Você está na página 1de 104

Educação Profissional de Nível Médio em Eletrotécnica

Disciplina: Eletricidade II
Professor: Ana Elaine
 Transformação Estrela Triângulo
 Analise Circuito CA ;
◦ Conceitos Básicos;
◦ Defasagem, Reatâncias e Impedâncias;
◦ Circuitos RC, RL e RLC
◦ Potencias Instantâneas, Média e Complexa.
◦ Potências Ativas, Reativa e Aparente.
◦ Fator de Potencia.
 Resoluções de exercícios
REDES EM TRIÂNGULO-ESTRELA
REDES EM TRIÂNGULO-ESTRELA

Configuração dos transformadores das redes elétricas


de primárias para secundárias.
REDES EM TRIÂNGULO - ESTRELA

Fechamento de bobinas dos motores elétricos.


REDES EM TRIÂNGULO-ESTRELA

Também conhecidas como delta (∆) e ipsílon (Y), tem


por finalidade auxiliar na resolução de circuitos mais
complexos. Os sistemas trifásicos usam esse tipo de
ligação.
A figura a seguir ilustra uma ligação
em triângulo ou delta.
REDES EM TRIÂNGULO-ESTRELA

A figura a seguir ilustra uma ligação


em estrela ou “Y”.
REDES EM TRIÂNGULO-ESTRELA
Observando as figuras anteriores percebe-se que o nome dado
a esses circuitos deve-se a sua semelhança com figuras e
letras, no entanto, podem ser dispostos de forma diferente sem
modificar sua concepção, conforme ilustram as figuras a seguir.
CONVERSÕES
Na resolução de circuitos, precisamos aplicar conversões para
facilitar ou permitir certos cálculos, como por exemplo, converter
uma configuração estrela em triângulo e vice-versa.
CONVERSÃO ∆ - Y

O circuito em delta é composto por R1, R2 e R3 e queremos


converter em um circuito estrela composto por Ra, Rb e Rc.
Aplica-se então uma regra geral.

η = R1 + R2 + R3

Daí teremos:

Ra = R1.R2/η
Rb = R2.R3/η
Rc = R3.R1/η
CONVERSÃO ∆ - Y
EXEMPLO: Converter para estrela o circuito delta mostrado a
seguir.

Resolvendo
Calculando η:
η = R1 + R2 + R3
η = 68 + 20 + 12 = 100

Daí teremos:
Ra = 68.20/100 = 13,6
Ra = R1.R2/η Rb = 20.12/100 = 2,4
Rb = R2.R3/η Rc = 12.68/100 = 8,16
Rc = R3.R1/η
CONVERSÃO ∆ -Y
CONVERSÃO Y - ∆
Da mesma forma que anteriormente, temos agora um circuito
estrela composto por Ra, Rb e Rc e queremos converter no
equivalente delta formado por R1, R2 e R3.

= (Ra.Rb)+(Rb.Rc)+(Rc.Ra)

Daí, teremos:

R1 = /Rb
R2 = /Rc
R3 = /Ra
CONVERSÃO Y - ∆

EXEMPLO: Converter para delta o circuito em estrela mostrado a


seguir. Observe que faremos agora o processo inverso com o
intuito de elucidar qualquer dúvida.

= (Ra.Rb)+(Rb.Rc)+(Rc.Ra)

=32,64 + 19,584 + 110,976 = 163,2

Daí, teremos:

R1 = /Rb R1 = 163,2/2,4 = 68
R2 = /Rc R2 = 163,2/8,16 = 20
R3 = /Ra R3 = 163,2/13,6 = 12
CORRENTE E TENSÃO ALTERNADA
 Sinais Senoidais
 Circuitos CA Resistivos
 Circuitos CA Indutivos
 Circuitos CA Capacitivos
 Circuitos RLC
 Análise de Potencias
 Fator de Potência
SINAL ALTERNADO
Varia de polaridade e valor ao longo do tempo e, dependendo de
como essa variação ocorre, há diversas formas de sinais alternados:

• Senoidal
• Quadrada
• Triangular
Etc.

