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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período

TEÓRICA
&
ANÁLISE DE CIRCUITOS
EM
CORRENTE ALTERNADA

Prof. Enio Humberto de Souza – CREA - MG 34437 1


Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período

Índice

Módulo1 - Números complexos

1.1 Conversão da forma retangular para a forma polar


1.2 Conversão da forma polar para a forma retangular:
1.3 Operações matemáticas com números complexos:
1.3.1 Adição:
1.3.2 Subtração:
1.3.3 Multiplicação:
1.3.4 Divisão:

Modulo 2 - Sinais Senoidais

2.1 Sinais contínuos (CC ou DC):


2.2 Sinais alternados (CA ou AC):
2.3 Representações e análises de sinais senoidais:
2.3.1 Análise de sinais senoidais pela expressão matemática (trigonométrica):
2.3.2 Análise de sinais senoidais pelo gráfico forma de onda:
2.3.2.1 Valor de pico (VP):
2.3.2.2 Valor de pico a pico (VPP):
2.3.2.3 Valor médio (VM):
2.3.2.4 Valor eficaz (VRMS):
2.3.2.5 Período (T):
2.3.2.2.6 Freqüência (f):
2.3.3 Análise de sinais senoidais pelo diagrama fasorial:
2.3.4 Análise de sinais senoidais pela expressão fasorial (N.º complexo):
2.4 Operações matemáticas com sinais senoidais:
2.4.1 Soma gráfica de sinais senoidais:
2.4.2 Subtração gráfica de sinais senoidais:

Módulo 3 - Circuitos resistivos em CA

3.1 Introdução:
3.2 Circuitos resistivos em CA:
3.2.1 Tensão e corrente CA em uma resistência:
3.2.2 Potência dissipada pela resistência:
3.2.2.1 Potências média, de pico e RMS:

Módulo 4 - Circuitos indutivos em CA

4.1 Introdução:
4.2 Indutor em corrente contínua:
4.3 Indutância:
4.4 Tensão no indutor:
4.5 Indutor ideal em CA:
4.6 Reatância indutiva (XL):
4.7 Primeira lei de Ohm para indutor ideal:
4.8 Potência no indutor ideal:
4.9 Indutor real:
4.10 Circuito RL série:

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4.10.1 Impedância indutiva ZL no circuito RL série:


4.10.2 Lei de ohm para circuito RL série:
4.10.3 Potência em circuitos indutivos:
4.10.3.1 Relação entre as potências no circuito RL
4.10.3.1.1 Potência aparente (S):
4.10.3.1.2 Potência ativa (P):
4.10.3.1.3 Potência reativa (Q):
4.10.4 Fator de potência no circuito RL série:
4.11 Circuito RL paralelo:
4.11.1 Fator de potência no circuito RL paralelo:
4.11.2 Impedância equivalente no circuito RL paralelo
Módulo 5 - Circuitos capacitivos em CA

5.1 Introdução:
5.2 Capacitor em corrente contínua:
5.3 Capacitância:
5.4 Capacitor em corrente alternada:
5.5 Reatância capacitiva (XC):
5.6 Primeira lei de Ohm para capacitor:
5.7 Potência no capacitor:
5.8 Circuito RC série:
5.8.1 Impedância capacitiva (ZC) no circuito RC série:
5.8.2 Lei de Ohm para circuito RC série:
5.8.3 Fator de potência no circuito RC série:
5.9 Potência em circuitos capacitivos:
5.10 Circuito RC paralelo:
5.10.1 Impedância equivalente no circuito RC paralelo:
5.10.2 Fator de potência no circuito RC paralelo:

Módulo 6 - Circuitos RLC em CA

6.1 Introdução:
6.2 Circuito RLC série:
6.2.1 Impedância no Circuito RLC série:
6.2.2 Potência no Circuito RLC série:
6.3 Efeito da freqüência e freqüência de ressonância:
6.3.1 Ressonância em série:
6.3.2 Curva característica Freqüência X Impedância no circuito RLC série:
6.4 Circuitos RLC em Paralelo:
6.4.1 Impedância no Circuito RLC paralelo:
6.5 Efeito da freqüência no circuito RLC paralelo:
6.5.1 Ressonância em paralelo:
6.5.2 Curva característica Freqüência X Impedância no circuito RLC paralelo:

Módulo 7 - Circuitos mistos em CA

7.1 – Introdução:
7.2 Associação de indutores:
7.3 Associação de capacitores:
7.4 – Associação de impedâncias:

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Módulo 8 - Correção do Fator de Potência

8.1 Corrigindo o fator de potência:


Módulo 9 - Circuitos trifásicos

9.1 Geradores e cargas trifásicas:


9.2 Ligações em estrela:
9.2.1 Tensões de linha (VL) e Tensão de fase (Vf):

9.2.2 Correntes de linha (IL) e Correntes de fase (If):


9.3 Ligações em delta:
9.3.1 Tensões de linha (VL) e Tensão de fase (Vf):
9.3.2 Correntes de linha (IL) e Correntes de fase (If):
9.4 Potências em sistemas trifásicos:
Módulo 10 - Simulados de eletricidade teórica

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Módulo1 - Números complexos

Este módulo trata de números complexos, uma vez que as grandezas elétricas em corrente alternada
- resistência, reatância, impedância, condutância, susceptância, admitância, tensão, corrente - são expressas
nessa forma. Na vida prática do profissional de eletrotécnica, os números complexos têm presença
constante, quer em procedimentos de manutenção, de operação de sistemas elétricos de potência ou de
projetos elétricos em geral.
Um número complexo (ou número imaginário) é aquele composto por uma parte real e outra parte
imaginária. Qualquer número complexo pode ser facilmente representado no plano cartesiano.
O plano cartesiano é formado por dois eixos: um para a parte real (eixo das abscissas, de x, de a, ou
do “co-seno”) e outro para a parte imaginária (eixo das ordenadas, de y, de b, ou do “seno”).
Um número complexo pode ser apresentado de duas formas: retangular (ou cartesiana) e polar.
Seja um número complexo Z = a + j b, sua forma cartesiana poderá ser representada da seguinte
maneira:

Fig. 1 – Número complexo na forma retangular

Onde: “a” é o valor de sua componente real e “b” é sua componente imaginária.
Para o mesmo número complexo do exemplo anterior, a forma polar poderá ser representada da seguinte
maneira:

Fig. 2 – Número complexo na forma polar

A representação da forma polar será o segmento de reta |Z| (chamado de módulo), combinado com
o ângulo formado entre a reta |Z| e o eixo das abscissas (x). Pode-se escrever a forma polar da seguinte
maneira:

z = |Z | / Ø

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1.1 Conversão da forma retangular para a forma polar: Para se determinar o valor da forma polar de
um número complexo, é necessário convertê-lo a partir de sua forma retangular. Para tanto utiliza-se o
teorema de Pitágoras:

Z = √ a2 + b2 e Ø = tg-1 |b/a|*
* O ângulo determinado pela fórmula acima (Ø) é sempre uma relação direta entre o eixo das abscissas e o
segmento de reta |Z|, e no caso dos números complexos de II, III e IV quadrantes, como os valores das
partes real e imaginária estão em módulo, o ângulo verdadeiro (Øv) poderá ser facilmente determinado pela
aplicação de uma simples regra de conversão conforme descrito abaixo:
I quadrante Øv = Ø
II quadrante Øv = 180º - Ø
III quadrante Øv = 180º + Ø ou Øv = -180º + Ø
IV quadrante Øv = 0º - Ø ou 360º - Ø

Exercícios
Converta os números abaixo, da forma retangular para a forma polar:

a) Z1 = 8 + j4

b) Z2 = –8 + j4

c) Z3 = –8 – j4

d) Z4 = 8 – j4

e) Z5 = 8 + j8

f) Z6 = 12

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g) Z7 = j5

h) Z8 = –14 – j6

1.2 Conversão da forma polar para a forma retangular:

Estando um número complexo em sua forma polar e sendo necessário determinar os valores de suas
partes real e imaginária, basta efetuar a conversão utilizando a fórmula abaixo:

z = |Z|.(cos Ø + j sen Ø)
Converta os números abaixo de sua forma polar para a forma retangular:

a) Z1 = 20/ 15º

b) Z2 = 40/ –40º

c) Z3 = 200/ 240º

d) Z4 = 35/ 180º

e) Z5 = 70/ –45º

f) Z6 = 80/ –30º

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1.3 Operações matemáticas com números complexos:

As quatro operações matemáticas básicas, além de outras, podem ser realizadas facilmente
utilizando-se números complexos. Entretanto no caso do ensino técnico aborda-se apenas as operações
matemáticas fundamentais adotando-se a seguinte regra:
Para adição e subtração utiliza-se forma retangular.
Para multiplicação e divisão utiliza-se a forma polar.

1.3.1 Adição:

Para soma de dois números complexos, somam-se primeiramente as partes reais (a) e
posteriormente as partes imaginárias (b).

Z1 = a + jb e Z2 = a’ + jb’
Z1 + Z2 = (a + a’) + j (b + b’)

1.3.2 Subtração:

Para subtração de dois números complexos é necessário primeiramente subtrair as partes reais (a) e
posteriormente as partes imaginárias (b).

Z1 = a + jb e Z2 = a’ + jb’
Z1 - Z2 = (a – a’) + j (b – b’)

Considere os seguintes números complexos: Z1 = 25 + j20 e Z2 = 35 + j15. Efetue a adição e depois


a subtração:

Z1 + Z2 = (25 + 35) + j (20 + 15)


Z1 + Z2 = 60 + j 35

Z1 - Z2 = (25 - 35) + j (20 - j 15)


Z1 - Z2 = -10 + j 5

Para reforçar a colocação anterior aplica-se o exemplo abaixo e posteriormente uma pequena série
de exercícios de fixação:

Considere os números complexos abaixo e efetue as operações indicadas:

Z1 = 20 + j10
Z2 = 15 + j40
Z3 = –15 + j15
Z4 = –30 – j40

a) Z1 + Z2

b) Z3 + Z4

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c) Z1 + Z4

d) Z2 + Z3

e) Z1 – Z2

f) Z2 – Z1

g) Z3 – Z4

h) Z4 – Z3

1.3.3 Multiplicação:
Para multiplicação de dois números complexos deve-se multiplicar os seus módulos e somar os
respectivos ângulos, conforme exemplo abaixo:

Z1 = 100 / 40º e Z2 = 2,5 / 45º


Z1 x Z2 = 100 x 2,5 / 40º + 45º = 250 / 85º

1.3.4 Divisão:

Para divisão de dois números complexos devem-se dividir os módulos e subtrair os respectivos
ângulos conforme o exemplo abaixo:

Z1 = 10 / 20º e Z2 = 2,5 / 45º


Z1 / Z2 = 10 / 2,5 / 20º – 45º = 4 / – 25º

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Exercícios:

Considere os números complexos abaixo e efetue as operações indicadas:

Z1 = 6 / 45º
Z2 = 12 / 60º
Z3 = 5 / –90º
Z4 = 10 / 120º
a) Z1 x Z2

b) Z2 x Z3

c) Z3 x Z4

d) Z1 x Z4

e) Z1 / Z2

f) Z2 / Z1

g) Z1 / Z3

h) Z3 / Z2

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Modulo 2 - Sinais Senoidais
Os circuitos elétricos podem trabalhar alimentados por tensões e correntes contínuas (CC) ou
alternadas (CA). E neste tópico é preciso antes de qualquer coisa deixar claro quais as diferenças entre uma
forma de alimentação e outra, além da maneira como devem ser descritas e representadas as correntes e
tensões alternadas.

