum? Mc 5:22-24, 35-43; Mt 15:22-28;


Lc 4:38, 39; )o 4:46-54. Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Todas as pessoas curadas nesses relatos eram mulheres.
B. ( ) A insistência de familiares para que Jesus curasse o enfermo.

Em todos esses casos, e certamente em muitos outros, alguém suplica


a ajuda de Jesus em favor de outro membro da família.
Sofremos porque vivemos em um mundo caído. Quando o pecado en­
trou no planeta, o resultado não foi apenas a m orte, mas também dores
e enfermidades crônicas. Quando nos deparamos com uma doença crôni­
ca ou term inal, podemos ficar chocados, desesperados, irados e até sen­
tir vontade de gritar: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
Por que se acham longe de m inha salvação as palavras de meu brami­
do?” (Sl 22:1). Como fez Davi, faríamos bem em levar nossas perguntas,
ira e dor a Deus.
Em muitos aspectos, a doença e o sofrimento permanecerão um mis­
tério até que a morte seja finalmente derrotada no retorno de Jesus. Ao
mesmo tempo, podemos extrair importantes verdades da Palavra de Deus.
Embora tivesse sofrido uma dor inexprimível, Jó experimentou uma inti­
midade mais profunda com Deus. Ele explicou: “Eu Te conhecia só de ouvir,
mas agora os meus olhos Te veem” (Jó 42:5). Paulo teve uma doença crôni­
ca, e a maneira pela qual ele lidou com ela revela que o sofrimento pode
nos habilitar a confortar outras pessoas, nos dar compaixão por outros so­
fredores e nos capacitar a ministrar de maneira mais eficaz (2Co 1:3-5),
isto é, se não permitirmos que ele nos destrua.

Se nós ou nossos familiares estiverm os sofrendo com uma doença, quais prom essas p o de­
mos reivindicar? Em m om entos com o esse, por que o sofrim ento de Jesus na cruz é tão im ­
p o rtan te? Em meio às doenças, o que o Crucificado nos ensina sobre o am or infalível de Deus?

A br • Mai • Jun 2019 I 103 |


■ Segunda, 27 de maio A no Bíblico: Ne 9-11

Perda da confiança: parte 1


odos somos pessoas pecaminosas e disfuncionais que, em algum mo­
T mento, nos mostraremos indignas da confiança que alguém depositou
em nós. E quem já não foi vítima da traição de alguém em quem confia­
va? Por mais difícil que seja essa perda, é sempre muito pior quando essa
situação envolve alguém da família.
Às vezes parece mais fácil fugir quando decidimos que o relacionamen­
to não vale o esforço da reconstrução. Evidentemente, não é tão fácil quan­
do a pessoa é um membro da família, como o cônjuge. Poderíamos dizer
que um dos propósitos do casamento é nos ensinar a lição de reconstruir
a confiança quando ela é quebrada.

2. Quando a confiança em um relacionamento fica comprometida, como po­


demos curá-la e restaurá-la? 1Pe 5:6, 7; 1Jo 4:18; Tg 5:16; Mt 6:14, 15

Reconstruir a confiança quebrada é uma jornada; devemos dar um


passo de cada vez. A jornada começa com um sincero reconhecimento da
dor causada e a confissão da verdade, não importa qual seja a ofensa nem
quem seja o ofensor.
Quando o adultério é a causa do rompimento, a cura começa quando o

9 traidor confessa. Como parte do processo de cura, a confissão deve acom­


panhar a completa transparência por parte do traidor. Nada deve per­
manecer oculto, ou então, quando for descoberto (e será descoberto), a
confiança restabelecida será destruída. E quando a confiança é quebrada
uma segunda vez, torna-se ainda mais difícil restaurá-la.
Reconstruir a confiança requer tempo e paciência. Quanto mais gra­
ve a ofensa, mais tempo levará para ser reparada. Devemos aceitar o fato
de que, às vezes, parece que estamos dando dois passos para frente e três
para trás. Um dia parece que há esperança para o amanhã e, no dia se­
guinte, temos vontade de fugir. No entanto, muitos conseguiram recons­
truir seu relacionamento rompido e desenvolveram um casamento mais
profundo, íntimo, satisfatório e feliz.

Quais princípios da restauração do casam ento podem ser usados em outras situações em
que a confiança foi quebrada? A inda que possam os perdoar, há ocasiões em que não d e v e ­
mos mais acred itar nessa pessoa?

I 104 | Estações da Família


■ Terça, 28 de maio Ano Bíblico: Ne 12, 13

Perda da confiança: parte 2


utra maneira de perder a confiança é a prática da violência familiar.
O Por mais impensável que seja, pesquisas revelam que o lar é o ambien­
te mais violento da sociedade. A violência familiar atinge todo tipo de fa­
mília, incluindo lares cristãos. E consiste em qualquer agressão cometida
por uma ou mais pessoas contra alguém da fam ília: verbal, física, emo­
cional, sexual e negligência ativa ou passiva.

3. A Bíblia inclui relatos de violência familiar, mesmo entre o povo de Deus.


Quais são seus pensamentos e sentimentos ao ler esses versículos?
Por que essas histórias foram preservadas nas Escrituras? Gn 37:17-28;
2Sm 13:1-22; 2Rs 16:3; 17:17; 21:6

Um comportamento abusivo é a escolha consciente de uma pessoa de


exercer poder e controle sobre outra. Não pode ser explicado nem justifica­
do pelo alcoolismo, estresse, necessidade de satisfazer os desejos sexuais,
necessidade de controlar melhor a ira nem por algum comportamento das
vítimas. As pessoas prejudicadas não são responsáveis pelo abuso come­
tido pelo abusador. Os abusadores distorcem e pervertem o amor, pois “o
amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da
lei é o amor” (Rm 13:10). O tratamento profissional pode facilitar a mu­
dança no comportamento de um abusador, mas somente se a pessoa as­
sumir a responsabilidade por seu comportamento e procurar essa ajuda.
Ao que estiver aberto à presença de Deus, Ele é capaz de fazer infinitamen­
te mais para ajudar o abusador a parar de abusar, a se arrepender de suas
atitudes e comportamento, a fazer restituição de todas as maneiras pos­
síveis e a incorporar as qualidades do amor ágape para curar seu coração
e capacitá-lo a amar as outras pessoas (compare com Ef 3:20).

Tente se colocar no lugar de alguém traum atizado pela violência. Quais palavras de aceita­
ção, conforto e esperança você gostaria de ouvir? P o r que é im p o rtan te oferecer segurança
e aceitação em vez de conselhos sobre com o conviver m elhor com o agressor?

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A br • Mai • Jun 2019 |105 |
Quarta, 29 de maio A no Bíblico: Et 1-4

Perda da liberdade
ó Deus sabe quantos milhões, até bilhões de pessoas, lutam contra al­
S gum vício. Até hoje os cientistas ainda não compreendem exatamen­
te o que causa o vício, embora em alguns casos eles possam ver a parte do
cérebro em que os anseios e desejos estão localizados.
Infelizmente, encontrar a “localização” desses vícios não é a mesma
coisa que obter a libertação deles.
O vício é um problema para todos, não apenas para o viciado. Pais, côn­
juges e filhos sofrem muito quando alguém da família está sob o domínio
de um poder do qual ele simplesmente não consegue se livrar.
Drogas, álcool, fumo, jogos de azar, pornografia, sexo, e até mesmo co­
mida - o que transform a essas coisas em vícios é a natureza habitual e
progressiva de seu uso ou abuso. Somos incapazes de parar mesmo quan­
do sabemos que o vício está nos prejudicando. Embora desfrutemos da li­
berdade de escolha, tornamo-nos escravos de tudo aquilo em que estamos
viciados e, portanto, perdemos a liberdade. Pedro tinha uma explicação sim­
ples sobre o que é um vício e quais são seus resultados: “Prometendo-lhes
liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo
daquilo que o domina” (2Pe 2:19, NVI).

4. O que pode levar as pessoas ao vício? Lc 16:13; Rm 6:16; Tg 1:13-15; 1Jo 2:16.
Assinale "V ” para verdadeiro ou “ F” para falso:
A. ( ) A cobiça, a concupiscência da carne e dos olhos e a soberba da vida.
B. ( ) A liberdade de escolha e as injustiças sociais.

Pecado e vício não são necessariamente a mesma coisa. Você pode co­
meter um pecado no qual não é viciado, embora frequentemente ele possa
se transform ar em um vício. É muito melhor, mediante o poder de Deus,
parar com o pecado antes que ele se torne um vício. A única solução du­
radoura para o problema do pecado e do vício é receber um novo coração.
“Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e
concupiscências” (Gl 5:24). Paulo também explicou aos romanos o que sig­
nifica morrer para aquela natureza pecaminosa e viciante, a fim de que
possamos viver para Cristo (Rm 6:8-13). Ele também disse: “Revesti-vos
do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas
concupiscências” (Rm 13:14).

Quem ainda não lutou contra o vício ou conheceu a batalha de outras pessoas com algum
vício? Como podem os ajudar os outros a perceber que não se trata de adm issão de fracasso
espiritual se, m esm o com o cristãos, eles precisarem de ajuda profissional?

I 106 | Estações da Família


■ Quinta, 30 de maio A no Bíblico: Et 5-7

Perda da vida
omo seres humanos, conhecemos a realidade da morte. Lemos a res­
C peito dela, convivemos com ela e talvez até tenhamos chegado perto
de enfrentá-la.

5. Leia 1 Coríntios 15:26. Como a m orte é descrita? Por que ela é descrita des­
sa maneira?

Quem, tendo perdido uma pessoa amada, não sente pessoalmente o


quanto a morte é um inimigo poderoso? Por outro lado, os mortos estarão
em “boas circunstâncias”, caso eles fechem os olhos no Senhor e, em um
tempo que pareça apenas um instante, sejam ressuscitados para a imorta­
lidade. “Para o crente a morte não é senão de pouca importância. [...] Para
o cristão a morte não é mais que um sono, um momento de silêncio e es­
curidão. A vida está escondida com Cristo em Deus, e ‘quando Cristo, que é
a nossa vida, Se manifestar, então também vós vos m anifestareis com Ele
em glória’” (Cl 3:4; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 787).
Os vivos, especialmente os amigos ou familiares do falecido, conhecem
a dor e a tristeza após a morte. O fato é que o luto é uma resposta natu­
ral e normal à perda. É o sofrimento emocional que vivenciamos quando
algo ou alguém que amamos nos é tirado.
O processo do luto não é igual para todos, mas a maioria das pessoas pas­
sa por vários estágios. Normalmente, a primeira reação à morte de um ente
querido é o choque e a negação, mesmo quando a morte é esperada. O choque
é a proteção emocional por ser subitamente esmagado pela perda e dura de
dois a três meses. Podemos também passar por um momento em que somos
constantemente consumidos por pensamentos sobre o ente querido, mesmo
durante tarefas comuns. Muitas vezes as conversas se voltam para nossa per­
da ou para a pessoa querida. Esse período pode durar de seis meses a um ano.
O estágio do desespero e depressão é um longo período de pesar, pro­
vavelmente o estágio mais doloroso e prolongado, durante o qual gra­
dualmente aceitamos e lidamos com a realidade da perda. Nesse estágio,
podemos sentir emoções como ira, culpa, arrependimento, tristeza e an­
siedade. O objetivo do luto não é eliminar a dor ou as lembranças da nossa
perda. No estágio final da recuperação, começamos a ter interesse renova­
do nas atividades diárias e a exercer nossas funções normalmente.