Representação gráfica

Sinais Senoidais 17
VALOR DE PICO A VALOR DE PICO A PICO

Sinais Senoidais 18
PERÍODO E FREQÜÊNCIA

Sinais Senoidais 19
REPRESENTAÇÃO MATEMÁTICA

Sinais Senoidais 20
FREQÜÊNCIA ANGULAR

Sinais Senoidais 21
VALOR EFICAZ - RMS

Sinais Senoidais 22
EXEMPLO

Tensão de Pico: Vp = 5V
Tensão de pico a pico: Vpp = 10 V
Período: T = 0,25 s
Freqüência: f = 1/0,25s = 4 Hz
Freqüência angular: ω = 2 π f = 2 π 4 = 8
π rd/s
Valor eficaz: Vrms = 5 . 0,707 = 3,535 Vrms
Expressão matemática: v(t) = Vp sen ω t = v(t) = 5 sen 8 π t

Exemplo: t = 0,6 s

v(t) = 5 sen (8 π 0,6) = 2,94 V

Sinais Senoidais 23
DIAGRAMA FASORIAL

Outra forma de representar um sinal senoidal é através de um


fasor ou vetor girante de amplitude igual ao valor de pico (Vp)
do sinal, girando no sentido anti-horário com velocidade
angular ω

Sinais Senoidais 24
RESUMO DAS REPRESENTAÇÕES DE
UM SINAL SENOIDAL
Forma Expressão
de Trigonométric
onda a
V(t) = 12 sen ωt + 60°
(V)

Número V = 12 V
Diagrama Complex
fasorial o V = 6 + j 10,39
V

Sinais Senoidais 25
ANÁLISE DE CIRCUITOS EM C.A .

 Introdução – O funcionamento e a análise dos circuitos


alimentados por corrente alternada, depende do tipo de
receptores que constituem o circuito : resistências , bobinas e
condensadores. De fato , quando a uma bobina ou um
condensador é aplicada uma tensão alternada , o circuito
comporta-se de forma diferente se aos mesmos componentes
fosse aplicada tensão contínua . Porquê ?
ANÁLISE DE CIRCUITOS EM C.A .
 Em corrente contínua, a única oposição à circulação de
corrente é a resistência ôhmica R dos receptores , verificando-
se a Lei de Ohm U = R I .

 Em corrente alternada CA a oposição nos circuitos chama-se


Impedância Z , que é o resultado da soma de duas parcelas de
oposições : A resistência R + Reatância X .

 A reatância X é uma oposição que só aparece em CA . Nas


bobinas chama-se reatância indutiva XL e nos capacitores ,
reatância capacitiva Xc.

Lei de Ohm generalizada para Corrente Alternada

U=ZI
TIPOS DE CARGAS QUE PODEM SER LIGADAS EM
UM CIRCUITO
CAPACITORES DE
POTÊNCIA

29
Prof: Sebastião Gomes
RESISTORES DE POTÊNCIA

Prof: Sebastião Gomes 30


Circuitos AC a estudar:
 Circuitos puramente resistivos ( circuitos só constituidos por
resistências )
 Circuitos puramente indutivos ( constituidos por bobinas em
que a sua resistência ohmica R é muito baixa , R≈ 0 )
 Circuitos puramente capacitivos (circuitos com
condensadores . Os condensadores tem um valor de R ≈0 )
 Circuitos indutivos RL ( circuitos constituidos por bobinas ou
por bobinas e resistências )
 Circuitos capacitivos RC ( circuitos constituidos por
condensadores ou por condensadores e resistências )
 Circuitos RLC ( circuitos constituidos por condensadores
,bobinas e resistências )
CIRCUITOS RESISTIVOS EM CA
A resistência elétrica, quando submetida a uma tensão alternada,
produz uma corrente elétrica com a mesma forma de onda, mesma
freqüência e mesma fase da tensão, porém com amplitude que
depende dos valores da tensão aplicada e da resistência, conforme a
LEI DE OHM.

Circuitos CA Resistivos 32
TENSÃO E CORRENTE NA
RESISTÊNCIA ELÉTRICA

Circuitos CA Resistivos 33
Circuitos puramente resistivo

Este circuito formado só com resistência ôhmica R , temos Z = R


A lei de ohm para este circuito :

Ao aplicarmos uma tensão alternada U a uma resistência R ,


verifica-se que à medida que a tensão aumenta a corrente I
também o fará . E se a tensão mudar de polaridade, a corrente
muda de sentido .
Circuitos puramente resistivo

Potência média e instantânea

A potência que nos interessa é a potência média ( Pméd ) , obtida em meio


ciclo , que é igual o produto dos valores eficazes da tensão e da
corrente .

Na figura ao lado pode-se ver que a


potência instantânea é sempre positiva .

