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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período

Módulo1 - Números complexos

Este módulo trata de números complexos, uma vez que as grandezas elétricas em corrente alternada
- resistência, reatância, impedância, condutância, susceptância, admitância, tensão, corrente - são expressas
nessa forma. Na vida prática do profissional de eletrotécnica, os números complexos têm presença
constante, quer em procedimentos de manutenção, de operação de sistemas elétricos de potência ou de
projetos elétricos em geral.
Um número complexo (ou número imaginário) é aquele composto por uma parte real e outra parte
imaginária. Qualquer número complexo pode ser facilmente representado no plano cartesiano.
O plano cartesiano é formado por dois eixos: um para a parte real (eixo das abscissas, de x, de a, ou
do “co-seno”) e outro para a parte imaginária (eixo das ordenadas, de y, de b, ou do “seno”).
Um número complexo pode ser apresentado de duas formas: retangular (ou cartesiana) e polar.
Seja um número complexo Z = a + j b, sua forma cartesiana poderá ser representada da seguinte
maneira:

Fig. 1 – Número complexo na forma retangular

Onde: “a” é o valor de sua componente real e “b” é sua componente imaginária.
Para o mesmo número complexo do exemplo anterior, a forma polar poderá ser representada da seguinte
maneira:

Fig. 2 – Número complexo na forma polar

A representação da forma polar será o segmento de reta |Z| (chamado de módulo), combinado com
o ângulo formado entre a reta |Z| e o eixo das abscissas (x). Pode-se escrever a forma polar da seguinte
maneira:

z = |Z | / Ø

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1.1 Conversão da forma retangular para a forma polar: Para se determinar o valor da forma polar de
um número complexo, é necessário convertê-lo a partir de sua forma retangular. Para tanto utiliza-se o
teorema de Pitágoras:

Z= a2 + b2 e Ø = tg-1 |b/a|*
* O ângulo determinado pela fórmula acima (Ø) é sempre uma relação direta entre o eixo das abscissas e o
segmento de reta |Z|, e no caso dos números complexos de II, III e IV quadrantes, como os valores das
partes real e imaginária estão em módulo, o ângulo verdadeiro (Øv) poderá ser facilmente determinado pela
aplicação de uma simples regra de conversão conforme descrito abaixo:
I quadrante Øv = Ø
II quadrante Øv = 180º - Ø
III quadrante Øv = 180º + Ø ou Øv = -180º + Ø
IV quadrante Øv = 0º - Ø ou 360º - Ø

Exercícios
Converta os números abaixo, da forma retangular para a forma polar:

a) Z1 = 8 + j4

b) Z2 = –8 + j4

c) Z3 = –8 – j4

d) Z4 = 8 – j4

e) Z5 = 8 + j8

f) Z6 = 12

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g) Z7 = j5

h) Z8 = –14 – j6

1.2 Conversão da forma polar para a forma retangular:

Estando um número complexo em sua forma polar e sendo necessário determinar os valores de suas
partes real e imaginária, basta efetuar a conversão utilizando a fórmula abaixo:

z = |Z|.(cos Ø + j sen Ø)
Converta os números abaixo de sua forma polar para a forma retangular:

a) Z1 = 20/ 15º

b) Z2 = 40/ –40º

c) Z3 = 200/ 240º

d) Z4 = 35/ 180º

e) Z5 = 70/ –45º

f) Z6 = 80/ –30º

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1.3 Operações matemáticas com números complexos:

As quatro operações matemáticas básicas, além de outras, podem ser realizadas facilmente
utilizando-se números complexos. Entretanto no caso do ensino técnico aborda-se apenas as operações
matemáticas fundamentais adotando-se a seguinte regra:
Para adição e subtração utiliza-se forma retangular.
Para multiplicação e divisão utiliza-se a forma polar.

1.3.1 Adição:

Para soma de dois números complexos, somam-se primeiramente as partes reais (a) e
posteriormente as partes imaginárias (b).