Quais palavras con fortad oras encontram os na Bíblia? Rm 8:31-39; A p 21:4; 1Co 15:52-57.
Abr • Mai • )un 2019 | 107 |
■ Sexta, 31 de maio Ano Bíblico: E t 8-10

Estudo adicional

M uitos sofrem como resultado de seus vícios. Eles se tornam escravos


de seus desejos e perdem dinheiro, trabalho, saúde e liberdade. Mas
Jesus veio para nos libertar do nosso pecado e de todos os nossos vícios.
Se, pois, o Filho nos libertar, verdadeiramente seremos livres (Jo 8:36).
Jesus também prometeu que sempre estaria conosco (Mt 28:20; Is 43:2);
portanto, não temos que enfrentar essa guerra sozinhos. Na verdade, de­
vemos nos lembrar de que a batalha é do Senhor (1Sm 17:47) e Ele pro­
mete a vitória (1Pe 1:3-9). Hoje podemos começar a trilhar o caminho da
vitória sobre todo vício e receber a liberdade que desejamos e que Deus
quer para nós. Isso não significa que não teremos lutas nem significa que
não podemos, às vezes, falhar. Mas a boa notícia é que, desde que não de­
sistamos do Senhor, Ele não desistirá de nós. E, evidentemente, não há
nada de errado em procurar também ajuda profissional. Assim como o Se­
nhor usa um médico para ajudá-lo com problemas de saúde, Ele também
pode guiar um conselheiro profissional para o ajudar na questão do vício.
“Quando nos assediam dificuldades e provações, devemos fugir para
Deus e confiantemente esperar auxílio Dele, que é poderoso para salvar e
forte para livrar. Temos que pedir as bênçãos de Deus, se é que as queremos
receber. A oração é um dever e uma necessidade; não negligenciamos, po­
rém, o louvor? Não deveríamos mais frequentemente render ações de gra­
ças ao Doador de todas as nossas bênçãos? Precisamos cultivar a gratidão.
Devemos frequentemente contemplar e contar de novo as misericórdias
de Deus e louvar e glorificar o Seu santo nome, mesmo quando passamos
por tristeza e aflição” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 268).

Perguntas para discussão


1. Qual é a função do perdão na restauração de um relacionamento rom­
pido? (Mt 6:12-15; 18:21, 22) “O amor [...] não se ressente do m al”
(1Co 13:4, 5).
2. Qual é o benefício de contemplar e relatar as misericórdias de Deus ao
passarmos por tristeza e aflição?
3. Como podemos, como igreja, ajudar os que estão sofrendo com qual­
quer tipo de perda?
R esp ostas e atividades da sem ana: 1. B. 2. Por meio do amor, quando confessamos os nossos pecados a Deus e
uns aos outros e concedemos o perdão. 3. Peça que os alunos descrevam resumidamente os episódios apresentados
nas passagens bíblicas e comentem a questão. 4. V; F. 5. A morte é descrita como nosso último inimigo a ser vencido,
pois de todas as coisas deste mundo pecaminoso a morte é a última consequência do pecado.

|108 | Estações da Família


Liçao
Momentos difíceis
10
VERSO PARA MEMORIZAR:
"Irai-vos e não pequeis; não se ponha o
Sol sobre a vossa ira" (Ef 4:26).

Leituras da semana: M t 7:5, 12;


E f 1:7; 4:26, 27; Fp 2:4-8; Tg 1:19, 20;
Cl 3:19

■ Sábado, 1o d e ju n h o Ano Bíblico: Jó 1, 2

té o melhor dos lares enfrenta momentos de luta e de conflito. Esse é ape­


A nas um dos fatos da vida em um mundo caído. Coisas simples, como quem
deve recolher o lixo da casa e descartá-lo; se os filhos terminaram a lição de
casa; ou se eles realizaram suas tarefas domésticas, são questões incômodas,
mas relativamente menos importantes, e geralmente podem ser resolvidas
com o mínimo de transtorno. Entretanto, outras questões ameaçam desesta-
bilizar a vida familiar. A sogra cujo abuso e manipulação ameaçam destruir o
casamento e a saúde de uma mulher; o pai com doença mental que abusa de
seus filhos; o filho que abandona toda a sua formação religiosa para se entregar
a um estilo de vida promíscuo; ou a filha que se torna dependente de drogas.
Repetidamente, no Novo Testamento, somos ordenados a amar uns
aos outros (Jo 13:34; Rm 12:10), a viver em paz e harmonia uns com
os outros (Rm 15:5; Hb 12:14), a ser pacientes, bondosos e compassivos
(1Co 13:4), a considerar os outros superiores a nós mesmos (Fp 2:3), a per­
doar as pessoas e a suportar os fardos uns dos outros (Ef 4:2; Gl 6:2). Evi­
dentemente, é mais fácil dizer do que fazer tudo isso, mesmo com nossos
familiares. Nesta lição, examinaremos algumas maneiras de abrandar os
momentos difíceis, especialmente na família.

I 114 | Estações da Família


■ Domingo, 2 de junho Ano Bíblico: Jó 3-5

Conflito
1. Leia Mateus 7:5 e Provérbios 19:11. Quais são os dois princípios im portan­
tes que ajudam a evitar conflitos com outras pessoas?

escritor de Provérbios fez uma observação muito perspicaz: “Como o

0 abrir-se da represa, assim é o começo da contenda; desiste, pois, antes


que haja rixas” (Pv 17:14). Uma vez iniciado, um conflito pode se tornar
incrivelmente difícil de ser encerrado. De acordo com Romanos 14:19, po­
demos evitar o conflito ao seguir [ou perseguir] duas atitudes: a que leva
à paz e aquela que edifica os outros. Esses princípios não são ainda mais
cruciais para a harmonia na família?
Às vezes, admitir nossa responsabilidade em um conflito faz com que
a outra pessoa se acalme. Recue e pense se vale a pena travar essa bata­
lha. O sábio afirmou: “A sabedoria do homem lhe dá paciência; sua glória
é ignorar as ofensas” (Pv 19:11, NVI). Ao mesmo tempo, considere que di­
ferença isso fará em sua vida daqui a três dias. Melhor ainda, qual impac­
to terá em cinco ou dez anos? Quantos casamentos, por exemplo, tiveram
momentos difíceis devido a questões que hoje parecem triviais?
Em vez de deixarmos o conflito se arrastar por um longo período, ao
falarmos com a outra pessoa, seja ela o cônjuge, um filho, um amigo ou
colega de trabalho, devemos definir claramente o problema ou o ponto da
discussão e permanecer no assunto imediato. O conflito geralmente piora
quando a questão que deu início a ele é perdida de vista em meio às pala­
vras iradas; enquanto isso, problemas ou mágoas do passado são resgata­
dos (isso pode ser mortal, especialmente para o casamento). Um modo de
começar melhor e mais brandamente a discussão é reafirmar o relacio­
namento. Faça com que a outra pessoa saiba que você se importa profun­
damente com ela e com o relacionamento. Depois de ter declarado seus
sentimentos positivos, passe a falar do assunto em questão; no entanto,
tenha cuidado para não usar a palavra “mas”. Declarar um pensamento
positivo e, em seguida, dizer “mas” é uma negação do que acabamos de
afirmar. Uma vez que você compartilhar seus sentimentos, ouça a pers­
pectiva da outra pessoa, reflita sobre o que ela disse e só então proponha
uma solução que seja melhor para todos (Fp 2:4, 5).

Pen se em alguns conflitos que hoje parecem tolos e insignificantes. Como podem os im pe­
dir que algo sem elhante a conteça n o vam en te?

A br • Mai • Jun 2019 | 115 |


■ Segunda, 3 de junho A no Bíblico: Jó 6, 7

Alguns princípios para o casamento


ssim como o sábado, o casamento é um dom de Deus para a humanida­
A de que remonta ao Éden. E, como adventistas do sétimo dia, sabemos o
que o inimigo fez e continua fazendo tanto com o sábado quanto com o ca­
samento. Às vezes, até os melhores casamentos sofrem devido aos conflitos.
A seguir estão alguns princípios que ajudam os casais a lidar com es­
ses problemas.

2. De acordo com Efésios 1:7, qual princípio fundam ental deve fazer parte de
todo casam ento? Assinale "V ” para verdadeiro ou “ F” para falso:
A. ( ) A redenção, que traz o perdão dos pecados e a restauração dos re­
lacionamentos com Deus e com os outros.
B. ( ) O ciúme e a certeza de que a nossa opinião é melhor do que as
ideias dos outros.

Devemos perdoar, especialmente quando nosso cônjuge não merece


nosso perdão. Qualquer um é capaz de perdoar a pessoa que, de alguma
forma, faz algo para merecer o perdão. Na verdade, isso não é o perdão no
sentido mais pleno. O verdadeiro perdão ocorre quando perdoamos aque­
les que não o merecem, como o Senhor nos perdoa mediante Cristo. Deve­
mos fazer a mesma coisa. Caso contrário, nosso casamento, se sobreviver
(o que não é provável), parecerá um “purgatório”.

3. Qual princípio fundam ental encontram os também em Romanos 3:23? As­


sinale a alternativa correta:
A. ( ) Devemos buscar sempre os nossos interesses.
B. ( ) Todos somos pecadores e carecemos da glória de Deus.

Devemos aceitar que somos casados com um(a) pecador(a), com um ser
que sofreu, em certa medida, danos emocionais, físicos e espirituais. Deve­
mos nos acostumar com isso. Aceite as falhas do seu cônjuge. Lide com essa
realidade com muita oração. Você pode ter que conviver com essas falhas,
mas não precisa ficar obcecado por elas. Se fizer isso, elas o comerão vivo.
Um Deus santo e perfeito, mediante Cristo, nos aceita como somos. Nós, que
não somos santos nem perfeitos, devemos fazer o mesmo com nosso cônjuge.

Leia Filipenses 2:4-8. Qual princípio im p o rtan te nos ajuda no casam ento e em todos os re­
lacionam entos potencialm ente problem áticos?

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| 116 | Estações da Família
■ Terça, 4 de junho Ano Bíblico: Jó 8-10

A função da ira no conflito

Q uem já não ficou irado em algum momento? Quando essa ira é dire­
cionada a um membro da família, ela se torna ainda mais difícil. Além
da recusa em perdoar, a ira pode se transform ar em um veneno que causa
grande dor e sofrimento no lar, na família e nos relacionamentos em geral.

4. Leia Efésios 4:26, 27 e Eclesiastes 7:9. Como podemos equilibrar nossa com­
preensão da ira como uma e m o ç ã o e também como um p e c a d o ? Qual é a
diferença?

