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Universidade Federal do Ceará – UFC

Centro de Ciências
Departamento de Física
Disciplina de Física Experimental para Engenharia
Semestre 2020.1

PRÁTICA 07
LEI DE HOOKE

Aluno (A): José Arlisson de Souza Ribeiro


Curso: Engenharia Mecânica
Matricula: 412589
Turma: 28
Professor: Diego
Data de realização da prática: 01/10/2020
Horário de realização da prática: 14:00 às 16:00 Hrs

05 de outubro de 2020
1. Objetivos
- Verificar a lei de Hooke
- Determinar a constante elástica de uma mola elicoidal
- Determinar o valor de uma massa desconhecida
- Determinar aceleração da gravidade

2. Material

- Molas cilíndricas em espiral (Mola 1, Mola 2 e Mola 3);


- Massas aferidas (100 g, 150 g, 200 g, 250 g e 300 g);
- Três Massas desconhecidas (menor, média e maior);
- Régua.
3. Introdução
Corpos quando são submetidos a uma ação de forças externas estão sujeitos a
deformações, como por exemplo, uma mola, com um dos seus extremos preso, a mesma
poderá sofrer uma extensão ou uma compressão, dependendo do sentido da força que é
aplicada na sua outra extremidade. Se a força que foi aplicada não submeter a mola a
uma deformação plástica, temos a seguinte relação:

𝑭=𝑲×Δ𝒙 1

Onde Δ𝑿 é o comprimento da deformação da mola, temos também 𝑲 que é


chamado de constante elástica ou fator de proporcionalidade, que é uma característica
de cada mola atribuída através de ensaios e se relaciona a rigidez, tal experimento, que
tem como dependência entre a força aplicada e a deformação foi descoberto em 1676
por Robert Hooke, e como homenagem ao autor dessa descoberta recebeu o nome de
Lei de Hooke.

As molas podem ainda ser associadas para se obter determinada constante


elástica equivalente, com o fim de se aplicar a determinado sistema que ela seja
necessária. Para se calcular forças em molas que estão em uma associação em série
utiliza-se a seguinte relação:

Figura 3.1 Associação de molas em série


Considera-se as duas molas com constantes elásticas diferentes K1 e K2, quando
sujeitamos a mola 1 a uma força F1, tem-se:

𝑭𝟏=𝑲𝟏×Δ𝒙𝟏 2

Δ𝒙𝟏=𝑭𝟏𝑲𝟏 3

E ao submetermos a mola 2 a uma força F1:

𝑭𝟏=𝑲𝟐×Δ𝒙𝟐 4

Δ𝒙𝟐=𝑭𝟏𝑲𝟐 5

Caso associar-se as molas 1 e 2 em série, e submetendo o conjunto á uma força F1, será
possível obeservar:

𝑭𝟏=𝑲𝒆×Δ𝒙𝒕 6

Δ𝒙𝒕=𝑭𝟏𝑲𝒆 7

Onde Ke é a constante equivalente da associação de molas e Δ𝑥𝑡 é a elongação total


realizado pelo conjunto das duas molas, logo:

Δ𝒙𝒕=Δ𝒙𝟏+Δ𝒙𝟐 8

Com isso, substituindo as equações 3, 5 e 7, obtem-se:

Simplificando:

10

Para se calcular forças em molas que estão em uma associação em paralelo


utiliza-se a seguinte relação:
Figura 3.2 Associação de molas em paralelo

Onde Ke é a constante elástica equivalente da soma das constantes das duas


molas associadas em paralelo.

A mola e suas propriedades elásticas também podem ser utilizadas para


determinar a gravidade onde a mola está localizada, devido a força que age sobre a mola
ser a própria força peso P da gravidade. Logo, a relação para se obter a gravidade é:

P=F 11

mg = kΔ𝒙 12

kΔx
g= 13
m
4. Procedimento
No primeiro momento foram seguidos os passos para execução da atividade no
simulador.
Ao utilizar a mola 1 para verificação da deformação relativo em cada peso submetido,
foram obtidos os resultados abaixo.