2.1 Sinais contínuos (CC ou DC):

O sinal contínuo é caracterizado por manter ao longo do tempo, a mesma polaridade e a mesma
intensidade.

Fig. 3 – Circuito, sinal de tensão e sinal de corrente contínua

2.2 Sinais alternados (CA ou AC):


O sinal alternado, ao contrário do sinal contínuo, varia sua polaridade e seu valor de intensidade ao
longo do tempo, e dependendo de como essa variação ocorre surgem as diversas formas de sinais
alternados (senoidal, quadrado, triangular, e etc.). Em função dessa variação de polaridade é que o sinal
senoidal apresenta um semi-ciclo positivo e outro negativo.

Fig. 4 – Sinais alternados senoidal, quadrado e triangular

2.3 Representações e análises de sinais senoidais:


Os sinais senoidais podem ser representados de duas formas distintas: matematicamente ou
graficamente. Existem dois tipos de representações matemáticas e dois tipos de representações gráficas,
conforme a tabela abaixo:

Método Tipo Expressão

Expressão matemática Matemática


V(t)= Vp. sen ω.t + θ

Forma de onda Gráfica

V(t) = Vp / Ø
Expressão fasorial Matemática

Diagrama fasorial Gráfica

Fig. 5 – Tabela de métodos de representação dos sinais senoidais

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2.3.1 Análise de sinais senoidais pela expressão matemática (trigonométrica):

Uma onda CA pode ser representada (e analisada) através de sua expressão matemática. A
expressão matemática é chamada também de expressão trigonométrica ou ainda, expressão senoidal. Do
mesmo modo que o gráfico forma de onda, a expressão matemática de uma onda CA pode ser representada
no domínio temporal ou no domínio angular. A expressão matemática traz todas as informações sobre o
sinal que ela representa.

V(t) = Vp. sen ωt + θ0 (domínio temporal) V(Ø)= Vp. sen Ø (domínio angular)
Onde:
V(t) ou V(Ø)= Valor do sinal em um determinado tempo (t), ou em um determinado ângulo (Ø).
VP= Valor de pico do sinal.
ω= Velocidade angular ou freqüência angular em rad/s.*
θ0 = Fase inicial em graus ou radianos. **
Ø = Ângulo em graus ou radianos.

*A velocidade ou freqüência angular (ω): representa a variação do ângulo Ø em função do tempo t


do sinal. Sua unidade é radianos por segundos – rad/s. Se comparado o domínio angular com o domínio
temporal, pode-se observar que o período (tempo T) do sinal ocorre justamente quando o ângulo (Ø) for
igual a 2π.
** A fase inicial θ0: Nos circuitos elétricos alimentados por CA, nem sempre um sinal senoidal
inicia seu ciclo no instante de tempo ou no angulo igual a zero. Por isso a expressão matemática precisa
informar a fase inicial, que nada mais é que o ângulo no qual o sinal se inicia. Os sinais podem ser
considerados adiantados ou atrasados em relação ao instante t=0 s ou Ø = 0º.
Se o sinal estiver adiantado, a fase inicial na expressão matemática será positiva. Se o sinal estiver
atrasado, a fase inicial na expressão matemática será negativa.
Sempre que a fase inicial coincidir com o instante t= 0s ou Ø= 0º, a expressão matemática não
precisará indicá-lo.

2.3.2 Análise de sinais senoidais pelo gráfico forma de onda:

A representação gráfica de um sinal senoidal quando feita por meio de um gráfico forma de onda,
pode ser apresentada em função do tempo ou em função dos ângulos. São os chamados domínios temporal
e angular.

Fig. 6 – Domínios temporal e angular

Antes de ensinar a representar e analisar um sinal através do gráfico forma de onda é necessário
conceituar os elementos que constituirão a representação e a análise gráfica do sinal senoidal:

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2.3.2.1 Valor de pico (VP):

É o valor de amplitude máxima - positivo ou negativo - que a tensão ou a corrente podem atingir.
Chamados de tensão de pico (VP) ou corrente de pico (IP).

2.3.2.2 Valor de pico a pico (VPP):

É a amplitude total entre os valores máximos positivo e negativo.

VPP = 2 x VP
2.3.2.3 Valor médio (VM):

O valor médio corresponde à média aritmética sobre todos os valores instantâneos durante meio-
ciclo. O meio-ciclo é utilizado para este cálculo, pois se fosse utilizado o ciclo completo, a média
aritmética seria igual à zero.

VM = VP x 0,637
2.3.2.4 Valor eficaz (VRMS):

O valor eficaz de uma onda CA é chamado de valor RMS e corresponde à mesma quantidade de
corrente ou tensão contínua capaz de produzir a mesma potência de aquecimento. A expressão RMS vem
do termo inglês ROOT MEAN SQUARE e pode ser entendida como RAIZ MÉDIA QUADRATICA.
A tensão e a corrente da rede elétrica são expressas em valores RMS. Aparelhos de medidas
elétricas tais como voltímetros e amperímetros lêem valores em RMS. Matematicamente o valor de RMS é
dado pelas fórmulas:

VRMS = VP /√2 ou VRMS = VP . 0,707


2.3.2.5 Período (T):

Conforme conceituado anteriormente, o sinal senoidal é uma onda com dois semi-ciclos (um
negativo e um positivo) que se repete ao longo do tempo. Período é o tempo que o sinal necessita para
completar um ciclo.

T=1/f
2.3.2.2.6 Freqüência (f):

É o número de vezes que este ciclo se repete durante o tempo de 1 segundo. Sua unidade é o Hertz
(Hz) que significa ciclos por segundo.

f=1/T
Quando se compara domínio angular com o domínio temporal, tem-se como resultado a expressão:
2π = ω.T . É dela que é deduzida a fórmula da velocidade angular:

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Fig.7 – Relação Período e freqüência

ω = 2π / T ω = 2 / (1/f) ω = 2π f
Em um gráfico forma de onda é possível representar mais de um sinal senoidal ao mesmo tempo.
Para isso, é necessário que ambos os sinais possuam a mesma freqüência. É possível também representar
em um mesmo gráfico forma de onda, sinais de corrente e sinais de tensão.

Exercícios:
1- Sendo a expressão matemática que representa determinado sinal senoidal: V1(t)= 25.sen ωt (V), e
sabendo-se que o período é de 0,125 s. Responda às questões abaixo e faça o gráfico forma de onda:
a- Vp e Vpp
b- A freqüência em Hz
c- A velocidade angular ω
d- A tensão no instante t = 0 s
e- A tensão no instante t = 0,05 s
f- A representação gráfica em forma de onda

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2- Represente graficamente os sinais senoidais V1(t) = 20 sen (377.t + π/3) (V) e
V2(t) = 30 sen (377.t – 45º) (V), e responda:

a- Valor de pico e de pico a pico de ambos os sinais.


b- Freqüência de ambos os sinais.
c- É possível representá-los no mesmo gráfico forma de onda? Por que?
d- A tensão V1 no instante t = 0 s.
e- A tensão V2 no instante t = 0 s.
f- A defasagem entre ambos.

3- Dados os sinais: V(t)= 120 sen (314.t + π/6) (V) e I(t)= 60 sen 314.t (A), responda às questões abaixo e
represente-os através do gráfico forma de onda:

a- Valores de pico e pico a pico de ambos os sinais.


b- Freqüência em Hertz.
c- É possível representá-los no mesmo gráfico forma de onda? Por quê?
d- A tensão V no instante t = 0 s.
e- A corrente I no instante t = 0 s.
f- A defasagem entre os sinais.

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4- Para as expressões: V(t) = 24 sen (ω.t + π/2) (V) e I(t) = 3 sen (ω.t – π/4) (A), pede-se:

a- Valores de pico e pico a pico de ambos os sinais.


b- Se o período for de 6,666 ms, qual o valor da freqüência?
c- Para a freqüência encontrada, qual a velocidade angular?
d- A tensão V no instante t = 0 s.
e- A corrente I no instante t = 0 s.
f- A defasagem entre ambos.
g- A representação gráfica.

2.3.3 Análise de sinais senoidais pelo diagrama fasorial:

O diagrama fasorial é uma representação gráfica (assim como o forma de onda), e recebe este nome
por representar fasores. Por sua vez, fasores são vetores girantes. O fasor que representa um sinal senoidal
é um vetor girante com as seguintes características:

Amplitude máxima igual ao valor de pico do sinal.


Girando em sentido anti-horário,
A uma velocidade angular ω.

Fig. 8 – Diagrama fasorial

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Fig.9 – Relação diagrama fasorial x gráfico forma de onda

• Observação: No estudo da eletricidade, o valor numérico de um fasor sempre expressa o seu valor
eficaz.

Exercícios:

1- Represente graficamente os sinais abaixo (em forma de onda e diagrama fasorial) e calcule a
freqüência, o período e os valores de V1 e V2 no instante t = 0s. Indique também a defasagem entre
ambos:

V1(t) = 40 sen (600.t + π/3) (V)


V2(t) = 20 sen (600.t – 30 º) (V)

2- Represente em diagrama fasorial os sinais V1(t) = 21 sen (400.t + π/6) (V) e V2(t) = 28 sen (400.t – π/3)
(V). Além disso, calcule a freqüência e o período e diga a defasagem entre ambos.

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3- Represente graficamente os sinais V(t) = 400 sen (377.t + 45º) (V) e I(t) = 80 sen (377.t – 15 º) (A).
Além disso, responda:

a- Vpp e Ipp
b- Freqüência de V e de I
c- Valor de V no instante t = 0s.
d- Valor de I no instante t = 0s.
e- Defasagem entre corrente e tensão.

4- Represente em diagrama fasorial os sinais, informe a freqüência e a relação de defasagem:

a- V1(t) = 100 sen (502.t + 15º) (V)


V2(t) = 100 sen 502.t (V)

b- V1(t) = 100 sen (471.t – 15º) (V)


V2(t) = 100 sen 471.t (V)

c- I1(t) = 10 sen (377.t + 60º) (A)


I2(t) = 15 sen (377.t – 90º) (A)

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d- I1(t) = 10 sen (314.t – 60º) (A)
I2(t) = 15 sen (314.t + 90º) (A)

e- I1(t) = 5 sen (1256.t + 45º) (A)


I2(t) = 5 sen (1256.t – 45º) (A)

f- V1(t) = 50 sen 628.t (V)


V2(t) = 40 sen (628.t + 90º) (V)

g- V1(t) = 50 sen (942.t – 20º) (V)


V2(t) = 40 sen (942.t + 55º) (V)

h- V1(t) = 80 sen (1884.t + 60º) (V)


V2(t) = 40 sen (1884.t + 60º) (V)

i- V1(t) = 50 sen (188,4.t – 60º) (V)


V2(t) = 100 sen (188,4.t – 60º) (V)

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2.3.4 Análise de sinais senoidais pela expressão fasorial (N.º complexo):
A expressão fasorial é também chamada de expressão em n.º complexo, e é um tipo de
representação matemática do sinal senoidal. A expressão fasorial é extremamente simples, porém tem o
inconveniente de expressar apenas o valor de pico e a fase inicial do sinal.

V(t) = Vp / Ø
2.4 Operações matemáticas com sinais senoidais:

No estudo de sinais senoidais muitas vezes torna-se necessária a realização de cálculos matemáticos
para determinar valores de corrente, tensão e outras grandezas elétricas. Tais cálculos podem ser realizados
utilizando-se ou diagrama fasorial ou a expressão fasorial (nºs complexos).

