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XI CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA

XIX SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA


VI SALÃO DE EXTENSÃO DO CEULS/ULBRA
06, 07 e 08 de novembro de 2019

AELBRA EDUCAÇÃO SUPERIOR – GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO S.A.


PRESIDENTE:
PAULO AUGUSTO SEIFERT
DIRETOR VICE-PRESIDENTE:
ROGÉRIO DIOLVAN MALGARIN
CAPELÃO GERAL:
REV. MAXIMILIANO WOLFGRAMM SILVA

CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE SANTARÉM


REITOR:
ILDO SCHLENDER
DIRETOR ACADÊMICO:
CELSO SHIGUETOSHI TANABE
ASSESSORA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO:
MARIA VIVIANI ESCHER ANTERO
CAPELÃO:
SÉRGIO MAURÍCIO REINHOLZ

COORDENAÇÕES DE CURSO PREFEITURA DO CAMPUS:


COORD. DO CURSO DE AGRONOMIA: KÁTIA REGINA ALMEIDA AMORIM
RAIMUNDO COSME DE OLIVEIRA JUNIOR SAJULBRA:
COORD. DO CURSO DE ARQUITETURA E TÂNIA MARA SAKAMOTO BORGHEZAN
URBANISMO: SECRETARIA GERAL:
FERNANDO AUGUSTO FERREIRA DO VALLE LUZENIL FIGUEIRA DE LEMOS
COORD. DO CURSO DE DIREITO: SETOR DE COMPRAS:
JOSÉ RICARDO GELLER SILVANA MARIY SOARES
COORD. DOS CURSOS DE EDUCAÇÃO SETOR DE PESSOAL:
FÍSICA BACHARELADO E LICENCIATURA: LILIAN REGINA BATISTA LIMA
MANUEL ELBIO AQUINO SEQUEIRA TESOURARIA:
COORD. DO CURSO DE ENG. CIVIL: EUNICE DA CONCEIÇÃO SOUSA DA SILVA
ALESSANDRO SANTOS DE ARAÚJO
COORD. DO CURSO DE PEDAGOGIA: COMISSÃO EDITORIAL
LORENI BRUCH DUTRA CELSO SHIGUETOSHI TANABE
COORD. DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL: MARIA VIVIANI ESCHER ANTERO
IVONE DOMINGOS E SILVA
COORD. DO CURSO DE SISTEMAS DE COMISSÃO DE ORGANIZAÇÃO DO
INFORMAÇÃO: CADERNO DE RESUMOS
CARLOS ALBERTO PEDROSO ARAÚJO NARELLY TAVARES RODRIGUES E MELO
MARIA VIVIANI ESCHER ANTERO

CORPO TÉCNICO E ADMINISTRATIVO COMISSÃO CIENTÍFICA


ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL: CELSO SHIGUETOSHI TANABE
ANDRIA ROBERTA FREITAS BARBOSA MARIA SHEYLA GAMA SOUSA
REBELO MARIA VIVIANI ESCHER ANTERO
CPA: RAFAELA FERNANDES NICOLAU
RAIMUNDO COSME DE OLIVEIRA JUNIOR ROSÂNGELA MARIA LIMA DE ANDRADE
TI: RUSSEL DA SILVA JATI
REGISTRO, LEGISLAÇÃO E NORMAS: CORRESPONDÊNCIA
MARILZA DO CARMO SANTOS Av. Sérgio Henn, 1787, Bairro Nova República
NÚCLEO DE ESTÁGIOS: CEP: 68025 – 000 – Santarém – PA Fone/Fax:
RAIMUNDA REIS DA SILVA (0xx93) 3524-1055 E-mail: pesquisa.stm@ulbra.br
Os resumos contidos neste “Caderno de Resumos
Expandidos” são de responsabilidade de seus autores.

Nenhuma parte desta obra deve ser reproduzida por meio


impresso ou eletrônico sem a devida autorização expressa
dos organizadores.
Todos os direitos reservados e protegidos
por Lei.

C749 Congresso de Ciência e Tecnologia da Amazônia, Salão de Pesquisa e Iniciação Científica e Salão de
extensão do CEULS ULBRA (11. 19. e 6. : 2019 : Santarém, PA).
Caderno de Resumos expandidos 02: Ciências Humanas, Ciências da Saúde e Ciências
Sociais do XI Congresso de Ciência e Tecnologia da Amazônia, XIX Salão de Pesquisa e Iniciação
Científica e VI Salão de extensão do CEULS ULBRA, 06, 07 e 08 de novembro de 2019, Santarém,
PA / organizado por Narelly Tavares Rodrigues e Melo e Maria Viviani Escher Antero. – Santarém:
ULBRA, Biblioteca Martinho Lutero, 2019.
161 p. : il.

ISSN: 1808-3072.
Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.
30 resumos expandidos.
Evento realizado no Centro Universitário Luterano de Santarém.

1. Pesquisa Científica. 2. Novas tecnologias – Amazônia. 3. Cibercultura – Amazônia. I.


Centro Universitário Luterano de Santarém. II. Caderno de Resumos expandidos. III. Título.

CDU: 007:316.772(81)
Elaborada por Lúcia Elaine Brandão de Souza CRB 02/1633 – Bibliotecária CEULS ULBRA/Santarém
APRESENTAÇÃO

A realização do XI Congresso de Ciência e Tecnologia da Amazônia,


XIX Salão de Pesquisa e Iniciação Científica e VI salão de extensão do
CEULS /ULBRA faz parte do calendário institucional, uma vez que o Centro
Universitário Luterano de Santarém realiza o Congresso de Ciência e
Tecnologia da Amazônia a cada dois anos, e anualmente o Salão de Iniciação
Científica com o Salão de Extensão, no mês de novembro.
Neste ano de 2019 com o tema central Cibercultura e as Novas
Tecnologias no Contexto Amazônico.
O evento consiste em ampla repercussão entre a comunidade acadêmica
regional, nele é ressaltada a integração entre ensino, pesquisa e extensão
propiciando a interdisciplinaridade, bem como a socialização de trabalhos
realizados por acadêmicos do CEULS e demais instituições da cidade e
região.
Estes eventos oferecem a oportunidade de divulgação científica em três
instâncias: a publicação de resumos em anais, a apresentação de pôsteres e
a comunicação oral. Como forma de incentivo à melhoria da qualidade das
publicações, é oferecida premiação àqueles alunos de Iniciação Científica
que se destacarem no evento.
O Caderno de resumos traz 64 Resumos Expandidos e 50 Resumos
Simples.
Sejam bem vindos a este espaço aberto à publicação e debate pela
pesquisa.
Maria Viviani Escher Antero
Coordenação de Educação Continuada
SUMÁRIO
CIÊNCIAS HUMANAS ........................................................................................................... 9

A CULTURA DAS PRÁTICAS ESPORTIVAS NAS ESCOLAS ......................................... 10

A EXPECTATIVA DO ESTUDANTE DO ENSINO MÉDIO EM RELAÇÃO À


UNIVERSIDADE. ................................................................................................................... 16

A GESTÃO ESCOLAR NO PROCESSO DE EFETIVAÇÃO DA QUALIDADE DE ENSINO


.................................................................................................................................................. 20

A IMPORTÂNCIA DO GESTOR EDUCACIONAL NO AMBIENTE ESCOLAR .............. 23

A INTERDISCIPLINARIDADE NA SALA DE AULA ........................................................ 27

A PESQUISA NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DO ENSINO MÉDIO .......................... 30

A RELEVÂNCIA DO FOLCLORE NAS ESCOLAS DE SANTARÉM: ESTUDO SOBRE O


CONHECIMENTO E VIVÊNCIA DAS DANÇAS FOLCLÓRICAS .................................... 36

A SINDROME DE BURNOUT(SB) EM DOCENTES DO ENSINO MEDIO DE


INSTITUIÇÕES PUBLICAS DE SANTARÉM, PA .............................................................. 42

AS DIFICULDADES DO USO DA INTERDISCIPLINARIDADE EM SALA DE AULA:


DESAFIOS PEDAGÓGICOS PARA O PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL ..... 47

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR: CONSIDERAÇÕES ACERCA DO ENSINO


MÉDIO BRASILEIRO ............................................................................................................ 52

GESTÃO PEDAGOGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O PAPEL DA GESTÃO


DEMOCRÁTICA NA ELABORAÇÃO E EFETIVAÇÃO DO PPP ...................................... 58

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ECOLOGIA POLÍTICA: PENSANDO SOBRE A


AMAZÔNIA ............................................................................................................................ 65

METODOLOGIAS ATIVAS E MOTIVAÇÃO NA GESTÃO .............................................. 70

MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO: FÔNICO OU DAS BOQUINHAS? ........................... 76

O SIGNIFICADO DE FOLCLORE PARA ALUNOS DE ESCOLAS PÚBLICAS


SANTARENAS ........................................................................................................................ 82

O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO


DESENVOLVIMENTO DA GESTÃO ESCOLAR ................................................................ 88

OFICINAS DE ARTESPLÁSTICAS VISUAIS NA PRÁTICA EDUCATIVA DO ALUNO


TEA – TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA.............................................................. 94

PROJETO MÃOS QUE COOPERAM .................................................................................. 100

RECICLAGEM LÚDICA ...................................................................................................... 104


TRABALHO INTERDISCIPLINAR DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA – TIIC: UM OLHAR
PARA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA ...................................................... 108

CIÊNCIAS DA SAÚDE ....................................................................................................... 113

A DEPRESSÃO PÓS-PARTO EM PUÉRPERAS NO BRASIL: UMA REVISÃO DE


LITERATURA ....................................................................................................................... 114

ANÁLISE DA PRESSÃO ARTERIAL DE UNIVERSITÁRIOS PARTICIPANTES DE UM


PROJETO DE EXTENSÃO DE DANÇA ............................................................................. 118

CONSTELAÇÃO FAMILIAR: UMA ABORDAGEM SISTÊMICA INTEGRATIVA E


COMPLEMENTAR NO CUIDADO EM SAÚDE. .............................................................. 124

EKOBÉ: UMA PROPOSTA DE FORMAÇÃO EM SAÚDE COM OLHAR NA


INTEGRALIDADE ................................................................................................................ 128

MEDICINA TRADICIONAL CHINESA: EXPERIÊNCIAS DA IMPLEMENTAÇÃO DA


AURICULOTERAPIA ........................................................................................................... 131

O MUNDO DO AUTISMO NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO FÍSICA - UMA


INTERPRETAÇÃO FENOMENOLÓGICA DO VALOR DA PERCEPÇÃO DO
BACHAREL EM EDUCAÇÃO FÍSICA INSERIDO EM UMA EQUIPE
MULTIDISCIPLINAR NO ATENDIMENTO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO
ESPECTRO AUTISTA NA CIDADE DE SANTARÉM – PA ............................................. 135

CIÊNCIAS SOCIAIS ........................................................................................................... 140

ANÁLISES PATOLÓGICAS DA PRAÇA MIRANTE FORTALEZA DO TAPAJÓS EM


SANTARÉM - PARÁ ............................................................................................................ 141

IMPORTÂNCIA E FUNÇÃO SOCIAL DAS ÁGUAS PARA AS MORADIAS PRÓXIMAS


DAS APPS NO IGARAPÉ DO MARARÚ, SANTARÉM-PA. ............................................ 147

PREOCUPANTES IMPACTOS AMBIENTAIS DERIVADOS DAS ATIVIDADES


ECONÔMICAS EXPLORADAS NAS APPS NO IGARAPÉ DO MARARÚ, SANTARÉM,
PARÁ, E A FISCALIZAÇÃO DO PODER PÚBLICO. ....................................................... 154

SISTEMA INDIVIDUAL DE TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO COMO


ALTERNATIVA PARA PROTEÇÃO DA APP DO IGARAPÉ DO MARARU, SANTARÉM-
PA ........................................................................................................................................... 158
RESUMOS
EXPANDIDOS
CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

06, 07 e 08 de novembro de 2019

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VI SALÃO DE EXTENSÃO DO CEULS/ULBRA
Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico
XIX SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA

CIÊNCIAS
HUMANAS
XI CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA
XI CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA
XIX SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA
VI SALÃO DE EXTENSÃO DO CEULS/ULBRA
Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico
06, 07 e 08 de novembro de 2019

A CULTURA DAS PRÁTICAS ESPORTIVAS NAS ESCOLAS

Érika Marcela Furtado da Costa1


CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

Erikamarcela2913@gmail.com
Niely da Rocha Lopes 2
nielyrocha408@gmail.com
Rafael Anderson dos Santos Rebelo3
Faelrebelo25@gmail.com
Emily Arruda da Silva4
Emilyarruda77@gmail.com
Andressa Karoline Santana Teixeira5
Andressa.karoline14@bol.com.br
Daniela Cristina Pantoja Neves6
neves-daniela@hotmail.com

RESUMO: O esporte tem papel fundamental no desenvolvimento cultural e atitudinal, estimulando


principalmente o desenvolvimento motor do ser humano. E na escola pode estimular o aluno o prazer pela atividade
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

física garantindo uma melhor qualidade de vida, além de contribuir na formação de cidadãos autônomos e
participativos. Atualmente o mesmo tem um espaço privilegiado devido aos estudos em torno da temática, e sua
legitimação nas escolas. Na visão escolar, aponta-se as práticas esportivas seguindo os Parâmetros Curriculares
Nacionais como de grande importância. Sendo assim, este estudo objetivou identificar quais os esportes mais
aplicados pelos professores de Educação Física em dez escola públicas do município de Santarém. Para atingir
nossos objetivos, foi realizado uma pesquisa de campo, em que dados foram coletadas por meio de questionário
semiestruturado destinados a vinte professores de Educação Física. Constatou-se que a maioria dos professores
consideram esportes como futebol, voleibol, handebol e futsal como modalidades mais praticadas em suas aulas.

PALAVRAS-CHAVE: esporte, cultura, escola.

INTRODUÇÃO: Ao longo da história o esporte vem travando uma luta para alcançar seu
reconhecimento, o que, atualmente tem-se um grande espaço, devido aos estudos em torno da
temática, e sua legitimação nas escolas. Na visão escolar, aponta-se as práticas esportivas
seguindo os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN sendo o mesmo tratado como de grande
importância. Da mesma forma, Barbieri apud Tenroller (2006) descreve que o esporte desde
sua origem visava o prazer e distração.
Segundo Paes e Tubino (2002 apud BARROSO 2006), a escola está diretamente ligada a
formação do discente e o esporte deve estar inserido para tornam-se cidadãos de atuação direta
na sociedade em que pertence que auxilia durante de sua vivência escolar. Tubino (2002) divide

1
Acadêmica do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física na Universidade do Estado do Pará
2
Acadêmica do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física na Universidade do Estado do Pará
3
Acadêmico do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física na Universidade do Estado do Pará
4
Acadêmica do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física na Universidade do Estado do Pará
5
Graduada em Licenciatura Plena em Educação Física- UEPA; Especialista em Educação Especial e
Inclusiva
6
Professora Mestra da Universidade do Estado do Pará – UEPA. Orientador

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o esporte em três: esporte-educação; na disciplina de educação física, esporte-participação; na


qual sua finalidade é o bem-estar e participação do praticante, e esporte-performance, cuja a
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ação de rendimento deve ser maior diante das modalidades esportivas.


Diante das vivências, que são de certa forma inibidas, apontadas atualmente por diversos
fatores, Crum (1993), reforça o oferecimento do esporte na escola, pois nem toda a população
é atingida. Assim, afirma que devesse dar oportunidades iguais para os jovens segundo aspectos
da cultura motora ao qual a escola tem um papel central de socialização do movimento.
Portando este se faz de grande importância social, para que possamos identificar de forma mais
significativas as intervenções nas escolas e das instituições de ensino perante a sociedade
abordando essa temática que é social, cultural e enraizada.
Dessa forma, essa prática pode moralizar o homem, visando a paz pela sua característica
lúdica e união de diferentes praticantes (TUBINO, 2002). Partindo desta concepção pode-se
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observar que o esporte tem papel fundamental no desenvolvimento cultural e atitudinal,


estimulando principalmente o desenvolvimento motor. Pensando nisso questionou-se quais as
modalidades esportivas mais disseminadas no âmbito educacional. Diante do questionamento
acima buscou-se investigar quais os esportes mais ensinados por docentes de Escolas Estaduais
de Ensino Fundamental e Médio de Santarém.

MÉTODO: O estudo desenvolveu-se através de uma pesquisa qualitativa, pois segundo


Oliveira (1943) ela não está direcionada a análise de dados estatísticos como ferramenta para o
processo do estudo na análise da problemática por ter objetivamente as peculiaridades
particulares dos fenômenos. Trata-se de uma pesquisa de campo descritiva. Caracteriza-se
como pesquisa de campo, pelas investigações em que, além da pesquisa bibliográfica e\ou
documental, se realiza a coleta de dados junto as pessoas, com o recurso de diferentes tipos de
pesquisa (FONSECA 2002). Utilizou-se de um questionário direcionado a 20 docentes
distribuídos em 10 escolas da rede Pública de ensino de Santarém. Os dados levantados foram
organizados e categorizados tendo como princípio a análise de BARDIN (1977), sendo
desenvolvida nas seguintes fases: (1) pré-analise; (2) exploração do material; e por fim, (3)
tratamento dos resultados; a inferência e interpretação.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: Indagou-se aos professores: Na sua prática docente quais as


modalidades esportivas que cotidianamente fazem parte do conteúdo ministrado diante das

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possibilidades do ambiente escolar. Após a aplicação do questionário, os dados coletados foram


analisados e separados em modalidades mais ministradas e menos ministradas, demonstrado
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nos gráficos a seguir:


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De acordo os dados analisados, observou-se que dos 20 professores participantes, todos


aplicam cotidianamente o futebol, voleibol, handebol e futsal em sua didática. E 60% dos
entrevistados aplicam com frequência o basquetebol em suas aulas. Podemos observar que
todos os docentes aplicam com maior frequência o futebol do que outros esportes em suas aulas
e entre as suposições seria o fato do mesmo ser o esporte mais popular mundialmente, sendo
mais “fácil” de ser aplicado sobre essa cultura escolar. Essa visão de facilidade em aplicar o
futebol se dá em virtude de os professores por muitas vezes, mesmo sem intenção, levarem o
tal em forma de cópia do esporte de rendimento.
O Brasil é considerado o país do futebol pelas grandes atuações de alguns brasileiros nas
competições nacionais e internacionais, um grande exemplo seria Pelé que segundo um dado
estatístico do site terra o esporte não é apenas o mais praticado no Brasil e sim no mundo com
265 milhões de pessoas praticantes, não é por acaso que esta modalidade está entre as mais
praticadas nas redes escolares participantes da pesquisa com sua ramificação ao futsal,
juntamente do vôlei, basquete e handebol como aponta o site.
Segundo Macedo (2006), o futebol na escola pode estimular o aluno o prazer pela
atividade física, que, hoje e num futuro próximo, pode lhe garantir uma melhor qualidade de
vida, também pode ser utilizado como projeto educacional apropriando do poder disciplinar

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que possui o esporte, para contribuir, na formação de cidadãos autônomos e participativos e na


forma coletiva o futebol estimula a socialização.
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As modalidades menos ministradas foram organizadas no segundo gráfico:


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Dessa forma, através do questionário aplicado com os professores de Educação Física


observamos também que esportes como baseball, futebol americano, ginástica rítmica e
ginástica artística são as modalidades menos praticadas em suas aulas. Um dos motivos que
levam os professores a não transmitirem tais conteúdos como a ginástica artística é a inadequada
ou insuficiente capacitação dos mesmos para ensinar está disciplina em âmbito escolar, diante
dessa afirmação, nota-se também que pela falta de instalações e aparelhos no estilo "olímpico"
desestimula o professor a ensinar ginástica citado em Coletivo de Autores (1992).
Conforme afirma Paliello (2008) "[...] a Ginástica é um dos saberes que o professor de
Educação Física deveria dominar. “[...] Não somente a Ginástica, como os 5 pilares da
Educação Física, porém para isto "[...] é preciso centrar esforços a fim de intervir na formação
inicial em licenciatura, especialmente no que tange às manifestações gímnicas [...]". Mostra-se
que este esporte hoje é vista como elitizada o que pode ser uma justificativa da não implantação
nas escolas ao abordar a essa questão em contraposição nos queixamos de que essa vivência
priva a possibilidade de atividades que causam ótimas experiências corporais, enriquecedoras
da cultura corporal da sociedade mostrando-se necessária e então sobre o currículo escolar
brasileiro, são encontradas manifestações da ginástica quanto a calistenia e do esportivismo,
hoje tão abordado seja na ginástica artística ou olímpica, o que explica o fato de a ginástica ser
cada vez menos praticada nas escolas.

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O esporte é um fenômeno sociocultural, marcado na sociedade, por meio de diferentes


manifestações, ocupa diversos espaços e influencia as pessoas de diferentes maneiras, no
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entanto, a mídia contribui com a divulgação do esporte de rendimento, o que acaba contribuindo
para as preferencias e escolhas em relação à pratica da atividade física esportiva. (FINCK, 2011)

CONCLUSÃO: A partir desta investigação notou-se que mesmo em constante transformação


que a cultura das escolas vive, ainda sim por diversos fatores como: capacitação profissional
deficiente, falta de recursos materiais e infraestrutura inadequada, além do enfoque no
desenvolvimento humano, nas aulas de Educação Física são priorizadas as atividades
desportivas em detrimento de outras atividades corporais como expõe Tani et al. (1998, p. 90)
“[...]quando se fala em habilidades específicas na Educação Física, o que logo se imagina são
habilidades desportivas, embora as habilidades específicas possam ser encontradas e
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requisitadas em todas as atividades do ser humano.[...]". O que se constatou através desta


pesquisa, na qual a maior parte doa professores afirmaram trabalhar com mais frequência os
esportes, os mais populares por sua vez, enquanto trabalham minimamente outros conteúdos da
Educação Física.

REFERÊNCIAS

AZEVEDO, Renato Ribeiro; BERGMANN, Gabriel Gustavo. O esporte e seu protagonismo


na Educação Física escolar: experiência e reflexões do Programa Institucional de Bolsas
de Iniciação à Docência, Caxias do Sul, v. 1, n. 3, p. 1-9, 2013.

BARROSO, André Luís Ruggiero; DARIDO, Suraya Cristina. ESCOLA, EDUCAÇÃO


FÍSICA E ESPORTE: POSSIBILIDADES PEDAGÓGICAS. Revista Brasileira de Educação
Física, Esporte, Lazer e Dança, Rio Claro-SP, v. 1, n. 4, p. 101-114, dez. 2006

COLETIVO DE AUTORES. Metodologia de Ensino de Educação Física. São Paulo: Cortez,


1992.

DELZIN, N. K. e LINCOLN, Y. S Introdução: a disciplina e a pratica da pesquisa qualitativa.


In: DENZIN, N. L. e LINCOLN, Y. S (Orgs). O planejamento da pesquisa qualitativa: teorias
e abordagens.2.ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. P, 15-41.

FINCK, S. C. M. A educação física e o esporte na escola: cotidiano, saberes e formação.


Curitiba: Ibpex, 2011.

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MONTAGNER, Paulo César. Intervenções pedagógicas no esporte: práticas e


experiências. São Paulo: Phorte, 2011.
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
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PALIELLO, Elizabeth, Ginástica Geral: experiências e reflexões. São Paulo. Phorte, 2008.

SILVA, Maurício Roberto da. Esporte, educação, estado e sociedade. Chapecó: Argos,
2007.Canoas: Ed ULBRA, 2006.
TUBINO, M. J. G. Uma visão Paradigmática das Perspectiva do Esporte para o início do século
XXI, In: GEBARA. Et al, MOREIRA, W. W. (Org). Educação Física e esportes: Perspectivas
para século XXI.9ªEDIÇÃO. Campinas: Papirus. 2002, p. 125-139

VIEIRA, M. M. F. e ZOUAIN, D. M. Pesquisa qualitativa em administração: teoria e


prática. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005. http://www.futurasports.com.br/a-importancia-do-
esporte-na-educacao/
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A EXPECTATIVA DO ESTUDANTE DO ENSINO MÉDIO EM RELAÇÃO À


UNIVERSIDADE.
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Dayana Conceição Rodrigues Mota1


dayanarodriguesmota182@gmail.com
Jéssica Poliana Sousa de Oliveira
polianna3113@gmail.com1
Taís Nonata Cruz Vasconcelos 1
Narelly Tavares Rodrigues e Melo2

RESUMO: A pesquisa objetivou entender quais os fatores que levam os discentes da educação básica a não
ingressar na universidade, visando denotar o contraste do estudante quanto suas expectativas. A pesquisa do tipo
bibliográfica e de campo usou como instrumento de coleta de dados, a observação e a aplicação de questionários
para turmas de ensino médio, na intenção de obter resultados, sobre a pretensão desses alunos em ingressar no
ensino superior. Verificou-se que os obstáculos que impedem a entrada dos educandos na universidade, são de
fatores econômicos, políticos e sociais, tais como: a alta concorrência pelas bolsas que são ofertadas pelo ensino
público, a falta de recursos financeiros da família para ter acesso à graduação particular, e por fim, a carência de
estímulos oriundos dois pais, e até mesmo da escola. Estes são os principais impedimentos que refletem na escassez
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

de ingressos dos estudantes ao ensino superior. Concluiu-se que tais evidências remetem à reflexão sobre o
caminhar da educação brasileira, e o como ela reflete na vida do indivíduo como cidadão em sociedade e, assim,
busca-se uma minuciosa preocupação para com os planejamentos futuros da educação escolar, juntamente com a
formação do professor que envolve toda a gestão educacional.

PALAVRAS-CHAVE: ensino; obstáculos; universidade.

INTRODUÇÃO: Este projeto teve inicialmente a pesquisa bibliográfica como linha de


pesquisa, para a investigação sobre a expectativa do estudante do ensino médio em relação à
universidade. Tendo isto em vista, o estudo expandiu-se para uma pesquisa de campo, visando
denotar o contraste do estudante quanto suas expectativas.
Com esta intenção buscou-se verificar o alvo de desígnio do discente do ensino médio
para com a formação superior, através de uma pesquisa quantitativa, fazendo uso de
questionário, analisando por meio de perguntas fechadas, contextos sociais, emocionais,
políticos e estruturais do estudante.
Desde 2005, ano em que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi
criado, a nota do ensino médio brasileiro nunca ficou acima de 3,7 na escala de 1 a 10. O mau
desempenho nas provas de leitura e interpretação de textos e de matemática pesa bastante.
Considera-se fundamental identificar a descortinação para com o estudante concluinte
da educação básica, tendo em vista o seu enfoque perante a formação continuada, faz-se
necessário compreender, quais os motivos que levam o aluno a se desmotivar com o cenário

1
Acadêmicas do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia no Centro Universitário Luterano de Santarém.
2
Professora do CEULS ULBRA e Orientadora do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia.

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XIX SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA
VI SALÃO DE EXTENSÃO DO CEULS/ULBRA
Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico
06, 07 e 08 de novembro de 2019

universitário, englobando fatores como capacidade cognitiva, influência dos meios ou


condições atreladas ao financeiro.
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Tendo isso em vista, estimou-se que atualmente, os estudantes, se encontram na mesma


posição que informam as pesquisas reveladas nos anos anteriores, por conseguinte, o projeto
buscou transparecer quanto essas questões realizando uma pesquisa de campo na EEEFM
Aluísio Lopes Martins na busca de resultados quanto à expectativa destes estudantes em relação
ao ensino superior.

METODOLOGIA: Primeiramente foi realizada uma pesquisa bibliográfica que segundo


(CHIARA,KAIMEN et al., 2008) “A pesquisa bibliográfica visa então analisar as principais
teorias de um tema, e pode ser realizada com diferentes finalidades”. E posteriormente a
pesquisa de campo que permitirá maior aprofundamento no problema estudado.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Essa pesquisa foi realizada na escola EEEFM Aluísio Lopes Martins localizada no bairro
maracanã na cidade de Santarém/Pará. A abordagem utilizada foi quantitativa e o instrumento
de coleta de dados usado foi o questionário, tomando por base os objetivos centrais, das quais
tiveram a pretensão de levar o estudante a sua escolha de futuro quanto ao estudo.