Z1 = a + jb e Z2 = a’ + jb’
Z1 + Z2 = (a + a’) + j (b + b’)

1.3.2 Subtração:

Para subtração de dois números complexos é necessário primeiramente subtrair as partes reais (a) e
posteriormente as partes imaginárias (b).

Z1 = a + jb e Z2 = a’ + jb’
Z1 - Z2 = (a – a’) + j (b – b’)

Considere os seguintes números complexos: Z1 = 25 + j20 e Z2 = 35 + j15. Efetue a adição e depois


a subtração:

Z1 + Z2 = (25 + 35) + j (20 + 15)


Z1 + Z2 = 60 + j 35

Z1 - Z2 = (25 - 35) + j (20 - j 15)


Z1 - Z2 = -10 + j 5

Para reforçar a colocação anterior aplica-se o exemplo abaixo e posteriormente uma pequena série
de exercícios de fixação:

Considere os números complexos abaixo e efetue as operações indicadas:

Z1 = 20 + j10
Z2 = 15 + j40
Z3 = –15 + j15
Z4 = –30 – j40

a) Z1 + Z2

b) Z3 + Z4

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c) Z1 + Z4

d) Z2 + Z3

e) Z1 – Z2

f) Z2 – Z1

g) Z3 – Z4

h) Z4 – Z3

1.3.3 Multiplicação:
Para multiplicação de dois números complexos deve-se multiplicar os seus módulos e somar os
respectivos ângulos, conforme exemplo abaixo:

Z1 = 100 / 40º e Z2 = 2,5 / 45º


Z1 x Z2 = 100 x 2,5 / 40º + 45º = 250 / 85º

1.3.4 Divisão:

Para divisão de dois números complexos devem-se dividir os módulos e subtrair os respectivos
ângulos conforme o exemplo abaixo:

Z1 = 10 / 20º e Z2 = 2,5 / 45º


Z1 / Z2 = 10 / 2,5 / 20º – 45º = 4 / – 25º

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Exercícios:

Considere os números complexos abaixo e efetue as operações indicadas:

Z1 = 6 / 45º
Z2 = 12 / 60º
Z3 = 5 / –90º
Z4 = 10 / 120º
a) Z1 x Z2

b) Z2 x Z3

c) Z3 x Z4

d) Z1 x Z4

e) Z1 / Z2

f) Z2 / Z1

g) Z1 / Z3

h) Z3 / Z2

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Modulo 2 - Sinais Senoidais
Os circuitos elétricos podem trabalhar alimentados por tensões e correntes contínuas (CC) ou
alternadas (CA). E neste tópico é preciso antes de qualquer coisa deixar claro quais as diferenças entre uma
forma de alimentação e outra, além da maneira como devem ser descritas e representadas as correntes e
tensões alternadas.

2.1 Sinais contínuos (CC ou DC):

O sinal contínuo é caracterizado por manter ao longo do tempo, a mesma polaridade e a mesma
intensidade.

Fig. 3 – Circuito, sinal de tensão e sinal de corrente contínua

2.2 Sinais alternados (CA ou AC):


O sinal alternado, ao contrário do sinal contínuo, varia sua polaridade e seu valor de intensidade ao
longo do tempo, e dependendo de como essa variação ocorre surgem as diversas formas de sinais
alternados (senoidal, quadrado, triangular, e etc.). Em função dessa variação de polaridade é que o sinal
senoidal apresenta um semi-ciclo positivo e outro negativo.

Fig. 4 – Sinais alternados senoidal, quadrado e triangular

2.3 Representações e análises de sinais senoidais:


Os sinais senoidais podem ser representados de duas formas distintas: matematicamente ou
graficamente. Existem dois tipos de representações matemáticas e dois tipos de representações gráficas,
conforme a tabela abaixo:

V(t)= Vp. sen .t +

V(t) = Vp / Ø

Fig. 5 – Tabela de métodos de representação dos sinais senoidais

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2.3.1 Análise de sinais senoidais pela expressão matemática (trigonométrica):

Uma onda CA pode ser representada (e analisada) através de sua expressão matemática. A
expressão matemática é chamada também de expressão trigonométrica ou ainda, expressão senoidal. Do
mesmo modo que o gráfico forma de onda, a expressão matemática de uma onda CA pode ser representada
no domínio temporal ou no domínio angular. A expressão matemática traz todas as informações sobre o
sinal que ela representa.