Operações de soma e subtração são feitas a partir do diagrama fasorial.


Operações de multiplicação, divisão, potenciação e raiz quadrada são feitas com a expressão
fasorial.

2.4.1 Soma gráfica de sinais senoidais:


Para a soma de dois sinais senoidais (que estejam representados através de diagrama fasorial),
utiliza-se um método chamado método do paralelogramo, que consiste em fazer um paralelo de V1 e um
paralelo de V2, e do ponto onde os paralelos se encontram até o “0” do plano cartesiano traçar um fasor que
determinará o resultado da soma.

Fig. 10 – Soma gráfica de sinais

2.4.2 Subtração gráfica de sinais senoidais:


Na verdade, não é possível efetuar a subtração de fasores. Assim tendo-se a necessidade de subtrair
dois sinais senoidais, deve-se converter o fasor que representa um dos sinais em um fasor negativo, e
depois sim, somá-lo ao outro fasor.
Para tornar um fasor em “fasor negativo” basta:
Na forma polar: somar ou subtrair 180º ao seu ângulo
Na forma cartesiana: trocar os sinais das partes real e imaginária.

Fig.11 – Subtração gráfica de sinais

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Exercícios:
1- Dados os sinais abaixo, efetue a soma e a subtração.

a- V1 (t) = 12 / 90º
V2 (t) = 6 / 45º

b- V1 (t) = 20 / 30º
V2 (t) = 5 / 30º

c- V1 (t) = 20 / - 90º
V2 (t) = 12 / 0º

d- V1 (t) = 20 / 60º
V2 (t) = 15 / - 40º

e- V1 (t) = 15 / 45º
V2 (t) = 10 / 90º

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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período
Módulo 3 - Circuitos resistivos em CA

3.1 Introdução:

Em corrente alternada, os circuitos são classificados segundo seus componentes. É sabido que um
circuito pode ser formado por resistores, indutores ou capacitores. Existem ainda circuitos que podem
combinar alguns ou todos estes dispositivos.
Circuitos puramente resistivos (R) são aqueles formados apenas por resistores. A resistência tem
como propriedade manter corrente e tensão em fase.
Circuitos puramente indutivos (L) são aqueles formados apenas por indutores ideais *. O indutor
ideal tem como propriedade, atrasar a corrente da tensão em 90º.
* indutor ideal: dispositivo hipotético que apresenta apenas indutância.
Circuitos puramente capacitivos (C) são aqueles formados apenas por capacitores. O capacitor tem
a propriedade de adiantar a corrente da tensão em 90º.
Circuitos resistivos são aqueles que apesar de formados pela combinação entre resistores, indutores
e/ou capacitores, trazem os efeitos da resistência predominando sobre os efeitos dos demais componentes.
Circuitos indutivos são aqueles nos quais os efeitos causados pelo indutor predominam sobre os
efeitos dos demais componentes.
Circuitos capacitivos são aqueles nos quais os efeitos causados pelo capacitor predominam sobre os
efeitos dos demais componentes.

3.2 Circuitos resistivos em CA:

Quando uma resistência é submetida à uma tensão alternada, produz uma corrente elétrica com a
mesma fase, a mesma freqüência e a mesma forma de onda da tensão, porém com amplitude máxima que
será dependente dos valores da tensão e da resistência (Lei de Ohm).

3.2.1 Tensão e corrente CA em uma resistência:

Observando o circuito abaixo, e a partir dos valores de tensão e de corrente é possível chegar
matematicamente ao valor da resistência:

Fig. 12 – Circuito puramente


Resistivo em CA

V(t)=Vp.sen ωt+θ0 e I(t)=Ip.sen ωt+θ0


R= Vp /θ0 / Ip /θ0
R’= R /θ0 - θ0
R’= R / 0º
Tratando tensão e corrente como números complexos e aplicando a lei de Ohm é possível atribuir
à resistência fase inicial igual a 0º.

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Exercício:
Dado o circuito abaixo, pede-se:

a- A representação de V e R em n.º complexo.


b- O valor de I com a resposta em n.º complexo.
c- O gráfico forma de onda e o diagrama fasorial.

3.2.2 Potência dissipada pela resistência:

Com base no circuito do exercício anterior é possível verificar o comportamento da potência em um


circuito resistivo submetido à uma tensão senoidal.

P(t) = I(t) . V(t) P(t) = I(t)2 . R P(t) = V(t) 2/R


Para o exercício anterior, calcule a potência instantânea no pico dos semi-ciclos positivo e negativo.

No semi-ciclo positivo No semi-ciclo negativo

P(t)= I(t) . V(t) P(t)= I(t) . V(t)


P(t)= 6 . 180 P(t)= (- 6) . (-180)
P(t)= 1080 W P(t)= 1080 W

Como V e I estão em fase, a potência também estará em fase com ambas. Entretanto no semi-ciclo
negativo, a potência não será negativa (como comprovado matematicamente). Neste caso é correto afirmar
que no circuito puramente resistivo, a potência será:

Sempre positiva.
Sempre pulsante
De freqüência igual ao dobro da freqüência de V e I.

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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período
3.2.2.1 Potências média, de pico e RMS:

PM = PP / 2

Fig. 13 – Potência em circuitos resistivos

Como se nota, a potência de pico se relaciona à corrente e tensão de pico. Por sua vez a potência
média é a metade da potência de pico. Se existe potência média, podemos deduzir que deve existir também
potência RMS. Será que existe potência RMS?

PP = IP . VP PRMS = IRMS . VRMS


Se VRMS e IRMS são dados pelas fórmulas:

VRMS = VP / √2 IRMS = IP / √2
Logo:

PRMS = (VP/√2) . (IP/√2) PRMS = (VP.IP)/ √22) PRMS = PP / 2


Assim, potência RMS, nada mais é do que a potência média. Em um circuito puramente resistivo, a
potência RMS é a única potência existente e recebe o nome de potência ativa.

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Exercícios:

1- Dado o circuito abaixo, pede-se:


a- Valor de VRMS e IRMS
b- Valor de PP e de PM (potência ativa).
c- Gráfico forma de onda

2- Dado o circuito abaixo, pede-se:

a- Todas as correntes de pico e RMS


b- A potência de pico total
c- A potência média total

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Módulo 4 - Circuitos indutivos em CA

4.1 Introdução:

O indutor (bobina ou solenóide) é um dispositivo que apresenta a propriedade de armazenar energia


em forma de campo magnético. É construído com um fio metálico enrolado helicoidalmente sobre um
núcleo de ar, ferro ou ferrite. Os Indutores podem ser alimentados em CC ou CA.

4.2 Indutor em corrente contínua:

Fig. 14 – Comportamento do indutor em CC

- Ao se fechar a chave, uma corrente contínua I, percorre o circuito.

- Quando encontra o indutor, esta corrente (I) faz surgir neste, um campo magnético.

- Assim ao atingir a primeira espira, a corrente (I) cria um campo magnético cujo as linhas de campo
interceptam as demais espiras, induzindo assim uma tensão que chamamos tensão auto-induzida.

- Segundo a lei de Lenz: o sentido da corrente induzida (I’) é tal, que origina um fluxo magnético que se
opõe à variação do fluxo magnético que a produziu.

- Disto pode-se concluir que esta tensão induzida se opõe através da corrente (I’) à causa que a originou
(corrente I).

- Como resultado desta oposição de I’, a corrente I levará um determinado tempo para atingir seu valor
nominal.

- Uma vez estando a corrente I em seu valor nominal, se ocorrer a abertura da chave (instante t=2s), a
corrente I levará um determinado tempo para voltar a zero.

4.3 Indutância:
Um indutor é caracterizado por sua indutância. Esta indutância é a medida de capacidade de
armazenamento de energia em forma de campo magnético. Seu símbolo é a letra L, e sua unidade de
medida é o henry (H). A indutância de uma bobina depende:

Das dimensões do indutor (comprimento e diâmetro do enrolamento).


Do material que compõe seu núcleo.
Do número de espiras.

4.4 Tensão no indutor:

De maneira bem simplificada, a tensão induzida em uma bobina será dada por:

Vind = L . ∆i / ∆t

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Exercícios:

1- Uma corrente constante de 20 mA percorre uma bobina com indutância de 100mH. Qual o valor da
tensão induzida?

2- Uma bobina tem indutância de 50µH. Qual a tensão induzida quando a taxa de variação de corrente for
de 10000 Ae/s?

3- A corrente que passa por uma bobina aumenta até 20 A em 1 ms. Se sua indutância for de 100mH, qual
será a tensão induzida?

De todas as considerações e dos exercícios anteriores, podemos concluir que:

- Um indutor armazena energia na forma de campo magnético.


- Um indutor sempre se opõe às variações de corrente.
- Em um indutor a corrente sempre está atrasada da tensão.
4.5 Indutor ideal em CA:

O indutor ideal é um dispositivo hipotético que apresenta apenas indutância e não conta com
nenhuma componente de resistência ôhmica.
Já foi definido que quando alimentado com uma tensão contínua, o indutor faz com que a corrente
leve um dado tempo para atingir seu valor de regime (nominal).
Porém, um indutor ideal alimentado com uma tensão alternada, faz surgir sobre si, uma corrente
atrasada 90º da tensão.

Fig. 15 – Comportamento do indutor em CA

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Neste caso, as expressões trigonométricas e as fasorais são:

V(t)= Vp. Sen ωt ou V(t)= Vp / 0º


I (t)= Ip. Sen (ωt - 90º) ou I(t)= Ip / -90º
4.6 Reatância indutiva (XL):
A medida de oposição que um indutor oferece à circulação da corrente é dada por sua reatância
indutiva. O símbolo da reatância indutiva é XL e sua unidade é o ohm (Ω).

XL = 2π.f.L XL = ω.L
Logo o valor da reatância indutiva é diretamente proporcional aos valores de freqüência e
indutância.

Exercício:

Calcule os valores de reatância indutiva (XL) de um indutor ideal de 600 mH quando a freqüência de
alimentação for:

a) 0 Hz b) 6 Hz c) 60 Hz d) 600 Hz e) 6000 Hz f) 60000Hz

Do exercício acima, conclui-se que o indutor ideal:

- Em corrente contínua se comporta como um curto-circuito.


- Em corrente alternada de altas freqüências comporta-se como um circuito aberto.

4.7 Primeira lei de Ohm para indutor ideal:


Se a unidade da reatância indutiva (XL) é a mesma da resistência (R) - ohm - é porque ambas as
grandezas são análogas .

Fig.16 – Lei de Ohm para indutor ideal

Como no indutor ideal a corrente está sempre atrasada 90º da tensão:

XL= V/ 0º / I / - 90º
XL= XL’ /0º - (- 90º)
XL= XL’ / 90º Ω ou jXL
Aplicando-se a lei de Ohm e tratando as grandezas envolvidas como números complexos, pode-se
afirmar que a reatância indutiva apresenta fase inicial igual a 90º.

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Exercícios:
1- À um solenóide ideal de 100 mH, é aplicada uma tensão CA de 220 VRMS / 60 Hz. Considerando-se o
ângulo de fase inicial da tensão igual a zero, determine:
a- A reatância indutiva em n.º complexo.
b- O valor RMS da corrente.
c- O valor de pico da tensão.
d- As formas de onda de V e I
e- O diagrama fasorial

2- Em qual freqüência uma bobina de 300 mH tem reatância indutiva de 80 Ω?

3- Qual a reatância indutiva de uma bobina de 500 mH alimentada por uma tensão com freqüência de 50
Hz?