A potência é máxima , quando a corrente e


a tensão também são máximos.
POTÊNCIA CA NUM RESISTOR

Potência instantânea p(t) = v(t) . i(t) ou p(t) = R i2 (t) ou p(t) = v2(t)


/ R

Potência média

Circuitos CA Resistivos 36
INDUTOR
Chamamos de indutor um fio enrolado em
forma de hélice em cima de um núcleo que pode
ser de ar ou de outro material.

Circuitos CA Indutivos 37
FORÇA ELETROMOTRIZ
Uma corrente, ao passar por uma espira (uma volta de fio), origina um
campo magnético cujas linhas de campo cortam as espiras subsequentes,
induzindo nelas uma tensão e, denominada FEM

Circuitos CA Indutivos 38
CONCLUSÕES: INDUTOR

1.Um indutor armazena energia na forma de


campo magnético.

2.Um indutor se opõe a variações de


corrente.

3.Num indutor, a corrente está atrasada em


relação à tensão

Circuitos CA Indutivos 39
INDUTÂNCIA L
1. A oposição às variações de corrente num indutor é
análoga à oposição à passagem de corrente num
resistor.
2. No indutor, a tensão é diretamente proporcional à
variação de corrente, sendo L a constante de
proporcionalidade, que é dada por:

Circuitos CA Indutivos 40
INDUTOR IDEAL EM CA
Se a tensão aplicada a um indutor ideal for
senoidal, a corrente fica atrasada de 90º em
relação à tensão.

Circuitos CA Indutivos 41
REATÂNCIA INDUTIVA
A medida da oposição que o indutor oferece à variação da corrente é
dada pela sua reatância indutiva XL .

XL = 2 π f L ou XL =
ωL

Sendo:
XL = módulo da reatância indutiva em OHM (Ω)
L = Indutância da bobina em Henry (H)
f = freqüência da corrente em Hertz (Hz)
ω = freqüência angular da corrente em radianos/segundos (rd/s)

Circuitos CA Indutivos 42
EXEMPLO

Circuitos CA Indutivos 43
CONCLUSÃO

O indutor ideal comporta-se como um


curto-circuito em corrente contínua e
como uma resistência elétrica em
corrente alternada.
Para uma freqüencia muito alta, o
indutor comporta-se como um circuito
aberto.

Circuitos CA Indutivos 44
CIRCUITO RL SÉRIE
Na prática um indutor apresenta uma resistência, e além disso podemos
ter resistores em série com o indutor, neste caso a corrente continuará
atrasada em relação a tensão, porém com um ângulo menor que 90º

Circuitos CA Indutivos 45
EXERCÍCIO

Circuitos CA Indutivos 46
CAPACITOR
Um capacitor ou condensador é um dispositivo
que armazena cargas elétricas. Ele consiste
basicamente em duas placas metálicas paralelas,
denominadas armaduras, separadas por um
isolante, chamado material dielétrico

Circuitos CA Capacitivos 47
CAPACITÂNCIA

A capacitância C é a medida da
capacidade do capacitor de armazenar
cargas elétricas, isto é, armazenar
energia na forma de campo elétrico

Q=V.C

Onde:
Q = quantidade de cargas em Coulomb (C)
V = tensão entre oe terminais em Volt (V)
C = capacitância em Farad (F)

Circuitos CA Capacitivos 48
CONCLUSÕES: CAPACITOR

1. Um capacitor armazena energia na forma de


campo elétrico.
2. Um capacitor comporta-se como um circuito
aberto em tensão contínua, mas permite a
condução de corrente para tensão variável.
3. Num capacitor, a corrente está adiantada em
relação à tensão.

Circuitos CA Capacitivos 49
CAPACITÂNCIA
O fato do capacitor permitir a condução de corrente quando a
tensão aplicada é variável, não significa que a condução ocorra sem
oposição. Só que no caso do capacitor, ao contrário do que ocorre
no indutor, quanto mais rápida é a variação da tensão, menos
oposição existe à passagem da corrente.

No capacitor a corrente é diretamente proporcional à variação de


tensão, sendo esta constante proporcionalmente à capacitância c

Circuitos CA Capacitivos 50
CAPACITOR IDEAL EM CA
Se a tensão aplicada a um indutor ideal for
senoidal, a corrente fica adiantada de 90º em
relação à tensão.