V(t) = Vp. sen t + 0 (domínio temporal) V(Ø)= Vp. sen Ø (domínio angular)
Onde:
V(t) ou V(Ø)= Valor do sinal em um determinado tempo (t), ou em um determinado ângulo (Ø).
VP= Valor de pico do sinal.
= Velocidade angular ou freqüência angular em rad/s.*
0 = Fase inicial em graus ou radianos. **
Ø = Ângulo em graus ou radianos.

*A velocidade ou freqüência angular ( ): representa a variação do ângulo Ø em função do tempo t


do sinal. Sua unidade é radianos por segundos – rad/s. Se comparado o domínio angular com o domínio
temporal, pode-se observar que o período (tempo T) do sinal ocorre justamente quando o ângulo (Ø) for
igual a 2 .
** A fase inicial 0: Nos circuitos elétricos alimentados por CA, nem sempre um sinal senoidal
inicia seu ciclo no instante de tempo ou no angulo igual a zero. Por isso a expressão matemática precisa
informar a fase inicial, que nada mais é que o ângulo no qual o sinal se inicia. Os sinais podem ser
considerados adiantados ou atrasados em relação ao instante t=0 s ou Ø = 0º.
Se o sinal estiver adiantado, a fase inicial na expressão matemática será positiva. Se o sinal estiver
atrasado, a fase inicial na expressão matemática será negativa.
Sempre que a fase inicial coincidir com o instante t= 0s ou Ø= 0º, a expressão matemática não
precisará indicá-lo.

2.3.2 Análise de sinais senoidais pelo gráfico forma de onda:

A representação gráfica de um sinal senoidal quando feita por meio de um gráfico forma de onda,
pode ser apresentada em função do tempo ou em função dos ângulos. São os chamados domínios temporal
e angular.

Fig. 6 – Domínios temporal e angular

Antes de ensinar a representar e analisar um sinal através do gráfico forma de onda é necessário
conceituar os elementos que constituirão a representação e a análise gráfica do sinal senoidal:

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2.3.2.1 Valor de pico (VP):

É o valor de amplitude máxima - positivo ou negativo - que a tensão ou a corrente podem atingir.
Chamados de tensão de pico (VP) ou corrente de pico (IP).

2.3.2.2 Valor de pico a pico (VPP):

É a amplitude total entre os valores máximos positivo e negativo.

VPP = 2 x VP
2.3.2.3 Valor médio (VM):

O valor médio corresponde à média aritmética sobre todos os valores instantâneos durante meio-
ciclo. O meio-ciclo é utilizado para este cálculo, pois se fosse utilizado o ciclo completo, a média
aritmética seria igual à zero.

VM = VP x 0,637
2.3.2.4 Valor eficaz (VRMS):

O valor eficaz de uma onda CA é chamado de valor RMS e corresponde à mesma quantidade de
corrente ou tensão contínua capaz de produzir a mesma potência de aquecimento. A expressão RMS vem
do termo inglês ROOT MEAN SQUARE e pode ser entendida como RAIZ MÉDIA QUADRATICA.
A tensão e a corrente da rede elétrica são expressas em valores RMS. Aparelhos de medidas
elétricas tais como voltímetros e amperímetros lêem valores em RMS. Matematicamente o valor de RMS é
dado pelas fórmulas:

VRMS = VP / 2 ou VRMS = VP . 0,707


2.3.2.5 Período (T):

Conforme conceituado anteriormente, o sinal senoidal é uma onda com dois semi-ciclos (um
negativo e um positivo) que se repete ao longo do tempo. Período é o tempo que o sinal necessita para
completar um ciclo.