RESULTADOS E DISCUSSÕES: A presente pesquisa mostra, através dos resultados dos


questionários, os fatores que dificultam o ingresso dos alunos da educação básica na
universidade.
Infelizmente, o estudante não é motivado a seguir nos estudos. Após a conclusão do
ensino médio, o aluno depara-se com a forte cobrança para ingressar urgentemente ao mercado
de trabalho, muitas das vezes abdicando do desejo em cursar o ensino superior, tornando o
mesmo uma utopia.
A pesquisa mostra que própria rede de ensino que deveria levar esse estímulo ao
estudante concluinte, acaba se retendo desta responsabilidade. Os jovens que conseguem
concluir a educação básica, já se sentem conformado com a então formação adquirida.
O incentivo primordial que deveria partir da família, salta para as últimas posições nesse
ranking motivacional, segundo os dados do questionário. Na maioria dos casos, a família é a
primeira que se depara com a função de mostrar aos seus filhos que os mesmos precisam entrar
no mercado de trabalho para continuar seguindo o ciclo de vida perpetuado até então.

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06, 07 e 08 de novembro de 2019

Segundo a revista Correio Brasiliense (2013) o jovem se apressa em conseguir uma vaga
no mercado de trabalho, antes mesmo de concluir o ensino médio, pois a maioria não vê
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utilização no conteúdo repassado pelas escolas, mas reconhecem a importância do diploma para
inserção social.
O levantamento bibliográfico desta pesquisa revela que estes dados não fogem da
realidade atual, comparada há alguns anos atrás. Pois a demanda atual de jovens na universidade
continua na mesma proporção, pouco se expande.
Essas informações nos levam a refletir sobre como andam os modelos e métodos
educacionais atuais no Brasil, que levam o estudante a ter desânimo pelo estudo oferecido pela
rede de ensino público, levando em conta todos os aspectos, tanto quanto a profissionalização
do professor quanto as gestões que regem as escolas.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Essa pesquisa teve o intuito de investigar as causas que levam
o universitário a não ingressar no ensino superior, englobando vários fatores que levam ao
mesmo.
Pode-se perceber que se trata de uma realidade marcada pela grande desigualdade social,
que acarreta em fatores decorrentes ao mesmo, tornando-se evidente a causa da minoria ter a
entrada seletiva na universidade, analisando por este ângulo, percebe-se que envolve todo um
setor político como grande causa para tal acontecimento.
Outro fator contribuinte e alarmante é a falta de incentivo tanto por falta do meio
familiar, quanto do meio escolar e sua gestão. O estudante no ensino médio não dispõe
claramente de motivação para ingressar na universidade, no entanto, reconhece a importância
de se ter o diploma.
Tais evidências remete a reflexão sobre o caminhar da educação brasileira e como ela
reflete na vida do indivíduo como cidadão. Com isso, busca-se uma minuciosa preocupação
para com os planejamentos futuros da educação escolar, juntamente com a formação do
professor e toda a gestão das escolas, para que o ensino se promova e não regrida.

REFERÊNCIAS

ABMES. Pesquisa abmes: maior parte dos alunos não ingressa na universidade por falta de
dinheiro. Disponível em: <https://abmes.org.br/noticias/detalhe/2101/pesquisa-abmes-maior-

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06, 07 e 08 de novembro de 2019

parte-dos-alunos-nao-ingressa-na-universidade-por-falta-de-dinheiro>. Acesso em: 04 Maio


2019.
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

BARROS, Aidil. LEHFELD, Neide. Fundamentos de metodologia cientifica. Editora


Pearson. São Paulo, 2007.
BRASIL. Ensino Superior. Entenda as cotas para quem estudou todo o ensino médio em
escola pública. Disponível em <http://portal.mec.gov.br/cotas/perguntas-frequentes.html>
Acesso em: 05 Maio 2019.

CHIARA, I. D. et al. Normas de documentação aplicadas à área de Saúde. Rio de Janeiro:


Editora E-papers, 2008.

ESTADÃO. Infográficos. Disponível em


<https://www.estadao.com.br/infograficos/educacao,no-enem-1-a-cada-4-alunos-de-classe-
media-triunfa-pobres-sao-1-a-cada-600,953041> acesso em: 05 Maio 2019.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

EU ESTUDANTE. Estudo revela motivos para o desinteresse de estudantes pelo ensino médio.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-
estudante/ensino_educacaobasica/2013/06/25/ensino_educacaobasica_interna,373237/estudo-
revela-motivos-para-o-desinteresse-de-estudantes-pelo-ensino-medio.shtml. Acesso em: 31
Out 2019.

FIGUEIREDO, Hugo., PORTELA, Miguel., SÁ. Carla., CEREJEIRA, João., ALMEIDA,


André., LOURENÇO, Diego. Benefícios do Ensino Superior: Introdução ao Estudo.
Disponível em:
<https://www.researchgate.net/publication/323382857_Beneficios_do_Ensino_Superior_Intro
ducao_ao_Estudo> Acesso em: 03 Maio 2019.

IBGE. Taxa de ingresso ao nível superior é maior entre alunos da rede privada. Disponível
em: <https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-
noticias/noticias/23300-taxa-de-acesso-ao-nivel-superior-e-maior-entre-alunos-da-rede-
privada>. Acesso em: 03 Maio 2019.

IDEB. IDEB no Brasil. Disponível em https://www.qedu.org.br/ideb#ensino-medio>. Acesso


em 05 Maio 2019.

MARCONI, Maria de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa. 3. Ed. São
Paulo: Atlas, 1999.

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A GESTÃO ESCOLAR NO PROCESSO DE EFETIVAÇÃO DA QUALIDADE DE


ENSINO
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

Lucas César da Silva Boaventura11


lucascesarbs@gmail.com
Narelly Tavares Rodrigues e Melo²
narelrodrigues@outlook.com

RESUMO:A questão norteadora da pesquisa se deu a partir da grande dificuldade que muitos sujeitos escolares
têm em não conseguir compreender os diferentes tipos de trabalho da gestão escolar, associando-os apenas como
pessoas autoritárias que “comandam” a escola. Desta forma, a pesquisa objetivou identificar as dificuldades mais
emergentes relacionadas ao processo de ensino do aluno, encontradas pelo corpo gestor escolar. Verificou-se que
constantemente que a qualidade de ensino de uma instituição é medida pelo bom rendimento e resultado dos
alunos, mas a qualidade de ensino não deve ser medida somente por isso, grande parte desse resultado também se
dá ao bom desempenho dos funcionários da instituição. Conclui-se que dentro da escola existem metas e propósitos
a serem alcançados e para um bom desempenho é necessário a contribuição de todos os funcionários.

PALAVRAS-CHAVE: instituição, ensino, gestão escolar.


Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

INTRODUÇÃO: Sabe-se que administrar uma escola não é tarefa fácil, o corpo gestor também
tem um grande desafio que é estar sempre atento aos avanços da educação, as novas tecnologias
são um grande exemplo disso. Logo, este trabalho tem como objetivo esclarecer de quais formas
a gestão contribui para uma qualidade de ensino. Além disso, ele visa sensibilizar pessoas para
que as mesmas reconheçam as diferentes atribuições do gestor dentro de uma instituição de
ensino, refletir sobre as questões de vulnerabilidade encontradas em diversas escolas e de que
forma isso pode interferir no processo de aprendizagem dos alunos e, por fim, identificar quais
são os pilares da gestão escolar, detectando assim suas diversas funções.

MÉTODO:A pesquisas e caracterizou por um estudo bibliográfico e de campo, utilizando


entrevistas, observações participantes e questionários como instrumentos de coleta de dados.
A pesquisa foi realizada em uma Escola Municipal de Educação Infantil e fundamental
da Zona Urbana do Município de Santarém com gestores e professores. A principal avaliação
foi referente ao papel do gestor escolar dentro de uma instituição, a fim de identificar de que
forma ela contribui para uma educação de qualidade. Houve grande contribuição dos autores:
Félix (1984), Mariotti (1996), Chiavenato (1999) e Ferreira (2004). Para a produção da referente

1
Acadêmicos de pedagogia do CEULS/ULBRA
² Professora do CEULS/ULBRA e Orientadora de estágio

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pesquisa foram utilizados alguns materiais, tais como: levantamento bibliográfico, pesquisas
em internet e percepção durante o período de estágio.
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CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

RESULTADO E DISCUSSÃO: Através da pesquisa de campo com a aplicação dos


instrumentos de coletas de dados e da pesquisa bibliográfica, notou-se a necessidade de realizar
uma análise pedagógica, por meio do entendimento obtido durante os diálogos com
funcionários da instituição. O objetivo da pesquisa foi detectar quais as dificuldades mais
emergentes encontradas pelo corpo gestor escolar e detectar de que forma a gestão contribui
para uma educação de qualidade.
Segundo os autores Félix (1984), Mariotti (1996), Chiavenato (1999) e Ferreira (2004),
a gestão escolar está relacionada com o modo como a escola se organiza, isto é, com as relações
que se estabelecem entre a equipe pedagógica e a equipe administrativa. Já na gestão
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

empresarial, o serviço empregado é o de produção e troca visando atender os interesses


humanos. A gestão da escola, no entanto, tem os seus princípios fundamentados na gestão
empresarial, do que decorrem algumas das semelhanças existentes, como as adequações da
gestão escolar às condições sociais, visando a atingir os objetivos determinados pela
sociedade, e a necessidade de assimilar métodos e técnicas de administração que garantam a
eficiência do sistema.
Logo, um dos principais resultados que espera-se alcançar é identificar as dificuldades
mais emergentes encontradas pelo corpo gestor escolar e ajuda-los a observarem de que forma
a gestão escolar pode contribuir para isso, tendo em vista que muitos profissionais não sabem
ao certo o papel do gestor escolar e os associam somente a parte administrativa da instituição.

CONCLUSÃO: Fica evidente que o papel do gestor escolar não é somente trabalhar dentro da
coordenação pedagógica de uma instituição, mas transitar em todo o ambiente escolar sempre
estando atento a fatos que ocorrem ao seu redor. Além disso, ele é um dos responsáveis pela
qualidade de ensino que é trabalhada dentro das salas de aula mesmo que ele não seja o docente
em questão.
Faz-se necessário entender que uma instituição é uma organização complexa. Além
disso, dentro de qualquer instituição existem metas e objetivos a serem alcançados de forma
coletiva levando em consideração toda a hierarquia de uma escola, levando em consideração o

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trabalho de todos os funcionários e também os pais e responsáveis dos alunos. Uma boa
instituição só segue em frente quando há um trabalho conjunto.
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CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

REFERÊNCIAS

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas
organizações. Rio de Janeiro, Campus, 1999.

Felix, Maria de Fátima. Administração Escolar: um problema educativo ou empresarial?


São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1984.

MARIOTTI, Humberto. Organização de aprendizagem: educação continuada e a empresa


do futuro. 2 ed. Revisada e atual. São Paulo. Atlas, 1999.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

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A IMPORTÂNCIA DO GESTOR EDUCACIONAL NO AMBIENTE ESCOLAR

Dyana Kellen dos Santos Machado1


CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

Dyanamachado123@gmail.com
Jaqueline Pedroso dos Santos
jack.p.santos@hotmail.com
Narelly Tavares Rodrigues e Melo2

RESUMO: A pesquisa teve como objetivo verificar como o gestor se relaciona com os alunos, funcionários e
comunidade, conhecendo desta forma o trabalho do gestor em questões relacionadas a evasão na escola e sua forma
de organização no educandário além, de observar se ocorre anualmente as formações continuadas para gestores.
Por isso é fundamental conhecer a notoriedade do gestor educacional para qualidade de ensino, por ser o principal
articulador na construção de um ambiente de diálogo, de participações coletivas e questões que envolvam o campo
pedagógico da escola, responsável também pelas áreas administrativa, financeira e pedagógica da instituição A
pesquisa realizada foi do tipo bibliográfica, na qual utilizamos como instrumento para a coleta de dados o
questionário fechado, aplicado na escola Dr. Alberico Mendes de Nóvoa. Verificou-se que a presença do gestor
escolar é de extrema importância para que haja um bom convívio entre os membros da escola e comunidade.
Conclui-se que o propósito desta pesquisa é salientar a necessidade e dificuldades encontradas pelos profissionais
competentes ao administrarem esses ambientes escolares.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

PALAVRAS- CHAVE: gestor; importância; escola.

INTRODUÇÃO: A gestão escolar está cada vez mais presente nas escolas. Assim o gestor
vem sendo muito importante no âmbito escolar e sua forma de lidar com diversas decisões na
escola que envolve os professores, funcionários, pais e alunos.

O gestor escolar tem de se conscientizar de que ele, sozinho, não pode administrar
todos os problemas da escola. O caminho é a descentralização, isto é, o
compartilhamento de responsabilidades com alunos, pais, professores e funcionários.
Isso na maioria das vezes, decorre do fato de o gestor centralizar tudo, não
compartilhar as responsabilidades com os diversos atores da comunidade escolar. Na
prática, entretanto, o que se dá é a mera rotinização e burocratização das atividades
no interior da escola, e que nada contribui para a busca de maior eficiência na
realização de seu fim educativo. (PARO, 2008,p.130)

De acordo com o autor, o gestor precisa compartilhar suas responsabilidades com as


demais pessoas ligadas no ambiente escolar. Para Sander (2005, p. 127) “A definição de gestão
da educação aproxima-se, assim, dos conceitos de governo, governação ou governança, termos
extensamente utilizados na educação”. Segundo o autor, é importante destacar que:

“No âmbito dessa definição compreensiva, desenvolvem-se as chamadas funções


pedagógicas especificas nas instituições de ensino, previstas na Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional e em outros estatutos legais, como planejamento, e
administração escolar, supervisão escolar, coordenação pedagógica e orientação
educacional. O significado das habilitações pedagógicas no cotidiano da escola está

1
Acadêmicas do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia do CEULS/ULBRA.
2
Orientadora e Professora do CEULS/ ULBRA..

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em função da relevância política e cultural da gestão, que abarca a totalidade das


relações que ocorrem no interior das instituições de ensino e entre estas a sociedade
(SANDER, 2005, p. 127).
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
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Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) Nº 9394/96), as


normas de gestão estão definidas da seguinte forma:

Art. 14 - Os sistemas de ensino definirão normas de gestão democrática do


ensino público na educação básica de acordo com as suas peculiaridades e conforme
os seguintes princípios:
I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto
político-pedagógico da escola;
II – participação das comunidades escolar e local em Conselhos Escolares
ou equivalentes (BRASIL, 1998).
Consideramos que o fato de, formalmente, a gestão democrática constar
na legislação (LDB), e ser um dos princípios constitucionais do ensino público,
segundo
Art. 206º da Constituição Federal de 1988, e ser contemplado na maioria dos Projetos
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Políticos Pedagógicos das escolas, essas sinalizações são decisiva

A gestão educacional está amparada nas Leis deDiretrizes e Bases da Educação Nacional e ligadas nos
artigos que estabelece como um gestor precisa trabalhar em prol da educação. O papel do gestor no educandário
não é apenas burocrático, pois também são os responsáveis pelaorganização da escola, de participardas reuniões
pedagógicas, ajudando a planejar projetos e de sugerir livros a serem lidos pelos alunos, além de acompanhar de
perto as dificuldades dos professores nas metodologias de ensino.
Enfim, o propósito desta pesquisa é salientar a necessidade das escolas serem administradas por
profissionais competentes que se propõem em trabalhar como gestor educacional.

MÉTODO:O estudo iniciou com uma pesquisa bibliográfica, que segundo Gil (2002, p.44) “a
pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído
principalmente de livros e artigos científicos”, e com essas informações pudemos desenvolver
o nosso projeto de pesquisa. A abordagem utilizada foi qualitativa.
A pesquisa realizou-se na escola de Santarém E.M.E.F. Dr Alberico Mendes de Nóvoa,
com o gestor e professores da instituição, no qual, foi utilizado como método para a coleta de
dados o questionário fechado, que consistiu em um conjunto de questões pré-elaboradas,
sistemáticas e sequencialmente dispostas em itens que constituíram o tema da pesquisa. Sendo
realizada de acordo com a resolução 466/12 e as demais legislações sobre pesquisas que
envolvem seres humanos, onde será garantida aos participantes o respeito a sua dignidade
humana, respeitando o direito deste sujeito de não participar mais da pesquisa no momento em
que desejar.

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RESULTADOS E DISCUSSÃO: A presente pesquisa enfatizou a importância do gestor


educacional no processo de organização do ambiente escolar e a participação deste profissional
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nas reuniões pedagógicas. Por sua vez, Alonso (1981, p.19) esclarece que “organização refere-
se ainda às atividades desenvolvidas no sentido de relacionar os elementos materiais e humanos
de uma determinada situação, a fim de se conseguir o melhor resultado”. O que podemos
perceber, foi que a administração do gestor envolve todos os seus colegas de trabalho nas
decisões, e através do diálogo entre os membros da escola ocorre o planejamento do que foi
decidido nas reuniões para beneficiar os alunos numa educação de excelência.
Foi aplicado um questionário ao gestor e outro questionário aos professores das turmas
da escola do EMEF, neles abordamos questões sobre o perfil do gestor educacional, como este
vem desenvolvendo sua função administrativa e coletiva para que o ambiente escolar seja um
local com profissionais que trabalhem em prol de um ensino de qualidade.
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A administração escolar supõe uma filosofia e uma política diretoras pré-estabelecida;


consiste no complexo de processos criadores de condições adequadas às atividades
dos grupos que operam na escola em divisão de trabalho; visa à unidade e economia
da ação, bem como o progresso do empreendimento. O complexo de processos
engloba atividades específicas, planejamento, organização, assistência à execução
(gerência) avaliação de resultados (medidas), prestação de contas (relatório), e se
aplica a todos os setores da empresa- pessoal, material, serviços e financiamento
(ANPAE, 1961 apud SANDER, 2007, p. 35).

Abordaram-se também questões relacionadas a atuação do gestor, aplicação de tarefas e


suas relações interpessoais e também as possíveis dificuldades que enfrenta na instituição. Na
visão de Leme (2010, p.114) “é necessário que seja priorizada pelo diretor a promoção de um
ambiente de convivência seguro e agradável na escola”. E tudo isso pode ser presenciado no
ambiente escolar, através da interação entre gestor, professores, alunos e comunidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: A gestão educacional nas escolas é, portanto, fundamental, pois


foi possível acompanhar a forma de atuação do gestor em todo seu processo de organização
para que haja participação de todos os membros escolar em busca de um ensino de qualidade.
Por isso, é importante que o gestor tenha conhecimento dessas práticas e as aplique na escola,
para que assim sejam tomadas as decisões em beneficio a educação das crianças.
Desse modo, o estudo possibilitou a compreensão da importância do gestor educacional
no ambiente escolar, levando a refletir o quanto este profissional é indispensável na resolução
de problemas.

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REFERÊNCIAS

ALONSO, Mirtes. O papel do diretor na administração escolar. 4ª ed. São Paulo: DIFEL,
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
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1981.

BRASIL, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei 9.394/96. Rio de Janeiro: 1998.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ed. São Paulo: Atlas, 2002.

LEME, Maria Isabel da Silva. A gestão do convívio escolar. In: GARCIA, Agnaldo (org).
Relacionamento interpessoal – uma perspectiva interdisciplinar. Vitória: ABPRI, 2010.

PARO, Vitor Henrique. Eleição de Diretores: A escola pública experimenta a democracia.


Campinas: Papirus, 1996
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

SANDER, Benno. Administração da Educação no Brasil: genealogia do conhecimento.


Brasília: Liber Livro, 2007. Acesso em 30 set. de 2019

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XI CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA
XIX SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA
VI SALÃO DE EXTENSÃO DO CEULS/ULBRA
Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico
06, 07 e 08 de novembro de 2019

A INTERDISCIPLINARIDADE NA SALA DE AULA

Maira Oliveira Machado1


CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

lopesmaira20@gmail.com
Verônica Pires Pereira¹
veronicapirevlsp@gmail.com
Narelly Tavares Rodrigues e Melo2
narelrodrigues@outlook.com

RESUMO: Este trabalho apresenta a reflexão sobre o estudo concretizado em uma das fases da disciplina de
estágio e do Trabalho Interdisciplinar de Iniciação Científica. O estudo objetivou analisar a importância da
interdisciplinaridade nas escolas como ferramenta fundamental para o processo de ensino-aprendizagem,
contribuindo para o processo de construção do conhecimento, percepção e compreensão de mundo do aluno. Dessa
forma, o projeto tem foco nas práticas interdisciplinares de um professor em sala de aula. A pesquisa do tipo
bibliográfica e de campo utilizou a pesquisa-ação para observação dos espaços e a verificação dos problemas para
uma intervenção posterior. Verificou-se que a interdisciplinaridade colabora para que o aluno não seja apenas um
coletor do conhecimento, mas sim protagonista e, com a ajuda do professor mediador, vai realizando investigações
e desenvolvendo projetos que tragam benefícios para seu próprio aprendizado, atestando que a
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interdisciplinaridade conduz aulas dinâmicas e participativas. Os resultados foram positivos, influenciando nas
práticas usadas pelo professor em sala de aula.

PALAVRAS-CHAVE: Aluno, Interdisciplinaridade, Professor.

INTRODUÇÃO: Ao abordar a interdisciplinaridade, percebe-se que este é um assunto


bastante complexo, tendo em vista que é preciso repensar essa prática como uma forma de
promover a união escolar em torno do objetivo comum de formação de indivíduos sociais. No
que diz respeito à interdisciplinaridade, percebe-se a necessidade de apresentar aos alunos
possibilidades diferentes de olhar um mesmo fato, para que haja compreensão na temática que
será trabalhada em sala de aula, no qual se propõe um tema com abordagens em disciplinas
diferentes.

MÉTODO: A pesquisa do tipo Bibliográfica e posteriormente de campo utilizou-se da


pesquisa-ação para o se desenvolvimento. A pesquisa de campo ocorreu em uma Escola pública
de ensino médio, com três professores da disciplina de filosofia e sociologia.
OBSERVAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE: A observação ocorreu durante o
estágio prático, onde também se verificou o problema para que assim a intervenção fosse

1
Acadêmicas do 8º semestre do curso de Pedagogia da CEULS/ULBRA
2
Professora no curso de Pedagogia do CEULS/ULBRA e orientadora deste trabalho

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realizada, iniciou-se com uma palestra dirigida aos professores para sondar se os mesmos
realizam projetos interdisciplinares na escola.
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RODA DE CONVERSA: Em seguida ocorreu a roda de conversa para debater sobre a


importância dos projetos serem aplicado no âmbito escolar, desta forma foi explicado para o
professor que através de uma única temática pode ser trabalhado várias disciplinas ao mesmo
tempo, dando exemplo do chocolate, que através dele pode ser trabalhado matemática, biologia,
geografia e a história, incentivando os professores a colocarem em prática os projetos
interdisciplinares na escola, que além de deixar a aula lúdica ajudará principalmente no
aprendizado do aluno.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: A partir das atividades realizadas na intervenção foi


possível constatar que o corpo docente da escola atua com trabalhos interdisciplinares que
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contribui no processo de construção do conhecimento, percepção e compreensão de mundo,


dessa forma podendo contribuir para o crescimento do aluno.
Pombo (2005) frisa formas de facilitar a construção da interdisciplinaridade através de
alguns mecanismos, como criação de campos que possam promover formas de trabalho
interdisciplinar e, assim desenvolver uma profunda integração de saberes. A
interdisciplinaridade só se torna possível com o compartilhamento de cada saber.

CONCLUSÃO: A pesquisa desenvolvida permitiu a compreensão por meio de uma análise


breve sobre a interdisciplinaridade, sendo seus objetivos alcançados. As atividades da pesquisa-
ação foram positivas e proporcionou a todos um ambiente de aprendizagem mais prazeroso.
Diante disso foi elucidada a importância da interdisciplinaridade no âmbito escolar e o quanto
ela pode potencializar o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos.

REFERENCIAS

MANAYO, M.C.S. Interdisciplinaridade: funcionalidade ou utopia?.saúde e Sociedade 3


(2): 42-64,1994.

POMBO, O. Interdiscplinaridade e integraçao dos saberes. Liinc em Revista, v.1,n.1,p.3-


15. http://www.ibict.br/liinc.2005

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Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Acessado em 24/04/2019.
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Postal da Educação. Importância da interdisciplinaridade no processo de aprendizagem.


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A PESQUISA NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DO ENSINO MÉDIO

Gabriela de Sousa Pereira1


CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

gabriela.sousaa.stm@gmail.com
Raquel dos Santos Sousa2
queldossantos@gmail.com
Sara dos Santos Sousa3
sousasara844@gmail.com
Narelly Tavares Rodrigues4
narelrodrigues@outlook.com

RESUMO- Na escola deve ser comum a prática de pesquisa tanto pelo professor quanto por seus alunos. Um
professor que embasa seu fazer pedagógico em pesquisa tem sempre a indagação no ato de ensinar. Para tal o
docente precisa atuar como um sujeito da investigação, fazendo mediações aos seus alunos e estimulando o desejo
em realizar pesquisa. Diante disso objetivou-se compreender a importância da pesquisa na formação dos
professores do Ensino Médio e verificar se os mesmos possuem práticas constantes de pesquisa. A metodologia
constituiu-se em um estudo bibliográfico em Pedro Demo (2001), Dulcinéia Souza (2009), G. Perez (1999) e um
estudo de campo em uma Escola da rede Estadual de Ensino de Santarém. Verificou-se que a prática de pesquisa
se faz presente no cotidiano dos professores do Ensino médio, e é utilizada como instrumento de avaliação e
construção do conhecimento dos educandos, possibilitando autonomia e novas descobertas. Conclui-se que apesar
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

das dificuldades encontradas na atuação docente, a pesquisa tem sido uma grande aliada no processo ensino
aprendizagem, além de favorecer na ampliação de informações e proporcionar experiências enriquecedoras.

PALAVRAS-CHAVE: formação de professores, pesquisa, ensino médio.

INTRODUÇÃO: A pesquisa é vista como um instrumento para se obter respostas de um


determinado questionamento. Para realizar uma pesquisa deve-se antes ter uma indagação. Ela
possibilita uma enorme experiência ao pesquisador pois o leva a ter autonomia e reflexão frente
ao que se quer descobrir.
Na escola deve ser comum a prática de pesquisa, principalmente por parte do professor,
que é visto como espelho dos alunos. Um professor que embasa sua prática pedagógica em
pesquisa tem sempre a indagação presente no ato de ensinar. O professor deve atuar como um
sujeito da investigação, buscando fazer mediações aos seus alunos e estimulando neles o desejo
em realizar pesquisa.
A escola frente a tais inovações deve estimular o professor e encorajá-lo a desenvolver
práticas de pesquisa, atribuindo-lhe oportunidades de autonomia no ambiente escolar quanto a
pesquisa e desenvolvendo formações direcionadas ao atrelamento entre teoria e práticas
voltadas a pesquisa.

REVISÃO DE LITERATURA: A pesquisa é algo fundamental para se descobrir algo e muito


do que a sociedade tem, existe graças a prática de pesquisas. Ela permite uma investigação
profunda sobre um determinado assunto e possibilita que um indivíduo adquira ou produza um
novo conhecimento. Para se pesquisar é necessário algum elemento essencial e o mais

1
Acadêmica do curso de Pedagogia do CEULS/ULBRA
2
Acadêmica do curso de Pedagogia do CEULS/ ULBRA
3
Acadêmica do curso de Pedagogia do CEULS/ ULBRA
4
Profa. do curso de Pedagogia do CEULS/ULBRA

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importante deles é o questionamento, considerado como o ponto de partida para se fazer


pesquisa.
Demo (2001) em uma de suas obras “Pesquisa: princípio científico e educativo” apresenta
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uma análise da pesquisa como sendo um instrumento de formação, um princípio educativo. A


formação científica deve tornar-se formação educativa quando.

