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PROCESSO Nº: 27.001.001.

19-0013252
RECLAMANTE: FLÁVIA RAMOS BARROS
RECLAMADO: DOTCOM GROUP COMERCIO DE PRESENTES S.A.
                              
 
ATA DE AUDIÊNCIA

Aos 09 de Março de 2020, compareceu a este Órgão de Proteção e Defesa do consumidor, a


parte reclamante desta lide, esta devidamente qualificada nos autos deste processo e a
reclamada, DOTCOM GROUP COMERCIO DE PRESENTES S.A. devidamente representada
por seu preposto, com carta de preposição (anexa aos autos). Aberta a audiência, lido o
histórico da reclamação, o qual foi confirmado pelo consumidor, faz-se constar os seguintes
fatos repassados pelas partes presentes nesta audiência. Dada a palavra a reclamada, esta
faz juntada de carta de preposição, e defesa administrativa, em tempo aduz que: “em
28/11/20219 o pedido foi postado a partir da agencia dos correios de Maceió, saindo pra
entrega no dia 03/12/2019. Porem conforme tela de rastreamento anexada a defesa a
entrega não pode ser realizada pois segundo os correios o logradouro apresentava
numeração irregular. Com a devolução do pedido a empresa cancelou a compra e
realizou o estorno do valor no cartão de credito conforme tela anexada a defesa. Dada a
palavra a reclamante, esta desconhece a respeito dos esclarecimentos apresentados em
mesa de audiência, bem como informa que todos seus pedidos são entregues por
transportadora. Frisa-se ainda que a mesma entrou em contato diversas vezes com a
reclamada para obter a entrega de seus produtos e não logrou êxito. Este conciliador,
após breve discussão entre as partes e análise das alegações e documentos constantes nos
autos do processo e trazidos nesta audiência, considerando ainda a impossibilidade de
composição da lide, mesmo as partes tendo sido alertadas sobre os benefícios da conciliação.
Diante do exposto ficam a empresa DOTCOM GROUP COMERCIO DE PRESENTES S.A.
autuada, uma vez que a conduta adotada pela mesma, contraria a legislação
consumerista, por ferir os artigos 4º, I 6º, III e IV, 14°, 30°, 35° I, 39° V e 51 IV todos do
CDC e fundamentos defendidos pelo Decreto nº 2.181/97. Cabendo a este Órgão impor
as penalidades previstas no artigo 56 da  Lei 8.078/90 e artigo 18 do Decreto 2.181/97.
Com isto a reclamante está sendo orientada a Buscar a Tutela Jurisdicional do Estado,
através dos Juizados Cíveis da Capital.
 
Maceió/AL, 09 de Março de 2020.

Lucas Gabriel Moreira do Nascimento


Conciliador do PROCON/AL

FLÁVIA RAMOS BARROS


Reclamante
 
Reclamadas:
Nome: Dennis Fernando de Souza Canuto                             CPF: 095.364.544-
40                       
 
Decorrida a audiência, este órgão apreciará a fundamentação da reclamação do
consumidor, para efeito de sua inclusão nos Cadastros Estadual e Nacional de
Reclamação Fundamentada, nos termos do art. 44 da Lei 8.078/90, prosseguindo o
trâmite do presente processo administrativo, nos termos dos artigos 45 e 46 do Decreto
2.181/97.
DOS FATOS: A reclamante entrou em contato com este Instituto de Proteção e
Defesa do Consumidor do Estado de Alagoas, relatando que realizou uma compra
na empresa reclamada DOTCOM GROUP COMERCIO DE PRESENTES S.A. -
SEPHORA, conforme pedido n° 501894941 e pagamentos acostados a este. Ocorre
que, os produtos comprados não foram entregues, no qual a reclamante entrou em
contato com a reclamada para obter esclarecimentos quanto ao atraso e fora
informada que o pedido fora cancelado, no entanto a mesma não concorda,
desejando que os produtos sejam entregues. Por fim, até a presente data a
reclamante não obteve uma solução para sua lide. Vale frisar que, a consumidora
fora reembolsada, porém requer os produtos. DA FUNDAMENTAÇÃO: É nítida e
irrefutável a infringência aos termos do artigo 4º, do CDC, em que a Política
Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das
necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a
proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem
como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendido o princípio do
seu inciso I, em que deve ter o reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor
no mercado de consumo. Frisa-se, que é direito básico do consumidor, elencado no
art. 6º, inciso III de mesmo diploma legal, a informação clara e completa, sendo
dever do fornecedor durante toda a vida jurídica da relação contratual pactuada e
aqui discutida, e que a empresa é responsável objetivamente por danos causados
ao consumidor, incluídos aqueles derivados de prestação de serviço acessórios ao
do contrato originário, como expressa o art. 14 do CDC. Frisa-se o art. 30, em que
toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer
forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou
apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o
contrato que vier a ser celebrado. Ressalva-se o art. 35, em que se o fornecedor de
produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o
consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha: exigir o cumprimento
forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade (inciso I).
Acentua-se o art. 39, em que é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços,
dentre outras práticas abusivas: exigir do consumidor vantagem manifestamente
excessiva (inciso V). Por fim, ressalta-se o art. 51, no qual são nulas de pleno
direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos
e serviços que: estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que
coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com
a boa-fé ou a equidade (inciso IV). DO PEDIDO: Fica o fornecedor, aqui
convocado, obrigado a prestar os devidos esclarecimentos sobre os fatos
aqui descritos, conforme previsto no Art. 33, §2º do decreto 2.181/97, uma vez
que se configura, na presente demanda, indícios verossímeis de atos e ou ações
ilegais contra sujeito consumidor, gerando, por expressos legais supra expostos e
fundamentados, o direito do reclamante de, em conformidade com a legislação
consumerista e correlata vigente, obter as devidas informações quanto ao
ocorrido acima, bem como a entrega imediata dos produtos, junto a qualquer
a parte aqui notificada. O PROCON/AL, no uso de suas atribuições legais,
analisando preliminarmente a fundamentação dos fatos alegados e
documentos apresentados, nos termos do inciso III do artigo 33 do
Decreto Federal 2.181/97, neste ato instaura processo administrativo
mediante a reclamação acima expressa, apresentada pelo consumidor já
qualificado. Haja vista à verossimilhança nas alegações, de
descumprimento de preceitos e princípios legais defendidos pelo CDC.