T=1/f
2.3.2.2.6 Freqüência (f):

É o número de vezes que este ciclo se repete durante o tempo de 1 segundo. Sua unidade é o Hertz
(Hz) que significa ciclos por segundo.

f=1/T
Quando se compara domínio angular com o domínio temporal, tem-se como resultado a expressão:
2 = .T . É dela que é deduzida a fórmula da velocidade angular:

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Fig.7 – Relação Período e freqüência

=2 /T = 2 / (1/f) =2 f
Em um gráfico forma de onda é possível representar mais de um sinal senoidal ao mesmo tempo.
Para isso, é necessário que ambos os sinais possuam a mesma freqüência. É possível também representar
em um mesmo gráfico forma de onda, sinais de corrente e sinais de tensão.

Exercícios:
1- Sendo a expressão matemática que representa determinado sinal senoidal: V1(t)= 25.sen t (V), e
sabendo-se que o período é de 0,125 s. Responda às questões abaixo e faça o gráfico forma de onda:
a- Vp e Vpp
b- A freqüência em Hz
c- A velocidade angular
d- A tensão no instante t = 0 s
e- A tensão no instante t = 0,05 s
f- A representação gráfica em forma de onda

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2- Represente graficamente os sinais senoidais V1(t) = 20 sen (377.t + /3) (V) e
V2(t) = 30 sen (377.t – 45º) (V), e responda:

a- Valor de pico e de pico a pico de ambos os sinais.


b- Freqüência de ambos os sinais.
c- É possível representá-los no mesmo gráfico forma de onda? Por que?
d- A tensão V1 no instante t = 0 s.
e- A tensão V2 no instante t = 0 s.
f- A defasagem entre ambos.

3- Dados os sinais: V(t)= 120 sen (314.t + /6) (V) e I(t)= 60 sen 314.t (A), responda às questões abaixo e
represente-os através do gráfico forma de onda:

a- Valores de pico e pico a pico de ambos os sinais.


b- Freqüência em Hertz.
c- É possível representá-los no mesmo gráfico forma de onda? Por quê?
d- A tensão V no instante t = 0 s.
e- A corrente I no instante t = 0 s.
f- A defasagem entre os sinais.

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4- Para as expressões: V(t) = 24 sen ( .t + /2) (V) e I(t) = 3 sen ( .t – /4) (A), pede-se:

a- Valores de pico e pico a pico de ambos os sinais.


b- Se o período for de 6,666 ms, qual o valor da freqüência?
c- Para a freqüência encontrada, qual a velocidade angular?
d- A tensão V no instante t = 0 s.
e- A corrente I no instante t = 0 s.
f- A defasagem entre ambos.
g- A representação gráfica.

2.3.3 Análise de sinais senoidais pelo diagrama fasorial:

O diagrama fasorial é uma representação gráfica (assim como o forma de onda), e recebe este nome
por representar fasores. Por sua vez, fasores são vetores girantes. O fasor que representa um sinal senoidal
é um vetor girante com as seguintes características:

Amplitude máxima igual ao valor de pico do sinal.


Girando em sentido anti-horário,
A uma velocidade angular .

Fig. 8 – Diagrama fasorial

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Fig.9 – Relação diagrama fasorial x gráfico forma de onda

• Observação: No estudo da eletricidade, o valor numérico de um fasor sempre expressa o seu valor
eficaz.

Exercícios:
1- Represente graficamente os sinais abaixo (em forma de onda e diagrama fasorial) e calcule a
freqüência, o período e os valores de V1 e V2 no instante t = 0s. Indique também a defasagem entre
ambos:

V1(t) = 40 sen (600.t + /3) (V)


V2(t) = 20 sen (600.t – 30 º) (V)

2- Represente em diagrama fasorial os sinais V1(t) = 21 sen (400.t + /6) (V) e V2(t) = 28 sen (400.t – /3)
(V). Além disso, calcule a freqüência e o período e diga a defasagem entre ambos.

