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As bases do casamento

Para a maioria das pessoas viver sozinho é muito desagradável. Para resolver o
primeiro problema da raça humana, a solidão, Deus instituiu o casamento.
Imagine Adão num ambiente perfeito, mas sozinho. Então Deus criou a
mulher, e o primeiro título que deu à ela foi auxiliadora ou ajudadora, pois
esta é a sua função básica.
“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma
ajudadora idônea para ele” (Gênesis 2:18).
Deus não deu ao homem uma simples companheira, mas uma ajudadora
idônea, para que neles e através deles pudesse realizar seu plano.
O plano divino para a raça humana incluía a existência de famílias sólidas,
estáveis; solteiros que mantêm sua pureza; casais que convivem em harmonia
e fidelidade; pessoas que vivem com dignidade, diligentes, responsáveis,
trabalhadoras, generosas e prontas para o serviço cristão, vivendo num
ambiente de amor ordem e paz. Estes ideais, embora elevados, podem ser
alcançados por pessoas que escolhem viver debaixo do senhorio de Cristo, por
pessoas que desejam aprender a ser famílias que vivem a realidade do Reino de
Deus aqui na terra.
Como criador da família, Deus é o único com autoridade e direito de decidir o
que ela é, para que existe e como deve funcionar.
O casamento começou a partir de uma necessidade básica de companheirismo
e complementação. No plano de Deus o casamento foi instituído para que duas
pessoas pudessem viver completamente unidas.
“Assim não mais dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou
não o separe o homem” (Mateus 19:6).
Deste modo, quando você está suprindo as necessidades físicas, emocionais,
intelectuais e espirituais do seu cônjuge, vocês estão sendo um. E quando você
não supre a necessidade do seu cônjuge, você está sozinho, como se fosse
solteiro. É interessante notar que:
“Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este
adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;
e da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e
trouxe-a a Adão” (Gênesis 2:21,22).
A mulher foi tirada do lado de Adão, isto é, da sua costela, para revelar a sua
dependência do homem. Ela não foi tirada da cabeça, pois não é sua função
domina-la; nem de seus pés, pois não foi criada para ser pisada por ele; mas do
seu lado para revelar a responsabilidade e dever do marido em protegê-la e
cuidar dela.
Com as simples palavrinhas ´e trouxe-a a Adão nós temos o casamento; foi
Deus quem instituiu a família e foi ele quem fez o primeiro casamento. E
quando Adão viu sua noiva ele disse:
“Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será
chamada mulher, porquanto do homem foi tomada” (Gênesis 2:23).
De vez em quando, precisamos reviver este momento. É necessário dizer
freqüentemente ao seu cônjuge: “Querido(a) eu agradeço ao Senhor porque ele
me deu você, que é a única pessoa que pode suprir totalmente as minhas
necessidades”.
Bases para um lar harmonioso
“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua
mulher, e serão ambos uma carne. E ambos estavam nus, o homem e a sua
mulher, e não se envergonhavam” (Gênesis 2:24,25).
Vamos analisar estas palavras, pois elas formam as bases que são os pilares de
um casamento feliz. Cada um desses quatro pilares é necessário para que haja
harmonia e felicidade no lar:
1. “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe”.
Para que o novo relacionamento floresça, há necessidade de um deixar
emocional por parte dos recém-casados. É fundamental que tanto o homem
como a mulher cortem o cordão umbilical, rompam os laços de dependência
emocional e financeira dos seus pais.
Este “deixar” é tão importante que Deus o menciona antes de falar sobre
união matrimonial. Isto não quer dizer que devem abandonar ou deixar de
respeitar e honrar aos seus pais, mas significa que eles precisam dar um outro
enfoque a vida, tendo o cuidado de suprir as necessidades um do outro.
2. “E apegar-se-á à sua mulher”.
Aqui significa unir-se, cimentar. Indica a natureza permanente do casamento.
As duas pessoas estão unidas uma a outra. Por isso, qualquer tipo de
separação é muito dolorosa.
