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- Qual avaliação que o senhor faz do desempenho da gestão ambiental, de acordo com o que agente

pôde observar neste relatório, deste ano de 2020.

Passados quase dois anos, com uma pandemia no meio do caminho, a gente conseguiu estruturar a
Secretaria do ponto de vitas formal. Nós tínhamos vários planos, projetos e programas defasados,
como é o caso do Plano de Prevenção, Controle e Alternativas ao Desmatamento do Estado do Pará,
o chamado PPCAD/PA, que estava defasado desde 2009 e nós atualizamos. Nós fizemos a política
estadual de mudança do clima, nós reinstituímos o Fórum Estadual de Mudança Climática, nós
botamos em pé o Plano Amazônia Agora, que é o grande plano de Estado envolvendo mais de oito
órgãos estaduais neste contexto. Então, hoje, digamos que o Pará tem um plano, tem um projeto,
tem uma meta, tem um objetivo bem delineado, bem traçado. Este é um aspecto que é um legado já
deste governo. O segundo aspecto é que nós melhoramos muito o fluxo de licenciamento,
reforçamos o pessoal, melhoramos as Instruções Normativas, ou seja, a organização interna da
Secretaria e com isso nós alcançamos uma quebra de recorde de metas, chegando até 60% a mais da
meta que nós mesmos nos instituímos em licenciamento e em outorga. Nós, por exemplo, em
outorga, baixamos um estoque de 1.300 outorgas que nós tínhamos aí empacadas e baixamos isso
para 300, praticamente. Então, o avanço de liberação de outorga, de licenciamento, foi muito
grande. Além do que, o próprio licenciamento de manejo, de outros licenciamentos, como comércio
e serviços, de mineração, também houve um aumento de produtividade. Então este foi um aspecto
importante que hoje nós já temos. É preciso, evidentemente, a gente avançar. Nós estamos
querendo, em perspectiva, até o fim deste mandato, fazer um licenciamento mais autodeclaratório,
uma fiscalização mais escorreita, instituir o tribunal de recursos ambientais, tirando uma parcela
que não tem funcionado muito bem dentro do Conselho Estadual de Meio Ambiente, que é a
questão do julgamento de processos punitivos, trazer isto para dentro da Secretaria, instituindo um
tribunal específico para processos punitivos. Isto é uma meta nossa, também neste aspecto, para os
próximos anos.

- E não dá pra gente deixar de falar também, em relação ao pilar de Comando e Controle e
Operação Amazônia Viva, porque os olhos do mundo estão voltados para a Amazônia e para o
combate do desmatamento também. E em relação a isto, o desempenho do Estado foi muito bom. A
que se deve isso?

Primeiro, a questão do reforço de pessoal. Nós tínhamos apenas dez fiscais quando nós entramos e
hoje nós temos 109. Por conta que perdemos um fiscal para a Covid. Esse pessoal trabalha em
sinergia com outros órgãos do Sistema Estadual de Meio Ambiente, como Polícia Civil, Polícia
Militar, Instituto de Perícia Científica, Ideflor-Bio, os Bombeiros. Então, a forma como a gente
começou a trabalhar, sempre coordenada, e em grande volume de atuação, fez com que a gente
baixasse, onde a gente se propôs a baixar os números, que seriam nas áreas de jurisdição estadual, e
mais naqueles empreendimentos que nós licenciamos e que nós temos o dever de fiscalizar, que a
gente baixasse expressivamente o desmatamento neste contexto. Como eu tenho dito,
evidentemente a gente precisa do apoio de instituições, a gente precisa de apoio de municípios, do
governo federal, e isto a gente tem que ir buscar. Evidentemenete gente não pode forçar este
relacionamento, a gente tem criado pontes, tem ido ao diálogo e tem tentasdo atrair, dizendo que
esta é a forma de nós atuarmos, em coordenação, em sinergia. Ela é positiva, ela é eficiente. E isso
que a gente está pensando em fazer. Agora, nós também temos colocado que o mais importante para
nós é o Plano Amazonia Agora, os outros pilares que estão já acontecendo, como o Territórios
Sustentáveis, o incentivo à assistência técnica rural eficiente, a abertura de linhas de créditos para
quem aderir ao programa, a regularização fundiária e regularização ambiental, que também andaram
nestes dois primeiros anos, o Fundo Amazônia Oriental, que estamos a ponto de instituí-lo na
prática. Então, este conjunto de políticas é que vai fazer no Estado a mudança de chave cultural e
efetivamente na política sócioeconômica do Estado do Pará.
- O que esperar do Plano Estadual Amazônia Agora para 2021, já que a gente teve um processo de
estruturação dele em 2020 e agora o que deve acontecer, quais são os próximos passos?

O próximo passo é a gente, definitivamente, colocar para funcionar o Fundo Amazônia Oriental,
que pretende ser o apoio financeiro da estrutura dos pilares do Amazônia Agora, nós pretendemos
avançar nas metas do Programa Territórios Sustentáveis, ele está em contínua movimentação, em
contínua estruturação, estamos ainda tendo o suporte de instituições para que ele fique em
construção, mas uma construção que é dinâmica, para atualização permanente. Para a gente
observar quais são os gargalos que nós encontramos em campo, no que a gente pode melhorar. A
gente pensa uma coisa e quando a gente vai em campo a gente encontra desafios. Esses desafios
precisam ser vencidos com o que? Com uma revisão constante daquilo que a gente tem feito. E é
isso que a gente tem feito agora. Nós já estamos apresentando alguns resultados, já entregamos mais
de 100 inscrições e análises de CAR, com regularização fundiária, e aí vamos avançar. O universo é
largo (....)