MASSA (g) P (N) Δx (mm) k1 (N/cm)

100 0,981 16 0,613


150 1,471 24 0,612
200 1,962 33 0,594
250 2,425 41 0,598
300 2,943 49 0,600
XXXXXXXXXXXXX XXXXXXX Elástica média 0,603
Tabela 7.1

Verificando a deformação da mola para cada peso, foi possivel calcular a constante da
mola para cada caso. Utilizando a formula: F = k .Δ x , foi possivel obter a constante
elastica para cada peso e assim calcular a media da constante da mola.

Na tabela 7.2 utilizamos a mola 2 para o fim experimental e da mesma maneira anterior
obtivemos a constante elastica media da mola 2.

MASSA (g) P (N) Δx (mm) k1 (N/cm)

100 0,981 12 0,817


150 1,471 19 0,774
200 1,962 25 0,785
250 2,425 31 0,791
300 2,943 37 0,795
Elástica média 0,792
Tabela 7.2

E por fim foi medida a deformação da mola 3 para cada peso e calculada a constante
media da constante elastica da mola 3.

MASSA (g) P (N) Δx (mm) k1 (N/cm)

100 0,981 11 0,892


150 1,471 16 0,919
200 1,962 22 0,892
250 2,425 27 0,908
300 2,943 33 0,892
Elástica média 0,915
Tabela 7.3
Ao utilizar as massas desconhecidas obtivemos as deformações para cada massa e mola.
Segue abaixo.

Massa Δx MOLA 1 Δx MOLA 2 Δx MOLA 3


desconhecida (mm) (mm) (mm)
Menor 10 8 6
Média 20 15 13
Maior 30 22 20
Tabela 7.4

Ao utilizar a formula: mg = k Δx.

Podemos calcular a massa desconhecida, já q possuiamos a media da constante elástica


de cada mola.

Assim foi possivel obter a media de cada massa desconhecida.

Na tabela 7.4 temos os valores de cada massa.

Massa MASSA MASSA ESCONHECI MASSA


desconheci DESCONHECI DESCONHECI DA DESCONHECI
da DA DA DETERMINA DA MÉDIA (g)
DETERMINAD DETERMINAD DA COM A
A COM A A COM A MOLA 3 (g)
MOLA 1 (g) MOLA 2 (g)
Menor 61,23 63,60 54,43 59,75
Média 122,24 119,26 117,94 119,81
Maior 183,46 174,92 181,44 179,94
Tabela 7.4

5. Questionário

1- RESPOSTA:
Mola 1
3.5

2.5

1.5

0.5

0
10 15 20 25 30 35 40 45 50 55

Mola 2
3.5

2.5

1.5

0.5

0
10 15 20 25 30 35 40

Mola 3
3.5

2.5

1.5

0.5

0
5 10 15 20 25 30 35

2- RESPOSTA:
Constante elástica média da mola 1: 0,603 N/cm
Constante elástica média da mola 2: 0,792 N/cm
Constante elástica média da mola 3: 0,915 N/cm

3- RESPOSTA:

Tabela 7.1
60

50

40

30

20

10

0
50 100 150 200 250 300 350

Tabela 7.2
40
35
30
25
20
15
10
5
0
50 100 150 200 250 300 350

Tabela 7.3
35

30

25

20

15

10

0
50 100 150 200 250 300 350

6. Conclusão

O ensaio de molas e de suas constantes elásticas disponibilizados pelas práticas é


de vital importância para o entendimento de como as grandezas se associam e de
como isso influencia no desempenho da mola para determinada atividade.
Determinamos as constantes elásticas das molas em série e paralelo, para molas
semelhantes e molas com constantes elásticas diferentes. Determinamos uma massa
desconhecido apenas com os dados de constante elástica e do alongamento da mola.
Além disso, determinamos a aceleração da gravidade em um planeta desconhecido.
Dessa forma determinamos a veracidade e a utilidade da Lei de Hooke.

7. Bibliografia

 http://fisicaevestibular.com.br/novo/mecanica/dinamica/mhs/associacao-de-
molas/
Acessado em: 05/10/2020
 DIAS, Nildo Loiola. Roteiros de aulas práticas de Física. Fortaleza. 2020.
Consultado em 05/10/2020

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