No plano original de Deus, o casamento era uma instituição permanente, “até
que a morte os separe”; não até que os sogros os separe, nem o amante, nem
os colegas, nem seus pais e nem mesmo a discórdia; mas até a morte.
Se tentarmos separar duas folhas de papel coladas uma a outra, as duas se
rasgarão.
3. “E serão ambos uma carne”.
Casamento significa unidade, no sentido mais completo da palavra – espiritual,
mental e física. É um processo que acontece durante toda a vida do casal. Esta
unidade não pode acontecer da noite para o dia, por isso leva uma vida toda.
Tornar-se os dois uma só carne refere-se a experiência sexual. Nós nos
casamos no cartório para cumprir a lei; casamos na igreja perante o povo para
invocar as bênçãos de Deus e dar testemunho público dos votos feitos;
casamos na cama através do ato conjugal, aí dá-se a consumação do
casamento. Essa experiência é reservada somente para duas pessoas que
deixaram e se uniram. Qualquer outra experiência de intimidade física é uma
tragédia com resultados catastróficos.
Embora o relacionamento “uma só carne” seja basicamente física, as
implicações espirituais, mentais e emocionais são muitas. A Bíblia descreve
esse ato em Gênesis 4:1 da seguinte maneira:
“E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu...” a palavra
“conheceu” é a palavra que o Espírito Santo escolheu para descrever essa
santa união entre o homem e sua mulher. O conhecer no ato sexual não é
somente físico, mas também emocional, mental e espiritual. Podemos dizer
sim, que este ato é um ato espiritual.
4. “E não se envergonhavam”.
Somente depois que o homem e a mulher “deixar” seus pais e assumem o
compromisso de se unirem tornando-se uma só carne, é que vem a intimidade.
Este é o quarto pilar do casamento. Ele está expresso nas palavras, ”e ambos
estavam nus, o homem e a sua mulher, e não se envergonhavam”.
Na lista das prioridades de Deus a intimidade está em último lugar porque
antes dela o casal deve deixar, unir-se e tornar-se. Esta ordem é importante e
não pode ser mudada.
A nudez de Adão e Eva não era simbólica, mas real, e não havia nenhuma
vergonha ou embaraço entre eles, nenhuma área estava escondida, nenhum
medo, nenhum acanhamento. Havia liberdade física e emocional.
Até esta altura, havia uma profunda intimidade e transparência. Esse era o
plano de Deus, mas com o pecado essa intimidade acabou. Agora temos
egoísmo, insatisfação, raiz de amargura, frustração e mal entendido, mas,
através do conhecimento bíblico podemos voltar a gozar o nosso
relacionamento sexual como Deus planejou.
Se não houver o deixar, o unir-se e o tornar-se, não haverá alicerce para se
construir um lar feliz. É também necessário que haja o compromisso de “até
que a morte os separe”.. O plano original de Deus não pode ser mudado.
Quando o homem interfere na ordem de Deus ele sempre tem problemas.
Um dos maiores problemas que nossos lares estão enfrentando hoje em dia, é a
falta de compreensão do papel do marido e da esposa no lar. A família é uma
“invenção divina”, Deus além de criar o marido e a esposa, estabeleceu
princípios e definiu os papéis de cada um, tendo em vista um casamento bem
sucedido.
O papel do marido
“Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja,
e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25).
O marido que assume a liderança do lar de maneira sábia e ama a sua esposa
com amor ágape obterá dela mais facilmente o respeito e submissão. O marido
deve procurar conhecer as necessidades de sua esposa e viver de acordo com
elas. Deve colocar estas necessidades acima das suas próprias, mostrando
devoção desprendida aos melhores interesses da esposa, que necessita da sua
proteção. O marido deve viver com sua esposa com entendimento, dando honra
à ela, como vaso mais frágil e como sendo ela herdeiras convosco da graça da
vida. O marido deve estar à vontade com a sua esposa, ele precisa ter
intimidade com ela. Viver com a esposa significa estar intimamente ligado a
ela.
