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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

FACULDADE DE ENGENHARIA AGRÍCOLA

DESEMPENHO DE LEITOS CULTIVADOS ("CONSTRUCTED


WETLAND") PARA TRATAMENTO DE ESGOTO:
CONTRIBUIÇÕES PARA CONCEPÇÃO E OPERAÇÃO

MARCELUS ALEXANDER ACORINTE VALENTIM


MSc. Engenheiro Agrícola

CAMPINAS
DEZEMBRO, 2003
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
FACULDADE DE ENGENHARIA AGRÍCOLA

DESEMPENHO DE LEITOS CULTIVADOS ("CONSTRUCTED


WETLAND") PARA TRATAMENTO DE ESGOTO:
CONTRIBUIÇÕES PARA CONCEPÇÃO E OPERAÇÃO
Tese apresentada à Banca Examinadora para
obtenção do título de Doutor em Engenharia Agrícola
na área de concentração em Água e Solo –
Desenvolvimento Tecnológico e Impacto sobre os
Recursos Naturais.

MARCELUS ALEXANDER ACORINTE VALENTIM


Orientador: Prof. Dr. Denis Miguel Roston

CAMPINAS
DEZEMBRO, 2003
FICHA CATALOGRÁFICA ELABORADA PELA
BIBLIOTECA DA ÁREA DE ENGENHARIA - BAE - UNICAMP

Valentim, Marcelus Alexander Acorinte


V234d Desempenho de leitos cultivados (“constructed
wetland”) para tratamento de esgoto: contribuições para
concepção e operação / Marcelus Alexander Acorinte
Valentim.--Campinas, SP: [s.n.], 2003.

Orientador: Denis Miguel Roston.


Tese (Doutorado) - Universidade Estadual de
Campinas, Faculdade de Engenharia Agrícola.

1. Águas residuais. 2. Esgotos. 3. Águas residuais –


purificação tratamento biológico. 4. Plantas aquáticas.
I. Roston, Denis Miguel. II. Universidade Estadual de
Campinas. Faculdade de Engenharia Agrícola. III.
Título.
"Por vezes,

para encontrarmos respostas,

precisamos apenas olhar para

o nosso Coração..."

Ao Meu Pai,
Com Muito Carinho e Saudades...

À minha Mãe e Minha Irmã,


Meu Apoio, Meu Estímulo, Minha Luz de todos os dias...

Aos meus queridos avós,

Dedico ...

ii
AGRADECIMENTO
Ao Grande Criador, presente ontem, hoje e sempre na minha vida.

Ao Prof. Denis, mais que um orientador, um amigo.

À FAPESP, pela bolsa de doutorado, e ao seu Avaliador pelos valiosos conselhos.

A comissão de orientação, Prof. Paterniani, Prof. Durval e Profa. Mariangela.

À Banca Examinadora, Prof. Luis Phillipi (UFSC), Prof. Daniel dos Santos (UFPR), Prof.

Edson Nour (UNICAMP), Prof. Marcelo Nolasco (UFPR), Prof. Paterniani (UNICAMP).

Aos Professores e Funcionários da Faculdade de Engenharia Agrícola e da UNICAMP.

Aos amigos de graduação e pós-graduação.

Aos meus alunos de Mec. Flu. e Saneamento Ambiental, hoje também Engenheiros Agrícolas.

À minha amiga Maria Angélica, por sua dedicação e entusiasmo na condução das análises.

À Aninha, Martha, Rosangela, Susely, Clóvis, André, Jurandir, Freire, José Budia, Deivis,

Túlio e Gelson pelos incontáveis auxílios.

Aos meus amigos Fernando Brod, João Eduardo, Marcelo Mazzola, Delvio, Cristiane,

Caroline, Angel, Náila, Éder, Teresa, Teresa Mansor, Luciana, Juninho, Celso, Anderson,

Prof. Kil, Aninha, Rafael (Formiga), Juliana, Rosa, Jussara, companheiros nesta jornada.

Ao tio Manuel, tia Teresa, Cláudia, Juliana e toda minha família pela torcida.

A todos que colaboraram, participaram e ajudaram na realização deste sonho.

Agradeço.

iii
SUMÁRIO

LISTA DE ABREVIAÇÕES .....................................................................................................vi


LISTA DE FIGURAS ............................................................................................................. viii
LISTA DE QUADROS ........................................................................................................... xiii
LISTA DE QUADROS ........................................................................................................... xiii
LISTA DE TABELAS .............................................................................................................xiv
LISTA DE TABELAS .............................................................................................................xiv
LISTA DE ANÁLISE ESTATÍSTICA ................................................................................. xviii
LISTA DE ANÁLISE ESTATÍSTICA ................................................................................. xviii
RESUMO .................................................................................................................................xix
ABSTRACT .............................................................................................................................xxi
1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................................1
2. OBJETIVO ..............................................................................................................................2
3. REVISÃO DE LITERATURA ...............................................................................................3
3.1. Sistemas Naturais .............................................................................................................3
3.2. Leitos Cultivados ou “Constructed Wetlands”.................................................................4
3.2.1. Classificação e Parâmetros de Projeto ..................................................................4
3.2.2. Remoção de poluentes ...........................................................................................10
3.2.3. Macrófitas ..............................................................................................................12
3.2.3.1. Classificação.....................................................................................................13
3.2.3.2. Transferência do Oxigênio ...............................................................................14
3.2.3.3. Seleção do gênero.............................................................................................17
Typha sp. (Taboa)......................................................................................................17
Eleocharis sp. (Junco Manso)....................................................................................18
Scirpus sp. (Navalha de Mico) ..................................................................................19
3.3. Desenvolvimento científico e pesquisas em LC.............................................................20
3.4. Assimilação dos Poluentes .............................................................................................36
3.4.1. Fatores abióticos ....................................................................................................38
3.4.2. Catabolismo oxidativo e fermentativo .................................................................39
3.4.3. Nitrogênio ...............................................................................................................41
3.4.4. Fósforo ....................................................................................................................47
3.5. Modelo Matemático........................................................................................................49
4. MATERIAL E MÉTODOS...................................................................................................50
4.1. Local do Experimento ....................................................................................................50

iv
4.2. Uso da Água na FEAGRI ...............................................................................................51
4.3. Sistema de Tratamento Avaliado....................................................................................51
4.4. Vazões e Coleta de Amostras .........................................................................................53
4.5. Parâmetros Avaliados e seus Métodos de Análises Laboratoriais .................................54
4.6. Avaliação Estatística dos Dados.....................................................................................56
5. Resultados e Discussão..........................................................................................................57
5.1. Macrófitas.......................................................................................................................57
5.1.1. Estabelecimento da Scirpus sp. ............................................................................57
5.1.2. Manejo ....................................................................................................................58
5.1.3. Ocorrência de Animais e Plantas Invasoras .......................................................67
5.1.3. Produção de Biomassa e Crescimento .................................................................68
5.2. Desempenho dos LC.......................................................................................................71
5.2.1. DQO ........................................................................................................................72
5.2.2. SST ..........................................................................................................................79
5.2.3. TURBIDEZ ............................................................................................................87
5.2.3. pH............................................................................................................................94
5.2.4. NITROGÊNIO AMONIACAL ..........................................................................101
5.2.6. NITROGÊNIO NITRATO .................................................................................108
5.2.7. FÓSFORO TOTAL.............................................................................................116
5.2.8. COLIFORMES TOTAIS....................................................................................123
5.2.9. E. coli ....................................................................................................................129
6. CONCLUSÃO e SUGESTÕES ..........................................................................................135
7. LITERATURA CITADA ....................................................................................................138
8. APÊNDICE .........................................................................................................................148

v
LISTA DE ABREVIAÇÕES
A: Área [m2];
C: Carbono;
C*: coeficiente determinado empiricamente representando a fração não removida do poluente
para A/Q=0
CH4: Metano;
Ce: Valor efluente;
Co: Valor afluente;
CO2: Gás Carbônico;
CTO: Capacidade de Transferência de Oxigênio [mg L-1];
CW: “Constructed Wetland”;
DBO: Demanda Bioquímica de Oxigênio [mg L-1];
DDBO: Demanda de Oxigênio para Oxidar o Material Carbonáceo [mg L-1];
DO: Demanda de Oxigênio [mg L-1];
DONt: Demanda de Oxigênio para Oxidar o Material Nitrogenado [mg L-1];
DP: Desvio Padrão;
DQO: Demanda Química de Oxigênio [mg L-1];
FAU: Unidade de atenuação Formazin;
FEAGRI: Faculdade de Engenharia Agrícola da UNICAMP
FL: Filtro Lento;
H: Profundidade [m];
K: Constante de redução [m dia-1];
LC: Leito Cultivado;
LCFH: Leito Cultivado de Fluxo Horizontal;
LCFS: Leito Cultivado de Fluxo Superficial;
LCFSS: Leito Cultivado de Fluxo Subsuperficial;
LCFV: Leito Cultivado de Fluxo Vertical;
MO: Matéria orgânica;
N: Nitrogênio;
Na+: Íon sódio;
NMP: Número Mais Provável;

vi
N-NH3: Nitrogênio Amoniacal [mg L-1];
N-NO3-: Nitrogênio Nitrato [mg L-1];
Norg: Nitrogênio orgânico [mg L-1];
Nt: Nitrogênio Total [mg L-1];
NTK: Nitrogênio Total Kjedahl [mg L-1];
O2: Gás Oxigênio;
OD: Oxigênio Dissolvido [mg L-1];
P: Fósforo;
Pt: Fósforo total [mg L-1];
pH: Potencial Hidrogênio;
Potencial Redox: Potencial de redução-oxidação;
Pt: Fósforo Total [mg L-1];
Q: Vazão [m3 dia-1];
RAC: Reator Anaeróbio Compartimentado
SO42-: Sulfato;
SSed: Sólidos Sedimentáveis [mL L-1];
SCol: Sólidos Coloidais [mg L-1];
SDT: Sólidos Dissolvidos Totais [mg L-1];
SST: Sólidos Suspensos Totais [mg L-1];
TDH: Tempo de Detenção Hidráulico [dia-1];
TSM: Tanque Séptico Modificado;
UNICAMP: Universidade Estadual de Campinas
V: volume [m3];
VM: valor médio.

vii
LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Leitos cultivados de fluxo (a) superficial, (b) subsuperficial e (c) vertical [(a)
adaptado de USEPA, 1999; (b) de GUSTAFSON et al. (2001)] ........................................7
Figura 2. Detalhe da rizosfera e do transporte de oxigênio para as pontas das raízes (Adaptado
de GUNTENSPERGEN et al., 1988) ................................................................................16
Figura 3. (a) Typha sp., (b) Eleocharis sp. e (c) Scirpus sp. (LORENZI, 1982).......................20
Figura 4. Processos de remoção da matéria orgânica em função dos receptores de elétron e do
potencial redox (VON SPERLING, 1996b) ......................................................................37
Figura 5. Diagrama simplificado do ciclo do nitrogênio nos leitos cultivados. (Adaptado de
FAULKNER & RICHARDSON (1989) citado por HAMMER & KNIGHT, 1994) .......43
Figura 6. (a) Tanque Séptico Modificado e (b) LCFSS instalados na FEAGRI UNICAMP....52
Figura 7. Detalhes do (a) replantio no leito quadrado com Typha sp. e (b) da raiz de Typha sp.
...........................................................................................................................................58
Figura 8. (a) LCFSS em maio/2001 (após 2 meses de corte total) e (b) em setembro/2001
(após 6 meses do corte total) .............................................................................................59
Figura 9. (a) Corte realizado com roçadeira em novembro/2001 e (b) detalhe dos LC
quadrados uma semana após o corte total .........................................................................60
Figura 10. Em detalhe necrose causada pelo fungo Colletotrichum sp. em folhas de Typha sp.
cultivadas nos LC instalados em Espírito Santo do Pinhal/SP (HUSSAR, 2001) ............61
Figura 11. Em destaque as plantas de Typha sp. no centro dos LC (a) quadrados e (b)
retangulares........................................................................................................................62
Figura 12. (a) LC quadrados e (b) LC retangulares em abril/2002, 30 dias após o 4o corte total
...........................................................................................................................................62
Figura 13. (a) três ovos de Sabiá-poca e (b) detalhe do leito retangular com Scirpus sp.
infestado por capim-fino....................................................................................................68
Figura 14. Produção de biomassa das macrófitas – Peso Seco [ton ha-1 mês-1] obtida nos cortes
totais de março/01, novembro/01, março/02 e outubro/02 e o valor médio......................69
Figura 15. Crescimento das macrófitas entre março e julho de 2002 (4o Corte).......................70
Figura 16. Crescimento das macrófitas entre Outubro/2002 e Fevereiro/2003 (5o Corte)........71

viii
Figura 17. Concentração de DQO [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1 ..............................................72
Figura 18. Concentração de DQO [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1 ...............................................73
Figura 19. Concentração de DQO [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos LC entre 24/01/01 a
22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1 ...........................................................................74
Figura 20. Concentração de DQO [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1 ................................................75
Figura 21. Concentração de DQO [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1 ...............................................76
Figura 22. Concentração de DQO [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1 ...............................................77
Figura 23. Concentração de sólidos suspensos totais [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos
leitos cultivados entre 18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1 ....................80
Figura 24. Concentração de sólidos suspensos totais [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos
leitos cultivados entre 15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1 ....................81
Figura 25. Concentração de sólidos suspensos totais [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos
leitos cultivados entre 24/01/01 a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1 .....................82
Figura 26. Concentração de sólidos suspensos totais [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos
leitos cultivados entre 29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1 .....................83
Figura 27. Concentração de sólidos suspensos totais [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos
leitos cultivados entre 22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1 ....................84
Figura 28. Concentração de sólidos suspensos totais [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos
leitos cultivados entre 15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1 ....................85
Figura 29. Valores de turbidez [FAU] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1 ........................................................87
Figura 30. Valores de turbidez [FAU] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1 ........................................................88
Figura 31. Valores de turbidez [FAU] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
24/01/01 a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1 .........................................................89

ix
Figura 32. Valores de turbidez [FAU] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1 .........................................................90
Figura 33. Valores de turbidez [FAU] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1 ........................................................91
Figura 34. Valores de turbidez [FAU] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1 ........................................................92
Figura 35. Valores de pH do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 18/06/02 a
18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1 ..........................................................................95
Figura 36. Valores de pH do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 15/05/02 a
12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1 ..........................................................................96
Figura 37. Valores pH do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 24/01/01 a
22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1 ...........................................................................97
Figura 38. Valores pH do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 29/05/01 a
14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1 ...........................................................................98
Figura 39. Valores de pH do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 22/08/01 a
30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1 ..........................................................................99
Figura 40. Valores de pH do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 15/01/02 a
16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1 ........................................................................100
Figura 41. Concentração de nitrogênio amoniacal [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos
leitos cultivados entre 18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1 ..................102
Figura 42. Concentração de nitrogênio amoniacal [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos
leitos cultivados entre 15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1 ..................103
Figura 43. Concentração de nitrogênio amoniacal (N-NH3) [mg L-1] do afluente e dos
efluentes dos leitos cultivados entre 24/01/01 a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1
.........................................................................................................................................104
Figura 44. Concentração de nitrogênio amoniacal (N-NH3) [mg L-1] do afluente e dos
efluentes dos leitos cultivados entre 29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1
.........................................................................................................................................105
Figura 45. Concentração de nitrogênio amoniacal [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos
leitos cultivados entre 22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1 ..................106

x
Figura 46. Concentração de nitrogênio amoniacal [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos
leitos cultivados entre 15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1 ..................107
Figura 47. Concentração de nitrogênio-nitrato [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1 ...........................108
Figura 48. Concentração de nitrogênio-nitrato [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1 ............................109
Figura 49. Concentração de nitrogênio-nitrato [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 24/01/01 a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1 .............................110
Figura 50. Concentração de nitrogênio-nitrato [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1 .............................111
Figura 51. Concentração de nitrogênio nitrato [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1 ............................112
Figura 52. Concentração de nitrogênio-nitrato [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1 ............................113
Figura 53. Concentração de fósforo total [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1 ...........................116
Figura 54. Concentração de fósforo total [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1 ............................117
Figura 55. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 24/01/01 a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1 .............................118
Figura 56. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1 .............................119
Figura 57. Concentração de fósforo total [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1 ............................120
Figura 58. Concentração de fósforo total [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1 ............................121
Figura 59. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1 ...........................123
Figura 60. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1 ............................124

xi
Figura 61. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 24/01/01 a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1 .............................125
Figura 62. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1 .............................126
Figura 63. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1 ............................127
Figura 64. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1 ............................128
Figura 65. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1 .............................................129
Figura 66. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1 .............................................130
Figura 67. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 24/01/01 a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1 ..............................................131
Figura 68. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1 ..............................................132
Figura 69. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1 .............................................133
Figura 70. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1 .............................................134

xii
LISTA DE QUADROS
Quadro 1. Possibilidades de aplicações dos LC ..........................................................................5
Quadro 2. Critérios de projeto para os Leitos Cultivados de fluxo superficial (LCFS) e fluxo
subsuperficial (LCFSS). ......................................................................................................9
Quadro 3. Mecanismos de remoção nos LC dos principais poluentes presentes nas águas
residuárias..........................................................................................................................11
Quadro 4. Algumas espécies de macrófitas testadas para o uso nos LC ...................................14
Quadro 5. Condições de desenvolvimento para algumas macrófitas emergentes.....................14
Quadro 6. Várias aplicações do uso dos leitos cultivados com macrófitas no tratamento de
efluentes desde 1956..........................................................................................................22
Quadro 7. Valores médios do tratamento de águas residuárias em LC para os EUA ...............23
Quadro 8. Desempenho de remoção de DBO dos LC instalados em diferentes países ............23
Quadro 9. Relação de algumas pesquisas brasileiras publicadas a respeito dos LC .................34
Quadro 10. Receptores de elétron típicos das reações de oxidação no tratamento de esgotos
(listados em ordem decrescente de liberação de energia)..................................................37
Quadro 11. Principais características do catabolismo oxidativo e do fermentativo..................41
Quadro 12. Distribuição relativa da formas de nitrogênio segundo distintas condições...........42
Quadro 13. Especificações dos LCFSS construídos na FEAGRI-UNICAMP..........................53
Quadro 14. Fatores e níveis adotados para a análise estatística ................................................56
Quadro 15. Sumário do manejo e do acompanhamento do desenvolvimento das macrófitas
após o corte........................................................................................................................65
Quadro 16. Equação de Remoção de DQO e R2 .......................................................................78
Quadro 17. Equação de Remoção de SST e R2 .........................................................................86
Quadro 18. Equação de Remoção de Turbidez e R2..................................................................93

xiii
LISTA DE TABELAS
Tabela 1. Cálculo dos parâmetros de projeto dos LC..............................................................148
Tabela 2. Datas das amostragens realizadas para cada uma das vazões afluentes aplicadas aos
LC ....................................................................................................................................148
Tabela 3. Produção de biomassa das macrófitas – Peso Seco [ton ha-1 mês-1] obtida nos cortes
totais de março/2001, novembro/2001, março/2002, outubro/2002 e o valor médio......149
Tabela 4. Crescimento das macrófitas no período de março a julho de 2002 .........................149
Tabela 5. Crescimento das macrófitas no período de outubro/2002 a fevereiro/2003 ............149
Tabela 6. Concentração de DQO [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC,
valores de Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia).................150
Tabela 7. Concentração de DQO [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC,
valores de Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias) .................151
Tabela 8. Concentração de DQO [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC,
valores de Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias) .................152
Tabela 9. Concentração de DQO [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC,
valores de Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias) .................153
Tabela 10. Concentração de DQO [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC,
valores de Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias) .................154
Tabela 11. Concentração de DQO [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC,
valores de Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias) .................155
Tabela 12. Concentração de SST [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC,
valores de Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia).................156
Tabela 13. Concentração de SST [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC,
valores de Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias) .................157
Tabela 14. Concentração de SST [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC,
valores de Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias) .................158
Tabela 15. Concentração de SST [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC,
valores de Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias) .................159
Tabela 16. Concentração de SST [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC,
valores de Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias) .................160

xiv
Tabela 17. Concentração de SST [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC,
valores de Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias) .................161
Tabela 18. Valores de turbidez [FAU] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia) ..................................162
Tabela 19. Valores de turbidez [FAU] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias)...................................163
Tabela 20. Valores de turbidez [FAU] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias)...................................164
Tabela 21. Valores de turbidez [FAU] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias)...................................165
Tabela 22. Valores de turbidez [FAU] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias)...................................166
Tabela 23. Valores de turbidez [FAU] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias)...................................167
Tabela 24. Valores de pH no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC (Vazão 1200L dia-1,
TDH de 1 dia) ..................................................................................................................168
Tabela 25. Valores de pH no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC (Vazão 600L dia-1,
TDH de 2 dias) ................................................................................................................168
Tabela 26. Valores de pH no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co
(Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias) .................................................................................169
Tabela 27. Valores de pH no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co
(Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias) .................................................................................169
Tabela 28. Valores de pH no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co
(Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias) .................................................................................170
Tabela 29. Valores de pH no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co
(Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias) .................................................................................170
Tabela 30. Concentração de nitrogênio amoniacal (NH3-N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos
efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia) .............171
Tabela 31. Concentração de nitrogênio amoniacal (NH3-N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos
efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias)..............172

xv
Tabela 32. Concentração de nitrogênio amoniacal (NH3-N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos
efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias)..............173
Tabela 33. Concentração de nitrogênio amoniacal (NH3-N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos
efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias)..............174
Tabela 34. Concentração de nitrogênio amoniacal (NH3-N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos
efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias)..............175
Tabela 35. Concentração de nitrogênio amoniacal (NH3-N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos
efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias)..............176
Tabela 36. Concentração de nitrogênio-nitrato (NO3--N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos
efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia) .............177
Tabela 37. Concentração de nitrogênio-nitrato (NO3--N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos
efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias)..............178
Tabela 38. Concentração de nitrogênio-nitrato (NO3--N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos
efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias)..............179
Tabela 39. Concentração de nitrogênio-nitrato (NO3--N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos
efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias)..............180
Tabela 40. Concentração de nitrogênio-nitrato (NO3--N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos
efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias)..............181
Tabela 41. Concentração de nitrogênio-nitrato (NO3--N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos
efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias)..............182
Tabela 42. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce)
dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia).....................................183
Tabela 43. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce)
dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias) .....................................184
Tabela 44. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce)
dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias) .....................................185
Tabela 45. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce)
dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias) .....................................186
Tabela 46. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce)
dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias) .....................................187

xvi
Tabela 47. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce)
dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias) .....................................188
Tabela 48. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce)
dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia).....................................189
Tabela 49. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce)
dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias) .....................................190
Tabela 50. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce)
dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias) .....................................191
Tabela 51. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce)
dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias) .....................................192
Tabela 52. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce)
dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias) .....................................193
Tabela 53. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce)
dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias) .....................................194
Tabela 54. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e
valores de Ce/Co (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia) ....................................................195
Tabela 55. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e
valores de Ce/Co (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias).....................................................196
Tabela 56. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e
valores de Ce/Co (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias).....................................................197
Tabela 57. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e
valores de Ce/Co (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias).....................................................198
Tabela 58. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e
valores de Ce/Co (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias).....................................................199
Tabela 59. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e
valores de Ce/Co (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias).....................................................200

xvii
LISTA DE ANÁLISE ESTATÍSTICA
Análise Estatística 1: CE/CO DQO .........................................................................................201
Análise Estatística 2: CE/CO SST...........................................................................................202
Análise Estatística 3: CE/CO TURBIDEZ..............................................................................203
Análise Estatística 4: CE/CO NH3-N ......................................................................................204
Análise Estatística 5: CE/CO NO3--N .....................................................................................205
Análise Estatística 6: CE/CO FÓSFORO TOTAL .................................................................208
Análise Estatística 7: CE/CO COLIFORMES TOTAIS .........................................................209
Análise Estatística 8: CE/CO E. COLI....................................................................................210

xviii
VALENTIM, M. A. A. Desempenho de leitos cultivados ("constructed wetland") para tratamento de
esgoto: contribuições para concepção e operação. FEAGRI – Faculdade de Engenharia Agrícola – UNICAMP,
Campinas/SP, 2003. 210 p. (Tese de Doutorado)

RESUMO
O presente trabalho visou avaliar a operação e o desempenho de tratamento de seis
Leitos Cultivados (“Constructed Wetland”) de fluxo subsuperficial que operaram como pós-
tratamento de um Tanque Séptico Modificado (TSM). O sistema estava instalado na
Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas, Campinas (SP) e
em operação desde setembro de 1998.
Os Leitos Cultivados foram construídos em blocos de concreto e acima do solo, sendo
três de forma retangular e três quadrada e dispostos em paralelo. O meio suporte utilizado foi
brita #2 (diâmetro equivalente de 55 a 90mm) e foram cultivadas três espécies de macrófitas
emergentes (Typha sp., Eleocharis sp. e Scirpus sp.). A área de cada leito era de 4,0 m2, altura
de 0,70m e 0,60m de lâmina d’água.
Avaliou-se o desempenho de tratamento do sistema para diferentes Tempos de
Detenção Hidráulicos (1, 2, 3, 4, 5 e 6 dias), analisando-se os seguintes parâmetros: DQO,
Sólidos Suspensos Totais (SST), Turbidez, pH, Nitrogênio-Amoniacal, Nitrogênio-Nitrato,
Fósforo Total, Coliformes Totais e E. coli. Determinou-se a constante de remoção K [m dia-1]
e o coeficiente empírico que representa a fração não removida do poluente (C*) para DQO,
SST e Turbidez a partir de equação matemática de desempenho de tratamento para reator com
fluxo “plug-flow”.
Quanto à operação do sistema, verificou-se que: não ocorreram vazamentos e
infiltrações nas paredes dos leitos; as macrófitas devem ser cortadas após o início do
florescimento (possibilidade de até 4 cortes anuais), sendo a produção média de massa seca:
Typha sp. 7,0 [ton ha-1 mês-1], Scirpus sp. 2,6 [ton ha-1 mês-1] e Eleocharis sp. 1,9 [ton ha-1
mês-1].
Quanto ao desempenho de tratamento, verificou-se que a relação Ce/Co (razão entre
valor ou concentração efluente e afluente) e os valores efluentes para cada parâmetro avaliado
variaram, respectivamente: DQO: de 0,23 a 0,52, de 2 a 346mg L-1; SST: de 0,19 a 0,60,
máximo de 20mg L-1; Turbidez: de 0,15 a 0,61, de 10 a 40 FAU; pH: de 0,92 a 0,98, de 6,6 e

xix
7,0; Nitrogênio-amoniacal: de 1,04 a 1,73, de 7 a 55mg L-1; Nitrogênio-nitrato: de 0,34 a 0,80,
de 0,0 a 3,5 mg L-1; Fósforo Total: de 0,78 a 1,1, de 0,3 a 5,4 mg L-1; Coliformes Totais: de
0,1 a 0,49, de 1E3 a 1E6 NMP 100mL-1; E. coli: de 0,06 a 0,30, de 1E3 a 1E6 NMP 100mL-1.
O fator K e C* foram, respectivamente: para DQO, entre 0,03 e 0,05 m dia-1 e entre
0,39 e 0,66; para SST, entre 0,05 e 0,08 m dia-1 e entre 0,54 e 0,71; para Turbidez, entre 0,04 e
0,08 m dia-1 e entre 0,55 e 0,74.
Verificou-se que o fator Tempo de Detenção Hidráulico apresentou significância
estatística para todos os parâmetros avaliados e que o fator Planta para fósforo total.
Os parâmetros DQO, Sólidos Suspensos Totais e Turbidez apresentaram forte relação
entre eles.
Verificou-se que os Leitos Cultivados de Fluxo Subsuperficial apresentam boa
capacidade de redução de DQO (entre 48 e 77%), Sólidos Suspensos Totais (entre 40 e 81%) e
Turbidez (entre 39 e 85%) e limitada para nitrogênio, fósforo, coliformes totais e E. coli.
O efluente final apresenta potencial de reúso agrícola devido aos baixos valores de
sólidos suspensos totais, Turbidez e certa quantidade de nitrogênio e fósforo.

Palavras-Chave: Leitos Cultivados, pós-tratamento de água residuária, desempenho de


tratamento, TDH, macrófitas.

xx
VALENTIM, M. A. A. Performance of constructed wetland for wastewater treatment: conception and
operation contributions. FEAGRI – Faculty of Agricultural Engineering – UNICAMP, Campinas/SP, Brazil,
2003. 210 p. (Doctorate Thesis)

ABSTRACT
This study has evaluated the operation and the treatment performance of six subsurface
flow constructed wetland treating effluent of modified septic tank. The system was in
operation at Faculty of Agricultural Engineering (University of Campinas, Campinas/SP,
Brazil) since 1998.
The constructed wetlands (Unit Area= 4.0 m2, depth 0.7m, water level 0.6m), three
with square and three with rectangular shape, were constructed above soil level with concrete
bricks. The medium used was gravel with size ranging from 55 to 90 mm and cultivated with
three species of plants: Typha sp., Eleocharis sp. and Scirpus sp.
The treatment performance was evaluated for six Hydraulic Detention Times (1, 2, 3,
4, 5 e 6 days). The relation between effluent and affluent concentration (Ce/Co) and effluent
concentration, were: for COD: from 0.23 to 0.52, from 2 to 346mg L-1; for Total Suspended
Solids (TSS): from 0.19 to 0.60, maximum value 20mg L-1; for Turbidity: from 0.15 to 0.61,
mean value 20 FAU; for Ammonia-Nitrogen: from 1.04 to 1.73, from 7 to 55mg L-1; for
Nitrate-Nitrogen: from 0.34 to 0.80, from 0.0 to 3.5 mg L-1; for Total Phosphorus: from 0.78
to 1.1, from 0.3 to 5.4 mg L-1; for Total Coliform: from 0.1 to 0.49, from 1x103 to 1x106 MPN
100mL-1; for E. coli: from 0.06 to 0.30, from 1x103 to 1x106 MPN 100mL-1; and for pH values
from 6.6 to 7.0
The removal constant K and C* (non-zero background concentration) were: for COD:
from 0.03 to 0.05 m day-1, from 0.39 to 0.66; for TSS: from 0.05 to 0.08 m day-1, from 0.54 to
0.71; for Turbidity: from 0.04 to 0.08 m day-1, from 0.55 to 0.74.
The Hydraulic Detention Time factor presented statistic significance for all parameters
and the factor Plant, significance to total phosphorus.

Keywords: Constructed Wetland, wastewater post-treatment, treatment performance,


macrophytes.

xxi
1. INTRODUÇÃO
Apesar do Brasil ter diversos projetos e estudos na área de saneamento, as ações
concretas e necessárias para este setor ainda estão por vir para a maioria da população.
Novaes (2003) discorre em seu artigo a situação apresentada em relatório de auditoria
realizada em 2001 pelo IBAMA, Agência Nacional das Águas (ANA) e Ministério do Meio
Ambiente. Os dados apresentados no Relatório e citados pelo jornalista indicam que apenas
68% das pessoas que recebem até dois salários mínimos mensais têm abastecimento público
de água e 41% dispõem de rede de esgotos; que de 1995 a 1998 ocorreram aproximadamente
24,4 mil óbitos de crianças de 0 a 5 anos e grande parte deles pode ser atribuída a doenças de
veiculação hídrica e que apenas 20% do volume total de esgoto coletado passa por uma
estação de tratamento.
Entre as conclusões apresentadas no relatório, o jornalista destaca a "ausência de uma
política de recursos hídricos integrada à gestão ambiental, a falta de gerenciamento da água
como bem econômico e a falta de capacidade de investimento por parte das companhias de
abastecimento".
Estas informações juntamente com a realidade e a diversidade de situações encontradas
nos municípios brasileiros mostram que não há solução única para o problema, porém todas
devem levar em conta a escassez de recursos, a realidade social da população e as
possibilidades de integração dos sistemas de tratamento ao meio ambiente.
Dentre as várias opções, os sistemas naturais de tratamento de águas residuárias
apresentam estas características. São simples, na sua maioria não mecanizados, têm baixo
custo de implantação e manutenção, são de fácil gerenciamento e podem ser incorporados à
paisagem local.
Entre os vários sistemas naturais é destacado no presente trabalho o uso de Leitos
Cultivados (LC) com macrófitas como pós-tratamento de um Tanque Séptico Modificado
(TSM). Este sistema secundário apresenta, além das vantagens já descritas, remoção de
nutrientes, mínima geração de biossólidos, possibilidade da utilização das macrófitas como
matéria-prima para uma atividade econômica e o uso do seu efluente final em sistemas de
reúso agrícola (irrigação), sendo muito indicado para pequenas comunidades.
Este trabalho está integrado à linha de pesquisa de sistemas descentralizados de
tratamento de águas residuárias implementada na FEAGRI-UNICAMP e que tem como um
dos objetivos desenvolver tecnologias de baixo custo apropriadas à realidade brasileira.

1
2. OBJETIVO
O objetivo da presente pesquisa foi avaliar seis unidades de Leitos Cultivados (LC)
com macrófitas de fluxo subsuperficial horizontal (LCFSS) que atuaram como pós-tratamento
de um Tanque Séptico Modificado (TSM). O sistema foi instalado no Campo Experimental da
Faculdade de Engenharia Agrícola (FEAGRI) da Universidade Estadual de Campinas –
UNICAMP, Campinas/SP.

Destacam-se os objetivos específicos:

• Avaliar o desenvolvimento e o manejo das macrófitas Typha sp., Eleocharis sp. e


Scirpus sp. cultivadas nos leitos e o aspecto geral dos LC (ocorrências de infiltração,
vazamentos e outras);
• Avaliar o desempenho de tratamento dos LC para diferentes Tempos de Detenção
Hidráulicos (1, 2, 3, 4, 5 e 6 dias), para duas formas geométricas de construção
(quadrada e retangular) e para as macrófitas cultivadas, analisando-se os seguintes
parâmetros: DQO, Sólidos Suspensos Totais, Turbidez, pH, Nitrogênio-Amoniacal,
Nitrogênio-Nitrato, Fósforo Total, Coliformes Totais e E. coli.
• Fornecer parâmetro de projeto para os Leitos Cultivados a partir de equação de
projeto conhecida.

2
3. REVISÃO DE LITERATURA

3.1. Sistemas Naturais


O termo “sistemas naturais”, apesar de controverso, vem sendo utilizado por diversos
pesquisadores e projetistas no mundo todo para designar processos de tratamento de águas
residuárias que são considerados como “não convencionais” e que tenham como principais
componentes a força gravitacional, os microrganismos, as plantas e também algumas espécies
animais. Pode-se incluir bombas e tubulações, mas não há dependência exclusiva de fontes
externas de energia para a realização do tratamento. (REED et al., 1995)
Os “sistemas naturais” de tratamento são projetados para maximizar os processos
físicos, químicos e biológicos que ocorrem quando a água, o solo, as plantas, os
microrganismos e a atmosfera interagem, promovendo, com isso, o tratamento da água
residuária.
Ocorrem nestes sistemas muitos processos encontrados nos convencionais como:
sedimentação, filtração, transferência de gás, adsorção, troca iônica, precipitação química,
oxidação química e redução; conversão biológica e degradação, e os processos naturais como
a fotossíntese, a fotoxidação e o consumo pelas plantas. Além disso, os processos ocorrem em
“taxas naturais” e tendem a ocorrer simultaneamente em um reator único, ao contrário dos
sistemas convencionais em que os processos ocorrem seqüencialmente em reatores separados
e com taxas aceleradas. (METCALFY & EDDY, 1991)
São exemplos de sistemas de tratamento naturais a aplicação no solo (infiltração,
irrigação e outras variações), “wetlands” naturais ou construídas e a aquacultura com produção
de biomassa vegetal ou animal. (METCALFY & EDDY, 1991)
Os processos de tratamento de águas residuárias baseados nos sistemas naturais, que
voltaram à tona nos Estados Unidos com o advento do Clean Water Act de 1972, possuem as
seguintes vantagens em relação aos sistemas convencionais: baixo custo de implantação e
operação, pouca mecanização, baixa manutenção e fácil operação.
O Brasil é um dos países que oferecem excelentes condições climáticas e ambientais
para a implantação deste tipo de sistema, além de apresentar uma enorme carência de
tratamento de águas residuárias, especialmente nos pequenos e médios municípios.

3
3.2. Leitos Cultivados ou “Constructed Wetlands”

3.2.1. Classificação e Parâmetros de Projeto


O termo Leito Cultivado (LC) ou "Constructed Wetland" (CW) refere-se à tecnologia
de tratamento de águas residuárias baseada nos processos físicos, químicos e biológicos
encontrados nos ecossistemas das várzeas naturais, podendo ser classificado como um sistema
natural.
Estes sistemas têm como os principais componentes o meio suporte, que pode ser
solo, areia, brita ou outro material, espécies vegetais características de áreas alagadas, além de
microrganismos associados a estes elementos e que são os principais responsáveis pela
remoção dos contaminantes da água residuária.
A distinção básica entre os LC e as várzeas naturais está no grau de controle dos
processos naturais. Por exemplo, os LC operam com vazão afluente controlada e relativamente
estável, pois se trata de um sistema de tratamento, em contraste com a grande variabilidade da
vazão encontrada nos ambientes naturais. Como resultado, os organismos que vivem nos LC
são mais susceptíveis às variações de vazão, da concentração de Sólidos Suspensos Totais
(SST), da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e de outros poluentes que por vezes
apresentam valores superiores aos encontrados nas condições naturais. (USEPA, 1999)
REED et al. (1995) citam cinco tipos de combinações envolvendo águas residuárias e
ambientes de várzeas observadas nos Estados Unidos:
1. Disposição e tratamento do efluente em várzeas naturais;
2. Uso de várzeas naturais no tratamento de volume adicional de efluente ;
3. Uso de efluentes tratados na formação, restauração ou ampliação de várzeas naturais;
4. Uso de LC como processo de tratamento de efluentes (utilizado nesta pesquisa);
5. Uso dos LC no tratamento de escoamento superficial (“runoff”) rural e de drenagem de
minas.

Dentre estas combinações, o uso de áreas naturais não é recomendado, pois haveria, no
mínimo, a falta de controle efetivo da vazão afluente, prejudicando os processos de tratamento
e proporcionando grande risco de contaminação dos aqüíferos que recebessem suas águas.
Por sua simplicidade conceitual e facilidade de construção, pelo seu baixo consumo de
energia, pela sua incorporação à paisagem, por sua versatilidade e longevidade os LC são

4
aplicados no tratamento de diferentes tipos de águas residuárias. Algumas possibilidades de
aplicação são apresentadas no Quadro 1.

Quadro 1. Possibilidades de aplicações dos LC

Aplicação Conceito e Uso


Tratamento Primário Completo tratamento da água, incluindo remoção de nutrientes.
e Secundário Indicados para pequenas comunidades, hotéis, condomínios e casas isoladas e
tratamento de dejetos de confinamentos (gado leiteiro e de corte, suinocultura)
Polimento Terciário Caracterizado por Tempo de Detenção Hidráulico (TDH) elevado,
principalmente para remoção de fósforo.
Tratamento de efluentes de indústrias de processamento de alimentos, papel,
petroquímicas e abatedouros.
Desinfecção Determina as condições de remoção de vários indicadores de microrganismos e
suas condições de eliminação e monitoramento. Explora o potencial dos LC em
promover a remoção dos microrganismos patogênicos da água.
Escoamento Identificação de estratégias e locais apropriados ao manejo de escoamento
Superficial superficial. Possibilidade de utilização em microbacias.
Manejo de materiais Conhecimento e modelagem da remoção de substâncias tóxicas.
tóxicos Tratamento de águas de minas de carvão e de chorume de aterro sanitário.
Manejo do Lodo Longo tempo de disposição de resíduos que possam conter elevados níveis de
metais pesados. Secagem de lodo de estações de tratamento de esgoto.
Produção de Identificação, desenvolvimento de usos e viabilidade econômica de produtos
Biomassa gerados pelos LC.
Tratamento de águas Determinação de níveis de tratamento dos efluentes conforme o reúso
destinadas ao reúso pretendido. Uso potencial para indústrias de processamento de alimentos e
confinamentos (gado leiteiro, suinocultura e gado de corte).
(Adaptado de BAVOR et al., 1995; KADLEC, 1995).

5
Os Leitos Cultivados (LC) podem ser classificados de acordo com seu fluxo (Figura 1):
superficial (LCFS); subsuperficial (LCFSS) e vertical (LCFV), e têm as seguintes
características:

• Leitos cultivados de fluxo superficial (LCFS): são canais com algum tipo de barreira
subsuperficial, geralmente o próprio solo, que fornece condições de desenvolvimento para
as plantas, sendo que a água flui a uma pequena profundidade (0,1 a 0,3m). Nos Estados
Unidos o sistema de fluxo superficial é muito utilizado no tratamento terciário de grandes
volumes de águas residuárias (Figura 1a);
• Leitos cultivados de fluxo subsuperficial (LCFSS): são essencialmente filtros lentos
horizontais preenchidos com brita ou areia como meio suporte e onde as raízes das plantas
se desenvolvem. Não oferecem condições para o desenvolvimento e proliferação de
mosquitos e para o contato de pessoas e animais com a lâmina d’água. É muito utilizado
no tratamento secundário de efluentes de pequenas comunidades, tanto nos Estados
Unidos, Austrália e África do Sul (cascalho como meio suporte) quanto na Europa
(tecnologia solo-base) (Figura 1b);
• Leitos cultivados de fluxo vertical (LCFV): filtros de vazão vertical intermitente (areia
como meio suporte) ou por batelada (brita como meio suporte). Nível d’água abaixo do
meio suporte, impossibilitando seu contato com animais e pessoas. Sistema com grande
potencial para nitrificação. Os primeiros LCFV surgiram na Europa nos anos de 1970 e
eram conhecidos como “campos de infiltração” na Holanda e sistema “Seidel” na
Alemanha, às vezes conhecido como processo do Instituto Max Planck. (Figura 1c)

Os Leitos Cultivados de Fluxo Subsuperficial (LCFSS), contemplados nesta pesquisa,


possuem as seguintes vantagens enumeradas por COOPER (1998): capacidade de remoção de
SST e bactérias devido à habilidade de filtração, remoção de DBO superior à capacidade de
transferência de oxigênio realizada pelas plantas ou pela troca de gases na interface ar/água, e
boa capacidade de denitrificação. Possui como desvantagem a limitada capacidade de
transferência de oxigênio que prejudica a realização do processo de nitrificação nestes leitos.

6
(a)

(b)

(c)

Figura 1. Leitos cultivados de fluxo (a) superficial, (b) subsuperficial e (c) vertical [(a) adaptado de
USEPA, 1999; (b) de GUSTAFSON et al. (2001)]

Em relação à área requerida para a implantação dos LC, estudo realizado por KNIGHT
(1992) sugere que as várzeas naturais requerem aproximadamente 10 vezes mais área por
unidade de volume que os LCFS, e estes 10 vezes mais que os LCFSS para a obtenção da
mesma qualidade de água em termos de DBO.
Já os LCFV requerem uma área 5 vezes menor que os LCFSS. Devido à sua
capacidade de fornecimento de oxigênio, em decorrência da intermitência da vazão que

7
propicia a entrada de ar atmosférico dentro do meio suporte, ocorre boa remoção de DBO e
nitrificação.
Apesar disso, os LCFSS não promovem boa denitrificação e são menos eficientes na
remoção de SST e fósforo total que os outros sistemas (VYMAZAL, 1998a). São indicados
para operarem em conjunto com os LCFSS, pois isto otimizaria a capacidade de cada um dos
sistemas e minimizaria suas desvantagens.
Em relação aos LCFSS operando como um sistema secundário no tratamento de
efluentes domésticos, COOPER (1998) sugere a adoção de 5m2/EP1 para se obter reduções de
DBO5 e SST em até 20mg L-1, mesma área indicada por VYMAZAL (1998b) para se obter
redução de DBO5 superiores a 85%. Estas indicações são baseadas em avaliações de vários
sistemas construídos, respectivamente, no Reino Unido e na República Tcheca, países que
apresentam baixas temperaturas e inverno rigoroso.
Nos Estados Unidos, historicamente os projetistas de LC têm utilizado taxas de
aplicação variando entre valores menores que 4 até 530 L m-2 d-1. Entretanto não há respostas
genéricas porque o projeto depende das características do efluente, do padrão de lançamento e
da área disponível. (USEPA, 1999)
Uma indicação de critérios de projeto para os LCFS e os LCFSS utilizados para as
regiões de clima frio é apresentada no Quadro 2.
Em relação ao Brasil, apesar de várias pesquisas sobre o assunto, não há uma indicação
clara de qual seria a relação vazão, área utilizada, meio suporte e expectativa de tratamento
para algum tipo de efluente usando-se LC. Ainda são poucos os sistemas avaliados
continuamente e por um longo período de tempo, e nem sempre os parâmetros de análise e a
metodologia de condução adotada pelos pesquisadores coincidem, gerando, às vezes,
dificuldades de comparação entre os diversos trabalhos.

1
EP: Equivalente Populacional que corresponde a 150L dia-1 de efluente gerado por uma pessoa.

8
Quadro 2. Critérios de projeto para os Leitos Cultivados de fluxo superficial (LCFS) e fluxo
subsuperficial (LCFSS).

Parâmetros Fluxo Superficial Fluxo Subsuperficial


Tempo de Detenção (dias) 5-14 2-7
Altura da coluna d’água (m) 0,1-0,5 0,1-1,0
Razão comprimento : largura do 2:1 a 10:1 0,25:1 a 5:1
leito
Controle de mosquitos Requer Não requer
Freqüência de colheita (ano) 3-5 3-5
DBO5 máxima (g m-2 d-1) 8 7,5
DQO máxima (g m-2 d-1)* 3,2-6,4 3,0-6,0
-2 -1
Carga hidráulica (L m d ) 7-60 2-30
(Adaptado de WOOD e McATAMNEY, 1996)
* Razão entre DBO5/DQO variando entre 0,4 e 0,8 (METCALFY & EDDY, 1990)

Além da relação área e vazão afluente aplicada, outro fator de projeto a ser considerado
para os LC é o meio suporte.
A utilização do solo local é mais comum nos LCFS, pois possibilita um perfeito
enraizamento das macrófitas e por ser economicamente viável para grandes áreas superficiais
que caracterizam este tipo de sistema. Dependendo da constituição, o solo pode remover
diferentes poluentes presentes na água residuária por mecanismos de precipitação/troca
catiônica/adsorção, como é o caso do fósforo e de grande parte dos metais pesados. Porém,
esta capacidade de remoção é temporária (menor que 1 ano) devido à saturação do meio
suporte. (USEPA, 1999)
A grande maioria dos LCFSS e LCFV instalados na Europa e Estados Unidos utilizam
como meio suporte a brita e a areia lavada (VYMAZAL, 1998a; USEPA, 1999). Estes
materiais também são empregados nos sistemas instalados no Brasil, sendo citados no item
3.3.
Apesar de ser um dos itens de maior custo na implantação dos LCFSS e dos LCFV, a
utilização da brita ou da areia como meio suporte é justificada. Permitem um fluxo regular e,
no caso da brita, sem entupimentos por um longo período de tempo. (USEPA, 1999)

9
Outro fator de projeto a ser enumerado é a utilização de uma barreira impermeável para
impedir a lixiviação e a percolação do efluente que está sendo tratado. Basicamente são
utilizadas duas barreiras impermeáveis:
- lona plástica: HDPE, LDPE ou PVC de 0,5 a 1,0mm de espessura, comumente
utilizadas em sistemas com grandes áreas superficiais e naqueles escavados no solo
(USEPA, 1999; VYMAZAL, 1998a; SEZARINO & PHILIPPI, 2000);
- produtos impermeabilizantes: aditivos incorporados à argamassa ou produtos
aplicados sobre o reboco final. São utilizados em sistemas construídos em alvenaria
(MANSOR, 1998; VALENTIM, 1999, SOUZA et al., 2000; HUSSAR, 2001;
MAZZOLA, 2003)

O critério de escolha da barreira impermeável dependerá de onde será instalado o


sistema.
A lona plástica é de fácil transporte e instalação, sendo comumente utilizada em locais
distanciados das cidades. Já os produtos impermeabilizantes seriam utilizados nos sistemas
individuais ou coletivos construídos em alvenaria e instalados nas cidades.