Se funda no esforço sistemático e inventivo de elaboração própria, através do qual se


constrói um projeto de emancipação social e dialoga criticamente com a realidade.
Predomina entre nós a atitude do imitador, que copia, reproduz e faz a prova. Deveria
impor-se a atitude de aprender pela elaboração própria, substituindo a curiosidade de
escutar pela de produzir. (DEMO, 2001, p.10)

Alguns estudiosos como Souza (2009) sobre as dificuldades do professor iniciante e


reflexões acerca dos cursos de formação inicial, analisam várias temáticas que enfatizam a
importância da pesquisa na prática docente, pois considera essencial uma formação que enfoca
o processo de reflexão de um professor que é participante do seu processo ensino aprendizagem.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Entendemos ser fundamental que o professor incorpore a reflexão sobre sua prática
para que seja capaz de tomar as decisões fundamentais relativamente às questões que
quer considerar, os projetos que quer compreender, e ao modo como os que efetivar,
deixando de ser um simples executor e passando a ser considerado um profissional
investigador e conceptor. (PEREZ, 1999, p.274)

É necessário que haja em todo docente o estímulo em refletir e a capacidade de autonomia,


repensando em sua prática docente. É essencial investigar e compreender o modo de pensar dos
alunos buscando formas de desenvolver um bom trabalho em sala de aula. Pavanello (2003) diz
que é extremamente importante colocar o futuro professor em contato com a pesquisa existente
em seu campo de estudos, possibilitando assim, uma melhor compreensão dos fenômenos
educativos.

METODOLOGIA: Para a realização da pesquisa foram utilizados dois tipos de pesquisa,


sendo eles o bibliográfico e o de campo, onde consistia em uma abordagem quantitativa. A
observação e a aplicação de questionário foram os instrumentos usados para realizar a coleta de
dados do local.
A pesquisa foi realizada na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Plácido de
Castro, onde foi observada 3 turmas do ensino médio, como o 1° ano, 2° ano e 3° ano. Durante
o período que realizou-se a vivência, observou-se o dia-a-dia das turmas e a realidade do
ambiente escolar. Os questionários foram aplicados aos professores com 7 questões fechadas.
A pesquisa foi desenvolvida durantes os meses de março e abril com a construção do
projeto e revisão bibliográfica. No mês de abril, foi construído o questionário para a realização
da coleta de dados. E no mês de maio foram aplicados os questionários dentro da escola para a
análise de dados. Após a aplicação e a análise de dados, foram adquiridas informações que teve
como base para a construção da pesquisa.

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RESULTADO E DISCUSSÕES: A pesquisa realizada buscou verificar de que forma acontece


a pesquisa do professor no ensino médio e qual a sua importância para os alunos da escola onde
trabalham. Foi aplicado um questionário com 7 perguntas fechadas direcionadas às práticas de
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pesquisa do professor no ensino médio. 5 professores responderam o questionário da equipe.


Na primeira questão do questionário perguntou se o professor se considerava um
pesquisador. Observou-se que cerca de 100% dos docentes se consideram pesquisadores e
acham importante a prática da pesquisa na docência. Ser um professor pesquisador faz com que
seus alunos busquem pesquisar mais e praticar esse ato com mais frequência.
A seguinte questão indaga-se qual a importância da prática de pesquisa na educação. A
maioria marcou a alternativa que diz sobre contribuir na aprendizagem, sendo este 50% dos
professores. 38% considera a prática importante para as novas descobertas e novos
conhecimentos. 12% acha que pode estimular a investigação do pesquisador e nenhum acha
importante para autonomia do docente. Veja a figura abaixo:
Estimula a
investigação
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Estimula a investigação
Possibilita novas 12%
descobertas
38% Contribui na aprendizagem

Possibilita maior autonomia


ao docente
Possibilita maior
Possibilita novas
autonomia ao Contribui na
descobertas
docente aprendizagem
0% 50%
A importância da prática de pesquisa na educação
Fonte: Autoras, 2019.
Outra questão do questionário aplicado pergunta se os professores estimulam seus alunos
à pesquisar. Todos os docentes afirmaram que estimulam, e logo em seguida responderam em
quais momentos isso acontece. 37% dos docentes responderam que estimulam a pesquisa para
o aprofundamento de conteúdo e o restante marcou que acontece através de apresentação de
trabalhos e quando surge dúvidas dos alunos. A figura abaixo mostra o resultado:

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MOMENTOS QUE ESTIMULAM OS ALUNOS À


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PESQUISAR
Para
Outros
apresentação de
15%
trabalhos
24%

Quando surge
dúvidas
24%
Para
aprofundamento
de conteúdo
37%
Momentos que estimulam os alunos a pesquisar
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Fonte: Autoras, 2019.


A penúltima questão da pesquisa questiona de que forma a escola onde os docentes
trabalham estimulam a pesquisa dentro do ambiente. Cerca de 49% responderam que o espaço
escolar oferece palestras e 24% oferecem jornadas pedagógicas para os professores. O restante
das alternativas não foram assinaladas. Observe a figura a seguir:

De que forma a escola estimula a


pesquisa
Oferecendo palestra

15% Disponibilizando formações


continuadas
24% 49%
Em suas jornadas pedagógicas
12%
Outras

De que forma a escola estimula a pesquisa


Fonte: Autoras, 2019.

A última questão da pesquisa realizada pela equipe pergunta quais as dificuldades que o
professor encontra para realizar a pesquisa dentro da escola. A maioria dos docentes afirmam
que a falta de tempo é uma grande dificuldade para a realização da pesquisa. O restante
respondeu que a falta de recursos impossibilita a prática da pesquisa com os alunos. O gráfico
abaixo mostra o resultado:

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Dificuldades encontradas na realização de


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pesquisa
Outras
17%
Falta de recursosFalta de tempo
28% 55%

A escola não apoia


0%

Falta de tempo A escola não apoia Falta de recursos Outras

Dificuldades encontradas na realização de pesquisa


Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Fonte: Autoras, 2019.

Durante a pesquisa feita pela equipe, observou-se que os professores da escola buscam
de diversas maneiras praticar pesquisa com seus alunos dentro da sala de aula, sempre
mostrando a importância de investigar e ir em busca de novos conhecimentos e informações. A
vontade de conhecer o que é novo proporciona no estudante grandes aprendizados e um futuro
cheio de descobertas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Sabe-se que a pesquisa é um instrumento muito relevante na


atuação do professor, quando bem trabalhada resulta em bons resultados no processo ensino
aprendizagem. Saber pesquisar e se utilizar dos mecanismos necessários para que a pesquisa
gere de fato resultados satisfatórios são fatores que necessitam ser analisados com devida
atenção pelo professor pesquisador, pois é um processo que visa buscar conhecimentos além da
sala de aula.
Diante da pesquisa realizada notou-se que a prática da pesquisa se faz presente no
cotidiano dos professores como fator avaliativo e construtor de conhecimento de seus alunos,
possibilitando novas descobertas, estímulo na aprendizagem e oferece maior interação entre o
aluno e o tema proposto pelo educador, fazendo com que o mesmo busque realizar trabalhos
que favoreçam na ampliação de informações.
Ainda com base na pesquisa verificou-se que parte dos docentes sentem algumas
dificuldades na atuação como professor pesquisador, pode-se perceber que a escola oferece de
certa forma apoio para que o trabalho aconteça na realização de palestras, de formação
continuada, em jornadas pedagógicas, entre outras. Porém, foi perceptível a grande
porcentagem que afirmou que encontra como dificuldade na realização da pesquisa a falta de
tempo, entende-se, e é compreensível que em sala de aula o tempo é bastante limitado.

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Dessa forma, diante dos resultados alcançados sem dúvida o professor tem como grande
aliada à pesquisa como instrumento favorecedor e inovador de estratégias de conhecimento
dentro e fora da sala de aula, mas é necessário que, o próprio educador tenha consciência do
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
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importante papel que a pesquisa tem a oferecer, levando essa nova experiência para seus alunos,
apesar da limitação de tempo que muitos professores tem, é possível levar aos educandos
questionamentos, e dessa forma leva-los as várias práticas de aprendizado.

REFERÊNCIAS

DEMO, Pedro. Pesquisa: princípio científico e educativo. 8° ed. São Paulo: Cortez, 2001.
PAVANELLO, R. M. A pesquisa na formação de professores de matemática para a Escola
Básica. Educação matemática em revista. Ano 10, n 15, p. 8-13, 2003.

PEREZ, G. Formação de professores de matemática sobre a perspectiva do desenvolvimento


profissional. In: Pesquisa em Educação matemática: Concepções e perspectivas. Organizado
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

por Maria Aparecida Viggiani Bicudo. São Paulo: Unesp, 1999. Cap. 15, p. 263-282.

SOUZA, Dulcinéia Beirigo. Os dilemas do professor iniciante: reflexões sobre os cursos de


formação inicial. In: Revista Multidisciplinar da UNIESP: Saber acadêmico – n° 08 – dez.
2009.

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A RELEVÂNCIA DO FOLCLORE NAS ESCOLAS DE SANTARÉM: ESTUDO


SOBRE O CONHECIMENTO E VIVÊNCIA DAS DANÇAS FOLCLÓRICAS
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
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Ronaldo Guilherme Santos de Sousa Júnior1


ronaldo.sousa.junior10@gmail.com
Sintia Raquel Silva Freitas2
sintiaraquel10@gmail.com
Ingrid Kellen Imbiriba Lobo3
ingridklobo04@gmail.com
Ruan Matheus Porto Porto Silva4
ruanporto30@gmail.com
Andressa Karoline Santana Teixeira5
andressa.karoline14@bol.com.br
Daniela Cristina Pantoja Neves6
neves-daniela@hotmail.com

RESUMO: O folclore, por si só, compreende um amplo campo de manifestações. Ora, tal como, as festas,
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

músicas, danças, e quaisquer outras características que possam mesclar história com o contemporâneo e surgir
efeito implícito no povo, pode ser considerado folclore. Dessa forma, este estudo visa analisar o conhecimento do
folclore nas escolas de Santarém, mais precisamente as danças folclóricas. Para isso, foi investigado os tipos de
dança de que os alunos já ouviram falar, as que já dançaram e as que tinham interesse em dançar. O público alvo
foram 457 alunos divididos em 5 escolas Municipais de Ensino Fundamental II e Escolas Estaduais de Ensino
Médio. O instrumento de pesquisa se constituiu de um questionário fechado, aplicado pelos pesquisadores, onde
os dados foram coletados nas próprias escolas nos horários de aula. Para tanto, a pesquisa caracterizou-se a como
de caráter quantitativo, de campo, sendo analisados por intermédio da estatística descritiva. Os resultados
demonstraram que partes dos respondentes já participaram de alguma manifestação folclórica, a mais citada foi o
carimbo e xote, e a outra parte que afirmou nunca ter dançado nenhuma das expressões folclóricas apresentadas a
eles foi similar ao número de alunados que manifestaram interesse em aprendê-las.

PALAVRAS-CHAVE: folclore, educandos, escola.

INTRODUÇÃO: Na atualidade algumas discussões surgiram questionando o sentido do saber


e seus limites, para alguns a ideia de cultura material estaria excluída do campo de estudos
voltado ao folclore, porém, para alguns a cultura material só estariam ligados ao folclore quando
estivesse ligado a cultura não material, como os estudos da música introduziriam os
instrumentos musicais, estudos das festas, comidas regionais e etc.
A escola se insere na sociedade acolhendo tudo que lhe contorna, incluindo a cultura e o
folclore. Tendo como objetivo a educação formal, trabalha-se com o que pode ser encontrado

1
Acadêmico do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade do Estado do Pará
2
Acadêmica do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade do Estado do Pará
3
Acadêmica do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade do Estado do Pará
4
Acadêmico do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade do Estado do Pará
5
Graduada em Licenciatura Plena em Educação Física- UEPA; Especialista em Educação Especial e Inclusiva
6
Professora Mestra do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade do Estado do Pará

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no meio em que vive. Como conteúdo implícito fortemente no contexto escolar, visto que a
diversidade humana participante da educação formal é infinita e as políticas educacionais
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conceituam o direito e o dever de se reconhecer as diferenças, o folclore como manifestação


social deve ser considerado como ponto de grande importância na elaboração de planejamentos.
O folclore, por si só, compreende um amplo campo de manifestações. Ora, tal como, as
festas, músicas, danças, e quaisquer outras características que possam mesclar história com o
contemporâneo e surgir efeito implícito no povo, pode ser considerado folclore.
Então se o papel da escola é ensinar, elaborar planejamentos, projetos, objetivos para
determinada temática incluindo diversas características pedagógicas, além de ampliar o
repertório de atividades, haverá aprendizagem em sua totalidade no educando. E se faz
necessário aprender na escola a formação do meio que se insere e as diversas outras formações
culturais que permeiam na sociedade. Assim, “o mundo do folclore é atraente, rico e variado,
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

por isso constitui uma fonte inesgotável de motivação didática.” (MEGALE, 2003).
Portanto, percebe-se a transversalidade do trabalho folclórico em sala de aula, sendo a
cultura no geral neutra e possível de adaptação para diferentes estudos e trabalhos docentes,
indo de encontro a qualquer disciplina planejada para diferentes turmas de conteúdos e
possibilidades distintas. Dessa forma, esta pesquisa visou investigar quais as manifestações
folclóricas que os alunos nunca ouviram falar, as que já dançaram e quais gostariam de dançar,
visando compreender a necessidade do ensino sobre o folclore nas escolas, visando reavivar
sua cultura que está se perdendo devido à falta de valorização da sociedade.

MÉTODO: A presente pesquisa desenvolveu-se como do tipo quantitativa, pois, segundo


Prodanov (2013) a mesma procura classificar, explicar e interpretar fatos que ocorrem nas
metodologias pelo nosso grupo estudado. Quanto aos procedimentos desenvolvidos classificou-
se como pesquisa de campo. Foi realizada com 457 alunos distribuídos em 05 escolas de Ensino
Fundamental do 6º ao 9º ano e Ensino Médio da rede pública de Santarém. Sendo feita a coleta
de dados através de um questionário com 3 perguntas analisados por intermédio da estatística
descritiva, por buscar descrever as características de determinada população (PRODANOV,
2013) e análise de conteúdo de Bardin (2011).

RESULTADOS E DISCUSSÃO: A partir do questionário foi possível obter os resultados que


serão explicitados e discutidos a seguir. No que tange a questão cujo objetivo foi conhecer quais

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as manifestações folclóricas que os educandos nunca ouviram falar, os resultados quantitativos


são demonstrados no gráfico abaixo:
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Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

As manifestações folclóricas menos conhecidas pelos alunos foi de: dos 457 dos
participantes 324 marcaram que nunca ouviram falar em Desfeiteira (correspondendo a 71%),
332 o Retumbão (correspondendo a 73%), 333 Formiga Cabeçuda (correspondendo a 73%),
331 marcaram o Cordão das Pretinhas da Angola (correspondendo a 72%), 313 optaram por
marcar As Pastorinhas (correspondendo a 68%) e 338 marcaram que nunca ouviram falar em
Cordão de Pássaros (correspondendo a 74%). Com esses resultados percebemos que as danças,
Desfeiteira, Retumbão, Formiga Cabeçuda, Cordão das Pretinhas, As Pastorinhas e Cordão de
pássaros são as manifestações folclóricas menos conhecidas pelas crianças. Pinto (1983)
acredita que a dança folclórica contribui para a adaptação social, pelos contatos que proporciona
e pela oportunidade de distração e acomodação psicológica. Enseja, por outro lado,
conhecimentos de geografia, história, literatura, trabalhos manuais, desenho e ciências, sem
esforço, além de conhecimentos de ritmo e música.

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Demonstra-se no gráfico que as manifestações folclóricas menos dançadas pelos alunos


Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

foi de: 457 dos participantes 149 deles marcaram que nunca dançaram Carimbó
(correspondendo a 33%), 381 marcaram que nunca dançaram a Desfeiteira (correspondendo a
83%), 376 assinalaram o Retumbão (correspondendo a 82%), 240 marcaram xote
(correspondendo a 53%), 372 sinalaram a Formiga Cabeçuda (correspondendo a 81%), apenas
259 participantes marcaram o Boi-Bumba (correspondendo a 57%).
Compreende-se que há uma grande predominância do ensinamento do Carimbó, Xote e
Boi-Bumbá, nas escolas onde a pesquisa foi aplicada, entretanto, percebemos que há uma
grande necessidade de que seja trabalhado esses outros estilos de danças folclóricas. No que se
refere à metodologia de ensinamento desses gêneros os professores precisam que as suas aulas
sejam empoderadas com um aspecto informativo e cultural.
Bracht (1992), aprofundando-se nos textos mais recentes a discussão a respeito da
dimensão simbólica, considera a possível existência de um saber prático ou corporal que resiste
à teorização. Em outras palavras, o mesmo ressalta que há uma diferença entre: ser um saber
fazer ou ser um saber sobre esse saber fazer. Por isso, é necessário que pela parte dos alunos se
compreenda o porquê do saber fazer o movimento naquele determinado ritmo ou estilo,
agregando ao aluno tanto, um conhecimento teórico, quanto o conhecimento prático.

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Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Pode-se observar pelo gráfico que nas manifestações folclóricas menos dançadas pelos
alunos foi de: dos 457 dos participantes 428 deles marcaram que gostariam de dançar Carimbó
(correspondendo a 94%), 148 marcaram que gostariam de dançar a Desfeiteira (correspondendo
a 32%), 122 assinalaram o Retumbão (correspondendo a 27%). Visto que as danças folclóricas
representam um caráter voltado para a cultura de um povo, é de grande importância aprender e
vivenciar essas manifestações culturais.
Verderi (2000) evidencia que a criança, embalada com o ritmo musical, se beneficia desta
prática nos aspectos cognitivo, motor, social e afetivo ao ver despertar em si o interesse por
novos conhecimentos. Sendo assim, entende-se que os professores do ensino fundamental e
médio das escolas de Santarém/Pará, deveriam trabalhar mais o folclore, principalmente pela
forte influência cultural que nele há.
Desta forma, Pereira (2009) ressalta que o folclore é essencial para caracterizar a
formação cultural de um povo e de seu passado, além de detectar a cultura popular vigente, pois
o folclore é influenciado pela época em que acontece. Promovendo um resgate desses gêneros
dentro do ambiente escolar, uma vez que, já não se ouve falar tanto sobre os mesmos, portanto,
é de suma importância que o folclore seja vivenciado dentro do ambiente escolar.

CONCLUSÃO: A pesquisa a respeito do tema Danças Folclóricas ocasionou a noção do


cenário que os alunados não têm uma vivência amiúde sobre folclore no espaço escolar, mesmo
tendo grande parte mostrada já ter participado de alguma dança voltada ao tema folclore, de

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modo geral o número de respondentes que nunca dançaram uma manifestação folclórica foi
semelhante aos que demonstraram interesses em aprender a dançar algumas dessas expressões
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folclóricas. Dessa forma, entende-se que há uma dificuldade de reconhecer as vivencias


folclóricas, sendo necessário trabalha-lo nas escolas, pois o mesmo contribui na formação
social, histórica e crítica do educando, além de preservar a cultura popular.

REFERÊNCIAS

BENJAMIN, Roberto. CONCEITOS DO FOLCLORE. São Paulo, 2001.

GONÇALVES, F. K; GRAUPMANN E. H. O ENSINO DO FOLCLORE NAS ESCOLAS:


A PERSPECTIVA DE DOCENTES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO
FUNDAMENTAL. Paraná, 2017.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

BANDIN, L. Análise de Conteúdo. Ed. 70.São Paulo: Vozes, 2011.

PRODANOV, C. C. Metodologia do trabalho científico [recurso eletrônico]: métodos e


técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico / Cleber Cristiano Prodanov, Ernani Cesar de
Freitas. – 2. ed. – Novo Hamburgo: Feevale, 2013.

BRACHT, V. Educação física e aprendizagem social. Porto Alegre, Magister, 1992

GARCIA, Ângela. HAAS, Aline Nogueira. Ritmo e Dança. Canoas: Ulbra, 2003.

PEREIRA, J. S. N. Cultura popular brasileira: dança folclórica, o processo de ensino-


aprendizagem por meio da tecnologia multimídia. In: IX CONGRESSO NACIONAL DE
EDUCAÇÃO. III Encontro Sul Brasileiro de Psicopedagogia. PUCPR, 2009.

PINTO, Inami Custódio. Curso de Introdução aos Estudos de Folclore. Curitiba: Museu
Paranaense/Secretaria da Cultura e do Esporte, 1983.

VERDERI, E.B. Dança na escola. 2 ed. Rio de Janeiro: SPRINT, 2000.

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A SINDROME DE BURNOUT(SB) EM DOCENTES DO ENSINO MEDIO DE


INSTITUIÇÕES PUBLICAS DE SANTARÉM, PA
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Loreni Bruch Dutra1


lorenibd@yahoo.com.br

RESUMO – A Síndrome de Burnout determina várias consequências sociais e afetam negativamente a


qualidade de vida do docente e a qualidade do trabalho desenvolvido. Compreende as seguintes dimensões: ilusão
de trabalho, desgaste psíquico, Indolência e culpa. O objetivo deste artigo foi estudar a Síndrome de Burnout (SB)
em docentes das instituições privadas de Santarém-PA, no ano de 2018, e investigar a prevalência da síndrome
nos perfis 1(sem culpa) e 2 (com culpa) e sua associação com características demográficas e laborais e estilo de
vida. Estudo transversal com 311 docentes das áreas da saúde, exatas e humanas. Utilizou-se o instrumento
autoaplicável, Cuestionario para laEvaluacióndel Síndrome de Quemarse por elTrabajo-CESQT, e questões
especialmente desenvolvidas para o presente estudo. Os resultados parciais apontaramque 51,1% são do sexo
feminino, 42,1% estão na faixa etária com mais de 40 anos,se declaram de cor parda/negra 72,3%, 53,3% ainda
são graduados, anos de profissão mais de 10 anos 48,9%,78,5% raramente pretendem mudar de profissão. Quanto
ao estilo de vida 92,6% dormem em média 3 a 6 horas/dia, horas livres por semana 58,2% tem 3 a 5horas/dia,
frequência de cansaço 74,0% 1 a 2 vezes por semana e percepção de saúde 52,0% tem entre 7 e 8, numa escala de
0 a 10. Conclui-se que as dimensões: ilusão de trabalho, desgaste psíquico,indolência e culpa apontam algumas
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

prevalências que indicam a Síndrome de Burmout. Portanto necessita-se de investimentos em políticas que visem
a melhoria da qualidade de vida do docente nas suas funções laborais e investimentos nas condições de trabalho.

PALAVRAS-CHAVE: Síndrome de Burnout. Docentes. Condições de trabalho.

INTRODUÇÃO: A convivência entre pares no mundo do trabalho nunca foi tarefa fácil, pela
divergência de opiniões que geram conflitos e, consequentemente, algumas dificuldades nas
relações interpessoais. Esses conflitos são evidenciados na área da educação, uma das mais
afetadas pelas transformações ocorridas após a revolução industrial, que alterou profundamente
as condições laborais, trazendo mais cobranças aos trabalhadores no sentido de produzir sempre
mais, priorizando o acúmulo do capital.
O mundo contemporâneo exige, do indivíduo, competências múltiplas para resolver
situações complexas que se apresentam cotidianamente nas diferentes esferas de atuação, sendo
imprescindível que todos os profissionais desenvolvam inteligências intra e interpessoais.
Nesse contexto de transformações, os professores tiveram que se adequar e se instrumentalizar
para responder às novas demandas do mercado de trabalho que exige cada vez mais
competência profissional. Além disso, tem-se observado que o ambiente educativo, muitas
vezes, apresenta falta de organização e, consequentemente, má gestão de pessoas.
Frequentemente, os são foco de expectativas dos alunos, pais e de diversos segmentos da
sociedade que vêem, na educação, o alicerce para a vida pessoal e profissional. Tal demanda

1
Professora do Centro Universitário Luterano de Santarém, Pedagoga, mestre em saúde pública.

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social, nem sempre concretizada na educação escolar, acaba produzindo um forte mal estar,
provocado por estressores psicossociais atrelados à natureza de suas funções e ao contexto
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institucional e social onde estas são exercidas. Essa circunstância, em geral, leva ao
esgotamento físico e emocional.
A síndrome é formada por quatro dimensões: ilusão de trabalho, quando o trabalhador se
sente emocionalmente esgotado pelo contato direto e intenso com as demandas laborais;
desgaste psíquico, caracterizado por atitudes negativas em relação ao trabalho e as pessoas,
determinando que o indivíduo aja de forma distante e impessoal como se elas fossem objetos;
e indolência, quando existe uma auto avaliação negativa, pois não se sente realizado com o que
faz; e culpa, decorrente da forma como se sente em relação ao seu trabalho.
Alguns estressores de Burnout são associados com gênero, idade, estado civil, filhos; com
características da personalidade e auto eficácia; com a experiência profissional, nível de ensino,
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desenvolvimento de carreira, relacionamento interpessoal, suporte social, conflitos e


ambiguidade de papel, controle, sobrecarga de trabalho, pressão no trabalho, motivação no
trabalho e satisfação no trabalho e com clima organizacional, contexto sociocultural e político.
No Brasil, Burnout é conhecida como a síndrome de esgotamento profissional, porém
ainda não é amplamente conhecida pela área médica, dificultando seu diagnóstico. Em função
dessa realidade, o presente estudo teve como objetivo estudar a Síndrome de Burnout em
docentes das instituições privadas de ensino superior de Santarém PA e sua relação com
características demográficas, laborais e estilo de vida.

MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal com dados referentes a todos
os docentes das três escolas: Escola Estadual Plácido de Castro, Escola Estadual Profª Maria
Uchôa Martins e Escola Estadual Ripo Tapajós. A coleta foi realizada no período de outubro a
novembro de 2018 com todos os 120 docentes de três instituições de ensino médio: utilizou-se
instrumento autoaplicado composto por variáveis referentes às características demográficas,
laborais e estilo de vida, pelo Cuestionario para laEvaluacióndel Síndrome de Quemarse por
elTrabajo-CESQT e por questões especialmente desenvolvidas para o presente estudo.Essa
escala que avalia como o trabalhador vivencia seu trabalho em quatro dimensões, segundo um
modelo teórico de entendimento da SB: (1) llusão pelo trabalho, entendida como a expectativa
da pessoa de alcançar suas metas laborais, como fonte de realização pessoal e profissional; (2)
desgaste psíquico, sinônimo de esgotamento emocional e físico determinado pelo trabalho na

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relação cotidiana com pessoas que possuem ou geram problemas; (3) indolência, atitudes
negativas de indiferença e cinismo frente àquela clientela; e (4) culpa, decorrente da forma
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como se sente em relação ao seu trabalho. Em função disso, surgem dois diferentes perfis. O
perfil 1 refere-se a um conjunto de sentimentos e atitudes decorrentes do estresse laboral, porém
não incapacitam o sujeito para a realização de seu trabalho. Esse perfil é caracterizado pela
baixa Ilusão pelo trabalho e altos níveis de desgaste psíquico e Indolência. No perfil 2, encontra-
se maior comprometimento da saúde emocional e física das pessoas, sendo que, além das
características do perfil 1, existe o sentimento de culpa.

RESULTADOS

Características dos docentes


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Houve um predomínio do sexo feminino (51,1%), faixa etária média mais de 40 anos
42,1%, cor da pele parda/negra(72,3%) e presença de companheiro/a (75,2%). A maioria era da
classe econômica A e B (68,0%). Quando à formação acadêmica tem graduação 73,3%%,
especialização/ cursando mestrado16,7% e 10% pretendem cursar doutorado.
No tocante ao estilo de vida os docentes revelaram um tempo médio de sono à noite de 3
a 6 horas 92,6%. A percepção de cansaço entre uma e duas vezes na semana foi referida por
74,0%; média de horas livres em 1 dia e meio útil foi de 3 a 5 horas 58,2% e, nas horas livres
no final de semana é de 49,8% dos docentes informaram dispor de um dia e meio.
Em relação às características laborais48,9% dos docentes atuam a mais de 10 anos. Estão
na instituição entre 5 a 9 anos 69,4% maioria atua em outra função remunerada 90,7%.Quanto
à qualidade dos relacionamentos, encontrou-se 58,8% de bom relacionamento com colegas,
60,1% com chefes imediatos, 64,3% com chefes superiores, 59,8% com funcionários. Quando
questionados sobre a compatibilidade do salário com as atividades exercidas, 76,5%
informaram que não era compatível; 45,6% dos docentes exercem, às vezes, tarefas além da
função; bem como 43,7%, às vezes, ultrapassam o horário de trabalho. Indagados sobre o
ambiente físico de trabalho saudável, 57,0% consideram bastante e 95,5% declaram que os
recursos materiais disponíveis atendem, muitas vezes, suas necessidades pedagógicas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: O mundo moderno está marcado pela velocidade das


informações e os avanços tecnológicos, não sendo diferente no cotidiano das atividades laborais

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docentes. Neste contexto, a SB apresenta-se como um problema psicossocial que têm trazido
muitas preocupações, pois compromete a saúde do docente e interfere de forma significativa na
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relação professor-aluno, assim como em todo o processo de ensino-aprendizagem.