4- Dado o circuito abaixo, calcule a reatância indutiva e a indutância da bobina, sabendo-se que I=600 mA.

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5- Uma bobina ideal tem indutância = 0,1 H e está ligada a uma fonte V(t) = 156 sen (ωt) V / 50 Hz.
Determine a reatância indutiva e o valor RMS da corrente em número complexo.

6- Uma bobina apresenta reatância indutiva XL= 20 Ω e indutância L= 200 mH. Determine o valor da
freqüência à qual a bobina está ligada:

4.8 Potência no indutor ideal:

Fig. 17 – Potência no indutor ideal

Observando o gráfico constata-se que a freqüência da potência apresenta o dobro da freqüência da


corrente da tensão. Ainda observando o gráfico, tem-se que no circuito puramente indutivo a potência
apresenta um semi-ciclo positivo e outro negativo. Assim a potência média no circuito é igual a zero.
Como já foi visto, potência média e potência eficaz são a mesma potência, e recebem o nome de
potência ativa P. Para qualquer tipo de circuito (resistivo, indutivo ou capacitivo) a potência ativa será dada
pela fórmula:
PRMS = IRMS . VRMS . cos Ø
Onde cosØ = coseno do ângulo da impedância (Z), da reatância (X) ou da resistência (R).
Com a fórmula acima é possível comprovar matematicamente aquilo que havia sido observado no gráfico:
P = VRMS . IRMS . cos Ø
P = VRMS . IRMS . cos (90º)
P = VRMS . IRMS . 0
P = 0 Watts
Em circuitos puramente indutivos a potência ativa (média ou eficaz) é igual a zero. Isso significa dizer que
quando a potência total é positiva, o gerador está fornecendo energia ao indutor, que por sua vez a
armazena em forma de campo magnético. Quando a potência total é negativa, o indutor está devolvendo
esta energia ao gerador. Portanto, não há dissipação de potência ativa em circuitos puramente indutivos.

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4.9 Indutor real:
Tudo que foi abordado até agora se referia ao indutor ideal (sem resistência ôhmica). Na prática,
porém, todo indutor apresenta além da indutância (e consequentemente da reatância indutiva XL) uma
pequena componente de resistência ôhmica que é devida ao material metálico do qual ele é feito. Desta
maneira, o correto seria representar um indutor real com uma pequena resistência r em série com a
reatância indutiva XL.

Fig. 18 – Indutor real

Quando uma tensão alternada á aplicada ao indutor real, a corrente permanece atrasada da tensão,
porém de um ângulo um pouco menor que 90º, pois enquanto a resistência tende a mantê-las em fase, a
reatância indutiva tende a defasá-las. A combinação entre resistência (r) e reatância indutiva (XL) faz
surgir outra grandeza elétrica: a impedância indutiva (ZL). Logo o indutor real apresenta uma impedância
indutiva ZL, diferentemente do indutor ideal que apresenta apenas a reatância indutiva XL.

4.10 Circuito RL série:


O indutor real do exemplo anterior, com sua pequena resistência “r” em série com sua reatância
indutiva XL, constitui um circuito que poderia ser chamado RL série. Um circuito RL série é a associação
em série de uma fonte de tensão, uma resistência e um indutor.
A representação gráfica de um circuito RL série deveria trazer duas resistências em série com uma
reatância indutiva. Entretanto, como geralmente a resistência ôhmica do indutor real é muito pequena em
relação à resistência ôhmica do resistor, este valor (da resistência ôhmica do indutor) poderá ser
desconsiderado sempre que for 10 vezes (ou mais) menor que a do resistor.

Fig. 19 – Circuito RL série

4.10.1 Impedância indutiva ZL no circuito RL série:


A impedância indutiva é a oposição total que um circuito oferece à circulação de corrente. Então a
impedância indutiva em um circuito RL série é a soma vetorial da resistência (R) com a reatância indutiva
(XL). Sua unidade também é ohm (Ω).

ZL= R + jXL
ZL = R / 0º + XL / 90º
ZL = √R2 + XL2 e Ø= tg-1 XL/R

Fig. 20 – impedância indutiva


Em circuitos RL série

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4.10.2 Lei de Ohm para circuito RL série:

Fig. 21 – Lei de Ohm para circuito RL série

VT = IT / Ø . ZL / Ø
VR = IT / Ø . R / 0º
VL = IT / Ø . XL / 90º

Exercícios:
1- Uma bobina real possui uma resistência ôhmica de 3Ω, uma indutância L de 50 mH e é alimentada por
uma tensão CA de V(t)= 191 sen (377t) V RMS. Calcule:

a- Reatância indutiva
b- Impedância indutiva
c- O valor da corrente
d- O valor de VR e VL
e- Diagrama fasorial

2- Um indutor de 200 mH está associado em série com uma resistência de 40Ω e ambos são alimentados
por uma fonte de tensão CA de V(t)= 170 sen (377t + 20º) V RMS. Calcule:
a- Reatância indutiva
b- Impedância indutiva
c- O valor da corrente
d- O valor de VR e VL
e- Diagrama fasorial

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3- Dado o circuito abaixo, calcule:

a- A indutância da bobina
b- A Impedância indutiva
c- O valor da corrente
d- O valor de VR e VL
e- O Diagrama fasorial

4- Dado o circuito abaixo, calcule:

a- A indutância da bobina
b- A Impedância indutiva
c- O valor da corrente
d- O valor de VR e VL
e- O Diagrama fasorial

5- Uma bobina quando ligada a uma fonte CC de 10 V solicita uma corrente de 100 mA. Quando ligada a
uma fonte CA de 10 VRMS / 500 Hz consome uma corrente de 20 mARMS. Calcule:
a- O valor da resistência da bobina
b- A reatância indutiva e a indutância
c- A impedância da bobina
d- A representação gráfica de ZL

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6- Dado o circuito abaixo, calcule:

a- A reatância indutiva
b- A Impedância indutiva
c- O valor da corrente
d- O valor de VR e VL
e- O Diagrama fasorial

4.10.3 Potência em circuitos indutivos:


No que diz respeito à potência elétrica, já ficou definido que:
Circuitos puramente resistivos apresentam apenas a potência ativa (P).
Circuitos puramente indutivos apresentam apenas a potência reativa (Q).
Já os circuitos RL, além destas, apresentam outra potência que é a potência aparente (S).

Fig. 22 - Triângulos de tensão e de potência em circuitos RL

4.10.3.1 Relação entre as potências no circuito RL


4.10.3.1.1 Potência aparente (S): É a potência total fornecida pelo gerador a um circuito CA. Sua unidade
é o Volt Àmpere (VA) e seu valor pode ser encontrado através da fórmula:

S = Vrms x Irms
4.10.3.1.2 Potência ativa (P): É a potência dissipada pela parte resistiva do circuito RL. É a potência que
efetivamente realiza trabalho. Sua unidade é o Watt (W) e seu valor pode ser encontrado através da
fórmula:

P = Vrms x Irms x cos Ø


4.10.3.1.3 Potência reativa (Q): É a potência “perdida” pela reatância indutiva. Sua unidade é o var (var) e
seu valor pode ser encontrado através da fórmula:

Q = Vrms x Irms x sen Ø


Como Vrms x Irms é a potência aparente S:

P = S x cos Ø
Q = S x sen Ø

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Do triângulo das potências (fig.25) é possível obter:

S2 = P2 + Q2
4.10.4 Fator de potência no circuito RL série:
É a medida de aproveitamento da potência fornecida a um circuito, já que de toda a potência
aparente (S) fornecida pela fonte a um circuito CA, uma parte (reativa – Q) não será aproveitada. O fator
de potência em um circuito RL Série é dado por:

FP = cos Ø ou FP = P/S ou FP = R/ZL ou FP = VR/VT


Exercícios:
* Todos os valores de tensão estão expressos em RMS.

1- Dado os circuitos abaixo, calcule S, P, Q e o fator de potência:

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2- No circuito abaixo, pede-se:

a- A leitura dos aparelhos


b- As potências S, P, Q
c- O fator de potência

3- No circuito abaixo foram inseridos um amperímetro, um wattimetro e um voltímetro que leram


respectivamente: 55 A, 10.000 W, e 220 V. Com base nestas leituras pede-se:

a- A resistência do circuito
b- A impedância complexa
c- A indutância da bobina
d- Todas as potências

4.11 Circuito RL paralelo: Um circuito RL paralelo apresenta indutor e resistor associados em paralelo
com um gerador de tensão CA. Consequentemente a tensão sobre ambos será sempre a mesma, ao passo
que a corrente se dividirá entre eles.

Fig. 23 – Circuito RL paralelo

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4.11.1 Fator de potência no circuito RL paralelo:
O fator de potência em um circuito RL Paralelo é dado por:

FP = cos Ø ou FP = P/S ou FP = ZL/R ou FP = IR/IT


4.11.2 Impedância equivalente no circuito RL paralelo

Neste tipo de associação, a impedância será dada por:


ZL= (R /0º . XL /90º ) / (R /0º + XL /90º)
ZL= (R . XL) / (√ R2 + XL2) e Ø= tg-1 R / XL
Exercícios:
* Todos os valores de tensão estão expressos em RMS.
1- No circuito abaixo, pede-se:

a- A impedância complexa
b- Todas as correntes
c- A expressão matemática da corrente total
d- As potências S, P, e Q
e- O fator de potência
f- O diagrama fasorial

2- No circuito abaixo, pede-se:

a- Corrente total
b- Corrente sobre os dispositivos
c- Todas as potências
d- O fator de potência
e- O diagrama fasorial

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3- No circuito abaixo, pede-se:

a- Corrente total
b- Corrente sobre os dispositivos
c- Todas as potências
d- O fator de potência
e- O diagrama fasorial

4- No circuito abaixo, pede-se:

a- A tensão do gerador
b- A corrente sobre os dispositivos
c- Todas as potências
d- O fator de potência
e- O diagrama fasorial

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Módulo 5 - Circuitos capacitivos em CA

5.1 Introdução:
Um capacitor (ou condensador) é um dispositivo construído com duas placas metálicas paralelas,
separadas por um material dielétrico (isolante). Os capacitores possuem a propriedade de armazenar cargas
elétricas. Capacitores podem ser alimentados com CC ou CA.

5.2 Capacitor em corrente contínua:

Fig. 24 – Comportamento do capacitor em corrente contínua

Ao se fechar a chave, uma tensão VCC alimenta o circuito.

Consequentemente uma corrente ICC circula pelo circuito. Quando encontra o capacitor, a corrente ICC já
possui seu valor de regime (nominal), porém a tensão no capacitor, neste instante ainda é zero.
Para que a tensão no capacitor atinja o valor da tensão da fonte, é necessário um determinado tempo. Após
este tempo o capacitor se encontra carregado com o valor máximo de tensão e a corrente deixa de circular.
Esta demora em atingir o valor máximo de tensão se dá porque o capacitor armazena energia em forma de
campo elétrico. Assim a quantidade de carga armazenada por um capacitor é dada por:

Q= c.V
Por sua vez, a corrente no capacitor é dada por: I(t) = c . ∆V/∆t
5.3 Capacitância:
Um capacitor é caracterizado por sua capacitância que é a medida da capacidade de armazenamento
de energia em forma de campo elétrico. O símbolo da capacitância é a letra C, e sua unidade é o farad (F).
A capacitância depende:
da área (em m2) das placas.
da distância entre elas.
do material que as separa.