3.2.2. Remoção de poluentes


As várzeas naturais se caracterizam por serem locais onde ocorrem processos físicos
como precipitação, sedimentação, filtração e biogeoquímicos que reciclam e transformam
alguns elementos químicos, como o carbono, o fósforo, o nitrogênio entre outros.
Os LC apresentam estes processos, além de outros encontrados nos sistemas
convencionais (digestão da matéria orgânica, oxidação, redução, adsorção). Todos ocorrem de
modo concomitante e influenciados pelo tipo de fluxo, pela planta cultivada, pelo meio
suporte utilizado e pelas características da água residuária a ser tratada, sendo que a grande
maioria dos poluentes fica aderida ao sedimento e às plantas. (USEPA, 1999).
O Quadro 3 apresenta os processos que ocorrem nos LC e os mecanismos de remoção
dos poluentes.

10
Quadro 3. Mecanismos de remoção nos LC dos principais poluentes presentes nas águas
residuárias

Contaminantes
Mecanismo SSed SCol DBO N P Metais Traços Bactérias Descrição
Pesados Orgânicos e Vírus
Físico P S I I I I I I Sedimentação gravitacional de
Sedimentação sólidos e alguns contaminantes.
Filtração S S Filtração pelo meio suporte, raízes
e rizomas.
Adsorção S Atração entre partículas (força de
van der Waals)
Químico P P Precipitação de componentes
Precipitação insolúveis (CaPO4)
Adsorção P P S Adsorção no meio suporte ou nas
superfícies das plantas
Decomposição P P Alteração de componentes menos
estáveis por radiação UV, oxidação
e redução
Biológico P P P P Remoção de sólidos coloidais e
Metabolismo orgânicos solúveis por bactérias
Bacteriano suspensas e remoção por
nitrificação/denitrificação.
Metabolismo S S Retirada pelas plantas dos traços
Vegetal orgânicos. Excreções das raízes
podem ser tóxicas para organismos
entéricos.
Adsorção S S S S Sob condições próprias,
Vegetal quantidades significantes destes
contaminantes serão retiradas pelas
plantas.
Decaimento P Decaimento natural de organismos
Natural em ambiente desfavorável.
(Adaptado de USEPA, 1988)
P = efeito primário; S = efeito secundário; I = efeito adicional (efeito que ocorre
acidentalmente na remoção de outro contaminante); O termo metabolismo inclui reações de
biossíntese e catabolismo

11
3.2.3. Macrófitas
As várzeas naturais são habitadas por diferentes tipos de plantas adaptadas para o
crescimento na água e em solos saturados. Existem vários termos para definir estas plantas
devido à ambigüidade nas definições e à complexidade de sua classificação, sendo os termos
hidrófitas, macrófitas aquáticas, hidrófitas vasculares, plantas aquáticas e plantas aquáticas
vasculares usualmente utilizados (GUNTENSPERGEN et al., 1988).
De modo geral, os artigos científicos, livros e manuais técnicos publicados no mundo
sobre o tema Leitos Cultivados ("Constructed Wetland") adotam o termo macrófitas, sendo
aqui também utilizado.
Quanto à atuação das macrófitas no tratamento do efluente, pesquisas recentes têm
confirmado que o tratamento de poluentes típicos (SST e MO) em LCFS vegetados é
geralmente melhor que nos não vegetados (BAVOR et al, 1989; BURGOON et al., 1989;
GEARHEART et al., 1989, THUT, 1989; citados por USEPA, 1999).
Em relação aos LCFSS, dados correntes de publicações americanas indicam que o
desempenho do sistema como tratamento secundário é praticamente igual nos leitos vegetados
ou não. Como resultado, as plantas não seriam um fator crítico nos LCFSS, sendo apenas
considerado o seu efeito estético. (USEPA, 1999)
Em pesquisas realizadas no Brasil que utilizaram os LC como pós-tratamento de
efluente anaeróbio, VALENTIM (1999) e VALENTIM et al. (2000) verificaram que os LC
cultivados com Typha sp. e Eleocharis sp. apresentaram melhor desempenho de remoção de
SST e DQO que os leitos não cultivados (brita #2 como meio suporte). Esta constatação
também foi feita por SOUZA et al. (2000) que cultivou Juncus sp. e utilizou areia como meio
suporte.
Quais são as macrófitas indicadas e seu manejo, qual é o desempenho de tratamento e
o potencial para remoção de diferentes compostos são algumas das perguntas a serem
respondidas para as condições brasileiras e que demandarão outros estudos. Existem várias
espécies vegetais com potencial para serem utilizadas nos LC e em outros tipos de sistemas
naturais, sendo fundamental a integração de diversos grupos de pesquisa para que se chegue a
resultados mais conclusivos e que viabilizem não só o uso destas plantas no tratamento mas
que forneçam alternativas de geração de renda (artesanato) e aumento da atividade econômica
nos locais que adotarem os sistemas naturais como sistema de tratamento.

12
3.2.3.1. Classificação
As maiores representantes das macrófitas são as plantas aquáticas vasculares
florescentes, porém os musgos e a maioria das algas marinhas também estão incluídos. Podem
ocupar extensas áreas e seu desenvolvimento reflete a qualidade da água em que vivem. Em
água doce encontram-se desde as minúsculas Wolffia sp. (tamanho de uma cabeça de alfinete),
passando pelas taboas, Typha sp., até as árvores de ciprestes, Taxodium sp. (APHA,1995).
As macrófitas estão divididas em três categorias:
• Flutuantes: podem estar fixadas ou não ao fundo e sua folhagem principal flutua na
superfície da água;
• Submergentes: crescem sob a água, estando fixas ou não por raízes;
• Emergentes: sua folhagem principal está em contato com o ar e as suas raízes estão
fixadas ao solo.

A distribuição e a presença destes tipos de macrófitas são determinadas pela


concentração dos nutrientes na água, pelo tipo de sedimento onde estão fixadas, pela
profundidade da lâmina d’água, pela presença ou não de correnteza, pela Turbidez, pelo
ataque de herbívoros e atividades humanas (APHA, 1995; WOOD e McATAMNEY, 1996).
Várias são as espécies testadas para o uso nos LC, sendo apresentadas no Quadro 4 as
mais usadas e no Quadro 5 as condições de desenvolvimento para algumas macrófitas
emergentes.
De uma forma geral, os benefícios das macrófitas no tratamento de efluentes podem ser
assim sumarizados:
- Estético: o primeiro benefício da vegetação em comparação a um filtro de solo ou de
pedras na redução de DBO e SST é a estética e o apelo ecológico. Plantas como a Iris
pseudacorus (nos Estados Unidos conhecida como “Yellow Flag”) e a Canna lilies são
citadas por BRIX (1994) na utilização de pequenos sistemas.
- Controle de odor: as macrófitas, associadas ao sedimento, agem como um biofiltro de
odor, limitando-o e possibilitando a instalação do sistema próximo à comunidade que
irá servir;

13
- Tratamento de Efluentes: as plantas absorvem diversos elementos químicos, dentre
eles o nitrogênio e o fósforo. Libera certa quantidade de oxigênio nas proximidades de
suas raízes e promove, juntamente com o meio suporte, o tratamento do efluente;
- Controle de Insetos: a massa superficial (planta e meio suporte) limita o
desenvolvimento de vários insetos, como mosquitos e moscas.

Quadro 4. Algumas espécies de macrófitas testadas para o uso nos LC

Plantas Emergentes Plantas Submergentes Plantas Flutuantes


Scirpus sp. Elodea nuttallii Lemna sp.
Phragmites australis Egeria densa Spirodela sp.
Typha sp. Ceratophyllum demersum Eichhornia crassipes
Canna flaccida Wolffia arrhiza
Eleocharis sp. Azolla caroliniana
Juncus sp.
(Adaptado de GUNTENSPERGEN et al., 1988)

Quadro 5. Condições de desenvolvimento para algumas macrófitas emergentes.

Temperatura, oC
Nome Científico Distribuição Desejável Germinação das Salinidade Faixa do pH
Sementes Máxima (ppm)
Typha sp. Em todo mundo 10-30 12-24 30 4-10
Phragmites sp. Em todo mundo 12-23 10-30 45 2-8
Juncus sp. Em todo mundo 16-26 - 20 5-7,5
Scirpus sp. Em todo mundo 16-27 - 20 4-9
(Adaptado de USEPA, 1988)

3.2.3.2. Transferência do Oxigênio


O tratamento da água residuária é o resultado da integração entre as interações físicas,
químicas e biológicas que ocorrem nos LC por causa da presença do meio suporte, das
comunidades bacterianas e das macrófitas. Dentre estes, as bactérias merecem destaque, pois

14
realizam a degradação da matéria orgânica presente no efluente por processos anaeróbios,
anóxicos e aeróbios.
No caso dos LCFSS que apresentam um ambiente predominantemente anaeróbio, as
condições aeróbias e anóxicas somente são conseguidas graças ao fornecimento de oxigênio
pelas raízes das macrófitas.
O movimento interno do oxigênio para as partes inferiores das plantas serve não
apenas para suprir a demanda respiratória dos tecidos das raízes, mas também para oxigenar
sua rizosfera. O escape de oxigênio das raízes cria condições de oxidação, que juntamente com
as condições anóxicas aí presentes, estimulam a decomposição aeróbia do material orgânico, o
crescimento de bactérias nitrificantes e a inativação de compostos que seriam tóxicos às raízes
das plantas. (USEPA, 1988; ARMSTRONG et al., 1990; BRIX, 1994)
Mas como ocorre o transporte do oxigênio atmosférico até as raízes nas macrófitas ?
O sistema radicular recebe o oxigênio atmosférico graças ao seu transporte pelo
interior das plantas por grandes espaços internos de ar chamados aerênquimas, que podem
ocupar até 60% do volume dos tecidos das plantas. Os aerênquimas são estruturas
características das macrófitas aquáticas que não produzem madeira, tendo função estrutural e
de promover a estocagem e o movimento de gases. (GUNTENSPERGEN et al., 1988)
Segundo BRIX (1994) o movimento interno do gás ocorre devido a dois fatores:
concentração de oxigênio nos aerênquimas (difusão molecular passiva) e fluxo volumétrico
convectivo (convecção de Venturi).
O processo de transporte devido à concentração de oxigênio ocorre por meio das trocas
de gases entre o aerênquima e a água, motivadas pela diferença de solubilidade do oxigênio e
do dióxido de carbono (o CO2 é aproximadamente 30 vezes mais solúvel na água que o O2),
resultando diferentes gradientes de concentração nos aerênquimas e gerando o movimento dos
gases. Para cada 5 moléculas de oxigênio destinadas à respiração das raízes das plantas apenas
1 é disponibilizada para a rizosfera, assumindo que todo gás carbônico respiratório é
solubilizado na água ao redor das raízes. (BRIX, 1994)
BRIX (1994) comenta que em muitas espécies de macrófitas o fluxo volumétrico
convectivo tem um papel significante na aeração dos tecidos das raízes. O ar captado na
atmosfera por uma parte da planta é conduzido até os rizomas e volta para a atmosfera por
outra parte (vasos comunicantes). O fluxo convectivo ocorre na parte superior da planta por

15
um processo conhecido por convecção induzida de Venturi, sendo este mecanismo baseado no
gradiente de velocidade do vento que provoca zonas de alta e baixa pressão relativas nas
partes mais altas da planta, podendo ocorrer até em folhas danificadas e no inverno. Este fato
foi constatado por ARMSTRONG et al. (1990), citado por BRIX (1994), para a macrófita
Phragmites australis.
Com a liberação do oxigênio pelas raízes das plantas, ocorre certa oxidação das
substâncias aí presentes.
Mas o processo mais importante é a simbiose entre as plantas e os microrganismos
fixados à suas raízes. Como na rizosfera ocorre a justaposição de uma região aeróbia (presença
de oxigênio) com outra anóxica (presença de nitrato) envoltas em uma grande região
anaeróbia (Figura 2) têm-se o desenvolvimento de várias espécies de bactérias que motivam o
processo de nitrificação-desnitrificação.

Figura 2. Detalhe da rizosfera e do transporte de oxigênio para as pontas das raízes (Adaptado de
GUNTENSPERGEN et al., 1988)

Alguns pesquisadores, usando micro-eletrôdos, procuraram medir as perdas radiais de


oxigênio para raízes individuais em soluções sem oxigênio (ARMSTRONG (1967) e LAAN et
al. (1989) citados por BRIX, 1994). Porém, a não homogeneidade da liberação do oxigênio
pelas raízes impossibilita a utilização dos resultados obtidos por micro-eletrôdos para a
situação do tratamento em si.

16
Além disso, a taxa de liberação de oxigênio para as raízes depende da concentração
interna de oxigênio, da demanda média de oxigênio e da permeabilidade nas paredes das
raízes, sendo estes fatores influenciados pelo clima, pela espécie de planta cultivada, pelo tipo
de leito e pelo manejo do sistema.
As macrófitas conservam o oxigênio interno por causa das leis do súber, da lignina na
hipoderme e do córtex externo (ARMSTRONG & ARMSTRONG (1988) citado por BRIX,
1994). Este mecanismo, utilizado para evitar a perda de oxigênio, permite que mais oxigênio
enriqueça o meristema apical e contribui para o rápido desenvolvimento das plantas. Esta
característica tende à mínima perda de oxigênio para a rizosfera, sendo que o tratamento de
esgoto necessita de grande quantidade de oxigênio.(BRIX, 1994)
De qualquer forma, as macrófitas fazem a liberação de oxigênio, que ocorre
principalmente pelas pontas das raízes, porque dependem do convívio em simbiose com os
diversos microrganismos presentes na água. Esta singularidade do LCFSS nos mostra que as
macrófitas são importantes para o sistema, sendo vital o conhecimento de suas características,
suas habilidades, suas necessidades e seu manejo para o sucesso do tratamento.

3.2.3.3. Seleção do gênero


Ainda não existe um critério geral para a escolha da macrófita apropriada para um
tratamento específico, sendo que é aconselhável observar as espécies presentes nas
proximidades de onde será instalado o tratamento e montar um sistema piloto com algumas
destas plantas, seja em monocultivo ou em policultivo.

Typha sp. (Taboa)


Macrófita pertencente à ordem Pandanales, ordem de monocotiledôneas, família
Typhaceae, apresentando folhas lineares, com bainha bem desenvolvida e não tendo caule
lenhoso. Além da Typhaceae, nesta ordem há outras 2 famílias: Pandanaceae e
Sparganiaceae.(JOLY, 1979)
A Typhaceae compreende plantas herbáceas perenes crescendo em brejos e alagadiços;
caule com uma porção rizomatosa rastejante e outra ereta que transporta as folhas, sendo estas
sésseis (fixadas diretamente à parte principal-rizoma), lineares, e quase todas se inserem
próximas da base e possuem nervação paralela. As flores são de sexos separados e reunidas

17
em densas inflorescências cilíndricas muito características, sendo as masculinas acima e as
femininas abaixo. Possui fruto minúsculo e seco, sementes com endosperma farináceo e altura
variando de 2 a 3 metros. Esta família é monotípica, contendo o único gênero Typha que é de
distribuição cosmopolita, sendo encontrado em ambos os hemisférios nas regiões temperadas e
tropicais. (JOLY, 1979; LORENZI, 1982)
Segundo LORENZI (1982) a macrófita do gênero Typha sp. é popularmente conhecida
como Tabôa, tabua, partasana (AM), paineira-de- flecha (SP), paineira-do-brejo (SP),
espadana (MG), landim (MG), capim-de-esteira, pau-de-lagoa, tabebuia, erva-de-esteira,
paina-de-flecha.
A Typha sp. é uma planta aquática muito freqüente nas margens de lagoas ou represas,
canais de drenagem e baixadas pantanosas em geral. É bastante agressiva chegando a produzir
7 mil kg de rizomas por hectare, possuindo um teor de proteínas igual ao do milho e de
carboidratos igual ao da batata, além de propriedades medicinais (adstringente, diurético e
emoliente). (LORENZI, 1982)
As folhas e as hastes servem para o fabrico de pasta de papel, devido à grande
porcentagem de celulose. Das folhas pode-se fazer esteiras, chapéus, cestas e sandálias. De seu
fruto aproveita-se a paina de seda para encher travesseiros, almofadas e acolchoados e a
própria flor como ornamento.(PECKOLT, 1942; LORENZI, 1982)
A Typha sp. é uma planta que tem elevados índices de saturação luminosa e suporta
altas temperaturas. Caso estes índices sejam superados, estas plantas produzem altas taxas de
transpiração com grandes perdas de água pelos seus estômatos para que a sua temperatura
interna se reequilibre, cessando momentaneamente a fotossíntese. (GUNTENSPERGEN et al.,
1988)

Eleocharis sp. (Junco Manso)


Macrófita pertencente à ordem Cyperales, sendo que esta possui só uma família com as
características desta ordem: a Cyperaceae. (JOLY, 1979)
Compõem esta família representantes herbáceos que crescem, em sua maioria, em
terrenos brejosos ou alagadiços. O caule ereto nas espécies que o desenvolvem, apresenta-se
sólido (há exceções) e de secção triangular. As folhas são linear-lanceoladas e com nervação
paralela. A unidade floral básica é uma espigilha que consta do seguinte: um eixo floral

18
protegido na base por um par de glumas (brácteas secas), sendo uma inferior ou externa e
outra superior ou interna. (JOLY,1979; LORENZI, 1982)
Esta família, com cerca de 70 gêneros e mais de 3.500 espécies, tem larga distribuição
em todo o mundo. Certos gêneros apresentam algumas centenas de espécies (Carex, Cyperus,
Rhynchospora, Eleocharis), outros são monotípicos. São bastante conhecidas certas espécies
do gênero Cyperus (tiririca, papiro, navalha de mico), sendo que a polpa do caule de uma das
espécies, abundante no vale do Nilo, servia como material para a produção de papiros usados
pelos antigos egípcios.(JOLY, 1979)
LORENZI (1982) também caracterizou a macrófita do gênero Eleocharis sp. que é
conhecida popularmente por junco-manso e junco fino. Apresenta como características ser
uma planta perene, herbácea, robusto-rizomatosa, ereta, entouceirada, de caule oco e
seccionado por dentro (visível por fora), medindo 30-60 cm de altura, com reprodução por
sementes e rizomas. Suas folhas são reduzidas a bainhas, com a boca ligeiramente engrossada
nos bordos. Possui inflorescências terminais, em espiguetas oblongas, de coloração marrom,
assentadas no ápice dos caules, medindo 10-15 mm de comprimento e 2-3 mm de largura.
Tem como importância ser uma planta invasora bastante freqüente em locais úmidos,
brejosos ou inundados. Infesta principalmente lavouras de arroz inundado, canais de drenagem
e margens de lagoas. Apresenta um crescimento bastante vigoroso, principalmente se estiver
vegetando em locais banhados por águas poluídas, formando intensa vegetação, que chega a
dominar todas as demais plantas existentes no local.(LORENZI, 1982)

Scirpus sp. (Navalha de Mico)


Segundo LORENZI (1982) a macrófita do gênero Scirpus sp. pertence à família
Cyperaceae, sendo conhecida popularmente como navalha-de-mico, capim-navalha e capituva,
devido às suas folhas que apresentam margens levemente cortantes. É uma planta perene,
rizomatosa, herbácea, ereta, caule triangular e liso, altura de 60-100cm e reprodução
predominantemente por sementes.
Ainda segundo o autor, esta é uma planta invasora medianamente freqüente em áreas
úmidas e pantanosas, principalmente em lagoas, canais de irrigação, baixadas úmidas de
pastagens, vegetando durante o período quente do ano. Ocorre nas regiões sul, sudeste, Bahia,
Pará e Mato Grosso do Sul.

19
A Figura 3 apresenta da esquerda para a direita: (a) Typha sp. (taboa), (b) Eleocharis
sp. (junco-manso) e (c) Scirpus sp. (navalha-de-mico).

(a) (b) (c)

Figura 3. (a) Typha sp., (b) Eleocharis sp. e (c) Scirpus sp. (LORENZI, 1982)

3.3. Desenvolvimento científico e pesquisas em LC


Enquanto que os chineses provavelmente foram os primeiros a usar efetivamente as
macrófitas no tratamento de águas residuárias, o trabalho que é aceito cientificamente como o
primeiro foi o realizado em 1952 por Seidel, na Alemanha, que explorou a remoção de fenol
por Scirpus lacustris, utilizando brita como meio suporte (WOOD & McATAMNEY, 1994).
Seidel realizou, posteriormente, outros experimentos usando leitos preenchidos com brita e
cultivados com macrófitas emergentes: Phragmites australis, Iris sp., Schoeneplectus sp.,
Typha sp. (HEGEMANN, 1996). Nos anos 70 Kickuth, também na Alemanha, utilizou LC

20
preenchidos com solo de alta quantidade de silte e cultivados com Phragmites australis para
tratar efluentes municipais (HEGEMANN, 1996; WOOD & McATAMNEY, 1994).
KADLEC e KNIGHT (1996) citados por (USEPA, 1999) informam que o uso
empírico das áreas de várzea no tratamento de águas residuárias teve inicio anteriormente a
1912 nos Estados Unidos. Alguns pesquisadores que vieram após esta época provavelmente
começaram suas pesquisas a partir das observações da aparente capacidade de tratamento
destas áreas. Outros viram a água residuária como uma possibilidade de fonte de água e
nutrientes para a recuperação de várzeas degradadas ou para sua criação.
Neste país as pesquisas em relação aos LC tiveram grande impulso nos anos 70 e 80
com um significante envolvimento da "Tennesse Valley Authority" (TVA) e do "US
Department of Agriculture" no final dos anos 80 e começo dos 90 (USEPA, 1999).
Sua popularização nos Estados Unidos teve início a partir dos estudos de
WOLVERTON (1988) para a Agência Espacial Norte-americana (NASA) onde o pesquisador
testou o uso do tanque séptico associado aos LC no tratamento de efluentes de casas isoladas
instaladas nas bases militares.
Até o ano de 1999, mais de 200 comunidades nos Estados Unidos utilizavam os LC.
Muitas aplicavam utilizam este sistema como polimento para lagoas de efluente, como
Phoenix/Arizona e Orange County/Florida. Em muitas cidades, os LCFS são utilizados no
tratamento de comunidades de 5000 a 50000 pessoas. (USEPA, 1999)
Em relação à Europa, HEGEMANN (1996) informou em seu trabalho que existiam
aproximadamente mil instalações de tratamento baseadas nos sistemas naturais servindo
grupos de 5 a 1000 habitantes, sendo os LC de fluxo subsuperficial e tendo solo ou brita como
meio suporte. Especificamente na Inglaterra, os LCFSS são utilizados extensivamente para
polimento do tratamento secundário e como tratamento de efluentes em sistemas combinados
(água residuária e de chuva). (USEPA, 1999)
Além dos estudos e aplicações apresentados anteriormente, o Quadro 6 apresenta, em
ordem cronológica, outras investigações realizadas desde 1956.
Em relação à capacidade de tratamento dos LC, KNIGHT (1992) compilou dados de
vários sistemas americanos (± 300 sistemas) com tamanhos de 40m2 a 1.093ha de Frank Lake
Alberta (USA). O Quadro 7 apresenta estes valores médios de remoção.

21
VYMAZAL (1998b) também realizou um trabalho de compilação de dados referentes
a diferentes LC instalados em vários países. Os dados são apresentados no Quadro 8.
De um modo geral, tanto os LCFS e LCFSS podem ser utilizados para se obter 30 mg
L-1 de DBO e 30 mg L-1 SST como padrão de lançamento, sendo que com os LCFS pode-se
obter padrões de lançamento de até 10mg L-1 de DBO e 10 mg L-1 SST. (USEPA, 1999)

Quadro 6. Várias aplicações do uso dos leitos cultivados com macrófitas no tratamento de efluentes
desde 1956.

Ano Tratamento Condição


1956 Efluente de gado confinado Experimental
1975 Efluente de refinaria de petróleo Operacional
1978 Efluente de indústria têxtil Operacional
1978 Efluente da drenagem de mina ácida Experimental
1979 Efluente de lago com piscicultura Operacional
1982 Efluente da drenagem de mina ácida Operacional
1982 Redução de eutrofização de lago Experimental
1982 Escoamento superficial de chuva em área urbana Operacional
1983 Efluente de fábrica de papel Experimental
1985 Efluente de laboratório fotográfico Experimental
1985 Efluente de fábrica de conserva de pescado Experimental
1988 Chorume de aterro sanitário Experimental
1988 Chorume do processo de compostagem Operacional
1988 Efluente de gado confinado Operacional
1989 Redução na eutrofização de lago Operacional
1990 Efluente de cais do porto Experimental
1991 Efluente de indústria de papel Operacional
1993 Remoção de cor de efluente de indústria de papel Experimental
1994 Desidratação de lodo de esgoto urbano Experimental
1997 Efluente de indústria de processamento de batata Operacional
1998 Efluente de hospital Operacional
[Adaptado de WOOD & McATAMNEY (1994), BURGOON et al. (1998), EDWARDS et al.
(1998) e LABER et al. (1998)]

22
Quadro 7. Valores médios do tratamento de águas residuárias em LC para os EUA

Parâmetros Efluente (mg L-1) Remoção (%)


DBO 10,5 73
SS 15,3 69
+
NH4 - N 4,2 44
NTK 5,0 64
Pt 1,9 55
(Adaptado de KNIGHT, 1992)

Quadro 8. Desempenho de remoção de DBO dos LC instalados em diferentes países

DBO
g m dia-1 (DP)
-1

País Número Eficiência Concentração Concentração Diferença de Referência


de Leitos de Afluente Efluente Concentrações
Remoção
(%)
República 24 81,3 3,4 (±2,8) 0,5 (±0,5) 2,9 (±2,4) VYMAZAL
Tcheca (±14,0) (1998b)
EUA 14 68,2 3,9 (±4,2) 2,5 (±2,8) REED
(±17,3) (1993)
Polônia 11 89,9 (±5,7) 5,7 (±5,6) 5,1 (±5,0) KOWALIK
&
OBARSKA-
PEMP
KOWIAK
(1998)
Noruega 10 82,1 MAEHLUM
(±11,9) & JENSEN
(1998)
[Adaptado de VYMAZAL (1998b)]

23
Dentre as várias aplicações dos LC, seu uso como pós-tratamento de efluente
anaeróbio vêm sendo estudado por vários pesquisadores há alguns anos.
ROSTON (1994) desenvolveu um sistema para tratar a água residuária de duas casas
de fazenda localizadas no Colorado/Estados Unidos. Foi avaliado o desempenho de dois LC
com Typha latifolia e um sem cultivo no tratamento do efluente do tanque séptico já existente
na propriedade, tendo brita de 4 a 6 cm de diâmetro como meio suporte. Avaliou-se o afluente
e o efluente dos LC e do não cultivado durante seis meses, obtendo, para os cultivados, a
redução da DBO de 165 mg L-1 para 13mg L-1 (92%), do NTK de 38 mg L-1 para 10 mg L-1
(74%) e de coliformes fecais de 5x105 NMP 100mL-1 para 3x104 NMP 100mL-1 (94%), e para
o testemunha redução da DBO de 165 mg L-1 a 62 mg L-1 (62%), do NTK de 38 mg L-1 a 26
mg L-1 (32%). ROSTON (1994) concluiu que o sistema “tanque séptico e leitos cultivados
com macrófitas de fluxo subsuperficial é um conjunto eficiente e barato para o tratamento de
esgoto doméstico de áreas rurais e de pequenas comunidades”.
Na Eslovênia, URBANC-BERCIC & BULC (1995) desenvolveram um sistema para
tratar o efluente também de um tanque séptico que servia a 10 pessoas. O sistema era
composto de dois LC de 5 x 4m, um preenchido com areia média e o outro com uma mistura
de areia média e brita no2, ambos em paralelo e em série com um LC de 8 x 5m preenchido
com a mesma mistura e tendo vazão total de 1,5 L min-1, sendo cultivados com Phragmites
australis. A eficiência total do sistema na remoção dos poluentes foi de 97,5% para NH3-N,
75,5% para NO3--N, 84,8% para Norg, 97,1% para Pt e 94,4% para a DQO. Estes valores
foram obtidos após 6 meses de funcionamento do sistema.
No Brasil vêm crescendo as pesquisas em relação aos LC. Há vários centros de
pesquisa nas diferentes regiões do país onde se estuda basicamente a utilização dos LCFSS
como pós-tratamento de efluente anaeróbio doméstico e de suinocultura. A seguir são
apresentados alguns trabalhos publicados sobre os LC no Brasil.
SOUZA & BERNARDES (1996) trataram o esgoto doméstico de uma comunidade
próxima a Brasília/DF por uma combinação de reator anaeróbio de fluxo ascendente (UASB)
com pós-tratamento em LCFSS com Typha latifolia. Três leitos foram operados em série e
apresentaram boa remoção de nutrientes (54% para NTK e 40% para fósforo) e 63% para
DQO, sendo o tempo de detenção total do sistema de 65,4 horas.

24
MANSOR (1998) avaliou durante os seis primeiros meses de funcionamento o
desempenho de quatro LCFSS, construídos em alvenaria de blocos (área útil unitária: 4,24m2;
lâmina d’água: 0,35m) no tratamento de águas residuárias primárias (lagoa de estabilização)
do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas –
CPQBA/UNICAMP. Dois leitos foram cultivados com Typha dominguensis Pers. x Typha
latifolia L., sendo um preenchido com brita no 3 (55-90mm) e outro com no 4 (90-135); outro
cultivado com Eleocharis fistulosa e preenchido com brita no 3 e um testemunha somente
preenchido com brita no 3. A taxa orgânica média aplicada foi de 142,6 Kg DQO ha-1 dia-1,
sendo o tempo de detenção 2,5 dias. Os melhores resultados médios mensais na remoção dos
poluentes foram obtidos com a brita no 3, sendo a máxima redução da DQO igual a 82,7% e a
máxima remoção de fósforo igual a 86,4%, obtidas no LC com Typha dominguensis Pers. x
Typha latifolia L. A máxima redução de NTK, igual a 91,8%, foi obtida no LC com Eleocharis
fistulosa.
LIMA (1998) avaliou o desempenho de um sistema composto por um reator anaeróbio
(UASB) seguido por 3 leitos dispostos em série e cultivados com Typha sp. no tratamento do
esgoto doméstico da Vila Varjão – região administrativa do Lago Norte/DF. O reator
anaeróbio foi construído em argamassa armada e tinha um volume útil de 35,84m3 e os LC
foram escavados no solo e preenchidos com brita. Quanto à remoção, o UASB obteve
reduções médias da DQO de 900mg L-1 para 650mg L-1 (faixa de 10 a 40%) e de SSed para
2mL L-1 e aumento dos SST de 270mg L-1 do afluente para 350 mg L-1 no efluente. Para o
primeiro LC que funcionou corretamente, pois os outros não tiveram efluente suficiente para o
funcionamento (talvez por causa da alta evapotranspiração) a redução de NTK e amônia
foram: NTK de 95 a 75mg L-1 e amônia de 62 a 60 mg L-1. Houve um discreto aumento de
nitrato de 0 a 0,05mg L-1.
PHILIPPI et al. (1998) avaliaram um sistema composto por um tanque séptico
associado a um “wetland construído” com Zizanopsis bonariensis, implantado no Centro de
Treinamento da EPAGRI em Agronômica/SC, para o tratamento de suas águas residuárias
(origem doméstica e agroindustrial). O tanque séptico de 2 câmaras em série (1a com 9,52m3 e
a 2a com 4,08m3) foi projetado de acordo com a ABNT (1993), seguido pelo leito cultivado de
30m de comprimento, 15m de largura e 0,7m de profundidade, tendo como meio suporte uma
mistura de casca de arroz, areia e pedrisco. As remoções médias dos poluentes no tanque

25
séptico para a DQO, sólidos totais e SST foram, respectivamente: 33%, 32% e acréscimo de
52%. Para o “wetland” as remoções da DQO, sólidos suspensos, nitrogênio total, fósforo total
e nitrato foram, respectivamente: 71%, 41%, 78%, 13% e 80%.
VALENTIM (1999) projetou, construiu e avaliou durante os 6 primeiros meses de
funcionamento o sistema que foi objeto da presente pesquisa. O tanque séptico modificado
(TSM) de três compartimentos em série operou com vazão diária média de 1330 L dia-1 (9
PE), obtendo redução de DQO entre 17 e 69%, SSed de 100%, SST entre 58 e 92%, turbidez
entre 67 e 92% e E. coli de 0 a 75%. Para os LCFSS os maiores valores de remoção foram
encontrados no leito quadrado cultivado com Eleocharis sp., com redução de SST entre 91 e
97%, coliformes totais de 59 a 96%, nitrogênio total Kjeldahl de 35 a 90% e fósforo total de
41 a 65%; no leito retangular plantado com Eleocharis sp., com redução de DQO entre 70 e
97% e E. coli entre 94 e 97%, e o quadrado plantado com Typha sp., com redução de
nitrogênio-nitrato de 71 a 83%. Quanto à adaptação, as macrófitas apresentaram rápido
desenvolvimento e ocuparam toda a área dos leitos, além de suportarem um período de 1,5
meses sem receberem efluente devido aos constantes entupimentos do sistema no período de
férias escolares.
SEZERINO & PHILIPPI (2000) avaliaram um "wetland" construído de escoamento
subsuperficial (área de 4m2; 0,7m de profundidade) instalado em uma propriedade rural em
Florianópolis/SC. O leito era preenchido com meio suporte composto por camadas de casca de
arroz, areia, brita e solo argiloso e cultivado com capim roxo (Echinochloa polystachya).
Operou como pós-tratamento de um tanque séptico de câmara única e sua vazão diária
estimada era de 750L dia-1.
O sistema foi avaliado durante 6 meses (janeiro a junho de 1999), apresentando os
seguintes valores no efluente: pH (6,07 ± 0,33 mg L-1), DQO (80,17 ± 43,74 mg L-1, remoção
de 87%), orto-fosfato total (4,30 ± 2,38 mg L-1, remoção de 92%), nitrogênio amoniacal (7,47
± 6,61 mg L-1, remoção de 74%), nitrogênio nitrato (1,18 ± 1,36 mg L-1, aumento aproximado
de 400%), coliformes totais (9,2x104 NMP 100mL-1, redução de 5 Log) e coliformes fecais
(9,4x103 NMP 100mL-1, redução de 4 Log).
Segundo os autores a unidade residencial que gerava a água residuária bruta era
utilizada para fins de realização de confraternização, apresentando variações na carga dos
dejetos e na quantidade de água a ser tratada.

26
SOUZA et al. (2000) avaliam o desempenho de um sistema "wetland" no pós-
tratamento de efluente de um reator UASB, sendo o sistema instalado na UFPB - Campina
Grande/PB. Foram avaliados durante 43 semanas (Fase 1: dez/98 a abril/99; Fase 2: abril/99 a
jun/99; Fase 3: jul/99 a set/99) quatro "wetlands" de fluxo horizontal subsuperficial (área
superficial de 10m2; 0,60m de profundidade), preenchidos com areia grossa lavada
(granulometria de 2,88mm) e cultivado Juncus sp.
Os "wetlands" 1 (testemunha) e 4 operaram com 228L dia-1 (TDH de 10 dias), o no 2
com 456L dia-1 (TDH de 5 dias) e o no 3 com 326L dia-1 (TDH de 7 dias).
Quanto à DQO, os autores observaram que o leito testemunha apresentou
concentrações entre 60 e 80 mg L-1 (74 a 81% de remoção) enquanto que os leitos vegetados
apresentaram concentrações entre 50 e 80 mg L-1 (79 a 86%), verificando-se que para estes
leitos as diferentes cargas hidráulicas tiveram pouca influencia nos valores de remoção.
Em relação ao fósforo total, foi observada diminuição da sua remoção ao longo do
tempo: testemunha (Fase 1 = 53%, Fase 2 = 50%, Fase 3 = 36%), LC (Fase 1 = 88 a 100%,
Fase 2 = 100%, Fase 3 = 74 a 88%). Segundo os autores esse decaimento se deve à saturação
do meio suporte com precipitado de compostos de fósforo. Verifica-se que, a medida em que
aumentava o tempo de operação do sistema, diminuía a remoção de fósforo.
De modo geral, a maior remoção de matéria orgânica e fósforo ocorreu no "wetland"
que foi monitorado com menor carga hidráulica.
LAUTENSCHLAGER (2001) apresenta em seu trabalho uma revisão bibliográfica
relativa à eficiência de “wetlands” construídas na remoção de nitrogênio total e fósforo total e
de diferentes modelos matemáticos para a simulação desta remoção. O autor também procurou
calibrar um modelo matemático para a simulação da eficiência de remoção de nutrientes em
LCFS utilizando dados de domínio público. Foi observado, porém, que estes dados
apresentavam comportamento bastante complexo, sendo que, por vezes, a eficiência de
remoção medida apresentava valores negativos, o que demonstra a liberação destes nutrientes.
MEIRA et al. (2001) avaliaram a influencia de dois tempos de detenção hidráulica
(TDH de 5 e 10 dias), na remoção/biodegradação de SST e frações, matéria orgânica,
macronutrientes, coliformes fecais em LCFSS cultivados com Typha sp. e alimentados em
batelada com água de manancial poluída com esgotos.

27
O experimento foi constituído por 12 tanques de cimento amianto (73x55cm; 6
vegetados e 6 controle) e preenchidos com brita #19 até 0,4m de altura.
Quanto aos resultados, verificou-se: diminuição do pH nos LC (7,7 afluente; 7,5 e 7,6
efluente) e aumento nos não cultivados (7,9 e 7,8); baixa concentração de OD em todos os
leitos (0-0,2 mg L-1); redução de DQO (entre 75-86%) e SST (entre 57-76%) que demonstram
que o sistema ainda não se encontrava saturado.
Em relação aos outros parâmetros, os autores verificaram que a redução de coliformes
fecais ocorreu devido ao meio suporte e ao TDH. Como o afluente apresentava reduzida
concentração de macronutrientes, ocorreu redução de nitrogênio amoniacal e fósforo, não
havendo diferença entre os resultados obtidos para os leitos vegetados e para os não vegetados
e também para os obtidos para os dois TDH.
CAMPOS et al. (2002) avaliaram o uso de sistemas naturais "wetlands", em escala
piloto, como tratamento do chorume gerado no Aterro Sanitário de Piraí (RJ). Os “wetlands”
foram cultivados com Typha sp. e uma gramínea da região, que um sistema permaneceu sem
planta (controle). Foram conduzidos dois experimentos, um alimentado com chorume e outro
com água.
Os experimentos foram montados a partir da utilização de vasos de aproximadamente
56L com drenos na parte inferior. O material suporte foi solo da região do próprio aterro e
pedregulho disposto no fundo da caixa. Foram operados em batelada, com TDH de 3, 4, 5 e 7
dias.
Quanto à DQO, os melhores valores de redução foram obtidos para os leitos que
continham Typha sp., chegando a 98%. A gramínea atingiu 70-80% e o solo apresentou
inicialmente 78% e caiu para 45% de redução.
Apesar das diferentes taxas de aplicação, os leitos contendo Typha sp. não tiveram
queda significativa de eficiência de remoção de DQO, mesmo com a taxa aplicada em dobro.
Já o sistema controle (somente solo) não suportou este aumento, diminuindo suas reduções.
Para o fósforo total, os autores verificaram que as plantas favorecem a redução deste elemento,
sendo os resultados para a Typha sp. de aproximadamente 95%, para Typha sp. e gramínea de
aproximadamente 88%, para gramínea aproximadamente 80% e somente solo
aproximadamente 42%.

28
Como conclusões os autores indicaram que os LC foram eficientes na remoção de
matéria orgânica, nitrogênio e fósforo. Os leitos com Typha sp. foram mais eficientes que os
outros, sendo que esta planta apresentou maior evapotranspiração que a gramínea. A
vegetação se adaptou bem ao chorume, sendo promissora a utilização dos LC para o
tratamento deste tipo de efluente.
SEZERINO et al. (2002) avaliaram neste trabalho o potencial dos “wetlands” no
tratamento de efluente de lagoa de estabilização que tratava dejetos de suínos.
O sistema foi instalado em uma granja de suínos no oeste de Santa Catarina, sendo
constituído por quatro módulos verticais, cada um com 7,59m2 de área, 4,92 m3 de volume, de
geometria trapezoidal (3,3x2,3m-superior; 3x2m-inferior) e com 0,9m de profundidade. O
TDH teórico foi de 7,5 dias com taxa de aplicação de 30mm dia-1, sendo utilizado como meio
suporte areia fina (areia 1) e areia média (areia 2).
Segundo os autores, apesar da elevada concentração de DQO afluente e da alta carga
de nitrogênio amoniacal muito superior às descritas em literatura, os leitos apresentaram
elevada taxa de nitrificação comparada a outros trabalhos que empregam "wetland" no pós-
tratamento de suínos.
Em relação à redução de fósforo, 84% para o leito com areia 1 e 57% para o leito com
areia 2, também foram superiores aos apresentados em literatura, apesar da alta carga aplicada
nos módulos (1 a 2g PO4--P m-2 d-1). Os valores efluentes ainda permaneceram elevados para
lançamento no ambiente.
Este sistema apresentou o mesmo problema citado por TOBIAS (2002) e HUSSAR
(2001) que foi o amarelecimento das plantas. Outro problema verificado foi que os leitos
contendo areia fina sofreram rápida colmatação.
BORGES et al. (2002) estudaram e avaliaram a eficiência do sistema de “wetland”
construído no tratamento de águas contaminadas pelos microrganismos: Saccharomyces
cerevisiae (5 x 108 mL –1); E. coli (5 x 103 mL-1); Bacillus subtilis (5x103 mL-1), e água do Rio
Corumbataí (município de Rio Claro/SP) naturalmente contaminada por esgoto doméstico e
resíduos industriais. Neste trabalho os autores simularam em escala de laboratório sistemas de
"wetlands" construídos de fluxo descendente, para tratamento de água residuária. Foram
aplicados no processo, sistemas particulados envolvidos por microrganismos,
macrorganismos, turfa e resíduos industriais inertes (resíduo de sílica).

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Os resultados obtidos demonstraram maior eficiência na redução de E. coli (95%) e
coliformes totais (90%) após 10 dias de tratamento; Bacillus subtilis (99,4%) e Saccharomyces
cerevisiae (96,8%) após 20 dias de tratamento.
Os autores concluíram que estes sistemas são eficientes na remoção destes parâmetros
em diferentes tempos de detenção, promovendo uma melhoria acentuada na descontaminação
de águas residuárias.
SOUZA et al. (2002) avaliaram durante 36 meses dois sistemas de “wetlands” e um
controle utilizados no pós-tratamento de efluente de reator UASB e instalados em Campina
Grande/PB. A área de cada leito era de 10 m2, o meio suporte utilizado foi a areia lavada
(granulometria média= 2,88mm) e foi cultivado Juncus sp.
A eficiência quanto à redução de DQO variou de 70 a 86% e de SST entre 50-71%.
Para fósforo total durante o primeiro ano de operação nos dois sistemas vegetados a eficiência
variou ente 82 e 90%, caindo para 22-34% no 2o ano e 13-26% no 3o ano.
Os autores concluíram que nas condições do experimento a redução de fósforo em
“wetlands construídos” contendo areia lavada como meio suporte diminui à medida que
aumenta o tempo de operação deste sistema.
TOBIAS (2002) e HUSSAR (2001) construíram e operaram o mesmo sistema
composto de um reator anaeróbio compartimentado (RAC) com pós-tratamento por dois
LCFSS em série cultivados com Typha sp. O afluente tratado foi proveniente de uma granja de
suínos localizada no Campus I do CREUPI em Espírito Santo do Pinhal/SP, sendo que cada
pesquisador avaliou o sistema em fases distintas. Vazão diária de água residuária proveniente
da granja foi de 24 L h-1 com volume diário de 576 L.
Com relação aos LC, os TDH aplicados foram de 6,3 dias (Fase 1, 3 e 4) e 12,4 dias
(Fase 2). Para os parâmetros avaliados, observou-se nas duas pesquisas grande variabilidade
na redução de DQO (0-75%) e SST (0-75%); valores de pH variando de 6,8 e 7,5 e altas
concentrações de fósforo (55 a 134mg L-1), nitrogênio amoniacal (160 e 560mg L-1) e
nitrogênio nitrato (760 e 2600mg L-1).
Os autores também observaram em diferentes épocas necrose nas folhas da Typha sp. e
morte das plantas, sendo necessária a reposição de novas mudas. Este problema também foi
citado por SEZERINO et al. (2002), indicando que as altas concentrações de nitrogênio e

30
fósforo presentes na água residuária causa fitotoxicidade nas plantas, inviabilizando o uso dos
LC como pós-tratamento de efluente anaeróbio (lagoas e reatores) de suinocultura.
TOBIAS (2002) também testou o uso do lodo do RAC na produção de mudas de alface
e como adubação de cobertura em pastagens e a aplicação do efluente dos LC em hidroponia
para cultura de alface.
MAZZOLA (2003) avaliou o desempenho de um RAC de duas câmaras em série
(volume total do reator: 2,3 m3; vazão afluente: 4,6 m3, TDH de 12h) e de três LCFV no
tratamento das águas residuárias da FEAGRI/UNICAMP.
O efluente do RAC foi tratado pelos três LCFV, sendo dois cultivados com macrófitas
(Typha sp. e Eleocharis sp.) e um utilizado como controle (não cultivado). Os leitos foram
construídos no formato cilíndrico (volume: 2,0 m3) utilizando-se a técnica de ferrocimento. O
meio suporte utilizado foi brita #2 (diâmetro equivalente: 24 – 35 mm) e o fornecimento do
efluente feito por batelada. Os tempos de reação para cada ciclo (enchimento – reação –
drenagem) dos LCFV foram de 24, 48, 72 e 96 h.
Para o RAC as reduções de SSed, SST e DQO foram, respectivamente, 93, 80 e 39%.
Concluiu-se que houve tendência de estabilização dos parâmetros pH, alcalinidade, ácidos
voláteis, SSed e SST, porém os índices de redução de DQO mantiveram-se muito baixos.
Para os LCFV o aumento do tempo de reação (até 72h) foi acompanhado pelo aumento
dos índices de redução dos parâmetros avaliados, sendo os valores máximos (72h): 77%
turbidez, 71% DQO, 30% Pt e 60% N-NO3-. Verificou-se para as análises de N-NO3- nos
leitos vegetados um aumento de cerca de 10% para as primeiras 24h que pode ser justificado
pela adição de O2 no meio proporcionada pelo fluxo por batelada. Foram obtidos no leito
vegetado com Typha sp. os maiores índices de remoções de Pt para os tempos de 72 e 96h
(respectivamente 30 e 25%).
SEZERINO & PHILIPPI (2003) apresentam em seu trabalho um resumo dos projetos
desenvolvidos pelo seu grupo de pesquisa ao longo dos últimos anos. A diferença em relação
aos trabalhos anteriormente apresentados pelos autores é o termo em português- filtros
plantados com macrófitas- utilizado para o que anteriormente denominavam “wetland”
construído.

