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Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia

Curso: Bacharelado em Serviço Social


Disciplina: Serviço Social e Instrumentalidade
Professor(a): Moíza Siberia Silva de Medeiros
Aluna: Maria da Conceição Feitosa

Estudo do caso “Maria”

A situação relatada no caso de Maria nos leva no primeiro momento a entender


como mais um caso corriqueiro, um acontecimento muito presente no dia a dia do trabalho
do Assistente Social, infelizmente.
O profissional da Assistência Social não pode analisa-lo neste contexto. Cada caso
tem sua particularidade e envolve diversos processos que devem ser trabalhados, na
tentativa de resolver a situação. Não pode ser tratado como um caso normal.
O Assistente Social, ao tomar conhecimento da situação, deve agir procurando
conhecer melhor os problemas da família, através de uma visita familiar, sobre os motivos
que levam a ações de violência, que interferem no comportamento das pessoas. A
violência do pai contra os demais membros da família, o uso constante de bebidas
alcoólicas e a necessidade de ajudar a família, levaram a Maria a se afastar da escola e
trabalhar. Antes de julgar é necessário conhecer os reais motivos.
O trabalho infantil representa muitas vezes, o ciclo da pobreza da família e
prejudica a aprendizagem, na maioria das vezes desistindo de ir a escola e se tornando
vulnerável e exposta a todos os tipos de violência, sejam elas físicas e psicológicas, por
falta de politicas publicas e sociais que os ampare.
A situação da família de maria demonstra as consequências das violações de
direitos, numa desigualdade social visível, como o desemprego - um dos pilares da
violência; a falta de moradia, assistência a saúde, de alimentação, o direito de terem uma
família harmoniosa.
Mediante o resultado da visita familiar o (a) Assistente Social deve levar esses
fatos ao conhecimento de outras instituições, pois ele sozinho não pode resolver tudo.
Necessitam de encaminhamento de outros órgãos na intervenção do problema.
Essa situação necessita de procedimentos que são de responsabilidade de outras
instituições e profissionais, tais como Escola, Conselho Tutelar, órgãos especializados
em ajuda e tratamento à pessoas com alcoolismo, médicos, psicólogos, Ministério
Público, que exige o cumprimento das leis que garantam o bem estar da família.
Leva ao conhecimento dessas entidades e profissionais através dos relatórios, na
tentativa de envolver outros segmentos com a superação do problema.