Circuitos CA Capacitivos 51
REATÂNCIA CAPACITIVA

É a medida da oposição oferecida pelo capacitor à


passagem da corrente alternada.

Circuitos CA Capacitivos 52
Circuitos CA Capacitivos 53
Circuitos puramente capacitivo
CIRCUITO PURAMENTE CAPACITIVO

A resistência ohmica R do condensador considera-se igual a zero.

A única oposição á passagem da corrente alternada é efetuada pela


Reatância Capacitiva (Xc).

Reatância Capacitiva( Xc)

Exprime-se pela expressão matemática :

Xc - Reatância capacitiva em ohms (Ω)


f – frequência da tensão alternada em hertz ( Hz)
C – Capacidade do condensador em Farad (F)
Circuitos puramente capacitivo
Representação gráfica da tensão aplicada U e da corrente I

No ínicio da carga de um condensador , a tensão (Uc) aos seus terminais


é zero , enquanto que a corrente de carga é máxima.
À medida que a o condensador se carrega a tensão Uc vai aumentando e
a corrente vai diminuindo, até chegar a zero na altura em que a tensão Uc
é máxima.

Num circuito capacitivo puro , a corrente está em avanço de 90


( π/2 radianos ) relativamente á tensão aplicada.
Ex: Uma corrente CA de 25 mA e 120 Hz passa por um circuito contendo
um capacitor de 10 mF. Qual a queda de tensão através do capacitor?
Circuitos puramente capacitivo
Potências

À semelhança do que acontecia no circuito indutivo puro, a potência


gasta ( Pméd) neste circuito, também é zero .

A energia que num instante é absorvida da fonte é em seguida


devolvida á fonte , logo a Pméd = 0 .
CIRCUITO RC SÉRIE
Quando uma tensão alternada é aplicada a um circuito RC série, a
corrente continua adiantada em relação a ela, só que de um
ângulo menor que 90º, pois enquanto a capacitância tende a
defasá-la em 90º, a resistência tende a colocá-la em fase com a
tensão.

Circuitos CA Capacitivos
58
CIRCUITO RC SÉRIE
Este circuito é constituído por uma resistência e um condensador em
série , como elementos puros .

A corrente I está desfasada e em avanço de um ângulo menor


de 90º (φ) , relativamente à tensão aplicada U.
Construção do diagrama vetorial da corrente e das tensões
Tomando como referência o vetor da corrente I , desenhamos

- O vector UR que está em fase com I


- O vector Uc que está em atraso de 90º em relação a I .
- O vector U é a soma vectorial das tensões UR e Uc.
Impedância Z
A impedância Z , engloba as duas oposições : resistência ohmica (R) e
reatância capacitiva Xc . ( Recorde a expressão da reatância
capacitiva : =1/2 )

Z é a soma vectorial de R e Xc , traduzida pela fórmula :


Capacitor em corrente alternada

Ex: Qual a reatância capacitiva de um capacitor de 20 μF em 60 Hz?

Ex: Um capacitor de circuito de telefone tem uma capacitância de 3 μF.


Que corrente passa através dele quando se aplicam 15 V em 800 Hz?
Exercício para resolver :
Para o circuito da figura acima , considerando que a tensão da fonte é
U = 230 V – 50Hz , R = 100Ω e C = 47uF determinar :

a) A corrente , e a corrente total I


b) b) O ângulo de desfasamento φ
c) c) O valor das potências ativa, reativa e aparente
Ex: Um condensador de 16μF/ 50V está ligado em série com uma
resistência de 220Ω. A tensão aos terminais do condensador é de 25 V ,
sendo a corrente no circuito de 120 mA. Calcular :
a) A reatância capacitiva
b) A frequência da tensão
c) A impedância do circuito
d) A tensão total
e) O cosseno do ângulo de desfasamento (Cos ) entre a corrente I e a
tensão aplicada ao circuito U.
CIRCUITO RLC SÉRIE

O circuito RLC série é formado por um resistor, um indutor e um


capacitor ligados em série.

Circuitos CA RLC
67
CIRCUITO RLC SÉRIE

Considerando arbitrariamente que o circuito é indutivo, e portanto VL


> VC , e desta forma a corrente estará atrasada em relação à tensão.
Para obter a expressão da tensão total e da impedância devemos fazer
a soma vetorial das três tensões.