31
Além destes trabalhos envolvendo avaliação de diferentes sistemas em várias partes do
Brasil, pode-se citar outros trabalhos que objetivaram avaliar o potencial de utilização dos
efluentes dos LC.
LONDE (2002) avaliou a viabilidade e eficiência do uso de um Filtro Lento (FL) no
tratamento de efluentes dos LC implantados por VALENTIM (1999) na Faculdade de
Engenharia Agrícola da UNICAMP. O sistema de filtração lenta foi composto por uma caixa
de PEMD rotomoldado, tendo como meio filtrante areia grossa (peneira 1 mm) e mantas
sintéticas não tecidas.
Para os ensaios realizados com taxa de filtração igual a 3 m3 m-2 dia-1, o FL apresentou
os seguintes valores médios de redução: turbidez 64%, cor 38%, SST 62%, E. coli 92,57% e
coliformes totais 85,61%. Nos ensaios com taxa de filtração igual a 6 m3 m-2 dia-1, os valores
médios de redução foram: turbidez 72%, cor 44%, SST 67%, E. coli 83,87% e coliformes
totais 82,9%.
O autor recomenda a desinfecção e aeração do efluente antes do reaproveitamento e
salienta que o emprego do FL em conjunto com os LC é uma técnica acessível ao produtor
rural, tanto do ponto de vista técnico como econômico e pode viabilizar a reutilização da água
que seria descartada podendo esta ser reaproveitada para irrigação localizada ou em outras
atividades agrícolas.
OLIVEIRA (2002) comparou a utilização do efluente de um sistema de "alagados
construídos" com água potável na irrigação de uma cultura de pepino (Cucumis sativus L.). O
autor verificou uma quantidade significativa de nutrientes no efluente dos alagados
construídos, valores estes suficientes para influenciar na produção total da cultura, sendo que a
produção de pepino irrigado com o efluente foi aproximadamente 50% maior que a do irrigado
com água potável. Dentre os elementos analisados para o efluente, deve-se destacar a
concentração média obtida para o sódio (75,5 mg L-1), nitrogênio total (93,7 mg L-1), NH3-N
(64 mg L-1), NO3--N (6 mg L-1), Pt (10 mg L-1) e K (26,5 mg L-1), bem como o valor elevado
de DQO (144, 5 mg L-1) e de SDT (558 mg L-1).
SANDRI (2003), também trabalhando com reúso, comparou a utilização do efluente
dos LC avaliados nesta pesquisa com água de um deposito de fonte hídrica superficial na
irrigação da cultura de alface (Lactuca sativa L.), cultivar “Elisa”. O experimento foi realizado
no Campo Experimental da Faculdade de Engenharia Agrícola-UNICAMP para dois ciclos de

32
cultura: 1o ciclo de 08/06/01 a 23/07/01 e 2o ciclo de 17/08/01 a 03/12/2001, sendo utilizadas
as técnicas de irrigação por aspersão, irrigação por gotejamento superficial e enterrada.
Os resultados obtidos demonstraram a possibilidade do uso desta água residuária como
fonte de nutrientes para as plantas (valores médios: nitrogênio amoniacal = 38,8 mg L-1;
fósforo total = 6,0 mg L-1 e potássio = 12mg L-1), substituindo ou diminuindo as adubações
com fertilizantes químicos comerciais e reduzindo os custos de produção. Verificou-se,
também, o baixo risco de salinização do solo, apesar deste elemento ser o que apresentou
maior incremento em relação aos níveis iniciais.
Quanto à contaminação das folhas da alface, constatou-se que a concentração da
maioria dos elementos químicos analisados foi considerada normal e adequada, com exceção
do sódio (água residuária 685 mg Na+ kg-1 alface; água de depósito 106 mg Na+ kg-1 alface).
Para os coliformes totais e E. coli verificou-se que não houve risco de contaminação com o
uso do gotejamento subterrâneo e superficial, porém com a aspersão a contaminação ficou
acima dos limites permitidos pela legislação vigente (102 MNP 100 mL-1).
Em relação aos equipamentos de irrigação, o autor a água residuária provocou maior
entupimento nos gotejadores que a água de fonte hídrica superficial, mostrando que há
necessidade de um melhor tratamento da água residuária principalmente no que se refere à
presença de microrganismos, independentemente do equipamento utilizado, aspersão ou
gotejamento.
De um modo geral, nota-se pelos trabalhos e artigos brasileiros mencionados nesta
revisão e sumarizados no Quadro 9 a viabilidade da aplicação dos LC como pós-tratamento de
efluente anaeróbio e o potencial reúso deste efluente final na irrigação.
Ao longo destes últimos anos houve um aumento na busca de outras formas de
utilização deste tipo de sistema, seja no tratamento de efluentes de suinocultura, seja de aterros
sanitários ou até mesmo no controle e tratamento de águas pluviais.
Existem diversos centros de pesquisa no Brasil que trabalham e pesquisam os LC.
Cada qual a sua maneira poderá trazer contribuições para que este sistema tenha, num futuro
próximo, Normas Técnicas específicas para cada uma das suas aplicações.

33
Quadro 9. Relação de algumas pesquisas brasileiras publicadas a respeito dos LC

Autor Denominação Macrófita Efluente Meio Tipo de Local da


Utilizada Cultivada Tratado Suporte Sistema Pesquisa
SOUZA & Leitos Typha Efluente Brita #3 Piloto DF
BERNARDES (1996) Cultivados latifolia UASB
e LIMA (1998)
MANSOR (1998) Leitos Typha sp., Efluente Brita #3; Módulo SP
Cultivados Eleocharis lagoa de Brita #4 Experimental
sp. estabilização
PHILIPPI et al. (1998) Zona de raízes Zizaniopsis Efluente Camadas "In loco" SC
"root zone" bonariensis Tanque escalonadas
Séptico: de areia, solo
doméstico e argiloso e
agroindustrial casca de arroz
VALENTIM (1999) Leitos Typha sp., Efluente Brita #2 Módulo SP
Cultivados Eleocharis TSM: Experimental
sp. doméstico
SEZERINO E "Wetland" Capim roxo Efluente Camadas "In loco" SC
PHILIPPI (2000) construído (Echinochloa Tanque escalonadas
polystachya) Séptico: de areia, solo
doméstico argiloso e
casca de arroz
SOUZA et al. (2000) "Wetland" Juncus sp. Efluente Areia Lavada Módulo PB
UASB- (granulometria Experimental
doméstico 2,88mm)
LAUTENSCHLAGER “Wetlands” - - - - SP
(2001)2 construídas
MEIRA et al. (2001) “Wetlands” Typha sp. Água Brita # 19 Módulo PB
construídos manancial Experimental
CAMPOS et al. (2002) "Wetland" Typha sp., Chorume de Solo local Módulos RJ
gramínea Aterro Laboratoriais

2
Avaliação de modelos matemáticos utilizando dados de literatura.

34
Quadro 9. Relação de algumas pesquisas brasileiras publicadas a respeito dos LC (continuação)

Autor Denominação Macrófita Efluente Meio Tipo de Local da


Utilizada Cultivada Tratado Suporte Sistema Pesquisa
SEZERINO “Wetlands” Typha sp. Lagoa Areia fina e Módulo SC
et al. (2002) construídos Suinocultura Areia Média Experimental
BORGES et "Wetland Eichhronia Água do Rio Turfa e resíduo Módulos em SP
al. (2002) construído" crassipes Corumbataí industrial Escala
(Rio inerte (sílica) Laboratorial
Claro/SP)
SOUZA et "Wetland Juncus sp. Efluente Areia Lavada Módulo PB
al. (2002) construído" UASB- (granulometria Experimental
efluente 2,88mm)
doméstico
HUSSAR Leitos Typha sp. Efluente Brita #3 Módulo SP
(2001) e Cultivados RAC- Experimental
TOBIAS suinocultura
(2002)
LONDE Leitos - - - Módulo SP
3
(2002) Cultivados Experimental
OLIVEIRA Alagados - - - - SP
(2002)3 Construídos
SEZERINO Filtros Zizaniopsis Efluente Camadas "In loco" SC
& Plantados com bonariensis; Tanque escalonadas de
PHILIPPI Macrófitas Echinochloa Séptico- areia, solo
(2003) polystachya Doméstico e argiloso e
agroindustrial casca de arroz
SANDRI Leitos - - - Experimento SP
3
(2003) Cultivados a Campo
MAZZOLA Leitos Typha sp., Efluente RAC Brita #2 Módulo SP
(2003) Cultivados Eleocharis sp. Experimental

3
Avaliação do potencial de reúso do efluente final de LC.

35
3.4. Assimilação dos Poluentes
Nos sistemas biológicos, os principais responsáveis pela remoção da matéria orgânica
das águas residuárias são os microrganismos (aeróbios, facultativos e anaeróbios) que a
utilizam no seu ciclo vital, obtendo dela a energia necessária para sua síntese celular, sua
locomoção (quando for o caso), no seu transporte de materiais e outras funções.
A matéria orgânica (100%) é representada pelas proteínas (40 a 60%), carboidratos (25
a 50%), gorduras e óleos (10%), além da uréia (principal constituinte da urina), surfactantes,
fenóis, pesticidas e outros, sendo que a porcentagem varia de acordo com a origem do dejeto.
Parte é encontrada em solução, os sólidos orgânicos dissolvidos (rapidamente biodegradáveis),
e parte em suspensão, relativa aos sólidos suspensos no meio líquido (lentamente
biodegradáveis). Os sólidos orgânicos dissolvidos são utilizados diretamente pelas bactérias
heterotróficas - principais responsáveis pela redução da DBO5 nos sistemas de LC (COOPER
et al. (1996) citado por VYMAZAL, 1998b) - enquanto que os sólidos em suspensão são
convertidos em solúveis pelo mecanismo da hidrólise, que é realizada pela atuação de enzimas
intra e extracelulares produzidas pelas bactérias e que servem de catalisadores nas reações de
oxidação. (METCALF & EDDY, 1991)
Os processos de degradação da matéria orgânica nas águas residuárias são governados
pelos vários receptores de elétrons disponíveis no meio, sendo que o sistema utiliza aquele que
produz a mais alta quantidade de energia. Por essa razão, o oxigênio dissolvido é utilizado
primeiramente, deixando o sistema de ser aeróbio. Caso haja nitratos disponíveis no meio
líquido, os organismos aparelhados para utilizá-los na respiração passam a fazê-lo convertendo
o nitrato a nitrogênio gasoso (denitrificação). Quando estes se extinguem têm-se as condições
anaeróbias estritas, sendo utilizados os sulfatos, que são reduzidos a sulfetos, e o CO2 que é
convertido a metano. Enquanto houver substâncias de maior liberação de energia as outras não
serão utilizadas. A seqüência de transformações que ocorrem no tratamento de águas
residuárias é função do receptor de elétrons e do estado de oxidação do substrato, medido pelo
seu potencial de oxi-redução (expresso em mV) como mostrado na Figura 4.
O Quadro 10 apresenta os receptores de elétrons típicos.

36
Figura 4. Processos de remoção da matéria orgânica em função dos receptores de elétron e do
potencial redox (VON SPERLING, 1996b)

Quadro 10. Receptores de elétron típicos das reações de oxidação no tratamento de esgotos (listados
em ordem decrescente de liberação de energia)

Condições Receptor de elétron Forma do receptor Processo


após reação
Aeróbias Oxigênio (O2) H2O Metabolismo aeróbio
Anóxicas Nitrato (NO3-) Nitrogênio gasoso (N2) Redução de nitratos
(denitrificação)
2-
Anaeróbias Sulfato (SO4 ) Sulfeto (H2S) Redução de sulfatos
Dióxido de Carbono Metano (CH4) (dessulfatação)
(CO2) Metanogênese
(Adaptado de VON SPERLING, 1996b)

OTTAVÁ et al. (1997) citados por VYMAZAL (1998b) encontraram elevado número
de bactérias aeróbias heterotróficas no afluente dos LC em comparação às anaeróbias que

37
prevalecem no efluente dos leitos, indicando a ocorrência de ambiente anaeróbio e resultando
no decaimento natural das bactérias aeróbias.
Nos LCFSS onde foram feitas medições do potencial de oxi-redução, foram
observados valores muito baixos deste potencial, indicando elevadas condições de redução que
justifica a predominância de bactérias anaeróbias no efluente dos LC (Lienard, 1987 citado por
USEPA, 1999)

3.4.1. Fatores abióticos


Os fatores abióticos relevantes que norteiam os processos biológicos e influenciam
diretamente na eficiência do tratamento das águas residuárias são: a temperatura, a
alcalinidade, o pH e o oxigênio dissolvido.
A temperatura do efluente a ser tratado é aproximadamente igual à média diária da
temperatura do ar devido às formas dominantes de transferência de energia: ganho pela
radiação solar, perda por irradiação, condução, evaporação (predominante em lagoas e nos
LCFS) e evapotranspiração (LCFSS). Ela influencia a atividade microbiana e a solubilidade
do oxigênio na água.
As variações de temperatura também afetam o desempenho de tratamento dos LC, mas
não é uma regra para todos os constituintes da água residuária. A capacidade de tratamento
tende a decair com a redução da temperatura, mas MO e SST que são removidos por
mecanismos físicos como floculação, precipitação e filtração são menos afetados (USEPA,
1999). Isto pôde ser confirmado por VYMAZAL (1998b) que, avaliando vários resultados
experimentais obtidos para LC instalados na República Tcheca, verificou que a remoção de
DBO5 não é dependente da temperatura. Estes resultados também demonstraram que a
concentração efluente não apresentou muita variação ao longo do ano, demonstrando a não
dependência da temperatura no desempenho de tratamento.
A alcalinidade é outro fator importante, pois mede a quantidade de íons na água que
reagirão para neutralizar os íons hidrogênio (capacidade de resistir às mudanças de pH:
capacidade tampão), sendo originado naturalmente pela reação do CO2 com a água (CO2
resultante da atmosfera ou da decomposição da matéria orgânica). Os processos oxidativos
(como a nitrificação) tendem a consumir a alcalinidade, a qual, caso atinja baixos teores, pode
resultar em valores reduzidos de pH. Está relacionada com o CO2 e o pH da seguinte forma:

38
pH>9,4: presença de hidróxidos e carbonatos; pH entre 8,3 e 9,4: carbonatos e bicarbonatos e
pH entre 4,4 e 8,3: apenas bicarbonatos.
A acidez, ao contrário da alcalinidade, é a capacidade da água em resistir às mudanças
de pH causadas pelas bases sendo devida, principalmente, pela presença de gás carbônico livre
(pH entre 4,5 e 8,2). Afeta o equilíbrio das formas de ácidos e bases e controla a solubilidade
de muitos gases e sólidos: pH>8,2: CO2 livre ausente; pH entre 4,5 e 8,2: acidez carbônica e
pH<4,5: acidez por ácidos minerais fortes.
Em relação ao oxigênio dissolvido (OD), este é influenciado pela temperatura e por
sais dissolvidos no efluente. A oxidação de compostos carbonáceos e a nitrificação dependem
de sua concentração, sendo 1 mg L-1 o seu valor mínimo para o funcionamento dos reatores
aeróbios. Valores superiores aos de saturação são indicadores da presença de algas
(fotossíntese) e valores bem inferiores ao da saturação da presença de matéria orgânica em
decomposição. Está intimamente ligado à condição de sobrevivência dos peixes no meio
aquático, sendo que com OD 4-5 mg L-1 morrem os peixes mais exigentes quanto ao oxigênio,
com OD igual a 2 mg L-1 todos os peixes estão mortos e com OD igual a 0 mg L-1 têm-se a
anaerobiose. (VON SPERLING, 1996a).

3.4.2. Catabolismo oxidativo e fermentativo


Como visto anteriormente, a remoção da matéria orgânica ocorre por meio dos
processos de desassimilação ou catabolismo oxidativo (oxidação da matéria orgânica) e
fermentativo (fermentação da matéria orgânica). No sistema em estudo têm-se a presença de
condições aeróbias nas rizosferas, condições anóxicas na sua vizinhança e condições
anaeróbias nas outras regiões dos LC (Ver Figura 2).
O catabolismo oxidativo é uma reação redox na qual a matéria orgânica é oxidada por
um agente oxidante presente no meio líquido (oxigênio-O2, nitrato- NO3- ou sulfato- SO42-),
sendo que em condições aeróbias (presença de O2) a estabilização é realizada, na sua maioria,
por bactérias heterotróficas aeróbias e facultativas, em condições anóxicas (presença de NO3-)
por bactérias nitrificantes e em condições anaeróbias (SO42-) pelo processo de dessulfatação,
necessitando, neste caso, que a matéria orgânica tenha sido convertida anteriormente a ácidos
orgânicos (p. ex. CH3COOH – ácido acético) pelo processo de acidogênese. (METCALFY &
EDDY, 1991)

39
As equações gerais simplificadas do processo aeróbio e do processo de dessulfatação
são apresentada na seqüência, sendo as da condição anóxica apresentadas no item 3.4.3.

C6H12O6 (glicose) + 6 O2 ⇒ 6 CO2 + 6 H2O + Energia (processo aeróbio)

CH3COOH + SO42- + 2 H+ ⇒ H2S + 2 H2O + 2 CO2 (processo de dessulfatação)

No caso da dessulfatação se o pH atingir valores superiores a 8,0 o sulfeto (H2S),


causador do mau cheiro e que é perdido para atmosfera, é convertido a bissulfeto (HS-) e
permanece em solução no efluente.
Se no catabolismo oxidativo há a necessidade de um oxidante, no catabolismo
fermentativo o processo ocorre devido ao rearranjo dos elétrons na molécula fermentativa de
tal modo que se formam no mínimo dois produtos (CO2 e CH4). A conversão anaeróbia ocorre
em duas etapas sucessivas: acidogênese e metanogênese, sendo que antes da primeira etapa, os
compostos orgânicos complexos (carboidratos, proteínas e lipídeos) necessitam ser
convertidos a compostos orgânicos simples pelo mecanismo da hidrólise (VON SPERLING,
1996a):
• Fase Acidogênica: conversão da matéria orgânica a ácidos orgânicos, realizada por
bactérias denominadas acidogênicas. Nesta etapa não há remoção da matéria orgânica, mas
apenas conversão da mesma;
• Fase Metanogênica: conversão dos ácidos orgânicos a metano, gás carbônico e água,
realizada por bactérias denominadas metanogênicas. A matéria orgânica é novamente
convertida, mas pelo fato do CH4 ser transferido para a atmosfera, tem-se a remoção da
matéria orgânica.

Na equação geral simplificada do processo anaeróbio apresentada abaixo pode-se


destacar: a não exclusividade da oxidação (CO2 no mais alto nível de oxidação (+4) e CH4 no
estado mais reduzido (-4), liberação de energia (inferior a respiração aeróbia) e que a maior
parte de CH4 é desprendida resultando em remoção de matéria orgânica.

C6H12O6 ⇒ 3 CH4 + 3 CO2 + Energia (processo anaeróbio)

40
O Quadro 11 apresenta as principais características dos processos oxidativo e
fermentativo.

Quadro 11. Principais características do catabolismo oxidativo e do fermentativo

Características Catabolismo oxidativo Catabolismo fermentativo


(respiração) (fermentação)
Doador de elétrons MO orgânica MO orgânica oxidada
Receptor de elétrons Externo: composto inorgânico Interno: MO reduzida
(oxigênio, nitrato ou sulfato)
Número de produtos finais Um (CO2) No mínimo dois (CO2 e CH4)
resultantes da MO
Forma do C no produto final C inorgânico oxidado (CO2) C inorgânico oxidado (CO2) + C
orgânico reduzido (CH4)
Estado de oxidação do C no 4+ (CO2) 4+ (CO2) 4- (CH4)
produto final
(Adaptado de VON SPERLING, 1996b)

Os LC, como comentado anteriormente, incorporam estes processos de decomposição


em uma área relativamente grande, potencialmente diluindo os odores associados à
decomposição da matéria orgânica ou mesmo proporcionando condições para que estes
possam ser retidos no meio suporte (se solo) ou nos detritos das plantas. Os sistemas que
recebem efluentes primários como os dos tanques sépticos podem apresentar odores nas
proximidades da entrada, e a ocorrência de odores é um consenso.

3.4.3. Nitrogênio
O nitrogênio é limitado na água potável para a proteção da saúde infantil e deve ser
limitado nas águas de superfície para proteger a vida dos peixes e evitar a eutrofização dos
corpos d’água, sendo um elemento indispensável para o crescimento de algas. A concentração
do nitrogênio total em efluentes municipais está na faixa de 15 a mais de 50mg L-1, sendo que
aproximadamente 60% está na forma de amônia, e o restante na forma orgânica (VON
SPERLING, 1996b).

41
No meio aquático o nitrogênio pode ser encontrado como:
• Nitrogênio molecular (N2) (escapando para a atmosfera)
• Nitrogênio orgânico dissolvido e em suspensão (uréia e matéria protéica)
• Amônia (livre-NH3 e ionizada NH4+ ⇒ predominante nos LC)
• Íon Nitrito (NO2-)
• Íon Nitrato (NO3-)

Material Protéico decomposição bacteriana NH 3 Bactéria + O 2


⎯⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯⎯→ +
⎯⎯ ⎯ ⎯⎯→ NO 2− → NO3− ⎯⎯ ⎯⎯⎯ ⎯→ Proteína
Animais e Plantas

Uréia NH 4

A ocorrência do nitrogênio como uma destas formas depende de certas condições,


apresentadas no Quadro 12.

Quadro 12. Distribuição relativa da formas de nitrogênio segundo distintas condições.

Condição Forma predominante do nitrogênio


Água Residuária Bruta - Nitrogênio orgânico; Amônia
Poluição recente em um curso d’água - Nitrogênio orgânico; Amônia
Estágio intermediário da poluição em - Nitrogênio orgânico; Amônia; Nitrito (em menores
Curso d’água concentrações); Nitrato
Poluição remota em um curso d’água - Nitrato
Efluente de tratamento sem nitrificação - Amônia
Efluente de tratamento com nitrificação - Nitrato
Efluente de tratamento com - Concentrações mais reduzidas de todas as formas
nitrificação/denitrificação de nitrogênio
(Adaptado de VON SPERLING, 1996b)

42
Nos LC o nitrogênio sofre diversas transformações (Figura 5):

1. Assimilação pelas plantas da amônia (NH4+) e do nitrato (NO3-) formando seus tecidos e
células (Norg);
2. Fixação biológica do gás nitrogênio (N2 e N2O) por bactérias autotróficas e heterotróficas
e algas gerando nitrogênio orgânico (Norg).
3. Transformação do nitrogênio orgânico (uréia e matéria protéica) em amônia
(amonificação);
4. Nitrificação da amônia a nitrito (NO2-) e posteriormente a nitrato (NO3-);
5. Denitrificação do nitrato (NO3-) gerando gás nitrogênio (N2 e N2O).

Ar N2 e N2O NH3 NO3-(Precipitação/Escoamento)

Água Norg ⇔ NH4+ ⇒ NO2- ⇒ NO3- ⇒ Percolado

Oxidação Norg ⇔ NH4+ ⇒ NO2- ⇒ NO3-

Redução Norg ⇔ NH4+


N2 e N2O NO3-
Lixiviado

Figura 5. Diagrama simplificado do ciclo do nitrogênio nos leitos cultivados. (Adaptado de


FAULKNER & RICHARDSON (1989) citado por HAMMER & KNIGHT, 1994)

Para que o nitrogênio seja removido completamente da solução, o nitrogênio orgânico


deve ser convertido a NH4+, depois a NO2- e NO3- e então denitrificado (N2 e N2O). Sua
remoção pode ser afetada por fatores limitantes como: zona aeróbia, zona anaeróbia,
alcalinidade, material orgânico, tempo de detenção hidráulica e de sólidos. (HAMMER &
KNIGHT, 1994)
O nitrogênio orgânico que entra nos LC na forma particulada pode ser removido do
efluente por processos como: floculação, sedimentação, filtração e interceptação. Outro

43
mecanismo é a adsorção de nitrogênio orgânico particulado e dissolvido que pode ocorrer no
biofilme associado às macrófitas ou aos detritos das plantas. Após esta remoção, o nitrogênio é
convertido para a forma solúvel pela hidrólise e desta em amônia também pela hidrólise e por
bactérias heterotróficas quimiossintetizantes. (USEPA, 1999)
A amônia pode estar presente como amônia molecular (NH3 que é tóxica para os
peixes) ou íons amônio (NH4+), sendo o equilíbrio entre as duas formas na água dependente do
pH e da temperatura. Em relação ao pH tem-se :
• pH<8 Praticamente toda a amônia na forma de NH4+
• pH=9,5 Aproximadamente 50% NH3 e 50% NH4+
• pH>11 Praticamente toda a amônia na forma de NH3

A 25oC e pH igual a 7,0, a porcentagem de amônia não ionizada é de aproximadamente


0,6% (USEPA, 1999).
Com a presença do íon amônio (NH4+) na coluna d’água dos LC, este pode ser
assimilado pelas macrófitas ou sofrer o processo de nitrificação devido à difusão do oxigênio
atmosférico para a subsuperfície (rizosfera) pelo mecanismo apresentado no item 3.2.3.2. e
pela difusão na interface água/ar, transformando-a em nitritos e estes em nitratos.
No caso da retirada de nitrogênio amoniacal pelas plantas, a taxa de remoção pode
variar entre (0,03 a 0,3 g m-2 d-1), sendo muito baixa quando comparada à quantidade que
entra nos LCFSS. (USEPA, 1999)
Os microrganismos envolvidos no processo de nitrificação são autotróficos
quimiossintetizantes (ou quimioautótrofos), sendo o gás carbônico sua principal fonte de
carbono e a energia advinda da oxidação de um substrato inorgânico (p. ex. amônia) a formas
mineralizadas (METCALF & EDDY, 1991). A transformação da amônia em nitritos é
efetivada por bactérias como as do gênero Nitrosomonas, de acordo com a seguinte reação
simplificada:

2 NH4+-N + 3 O2 (Nitrosomonas) ⇒ 2 NO2-—N + 4 H++ 2 H2O


A oxidação de nitritos a nitratos dá-se principalmente pela atuação de bactérias como
as do gênero Nitrobacter, sendo expresso simplificadamente por:

44
2 NO2--N + O2 (Nitrobacter) ⇒ 2 NO3-—N

A reação global simplificada da nitrificação é a soma das equações acima:

NH4+-N + 2 O2 ⇒ NO3--N + 2 H+ + H2O

Nestas equações devem-se notar os seguintes pontos:


• Consumo de oxigênio livre (demanda nitrogenada);
• Liberação de H+, consumindo a alcalinidade do meio e possivelmente reduzindo o pH.

Como os processos anaeróbios dominam tanto nos LCFS quanto nos LCFSS, a
nitrificação da amônia para nitrato somente irá ocorrer se forem introduzidas zonas abertas
para que haja transferência do oxigênio do ar diretamente na interface ar/água. Os LC somente
podem remover efetivamente nitrogênio se as áreas abertas (região aeróbia) ocorrerem
conjuntamente com as não abertas (anaeróbias) ou se usadas em conjunto com algum sistema
aeróbio. (USEPA, 1999)
Apesar de alguns actinomicetes e fungos realizarem uma pequena parte da nitrificação,
grande parte da oxidação do NH4+ para NO2- é feita pelas bactérias do gênero Nitrosomonas,
Nitrosococcus, Nitrosospira, Nitrosocistis e Nitrosogloea. Nitrobacter e Nitrocystis oxidam o
NO2- para NO3-, sendo as Nitrosomonas e Nitrobacter as mais comuns no processo de
nitrificação. Estas bactérias, que são obrigatoriamente autotróficas, podem sintetizar todas as
enzimas e controlar outros fatores necessários para criar vida de material inorgânico, usando o
CO2 como fonte de carbono. Sua capacidade de oxidar é limitada somente para compostos
nitrogenados que requerem derivados sintetizados de CO2, carbonatos ou bicarbonatos. A
energia para reduzir o CO2 é obtida pela oxidação de compostos inorgânicos nitrogenados
(NH4+). (HAMMER & KNIGHT, 1994)
A velocidade do processo de nitrificação cai a partir de pH < 6,0 e é quase inexistente a
pH < 5,0. Quando o NH4+ é oxidado, ácido nítrico é formado e o pH decresce até que o ácido
nítrico comece a sofrer a reação de transformação para NO2- e NO3-. (HAMMER & KNIGHT,
1994)

45
A temperatura ideal para a ocorrência da nitrificação está entre 20 a 25oC (METCALF
& EDDY, 1991).
Com a formação do nitrato tem-se a formação de condições anóxicas (ausência de
oxigênio livre mas presença de nitratos) nos LC, sendo o nitrato utilizado por microrganismos
heterotróficos como o receptor de elétron, em substituição ao oxigênio. Neste processo,
denominado denitrificação, o nitrato é reduzido a nitrogênio gasoso, segundo a reação
simplificada, adaptada de METCALF & EDDY (1991):

NO3-—N + Fonte de Carbono ⇒ N2 + CO2 + H2O + OH-

Nesta reação deve-se destacar:


• Economia de oxigênio (fontes de O2 quando a demanda de oxigênio é maior do que o
disponível);
• Economia de alcalinidade com conseqüente aumento da capacidade tampão do meio.

A demanda de oxigênio (DO) para oxidar o material carbonáceo e o nitrogenado


[DDBO + DONt] é governada da seguinte forma: tipicamente, a nitrificação não irá ocorrer se
os compostos orgânicos carbonáceos não forem removidos. Portanto, a nitrificação na coluna
d'água não ocorrerá nos primeiros metros dos LC, onde ocorre a sedimentação dos SST, mas
poderá ocorrer no final ou em áreas abertas. (USEPA, 1999)
A denitrificação microbiana é o mecanismo mais efetivo na remoção do nitrogênio
pelas várzeas naturais e nos LC, gerando nitrogênio gasoso-N2 (produto dominante), óxido
nitroso-N2O e óxido nítrico-NO. As bactérias denitrificantes são representadas pelas
Pseudomonas, Achromobacter, Bacillus e Micrococcus, sendo as duas primeiras as mais
comuns, não envolvendo neste processo fungos ou actinomicetes. Estes tipos de bactérias são
facultativas, se desenvolvem aerobicamente sem o NO3- ou anoxicamente com o NO3-.
(HAMMER & KNIGHT, 1994)
Temperaturas ótimas de denitrificação estão entre 25 a 65oC, sendo que temperaturas
acima ou abaixo desta faixa causam taxas declinantes. (HAMMER & KNIGHT, 1994)
Nos LC a volatilização de amônia, a denitrificação e o consumo pela planta (se esta for
colhida) são os métodos potenciais de remoção do nitrogênio.

46
Os LCFH como tratamento terciário produzem efluentes bem nitrificados (GREEN,
1997; COOPER et al., 1996), mas como secundário este tratamento não apresenta esta
vantagem, devido à baixa capacidade de transferência de oxigênio (CTO) (COOPER, 1998).
Em relação à colheita das plantas, estudos no Canadá demonstram que a colheita
regular da Typha sp. é responsável por aproximadamente 10% da remoção do nitrogênio total,
sendo o processo de nitrificação-desnitrificação responsável por 25 a 85% do total (USEPA,
1988; REED et al., 1995).

3.4.4. Fósforo
O fósforo não apresenta problemas de ordem sanitária nas águas de abastecimento, mas
é o constituinte do efluente que mais está associado à eutrofização das águas superficiais, pois
o fósforo é um nutriente essencial para o crescimento de algas, podendo em certas ocasiões
conduzir à eutrofização dos corpos d’água, sendo limitado seu lançamento a 1,0 mg L-1 de
fósforo total para lagos e lagoas já eutrofizados (VON SPERLING, 1996b). Como o
nitrogênio, o fósforo também é usado pelos microrganismos responsáveis pela estabilização da
matéria orgânica para a formação de suas células e tecidos.
Na água o fósforo apresenta-se principalmente nas seguintes formas (METCALFY &
EDDY, 1991):
• Ortofosfatos: são diretamente disponíveis para o metabolismo biológico sem necessidade
de conversões a formas mais simples, sendo apresentados como: PO43-, HPO42- (mais
comum em pH 6,5 e 7,5), H2PO4-, H3PO4. As principais fontes são o solo, detergentes,
fertilizantes, despejos industriais e esgoto doméstico (degradação da matéria orgânica);
• Polifosfatos: são moléculas mais complexas com dois ou mais átomos de fósforo, sendo
que se transformam em ortofosfatos pelo mecanismo da hidrólise, mas tal transformação é
usualmente lenta;
• Fósforo orgânico: é normalmente de menor importância nos esgotos domésticos típicos,
mas pode ser importante em águas residuárias industriais e lodos oriundos do tratamento
de esgotos. No tratamento de esgotos e nos corpos d’água receptores o fósforo orgânico é
convertido a ortofosfatos.

47
As formas potenciais de remoção de fósforo em sistemas naturais incluem: adsorsão e
precipitação, consumo pelas plantas e outros processos biológicos.
As reações de adsorção e precipitação são as formas de maior remoção de fósforo dos
efluentes quando este tem oportunidade de contato com um volume significativo de solo ou
sedimento. No sedimento o fosfato pode ser precipitado na forma insolúvel de fosfato férrico,
de alumínio ou de cálcio, ou adsorvido nas partículas de argila, na matéria orgânica por óxidos
e hidróxidos de ferro e alumínio. (USEPA, 1999)
Os solos de textura muito fina, bem como os de alto teor de argila, tendem a ter um alto
potencial de adsorção, mas aumentam o TDH dos LC. A brita e a areia que possuem textura
grosseira têm baixa capacidade de adsorção do fósforo, e os solos hidromórficos, que são
ácidos e orgânicos, têm um elevado potencial de adsorção devido à presença de ferro e
alumínio. (REED et al., 1995).
No início de operação dos LC, possivelmente maior que um ano para os LCFS e alguns
meses para os LCFSS, o fosfato é reduzido de modo elevado devido às reações iniciais que
ocorrem no solo e no sedimento. Este mecanismo é finito e desaparece depois deste período,
sendo que uma significante fração de fosfato inicialmente removida é liberada e perdida do
sistema (USEPA, 1999).
Quanto ao consumo de fósforo pelas plantas, este ocorre durante a fase de crescimento
e principalmente na época de floração. A retirada pode ser significante em sistemas de baixa-
taxa quando a colheita da vegetação é praticada rotineiramente. Nestes casos esta pode
representar de 20 a 30% da remoção total de fósforo, porém a vegetação usada nos LC não é
considerada um fator significante na remoção deste elemento. Se não for realizada a colheita
nos LCFS o fósforo volta para o sistema aquático devido ao decaimento natural da vegetação.
A remoção de fósforo por aguapés e outras plantas aquáticas fica limitado às necessidades das
plantas não excedendo 50-70% do fósforo presente no afluente. (REED et al., 1995)
O ciclo de retirada e liberação de fósforo é similar aos dos microrganismos, mas as
reações operam em longo prazo (de meses a anos). A estimativa anual de retirada pelas
macrófitas emergentes varia de 1,8 a 18 g P m-2 ano-1, valores estes bem menores que a carga
total afluente aplicada nos LC. (BURGOON et al., 1991, citado por USEPA, 1999)

48
3.5. Modelo Matemático
A primeira equação a ser utilizada de modo regular no dimensionamento da área
superficial dos LC foi a seguinte (USEPA, 1988; CRITES, 1994):

Ce
= e − Kt *θ (3.1)
Ca
onde:
Ce = concentração do poluente no efluente [mg L-1];
Ca = concentração do poluente no afluente [mg L-1];
Kt = constante de redução dependente da temperatura [dias –1];
θ = TDH [dias];

CRITES (1994) apresenta a relação entre a temperatura e a constante Kt para o caso da


DBO5:

Kt = K 20 *1,06 (T − 20 ) (3.2)
onde:
K20 = 0,0057 [dia –1];
1,06 = fator de correção da temperatura (REED, 1990 citado por Crites, 1994);
T = temperatura mensal média da água [oC].

–1
No caso dos LCFSS e para DBO5, o valor de Kt para a areia lavada é de 0,8 dia e
–1
para a brita é de 1,1 dia (REED et al., 1988 citado por Crites, 1994).
Uma variação desta equação (Equação 3.3) foi adaptada a partir do modelo proposto
por LABER et al. (1998) e COOPER (1998) para projetos de LCFSS. Ela utiliza diretamente a
vazão afluente a ser aplicada no LC e a constante de remoção não leva em conta a temperatura
da água, fator este de difícil obtenção também para as condições brasileiras e que não tem
tanta influência no desempenho de tratamento de alguns parâmetros como já citado
anteriormente no item 3.4.1.

A
Ce −K*
=C e Q
*
(3.3)
Ca

49
Onde:
C* = coeficiente determinado empiricamente representando a fração não removida do
poluente para A/Q=0;
K = constante de redução dos parâmetros por área [m dia-1];
A = área superficial do LC [m2];
Q = vazão do afluente ao LC [m3 dia-1].

Esta Equação é um modelo cinético de 1a ordem de remoção de MO, para um regime


hidráulico de fluxo pistão, sendo a constante de redução K e o coeficiente C* globais e
exclusivos deste modelo.
Existem alguns valores de KDBO5, como os valores médios apresentados por
COOPER (1998) para as condições da Inglaterra (0,067 a 0,1 m dia-1); para os sistemas
secundários (0,06 m dia-1) e terciários (0,31 m dia-1) neste país e para os valores médios de 49
sistemas em operação na Dinamarca (0,083 ± 0,017 m dia-1). LABER et al. (1998) apresentam
os valores obtidos por eles para KDQO (0,15m dia-1) de um LCFSS instalado na Malásia e que
tratava efluente de um hospital, além dos indicados por BRIX et al. (1989) para o kDBO5
(0,085 ± 0,025 m dia-1) e os apresentados por BRIX (1994) e KADLEC & KNIGHT (1996),
KDBO5 (0,06 a 0,13 m dia-1), para LCFSS instalados na Dinamarca e nos Estados Unidos
respectivamente.
Este modelo é utilizado no presente trabalho par se obter a constante de redução K e o
coeficiente C* para os parâmetros DQO, SST e Turbidez.

4. MATERIAL E MÉTODOS

4.1. Local do Experimento


A Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas
(FEAGRI-UNICAMP) está localizada na Cidade Universitária “Zeferino Vaz”, distrito de
Barão Geraldo na cidade de Campinas/SP. Dispõe de um campo experimental de 15 hectares e
de laboratórios de máquinas e implementos agrícolas, de matérias-primas e armazenagem, de
secagem de produtos agrícolas, de hidráulica e irrigação, de solos, de geoprocessamento, de

50
termodinâmica e energia, de saneamento rural entre outros, sendo que estas instalações, os
prédios com salas de aula e o da administração ocupam uma área construída de 4100 m2. No
período das aulas a população média diária da Faculdade é de aproximadamente 300 pessoas.

4.2. Uso da Água na FEAGRI


A Faculdade de Engenharia Agrícola, como toda a UNICAMP, é servida pela água da
Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (SANASA) e também por poços
artesianos localizados na Universidade, utilizando esta água para o abastecimento dos
laboratórios, dos prédios da área administrativa e das salas de aula. A água utilizada para a
irrigação das culturas no campo experimental provém de um reservatório superficial
localizado na própria Faculdade e que é abastecido, por bombeamento, por outro localizado
nas proximidades do Parque Ecológico da UNICAMP.
A FEAGRI que até 1998 destinava sua água residuária à rede coletora local sem
nenhum tipo de tratamento, hoje possui cinco sistemas “in loco” de tratamento sendo: um
preliminar (desarenador), cinco tratamentos primários (reatores anaeróbios) e secundários
(filtro anaeróbio, LCFV e FCFSS) e um de reúso agrícola (cultura de milho). Hoje são tratados
nestes sistemas aproximadamente 25m3 dia-1 de efluente bruto originados na FEAGRI e
também na unidade de Genética que está a montante desta Faculdade.
Esta água residuária é composta de dejetos domésticos e sanitários, de águas
residuárias de vários laboratórios e das águas de lavagem da oficina mecânica da Faculdade de
Engenharia Agrícola onde são realizadas as manutenções de máquinas e a usinagem de peças.

4.3. Sistema de Tratamento Avaliado


A instalação piloto utilizada nesta pesquisa foi a mesma construída e avaliada durante
seis meses por VALENTIM (1999), sendo constituída por um Tanque Séptico Modificado
(TSM) como tratamento primário e com pós-tratamento por seis LCFSS.
O TSM (Figura 6a) foi montado acima do solo com três caixas d’água de 1000, 500 e
500 L respectivamente.
Os LCFSS (Figura 6b) foram construídos acima do solo, em alvenaria de blocos de
cimento com revestimento interno impermeabilizado, sendo três de forma quadrada (2 x 2m) e

51
três de forma retangular (4 x 1m). O meio suporte utilizado foi brita #2 (diâmetro equivalente
de 55 a 90mm e volume de vazios de 50%).
Para a regulagem da vazão afluente aos LCFSS foi desenvolvido por VALENTIM
(1999) um divisor de vazão com tubo 1” (seta amarela Figura 6b) com seis saídas
independentes, sendo que um reservatório de 50L (seta azul Figura 6b) garantia uma carga
hidráulica constante e com isso uma vazão uniforme ao longo do dia. A distribuição do
afluente em cada leito era feita por um tubo 2” perfurado, disposto longitudinalmente na
extremidade anterior dos LC, próximos às saídas citadas.

(a)

(b)

Figura 6. (a) Tanque Séptico Modificado e (b) LCFSS instalados na FEAGRI UNICAMP

Os LCFSS foram cultivados em monocultivo com as seguintes macrófitas: Typha sp.,


Eleocharis sp. e Scirpus sp. As duas primeiras foram inicialmente plantadas por VALENTIM
(1999) e a última na presente pesquisa. Estas plantas sofreram manejo de corte, detalhado no
item 5.1.2., sendo utilizados os seguintes instrumentos em épocas distintas: roçadeira, ferro de
cortar arroz e facão.
A Tabela 1 (Apêndice) apresenta o cálculo do volume útil, do TDH e da razão entre
comprimento e largura. Maiores detalhes construtivos podem ser obtidos em VALENTIM
(1999), sendo que o Quadro 13 apresenta as especificações dos LCFSS.

52
Quadro 13. Especificações dos LCFSS construídos na FEAGRI-UNICAMP

Item Retangular Quadrado


Área Superficial (m2) 4,0 (4m x 1m) 4,0 (2m x 2m)
Volume útil (m3) calculado 1,2 1,2
Declividade do leito (%) 1 1
Profundidade do Leito (m) 0,7 0,7
Altura da coluna d’água (m) Variável até 0,6m Variável até 0,6m
Razão Largura:Comprimento 4:1 1:1
Brita (#, diâmetro equivalente e #2, 55 a 90mm, 50% #2, 55 a 90mm, 50%
porosidade)

4.4. Vazões e Coleta de Amostras


Durante todo o período de análise desta pesquisa a vazão afluente do TSM foi de
aproximadamente 4200 L dia-1 (TDH ∼ 11,4 horas) e as vazões afluentes para cada um dos
LCFSS foram:
• 1200L dia-1 (TDH de 1 dia): 18/06/2002 a 18/07/2002;
• 600L dia-1 (TDH de 2 dias): 15/05/2002 a 12/06/2002;
• 400L dia-1 (TDH de 3 dias): 24/01/2001 a 22/05/2001;
• 300L dia-1 (TDH de 4 dias): 29/05/2001 a 14/08/2001;
• 240L dia-1 (TDH de 5 dias): 22/08/2001 a 30/10/2001;
• 200L dia-1 (TDH de 6 dias): 15/01/2002 a 16/04/2002;

A vazão de 600L dia-1 (TDH 2 dias) foi avaliada duas vezes porque durante a primeira
avaliação surgiu no leito controle quadrado (sem planta) uma touceira da macrófita Scirpus sp.
Diante desta situação, optou-se por cultivar os dois LC de controle, um quadrado e um
retangular, com esta macrófita, sendo necessária nova avaliação para comparação do
desempenho de todos os leitos.
A coleta das amostras compostas foi feita semanalmente e sempre às terças-feiras. As
amostras eram conservadas à 4oC, conforme indicado no Standard Methods (APHA, 1995), e
as análises laboratoriais realizadas no dia seguinte. Somente no caso da análise dos coliformes

53
totais e E. coli, as análises eram preparadas e incubadas no mesmo dia para serem
quantificadas no dia seguinte.
A vazão de 1200 L dia-1 (TDH 1 dia) foi a última a ser avaliada nesta pesquisa. Como a
vazão afluente total necessária era de 7200 L dia-1 e o TSM utilizado operava com vazão
máxima de 4500 L dia-1, os LC receberam parte do efluente do RAC construído por
MAZZOLA (2003). Como este sistema ainda se encontrava em fase de estabilização, notar-se-
á que a maioria dos valores de concentração afluente dos parâmetros avaliados foram maiores
para esta vazão que para as outras.
Ressalta-se, ainda, que esta vazão foi a única a ter duas coletas semanais (3a e 4a feira),
sendo que o período de análise foi de 5 semanas.
Para a coleta das amostras foram utilizadas garrafas de vidro transparente com tampa
de plástico, próprias para coletas, com volume total igual a 250mL.
Todas as análises laboratoriais foram realizadas no Laboratório de Saneamento da
Faculdade de Engenharia Agrícola da UNICAMP.
A Tabela 2 (Apêndice) apresenta as datas das amostragens realizadas para cada vazão.

4.5. Parâmetros Avaliados e seus Métodos de Análises Laboratoriais


Os parâmetros avaliados, os métodos e os equipamentos utilizados nas análises
laboratoriais para esta pesquisa estão descritos a seguir.