5. Segundo Tiago 1:19, 20, como devemos agir, especialm ente quando lida­
mos com membros da família cujas ações, atitudes e palavras nos irritam ?
Complete as lacunas:
“Todo homem, pois, seja pronto para , tardio para , tar­
dio para se irar. Porque a do homem não produz a justiça de Deus”
(Tg 1:19, 20).

Se você está irado com alguma coisa, em vez de deixar essa ira pairar
como uma nuvem negra sobre sua vida, transforme-a em algo positivo.
Ore por aqueles que o ferem e o maltratam, perdoe-os e se torne uma bên­
ção para eles. Provavelmente não será fácil no início, mas quando você to ­
mar a decisão e a mantiver, Deus cuidará do restante.
Às vezes, a origem da ira está no lar em que crescemos. Pessoas iradas
muitas vezes vêm de famílias iradas, pois aprendem a partir de seus mo­
delos e seguem o mesmo comportamento em sua vida, consequentemente
transmitindo-o a seus filhos. Às vezes, a ira é o resultado de necessida­
des não satisfeitas ou de inveja, como foi o caso de Caim, o que o levou a
assassinar seu irmão.
Você pode ter um bom motivo para ficar irado, mas não use isso como
desculpa para continuar assim. Não negue a sua ira nem tente justificá-­
la. Em vez disso, peça a ajuda de Deus para lidar com ela de maneira posi­
tiva. O apóstolo Paulo deu bons conselhos: “Não te deixes vencer do mal,
mas vence o mal com o bem” (Rm 12:21).

Todos tem os coisas que nos deixam irados a ponto de nos fazer sofrer. Em alguns casos, pro­
va ve lm en te tem os justificativa para essa ira. A questão é: m ediante o poder de Deus, como
podem os im pedir que a ira nos torne miseráveis? De que m aneira devem os ajudar os que
sofrem com esse problem a ao nosso redor?

A br • Mai • Jun 2019 I 117 |


■ Quarta, 5 de junho Ano Bíblico: Jó 11-14

Conflito, abuso, poder e controle


V
s vezes, o conflito e a ira não resolvidos podem se transformar em uma
A dinâmica muito negativa e destrutiva, fazendo com que um relacio­
namento se torne até mesmo abusivo. O abuso pode assumir diversas for­
mas: física, verbal, emocional, psicológica, sexual, etc. Mas toda forma de
abuso é contrária ao princípio central do reino de Deus: o amor abnegado.

6. Quais ensinam entos fundam entais sobre relacionam entos encontram os


em 1João 4:7, 8 e Colossenses 3:19?

“Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura” (Cl 3:19).
No texto grego, a palavra “amargura” se refere a alguém que está irado
ou que trata com amargura o parceiro, causando dor constante, hostili­
dade intensa e expressões de ódio contra o outro. Paulo foi muito claro
ao dizer que o cônjuge não deve ser hostil nem violento. O abuso emocio­
nal, sexual e físico não é um comportamento aceitável para um marido
cristão. Em vez disso, aceitável é amar o cônjuge. Paulo também deixou
claro que o amor é paciente e bondoso, não é ciumento, não se vanglo­
ria, não é orgulhoso, rude, egoísta, nem se irrita facilm ente; não guar­
da rancor, não se alegra com o mal, mas com a verdade. O amor sempre
protege, confia, espera e persevera. Nenhum dos atributos do amor to ­
lera o abuso, nem mesmo remotamente, e não o aceita de nenhuma for­
ma e em nenhum aspecto.
Um relacionamento saudável é aquele em que ambos os cônjuges se sen­

B tem protegidos e seguros, em que a ira é controlada de maneira saudável


e em que a norma é servir um ao outro. Muitas vezes, as vítimas de abu­
so se sentem culpadas, como se fossem responsáveis por provocar aquele
que abusa, ou sentem que, de alguma forma, merecem o abuso que rece­
bem. O abusador pode ser bastante controlador e, muitas vezes, habili­
doso em fazer com que suas vítimas se sintam responsáveis. A verdade
é que ninguém merece ser abusado, e o abusador é responsável por suas
próprias escolhas e ações. A boa notícia é que a Bíblia oferece conforto às
vítimas e não as culpa. Nas situações em que o problema se torna incon-
trolável não devemos ter medo de procurar ajuda externa.

É lam entável que algum as culturas tolerem o abuso de mulheres. Po r que nenhum cristão
deve cair nesse tipo de com portam ento, independentem ente do que sua cultura lhe perm ita?

| 118 | Estações da Família


■ Quinta, 6 de junho Ano Bíblico: Jó 15-17

Perdão e paz
7. "Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós
também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (M t 7:12). Pense na neces­
sidade de aplicar esse princípio e, nas linhas abaixo, escreva em quais situa­
ções da sua vida essa aplicação é necessária.

escritor de Hebreus aconselhou: “Segui a paz com todos e a santifica­

0 ção, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14). Mesmo quando
tomamos todas as medidas necessárias, algumas pessoas que nos feriram
não ouvirão nem mudarão. Talvez algumas apresentem um pedido de des­
culpas, mas outras não. De qualquer maneira, a jornada do perdão men­
cionada anteriormente, especialmente quando se trata de um membro da
família, é para o nosso bem.
Na verdade, o perdão é essencial na resolução de conflitos, especialmen­
te na família. Quando alguém peca contra nós, o inimigo de Deus gosta de
erguer um muro entre nós e essa pessoa, um obstáculo que nos impede de
amá-la como Cristo nos amou. O perdão é uma escolha que fazemos para
contornar esse obstáculo.
“Não somos perdoados porque perdoamos, porém, como perdoamos.
A base de todo perdão acha-se no imerecido amor de Deus; mas, por nos­
sa atitude para com os outros denotamos se nos apropriamos desse amor.
Por isso Cristo diz: ‘Com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com
a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós’” (Mt 7:2; Ellen
G. White, Parábolas de Jesus, p. 251).
Ao mesmo tempo, quando somos os culpados, precisamos tentar res­
taurar o relacionamento rompido, o que envolve ir até a outra pessoa, di­
zer a ela que nos arrependemos do que fizemos e pedir o seu perdão. Isso
é o que Jesus disse: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lem­
brares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar
a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltan­
do, faze a tua oferta” (Mt 5:23, 24). É bom quando alguém que nos ma­
chucou nos pede perdão. Da mesma forma, é bom dispensar aos outros o
mesmo tratamento.

Pensar nas coisas a respeito das quais precisamos pedir perdão nos ajuda a perdoar os outros?

A br • Mai • Jun 2019 |119 |


■ Sexta, 7 de junho Ano Bíblico: )ó 18, 19

Estudo adicional
" uitas vezes os pais não estão unidos no governo da família. O pai,
que está com os filhos apenas pouco tempo e ignora suas peculia­
ridades de disposição e temperamento, é ríspido e severo. Não controla o
temperamento, mas corrige com ira. A criança sabe disso, e em vez de sub­
meter-se, o castigo enche-a de ira. A mãe permite que a falta passe uma
vez sem repreensão quando de outra vez puniu duramente. As crianças
nunca sabem o que esperar e são tentadas a ver até onde podem transgre­
dir impunemente. Assim semeiam-se sementes do mal que germinarão e
darão fruto” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 314 e 315).
“O lar deve ser o centro do amor mais puro e da mais elevada afeição.
Paz, harmonia, afeição e felicidade devem ser perseverantemente acalen­
tadas cada dia, até que essas preciosas virtudes habitem no coração dos
que compõem a família. A planta do amor deve ser cuidadosamente ali­
mentada; caso contrário morrerá. Todo bom princípio deve ser cultivado
se quisermos que ele floresça no coração. O que Satanás planta no cora­
ção, ruins suspeitas, inveja, ciúmes, maledicência, impaciência, precon­
ceito, egoísmo e cobiça, deve ser desarraigado. Se for permitido que essas
más qualidades permaneçam no coração, produzirão frutos pelos quais
muitos serão corrompidos. Oh, quantos cultivam as venenosas plantas que
matam os preciosos frutos do amor e pervertem o caráter!” (p. 195, 196).

Perguntas para discussão


1. Leia esta citação de um artigo sobre casamento. “Porque não temos Sumo
Sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas; antes, foi
Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”
(Hb 4:15). Assim como Cristo Se colocou em nosso lugar, a fim de Se

B identificar melhor conosco, devemos fazer o mesmo com nosso cônju­


ge. Visualize toda situação ou crise não apenas da sua perspectiva, mas
do ponto de vista dele. Veja como ele enxerga a situação e por que ele
se sente assim. Esse princípio ameniza dificuldades. Como aplicar esse
princípio a todas as áreas de potencial conflito com outras pessoas?
2. Pergunte à classe: “A ira é sempre um pecado?” Ouça a opinião dos alunos.
R esp ostas e atividades da sem ana: 1. Devemos primeiramente olhar para os nossos erros, depois para o erro dos
outros. Devemos também ter paciência. 2. V; F. 3. B. 4. A ira é uma emoção humana e não é pecado. Ela se torna pe­
cado quando agimos de acordo com nossa ira e destruímos as pessoas e os relacionamentos. 5. Ouvir - a falar - ira.
6. Quem não ama não conhece a Deus; o marido deve amar sua esposa e tratá-la bem. 7. Peça que os alunos contem
experiências em que não foram tratados de acordo com esse princípio e ocasiões em que deixaram de praticar essa
regra. Desafie a classe a tomar uma decisão em relação a esse ponto.

I 120 | Estações da Família


Liçao
Famílias de fé
11
VERSO PARA MEMORIZAR:
"Portanto, [...] corramos, com
perseverança, a carreira que nos está
proposta, olhando firmemente para
o Autor e Consumador da fé, Jesus,
o qual, em troca da alegria que Lhe
estava proposta, suportou a cruz,
não fazendo caso da ignomínia, e está
assentado à destra do trono de Deus"
(Hb 12:1, 2).

Leituras da semana: A t 10:1-28,


34, 35; 1Co 2:2; 1Ts 5:21, 22; Jo 1:12,
13; 3:7; 1Jo 5:1

Sábado, 8 d e ju n h o A no Bíblico: Jó 20, 21

ão importa em que estágio da vida estejamos, nem o que temos pas­


N sado, ou o que enfrentaremos adiante, o fato é que vivemos em um
contexto cultural. Nossos pais, filhos, lar, família e até mesmo nossa igre­
ja sofrem grande influência da cultura em que vivem. Embora houvesse
outros fatores em jogo, a mudança do sábado para o domingo é um pode­
roso exemplo de como a cultura influencia a igreja de maneira intensa e
negativa. Sempre que passamos por uma igreja e vemos uma placa indi­
cando o horário de culto aos domingos, recebemos um claro lembrete da
grande extensão do poder da cultura.
Famílias cristãs enfrentam desafios culturais o tempo todo. Às vezes
as influências culturais podem ser boas; contudo, na maioria das vezes,
são negativas.
A grande notícia é que o poder do evangelho nos dá luz, conforto e
força para lidar com os desafios apresentados pela cultura. Nesta sema­
na, examinaremos como podemos ser “famílias de fé” à medida que bus­
camos nos tornar “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis
no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual” resplandecemos
“como luzeiros no mundo” (Fp 2:15).