Circuitos CA RLC
68
Circuitos RLC Serie

VR

VL

VC

Modulo da Tensão Impedância Complexa

Vg (VR ) 2 (VL VC ) 2 Z R j(X L XC )


Circuitos RLC Serie

Módulo da Impedância Fase da Impedância

2 2
(X L XC )
Z R (X L XC ) arctg
R

Fator de Potencia

R
cos
Z
IMPEDÂNCIA - RESSONÂNCIA

Circuitos CA RLC
71
IMPEDÂNCIA - RESSONÂNCIA

Circuitos CA RLC
72
Circuitos CA RLC
73
Circuitos CA RLC
74
POTÊNCIAS: APARENTE , ATIVA, REATIVA

75
Prof: Sebastião Gomes
FATOR DE POTÊNCIA (FP)

POTÊNCIA APARENTE (S) - VA

POTÊNCIA ATIVA (P) - W

POTÊNCIA REATIVA (Q) - VAr

77
Prof: Sebastião Gomes
POTÊNCIA APARENTE – ( S)

POTÊNCIA ATIVA – ( P)

POTÊNCIA REATIVA – ( Q)

S = VEF . IEF
TRIÂNGULO DE POTÊNCIA

POTÊNCIA REATIVA (Q)

φ
FP = COS φ = P
POTÊNCIA ATIVA (P)
S
COS φ = P TANG φ = Q
S P
SEN φ = Q
S2 = P 2 + Q 2 S = VEF . IEF
S
79
Prof: Sebastião Gomes
RESUMO DAS EQUAÇÕES

P = V . I . cos potência real = W)


Q = V . I . sen ( potência reativa = VAr)
S = V . I (potência aparente = VA)
BANCO DE CAPACITORES
SISTEMA TRIFÁSICO COM BANCO DE CAPACITORES

Qc
SISTEMA TRIFÁSICO COM BANCO DE CAPACITORES
SISTEMA TRIFÁSICO COM BANCO DE CAPACITORES
Fator de potencia atual (FPA) = 0,80
Potencia ativa consumida (P) = 1000kW
Fator de potencia desejado(FPD) = 0,92
Fator multiplicador (F) = 0,324
Qc = P . FPD = 1000k . 0,324 = 324k VAr

C = Qc / w V2
EXERCICIO – Fator de Potência
1) Qual a potência do transformador, necessária para se ligar um
motor de 10 cv (1cv = 735,5W) com FP = 0,50 e qual a corrente
do circuito para a tensão igual a 220 V ? Calcular também para o
FP = 1.0.

85
Prof: Sebastião Gomes
EXERCICIOS

1) Qual o fator de potencia de um sistema que atrasa a corrente em 30 em relação a


tensão ?
FP = 0,866

2) Um sistema adianta a corrente em 25 em relação a tensão. Se a potencia aparente


deste sistema e de 200VA, calcule:

A) o fator de potencia;
B) a potencia ativa;
C) a potencia reativa.

FP = 0,906
P = 181,26 W
Q = 84,52 Var
3) Calcular o fator de potência de um circuito RL série cujo amperímetro indica 10A o
voltímetro ligado ao gerador indica 220V e o wattímetro indica 2000W.

RESP: fp=0,91

4) No circuito a seguir a leitura dos instrumentos é V=220V, I=55 A e P=10kW.


Calcular:

a) Potência aparente e reativa


b) Fator de Potência
RESP:
a) 12,1kVA; 6.8kVAr
b) Fp=0,826
5) Dado o circuito a seguir, pedem-se:

a) Fator de potência
b) Potência ativa dissipada pelo circuito
c) Potências aparente e reativa do circuito
d) Diagrama Fasorial
RESP:
a) fp = 0,799
b) 154,7 W
c) 193,6 VA ; 116,5 VAr
6) A potência ativa consumida por uma instalação elétrica é de 2400W. Se a tensão
de alimentação é de 220Vrms, calcular a potência aparente e corrente consumida
quando:
RESP:
a) fp = 0,9 a) 2667 VA ; 12,12 A
b) fp= 0,6 b) 4000VA ; 18,18A

7) Dado o circuito abaixo, determine as potências aparente, ativa e reativa:


(Adote f=60Hz)
8) Uma carga alimentada por uma linha de alimentação 220Vrms e f= 60hz,
consome 5,4kW de potencia com um FP = 0,82 em atraso. Calcular o valor do
capacitor necessário para corrigir o fator de potencia FP= 0,96.