5.4 Capacitor em corrente alternada:


Uma vez alimentado em CA:

Fig.25 – Comportamento do capacitor em CA

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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período
O capacitor com CA, traz sobre si a corrente adiantada 90º da tensão. Neste caso as expressões
senoidais e fasorais são:

V(t)= Vp. Sen ωt ou V(t)= Vp / 0º


I(t)= Ip. Sen (ωt + 90º) ou I(t)= Ip / 90º
5.5 Reatância capacitiva (XC):
A medida de oposição que um capacitor oferece à circulação de corrente é dada por sua reatância
capacitiva. O símbolo da reatância capacitiva é XC e sua unidade o ohm (Ω).
A reatância capacitiva é dada pela fórmula:

XC = 1 / 2π.f.c ou XC = 1 / ω.c
Assim o valor da reatância capacitiva (XC) é inversamente proporcional aos valores de freqüência e
de capacitância.
Exercício:

Calcule os valores de reatância capacitiva de um condensador de 4,7 µF, quando este for alimentado com
freqüências de:

a- 0 Hz b) 6 Hz c) 60 Hz d) 600 Hz d) 6000 Hz e) 60000 Hz

Do exercício acima podemos concluir que o capacitor:


- Em corrente contínua comporta-se como um circuito aberto.
- Em corrente alternada de altas freqüências comporta-se como curto-circuito.

5.6 Primeira lei de Ohm para capacitor:


Se a unidade da reatância capacitiva (XC) é a mesma da resistência e da reatância indutiva – o ohm
– é possível comprovar que as grandezas são análogas.

Fig. 26 – Lei de Ohm para capacitor

Como no capacitor a corrente está sempre adiantada 90º da tensão:

XC= V / 0º / I / 90º
XC= XC’ /0º - 90º
XC= XC’ / - 90º Ω ou - jXC
Aplicando-se a lei de Ohm e tratando as grandezas envolvidas como números complexos é possível
atribuir à reatância capacitiva XC fase inicial igual a – 90 º.

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Exercícios:
1- Um capacitor de 200 µF recebe uma tensão CA de 110 VRMS / 60 HZ. Considerando o ângulo de fase
inicial da tensão igual a 0º, determine:
a- Reatância capacitiva
b- Valor da corrente no circuito
c- Forma de onda
d- Diagrama fasorial

2- Em qual freqüência um capacitor de 100 µF assume valor de reatância capacitiva de 150Ω ?

3- Qual a reatância capacitiva de um condensador de 500 µF quando alimentado com uma tensão de
freqüência igual a 50 Hz? E para freqüência de 60 HZ?

5.7 Potência no capacitor:

Fig. 27 – Potência no capacitor

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A freqüência da potência é o dobro da freqüência da corrente e da tensão.
Entretanto, a potência instantânea assume valores positivos no semi-ciclo positivo e valores
negativos no semi-ciclo negativo. Por este comportamento é definido que no circuito puramente capacitivo
não existe dissipação de potência ativa, já que a potência média é zero.
Desta forma, no semi-ciclo positivo o capacitor está recebendo energia do gerador e armazenando-a
em forma de campo elétrico. No semi-ciclo negativo, o capacitor devolve esta energia ao gerador.
Logo, a potência que se nota no capacitor é apenas a potência reativa (Q).

5.8 Circuito RC série:

Um circuito RC Série é a aquele que apresenta resistores e capacitores associados em série com
uma fonte de tensão
.

Fig. 28 – Circuitos RC série

5.8.1 Impedância capacitiva (ZC) no circuito RC série:

A oposição total que um circuito RC série oferece à circulação de corrente é dada por sua
impedância capacitiva. A impedância capacitiva depende dos valores de R e de XC. Assim a impedância
capacitiva será a soma vetorial da resistência ôhmica (R) com a reatância capacitiva (XC) presentes no
circuito RC.

ZC = R – j XC
ZC = R/0º + XC / - 90º
ZC = √R2 + XC2 e Ø= tg-1 - XC/R
5.8.2 Lei de Ohm para circuito RC série:

Fig. 29 – Lei de Ohm para circuitos RC série

VT = IT / Ø º . ZC / Ø º
VR = IT / Ø º . R / 0º
VC = IT / Ø º . XC / - 90º

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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período
Exercícios:
* Todos os valores de tensão estão expressos em RMS.
1- Dado o circuito abaixo, pede-se:

a- Reatância capacitiva
b- A impedância complexa
c- A corrente total
d- Vc e VR
e- Diagrama fasorial

2- Dado o circuito abaixo, pede-se:

a- A capacitância do condensador
b- A impedância capacitiva
c- A corrente total
d- VR e VC
e- Diagrama fasorial

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3- Dado o circuito abaixo, pede-se:

a- A impedância capacitiva
b- A corrente total
c- VR e VC
d- Diagrama fasorial

4- Dado o circuito ao lado, pede-se:

a- A impedância capacitiva
b- A corrente total
c- VR e VC
d- Diagrama fasorial

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5.8.3 Fator de potência no circuito RC série:

O fator de potência em um circuito RC Série é dado por:

FP = cos Ø ou FP = P/S ou FP = R/ZC ou FP = VR/VT

5.9 Potência em circuitos capacitivos:


Basicamente valem os mesmos conceitos adotados para os circuitos R:

Fig. 30 – Triangulos de tensão e de potência em circuitos RC

Exercícios:
* Todos os valores de tensão estão expressos em RMS.
1- Dado os circuitos abaixo, calcule S, P, Q e o fator de potência

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2- Com base nos exercícios anteriores, e tomando por referencia aumentos sucessivos do valor da reatância
capacitiva XC, comente o que está acontecendo comas grandezas listadas abaixo:
Freqüência

Impedância

Corrente

Tensão no capacitor

Tensão no resistor

Potências S, P, Q

Fator de potência

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5.10 Circuito RC paralelo:
Um circuito RC paralelo apresenta capacitor e resistor associados em paralelo com um gerador de
tensão CA. Consequentemente a tensão sobre ambos será sempre a mesma, ao passo que a corrente se
dividirá entre eles.

Fig . 31 – Circuito RC paralelo

5.10.1 Impedância equivalente no circuito RC paralelo:


Neste tipo de associação, a impedância é dada por:
ZC= (R /0º . XC /- 90º ) / (R /0º + XC /-90º )
ZC= (R . XC) / (√R2 + XC2) e Ø= tg-1 R / - XC
5.10.2 Fator de potência no circuito RC paralelo:
O fator de potência em um circuito RC Paralelo é dado por:

FP = cos Ø ou FP = P/S ou FP = ZC/R ou FP = IR/IT


Exercícios:
* Todos os valores de tensão estão expressos em RMS.
1- No circuito ao lado, pede-se:

a- A impedância complexa
b- Todas as correntes
c- A expressão matemática da corrente total
d- As potências S, P, e Q
e- O fator de potência
f- O diagrama fasorial

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2- No circuito abaixo, pede-se:

a- A impedância Complexa
b- A corrente total
c- A corrente sobre os dispositivos
d- Todas as potências
e- O fator de potência

3- No circuito abaixo, a corrente total é de 10 / 30º A . Pede-se:

a- Tensão do gerador
b- A corrente sobre os dispositivos
c- Todas as potências
d- O fator de potência
e- O diagrama fasorial

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Módulo 6 - Circuitos RLC em CA

6.1 Introdução:

Um circuito RLC é aquele que combina entre seus elementos resistor, indutor e capacitor. Este tipo
de associação pode se apresentar em série, em paralelo ou misto.

6.2 Circuito RLC série:

Em um circuito RLC série, os elementos são dispostos em série com uma fonte de tensão. Neste
caso a corrente é a mesma sobre todos os dispositivos e encontra-se em fase com a tensão sobre o resistor,
adiantada em relação à tensão do capacitor e atrasada em relação à tensão no indutor.
A corrente em um circuito RLC série é dada pela simples aplicação da lei de Ohm, ou seja:

Fig.32 – Lei de Ohm para circuitos RLC

Por isso é muito importante o conceito de impedância RLC.

6.2.1 Impedância no circuito RLC série:

A impedância total de um circuito RLC série é a soma vetorial da resistência R + XL + XC:

ZL = √R2 + (XL – XC)2


O ângulo de fase da impedância em circuitos RLC série é dado por:

Ø= tg-1 (XL – XC) / R


O diagrama fasorial é dado por:

Fig.33 – Diagrama fasorial de um circuito RLC série

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6.2.2 Potência no circuito RLC série:
Assim como os circuitos indutivos e capacitivos, o circuito RLC (tanto em série quanto em
paralelo) apresenta três potências: Aparente (S), Ativa (P) e Reativa (Q).
A única diferença notada no circuito RLC é quanto à potência reativa (Q) que poderá ser capacitiva ou
indutiva, dependendo dos valores de XC e XL.
Se predominar o valor da reatância capacitiva XC, então a potência reativa será chamada de reativa
capacitiva. Ao contrário, se o valor da reatância indutiva XL for maior que o valor de XC, a potência
resultante será chamada de reativa indutiva. Para qualquer condição de relação entre as reatâncias, as
fórmulas utilizadas para cálculo dos valores de potência serão as mesmas.
Exercícios:
* Todos os valores de tensão estão expressos em RMS.
1- Para o circuito RLC abaixo, calcule

a- impedância complexa
b- Corrente total
c- VR, VL e VC
d- Potências S, P, Q e fator de potência

2- Para o circuito RLC abaixo, calcule

a- Impedância complexa
b- Corrente total
c- VR, VL e VC
d- Potências S, P, Q e fator de potência

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3- Para o circuito RLC abaixo, calcule:

a- Impedância complexa
b- Corrente total
c- VR, VL e VC
d- Potências S, P, Q e fator de potência

6.3 Efeito da freqüência e freqüência de ressonância:


Observar a freqüência de alimentação de uma associação RLC (série ou paralelo) é muito
importante para análise de um circuito, já que a freqüência afeta significativamente os valores das
reatâncias indutiva e capacitiva e por conseqüência a impedância total.
Existe uma freqüência na qual os valores da reatância indutiva (XL) e a reatância capacitiva (XC) atingem
os mesmos valores. Esta freqüência é chamada de freqüência de ressonância.
Na freqüência de ressonância, com os valores de XL = XC, os efeitos da reatância capacitiva
anulam os efeitos da reatância indutiva e vice-versa. Consequentemente a única oposição à circulação de
corrente é aquela oferecida pela resistência. Nesta condição o circuito é dito ressonante.
6.3.1 Ressonância em série:
Para um circuito RLC em série, a impedância total (Z) é a soma (vetorial) de R + XL + XC.
Estando ressonante, a impedância (Z) será igual ao valor da resistência (R). Logicamente o valor da
impedância de um circuito RLC série quando na freqüência de ressonância será menor do que era
anteriormente.
A freqüência de ressonância para circuitos RLC série é dada pelas fórmulas:

Fr= 1 / 2π √LC ou Fr= f. √(XC / XL)


Quando um circuito RLC série encontra-se ressonante, a impedância total (Z) tem seu valor
mínimo e a corrente no circuito, seu valor máximo. Além disso, o fator de potência neste caso é unitário,
uma vez que o circuito assume características puramente resistivas.

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Exercício:
Calcule a corrente total, a freqüência de ressonância e a corrente na freqüência de ressonância:

6.3.2 Curva característica freqüência X impedância no circuito RLC série:

Fig. 34 – Curva característica freqüência x impedância no circuito RLC Série

Observando-se a curva característica acima pode-se notar que:

Abaixo da freqüência de ressonância XC aumenta e XL diminui tornando o circuito capacitivo.