I 126 | Estações da Família


■ Domingo, 9 de junho Ano Bíblico: Jó 22-24

Retenha o que é bom


V
medida que o evangelho circula o mundo, os cristãos se deparam com
A diferentes culturas e práticas, muitas das quais se referem às relações
familiares e sociais. Uma das grandes questões para os missionários cris­
tãos é como eles devem se relacionar com as normas culturais.

1. Leia Atos 10:1-28, 34, 35. O que essa história ensina sobre a necessidade de
superarmos nossas barreiras e preconceitos ao lidarmos com outras cultu­
ras? Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Não devemos considerar as pessoas imundas nem indignas do nos­
so amor.
B. ( ) Devemos preservar nossa cultura e evitar pessoas de culturas in­
feriores.

Cristo morreu pelos pecados de todos em todos os lugares. Muitas pes­


soas simplesmente ainda não conhecem essa maravilhosa verdade. A mis­
são evangelística do cristão é levar essa notícia juntamente com um convite
que deve ser respondido. Visto que Deus não m anifesta parcialidade, o
cristão é chamado a tratar todos com respeito e integridade, dando-lhes
a chance de aceitar as boas-novas que são para eles também.

2. O que os primeiros missionários cristãos concluíram em relação à apresen­


tação do evangelho a outras culturas? Qual princípio podemos extrair dos
textos a seguir? At 15:19, 20, 28, 29; 1Co 2:2; 1Ts 5:21, 22

Embora toda cultura reflita a condição caída de seu povo, a cultura tam ­
bém pode possuir crenças compatíveis com as Escrituras, e até úteis para
a causa do evangelho. O valor dado à família e à comunidade em muitas
partes do mundo é um exemplo. Os cristãos podem apoiar e fortalecer o
que é bom e de acordo com os princípios bíblicos.
Ao mesmo tempo, a verdade de Deus não deve ser comprometida. La­
mentavelmente a história da igreja mostra que a transigência e a adapta­
ção a culturas produziram uma miscelânea de crenças pseudocristãs que
se apresentam como cristianismo. Satanás afirma ser o deus do mundo
e espalha alegremente a confusão, mas Jesus redimiu este mundo, e Seu
Espírito guia Seus seguidores a toda a verdade (Jo 16:13).

Sua fé é moldada pela cultura ou pela verdade bíblica? Como podemos discernir entre as duas?

A br • Mai • Jun 2019 I 127 |


■ Segunda, 10 de junho Ano Bíblico: Jó 25-28

O poder da cultura sobre a família


" orque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois
dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a
justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem fa­
lado a seu respeito” (Gn 18:19).
Embora possa ter várias configurações, a família é o alicerce da socie­
dade; portanto, muitos traços culturais distintos de diversas sociedades
estão diretamente ligados à família. Por exemplo, em uma cultura antiga,
considerava-se responsabilidade do homem comer o cadáver de seus pais
mortos; em outra, um homem que desejava uma noiva tinha que trazer ao
pai dela um dote de cabeças encolhidas, cortadas de pessoas de uma tribo
rival. Mesmo nos tempos modernos, ideias em relação a filhos, namoro,
divórcio, casamento, pais, etc., variam muito. À medida que compartilha­
mos nossa mensagem com essas diversas culturas, precisamos nos relacio­
nar com elas de maneira que, sem comprometer nossas crenças, evitemos
problemas desnecessários. Ao mesmo tempo, em nosso lar, temos que es­
tar bem conscientes de quais influências culturais afetam nossa família.

3. Como a cultura afetou a vida fam iliar nos exemplos a seguir? Quais princí­
pios aprendemos com esses exemplos?
Gn 16:1-3:__________________________________________________________

Gn 35:1-4:

Ed 10:

1Rs 11:1:

Ninguém vive no vácuo; todos, inclusive nossa fam ília, são afetados

D pela cultura em que vivem. Como cristãos, nossa responsabilidade é vi­


ver em nossa cultura da melhor maneira que pudermos, mantendo o que
está em harmonia com nossa fé e, ao mesmo tempo, rejeitando totalm en­
te o que conflita com ela.

Quais elem entos da cultura são úteis à vida familiar e estão em harmonia com a Bíblia? Há coi­
sas que não estão de acordo com as Escrituras? Como ad ap tar nossa fé à cultura sem com ­
p rom eter as verdades bíblicas?

Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site
http://reavivadosporsuapalavra.org
I 128 | Estações da Família
■ Terça, 11 de junho A no Bíblico: Jó 29-31

Sustentando a família nos tempos de mudança


mudança é uma ocorrência inevitável e inquietante na família, inde­
A pendentemente da cultura em que vivemos. Algumas mudanças estão
relacionadas à transição previsível ao longo do ciclo da vida. No entanto,
muitas vezes a mudança é imprevisível, como mortes, desastres, guerras,
doenças, tranferência para outro lugar ou mesmo fracasso na carreira. Mui­
tas famílias enfrentam mudanças econômicas e sociais em sua comunida­
de e no país. Outras mudanças estão diretamente relacionadas à cultura.

4. Considere alguns exemplos de grandes mudanças enfrentadas por pessoas,


algumas das quais foram traum áticas. Como as situações difíceis afetaram
a vida fam iliar dessas pessoas e o que as ajudou nesses momentos? Você
teria uma reação diferente?
Abraão, Sara e Ló (Gn 1 2:1-5):________________________________________

Ester (Et 2:7-9):

Daniel, Ananias, Misael e Azarias (Dn 1):

Com a mudança, vem a experiência da perda e a ansiedade pela incerte­


za quanto ao futuro imediato. Dependendo da capacidade que uma famí­
lia tem de se adaptar às mudanças, essas experiências podem impulsionar
as pessoas a novos níveis de crescimento e apreço pelas coisas espirituais,
ou podem levar ao estresse e à ansiedade. Satanás explora o transtorno
que as mudanças trazem, na esperança de introduzir dúvidas e descon­
fiança em relação a Deus. As promessas da Palavra de Deus, os recursos
da família e dos amigos e a certeza de estar nas mãos de Deus ajudaram
muitos heróis e heroínas da fé a lidar de maneira satisfatória com graves
turbulências da vida.

Se você conhece alguém que está en frentand o uma mudança traum ática, o que pode fazer
para ajudá-lo e encorajá-lo?

A br • Mai • Jun 2019 I 129 |


■ Quarta, 12 de junho Ano Bíblico: Jó 32-34

Rumo à fé da primeira geração


5. Após a m orte de Josué e de sua geração, qual crise de fé ocorreu em Israel?
()z 2:7-13). Assinale "V ” para verdadeiro ou “ F” para falso:
A. ( ) Muitos começaram a reclamar das más influências culturais que
eram toleradas no território de Israel.
B. ( ) O povo abandonou o Senhor e passou a adorar Baal e Astarote.

studos sobre a maneira pela qual os valores e crenças são transm iti­
E dos às gerações subsequentes revelam que os fundadores de uma ins­
tituição têm um nível muito alto de comprometimento com esses valores,
pois foram os primeiros a defendê-los. Em uma ou duas gerações, muitos
perdem de vista os princípios por trás dos valores. Eles podem concor­
dar com a instituição, mas fazem isso por força do hábito. Nas gerações
seguintes, os hábitos tendem a se cristalizar em tradições. A paixão dos
fundadores desaparece.

6. Dizem que Deus não tem netos, apenas filhos. Em sua opinião, o que isso
significa? Veja também Jo 1:12, 13; 3:7; 1Jo 5:1.

Uma abordagem comum para transm itir valores às futuras gerações do


cristianismo tem sido a seguinte: os mais velhos simplesmente comunicam
aos jovens aquilo em que eles acreditam. No entanto, aprender as crenças
dos pais ou da igreja não é ter fé pessoal. Ser cristão é mais do que perten­
cer a uma organização com uma história e uma doutrina. A verdadeira fé
não é algo genético, algo transmitido naturalmente de uma geração à ou-
tra. Cada pessoa precisa conhecer Cristo por si mesma. Há um limite no

D que os pais podem fazer. A igreja, como um todo, e os pais, em especial,


precisam fazer tudo o que puderem para criar um ambiente que desper­
te nos jovens o desejo de fazer essa escolha certa, mas, no fim, uma gera­
ção é salva ou perdida pela aceitação ou rejeição individual do evangelho.

jean, ao ab an d onar o ateísmo, uniu-se à Igreja A d ven tista do Sétim o Dia após uma p odero­
sa experiência de conversão. Ele se casou com uma m ulher ad ven tista e teve filhos que ele
e sua esposa, naturalm ente, criaram na fé. Um dia, pensando sobre a condição espiritual de
seus filhos, ele disse: "Ah, se meus filhos tivessem a experiência que eu tive !” Se você p udes­
se conversar com jean, o que teria dito a ele?

I 130 | Estações da Família


■ Quinta, 13 de junho Ano Bíblico: Jó 35-37

Mensageiros do século 21
m sua popular paráfrase da Bíblia, A Mensagem, Eugene Peterson usou
E a palavra mensagem sempre que aparece a palavra bíblica para “evan­
gelho”. As boas-novas sobre Jesus são verdadeiramente a mensagem ain­
da necessária para o mundo de hoje. As famílias cristãs são chamadas a
vivenciá-la em conjunto e compartilhá-la na cultura em que vivem.

7. Como você resumiria a mensagem usando os seguintes textos? Mt 28:5-7;


Jo 3:16; Rm 1:16, 17; 1Co 2:2; 2Co 5:18-21

A primeira notícia anunciada pelos discípulos por toda parte foi a res­
surreição de Jesus. As famílias cristãs de hoje se unem a uma longa fileira
de mensageiros proclamando: “Ele ressuscitou”, como foi dito às mulheres
que seguiam a Jesus (Mt 28:7). A realidade da Sua ressurreição torna dig­
no de confiança tudo o que Cristo disse sobre Si mesmo, sobre Deus e Seu
amor pelos pecadores, sobre o perdão e a certeza da vida eterna pela fé Nele.
Apaixonados pelo evangelho. As Escrituras apresentam vislumbres do
amplo efeito do evangelho na vida dos primeiros seguidores de Jesus.
Eles abriam suas casas para o estudo da Bíblia, oravam e comiam juntos,
compartilhavam dinheiro e recursos e cuidavam uns dos outros. Famílias
inteiras aceitaram a mensagem. De repente, eles se tornaram pessoas per­
feitas? Não. Houve alguns conflitos e discórdias entre eles? Sim. Mas de
certa forma esses seguidores de Cristo eram diferentes. Eles reconheciam
a necessidade que tinham de Deus e uns dos outros. Eles colocavam como
prioridade a unidade e a harmonia no lar e na igreja, esforçando-se para
cumprir a oração que Jesus fez em João 17:20-23. Eles testemunhavam
uns aos outros e aos incrédulos com ousadia, e até colocavam sua vida em
risco por causa de suas crenças.
Assim deve ser conosco. Mesmo no século atual, preconceituoso
para com as coisas religiosas, pessoas entusiasmadas ainda são ouvidas.
O Espírito deseja encher o coração humano de entusiasmo pelo evange­
lho. Quando as boas-novas realmente se tornarem tão boas em nosso co­
ração quanto são na Palavra, compartilhá-las se tornará algo espontâneo
e incontrolável.

