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AULA #02

A IMPORTÂNCIA DO
ENCORAJAMENTO
DOS PAIS
NO PROCESSO COM CRIANÇAS
E ADOLESCENTES
A importância do encorajamento dos pais

"Já tentei de tudo e nada funciona com o meu filho"


"Eu já fiz isso que você orientou e não deu certo"
"Não sei mais o que fazer"

Estas são frases que os pais dizem com frequência quando


procuram ajuda profissional. Muitos chegam ao consultório
querendo uma solução para o problema de comportamento
do filho ou filha.

Dependendo do grau de desencorajamento desses pais,


não adianta apenas orientar e dizer o que eles podem ou
devem fazer perante os desafios. Esses pais precisam de
encorajamento, ou seja, precisam aprender novas
ferramentas e desenvolver suas habilidades para que,
assim, se sintam mais confiantes e capazes para encorajar
seus filhos.

Quando os pais aprendem a lidar com seu filho de maneira


mais eficiente, eles se sentem mais encorajados ao
exercerem sua função parental.

Pais encorajados criam filhos encorajados.


Filhos encorajados se tornam adultos
confiantes e capazes de contribuir com a
construção de um mundo melhor!
Aline Cestaroli
Mudança de paradigma

Filhos não nascem com manual de instruções!

A maioria dos desafios de comportamento apresentados


pela criança (comportamentos desencorajadores) se
intensificam e se tornam ainda mais desafiadores em
decorrência da forma como os adultos reagem a eles.

Muitos adultos ainda utilizam métodos educacionais


baseados em um modelo autocrático e querem impor
respeito através do medo, cobrando obediência e
utilizando punições e recompensas para manipular o
comportamento das crianças e adolescentes. O que gera
mais desencorajamento!

Antigamente esses métodos até funcionavam, mesmo com


um alto custo para a saúde emocional e psicológica. Na
época não existiam tantos estudos e pesquisas que
mensuravam os prejuízos em longo prazo.

Hoje vivemos em um modelo social democrático e por isso


precisamos aprender novas ferramentas para liderar a
família e encorajar as crianças e adolescentes. Porém,
muitos adultos não estão familiarizados com métodos
educacionais que sejam baseados no respeito mútuo, na
gentileza e firmeza, na dignidade e no encorajamento.

Por isso precisamos ESTUDAR para EDUCAR!


Autoconhecimento e Parentalidade

Autoconhecimento e inteligência emocional são duas


habilidades fundamentais para que possamos criar filhos
confiantes e capazes.

Filhos não precisam de pais perfeitos! Filhos precisam de


pais conscientes, encorajados e disponíveis
emocionalmente para lhes oferecer um ambiente propício
ao seu desenvolvimento saudável.

Todos nós trazemos nossas bagagens da infância. Nossas


crenças, visão de mundo e percepções sobre nós mesmos e
sobre os outros, são formadas em nossos primeiros anos de
vida.

O ambiente que crescemos, a forma como nossos pais nos


criaram, a nossa relação com nossos pares e com nossos
irmãos e, principalmente, a interpretação que demos para
tudo o que acontecia ao nosso redor, influenciaram a
formação da nossa personalidade.

O que acontece na infância, não fica na infância!

Trazemos feridas emocionais, necessidades que não foram


atendidas e que deixaram marcas. E quando não se tem
consciência sobre elas, acabamos projetando isso e
deixando que interfira na relação com os filhos.
Criança interior
Alguns pais não tiveram uma infância boa, alguns foram
negligenciados, vítimas de abusos físicos e psicológicos, não se
sentiram amados por seus pais, tiveram pais muito autoritários e
todos esses fatores, se não forem cuidados, podem dificultar na
formação de vínculo com os filhos.

Tudo o que vivemos influencia quem somos hoje, mas não


determina. Nós temos a liberdade de escolher ser e agir diferente,
mas para isso precisamos ter consciência do que nos impede de
sermos a nossa melhor versão.

Muitas vezes acontece desses pais criarem muitas expectativas


com relação aos filhos, impedindo-os de se tornarem quem
nasceram pra ser. E uma infância que desconfirma as
potencialidades da criança acaba por gerar baixa autoestima,
insegurança, inadequação, desvalor, necessidade de aprovação,
dentre outras feridas.

E só conseguimos aceitar verdadeiramente o outro, quando


aceitamos a nós mesmos; só conseguimos deixar o outro livre
para ser quem é, quando nos libertamos para sermos quem
somos; e essa aceitação e liberdade advém de um processo de
autoconhecimento.

Como aceitar as expressões de raiva da criança se não


reconhecem esse sentimento em si mesmo? Como aceitar as
opiniões contrárias dos filhos se não se sentem seguros quanto
ao seu próprio ponto de vista? Como criar uma criança corajosa
e independente se não entram em contato com seus próprios
medos e inseguranças? Como aceitar os comportamentos
desafiadores se não se permitem errar? Como encarar os erros
como oportunidades de aprendizado, se não aceitam suas
próprias limitações e defeitos?
Culpa, não! Responsabilidade, sim!

Quando os pais chegam ao consultório e os acolhemos com


uma abordagem encorajadora, dois sentimentos são muito
comuns:

- Alívio: muitos se sentem aliviados por, finalmente,


conseguirem a ajuda e o encorajamento que precisavam. Por
isso a relação de parceria é tão importante nesse processo.

- Culpa: grande parte dos pais se sentem culpados quando


entendem que punir os filhos não é a melhor forma de educá-
los e que existem ferramentas mais eficazes e respeitosas. E,
mais uma vez, o acolhimento é importante.

Ninguém é culpado por aquilo que não sabia.

Meu convite a esses pais, então, é que transformem a culpa


em responsabilidade. Os pais, enquanto líderes da família, são
responsáveis pela educação dos filhos e, com encorajamento,
fica mais leve assumir essa responsabilidade enquanto
aprende outras formas de educar.
Seja o adulto que você gostaria que seu filho
se torne um dia

Os pais são as maiores referências na vida dos filhos. O que


fazem, como se comunicam, as palavras que usam para se
expressar, a forma como lidam com as próprias emoções e
como tratam as outras pessoas, tudo isso está sendo
observado e absorvido pelos filhos!

Ao trabalharmos com o encorajamento dos pais,


propomos reflexões sobre:

- Que tipo de mãe ou pai querem ser para seus


filhos?
- Como gostariam de ser lembrados pelos filhos
quando eles se tornarem adultos?
- Quais lembranças e memórias afetivas querem
deixar registrado na história dos filhos?

Os pais precisam do nosso encorajamento para que possam


desenvolver suas habilidades e consigam se conectar com os
filhos através de uma educação gentil e firme, que encoraje
competências necessárias para a construção de uma vida feliz.
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QUEM SOU EU?

ALINE CESTAROLI é psicóloga (CRP: 06/107500), educadora


parental com 4 certificações em Disciplina Positiva, Consultora em
Encorajamento, idealizadora do Programa Encorajando: despertando
seu potencial através do reencontro com a sua criança interior;
Coordenadora e Coautora dos livros Conectando Pais e Filhos, Vol
1 e 2; idealizadora do programa Encorajando Pais, um programa de
educação parental que tem por objetivo encorajar os pais a se
conectarem com os filhos através de uma educação gentil e firme.

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