5,4kW Resposta :
120µF
0,82
9) Um motor consome uma potência de 5kW em 220Vrms com um fp=0,6 ind. Calcular
o valor do capacitor que aumenta o fp para 0,9 ind (60Hz):

10) Uma carga indutiva dissipa uma potência total de 1kW, consumindo uma corrente
de 10 A rms (60Hz), com um ângulo de defasagem de 60º. Calcular:

a) Valor do capacitor que corrige o fp para 0,85


b) Corrente total fornecida pelo gerador após a correção do fator de potência.
c) Potência aparente total após a correção do fp
Fator de Potência

Em uma instalação elétrica a adição de cargas


indutivas diminui o fator de potência (cos Ф) o que
implica na diminuição da potência real (ou potência
ativa) aumentando a potência aparente ou, se a
potência real (watts) se mantiver no mesmo valor a
potência aparente aumenta o que implica em um
aumento na corrente da linha sem um aumento de
potência real. Para compensar (aumentar o FP)
deveremos colocar capacitores em paralelo com a
carga indutiva que originou a diminuição do FP.

Fator de Potência
92
Correção do Fator de Potência
POR QUE CORRIGIR?

•DIMINUIÇÃO DA CORRENTE NA LINHA DE ALIMENTAÇÃO.


•MULTA DA CONCESSIONARIA

Situação Atual (Antes da correção)

FP=cosΦ1<0,92 INADEQUADO
Correção do Fator de Potência

Situação Desejável

FP=cosΦ2>0,92 ADEQUADO

Observe que adicionando C, a soma da corrente IC com a corrente I1


resulta I2 que é o novo valor da corrente na linha sendo I2<I1
Fator de Potência

Seja uma carga Z, indutiva, com fator de potência cos Ф1 e desejamos


aumentar o FP para cos Ф2

Fator de Potência
95
Calculo do Capacitor

P
C 2
.(tg 1 tg 2)
w.V

O FP aumenta de cosΦ1 para cos Φ2

Ф1 é ângulo de defasagem atual e Ф2 o novo ângulo após a


correção
P é a potencia ativa (Watts) do circuito,
ω é a freqüência angular (rd/s)
V é o valor eficaz da tensão (V)
Exemplo
Calcular C no circuito para que o FP do circuito aumente para 0,92

F.P atual =0,662 (sem capacito

P = UxIxcos Φ 1 =220x14,46x0,662 =2122W

Deseja-se aumentar o FP de 0,662(Φ=48,5o) para 0,92


(Φ=23,07o)
2122 0
C .(tg 48,5 tg 23,07 0 ) 82 F
377 .220 2
Conclusão
Observe o que acontece quando ligamos o capacitor de 82uF. A corrente na carg
não muda, mas a corrente na linha diminui. Esse é o objetivo, diminuir a
corrente na LINHA, mantendo as condições da carga (por exemplo um motor cont
operando com a mesma potência) e consumindo a mesma corrente

A corrente de linha diminui para


10,49A
Problema :
Pretende-se elevar o fator de potência de 0,7 para 0,9 , numa instalação que consome
200 KW a uma tensão 400 V / 50 Hz. Determinar a capacidade necessária e os valores
das correntes antes e após a correção.
Problema :
Pretende-se elevar o fator de potência de FP= 0,7 para FP= 0,9 , numa instalação
que consome 200 KW a uma tensão 400 V / 60 Hz. Determinar a capacidade
necessária e os valores das correntes antes e após a correção.
FP= 0,7

400V /60HZ

SE INSTALAÇÃO

P = 200kW

C=?
I = antes (FP = 0,7) ?
I = depois ( FP= 0,9) ?
Fator de Potência 10
1
Fator de Potência 10
2
Fator de Potência
Quando ligamos o capacitor de 75 µF, a corrente na carga não muda, mas
a corrente na linha diminui. Esse é o objetivo, diminuir a corrente na linha,
mantendo as condições da carga.

Fator de Potência 10
3
FIM
Obrigado !
Referencias:

BOYLESTAD, Robert. Introdução à análise de circuitos elétricos. Pearson Brasil.


MARKUS, Otávio. Circuitos elétricos: corrente contínua e corrente alternada.
Editora Érica.
ALBUQUERQUE, Rômulo. Análise de circuitos em corrente contínua. Editora
Érica.
CURSO TECNICO EM ELETROTÉCNICA, Eletricidade basica Belmiro wolski . Ed
Base.

10
4
Prof: Sebastião Gomes

Você também pode gostar