Quais m udanças precisam ser feitas em sua família para que ela seja m elhor com unicadora
da "m en sa g e m ” que fom os cham ados a com partilhar?

A br • Mai • Jun 2019 | 131 |


■ Sexta, 14 de junho A no Bíblico: )ó 38-42

Estudo adicional
extos de Ellen G. White: Profetas e Reis, p. 4 7 9 -4 9 0 (“Na Corte de Ba­
T bilônia”); Obreiros Evangélicos, p. 324, 329 (“Palavras de Advertência),
e 330, 331 (“Deus Não Faz Acepção de Pessoas”); Caminho a Cristo, p. 115­
126 (“Alegria no Senhor”).
Deus não faz acepção de pessoas. “A religião de Cristo eleva o que a re­
cebe a um plano mais alto de pensamento e ação, ao mesmo tempo que
apresenta toda a família humana como sendo, semelhantemente, objeto
do amor de Deus, sendo comprada pelo sacrifício de Seu Filho. Aos pés
de Jesus vêm encontrar-se o rico e o pobre, o letrado e o inculto, sem ne­
nhuma ideia de casta ou preeminência mundana. Todas as distinções ter­
restres desaparecem ao contemplarmos Aquele a quem nossos pecados
traspassaram. A abnegação, a condescendência, a infinita compaixão Da­
quele que era tão exaltado no Céu, faz envergonhar o orgulho humano, a
presunção e as castas sociais. A religião pura e imaculada m anifesta seus
princípios celestiais, levando à unidade todos quantos são santificados
pela verdade. Todos se unem como pessoas compradas por sangue, igual­
mente dependentes Daquele que os redimiu para Deus” (Ellen G. White,
Obreiros Evangélicos, p. 330).

Perguntas para discussão


1. Comente com a classe as respostas para a lição de domingo.
2. Na citação de Ellen G. W hite acima, encontramos alguns princípios
que, se aplicados, revolucionariam nossa vida familiar. Quais são eles?
3. Sua igreja tem educado a geração mais jovem? O que você pode fazer
para ajudar a igreja nessa importante tarefa?
4. Quais são os desafios de tentar transm itir nossa fé para outra geração?
5. A cultura influencia positivamente sua vida familiar? Ela traz influên­
cias negativas?
R esp ostas e atividades da sem ana: 1. A. 2. Os missionários não deviam impor seus costumes aos gentios, mas

D
exortá-los a não se contaminarem com ídolos, evitando relações sexuais ilícitas, a carne de animais sufocados e o
consumo de sangue. Devemos respeitar a cultura das pessoas e não julgá-la como inferior. 3. A. A pedido de Sara,
Abraão teve relações sexuais com Agar. B. Jacó pediu aos seus familiares que lhe entregassem os deuses estra­
nhos, pois ele faria um altar ao Senhor. C. Esdras verificou quantos filhos de Israel haviam se casado com estrangei­
ras, para que pudessem despedi-las, a fim de que Israel voltasse a ser fiel ao Senhor. D. Salomão teve mulheres es­
trangeiras. 4. A. Abraão saiu da sua terra e foi para um lugar desconhecido, indicado pelo Senhor. Em Canaã, ele foi
abençoado e sua vida foi transformada. B. Ester saiu da casa de seu tio Mordecai para o palácio. Ela foi escolhida
como rainha. C. Daniel, Hananias, Misael e Azarias foram capturados e levados para Babilônia, onde seus nomes fo ­
ram mudados. Por serem inteligentes e fiéis, Deus os fez prosperar no palácio. 5. F; V. 6. Peça que a classe com en­
te os textos. 7. Comente com a classe.

I 132 | Estações da Família


Liçao
“Que viram
12 em tua casa?”

VERSO PARA MEMORIZAR:


"Vós, porém, sois raça eleita,
sacerdócio real, nação santa, povo de
propriedade exclusiva de Deus, a fim
de proclamardes as virtudes Daquele
que vos chamou das trevas para a Sua
maravilhosa luz" (1Pe 2:9).

Leituras da semana: Is 38; 39;


58:6, 7, 10, 12; 1Co 7:12-15; 1Pe 3:1, 2;
H b 6:12; 13:7; 3Jo 11

Sábado, 15 d e ju n h o Ano Bíblico: Sl 1-9

alvez tenhamos chegado a um estágio em que, graças ao Senhor, nos­


T sa vida esteja indo bem: família, trabalho, saúde e finanças. Ou tal­
vez não. Possivelmente, seu lar esteja em aflição ou em crise. Seja como
for, quando alguém visita seu lar, como os emissários da Babilônia visita­
ram o rei Ezequias, qual resposta poderia ser dada à pergunta que o pro­
feta Isaías posteriormente fez ao rei: “Que viram em tua casa? (Is 39:4).
O que as pessoas e os anjos celestiais veem em nossa casa? Qual influên­
cia permeia nosso lar? É possível “sentir” o perfume da oração? Existe gen­
tileza, generosidade, amor, ou tensão, ira, ressentimento, amargura e dis­
córdia? Algum visitante vai embora com a sensação de que Jesus está ali?
É importante que façamos essas perguntas a nós mesmos a respeito do
tipo de lar que promovemos. Nesta semana, examinaremos algumas ques­
tões que contribuem para uma vida familiar maravilhosa, apesar das ine­
vitáveis tensões e lutas que os lares enfrentam atualmente.

I 138 | Estações da Família


■ Domingo, 16 de junho A no Bíblico: Sl 10-17

Aprendendo com o erro de um rei


1. Leia o relato sobre a cura de Ezequias e a visita dos embaixadores da Ba­
bilônia. Que princípios dessa história podemos aplicar à nossa fam ília? 2Cr
32:25, 31; Is 38; 39

s Escrituras mostram que os mensageiros foram atraídos pela recupe­


A ração miraculosa do rei Ezequias. No entanto, Ezequias parece ter se
calado sobre sua experiência de cura. Ele não enfatizou as coisas que te­
riam aberto o coração desses curiosos embaixadores ao conhecimento do
verdadeiro Deus. É impressionante o contraste entre sua gratidão por ter
sido curado no capítulo 38 e seu silêncio a respeito da cura no capítulo 39.
“Deus o desamparou, para prová-lo”. Essa visita de Estado era uma oca­
sião muito importante; entretanto, não há registro de que Ezequias bus­
cou, em oração, orientação especial a respeito dela da parte dos profetas
nem dos sacerdotes. Deus também não interveio. Sozinho, longe dos olhos
do público e sem consultar conselheiros espirituais, Ezequias aparente­
mente deixou que a obra de Deus em sua vida e na vida de sua nação de­
saparecesse de sua mente. Possivelmente, a intenção do historiador em
2 Crônicas 32:31 tenha sido mostrar como a bênção de Deus pode facil­
mente passar despercebida e não ser devidamente valorizada, e como os
que recebem Sua misericórdia tendem a se tornarem autossuficientes.

2. Abaixo estão algumas lições sobre fidelidade na vida fam iliar a partir da ex­
periência de Ezequias. Em sua opinião, existem outras? Quais?

Toda visita a um lar cristão é uma oportunidade para que as pessoas


encontrem ali seguidores de Cristo.
Provavelmente, poucos visitantes iniciarão conversas sobre coisas es­
pirituais. Os cristãos devem encontrar maneiras sensíveis e apropriadas
de compartilhar as boas-novas.
Os cristãos não são chamados a ostentar sua prosperidade material
nem realizações, embora possam reconhecê-las como bênçãos de Deus.
Eles são chamados a “anunciar as grandezas Daquele que os chamou das
trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9, NVI), ou a usar a experiên­
cia de Ezequias como um símbolo para declarar que eles estavam à beira
da morte, mas Cristo os curou; estavam mortos no pecado, mas Cristo os 2
ressuscitou e os fez sentar nos lugares celestiais (Ef 2:4-6).

Como você pode usar sua casa para testem u n h a r aos o utros? Como vo cê pode com partilhar
mais diretam ente sua fé em Cristo com os visitan tes em sua casa?

A br • Mai • )un 2019 I 139 |


■ Segunda, 17 de junho Ano Bíblico: Sl 1 8 -2 2

Família em primeiro lugar


s pessoas do nosso lar são o primeiro alvo natural dos nossos esforços
A evangelísticos. Não há campo missionário mais importante.

3. Leia João 1:40-42. Quais lições aprendemos sobre o dever de com partilhar
a fé no lar? (Veja também Dt 6:6, 7; Rt 1:14-18). Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Devemos evangelizar nossa família e cuidar dela.
B. ( ) O alvo são os vizinhos; a família não precisa ser evangelizada.

Testemunhando com entusiasmo. André fez mais que um simples relato;


ele providenciou para seu irmão, Simão, um encontro com Jesus. Um re­
lato entusiasmado sobre Cristo e a apresentação Dele como pessoa é uma
fórmula muito simples para compartilhar o evangelho com parentes em
nosso lar! Após a apresentação, André recuou. A partir daquele momen­
to, Jesus e Pedro tiveram um relacionamento próprio.
Promovendo a fé dos filhos. Os filhos muitas vezes podem ser negligen­
ciados como importantes destinatários dos nossos esforços evangelísticos.
Os pais pressupõem erroneamente que os filhos simplesmente absorvam a
espiritualidade familiar, mas isso não é algo automático. Embora as crian­
ças e jovens aprendam com o exemplo, os mais jovens da família do Senhor
também precisam de atenção individual e oportunidade de ser pessoal­
mente apresentados a Ele. Deuteronômio 6 insiste nesse ponto: deve ser
dada atenção à mais eficaz educação religiosa. Os hábitos espirituais de
culto pessoal e fam iliar devem ser encorajados no lar. Devemos dedicar
tempo e fervorosos esforços em favor das crianças e jovens.

4. O que aprendemos com os esforços evangelísticos de Noemi? Rt 1:8-22

Rute viu Noemi em seus piores momentos: quando ela tentou despe­
dir sua nora e quando, irritada e deprimida, lançou sobre Deus a respon­
sabilidade por suas perdas (Rt 1:15, 20, 21). Nenhum testemunho mais
eloquente que o de Rute pode ser dado a fim de mostrar que os jovens po­
dem se encontrar e se comprometer com um Deus perfeito, mesmo quan­
do apresentados a Ele por um pai ou mãe imperfeitos.

O lar é o cam po missionário mais im portante. Essa noção afeta sua atitu d e em relação às
pessoas que m oram com vo cê? Reúna sua família e façam juntos uma lista de esforços es­
pecíficos para levar Cristo a parentes que ainda não conhecem a salvação.

Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site
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I 140 | Estações da Família
■ Terça, 18 de junho Ano Bíblico: Sl 23-30

A paz que vence


5. Qual é o conselho do Novo Testam ento para os casam entos divididos pela
religião? 1Co 7:12-15; 1Pe 3:1, 2

bênção de ser um cônjuge cristão. Em 1 C oríntios, Paulo respondeu à


inquietação dos convertidos. Eles desejavam saber se perm anecer
casado com um cônjuge incrédulo poderia ser ofensivo a Deus ou trazer
contam inação para si e para seus filhos. Paulo disse que não. A condição
sagrada do casam ento e sua intim idade devem continuar após a conver­
são de um parceiro. A presença de um cristão “san tifica” o cônjuge e os fi­
lhos do casal. A palavra “san tifica” deve ser entendida no sentido de que
o incrédulo entra em contato com as bênçãos da graça ao vive r com um
com panheiro cristão.
Por m ais doloroso que seja, o cônjuge descrente pode decidir abando­
n ar o casam ento. Em bora as consequências sejam sérias, a palavra m ise­
ricordiosa do nosso Deus, que sempre defende a liberdade de escolha do
ser hum ano, é que, caso o descrente queira se separar, “que se separe”.
O cristão, “em tais casos [...], não fica debaixo de servidão” (1Co 7:15, N V I).
Cham ados para viver em paz. Evidentem ente, a preferência da Palavra de
Deus é que, apesar dos desafios de um la r espiritualm ente dividido, seja
encontrada um a form a pela qual a paz de C risto reine ali. A esperança é
m anter o casam ento intacto, evid enciar o triu n fo do evangelho em meio
às dificuldades e prom over o conforto do cônjuge com quem o cristão é
um a só carne, em bora ele(a) seja incrédulo(a).

6. Quais são as limitações da responsabilidade de um cônjuge cristão para


com o outro que é descrente?

Há m aior probabilidade de levar o cônjuge não cristão para Cristo quan­


do o cristão m anifesta benignidade, fidelidade inabalável, serviço hum ilde
e testem unho cativante. Em um casam ento cristão, a subm issão surge da
reverência a C risto (compare com E f 5:21). A ntes de se relacionar em sub­
m issão cristã com um incrédulo, o cristão deve se subm eter e ser fie l p ri­
m eiram ente a Deus. A fidelidade às reivindicações de Deus não exige que 2
o cônjuge cristão sofra abuso nas mãos de um parceiro violento.

Você conhece alguém que luta com a incredulidade do cônjuge? Você pode ajudar essa pessoa?

A br • Mai • jun 2019 I 141 |


■ Quarta, 19 de junho Ano Bíblico: Sl 31-35

A vida familiar deve ser compartilhada


7. Nos versos abaixo, investigue os usos da palavra "im itar”. O que eles re­
velam sobre o processo de se tornar cristão e crescer na fé? O que eles su­
gerem sobre a relação entre exemplo e testem unho? 1Co 4:16; Ef 5:1; 1Ts 1:6;
Hb 6:12; 13:7; 3Jo 11

ênfase do Novo Testamento na imitação reconhece a importância do


A exemplo no processo de aprendizagem. Temos a tendência de nos tor­
nar semelhantes às pessoas ou às coisas que observamos. Esse princípio
se aplica aos relacionamentos em geral, especialmente no lar, onde a imi­
tação é comum. Os filhos imitam seus pais e irmãos; e os cônjuges imitam
um ao outro. Esse conceito apresenta um indício importante de como ca­
sais e famílias podem testemunhar de Cristo a outras pessoas.
O poder da influência social. Testemunhamos do nosso lar quando da­
mos oportunidade para que outros compartilhem da nossa experiência
doméstica. Muitos simplesmente não têm um bom exemplo de relaciona­
mentos familiares. Em nosso lar, eles podem ver como o espírito de J e ­
sus faz a diferença. Ellen White escreveu: “A influência social é uma força
maravilhosa. Se quisermos, podemos valer-nos dela para auxiliar as pes­
soas que nos rodeiam” (A Ciência do Bom Viver, p. 354).
Quando os casados convidam outros casais para uma refeição, rela­
cionamento social ou estudo bíblico, ou quando participam juntos de um
programa de desenvolvimento conjugal, os visitantes veem um modelo.
A demonstração de reciprocidade, afirmação, comunicação, resolução de con­
flitos e adaptação de diferenças testemunham da vida familiar em Cristo.

8. No contexto dos modelos, com o que devem os sempre tom ar cuidado?


()r 17:9; )o 2:25; Rm 3:23). Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Com expectativas exageradas em relação aos nossos modelos.
B. ( ) Com os maus exemplos. O cristão não pode errar jamais.

Siga cristãos que seguem a Cristo. Todo exemplo humano é falho; o tes­
temunho do lar cristão não é uma demonstração de perfeição absoluta.
A noção de imitação do Novo Testamento é um chamado para que os indi­

B víduos sigam cristãos que seguem a Cristo. A ideia é que as pessoas com­
preendam a fé cristã conforme a veem demonstrada na vida de outras
pessoas tão humanas e falíveis quanto elas.

Como você pode to rn a r seu lar um m elhor exemplo de testem u n h o cristão?

I 142 | Estações da Família


■ Quinta, 20 de junho Ano Bíblico: Sl 36-39

Centros de amabilidade contagiante


9. Compare as referências bíblicas sobre hospitalidade com incidentes reais
na casa de diversas fam ílias da Bíblia listadas a seguir. (Is 58:6, 7, 10-12;
Rm 12:13; 1Pe 4:9). Mencione os atributos da hospitalidade demonstrados:
Abraão e Sara (Gn 1 8 :1 -8 ):__________________________________________

Rebeca e sua família (Gn 24:15-20, 31-33):

Zaqueu (Lc 19:1-9):

ospitalidade é atender às necessidades básicas de outra pessoa, tais


H como: descanso, alimentação e companhia. É uma expressão tangível
do amor abnegado. Jesus atribuiu significado teológico à hospitalidade ao
ensinar que alimentar os famintos e dar de beber aos sedentos eram atos
de serviço feitos a Ele (Mt 25:34-40). A utilização do lar para o m inisté­
rio pode variar de um simples convite aos vizinhos para uma refeição à
hospitalidade radical de emprestar um quarto para uma vítima de abuso.
Pode envolver simples cordialidade, uma oportunidade de oferecer ora­
ção a alguém ou a realização de estudos bíblicos. A verdadeira hospitali­
dade brota do coração daqueles que foram tocados pelo amor de Deus e
desejam expressar seu amor em palavras e ações.
Às vezes, as famílias reclamam que lhes faltam acomodações, estrutu­
ra, tempo e vigor para oferecer hospitalidade. Outros se sentem inadequa­
dos, sem habilidade e inseguros quanto a ir além do que é familiar para
se associarem com os incrédulos. Alguns desejam evitar as complicações
que surgem do envolvimento com os outros. Muitas famílias contempo­
râneas confundem hospitalidade com entretenimento. 2
Em que aspectos sua vida dom éstica reflete sua condição espiritual? Que m udanças você
precisa fazer para que seu lar se torne mais fo rte espiritualm ente e seja uma bênção aos se­
m elhantes?

A br • Mai • )un 2019 I 143 |


■ Sexta, 21 de junho Ano Bíblico: Sl 40-45

Estudo adicional
extos de Ellen G. White: O LarAdventista, p. 35-39 (“Poderoso Teste­
T munho Cristão”), p. 348-352 (“Atitude em Relação a um Companhei­
ro Descrente”); A Ciência do Bom Viver, p. 349-355 (“O Ministério do Lar”);
Profetas e Reis, p. 3 4 0 -3 4 8 (“Os Embaixadores de Babilônia” ).
O poder do lar no evangelismo. “Muito mais poderosa que qualquer ser­
mão pregado é a influência de um verdadeiro lar no coração e na vida [...]
“Nossa esfera de influência poderá parecer limitada, nossas capacida­
des diminutas, escassas as oportunidades, nossos recursos reduzidos; no
entanto, se soubermos aproveitar fielmente as oportunidades de nossos
lares, maravilhosas serão nossas possibilidades” (Ellen G. White, A Ciência
do Bom Viver, p. 352 e 355).

Perguntas para discussão


1. A influência de algum lar o ajudou a tomar uma decisão em favor de Cris­
to? O que lhe causou essa impressão?
2. De que maneira você pode m inistrar a uma família com um cônjuge
descrente?
3. Fale sobre algumas pressões no lar que atrapalham a fé. Faça uma lista
dessas coisas; em seguida, anote as soluções possíveis.
4. A vida familiar é um meio de testemunhar a filhos, cônjuges descrentes,
parentes e visitantes. Às vezes não conseguimos compartilhar a fé no
lar de maneira tão completa quanto desejamos. Nem sempre ocorrem
conversões de parentes e visitantes. Contudo, como membros imperfei­
tos da família, buscamos indicar o caminho a um Salvador perfeito. Me­
diante a hospitalidade expressa em nome do Salvador, trazemos para o
reino da graça todos cuja vida tocamos. Pense na influência de seu lar
nos que vêm visitá-lo. Como você pode torná-lo um melhor testemunho
de fé para todos os que entram por suas portas?
R esp ostas e atividades da sem ana: 1. Comente com a classe. 2. Com a ajuda dos alunos, faça uma lista das lições.
3. A. 4. Mesmo um testem unho imperfeito tem valor para Deus. Por isso, Rute decidiu cuidar da sogra e servir ao
Senhor. 5. Os cônjuges cristãos devem alcançar os cônjuges incrédulos pelo bom comportamento, que vale mais do
que mil palavras. 6. Ainda que o cônjuge cristão promova a harmonia no lar, ele não deve forçar o incrédulo a parti­
cipar de cultos no lar, respeitando seu livre-arbítrio. 7. Desejamos imitar Cristo. À medida que crescemos na fé, nos
tornamos mais parecidos com Ele. Nesse sentido, podemos dizer aos outros que nos imitem como imitamos Cristo.
As pessoas reconhecerão que O imitamos pelo nosso exemplo. 8. A. 9. Devemos repartir nosso pão com o fam in­

B to, cobrir o nu e cuidar dos órfãos e viúvas. Abraão e Sara, Rebeca e sua família, assim como Zaqueu deram exem­
plos de hospitalidade. Hospedaram o Senhor e Seus anjos; Rebeca deu água ao servo de Abraão e aos camelos. Za ­
queu recebeu Jesus com alegria.

I 144 | Estações da Família


Liçao
Convertendo corações
no tempo do fim 13
VERSO PARA MEMORIZAR:
"Eis que Eu vos enviarei o profeta
Elias, antes que venha o grande e
terrível Dia do Senhor; ele converterá
o coração dos pais aos filhos e o
coração dos filhos a seus pais, para
que Eu não venha e fira a Terra com
maldição" (Ml 4:5, 6).

