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Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia

Curso: Bacharelado em Serviço Social


Disciplina: Serviço Social e Instrumentalidade
Professor(a): Moíza Siberia Silva de Medeiros
Aluna: Maria da Conceição Feitosa

Síntese Critica

A professora Yolanda Guerra tanto no texto, como no vídeo – que se trata


de uma aula magna proferida na Universidade Estadual do Ceará, trabalha com
a Instrumentalidade e o Serviço Social e a importância deste no trabalho do
Assistente social.
Primeiramente a professora trabalha a conceituação sobre o que é
Instrumentalidade, onde nos traz a ideia de que a instrumentalidade se refere a
uma determinada capacidade da profissão, que vai se construindo e se
reconstruindo no processo sócio-histórico. Isto é, que a Instrumentalidade do
Assistente Social não é algo pétreo, imóvel, mas sim que atua e se (re)constrói
constantemente. Pois na medida em que os profissionais utilizam, criam,
adequam as condições existentes, alterando o nível cotidiano, vai alterando a
sua instrumentalidade.
Logo a autora vai trabalhar a questão da instrumentalidade no trabalho do
Assistente Social. Para isso ela aponta que a instrumentalidade do Serviço
Social pode ser pensada em 3 níveis.
No primeiro nível, a professora fala sobre da instrumentalidade do serviço
social face ao projeto burguês. Pois a profissão de assistente social pode ser
convertida em instrumento de manutenção da ordem burguesa e ao seu projeto
reformista. Nesse caso, a profissão se torna apenas um instrumento de
reprodução das relações capitalistas de produção.
No segundo nível trata da instrumentalidade das respostas profissionais,
trat-se do aspecto instrumental-operativo das respostas frente às demandas de
classe. Trata-se do Serviço Social como respostas as necessidades sociais
advindas da contradição do capital x trabalho. A instrumentalidade do exercício
profissional expressa-se nas funções que lhe são requisitadas, no horizonte do
exercício profissional e nas modalidades de intervenção.
Sobre as funções que lhe são requisitadas, temos a execução a
operacionalização e a implementação das politicas sociais, principalmente nos
quesitos que envolvem a reprodução da força de trabalho.
Já no horizonte do exercício profissional podemos apontar o trabalho do
assistente social como trabalho que visa modificar as variáveis do contexto social
e de intervir nas condições objetivas e subjetivas de vida dos sujeitos (mudança
de valores, hábitos, atitudes, comportamento de indivíduos e grupos). Pois,
como afirma Yolanda Guerra, é no cotidiano no qual o Assistente Social exerce
sua instrumentalidade. E sobre as modalidades de intervenção trata-se da
intervenção no imediato.
A autora afirma que nesses casos são respostas manipulatórias, tratadas
nas suas expressões/aparências, e não nas determinações fundantes.
O terceiro nível trata da instrumentalidade como uma mediação, ir além
das ações meramente instrumentais, mecânicas, acríticas, para um exercício
profissional crítico.
A instrumentalidade do trabalho do Assistente Social, embora tenha
surgido de uma pratica que visa a conservar a ordem burguesa, no âmbito das
contradições do capital x trabalho, permite também a sua superação e a
ampliação de suas funções, colocando-se na defesa da universalidade de
acesso de bens e serviços, das politicas publicas e direitos sociais.

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