Acima da freqüência de ressonância XC diminui e XL aumenta tornando o circuito indutivo.
6.4 Circuitos RLC em paralelo:
Em um circuito RLC paralelo, os elementos são dispostos em paralelo com uma fonte de tensão.
Neste caso a tensão é a mesma sobre todos os dispositivos e encontra-se em fase com a corrente sobre o
resistor, atrasada em relação a corrente no capacitor e adiantada em relação a corrente no indutor.
A corrente em um circuito RLC paralelo também é dada pela simples aplicação da lei de Ohm, ou
seja:

Fig. 35 – Lei de Ohm para circuitos RLC paralelo

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6.4.1 Impedância no circuito RLC paralelo:
A impedância total de um circuito RLC paralelo é dada pela equivalência entre R e as reatâncias XL
e XC. Para tanto é necessário primeiramente determinar qual o valor equivalente das reatâncias:

Xeq= XL . (– XC) / XL – XC
Com o resultado da equivalência entre XL e XC, adota-se a fórmula:

ZC= R . Xeq / √R2 + Xeq2


O ângulo de fase da impedância em circuitos RLC Paralelo é dado por:

Ø= tg-1 R / Xeq
O diagrama fasorial é dado por:

Fig. 36 – Diagrama fasorial de um circuito RLC paralelo

6.5 Efeito da freqüência no circuito RLC paralelo:


6.5.1 Ressonância em paralelo:
Para um circuito RLC paralelos, a impedância total (Z) sempre será menor que os valores de R ou
Xeq. Estando ressonante, a impedância (Z) será igual ao valor da resistência (R). Assim o valor da
impedância de um circuito RLC paralelo quando na freqüência de ressonância será maior do que era
anteriormente.A freqüência de ressonância para um circuito RLC em paralelo é dada pelas mesmas
fórmulas do RLC série.
Quando um circuito RLC paralelo encontrar-se ressonante, a impedância total (Z) terá o seu valor
máximo e a corrente total no circuito, seu valor mínimo. Além disso, o fator de potência neste caso será
unitário, uma vez que o circuito assume características puramente resistivas.
6.5.2 Curva característica freqüência X impedância no circuito RLC paralelo:

Fig. 37 – Curva característica freqüência x impedância no circuito RLC paralelo

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Observando-se a curva característica acima podemos notar que:

Abaixo da freqüência de ressonância XC aumenta e XL diminui tornando o circuito indutivo.


Acima da freqüência de ressonância XC diminui e XL aumenta tornando o circuito capacitivo.

Exercícios:
* Todos os valores de tensão estão expressos em RMS.

1- Uma fonte de tensão V(t) = 220 V / 60 Hz, alimenta em paralelo os seguintes dispositivos:
R = 150 Ω, XL= 100 Ω e XC= 50 Ω, calcule:
a- Impedância total e as correntes IT, IR, IC e IL
b- A freqüência de ressonância
c- A corrente IT na freqüência de ressonância

2- Uma fonte de tensão V(t) = 220 V / 60 Hz, alimenta em paralelo os seguintes dispositivos:
R = 50 Ω , XL= 100 Ω e XC= 150 Ω , calcule:

a- Impedância total e as correntes IT, IR, IC e IL


b- A freqüência de ressonância
c- A corrente IT na freqüência de ressonância

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Módulo 7 - Circuitos mistos em CA

7.1 – Introdução:

Circuitos mistos em corrente alternada são aqueles formados por associações série-paralelo de
resistores, indutores e/ou capacitores.

Fig. 38 – Circuitos mistos em CA

7.2 Associação de indutores:

Indutores podem ser associados em série, em paralelo ou em forma mista.


Sempre que estiverem associados em série, a indutância total será dada por:

Fig. 39 – Indutores em série

LT = L1 + L2 + L3
Sempre que estiverem em paralelo, a indutância equivalente será dada por:

Fig. 40 – Indutores em paralelo

1/ Leq = 1/L1 + 1/L2 + 1/ L3


Sempre que estiverem em forma mista, a indutância equivalente será dada pela combinação entre as
duas fórmulas acima.
Obs: Geralmente no estudo de circuitos mistos em CA que apresentem indutores, os efeitos da auto-
indução e da indutância mútua nestes dispositivos são desconsiderados.

7.3 Associação de capacitores:


Assim como os indutores, os capacitores também podem ser associados em série, em paralelo ou em
forma mista.

Sempre que estiverem associados em série, a capacitância total será dada por:

Fig. 41 – capacitores em série

1 / CT = 1 / C1 + 1 / C2 + 1 / C3

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Sempre que estiverem em paralelo, a capacitância equivalente será dada por:

Fig. 42 – Capacitores em paralelo

CT = C1 + C2 + C3
Sempre que estiverem em forma mista, a capacitância equivalente será dada pela combinação entre
as duas fórmulas acima.

7.4 – Associação de impedâncias:

Nas associações RL, RC, LC, e/ou RLC, a oposição total à circulação de corrente é dada pela
impedância (Z), e as impedâncias (ZL e/ou ZC) também podem ser combinadas em série, paralelo ou
forma mista.

Sempre que estiverem associadas em série, a impedância total será dada por:


6Ω Ω
j8Ω Ω
3Ω Ω
j4Ω Ω
12Ω Ω
j16Ω

Fig. 43 – Impedâncias em série

ZT = Z1 + Z2 + Z3
Sempre que estiverem associadas em paralelo, a impedância equivalente será dada por:

8Ω Ω
4Ω

j6 Ω -j3 Ω

Fig. 44 – Impedâncias em paralelo

1/ Zeq = 1/Z1 + 1/Z2 + 1/ Z3

Zeq = Z1 x Z2 / Z1 + Z2

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Exercícios:

1- O circuito abaixo é alimentado por uma fonte de 110 V eficazes e fase inicial igual a 0º. Determine os
valores de Z, IT, I1, I2 e o FP:

50 Ω 50 Ω

j20 Ω j80 Ω

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2- O circuito abaixo é alimentado por uma fonte de 110 V eficazes e fase inicial igual a 80º. Determine o
valor de ZT

4Ω 5Ω

j3 Ω - j4 Ω

3- O circuito abaixo é alimentado por uma fonte de 110 V eficazes e fase inicial igual a 0º.
Determine o valor de ZT:

10 Ω j5 Ω

8Ω -j5 Ω

-j5 Ω j10 Ω

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Módulo 8 - Correção do fator de potência

Nos módulos anteriores foi definido que o fator de potência é a medida de aproveitamento da
potência disponibilizada pelo gerador à uma determinada carga. E também que o ideal é que este fator de
potência seja unitário, o que significaria dizer que a carga estaria aproveitando toda a potência fornecida
pelo gerador.
Apesar disso, em condições normais de operação nenhuma máquina ou dispositivo elétrico
apresenta fator de potência unitário, a não ser que se trate de uma carga puramente resistiva.
Por esta razão é necessário se obter o máximo aproveitamento possível da potência aparente, o que
pode ser conseguido através da correção do fator de potência.
Mas porque corrigir o fator de potência?
Na prática a maioria das instalações industriais apresenta fatores de potência indutivos em razão de
contarem com uma considerável quantidade de grandes motores. Por sua vez as concessionárias de energia
elétrica exigem dos consumidores industriais fator de potência com valor mínimo de 0.92, caso contrário
estes consumidores podem ser (e são) sobre taxados em suas contas de energia elétrica.
É comum que se pergunte: porque razão as concessionárias de energia elétrica obrigam os
consumidores industriais a manterem seu fator de potência em 0.92, se quanto menor o fator de potência da
instalação maior será o consumo registrado pelos medidores?
A questão é respondida convenientemente quando se leva em conta que sendo fixo o valor da tensão
de fornecimento, o aumento de consumo gerado pelo baixo fator de potência exigirá o aumento da
intensidade de corrente.
Este aumento no valor da intensidade de corrente solicitada pela instalação industrial, obrigaria a
concessionária a instalar uma rede de distribuição com condutores muito maiores e mais espessos e
consequentemente inviáveis técnica e financeiramente.
Se um conjunto de motores apresenta fator de potência 0.6 e realiza um trabalho equivalente a 138
kW, então ele solicita da rede elétrica uma elétrica uma potencia aparente de 230 kVA.
Supondo que a tensão de fornecimento pela concessionária é de 13.8 kV, pode-se calcular o valor
da corrente consumida:
I=S/V
I= 230 / 13.8
I= 16.6 A
Caso esta unidade industrial corrigisse seu fator de potência tornando-o unitário, para produzir o
mesmo trabalho equivalente a 138 kW, a potência aparente consumida seria de 138 kVA, solicitando uma
corrente bem menor que na situação anterior:
I= S /V
I= 138 / 13.8
I= 10 A
8.1 Corrigindo o fator de potência:
Muito embora predominem os fatores de potência indutivos, podem existir fatores de potência
capacitivos, e estes, assim como os indutivos também podem ser corrigidos.
Para se corrigir um fator de potência indutivo, basta associar capacitâncias em paralelo com a carga
indutiva.
Para se corrigir um fator de potência capacitivo, basta associar indutâncias em paralelo com a
carga capacitiva.

Tome o exemplo:
Um motor de indução consome 1,5 KW e 7,5 A de uma linha de 220 V / 60Hz. Determine a
capacitância a ser associada em paralelo com o motor para que o FP torne-se unitário:

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1º) Calcular o valor da potência aparente (S) disponibilizada ao motor pelo gerador:

2º) Sabendo-se que a potência ativa é de 1,5 KW, descobrir qual é o FP do motor:

3º) A partir do fator de potência, determinar a fase da impedância do motor:

4º) Uma vez tendo o ângulo de fase da impedância, determinar qual é o valor de potência reativa indutiva
“perdida” pelo motor:

5º) Com o valor da potência reativa indutiva, e sabendo-se que para atingir o FP unitário será necessário
acrescentar a mesma quantidade de potência reativa capacitiva no circuito, basta calcular qual o valor de
reatância capacitiva XC deverá ser associada em paralelo com a carga:

6º) De posse do valor da reatância capacitiva XC, calcular o valor da capacitância necessária à correção do
fator de potência:

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Exercícios:

1- A carga de uma instalação consome 2000 VA de uma linha de 240 V e seu fator de potência é de 0,7
indutivo. Calcule a quantidade de potência reativa capacitiva que deve ser associada à carga para que o
fator de potência atinja o valor estabelecido pela concessionária local de energia.

2- Um transformador de 500 KVA está operando à plena carga com FP de 0,5 indutivo. Para atingir um
FP de 0,866 indutivo, foi necessário acrescentar a seguinte quantidade de kvar capacitivo:

a- 433 b- 156 c- 254 d-183 e- 546

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Módulo 9 - Circuitos trifásicos

9.1 Geradores e cargas trifásicas:

Em um gerador trifásico, existem três enrolamentos separados fisicamente de 120º entre si. O
circuito trifásico de um gerador CA está construído em seu estator e cada um de seus três enrolamentos
possui o mesmo número de espiras, a mesma resistência ôhmica e consequentemente a mesma impedância
por fase.

Fig. 45 – Aspecto construtivo dos enrolamentos de um gerador trifásico

Cada enrolamento do gerador CA é considerado uma fase individual, e as fases são chamadas de R,
S, T ou A, B, C. Desta maneira cada fase do gerador CA produz uma tensão própria. Esta tensão é
chamada de tensão de fase e da mesma maneira como os enrolamentos estão distantes 120º entre si, as
tensões geradas estarão também defasadas de 120º umas das outras.