Leituras da semana: M l 4:5, 6;


M t 3:2; 11:14, 15; 17:10; 1Rs 16:29­
17:24; 18:20-45

Sábado, 22 d e ju n h o Ano Bíblico: Sl 46-50

ossa vida é feita de fases. Às vezes estamos em uma fase boa; outras
N vezes, não. Em alguns períodos a família está intacta e forte; em ou­
tros tempos, ela está frágil ou até destruída.
Seja qual for a fase, o estágio ou a situação da nossa família, podemos
e devemos viver à luz das promessas de Deus, apegando-nos a elas com
todo o nosso coração, toda a mente e força, pois, no fim, elas são nossa
única esperança. E que grandiosa esperança elas são! Não importa a fase
em que nós ou nossa família estejamos, da Palavra de Deus emanam pro­
messas que podemos reivindicar para nós, nossos amados, nossa família
e nossa igreja.
Nesta última semana do trim estre, examinaremos algumas histórias,
promessas e experiências bíblicas em diversos contextos. Neste estudo,
buscaremos extrair lições para nós hoje, seja qual for a nossa condição;
pois, não importa quem somos, onde estamos nem a fase que vivemos
atualmente, provavelmente todos tenhamos lutas, medos e preocupações.
Felizmente, adoramos um Deus que não apenas sabe o que enfrentamos,
mas que certamente está à frente de todas essas coisas.

A br • Mai • )un 2019 l 149 |


■ Domingo, 23 de junho A no Bíblico: Sl 51-55

A profecia dos corações convertidos


1. Compare a predição da vinda de Elias com as referências do Novo Testa­
mento a esse evento. Que lições aprendemos com esses textos? Ml 4:5, 6;
Mt 11:14, 15; 17:10; Mc 6:15; Lc 1:17

os dias de Malaquias, o apelo de Deus à nação, “tornai-vos para Mim,


N e Eu Me tornarei para vós outros”, foi respondido com arrogância: “em
que havemos de tornar?” (Ml 3:7). O frustrado profeta anunciou mais uma
oportunidade de reavivamento. Evocando a reforma iniciada por Elias, de
converter os corações (1Rs 18:37), Malaquias predisse a vinda do profeta
Elias novamente para converter “o coração dos pais aos filhos e o coração
dos filhos a seus pais” (Ml 4:6).
Desenvolveu-se uma tradição judaica de que Elias apareceria pessoal­
mente como o precursor do Messias (compare com Mt 17:10; Mc 6:15). No
entanto, o Novo Testamento apresenta João Batista como um cumprimen­
to daquela profecia (Mt 11:14, 15; Lc 1:17).

2. Em sua opinião, o que significa a frase "converter o coração” ?

Diversas aplicações são possíveis para esses textos: A frase se refere à recon­
ciliação do povo de Israel com o Senhor. Deus, como Pai (Is 63:16), Se converteu
de Sua ira, voltando-Se para Seus filhos (Mq 7:18, 19) e os chamou a retorna­
rem a Ele (Is 44:22; Ml 3:7). A frase se refere à reconexão das gerações posteriores
com seus fiéis antepassados mediante a renovação da aliança. O chamado profé­
tico para que o povo de Deus seguisse a fé dos patriarcas foi repetidamente
feito no Antigo Testamento. A condição para que a terra continuasse como
um abençoado lugar de habitação era a fidelidade à aliança (Dt 4:29-31).
A frase se refere à restauração e renovação dos relacionamentos familiares. A re­
lação entre pais e filhos é uma expressão prática de fidelidade à aliança com
Deus. Aqui, também, o cumprimento das responsabilidades para com pais e
filhos está ligado à contínua herança da terra e à bênção de Deus (Pv 2:21).

Qual é a relação entre a restauração do relacionam ento com Deus e a restauração dos rela­
cionam entos em nossa família? Po r que um precede o outro?

Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site
http://reavivadosporsuapalavra.org
l 150 | Estações da Família
■ Segunda, 24 de junho Ano Bíblico: Sl 56-61

Reencontro da família
ezabel, a esposa sidônia do rei Acabe, introduziu o culto a Baal em Israel.
Esse fato acelerou o declínio da nação. Os ensinamentos de Deus sobre
o casamento, a família e a sexualidade foram ofuscados por práticas como
incesto, prostituição e outras perversões. Nessa disputa por adoração sur­
giu Elias, cujo nome significa “Jeová é o meu Deus”, uma repreensão a Baal.

3. Que experiência associou Elias à subversão das crenças pagãs e ao reen­


contro das fam ílias? (1Rs 16:29-17:24; compare com Lc 4:25, 26). Assinale a
alternativa correta:
A. ( ) Sua fuga para o deserto.
B. ( ) A denúncia do pecado de Acabe e a ressurreição do filho da viúva.

Após anunciar a maldição da seca sobre a terra, Elias ficou “marcado”. Deus
o abrigou em um lugar improvável: a casa de uma pobre viúva em Sarepta de Si-
dom, perto da cidade natal de Jezabel. Elias submeteu a viúva a um teste seve­
ro: pediu que ela preparasse para ele uma refeição com o azeite e a farinha que
ela tinha, e ela deveria confiar seu futuro a Deus. A fé dessa mulher se tornou
lendária. Jesus a elogiou (Lc 4:26). À medida que o azeite e a farinha se multi­
plicavam, a mulher compreendeu melhor o Senhor. Em seguida, seu único filho
adoeceu e morreu. Ao expressar seu pesar, ela refletiu as crenças pervertidas ao
seu redor, e que afetavam Israel, segundo as quais, por causa do pecado de al­
guém, era exigido o sacrifício de um filho (1Rs 17:18; Jr 19:5; Mq 6:7).

4. Na experiência espiritual da viúva fenícia, qual foi o efeito do reencontro


com seu filho? (1Rs 17:24). O que aprendemos com os com entários dela? As­
sinale "V ” para verdadeiro ou “ F” para falso:
A. ( ) Ela reconheceu que Elias era um homem de Deus.
B. ( ) Ela acreditou que Baal havia curado seu filho.

A resposta daquela mãe revela o efeito da mensagem de Elias. A fé em


Deus e em Sua Palavra surge no coração quando, pelo Seu poder, a vida é
restaurada, e a família é reunida. Muitos hoje concordam com as doutri­
nas pregadas, mas são “mornos” em sua experiência espiritual. No entan­
to, quando as verdades da Palavra de Deus são vivenciadas pessoalmente,
e o reavivamento e a restauração ocorrem nos relacionamentos domésti­
cos, a convicção vem sobre o coração com muito mais poder.

Que reencontros familiares você ainda espera? Que prom essas de Deus lhe dão a esperança
3
de que essa reunião ocorrerá em breve? V o cê está se apegando a elas?

A br • Mai • Jun 2019 I 151 |


■ Terça, 25 de junho Ano Bíblico: Sl 62-67

Convertendo corações no altar


5. Leia 1 Reis 18:20-45. Escreva nas linhas abaixo a essência desse episódio.
Embora o contexto seja totalm ente diferente, como os princípios vistos
nessa história se aplicam à vida fam iliar?

o monte Carmelo, Elias almejava uma renovação da aliança por par­


N te de sua nação, um retorno à fé de seus pais, que traria cura ao povo,
aos seus lares e terras.
A hora do sacrifício da tarde. Após o fracasso do sacrifício oferecido pe­
los sacerdotes pagãos, foi a vez de Elias. Ele foi intencional. A hora do dia
chamava a atenção para o divino plano da redenção revelado no servi­
ço do santuário (compare com Êx 29:41). O convite “Chegai-vos a mim”
(1Rs 18:30) nos lembra do Salvador recebendo os pecadores (compare com
Mt 11:28). Pais que sofrem com a desobediência dos filhos podem ter cer­
teza de que Deus os ama assim como amava os israelitas. Deus trabalha
incessantemente para atrair os rebeldes a Ele.
A ênfase de Elias no altar de Jeová corresponde, em nossos dias, à exal­
tação de Jesus e de Sua graça salvadora na família. O culto fam iliar é uma
oportunidade de falar com Ele em oração, de conversar sobre Ele, de re­
ceber mais uma vez o dom gratuito da salvação e de dar ao nosso coração
tempo para refletir sobre Seus ensinamentos.
A resposta que Elias havia pedido indicaria que Deus os tinha toma­
do de volta para Si. Em 1 Reis 18:37, o profeta suplicou: “Responde-me,
Senhor, responde-me, para que este povo saiba [...] que a Ti fizeste retro­
ceder o coração deles”. Não podemos voltar nosso coração para Deus; só
podemos responder à Sua graça, e esta Ele dá livremente.
O fogo consumidor caiu, não sobre os culpados, mas sobre o sacrifí­
cio, apontando para Jesus, que foi feito “pecado por nós; para que, Nele,
fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5:21). Confissão e louvor irrompe­
ram dos lábios do povo. Visto que os falsos sacerdotes não responderam
ao chamado de Deus, eles foram executados. Em seguida, a chuva refres­
cante acabou com a maldição sobre a terra.

Em qual condição está o "a lta r” do seu lar? Como vo cê pode "reconstruir o a lta r” em sua fa ­
mília, se de fato ele precisa de algum a reconstrução?

I 152 | Estações da Família


■ Quarta, 26 de junho Ano Bíblico: Sl 68-71

Convertendo corações no Jordão


untam ente com a profecia de Gabriel (Lc 1:17) e a confirm ação de Jesus de
que João Batista era o Elias prenunciado (M t 11:14; 17:12, 13), os escritores
dos evangelhos afirm aram que Jo ão Batista era o “m ensageiro” que prepa­
raria o cam inho do Senhor (M t 11:10; M c 1:2; Lc 7:27; compare com M l 3:1).

6. Mencione os principais aspectos da mensagem de João. Por que sua men­


sagem estava relacionada à “ conversão dos corações"? M t 3:2, 8; 14:4;
Mc 1:4; Lc 3:3, 8, 9, 11, 13, 14

Como um fazendeiro que lavra a terra firm e a fim de prepará-la para


receber a sem ente, Jo ão denunciava o pecado e in sistia com os pecadores
para que eles se arrependessem . A natureza hum ana é assim : sem autoa-
valiação, sem a consciência da nossa verdadeira condição, não sentim os a
necessidade de algo m elhor. A mensagem de Jo ão B atista cham ava a aten­
ção do povo à santidade das exigências de Deus e à necessidade que eles
tin h am de Sua perfeita justiça. O arrependim ento genuíno é sempre m ar­
cado pela hum ildade e pela busca do auxílio d ivin o para m udar o com­
portam ento. Ao expor a hipocrisia superficial e egocêntrica daqueles que
afirm avam ser filhos de Abraão, ele buscou revelar o significado m ais pro­
fundo da fé de seus pais.

7. Como a mensagem de João Batista preparou o cam inho para Jesus?


()o 1:35-37; 3:27-30). Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Ela apontava para o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do m un­
do. Assim , as pessoas passaram a segui-Lo.
B. ( ) A m ensagem de Jo ã o “ dim inu ía” a pessoa e a obra de Jesus.

Jo ão h avia recebido a revelação de que Jesu s era o Cordeiro de Deus.