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3- Represente graficamente os sinais V(t) = 400 sen (377.t + 45º) (V) e I(t) = 80 sen (377.t – 15 º) (A).
Além disso, responda:

a- Vpp e Ipp
b- Freqüência de V e de I
c- Valor de V no instante t = 0s.
d- Valor de I no instante t = 0s.
e- Defasagem entre corrente e tensão.

4- Represente em diagrama fasorial os sinais, informe a freqüência e a relação de defasagem:

a- V1(t) = 100 sen (502.t + 15º) (V)


V2(t) = 100 sen 502.t (V)

b- V1(t) = 100 sen (471.t – 15º) (V)


V2(t) = 100 sen 471.t (V)

c- I1(t) = 10 sen (377.t + 60º) (A)


I2(t) = 15 sen (377.t – 90º) (A)

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d- I1(t) = 10 sen (314.t – 60º) (A)
I2(t) = 15 sen (314.t + 90º) (A)

e- I1(t) = 5 sen (1256.t + 45º) (A)


I2(t) = 5 sen (1256.t – 45º) (A)

f- V1(t) = 50 sen 628.t (V)


V2(t) = 40 sen (628.t + 90º) (V)

g- V1(t) = 50 sen (942.t – 20º) (V)


V2(t) = 40 sen (942.t + 55º) (V)

h- V1(t) = 80 sen (1884.t + 60º) (V)


V2(t) = 40 sen (1884.t + 60º) (V)

i- V1(t) = 50 sen (188,4.t – 60º) (V)


V2(t) = 100 sen (188,4.t – 60º) (V)

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2.3.4 Análise de sinais senoidais pela expressão fasorial (N.º complexo):
A expressão fasorial é também chamada de expressão em n.º complexo, e é um tipo de
representação matemática do sinal senoidal. A expressão fasorial é extremamente simples, porém tem o
inconveniente de expressar apenas o valor de pico e a fase inicial do sinal.

V(t) = Vp / Ø
2.4 Operações matemáticas com sinais senoidais:

No estudo de sinais senoidais muitas vezes torna-se necessária a realização de cálculos matemáticos
para determinar valores de corrente, tensão e outras grandezas elétricas. Tais cálculos podem ser realizados
utilizando-se ou diagrama fasorial ou a expressão fasorial (nºs complexos).

Operações de soma e subtração são feitas a partir do diagrama fasorial.


Operações de multiplicação, divisão, potenciação e raiz quadrada são feitas com a expressão
fasorial.

2.4.1 Soma gráfica de sinais senoidais:


Para a soma de dois sinais senoidais (que estejam representados através de diagrama fasorial),
utiliza-se um método chamado método do paralelogramo, que consiste em fazer um paralelo de V1 e um
paralelo de V2, e do ponto onde os paralelos se encontram até o “0” do plano cartesiano traçar um fasor que
determinará o resultado da soma.

Fig. 10 – Soma gráfica de sinais

2.4.2 Subtração gráfica de sinais senoidais:


Na verdade, não é possível efetuar a subtração de fasores. Assim tendo-se a necessidade de subtrair
dois sinais senoidais, deve-se converter o fasor que representa um dos sinais em um fasor negativo, e
depois sim, somá-lo ao outro fasor.
Para tornar um fasor em “fasor negativo” basta:
Na forma polar: somar ou subtrair 180º ao seu ângulo
Na forma cartesiana: trocar os sinais das partes real e imaginária.

Fig.11 – Subtração gráfica de sinais

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Exercícios:
1- Dados os sinais abaixo, efetue a soma e a subtração.

a- V1 (t) = 12 / 90º
V2 (t) = 6 / 45º

b- V1 (t) = 20 / 30º
V2 (t) = 5 / 30º

c- V1 (t) = 20 / - 90º
V2 (t) = 12 / 0º

d- V1 (t) = 20 / 60º
V2 (t) = 15 / - 40º

e- V1 (t) = 15 / 45º
V2 (t) = 10 / 90º

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