DQO – realizado com a digestão da amostra com dicromato de potássio em um reator DQO
HACH, seguida de determinação colorimétrica no espectrofotômetro DR/2010
(HACH) na faixa de 0 a 150mg L-1 e desvio padrão de ± 2,7 mg L-1, conforme descrito
em HACH (1996). Método aprovado pelo USEPA dos Estados Unidos para
monitoramento de corpos receptores e de lançamentos de ETE;

Sólidos Suspensos Totais (SST)– realizado no espectrofotômetro DR/2010 (HACH), com


intervalo de medidas de 0 a 750mg L-1, pelo método fotométrico descrito em HACH
(1996). Método freqüentemente utilizado para avaliação de processos industriais;

54
Turbidez - realizado no espectrofotômetro DR/2010 (HACH), com intervalo de medidas de 0
a 4400 FAU, pelo método de radiação atenuada descrito em HACH (1996). Este
método é de leitura direta e adaptado da ISO 7027, sendo que sua unidade de leitura
FAU (unidade de atenuação Formazin) é equivalente a NTU (unidade de turbidez
nefelométrica) apesar dos métodos serem muito diferentes. Este método pode ser usado
para monitoramento de processos a campo, porém não é aconselhado para o
acompanhamento de processos com baixos níveis de turbidez;

pH – medição realizada com peagâmetro Orion de bancada (eletrodo de platina imerso em


solução eletrolítica). Método eletrométrico segundo Standard Methods (APHA, 1995);

Nitrogênio-Amoniacal: análise realizada pelo método Nessler - HACH (sem digestão), com
posterior determinação colorimétrica no espectrofotômetro DR/2010 (HACH), com
resultados de 0 a 50 mg L-1. O espectrofotômetro fornece valores em NH4+, NH3 e
NH3-N. Os procedimentos experimentais estão descritos em HACH (1996);

Nitrogênio-Nitrato – análise realizada pelo método do reagente NitraVer5 (HACH) e


posterior determinação colorimétrica no espectrofotômetro DR/2010 (HACH), com
resultados de 0 a 5mg L-1 de NO3--N. Os procedimentos experimentais estão descritos
em HACH (1996).

Fósforo Total – análise realizada pelo método do reagente PhosVer3 (HACH) com digestão
em persulfato ácido no reator HACH para DQO e posterior determinação colorimétrica
no espectrofotômetro DR/2010 (HACH) que fornece leituras em PO43-, P e P2O5. Este
método é aceito pelo USEPA dos Estados Unidos para monitoramento de corpos
receptores e de lançamentos de ETE e seus procedimentos encontram-se em HACH
(1996);

Coliformes totais e E. coli – quantificação de coliformes totais e E. coli realizada pelo


método do substrato cromogênico. Os equipamentos usados na análise foram a cartela
Quanti-Tray, seladora Quanti-sealer e lâmpada UV do método conhecido

55
comercialmente como Colilert-IDEXX e uma estufa biológica. O método produz
respostas dentro de 24 a 28 horas de incubação. Os procedimentos experimentais, os
materiais necessários e o método estão descritos no Standard Methods (APHA, 1995).

4.6. Avaliação Estatística dos Dados


Utilizou-se a metodologia estatística paramétrica para a análise dos valores obtidos
nesta pesquisa, sendo o método de Diagrama de Blocos Casualisados (DBC) o escolhido.
O Quadro 14 apresenta os fatores e os níveis utilizados nesta avaliação.

Quadro 14. Fatores e níveis adotados para a análise estatística

FATOR NÍVEL
Tempo de Detenção Hidráulico (TDH) 06 níveis
(1, 2, 3, 4, 5, e 6 dias)
Planta Cultivada (Planta) 03 níveis
(Eleocharis sp., Scirpus sp. e Typha sp.)
Forma do Leito (Forma) 02 níveis
(Quadrada e Retangular)

A análise estatística foi realizada a partir dos índices de redução (Ce/Co =


concentração efluente/concentração afluente) de todos os parâmetros avaliados: DQO, sólidos
suspensos totais, turbidez, pH, nitrogênio amoniacal, nitrogênio nitrato, fósforo total,
coliformes totais e E. coli. O índice de redução foi adotado, pois possibilita a avaliação dos LC
para as concentrações afluentes e efluentes observadas, apresentando variabilidade menor que
estas.
Para o processamento dos dados e sua análise estatística foi utilizado o aplicativo
STAT - Sistemas de Análises Estatísticas (V. 2.0), desenvolvido na FCAV/UNESP –
Jaboticabal/SP.

56
5. Resultados e Discussão

5.1. Macrófitas

5.1.1. Estabelecimento da Scirpus sp.


Em outubro/1999 foi retirada uma touceira da macrófita do gênero Scirpus sp. que
vegetou no leito quadrado com Eleocharis sp.
No decorrer das semanas observou-se o desenvolvimento de várias touceiras da
macrófita Scirpus sp. no leito controle quadrado, devido à semeadura natural das suas
sementes pelo vento ou por pássaros que visitam regularmente o sistema.
Neste momento foi feita a opção de vegetar os leitos controles, quadrado e retangular,
com esta planta via plantio de rizomas e lançamento de sementes (maio/2000). Esta operação
não teve sucesso, pois os rizomas não brotaram e as sementes não nasceram. Optou-se por
fazer o plantio em junho/2000 de algumas mudas de Scirpus sp. que nasceram
espontaneamente no leito controle quadrado. Em julho/2000 as mudas começaram a brotar,
porém seu desenvolvimento foi um pouco prejudicado pelas baixas temperaturas e pela
presença de formigas cortadeiras (agosto/2000).
Para resolver este problema, foi adotado o mesmo procedimento de VALENTIM
(1999) que consistiu em aumentar a lâmina d’água dos LC. Com isso, as formigas se
afastaram e as plantas começaram a crescer. Outro fator que contribuiu para o
desenvolvimento destas plantas foram as chuvas ocorridas na segunda quinzena de
agosto/2000.
Foram constatadas as hipóteses levantadas por VALENTIM (1999) onde o sucesso da
adaptação de mudas de macrófitas nos LC obtidas em ambiente natural só ocorre quando se
alia o plantio na época de chuvas com o aumento da lâmina d’água dos leitos.
A adaptação desta planta foi mais complicada que a conseguida por VALENTIM
(1999) para a Typha sp. e a Eleocharis sp., apesar de se utilizar as mesmas técnicas e se ter
realizado o plantio na mesma época do ano (início das chuvas).
Isto ocorreu devido às próprias características da Scirpus sp. que apresentou uma
velocidade de lançamento de brotos menor e completo estabelecimento nos leitos e
florescimento após 7 meses do plantio, 4 meses a mais que o observado por VALENTIM
(1999) para as outras plantas.

57
5.1.2. Manejo
A proposta inicial, quando o sistema foi montado por VALENTIM (1999), era verificar
se haveria a necessidade de se fazer cortes sucessivos nas plantas, pois a maioria dos artigos
científicos não apresentam muitos detalhes quanto ao seu manejo, indicando apenas a
realização de 2 a 3 cortes durante o ano sem informar se isto irá melhorar a retirada de algum
elemento químico ou interferir na rebrota.
Com a opção inicial da não interferência no desenvolvimento natural das plantas pôde-
se observar que a palhada formada pela sua morte provoca abafamento nos brotos novos. Isto
gerou clarões na superfície dos leitos de Typha sp (seta azul Figura 7a) fazendo com que as
novas plantas se concentrassem nas laterais dos mesmos, pois era o local que estava recebendo
a luminosidade do sol. Foram replantadas novas mudas no centro destes leitos.
Após um ano do início de operação dos LCFSS (outubro/1999) verificou-se a
necessidade de se retirar a palhada dos leitos, e para tanto, esta foi apenas puxada com as
mãos, não sendo usado instrumento algum. Este trabalho se mostrou muito cansativo e de
baixo rendimento, além de provocar a retirada acidental de alguns brotos que vinham com a
planta mãe. Em detalhe na Figura 7b pode-se visualizar parte da raiz de uma planta adulta.

(a) (b)
Figura 7. Detalhes do (a) replantio no leito quadrado com Typha sp. e (b) da raiz de Typha sp.

O primeiro corte total das macrófitas foi realizado em maio/2000 (um ano e sete meses
após o plantio inicial) com um instrumento conhecido por ferro de cortar arroz, sendo esta
operação muito mais rápida que a realizada em outubro/1999.
Em março/2001 (10 meses após o corte anterior) foi realizado o segundo o corte total
das plantas com o mesmo instrumento. Notou-se, novamente, que na parte central dos LC com

58
Typha sp. não havia brotos ou plantas jovens, e que nos LC com Eleocharis sp. e Scirpus sp. a
palhada antiga e o surgimento de plantas invasoras dificultavam a rebrota.
Estes fatores confirmaram que é necessário se fazer cortes regulares nas plantas e não
apenas de ano em ano, pois facilita o aproveitamento da matéria seca e o desenvolvimento de
novas brotações. Deve-se ter o cuidado de se realizar a poda após o florescimento das plantas,
pois é neste período que, segundo MALAVOLTA (1979), a planta absorve grandes
quantidades de fósforo, otimizando sua retirada dos LC. Outro cuidado é realizar o corte na
época das chuvas porque é neste período que a planta consegue melhor desenvolvimento e,
por conseqüência, maior absorção de nitrogênio e fósforo em um curto período de tempo.
Acompanhando o desenvolvimento das plantas após o corte total, verificou-se que no
início de maio/2001 (após 2 meses do 2o corte) a Scirpus sp. já apresentava flores, a Typha sp.
começava a formar o pendão (de onde originam as flores) e a Eleocharis sp. estava sem flor.
Todas as plantas apresentavam um verde muito intenso, o que indica grande absorção de
nitrogênio. No final de maio/2001, a Eleocharis sp iniciava a floração, a Typha sp. já estava
com várias flores e a Scirpus sp. apresentava algumas flores com amadurecimento (Figura 8a).
Em julho/2001 as primeiras flores da Eleocharis sp. e da Typha sp. já apresentavam
amadurecimento e todas da Scirpus sp. já estavam maduras.
Em agosto/2001 (após 5 meses do 2o corte) havia algumas plantas já secas nos leitos,
porém não prejudicando o lançamento de novos brotos e em setembro/2001, após 6 meses do
2o corte, já era indicado um novo corte, pois a quantidade de palha seca já está prejudicando o
desenvolvimento de novos brotos para todas as espécies (Figura 8b).

(a) (b)
Figura 8. (a) LCFSS em maio/2001 (após 2 meses de corte total) e (b) em setembro/2001 (após 6
meses do corte total)

59
Apesar de necessário em setembro de 2001, o terceiro corte total somente ocorreu em
novembro de 2001 (8 meses após o anterior), pois a avaliação da vazão afluente de 240L dia-1
(TDH 5 dias) estava em curso.
Em novembro/2001 (8 meses após do 2o corte) foi realizado o 3o corte total das plantas
nos LC. Desta vez foi utilizada uma roçadeira da Marca Still para execução desta tarefa
(Figura 9a), possibilitando um corte mais rente e com rapidez. Na Figura 9b pode-se observar
as macrófitas uma semana após o corte.

(a) (b)

Figura 9. (a) Corte realizado com roçadeira em novembro/2001 e (b) detalhe dos LC quadrados
uma semana após o corte total

Como ocorrido nas ocasiões anteriores, mais uma vez notou-se que as partes centrais
dos LC com Typha sp. ficaram sem planta, pois os brotos não puderam se desenvolver por
causa do sombreamento da palhada.
Em janeiro/2002 constatou-se uma maior intensidade no aparecimento de necroses nas
folhas da Typha sp., semelhante às observadas por HUSSAR (2001) (Figura 10) para o mesmo
gênero cultivado em seu experimento com LC como citado no item 3.3. O pesquisador
constatou que esta se tratava de uma doença fúngica causada pelo fungo Colletotrichum sp.
O aparecimento destas necroses foi observado deste o início da operação do presente
sistema em setembro de 1998 ainda na pesquisa feita por VALENTIM (1999), mas nunca
houve prejuízo no crescimento das plantas e no bom desempenho do sistema, ao contrário do
observado por HUSSAR (2001) que realizou aplicações de fungicida.

60
Figura 10. Em detalhe necrose causada pelo fungo Colletotrichum sp. em folhas de Typha sp.
cultivadas nos LC instalados em Espírito Santo do Pinhal/SP (HUSSAR, 2001)

Em fevereiro/2002 verificou-se intensa floração das plantas, favorecida pelo


–1
fornecimento regular de afluente com vazão de 200L dia (TDH 6 dias) e pelas condições
climáticas de verão.
Fatos negativos ocorridos neste período foram: desenvolvimento prejudicado da
Scirpus sp. no leito retangular por causa da sombra formada pela Typha sp. do leito retangular
durante grande parte do dia e a invasão de uma espécie de gramínea extremamente agressiva
(popularmente conhecida como capim do brejo) no leito quadrado com Eleocharis sp.
Em março/2002 (4 meses após o 3o corte) foi realizado o quarto corte total das plantas
utilizando-se como instrumentos faca e facão. Pela Figura 11, nota-se que houve lançamento
de vários brotos de Typha sp. na parte central dos leitos entre novembro de 2001 e março de
2002, o que mostra a importância do corte antes do tombamento e secagem das folhas das
plantas.
No final de março/2002 algumas plantas Eleocharis sp. já apresentaram floração.
No começo de abril/2002 foram plantadas novas mudas de Scirpus sp. no leito
quadrado e retangular, pois notou-se o início da perda do vigor vegetativo desta planta. Neste
mesmo mês foram retiradas novas touceiras do capim invasor do leito quadrado com
Eleocharis sp. e plantadas novas mudas desta planta.

61
(a) (b)

Figura 11. Em destaque as plantas de Typha sp. no centro dos LC (a) quadrados e (b) retangulares

Na segunda quinzena de abril/2002 notou-se certo revigoramento da Scirpus sp., porém


nada comparado com o vigor vegetativo observado quando do seu plantio inicial, que, aliás,
motivou o estudo com esta planta. Pela Figura 12, nota-se o rápido desenvolvimento da Typha
sp. (1,5m) e da Eleocharis sp. (0,55m), e o pequeno desenvolvimento da Scirpus sp. (0,4m) 30
dias após o quarto corte total.
Em maio/2002 verificou-se que as mudas de Scirpus sp. e de Typha sp. começaram a
florescer.
No mês de julho/2002 notou-se que algumas plantas de Typha sp. apresentaram
tombamento devido aos ventos fortes ocorridos neste mês.

(a) (b)

Figura 12. (a) LC quadrados e (b) LC retangulares em abril/2002, 30 dias após o 4o corte total

62
Em outubro/2002 (7 meses após o 4o corte) foi realizado o quinto e último corte total
das macrófitas nesta pesquisa, sendo utilizada novamente uma roçadeira da marca Still para
esta tarefa.
Do acompanhamento das macrófitas durante esta pesquisa, verificou-se que as espécies
cultivadas apresentam uma seqüência de florescimento, sendo a Eleocharis sp. a primeira, a
Scirpus sp. a segunda e por fim a Typha sp. Devido às características botânicas das plantas,
Eleocharis sp. e Scirpus sp. entouceiradas e Typha sp. com propagação por rizomas e
constante lançamento de brotos, verifica-se que as duas primeiras apresentam florescimento
concentrado em um determinado período e pouca floração na seqüência, enquanto que a
última apresenta também este florescimento concentrado, motivado pelo corte, mas segue
tendo floração devido ao nascimento dos novos brotos.
Aliando-se estas constatações, o manejo e as características que se deseja ter para o
efluente, ter-se-ia, pelo menos, duas opções de plantio: o monocultivo, onde o manejo no corte
da macrófita escolhida é que potencializaria a remoção de poluentes e o policultivo, que
possibilita utilizar as características botânicas das próprias plantas para potencializar a
remoção de nitrogênio e principalmente fósforo, que tem sua maior absorção justamente na
época de florescimento.
Outra informação importante adquirida com esta pesquisa foi que devesse seguir à
risca o manejo de corte, pois com isso pode-se evitar o acúmulo de matéria orgânica sobre o
meio suporte, minimizando o risco de aparecimento de plantas invasoras, e possibilitando uma
rebrota mais uniforme que, ao longo do tempo, proporcionara uma maior cobertura vegetal
nos LC.
Outro fato que chamou atenção em relação às plantas cultivadas foi a diminuição do
vigor vegetativo da Scirpus sp. Com os sucessivos cortes notou-se que sua capacidade de
lançamento de novos brotos foi diminuindo ao longo do tempo. Constatou-se que o
repovoamento efetivo dos LC com esta planta somente se faria com o nascimento de novas
plantas advindas de sementes ou de novas mudas e não pela brotação lateral como ocorre no
caso da Eleocharis sp. e Typha sp. e como se esperava inicialmente.
Com o resgate das informações sobre o crescimento natural das primeiras plantas de
Scirpus sp. no leito quadrado com Eleocharis sp., que vegetaram sobre a palhada morta desta

63
planta, e com a constatação do surgimento de várias mudinhas na matéria orgânica presente
sobre os leitos de Typha sp. (resto de palha das soqueiras cortadas), constatou-se que a Scirpus
sp. propaga-se preferencialmente por sementes e que o meio suporte utilizado, a brita, não é o
ideal para esta espécie vegetal. Uma possível solução deste problema seria adotar uma camada
superficial com solo ou areia, que permaneceria grande parte do tempo úmida, e forneceria
boas condições para o desenvolvimento das sementes desta planta, havendo, assim, uma
reposição natural de mudas.
O Quadro 15 apresenta o sumário do manejo e do acompanhamento das macrófitas
durante esta pesquisa.

64
Quadro 15. Sumário do manejo e do acompanhamento do desenvolvimento das macrófitas após o
corte

Período Ocorrência Obs. Último Corte


Outubro/1999 Retirada manual da palhada Ocorrência de vários ninhos de Não interferência
seca dos LC; pássaros; desde o plantio
Replantio de mudas no centro Ausência de plantas no centro inicial
dos LC com Typha sp. dos LC com Typha sp. (outubro/1998).
Outubro/1999 Retirada de uma muda de
Scirpus sp. que vegetou no LC
quadrado com Eleocharis sp.
Maio/2000 1o Corte Total. Instrumento: Ausência de plantas no centro Um ano e sete
ferro de cortar arroz dos LC com Typha sp.; meses após o
Ocorrência de plantas plantio inicial
invasoras nos outros LC
Maio/2000 1a Tentativa de plantio da Lançamento de sementes e
Scirpus sp. plantio de rizomas
Sem sucesso
Junho/2000 2a Tentativa de plantio da Plantio de mudas que
Scirpus sp. nasceram nos LC
Com sucesso
o
Março/2001 2 Corte Total Ausência de plantas no centro Há dez meses
Instrumento: ferro de cortar dos LC com Typha sp.;
arroz Ocorrência de plantas
invasoras nos outros LC
a
1 Quinzena de Scirpus sp.: flores; Plantas com verde muito Há dois meses
Maio/2001 Typha sp.: formação do intenso: indicação de alta
pendão; absorção de nitrogênio
Eleocharis sp.: sem flores.
a
2 Quinzena de Scirpus sp.: flores; Plantas com verde muito Há dois meses
Maio/2001 Typha sp.: várias flores; intenso
Eleocharis sp.: início da
floração.

65
Quadro 15. Sumário do manejo e do acompanhamento do desenvolvimento das macrófitas após o
corte (Continuação)
Período Ocorrência Obs. Último
Corte
Julho/2001 Primeiras flores de Typha sp. e Há
Eleocharis sp. apresentavam quadro
amadurecimento; todas as flores de meses
Scirpus sp. estavam maduras.
Setembro/2001 Quantidade de palha já prejudicava Necessidade de corte Há seis
a brotação meses
o
Novembro/2001 3 Corte Total Ausência de plantas no centro dos Há oito
Instrumento: roçadeira Marca Still LC com Typha sp. meses
Janeiro/2002 Maior intensidade de necrose nas Há dois
folhas de Typha sp. causada meses
possivelmente pelo fungo
Colletotrichum sp.
Fevereiro/2002 Intensa floração das plantas Baixo desenvolvimento da Há três
Scirpus sp. e intensa infestação de meses
capim do brejo no LC quadrado
com Eleocharis sp.
a o
1 Quinzena de 4 Corte Total Verificação de lançamento de Há
Março/2002 Instrumentos: faca e facão novos brotos no centro dos LC quatro
com Typha sp. meses
a
2 Quinzena de Eleocharis sp. com flores Há 15
Março/2002 dias
Abril/2002 Replantio de mudas de Scirpus sp. Retirada de novas touceiras de
nos LC quadrado e retangular capim do brejo nos LC com
Eleocharis sp.
Maio/2002 Floração da Typha sp., Scirpus sp. Há dois
Eleocharis sp. com novas flores. meses
Julho/2002 Tombamento das plantas devido ao Há três
forte vento meses
o
Outubro/2002 5 Corte Total Há cinco
Instrumento: roçadeira Still meses

66
5.1.3. Ocorrência de Animais e Plantas Invasoras
Devido ao grande volume de palha, aos nutrientes presentes no efluente e à presença
constante de água pôde-se constatar ao longo destes anos de pesquisa a ocorrência de
diferentes espécies animais como: pássaros, roedores, insetos (formigas, aranhas, abelhas) e
até mesmo anfíbios (no TSM e na caixa de passagem do controlador de vazão), e de espécies
vegetais aqui consideradas como “invasoras”. Este fato também já havia sido relatado por
VALENTIM (1999).
Em agosto/1999 pretendia-se realizar o corte total das plantas, porém um fato inusitado
até o momento fez com que esta operação fosse adiada.
Verificou-se um grande número de ninhos de alguns pássaros conhecidos
popularmente por rolinha, bico-de-laque, curruira, sábia-póca entre outros, nos leitos
cultivados com Typha sp.
Estes pássaros encontraram um ambiente propicio para procriar, fato este registrado na
Figura 13a onde se pode visualizar três ovos de sabiá-poca em ninho construído no leito
quadrado vegetado por Typha sp.
Além dos ninhos de pássaros, constatou-se também a ocorrência de roedores nos leitos
vegetados com Eleocharis sp. e Scirpus sp.
Estes dois fatos foram positivos, pois mostraram que os LC proporcionam um
ambiente propício para o desenvolvimento de uma fauna associada, evidenciando que os leitos
são mais do que um sistema de tratamento de água residuária.
Em relação às plantas invasoras (Figura 13b), notou-se que nos leitos vegetados com
Eleocharis sp. e Scirpus sp. a palhada que ficava sobre sua superfície propiciava excelente
condição para o estabelecimento e desenvolvimento de outras plantas como: serralha, capim-
fino e capim do brejo.
O porte baixo da Eleocharis sp. e a estrutura de touceiras da Scirpus sp. geraram
condições para que a luminosidade do sol atingisse a superfície dos leitos e com isso
permitisse o desenvolvimento das “invasoras”. Apesar dos leitos vegetados com Typha sp.
também apresentarem certa quantidade de palhada, o porte elevado desta planta não permitia a
penetração da luz solar e com isso as outras plantas não se desenvolveram nestes leitos.

67
(a)
(b)

Figura 13. (a) três ovos de Sabiá-poca e (b) detalhe do leito retangular com Scirpus sp. infestado
por capim-fino

5.1.3. Produção de Biomassa e Crescimento


Para o 2o, 3o, 4o e 5o cortes totais foi realizada a pesagem da matéria verde produzida.
Uma amostra de cada um dos leitos foi seca à sombra durante 1 mês para se quantificar a
matéria seca. Este procedimento foi adotado visando a possibilidade de utilização artesanal
destas fibras, sendo que a secagem à sombra é o procedimento comumente aplicado pelos
artesãos que trabalham com fibras naturais para sua desidratação.
Como o intervalo entre os cortes não foi igual, optou-se por dividir o Peso Seco
produzido em cada leito pelo número de meses entre um corte e outro, podendo-se, assim,
realizar a comparação entre as produções de matéria seca. Fez-se, ainda, a extrapolação destes
valores para a produção em hectares para sua posterior comparação com valores de fontes
tradicionais de biomassa, como a lenha e carvão, e verificar se é viável a utilização desta
palhada como fonte energética.
Nota-se na Figura 14 e na Tabela 3 (Apêndice) que a macrófita que mais produz
biomassa é a Typha sp., seguida da Scirpus sp. e depois da Eleocharis sp. Pela Tabela 3
verifica-se que a produção média de biomassa para a Typha sp. está entre 6,6 e 7,3 [ton ha-1
mês-1], para Scirpus sp. entre 2,0 e 3,2 [ton ha-1 mês-1] e para Eleocharis sp. entre 1,7 e 2,1 [ton
ha-1 mês-1].

68
Nota-se, também, que a produção de biomassa apresentou declínio em outubro/2002
para: os LC com Scirpus sp., confirmando a diminuição do seu poder vegetativo; para o LC
quadrado com Eleocharis sp., devido à invasão de outras plantas e para o LC quadrado com
Typha sp., devido às falhas na rebrota. Outra constatação foi a regularidade de produção de
biomassa nos LC retangulares com Eleocharis sp. e Typha sp., mostrando que esta forma
geométrica favorece a rebrota para estas plantas.

Produção Mensal Média de Palhada Seca


Leitos Cultivados

8,0

7,0

6,0

5,0
março-01
[ton ha-1 mês-1]
Peso Seco

novembro-01
4,0 março-02
outubro-02
Valor Médio
3,0

2,0

1,0

0,0
Eleocharis sp. Eleocharis sp. Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. Typha sp. quadrado Typha sp. retangular
quadrado retangular retangular

Figura 14. Produção de biomassa das macrófitas – Peso Seco [ton ha-1 mês-1] obtida nos cortes totais
de março/01, novembro/01, março/02 e outubro/02 e o valor médio

Além da produção de biomassa, também foi avaliado o crescimento semanal das


plantas para o 4o Corte Total (março/2002) e o 5o Corte Total (outubro/2002). Definiram-se
inicialmente, de modo aleatório, 10 mudas/touceiras em cada LC e fez-se a medição da altura
com o auxílio de uma régua de madeira. A partir destes valores calculou-se o valor médio da
altura das plantas em cada leito.
Pela Figura 15 e pela Tabela 4, verifica-se que, para o 4o Corte Total, as plantas
tiveram taxas de crescimento com comportamento muito parecido, tendo um rápido
desenvolvimento nas três semanas posteriores ao corte e, após este período, taxa de

69
crescimento menor, porém constante, até atingir o ponto máximo de desenvolvimento em três
meses.
Nesta primeira avaliação ficou claro que as plantas poderiam ser cortadas a partir do
terceiro mês, sendo 3 ou 4 cortes anuais.

Desenvolvimento das macrófitas


março a julho de 2002
(4o Corte)
2,5

01 Semana 03 Meses
03 Semanas
2,0

1,5
Altura [m]

1,0

0,5

0,0
05/03/02

12/03/02

19/03/02

26/03/02

02/04/02

09/04/02

16/04/02

23/04/02

30/04/02

07/05/02

14/05/02

21/05/02

28/05/02

04/06/02

11/06/02

18/06/02

25/06/02

02/07/02
Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular Scirpus sp. quadrado
Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado Typha sp. retangular

Figura 15. Crescimento das macrófitas entre março e julho de 2002 (4o Corte)

Pela Figura 16 e pela Tabela 5, verifica-se o mesmo comportamento de crescimento


das plantas após o 5o Corte Total: rápido desenvolvimento no primeiro mês após o corte
(plantas atingindo 50% da altura total), e, após este período, uma taxa de crescimento menor,
porém constante, até atingir o ponto máximo de desenvolvimento em três meses e meio.
Estes dados são importantes, pois o crescimento e floração das plantas estão
relacionados com a taxa de absorção de determinados elementos pelas plantas. Por exemplo,
se o objetivo principal for a retirada de nitrogênio, o corte das plantas deve ocorrer um mês
após o corte, pois o rápido crescimento está relacionado com o maior consumo de nitrogênio.

70
Se o objetivo for a retirada de fósforo, deve-se esperar até a floração das plantas, pois o
desenvolvimento das flores está relacionado com o alto consumo de fósforo.

Desenvolvimento das Macrófitas


Outubro/2002 a Fevereiro/2003
(5o Corte)

2,5
3,5 Meses
01 Semana 04 Semanas

2,0

1,5
Altura [m]

1,0

0,5

0,0
02

02

02

02

02

02

02

02

02

02

02

02

03

03
0/

0/

0/

1/

1/

1/

1/

2/

2/

2/

2/

2/

1/

1/
/1

/1

/1

/1

/1

/1

/1

/1

/1

/1

/1

/1

/0

/0
15

22

29

05

12

19

26

03

10

17

24

31

07

14
Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular Scirpus sp. quadrado
Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado Typha sp. retangular

Figura 16. Crescimento das macrófitas entre Outubro/2002 e Fevereiro/2003 (5o Corte)

Pelas Tabelas 4 e 5 pode-se verificar que a altura máxima atingida por cada macrófita
foi: Eleocharis sp. (0,8-0,9 m); Scirpus sp. (0,7-0,8m e 1,1m) e Typha sp. (2,1m). Nota-se que
a variação apresentada pela Scirpus sp. é resultado da modificação do seu poder vegetativo. A
título de comparação, pôde-se verificar que MEIRA et al. (2001) obtiveram plantas de Typha
sp. com altura máxima de 1,2m em seis meses de ensaio.

5.2. Desempenho dos LC


A evolução temporal e os valores dos parâmetros avaliados são retratados nas Figuras
17 a 70 e nas Tabelas 6 a 59 (Apêndice).
Os valores de redução Ce/Co e da constante de redução K encontram-se nestas mesmas
Tabelas.
As Análises Estatísticas de 1 a 9 encontram-se no Apêndice.

71
5.2.1. DQO
As Tabelas 6 a 11 (Apêndice) e as Figuras 17 e 22 apresentam os valores de DQO para
as vazões avaliadas: 1200 L dia-1 (TDH 1 dia), 600 L dia-1 (TDH 2 dias), 400 L dia-1 (TDH 3
dias), 300 L dia-1 (TDH 4 dias), 250 L dia-1 (TDH 5 dias) e 200 L dia-1 (TDH 6 dias).
Para a vazão de 1200 L dia-1 – TDH 1 dia (Figura 17) nota-se que os LC operaram com
certa instabilidade de funcionamento entre a 1a e a 3a amostras (1a e 2a semanas) com
estabilização a partir desta última. Esta indicação de instabilidade já era esperada, pois se
começou a retirar as amostras uma semana após a mudança de vazão.
A rápida estabilização de remoção de DQO em todos os leitos (a partir da 4a amostra –
2a semana) e o comportamento de funcionamento do sistema após este período, com
concentrações efluentes variando entre 150 mg L-1 e 50mg L-1 foram importantes observações
feitas nesta etapa da pesquisa, pois se presumia que não seria indicado o TDH de 1 dia para os
LC porque estes apresentariam concentrações efluentes muito elevadas e instabilidade de
operação.

Leitos Cultivados - DQO


-1
(TDH 1 dia, 1200L dia )

500
450
400
350
DQO [mg L ]
-1

300
250
200
150
100
50
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 17. Concentração de DQO [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1

72
Para a vazão 600 L dia-1 – TDH 2 dias (Figura 18) nota-se que os LC apresentaram
valores de concentração efluentes praticamente estáveis e em torno de 50mg L-1. Nota-se que
para a amostra 7 que ocorreu alteração de comportamento para três leitos (Typha sp. quadrado,
Scirpus sp. quadrado e Eleocharis sp. retangular), não sendo possível determinar qual seria a
causa mais provável, pois não houve nenhuma interferência como corte de plantas ou
sobrecarga de concentração afluente. Para a amostra 10 nota-se que o aumento da
concentração afluente interferiu nos valores da concentração efluente, apresentando os leitos
valores superiores a 100mg L-1.
Pôde-se verificar que a estabilidade de funcionamento dos LC para esta vazão foi um
ponto positivo, pois a maioria das variações de concentração afluente que ocorreram foram
assimiladas por todos os leitos.

Leitos Cultivados - DQO


-1
(TDH 2 dias, 600L dia )

500
450
400
350
DQO [mg L ]
-1

300
250
200
150
100
50
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 18. Concentração de DQO [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1

Para a vazão 400 L dia-1 – TDH 3 dias (Figura 19) os valores efluentes também
apresentaram comportamento constante, verificando-se por vezes concentrações menores que
50mg L-1.

73
Somente para a amostra 11 (22/05/01) o afluente e os efluentes apresentaram altos
valores de DQO devido à instabilidade de operação do TSM que apresentou liberação de lodo.
O leito retangular com Typha sp. foi o único que não sofreu esta variação. Como a quantidade
de lodo liberada pelo TSM foi muito grande neste período é provável que tenha ocorrido
acúmulo de lodo na parte final da tubulação de distribuição, diminuído a vazão afluente a este
leito nos dias que precederam a coleta, interferindo no resultado desta amostra.
Nota-se pela Tabela 8 que as relações Ce/Co foram diretamente influenciadas pelo
aumento da concentração afluente na Amostra 11, indicando que Ce/Co seria função de Co.

Leitos Cultivados - DQO


-1
(TDH 3 dias, 400L dia )

500
450
400
350
DQO [mg L ]
-1

300
250
200
150
100
50
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Amostras

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 19. Concentração de DQO [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos LC entre 24/01/01 a
22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1

Das vazões avaliadas a de 300 L dia-1 – TDH 4 dias (Figura 20) foi a que apresentou
maior amplitude nos valores efluentes de DQO, com valores de 2 mg L-1 (Eleocharis sp.
quadrado, amostra 2) até 231 mg L-1 (Scirpus sp. retangular, amostra 3). Nota-se, também, que
os valores efluentes acompanharam as variações apresentadas pelos valores afluentes.
Este comportamento está relacionado à instabilidade de funcionamento do TSM e à
diminuição de sua capacidade de remoção de DQO. Este sistema primário operava há quase

74
três anos sem retirada de lodo e por vezes notou-se nas inspeções de rotina que parte do lodo
saía do TSM e ficava retido na caixa de passagem do distribuidor de vazão. Esta liberação
denota que o TDH deste sistema era muito menor que a de projeto e isto interferiu na
capacidade de tratamento deste sistema, demonstrada pelos valores afluentes aos LC (79 a 368
mg L-1).
Apesar disto, verifica-se que a maioria dos valores efluentes dos LC apresentaram
valores menores que 100mg L-1 e por vezes menores que 50mg L-1.

Leitos Cultivados - DQO


-1
(TDH 4 dias, 300L dia )

500
450
400
350
DQO [mg L ]
-1

300
250
200
150
100
50
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 20. Concentração de DQO [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1

Para a vazão de 240 L dia –1 – TDH 5 dias (Figura 21) nota-se comportamento regular
dos valores efluentes, com diminuição de concentração destes últimos a partir da amostra 6.
Em 01/10/2001, um dia antes da coleta da amostra 6, ocorreu uma forte chuva no local
do experimento. Como a rede coletora recebe também água pluvial, houve grande diluição do
material contido nas câmaras do TSM, refletida nos valores afluentes a partir da amostra 6.
Nota-se que os valores efluentes a partir desta amostra mantiveram-se praticamente iguais aos

75
observados até a amostra 5, indicando que os LC absorveram esta sobrecarga e a diluição da
concentração afluente resultante (de 153-289 mg L-1 para 32-150 mg L-1).

Leitos Cultivados - DQO


-1
(TDH 5 dias, 240L dia )

500
450
400
350
DQO [mg L ]
-1

300
250
200
150
100
50
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 21. Concentração de DQO [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1

–1
Para a vazão de 200 L dia – TDH 6 dias (Figura 22) nota-se que os valores das
concentrações efluentes foram regulares ao longo do período de análise. As grandes variações
que ocorreram nos valores afluentes (Amostras 3 e 10) repercutiram, também, nos valores
efluentes. Isto reforça a hipótese apresentada para a Amostra 11 da vazão 400L dia –1 (TDH 3
dias) onde a relação Ce/Co seria função de Co.
O corte das macrófitas ocorrido em 05/03/02 (entre as Amostras 5 e 6) não interferiu
no desempenho dos leitos quanto à redução de DQO, pois o comportamento observado após a
6a amostra é similar ao observado entre a 1a e a 5a amostras desta mesma vazão.
A diminuição da concentração afluente (valores entre 100-140 mg L-1), bem como seu
comportamento regular estão relacionados à retirada de lodo realizada por MAZZOLA (2003)
para a inoculação do RAC avaliado em sua pesquisa. Retirou-se um volume correspondente a
10% do volume total do TSM, sendo 100L do 1o compartimento, 50 L do 2o e do 3o

76
compartimentos num total de 200L. Após esta operação, notou-se que o TSM voltou a operar
normalmente sem liberação de lodo e com valores de remoção de DQO em torno de 60%.

Leitos Cultivados - DQO


-1
(TDH 6 dias, 200L dia )

500
450
400
350
DQO [mg L ]
-1

300
250
200
150
100
50
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 22. Concentração de DQO [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1

Pela Análise Estatística realizada para DQO (Análise Estatística 1-Apêndice) somente
o fator TDH foi o que apresentou diferença significativa (α=1%). Isto mostra que a redução de
DQO somente é influenciada pelo valor do TDH adotado, não havendo interferência das
macrófitas cultivadas e nem da forma utilizada.
O teste de Tukey fornece duas faixas de redução distintas e uma que seria de transição,
apresentando-se estatisticamente igual às outras duas:
• TDH de 1 dia: Ce/Co médio = 0,52;
• TDH de 2, 3 e 5 dias: Ce/Co médio = 0,40-0,41-0,41 (Transição);
• TDH de 4 e 6 dias: Ce/Co médio = 0,26-0,23

A variação ocorrida nos valores afluentes de DQO para o TDH de 5 dias (240L dia-1)
(Tabela 10) a partir da amostra 6 interferiu na análise estatística. Caso não houvesse esta
ocorrência, a tendência seria do TDH de 5 dias estar enquadrado na terceira classe, juntamente
com os TDH de 4 e 6 dias (Tabelas 9 e 11).

77
Pela análise estatística realizada, verificou-se que a faixa de redução de DQO para os
LC ficou entre 0,26-0,40-0,52, sendo dependente do TDH. Os valores efluentes variaram entre
2 a 346 mg L-1.
Estes valores de redução de DQO são compatíveis com os de outras pesquisas que
apresentavam configuração parecida e afluente anaeróbio: SOUZA & BERNARDES (1996)
com Ce/Co = 0,37 e VALENTIM (1999) com Ce/Co entre 0,03 e 0,30 e configuração parecida
e afluente aeróbio: MANSOR (1998) com Ce/Co = 0,18.
Em relação ao K e ao C* para DQO, as Equações contendo estes coeficientes para cada
LC são apresentadas no Quadro 16. Estas equações foram obtidas a partir dos valores médios
corrigidos de Ce/Co para cada TDH, sendo estes valores apresentados nas Tabelas 6 a 11
(Apêndice).
2
Quadro 16. Equação de Remoção de DQO e R

Leito
Equação

Eleocharis sp. quadrado Ce/Co = 0,39 e- 0,03 (A/Q) (R2 = 0,91)


- 0,05 (A/Q)
Eleocharis sp. retangular Ce/Co = 0,52 e (R2 = 0,94)
Scirpus sp. quadrado Ce/Co = 0,66 e- 0,06 (A/Q) (R2 = 0,95)
Scirpus sp. retangular Ce/Co = 0,56 e- 0,05 (A/Q) (R2 = 0,99)
Typha sp. quadrado Ce/Co = 0,55 e- 0,04 (A/Q) (R2 = 0,95)
Typha sp. retangular Ce/Co = 0,45 e- 0,04 (A/Q) (R2 = 0,97)

Nota-se que os valores de K obtidos para cada LC são muito próximos entre si e sua
magnitude é igual aos apresentados por COOPER (1998) para os sistemas secundários na
Inglaterra (0,06 m dia-1) e para os sistemas na Dinamarca (0,083 ± 0,017 m dia-1), além dos
valores de KDBO5 indicados por BRIX et al. (1989) (0,085 ± 0,025 m dia-1) e por BRIX
(1994) (0,06 m dia-1) para LCFSS instalados na Dinamarca.
Em relação aos valores C* nota-se que existe certa diferença entre eles. Porém, como a
análise estatística indicou que não há diferença significativa entre plantas e formas, pode-se
supor que não haveria diferença estatística significativa entre estes valores.

78
Os valores de K e C* presentes nas Equações constantes do Quadro 16 são específicos
para o modelo matemático adotado (Equação 3.3), para o tipo de efluente tratado e para a
configuração dos LC.
Em relação à carga afluente máxima de DQO aplicada nos LC (vazão 1200L dia-1,
TDH 1 dia, 119,7 g m-2 d-1 Amostra 2; 75,9 g m-2 d-1 valor médio) e à carga hidráulica
aplicada (50 a 300 L m-2 d-1), nota-se que estes valores são muito superiores aos apresentados
no Quadro 2 (3,2 a 6,4 g DQO m-2 d-1; 2 a 30 L m-2 d-1). Estes valores confirmaram a
expectativa de que os parâmetros de projeto indicados para os países do hemisfério norte não
são adequados para os projetos de LC no Brasil. Isto reforça a necessidade de realização de
novas pesquisas para obtenção de outros valores de parâmetros de projeto adequados às
condições brasileiras.

5.2.2. SST
As Tabelas 12 a 17 (Apêndice) e as Figuras 23 a 28 apresentam os valores de SST para
as vazões avaliadas: 1200 L dia-1 (TDH 1 dia), 600 L dia-1 (TDH 2 dias), 400 L dia-1 (TDH 3
dias), 300 L dia-1 (TDH 4 dias), 250 L dia-1 (TDH 5 dias) e 200 L dia-1 (TDH 6 dias).
Para a vazão de 1200 L dia-1 – TDH 1 dia (Figura 23) nota-se que os LC apresentaram
o mesmo comportamento já relatado para DQO, certa instabilidade de funcionamento entre a
1a e a 3a amostras (1a e 2a semanas) com estabilização a partir desta última.
Após este período os valores efluentes de SST ficaram entre 20 mg L-1 e 40mg L-1.
Esperava-se que os LC operassem com instabilidade durante toda a avaliação e até
apresentassem eliminação de SST, o que não foi verificado após a 4a amostra.

79
Leitos Cultivados - Sólidos Suspensos Totais
-1
(TDH 1 dia, 1200L dia )

140

120

100
SST [mg L ]
-1

80

60

40

20

0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 23. Concentração de sólidos suspensos totais [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1

Para a vazão 600 L dia-1 – TDH 2 dias (Figura 24) nota-se o mesmo comportamento
regular quanto às concentrações efluentes observado para a vazão de 1200 L dia-1 (TDH 1
dia), porém com valores variando entre 3 e 41 mg L-1 (Tabela 13).
As sobrecargas de concentração afluente observadas nas amostras 4 e 10 foram bem
atenuadas pelos leitos.
–1
Na avaliação de DQO para a vazão de 600L dia (TDH 2 dias) foi observada uma
alteração de comportamento para três leitos (Typha sp. quadrado, Scirpus sp. quadrado e
Eleocharis sp. retangular) na amostra 7. Como não ocorreu este tipo de comportamento para o
SST, nem para Turbidez com será visto na seqüência, presume-se que a alteração nos valores
efluentes de DQO para estes leitos foi devida a liberação de algum tipo de substância não
detectada nas outras duas análises.
Já o aumento das concentrações afluentes observadas para as amostras 4 e 10 na
avaliação de DQO foram motivadas, em parte, pelos SST. Comparando-se as Figuras 18 e 24,
verifica-se que os LC atenuaram a sobrecarga de SST e isto contribuiu para a redução da DQO

80
efluente nestas amostras. Este fato evidência a elevada capacidade de filtração dos LC, sendo
que os sólidos ficam retidos e depois são hidrolisados.

Leitos Cultivados - Sólidos Suspensos Totais


-1
(TDH 2 dias, 600L dia )

140

120

100
SST [mg L ]
-1

80

60

40

20

0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 24. Concentração de sólidos suspensos totais [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1

Para a vazão 400 L dia-1 – TDH 3 dias (Figura 25) os valores efluentes também
apresentaram comportamento constante com valores máximos em torno de 20mg L-1. Somente
para a amostra 11 (22/05/01), como no caso da DQO, o afluente e os efluentes apresentaram
altos valores de SST devido à ocorrência já relatada no TSM.
Comparando-se as Figuras 19 e 25 fica evidente que grande parte das alterações
observadas nas concentrações afluentes e efluentes dos LC para SST foram repercutidas nos
respectivos valores de DQO, indicando certa relação entre estes dois parâmetros.

81
Leitos Cultivados - Sólidos Suspensos Totais
-1
(TDH 3 dias, 400L dia )

140

120

100
SST [mg L ]
-1

80

60

40

20

0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 25. Concentração de sólidos suspensos totais [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 24/01/01 a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1

Para a vazão 300 L dia-1 – TDH 4 dias (Figura 26) os valores efluentes também
apresentaram comportamento constante com valores máximos próximos de 20mg L-1.
Nota-se pelas Figuras 20 e 26 que as concentrações efluentes dos LC para a amostra 3
apresentaram o mesmo comportamento em relação à DQO e ao SST. Já para a amostra 6 esta
tendência não ocorreu. Como citado, o TSM apresentava problemas de funcionamento com
liberação de lodo neste período de análise, porém nota-se que houve pouca alteração no
comportamento dos efluentes dos LC em relação ao SST, diferentemente da DQO. Isto indica
que os LC apresentam boa capacidade de filtração.

82
Leitos Cultivados - Sólidos Suspensos Totais
-1
(TDH 4 dias, 300L dia )

140

120

100
SST [mg L ]
-1

80

60

40

20

0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 26. Concentração de sólidos suspensos totais [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1

Para a vazão de 240 L dia-1 – TDH 5 dias (Figura 27) nota-se regularidade de operação
dos LC, apresentando valores de concentrações efluentes máximos em torno de 20mg L-1.
Comparando-se as Figuras 21 e 27 verifica-se a mesma mudança de comportamento
dos valores afluentes a partir da amostra 6 e a manutenção das concentrações efluentes de SST
como no caso da DQO.
Também para SST notou-se que os LC tiveram capacidade de absorver a diluição do
afluente e operar com regularidade. Isto confirma a indicação feita por USEPA (1999) que os
leitos podem operam muito bem em sistemas combinados que tratam uma mistura de água
pluvial e água residuária.

83
Leitos Cultivados - Sólidos Suspensos Totais
-1
(TDH 5 dias, 240L dia )

140

120

100
SST [mg L ]
-1

80

60

40

20

0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 27. Concentração de sólidos suspensos totais [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1

Para a vazão de 200L dia-1 – TDH 6 dias (Figura 28) nota-se mais uma vez a
regularidade de operação dos LC, apresentando valores máximos de concentração efluente em
torno de 10mg L-1.
Verifica-se que a concentração afluente também apresentou queda em seus valores
como no caso da DQO, sendo resultado da operação realizada no TSM e já descrita.
O aumento ocorrido na concentração afluente Amostra 10 (71 mg L-1) foi
completamente absorvido pelos LC, reforçando mais uma vez sua capacidade de atenuar
sobrecargas no caso do SST.

84
Leitos Cultivados - Sólidos Suspensos Totais
-1
(TDH 6 dias, 200L dia )

140

120

100
SST [mg L ]
-1

80

60

40

20

0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 28. Concentração de sólidos suspensos totais [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1

Pela Análise Estatística realizada para SST (Análise Estatística 2-Apêndice) somente o
fator TDH foi o que apresentou diferença significativa (α=1%).
Pelo teste de Tukey foram determinadas três faixas distintas de redução e duas de
transição:
• TDH de 1 dia: Ce/Co médio = 0,60;
• TDH de 3 dias: Ce/Co médio = 0,37;
• TDH de 2 e 4: Ce/Co médio = 0,36-0,26; (Transição)
• TDH de 4 e 5: Ce/Co médio = 0,26-0,24; (Transição)
• TDH de 6 dias: Ce/Co médio = 0,19;

Os SST apresentaram faixas de redução parecidas com as de DQO entre 0,19-0,25-


0,35-0,60, sendo também dependentes do TDH aplicado. Estes valores indicam, de certo
modo, que a redução de DQO estaria relacionada ao processo de retenção de SST que, de
modo geral, pode ser atribuído aos processos de filtração e adsorção que ocorrem por causa do
meio suporte e do biofilme.

