Você está na página 1de 1

O desmatamento no Pará sofreu redução em 94% em áreas estaduais entre os dias 10 e 24 de

fevereiro - em comparação ao mesmo período do ano passado -, durante a nona fase da Operação
Amazônia Viva, encerrada no dia 27. A avaliação pôde ser feita até dia 24, devido à cobertura de
nuvens na região. A análise realizada com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
também mostra que a redução em todo o Estado, incluindo as áreas federais, foi de 78%. De 10 a 24
de fevereiro deste ano, o desmatamento em todo o Estado abrangeu uma área de 9,17 km². No ano
passado, na mesma fase, a área desmatada foi de 42,9 km².
Os novos dados do desmatamento no Estado comprovam a manutenção do alto índice de redução já
verificada na fase anterior da Operação Amazônia Viva, realizada entre os dias 13 e 30 de janeiro.
Na ocasião, houve queda em 92% na degradação ambiental nas áreas estaduais e em 82% em todo o
Estado, incluindo as áreas federais. De 13 a 30 de janeiro de 2020, o desmatamento atingiu uma
área de 85,31 km², enquanto que neste ano foram desmatados 15,91 km² no mesmo período.
A nona fase da operação aconteceu nos municípios de Altamira, Anapu, Senador José Porfírio,
Pacajá, Uruará, Rurópolis, Trairão, da mesorregião sudoeste, e Novo Repartimento, do sudeste
paraense. Do dia 10 ao dia 27, as equipes da Força Estadual de Combate ao Desmatamento,
formadas por policiais civis e militares, bombeiros, peritos do CPC Renato Chaves e peritos e
fiscais da Semas embargaram uma área equivalente a quase 5 mil campos de futebol. Em suas nove
fases da operação, a Amazônia Viva já embargou e colocou sob proteção mais de 141.496,45 mil
hectares, o que equivale a uma área maior que a cidade do Rio de Janeiro.
Desta vez, a operação apreendeu 313,492 m³ de madeira extraída ilegalmente, sendo 214,60 m³ em
toras, 73,392 m³ de madeira serrada e 25,50 m³ de madeira em estacas. A ação também destruiu um
acampamento ilegal e apreendeu cinco maquinários, sete motosserras e sete veículos. A nona fase
da operação emitiu 14 autos de infração, 19 termos de apreensão, 12 termos de depósito, oito
termos de embargo e nove termos de inutilização/destruição.
Entre os procedimentos policiais, a operação realizou 12 perícias, quatro inquéritos por portaria,
seis termos circunstanciados de ocorrência (TCO), dois Boletins de Ocorrência, um armamento e
cinco munições.
O titular da Semas, Mauro O’ de Almeida, afirma que o balanço da operação evidencia a eficiência
da regularidade dessas ações, já que desde o início mantém os resultados positivos: “Os números da
Operação Amazônia Viva impressionam pelo seu volume e regularidade. Esta tem sido uma
ferramenta fundamental na execução do Plano Estadual Amazônia Agora, pois a integração entre a
repressão aos crimes ambientais com os outros eixos do Plano, os programas Territórios
Sustentáveis e Regulariza Pará, permitem ao Estado avançar cada vez mais na política de
desenvolvimento socioambiental”, afirma o Secretário.
A Operação Amazônia Viva faz parte do eixo de Comando e Controle, do Plano Estadual Amazônia
Agora, coordenado pela Semas. A macroestratégia do Governo do Pará promove a conservação da
floresta de forma integrada ao desenvolvimento social e econômico no campo. Entre as metas do
plano, está a redução na emissão de gases do efeito estufa, para alcançar, até 2036, o patamar de
emissão líquida zero. Para isso, o plano tem quatro pilares: Regulariza Pará (regularização fundiária
e ambiental), Territórios Sustentáveis (apoio e fomento aos produtores rurais, além da recuperação
de áreas degradas), Fundo Amazônia Oriental (fundo de captação de recursos para os projetos do
PEAA) e Comando e Controle (Combate aos crimes ambientais com a Força Estadual de Combate
ao Desmatamento).