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i) O desenvolvimento musical nos primeiros anos de vida

Shimada (2012) investigou vocalizações infantis. Os bebés, ao vocalizar sozinhos, geralmente


constituía brincadeira; regulação das suas emoções através de vocalizações exploratórias.

Reese, 2017; Reynolds & Burton, 2017; Reynolds, Long & Valerio 2007 – Devido à natureza
difusa da linguagem na sociedade, os cuidadores ocidentais podem ter desenvolvido uma
tendência a categorizar as vocalizações infantis como tentativas de falar a sua língua nativa,
em vez de criar música.

Fancourt & Perkins, 2018; Valerio et al., 2011; Valerio, Reynolds, Morgan, e McNair, 2012 – Os
cuidadores desempenham papéis cruciais no desenvolvimento musical dos bebés.

Trehub (2003), cantar para os bebés pode afetar-lhes a excitação (ex.: sono, vigília,
movimentos e choro), pode afetar a ligação bebé-cuidador e pode aumentar as taxas de
sobrevivência do bebé.

[@Conclusão] Custodero & Johnson-Green, 2003; Gerry, Unrau, & Trainor, 2012; Gordon,
1999, 2013; Hannon & Trainor, 2007; Ilari, 2005, 2016; Reynolds & Burton, 2017; Tierney &
Nelson, 2009 – O desenvolvimento musical dos bebés pode desempenhar um papel crítico na
sua aptidão musical, no desenvolvimento musical futuro e na maneira como eles usam a
música com os seus próprios filhos.

iii) Contextos socio-culturais e sócio-económicos


Gerry et al., 2012 – Bebés de seis meses que frequentaram 6 meses de aulas de música
ativa/aulas que envolviam produção de música ao vivo e interações entre cuidadores e bebés,
mostraram uma preferência por músicas em conformidade com a estrutura da música
ocidental aos 12 meses de idade.

Gerry et al., 2012 ; Gerry, Faux & Trainor, 2010 – Os bebés que participaram em experiências
musicais ativas, como cantar e mover-se, apresentaram maiores desenvolvimento social e
desenvolvimento comunicativo e aquisição musical específica da cultura mais cedo do que os
que receberam experiências passivas de música, como ouvir música gravada.

Custodero & Johnson-Green, 2003; Ilari, 2005; Trehub & Schellenberg, 1995 – As interações
musicais existem nas relações cuidador-bebé através das culturas.

Koops (2014) – A interação musical com os bebés pode ser um aspeto integrante do cuidado e
da socialização.

Ilari (2005) – estudo com 100 mães imigrantes e canadianas de segunda geração de crianças de
4 a 9 meses de idade. A maioria das mães imigrantes relatou ouvir e executar músicas das suas
culturas nativas, em vez de canções e rimas em inglês ou francês. A performance da sua
música nativa pode adicionar evidências às práticas culturalmente sustentáveis de fazer
música entre bebés e cuidadores.

Gerry et al., 2010; Hannon & Trainor, 2007; Ilari, 2016; Reynolds & Burton, 2017; Trehub &
Schellenberg, 1995 – A perceção e preferência da música cultural, criação e improvisação
musical e a aprendizagem de música podem ser melhorados/aumentados pela interação social
musical. Ao partilhar canções, cantos de ritmo e danças com bebés, os cuidadores
comunicaram importantes tradições culturais e linguísticas.

[@ Conclusão] Gordon, 1999, 2013; Hannon & Trainor, 2007 – Os cuidadores aculturaram e
enculturaram os bebés à música e estabeleceram as bases para as primeiras experiências
musicais dos seus bebés.

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Custodero e Johnson-Green (2003) – pais que tinham um histórico de envolvimento musical


durante a própria infância tinham maior probabilidade de se envolver em interação musical
com os seus bebés do que os pais musicalmente não experientes.

Fancourt e Perkins (2018) – mães que se envolveram recentemente em experiências musicais


eram mais propensas a envolver os seus bebés em atividades musicais, em comparação com as
mães que não se envolveram recentemente em experiências musicais. Os investigadores
descobriram que o status socioeconómico, os anos de escolaridade e o estado civil tiveram
pouco impacto no envolvimento musical das mães com os seus bebés.

Custodero e Johnson-Green (2008) – como e porque é que os pais usam música com os seus
bebés. Quase metade dos pais indicou que eles usavam música social e emocionalmente para
se relacionar, interagir e acalmar seus bebés de 4 a 6 meses de idade. Pouco frequentemente
os pais relataram o uso de música para melhorar o desenvolvimento não musical dos seus
bebés, como inteligência e caráter.

Custodero e Johnson-Green (2008) – os mesmos bebés, mas agora com 10 a 16 meses de


idade.
Os pais relataram usar a música para fins sociais e emocionais quase na mesma proporção do
que usar música para melhorar o desenvolvimento infantil, como recurso, e em contextos
específicos. As interações musicais entre pais e bebés mudam ao longo do tempo em resposta
às necessidades de desenvolvimento percebidas dos bebés. À medida que ficavam mais
velhos, os bebés iniciavam interações musicais com mais frequência.
Custodero e Johnson-Green (2003) – os pais mais frequentemente envolviam os bebés em
interações musicais, do que crianças pequenas.

Reynolds & Burton, 2017; Trehub & Schellenberg, 1995; Valerio & Reynolds, 2009 – Ouvir
música com crianças pode beneficiar o desenvolvimento musical infantil, aumentando a sua
exposição à música de vários estilos e de uma variedade de culturas e tradições; no entanto, os
investigadores observaram que a importância de fazer música ao vivo/em tempo real e
interações musicais sociais entre cuidadores e bebés pode ser inestimável.

Gordon (1999, 2003) observou que cada bebé nasce com potencial musical, e o potencial
musical nunca pode ser maior que o momento do nascimento; portanto, cada criança tem
direito a experiências musicais de alta qualidade desde pelo menos o nascimento em diante.
Em várias culturas, os investigadores documentaram que a música está enraizada nas
interações dos cuidadores com os bebés (Ilari, 2016; Koops, 2014; Trehub, 2003; Trehub &
Schellenberg, 1995; Valerio et al., 2011). Kodály acreditava que “a educação musical da criança
deve ser iniciada nove meses antes do nascimento da mãe (Kokas, 1982, p. 61).

Para desenvolver uma sociedade intrinsecamente musical, os cuidadores e educadores


musicais devem receber os recursos e apoio necessários para envolver os bebés em interações
musicais sociais e experiências ativas de criação musical desde o nascimento.

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