85
Mas as raízes das plantas também não participam deste processo de retenção de
partículas? Sim, elas também participam dos processos de filtração e adsorção. Porém,
verificando os valores de Ce/Co médios apresentados pelo teste de Tukey para as plantas
(Eleocharis sp. = 0,32; Scirpus sp. = 0,32 e Typha sp. = 0,36) nota-se que não existe diferença
significativa entre as plantas, mostrando que a atuação das raízes é menor que a atuação do
meio suporte e de seu biofilme. Como o tamanho das raízes das plantas seria proporcional ao
seu tamanho fora da terra, ou neste caso, da água, era de se esperar valores de remoção bem
maiores para a Typha sp. em relação às outras plantas, o que não ocorreu.
Em relação ao K e ao C* para SST, as Equações contendo estes coeficientes para cada
LC são apresentadas no Quadro 17. Estas equações foram obtidas, como no caso da DQO, a
partir dos valores médios corrigidos de Ce/Co para cada TDH, sendo estes valores
apresentados nas Tabelas 12 a 17 (Apêndice).
2
Quadro 17. Equação de Remoção de SST e R

Leito
Equação

Eleocharis sp. quadrado Ce/Co = 0,55 e- 0,06 (A/Q) (R2 = 0,98)


Eleocharis sp. retangular Ce/Co = 0,71 e- 0,08 (A/Q) (R2 = 0,95)
Scirpus sp. quadrado Ce/Co = 0,64 e- 0,07 (A/Q) (R2 = 0,95)
Scirpus sp. retangular Ce/Co = 0,67 e- 0,07 (A/Q) (R2 = 0,95)
Typha sp. quadrado Ce/Co = 0,58 e- 0,05 (A/Q) (R2 = 0,96)
Typha sp. retangular Ce/Co = 0,54 e- 0,05 (A/Q) (R2 = 0,96)

Nota-se que os valores de K para SST obtidos para cada LC são muito próximos entre
si e com mesma magnitude dos valores de K obtidos para DQO (0,03 a 0,06 m dia-1).
Quanto aos valores C* nota-se que existe certa diferença entre eles, como no caso da
DQO. Porém, como a análise estatística também indicou que não há diferença significativa
entre plantas e formas, supõe-se que não haja diferença estatística significativa entre eles.
Comparando-se os valores de C* obtidos para SST com os obtidos para DQO, nota-se
que não há grande diferença entre estes, sendo os valores de C* para DQO 17% menores que
os valores para SST. Esta constatação, juntamente com a do K para SST apresentada no

86
parágrafo anterior, indica que existe possibilidade de se utilizar estes valores do parâmetro
SST para estimar a remoção de DQO, bem como a área do LC a ser projetado.
Como no caso da DQO, os valores de K e C* presentes nas Equações constantes do
Quadro 17 também são específicos para o modelo matemático adotado (Equação 3.3), para o
tipo de efluente tratado e para a configuração dos LC.

5.2.3. TURBIDEZ
As Tabelas 18 a 23 (Apêndice) e as Figuras 29 a 34 apresentam os valores de Turbidez
para as vazões avaliadas: 1200 L dia-1 (TDH 1 dia), 600 L dia-1 (TDH 2 dias), 400 L dia-1
(TDH 3 dias), 300 L dia-1 (TDH 4 dias), 250 L dia-1 (TDH 5 dias) e 200 L dia-1 (TDH 6 dias).
Para a vazão de 1200 L dia-1 (TDH 1 dia), Figuras 23 e 29, nota-se a relação existente
entre estes dois parâmetros. Os LC apresentaram para Turbidez o mesmo comportamento já
relatado para SST, certa instabilidade de funcionamento entre a 1a e a 3a amostras (1a e 2a
semanas) com estabilização a partir desta última. Após este período, verificou-se a rápida
estabilização dos valores efluentes de Turbidez entre 20 e 60 FAU.

Leitos Cultivados - Turbidez


-1
(TDH 1 dia, 1200L dia )

180
160
140
Turbidez [FAU]

120
100
80
60
40
20
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 29. Valores de turbidez [FAU] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 18/06/02
a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1

87
Para a vazão 600 L dia-1 – TDH 2 dias (Figura 30) nota-se o mesmo comportamento
apresentado pelo SST. Para os efluentes, seus valores ficaram, na sua maioria, entre de 20 e 40
FAU.
Nota-se, também, a atenuação das sobrecargas de concentração afluente observadas
nas amostras 4 e 10.
Para a amostra 7, também o parâmetro Turbidez, como o SST, não apresentou
alteração de comportamento, indicando que a variação observada para DQO nesta amostra foi
resultado de outro tipo de substância que não particulada ou coloidal.
Como no caso do SST, também ocorreu aumento nas concentrações afluentes das
amostras 4 e 10 e atenuação destes valores nos efluentes.

Leitos Cultivados - Turbidez


-1
(TDH 2 dias, 600L dia )

180
160
140
Turbidez [FAU]

120
100
80
60
40
20
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 30. Valores de turbidez [FAU] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 15/05/02
a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1

Para a vazão 400 L dia-1 – TDH 3 dias (Figura 31) os valores efluentes apresentaram
comportamento constante com valores médios em torno de 20 FAU. Como no caso da DQO e
SST, somente para a amostra 11 (22/05/01) o afluente e os efluentes apresentaram altos
valores de Turbidez.

88
Comparando-se as Figuras 25 e 31 verifica-se que a maioria das alterações observadas
para SST também ocorreram para Turbidez.

Leitos Cultivados - Turbidez


-1
(TDH 3 dias, 400L dia )

180
160
140
Turbidez [FAU]

120
100
80
60
40
20
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 31. Valores de turbidez [FAU] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 24/01/01
a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1

Para a vazão 300 L dia-1 – TDH 4 dias (Figura 32) os valores efluentes também
apresentaram comportamento constante com valores variando entre 20 e 40 FAU.
Nota-se pelas Figuras 20, 24 e 32 que os valores de Turbidez afluente e efluentes para
as amostras 3 e 10 apresentaram o mesmo comportamento em relação à DQO e ao SST. Para a
amostra 6 a alteração que ocorreu para DQO também foi observada para Turbidez.

89
Leitos Cultivados - Turbidez
-1
(TDH 4 dias, 300L dia )

180
160
140
Turbidez [FAU]

120
100
80
60
40
20
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 32. Valores de turbidez [FAU] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 29/05/01
a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1

Para a vazão de 240 L dia-1 – TDH 5 dias (Figura 33) nota-se regularidade de operação
dos LC, apresentando valores efluentes máximos em torno de 20 FAU.
Comparando-se as Figuras 21, 27 e 33 verifica-se a mesma mudança de
comportamento dos valores afluentes a partir da amostra 6 e a manutenção dos valores
efluentes de Turbidez como no caso da DQO e SST.
Os LC tiveram capacidade de absorver a diluição do afluente e operar com
regularidade. Isto confirma a indicação feita também para SST que os leitos podem operar
muito bem em sistemas combinados.

90
Leitos Cultivados - Turbidez
-1
(TDH 5 dias, 240L dia )

180
160
140
Turbidez [FAU]

120
100
80
60
40
20
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 33. Valores de turbidez [FAU] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 22/08/01
a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1

Para a vazão de 200L dia-1 – TDH 6 dias (Figura 34) nota-se mais uma vez a
regularidade de operação dos LC, apresentando valores efluentes máximos em torno de 10
FAU.
Verifica-se que os valores afluentes também apresentaram queda em seus valores como
no caso da DQO e SST, sendo resultado da operação realizada no TSM e já descrita.
O aumento ocorrido na concentração afluente Amostra 10 (110 FAU) foi
completamente absorvido pelos LC, reforçando mais uma vez sua capacidade de atenuar
ondas de choque.

91
Leitos Cultivados - Turbidez
-1
(TDH 6 dias, 200L dia )

180
160
140
Turbidez [FAU]

120
100
80
60
40
20
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 34. Valores de turbidez [FAU] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 15/01/02
a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1

Pela Análise Estatística realizada para Turbidez (Análise Estatística 3-Apêndice)


somente o fator TDH foi o que apresentou diferença significativa (α=1%).
Pelo teste de Tukey foram determinadas três faixas distintas de redução e duas de
transição:
• TDH de 1 dia: Ce/Co médio = 0,61;
• TDH de 3 dias: Ce/Co médio = 0,47;
• TDH de 2 e 4: Ce/Co médio = 0,37-0,31; (Transição)
• TDH de 4 e 5: Ce/Co médio = 0,31-0,25; (Transição)
• TDH de 6 dias: Ce/Co médio = 0,15;

Os valores de redução variam entre 0,15-0,37-0,47-0,61 e são diretamente dependentes


do TDH.
Pôde-se verificar para o parâmetro Turbidez que os LC apresentaram valores efluentes
entre 10 e 40 FAU, sendo os valores médios em torno de 20 FAU. Os leitos apresentam
estabilidade de operação, mesmo com diluição da concentração afluente ocorrida na vazão

92
240L dia-1 (TDH 5 dias) e capacidade de atenuar sobrecargas. O parâmetro Turbidez
apresentou forte relação com o SST e certa relação com parâmetro DQO.
Esta relação entre SST e Turbidez também é apresentada por METCALF & EDDY
(1991) para o efluente secundário decantado de processo de lodo ativado, além da indicação
de que a Turbidez está relacionada ao material suspenso residual e ao coloidal.
Em relação ao K e ao C* para Turbidez, as Equações contendo estes coeficientes para
cada LC são apresentadas no Quadro 18. Estas equações foram obtidas, como no caso da DQO
e do SST, a partir dos valores médios corrigidos de Ce/Co para cada TDH, sendo estes valores
apresentados nas Tabelas 18 a 23 (Apêndice).

2
Quadro 18. Equação de Remoção de Turbidez e R

Leito
Equação

Eleocharis sp. quadrado Ce/Co = 0,55 e- 0,04 (A/Q) (R2 = 0,96)


Eleocharis sp. retangular Ce/Co = 0,72 e- 0,08 (A/Q) (R2 = 0,96)
Scirpus sp. quadrado Ce/Co = 0,70 e- 0,08 (A/Q) (R2 = 0,97)
Scirpus sp. retangular Ce/Co = 0,66 e- 0,07 (A/Q) (R2 = 0,95)
Typha sp. quadrado Ce/Co = 0,74 e- 0,07 (A/Q) (R2 = 0,96)
Typha sp. retangular Ce/Co = 0,61 e- 0,07 (A/Q) (R2 = 0,95)

Nota-se que os valores de K para Turbidez obtidos para cada LC são muito próximos
entre si e com mesma magnitude dos valores de K obtidos para DQO (0,03 a 0,06 m dia-1) e
para SST (0,05 a 0,08 m dia-1).
Em relação aos valores C* para Turbidez nota-se que existe certa diferença entre eles.
Porém, como a análise estatística também indicou que não há diferença significativa entre
plantas e formas, pode-se supor que não haveria diferença estatística significativa entre estes
valores.
Comparando-se os valores de C* obtidos para Turbidez com os obtidos para DQO e
SST, nota-se que os valores para DQO são 26% menores e os valores para SST 8% menores
que os valores de C* obtidos para Turbidez.

93
Como no caso da DQO e de SST, os valores de K e C* presentes nas Equações
constantes do Quadro 18 também são específicos para o modelo matemático adotado (Equação
3.3), para o tipo de efluente tratado e para a configuração dos LC.
A avaliação do fator K e C* para SST e Turbidez não é comum nos trabalhos relativos
aos LC. Porém a avaliação feita demonstrou que estes fatores e o de DQO são muito
parecidos, indicando que existe uma possibilidade de se utilizar o fator K e o C* destes dois
parâmetros no projeto de leitos com as mesmas características dos avaliados nesta pesquisa,
como já é feito para DQO.
Uma das vantagens seria utilizar avaliações laboratoriais mais simples, baratas e
rápidas para o pré-dimensionamento de qualquer sistema, gerando uma menor quantidade de
resíduos nos laboratórios.
Outra vantagem seria quanto ao dimensionamento de LC que tivessem seus efluentes
utilizados em um sistema de reúso. Como o SST e a Turbidez são parâmetros importantes para
esta atividade, seja em reúso agrícola ou mesmo urbano, seria possível estimar a qualidade do
efluente final e propor pós-tratamentos ou usos mais adequados para esta água.

5.2.3. pH
As Tabelas 24 a 29 (Apêndice) e as Figuras 35 a 40 apresentam os valores de pH para
as vazões avaliadas: 1200 L dia-1 (TDH 1 dia), 600 L dia-1 (TDH 2 dias), 400 L dia-1 (TDH 3
dias), 300 L dia-1 (TDH 4 dias), 250 L dia-1 (TDH 5 dias) e 200 L dia-1 (TDH 6 dias).
Para a vazão de 1200 L dia-1 – TDH 1 dia (Figura 35) nota-se que os LC operaram com
valores relativamente baixos de pH entre a 1a e a 3a amostras (1a e 2a semanas) com
estabilização em valores mais elevados a partir desta última. Esta indicação de instabilidade
estaria relacionada à própria adaptação dos microrganismos ao aumento de carga afluente.
A rápida estabilização dos valores de pH (Typha sp.: 6,6; Eleocharis sp.: 6,8; Scirpus
sp.: 7,0, todos com DP=0,1) e o comportamento de funcionamento dos LC após este período
foram observações importantes, pois se esperava instabilidade de operação dos LC. Não
havendo esta ocorrência, presume-se que todas as reações químicas que ocorriam nos leitos
encontravam-se em equilíbrio, o que é um fator muito importante para a confiabilidade de
desempenho do sistema. Isto pode ser confirmado pelos valores de DQO, Figura 17.

94
Leitos Cultivados - pH
-1
(TDH 1 dia, 1200L dia )

8,5

8,0

7,5
pH

7,0

6,5

6,0

5,5
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostras

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 35. Valores de pH do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 18/06/02 a 18/07/02,
TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1

Para a vazão 600 L dia-1 – TDH 2 dias (Figura 36) nota-se que os LC apresentaram
valores de pH efluentes praticamente estáveis ao longo da análise (Typha sp.: 6,5; Eleocharis
sp.: 6,7; Scirpus sp.: 6,9).
Seja para as amostras 1 até 4 e Amostra 10, com valores afluentes maiores que 7,2, ou
para as amostras 5 até 9, com valores entre 6,6 até 7,0, verifica-se que os valores efluentes dos
LC mantiveram o mesmo comportamento. Isto indica que haveria nos leitos um mecanismo
que se denomina “sistema-tampão” que tem a função de estabilizar o valor do pH e com isso
manter inalterados os processos e as reações químicas em curso.

95
Leitos Cultivados - pH
-1
(TDH 2 dias, 600L dia )

8,5

8,0

7,5
pH

7,0

6,5

6,0

5,5
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostras

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 36. Valores de pH do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 15/05/02 a 12/06/02,
TDH 2 dias, vazão 600L dia –1

Para a vazão 400 L dia-1 – TDH 3 dias (Figura 37) os valores efluentes também
apresentaram comportamento constante (Typha sp.: 6,8; Eleocharis sp.: 7,1; Scirpus sp.: 7,3),
porém maiores que os das vazões anteriores.
Somente para a amostra 11 (22/05/01) o afluente e os efluentes apresentaram queda
nos valores de pH. Como o TSM apresentava início de instabilidade de operação neste
período, é provável que tenha ocorrido formação de ácido orgânico (acético por exemplo) ou
mesmo lançamento de substâncias ácidas na rede de captação que passou pelo tratamento
primário e chegou até os LC. Nota-se que, apesar do baixo valor afluente de pH (5,6) os leitos
o atenuaram apresentando valores efluentes em torno de 6,5, indicando que a substância que
estava no afluente foi parcialmente neutralizada pelos leitos (sistema tampão) ou degradada
(ácidos orgânicos).
Entre a Amostra 5 e 6 houve o corte total das macrófitas, sendo que a tendência de
aumento de pH observada entre estas amostras deve estar relacionada com a interrupção do
fornecimento de gás carbônico pelas raízes das plantas, que propicia a geração do ácido

96
carbônico, e do oxigênio, sendo que este propicia a oxidação da amônia e a nitrificação, tendo
esta como subproduto da reação H+ (item 3.4.3.).

Leitos Cultivados - pH
-1
(TDH 3 dias, 400L dia )

8,5

8,0

7,5
pH

7,0

6,5

6,0

5,5
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 37. Valores pH do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 24/01/01 a 22/05/01,
TDH 3 dias, vazão 400L dia-1

Para a vazão 300 L dia-1 – TDH 4 dias (Figura 38) os valores efluentes também
apresentaram comportamento constante (Typha sp.: 6,6; Eleocharis sp.: 6,6; Scirpus sp.: 6,8).
Nota-se que os LC absorveram bem as variações que ocorreram nos valores afluentes
que foram decorrentes da instabilidade de funcionamento do TSM.

97
Leitos Cultivados - pH
(300L dia-1)

8,5

8,0

7,5
pH

7,0

6,5

6,0

5,5
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostras

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 38. Valores pH do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 29/05/01 a 14/08/01,
TDH 4 dias, vazão 300L dia-1

Para a vazão de 240 L dia –1 – TDH 5 dias (Figura 39) nota-se dois comportamentos
para os valores efluentes. Até a amostra 5 seu valor não sofria influência dos valores afluentes.
A partir da amostra 6 nota-se que os valores efluentes apresentaram a mesma tendência dos
afluentes, tendo sido influenciados pela diluição já citada anteriormente.
Se os LC forem usados em sistemas combinados, esta alteração de comportamento dos
valores efluentes de pH deverá ser considerada.

98
Leitos Cultivados - pH
-1
(TDH 5 dias, 240L dia )

8,5

8,0

7,5
pH

7,0

6,5

6,0

5,5
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostras

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 39. Valores de pH do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 22/08/01 a 30/10/01,
TDH 5 dias, vazão 240L dia –1

Para a vazão de 200 L dia –1 – TDH 6 dias (Figura 40) nota-se que os valores efluentes
apresentaram comportamento regular ao longo do período de análise, enquanto que o afluente
apresentou variações.
Os valores efluentes para Scirpus sp., sempre acima de 6,8, poderiam ser atribuídos ao
baixo desenvolvimento destas plantas. Com a diminuição da taxa de respiração das macrófitas
haveria diminuição da liberação de gás carbônico e oxigênio das raízes para o efluente contido
no LC. Com isso, ocorreria diminuição dos processos oxidativos (amônia e nitrato) devida à
redução de oxigênio, diminuindo a formação de H+. Os valores efluentes de Eleocharis sp.
quadrado, também sofreram tal influência.
O corte das macrófitas ocorrido em 05/03/02 (entre as Amostras 5 e 6) não interferiu
no comportamento dos valores efluentes.

99
Leitos Cultivados - pH
-1
(TDH 6 dias, 200L dia )

8,5

8,0

7,5
pH

7,0

6,5

6,0

5,5
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostras

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 40. Valores de pH do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre 15/01/02 a 16/04/02,
TDH 6 dias, vazão 200L dia –1

Os valores médios de pH do afluente ficaram em torno de 6,9-7,4 e os valores médios


de pH efluente entre 6,5-7,2, ambos muito próximos da faixa ideal da digestão anaeróbia (6,8-
7,2), principal processo de degradação que ocorre nos LCFSS.
Quanto aos valores de pH apresentados pelas plantas, nota-se que os menores foram
apresentados pela Typha sp., depois pela Eleocharis sp. e finalmente pela Scirpus sp. Uma
possível explicação para este fato estaria relacionada ao processo respiratório das plantas.
Com a respiração as macrófitas liberam, além do dióxido de carbono, certa quantidade de
oxigênio pelas raízes, sendo este utilizado nos processos oxidativos da amônia e de
nitrificação e que têm como um dos seus subprodutos H+ (Item 3.4.3.). Como a Typha sp.
possui um porte maior que as outras plantas, é possível que libere maior quantidade de
oxigênio para os LC e com isso contribua para a diminuição do pH.
A compreensão do mecanismo que rege os valores do pH nos leitos, sua relação com o
desenvolvimento das plantas e com a remoção dos poluentes deve ser alvo de futuras
pesquisas, pois o pH é um parâmetro de fácil medição, mesmo a campo, não sendo necessários
equipamentos sofisticados para sua avaliação. Isto possibilitaria um melhor acompanhamento

100
da operação dos LC e seria uma ferramenta de tomada de decisão importante para o seu
operador.
Em relação ao “sistema-tampão”, existe um indicativo de sua ocorrência nos LC que
pode ser observada a partir do DP dos valores de pH apresentados nas Tabelas 24 e 29.
Nota-se que os DP para os efluentes dos LC são pequenos em relação aos DP dos
afluentes. Isto indica, de certo modo, que as variações dos valores de pH afluente foram
atenuadas pelos LC, sendo um indicativo da ocorrência do “sistema-tampão” nos leitos.
Esta estabilidade dos valores de pH dentro dos LC é um fator importante, pois permite
que as reações químicas e principalmente os processos biológicos ocorram de modo estável,
proporcionando estabilidade na remoção dos poluentes, o que foi observado no decorrer desta
pesquisa.

5.2.4. NITROGÊNIO AMONIACAL


As Tabelas 30 a 35 (Apêndice) e as Figuras 41 a 46 apresentam os valores de
nitrogênio-amonical para as vazões avaliadas: 1200 L dia-1 (TDH 1 dia), 600 L dia-1 (TDH 2
dias), 400 L dia-1 (TDH 3 dias), 300 L dia-1 (TDH 4 dias), 250 L dia-1 (TDH 5 dias) e 200 L
dia-1 (TDH 6 dias).
Para a vazão de 1200 L dia-1 – TDH 1 dia (Figura 41) nota-se que os LC apresentaram
valores efluentes mais elevados para a 1a e 2a amostras com tendência de redução e
estabilização a partir desta última. Este foi o mesmo comportamento observado para DQO
(Figura 1) mostrando que há relação entre estes dois parâmetros.
Pôde-se verificar, também, que grande parte dos valores efluentes supera os afluentes,
demonstrando que o oxigênio liberado pelas macrófitas não é suficiente para oxidar o
nitrogênio-amoniacal, e que ocorre hidrólise do material particulado retido nos LC, gerando
este tipo de nitrogênio.

101
Leitos Cultivados - Nitrogênio Amoniacal
(TDH 1 dia, 1200L dia-1)

75
65
NH3-N [mg L-1]

55
45
35
25
15
5
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 41. Concentração de nitrogênio amoniacal [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1

Para a vazão 600 L dia-1 – TDH 2 dias (Figura 42) nota-se um comportamento estável
quanto aos valores efluentes. Nota-se também que, para grande parte das amostras, os valores
de concentração efluentes foram maiores que os afluentes, principalmente para aquelas que
apresentam valores afluentes em torno de 25mg L-1.
Outra verificação foi que a maioria dos valores efluentes dos LC retangulares, salvo,
Scirpus sp., foi menor que a dos quadrados. Isto pode ter ocorrido devido ao maior grau de
desenvolvimento das plantas nos leitos retangulares em comparação às plantas dos leitos
quadrados, pois estas tiveram seu desenvolvimento prejudicado por falhas na brotação (Typha
sp.) e pelo estabelecimento de plantas invasoras (Eleocharis sp.). Quanto aos LC com Scirpus
sp., em ambos as macrófitas apresentaram diminuição do poder vegetativo, não havendo
diferença nos valores efluentes.

102
Leitos Cultivados - Nitrogênio Amoniacal
(TDH 2 dias, 600L dia-1)

75
65
NH3-N [mg L-1]

55
45
35
25
15
5
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra
Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular
Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 42. Concentração de nitrogênio amoniacal [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1

Para a vazão 400 L dia-1 – TDH 3 dias (Figura 43) verifica-se que em várias amostras
(5, 6, 8, 9, 10 e 11) a concentração de nitrogênio amoniacal do afluente (entre 10 e 15mg L-1)
foi menor que a dos efluentes, indicando que os LC possuem algum tipo de mecanismo que
mobiliza o nitrogênio armazenado e o converte a amoniacal, sempre mantendo uma certa
concentração dentro dos leitos.
Entre as Amostras 5 e 6 ocorreu o corte total das macrófitas. É provável que o aumento
das concentrações efluentes a partir da amostra 6 seja resultado da mobilização do nitrogênio
retido no sistema radicular das plantas, pois, com o corte, algumas não rebrotam e suas raízes
entram em decomposição, ocorrendo liberação de nitrogênio e de outras substâncias para a
água contida nos LC.

103
Leitos Cultivados - Nitrogênio Amoniacal
(TDH 3 dias, 400L dia-1)

75

65

55
NH3-N [mg L-1]

45

35

25

15

5
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 43. Concentração de nitrogênio amoniacal (N-NH3) [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos
leitos cultivados entre 24/01/01 a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1

Para a vazão 300 L dia-1 – TDH 4 dias (Figura 44) verifica-se, também, um
comportamento estável dos valores efluentes.
Até a amostra 7 nota-se valores efluentes menores que o afluente. A partir desta
amostra, verifica-se uma queda abrupta dos valores afluentes e um aumento dos efluentes,
indicando que houve mobilização do nitrogênio contido nos LC. No período compreendido
entre as amostras 8, 9 e 10 havia poucas pessoas na Faculdade devido a um recesso, o que
prejudicou o fornecimento de efluente bruto.
Destaca-se mais uma vez a ocorrência de mobilização de nitrogênio nos LC.

104
Leitos Cultivados - Nitrogênio Amoniacal
(TDH 4 dias, 300L dia-1)

75

65

55
NH3-N [mg L-1]

45

35

25

15

5
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 44. Concentração de nitrogênio amoniacal (N-NH3) [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos
leitos cultivados entre 29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1

Para a vazão de 240 L dia –1 – TDH 5 dias (Figura 45) nota-se regularidade nos valores
efluentes, mesmo com a mudança de comportamento dos valores afluentes a partir da amostra
6 por motivo da diluição citada anteriormente.
Esta foi uma verificação importante que indica, de certo modo, a capacidade dos LC
em atenuarem as variações de concentração afluentes (aumento ou redução) apresentando
concentrações efluentes estáveis e de certo modo previsíveis. Este mecanismo também deve
ser objeto de pesquisas futuras, pois seu conhecimento possibilitaria melhores indicações de
uso dos LC em sistemas de reúso.

105
Leitos Cultivados - Nitrogênio Amoniacal
(TDH 5 dias, 240L dia-1)

75
65
NH3-N [mg L-1]

55
45
35
25
15
5
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra
Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular
Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 45. Concentração de nitrogênio amoniacal [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1

–1
Para a vazão de 200 L dia – TDH 6 dias (Figura 46) nota-se regularidade no
comportamento dos valores efluentes até a amostra 5, com alternância entre liberação e
redução de nitrogênio amoniacal.
Entre as Amostras 5 e 6 ocorreu o corte total das macrófitas. Nota-se que isto interferiu
no comportamento dos valores efluentes, pois houve um aumento destas concentrações que
repercutiu até um mês depois do corte. Esta ocorrência também foi observada para a vazão de
400L dia-1 (TDH 3 dias).
A liberação de nitrogênio amoniacal depois do corte das macrófitas deve ser melhor
explorada, pois fica claro que a retenção desta forma de nitrogênio está associada às raízes das
plantas. Como apresentado anteriormente, após o corte várias delas morrem e seu sistema
radicular e o biofilme aeróbio associado começam a se decompor, ocorrendo aumento do
nitrogênio amoniacal no meio líquido.

106
Leitos Cultivados - Nitrogênio Amoniacal
(TDH 6 dias, 200L dia-1)

75
65
NH3-N [mg L-1]

55
45
35
25
15
5
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra
Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular
Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 46. Concentração de nitrogênio amoniacal [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1

Pela Análise Estatística realizada para o Nitrogênio Amoniacal (Análise Estatística 4 -


Apêndice) somente o fator TDH foi o que apresentou diferença significativa (α=1%).
Pelo teste de Tukey, verifica-se que todos os valores de Ce/Co são superiores a 1,0
(valor efluente maior que o afluente). Isto indica que o material orgânico retido nos LC ao
longo do tempo é convertido a nitrogênio amoniacal. Como seu consumo pelas plantas é
limitado, como a liberação de oxigênio pelas raízes não é suficiente para promover sua total
oxidação a nitrato e posterior denitrificação e como não ocorre sua retenção no meio suporte, o
nitrogênio na forma amoniacal é liberado juntamente com o efluente final.
Por este mesmo teste, notam-se três faixas de liberação de nitrogênio amoniacal:
• TDH de 5 dias: Ce/Co médio = 1,73;
• TDH de 4 dias: Ce/Co médio = 1,31 (Transição);
• TDH de 1, 2, 3 e 6 dias: Ce/Co médio = 1,21-1,16-1,24-1,04.

Nota-se que o valor de Ce/Co para TDH de 5 dias é superior aos outros (Tabela 34),
pois neste período os valores afluentes foram muito baixos a partir da 4a amostra, enquanto
que as concentrações efluentes mantiveram-se estáveis. Isto também ocorreu para o TDH de 4
dias (Tabela 33) a partir da 8a amostra. Os valores efluentes variaram entre 7 e 55mg L-1.

107
Estes dois fatos demonstraram que os LC podem servir como um "reservatório de
nitrogênio", devendo-se aproveitar seu efluente em um sistema de reúso para a irrigação,
economizando recursos, ao invés de promover sua retirada seja por oxidação química ou por
aeração mecânica.

5.2.6. NITROGÊNIO NITRATO


As Tabelas 36 a 41 (Apêndice) e as Figuras 47 a 52 apresentam os valores de
nitrogênio-nitrato para as vazões avaliadas: 1200 L dia-1 (TDH 1 dia), 600 L dia-1 (TDH 2
dias), 400 L dia-1 (TDH 3 dias), 300 L dia-1 (TDH 4 dias), 250 L dia-1 (TDH 5 dias) e 200 L
dia-1 (TDH 6 dias).
Para a vazão de 1200 L dia-1 – TDH 1 dia (Figura 47) nota-se que tanto o afluente
como os efluentes apresentaram comportamento constante ao longo da análise. Os valores
efluentes ficaram em torno de 0,7 a 1,8 mg L-1. Comparando-se as Figuras 41 e 47 nota-se que
para as duas formas de nitrogênio, amoniacal e nitrato, os valores efluentes têm a mesma
tendência de comportamento, indicando que o nitrato seria resultante da oxidação do
amoniacal. A liberação de nitrato no efluente é um indicativo que não ocorreu total
denitrificação e que as plantas não absorveram totalmente esta forma de nitrogênio.

Leitos Cultivados - Nitrogênio-Nitrato


(TDH 1 dia, 1200L dia-1)

4,5
4,0
3,5
NO3--N [mg L-1]

3,0
2,5
2,0
1,5
1,0
0,5
0,0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 47. Concentração de nitrogênio-nitrato [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1

108
Para a vazão de 600 L dia-1 – TDH 2 dias (Figura 48) nota-se que o comportamento
dos efluentes seguiu a tendência do afluente. As concentrações efluentes ficaram entre 0 e 1,4
mg L-1, sendo a maioria menor que 1,0 mg L-1.
Esta redução dos valores afluentes não pode ser atribuída ao processo de denitrificação,
pois não ocorreu uma nitrificação consistente, nem ao consumo pelas plantas porque estas já
se encontravam totalmente desenvolvidas.

Leitos Cultivados - Nitrogênio-Nitrato


(TDH 2 dias, 600L dia-1)

4,5
4,0
3,5
NO3--N [mg L-1]

3,0
2,5
2,0
1,5
1,0
0,5
0,0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 48. Concentração de nitrogênio-nitrato [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1

Para a vazão 400 L dia-1 – TDH 3 dias (Figura 49) nota-se que os valores efluentes
apresentam o mesmo comportamento do afluente. Esta vazão foi a que apresentou maior
amplitude de concentrações efluentes, variando de 0,0 a 3,5 mg L-1.
As maiores concentrações efluentes são observadas para os LC com Typha sp., depois
para Eleocharis sp. e por fim para Scirpus sp.
Entre as Amostras 5 e 6 ocorreu o corte total das macrófitas. Os valores efluentes a
partir da Amostra 6 não apresentaram mudança no seu comportamento, indicando que mesmo
com o crescimento das plantas não houve consumo elevado desta forma de nitrogênio.

109
Leitos Cultivados - Nitrogênio-Nitrato
-1
(TDH 3 dias, 400L dia )

4,5
4,0
3,5
NO3 -N [mg L ]

3,0
-1

2,5
2,0
-

1,5
1,0
0,5
0,0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 49. Concentração de nitrogênio-nitrato [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 24/01/01 a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1

Para a vazão 300 L dia-1 – TDH 4 dias (Figura 50) verifica-se que os valores efluentes
acompanharam as oscilações dos afluentes, que foram geradas pela instabilidade de
funcionamento do TSM.
Comparando-se as Figuras 20 e 50, nota-se um comportamento muito parecido entre
DQO e nitrogênio-nitrato.

110
Leitos Cultivados - Nitrogênio-Nitrato
-1
(TDH 4 dias, 300L dia )

4,5
4,0
3,5
NO3 -N [mg L ]

3,0
-1

2,5
2,0
-

1,5
1,0
0,5
0,0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 50. Concentração de nitrogênio-nitrato [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1

Para a vazão de 240 L dia –1 – TDH 5 dias (Figura 51) notam-se variações dos valores
afluentes até a Amostra 5 e estabilização em patamar menor que este devido à diluição já
citada. Verifica-se, também, regularidade nos valores efluentes e nenhuma mudança de
comportamento destes e dos afluentes a partir da amostra 6, mostrando que a ocorrência da
diluição não afetou este parâmetro.

111
Leitos Cultivados - Nitrogênio-Nitrato
-1
(TDH 5 dias, 240L dia )

4,5
4,0
3,5
NO3 -N [mg L ]

3,0
-1

2,5
2,0
-

1,5
1,0
0,5
0,0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 51. Concentração de nitrogênio nitrato [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1

–1
Para a vazão de 200 L dia – TDH 6 dias (Figura 52) nota-se regularidade no
comportamento dos valores efluentes.
Entre as Amostras 5 e 6 ocorreu o corte total das macrófitas. Nota-se para a Amostra 7
valores bem reduzidos de nitrogênio nitrato para todos os efluentes (0,1 mg L-1), indicando
que esta forma de nitrogênio foi utilizada pelas plantas para seu crescimento inicial.
Esta ocorrência, mesmo que verificada somente para esta Amostra, é um indicativo de
que a efetiva redução de nitrogênio-nitrato pelo consumo das plantas ocorreria somente nesta
etapa do seu desenvolvimento, devendo ser melhor explorada em estudos futuros.

112
Leitos Cultivados - Nitrogênio-Nitrato
-1
(TDH 6 dias, 200L dia )

4,5
4,0
3,5
NO3 -N [mg L ]

3,0
-1

2,5
2,0
-

1,5
1,0
0,5
0,0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 52. Concentração de nitrogênio-nitrato [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1

Pela Análise Estatística realizada para o Nitrogênio-Nitrato (Análise Estatística 5 -


Apêndice) os fatores TDH (α=1%), planta (α=1%), forma (α=5%), e a inter-relação entre
TDH e planta (α=1%) apresentaram diferença significativa.
Pelo teste de Tukey para o TDH, verifica-se que existem duas faixas distintas de
redução:
• TDH de 1 e 3 dias: Ce/Co médio = 0,80 - 0,76;
• TDH de 2, 4, 5 e 6 dias: Ce/Co médio = 0,47-0,52-0,34-0,38;

Para as plantas duas faixas distintas:


• Typha sp.: Ce/Co médio = 0,68.
• Scirpus sp. e Eleocharis sp.: Ce/Co médio = 0,49-0,47;

Para as formas:
• Retangular: Ce/Co médio = 0,59.
• Quadrada: Ce/Co médio = 0,50;

113
Para a inter-relação :
Planta x TDH
TDH 1 dia: diferença significativa
• Typha sp. : Ce/Co médio = 1,03;
• Scirpus sp. : Ce/Co médio = 0,77; (Transição)
• Eleocharis sp. : Ce/Co médio = 0,61;

TDH 3 dias: diferença significativa


• Typha sp. : Ce/Co médio = 1,20;
• Scirpus sp. e Eleocharis sp.: Ce/Co médio = 0,54-0,58

TDH x Planta
a) Eleocharis sp.: não apresenta diferença significativa para todos os TDH
b) Scirpus sp.: apresenta diferença significativa
• TDH de 1 dia: Ce/Co médio = 0,77;
• TDH de 2, 3 e 4 dias: Ce/Co médio = 0,55-0,54-0,51; (Transição)
• TDH de 5 e 6 dias: Ce/Co médio = 0,23-0,22

c) Typha sp.: apresenta diferença significativa


• TDH de 1 e 3 dias: Ce/Co médio = 1,03-1,21;
• TDH de 2, 4, 5 e 6: Ce/Co médio = 0,45-0,56-0,40-0,49;

Em relação ao TDH, os valores obtidos para 1 e 3 dias indicaram que houve uma
pequena redução de nitrogênio-nitrato. No caso do TDH de 1 dia o pouco tempo de
permanência do efluente dentro dos leitos deve ter influenciado o processo de redução deste
tipo de nitrogênio. No caso do TDH de 3 dias os valores da relação Ce/Co foram motivados
pelos baixos valores de Co (Tabela 38) em relação aos observados para os outros TDH. Já
para os outros tempos de detenção, as reduções ficaram entre 0,34-0,52.
Quanto às plantas, nota-se que não houve diferença significativa entre a Eleocharis sp.
e a Scirpus sp., mas houve entre elas e a Typha sp. Como os valores de concentração afluente

114
e efluente foram reduzidos, a contribuição efetiva das plantas na redução do nitrogênio-nitrato
não pode ser verificada, devendo ser alvo de pesquisas futuras.
Em relação às formas dos LC, esta contribuiu para o desenvolvimento das macrófitas,
que apresentaram melhor desenvolvimento médio nos LC retangulares (Tabela 3), salvo para o
LC com Scirpus sp.
Com respeito à inter-relação entre planta e TDH, nota-se que houve diferença
significativa para os TDH de 1 e 3 dias. Isto foi decorrente do exposto anteriormente e da
interferência no teste de significância causada pelos LC com Typha sp. que apresentaram
valores de Ce/Co maiores que 1,0 como apresentado no desdobramento de B. D. A., Teste de
Tukey para médias de B dentro de A1 e A3 Nitrato (Análise Estatística 5 - Apêndice).
Quanto à inter-relação TDH e planta, desdobramento ADB (Análise Estatística 5 –
Apêndice), verifica-se que não há diferença significativa para a Eleocharis sp., demonstrando
que para esta planta a remoção de nitrogênio-nitrato não foi dependente do TDH. Para a
Scirpus sp. nota-se que existem três faixas distintas de remoção (1 dia; 2, 3 e 4 dias; 5 e 6
dias), que foi mais influenciada pelo declínio do poder vegetativo desta planta que pela
interferência do TDH.
Para a Typha sp. verifica-se a ocorrência de duas faixas distintas: 1 e 3 dias (liberação
de nitrogênio-nitrato) e 2, 4, 5 e 6 dias (redução de nitrogênio-nitrato). Pela Figura 47 verifica-
se que para as amostras 1 até 4 os valores efluentes do LC retangular com Typha sp. são
superiores aos valores afluentes o que influenciou no teste estatístico para o fator Planta. É
muito provável que esta liberação seja resultado do processo de estabilização que estava em
curso no LC devido à mudança de vazão. Em relação ao TDH de 3 dias o fator que deve ter
influenciado a relação Ce/Co foi a transferência de oxigênio para o meio liquido, pois se
verifica pelo Figura 33 que os valores efluentes para Typha sp. foram sempre superior aos das
outras plantas.
Deve-se indicar que os LC não apresentaram potencial de nitrificação em relação aos
sistemas convencionais aeróbios, constatando que a quantidade de oxigênio liberada pelas
raízes das plantas é insuficiente para a promoção efetiva deste processo, ficando tão somente
limitada ao suprimento vital das raízes das plantas.
Verificou-se que as concentrações efluentes seguem o mesmo padrão das afluentes e
que ocorre diferença entre as plantas testadas.

115
5.2.7. FÓSFORO TOTAL
As Tabelas 42 a 47 (Apêndice) e as Figuras 53 a 58 apresentam os valores de fósforo
total para as vazões avaliadas: 1200 L dia-1 (TDH 1 dia), 600 L dia-1 (TDH 2 dias), 400 L dia-1
(TDH 3 dias), 300 L dia-1 (TDH 4 dias), 250 L dia-1 (TDH 5 dias) e 200 L dia-1 (TDH 6 dias).
Para a vazão de 1200 L dia-1 – TDH 1 dia (Figura 53) nota-se que os LC operaram com
estabilidade de funcionamento durante todo o período. Para as amostras 1 e 2 (1a semana)
nota-se que os LC apresentaram valores efluentes maiores que os afluentes em decorrência do
processo de estabilização.
A partir da 2a amostra verifica-se um comportamento estável dos valores efluentes,
porém com pequenas oscilações.
Nota-se pela Tabela 42 que os valores de Ce/Co se alternam entre mais de 1,0 ou
menos de 1,0. Como todas as plantas já apresentaram seu máximo crescimento e floração,
talvez estes valores estejam relacionados ao crescimento e declínio do biofilme, pois seu
desenvolvimento foi elevado para esta vazão, verificado no entupimento dos tubos de
distribuição após a 2a semana (4a amostra) e no biofilme formado na brita próxima às saídas de
distribuição.

Leitos Cultivados - Fósforo Total


(TDH 1 dia, 1200L dia-1)
6,0
5,0
4,0
Pt [mg L ]
-1

3,0
2,0
1,0
0,0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostras

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 53. Concentração de fósforo total [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1

116
Para a vazão de 600 L dia-1 – TDH 2 dias (Figura 54) nota-se também um
comportamento estável em relação aos valores efluentes. Entre as amostras 1 e 6 todas as
plantas apresentaram florescimento, justificando os valores Ce/Co menores que 1,0
apresentados na Tabela 43, que teriam relação com o consumo de fósforo visando a formação
das flores.
De todos os LC destacam-se os menores valores efluentes dos retangulares com
Eleocharis sp. até a amostra 6 e com Typha sp. durante toda a avaliação. Nestes dois leitos as
plantas apresentaram maior desenvolvimento (Figura 14) em comparação aos leitos
quadrados, sendo justificado o maior consumo de fósforo.

Leitos Cultivados - Fósforo Total


(TDH 2 dias, 600L dia-1)
6,0
5,0
4,0
Pt [mg L ]
-1

3,0
2,0
1,0
0,0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostras

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 54. Concentração de fósforo total [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1

Para a vazão de 400 L dia-1 – TDH 3 dias (Figura 55) nota-se variações nos valores
afluentes e efluente ao longo de toda a análise.
Durante este período o TSM já dava sinais de instabilidade de funcionamento como
citado anteriormente com liberação sazonal de lodo e conseqüentemente de fósforo.
Entre as amostras 1 e 5 todas as plantas já apresentaram seu máximo crescimento e
floração e, inclusive, necessidade de corte. As variações entre liberação e retenção de fósforo

117
neste período específico estariam relacionadas ao crescimento e declínio do biofilme como no
caso da vazão anterior.
Entre as Amostras 5 e 6 ocorreu o corte total das macrófitas. Pelos valores
apresentados na Tabela 44, verifica-se que ocorreu liberação de fósforo na Amostra 6 em
todos os LC e remoção a partir desta data, pois as plantas utilizam este elemento para sua
formação celular. Outra constatação foi que a partir da Amostra 8 a Eleocharis sp. e a Scirpus
sp. já não apresentavam tendência de remoção de fósforo, ao contrário da Typha sp. que,
inclusive, a partir da Amostra 9 já apresentava a formação de pendão floral necessitando de
maior quantidade de fósforo.

Leitos Cultivados - Fósforo Total


-1
(TDH 3 dias, 400L dia )
6,0

5,0

4,0
Pt [mg L ]
-1

3,0

2,0

1,0

0,0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Amostras

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 55. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 24/01/01 a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1

Para a vazão de 300 L dia-1 – TDH 4 dias (Figura 56) nota-se variações nos valores
afluentes e efluentes ao longo de toda a análise. Como citado anteriormente o TSM operou
com instabilidade durante todo este período com liberação constante de lodo.

118
Apesar dos valores de concentração afluente observados (até 4,0mg L-1) nota-se que
para a maioria das amostras houve remoção de fósforo, pois foi durante este período que as
plantas apresentaram florescimento.

Leitos Cultivados - Fósforo Total


(TDH 4 dias, 300L dia-1)
6,0

5,0

4,0
Pt [mg L ]
-1

3,0

2,0

1,0

0,0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostras

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 56. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1

Para a vazão de 240 L dia-1 – TDH 5 dias (Figura 57) nota-se um comportamento mais
constante dos valores afluentes e efluentes ao longo da análise.
Entre as Amostras 1 e 3 nota-se que o LC retangular com Typha sp. apresentou maior
remoção que os demais devido ao crescimento e florescimento de novas plantas que se
estendeu até setembro/2001. Isto não foi observado para o quadrado com Typha sp. devido à
grande produção de palha que já dificultava o lançamento de novos brotos.
A diluição provocada pela chuva ocorrida em 01/10/2001 (entre as Amostras 5 e 6),
provocou a diminuição da concentração afluente aos LC e uma mobilização do fósforo neles
retido, como observado na Amostra 6. Comparando-se as Figuras 57 e 21 nota-se que o
aumento da concentração de fósforo efluente nesta amostra foi acompanhado por um ligeiro
aumento na concentração da DQO efluente.

119
Leitos Cultivados - Fósforo Total
(TDH 5 dias, 240L dia-1)
6,0
5,0
Pt [mg L-1]

4,0
3,0
2,0
1,0
0,0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostras

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 57. Concentração de fósforo total [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1

Para a vazão de 200 L dia-1 – TDH 6 dias (Figura 58) nota-se um comportamento
regular dos valores afluentes e efluentes ao longo da análise.
Entre as amostras 1 e 6 as plantas já apresentavam total crescimento. Nota-se pela
Tabela 47 que os LC cultivados com Eleocharis sp. e Scirpus sp. apresentaram alternância de
remoção e liberação de fósforo, sendo este comportamento mais relacionado com o
crescimento e declínio do biofilme, pois as plantas já estavam completamente floridas. No
caso da Typha sp. verifica-se que ocorreu remoção de fósforo, sendo relacionado ao
crescimento e à floração destas plantas. Especificamente para o LC quadrado, houve
povoamento da parte central por novos brotos de Typha sp. havendo, por conseqüência,
consumo de fósforo.
Entre as Amostras 5 e 6 houve corte total das macrófitas. Nota-se que ocorreu
liberação de fósforo nos efluentes da Amostra 6 e, a partir desta, remoção constante, salvo
para Eleocharis sp. retangular Amostra 9. Esta ocorrência de liberação de fósforo e elevado
consumo também foram verificados para a vazão de 400L dia-1 (TDH 3 dias).
Este período entre as Amostras 6 e 10 compreendeu o crescimento das plantas e o
início da formação das flores. Como ocorreu remoção constante de fósforo neste período e
comparando-se com as observações realizadas para as outras vazões em relação à época de

120
florescimento, pode-se dizer que a máxima remoção deste elemento ocorre durante a fase de
crescimento até o início da formação dos botões florais, sendo este o ponto ideal de corte para
as plantas. Isto é citado por REED et al. (1995) em relação ao consumo de fósforo pelas
plantas.
Como esta constatação pôde ser feita somente para esta vazão são justificadas novas
avaliações em pesquisa futuras para confirmação desta informação.