Por outro lado, as políticas de massificação da educação que tendem a aligeirar a
formação e diminuir a qualidade, com o único intuito de atender a demanda do mercado de
trabalho, contraditoriamente coloca o conhecimento como um bem importante da sociedade
neoliberal. Nesse sentido, o conhecimento passa a ser valorizado pelas empresas e procurado
pela classe social menos favorecida, que almeja uma educação de qualidade para alcançar
melhores posições no mercado de trabalho.
Logo, os resultados desse estudo denunciam a existência da SB entre os docentes, com
prevalência no perfil 1 que não incapacitam o profissional de exercer a profissional de exercer
a profissão, o que sugere o anúncio de um tratamento possível, pois ainda que seja uma
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síndrome esta se encaixa no ramo da saúde mental, física e social de um profissional que tanto
se empenha na construção de sociedades, merecendo, portanto, a sua profilaxia,
Cabe, então um alerta às instituições para que estas façam sua parte, no sentido de
proporcionar uma melhor qualidade laboral para os docentes. Assim, sugere-se a realização de
novos estudos, com uma maior participação dos docentes, incluindo novas variáveis que
possam ampliar o poder explicativo deste fenômeno psicossocial.

REFERÊNCIAS

BARRETO, J. M., FORNIGA, N. S. et al. A Síndrome de Burnout em docentes de instituições


de ensino superior público e privada. Portal dos psicólogos; 2013. Disponível em:
<http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0724.pdf>. Acesso em: 20 jul. 2014.

BRASIL, M. S. Doenças relacionadas ao trabalho. Manual de procedimentos para os serviços


de saúde. Brasília: MS; 2001.

CARLOTTO, M. S. Síndrome de Burnout: o estresse ocupacional do professor. Canoas: ed.


ULBRA; 2010.

GARCIA, L. P., BENEVIDES-PEREIRA, A. M. T. Investigando o Burnout em professores


universitários. Revista Eletrônica InterAçãoPsy, Maringá; 2003. v. 1(1), 76-89p. Disponível
em:<http://www.saudeetrabalho.com.br/download_2/burnout-prof-universitario.pdf>. Acesso
em: 14 jan. 2015.

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GARDNER, H. Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Tradução Maria Adriane


Veríssimo Veronese. Porto Alegre. Artes Médicas.1995.
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GOLEMAN, D. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que define o que é ser


inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva.2001.
GOLEMAN, D. Inteligência social: o poder das relações humanas. Tradução Ana Beatriz
Rodrigues. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

TOFFLER, Alvin.A terceira onda.7. ed. Tradução João Tavola. São Paulo.Record,1980.
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AS DIFICULDADES DO USO DA INTERDISCIPLINARIDADE EM SALA DE


AULA: DESAFIOS PEDAGÓGICOS PARA O PROFESSOR DE ENSINO
FUNDAMENTAL
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Alessandra Paiva Castanho de Sousa1


paivaleca@gmail.com
Hana Camila Santos da Silva2
hannacamila@hotmail.com
Orientadora: Profa. Narelly Rodrigues Tavares e Melo3
narelrodrigues@outlook.com

RESUMO:A pesquisa surgiu a partir de uma vivência anterior das acadêmicas ter revelado o que os professores
das séries iniciais do Ensino Fundamental conhecem sobre a interdisciplinaridade e como a utilizam como prática
pedagógica em sala de aula. Nesse sentido, percebeu-se a necessidade de propor a seguinte investigação: “Quais
os principais fatores que atrapalham o professor no uso da interdisciplinaridade como prática pedagógica em sala
de aula?”. Partindo das constatações feitas, buscou-se estabelecer os objetivos do presente estudo, que basearam-
se em descobrir os desafios enfrentados pelos professores do ensino fundamental no que se refere ao uso da
interdisciplinaridade nas atividades do dia-a-dia da sala de aula, identificando dificuldades, possibilidades e
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

alternativas para o uso desta prática pedagógica. Na pesquisa bibliográfica foi verificado que a insegurança quanto
ao tema é um dos entraves para os professores, além de não saberem muito bem o que fazer diante da nova
possibilidade, questão constatada na pesquisa de campo. Concluiu-se que o uso da interdisciplinaridade requer que
os professores assumam, em primeiro plano, suas dificuldades e dúvidas e em seguida, assumam um compromisso
de reformular seus conceitos e reinventar métodos, o que é fundamental para o desenvolvimento das novas práticas.
A pesquisa é do tipo bibliográfica e de campo, e sua abordagem é qualitativa.

PALAVRAS-CHAVE: INTERDISCIPLINARIDADE – PRÁTICA PEDAGÓGICA – DESAFIOS

INTRODUÇÃO: Sem a pretensão de aprofundar-se no conceito de interdisciplinaridade neste


trabalho, torna-se necessário esclarecer e reafirmar sua importância na construção de um
trabalho pedagógico que promova o diálogo de saberes, uma conversa entre as diversas áreas
do conhecimento e seus conteúdos, entrelaçando os variados fios que tecem o currículo escolar,
fortalecendo, qualificando e contextualizando o processo de aprendizagem dos alunos, estejam
eles em qualquer nível de ensino.
Além desta afirmação, convém ressaltar que a prática pedagógica necessita sempre ser
reinventada e entende-se que a interdisciplinaridade é uma forma de ação transformadora,
comprometida com a intenção educativa. A interdisciplinaridade é uma atitude possível diante
do conhecimento, aliás, a única, como afirma Fazenda (2008) quando também nos instiga ao
pensamento sobre essa afirmativa:

1
Acadêmica do 7º semestre do Curso de Pedagogia do CEULS/ULBRA.
2
Acadêmica do 7º semestre do Curso de Pedagogia do CEULS/ULBRA.
3
Professora-Orientadora da Disciplina de Estágio Supervisionado em Gestão de Ambientes Escolares e Não
Escolares

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Atitude de quê? Atitude de busca de alternativas para conhecer mais e melhor; atitude
de espera perante atos não-consumados; atitude de reciprocidade que impele à troca,
ao diálogo como pares idênticos, com pares anônimos ou consigo mesmo; atitude de
humildade diante da limitação do próprio saber; atitude de perplexidade ante a
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possibilidade de desvendar novos saberes; atitude de desafio diante do novo, desafio


de redimensionar o velho; atitude de envolvimento e comprometimento com os
projetos e as pessoas neles implicadas; atitude, pois, de compromisso de construir
sempre da melhor forma possível; atitude de responsabilidade, mas sobretudo de
alegria, de revelação, de encontro, enfim, de vida. (p. 13)

Diante destas afirmações, percebe-se o quão desafiador é praticar a


interdisciplinaridade. Entretanto, quando professores do Ensino Fundamental afirmam que
conhecem o tema e o praticam em seu dia-a-dia escolar, e a realidade observada não condiz
com suas afirmações, nasce uma oportunidade para investigar suas motivações e os obstáculos
que enfrentam ante o tema abordado. Este fato é o que impulsionou as acadêmicas ao estudo
em pauta.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Nesse sentido, o principal objetivo delineou-se em “Descobrir os desafios enfrentados


pelos professores de ensino fundamental no que se refere ao uso da prática interdisciplinar nas
atividades do dia-a-dia da sala de aula”, determinando objetivos mais específicos para a
pesquisa: “identificar possíveis dificuldades do professor no uso da interdisciplinaridade como
ferramenta didática na sala de aula”, “investigar características que facilitem o uso da
interdisciplinaridade”, “verificar pontos positivos do uso da interdisciplinaridade nas atividades
de sala de aula”, baseando o estudo bibliográfico principalmente nas obras de Ivani Fazenda.
Assim, o estudo buscou elucidar a questão proposta e desvendar os desafios enfrentados
pelos professores ante o uso da interdisciplinaridade em seu dia-a-dia escolar, visando ainda
descobrir meios de facilitar o entendimento sobre o tema em questão.

MÉTODO: Para desenvolver esta pesquisa, as acadêmicas escolheram o tipo de pesquisa


Bibliográfica, pois é o que mais se encaixa neste tipo de investigação, uma vez que dependem
do material já produzido acerca do assunto e que pode lhes dar os subsídios necessários a
alcançar os objetivos propostos. Segundo Gil (2008, p.45), “A principal vantagem da pesquisa
bibliográfica reside no fato de permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos
muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente” e nesse sentido, tomou-se
como base os estudos de Ivani Fazenda, grande estudiosa da temática desde a década de 70, que
aborda minuciosamente o assunto em todas as suas nuances, sobretudo, para efeito deste estudo,

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as que considera-se mais relevantes: a formação docente x interdisciplinaridade e a postura do


professor diante do uso desta ferramenta como prática pedagógica.
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Além da pesquisa do tipo bibliográfica, foi utilizada a pesquisa de campo, que teve como
amostragem da pesquisa13 (treze) professores das séries iniciais do Ensino Fundamental, que,
por meio de questionário com perguntas fechadas e abertas, buscou encaminhar as atividades
da pesquisa para alcançar os objetivos propostos. A abordagem do estudo é qualitativa.

RESULTADO E DISCUSSÃO: Ao tentar responder o problema proposto neste estudo, as


acadêmicas levaram em consideração a relação contraditória entre os resultados obtidos em sua
pesquisa e a realidade observada em sala de aula, que lhes remeteu primeiramente a um
pensamento principal de que na verdade existe uma falta de conhecimento por parte dos
professores sobreo trabalho interdisciplinar, o que torna-se um ponto fortemente negativo para
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

a aprendizagem dos alunos, pois corrobora a postura do professor de somente reproduzir os


conteúdos do currículo, sem propor novas maneiras de “ensinar”. Esse “ensinar” remete à
maneira tradicional de ensino, mas também ao processo ensino-aprendizagem que já se sabe,
deve preconizar a formação de uma consciência crítica e do cidadão integral e nessa esfera
percebe-se que o professor precisa se encontrar, ou se incorporar à interdisciplinaridade, na
forma como explicita SEVERINO (in Fazenda, 1998, p.41):

Essa interdisciplinaridade exigida na esfera do pedagógico-educacional não se refere


unicamente aos requisitos epistemológicos da formação do cientista [...]. Na verdade,
o que está em jogo é a formação do homem, mas o homem só pode ser efetivamente
formado como humano se for formado como cidadão.

Nesse sentido, pode-se perceber que a formação dos alunos, sem uma prática educativa
interdisciplinar, acarreta prejuízos em sua formação integral, em sua vida social, em seu papel
de cidadão perante a sociedade. A fragmentação da prática na escola é prejudicial, leva os
alunos a verem o mundo sempre de forma limitada, pequena, excluindo-os de ter uma
perspectiva global que lhes possibilite ser um cidadão atuante e crítico e a necessidade das
práticas interdisciplinares vem deste aspecto negativo, mostrando que é preciso romper esse
tipo de ensino fragmentado, como coloca novamente SEVERINO (in Fazenda, 1998, p.39):

A superação da fragmentação da prática da escola só se tornará possível se ela se


tornar o lugar de um projeto educacional entendido como o conjunto articulado de
propostas e planos de ação com finalidades baseadas em valores previamente

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explicitados e assumidos, ou seja, de propostas e planos fundados em uma


intencionalidade.
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Para as acadêmicas, este é o real sentido da interdisciplinaridade, não somente o


desenvolvimento de atividades que envolvam várias disciplinas, mas sim, o entendimento por
parte do professor, de que esta prática é fundamental, buscando a partir e através dela uma
intencionalidade voltada à prática educativa que forme um cidadão integral, entendedor de que
esse processo leva sempre do múltiplo ao uno. O professor, deve não somente entender o real
conceito de interdisciplinaridade mas saber direcionar sua aplicação para a direção do
conhecimento, que é inesgotável. Fazenda (2008), revela que os professores não sabem bem o
que fazer acerca da interdisciplinaridade, e que ficam “perplexos” diante de sua
“implementação na educação”. De qualquer forma, a autora enfatiza que a insegurança é o que
predomina diante dessa perplexidade. Nesse senti autora cita Descartes ao afirmar que, faz-se
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

necessário ao professor, que possa assumir suas dúvidas e praticá-las, ao invés de sofrer por
elas, para isso é necessário responsabilidade da parte do educador, pois encontrar-se-á de frente
com a intencionalidade, parte indissociável da interdisciplinaridade.
Além disso, é muito comum confundir os conceitos de interdisciplinaridade com os
conceitos de multi, pluri e transdisciplinaridade, e nesse sentido é imprescindível ao professor
conseguir fazer essa diferenciação. Por isso, a autora reforça, em suas obras, que a formação do
educador seja pautada nessa prática interdisciplinar, de forma que lhe forneça subsídios e
conhecimento necessário a uma prática mais eficiente em sala de aula, considerando que as
práticas precisam ser constantemente modificadas, transformadas e reinventadas e por isso
exigem o comprometimento e responsabilidade do educador, em estar constantemente
envolvido com o processo ensino-aprendizagem, mesmo diante das barreiras:

(...) Geralmente deparamos com múltiplas barreiras – de ordem material, pessoal,


institucional e gnosiológica – que, entretanto, podem ser transpostas pelo desejo de
criar, de inovar, de ir além.
O que caracteriza a atitude interdisciplinar é a ousadia da busca, da pesquisa, é a
transformação da insegurança num exercício do pensar, num construir.

Além destes pressupostos, a autora também ressalta que o trabalho interdisciplinar não
deve ser um ato isolado, mas uma prática que, mesmo começando em uma pessoa só, consiga
contagiar e cooperar com as outras, principalmente no ambiente escolar, pois a pesquisa, na

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perspectiva interdisciplinar da autora, consiste em uma construção coletiva de um novo


conhecimento.
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Os tópicos explicitados pela pesquisa, não somente fornecem subsídios e conhecimentos


aos educadores, mas instiga a outros estudos que podem desenvolver as questões sobre
interdisciplinaridade de maneira mais pontual. Entende-se que é um instrumento de incentivo,
de impulso na busca de mais conhecimento, diante de um tema que não se esgota e está em
constante transformação.
REFERÊNCIAS

FAZENDA, Ivani. Interdisciplinaridade: um projeto em parceria. 5ª Ed. Col. Educar – Livro


13. São Paulo: Loyola, 2008.

___________. Interdisciplinaridade: História, teoria e pesquisa.


Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

FAZENDA, Ivani C. Arantes (org.). Interdisciplinaridade: pensar, pesquisar e intervir. [E-


book]. São Paulo: Cortez, 2016.

___________.Didática e Interdisciplinaridade. Col. Práxis. Campinas: Papirus, 1998.

GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2008.

OLIVEIRA, Emanuelle. Interdisciplinaridade. Revista Info Escola. Disponível em:


<http://www.infoescola.com/pedagogia/interdisciplinaridade/> Acesso em 15/10/2019

SEVERINO, Antônio Joaquim. O conhecimento pedagógico e a interdisciplinaridade: o saber


como intencionalização da prática. In: FAZENDA, Ivani (org.) Didática e
interdisciplinaridade. Campinas: Papirus, 1998, pág, 31 a 44.

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BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR: CONSIDERAÇÕES ACERCA DO


ENSINO MÉDIO BRASILEIRO
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CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

Darlice César Boaventura Costa1


darlice.costa@hotmail.com
Vanessa Marcela de Sousa Rodrigues2
vanessa_marcelamorena@hotmail.com
Ledyane Lopes Barbosa 3
ledyane52@gmail.com

RESUMO: A oferta do ensino médio constitui uma necessidade dos jovens brasileiros, necessidade enquanto
formação e no que se refere a expectativas futuras de projetos de vida, é que este trabalho se insere, pois, objetivou
identificar as alterações provenientes da aprovação da Base Nacional Comum Curricular para o ensino médio no
que se refere a proposta curricular. O percurso metodológico amparou-se em estudos bibliográficos relacionados
a temática, utilizando-se do embasamento teórico com base nos seguintes autores: Barbosa e Colares (2019);
Oliveira e Moura (2017); Leão (2018). Os resultados demonstram que o ensino médio na atualidade brasileira tem
enfrentado desafios notórios quanto a sua estruturação, oferta e permanência dos estudantes, desafios estes que se
justificam a partir de uma chegada tardia do Estado como provedor da educação brasileira. Além disso,
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

identificamos que a principal alteração quanto a proposta curricular do ensino médio tendo por pressuposto a Base
(BNCC) aprovada em 2018, consiste na obrigatoriedade de dois componentes curriculares: língua portuguesa e
matemática, para os estudantes secundaristas, por meio da proposição da oferta de quatro áreas do conhecimento,
sendo que as unidades de ensino não são obrigadas a ofertar todas as áreas caracterizando assim uma flexibilização
curricular.

PALAVRAS-CHAVE: Base Nacional Comum Curricular. Ensino Médio. Reforma


Curricular.

INTRODUÇÃO
O ensino médio na atualidade brasileira comporta diferentes realidades, e é legalmente
considerado etapa final do processo formativo da educação básica. Assim sendo, deve-se
constituir-se numa fase de transição dos estudantes secundaristas para o ensino superior. Acerca
da diversidade da clientela vejamos:

No tocante ao ensino médio brasileiro é oportuno destacar que há diferentes ensinos


médios para clientelas diferentes. Por exemplo, temos o ensino médio regular no
período diurno para ser concluído em três anos. Há o ensino médio regular noturno,
também para ser concluído em três anos. Porém, entre estas duas formas de conclusão
do ensino médio, deve-se destacar que, enquanto o público atendido no período diurno
é composto na sua maioria por estudantes em idade adequada, ou seja,

1
Autora. Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia, na Universidade Federal do Oeste do
Pará/UFOPA. Instituto de Ciências da Educação. E-mail: darlice.costa@hotmail.com
2
Coautora. Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia, na Universidade Federal do Oeste do
Pará/UFOPA. Instituto de Ciências da Educação. E-mail: vanessa_marcelamorena@hotmail.com
3
Orientadora. Mestranda em Educação do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do
Oeste do Pará-UFOPA. Linha de Pesquisa: História, Política e Gestão Educacional na Amazônia. Pedagoga pela
Universidade Federal do Oeste do Pará-UFOPA. Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas “História, Sociedade
e Educação no Brasil”, HISTEDBR/UFOPA. E-mail: ledyane52@gmail.com

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aproximadamente, 15, 16 e 17 anos e normalmente apenas estudam. No período


noturno, a maioria dos estudantes enquadram-se no perfil de estudante-trabalhador,
alguns são pais e mães de família, e contribuem com a renda financeira da família. Só
até aqui é possível identificar que o ensino médio regular comporta diversidades
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(BARBOSA; COLARES, 2019, p. 301)

Oliveira e Moura (2017) consideram que o ensino médio brasileiro não é universal e tão
pouco igualitário, em função de aspectos de ordem social e econômico.
Considerando que a oferta do ensino médio constitui uma necessidade dos jovens
brasileiros, necessidade enquanto formação e no que se refere a expectativas futuras de projetos
de vida, é que este trabalho se insere, pois, buscou identificar as alterações provenientes da
aprovação da Base Nacional Comum Curricular para o ensino médio no que se refere a proposta
curricular.
Desse modo, apresentamos considerações acerca do ensino médio considerando a
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

aprovação recente da Base Nacional Comum Curricular, na perspectiva de contribuir para uma
reflexão acerca da formação escolar dos jovens brasileiros no contexto atual.

MÉTODO
O percurso metodológico amparou-se nos pressupostos da pesquisa bibliográfica,
utilizando-se dessa forma da revisão de literatura com base em artigos publicados em
periódicos.
Para Severino (2016):

A pesquisa bibliográfica é aquela que se realiza a partir do registro disponível,


decorrente de pesquisa anteriores, em documentos impressos, como livros, artigos,
teses etc. Utiliza-se de dados ou de categorias teóricas já trabalhados por outros
pesquisadores e devidamente registrados. Os textos tornam-se fontes dos temas a
serem pesquisados. O pesquisador trabalha a partir das contribuições dos autores dos
estudos analíticos constantes dos textos (grifos do autor, p. 131).

Nesse sentido, destaca-se que os artigos utilizados como base de leitura e análise
reflexiva, foram aqueles que estritamente versavam acerca da Base Nacional Comum Curricular
com foco para o ensino médio.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

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O ensino médio brasileiro a partir do ano de 2018 passa a contar com uma Base Nacional
Comum Curricular (BNCC), que está em processo de implementação nas redes de ensino ao
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longo do território brasileiro.


Em termos normativos o ensino médio tem sido regido pelos Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCNs), pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, (DCNs), pela Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (LDB/1996), e pelo Plano Nacional de Educação vigente (PNE).
A Base (BNCC) recentemente aprovada unifica as normatizações para a educação básica
brasileira, por reunir em um único documento, o conjunto de aprendizagens essenciais e as
competências que devem ser desenvolvidas pelos estudantes da rede pública e privada, na
perspectiva dos seus elaboradores.
Assim, temos o seguinte expresso na Base:
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Com a Base, vamos garantir o conjunto de aprendizagens essenciais aos estudantes


brasileiros, seu desenvolvimento integral por meio das dez competências gerais para
a Educação Básica, apoiando as escolhas necessárias para a concretização dos seus
projetos de vida e a continuidade dos estudos (BRASIL, 2018, p. 5)

Embora a Base expresse o ideal de que não dará conta de alterar o quadro de
desigualdade educacional, cabe uma reflexão nesse aspecto considerando as condições
concretas das redes de ensino pública, que tem sofrido com sucateamento das escolas,
desvalorização dos professores, baixo rendimento escolar dentre outros aspectos considerado
por Leão (2018) como elementos caraterizadores da crise do ensino médio, que historicamente
se justifica na medida em que houve a chegada tardia, desigual e insuficiente do Estado como
provedor da educação brasileira. Dessa forma, a Base pode contribuir para um acirramento da
desigualdade educacional entre a rede pública e privada.
No tocante a proposta curricular do ensino médio, até a aprovação da Base, estava
assentada na oferta de disciplinas todas obrigatórias aos estudantes do ensino médio, com a
Base houve alterações quanto a obrigatoriedade das disciplinas, que agora somente português
e matemática tornam-se obrigatórios durante todo o percurso do ensino médio, o que já denota
uma secundarizarão/desvalorização de outros componentes curriculares igualmente relevantes
por parte dos elaboradores da Base, relevando uma contradição quando o texto da Base defende
o desenvolvimento integral dos educandos, desenvolvimento este que não pode ser pensado a
partir do privilegiamento de áreas do conhecimento.
Assim, o currículo do ensino médio a partir da Base está configurado a partir de quatro
áreas do conhecimento (linguagem e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências

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da natureza e suas tecnologias; e ciências humanas sociais e aplicadas), que por sua vez
apresentam competências especificas por área, tendo como componentes obrigatórios: língua
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portuguesa e matemática, objetivando o desenvolvimento de habilidades num total de 1.800


horas
A respeito da obrigatoriedade de apenas dois componentes curriculares reiteramos o que
expressam Barbosa e Colares (2019):
Numa análise superficial, têm-se aqui o indicativo de que tal hegemonia desses
componentes deve assegurar aos estudantes secundaristas as mínimas competências e
habilidades necessárias para o desenvolvimento de mão de obra barata e
desqualificada ao término do ensino médio, com vistas a ocupação de trabalhos rasos
e até obsoletos a longo prazo. (p. 312)

Vejamos a principal alteração da Lei da reforma do ensino médio para o currículo, que
está relacionada ao Art. 36 da LDB nº 9.394/1996, que passou a dispor da seguinte redação:
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Art. 36. O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum
Curricular e por itinerários formativos específicos, a serem definidos pelos sistemas
de ensino, com ênfase nas seguintes áreas de conhecimento ou de atuação profissional:
I – linguagens;
II – matemática;
III – ciências da natureza;
IV – ciências humanas; e
V – formação técnica e profissional.
§ 1º Os sistemas de ensino poderão compor os seus currículos com base em mais de
uma área prevista nos incisos I a V do caput.
§ 3.º A organização das áreas de que trata o caput e das respectivas competências,
habilidades e expectativas de aprendizagem, definidas na Base Nacional Comum
Curricular, será feita de acordo com critérios estabelecidos em cada sistema de ensino
(BRASIL, 2017, p. 467).

Assim configura-se a com essa alteração a substituição de disciplinas por componentes


curriculares, pertencentes aos itinerários formativos em uma das áreas de conhecimento. Sendo
que as unidades de ensino não são obrigadas a ofertar todas as áreas caracterizando assim uma
flexibilização curricular. Conforme a Base tem-se a intenção de dar prosseguimento as
competências e as aprendizagens iniciadas na educação infantil.

CONCLUSÃO: A partir dos elementos dispostos nas seções anteriores, consideramos que o
ensino médio brasileiro historicamente desde a promulgação da Constituição Brasileira (1988)
não tem apresentado condições de permanência dos estudantes, embora o acesso tenha se
democratizado nos últimos anos, o que nos remete a seguinte reflexão: porque o Estado
brasileiro não tem conseguido efetivar políticas educacionais na garantia do acesso e
permanência qualitativa dos estudantes na rede pública?

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Quando falamos em qualidade de acesso e permanência, estamos nos referindo as


condições concretas das redes de ensino, por meio de instalações adequadas, compatíveis com
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as particularidades regionais, valorização de todos os profissionais e classe estudantil, dentre


outras demandas.
A Base aprovada oriunda de uma reforma do ensino médio, originada por meio de uma
medida provisória, alterou não só o currículo do ensino médio, mas sim todo um complexo
envolvendo a articulação das unidades de ensino, que agora buscam diretrizes para nortear suas
reorganizações educacionais, a partir de um emaranhado de dúvidas, porque embora a mídia de
massa tenha veiculado o protagonismo juvenil, o direito de escolha, escondeu que a realidade
escolar é outra, como por exemplo, nos municípios onde há apenas uma escola de nível médio
que oferte apenas um eixo formativo, que direito de escolha o estudante exercerá? Além do
mais, se considerarmos o contingenciamento educacional proveniente da PEC 55, cujos
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recursos que financiam os serviços públicos estão limitados pelo prazo de 20 anos,
compreendemos que a reforma do ensino médio e posterior implementação da Base está fadada
ao fracasso, uma vez que a Lei da reforma do ensino médio também preconiza a Política de
Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, e, portanto, o
Estado não dispõe de recursos para operacionalizar tal reforma, o que oportuniza a realização
de empréstimos, contribuindo para o aumento da dívida pública, dos altos juros.
Assim corroboramos com Barbosa e Colares (2019) quando destacam que o ensino
médio brasileiro diante do “novo” ensino médio, não é tão novo assim, já que “a nova
organização proposta é velha na política educacional brasileira e reforça a dualidade
educacional e social que caracteriza historicamente o país, potencializando a subtração de
direitos da classe trabalhadora.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Base nacional comum curricular: educação é a base. Brasília, DF: Ministério da
Educação, 2017a. Disponível em: <http://www.observatoriodoensinomedio.ufpr.br/
wp-content/uploads/2017/04/BNCC-Documento-Final.pdf>. Acesso em: 09 jan. 2018.

______. Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Altera as Leis n º 9.394, de 20 de dezembro


de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e 11.494, de 20 de junho
2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e
de Valorização dos Profissionais da Educação, a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT,

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aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e o Decreto-Lei nº 236, de 28


de fevereiro de 1967; revoga a Lei nº 11.161, de 5 de agosto de 2005; e institui a Política de
Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. Diário Oficial da
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
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União, Brasília, DF, 17 fev. 2017.

BARBOSA, L. L.; COLARES, M. L. I. S.. Reforma do ensino médio: Desafios e


possibilidades da educação integral. Cadernos de Pesquisa, v. 26, p. 295-316, 2019.
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em Revista, Belo Horizonte, n. 34, 2018.