Hoje em dia é comum ver alguns maridos vivendo mais fora do que com suas
esposas, passam mais tempo com amigos do que com elas.
Não basta dividir a cama, é necessário dividir a vida. Portanto, maridos, vivam
com as vossas esposas. Dê espaço para que ela viva na sua plenitude. Procure
conhece-la para além dos momentos banais do dia-a-dia. Conheça-a na mais
profunda intimidade, saiba dos seus medos, preocupações.
Ao sentar-se em torno da mesa, não se preocupe somente com a comida, diga
para sua esposa: Benzinho, que prato delicioso! Que comida gostosa!
Quando foi a última vez que você disse a ela: Você está linda! Que vestido
lindo! Que perfume delicioso!
A mulher não está sendo mais notada, o marido esquece de dizer: Eu te amo,
você é importante para mim. A mulher vai se sentindo solitária, e isto
desencadeia um descontentamento.
O marido inteligente continua a agir como nos tempos de namoro. Quando era
namorado ou noivo preocupava-se com o hálito, chupava uma bala de hortelã,
cuidava dos sapatos para que sempre estivessem bem engraxados, cuidava da
higiene pessoal usando um desodorante, cuidava de sua barba. Ele procurava
apresentar-se da melhor maneira possível para causar, na namorada ou noiva,
a melhor de todas as impressões. Este mesmo cuidado deveria continuar a
existir após o casamento.
O papel da esposa
“Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o
marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo
ele próprio o salvador do corpo” (Efésios 5:22,23).
O que significa submissão? Será porventura uma pessoa sem vontade, sem
possibilidade de expressar seus desejos, alguém que seja diminuída em todas
as suas cogitações? Qual o verdadeiro sentido de uma mulher submissa a seu
próprio marido?
Primeiramente ela é submissa quando reconhece que o marido é a cabeça e o
líder do lar. Submissão não é andar de cabeça baixa, não omitir opinião. Pelo
contrário, é dialogar, expor, manifestar-se, discordar. Em segundo lugar, a
mulher é submissa ao seu marido quando assume o seu papel de submissão,
ou seja, missão de base, missão de apoio, alicerce.
Submissão é um ministério e quando a esposa consegue exerce-lo isso se torna
em bênção, fazendo com que muitas discussões de famílias cessem.
Esposas, aprecie a profissão de seu marido, dê importância, valor para as
atividades no seu trabalho. Converse com ele sobre dificuldades que ele
enfrenta lá no seu trabalho. Mostre que ele é precioso para você. Quando ele
chegar perto de você, seu sorriso, suas expressões, seu brilho nos olhos, devem
comunicar a ele como você está contente por vê-lo. Comece a admira-lo,
fazendo com que ele se sinta bem querido e feliz no seu lar, ele vai começar a
ser atraído cada dia mais a estar perto de você. Ele vai ser atraído a passar um
tempo especial com você todos os dias. Procure e deseje obter o perdão dele
sempre que o ofender. A melhor maneira de pedir perdão é olhar nos olhos e
sem desculpas dizer a ele: Eu estou errada, me perdoe!
Muitas mulheres reclamam do marido desatento, aquele que não presta
atenção em nada (roupa, sapato, comida, etc) e muitas já perderam as
esperanças em relação a mudança de seu marido. Mas isso pode ser
transformado, faça a sua parte e peça sabedoria ao Senhor. “Toda mulher
sábia edifica a sua casa”
Plante sementes de amor. A medida que você descobre as necessidades de seu
marido e faz um esforço especial para satisfaze-lo, ele irá eventualmente notar
sua iniciativa e apreciar, admirar você e procurar também satisfazer as suas
necessidades.
Seja uma mulher virtuosa, aquela que tem uma disposição, firme e habitual
para prática do bem, têm um coração compassivo, e o seu valor muito excede
ao de rubis.
A felicidade familiar será mais facilmente alcançada quando tanto o homem
como a mulher se preocuparem mais em dar do que receber, quando buscarem
mais o cumprimento das responsabilidades do que a defesa dos direitos.
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