Leitos Cultivados - Fósforo Total


(TDH 6 dias, 200L dia-1)
6,0
5,0
Pt [mg L-1]

4,0
3,0
2,0
1,0
0,0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostras

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 58. Concentração de fósforo total [mg L-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados
entre 15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1

Pela Análise Estatística realizada para o Fósforo Total (Análise Estatística 6 -


Apêndice) somente os fatores TDH (α=1%) e planta (α=5%) apresentaram diferença
significativa.
Pelo teste de Tukey para o TDH, existem duas faixas de redução distintas e uma que
seria de transição, apresentando-se estatisticamente igual às outras duas:
• TDH de 1 dia: Ce/Co médio = 1,1;
• TDH de 2, 3 e 5 dias: Ce/Co médio = 0,94-0,93-0,96 (Transição);
• TDH de 4 e 6 dias: Ce/Co médio = 0,78-0,83.

Ocorre diferença em relação às plantas:

121
• Scirpus sp.: Ce/Co médio = 1,0;
• Eleocharis sp.: Ce/Co médio = 0,95;
• Typha sp.: Ce/Co médio = 0,83.

Pelos valores obtidos na análise estatística, nota-se que existe certa relação entre TDH
e Ce/Co. Nota-se que estes valores tem um comportamento parecido ao observado para DQO,
e, por conseqüência, com o SST. Isto demonstra, de certo modo, que a remoção do fósforo
está relacionada com a retenção de SST. Estes ficariam retidos no sedimento/biofilme,
promovendo parte da redução do fósforo presente no efluente.
O mecanismo de remoção efetiva ocorre pelo consumo do fósforo pelas plantas, que o
utiliza para a constituição de seus tecidos, principalmente na época de florescimento. Isto é
constatado pela diferença significativa que ocorreu em relação ao tipo de macrófita cultivada e
pelos valores médios de Ce/Co observados para cada uma delas. Nota-se que para a Typha sp.
o valor médio de redução ficou em torno de 0,8, para a Eleocharis sp. 0,95 e para a Scirpus sp.
não houve redução. Como são considerados todos os valores das amostras na análise
estatística, esta não remoção indicada para a Scirpus sp. está relacionada ao seu decaimento
vegetativo ao longo do tempo.
Este valor de redução está relacionado à parte aérea e à parte radicular e ao biofilme
associado a esta. O fósforo que constitui o tecido vegetal da parte aérea da planta é retirado
pelo corte e o relacionado ao sistema radicular fica presente no leito. Como o sistema já estava
em operação há muito tempo e seu meio suporte era brita #2, que apresenta baixa capacidade
de adsorção, pôde-se observar para as vazões avaliadas, que por vezes ocorreu liberação de
fósforo no efluente.
Esta constatação, juntamente com o observado para o nitrogênio, seriam pontos
importantes para a viabilidade do reúso do efluente dos LC para irrigação, como confirmado
por SANDRI (2003) em sua pesquisa.
Os valores de concentração efluentes observados foram: Typha sp.: de 0,3 a 5 mg L-1;
Eleocharis sp.: de 0,1 a 5,4 mg L-1 e Scirpus sp.: de 0,7 a 4,4 mg L-1.

122
5.2.8. COLIFORMES TOTAIS
As Tabelas 48 a 53 (Apêndice) e as Figuras 59 a 64 apresentam os valores de
coliformes totais para as vazões avaliadas: 1200 L dia-1 (TDH 1 dia), 600 L dia-1 (TDH 2
dias), 400 L dia-1 (TDH 3 dias), 300 L dia-1 (TDH 4 dias), 250 L dia-1 (TDH 5 dias) e 200 L
dia-1 (TDH 6 dias).
Para a vazão de 1200 L dia-1 – TDH 1 dia (Figura 59) nota-se que tanto o afluente
como os efluentes apresentaram valores com comportamento constante ao longo da análise.
Os valores afluentes ficaram em torno de 1x106 e os efluentes variaram entre 1x104 a 1x106
NMP 100mL-1. Nota-se que os valores efluentes apresentaram tendência de queda, salvo para
as amostras 7 e 10.

Leitos Cultivados - Coliformes Totais


(TDH 1 dia, 1200L dia-1)

1,0E+7
CT [NMP 100mL -1]

1,0E+6

1,0E+5

1,0E+4

1,0E+3
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 59. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1

Para a vazão de 600 L dia-1 – TDH 2 dias (Figura 60) nota-se que o afluente (1x106
NMP 100mL-1) apresentou comportamento constante ao longo da análise, não ocorrendo o
mesmo para os efluentes, que apresentaram oscilações entre 1x103 a 1x106 NMP 100mL-1.

123
Leitos Cultivados - Coliformes Totais
(TDH 2 dias, 600L dia-1)

1,0E+7
CT [NMP 100mL -1]

1,0E+6

1,0E+5

1,0E+4

1,0E+3
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 60. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1

Para a vazão de 400 L dia-1 – TDH 3 dias (Figura 61) foi realizada a análise de
coliformes totais de modo alternado, sendo que a numeração no eixo x corresponde as mesmas
amostras dos outros parâmetros.
Nota-se que a maioria dos valores afluentes apresentaram valores em torno de 1x106
NMP 100mL-1 e os efluentes variando de 1x104 a 1x106 NMP 100mL-1.

124
Leitos Cultivados - Coliformes Totais
(TDH 3 dias, 400L dia-1)

1,0E+7

1,0E+6
CT [NMP 100mL -1]

1,0E+5

1,0E+4

1,0E+3
1 3 5 6 8 10 11
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 61. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 24/01/01 a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1

Para a vazão de 300 L dia-1 – TDH 4 dias (Figura 62) nota-se que o afluente (1x106
NMP 100mL-1) apresentou comportamento constante ao longo da análise, não ocorrendo o
mesmo para os efluentes que apresentaram oscilações entre 1x103 a 1x106 NMP 100mL-1.

125
Leitos Cultivados - Coliformes Totais
-1
(TDH 4 dias, 300L dia )

1,0E+7

1,0E+6
CT [NMP 100mL ]
-1

1,0E+5

1,0E+4

1,0E+3
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 62. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1

Para a vazão de 240 L dia-1 – TDH 5 dias (Figura 63) nota-se que o afluente (1x106
NMP 100mL-1) apresentou comportamento constante ao longo da análise. Para os efluentes
nota-se que até a Amostra 3 houve instabilidade nos seus valores como estabilização a partir
da Amostra 4. Seus valores ficaram entre 1x103 a 1x106 NMP 100mL-1.

126
Leitos Cultivados - Coliformes Totais
-1
(TDH 5 dias, 240L dia )

1,0E+7

1,0E+6
CT [NMP 100mL ]
-1

1,0E+5

1,0E+4

1,0E+3
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 63. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1

Para a vazão de 200 L dia-1 – TDH 6 dias (Figura 64) nota-se que o afluente (1x106
NMP 100mL-1.) apresentou comportamento constante ao longo da análise. Para os efluentes
nota-se instabilidade nos seus valores, porém com certa tendência de queda com o passar do
tempo, passando de patamares de 1x105 para 1x104 NMP 100mL-1.
Verifica-se que não houve qualquer alteração nos outros parâmetros entre estas
amostras.
Isto demonstra que estas variações nos valores efluentes e a sua tendência de queda
estariam relacionadas ao próprio decaimento natural dos coliformes totais, sendo que seria a
partir deste TDH, 6 dias, que ocorreria sua efetiva e regular redução no efluente dos LC.
Devido a motivos de estabilização de vazões menores que 200L dia-1, não foi possível
realizar avaliações para TDH maiores, devendo ser explorado em pesquisas futuras.

127
Leitos Cultivados - Coliformes Totais
-1
(TDH 6 dias, 200L dia )

1,0E+7

1,0E+6
CT [NMP 100mL ]
-1

1,0E+5

1,0E+4

1,0E+3
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 64. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos
cultivados entre 15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1

Pela Análise Estatística realizada para Coliformes Totais (Análise Estatística 7 -


Apêndice) somente o fator TDH foi o que apresentou diferença significativa (α=1%).
Pelo teste de Tukey, verifica-se que existem duas faixas de redução distintas e uma que
seria de transição, apresentando-se estatisticamente igual às outras duas:
• TDH de 3 e 4 dias: Ce/Co médio = 0,49-0,42;
• TDH de 1 e 5 dias: Ce/Co médio = 0,27-0,29 (Transição);
• TDH de 2 e 6 dias: Ce/Co médio = 0,1-0,1.

Pelos valores obtidos, nota-se que com o aumento do TDH ocorre diminuição da
relação Ce/Co a partir de 3 dias. Este comportamento não é observado para 1 e 2 dias.
De certo modo isto indica que os LC começariam efetivamente a reduzir este
parâmetro a partir de 3 dias, estando relacionado ao próprio decaimento natural dos coliformes
totais.
Nota-se, também, que nem a forma dos LC, nem as plantas cultivadas, das quais poder-
se-ia esperar a liberação de substâncias bactericidas pelas raízes, não participaram ativamente
na redução dos coliformes totais.

128
Quanto aos valores de redução, estes variaram entre 0,10-0,30-0,49, ou entre 1x101 a
1x103 NMP 100mL-1. Esta ampla faixa dos valores de redução e as oscilações dos valores de
coliformes totais nos efluentes indicam que, dependendo da destinação final do efluente, um
pós-tratamento como a desinfecção deve ser aplicado.

5.2.9. E. coli
As Tabelas 54 a 59 (Apêndice) e as Figuras 65 a 70 apresentam os valores de E. coli
para as vazões avaliadas: 1200 L dia-1 (TDH 1 dia), 600 L dia-1 (TDH 2 dias), 400 L dia-1
(TDH 3 dias), 300 L dia-1 (TDH 4 dias), 250 L dia-1 (TDH 5 dias) e 200 L dia-1 (TDH 6 dias).
Para a vazão de 1200 L dia-1 – TDH 1 dia (Figura 65) nota-se que tanto o afluente
como os efluentes apresentaram comportamento constante ao longo da análise, iguais aos dos
coliformes totais (Figura 59). Os valores afluentes ficaram em torno de 1x106 e os efluentes
variaram entre 1x106 a 1x103 NMP 100mL-1.
Os valores efluentes também apresentaram tendência de queda, salvo para as Amostras
7 e 10, como no caso dos coliformes totais.

Leitos Cultivados - E. coli


-1
(TDH 1 dia, 1200L dia )

1,0E+7
E. coli [NMP 100mL ]

1,0E+6
-1

1,0E+5

1,0E+4

1,0E+3
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 65. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
18/06/02 a 18/07/02, TDH 1 dia, vazão 1200L dia –1

129
Para a vazão de 600 L dia-1 – TDH 2 dias (Figura 66) nota-se que os valores afluente
(1x104 a 1x106 NMP 100mL-1) e os efluentes (1x103 a 1x105 NMP 100mL-1) apresentaram
oscilações durante a análise.
Constata-se, também, o mesmo comportamento observado para os coliformes totais
(Figura 60), porém com variações mais atenuadas entre as amostras 4 e 8.

Leitos Cultivados - E. coli


-1
(TDH 2 dias, 600L dia )

1,0E+7
E. coli [NMP 100mL ]

1,0E+6
-1

1,0E+5

1,0E+4

1,0E+3
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 66. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
15/05/02 a 12/06/02, TDH 2 dias, vazão 600L dia –1

Para a vazão de 400 L dia-1 – TDH 3 dias (Figura 67) foi realizada a análise de E. coli
de modo alternado, sendo que a numeração no eixo x corresponde às mesmas amostras dos
outros parâmetros.
Nota-se que os valores afluentes variaram entre 1x104 a 1x106 NMP 100mL-1 e os
efluentes entre 1x103 a 1x106 NMP 100mL-1. O comportamento de todos estes valores foi o
mesmo dos coliformes totais (Figura 61), com destaque para o LC retangular com Typha sp.
para a Amostra 11.

130
Leitos Cultivados - E. coli
-1
(TDH 3 dias, 400L dia )

1,0E+7
E. coli [NMP 100mL ]

1,0E+6
-1

1,0E+5

1,0E+4

1,0E+3
1 3 5 6 8 10 11
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 67. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
24/01/01 a 22/05/01, TDH 3 dias, vazão 400L dia-1

Para a vazão de 300 L dia-1 – TDH 4 dias (Figura 68) nota-se que o afluente (1x105 a
1x106 NMP 100mL-1) apresentou comportamento constante ao longo da análise, não
ocorrendo o mesmo para os efluentes que apresentaram oscilações entre 1x103 e 1x106 NMP
100mL-1.
Mais uma vez nota-se o mesmo comportamento observado para os coliformes totais
(Figura 62). Destacam-se os valores efluentes muito baixos (1x103 NMP 100mL-1) dos LC
retangular com Scirpus sp. para as Amostras 3 e 8 e Eleocharis sp. quadrado para a Amostra 9.

131
Leitos Cultivados - E. coli
-1
(TDH 4 dias, 300L dia )

1,0E+7
E. coli [NMP 100mL ]

1,0E+6
-1

1,0E+5

1,0E+4

1,0E+3
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 68. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
29/05/01 a 14/08/01, TDH 4 dias, vazão 300L dia-1

Para a vazão de 240 L dia-1 – TDH 5 dias (Figura 69) nota-se que o afluente (1x105 a
1x106 NMP 100mL-1) apresentou comportamento constante ao longo da análise, não
ocorrendo o mesmo para os efluentes que apresentaram oscilações entre 1x103 e 1x106 NMP
100mL-1.
Diferentemente dos valores efluentes dos coliformes totais (Figura 63) nota-se grandes
variações nos valores de E. coli, vários muito baixos (1x103 NMP 100mL-1) como para os LC
com Typha sp.: retangular (Amostras 1, 2, 3 e 8) e quadrado (Amostra 7), e retangular com
Eleocharis sp. (Amostra 2).

132
Leitos Cultivados - E. coli
-1
(TDH 5 dias, 240L dia )

1,0E+7
E. coli [NMP 100mL ]

1,0E+6
-1

1,0E+5

1,0E+4

1,0E+3
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 69. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
22/08/01 a 30/10/01, TDH 5 dias, vazão 240L dia –1

Para a vazão de 200 L dia-1 – TDH 6 dias (Figura 70) nota-se que o afluente (1x105 a
1x106 NMP 100mL-1) apresentou comportamento constante ao longo da análise, não
ocorrendo o mesmo para os efluentes que apresentaram oscilações entre 1x103 e 1x105 NMP
100mL-1.
Vários efluentes apresentam valores muito baixos (1x103 NMP 100mL-1) como os LC
com Typha sp. retangular (Amostra 1) e quadrado (Amostra 6), retangular com Eleocharis sp.
(Amostra 8) e retangular com Scirpus sp. (Amostra 4). Nota-se que os valores mais baixos de
E. coli para esta vazão foram obtidos para os LC retangulares.
Como no caso dos coliformes totais, as variações observadas para E. coli para as
vazões de 240 L dia-1 (TDH 5 dias) e 200L dia-1 (TDH 6 dias), demonstram que a tendência de
queda estaria relacionada ao próprio decaimento natural destas bactérias, sendo que seria a
partir do TDH de 6 dias que ocorreria sua efetiva e regular redução no efluente dos LC.

133
Leitos Cultivados - E. coli
-1
(TDH 6 dias, 200L dia )

1,0E+7
E. coli [NMP 100mL ]

1,0E+6
-1

1,0E+5

1,0E+4

1,0E+3
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Amostra

Afluente Eleocharis sp. quadrado Eleocharis sp. retangular


Scirpus sp. quadrado Scirpus sp. retangular Typha sp. quadrado
Typha sp. retangular

Figura 70. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] do afluente e dos efluentes dos leitos cultivados entre
15/01/02 a 16/04/02, TDH 6 dias, vazão 200L dia –1

Pela Análise Estatística realizada para E. coli (Análise Estatística 8 - Apêndice)


somente o fator TDH foi o que apresentou diferença significativa (α=1%).
Pelo teste de Tukey, verifica-se que existem duas faixas de redução distintas e uma que
seria de transição, apresentando-se estatisticamente igual às outras duas:
• TDH de3 dias: Ce/Co médio = 0,31;
• TDH de 1, 2, 4 e 5 dias: Ce/Co médio = 0,23-0,11-0,12-0,27 (Transição);
• TDH de 6 dias: Ce/Co médio = 0,06.

As diversas variações ocorridas nos valores Ce/Co para todos os TDH acabaram sendo
refletidas na análise estatística. Os valores de redução variam entre 0,06-0,10-0,30, ou entre
1x101 a 1x103 NMP 100mL-1. Como no caso dos coliformes totais, esta ampla faixa dos
valores de redução e as oscilações dos valores de E. coli nos efluentes indicam que,
dependendo da destinação final do efluente, um pós-tratamento como a desinfecção deve ser
aplicado.

134
6. CONCLUSÃO e SUGESTÕES

• Verificou-se que o sistema instalado na Faculdade de Engenharia Agrícola-UNICAMP


não apresentou nenhum tipo de vazamento ou infiltrações nas suas paredes e nenhum
problema nas suas tubulações durante os seis primeiros anos de operação;
• Quanto ao estabelecimento da macrófita Scirpus sp. ficou claro que o lançamento
manual de sementes e o plantio de rizomas não obtiveram sucesso para a produção de novas
mudas. Conseguiu-se o povoamento dos LC por meio do plantio de mudas vegetadas
espontaneamente nos leitos com Typha sp. A Scirpus sp. apresentou declínio vegetativo
depois de 1,5 ano e necessidade de replantio depois de 2 anos;
• O manejo adotado para as plantas de apenas efetuar o seu corte depois do completo
amadurecimento das suas flores causou prejuízo na rebrota devido ao abafamento dos novos
brotos pela palhada seca. Isto foi mais sentido no caso dos LC com Typha sp.;
• No caso dos LC vegetados com Scirpus sp. e Eleocharis sp. a palhada que ficou sobre
os leitos gerou um ambiente favorável para o desenvolvimento de plantas invasoras que
infestaram estes leitos por completo;
• Constatou-se que o uso de roçadeira favorece sobremaneira o corte das plantas, sendo
seu uso recomendado;
• Constatou-se a ocorrência de diferentes espécies de pássaros, insetos e mesmo de
roedores nos leitos. Verificou-se a ocorrência de anfíbios nas tubulações e na caixa de
passagem entre o TSM e os LC;
• Quanto à produção de biomassa verificou-se maior produtividade para os LC
vegetados com Typha sp., depois para Scirpus sp. e finalmente para Eleocharis sp. Constatou-
se regularidade na produção de biomassa para os leitos retangulares, salvo para Scirpus sp. que
teve seu desenvolvimento prejudicado pelo sombreamento do LC retangular com Typha sp.;
• Quanto à taxa de crescimento após o corte total, verificou-se: elevada para todas as
plantas entre a 1a e 3a semanas; moderada entre o 1o e o 3o mês e inexistente a partir deste.
Em relação aos parâmetros avaliados:
• DQO: a relação Ce/Co variou entre 0,23 a 0,52, apresentando tendência de aumento na
eficiência de redução de DQO com o aumento do TDH. Os valores efluentes variaram entre 2

135
e 346mg L-1. Seu coeficiente K variou entre 0,03 e 0,05 m dia-1 e o C* entre 0,39 e 0,66. O
corte das macrófitas não interferiu nos valores de concentração efluente;
• SST: a relação Ce/Co variou entre 0,19 a 0,60, apresentando tendência de aumento na
eficiência de redução de SST com o aumento do TDH. Seu coeficiente K variou entre 0,05 e
0,08 m dia-1 e o C* entre 0,54 e 0,71. Os valores efluentes máximos ficaram em torno de 20mg
L-1;
• Turbidez: a relação Ce/Co variou entre 0,15 a 0,61, apresentando tendência de aumento
na eficiência de redução de Turbidez com o aumento do TDH. Seu coeficiente K variou entre
0,04 e 0,08 m dia-1 e o C* entre 0,55 e 0,74. Os valores efluentes variaram de 10 a 40 FAU,
com valores médios em torno de 20 FAU;
• pH: os valores efluentes ficaram entre 6,6 e 7,0, próximos da faixa ideal de digestão
anaeróbia (6,8-7,2). Houve indicação da existência do “sistema-tampão” nos LC;
• Nitrogênio-amoniacal: ocorreu liberação, sendo que a relação Ce/Co variou entre 1,04
a 1,73. Os valores efluentes ficaram entre 7 e 55 mg L-1. Verificou-se que o corte das plantas
interferiu nestes valores durante as semanas subseqüentes a esta operação. Nota-se que os LC
atuaram como um “reservatório” de nitrogênio mobilizando-o na forma amoniacal e
liberando-o do sistema;
• Nitrogênio-nitrato: reduzidas concentrações efluentes (0,0 a 3,5 mg L–1) indicaram a
baixa capacidade dos LCFSS para a nitrificação. Houve indícios da ocorrência de consumo
preferencial desta forma de nitrogênio na fase inicial de crescimento das macrófitas. Dentre os
parâmetros avaliados, este foi o que apresentou maior interferência de diferentes fatores: TDH
(Ce/Co entre 0,34 e 0,80), Planta, Forma do Leito e inter-relação TDH e Planta;
• Fósforo total: ocorreu liberação para o TDH de 1 dia (Ce/Co=1,1) e reduções variando
entre 0,96 a 0,78 para os outros TDH. Os valores efluentes variaram entre 0,3 a 5,4 mg L-1.
Houve interferência do tipo de macrófita cultivada na redução de fósforo total, sendo a relação
Ce/Co: Typha sp.= 0,83; Eleocharis sp.= 0,95 e Scirpus sp.= 1,0. Seu consumo e liberação
podem ser divididos em duas etapas do desenvolvimento das macrófitas: total
desenvolvimento já com floração – alternância entre liberação e consumo de fósforo ao longo
do tempo governados, provavelmente, pelo crescimento e declínio do biofilme; corte total e
crescimento – liberação pontual após o corte e consumo de fósforo até o florescimento.

136
Verificou-se, ainda, a ocorrência de mobilização de fósforo dos leitos por causa da diluição do
afluente devido à chuva;
• Coliformes totais e E. coli: valores efluentes variando entre 1x103 a 1x106 NMP
100mL-1. A relação Ce/Co para coliformes totais ficou entre 0,1 e 0,49 e para E. coli entre
0,06 a 0,30. Verificou-se tendência de remoção efetiva para TDH maiores que 6 dias em
decorrência do próprio decaimento natural destas bactérias;
• Relação entre DQO, SST e Turbidez;
• Potencial de reúso agrícola do efluente final devido aos baixos valores de SST,
Turbidez e certa quantidade de nitrogênio e fósforo;
• Não houve diferença significativa de desempenho de tratamento entre as formas
geométricas quadrada e retangular;
• Verificou-se que os LCFSS apresentam boa capacidade de redução de DQO, SST e
Turbidez e limitada para nitrogênio, fósforo, coliformes totais e E. coli, enquanto tratando
efluente de Tanque Séptico Modificado.

Como sugestões para pesquisas futuras, propõe-se:


• Avaliação da mobilização de nitrogênio e fósforo e a interferência do corte das
macrófitas nestas liberações;
• Testes com plantas de grande porte com a Typha sp.;
• Teste com outros tipos de efluentes, inclusive mais diluídos;
• Avaliação técnica e econômica do uso da palhada da Typha sp. gerada nos LC para a
confecção de artesanato, manufaturados ou com cobertura vegetal;
• Padronização dos parâmetros a serem avaliados nas pesquisas com LC para possibilitar
a comparação entre resultados e implementar a criação da Norma Técnica Brasileira de Leitos
Cultivados.

137
7. LITERATURA CITADA
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147
8. APÊNDICE

Tabela 1. Cálculo dos parâmetros de projeto dos LC

Parâmetro Cálculo
Tempo de Detenção Hidráulico
TDH =
Vútil Asuperfcal * H efetiva * Porosidadebrita
=
(
=
4 [m2 ] * 0,6 [m] * 50% )
[dias] Qdiária Qdiária Qdiária [L dia -1 ]

Razão comprimento : largura Quadrado= 1:1 Retangular= 4:1

Tabela 2. Datas das amostragens realizadas para cada uma das vazões afluentes aplicadas aos LC

Amostra
Vazão [L dia-1] 1200 600 400 300 240 200
01 18/06/02 14/05/02 24/01/01 29/05/01 22/08/01 15/01/02
02 19/06/02 15/05/02 30/01/01 05/06/01 28/08/01 22/01/02
03 20/06/02 21/05/02 06/02/01 12/06/01 11/09/01 29/01/02
04 25/06/02 22/05/02 13/02/01 26/06/01 18/09/01 05/02/02
05 27/06/02 28/05/02 20/02/01 03/07/01 25/09/01 26/02/01
06 02/07/02 04/06/02 27/03/01 10/07/01 02/10/01 19/03/02
07 03/07/02 05/06/02 17/04/01 17/07/01 09/10/01 26/03/02
08 04/07/02 06/06/02 24/04/01 31/07/01 16/10/01 02/04/02
09 17/07/02 11/06/02 08/05/01 07/08/01 23/10/01 09/04/02
10 18/07/02 12/06/02 15/05/01 14/08/01 30/10/01 16/04/02
11 - - 22/05/01 - - -

148
Tabela 3. Produção de biomassa das macrófitas – Peso Seco [ton ha-1 mês-1] obtida nos cortes totais
de março/2001, novembro/2001, março/2002, outubro/2002 e o valor médio

Leito Março Novembro Março Outubro Valor


Mês 2001 2001 2002 2002 Médio
[ton ha-1 mês-1]
Eleocharis sp. quadrado 1,8 1,8 1,8 1,3 1,7
Eleocharis sp. retangular 2,1 2,0 2,1 2,2 2,1
Scirpus sp. quadrado 3,5 2,9 4,5 2,1 3,2
Scirpus sp. retangular 2,6 2,0 2,5 1,1 2,0
Typha sp. quadrado 6,8 7,2 7,1 5,1 6,6
Typha sp. retangular 7,4 7,0 7,2 7,6 7,3

Tabela 4. Crescimento das macrófitas no período de março a julho de 2002

Leito
Dias 5/3 12/3 19/3 26/3 2/4 9/4 16/4 25/4 30/4 8/5 14/5 21/5 28/5 5/6 12/6 19/6
Eleocharis sp. quadrado 0,0 0,2 0,3 0,5 0,5 0,6 0,6 0,6 0,6 0,7 0,7 0,7 0,8 0,8 0,8 0,8
Eleocharis sp. retangular 0,0 0,2 0,3 0,5 0,5 0,6 0,6 0,6 0,7 0,7 0,7 0,8 0,9 0,9 0,9 0,9
Scirpus sp. quadrado 0,0 0,2 0,3 0,4 0,4 0,4 0,4 0,5 0,5 0,6 0,6 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7
Scirpus sp. retangular 0,0 0,2 0,3 0,3 0,4 0,4 0,4 0,5 0,7 0,6 0,7 0,8 0,8 0,8 0,8 0,8
Typha sp. quadrado 0,0 0,5 0,7 1,2 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 1,9 1,9 2,0 2,0 2,0 2,0 2,1
Typha sp. retangular 0,0 0,5 0,7 1,2 1,5 1,5 1,6 1,7 1,8 1,9 2,0 2,1 2,1 2,1 2,1 2,1

Tabela 5. Crescimento das macrófitas no período de outubro/2002 a fevereiro/2003

Leito
Dias 15/10 21/10 28/10 5/11 12/11 19/11 26/11 10/12 20/12 3/1 17/1 31/1 14/2
Eleocharis sp. quadrado 0,0 0,4 0,4 0,4 0,5 0,5 0,6 0,7 0,8 0,8 0,8 0,8 0,8
Eleocharis sp. retangular 0,0 0,4 0,5 0,5 0,5 0,5 0,6 0,7 0,7 0,8 0,8 0,8 0,8
Scirpus sp. quadrado 0,0 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,5 0,6 0,9 1,1 1,1 1,1 1,1
Scirpus sp. retangular 0,0 0,3 0,3 0,3 0,4 0,4 0,5 0,7 0,9 1,1 1,1 1,1 1,1
Typha sp. quadrado 0,0 0,8 0,9 1,0 1,2 1,2 1,3 1,5 1,8 2,1 2,1 2,1 2,1
Typha sp. retangular 0,0 0,8 0,9 1,0 1,2 1,4 1,6 1,9 2,1 2,1 2,1 2,1 2,1

149
Tabela 6. Concentração de DQO [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 290 399 357 144 285 197 190 348 198 124 253 96
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 142 193 211 109 77 97 82 111 40 37 110 58
Eleocharis sp. retangular 176 139 216 97 93 97 106 133 69 74 120 47
Scirpus sp. quadrado 172 267 158 139 74 118 119 133 42 52 127 65
Scirpus sp. retangular 200 169 216 128 67 102 124 148 52 52 126 59
Typha sp. quadrado 211 346 209 135 56 116 133 156 37 35 143 95
Typha sp. retangular 216 455 142 149 72 116 89 138 91 64 153 115
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,49 0,48 0,59 0,76 0,27 0,49 0,43 0,32 0,20 0,30 0,43 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,61 0,35 0,61 0,67 0,33 0,49 0,56 0,38 0,35 0,60 0,49 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,59 0,67 0,44 0,97 0,26 0,60 0,63 0,38 0,21 0,42 0,52 0,2
Scirpus sp. retangular 0,69 0,42 0,61 0,89 0,24 0,52 0,65 0,43 0,26 0,42 0,51 0,2
Typha sp. quadrado 0,73 0,87 0,59 0,94 0,20 0,59 0,70 0,45 0,19 0,28 0,55 0,3
Typha sp. retangular 0,74 1,14 0,40 1,03 0,25 0,59 0,47 0,40 0,46 0,52 0,60 0,3
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,48 0,27 0,49 0,43 0,32 0,20 0,30 0,36 0,1
Eleocharis sp. retangular 0,61 0,35 0,33 0,49 0,56 0,38 0,35 0,60 0,46 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,59 0,67 0,44 0,26 0,60 0,63 0,38 0,21 0,42 0,47 0,2
Scirpus sp. retangular 0,69 0,42 0,61 0,24 0,52 0,65 0,43 0,26 0,42 0,47 0,2
Typha sp. quadrado 0,73 0,59 0,20 0,59 0,70 0,45 0,19 0,28 0,46 0,2
Typha sp. retangular 0,40 0,25 0,59 0,47 0,40 0,46 0,52 0,44 0,1

150
Tabela 7. Concentração de DQO [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 135 58 195 283 193 137 125 70 77 248 152 76
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 56 19 16 58 37 37 28 30 16 102 40 26
Eleocharis sp. retangular 56 21 56 46 37 56 116 30 46 104 57 30
Scirpus sp. quadrado 65 28 37 51 65 53 167 44 53 137 70 45
Scirpus sp. retangular 65 5 21 63 56 72 37 53 121 116 61 37
Typha sp. quadrado 96 12 30 53 58 60 79 51 39 104 58 29
Typha sp. retangular 79 5 30 32 37 63 32 30 26 118 45 33
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,41 0,33 0,08 0,20 0,19 0,27 0,22 0,43 0,21 0,41 0,28 0,1
Eleocharis sp. retangular 0,41 0,36 0,29 0,16 0,19 0,41 0,93 0,43 0,60 0,42 0,42 0,2
Scirpus sp. quadrado 0,48 0,48 0,19 0,18 0,34 0,39 1,34 0,63 0,69 0,55 0,53 0,3
Scirpus sp. retangular 0,48 0,09 0,11 0,22 0,29 0,53 0,30 0,76 1,57 0,47 0,48 0,4
Typha sp. quadrado 0,71 0,21 0,15 0,19 0,30 0,44 0,63 0,73 0,51 0,42 0,43 0,2
Typha sp. retangular 0,59 0,09 0,15 0,11 0,19 0,46 0,26 0,43 0,34 0,48 0,31 0,2
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,41 0,33 0,20 0,27 0,22 0,43 0,21 0,41 0,31 0,1
Eleocharis sp. retangular 0,41 0,36 0,29 0,16 0,19 0,41 0,43 0,60 0,42 0,36 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,48 0,48 0,19 0,18 0,34 0,39 0,63 0,69 0,55 0,44 0,2
Scirpus sp. retangular 0,48 0,11 0,22 0,29 0,53 0,30 0,76 0,47 0,39 0,2
Typha sp. quadrado 0,71 0,21 0,19 0,30 0,44 0,63 0,51 0,42 0,43 0,2
Typha sp. retangular 0,59 0,15 0,11 0,19 0,46 0,26 0,43 0,34 0,48 0,33 0,2

151
Tabela 8. Concentração de DQO [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Afluente 100 63 139 70 52 57 143 102 32 109 326 109 85
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 43 61 50 52 37 22 17 37 7 25 280 59 80
Eleocharis sp. retangular 17 24 24 43 33 20 39 37 2 23 305 55 89
Scirpus sp. quadrado 59 30 28 24 22 20 24 20 21 31 247 47 70
Scirpus sp. retangular 20 28 30 26 28 22 33 28 12 49 162 42 43
Typha sp. quadrado 30 43 63 46 28 28 30 37 12 18 213 52 58
Typha sp. retangular 26 33 43 72 61 15 28 37 7 28 14 34 21
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,43 0,97 0,36 0,74 0,71 0,39 0,12 0,36 0,22 0,23 0,86 0,49 0,3
Eleocharis sp. retangular 0,17 0,38 0,17 0,61 0,63 0,35 0,27 0,36 0,06 0,21 0,94 0,38 0,3
Scirpus sp. quadrado 0,59 0,48 0,20 0,34 0,42 0,35 0,17 0,20 0,66 0,28 0,76 0,40 0,2
Scirpus sp. retangular 0,20 0,44 0,22 0,37 0,54 0,39 0,23 0,27 0,38 0,45 0,50 0,36 0,1
Typha sp. quadrado 0,30 0,68 0,45 0,66 0,54 0,49 0,21 0,36 0,38 0,17 0,65 0,44 0,2
Typha sp. retangular 0,26 0,52 0,31 1,03 1,17 0,26 0,20 0,36 0,22 0,26 0,04 0,42 0,4
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,43 0,36 0,39 0,12 0,36 0,22 0,23 0,30 0,1
Eleocharis sp. retangular 0,17 0,38 0,17 0,61 0,63 0,35 0,27 0,36 0,06 0,21 0,32 0,2
Scirpus sp. quadrado 0,59 0,48 0,20 0,34 0,42 0,35 0,17 0,20 0,66 0,28 0,37 0,2
Scirpus sp. retangular 0,20 0,44 0,22 0,37 0,54 0,39 0,23 0,27 0,38 0,45 0,50 0,36 0,1
Typha sp. quadrado 0,30 0,45 0,54 0,49 0,21 0,36 0,38 0,17 0,65 0,39 0,2
Typha sp. retangular 0,26 0,52 0,31 0,26 0,20 0,36 0,22 0,26 0,30 0,1

152
Tabela 9. Concentração de DQO [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 180 245 331 261 254 368 294 79 268 120 263 85
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 18 2 79 55 39 169 81 113 32 23 71 52
Eleocharis sp. retangular 55 5 20 21 83 132 58 32 46 15 50 41
Scirpus sp. quadrado 25 9 180 14 67 143 42 83 46 27 73 61
Scirpus sp. retangular 21 5 231 35 74 129 28 49 44 31 74 73
Typha sp. quadrado 9 7 83 58 76 197 37 72 67 32 75 55
Typha sp. retangular 14 9 21 25 37 192 39 49 62 6 54 58
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,10 0,01 0,24 0,21 0,15 0,46 0,28 1,43 0,12 0,19 0,32 0,5
Eleocharis sp. retangular 0,31 0,02 0,06 0,08 0,33 0,36 0,20 0,41 0,17 0,13 0,21 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,14 0,04 0,54 0,05 0,26 0,39 0,14 1,05 0,17 0,23 0,30 0,3
Scirpus sp. retangular 0,12 0,02 0,70 0,13 0,29 0,35 0,10 0,62 0,16 0,26 0,27 0,2
Typha sp. quadrado 0,05 0,03 0,25 0,22 0,30 0,54 0,13 0,91 0,25 0,27 0,29 0,3
Typha sp. retangular 0,08 0,04 0,06 0,10 0,15 0,52 0,13 0,62 0,23 0,05 0,20 0,2
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,24 0,21 0,15 0,46 0,28 0,19 0,25 0,1
Eleocharis sp. retangular 0,31 0,33 0,36 0,20 0,41 0,17 0,13 0,27 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,14 0,54 0,26 0,39 0,17 0,23 0,29 0,2
Scirpus sp. retangular 0,12 0,70 0,13 0,29 0,35 0,10 0,62 0,16 0,26 0,30 0,2
Typha sp. quadrado 0,05 0,25 0,22 0,30 0,54 0,13 0,91 0,25 0,27 0,32 0,3
Typha sp. retangular 0,08 0,10 0,15 0,52 0,13 0,62 0,23 0,26 0,2

153
Tabela 10. Concentração de DQO [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 153 289 250 172 240 32 145 93 150 71 160 82
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 21 12 74 17 22 54 17 34 27 42 32 20
Eleocharis sp. retangular 16 12 59 17 32 81 32 29 29 22 33 21
Scirpus sp. quadrado 21 10 52 24 37 81 20 71 15 42 37 24
Scirpus sp. retangular 17 7 56 17 47 78 25 39 47 39 37 21
Typha sp. quadrado 31 15 59 20 25 61 7 37 52 47 35 19
Typha sp. retangular 15 12 47 44 32 76 7 32 27 37 33 20
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,14 0,04 0,30 0,10 0,09 1,69 0,12 0,37 0,18 0,59 0,36 0,5
Eleocharis sp. retangular 0,10 0,04 0,24 0,10 0,13 2,53 0,22 0,31 0,19 0,31 0,42 0,7
Scirpus sp. quadrado 0,14 0,03 0,21 0,14 0,15 2,53 0,14 0,76 0,10 0,59 0,48 0,8
Scirpus sp. retangular 0,11 0,02 0,22 0,10 0,20 2,44 0,17 0,42 0,31 0,55 0,45 0,7
Typha sp. quadrado 0,20 0,05 0,24 0,12 0,10 1,91 0,05 0,40 0,35 0,66 0,41 0,6
Typha sp. retangular 0,10 0,04 0,19 0,26 0,13 2,38 0,05 0,34 0,18 0,52 0,42 0,7
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,14 0,30 0,10 0,09 0,12 0,37 0,18 0,59 0,23 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,10 0,24 0,10 0,13 0,22 0,31 0,19 0,31 0,20 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,14 0,21 0,14 0,15 0,14 0,76 0,10 0,59 0,28 0,3
Scirpus sp. retangular 0,11 0,22 0,10 0,20 0,17 0,42 0,31 0,55 0,26 0,2
Typha sp. quadrado 0,20 0,24 0,12 0,10 0,05 0,40 0,35 0,66 0,26 0,2
Typha sp. retangular 0,10 0,19 0,26 0,13 0,05 0,34 0,18 0,52 0,22 0,2

154
Tabela 11. Concentração de DQO [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 98 113 20 125 132 118 88 115 96 169 107 38
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 29 39 1 27 34 37 22 25 25 52 29 13
Eleocharis sp. retangular 27 37 1 29 20 34 17 10 17 15 21 11
Scirpus sp. quadrado 5 34 1 34 27 22 20 10 27 15 20 12
Scirpus sp. retangular 17 32 7 34 22 27 15 10 37 20 22 10
Typha sp. quadrado 25 56 7 39 25 27 20 25 32 32 29 13
Typha sp. retangular 20 54 2 59 32 32 17 17 34 15 28 18
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,30 0,35 0,05 0,22 0,26 0,31 0,25 0,22 0,26 0,31 0,25 0,1
Eleocharis sp. retangular 0,28 0,33 0,05 0,23 0,15 0,29 0,19 0,09 0,18 0,09 0,19 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,05 0,30 0,05 0,27 0,20 0,19 0,23 0,09 0,28 0,09 0,17 0,1
Scirpus sp. retangular 0,17 0,28 0,35 0,27 0,17 0,23 0,17 0,09 0,39 0,12 0,22 0,1
Typha sp. quadrado 0,26 0,50 0,35 0,31 0,19 0,23 0,23 0,22 0,33 0,19 0,28 0,1
Typha sp. retangular 0,20 0,48 0,10 0,47 0,24 0,27 0,19 0,15 0,35 0,09 0,26 0,1
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,22 0,26 0,25 0,22 0,26 0,24 0,0
Eleocharis sp. retangular 0,28 0,33 0,23 0,15 0,29 0,19 0,09 0,18 0,22 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,30 0,27 0,20 0,19 0,23 0,09 0,28 0,22 0,1
Scirpus sp. retangular 0,17 0,28 0,27 0,17 0,23 0,17 0,09 0,39 0,12 0,21 0,1
Typha sp. quadrado 0,26 0,50 0,31 0,19 0,23 0,23 0,22 0,33 0,19 0,27 0,1
Typha sp. retangular 0,20 0,24 0,27 0,19 0,15 0,35 0,09 0,21 0,1

155
Tabela 12. Concentração de SST [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 62 55 58 34 93 44 65 65 39 43 56 17
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 25 30 45 23 19 16 29 19 21 19 25 8
Eleocharis sp. retangular 34 35 98 40 18 34 37 27 20 22 37 23
Scirpus sp. quadrado 27 28 62 19 24 17 30 22 16 29 27 13
Scirpus sp. retangular 32 18 66 14 16 17 21 16 15 16 23 16
Typha sp. quadrado 39 31 89 20 43 32 38 24 18 22 36 21
Typha sp. retangular 69 119 84 27 31 40 25 27 18 18 46 34
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,40 0,55 0,78 0,68 0,20 0,36 0,45 0,29 0,54 0,44 0,47 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,55 0,64 1,69 1,18 0,19 0,77 0,57 0,42 0,51 0,51 0,70 0,4
Scirpus sp. quadrado 0,44 0,51 1,07 0,56 0,26 0,39 0,46 0,34 0,41 0,67 0,51 0,2
Scirpus sp. retangular 0,52 0,33 1,14 0,41 0,17 0,39 0,32 0,25 0,38 0,37 0,43 0,3
Typha sp. quadrado 0,63 0,56 1,53 0,59 0,46 0,73 0,58 0,37 0,46 0,51 0,64 0,3
Typha sp. retangular 1,11 2,16 1,45 0,79 0,33 0,91 0,38 0,42 0,46 0,42 0,84 0,6
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,40 0,55 0,78 0,68 0,20 0,36 0,45 0,29 0,54 0,44 0,47 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,55 0,64 1,18 0,19 0,77 0,57 0,42 0,51 0,51 0,59 0,3
Scirpus sp. quadrado 0,44 0,51 1,07 0,56 0,26 0,39 0,46 0,34 0,41 0,67 0,51 0,2
Scirpus sp. retangular 0,52 0,33 1,14 0,41 0,39 0,32 0,38 0,37 0,48 0,3
Typha sp. quadrado 0,63 0,56 0,59 0,46 0,73 0,58 0,37 0,46 0,51 0,54 0,1
Typha sp. retangular 0,79 0,33 0,38 0,42 0,46 0,42 0,47 0,2

156
Tabela 13. Concentração de SST [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 38 34 42 96 49 56 46 17 47 79 50 23
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 12 4 36 22 17 13 18 11 13 23 17 9
Eleocharis sp. retangular 6 3 25 36 1 20 18 10 26 27 17 12
Scirpus sp. quadrado 2 4 23 12 15 8 22 17 16 23 14 8
Scirpus sp. retangular 11 10 24 16 25 10 20 18 17 22 17 6
Typha sp. quadrado 9 5 36 25 22 13 18 8 17 24 18 9
Typha sp. retangular 11 5 41 27 5 13 22 3 16 21 16 12
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,32 0,12 0,86 0,23 0,35 0,23 0,39 0,65 0,28 0,29 0,37 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,16 0,09 0,60 0,38 0,02 0,36 0,39 0,59 0,55 0,34 0,35 0,2
Scirpus sp. quadrado 0,05 0,12 0,55 0,13 0,31 0,14 0,48 1,00 0,34 0,29 0,34 0,3
Scirpus sp. retangular 0,29 0,29 0,57 0,17 0,51 0,18 0,43 1,06 0,36 0,28 0,41 0,3
Typha sp. quadrado 0,24 0,15 0,86 0,26 0,45 0,23 0,39 0,47 0,36 0,30 0,37 0,2
Typha sp. retangular 0,29 0,15 0,98 0,28 0,10 0,23 0,48 0,18 0,34 0,27 0,33 0,3
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,32 0,12 0,86 0,23 0,35 0,23 0,39 0,65 0,28 0,29 0,37 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,16 0,09 0,60 0,38 0,36 0,39 0,59 0,55 0,34 0,38 0,2
Scirpus sp. quadrado 0,12 0,55 0,13 0,31 0,14 0,48 1,00 0,34 0,29 0,37 0,3
Scirpus sp. retangular 0,29 0,29 0,57 0,17 0,51 0,18 0,43 1,06 0,36 0,28 0,41 0,3
Typha sp. quadrado 0,24 0,86 0,26 0,45 0,23 0,39 0,47 0,36 0,30 0,40 0,2
Typha sp. retangular 0,29 0,98 0,28 0,23 0,48 0,18 0,34 0,27 0,38 0,3

157
Tabela 14. Concentração de SST [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Afluente 23 19 31 21 17 18 41 28 17 37 62 29 14
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 7 1 3 14 14 6 9 19 7 11 71 15 19
Eleocharis sp. retangular 4 1 1 11 12 5 23 26 6 10 89 17 25
Scirpus sp. quadrado 8 2 1 8 8 4 17 4 12 7 40 10 11
Scirpus sp. retangular 2 1 1 3 10 3 22 19 17 13 36 12 11
Typha sp. quadrado 4 1 6 10 11 4 19 24 14 5 107 19 30
Typha sp. retangular 10 1 1 4 10 9 22 17 5 15 5 9 7
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,30 0,05 0,10 0,67 0,82 0,33 0,22 0,68 0,41 0,30 1,15 0,46 0,3
Eleocharis sp. retangular 0,17 0,05 0,03 0,52 0,71 0,28 0,56 0,93 0,35 0,27 1,44 0,48 0,4
Scirpus sp. quadrado 0,35 0,11 0,03 0,38 0,47 0,22 0,41 0,14 0,71 0,19 0,65 0,33 0,2
Scirpus sp. retangular 0,09 0,05 0,03 0,14 0,59 0,17 0,54 0,68 1,00 0,35 0,58 0,38 0,3
Typha sp. quadrado 0,17 0,05 0,19 0,48 0,65 0,22 0,46 0,86 0,82 0,14 1,73 0,52 0,5
Typha sp. retangular 0,43 0,05 0,03 0,19 0,59 0,50 0,54 0,61 0,29 0,41 0,08 0,34 0,2
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,30 0,05 0,10 0,33 0,22 0,68 0,41 0,30 0,30 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,17 0,05 0,03 0,52 0,71 0,28 0,56 0,35 0,27 0,33 0,2
Scirpus sp. quadrado 0,35 0,11 0,03 0,38 0,47 0,22 0,41 0,14 0,71 0,19 0,65 0,33 0,2
Scirpus sp. retangular 0,09 0,05 0,14 0,59 0,17 0,54 0,68 0,35 0,58 0,35 0,2
Typha sp. quadrado 0,17 0,05 0,19 0,48 0,65 0,22 0,46 0,82 0,14 0,35 0,3
Typha sp. retangular 0,43 0,05 0,03 0,19 0,59 0,50 0,54 0,61 0,29 0,41 0,08 0,34 0,2