OLIVEIRA, E. G. de; MOURA, D. H. Crítica à fragmentação e à hierarquização do ensino


médio e educação profissional no Brasil. In: FRANÇA, M.; JUNIOR, W. P. B. (Org.). Políticas
e práxis educativas. Natal: Editora Caule de Papiro, 2017. 308 p.

SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho cientifico. 24. ed. rev. e atual. São Paulo, Cortez
2016.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

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XIX SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA
VI SALÃO DE EXTENSÃO DO CEULS/ULBRA
Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico
06, 07 e 08 de novembro de 2019

GESTÃO PEDAGOGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O PAPEL DA GESTÃO


DEMOCRÁTICA NA ELABORAÇÃO E EFETIVAÇÃO DO PPP
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
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Ana Cláudia Barbosa Viel1


claudiabarbosaviel@gmail.com
Erivaldo de Conceição de Aguiar2
eriaguiar1@gmail.com
Narelly Tavares Rodrigues e Melo3
narelrodrigues@outlook.com

RESUMO: Uma boa avaliação da gestão de creches e pré-escolas é realizada com o olhar sobre as atividades,
os espaços e os tempos dedicados a elas, os materiais, as instruções, as modalidades organizativas e a formação de
professores que deve estar orientadas no PPP da escola. Fundamentado nesse conhecimento, a preocupação com
o fortalecimento de uma Educação Infantil que assegure às crianças o direito a viver experiências significativas e
mediadoras do desenvolvimento, torna-se o principal objetivo. O método consistiu em estudo bibliográfico, com
análise de obras referenciais. A partir desta investigação, conclui-se por gestão pedagógica o conjunto de esforços
empreendidos pelos educadores, incluindo as famílias, para coordenar os diferentes elementos que, na unidade
educacional, servem de mediadores das vivências e aprendizagens, o que está longe de se limitar somente à
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organização administrativa e burocrática. Antes, coloca as tarefas diárias dos gestores a serviço de um projeto
político-pedagógico continuamente construído

PALAVRAS-CHAVE: Gestão pedagógica; Projeto político pedagógico.

INTRODUÇÃO: Esta pesquisa, de caráter bibliográfico, mantém enfoque sobre os gestores da


educação infantil que vem ocupando uma importância significativa na história da educação,
desde o início do século XX, quando surgiu a necessidade de atender à demanda das mães
trabalhadoras. Desde então, sua história vem sendo tecida por muitos estudos e preocupações
com a faixa etária e com projetos que pudessem dar conta das especificidades destas escolas,
segundo o documento subsídios para credenciamento e funcionamento das Instituições de
Educação Infantil (BRASIL, 1998, p.23), entre os elementos que explicam esta expansão
podemos destacar:

Em primeiro lugar, podem ser citada a urbanização, a industrialização, a participação


da mulher no mercado de trabalho e as modificações na organização e estrutura da
família contemporânea, demandando a instalação de instituições para o cuidado e
educação das crianças. Por outro lado, também motivaram a expansão da área, o
reconhecimento pela sociedade, da importância das experiências da infância para o
desenvolvimento da criança e as conquistas sociais dos movimentos pelos direitos da
criança, entre elas, o acesso à educação nos primeiros anos de vida.

1
Acadêmica do 7º período do curso de pedagogia do CEULS/ULBRA
2
Acadêmico do 7º período do curso de pedagogia do CEULS/ULBRA
3
Orientadora de estágio e docente do curso de pedagogia do CEULS/ULBRA

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No início, apenas a ideia do cuidado era suficiente para atender as necessidades dessas
crianças e somente nos últimos anos foi reconhecida como direito da criança, das famílias, como
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dever do Estado e como primeira etapa da Educação Básica, promulgada na Constituição


Federal (BRASIL, 1988) do Inciso IV do artigo 208 que esclarece {...} “educação infantil, em
creche pré escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade”. E este direito é reafirmado no
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8069, de 1990, na qual a educação infantil
ganha novos entornos.
Hoje, além do cuidado, exigem-se profissionais especializados e preparados para
desenvolver competências essenciais ao atendimento de crianças de 0 a 5 anos, visando à
articulação necessária entre cuidar e educar, tendo em vista os direitos e as necessidades das
crianças no que se refere à alimentação, à saúde, à higiene, à proteção e ao acesso ao
conhecimento sistematizado.
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MÉTODOS: Esta pesquisa teve como principal objeto de estudo a gestão democrática nas
escolas de educação infantil envolvendo toda a comunidade escolar na elaboração do PPP bem
como os demais projetos de cunhos educativos que vierem a serem desenvolvidos no decorrer
do ano letivo e que por ventura não estarem delineados no PPP.
O filtro teórico deu-se com base nos resultados obtidos através das pesquisas
bibliográficas que como defende Chiara, Kaimen, (2008),

A pesquisa bibliográfica é então feita com intuito de levantar um conhecimento


disponível sobre teorias, a fim de analisar, produzir ou explicar um objeto sendo
investigado. A pesquisa bibliográfica visa então analisar as principais teorias de um
tema, e pode ser realizada com as finalidades.

A abordagem da pesquisa é qualitativa.

RESULTADOS E DISCUSÃO: Hoje, percebe-se que um novo olhar surge frente à gestão das
escolas, considerando competências e habilidades, tanto técnicas quanto humanas dos gestores,
necessárias e imprescindíveis à condução da Escola Infantil. O processo de construção e
efetivação do projeto de uma Escola Infantil, dentre muitos elementos, necessita da ação de
gestores num modelo que sustente sua atuação e a efetivação na prática do projeto pedagógico
da mesma.
Percebe-se que, mesmo sem pressupostos claramente definidos, estes se mostram ativos
de um espírito de participação e de coletividade. Os gestores mostram uma percepção de gestão

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animada pela necessidade de buscar estratégias que possam dar conta dos desafios da
modernidade e das exigências atuais sobre a Educação Infantil: O gestor tem um papel
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fundamental, sendo um líder que deve, sobretudo, conduzir a melhor forma de dinamizar o PPP
na sua escola.
Com isto, faz-se necessário refletir sobre o conceito de gestão, numa perspectiva que
contemple, como ideia central, a maneira pela qual esta se concretiza na relação entre a teoria
e a prática e os modelos nos quais este profissional se baseia a fim de entendermos melhor em
que bases se sustentam sua ação. A gestão democrática exige a compreensão em profundidade
dos problemas postos pela pratica pedagógica. Ela visa romper com a separação entre
concepção e execução, entre o pensar e o fazer, entre a teoria e a prática. Busca resgatar o
controle do processo e do produto do trabalho pelos educadores.
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A gestão democrática implica principalmente o repensar da estrutura de poder da


escola, tendo em vista sua socialização. A socialização do poder propicia a prática da
participação coletiva, que atenua o individualismo; da reciprocidade, que elimina a
exploração e da autonomia que anula a dependência de órgãos intermediários que
elaboram políticas educacionais das quais a escola é mera executora. (DEMO, 1994,
p.21).

A busca da gestão democrática inclui, necessariamente, a ampla participação dos


representantes dos diferentes segmentos da escola nas decisões/ações administrativa –
pedagógicas ali desenvolvidas. O conceito “gestão educacional” ganhou evidência a partir dos
anos 90 e vem se constituindo num discurso orientador das ações das escolas, visando à
prospecção de resultados significativos e altamente competitivos para a mesma e hoje traz em
seu conteúdo elementos que complementam esta ideia, a ação é contínua e os resultados são
compartilhados. “Os processos de gestão pressupõem a ação ampla e continuada que envolve
múltiplas dimensões, tanto técnicas quanto políticas e que só se efetivam de fato quando
articuladas entre si”. (LUCK, 2006, p.31) O mesmo autor afirma que este conceito resulta de
uma nova maneira de entender a condução dos destinos das organizações, levando em
consideração o todo em relação as suas partes e a promoção da efetividade do conjunto.
Portanto, pensar em gestão escolar é pensar numa dinâmica que se oriente por princípios
democráticos, que se caracterize pela participação coletiva nas decisões e que permita a
articulação de todos e de tudo que envolve a efetivação de um projeto.
Um modelo de gestão escolar não se diferencia pela especificidade da faixa etária ou da
classe de docentes, mas pelos pressupostos que o gestor acredita, a partir do momento que os
coloca em ação, e que resulta na relação que estabelece com a sua equipe de trabalho, pois os

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diferentes modelos de gestão, delineados no decorrer dos tempos, tem princípios comuns, o que
modifica é a maneira como são efetivados na prática e principalmente a influência da cultura
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organizacional.
O papel da cultura na organização toma um espaço importante nesta reflexão que se faz
sobre gestão, isto porque a escola é tecida por histórias e pessoas que de certa maneira agregam
valores ao dia a dia, dificultando muitas vezes uma efetiva mudança na forma de conduzir a
escola. Segundo Guareschi (1996 apud Oliveira, 2005, p. 57) “a cultura se materializa a partir
das relações entre as pessoas e o grupo”.
Assim sendo, a concretização de um projeto, tanto na sua construção como na sua
efetivação dependerão, não exclusivamente, mas fortemente, das relações às quais será
submetido no momento de sua elaboração, que será marcante para sua prática. Isto vem ao
encontro da ideia de uma gestão que se baliza por uma liderança compartilhada, onde seus
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gestores compreendem este momento como um trabalho em equipe. Assim sendo as relações
interpessoais e de grupo, que se tecem na equipe, é que mostrarão o perfil de gestão praticado
pela escola.
Nesse sentido, o meio e a cultura organizacional influenciam a gestão, pois é a partir do
conhecimento e reconhecimento das histórias de vida e de comunidade que a instituição
conseguirá delinear um projeto coerente com a realidade local, principalmente em escolas
infantis onde o universo de alunos é menor e o envolvimento dos pais tem como base a
confiança na escola e no profissional que é responsável pelo seu filho. Nesse sentido as relações
que se estabelecem entre gestor, equipe e comunidade resultam de uma proposta de educação
consolidada em bases teóricas que consideram os sujeitos e o meio social no qual vivem.
A cultura é geradora na escola do clima de trabalho que podemos definir como a energia
que conduz a ação dos gestores. Para se identificar a proposta da escola, sem ter acesso aos
documentos que a norteiam, basta perceber o clima que permeia entre as pessoas e que define
como as mesmas se sentem em relação a tudo que se inclui no espaço escolar. Há, porém,
algumas variáveis que intervêm na composição deste clima organizacional e dos quais
trataremos, por considerarmos importante seu papel na gestão. Esta estrutura, além de básica
para sua sustentação, é mais passível de ser modificada pela a ação do gestor, pois depende,
essencialmente, de sua competência técnica.
Os processos desenvolvidos, como a liderança, a comunicação, a resolução de conflitos,
as relações de poder e coordenação que exigem do gestor um rol de competências bem mais

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complexas e de concretização que demandam um tempo maior de consubstanciação. A forma


como vai exercer sua liderança e os princípios que sustentarão sua ação vai definir o caminho
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trilhado na gestão da escola.


Entender a gestão como um processo que busca, nestas variáveis, um eixo
interdisciplinar, é valorizar a maneira como a Escola Infantil deve conduzir o processo de
ensino e de aprendizagem, numa perspectiva globalizante. A interdisciplinaridade como
categoria de ação exige a inter-relação e a conexão entre todos os sujeitos envolvidos,
superando a separação e hierarquização. Num processo de construção, há necessidade de um
olhar para o todo, de maneira a contemplar todas as possibilidades de inserção dos elementos,
sejam eles no ensino, na aprendizagem, na formação continuada dos professores e na própria
gestão dos processos e das pessoas.
Numa escola de Educação Infantil, uma gestão interdisciplinar possibilita a contemplação
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da diversidade e complexidade que um projeto político-pedagógico exige para uma escola de


qualidade. O grande desafio das escolas de Educação Infantil na atualidade é desvelar um
paradigma de gestão que aja de maneira sistêmica e que tenha seu projeto como eixo norteador,
construído a partir da participação e da coletividade de seus membros, fruto de um compromisso
com a comunidade. (ISSA 2008)

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Esta pesquisa focou o momento atual da Escola Infantil, sua
ação educativa, suas bases e princípios, visto que não se pode perder de vista a realidade em
que vivemos. A Escola Infantil, pelas suas características, interage com a sociedade de uma
maneira muito mais direta, pois a família, além da preocupação com os cuidados com seus
filhos, também participa ativamente, investe na formação, acreditando que esta etapa é base
para seu desenvolvimento.
No entanto, participação é o elemento central, pois se sucede a partir da construção
coletiva da organização da escola, do ensino e da vida; participação que se faz na prática,
quando tomadas às decisões sobre o PPP, suas finalidades e objetivos.
Sob este enfoque, pode-se pensar no processo participativo como uma maneira de
organizar o trabalho da escola, desvelar os conflitos e as contradições que se instauram,
advindos da forma como seus membros pensam, eliminar relações que sejam autoritárias e
romper com a ideia de que as relações deixam de ser verticais, a partir deste posicionamento,

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para se tornarem horizontais no interior da escola. Porém, não esquecendo que o conflito é
inerente aos grupos que tem espaço para reflexão sobre a prática.
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Ressignificar a Educação Infantil, praticada em creches e escolas de Educação Básica, é


tarefa urgente dos profissionais inseridos nesta área de atuação, pois ela se fará presente no
cenário educacional, com forte representatividade, a partir do momento que houver a
valorização e a construção de uma gestão que se paute em princípios e valores coerentes com a
realidade, imbuída de um profissionalismo que estará sendo garantido pela educação
continuada de profissionais interessados na área e pela busca incessante por novos caminhos
que darão sustentação para uma Escola Infantil de qualidade.
Acredita-se que a elaboração e a implantação do projeto político-pedagógico numa escola
de Educação Infantil devem ter como meta a inovação emancipatória que se constituirá em
tempo e espaço que crie momentos favoráveis ao alcance das mudanças desejadas. Sendo assim,
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torcemos pelas possibilidades de mudanças de paradigmas sobre a maneira de conduzir este


processo, referendando nosso papel fundamental como educadores. (Veiga, 2003, p. 280)

REFERÊNCIAS

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil, DF: Senado


Federal, 1988.

BRASIL. Subsídios para Credenciamento e Funcionamento de Instituições de Educação


Infantil. Volume II. Brasília, maio de 1988.

CHIARA, I. D. et al. Normas de documentação aplicadas à área de saúde. Rio de Janeiro:


Editora E-papers, 2008.

DEMO, Pedro. Educação e Qualidade. Campinas SP: Papirus, 1994.

ECA. Lei 8069. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm, Acesso


em: 29 de outubro de 2019 às 21h32min.

ISSA, Maria. Projeto político-pedagógico de escolas infantis: a gestão como base para sua
construção e efetivação. Disponível em:
https://sites.google.com/site/agestaoeducacional/artigo/educacao-infantil. Acesso em 10 de
junho de 2018.

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LUCK, Heloisa. Gestão Educacional: uma questão paradigmática. 2ª ed. Petrópolis, RJ:
Vozes, 2006.
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Oliveira, Z.M.R. Jogos de Papéis: um olhar para as Brincadeiras Infantis. São Paulo:
Cortez, 2012.

VEIGA, Ilma. Inovações e Projeto Político-pedagógico: uma relação regulatória ou


emancipatória? Caderno Cedes, Campinas: Papirus/Cedes v.23, n.61, p.267-281, dez 2003
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ECOLOGIA POLÍTICA: PENSANDO SOBRE A


AMAZÔNIA
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Lindon Johnson Pontes Portela1


lindon.johnson.narutero@gmail.com
Sabrina Santos da Costa2

RESUMO: O presente artigo tem como objetivo realizar uma reflexão acerca da educação ambiental e sua
relação com a ecologia política, uma complementa a outra, tendo como desafio a Amazônia como centro do debate,
por ser a última fronteira de desenvolvimento do Brasil. A temática ambiental coloca em análise o desenvolvimento
da produção de bens de consumo, não apenas de um modelo neoliberal, mas também de uma perspectiva socialista
de degradação da natureza, portanto quando se pensa em produtividade, pensa-se num modelo de civilização
europeia estruturada no pensamento de dominação do meio ambiente, sendo o fator central o econômico. A
pesquisa é de cunho qualitativo, dessa forma, este tipo de artigo de revisão, assim como outras categorias de artigos
científicos, são uma forma de pesquisa que utilizam de fontes de informações bibliográficas. A escola é o lugar
onde o processo de concepção ambiental precisa ser adquirido desde cedo a fim de ensinar aos educandos que a
responsabilidade é de todos os seres humanos na preservação do meio ambiente.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

PALAVRAS-CHAVE: Amazônia; Educação Crítica; Socioambientalismo.

INTRODUÇÃO: O ano de 1960 foi o estopim de grandes mudanças introduzidas nas


discussões públicas que deram novos horizontes ao desenvolvimento político-cultural, assim
como a criação de movimentos sociais, de todo os âmbitos ideológicos, seja ele de luta étnica-
racial, orientação sexual, gênero e ambientalista. O movimento ecológico começa por colocar
em debate questões sobre o meio ambiente, sendo críticos a corrida armamentista da época, ou
fazendo duras ponderações sobre a sociedade do consumo (CORNETA, 2011),
A temática ambiental coloca em análise o desenvolvimento da produção de bens de
consumo, não apenas de um modelo neoliberal, mas também de uma perspectiva socialista de
degradação da natureza, portanto quando se pensa em produtividade, pensa-se num modelo de
civilização europeia estruturada no pensamento de dominação do meio ambiente, sendo o fator
central o econômico (LEFF, 2008).
O objetivo do artigo científico é realizar uma reflexão acerca da educação ambiental e sua
relação com a ecologia política, uma complementa a outra, tendo como desafio a Amazônia
como centro do debate, por ser a última fronteira de desenvolvimento do Brasil.

1
Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Ambiente e Qualidade de Vida da Universidade
Federal do Oeste do Pará-UFOPA.
2
Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Ambiente e Qualidade de Vida da Universidade
Federal do Oeste do Pará-UFOPA.

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MÉTODO:A presente pesquisa é de cunho qualitativo, dessa forma, este tipo de artigo de
revisão, assim como outras categorias de artigos científicos, são uma forma de pesquisa que
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utilizam de fontes de informações bibliográficas ou eletrônicas para obtenção de resultados de


pesquisas de outros autores, com o objetivo de fundamentar teoricamente um determinado
objetivo (ROTHER, 2007).

RESULTADOS E DISCUSSÃO: Para Layrargues (2014), os processos de organização dos


trabalhos científicos de produção acadêmica, assim como a solidificação da educação ambiental
como um campo social no Brasil gradativamente se tornou intenso, principalmente nos últimos
anos. Através de grande influência de agentes sociais de diferentes organizações e setores da
sociedade que deixaram de lado seus conflitos ideológicos, mas tendo uma noção de própria de
compreensão da questão ambiental onde atuam no combate dos problemas por meio da
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educação crítica, dentro do ambiente escolar, familiar e comunitário, assim pode dizer que esse
processo de educação caminha do formal ao informal de ensino e aprendizagem.
Portanto, para Bartra (2008), pensar sobre ecologia política na ideia latino-americana é
reavaliar a racionalidade do eurocentrismo, atribuindo valor financeiros a natureza, sendo ela
força motriz da economia capitalista acabando por coisificar o que é natural, materializando a
essência da vida, podemos notar isso na valorização do ouro, petróleo e grãos, influenciando
bolsas de valores mundo a fora.
Portanto, a ecologia política é um objeto de estudo na percepção de atores sociais com
desigualdades, portanto diferentes na relação de poder, assim por dizer é necessário pensar
como que uma demanda o uso dos recursos naturais. O objetivo é o de construir novos
conhecimentos e compreensões do funcionamento da sociedade no modo de relação de poder
de produção de bens de consumo naturais, em síntese analisa as interações sociais no que diz
respeito aos processos econômicos, culturais e políticos, nas disputas e compartilhamentos do
meio ambiente e em qual contexto ecológico se estabelecem tais relações (FOSTER, 2002).
Nesse sentido, de acordo com Coelho (2010), os pensamentos de unificar a Amazônia aos
outros estados no Brasil, assim como o continente da América do Sul, têm um contexto histórico
complexo, porém integralmente pautado na criação de novas rotas comerciais, formando um
eixo de integração e desenvolvimento, sendo assim na criação de corredores de produção e
transporte.

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Assim, na compreensão deAltvater(2010), não se pode perceber a educação ambiental


como única, como forma de agir e de entendimento, deve-se partir do princípio de que sua
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essência é conflitante em disputas dentro de ambientes na sociedade, dessa forma


historicamente ela se fortaleceu no mundo acadêmico, em políticas públicas e nos movimentos
sociais que procuram por garantias de direitos, afirmações étnico-raciais e resiliência através
de justiças socioambientais na construção de uma novo modelo societário, da tentativa de um
plano mais igualitário.
A Amazônia sempre foi vista como barreira do progresso regional e nacional, neste
sentido, foi pensando um modelo desenvolvimentista pautado historicamente na degradação da
natureza, visto que a floresta é sinônimo de atraso e estagnação econômica, portanto, destruir a
fauna, flora e seus povos devem ser a política do estado brasileiro (BECKER, 1990).
É preciso exercitar a cidadania em um processo de conscientização (consciência + ação)
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para externar em ações aquilo que interiorizamos (razão e emoção) para uma reflexão crítica.
A escola é o lugar onde o processo de concepção ambiental precisa ser adquirido desde cedo a
fim de ensinar aos educandos que a responsabilidade é de todos os seres humanos na
preservação do meio ambiente. (TEIXEIRA, 2014). Nesse sentido, a Lei 9.795/99 institui que
a Educação Ambiental - EA deve-se estar presente, de forma articulada e harmoniosa, em todos
os níveis de ensino, observando e respeitando as características nacionais, regionais e locais do
ambiente onde ela seja inserida.
Pensando assim, o bioma amazônico sempre foi considerado como uma local com
gigantescas reservas de matérias primas com potencialidade para vender ao mundo.
Anteriormente a sua fama pelos recursos minerais, energéticos e de plantio de monoculturas, a
região passou por uma variedade de ciclos econômicos, seja pelas Drogas do Sertão e a extração
da Borracha, que devastaram e ainda devastam seu bioma e o povo que nela reside, é de suma
importância que pensem com mais carinho as relações que nela mantem (LOUREIRO, 2002).

CONCLUSÃO: Para a educação ambiental afastada da crítica da ecologia política fica bastante
claro que é somente como “culpado” que o indivíduo é considerado por esta educação ambiental
que tem se feito amplamente conservadora. Fora desta condição, é como se o mesmo estivesse
separado do ambiente ou como se não fizesse parte dele. E, principalmente, como se não
estivesse ao seu alcance ou não devesse compor seu interesse o componente político que, afinal,
está na base dos questionamentos ambientais de cujo âmbito emergiu a educação ambiental.

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XIX SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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06, 07 e 08 de novembro de 2019

Assim, a globalização da Amazônia é o resultado de uma convergência de interesses entre


o mercado global, a opinião pública internacional e a nova inserção do Brasil no cenário
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mundial. Essa convergência marca uma nova fase na história da região amazônica brasileira,
de repente inserida na opção do País e contemporaneamente escolhida como objetivo da política
ambiental internacional. Se coloca como relevante a questão para os educadores se o que se
exige é uma educação ambiental que forme uma consciência ambiental ou se, de fato, o que se
coloca é a necessidade de se refletir sobre o próprio sentido da relação homem-natureza,

REFERÊNCIAS

ALTVATER, E. O fim do capitalismo como o conhecemos: uma crítica radical do


capitalismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

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Nacional de Educação Ambiental, e dá outras providências. Brasília: DOU, 1999.

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político-pedagógicas da educação ambiental contemporânea no Brasil. In: ENCONTRO
PESQUISA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL, 6. Anais... Ribeirão Preto: Universidade de São
Paulo – Campus Ribeirão Preto, 2011.

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LEFF, E. Saber Ambiental - Cap. X - “A formação do saber ambiental” - Ed. Vozes, 2008.

LOUREIRO, Violeta R. Amazônia: uma história de perdas e danos, um futuro a (re)construir.


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especial, n. 3, p. 127-144, 2014.
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METODOLOGIAS ATIVAS E MOTIVAÇÃO NA GESTÃO

Barbara Nadini Leal Rabelo1


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brnadine25@gmail.com
Elis Mariana Da Conceição Mota Tapajós2
elismaianamota@gmail.com
Marcelo Da Costa Silva3
marcelocosta833@gmail.com
Maria Roseli Carvalho Mendonça4
Selinete Silva Dos Santos5
selinetesantos@outlook.com
Narelly T. Rodrigues e Melo6
narelrodrigues@outlook.com

RESUMO: O presente Artigo retrata uma pesquisa realizada em uma escola pública localizada em Santarém -
PA, no qual se destaca o desenvolvimento de experiências de metodologias ativas e motivação em gestão escolar
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periodicamente. A pesquisa objetivou na observação das metodologias utilizadas na gestão para a contribuição no
desenvolvimento e na motivação do docente. Tendo em vista que a escola é apontada como um espaço de formação
do ser humano e com isso a metodologia utilizada pelo educador é importante para o desenvolvimento do
educando. O assunto abordado nesse trabalho foi realizado durante a prática de estágio, que é um dos requisitos
para a conclusão do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. O estudo foi desenvolvido a partir da pesquisa
bibliográfica e da pesquisa de campo. A abordagem é do tipo qualitativo e no instrumento de coleta de dados foi
utilizada a metodologia da problematização, realizada em quatro etapas: Observação da realidade; identificação
dos problemas pontos chaves; teorização e para finalizar hipóteses de solução. Essa metodologia tem como ponto
de início a realidade observada de diversas maneiras, permitindo ao pesquisador a identificação de problemas
existentes no âmbito escolar.

PALAVRAS - CHAVE: metodologias ativas, desenvolvimento, motivação.

INTRODUÇÃO:O artigo a seguir é fruto de uma pesquisa realizada no segundo semestre do


ano de 2019, em uma escola pública localizada em Santarém - PA, com gestores, professores e
setores administrativos, sob a temática “metodologias ativas e motivação na gestão”, com o
intuito observar as metodologias utilizadas na gestão para a contribuição no desenvolvimento
e na motivação do docente. E também contribuir para a reflexão sobre as metodologias ativas,
os desafios e motivações que envolvem o interesse do corpo docente.
O projeto parte da problematização, ausência de metodologias ativas e motivação na
docência. Nota-se que alguns professores ainda possuem práticas bastante tradicionais e

1
Acadêmica VII Semestre do curso de Pedagogia do CEULS/ULBRA
2
Acadêmica VII Semestre do curso de Pedagogia do CEULS/ULBRA
3
Acadêmico VII Semestre do curso de Pedagogia do CEULS/ULBRA
4
Acadêmica VII Semestre do curso de Pedagogia do CEULS/ULBRA
5
Acadêmica VII Semestre do curso de Pedagogia do CEULS/ULBRA
6
Professora Orientadora

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conservadores, não tem o determinado conhecimento de metodologias ativas impossibilitando


auxiliar seu educando com questões motivacionais que aparecem no seu cotidiano, a partir desse
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ponto a gestão escolar necessita de estratégias para desenvolver mini cursos de reciclagem para
os docentes, com intuito do mesmo continuarem inovando nos seus métodos pedagógicos, sem
perder sua essência e a dedicação para um estudo de qualidade. A partir dessa observação
realizada foram feitos alguns levantamentos de possíveis soluções que possam auxiliar esses
docentes com as práticas educacionais dentro da sala de aula.
Por isso, a necessidade de conhecer a realidade presente nesta instituição de ensino, foi
realizado este projeto, propondo trazer informações importantes que auxiliem na compreensão
das dificuldades que são enfrentadas pelos educandos no seu âmbito escolar.
Para isso, o projeto foi construído por meio da utilização do arco de manguerez, que parte
da realidade social e depois de análises onde foram realizados levantamentos de hipóteses e
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elaboradas possíveis soluções para os problemas que surgiram com a observação da realidade.
Para essa metodologia ser desenvolvida, é preciso seguir algumas etapas: observação da
realidade (levantamento do problema); pontos chaves; teorização; hipóteses de solução e por
último a aplicação à realidade. Essa metodologia tem como ponto de início a realidade
observada de diversas maneiras, permitindo ao pesquisador a identificação de problemas
existentes no âmbito escolar.