Q uando ele apresentou C risto dessa m aneira (Jo 1:29, 36), ele lite ra l­
m ente conduziu o povo ao Senhor. André e outro discípulo de Jo ã o B a tis­
ta, tam bém cham ado Jo ão , o autor do Evangelho que fez o relato daquele
dia, deixaram o B a tista e se tornaram discípulos de Jesu s. A mensagem
de E lia s não apenas m ostra a necessidade de arrependim ento; ela id en ti­
fica Aquele que salva do pecado; gera entusiasm o a respeito D ele e apre­
senta pessoas a Ele.
3
Se joao Batista entrasse em sua casa, o que ele lhe diria?
Abr • Mai • )un 2019 l 153 |
■ Quinta, 27 de junho Ano Bíblico: Sl 72-77

Convertendo corações nos últimos dias


m certo sentido, como adventistas, entendemos que temos a função de
E João Batista. O arauto da reforma e do arrependimento buscou prepa­
rar o caminho para a primeira vinda de Jesus. Como movimento, enten­
demos que fazemos o mesmo em relação à volta de Cristo.

8. Com espírito de oração, leia Lucas 1:17. Como essas palavras captam nos­
sa mensagem?

Por meio da cruz, o Pai celestial converteu o coração de Seus filhos a Si


e converteu o coração de Seus filhos uns aos outros. A mensagem de Elias
apela às famílias que creiam nessa boa notícia incrível (2Co 5:18-21; com­
pare com Ef 2:11-18) e que sejam pessoas cheias de graça, à medida que
Seu Espírito produz nelas uma colheita de amor.
O mundo precisa desesperadamente de uma demonstração de cuidado
altruísta, compromisso duradouro e dedicação inabalável a Deus. Por Sua
graça, as famílias cristãs podem dar essa demonstração. No entanto, deve­
mos nos lembrar de que a mensagem que temos para o mundo também é
para nós. Enquanto os princípios do evangelho, da unidade, do amor e da
abnegação não forem manifestos em nós, especialmente em nossa fam í­
lia, seremos incapazes para compartilhar essa mensagem com os outros.
Todos os sermões eloquentes, toda a lógica e as apresentações da Bíblia
não serão suficientes: o mundo precisa ver em nossa vida, especialmente
em nossa vida familiar, o arrependimento, o coração convertido, o amor
e o compromisso que pregamos. Assim como João Batista tinha um po­
der que transformou vidas e tornou eficaz sua pregação, podemos fazer o
mesmo por meio da graça de Deus, mas apenas se estivermos dispostos a
cooperar com o Senhor e consagrar a vida a Ele.
Por meio de Jesus, somos parte da fam ília celestial (Ef 3:15). Portan­
to, quer sejamos uma fam ília de uma ou mais pessoas, somos chamados
a ser testem unhas do Deus que professamos servir, e nada pode tornar
nosso testemunho mais eficaz do que mostrar ao mundo o que uma fa­
mília, independentemente de seu tamanho, pode ser mediante o poder
do evangelho.

Como podemos mostrar às pessoas mais próximas que as amamos e nos im portam os com elas?
| 154 | Estações da Família
■ Sexta, 28 de junho A no Bíblico: Sl 78-80

Estudo adicional
extos de Ellen G. White: Profetas e Reis, p. 143-154 (“O Carmelo”);
T O Desejado de Todas as Nações, p. 97-108 (“A Voz do Deserto”).
“Nossa mensagem precisa ser tão direta quanto a de João. Ele repreen­
deu reis por sua iniquidade. Apesar do perigo que sua vida corria, ele nun­
ca permitiu que a verdade vacilasse em seus lábios. Nesta época, nossa
obra deve ser feita com a mesma fidelidade” (Comentário Bíblico Adventis-
ta do Sétimo Dia, v. 4, p. 1306).

Perguntas para discussão


1. Pergunte à classe qual é a relevância da mensagem de Elias para sua igre­
ja. Como você pode ajudar sua comunidade a compreender a mensagem
e seu papel em ajudar a difundi-la?
2. Peça aos alunos que compartilhem suas histórias de “conversão do co­
ração”. Que mudanças ocorreram? Que diferença essas experiências fi­
zeram na vida deles e de sua família?
3. Se entendemos que temos a função de João Batista, o que devemos espe­
rar que aconteça conosco? Qual é a mensagem implícita nessa resposta?
4. Com a ajuda da classe, elabore uma espécie de “Declaração de Princí­
pios da Família” que resuma a ideia bíblica de família. Quais critérios
você usaria para elaborar esses princípios? O que você aprendeu nes­
te trim estre que pode ajudá-lo a estabelecê-los? Esteja preparado para
compartilhar sua resposta com toda a igreja.
5. Como pai ou mãe, quais promessas você pode reivindicar em favor de fi­
lhos que, pelo menos neste estágio, estão afastados do Senhor?
R espostas e atividades da sem ana: 1. A vinda de Elias profetizada por Malaquias se cumpriu na vida e ministério
de João Batista. Ele veio no "espírito” de Elias para converter os corações dos pais aos filhos e restaurar verdades.
Essa profecia do Antigo Testamento tem dupla aplicação. Jesus disse que Elias já tinha vindo e não o haviam reco­
nhecido (João Batista), mas Ele também afirmou que Elias viria novamente. Entendem os que a obra desse Elias fu ­
turo é exercida pela igreja remanescente de Deus. 2. Comente com a classe as três possíveis explicações para a fra ­
se, descritas na Lição. 3. B. 4. V; F. 5. No monte Carmelo, Elias desafiou os profetas de Baal. Seu desejo era de que o
povo voltasse a adorar o Senhor, o verdadeiro Deus. Semelhantemente, como família, às vezes nos afastam os uns
dos outros e passamos por momentos difíceis. Nesses momentos em que nos afastamos uns dos outros, devemos
"reconstruir o altar do Senhor” em nosso lar. 6. A essência da mensagem de João Batista era o batismo de arrepen­
dimento para remissão de pecados. Ele chamava o pecado pelo nome e convidava o povo a se arrepender. Essa men­
sagem sugere a conversão do coração, pois nos convertemos quando reconhecemos nosso pecado e nossa neces­
sidade do Salvador e, então, nos arrependemos. 7. A. 8. Como Elias e João Batista, buscamos preparar um povo para
o retorno do Senhor. Pregamos a restauração da verdade e o arrependimento dos pecados.

A br • Mai • Jun 2019 I 155 |


Tabela do pôr do sol
2o Trimestre de 2019
Porto V e­
Manaus lho Belém Santarém Fortaleza Recife Salvador Vitória

5 - abr 18h05 18h15 18h18 17h41 17h37 17h19 17h33 17h37


12 - abr 18h02 18h11 18h16 17h39 17h34 17h16 17h29 17h32
19 - abr 18h00 18h08 18h14 17h37 17h32 17h12 17h25 17h26
26 - abr 17h58 18h05 18h13 17h35 17h31 17h10 17h22 17h22
3 - mai 17h57 18h03 18h11 17h34 17h29 17h07 17h19 17h17
10 - mai 17h56 18h02 18h11 17h34 17h28 17h05 17h16 17h13
17 - mai 17h56 18h01 18h11 17h33 17h28 17h05 17h15 17h11
24 - mai 17h56 18h00 18h11 17h34 17h28 17h04 17h14 17h09
31 - mai 17h56 18h01 18h12 17h34 17h29 17h04 17h14 17h08
7 - jun 17h58 18h01 18h13 17h35 17h29 17h05 17h14 17h08
14 -jun 17h59 18h02 18h14 17h37 17h31 17h06 17h15 17h08
21 - jun 18h00 18h04 18h16 17h38 17h32 17h07 17h16 17h10
28 - jun 18h02 18h00 18h17 17h40 17h34 17h09 17h18 17h11

Campo Belo Hori­ Rio de Ja­ Porto A le­


Cuiabá Brasília Grande zonte neiro São Paulo Curitiba gre

5 - abr 17h43 18h08 17h34 17h50 17h49 18h01 18h11 18h17


12 - abr 17h38 18h03 17h28 17h44 17h43 17h55 18h04 18h08
19 - abr 17h33 17h59 17h22 17h39 17h37 17h49 17h58 18h01
26 - abr 17h29 17h55 17h17 17h35 17h31 17h43 17h52 17h54
3 - mai 17h25 17h51 17h13 17h30 17h26 17h38 17h46 17h47
10 - mai 17h22 17h49 17h10 17h27 17h23 17h34 17h42 17h42
17 - mai 17h19 17h46 17h07 17h24 17h20 17h31 17h38 17h38
24 - mai 17h18 17h45 17h05 17h23 17h17 17h28 17h36 17h34
31 - mai 17h17 17h44 17h04 17h22 17h16 17h27 17h34 17h32
7 - jun 17h17 17h45 17h04 17h22 17h16 17h27 17h34 17h31
14 - jun 17h18 17h46 17h04 17h22 17h16 17h27 17h34 17h31
21 - jun 17h19 17h47 17h05 17h23 17h17 17h28 17h35 17h32
28 - jun 17h21 17h49 17h07 17h25 17h19 17h30 17h37 17h34

Reflexão: Mais importante do que saber a hora exata do início do sábado é ter a
consciência de que a verdadeira santificação desse dia deve começar no princípio de
cada semana. Viva cada momento preparando o coração para o dia do Senhor.

Você pode obter o horário do pôr do sol específico de sua cidade nos seguintes sites:
www.cptec.inpe.br/;www.accuweather.com/default.aspx;
www.timeanddate.fasterreader.eu/pages/pt/sunrise-calc-pt.litml;www.floridaconference.com/info/sunset.

| 162 | Estações da Família


PROJETOS
Paraguai O Estabelecer uma igreja e um
Assunção
centro médico em Pucallpa, Peru.
0 Abrir um centro de influência
para jovens e uma escola
de inglês em Cusco, Peru.
O Fundar uma igreja e um centro
Argentina comunitário de saúde no bairro
Uruguai Aruana, na cidade de Aracaju, Sergipe
Santiago •
Montevidéu
O Adquirir uma propriedade para
Buenos Aires • construir uma igreja e um centro
de influência em Salvador. Bahia.

DIVISÃO SUL-AMERICANA

UNIÕ ES IGREJAS GRUPOS M EM BRO S POPULAÇÃO


A rgentina 606 438 116.391 4 4 .2 9 3 .0 0 0
Boliviana 424 702 116.480 11.146.000
Central Brasileira 1.181 845 264.059 45.042.612
C entro-O este Brasileira 707 736 126.133 17.210.560
Chilena 677 339 102.481 18.374.000
Equatoriana 278 416 8.865 16.777.000
Leste Brasileira 1.061 1.534 206.881 16.586.989
Nordeste Brasileira 989 1.464 213.683 33.361.049
Noroeste Brasileira 952 776 170.188 7.233.424
N orte-Brasileira 1.657 1.393 291.905 16.295.989
Paraguaia 61 95 12.519 6.811.000
Peruana do Norte 1.340 1.749 209.891 15.925.368
Peruana do Sul 1.155 1.478 191.293 15.912.632
Sudeste Brasileira 1.306 1.097 207.719 41.820.828
Sul-B rasileira 1.153 968 185.557 30.305.551
U ruguaia 59 50 7.890 3.457.000
TO TAL 13.606 14.080 2.481.935 340.553.000