158
Tabela 15. Concentração de SST [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 55 70 67 123 56 82 111 40 33 47 68 30
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 9 4 13 5 9 19 7 30 6 7 11 8
Eleocharis sp. retangular 21 10 18 3 9 22 9 9 6 7 11 7
Scirpus sp. quadrado 18 10 31 9 23 19 11 24 27 6 18 8
Scirpus sp. retangular 16 6 63 5 17 23 14 24 24 5 20 17
Typha sp. quadrado 16 14 22 11 14 29 10 26 16 8 17 7
Typha sp. retangular 14 17 20 3 10 26 8 9 8 4 12 7
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,16 0,06 0,19 0,04 0,16 0,23 0,06 0,75 0,18 0,15 0,20 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,38 0,14 0,27 0,02 0,16 0,27 0,08 0,23 0,18 0,15 0,19 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,33 0,14 0,46 0,07 0,41 0,23 0,10 0,60 0,82 0,13 0,33 0,2
Scirpus sp. retangular 0,29 0,09 0,94 0,04 0,30 0,28 0,13 0,60 0,73 0,11 0,35 0,3
Typha sp. quadrado 0,29 0,20 0,33 0,09 0,25 0,35 0,09 0,65 0,48 0,17 0,29 0,2
Typha sp. retangular 0,25 0,24 0,30 0,02 0,18 0,32 0,07 0,23 0,24 0,09 0,19 0,1
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,16 0,19 0,16 0,23 0,75 0,18 0,15 0,26 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,38 0,14 0,27 0,16 0,27 0,23 0,18 0,15 0,22 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,33 0,14 0,46 0,07 0,41 0,23 0,10 0,60 0,13 0,28 0,2
Scirpus sp. retangular 0,29 0,09 0,04 0,30 0,28 0,13 0,60 0,73 0,11 0,28 0,2
Typha sp. quadrado 0,29 0,20 0,33 0,09 0,25 0,35 0,09 0,65 0,48 0,17 0,29 0,2
Typha sp. retangular 0,25 0,24 0,30 0,18 0,32 0,23 0,24 0,25 0,0

159
Tabela 16. Concentração de SST [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 56 124 96 58 48 15 32 37 52 25 54 33
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 5 5 4 19 11 12 6 10 16 8 10 5
Eleocharis sp. retangular 6 6 8 6 22 10 5 2 15 7 9 6
Scirpus sp. quadrado 7 15 10 10 18 11 2 10 9 4 10 5
Scirpus sp. retangular 3 14 15 7 28 11 11 2 15 7 11 7
Typha sp. quadrado 8 16 14 10 7 8 4 14 17 10 11 4
Typha sp. retangular 4 5 4 7 22 7 4 4 18 11 9 6
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,09 0,04 0,04 0,33 0,23 0,80 0,19 0,27 0,31 0,32 0,26 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,11 0,05 0,08 0,10 0,46 0,67 0,16 0,05 0,29 0,28 0,22 0,2
Scirpus sp. quadrado 0,13 0,12 0,10 0,17 0,38 0,73 0,06 0,27 0,17 0,16 0,23 0,2
Scirpus sp. retangular 0,05 0,11 0,16 0,12 0,58 0,73 0,34 0,05 0,29 0,28 0,27 0,2
Typha sp. quadrado 0,14 0,13 0,15 0,17 0,15 0,53 0,13 0,38 0,33 0,40 0,25 0,1
Typha sp. retangular 0,07 0,04 0,04 0,12 0,46 0,47 0,13 0,11 0,35 0,44 0,22 0,2
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,09 0,04 0,04 0,33 0,23 0,19 0,27 0,31 0,32 0,20 0,1
Eleocharis sp. retangular 0,11 0,05 0,08 0,10 0,46 0,67 0,16 0,05 0,29 0,28 0,22 0,2
Scirpus sp. quadrado 0,13 0,12 0,10 0,17 0,38 0,73 0,06 0,27 0,17 0,16 0,23 0,2
Scirpus sp. retangular 0,05 0,11 0,16 0,12 0,58 0,34 0,05 0,29 0,28 0,22 0,2
Typha sp. quadrado 0,14 0,13 0,15 0,17 0,15 0,53 0,13 0,38 0,33 0,40 0,25 0,1
Typha sp. retangular 0,07 0,04 0,04 0,12 0,46 0,47 0,13 0,11 0,35 0,44 0,22 0,2

160
Tabela 17. Concentração de SST [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 15 23 17 35 19 28 24 24 32 71 29 16
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 1 7 1 7 8 5 5 4 3 13 5 4
Eleocharis sp. retangular 1 5 1 5 1 6 4 6 5 5 4 2
Scirpus sp. quadrado 1 8 1 4 3 6 4 4 4 2 4 2
Scirpus sp. retangular 1 4 1 7 4 3 2 5 5 7 4 2
Typha sp. quadrado 2 4 3 10 11 5 8 7 6 4 6 3
Typha sp. retangular 4 4 1 14 3 6 5 9 8 2 6 4
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,07 0,30 0,06 0,20 0,42 0,18 0,21 0,17 0,09 0,18 0,19 0,1
Eleocharis sp. retangular 0,07 0,22 0,06 0,14 0,05 0,21 0,17 0,25 0,16 0,07 0,14 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,07 0,35 0,06 0,11 0,16 0,21 0,17 0,17 0,13 0,03 0,14 0,1
Scirpus sp. retangular 0,07 0,17 0,06 0,20 0,21 0,11 0,08 0,21 0,16 0,10 0,14 0,1
Typha sp. quadrado 0,13 0,17 0,18 0,29 0,58 0,18 0,33 0,29 0,19 0,06 0,24 0,1
Typha sp. retangular 0,27 0,17 0,06 0,40 0,16 0,21 0,21 0,38 0,25 0,03 0,21 0,1
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,07 0,30 0,06 0,20 0,42 0,18 0,21 0,17 0,09 0,18 0,19 0,1
Eleocharis sp. retangular 0,07 0,22 0,06 0,14 0,05 0,21 0,17 0,25 0,16 0,07 0,14 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,07 0,35 0,06 0,11 0,16 0,21 0,17 0,17 0,13 0,03 0,14 0,1
Scirpus sp. retangular 0,07 0,17 0,06 0,20 0,21 0,11 0,08 0,21 0,16 0,10 0,14 0,1
Typha sp. quadrado 0,13 0,17 0,18 0,29 0,58 0,18 0,33 0,29 0,19 0,06 0,24 0,1
Typha sp. retangular 0,27 0,17 0,06 0,40 0,16 0,21 0,21 0,38 0,25 0,03 0,21 0,1

161
Tabela 18. Valores de turbidez [FAU] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 92 81 84 54 140 71 96 94 57 69 84 25
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 26 46 65 38 34 29 46 30 35 34 38 11
Eleocharis sp. retangular 41 54 135 67 30 57 57 43 34 37 56 30
Scirpus sp. quadrado 30 42 87 36 39 34 50 38 26 51 43 17
Scirpus sp. retangular 38 26 95 29 27 33 35 26 24 30 36 21
Typha sp. quadrado 49 44 122 39 67 57 58 39 30 38 54 26
Typha sp. retangular 89 154 117 47 48 67 38 43 31 31 67 41
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,28 0,57 0,77 0,70 0,24 0,41 0,48 0,32 0,61 0,49 0,49 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,45 0,67 1,61 1,24 0,21 0,80 0,59 0,46 0,60 0,54 0,72 0,4
Scirpus sp. quadrado 0,33 0,52 1,04 0,67 0,28 0,48 0,52 0,40 0,46 0,74 0,54 0,2
Scirpus sp. retangular 0,41 0,32 1,13 0,54 0,19 0,46 0,36 0,28 0,42 0,43 0,46 0,3
Typha sp. quadrado 0,53 0,54 1,45 0,72 0,48 0,80 0,60 0,41 0,53 0,55 0,66 0,3
Typha sp. retangular 0,97 1,90 1,39 0,87 0,34 0,94 0,40 0,46 0,54 0,45 0,83 0,5
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,28 0,57 0,77 0,70 0,24 0,41 0,48 0,32 0,61 0,49 0,49 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,45 0,67 0,21 0,59 0,46 0,60 0,54 0,50 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,33 0,52 0,67 0,28 0,48 0,52 0,40 0,46 0,74 0,49 0,1
Scirpus sp. retangular 0,41 0,32 1,13 0,54 0,46 0,36 0,28 0,42 0,43 0,48 0,3
Typha sp. quadrado 0,53 0,54 0,72 0,48 0,80 0,60 0,41 0,53 0,55 0,58 0,1
Typha sp. retangular 0,87 0,34 0,40 0,46 0,54 0,45 0,51 0,2

162
Tabela 19. Valores de turbidez [FAU] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 61 52 62 135 70 85 69 32 74 110 75 29
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 18 6 52 37 28 21 28 20 18 37 27 13
Eleocharis sp. retangular 9 4 34 53 1 29 28 22 38 44 26 17
Scirpus sp. quadrado 3 6 33 21 23 12 36 41 20 37 23 13
Scirpus sp. retangular 18 16 32 26 40 13 34 41 23 35 28 10
Typha sp. quadrado 13 8 49 40 34 17 31 26 24 42 28 13
Typha sp. retangular 17 6 53 46 5 16 20 15 22 36 24 16
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,30 0,12 0,84 0,27 0,40 0,25 0,41 0,63 0,24 0,34 0,38 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,15 0,08 0,55 0,39 0,01 0,34 0,41 0,69 0,51 0,40 0,35 0,2
Scirpus sp. quadrado 0,05 0,12 0,53 0,16 0,33 0,14 0,52 1,28 0,27 0,34 0,37 0,4
Scirpus sp. retangular 0,30 0,31 0,52 0,19 0,57 0,15 0,49 1,28 0,31 0,32 0,44 0,3
Typha sp. quadrado 0,21 0,15 0,79 0,30 0,49 0,20 0,45 0,81 0,32 0,38 0,41 0,2
Typha sp. retangular 0,28 0,12 0,85 0,34 0,07 0,19 0,29 0,47 0,30 0,33 0,32 0,2
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,30 0,84 0,27 0,40 0,25 0,41 0,63 0,24 0,34 0,41 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,15 0,55 0,39 0,34 0,41 0,69 0,51 0,40 0,43 0,2
Scirpus sp. quadrado 0,12 0,53 0,16 0,33 0,14 0,52 1,28 0,27 0,34 0,41 0,4
Scirpus sp. retangular 0,30 0,31 0,52 0,19 0,57 0,15 0,49 1,28 0,31 0,32 0,44 0,3
Typha sp. quadrado 0,21 0,79 0,30 0,49 0,20 0,45 0,81 0,32 0,38 0,44 0,2
Typha sp. retangular 0,28 0,85 0,34 0,19 0,29 0,47 0,30 0,33 0,38 0,2

163
Tabela 20. Valores de turbidez [FAU] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Afluente 36 32 49 35 28 28 57 55 17 56 91 44 20
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 11 10 7 21 25 12 11 35 7 15 96 23 26
Eleocharis sp. retangular 26 8 4 19 23 11 35 47 6 17 117 28 32
Scirpus sp. quadrado 34 15 6 21 19 9 37 10 12 5 54 20 15
Scirpus sp. retangular 22 10 11 13 20 1 37 37 17 16 49 21 14
Typha sp. quadrado 20 8 21 23 21 2 30 47 14 2 139 30 38
Typha sp. retangular 29 7 13 15 23 9 33 35 5 17 1 17 12
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,31 0,31 0,14 0,60 0,89 0,43 0,19 0,64 0,41 0,27 1,05 0,48 0,3
Eleocharis sp. retangular 0,72 0,25 0,08 0,54 0,82 0,39 0,61 0,85 0,35 0,30 1,29 0,57 0,3
Scirpus sp. quadrado 0,94 0,47 0,12 0,60 0,68 0,32 0,65 0,18 0,71 0,09 0,59 0,49 0,3
Scirpus sp. retangular 0,61 0,31 0,22 0,37 0,71 0,04 0,65 0,67 1,00 0,29 0,54 0,49 0,3
Typha sp. quadrado 0,56 0,25 0,43 0,66 0,75 0,07 0,53 0,85 0,82 0,04 1,53 0,59 0,4
Typha sp. retangular 0,81 0,22 0,27 0,43 0,82 0,32 0,58 0,64 0,29 0,30 0,01 0,43 0,3
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,31 0,31 0,14 0,60 0,43 0,19 0,64 0,41 0,27 0,37 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,25 0,08 0,54 0,39 0,61 0,35 0,30 0,36 0,2
Scirpus sp. quadrado 0,47 0,12 0,60 0,32 0,18 0,09 0,59 0,34 0,2
Scirpus sp. retangular 0,31 0,22 0,37 0,04 0,65 0,29 0,54 0,35 0,2
Typha sp. quadrado 0,56 0,25 0,43 0,66 0,75 0,07 0,53 0,04 0,41 0,3
Typha sp. retangular 0,22 0,27 0,43 0,32 0,58 0,64 0,29 0,30 0,38 0,2

164
Tabela 21. Valores de turbidez [FAU] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 82 108 95 163 86 117 126 62 51 68 96 34
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 15 11 29 23 11 31 12 49 8 13 20 13
Eleocharis sp. retangular 36 21 37 19 9 37 13 16 10 12 21 11
Scirpus sp. quadrado 33 22 57 31 45 31 23 43 46 10 34 14
Scirpus sp. retangular 25 15 103 23 22 40 27 41 41 10 35 26
Typha sp. quadrado 24 29 45 34 20 45 20 42 27 16 30 11
Typha sp. retangular 23 31 38 15 10 42 18 15 15 11 22 11
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,18 0,10 0,31 0,14 0,13 0,26 0,10 0,79 0,16 0,19 0,24 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,44 0,19 0,39 0,12 0,10 0,32 0,10 0,26 0,20 0,18 0,23 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,40 0,20 0,60 0,19 0,52 0,26 0,18 0,69 0,90 0,15 0,41 0,3
Scirpus sp. retangular 0,30 0,14 1,08 0,14 0,26 0,34 0,21 0,66 0,80 0,15 0,41 0,3
Typha sp. quadrado 0,29 0,27 0,47 0,21 0,23 0,38 0,16 0,68 0,53 0,24 0,35 0,2
Typha sp. retangular 0,28 0,29 0,40 0,09 0,12 0,36 0,14 0,24 0,29 0,16 0,24 0,1
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,18 0,31 0,14 0,26 0,79 0,16 0,19 0,29 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,44 0,19 0,39 0,12 0,10 0,32 0,10 0,26 0,20 0,18 0,23 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,40 0,20 0,19 0,52 0,26 0,18 0,15 0,27 0,1
Scirpus sp. retangular 0,30 0,14 0,14 0,26 0,34 0,21 0,66 0,15 0,28 0,2
Typha sp. quadrado 0,29 0,27 0,47 0,21 0,23 0,38 0,16 0,68 0,53 0,24 0,35 0,2
Typha sp. retangular 0,28 0,29 0,40 0,09 0,12 0,36 0,14 0,24 0,29 0,16 0,24 0,1

165
Tabela 22. Valores de turbidez [FAU] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 84 162 137 79 48 22 50 64 78 37 76 44
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 9 7 5 26 11 16 10 22 25 8 14 8
Eleocharis sp. retangular 10 10 11 5 22 12 8 8 21 8 12 6
Scirpus sp. quadrado 11 27 15 13 18 16 5 21 11 8 15 6
Scirpus sp. retangular 5 25 24 8 28 17 21 8 20 10 17 8
Typha sp. quadrado 13 27 22 10 7 11 9 29 24 11 16 8
Typha sp. retangular 10 8 3 5 22 11 10 12 25 13 12 7
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,11 0,04 0,04 0,33 0,23 0,73 0,20 0,34 0,32 0,22 0,26 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,12 0,06 0,08 0,06 0,46 0,55 0,16 0,13 0,27 0,22 0,21 0,2
Scirpus sp. quadrado 0,13 0,17 0,11 0,16 0,38 0,73 0,10 0,33 0,14 0,22 0,25 0,2
Scirpus sp. retangular 0,06 0,15 0,18 0,10 0,58 0,77 0,42 0,13 0,26 0,27 0,29 0,2
Typha sp. quadrado 0,15 0,17 0,16 0,13 0,15 0,50 0,18 0,45 0,31 0,30 0,25 0,1
Typha sp. retangular 0,12 0,05 0,02 0,06 0,46 0,50 0,20 0,19 0,32 0,35 0,23 0,2
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,11 0,04 0,04 0,33 0,23 0,73 0,20 0,34 0,32 0,22 0,26 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,12 0,06 0,08 0,06 0,46 0,55 0,16 0,13 0,27 0,22 0,21 0,2
Scirpus sp. quadrado 0,13 0,17 0,11 0,16 0,38 0,10 0,33 0,14 0,22 0,19 0,1
Scirpus sp. retangular 0,06 0,15 0,18 0,10 0,58 0,42 0,13 0,26 0,27 0,24 0,2
Typha sp. quadrado 0,15 0,17 0,16 0,13 0,15 0,50 0,18 0,45 0,31 0,30 0,25 0,1
Typha sp. retangular 0,12 0,05 0,02 0,06 0,46 0,50 0,20 0,19 0,32 0,35 0,23 0,2

166
Tabela 23. Valores de turbidez [FAU] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC, valores de
Ce/Co e Ce/Co selecionados (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 19 39 24 45 29 41 39 41 47 110 43 25
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 1 12 1 6 11 10 9 8 4 28 9 8
Eleocharis sp. retangular 1 8 1 3 1 6 8 11 7 13 6 4
Scirpus sp. quadrado 1 9 1 3 5 8 9 6 5 3 5 3
Scirpus sp. retangular 1 4 1 7 6 5 7 6 7 16 6 4
Typha sp. quadrado 1 4 4 11 6 11 14 9 6 11 8 4
Typha sp. retangular 2 1 1 17 6 10 11 12 11 4 8 5
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,05 0,31 0,04 0,13 0,38 0,24 0,23 0,20 0,09 0,25 0,19 0,1
Eleocharis sp. retangular 0,05 0,21 0,04 0,07 0,03 0,15 0,21 0,27 0,15 0,12 0,13 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,05 0,23 0,04 0,07 0,17 0,20 0,23 0,15 0,11 0,03 0,13 0,1
Scirpus sp. retangular 0,05 0,10 0,04 0,16 0,21 0,12 0,18 0,15 0,15 0,15 0,13 0,1
Typha sp. quadrado 0,05 0,10 0,17 0,24 0,21 0,27 0,36 0,22 0,13 0,10 0,18 0,1
Typha sp. retangular 0,11 0,03 0,04 0,38 0,21 0,24 0,28 0,29 0,23 0,04 0,18 0,1
Ce/Co selecionados
Eleocharis sp. quadrado 0,05 0,31 0,04 0,13 0,38 0,24 0,23 0,20 0,09 0,25 0,19 0,1
Eleocharis sp. retangular 0,05 0,21 0,04 0,07 0,03 0,15 0,21 0,27 0,15 0,12 0,13 0,1
Scirpus sp. quadrado 0,05 0,23 0,04 0,07 0,17 0,20 0,23 0,15 0,11 0,03 0,13 0,1
Scirpus sp. retangular 0,10 0,16 0,21 0,12 0,18 0,15 0,15 0,15 0,15 0,0
Typha sp. quadrado 0,05 0,10 0,17 0,24 0,21 0,27 0,36 0,22 0,13 0,10 0,18 0,1
Typha sp. retangular 0,11 0,03 0,04 0,38 0,21 0,24 0,28 0,29 0,23 0,04 0,18 0,1

167
Tabela 24. Valores de pH no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC (Vazão 1200L dia-1, TDH de
1 dia)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 7,4 7,2 7,4 7,5 7,2 7,7 7,9 7,1 7,6 6,8 7,4 0,3
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 6,7 6,6 6,7 6,9 6,9 6,8 6,8 6,9 6,7 6,6 6,8 0,1
Eleocharis sp. retangular 6,6 6,6 6,7 6,8 6,8 6,7 6,7 6,9 6,8 6,7 6,7 0,1
Scirpus sp. quadrado 6,7 6,7 6,9 7,1 7,1 7,0 6,9 6,9 6,9 6,8 6,9 0,1
Scirpus sp. retangular 6,7 6,9 6,8 7,1 7,1 7,1 6,9 7,0 6,9 6,9 6,9 0,1
Typha sp. quadrado 6,6 6,4 6,5 6,9 6,8 6,7 6,6 6,7 6,6 6,7 6,6 0,1
Typha sp. retangular 6,5 6,3 6,6 6,8 6,7 6,7 6,5 6,7 6,5 6,4 6,6 0,1

Tabela 25. Valores de pH no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC (Vazão 600L dia-1, TDH de 2
dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 7,3 7,3 7,7 7,8 7,0 6,9 6,9 6,6 7,0 7,4 7,2 0,4
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 6,9 7,0 6,9 6,8 7,0 6,8 6,9 6,8 6,9 6,7 6,9 0,1
Eleocharis sp. retangular 6,5 6,6 6,6 6,5 6,7 6,6 6,6 6,6 6,6 6,5 6,6 0,1
Scirpus sp. quadrado 6,8 6,9 6,9 6,9 7,0 6,8 6,9 6,8 6,7 6,8 6,9 0,1
Scirpus sp. retangular 7,1 6,9 7,0 7,0 7,2 6,9 7,0 7,1 6,8 7,0 7,0 0,1
Typha sp. quadrado 6,4 6,6 6,7 6,6 6,8 6,5 6,5 6,6 6,4 6,5 6,5 0,1
Typha sp. retangular 6,5 6,5 6,5 6,5 6,6 6,4 6,4 6,4 6,3 6,5 6,4 0,1

168
Tabela 26. Valores de pH no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão
400L dia-1, TDH de 3 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Afluente 7,1 7,3 8,3 7,4 7,2 7,4 7,8 7,7 7,7 7,7 5,6 7,4 0,7
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 7,1 7,1 7,3 7,0 7,0 7,7 7,1 7,1 7,3 7,2 6,3 7,1 0,3
Eleocharis sp. retangular 7,0 7,1 7,3 6,8 6,8 7,4 7,1 7,0 7,1 7,0 6,2 7,0 0,3
Scirpus sp. quadrado 6,9 6,9 7,2 6,9 6,8 7,3 7,1 7,2 7,3 7,3 6,4 7,0 0,3
Scirpus sp. retangular 7,2 7,2 7,4 7,0 7,0 7,4 7,1 7,2 7,4 7,3 6,6 7,2 0,2
Typha sp. quadrado 7,0 6,8 7,0 6,7 6,8 7,0 6,9 7,0 7,2 6,9 6,3 6,9 0,2
Typha sp. retangular 6,5 6,5 6,7 6,5 6,6 7,1 6,9 6,9 6,9 6,8 6,6 6,7 0,2

Tabela 27. Valores de pH no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão
300L dia-1, TDH de 4 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 7,2 6,2 5,9 8,2 8,1 6,8 7,9 6,9 6,6 7,0 7,1 0,8
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 6,6 6,7 6,5 6,8 6,6 6,4 6,6 6,8 6,8 6,8 6,7 0,1
Eleocharis sp. retangular 6,4 6,2 6,5 6,7 6,5 6,3 6,6 6,7 6,7 6,7 6,5 0,2
Scirpus sp. quadrado 6,7 6,6 6,5 6,9 6,8 6,5 6,8 6,9 6,9 6,9 6,7 0,2
Scirpus sp. retangular 6,7 6,8 6,3 6,9 6,9 6,6 6,9 7,0 7,0 7,0 6,8 0,2
Typha sp. quadrado 6,5 6,6 6,4 6,7 6,6 6,3 6,6 6,8 6,8 6,7 6,6 0,2
Typha sp. retangular 6,5 6,4 6,4 6,7 6,5 6,2 6,5 6,7 6,8 6,6 7,1 0,8

169
Tabela 28. Valores de pH no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão
240L dia-1, TDH de 5 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 7,0 7,4 6,8 7,8 6,8 6,8 6,9 6,9 7,9 7,1 7,1 0,4
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 6,8 6,8 6,7 6,8 6,8 7,0 6,9 6,8 7,1 6,9 6,8 0,1
Eleocharis sp. retangular 6,7 6,7 6,6 6,7 6,6 7,0 6,7 6,7 6,9 6,7 6,7 0,1
Scirpus sp. quadrado 6,9 7,0 7,0 6,9 6,8 7,2 7,1 6,8 7,2 7,2 7,0 0,2
Scirpus sp. retangular 7,0 7,1 7,0 7,1 7,0 7,1 7,1 7,0 7,2 7,4 7,1 0,1
Typha sp. quadrado 6,8 6,7 6,8 6,7 6,7 6,9 7,0 6,7 7,0 6,9 6,8 0,1
Typha sp. retangular 6,7 6,7 6,5 6,5 6,5 6,9 6,9 6,5 6,8 6,9 6,7 0,2

Tabela 29. Valores de pH no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão
200L dia-1, TDH de 6 dias)

Ponto de Coleta VM DP
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 7,2 7,0 6,9 7,3 6,7 6,7 7,0 6,7 6,7 6,7 6,9 0,2
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 6,8 6,6 6,8 6,9 6,7 7,0 7,1 6,7 6,7 6,9 6,8 0,1
Eleocharis sp. retangular 6,5 6,3 6,5 6,5 6,4 6,7 6,8 6,4 6,4 6,6 6,5 0,1
Scirpus sp. quadrado 6,9 6,8 7,0 7,0 6,9 7,2 7,1 7,0 7,0 7,1 7,0 0,1
Scirpus sp. retangular 7,2 7,0 7,1 7,1 7,0 7,3 7,2 7,1 7,1 7,2 7,1 0,1
Typha sp. quadrado 6,6 6,4 6,6 6,5 6,4 6,6 6,6 6,4 6,4 6,4 6,5 0,1
Typha sp. retangular 6,6 6,4 6,5 6,5 6,5 6,8 6,8 6,5 6,5 6,6 6,5 0,1

170
Tabela 30. Concentração de nitrogênio amoniacal (NH3-N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes
(Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 33 44 36 23 35 41 42 27 25 22
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 41 42 44 40 31 40 39 40 27 26
Eleocharis sp. retangular 41 41 48 43 31 42 40 41 34 28
Scirpus sp. quadrado 42 48 39 39 27 40 43 40 25 25
Scirpus sp. retangular 48 47 46 36 26 40 42 45 31 26
Typha sp. quadrado 52 53 46 37 23 40 42 45 26 27
Typha sp. retangular 51 55 38 39 21 43 37 43 31 29
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 1,25 0,97 1,25 1,74 0,90 0,98 0,94 1,49 1,05 1,19
Eleocharis sp. retangular 1,25 0,93 1,35 1,90 0,90 1,01 0,96 1,53 1,33 1,26
Scirpus sp. quadrado 1,30 1,09 1,08 1,70 0,78 0,97 1,04 1,48 0,98 1,15
Scirpus sp. retangular 1,47 1,07 1,28 1,58 0,75 0,98 1,01 1,67 1,22 1,19
Typha sp. quadrado 1,60 1,21 1,28 1,62 0,66 0,98 1,01 1,65 1,03 1,23
Typha sp. retangular 1,57 1,26 1,06 1,73 0,60 1,05 0,89 1,57 1,23 1,31

171
Tabela 31. Concentração de nitrogênio amoniacal (NH3-N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes
(Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 22 21 24 46 36 25 27 25 21 42
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 26 25 32 34 35 33 32 32 36 34
Eleocharis sp. retangular 21 22 34 28 30 30 31 31 34 36
Scirpus sp. quadrado 25 25 39 38 43 35 35 34 33 37
Scirpus sp. retangular 19 18 28 33 38 34 37 34 40 42
Typha sp. quadrado 23 24 41 38 44 31 33 32 36 38
Typha sp. retangular 23 20 30 28 28 27 29 30 34 41
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 1,20 1,16 1,32 0,72 0,98 1,34 1,18 1,26 1,68 0,81
Eleocharis sp. retangular 0,99 1,04 1,43 0,61 0,83 1,21 1,14 1,21 1,61 0,86
Scirpus sp. quadrado 1,14 1,19 1,63 0,82 1,19 1,43 1,30 1,33 1,55 0,88
Scirpus sp. retangular 0,90 0,85 1,18 0,72 1,04 1,37 1,37 1,34 1,89 0,99
Typha sp. quadrado 1,06 1,14 1,71 0,82 1,22 1,28 1,21 1,27 1,71 0,91
Typha sp. retangular 1,07 0,95 1,26 0,59 0,77 1,08 1,08 1,18 1,59 0,99

172
Tabela 32. Concentração de nitrogênio amoniacal (NH3-N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes
(Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Afluente 13 13 24 11 8 10 28 13 15 13 10
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 15 13 14 12 16 27 15 21 22 20 20
Eleocharis sp. retangular 14 12 13 12 16 21 18 19 21 19 22
Scirpus sp. quadrado 12 10 11 12 14 20 15 19 23 20 23
Scirpus sp. retangular 12 11 7 10 16 21 18 22 24 23 21
Typha sp. quadrado 14 11 10 13 16 19 17 22 22 16 21
Typha sp. retangular 13 8 11 11 13 20 18 22 21 16 14
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 1,13 1,02 0,56 1,14 1,94 2,61 0,54 1,58 1,48 1,53 2,08
Eleocharis sp. retangular 1,08 0,92 0,52 1,07 1,88 2,05 0,64 1,46 1,42 1,45 2,21
Scirpus sp. quadrado 0,90 0,76 0,44 1,14 1,73 1,95 0,52 1,44 1,50 1,59 2,31
Scirpus sp. retangular 0,91 0,86 0,28 0,96 1,98 2,05 0,66 1,68 1,59 1,76 2,18
Typha sp. quadrado 1,06 0,86 0,40 1,21 1,91 1,85 0,60 1,67 1,47 1,24 2,13
Typha sp. retangular 0,98 0,66 0,43 0,98 1,52 1,93 0,65 1,67 1,38 1,24 1,46

173
Tabela 33. Concentração de nitrogênio amoniacal (NH3-N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes
(Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 28 21 29 37 28 31 47 13 14 22
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 23 23 26 29 24 28 23 34 36 36
Eleocharis sp. retangular 22 21 25 28 20 30 22 32 35 32
Scirpus sp. quadrado 25 26 31 29 26 31 25 34 38 38
Scirpus sp. retangular 28 27 29 32 26 37 32 27 37 35
Typha sp. quadrado 24 24 29 30 23 30 24 32 40 37
Typha sp. retangular 20 27 26 29 25 30 28 35 41 33
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,81 1,11 0,89 0,79 0,88 0,89 0,49 2,63 2,62 1,63
Eleocharis sp. retangular 0,76 1,01 0,87 0,76 0,72 0,95 0,47 2,49 2,56 1,46
Scirpus sp. quadrado 0,89 1,25 1,10 0,77 0,93 1,00 0,54 2,69 2,75 1,76
Scirpus sp. retangular 0,97 1,30 1,02 0,85 0,95 1,19 0,68 2,10 2,65 1,61
Typha sp. quadrado 0,85 1,14 1,03 0,80 0,82 0,98 0,52 2,53 2,87 1,69
Typha sp. retangular 0,72 1,28 0,89 0,78 0,92 0,96 0,59 2,76 2,96 1,49

174
Tabela 34. Concentração de nitrogênio amoniacal (NH3-N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes
(Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 26 68 55 33 23 6 30 16 37 31
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 33 34 35 21 30 36 34 36 36 42
Eleocharis sp. retangular 38 36 38 19 35 44 33 34 30 39
Scirpus sp. quadrado 40 36 39 24 36 43 39 39 31 45
Scirpus sp. retangular 38 37 37 23 37 46 33 33 32 41
Typha sp. quadrado 39 37 40 25 36 42 37 37 37 41
Typha sp. retangular 51 55 38 39 21 43 37 43 31 29
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 1,29 0,51 0,63 0,65 1,32 6,22 1,16 2,18 0,96 1,35
Eleocharis sp. retangular 1,48 0,53 0,68 0,59 1,54 7,57 1,11 2,08 0,79 1,26
Scirpus sp. quadrado 1,56 0,53 0,71 0,75 1,58 7,48 1,31 2,42 0,84 1,44
Scirpus sp. retangular 1,47 0,55 0,67 0,70 1,62 7,91 1,13 2,00 0,85 1,31
Typha sp. quadrado 1,52 0,55 0,72 0,75 1,59 7,30 1,24 2,26 0,98 1,31
Typha sp. retangular 1,30 0,49 0,60 0,70 1,51 5,22 1,00 1,86 0,83 1,25

175
Tabela 35. Concentração de nitrogênio amoniacal (NH3-N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes
(Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 18 22 8 32 13 20 39 39 24 39
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 14 15 16 16 15 32 24 29 36 30
Eleocharis sp. retangular 14 12 14 13 14 25 27 24 27 27
Scirpus sp. quadrado 17 17 18 20 21 30 24 31 27 29
Scirpus sp. retangular 18 18 17 21 21 30 24 31 29 33
Typha sp. quadrado 15 14 17 16 20 30 23 31 25 29
Typha sp. retangular 16 16 16 16 19 34 27 33 30 28
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,79 0,70 1,97 0,52 1,20 1,62 0,62 0,74 1,54 0,77
Eleocharis sp. retangular 0,79 0,55 1,69 0,41 1,12 1,28 0,69 0,62 1,14 0,69
Scirpus sp. quadrado 0,93 0,80 2,22 0,63 1,63 1,53 0,62 0,79 1,14 0,74
Scirpus sp. retangular 1,00 0,85 2,16 0,65 1,61 1,53 0,62 0,78 1,21 0,86
Typha sp. quadrado 0,82 0,65 2,06 0,49 1,53 1,55 0,59 0,79 1,05 0,75
Typha sp. retangular 0,89 0,73 1,94 0,52 1,49 1,76 0,69 0,83 1,26 0,72

176
Tabela 36. Concentração de nitrogênio-nitrato (NO3--N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes
(Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 1,2 1,7 1,1 0,7 1,8 1,0 1,4 1,4 0,7 0,9
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 0,4 1,3 0,7 0,9 0,3 0,7 1,0 1,0 0,1 0,2
Eleocharis sp. retangular 0,7 1,2 0,6 0,9 0,3 0,8 1,0 1,0 0,4 0,4
Scirpus sp. quadrado 0,5 1,7 0,7 1,1 0,3 0,8 1,1 1,1 0,3 0,4
Scirpus sp. retangular 0,5 1,6 1,2 1,4 0,2 1,1 1,1 1,2 0,5 0,4
Typha sp. quadrado 0,8 2,1 0,6 1,2 0,5 1,1 1,3 1,4 0,6 0,5
Typha sp. retangular 2,0 2,0 2,4 1,3 0,7 1,1 1,0 1,3 0,6 0,6
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,33 0,76 0,64 1,29 0,17 0,70 0,71 0,71 0,14 0,22
Eleocharis sp. retangular 0,58 0,71 0,55 1,29 0,17 0,80 0,71 0,71 0,57 0,44
Scirpus sp. quadrado 0,42 1,00 0,64 1,57 0,17 0,80 0,79 0,79 0,43 0,44
Scirpus sp. retangular 0,42 0,94 1,09 2,00 0,11 1,10 0,79 0,86 0,71 0,44
Typha sp. quadrado 0,67 1,24 0,55 1,71 0,28 1,10 0,93 1,00 0,86 0,56
Typha sp. retangular 1,67 1,18 2,18 1,86 0,39 1,10 0,71 0,93 0,86 0,67

177
Tabela 37. Concentração de nitrogênio-nitrato (NO3--N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes
(Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 0,8 0,7 1,1 1,8 1,0 1,1 0,9 0,6 0,9 1,6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 0,3 0,2 0,9 1,1 0,1 0,5 0,2 0,2 0,4 0,4
Eleocharis sp. retangular 0,0 0,2 1,4 0,8 0,0 0,6 0,3 0,0 0,9 0,9
Scirpus sp. quadrado 0,0 0,1 1,1 1,2 0,6 0,8 0,2 0,0 0,8 0,5
Scirpus sp. retangular 0,2 0,1 1,0 1,3 0,5 0,8 0,6 0,5 1,1 1,0
Typha sp. quadrado 0,0 0,2 1,3 1,1 0,6 0,7 0,2 0,1 0,9 0,7
Typha sp. retangular 0,0 0,2 1,3 0,7 0,0 0,4 0,1 0,0 0,9 0,7
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,38 0,29 0,82 0,61 0,10 0,45 0,22 0,33 0,44 0,25
Eleocharis sp. retangular 0,01 0,29 1,27 0,44 0,01 0,55 0,33 0,02 1,00 0,56
Scirpus sp. quadrado 0,01 0,14 1,00 0,67 0,60 0,73 0,22 0,02 0,89 0,31
Scirpus sp. retangular 0,25 0,14 0,91 0,72 0,50 0,73 0,67 0,83 1,22 0,63
Typha sp. quadrado 0,01 0,29 1,18 0,61 0,60 0,64 0,22 0,17 1,00 0,44
Typha sp. retangular 0,01 0,29 1,18 0,39 0,01 0,36 0,11 0,02 1,00 0,44

178
Tabela 38. Concentração de nitrogênio-nitrato (NO3--N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes
(Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Afluente 0,8 2,5 3,7 0,5 0,4 0,4 0,8 0,9 0,6 4,0 1,7
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 0,3 1,1 1,4 0,5 0,5 0,1 0,2 0,5 0,1 1,8 1,8
Eleocharis sp. retangular 0,0 1,5 1,0 0,7 0,6 0,1 0,5 0,9 0,1 1,6 1,7
Scirpus sp. quadrado 0,0 0,7 0,5 0,7 0,6 0,2 0,2 0,2 0,1 0,8 1,5
Scirpus sp. retangular 0,2 0,8 0,8 0,4 0,6 0,2 0,5 0,6 0,4 1,8 0,9
Typha sp. quadrado 0,1 2,2 2,1 1,2 0,9 0,4 0,9 0,6 0,3 1,5 1,8
Typha sp. retangular 1,0 2,8 2,9 1,8 1,0 0,4 1,3 0,7 0,3 3,5 0,7
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,38 0,44 0,38 1,00 1,25 0,25 0,25 0,56 0,17 0,45 1,06
Eleocharis sp. retangular 0,01 0,60 0,27 1,40 1,50 0,25 0,63 1,00 0,17 0,40 1,00
Scirpus sp. quadrado 0,01 0,28 0,14 1,40 1,50 0,50 0,25 0,22 0,17 0,20 0,88
Scirpus sp. retangular 0,25 0,32 0,22 0,80 1,50 0,50 0,63 0,67 0,67 0,45 0,53
Typha sp. quadrado 0,13 0,88 0,57 2,40 2,25 1,00 1,13 0,67 0,50 0,38 1,06
Typha sp. retangular 1,25 1,12 0,78 3,60 2,50 1,00 1,63 0,78 0,50 0,88 0,41

179
Tabela 39. Concentração de nitrogênio-nitrato (NO3--N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes
(Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 1,2 1,5 2,1 1,8 0,9 1,8 1,4 0,5 1,0 1,0
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 1,2 0,3 0,4 0,4 0,5 1,3 0,5 0,5 0,3 0,3
Eleocharis sp. retangular 1,5 0,7 0,8 0,7 0,4 1,1 0,6 0,2 0,2 0,4
Scirpus sp. quadrado 1,0 0,3 1,0 0,4 0,5 1,1 0,4 0,6 0,6 0,3
Scirpus sp. retangular 0,9 0,2 2,2 0,4 0,6 0,9 0,4 0,4 0,4 0,2
Typha sp. quadrado 0,8 0,4 0,7 0,7 0,7 1,6 0,7 0,7 0,3 0,3
Typha sp. retangular 0,9 0,6 0,8 0,5 0,7 1,8 0,9 0,3 0,2 0,2
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 1,00 0,20 0,19 0,22 0,56 0,72 0,36 1,00 0,30 0,30
Eleocharis sp. retangular 1,25 0,47 0,38 0,39 0,44 0,61 0,43 0,40 0,20 0,40
Scirpus sp. quadrado 0,83 0,20 0,48 0,22 0,56 0,61 0,29 1,20 0,60 0,30
Scirpus sp. retangular 0,75 0,13 1,05 0,22 0,67 0,50 0,29 0,80 0,40 0,20
Typha sp. quadrado 0,67 0,27 0,33 0,39 0,78 0,89 0,50 1,40 0,30 0,30
Typha sp. retangular 0,75 0,40 0,38 0,28 0,78 1,00 0,64 0,60 0,20 0,20

180
Tabela 40. Concentração de nitrogênio-nitrato (NO3--N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes
(Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 1,3 2,4 2,8 1,1 1,5 0,7 1,3 1,0 0,9 0,6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 0,3 0,4 0,6 0,3 0,4 0,6 0,2 0,3 0,1 0,3
Eleocharis sp. retangular 0,3 0,5 0,7 0,2 0,9 0,6 0,3 0,1 0,2 0,9
Scirpus sp. quadrado 0,2 0,6 0,2 0,1 0,5 0,4 0,1 0,2 0,0 0,3
Scirpus sp. retangular 0,1 0,5 0,2 0,3 0,7 0,3 0,1 0,1 0,0 0,3
Typha sp. quadrado 0,5 0,8 0,5 0,3 0,4 0,7 0,2 0,2 0,2 0,3
Typha sp. retangular 0,3 0,5 1,0 0,4 1,1 0,6 0,3 0,5 0,4 0,3
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,23 0,17 0,21 0,27 0,27 0,86 0,15 0,30 0,11 0,50
Eleocharis sp. retangular 0,23 0,21 0,25 0,18 0,60 0,86 0,23 0,10 0,22 1,50
Scirpus sp. quadrado 0,15 0,25 0,07 0,09 0,33 0,57 0,08 0,20 0,01 0,50
Scirpus sp. retangular 0,08 0,21 0,07 0,27 0,47 0,43 0,08 0,10 0,01 0,50
Typha sp. quadrado 0,38 0,33 0,18 0,27 0,27 1,00 0,15 0,20 0,22 0,50
Typha sp. retangular 0,23 0,21 0,36 0,36 0,73 0,86 0,23 0,50 0,44 0,50

181
Tabela 41. Concentração de nitrogênio-nitrato (NO3--N) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes
(Ce) dos LC e valores de Ce/Co (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 0,4 0,9 0,5 0,9 0,7 0,6 0,7 1,2 0,9 1,8
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 0,1 0,5 0,4 0,4 0,5 0,2 0,1 0,6 0,2 0,5
Eleocharis sp. retangular 0,1 0,6 0,5 0,4 0,4 0,1 0,1 0,4 0,6 0,2
Scirpus sp. quadrado 0,1 0,3 0,2 0,1 0,2 0,1 0,1 0,3 0,1 0,3
Scirpus sp. retangular 0,1 0,2 0,2 0,1 0,3 0,1 0,1 0,3 0,1 0,2
Typha sp. quadrado 0,1 0,5 0,5 0,3 0,4 0,1 0,1 0,3 0,3 0,4
Typha sp. retangular 0,3 0,6 0,5 1,1 0,4 0,3 0,1 0,5 0,3 0,3
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,25 0,56 0,80 0,44 0,71 0,33 0,14 0,50 0,22 0,28
Eleocharis sp. retangular 0,25 0,67 1,00 0,44 0,57 0,17 0,14 0,33 0,67 0,11
Scirpus sp. quadrado 0,25 0,33 0,40 0,11 0,29 0,17 0,14 0,25 0,11 0,17
Scirpus sp. retangular 0,25 0,22 0,40 0,11 0,43 0,17 0,14 0,25 0,11 0,11
Typha sp. quadrado 0,25 0,56 1,00 0,33 0,57 0,17 0,14 0,25 0,33 0,22
Typha sp. retangular 0,75 0,67 1,00 1,22 0,57 0,50 0,14 0,42 0,33 0,17

182
Tabela 42. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e
valores de Ce/Co (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 2,2 3,4 4,5 3,2 4,2 3,4 3,6 3,4 2,6 3,0
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 3,4 3,5 3,4 4,2 3,7 3,7 4,0 3,3 2,8 2,6
Eleocharis sp. retangular 3,4 3,5 3,7 3,9 4,2 3,8 3,8 3,8 3,3 2,6
Scirpus sp. quadrado 3,9 4,0 3,4 3,9 3,2 3,4 3,6 3,8 2,8 2,5
Scirpus sp. retangular 3,8 3,6 3,8 3,8 2,7 3,6 4,0 4,3 3,3 2,5
Typha sp. quadrado 4,8 4,0 3,8 3,6 2,8 3,3 4,3 3,6 2,4 2,5
Typha sp. retangular 5,0 4,2 3,2 3,8 2,9 2,6 4,5 3,8 2,8 2,6
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 1,52 1,03 0,76 1,33 0,88 1,09 1,10 0,96 1,06 0,87
Eleocharis sp. retangular 1,55 1,04 0,83 1,24 1,01 1,12 1,04 1,10 1,25 0,85
Scirpus sp. quadrado 1,77 1,18 0,75 1,24 0,77 1,01 0,99 1,10 1,08 0,82
Scirpus sp. retangular 1,73 1,07 0,85 1,21 0,64 1,06 1,11 1,25 1,27 0,82
Typha sp. quadrado 2,16 1,19 0,85 1,14 0,67 0,99 1,18 1,06 0,92 0,83
Typha sp. retangular 2,25 1,25 0,71 1,21 0,70 0,78 1,24 1,10 1,08 0,87

183
Tabela 43. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e
valores de Ce/Co (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 2,8 2,4 3,2 4,3 4,4 3,1 2,5 2,6 2,7 4,3
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 2,6 2,4 2,7 2,7 3,0 3,0 3,0 3,0 4,3 3,8
Eleocharis sp. retangular 2,0 2,3 2,3 2,4 2,0 2,5 3,0 3,0 4,3 4,5
Scirpus sp. quadrado 2,2 2,7 2,9 3,0 3,9 3,2 3,5 3,1 4,0 4,1
Scirpus sp. retangular 1,8 1,8 2,7 2,8 4,0 3,1 3,4 2,9 4,4 3,7
Typha sp. quadrado 2,0 2,0 2,9 3,0 3,3 3,2 2,8 2,7 3,4 3,4
Typha sp. retangular 2,1 1,9 1,7 2,2 1,1 1,6 2,2 2,2 3,7 3,8
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,95 1,00 0,84 0,64 0,68 0,98 1,20 1,16 1,60 0,87
Eleocharis sp. retangular 0,73 0,96 0,70 0,56 0,46 0,82 1,20 1,16 1,60 1,03
Scirpus sp. quadrado 0,80 1,10 0,91 0,69 0,90 1,03 1,41 1,20 1,49 0,94
Scirpus sp. retangular 0,65 0,73 0,83 0,66 0,92 1,02 1,37 1,14 1,66 0,86
Typha sp. quadrado 0,71 0,81 0,89 0,71 0,76 1,05 1,14 1,06 1,28 0,78
Typha sp. retangular 0,75 0,77 0,53 0,51 0,25 0,51 0,88 0,86 1,38 0,87