MÉTODO: Este estudo foi focado na metodologia da problematização – MP com base nas
quatro etapas: Através da observação da realidade com os gestores e professores verificando
sua forma de ensino e a frequência dos discentes no ambiente escolar.
A segunda etapa voltou-se para a identificação dos pontos chaves e suas informações dadas ao
problema, nesse caso observou-se a didática dos gestores, fazendo uma roda de conversa como
objeto de estudo, através de perguntas informais em relação as suas dificuldades voltadas ao
ensino.
Motivos pelos quais se fez aprofundar na terceira etapa da teorização fazendo um
levantamento bibliográfico a respeito do problema encontrado, parte-se logo para quarta etapa
com as hipóteses de solução averiguando a melhor maneira de como resolve-lo e assim
finalizamos com a última etapa a aplicação de perguntas contextualizando a partir da rotina de
trabalho da gestão e a dificuldade na qual o mesmo encontra com a aplicação de seus projetos,

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concedendo os resultados da pesquisa perante os gestores buscando refletir na proposta


pedagógica da escola o que cada um espera de si próprio.
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RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os resultados se definiram através dos questionamentos e


conhecimentos do gestor, entretanto pode-se dizer que o gestor deveria argumentar melhor
sobre os conteúdos propostos aos professores, propondo ideias para um bom desenvolvimento,
planejamento e execução do ensino e aprendizagem.
A figura 1 apresenta os dados da motivação escolar dos professores, pode-se dizer que na
gestão escolar os professores motivados na sala de aula são de 70% e os nãos motivados é de
30% com uma enorme diferença dos resultados, porém a maioria percebe que essa situação
prejudica a sua metodologia de ensino, muitos justificam o não entendimento das explicações
repassadas pelo gestor, e isso implica no desenvolvimento das ações propostas pela gestão para
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os mesmos.
A figura 2 retrata as metodologias ativas e tradicionais do professor. Conforme as
perguntas feitas em questionário ao gestor e ao professor foram observadas que 95% de suas
aulas são com metodologias tradicionais e 5% tem aproveitamento de metodologias ativas
sendo voltadas as atividades pedagógicas na escola de modo geral, pois o professor não tem o
conhecimento adequado sobre metodologias ativas, pois o professor não tem o conhecimento
adequado sobre metodologias ativas, com isso podemos observar que é de total importância que
o professor renove seus conhecimentos, pois, o compromisso com o ambiente escolar e a busca
de conhecimento favorece os fatores a favor do processo de auxílio ao ensino e aprendizagem
do aluno, percebe-se que a maior preocupação do mesmo foram atividades como trabalhos e
exercícios tradicionalistas, e essa falta de conhecimento atual do professor, prejudica a forma
de aprendizagem dos seus alunos em questão aos conteúdos escolares.
A figura 3 demostra a metodologia utilizada em sala de aula, Com a análise de 59% com
a metodologia do professor considerada boa comum uma das últimas opções, e o restante com
22% regular, e 19% ótima, é viável ressaltar que o processo de aprendizagem do aluno ainda
não é o que se espera do mesmo, segundo as perguntas informais: “Em geral, é uma metodologia
boa, não muito absorvida com qualidade por parte dos alunos, pois alguns professores são duros
demais e chegam até ser mal educados, fazendo com que muitos alunos não goste de sua aula”.
Além das discussões em sala de aula confirma-se que para alguns alunos a forma de dar aula é
passiva e muito teórica, com base nesse contexto é necessário haver maior interesse do gestor

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proporcionar mini cursos de reciclagem para os professores, para que os mesmos possam gerar
metodologias inovadoras como uma nova forma de ensino, assim aproxima os alunos dos
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professores, durante todo o período letivo é possível melhorar essa participação com seus
instrumentos pedagógicos.
A figura 4 aborda a melhoraria em sala de aula (relação professor/ aluno), onde os
resultados se defiram em impasses dos alunos em relação as opções escolhidas com 40% a
metodologia, 31% a interação, 29% a postura, isso significa que as formas de aderir a um ensino
que leve o aluno a possuir interesse nas explicações, deve se levar em conta a sua realidade,
para fazer essa construção de laços afetivos. A figura do professor se torna um facilitador de
conhecimentos, segundo as perguntas informais aos alunos: “Alguns professores enrolam muito
fugindo dos assuntos propostos nos livros ou na aula, isso faz com a gente perca tempo com
coisas desnecessárias.”. Foi possível notar que os professores mais citados na pesquisa foi o
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professor de biologia, que é o mesmo professor de química e o de filosofia, levando em


consideração também a ausência dos professores na escola, com isso os alunos perdem a
motivação pelo estudo.

motivação escolar
Professores
nao motivados
30%
Professores
motivados
70%

Professores Não Motivados Professores Motivados

FIGURA 1: Motivação escolar.

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Metodologias tradicionais
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Metodologias ativas
5%

95%

metodologias tradicionais metodologias ativas

FIGURA 2: Metodologias ativas e tradicionais do professor.


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Metodologia do Professor

19%

59% 22%

Ótima Regular Boa

FIGURA 3: Metodologia utilizada em sala de aula

Relação professor/aluno

31%
40%

29%

metodologia postura interação

FIGURA 4: Melhoraria em sala de aula (relação professor/ aluno)

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CONSIDERAÇÕES FINAIS: Procurou-se questionar os discentes da escola sobre as


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metodologias e motivações que seus docentes realizavam durante as aulas. Tendo em vista que
essas metodologias dos docentes muitas vezes não despertava o interesse de aprendizagem no
aluno, como demostra a figura 4 que retrata a melhoria em sala de aula.
Constatou-se, que muitos professores são conservadores e não tem o determinado
conhecimento de metodologias ativas impossibilitando auxiliar seu educando com questões
motivacionais que aparecem no seu cotidiano. Por outro lado, vemos a importância de trabalhar
a metodologias ativa, pois favorecem o aprendizado, onde o aluno aprende de forma autônoma
e participativa, a partir de problemas e situações reais.

REFERÊNCIAS
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

BARROS, Aidil Jesus da Silveira; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Fundamentos de


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para o plano da práxis. Semina: v.17, n. esp., p.7-17, 1996.

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apropriada para o Ensino Superior. Semina: Londrina, v. 16, n.2, n esp., p.9-19, 1995.

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CURY, Augusto Jorge. Pais brilhantes e Professores fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante.
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MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO: FÔNICO OU DAS BOQUINHAS?


O PADRÃO ORGANIZACIONAL DA LINHA STAFF APLICADO À GESTÃO
ESCOLAR
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Jaqueliny dos Santos Farias1


Ilana Silva da Silva1
ilanasds4@gmail.com
Lucélia Jayne Caetano1
Ana Paula Gama dos Santos1
Paula Cristina Galdino Guimarães2

RESUMO: A pesquisa intitulada “Métodos de alfabetização: fônico ou das boquinhas?”, tem por objetivo
compreender os conceitos e as disparidades entre o método fônico e o método das boquinhas, bem como a
importância para uma prática de alfabetização significativa. Esses métodos de alfabetização partem de
conhecimentos teóricos/científicos, a fim de nortear a condução de práticas alfabetizadoras aos alunos que estão
no início do processo. Deste modo, o professor deve conhecer tanto os alunos, quanto os estudos que surgem sobre
o sistema de escrita alfabética, proporcionando meios para uma aquisição eficaz. Este estudo consistiu em pesquisa
bibliográfica e de campo, com abordagens qualitativa, envolvendo coleta e análise de dados da amostragem dos
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professores que participam do Projeto de Extensão: Práticas de leitura e escrita no ensino fundamental. A pesquisa
aponta que entre os dois métodos, o das boquinhas (fonoarticulatório) acaba sendo o mais ressaltado pela maioria
dos professores, principalmente por atender crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem. Outros
pontam que não existe um método de alfabetização que atenda às necessidades de todos os alunos, devido as
especificidades de cada um, nem mesmo uma metodologia pronta e acabada. Mas a junção de conhecimentos e
práticas pedagógicas.

PALAVRAS-CHAVE: métodos, alfabetização, docentes.

INTRODUÇÃO: As descobertas históricas evidenciam que os diferentes métodos de


alfabetização concorrentes hoje, assim como o alto nível de analfabetismo, sempre estiveram
presentes, em que o método fônico, por exemplo, surgiu no séc. XVI. Houve uma preocupação
com o índice de pessoas analfabetas, gerando um incômodo e, posteriormente, um impulso para
o surgimento de novos avanços dentro deste processo, que encontrava-se descontextualizado.
O embate sobre a melhor maneira de alfabetizar já repercutiu e ainda é o auge de
discussões por especialistas e professores que atuam nos primeiros anos da apropriação do
sistema de escrita alfabética. De um lado, estão os defensores do método fônico preconizando
que é possível estimular habilidades de rimas, segmentação fonêmica, discriminação de sons e
relações grafofonêmicas, pois ensina a associar letras a seus sons. Do outro lado, tem-se o
método das boquinhas no qual o sujeito articula primeiro, sente o movimento, internaliza e
posteriormente pensa a grafia (SEBRA e DIAS, 2011).

1
Acadêmicas do Centro - Universitário Luterano de Santarém (CEULS)
2
Professora do Centro Universitário Luterano de Santarém (CEULS)

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Viana (2003) acrescenta que o método fônico tem como princípio as unidades menores,
ou seja, as unidades sub-léxicas: letras e sílabas, para depois iniciar as estruturas mais
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complexas: palavras, frases e até mesmo os textos. A consciência fonológica concerne à


percepção da fala sendo segmentada e a habilidade de manipular tais segmentos,
desenvolvendo-se gradualmente na proporção em que a criança constrói sua consciência sobre
o sistema sonoro da língua, ou seja, de palavras, sílabas e fonemas como unidades identificáveis
(CAPOVILLA E CAPOVILLA, 2000 apud SEBRA e DIAS, 2011). Dehaene (2012, p. 236,
apud JARDINI, 2018) defende o método fônico como o mais importante, pois “A decodificação
fonológica das palavras é a etapa chave da leitura”. Jardini (2018) aborda o método
fonovisuoarticulatório, conhecido como “método das boquinhas”, baseado em premissas de que
os sons da fala são produzidos por uma boca que os articula, favorecendo a conversão
grafofonêmica, transformando o fonema abstrato e de difícil compreensão em algo concreto e
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palpável, acessível a qualquer tipo de aprendiz, posto que todos possuem uma boca, afirma a
autora.
Para afirmar tal veracidade, Jardini (2018) exemplifica: “temos os bebês que ao olharem
os lábios do falante desenvolvem melhor e mais rica aquisição de fala da língua nativa”. Dessa
forma, acredita-se e defende-se que a utilização das bocas e, consequentemente, o
desenvolvimento e o aprimoramento da consciência fonoarticulatória, desde a educação
infantil, de maneira metodológica, contribui sobremaneira para que o sistema de escrita
alfabética se consolide. Nesse viés, a prática pedagógica requer dos professores a busca por
informações e formações nas suas docências, não se contentando apenas com a experiência de
trabalho. Mas com o melhor método a ser realizado para tais especificidades apresentadas em
seus alunos. Além disso, precisa-se do apoio familiar e escolar, para um efetivo respeito com
seu processo. Para entender e esclarecer as mudanças de algumas práticas pedagógicas atuais,
será abordado nesta pesquisa a compreensão sobre os conceitos e as disparidades entre o método
fônico e o método das boquinhas, bem como a importância para uma prática significativa.

MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa com abordagens qualitativa (FLICK, 2009), onde
verificamos o entendimento de professores - que atuam ou atuaram na educação infantil e nos
anos iniciais do ensino fundamental - acerca dos métodos de alfabetização, bem como suas
práticas e teorias. Este estudo envolveu levantamento bibliográfico e estudo de campo (GIL,
2008), realizando a coleta e a análise de dados. A pesquisa foi efetuada através do instrumento

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de questionários mistos, usando uma amostra de 5 docentes que participam do projeto de


extensão: “Práticas de Leitura e Escrita no Ensino Fundamental”.
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
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O estudo de campo foi realizado no Ceuls/Ulbra durante o Projeto de extensão: Práticas


de Leitura e Escrita no Ensino Fundamental, contou com amostra de 5 professoras dos anos
iniciais que lecionam ou lecionaram em escolas do município de Santarém. Podemos descrever
que os docentes estão na faixa etária entre 20 e 50 anos, são graduados em pedagogia e algumas
possuem especializações como Psicopedagogia e Educação Inclusiva. O tempo de atuação
destas, nesta área, varia entre 2 a 20 anos, são responsáveis por aproximadamente 20 alunos por
turma.

RESULTADOS E DISCUSSÕES: A pesquisa bibliográfica possibilitou analisar os contextos


relacionados aos métodos de alfabetização por distintos autores. Magda Soares (2003, pg 19),
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

enfatiza que “Não basta que a criança esteja convivendo com muito material escrito, é preciso
orientá-la sistemática e progressivamente para que possa se apropriar do sistema de escrita”.
Logo, o ato de educar alguém é um processo de transformações, onde faz-se necessário buscar
qual o melhor caminho a seguir, isso porque, sabe-se que hoje temos teorias e métodos
suficientes para uma criança compreender o processo da escrita e apropriar-se dela, desde a fase
silábica ao registro dos sons até ao ponto de tornar-se alfabetizada e letrada. Diante disto, faz-
se necessário, compreender o conceito de Método de alfabetização.

Métodos é a soma de ações baseadas em um conjunto de princípios e hipóteses


psicológicas, linguísticas, pedagógicas, que respondem a objetivos determinados. Em
alfabetização o método será, pois o resultado da determinação dos objetivos a atingir
(conceitos, habilidades, atitudes que caracterizarão a pessoa alfabetizada). (SOARES,
2004, p.93)

Quando indagamos, pelo questionário, o entendimento dos educadores sobre os métodos


de alfabetização, obtivemos as seguintes respostas organizadas no Quadro 1 abaixo:

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XI CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA
XIX SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA
VI SALÃO DE EXTENSÃO DO CEULS/ULBRA
Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico
06, 07 e 08 de novembro de 2019
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

Verificou-se que o termo é familiar para as professoras. Algumas respostas apresentadas


enfatizam inclusive os vários tipos de métodos aplicados na sala de aula; outras enfatizam como
algo claro e definido. Percebe-se que cada educador acredita em um conceito de método, esse
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

debate não é algo recente, vem de tempos e até hoje discute-se. De acordo com Mortatti (2006),
a alfabetização no Brasil é marcada pela questão de métodos, são muitas as formas de
alfabetizar, são muitos os métodos. Fazer com que uma criança participe da cultura letrada era
o objetivo desses métodos.
Contudo, no Brasil, o método das boquinhas é um dos procedimentos multissensoriais
que expandiu-se, contribuindo no desenvolvimento da aprendizagem de diversas pessoas,
confirmando essa afirmação, dentre a amostra constatou-se que este é o método mais utilizado
entre as professoras entrevistadas, em que três afirmaram utilizar o método das boquinhas. Os
outros professores (02) afirmaram utilizar de outros métodos para alfabetizar.
Os resultados demonstraram que o método fônico não está sendo utilizado pelos
professores da amostra, ele visa ensinar a criança a associar grafemas (letras) a fonemas (sons),
isto é, a decifração da escrita primeiramente. Porém, está aos poucos ganhando mais espaço no
Brasil, inclusive, é o método que predomina nos Estados Unidos, Reino Unido e França, há
registros de aplicação desde 1719. Apresenta vantagens como o estabelecimento de relação
direta entre a escrita e a fala, outra característica básica de sistemas alfabéticos, abrindo
caminho para a codificação e a decodificação dos textos, em contrapartida, seus riscos são
notados na língua portuguesa devido a sua complexidade na relação letra/som.
Entende-se que, para ocorrer os processos de alfabetizar, há várias propostas e todas
possuem suas contribuições. Acredita-se que uma possui superioridade frente às outras, porém,
cada professor deve escolher o que considera mais significativo para a criança, pois, como

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XIX SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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06, 07 e 08 de novembro de 2019

salienta Ferreira (2000, p.31): “Nenhuma prática pedagógica é neutra. Todas estão apoiadas em
certo modo de conceber o processo de aprendizagem e o objeto dessa aprendizagem”.
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Neste segmento, indagamos os docentes a respeito da aplicação dos métodos. A partir dos
questionários, verificou-se que a minoria utiliza o mesmo método para alfabetizar todos os
alunos da sala de aula, inclusive os da educação especial. Para Sebra e Dias (2011), as crianças
com dislexia apresentam dificuldades de leitura e escrita. Por esta razão, busca- se adoção de
propostas que contribuam nesse processo, uma delas é o uso de jogos que trabalham as
habilidades de forma prazerosa e lúdica. Sob outra perspectiva, a maioria dos docentes (quatro)
concordam que cada infante aprende de um jeito e um único método não pode ser aplicado para
todos. Logo, faz-se necessário que o professor tenha conhecimento sobre seus alunos,
elaborando aulas que promovam a construção da aprendizagem, vivenciando suas conquistas
diárias.
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CONCLUSÃO: Neste trabalho, mostramos os métodos de alfabetização abordados por autores


e a percepção de professores em relação a sua aplicabilidade no ensino dos anos iniciais,
investigando os meios que cada um concebe e as contribuições adquiridas no processo de
aquisição da leitura e da escrita. Apesar da existência de muitos métodos de alfabetização no
Brasil, entende-se que não há um método único para alfabetizar, mas um conjunto de estratégias
que auxiliam o trabalho do educador. Conclui-se que a prática pedagógica requer dos
professores a busca por informações e formações nas suas docências, não se contentando apenas
com a experiência de trabalho. Além disso, precisa-se do apoio familiar e escolar, bem como
respeitar as peculiaridades de cada indivíduo e conceber diversas praticas que atendam às
necessidades.

REFERÊNCIAS

FLICK, Uwe. Pesquisa qualitativa e quantitativa. In: FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa
qualitativa. Porto Alegre: Artmed, 2009, cap. 3, pág. 39-41.

JARDINI, Renata Savastano Ribeiro. Fonema ou gesto articulatório: quem, de fato,


alfabetiza? RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 13, n.
2, p. 839-854, abr./jun., 2018.

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XIX SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA
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06, 07 e 08 de novembro de 2019

MORTATTI, Maria R.L. Conferência proferida durante o seminário “Alfabetização e


Letramento em Debate”, promovido pelo Departamento de Políticas de Educação Infantil e
Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, realizada
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em Brasília, em 24 de Abril de 2006.

SEBRA, Alessandra Gotuzo; DIAS, Natália Martins. Métodos de alfabetização: delimitação


de procedimentos e considerações para uma prática eficaz. Rev. Psicopedagogia. vol. 28. São
Paulo, 2011.

SOARES, Magda. A reinvenção da alfabetização. Revista Presença Pedagógica. av.9. 2003.


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O SIGNIFICADO DE FOLCLORE PARA ALUNOS DE ESCOLAS PÚBLICAS


SANTARENAS
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Setembrino Otaviano De Matos Neto1


neto.stm2026@gmail.com
Maria Paula Farias De Medeiros2
maria20ver@gmail.com
Marcela Bentes De Oliveira3
marcela.mbo@hotmail.com
Millena Conceição Silva Rocha4
millena1999.silva@gmail.com
Andressa Karoline Santana Teixeira5
andressa.karoline14@bol.com.br
Daniela Cristina Pantoja Neves6
neves-daniela@hotmail.com

RESUMO: Este trabalho tem como objetivo investigar o significado de Folclore para os alunos de escolas
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públicas do município de Santarém, que se justifica pela a importância de sua abordagem no ambiente escolar,
pois trata-se de um fenômeno cultural que conecta o passado até os dias de hoje. É um estudo qualitativo descritivo
que para sua coleta de dados foi aplicado um questionário com uma pergunta subjetiva que buscava conhecer o
entendimento dos alunos sobre Folclore. Os dados coletados foram avaliados, por meio da análise categorial de
Bardin. A pesquisa foi realizada com 457 alunos distribuídos em 05 escolas de Ensino Fundamental do 6º ao 9º
ano e Ensino Médio da rede pública de Santarém. Obteve-se como resultado, que Folclore na concepção dos alunos
se trata de uma manifestação cultural, arte, festas ou uma dança, além de outros termos. Portanto os termos foram
expostos pelos alunos integram-se adequadamente aos vários contextos que a palavra se insere.

PALAVRAS-CHAVE: significado, folclore, alunos.

INTRODUÇÃO: O Folclore trata-se de um fenômeno mundial que ao mesmo tempo envolve


o tradicional e a constante renovação, sendo essa relação uma realidade de muitas culturas. O
Folclore brasileiro em específico é incrivelmente rico e vasto. Historicamente, por ter sido um
país colonial influenciado por outras culturas, formou-se então uma imensa diversidade entre
as cinco regiões, envolvendo elementos folclóricos como danças, músicas, lendas, brincadeiras,
superstições, ditos populares, culinária, etc. As manifestações da cultura de um povo possuem
sua importância inegável para a autenticidade, o orgulho de ter uma identidade, o
reconhecimento e relacionamento respeitoso com as outras manifestações folclóricas. Para
Fernandes (1989), o folclore pode ser percebido em pequenos detalhes do nosso dia-a-dia, como

1
Acadêmico do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade do Estado do Pará
2
Acadêmica do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade do Estado do Pará
3
Acadêmica do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade do Estado do Pará
4
Acadêmica do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade do Estado do Pará
5
Graduada em Licenciatura Plena em Educação Física- UEPA; Especialista em Educação Especial e Inclusiva
6
Professora Mestra do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade do Estado do Pará

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na roupa que vestimos, na música que ouvimos, na maneira de nos expressarmos, que são ações
que advêm da nossa cultura, logo, seu sentido é voltado à sabedoria de um povo.
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Dessa forma, inúmeros estudos demonstram a importância de se estudar esse fenômeno


cultural, especificamente no ambiente escolar, pois, o mesmo pode ser trabalhado dentro do
conteúdo dança, com suas expressões mais significativas e caráter social. Vieira (2014) justifica
o trabalho com a dança folclórica no ambiente escolar por ser uma expressão ligada a vida das
comunidades, que mistura o passado com o presente, modificando alguns aspectos sem perder
as características principais.
Pensando nisso, esta pesquisa teve como objetivo investigar o significado do Folclore
para alunos de escolas públicas de Santarém.

MÉTODO: Nesta pesquisa utilizou-se do método qualitativo que segundo Teixeira (2014)
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procura aproximar a teoria e os dados. Ela possui caráter descritivo que segundo Gil (2008),
têm como finalidade principal a descrição das características de determinada população ou
fenômeno, ou o estabelecimento de relações entre variáveis. A pesquisa foi realizada com 457
alunos distribuídos em 05 escolas de Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano e Ensino Médio da
rede pública de Santarém. Para a construção dos dados foi montado um questionário com uma
pergunta subjetiva que buscava identificar através do conhecimento dos alunos o que eles
entendiam por Folclore. Os dados coletados foram avaliados, por meio da análise categorial de
Bardin (2011), que consiste no desmembramento do texto em categoriais agrupadas
analogicamente. O processo de formação das categorias se concretiza através da codificação, e
em função da repetição das palavras, que uma vez triangulada com os resultados observados,
foram constituídos em unidades de registro, para então efetuar-se a categorização progressiva.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: A partir dos questionários aplicados em algumas escolas


públicas de Santarém, observou-se uma variedade de respostas a respeito da seguinte pergunta:
“O que é Folclore para você?”. A partir de então, tem-se às respostas tabuladas no gráfico
abaixo, em forma de categorias e quantitativos, que serviram de base para apreciação dos
resultados obtidos pelos questionários aplicados com os educandos.

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Referente ao mais citado pelos educandos, representando toda forma de expressão


humana, o conceito "Manifestação cultural" é bem adequado quando se trata de Folclore.
Segundo Rocha (2013), é necessário o trabalho folclórico no meio escolar, pois, apesar de ser
tão essencial- representação das manifestações culturais de um povo-, muitas vezes não é
reconhecido e valorizado pela sociedade. Tal expressão, escolhida por 172 alunos, é formada
por duas palavras de aspecto amplo, assim como também é o termo Folclore. Portanto, a maioria
do público alvo preferiu conceituá-lo de forma generalizada, sem defini-lo apenas por um
elemento ou exemplo específico.
Tendo em vista que a dança se enquadra como um dos conceitos de folclore pelos
resultados dos questionários aplicados aos alunos, a mesma, em especifico a folclórica, além de
expressar o seu caráter que pode ser religioso ou não, manifesta também movimentos de
memorias étnicas, de raízes culturais e histórias, que através da dança a uma integração entre o
homem e o momento vivido na linha do tempo e espaço. Barreto (2007) então diz que essas as
manifestações são formas de garantir que os traços guardados na memoria do povo, não se
evaporem com o passar do tempo.
Levando em conta que a categoria “Contos, lendas e mitos” teve uma significância de
respostas, cabe primeiro saber o conceito de tais palavras. O mito é situado em um plano
diferente da lógica cientifica, mas é dotado de igual valor por ser uma forma de pensamento ou
de vida e possui uma lógica própria, podendo, assim, ser considerada uma forma de saber

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filosófico. O mito deixa de ser a explicação para as coisas do cotidiano e o cotidiano passa,
então, a explicar as construções míticas. (SOUZA; ROCHA, 2009)
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As Lendas são narrativas populares, transmitidas oralmente de geração para geração em


sua maioria são ou já foram de caráter religioso, combinando fatos reais e históricos com fatos
irreais, frutos da imaginação, ou seja, trata-se de um fato histórico que foi acrescida da
imaginação e fantasia popular. (WEITZEL, 1995)
O conceito de lenda ainda é muito associado ao conceito de mito, porém Weitzel (1995)
diz que tais conceitos diferenciam-se, pois o conteúdo de lenda seria o real e do mito o
sobrenatural; a lenda tem a História e a Geografia como aspectos, enquanto o mito tem a
Religião e a Magia.
Para Dolz, Noverraz e Schneuwly (2010), conto apresenta-se de forma narrativa, fazendo
parte da cultura ficcional. Não se sabe desde quando, mas os contos sempre se fizeram presentes
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na humanidade, são compostos por relatos em prosa de acontecimentos reconhecidos como


fictícios. Essas narrativas, são transmitidas entre o povo há gerações, fazem parte de uma
literatura originalmente oral, de caráter folclórico. Pode-se dizer que conto é um texto narrativo,
curto, que procura deleitar, entreter ou educar o leitor ou ouvinte.
Sabe-se que tais conceitos não estão dissociados do Folclore, pelo contrário, chegam a
completar-se, por meio da coletânea de contos, lendas, provérbios, adivinhas, mitos, adágios,
canções, narrativas, transmitidos oralmente e estão automaticamente associados ao Folclore de
uma determinada região ou país, e tornam-se características especificas da identidade de
determinado povo. (FRADE, 1997).
As Festa Populares compôs no gráfico ficando, entre os outros citados, como conhecido
entre as respostas obtidas pelos educandos das escolas públicas em que foram aplicados os
questionários, essa questão mostra que nossas festas populares da região está ligada a momentos
únicos que para Megale (2003, p. 65) “as grandes festas populares estão geralmente ligadas à
religião e ao trabalho”, isso se caracteriza que, para os alunos da escolas públicas, nossas festas
é um momento em que à fé se mantem presente e também os trabalhos informais em nossas
festas locais, e, naquele momento, que as festas de padroeiros (as) se tornam centradas e com
datas marcadas no calendário religioso local.

CONCLUSÃO: Notou-se que as respostas dos alunos estão ligadas ao que é recorrente
apresentado a eles, através de datas específicas ou de vivências dentro ou fora da escola. O

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termo Dança, por exemplo, foi o segundo mais citado, muito provavelmente por conta do
calendário escolar que tanto preza por apresentações rítmicas (e de preferência, bem
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sincronizadas), onde cada turma caracterizada expõe sua dança folclórica para todos da
comunidade, sendo sempre um evento muito aguardado pelas escolas.
Contudo, observou-se que todos os conceitos citados, apesar de isolados possuírem
caráter próprio, quando se relacionam ao conceito de Folclore não estão dissociados ou
apresentados de forma equivocada, pelo contrário, integram-se ao vários contextos e amplos
significados da palavra. Salientamos então, que felizmente os educandos estão bem apropriados
sobre o sentido e significado do termo Folclore.