Fig. 46 – Relação diagrama fasorial x gráfico forma de onda para um gerador trifásico

No desenho acima, é fácil visualizar que se um gerador trifásico gerar uma tensão V(t) = 180 / 0º (V) em
uma de suas fases, as outras duas tensões serão dadas por V(t) = 180 / 120º (V) e V(t) = 180 / -120º (V) .

Da mesma maneira que existem os geradores trifásicos, evidentemente existem as cargas trifásicas.
Cargas trifásicas são dispositivos ou unidades consumidoras que necessitam de alimentação em 3 fases
para funcionar. As cargas e os geradores trifásicos podem ser ligados em estrela ou em delta.

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9.2 Ligações em estrela:

Na ligação em estrela os pontos X, Y e Z são interligados entre si, formando um ponto em comum.
Este ponto em comum é chamado de neutro (N). A figura abaixo ilustra um gerador ligado em estrela
alimentando uma carga também ligada em estrela.

Fig. 47 – Ligação em estrela

9.2.1 Tensão de linha (VL) e tensão de fase (Vf):

Estando o gerador ligado em estrela, é possível obter-se dele 06 tensões distintas: 03 tensões entre
fase e neutro e 03 tensões entre suas fases.
A tensão entre uma fase e o neutro é a própria tensão gerada na fase do gerador, e por isso é
chamada de tensão de fase (Vf). A tensão entre duas fases quaisquer (entre as fases A e B, por exemplo) é a
diferença dos potenciais entre elas. Esta tensão é chamada de tensão de linha (VL). Seu valor é dado pela
subtração fasorial de VA e VB, ou VB e VC ou VC e VA .
Ainda com base no desenho acima é possível ver que se o gerador fornecer uma tensão de 440 Volts
eficazes em cada uma de suas fases, a fase A estará fornecendo uma tensão de 440 / 0º V, a fase B
fornecendo uma tensão de 440 / -120º V e a fase C uma tensão de 440 / 120º V.
Os valores das tensões de linha fornecidas por este gerador podem ser obtidos através de números
complexos, matematicamente e/ou graficamente:

Números complexos:

VAB (tensão de A a B) = VA – VB
VAB = 440 / 0º – 440 / –120º
VAB = (440 + j 0) – (– 220 – j381)
VAB = 660 + j381
VAB = 762 / 30º VRMS

VBC (tensão de B a C) = VB – VC
VBC = 440 / –120º – 440 / 120º
VBC = (– 220 – j381) – (– 220 + j381)
VBC = 0 – j762
VBC = 762 / – 90º VRMS

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VCA (tensão de C a A) = VC – VA
VCA = 440 / 120º – 440 / 0º
VCA = (– 220 + j381) – (440 + j 0)
VCA = – 660 + j381
VCA = 762 / 150º VRMS

Matematicamente:
Como os enrolamentos do gerador estão separados fisicamente de 120º, o valor do módulo da
tensão de linha (VL ) pode ser obtido através da fórmula:

VL = Vf . √3
VAB = VBC = VCA = 440 . √3
VAB = VBC = VCA = 762 VRMS

Graficamente:
O diagrama fasorial das tensões geradas, demonstra as tensões de fase A, B e C respectivamente a
0º, –120º e 120º e as diferenças de potenciais entre as fases:

Fig. 48 – Representação gráfica das tensões de linha e de fase em gerador trifásico

9.2.2 Corrente de linha (IL) e corrente de fase (If):


As correntes que percorrem cada uma das fases são chamadas de corrente de fase (If). Já correntes
que percorrem as linhas são chamadas de correntes de linha (IL). Em uma ligação em estrela temos que:

IL = If
• Quando a carga for balanceada (as impedâncias das fases forem iguais) a soma das 03 correntes
circulando pelo neutro da ligação em estrela será igual a zero.

• Quando a carga for desbalanceada (as impedâncias das fases forem diferentes entre si) a soma das
correntes circulantes no neutro será diferente de zero.

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Exercícios:

1- Sabendo-se que o gerador trifásico abaixo alimenta uma carga puramente resistiva e equilibrada, pede-
se: as tensões de fase e as tensões de linha; as correntes de fase, de linha e a corrente no neutro

2- Sabendo-se que o gerador trifásico abaixo, alimenta uma carga puramente resistiva porém
desequilibrada, pede-se calcular o valor da corrente circulante no neutro.

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9.3 Ligações em delta:
Na ligação em delta, os enrolamentos são ligados de um modo que não existe o ponto comum. Este
tipo de fechamento também é chamado de triângulo.

Fig. 49 – Ligação em deltat


9.3.1 Tensão de linha (VL) e Tensão de fase (Vf):
Observando o desenho acima é fácil perceber que as tensões de fase possuem os mesmos valores
das tensões de linha.
Vf = VL
9.3.2 Corrente de linha (IL) e corrente de fase (If):
As correntes de fase nas cargas (IAB, IBC, ICA), são diferentes das correntes que chegam através das
linhas (IA, IB, IC). Desta forma o módulo da corrente pode ser calculado usando-se a fórmula:

IL = If .√3
Exercícios:
1- Dado o gerador trifásico abaixo que alimenta uma carga resistiva pede-se a corrente em cada fase da
carga e a corrente nas linhas

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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período
9.4 Potência em sistemas trifásicos:
Em um sistema trifásico, cada uma das três fases é responsável por uma potência aparente (S)
individual.
Tanto nas ligações em estrela quanto nas ligações em delta balanceadas, a potência aparente (S) da
fase A é igual à potência aparente (S) da fase B e igual a potência aparente (S) da fase C, e ambas são
obtidas através da simples multiplicação de Vf RMS por If RMS .

Fig. 50 – Comparativo entre ligações em estrela e em delta, com ênfase em valores de fase

Logo a potência aparente (S) do sistema trifásico balanceado será a soma das potências de cada fase. Por
isso é possível afirmar que:
S = 3 . Vf . If
Desta conclusão pode-se deduzir que:

P = 3 . Vf . If . cos Ø
Q = 3 . Vf . If . sen Ø
Observação: Para cargas trifásicas desbalanceadas, o resultado da potência total será dado através da
soma das potências individuais de cada fase.
As fórmulas anteriores são deduzidas a partir dos valores de tensões e correntes de fases. Outro
modo de se determinar as potências de um sistema trifásico é a utilização dos valores de tensões e correntes
de linha:
S = 3 . Vf . If S = 3 . Vf . If
S = 3 . (VL / √3) . IL S = 3 . VL . (IL / √3)
S = 3 . [(VL / √3) . (√3 / √3)] . IL S = 3 . VL . [(IL / √3) . (√3 / 3)]
S = 3 . [(VL . √3) / (√9)] . IL S = 3 . VL . [(IL . √3) / (√9)]
S = 3 . (VL . √3) /3) . IL S = 3 . VL . [(IL . √3) / 3]
S = √3 . VL . IL S = √3 . VL . IL
Desta observação:

P = √3 . VL . IL . cos Ø
Q = √3 . VL . IL . sen Ø

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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período
Exercícios
1- O circuito abaixo representa um gerador trifásico que alimenta uma carga também trifásica e
equilibrada. Pede-se:

a- Tensões de linha e de fase


b- Correntes de linha, de fase e no neutro
c- Potências S, P e Q.
d- Fator de potência

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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período
2- A potência de um motor trifásico é 8 kW quando ligado à uma tensão de linha de 380 Volts eficazes.
Calcule a corrente de linha se o fator de potência é 0,85

3- Um aquecedor elétrico é constituído de 3 resistências de 20Ω ligadas em estrela. Calcule a corrente de


linha e a potência ativa total se a tensão de linha de 220 VRMS :

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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período
4- Os enrolamentos de um motor têm impedância dada por Z = 6 + j8 Ω. Sabendo-se que o motor está
ligado em estrela e que a tensão eficaz de fase é de 127 Volts, calcule as correntes de linha e de fase,
todas as potências e o FP:

5- O mesmo motor da questão anterior, agora será fechado em delta. Determine os novos valores das
correntes, das tensões, das potências e do FP:

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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período
Módulo 10 - Simulados de eletricidade teórica

Nas páginas a seguir encontram-se 34 questões de múltipla escolha.

Estas questões foram extraídas de concursos públicos realizados por algumas das maiores
empresas do setor elétrico brasileiro.

Todas elas fazem menção à temas amplamente tratados durante este 2º período.

Resolva-as primeiramente sem usar calculadora e sem nenhum material de apoio.

Confira o seu desempenho. Marque seu número de acertos e depois refaça as questões
Corrigindo-as e analisando os eventuais erros.

Com esta última parte encerramos nosso conteúdo programático.

A partir de agora vocês irão enfrentar novos e importantes desafios e eu sinceramente


desejo que todos consigam alcançar o sucesso merecido.

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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período

1- (CEMIG 2002) – A unidade “OHM” se aplica a todos os parâmetros elétricos abaixo, exceto:

a- resistência.
b- reatância indutiva.
c- impedância capacitiva.
d- capacitância.
e- reatância capacitiva.

2- (FURNAS 1997) – Associaram-se em série um capacitor de 200 µF e uma bobina que possui 10 Ω de
resistência e 20 mH de indutância. Este circuito entrará em ressonância à freqüência de:

a- 98,0 Hz.
b- 96,5 Hz.
c- 82,0 Hz.
d- 79,6 Hz.
e- 60,0 Hz.

3- (FURNAS 1997) – Um circuito monofásico é alimentado por uma tensão V = 150 / - 60º responsável
pela corrente I = 3 / 30º A . O fator de potência deste circuito é:

a- 0.
b- 1.
c- 0,5.
d- 0,866.
e- 0,707.

4- (FURNAS 1997) – Um circuito monofásico é constituído de dois ramos. Em cada um deles,


respectivamente as correntes são: I1 = 4 / 45º A e I2 = 4 / - 45º A . A intensidade geral deste circuito em
ampères, é:

a- 4,0 √ 2.
b- 4,5 √ 2.
c- 5,0 √ 2.
d- 5,5 √ 2.
e- 6,0 √ 2.

5- (ELETRONUCLEAR 1997) – Observe o circuito abaixo:

Se f = 60 Hz, qual deverá ser o valor de “C” para que a impedância do circuito seja 50 / 0º :

a- 140,66 µF .
b- 160,77 µF.
c- 180,63 µF.
d- 190,25 µF.
e- 70,43 µF.

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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período

6- (T.R.E. – 1ª REGIÃO 2001) – Um circuito RL série é composto por uma resistência de 6 Ω e uma
reatância de 3 Ω. Se uma corrente senoidal, 60 Hz, de valor eficaz igual a 5 A percorre este circuito, as
potências ativa, reativa e aparente supridas pela fonte serão, respectivamente:

a- P= 30 W ; Q = 15 var ; S = 45 VA.
b- P= 150 W ; Q = 75 var ; S = 150 VA.
c- P= 168 W ; Q = 150 var ; S = 45 VA.
d- P= 150 W ; Q = 75 var ; S = 168 VA.
e- P= 150 W ; Q = 30 var ; S = 75 VA.

7- (CTEEP 2002) – Em um determinado dispositivo elétrico, foram medidos os seguintes valores: I = 2


A, V= 220 V e P= 400 W. O fator de potência deste dispositivo é:

a- 0,80.
b- 0,85.
c- 0,754.
d- 0,866.
e- 0,909.