184
Tabela 44. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e
valores de Ce/Co (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Afluente 1,6 1,3 2,3 1,0 2,1 1,2 2,4 4,1 2,7 1,5 1,7
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 1,6 1,4 1,7 2,9 2,1 1,7 1,5 2,3 2,7 1,4 1,7
Eleocharis sp. retangular 1,5 1,1 1,4 2,5 1,0 1,7 1,7 2,9 3,0 1,5 1,6
Scirpus sp. quadrado 1,3 1,2 1,2 1,8 1,2 1,7 1,6 2,0 1,7 1,9 1,7
Scirpus sp. retangular 1,1 1,2 1,3 2,0 2,2 1,5 1,2 1,9 1,8 1,9 1,7
Typha sp. quadrado 1,2 1,3 1,2 2,4 1,9 1,2 1,2 2,1 1,4 1,1 1,4
Typha sp. retangular 0,4 1,2 0,8 1,4 2,3 1,4 1,2 2,1 1,7 1,2 1,0
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 1,00 1,04 0,72 2,85 1,00 1,38 0,60 0,57 1,00 0,97 1,00
Eleocharis sp. retangular 0,91 0,81 0,61 2,45 0,48 1,38 0,69 0,70 1,11 1,00 0,94
Scirpus sp. quadrado 0,78 0,88 0,50 1,75 0,57 1,42 0,65 0,49 0,61 1,28 0,97
Scirpus sp. retangular 0,66 0,88 0,54 2,00 1,05 1,25 0,50 0,47 0,65 1,28 1,00
Typha sp. quadrado 0,75 0,96 0,52 2,40 0,88 1,00 0,50 0,51 0,50 0,76 0,79
Typha sp. retangular 0,22 0,88 0,33 1,40 1,10 1,13 0,50 0,52 0,61 0,79 0,59

185
Tabela 45. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e
valores de Ce/Co (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 2,4 2,5 2,7 4,1 0,6 3,1 4,0 2,0 2,8 2,5
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 5,4 1,8 2,1 1,4 0,1 2,4 2,1 3,5 1,3 2,2
Eleocharis sp. retangular 1,3 2,1 1,8 1,0 0,2 2,5 0,8 2,2 0,9 2,7
Scirpus sp. quadrado 2,5 2,1 2,2 1,6 0,7 2,3 2,0 3,8 2,1 3,2
Scirpus sp. retangular 2,6 2,5 1,9 1,7 0,9 2,5 2,5 3,3 2,4 3,2
Typha sp. quadrado 1,4 1,9 2,1 1,5 0,4 2,1 1,9 3,1 1,1 2,6
Typha sp. retangular 1,6 1,6 1,5 0,7 0,3 2,4 2,2 2,4 0,7 1,1
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 2,28 0,72 0,76 0,35 0,08 0,76 0,51 1,75 0,45 0,90
Eleocharis sp. retangular 0,53 0,84 0,65 0,25 0,33 0,81 0,20 1,08 0,33 1,10
Scirpus sp. quadrado 1,04 0,84 0,80 0,38 1,08 0,74 0,49 1,88 0,76 1,29
Scirpus sp. retangular 1,11 0,98 0,70 0,42 1,42 0,81 0,63 1,65 0,85 1,31
Typha sp. quadrado 0,57 0,74 0,78 0,36 0,67 0,68 0,46 1,53 0,38 1,04
Typha sp. retangular 0,66 0,62 0,56 0,17 0,42 0,76 0,54 1,18 0,25 0,45

186
Tabela 46. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e
valores de Ce/Co (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 3,2 5,5 4,3 2,8 2,9 1,2 2,4 2,1 3,4 3,2
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 1,5 2,2 2,3 1,8 2,8 2,8 1,8 2,6 3,0 3,6
Eleocharis sp. retangular 1,6 1,8 2,6 1,5 2,8 4,2 1,9 1,7 2,7 2,9
Scirpus sp. quadrado 3,2 2,8 2,5 1,9 2,4 3,4 2,1 2,8 2,2 2,2
Scirpus sp. retangular 3,9 3,1 2,7 2,6 2,7 3,6 2,7 2,6 2,7 3,3
Typha sp. quadrado 2,6 3,3 2,1 1,7 2,5 4,0 1,7 1,6 2,9 2,6
Typha sp. retangular 0,9 0,3 1,0 2,0 2,6 1,8 1,3 1,5 2,6 3,1
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,47 0,40 0,53 0,63 0,97 2,43 0,73 1,27 0,90 1,11
Eleocharis sp. retangular 0,48 0,32 0,60 0,52 0,95 3,65 0,77 0,80 0,79 0,91
Scirpus sp. quadrado 0,98 0,51 0,57 0,68 0,81 2,96 0,85 1,37 0,64 0,69
Scirpus sp. retangular 1,22 0,57 0,63 0,93 0,93 3,13 1,10 1,24 0,79 1,02
Typha sp. quadrado 0,80 0,60 0,48 0,61 0,86 3,43 0,69 0,78 0,87 0,81
Typha sp. retangular 0,28 0,06 0,23 0,71 0,90 1,52 0,52 0,71 0,76 0,95

187
Tabela 47. Concentração de fósforo total (Pt) [mg L-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e
valores de Ce/Co (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 1,7 1,7 1,2 2,5 1,5 2,1 3,6 2,9 2,6 4,6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 1,7 1,7 1,6 1,3 1,7 2,7 1,9 2,2 2,2 3,0
Eleocharis sp. retangular 1,9 1,2 1,5 0,4 1,1 2,5 2,0 2,1 2,8 3,0
Scirpus sp. quadrado 1,7 1,5 1,6 1,2 1,9 2,8 2,3 2,3 2,3 2,7
Scirpus sp. retangular 1,9 1,5 1,7 1,4 1,9 2,7 2,3 2,4 2,2 3,2
Typha sp. quadrado 2,1 1,1 1,0 0,6 1,3 2,0 1,9 1,0 2,1 2,0
Typha sp. retangular 1,4 1,3 1,3 0,6 1,6 2,5 2,0 1,4 1,6 1,4
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 1,03 0,97 1,33 0,50 1,13 1,29 0,54 0,74 0,86 0,65
Eleocharis sp. retangular 1,12 0,71 1,25 0,16 0,70 1,20 0,55 0,72 1,10 0,64
Scirpus sp. quadrado 1,00 0,85 1,29 0,46 1,23 1,37 0,65 0,78 0,90 0,59
Scirpus sp. retangular 1,15 0,88 1,38 0,56 1,23 1,32 0,63 0,83 0,84 0,68
Typha sp. quadrado 1,27 0,62 0,79 0,24 0,83 0,95 0,52 0,34 0,80 0,43
Typha sp. retangular 0,85 0,76 1,04 0,24 1,03 1,22 0,56 0,48 0,63 0,29

188
Tabela 48. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC
e valores de Ce/Co (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 4,8E+6 4,8E+6 4,8E+6 4,8E+6 4,8E+6 4,8E+6 2,0E+6 2,1E+6 3,4E+5 4,8E+6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 1,7E+6 1,7E+6 5,5E+5 2,4E+6 2,9E+5 1,1E+5 1,3E+6 8,7E+4 2,0E+4 4,4E+5
Eleocharis sp. retangular 2,0E+6 7,7E+5 2,6E+5 2,4E+6 6,2E+4 1,7E+5 1,6E+6 7,1E+4 1,7E+4 7,7E+5
Scirpus sp. quadrado 2,4E+6 2,4E+6 1,1E+6 2,4E+6 7,3E+5 1,3E+5 2,4E+6 1,2E+5 6,7E+4 1,3E+6
Scirpus sp. retangular 2,0E+6 3,9E+5 6,1E+5 2,4E+6 2,1E+5 6,8E+4 2,4E+6 6,6E+4 1,7E+4 4,4E+5
Typha sp. quadrado 2,4E+6 1,7E+6 4,6E+5 2,4E+6 1,8E+5 1,9E+5 9,8E+5 2,2E+5 1,7E+5 5,5E+5
Typha sp. retangular 2,4E+6 2,4E+6 1,0E+6 1,2E+5 7,5E+4 4,1E+5 1,4E+6 9,6E+4 7,2E+4 5,2E+5
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,36 0,36 0,11 0,50 0,06 0,02 0,66 0,04 0,06 0,09
Eleocharis sp. retangular 0,41 0,16 0,05 0,50 0,01 0,03 0,79 0,03 0,05 0,16
Scirpus sp. quadrado 0,50 0,50 0,23 0,50 0,15 0,03 1,23 0,06 0,19 0,27
Scirpus sp. retangular 0,41 0,08 0,13 0,50 0,04 0,01 1,23 0,03 0,05 0,09
Typha sp. quadrado 0,50 0,36 0,10 0,50 0,04 0,04 0,50 0,11 0,49 0,11
Typha sp. retangular 0,50 0,50 0,22 0,03 0,02 0,08 0,72 0,05 0,21 0,11

189
Tabela 49. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC
e valores de Ce/Co (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 2,6E+6 7,3E+5 2,8E+6 2,2E+6 1,8E+6 2,1E+6 1,7E+5 5,5E+5 4,8E+6 4,8E+6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 4,1E+5 3,1E+3 1,2E+5 1,0E+3 7,4E+4 1,3E+4 6,3E+3 7,4E+3 9,8E+5 3,1E+5
Eleocharis sp. retangular 1,6E+5 1,0E+3 2,8E+5 1,0E+3 1,0E+3 7,7E+4 3,6E+4 2,0E+3 1,4E+6 6,1E+5
Scirpus sp. quadrado 3,6E+4 8,7E+5 2,6E+5 3,7E+4 9,6E+4 2,4E+4 2,0E+3 5,2E+3 2,4E+6 2,4E+6
Scirpus sp. retangular 2,7E+4 1,0E+3 1,2E+5 1,0E+3 1,5E+4 5,9E+4 1,0E+3 2,6E+4 2,4E+6 1,6E+6
Typha sp. quadrado 1,9E+4 4,1E+3 3,1E+5 1,0E+3 4,4E+4 5,7E+4 1,0E+3 6,3E+3 1,6E+6 2,4E+6
Typha sp. retangular 5,4E+4 1,0E+3 4,6E+5 5,2E+3 2,0E+4 3,3E+4 6,3E+3 1,1E+4 3,3E+5 9,2E+5
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,16 0,00 0,04 0,00 0,04 0,01 0,04 0,01 0,20 0,06
Eleocharis sp. retangular 0,06 0,00 0,10 0,00 0,00 0,04 0,21 0,00 0,29 0,13
Scirpus sp. quadrado 0,01 1,19 0,09 0,02 0,05 0,01 0,01 0,01 0,50 0,50
Scirpus sp. retangular 0,01 0,00 0,04 0,00 0,01 0,03 0,01 0,05 0,50 0,32
Typha sp. quadrado 0,01 0,01 0,11 0,00 0,02 0,03 0,01 0,01 0,32 0,50
Typha sp. retangular 0,02 0,00 0,16 0,00 0,01 0,02 0,04 0,02 0,07 0,19

190
Tabela 50. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC
e valores de Ce/Co (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 3 5 6 8 10 11
Afluente 2,4E+6 2,4E+5 2,4E+6 3,1E+6 4,0E+6 2,4E+6 1,4E+6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 2,0E+6 8,7E+4 2,4E+6 5,8E+5 7,7E+5 2,4E+6 2,4E+6
Eleocharis sp. retangular 6,2E+4 3,7E+4 1,7E+6 1,4E+5 1,4E+6 1,7E+6 2,4E+6
Scirpus sp. quadrado 4,2E+5 6,9E+4 6,5E+5 5,5E+5 3,3E+5 5,5E+5 2,4E+6
Scirpus sp. retangular 3,7E+5 1,6E+5 1,3E+6 2,2E+5 5,2E+5 2,4E+6 2,4E+6
Typha sp. quadrado 1,0E+6 3,9E+4 5,5E+5 6,9E+5 2,4E+6 8,6E+4 1,6E+6
Typha sp. retangular 2,5E+4 3,7E+4 8,7E+5 6,1E+5 5,5E+5 1,0E+6 9,5E+3
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,82 0,36 1,00 0,19 0,19 1,01 1,76
Eleocharis sp. retangular 0,03 0,15 0,72 0,05 0,36 0,72 1,76
Scirpus sp. quadrado 0,17 0,28 0,27 0,18 0,08 0,23 1,76
Scirpus sp. retangular 0,15 0,64 0,54 0,07 0,13 1,01 1,76
Typha sp. quadrado 0,43 0,16 0,23 0,22 0,61 0,04 1,13
Typha sp. retangular 0,01 0,15 0,36 0,20 0,14 0,43 0,01

191
Tabela 51. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC
e valores de Ce/Co (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 4,8E+6 4,8E+6 4,8E+6 4,8E+6 3,5E+6 3,7E+5 4,8E+6 2,1E+6 3,5E+6 4,8E+6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 1,4E+5 2,3E+5 1,1E+6 1,8E+5 1,3E+5 2,0E+6 1,4E+5 1,6E+6 5,2E+3 1,7E+5
Eleocharis sp. retangular 7,4E+4 3,9E+5 1,3E+5 2,2E+5 1,3E+5 2,0E+6 2,8E+5 4,1E+5 1,1E+5 6,1E+4
Scirpus sp. quadrado 1,0E+6 8,2E+5 2,4E+6 1,5E+5 1,1E+5 6,5E+5 7,3E+4 2,8E+5 5,8E+5 7,5E+4
Scirpus sp. retangular 3,3E+4 3,4E+5 1,0E+0 3,7E+5 3,7E+5 6,8E+4 1,8E+5 1,0E+0 1,7E+6 5,8E+4
Typha sp. quadrado 1,8E+5 4,4E+5 2,4E+6 6,5E+5 6,5E+4 1,4E+6 9,6E+4 7,3E+5 2,4E+6 2,6E+5
Typha sp. retangular 4,6E+4 2,5E+5 2,1E+5 8,9E+4 2,3E+4 1,3E+6 1,2E+5 4,1E+3 9,2E+5 4,9E+4
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,03 0,05 0,23 0,04 0,04 5,31 0,03 0,74 0,00 0,04
Eleocharis sp. retangular 0,02 0,08 0,03 0,05 0,04 5,31 0,06 0,20 0,03 0,01
Scirpus sp. quadrado 0,22 0,17 0,50 0,03 0,03 1,73 0,02 0,13 0,17 0,02
Scirpus sp. retangular 0,01 0,07 0,00 0,08 0,11 0,18 0,04 0,00 0,50 0,01
Typha sp. quadrado 0,04 0,09 0,50 0,13 0,02 3,78 0,02 0,35 0,70 0,05
Typha sp. retangular 0,01 0,05 0,04 0,02 0,01 3,47 0,02 0,00 0,27 0,01

192
Tabela 52. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC
e valores de Ce/Co (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 4,8E+6 4,8E+6 4,8E+6 4,8E+6 2,2E+6 6,9E+5 4,8E+6 4,8E+6 4,8E+6 4,8E+6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 4,9E+5 1,7E+5 3,3E+4 1,6E+6 1,4E+6 2,5E+5 4,6E+5 2,4E+6 2,4E+6 6,5E+5
Eleocharis sp. retangular 4,7E+4 5,2E+4 2,1E+5 3,3E+5 5,8E+5 4,4E+5 3,3E+5 2,8E+5 2,4E+6 2,0E+5
Scirpus sp. quadrado 8,2E+5 2,9E+5 4,5E+4 2,4E+6 5,8E+5 4,4E+5 3,9E+5 2,4E+6 1,4E+6 1,1E+6
Scirpus sp. retangular 4,6E+5 4,1E+4 4,6E+5 4,9E+5 4,9E+5 1,2E+6 9,8E+5 4,1E+5 2,4E+6 2,4E+6
Typha sp. quadrado 2,4E+6 4,9E+5 8,2E+5 4,4E+5 9,2E+5 3,1E+5 2,2E+5 2,4E+6 2,4E+6 9,2E+5
Typha sp. retangular 1,3E+4 7,3E+4 1,3E+5 1,7E+6 8,7E+5 1,3E+6 2,6E+5 6,3E+3 2,4E+6 1,6E+6
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,10 0,04 0,01 0,32 0,63 0,36 0,10 0,50 0,50 0,13
Eleocharis sp. retangular 0,01 0,01 0,04 0,07 0,26 0,63 0,07 0,06 0,50 0,04
Scirpus sp. quadrado 0,17 0,06 0,01 0,50 0,26 0,63 0,08 0,50 0,29 0,23
Scirpus sp. retangular 0,10 0,01 0,10 0,10 0,22 1,74 0,20 0,08 0,50 0,50
Typha sp. quadrado 0,50 0,10 0,17 0,09 0,41 0,45 0,05 0,50 0,50 0,19
Typha sp. retangular 0,00 0,02 0,03 0,36 0,39 1,88 0,05 0,00 0,50 0,32

193
Tabela 53. Valores de coliformes totais [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC
e valores de Ce/Co (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 2,4E+6 4,8E+6 2,6E+6 4,8E+6 4,8E+6 3,1E+6 4,8E+6 2,1E+6 1,1E+6 3,5E+6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 2,8E+5 1,6E+6 3,7E+5 1,6E+5 2,0E+6 1,7E+4 2,2E+5 1,7E+5 4,1E+4 5,5E+5
Eleocharis sp. retangular 1,0E+3 1,4E+6 4,9E+4 8,4E+3 5,9E+4 1,1E+5 2,5E+4 7,3E+4 1,1E+4 4,6E+4
Scirpus sp. quadrado 2,0E+6 5,2E+5 3,7E+5 2,2E+5 1,3E+6 1,1E+6 2,8E+5 1,7E+5 5,7E+4 1,8E+4
Scirpus sp. retangular 2,4E+6 5,8E+5 1,7E+5 5,2E+3 6,5E+5 2,8E+5 2,0E+4 1,4E+5 1,8E+4 4,4E+4
Typha sp. quadrado 1,7E+5 1,7E+5 6,1E+5 2,0E+5 5,2E+5 3,1E+3 1,0E+5 2,0E+5 1,0E+5 1,6E+4
Typha sp. retangular 3,1E+5 2,3E+4 1,4E+5 5,2E+3 1,1E+6 2,1E+4 3,1E+4 2,8E+5 1,3E+5 3,1E+3
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,11 0,32 0,14 0,03 0,41 0,01 0,05 0,08 0,04 0,16
Eleocharis sp. retangular 0,00 0,29 0,02 0,00 0,01 0,04 0,01 0,03 0,01 0,01
Scirpus sp. quadrado 0,83 0,11 0,14 0,05 0,27 0,36 0,06 0,08 0,05 0,01
Scirpus sp. retangular 1,01 0,12 0,06 0,00 0,13 0,09 0,00 0,07 0,02 0,01
Typha sp. quadrado 0,07 0,04 0,24 0,04 0,11 0,00 0,02 0,09 0,09 0,00
Typha sp. retangular 0,13 0,00 0,05 0,00 0,23 0,01 0,01 0,13 0,12 0,00

194
Tabela 54. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores
de Ce/Co (Vazão 1200L dia-1, TDH de 1 dia)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 1,3E+6 4,8E+6 4,8E+6 2,4E+6 4,0E+6 5,0E+4 6,5E+5 8,7E+5 1,9E+5 1,4E+6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 3,7E+5 6,1E+5 2,3E+5 7,7E+5 1,2E+5 1,8E+4 3,4E+5 2,1E+4 2,0E+3 3,8E+4
Eleocharis sp. retangular 5,5E+5 1,0E+5 2,0E+4 6,2E+3 1,7E+4 5,9E+4 1,4E+5 2,0E+4 9,8E+3 1,1E+5
Scirpus sp. quadrado 8,7E+5 9,8E+5 5,8E+5 2,5E+5 2,4E+5 1,3E+4 9,8E+5 2,4E+4 2,3E+4 8,7E+5
Scirpus sp. retangular 5,2E+5 7,6E+4 2,9E+5 5,9E+4 3,9E+4 7,4E+3 4,1E+5 2,8E+4 8,5E+3 5,8E+4
Typha sp. quadrado 9,2E+5 4,4E+5 1,4E+5 9,9E+4 4,4E+4 3,2E+4 1,4E+5 5,0E+4 1,0E+5 8,9E+4
Typha sp. retangular 1,0E+6 8,7E+5 5,2E+5 2,8E+5 1,1E+4 4,9E+4 1,4E+5 1,1E+4 3,8E+4 1,3E+5
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,28 0,13 0,05 0,32 0,03 0,37 0,53 0,02 0,01 0,03
Eleocharis sp. retangular 0,42 0,02 0,00 0,00 0,00 1,20 0,22 0,02 0,05 0,08
Scirpus sp. quadrado 0,67 0,20 0,12 0,10 0,06 0,26 1,51 0,03 0,12 0,63
Scirpus sp. retangular 0,40 0,02 0,06 0,02 0,01 0,15 0,63 0,03 0,05 0,04
Typha sp. quadrado 0,71 0,09 0,03 0,04 0,01 0,65 0,21 0,06 0,56 0,06
Typha sp. retangular 0,80 0,18 0,11 0,11 0,00 0,98 0,21 0,01 0,20 0,09

195
Tabela 55. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores
de Ce/Co (Vazão 600L dia-1, TDH de 2 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 2,0E+6 7,1E+4 4,3E+5 5,0E+5 5,8E+5 8,7E+5 9,4E+4 3,5E+4 3,1E+6 4,8E+6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 2,8E+5 1,0E+3 1,7E+4 1,0E+3 9,8E+3 2,0E+3 1,0E+3 1,0E+3 1,1E+5 3,3E+4
Eleocharis sp. retangular 6,8E+4 1,0E+3 7,9E+4 1,0E+3 1,0E+3 7,4E+3 1,3E+4 1,0E+3 2,9E+5 5,6E+4
Scirpus sp. quadrado 1,3E+4 3,3E+5 1,0E+5 4,1E+3 9,7E+3 2,0E+3 1,0E+3 4,1E+3 5,2E+5 1,4E+5
Scirpus sp. retangular 8,5E+3 1,0E+3 2,2E+4 1,0E+3 1,0E+3 6,2E+3 1,0E+3 8,4E+3 6,1E+5 8,8E+4
Typha sp. quadrado 6,3E+3 3,1E+3 1,0E+5 1,0E+3 1,3E+4 1,1E+4 1,0E+3 1,0E+3 1,7E+5 2,0E+5
Typha sp. retangular 2,0E+4 1,0E+3 8,1E+4 1,0E+3 3,1E+3 1,0E+3 1,0E+3 3,1E+3 5,2E+4 1,2E+5
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,14 0,01 0,04 0,00 0,02 0,00 0,01 0,03 0,04 0,01
Eleocharis sp. retangular 0,03 0,01 0,19 0,00 0,00 0,01 0,14 0,03 0,09 0,01
Scirpus sp. quadrado 0,01 4,64 0,24 0,01 0,02 0,00 0,01 0,12 0,17 0,03
Scirpus sp. retangular 0,00 0,01 0,05 0,00 0,00 0,01 0,01 0,24 0,20 0,02
Typha sp. quadrado 0,00 0,04 0,24 0,00 0,02 0,01 0,01 0,03 0,06 0,04
Typha sp. retangular 0,01 0,01 0,19 0,00 0,01 0,00 0,01 0,09 0,02 0,02

196
Tabela 56. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores
de Ce/Co (Vazão 400L dia-1, TDH de 3 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 3 5 6 8 10 11
Afluente 2,4E+6 6,1E+4 2,4E+6 4,4E+5 1,8E+6 1,5E+6 5,0E+5
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 1,4E+6 1,2E+4 1,2E+6 1,6E+5 6,9E+5 1,2E+6 8,8E+4
Eleocharis sp. retangular 2,8E+4 7,8E+3 9,2E+5 4,7E+4 1,0E+6 1,0E+6 2,2E+5
Scirpus sp. quadrado 4,1E+5 1,3E+4 5,2E+5 3,0E+5 1,5E+5 3,4E+5 2,6E+5
Scirpus sp. retangular 1,2E+5 2,0E+4 8,2E+5 5,3E+4 3,3E+5 1,4E+6 1,6E+5
Typha sp. quadrado 6,9E+5 7,8E+3 3,8E+5 3,2E+5 1,7E+6 5,1E+4 7,0E+4
Typha sp. retangular 4,1E+3 3,5E+3 6,5E+5 5,1E+4 5,2E+5 6,9E+5 1,0E+0
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,58 0,20 0,50 0,50 0,37 0,78 0,18
Eleocharis sp. retangular 0,01 0,13 0,38 0,15 0,57 0,68 0,45
Scirpus sp. quadrado 0,17 0,22 0,21 0,95 0,08 0,22 0,52
Scirpus sp. retangular 0,05 0,33 0,34 0,17 0,18 0,92 0,32
Typha sp. quadrado 0,28 0,13 0,16 1,38 0,94 0,03 0,14
Typha sp. retangular 0,00 0,06 0,27 0,16 0,28 0,45 0,00

197
Tabela 57. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores
de Ce/Co (Vazão 300L dia-1, TDH de 4 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 1,7E+6 2,1E+6 2,0E+6 4,8E+6 1,1E+6 3,6E+5 2,2E+6 1,0E+6 2,8E+6 4,8E+6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 5,6E+4 1,8E+4 3,4E+5 3,6E+4 6,5E+4 3,1E+5 3,8E+4 3,1E+5 1,0E+3 2,6E+4
Eleocharis sp. retangular 1,9E+4 1,5E+4 3,3E+4 1,2E+5 6,1E+4 3,7E+5 1,1E+5 9,3E+4 2,4E+4 9,7E+3
Scirpus sp. quadrado 3,4E+5 8,0E+4 2,4E+6 2,4E+4 4,4E+4 1,6E+5 2,5E+4 7,9E+4 1,6E+5 1,9E+4
Scirpus sp. retangular 7,4E+3 7,4E+3 1,0E+0 4,8E+4 7,2E+4 1,9E+4 2,4E+4 1,0E+0 1,6E+5 1,2E+4
Typha sp. quadrado 8,9E+4 5,4E+4 5,5E+5 1,6E+5 3,8E+4 2,6E+5 1,6E+4 7,4E+4 2,6E+5 3,5E+4
Typha sp. retangular 2,0E+4 5,2E+3 2,6E+4 3,2E+4 9,7E+3 2,3E+5 4,2E+4 3,1E+3 6,8E+4 3,0E+3
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,03 0,01 0,17 0,01 0,06 0,86 0,02 0,30 0,00 0,01
Eleocharis sp. retangular 0,01 0,01 0,02 0,02 0,06 1,02 0,05 0,09 0,01 0,00
Scirpus sp. quadrado 0,20 0,04 1,22 0,01 0,04 0,44 0,01 0,08 0,06 0,00
Scirpus sp. retangular 0,00 0,00 0,00 0,01 0,07 0,05 0,01 0,00 0,06 0,00
Typha sp. quadrado 0,05 0,03 0,28 0,03 0,03 0,73 0,01 0,07 0,09 0,01
Typha sp. retangular 0,01 0,00 0,01 0,01 0,01 0,64 0,02 0,00 0,02 0,00

198
Tabela 58. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores
de Ce/Co (Vazão 240L dia-1, TDH de 5 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 1,7E+6 4,8E+6 3,5E+6 2,4E+6 9,2E+5 1,7E+5 2,1E+6 1,4E+6 2,4E+6 4,8E+6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 1,9E+4 2,0E+4 7,3E+3 5,2E+5 5,2E+5 1,2E+5 3,4E+4 1,2E+6 8,7E+5 5,5E+5
Eleocharis sp. retangular 2,0E+3 1,0E+3 3,1E+4 9,6E+4 4,6E+5 2,1E+5 6,3E+3 7,1E+4 1,7E+6 5,2E+4
Scirpus sp. quadrado 2,9E+4 3,0E+3 1,2E+4 5,8E+5 5,5E+5 2,1E+5 1,5E+4 9,8E+5 1,9E+5 3,3E+4
Scirpus sp. retangular 5,2E+3 6,3E+3 2,0E+3 4,2E+4 4,1E+5 4,6E+5 3,1E+3 5,2E+4 9,8E+5 5,5E+5
Typha sp. quadrado 7,9E+4 6,4E+4 2,2E+5 2,8E+5 3,7E+5 3,1E+4 1,0E+3 7,7E+5 1,3E+6 4,5E+4
Typha sp. retangular 1,0E+3 1,0E+3 1,0E+3 5,5E+5 6,1E+5 1,9E+5 8,5E+3 1,0E+3 7,3E+5 4,6E+5
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,01 0,00 0,00 0,21 0,56 0,70 0,02 0,85 0,36 0,11
Eleocharis sp. retangular 0,00 0,00 0,01 0,04 0,50 1,22 0,00 0,05 0,72 0,01
Scirpus sp. quadrado 0,02 0,00 0,00 0,24 0,59 1,22 0,01 0,69 0,08 0,01
Scirpus sp. retangular 0,00 0,00 0,00 0,02 0,45 2,69 0,00 0,04 0,41 0,11
Typha sp. quadrado 0,05 0,01 0,06 0,11 0,40 0,18 0,00 0,54 0,54 0,01
Typha sp. retangular 0,00 0,00 0,00 0,23 0,66 1,09 0,00 0,00 0,30 0,10

199
Tabela 59. Valores de E. coli [NMP 100mL-1] no afluente (Co) e nos efluentes (Ce) dos LC e valores
de Ce/Co (Vazão 200L dia-1, TDH de 6 dias)

Ponto de Coleta
Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Afluente 1,6E+6 1,4E+6 1,2E+6 2,6E+6 1,1E+6 1,6E+6 4,8E+6 9,8E+5 2,4E+5 1,4E+6
Efluente
Eleocharis sp. quadrado 1,9E+5 5,2E+5 1,2E+5 7,7E+4 4,9E+5 3,0E+3 4,4E+4 2,4E+4 1,7E+4 1,6E+5
Eleocharis sp. retangular 1,0E+3 6,1E+5 1,2E+4 1,0E+3 2,0E+4 2,0E+4 7,4E+3 4,1E+3 1,0E+3 9,8E+3
Scirpus sp. quadrado 4,4E+4 1,6E+5 1,1E+5 1,4E+5 4,6E+5 1,1E+5 1,3E+5 2,1E+4 2,3E+4 6,3E+3
Scirpus sp. retangular 3,1E+4 1,5E+5 5,0E+4 1,0E+3 2,1E+5 2,5E+4 4,1E+3 5,2E+3 9,7E+3 8,6E+3
Typha sp. quadrado 5,1E+4 4,5E+4 1,5E+5 1,2E+5 2,5E+5 1,0E+3 3,4E+4 1,7E+4 2,2E+4 6,3E+3
Typha sp. retangular 1,0E+3 2,0E+3 6,4E+4 2,0E+3 2,9E+5 3,0E+3 8,5E+3 2,1E+4 5,0E+4 2,0E+3
Ce/Co
Eleocharis sp. quadrado 0,12 0,38 0,10 0,03 0,45 0,00 0,01 0,02 0,07 0,12
Eleocharis sp. retangular 0,00 0,45 0,01 0,00 0,02 0,01 0,00 0,00 0,00 0,01
Scirpus sp. quadrado 0,03 0,12 0,09 0,06 0,42 0,07 0,03 0,02 0,09 0,00
Scirpus sp. retangular 0,02 0,11 0,04 0,00 0,20 0,02 0,00 0,01 0,04 0,01
Typha sp. quadrado 0,03 0,03 0,12 0,05 0,23 0,00 0,01 0,02 0,09 0,00
Typha sp. retangular 0,00 0,00 0,05 0,00 0,26 0,00 0,00 0,02 0,21 0,00

200
Análise Estatística 1: CE/CO DQO
FATOR A = TDH FATOR B = PLANTA FATOR C = FORMA

ANALISE DE UM EXPERIMENTO FATORIAL 6 X 3 X 2


QUADRO DE ANALISE DE VARIANCIA

CAUSA DE VARIACAO G.L. S.Q. Q.M. F


------------------------------------------------------------------------------------------
FATOR A 5 3.2605 .6521 5.5540 **4
FATOR B 2 .1427 .0714 .6078 NS5
FATOR C 1 .0202 .0202 .1725 NS
FATOR AXB 10 .4983 .0498 .4244 NS
FATOR AXC 5 .1156 .0231 .1969 NS
FATOR BXC 2 .0042 .0021 .0177 NS
FATOR AXBXC 10 .2975 .0297 .2534 NS
------------------------------------------------------------------------------------------
(TRATAMENTOS) 35 4.3390 .1240
RESIDUO 324 38.0410 .1174
------------------------------------------------------------------------------------------
MEDIA GERAL DO ENSAIO .3747
DESVIO PADRAO .3427
COEFICIENTE DE VARIACAO 91.4416

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE A


DMS(TUKEY) = .1794
TRAT. MEDIA
1 .5183 A
5 .4133 AB
2 .4083 AB
3 .4033 AB
4 .2667 B
6 .2383 B

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE B


DMS(TUKEY) = .1041
TRAT. MEDIA
2 .3908 A
3 .3867 A
1 .3467 A

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE C


DMS(TUKEY) = .0710
TRAT. MEDIA
1 .3822 A
2 .3672 A

4
(**) ⇒ (α=1%)
5
(NS) ⇒ não significativo

201
Análise Estatística 2: CE/CO SST

FATOR A = TDH FATOR B = PLANTA FATOR C = FORMA

ANALISE DE UM EXPERIMENTO FATORIAL 6 X 3 X 2


QUADRO DE ANALISE DE VARIANCIA

CAUSA DE VARIACAO G.L. S.Q. Q.M. F


------------------------------------------------------------------------------------------
FATOR A 5 6.4022 1.2804 21.3803 **
FATOR B 2 .1416 .0708 1.1818 NS
FATOR C 1 .0188 .0188 .3135 NS
FATOR AXB 10 .9554 .0955 1.5954 NS
FATOR AXC 5 .2016 .0403 .6731 NS
FATOR BXC 2 .0276 .0138 .2301 NS
FATOR AXBXC 10 .4701 .0470 .7850 NS
------------------------------------------------------------------------------------------
(TRATAMENTOS) 35 8.2172 .2348
RESIDUO 324 19.4040 .0599
------------------------------------------------------------------------------------------
MEDIA GERAL DO ENSAIO .3372
DESVIO PADRAO .2447
COEFICIENTE DE VARIACAO 72.5700

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE A


DMS(TUKEY) = .1281
TRAT. MEDIA
1 .5983 A
3 .3700 B
2 .3633 BC
4 .2600 BCD
5 .2417 CD
6 .1900 D

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE B


DMS(TUKEY) = .0744
TRAT. MEDIA
3 .3650 A
1 .3267 A
2 .3200 A

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE C


DMS(TUKEY) = .0507
TRAT. MEDIA
2 .3444 A
1 .3300 A

202
Análise Estatística 3: CE/CO TURBIDEZ

FATOR A = TDH FATOR B = PLANTA FATOR C = FORMA

ANALISE DE UM EXPERIMENTO FATORIAL 6X 3X 2


QUADRO DE ANALISE DE VARIANCIA

CAUSA DE VARIACAO G.L. S.Q. Q.M. F


------------------------------------------------------------------------------------------
FATOR A 5 8.0533 1.6107 27.5852 **
FATOR B 2 .1452 .0726 1.2431 NS
FATOR C 1 .0054 .0054 .0932 NS
FATOR AXB 10 .8585 .0858 1.4703 NS
FATOR AXC 5 .1822 .0364 .6242 NS
FATOR BXC 2 .0461 .0230 .3944 NS
FATOR AXBXC 10 .4223 .0422 .7232 NS
------------------------------------------------------------------------------------------
(TRATAMENTOS) 35 9.7130 .2775
RESIDUO 324 18.9180 .0584
------------------------------------------------------------------------------------------
MEDIA GERAL DO ENSAIO .3617
DESVIO PADRAO .2416
COEFICIENTE DE VARIACAO 66.8123

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE A


DMS(TUKEY) = .1265
TRAT. MEDIA
1 .6117 A
3 .4717 B
2 .3750 BC
4 .3117 CD
5 .2483 DE
6 .1517 E

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE B


DMS(TUKEY) = .0734
TRAT. MEDIA
3 .3858 A
2 .3625 A
1 .3367 A

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE C


DMS(TUKEY) = .0501
TRAT. MEDIA
2 .3656 A
1 .3578 A

203
Análise Estatística 4: CE/CO NH3-N

FATOR A = TDH FATOR B = PLANTA FATOR C = FORMA

ANALISE DE UM EXPERIMENTO FATORIAL 6 X 3 X 2


QUADRO DE ANALISE DE VARIANCIA

CAUSA DE VARIACAO G.L. S.Q. Q.M. F


------------------------------------------------------------------------------------------
FATOR A 5 16.7578 3.3516 4.0257 **
FATOR B 2 .3067 .1534 .1842 NS
FATOR C 1 .0840 .0840 .1009 NS
FATOR AXB 10 .5833 .0583 .0701 NS
FATOR AXC 5 .2378 .0476 .0571 NS
FATOR BXC 2 .1677 .0839 .1007 NS
FATOR AXBXC 10 .7749 .0775 .0931 NS
------------------------------------------------------------------------------------------
(TRATAMENTOS) 35 18.9123 .5404
RESIDUO 324 269.7410 .8325
------------------------------------------------------------------------------------------
MEDIA GERAL DO ENSAIO 1.2836
DESVIO PADRAO .9124
COEFICIENTE DE VARIACAO 71.0833

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE A


DMS(TUKEY) = .4778
TRAT. MEDIA
5 1.7300 A
4 1.3133 AB
3 1.2417 B
1 1.2117 B
2 1.1600 B
6 1.0450 B

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE B


DMS(TUKEY) = .2772
TRAT. MEDIA
2 1.3242 A
3 1.2700 A
1 1.2567 A

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE C


DMS(TUKEY) = .1891
TRAT. MEDIA
1 1.2989 A
2 1.2683 A

204
Análise Estatística 5: CE/CO NO3--N
FATOR A = TDH FATOR B = PLANTA FATOR C = FORMA

ANALISE DE UM EXPERIMENTO FATORIAL 6X 3X 2


QUADRO DE ANALISE DE VARIANCIA

CAUSA DE VARIACAO G.L. S.Q. Q.M. F


------------------------------------------------------------------------------------------
FATOR A 5 11.7307 2.3461 15.0554 **
FATOR B 2 3.4955 1.7477 11.2155 **
FATOR C 1 .6934 .6934 4.4499 *6
FATOR AXB 10 5.1858 .5186 3.3278 **
FATOR AXC 5 .5842 .1168 .7498 NS
FATOR BXC 2 .0751 .0375 .2408 NS
FATOR AXBXC 10 .7643 .0764 .4904 NS
------------------------------------------------------------------------------------------
(TRATAMENTOS) 35 22.5290 .6437
RESIDUO 324 50.4900 .1558
------------------------------------------------------------------------------------------
MEDIA GERAL DO ENSAIO .5483
DESVIO PADRAO .3948
COEFICIENTE DE VARIACAO 71.9922

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE A


DMS(TUKEY) = .2067
TRAT. MEDIA
1 .8017 A
3 .7767 A
4 .5233 B
2 .4700 B
6 .3800 B
5 .3383 B

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE B


DMS(TUKEY) = .1199
TRAT. MEDIA
3 .6875 A
1 .4850 B
2 .4725 B

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE C


DMS(TUKEY) = .0818
TRAT. MEDIA
2 .5922 A
1 .5044 B

6
(*) ⇒ (α=5%)

205
Análise Estatística 5: CE/CO NO3--N (continuação)

DESDOBRAMENTO DE B D. A
CAUSAS DE VARIACAO G.L. S.Q. Q.M. F
------------------------------------------------------------------------------------------
B D. A( 1) 2 1.8363 .9182 5.8920 **
B D. A( 2) 2 .2010 .1005 .6449 NS
B D. A( 3) 2 5.5243 2.7622 17.7251 **
B D. A( 4) 2 .0443 .0222 .1422 NS
B D. A( 5) 2 .3243 .1622 1.0406 NS
B D. A( 6) 2 .7510 .3755 2.4096 NS
------------------------------------------------------------------------------------------
(B D. A) ( 12) ( 8.6813)

DESDOBRAMENTO DE A D. B
CAUSAS DE VARIACAO G.L. S.Q. Q.M. F
------------------------------------------------------------------------------------------
A D. B( 1) 5 .8690 .1738 1.1153 NS
A D. B( 2) 5 4.3707 .8741 5.6095 **
A D. B( 3) 5 11.6768 2.3354 14.9862 **
------------------------------------------------------------------------------------------
(A D. B) ( 15) ( 16.9165)

TESTE DE TUKEY PARA MEDIAS DE B DENTRO DE A 1


DMS(TUKEY) = .2938
TRAT. MEDIA
3 1.0300 A
2 .7700 AB
1 .6050 B

TESTE DE TUKEY PARA MEDIAS DE B DENTRO DE A 2


DMS(TUKEY) = .2938
TRAT. MEDIA
2 .5500 A
3 .4450 A
1 .4150 A

TESTE DE TUKEY PARA MEDIAS DE B DENTRO DE A 3


DMS(TUKEY) = .2938
TRAT. MEDIA
3 1.2050 A
1 .5850 B
2 .5400 B

TESTE DE TUKEY PARA MEDIAS DE B DENTRO DE A 4


DMS(TUKEY) = .2938
TRAT. MEDIA
3 .5600 A
2 .5150 A
1 .4950 A

206
Análise Estatística 5: CE/CO NO3--N (continuação)

TESTE DE TUKEY PARA MEDIAS DE B DENTRO DE A 5


DMS(TUKEY) = .2938
TRAT. MEDIA
3 .4000 A
1 .3800 A
2 .2350 A

TESTE DE TUKEY PARA MEDIAS DE B DENTRO DE A 6


DMS(TUKEY) = .2938
TRAT. MEDIA
3 .4850 A
1 .4300 A
2 .2250 A

TESTE DE TUKEY PARA MEDIAS DE A DENTRO DE B 1


DMS(TUKEY) = .3580
TRAT. MEDIA
1 .6050 A
3 .5850 A
4 .4950 A
6 .4300 A
2 .4150 A
5 .3800 A

TESTE DE TUKEY PARA MEDIAS DE A DENTRO DE B 2


DMS(TUKEY) = .3580
TRAT. MEDIA
1 .7700 A
2 .5500 AB
3 .5400 AB
4 .5150 AB
5 .2350 B
6 .2250 B

TESTE DE TUKEY PARA MEDIAS DE A DENTRO DE B 3


DMS(TUKEY) = .3580
TRAT. MEDIA
3 1.2050 A
1 1.0300 A
4 .5600 B
6 .4850 B
2 .4450 B
5 .4000 B

207
Análise Estatística 6: CE/CO FÓSFORO TOTAL

FATOR A = TDH FATOR B = PLANTA FATOR C = FORMA

ANALISE DE UM EXPERIMENTO FATORIAL 6X 3X 2


QUADRO DE ANALISE DE VARIANCIA

CAUSA DE VARIACAO G.L. S.Q. Q.M. F


------------------------------------------------------------------------------------------
FATOR A 5 3.7370 .7474 3.4190 **
FATOR B 2 1.9685 .9842 4.5024 *
FATOR C 1 .2890 .2890 1.3220 NS
FATOR AXB 10 1.3575 .1358 .6210 NS
FATOR AXC 5 .2303 .0461 .2107 NS
FATOR BXC 2 .4295 .2148 .9824 NS
FATOR AXBXC 10 .6312 .0631 .2887 NS
------------------------------------------------------------------------------------------
(TRATAMENTOS) 35 8.6430 .2469
RESIDUO 324 70.8280 .2186
------------------------------------------------------------------------------------------
MEDIA GERAL DO ENSAIO .9217
DESVIO PADRAO .4676
COEFICIENTE DE VARIACAO 50.7290

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE A


DMS(TUKEY) = .2448
TRAT. MEDIA
1 1.0983 A
5 .9583 AB
2 .9350 AB
3 .9333 AB
6 .8250 B
4 .7800 B

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE B


DMS(TUKEY) = .1421
TRAT. MEDIA
2 1.0000 A
1 .9425 AB
3 .8225 B

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE C


DMS(TUKEY) = .0969
TRAT. MEDIA
1 .9500 A
2 .8933 A

208
Análise Estatística 7: CE/CO COLIFORMES TOTAIS

FATOR A = TDH FATOR B = PLANTA FATOR C = FORMA

ANALISE DE UM EXPERIMENTO FATORIAL 6X 3X 2


QUADRO DE ANALISE DE VARIANCIA

CAUSA DE VARIACAO G.L. S.Q. Q.M. F


------------------------------------------------------------------------------------------
FATOR A 5 7.2122 1.4424 4.4029 **
FATOR B 2 .2222 .1111 .3392 NS
FATOR C 1 .3121 .3121 .9526 NS
FATOR AXB 10 3.1285 .3129 .9549 NS
FATOR AXC 5 .1766 .0353 .1078 NS
FATOR BXC 2 .0102 .0051 .0156 NS
FATOR AXBXC 10 .7231 .0723 .2207 NS
------------------------------------------------------------------------------------------
(TRATAMENTOS) 35 11.7849 .3367
RESIDUO 306 100.2503 .3276
------------------------------------------------------------------------------------------
MEDIA GERAL DO ENSAIO .2661
DESVIO PADRAO .5724
COEFICIENTE DE VARIACAO 215.1131

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE A


DMS(TUKEY) = .3103
TRAT. MEDIA
3 .4905 A
4 .4217 A
5 .2850 AB
1 .2650 AB
6 .1033 B
2 .0983 B

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE B


DMS(TUKEY) = .1801
TRAT. MEDIA
1 .3070 A
2 .2806 A
3 .2443 A

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE C


DMS(TUKEY) = .1228
TRAT. MEDIA
1 .3078 A
2 .2468 A

209
Análise Estatística 8: CE/CO E. COLI

FATOR A = TDH FATOR B = PLANTA FATOR C = FORMA

ANALISE DE UM EXPERIMENTO FATORIAL 6X 3X 2


QUADRO DE ANALISE DE VARIANCIA

CAUSA DE VARIACAO G.L. S.Q. Q.M. F


------------------------------------------------------------------------------------------
FATOR A 5 2.8027 .5605 3.9470 **
FATOR B 2 .2828 .1414 .9956 NS
FATOR C 1 .3592 .3592 2.5296 NS
FATOR AXB 10 .9111 .0911 .6416 NS
FATOR AXC 5 .2358 .0472 .3321 NS
FATOR BXC 2 .2566 .1283 .9036 NS
FATOR AXBXC 10 .8717 .0872 .6138 NS
------------------------------------------------------------------------------------------
(TRATAMENTOS) 35 5.7200 .1634
RESIDUO 306 43.4569 .1420
------------------------------------------------------------------------------------------
MEDIA GERAL DO ENSAIO .1760
DESVIO PADRAO .3768
COEFICIENTE DE VARIACAO 214.0908

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE A


DMS(TUKEY) = .2043
TRAT. MEDIA
3 .3143 A
5 .2650 AB
1 .2283 AB
4 .1150 AB
2 .1117 AB
6 .0633 B

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE B


DMS(TUKEY) = .1186
TRAT. MEDIA
2 .2200 A
1 .1796 A
3 .1492 A

TESTE DE TUKEY PARA AS MEDIAS DE C


DMS(TUKEY) = .0809
TRAT. MEDIA
1 .2156 A
2 .1502 A

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