REFERÊNCIAS
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 702011

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

TEIXEIRA, Elizabeth. As três metodologias: acadêmica, da ciência e da pesquisa. 11 ed.


Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.

VIEIRA, M. B. As danças folclóricas o Brasil: diante do contexto da Educação Fisica escolar.


EFDesportes.com, Buenos Aires, 2014. Disponível em:<https: www.efdeportes.com. Acesso
em: 5 out. 2019.

SOUZA, Ana Amália Torres.; ROCHA, Zeferino Jesus Barbosa. No princípio era o Mythos:
articulações entre Mito, Psicanálise e Linguagem. Estudos de Psicologia, Natal, v. 14, n. 3, p.
199-206, 2009.

WEITZEL, Antônio Henrique. Folclore Literário e Lingüístico; pesquisas de literatura oral


e de linguagem popular. Juiz de Fora: EDUFJF, 1995.

FRADE, C. Folclore. 2.ed. São Paulo: Global, 1997.

DOLZ, Joaquim; SCHNEUWLY, Bernard. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e


organização de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. 2 ed. Campinas/SP: Mercado das Letras,
2010.

MEGALE, Nilza Botelho. Folclore Brasileiro. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 2003

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ROCHA, S.A.S. Cultura popular brasileira e Folclore na escola. In:___. (org.). Os desafios da
escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE: produções didáticas
pedagógicas. Paraná: cadernos PDE, 2001. p. 5.
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

BARRETO, MCL e col. O lúdico no processo de ensino- aprendizagem das ciências.


Brasília: R Bras. Pedag., 2007.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

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O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO


DESENVOLVIMENTO DA GESTÃO ESCOLAR
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Débora Cristina da Silva Borges1


dborges48.db@gmail.com
Larissa Lima Figueira¹
laryliima98@gmail.com
Lauriza Marques Bentes¹
laurizabentes8@gmail.com
Narelly Tavares Rodrigues e Melo2
narelrodrigues@outlook.com

RESUMO: As novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) vêm transformando vários aspectos
da sociedade e na educação não seria diferente. Salienta-se que vivemos imersos na era tecnológica, que por sua
vez, está intrinsicamente conectada ao cotidiano da sociede proporcionando-nos um novo mundo, o digital, com
um vasto leque de opções, informações, entre outros aspectos, onde nascem novas metodologias que transformam
o trabalho, bem como o de gestor escolar. A partir de inquietações acerca do uso das TICs no âmbito educacional,
mais precisamente na área da gestão, realizou-se uma pesquisa acadêmica, de cunho qualitativo e quantitativo.
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Investigando a praticidade do uso de aparelhos eletrônicos, assim como as mídias tecnológicas, em diversas
práticas pedagógicas nas escolas. Visto que as TICs auxiliam e facilitam o trabalho gestor e administrativo das
instituições educacionais. Verificandoo modo como as novas tecnologias são disponibilizadas e utilizadas pela
gestão escolar. A mesma concretizou-se em decorrência de estudos bibliográficos do tema acima descrito e da
aplicação de questionário.

PALAVRAS-CHAVE: pesquisa, novas tecnologias, gestão escolar.

INTRODUÇÃO: O presente trabalho de pesquisa tem a finalidade de apresentar sobre como


ocorre o uso da tecnologia no desenvolvimento da gestão escolar, aprofundando o estudo sobre
a atuação da equipe diretiva frente ao surgimento das novas Tecnologias da Informação e
Comunicação (TICs) no ambiente escolar.
Atualmente é perceptível que a tecnologia levante opiniões diversas, pois compreende-se
que esta pode apresentar benefícios e malefícios. Mas, tratando-se das vantagens é interessante
ressaltar que esta surgiu para impulsionar a produtividade em diversos ambientes de trabalho.
Logo, na área educacional a chegada desta potencialidade que é a tecnologia acarretou novas
realidades para a gestão escolar, levando praticidade e rapidez.
Com base neste fato, a pesquisa: O Uso das Novas Tecnologias da Informação e
Comunicação no Desenvolvimento da Gestão Escolar, foi realizada com a intenção de adquirir
informações acerca da tecnologia como ferramenta para a prática educacional e diretiva, do

1
Acadêmicas do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia do Centro Universitário Luterano de Santarém -
CEULS/ULBRA
2
Professora do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia do Centro Universitário Luterano de Santarém -
CEULS/ULBRA

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qual almejou-se entender como funciona o uso desta como ferramenta na parte administrativa.
Desta forma aplicou-se questionários em duas unidades educacionais, sendo uma pública e
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outra particular.
A pesquisa visa analisar como está o conhecimento sobre o uso da tecnologia e logo se
há um domínio por parte da equipe diretiva. Além disso, verificar se a escola dispõe de espaços
que apresente recursos tecnológicos e também se propõe formações que venham ajudar na
utilização da tecnologia como ferramenta de trabalho. Assim, tal pesquisa traz consigo o
resultado de forma quantitativa, da qual analisa-se questionários aplicados.

MÉTODO: Esta fomentou-se primeiramente a partir de pesquisas bibliográficas a qual


descreve GIL, (2002, p.44), como sendo “desenvolvida com base em material já elaborado,
constituídos principalmente de livros e artigos científicos”. Em seguida realizou-se uma
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

pesquisa de levantamento, onde afirma GIL, (2002, p.50) que:

As pesquisas deste tipo caracterizam-se pela interrogação direta das pessoas cujo
comportamento se deseja conhecer. Basicamente, procede-se à solicitação de
informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para,
em seguida, mediante análise quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes
aos dados coletados.

Realizou-se na cidade de Santarém no Pará, em duas instituições de ensino, sendo uma


Escola pública e um Colégio Particular, no mês de outubro de 2019.Utilizando-se a abordagem
quantitativa. A coleta dos dados ocorreu por meio da aplicação de questionário aos gestores. Os
resultados obtidos na pesquisa estarão dispostos em forma de gráficos, analisados também
qualitativamente, visto que o público alvo se deu em uma menor escala.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os resultados deste estudo foram obtidos por meio da


aplicação de questionário com profissionais da gestão escolar, de Instituições de Ensino das
redes pública e particular do município de Santarém, que serão identificadas como “Escola
Pública” e “Escola Particular”. Buscou-se principalmente investigar como o uso das novas
tecnologias da informação e comunicação contribui à prática da gestão escolar quanto as
atividades pedagógicas e administrativas, comparando o desenvolvimento das redes de ensino,
a fim de entender como o uso das TICs otimizam a gestão escolar, considerando questões como:
domínio/conhecimento, formação continuada, recurso às reuniões escolares, ofertas na escola,
ferramenta para a prática profissional e espaços para uso.

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XI CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA
XIX SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA
VI SALÃO DE EXTENSÃO DO CEULS/ULBRA
Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico
06, 07 e 08 de novembro de 2019

Os resultados alcançados serão apresentados nos gráficos abaixo:


CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Como pode-se perceber, os gráficos apresentados acima elencam os resultados do


questionário aplicado nas duas instituições de ensino, público alvo deste estudo, com base
nesses resultados, notou-se diferenças entre ambas. Na questão onde trata-se do
domínio/conhecimento em relação as TICs, percebeu-se que na Escola Pública 20% dos
profissionais da gestão escolar têm desempenho regular no que diz respeito ao
domínio/conhecimento, 20% têm um ótimo desempenho e 60 % possuem bom desempenho,
enquanto que, na Escola Particular 70% dos profissionais têm bom desempenho e 30% ótimo
desempenho, analisa-se que nas duas instituições há uso consciente e satisfatório das TICs no
trabalho da gestão escolar, embora haja diferenças entre as mesmas, as duas apresentam
resultados bastante eficazes, um vez que, sabe-se que o domínio/conhecimentos das TICs são
de grande importância, haja vista, que este traz grandes facilitações nas execuções de trabalhos,
atividades, tarefas, etc. garantindo ótimos resultados, otimização no ambiente de trabalho e
economia de tempo no desenvolvimento destas.
A formação continuada deve fazer parte dos cronogramas de atividades nos ambientes
escolares, pois cada vez mais necessita-se de qualificações dos profissionais, considerando-se
que quando se trata de educação sempre surgem novidades, como o avanço das TICs que cada
vez mais fazem parte do cotidiano escolar, possibilitando facilitação de aprendizagens, grandes
habilidades, assim como o desenvolvimento da gestão escolar, deste modo os profissionais da

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Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico
06, 07 e 08 de novembro de 2019

gestão foram questionados quanto a oferta de formação continuada no que diz respeito às TICs.
Na Escola Pública 20% consideram regular essa oferta e 80 % consideraram boa, já na Escola
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Particular 20% consideraram boa e 80% consideraram ótima a oferta de formação continuada
na instituição de ensino onde são atuantes, deste modo verifica-se que na Escola Pública
necessita-se de mais realização atividades que tragam qualificação aos seus profissionais, para
que assim se possa garantir trabalhos realizados com mais qualidade e eficiência.
Na questão relacionada ao uso da TICs nas reuniões escolares onde considerou-se a
frequência em que se utiliza as mesmas, foram alcançados os seguintes resultados, na Escola
Pública 20 % consideraram regular, 20% consideraram ótimo e 60 % consideraram bom este
uso, em contra partida na Escola Particular 20% consideraram bom e 80% consideraram ótimo,
pode-se perceber que na Escola Pública as TICs são menos utilizadas que na Escola Particular,
ou seja, enquanto em uma as TICs são menos requisitadas como recurso para facilitação de
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

repasse de informações, avisos, bem como, para a otimização de tempo e espaço, na outra as
TICs são presentes e contribuem gradativamente para o desenvolvimento das reuniões
escolares. O uso das TICs nesses momentos e ambientes, são bastante importantes, já que as
mesmas são excelentes recursos audiovisuais e proporcionam interação de forma significativa.
No que diz respeito a localização de mídias tecnológicas nos ambientes de ensino,
constatou-se que na Escola Pública 20% consideram essa oferta regular, 20% consideram ótimo
e 60% consideram bom, por outro lado, na Escola Particular 10% consideram regular, 50%
consideram bom e 40% consideram ótimo, desta maneira pode-se afirmar que na Escola pública
embora careça de melhorias é evidente que dispões de locais para utilização das TICs de
maneira que é possível a melhoria nas atividades da gestão escolar, entretanto, na Escola
Particular os resultados apresentam-se mais satisfatórios visto que a oferta de espaços são mais
abrangentes levando assim a realização de atividades mais interativas e aprazíveis.
Atualmente a internet é cada vez mais usada, ela está presente em diversos ambientes e
um destes é a escola, onde seu uso contribui tanto para a aprendizagem como para a prática
profissional de educadores e gestores. Com isso, buscou-se saber sobre a utilização da internet
para a prática profissional e constatou-se que 100% dos profissionais pesquisados de ambas as
instituições de ensino consideram ótimo está utilização, ou seja, todos os profissionais da Escola
Pública e Escola Particular fazem uso da mesma como recurso facilitador para a prática
profissional.

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Em relação aos espaços onde são utilizadas as mídias tecnológicas foi possível verificar
que, na Escola Pública 20% consideraram bom, 20% ótimo e 60% regular, na Escola Particular
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
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40% bom e 60 % ótimo, assim verificou-se que, a Escola Pública necessita de espaços para a
utilização das TICs, para que desta forma possa possibilitar diferentes formas de
desenvolvimento, alcance de resultados e aprendizagem e assim proporcionar uma gestão
escolar diversificada, enquanto que Escola Particular evidenciou resultados excepcionais.
Em suma, é importante ressaltar que o uso das TICs deve ser feito de maneira consciente,
as TICs são recursos que propiciam a otimização de tempo e espaços garantindo conforto e
qualidade no ambiente de trabalho. O presente estudo em sua totalidade buscou identificar como
as instituições de ensino fazem uso das novas TICs e se estas contribuem para a prática
profissional, deste modo e como base em todo material evidenciado pôde-se alcançar resultados
de grande relevância.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

CONCLUSÃO: Esta pesquisa traz consigo sobre a compreensão de como ocorre a utilização
da Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs) e de que forma é inserida nos setores da
coordenação escolar, mostrando assim a necessidade e as facilidades que as escolas possuem.
A gestão de uma escola deve apresentar eficácia em seus serviços, logo a tecnologia vem
a ser uma aliada fazendo com que o colégio faça o uso de ferramentas tecnológicas nos setores
administrativos. Assim, faz-se necessário profissionais capazes a acompanhar e utilizar a
tecnologia como ferramenta de trabalho.
O uso da tecnologia possibilita variadas alternativas que contribuem para uma boa
organização e facilita a comunicação e assim despertando nos espaços de ensino uma busca por
acompanhar o desenvolvimento da nova era tecnológica com o intuito de sempre inovar.
Portanto este estudo pode possibilitar informações importantes e compreensíveis acerca
do uso das TICs no desenvolvimento da Gestão Escolar de forma que foi possível reconhecer
que esta é um fator de grande relevância tanto para promover um bom ensino como para manter
a estrutura escolar organizada.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, M. E. B. de. Gestão de tecnologias na escola: possibilidades de uma prática


democrática. 2009. Disponível em: http://midiasnaeducacao-joanirse.blogspot.
com.br/2014/02/tecnologias-paa-gestão-democracia.html. Acesso em: 30 set. 2019.

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06, 07 e 08 de novembro de 2019

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ed. São Paulo: Atlas, 2002.

LINASSI, Priscila; MELARA, Adriane; RAMPELOTTO, Elisane. Gestão escolar: o uso das
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
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tecnologias de informação e comunicação e suas possibilidades. 2015.

PRATA, C. L. Gestão escolar e as novas tecnologias. In: ALONSO, M. et al. Formação de


gestores escolares: para a utilização de tecnologias de informação e comunicação. São
Paulo,2002.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

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OFICINAS DE ARTESPLÁSTICAS VISUAIS NA PRÁTICA EDUCATIVA DO


ALUNO TEA – TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
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Diogo dos Santos Vieira1


diogovieira123.stm@gmail.com
Risomar Moraes dos Santos 2
riso.stm@yahool.com

RESUMO:O presente trabalho tem como intuito de apresentar a importância oficinas de artes plástica visuais
na prática educativa do aluno TEA Cuja proposta, é desenvolver oficinas pedagógicas de artes visuais que
aprimorem os conhecimentos com materiais que possibilitam a exploração sensorial, cognitiva e a interação social
desses alunos. O Objetivo geral foi promover oficinas pedagógicas com recursos das artes plásticas visuais em
uma escola referência em educação especial em Santarém –PA. Foram realizadas oficinas de artes plásticas visual,
inserindo: pintura, desenho, oficinas de bloco de montar e massinhas de modelar no processo de aprendizagem
dos alunos

PALAVRAS-CHAVE: Aluno TEA, Artes Visuais, Oficinas.


Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

INTRODUÇÃO: O Transtorno do Espectro Autista -TEA ou mais conhecido como


(autismo),é um disturbio muito complexo que afeta muitas crianças no mundo, com amplo
espectro de manifestações clínicas, acompanhado por prejuízos na interação social, na
comunicação verbal e não verbal das crianças, e por proporcionar esses modelos limitados,
dificultam as aprendizagens e comportamentos âmbito educacional e na vida social dessas
crianças.
Neste sentido, a escola desempenha um papel formidável pois, por meio da ludicidade e
psicomotricidade, favorece a interação em diferentes situações, ao considerar as brincadeiras e
as oficinas como um instrumento inovador no ensino-aprendizagem dessas crianças.
As práticas artísticas são umas das etapas mais importantes de trabalha nas escolas, porém
o tema de artes com TEA ainda processo em estudos e capacitação de docentes para que seu
uso seja ampliado. Portanto aprendizagem das crianças com TEA carecem de grande
responsabilidade, não apenas da parte profissional, mas o professor precisa utilizar ferramentas
e metodologias que sejam necessários e que instigue o interesse dos mesmos. Na concepção de
Pilete (1986) a relação entre professor e aluno deve ser dinâmica, como toda e qualquer relação
entre seres humanos.

1
Graduando em Pedagogia pelo Centro Universitário Luterano de Santarém – CEULS/ULBRA, Bolsista no
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à docência PIBID.
2
Orientadora: Especialista em Educação Especial Inclusiva; Atendimento Educacional Especializado; Libras;
Professora de Libras do CEULS/ULBRA e do AEE da rede municipal de Santarém.

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Por isso há importância de promover oficinas com práticas artísticas no âmbito


educacional para haja interação e o amplie a percepção e o desenvolvimento do sujeito TEA -,
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
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pois estimula a interação, a socialização e o potencial que cada um tem e descobrir quais as
suas habilidades, para ir promovendo, cada vez mais, a sua evolução, desenvolvendo a
linguagem oral e a linguagem compreensiva
Deste modo, o referido trabalho tem como intuito apresentar a importância das oficinas
de artes plásticas para o desenvolvimento cognitivo e aprimoramentos de alunos com TEA
moderados e severos, com foco em métodos artísticos com materiais que possibilitam a
exploração sensorial dos alunos. Foram realizadas oficinas de artes plásticas visual, inserindo:
a pintura, desenho, oficinas de bloco de montar e massinhas de modelar no processo de
aprendizagem dos alunos com TEA.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

METODOLOGIA: A referida pesquisa é de cunho bibliográfico com abordagem qualitativa,


constituída principalmente de artigos e revistas sobre artes plásticas visuais e autismo.
Conforme Marconi e Lakatos (2011, p. 43-44), salientam que a pesquisa bibliográfica “trata-se
do levantamento de toda a bibliografia já divulgada em formato de livros, revistas, publicações
avulsas e imprensa escrita. Sua intenção é colocar o pesquisador em contato direto com tudo
aquilo que foi escrito sobre apurado assunto.
A execução da pesquisa foi realizada em uma Escola Municipal referência em Educação
Especial em Santarém- PA, entre Março e setembro de 2019, em desempenho sistemática
ministrado oficinas de artes plásticas - visuais para alunos TEA Transtorno do Espectro Autista,
com ajuda dos educandos entre 22 e 43 anos, entre estagiários, educadores e especialistas. As
oficinas aconteceram em grupo e outras individuais, com encontros semanais de 1: 30h minutos
de duração posteriormente realizou-se as observações e as atividades, utilizando os materiais
correspondentes propostos nas oficinas.
Os alunos tinham entre 6 e 16 anos, e com diversos níveis de comprometimento, sendo
atendidos individualmente e algumas vezes em grupo, pois a ideia da oficina é que todos
interagissem juntos.
Escolhi realizar as oficinas de artes para alunos TEA- (Transtorno do Espectro Autista)
porque acredito que neste âmbito dinâmico e criativo, pois é no espaço escolar que podemos
aprender e cativar as atividades artísticas, como aprender na prática, proporcionando o

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conhecer, o experimentar, as novas descobertas e a construção de conhecimentos e identidades,


num aspecto significativo que ultrapassa o abstrato ao concreto.
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RESULTADOS E DISCUSSÃO: O referido trabalho, se insere no campo do autismo tem


como intuito de apresentar a importância das oficinas de artes plásticas para o desenvolvimento
cognitivo e aprimoramentos de alunos com TEA moderados e severos, com foco em métodos
artísticos com materiais que possibilitam a exploração cognitiva dos alunos.
Foram realizados oficinas de arte plásticas e artes visuais com os seguintes itens da arte:
Pintura em tela, massa de modelar, oficinas de bloco de montar, desenhos e origamis, com base
nessas criações, realizou-se encontros contínuos com alunos TEA, na área da escola e na sala
de recurso multifuncionais.
Após o convívio com os alunos, pode observar que cada um tem suas características e
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

habilidades, portanto desenvolvendo as oficinais, deixávamos os alunos terem a autonomia de


escolher a oficina que eles se identificassem ou a que eles tivessem mais facilidade de aprender.

Quadro das oficinas pedagógicas


Data Duração Participantes Atividades Local
06/04/19 2h 9 Pintura em tela Área da escola
Oficina de blocos de
21/05/19 e 14/09/19 1h30m 3 Sala do AEE
montar
04/04/19 e 27/06/19 1h30 1 Oficina de desenho Sala do AEE
Oficina de massa de
06/04/19 1h 7 Área da escola
modelar

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CONSIDERAÇÕES FINAIS: Com base nas constatações obtidas ao longo deste trabalho é
indispensável a presença de oficinas de artes visuais no contexto educacional, inclusive na
educação especial que muita das vezes passa despercebido. Nota-se a falta de apoio por parte
dos docentes em ajudar esses alunos a terem acesso, a novos conhecimentos fato esse observado
através das oficinas.
Portanto, é notório que a grande dificuldade ainda no incentivo da arte, oficinas
pedagógicas, inclusive com tema “artes plásticas visuais”, com isso precisa-se, incentivar mas
o uso de oficinas artes plásticas visuais no contexto educacional.
A intensão desse trabalho foi relatar a importância das oficinas de artes plásticas visual
para alunos TEA - Transtorno do Espectro Autista, para o desenvolvimento cognitivo e
aprimoramentos desses alunos com casos clínicos moderados e severos, com foco em métodos
artísticos com materiais que possibilitam a exploração sensorial desses alunos.
Após realização das oficinas, constatou-se que os alunos com TEA, não eram mais os
mesmos, fato constatado em seus comportamentos. Sua participação em outras atividades
escolares era presente e participativa.
Ressalto dizendo que essa realização deste trabalho me deixou satisfeito enquanto
pesquisador, pois foram resultados formidáveis e esclarecedores, além de cada vez, possibilitar
novos conhecimentos sobre oficina e o TEA – Transtorno do Espectro Autista.

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REFERÊNCIAS
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

Góes MCR. Relações entre desenvolvimento humano, deficiência e educação: contribuições


da abordagem histórico-cultural. In: Oliveira M K, Souza DTR, Rego TCR (orgs.). Psicologia,
educação e as temáticas da vida contemporânea. São Paulo: Moderna, 2002.

Oliveira MK. Vygotsky – Aprendizado e desenvolvimento um processo sócio-histórico. São


Paulo: Scipione, 4. ed; 2001.

Vigotski LS. A Formação social da mente – O desenvolvimento dos processos psicológicos


superiores. Organizadores Cole M, et al. Tradução Netto JC. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes,
2003.

Vygotsky L. A imaginação e a arte na infância. Relógio D’ Água Editores, 2009.


Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Leontiev A. Os princípios psicológicos da brincadeira pré-escolar. In: Vigotski LS, Luria AR,
Leontiev AN. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. 2. ed. Trad. M. P. Villalobos.
São Paulo: Ícone, 1989.
Vygotsky LS. O papel do brinquedo no desenvolvimento. In: A formação social da mente: o
desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. M. Cloe, et al (orgs.). Trad. J. Cipolia
Neto. 4.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

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PROJETO MÃOS QUE COOPERAM

Aline Nayara Sena dos Santos1


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nayarasena103@gmail.com
Arlison Carvalho dos Santos¹
Carvalhoarlissonj@gmail.com
Dayana Vilas Boas Ferreira¹
Dayannavillasboas@gmail.com
Fabiana dos Santos¹
fabiana_stm24@yahoo.com.br
Narelly Rodrigues²
narelrodrigues@outlook.com

RESUMO: O Projeto Mãos que cooperam que foi realizado na Casa Azul – Centro Especializado em Autismos
da cidade de Santarém – e fez parte das atividades do Estágio Supervisionado de Gestão em Ambientes escolares
e Ambientes não escolares. O projeto objetivou a contribuição na organização do espaço pedagógico da instituição
supracitada, através de doações de tatames, materiais pedagógicos e de limpeza. Além disso, realizou-se roda de
conversa com temática voltada às dicas de organização do setor pedagógico para o atendimento de pessoas com
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Transtorno do Espectro Autista, já que este público necessita de atendimento individualizado devido sua
complexidade educacional. Alguns meses após a aplicação do projeto utilizou-se a técnica de Grupo Focal com
voluntários da Casa Azul visando a avaliação do mesmo. Verificou-se que houve mudanças na estrutura física do
espaço, no que tange a pintura do local, a organização dos materiais e a inserção das doações no dia a dia dos
usuários, e beneficiou também os demais setores existentes na entidade.

PALAVRAS-CHAVE: Autismos. Organização do espaço pedagógico. Grupo focal.

INTRODUÇÃO: O Projeto Mãos que Cooperam visou contribuir para a organização do


espaço pedagógico da Casa Azul – Centro Especializado em Autismos de Santarém, com vistas
a proporcionar aos usuários um ambiente favorável à sua aprendizagem e autonomia. Mas deve-
se primeiramente ter conhecimento sobre as definições sobre o autismo. Segundo Mattos e
Nuernberg (2011)³, os primeiros relatos sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA) foram
feitos com base no estudo de caso de onze crianças acompanhadas pelo Doutor Leo Kanner,
em 1943, que constatou a inabilidade dessas crianças em estabelecer relações com outras
pessoas e dificuldades com a fala (MATTOS; NUERNBERG, 2011), publicando, em uma
revista de Neuropediatria, um artigo intitulado “Os distúrbios autísticos do contato afetivo”.
Após vários estudos acerca do autismo, Mori (2016) afirma que o conceito de Transtornos
Globais do Desenvolvimento (TGD) foi modificado e deixou de incluir a Síndrome de Rett e o
Transtorno Desintegrativo da Infância (TDI). Sendo assim, Autismo, Transtorno de Asperger e

1
Discentes do Curso de Pedagogia do Centro Universitário Luterano de Santarém – CEULS/ULBRA
² Docente do Curso de Pedagogia doCentro Universitário Luterano de Santarém – CEULS/ULBRA
³ A citação de Mattos e Nuemberg (2011) foi retirada na íntegra do Projeto de Intervenção Mãos que cooperam
realizado em abril de 2019.

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Transtorno sem Outra Especificação fundiram-se em um único diagnóstico, chamado


Transtorno do Espectro Autista.
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Conforme afirma Gadia (2006) a criança autista, sem dúvida, é capaz de aprender, cada
uma a sua maneira, desde que receba um programa individualizado de intervenções intensivas.
Diante disso, entende-se que a pessoa com TEA possui uma extrema complexidade
educacional, e é essencial que os educadores estejam bem qualificados, atualizados e atentos as
dificuldades e potencialidades de cada indivíduo autista que irá trabalhar. Além disso, é de suma
importância que estejam amparados com salas multifuncionais equipadas com materiais
pedagógicos adequados para que possam atender às suas individualidades e aplicar seus saberes
para manter o espaço organizado de forma propícia à aprendizagem e autonomia deste público
que necessidade do Atendimento Educacional Especializado (AEE).
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

MÉTODO: Visando proporcionar aos usuários da Casa Azul um ambiente propício a sua
aprendizagem e autonomia, o projeto contribuiu por meio da doação de tatames, de material
pedagógico como jogos educativos, lápis de cor, giz de cera, tintas, resmas de papel A4, etc. E
por coincidência, este foi realizado pouco antes da reforma na sala pedagógica que a instituição
estava se preparando para iniciar. Isso permitiu que os pesquisadores influenciassem
diretamente na melhoria do espaço e, consequentemente no atendimento aos usuários.Com
vistas a alcançar tanto os usuários como os voluntários da entidade em questão somou-se os
saberes adquiridos em suas pesquisas e experiências diárias a roda de conversa promovida pelos
acadêmicos e mediada por uma profissional da Psicopedagogia que deu dicas de organização
do espaço pedagógico, no que tange a pintura do espaço, o armazenamento do material
pedagógico e o conforto do usuário, criando assim um momento de troca de conhecimentos.
Alguns meses após a aplicação do projeto realizou-se a avaliação através da técnica de Grupo
Focal (GF) que, conforme Gomes e Barbosa (1999) se trata de “um grupo de discussão informal
e de tamanho reduzido, com o propósito de obter informações de caráter qualitativo em
profundidade”. Esta técnica permitiu que os pesquisadores adquirissem relatos dos voluntários
(através de gravação de áudio) sobre as mudanças no espaço decorrentes da reforma realizada
posteriormente ao projeto.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: Ao retornar à Casa Azul depois de meses seguintes à


aplicação do projeto verificou-se que teve resultado satisfatório, pois durante a realização do

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Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico
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grupo focal constatou-se que o material que foi doado está sendo utilizado quando indagou-se
quanto ao seu uso. Sobre isso o Voluntário (1)1 respondeu:
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“...a gente utiliza bastante, principalmente o tatame...” e complementou “...assim


como a gente do pedagógico tem nossas necessidades, os outros setores também
têm, então a gente procurou distribuir da melhor forma possível todos os
materiais que vocês trouxeram”.