8- (ELETROBRÁS 2001) – Uma carga monofásica indutiva está conectada à uma rede de 60 Hz. A
tensão no ponto de alimentação da carga é de 220 / 105º V . A carga consome 22 KW e 22 Kvar. A
expressão da corrente instantânea solicitada pela carga é:

a- I(t) = 200 sen (120πt + 60º) A .


b- I(t) = 200 sen (120πt + 45º) A .
c- I(t) = 220 sen (120πt + 60º) A .
d- I(t) = 220 sen (120πt + 45º) A .
e- I(t) = 200 sen (120πt - 30º) A .

9- (PREFEITURA DE QUEIMADOS 2001) – Uma fonte de tensão de 100 V eficazes e 60 Hz,


alimenta uma associação série composta por um resistor de 10 Ω e um capacitor de 250 µF. O valor
aproximado do módulo da impedância do circuito é:

a- 10,60 Ω.
b- 360,0 Ω.
c- 14,57 Ω.
d- 157,50 Ω.
e- 29,0 Ω.

10- (PREFEITURA DE QUEIMADOS 2001) – Um capacitor de 0,000030 F operando em um circuito


de CA de 60 Hz apresenta uma reatância de valor igual a:

a- 33,3 KΩ.
b- 8,848 Ω.
c- 88,48 Ω.
d- 884,8 Ω.
e- 3,33 KΩ.

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11- (ENGEPRON 2002) – A corrente IL que flui no indutor do circuito abaixo á igual à:

I = 6 / 30º

a- 6 / 30º A .
b- 3 / 30º A .
c- 3√ 2 / -15º A .
d- √ 2 / 2 / -15º A .
e- 3 / 60º A .

12- (ELETROBRÁS 2001) – Um sistema elétrico opera em 60 Hz. O fasor da corrente em um


determinado cabo é 100 / 60º A . O valor desta corrente no instante t=0s. está situado na faixa de:

a- 25 a 30 A .
b- 31 a 40 A .
c- 41 a 55 A .
d- 56 a 75 A .
e- 75 a 90 A .

13- (TRT – 1ª Região 2002) – Para a determinação do fator de potência de um certo eletrodoméstico
monofásico, aplicou-se a ele uma tensão de 120 V e foram medidas a corrente de 4 A, e a potência
consumida de 240 W. Assim pode–se afirmar que o fator de potência deste eletrodoméstico é:

a- 0,86.
b- 0,29.
c- 1.
d- 0,5.
e- 2.

14- (TRT – 1ª Região 2002) – Foram realizadas medições de corrente e tensão em uma carga de corrente
alternada monofásica e com fator de potência 0,8 indutivo. Os valores de tensão e corrente medidos
foram respectivamente, 200 VRMS e 9 ARMS. A potência ativa na carga é:

a- 1,44 Kvar.
b- 1,8 kW.
c- 1,8 Kvar.
d- 2,25 KW.
e- 1,44 KW.

15- ( FURNAS DRG.O 2002) – Uma corrente de 300 mA segue uma tensão de 220 V com fator de
potência igual à unidade. A potência real consumida pela carga é:

a- 6,6 W.
b- 66 W.
c- 66 KW.
d- 66 VA.
e- 66 mW.

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Eletricidade teórica e análise de circuitos em corrente alternada – 2º Período
16- (CEMIG 2002) – Um circuito RLC paralelo, alimentado com uma corrente alternada está ressonante
quando a impedância:

a- está em fase com a reatância capacitiva.


b- tem seu maior valor possível e FP unitário.
c- apresenta fase de 90º e FP igual a 0.
d- tem seu menor valor possível e FP unitário.
e- tem fase igual a 45º e FP igual a 0,707.

17- (ELETRONUCLEAR 1997) – Um relé quando ligado a rede de 120V/60 Hz, solicita uma corrente de
2,4 A. Quando ligado a uma bateria de 90 V, a corrente solicitada é de 3 A . O valor da indutância do
enrolamento deste relé, em milihenries, é igual à:

a- 106,15.
b- 63,69.
c- 84,92.
d- 42,46.
e- 58,07.

18- (ELETROBRÁS 2002) – Em um circuito monofásico a tensão é dada por V(t) = 20 √2 / 60º V. É
correto afirmar que a tensão eficaz vale:

a- 28,0 V.
b- 20,0 V.
c- 14,1 V.
d- 40,0 V.
e- 10,0 V.

19- (INPI 2001) – Uma resistência de 33 Ω encontra-se em série com um capacitor de 35,3 µF, e ambos
são alimentados por uma tensão de 100 VRMS . Se a corrente é I = 2 ARMS , o fator de potência deste
circuito é:

a- 0.
b- 0,33.
c- 0,5.
d- 0,66.
e- 1.

20- (BH TRANS 2002) – Uma fonte de tensão alternada alimenta uma impedância equivalente dada por
(2 + j 3). Em relação à este circuito é correto afirmar que a corrente total:

a- Está atrasada em relação à tensão total.


b- Está adiantada em relação à tensão total.
c- Está em fase com a tensão total.
d- Está 90º atrasada em relação à tensão total.
e- Está 90º adiantada em relação à tensão total.

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21- (SANEPAR 2002) – Sabe-se que em circuitos compostos por muitos motores de indução, o fator de
potência tende a ser baixo. Sobre o fator de potência, é correto afirmar que:

a- Não é possível corrigi-lo.


b- Pode-se corrigi-lo colocando indutores em série com os motores.
c- Pode-se corrigi-lo colocando capacitores em série com os motores.
d- Pode-se corrigi-lo colocando indutores em paralelo com os motores.
e- Pode-se corrigi-lo colocando capacitores em paralelo com motores.

22- (BH TRANS 2002) – Uma fonte de tensão V(t) = 20 sen 100.t (V) alimenta um circuito RL série,
onde se encontra um resistor de 10 Ω e um indutor de 0,1 H. Neste circuito, a fase da impedância é:

a- 0º.
b- 24º.
c- 45º.
d- 56º.
e- 90º.

23- (ALESP 2002) – Nos circuitos trifásicos existem dois tipos básicos de ligação, que são:

a- Delta e triângulo.
b- Ipsilon e estrela.
c- Estrela e Triângulo.
d- π e Τ .
e- Τ e Ipsilon.

24- (PREFEITURA DE GUARULHOS 2002) – Três componentes de um circuito – um resistor com


resistência de 10 Ω, um indutor real que quando ligado em 60 Hz apresentava impedância de (3 + j4) Ω e
um capacitor que em 60Hz apresentava impedância de (–j5) Ω – são ligados em paralelo e depois
conectados à uma bateria de 12 VCC. Os módulos das corrente são respectivamente:

a- 1,2 A ; 2,4 A ; 0,0 A.


b- 5,2 A ; 0,0 A ; 0,8 A.
c- 1,2 A ; 2,4 A ; 2,4 A.
d- 1,2 A ; 4,0 A ; 0,0 A.
e- 5,2 A ; 2,4 A ; 0,8 A.

25- (PREFEITURA DE QUEIMADOS 2001) – A potência ativa de uma certa carga monofásica é igual a
80 KW. O fator de potência da carga é 0,8. Logo, a potência reativa “perdida” pela carga é:

a- 60 kvar.
b- 80 kvar.
c- 100 kvar.
d- 120 kvar.
e- 160 kvar.

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26- (ELETROBRÁS 2002) – Um voltímetro foi utilizado para medir a tensão eficaz entre os pontos A e
B do circuito RLC mostrado na figura abaixo. Para uma tensão aplicada V(t) = 2√2 sen 2t (V). A indicação
do voltímetro será:

a- √2 / 2 Volts.
b- √2 Volts .
c- 2 Volts.
d- 2.√2 Volts.
e- 4 Volts.

27- (FURNAS DRG.O 2002) – Um capacitor de ½ µF é alimentado por uma fonte de tensão senoidal com
freqüência de 1 kHz. A reatância capacitiva neste caso, assume o valor de :

a- 3,18 kΩ.
b- 200 Ω.
c- 318 Ω.
d- 31,8 Ω.
e- 2 MΩ .

28- (M.P.E. RS 2002) – Uma carga indutiva de 4000 W e 3000 var, está sendo alimentada por uma tensão
eficaz de 220 Volts. Neste caso, a potência aparente é:

a- 7000 VA.
b- 1000 VA.
c- 4000 VA.
d- 3000 VA.
e- 5000 VA.

29- (T.R.E 2001) – O circuito RL mostrado na figura abaixo é alimentado por uma fonte de tensão
alternada senoidal de V(t) = 300√2 sen 100t +120 (V). Assim os valores eficazes de I ; VR ; VL :

a- I = 20 A ; VR = 300 V ; VL = 240 V .
b- I = 20 A ; VR = 296 V ; VL = 3,94 V .
c- I = 12 A ; VR = 300 V ; VL = 240 V .
d- I = 20 A ; VR = 180 V ; VL = 480 V .
e- I = 12 A ; VR = 180 V ; VL = 240 V .

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30- (FURNAS 1997) – Um determinado circuito elétrico apresenta associadas em série, duas impedâncias
Z1 = 50 / 30º Ω e Z2 = 30 / 45º Ω. A fonte transmite uma tensão V(t) = 120 / 0º (V). O módulo da
corrente vale:

a- 1,33 A.
b- 1,51 A.
c- 1,78 A.
d- 2,17 A.
e- 2,34 A.

31- (FURNAS 1997) – De acordo com a ABNT, para cada grandeza física existe uma unidade de medida
denominada padrão. Para as grandezas: condutância, capacitância, potência reativa, potência aparente e
indutância, as unidades são respectivamente

a- Siemens, var, Henry, Farad, Volt Ampère.


b- Farad, Henry, Volt Ampère, Siemens, var.
c- var, Farad, Siemens, Henry, var.
d- Siemens, Farad, var, Volt Ampère, Henry.
e- Volt Ampère, Farad, var, Siemens, Henry.

32- (CEMIG 2002) – Em um circuito RLC alimentado em CA, a tensão total da fonte:

a- Está sempre atrasada em relação à corrente total.


b- Está sempre adiantada em relação à corrente total.
c- Pode estar em fase com a corrente total.
d- Tem valor de pico menor que o valor RMS.
e- Tem velocidade angular sempre igual a 314 rad / s.

33 -(CEMIG 2002) – O instrumento utilizado para a medição da potência reativa em um circuito CA é o:

a- Varímetro.
b- Wattímetro.
c- Reatívimetro.
d- Multímetro.
e- Cossifímetro.

34- (CTEEP 2002) – No circuito abaixo foi aplicada uma tensão igual à 100√2 sen 100t (V) . O valor da
potência eficaz neste circuito é:

a- 120 W.
b- 300 W
c- 60 W.
d- 240 W.
e- 200 W.

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Referências Bibliográficas

DAWES, Chester L. Curso de Eletrotécnica. Porto Alegre: Editora Globo, 1974.

GUSSOW, Milton. Eletricidade Básica. 2ª ed. São Paulo: Editora Makron Books, 1996.

MARKUS, Otávio. Circuitos Elétricos: Corrente Contínua e Corrente Alternada. 3ª ed. São Paulo:
Editora Érica, 2001.

OLIVEIRA, Rômulo de. Circuitos em Corrente Alternada. 1ª ed. São Paulo: Editora Érica, 1997.

ROMANO, Cláudio; TODDAI, Romeu. Eletricidade Geral. 1ª ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1976.

www.ufrj.br

www.ufmg.br

www.unb.br

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www.uerj.br

www.fumarc.br

www.ufsc.br

www.ufpel.br

www.cetroconsultoria.com.br

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