Esse comentário chamou atenção dos pesquisadores de forma positiva, devido o alcance
do restante dos profissionais que realizam o atendimento integrado ao setor pedagógico, pois o
foco era somente a organização da sala pedagógica e para surpresa dos acadêmicos o projeto
acabou se estendendo ao atender as necessidades dos educadores físicos, psicólogos e outros
pertencentes aos demais setores da entidade. E sobre essas necessidades o Voluntário (1)¹
comenta: “ eu vejo assim, como gestora, a gente tem que também procurar suprir as
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

necessidades dos nosso usuários. Então pra isso, a gente também tem que contribuir com os
outros setores”.
Além disso, foi possível identificar nos relatos que o projeto influenciou positivamente
nas mudanças na estrutura física da sala pedagógica através das dicas discutidas na roda de
conversa com a psicopedagoga quando o Voluntário (1)¹disse:

“...com aquela roda de conversa a gente absorveu muita coisa mesmo, porque a
gente viu no que a gente precisava melhorar. Então, esse momento foi oportuno
porque a gente tinha algumas ideias só que a gente não sabia se realmente se
enquadrava nos padrões. Aí, quando vocês trouxeram um profissional que nos
orientou ...”

E complementou sobre as atitudes tomadas a partir das dicas adquiridas na roda de


conversa: “as modificações até onde a gente pôde foram feitas sim”, mostrando que muito do
que absolvido durante o projeto foi aplicado para gerar melhorias no local.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: O Projeto Mãos que cooperam buscou intervir na realidade da


Casa Azul a fim de contribuir para a organização da sala pedagógica e o fez com êxito
proporcionando aos voluntários conhecimentos e materiais que possibilitaram aos usuários
daquele espaço um ambiente favorável a sua aprendizagem e autonomia. Além de somar com
materiais para realização das atividades diárias daqueles profissionais, os acadêmicos

1
O voluntário participante do Grupo Focal autorizou a gravação do áudio e transcrição do mesmo para
apresentação de resultados.

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promoveram um momento de troca de conhecimento, logo, os responsáveis do projeto motivam


e convidam profissionais ou estudantes da ciência da Educação a complementar saberes a esta
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pesquisa e continuar a fazer doações já que os materiais têm finitude e o conhecimento por sua
vez deve ser construído de forma contínua.

REFÊRENCIAS

APA. AMERICAN PSYCHIATNC ASSOCIATION. Manual Diagnóstico Estatístico de


Transtornos Mentais DSM-5. Porto Alegre: Artmed, 2014.

BRASIL. Câmara dos Deputados, Legislação Informatizada – Decreto nº 6.571, de 17 de


setembro de 2008. Disponível em:
<https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2008/decreto-6571-17-setembro-2008-580775-
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

publicacaooriginal-103645-pe.html.> Acesso em: 25 set 2019.

GADIA, C. A., TUCHMAN, R. & ROTTA, N. T. Artigo de revisão: Autismo e doenças


invasivas de desenvolvimento. Jornal de Pediatria (Rio de Janeiro) Porto Alegre, v.80 n.2,
Apr. 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-
75572004000300011> Acesso em 18 abr de 2019.

MATTOS, L. K. & NUERNBERG. H. Reflexões sobre a inclusão escolar de uma criança com
diagnóstico de autismo na educação infantil. Revista Educação Especial. Santa Maria, v.24,
n.39, jan./abr. 2011 Disponível em:
<http://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/1989/1720> Acesso 18 abr de 2019.

DIAS, S. Asperger e sua síndrome em 1944 e na atualidade. Rev. Latinoam. Psicopat. Fund.,
São Paulo, 18(2), 307-313, jun. 2015. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/rlpf/v18n2/1415-4714-rlpf-18-2-0307.pdf> Acesso em: 05 Abr de
2019.

GOMES, Maria Elasir; BARBOSA, Eduardo. F. A técnica de grupos focais para obtenção de
dados qualitativos. Disponível em : <http://www.tecnologiadeprojetos.com.br/banco_objetos >
Acesso em : 25 de outubro de 2019.

MORI, N. N. R. Psicologia e educação inclusiva: ensino, aprendizagem e desenvolvimento


de alunos com transtornos. Maringá, v. 38, n. 1, Jan. / Mar. 2016. Disponível em: <
http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciEduc/article/view/26236/16127 >. Acesso em:
24 abr de 2019.

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RECICLAGEM LÚDICA

Fábio Silva e Silva1


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fabioses15@gmail.com
Bruno Denner da Silva1
bd.denner12@gmail.com
Weslley Lima Figueira1
Alesandra Cabreira Dias2
alesandracabreira2009.0@gmail.com

RESUMO– Os assuntos relacionados à Educação Física são amplos, temas estes que são pertinentes com mundo
atual, principalmente com o avanço e a dependência tecnológica. Com isso, nota-se a importância de introduzir
nas aulas de Educação Física no ensino fundamental I, materiais e recursos na qual a criança possa sair desse
mundo virtual e conectar-se ao real. Sendo assim, a confecção de brinquedos contribui para que a criança aprenda
desde cedo o descarte de forma correta e use a imaginação para criação dos mesmos. O objetivo desta ação foi
trabalhar as capacidades motoras, através da criação de brinquedos com materiais recicláveis que possibilita
momentos de aprendizado e diversão, além de proporcionar uma construção lúdica que colabora para o
desenvolvimento motor e cognitivo da criança. A oficina foi realizada no dia 1º de novembro de 2018 no Colégio
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Ulbra Cristo Salvador com alunos das turmas de 2º ano do Ensino Fundamental pela parte da manhã. Com a
oficina, as crianças adquiriram o conhecimento sobre a importância da preservação da natureza, além de explorar
sua imaginação e sua autonomia. Diante disso, notou-se que os alunos obtiveram uma aprendizagem significativa
através da confecção e da reciclagem de uma forma lúdica.

PALAVRAS-CHAVE: brinquedos, educação física, reciclagem.

INTRODUÇÃO:A educação física tem ganhado espaço em várias áreas devido sua
importância por diversos fatores, como saúde, estética, qualidade de vida e bem-estar. Diante
disso, viu-se a importância de introduzir métodos de ensino ligados à Educação Física no ensino
fundamental I, no intuito de conhecer a realidade da educação.
O brincar é uma forma de contribuir para o processo de desenvolvimento social da
criança, é uma forma em que ela descobre o mundo onde irá aprender a conviver e a sociabilizar,
principalmente através de atividades que estimulem de forma natural esse processo de interação
e desenvolvimento das capacidades motoras.
Em vista disso, este trabalho visou aprimorar as capacidades motoras, através da
confecção de brinquedos com materiais recicláveis que proporciona momentos de aprendizado
e diversão. Sendo assim, o objetivo proposto foi desenvolver as habilidades motoras e
cognitivas, além de estimular a criatividade e autonomia das crianças através da criação de seus
próprios brinquedos.

1
Acadêmicos do curso de Licenciatura em Educação Física do CEULS/ULBRA.
2
Orientadora. Doutora em ciências da reabilitação.

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Utilizou-se, portanto, o tema transversal meio ambiente, mostrando através da


confecção de brinquedos a reciclagem de forma lúdica.
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MÉTODO: Primeiramente, houve um aprofundamento na pesquisa bibliográfica, segundo Gil


(2002, p. 44), “é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente
de livros e artigos científicos”. Após isso, ocorreu a ação da oficina de brinquedos.
A ação foi realizada no dia 1º de novembro de 2018com as turmas do 2º ano A e B do
ensino fundamental do Colégio Ulbra Cristo Salvador, localizado no Bairro Diamantino, 1753,
no município Santarém-PA.
A duração da programação foi de 1h30 minutos, tendo início as 10:00 horas.
Primeiramente, tratou-se sobre a importância da preservação da natureza e do descarte de forma
correta de resíduos, enfatizando seus efeitos na natureza como: poluição dos rios, incêndios e
doenças, sempre frisando a conscientização das crianças em relação ao lixo e do tempo de que
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

cada resíduo leva para se decompor na natureza, mostrando assim a importância do descarte
correto e também da reutilização dos materiais, ressaltando que nem tudo é lixo. Estimulando
assim, a criatividade e autonomia da criança com a confecção de brinquedos através do lúdico.
Após isso, iniciou-se a confecção do brinquedo Bilboquê. Para a criação do mesmo são
necessários os seguintes materiais: Garrafa Pet com tampa, barbante, folhas de jornais ou
revistas e fita durex.

RESULTADOS E DISCUSSÕES:A oficina realizada proporcionou as crianças a adquirirem


uma aprendizagem melhor e mais interessante. Diante disso:

A realização de oficinas de reciclagem é uma boa alternativa para contribuir na


formação de sujeitos ecológicos, capazes de perceber a riqueza e importância daquilo
que em muitas vezes acabaria indo para o lixo, e desta forma, estimula a separação e
diminuição de resíduos produzidos, além de preservar o meio ambiente. (ALVES,
2013, p.8).

O brinquedo como recurso didático faz o aluno desenvolver o cognitivo, a afetividade,


o respeito, e com a criação do mesmo amplia sua criatividade.
A confecção de brinquedos recicláveis nas aulas de Educação Física forma futuros
cidadãos conscientes com o seu meio. Pois, é explorado o tema transversal Meio Ambiente, em
que o aluno absorve o conhecimento sobre a preservação da natureza. Sendo assim, os
Parâmetros Curriculares Nacionais ressaltam:

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As interseções da Educação Física com este tema transversal, no que diz respeito ao
cuidado de si mesmo como um elemento integrante do meio ambiente e à
responsabilidade social decorrente, estão diretamente vinculadas aos aspectos
desenvolvidos no item Saúde. (BRASIL, 1998, p.39).
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Dessa forma, além dos estudantes ter conhecimento sobre a importância da nossa
natureza, e que alguns materiais que degradam o meio prejudicam diretamente a nossa saúde,
exploram também sua imaginação e autonomia. Pois, para muitas crianças um brinquedo é
sinônimo de felicidade, e ao fazê-lo o coloca como o autor de um objeto sem uso de recursos
financeiros.

Figura 1: Durante a confecção do brinquedo Figura 2:Durante a confecção do brinquedo


Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

Fonte: Weslley Figueira, 2018


Fonte: Weslley Figueira, 2018

Notou-se que os brinquedos confeccionados na oficina chamaram a atenção dos alunos,


que os mesmos no dia posterior levaram para escola o seu próprio brinquedo enfeitado com a
ajuda dos pais, como mostram as imagens abaixo.

Figura 3: Brinquedo com AdesivosFigura 4: Bilboquê Personalizado

Fonte: Fábio Silva, 2018 Fonte: Fábio Silva, 2018

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O brinquedo idealizado como um objeto de suporte da brincadeira, fabricado pelas


crianças de forma artesanal onde se requer atenção durante a confecção e a autonomia do aluno
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de maneira que torne o brinquedo único, um objeto criado com esforço e imaginação do mesmo
que se tornou algo real, com significado e valor insubstituível. “O brinquedo aparece como um
pedaço de cultura colocado ao alcance da criança. É seu parceiro na brincadeira. A manipulação
do brinquedo leva a criança à ação e à representação, a agir e a imaginar”. (BOMTEMPO, 2011,
p. 76).

CONCLUSÃO:A realização da oficina possibilitou aos alunos explorar as capacidades


motoras através da confecção de brinquedos com materiais recicláveis, além de momentos de
aprendizado de forma divertida.
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Pode-se perceber que através da confecção de brinquedos leva os discentes ao


desenvolvimento social e afetivo, visando sempre de forma lúdica o aprendizado motor e a
conscientização ambiental para proporcionar essa vivência importante para a criança em todos
os aspectos tantos físicos quanto cognitivos, mostrando a importância de se trabalhar de forma
lúdica e até simples, mais eficaz no processo de aprendizagem mostrando também assim a
importância do educador físico e seu papel mais que fundamental na escola.
Portanto, notou-se que os alunos obtiveram uma aprendizagem significativa, pois
através desta ação que envolveu a reciclagem, farão eles futuros cidadãos conscientes com seu
meio.

REFERÊNCIAS

ALVES, Daiane O. V. Confecção de brinquedos com resíduos sólidos recicláveis. 2013. 31f.
Monografia (Especialista em Educação Ambiental) – Centro de Ciências Rurais, Universidade
Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2013.

BOMTEMPO, E. A brincadeira de faz de conta: lugar do simbolismo, da representação, do


imaginário. In: KISHIMOTO, T. M. (Org). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14.
ed. São Paulo: Cortez, 2011, p. 63-79.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais:


Educação Física. Brasília: MEC/SEF, 1998.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

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TRABALHO INTERDISCIPLINAR DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA – TIIC: UM


OLHAR PARA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA
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Ariane Sâmea Duarte Lobato1


Irraiane dos Santos Ribeiro
Lia Lima Barbosa Araujo
Profª Msc. Maria Viviani Escher Antero2

RESUMO: A pesquisa partiu das aulas da disciplina estágio nos anos iniciais e/ou educação de jovens e adultos,
momento em que se debateu sobre o assunto e surgiram várias indagações a respeito da evasão escolar nesta
modalidade de ensino. Quem frequenta são os jovens ou adultos? O aluno sente que seus conhecimentos são
valorizados? O que motiva você a estudar? As metodologias usadas pelos professores causam incentivo? A partir
destes questionamentos que o presente trabalho visou conhecer sobre alguns fatores que levam os alunos da EJA
a permanecerem ou evadirem antes mesmo de terminar a educação básica. Para isso foi realizada uma pesquisa
bibliográfica e de campo com aplicação de 54 questionários para alunos da terceira e quarta etapa de uma escola
Municipal de Santarém. Desta forma foi possível constatar que pela idade a maioria são os jovens que estão
frequentando as aulas.
Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

PALAVRAS-CHAVE: Educação. Jovens. Valorização.

INTRODUÇÃO: O Trabalho Interdisciplinar de Iniciação Científica – TIIC faz parte de uma


das atividades que contemplam no Projeto Pedagógico do Curso de Pedagogia do Centro
Universitário Luterano de Santarém - CEULS, assim está estruturado no programa de pesquisa
do curso que os alunos matriculados na disciplina do estágio curricular realizam uma pesquisa
finalizando com a socialização dos resultados.
O que motivou a realização deste trabalho foram os debates em sala de aula a respeito das
observações e dos diálogos com os profissionais que trabalham na EJA comentarem da
desistência dos alunos.
Na sistematização da educação formal a EJA está alicerçada em possibilitar a retomada
dos estudos daquelas pessoas que por algum motivo de ordem pessoal, econômica ou outra não
tiveram oportunidade de frequentar a escola na idade correta.
Historicamente essa modalidade de ensino trazia o enfoque para alfabetização de adultos,
com uma concepção metodológica de ensino tradicionalista em que o interesse voltava- se mais
para aprender escrever o nome pessoal ou dos objetos sem o interesse da sua representatividade
no contexto social.

1
Acadêmicas do Curso de Pedagogia do CEULS/ULBRA
2
Professora do Curso da disciplina Estágio Curricular Anos Iniciais e/ou EJA.

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Atualmente seu desdobramento está voltado para uma educação a partir das experiências
que envolvam suas necessidades. Nesta relação deve-se considerar o mundo do trabalho que
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envolve o estudante da EJA.

É através da socialização pelo trabalho que, em grande medida, vamos nos integrando
à sociedade mais ampla – para além de nossa comunidade local. É essa socialização
que nos permite perceber quais as possibilidades que o meio social a que pertencemos
apresenta para nos desenvolvermos como indivíduos e como seres sociais, detentores
de direitos e deveres para com esse meio e para com a sociedade. (BASEGIO, p. 41
2009)

Entende-se que o trabalho da EJA não se restringe apenas na preparação e inserção de


indivíduos no mercado de trabalho, e sim se associa ao trabalho pedagógico do educador
voltado pela busca reflexiva crítica de saberes reais na busca da cidadania do indivíduo.
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MATERIAL E MÉTODO: Os tipos de pesquisa desenvolvidos neste trabalho foram


bibliográficos e de levantamento. Inicialmente foi o estudo bibliográfico com leituras em livros
e textos sobre os preceitos da modalidade da educação de jovens e adultos, que segundo
(PRODANOV E FREITAS, 2013, pg. 54) “constituída principalmente de: livros, revistas,
publicações em periódicos e artigos científicos, jornais, boletins, monografias, dissertações,
teses, material cartográfico e internet. Posteriormente foi realizada a pesquisa de campo a
pesquisa de campo, sendo aquela a qual o pesquisador busca in loco informações que possam
responder junto aos informantes aos propósitos da pesquisa.” coleta de dados no local onde
acontecem os fenômenos”. (LUDWIG, 2012 p. 55).
A pesquisa foi realizada durante o estágio curricular em uma Escola Municipal na cidade
de Santarém, teve como respondentes 54 alunos da terceira e quarta etapa da Educação de
Jovens e adultos.
A técnica de coleta de dados foi um questionário como nove perguntas fechadas e uma
pergunta aberta.
Respeitaram-se os aspectos éticos uma vez que o participante foi voluntário em responder
e não teve a necessidade de identificação.

RESULTADO E DISCUSSÃO: O gráfico abaixo confirma que são os jovens frequentadores


da modalidade de ensino EJA. Do universo representados 100% tem menos de 40 anos.

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Gráfico 01- Fonte de Pesquisa resposta do questionário do aluno(a)

0; 0% 0; 0%
idade
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2; 4% 0; 0%

6; 11% 15 a 20
21 a 30
31 a 40
41 a 50
acima de 50
45; 85%
um não respondeu
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Sobre o trabalho pode-se afirmar que 50% estão fora do mercado de trabalho, e quando
foram perguntados o que os motiva ao estudo o maior percentual consiste na busca de um
emprego melhor e na busca de cursos profissionalizantes para inserção no mercado de trabalho.

Gráfico 02- Fonte de Pesquisa resposta do questionário do aluno(a)

Motivação

emprego melhor

15; 27,78%
exigência no trabalho
25; 46,30%
conclusão do ensino médio

9; 16,67%
cursos profissionalizantes e
superior

5; 9,26%

110
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Para Basegio, p. 40, 2009”o trabalho ocupa , ainda hoje, uma posição central dentro da
estrutura social, seja por questões ligadas ao desenvolvimento da economia ou à necessidade
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de coesão da sociedade”.
Com relação às aulas ministradas pelos professores os alunos na sua maioria se diz estar
satisfeito com a proposta pedagógica dos docentes, no entanto alguns respondentes ainda
esperam algo a mais nas aulas para que possam finalizar os estudos com entusiasmo e
aprendizagens significativas.

Gráfico 03- Fonte de Pesquisa resposta do questionário do aluno(a)

As aulas são atrativas?


0; 0%
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14; 26% sim


não

40; 74%

RESULTADOS E DISCUSSÃO: Constata – se que tanto na teoria como na prática existe uma
complexidade desta modalidade de ensino, uma vez que atende diferentes interesses e vivências
até mesmo pela faixa etária.
Nos resultados do questionário foi perceptível a expressão dos respondentes com relação
ao estado motivacional, ou seja, uma grande parte dos alunos não percebe que seus
conhecimentos são valorizados pela escola contrapondo assim o papel contemporâneo da EJA
quando enfoca da importância que a escola deve dar para as concepções metodológicas,
considerando as necessidades e vivências do educando que estuda na modalidade EJA.
Portanto é importante que as políticas públicas e programas para a educação de jovens e
adultos sejam voltados para uma relação de ensino e aprendizagem por um estudo
contextualizado como também para o trabalho e que a gestão da sala de aula possa ser mais
dinamizada e associada no desenvolvimento do estudo e trabalho.

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REFERÊNCIAS
CEULS ULBRA, 6., 2019, Santarém, PA. Caderno de resumos expandidos 02 [...]. Santarém: Centro Universitário Luterano de Santarém/Biblioteca Martinho
CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA, 11.; SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 19.; SALÃO DE EXTENSÃO DO

LUDWIG, Antonio Carlos Will. Fundamentos e Prática da Metodologia Científica. 2 Ed.


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PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar. Metodologia do Trabalho


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BASEGIO, Leandro Jesus. BORGES, Marcia de Castro. O mundo do trabalho, a Sociedade


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SAÚDE
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CIÊNCIAS DA
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A DEPRESSÃO PÓS-PARTO EM PUÉRPERAS NO BRASIL: UMA REVISÃO DE


LITERATURA
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Brenda dos Santos Coutinho1


Andreza Dantas Ribeiro2
brenda3996@hotmail.com

RESUMO: O estudo teve como objetivo realizar uma revisão da literatura sobre a ocorrência de depressão pós-
parto em puérperas no Brasil. A busca ocorreu no portal de periódicos da CAPES/MEC. A revisão incluiu artigos
completos publicados na língua portuguesa no período de 2015 a 2019 com acesso gratuito online. A amostra foi
de 05 artigos. Os resultados mostraram que fatores socioeconômicos diminuídos, as transformações ocorridas no
período gravídico-puerperal somados e intercorrências no parto influenciam na ocorrência de depressão pós parto.
Portanto, foi observado que existe uma conexão importante entre a ocorrência de depressão pós-parto em puérperas
e os fatores de riscos apontados, sendo que, o comportamento introspectivo da mãe pode ser uma consequência
negativa da DPP sobre o desenvolvimento motor da criança.

PALAVRAS-CHAVE: depressão puerperal, fatores de risco, saúde da mulher.


Lutero, 2019. 161 p. ISSN 1808-3072. Tema: Cibercultura e as Novas Tecnologias no contexto Amazônico.

INTRODUÇÃO: A depressão pós-parto (DPP) é definida como uma condição de profunda


tristeza, desespero e falta de esperança que acontece após o parto, sendo os principais fatores
de riscos isolamento, privação de sono, alimentação inadequada, sedentarismo, alterações
hormonais, falta de apoio familiar, violência doméstica e presença de transtornos mentais
anteriormente instalados.
Essa condição pode prejudicar o vínculo afetivo entre a mãe e a criança, causando
efeitos negativos no desenvolvimento social, afetivo e cognitivo da criança. Com base nesse
contexto, o estudo teve como objetivo realizar uma revisão da literatura sobre a ocorrência de
depressão pós-parto em puérperas no Brasil.

MÉTODO: Para a realização da busca foi utilizada a palavra-chave “depressão pós-parto” no


portal de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES)vinculada ao Ministério da Educação (MEC). A revisão incluiu artigos completos
publicados na língua portuguesa no período de 2015 a 2019 com acesso gratuito online. Foram
excluídos artigos de revisão bibliográfica. O resultado da pesquisa mostrou 131 trabalhos,
destes foram selecionados 05 artigos que abordavam a temática e seguiam os critérios acima.
A análise ocorreu a partir de leitura minuciosa e interpretação do conteúdo.

1
Enfermeira. Residente em Ortopedia e Traumatologia na Universidade do Estado do Pará (UEPA).
2
Enfermeira. Mestranda pelo Programa de Pós-graduação em Biociências na Universidade Federal do Oeste do
Pará (UFOPA)

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RESULTADOS E DISCUSSÃO: Um estudo transversal aplicou a Escala de Depressão Pós-


Parto de Edinburgh (EDPS) em puérperas atendidas em uma unidade básica de saúde no Paraná,
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foi identificado que estas puérperas eram jovens com baixa escolaridade e renda familiar de 1
a 3 salários mínimos. Das 51 mulheres, 11 apresentaram sintomas depressivos associados a
dados obstétricos como parto normal (51%), realização de episiotomia (33,3%) e ausência de
acompanhante durante o trabalho de parto (70,1%). Ressalta-se que a Organização Mundial da
Saúde indica a episiotomia em apenas 10% a 15% dos partos normais. De um modo geral, por
serem puérperas jovens que vivenciaram a primeira experiência materna, a falta de um
companheiro pode sido um indicativo de risco para o desenvolvimento da depressão, nesse
contexto a Lei n° 11.108, de 07 de abril 2005garanteasparturientes o direito da presença do
acompanhante durante a gestação, parto e pós-parto (BOSKA et al., 2016).
Não se pode afirmar que a Depressão Pós-Parto ocorre apenas em mulheres que tiveram
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uma gravidez indesejada ou que estejam passando por problemas conjugais, pois essas questões
são fatores que contribuem para o aparecimento da DPP, mas não acontecem de regra. As
transformações que ocorrem com a mulher no período gravídico-puerperal como apresentar
medos, sentimento de incapacidade de prestar os cuidados inerentes ao recém-nascido,
dificuldades para assumir o papel materno, a idealização da plena felicidade associada à
maternidade (que frequentemente não ocorre), preocupação com a carreira profissional,
condição financeira restrita e a própria duvida de querer ou não estar grávida proporcionam
condições para o desenvolvimento da DPP e de outras patologias de ordem psíquica nas
puérperas (GREINERT; MILANI, 2015).
A prevalência de sintomas de depressão pós-parto entre puérperas com idade média de
30 anos foi de 31,25%, e para cada nova gestação o escore de depressão aumentou em 9,3%,
sendo que na escala EDPS a afirmação de maior pontuação foi a n.03 - Eu tenho me culpado
sem necessidade quando as coisas saem erradas (média- 1,59).A associação da escala Escala de
Autoeficácia para Amamentar (BSES) versus as variáveis: possuir trabalho formal (p-0,44),
não ter intercorrência na amamentação (p-0,003) e relacionamento conjugal melhorado após o
filho (p- 0,03) regrediu o escore de DPP.A puérpera com escala de autoeficácia alta (38,8%)e
não ter episódio de depressão anterior (21%) também diminuiu o escore de depressão. Foi
observado que não amamentar (20,26) e não ter amamentado outros filhos (7,98) diminuem o
valor do escore da BSES, sendo que, o aleitamento materno exclusivo aumenta esse mesmo
escore em 14,86 pontos (ABUCHAIMet al., 2016).

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Em uma análise sobre a identificação dos fatores de risco e proteção associados à DPP,
de 76 mulheres 23,68% apresentaram maior chance de apresentarem DPP. Foram identificados
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23 fatores de risco para sintomas de DPP, no qual o indicador mais pontuado foi “ter passado
por intercorrências na gravidez anterior/atual” e ter realizado “a cirurgia cesariana”. Entre os
11 fatores de proteção para DPP identificados na amostra, os mais frequentes foram: “ter
suporte familiar”, “viver junto com o parceiro”, “ter desejado a gravidez”, “ter recebido apoio
do pai da criança”, “não ter dificuldades financeiras”, “ter participado do Pré-Natal
Psicológico” e “teve um acompanhante na sala de parto”. Dessa forma, qualidade das relações
da gestante e/ou puérpera com sua rede de apoio impacta diretamente a vivência acerca da
maternidade (ARRAES et al., 2018).
Os resultados de um estudo revelaram correlações entre a saúde mental da mãe e os
comportamentos por ela apresentados durante as interações com o bebê, no qual o teste de
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Spearman evidenciou correlações negativas entre os sintomas de transtornos mentais comuns


associados aos comportamentos de sorrir para o bebê (ρ=-0,23; p<0,05), de tocar o bebê ou
estimulá-lo com objetos (ρ=-0,25; p<0,05) e indicou uma correlação negativa entre os sintomas
de depressão e os comportamentos de sorrir para o bebê (ρ=-0,36; p<0,01). Assim, quanto mais
sintomas de transtornos mentais comuns relatados pelas mães, menos frequentes foram as
ocasiões em que elas sorriam para o bebê, tocavam ou estimulavam com objetos
(ALVARENGA et al, 2018).
O teste de Pearson apontou para uma correlação negativa entre os sintomas de depressão
e a prática de tocar ou estimular o bebê com objetos (r = -0,22; p < 0,05), indicando que quanto
mais sintomas de depressão relatados pela mãe, menos frequentes foram os comportamentos de
tocar ou estimular o bebê com objetos. Com relação ao impacto da DPP no desenvolvimento
motor infantil, o teste de Pearson revelou que os comportamentos em estabilização do bebê