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DIVERSIDADE DOS CARISMAS - (RESUMO)

INDICE

Sobre Diversidade dos Carismas - Hermínio C. Miranda (Resumo) ............................................................ 3


Biografia do autor: ................................................................................................................................................ 3
http://www.espiritnet.com.br/Biografias/biohermi.htm ..................................................................................... 3
Obras publicadas:................................................................................................................................................. 3
http://pt.wikipedia.org/wiki/Herm%C3%ADnio_Correa_de_Miranda (este link tem que ser copiado e
colado na barra de endereços)........................................................................................................................... 3
Acerca deste livro: ................................................................................................................................................ 3
Estudo sobre a mediunidade, dividido em 3 partes: problemas do médium em potencial, animismo
(manifestações do espírito do próprio sensitivo) e mediunidade propriamente dita. A abordagem
integra teoria e prática. O autor relata um estudo de caso e confronta casos cientificamente
estudados, citando autores espíritas e inclusive não-espíritas com o objetivo de enriquecer, ilustrar e
formular suas hipóteses....................................................................................................................................... 3
Sumário:................................................................................................................................................................. 3
Introdução .............................................................................................................................................................. 3
I O médium: eclosão, desenvolvimento e exercício de faculdades .............................................................. 3
II Minibiografia ....................................................................................................................................................... 3
III Animismo........................................................................................................................................................... 3
IV Interação animismo/mediunidade ................................................................................................................. 3
V Desdobramento................................................................................................................................................. 3
VI Desdobramento como precondição do trabalho mediúnico ...................................................................... 3
VII Condomínio espiritual .................................................................................................................................... 3
VIII Clarividência ................................................................................................................................................... 3
IX Psicometria ....................................................................................................................................................... 3
X Déja vu................................................................................................................................................................ 3
XI Mau-olhado ....................................................................................................................................................... 3
XII Fenômenos de efeito físico ........................................................................................................................... 3
XIII Mediunidade ................................................................................................................................................... 3
XIV Aura................................................................................................................................................................. 3
XV Psicofonia ........................................................................................................................................................ 3
XVI Semiologia da comunicação mediúnica .................................................................................................... 3
XVII Canais de comunicação: contribuição dos amigos espirituais .............................................................. 3
XVIII Desenvolvimento......................................................................................................................................... 3
XIX O médium em ação....................................................................................................................................... 3
XX Atividades paralelas e complementares ..................................................................................................... 3
XXI Os carismas e a caridade ............................................................................................................................ 3
Bibliografia ............................................................................................................................................................. 3
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Diversidade dos Carismas: Cap. 1 - O médium: eclosão, desenvolvimento e exercício de suas


faculdades (Resumo).................................................................................................................................. 4
Diversidade dos Carismas: Cap.2 - Minibiografia (Resumo)................................................................ 5
4- Mediunidade como Trabalho de Equipe:...................................................................................................... 6
10- O Trabalho Mediúnico no Centro Espírita .................................................................................................. 7
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SOBRE DIVERSIDADE DOS CARISMAS - HERMÍNIO C. MIRANDA (RESUMO)


BIOGRAFIA DO AUTOR:
HTTP ://WWW .ESPIRITNET .COM.BR/BIOGRAFIAS /BIOHERMI .HTM

OBRAS PUBLICADAS:
HTTP ://PT .WIKIPEDIA .ORG/WIKI /H ERM%C3%AD NIO_C ORREA _DE _MIRANDA (ESTE LINK TEM QUE SER
COPIADO E COLADO NA BARRA DE ENDEREÇOS )

ACERCA DESTE LIVRO:


ESTUDO SOBRE A MEDIUNIDADE, DIVIDIDO EM 3 PARTES: PROBLEMAS DO MÉDIUM EM POTENCIAL,
ANIMISMO ( MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO DO PRÓPRIO SENSITIVO) E MEDIUNIDADE PROPRIAMENTE DITA .

A ABORDAGEM INTEGRA TEORIA E PRÁTICA. O AUTOR RELATA UM ESTUDO DE CASO E CONFRONTA CASOS
CIENTIFICAMENTE ESTUDADOS , CITANDO AUTORES ESPÍRITAS E INCLUSIVE NÃO- ESPÍRITAS COM O

OBJETIVO DE ENRIQUECER, ILUSTRAR E FORMULAR SUAS HIPÓTESES .

SUMÁRIO:
INTRODUÇÃO
I O MÉDIUM: ECLOSÃO, DESENVOLVIMENTO E EXERCÍCIO DE FACULDADES
II MINIBIOGRAFIA
III ANIMISMO
IV INTERAÇÃO ANIMISMO/MEDIUNIDADE
V DESDOBRAMENTO
VI DESDOBRAMENTO COMO PRECONDIÇÃO DO TRABALHO MEDIÚNICO
VII CONDOMÍNIO ESPIRITUAL
VIII CLARIVIDÊNCIA
IX PSICOMETRIA
X DÉJA VU
XI MAU-OLHADO
XII FENÔMENOS DE EFEITO FÍSICO
XIII MEDIUNIDADE
XIV AURA
XV PSICOFONIA
XVI SEMIOLOGIA DA COMUNICAÇÃO MEDIÚNICA
XVII CANAIS DE COMUNICAÇÃO: CONTRIBUIÇÃO DOS AMIGOS ESPIRITUAIS
XVIII DESENVOLVIMENTO
XIX O MÉDIUM EM AÇÃO
XX ATIVIDADES PARALELAS E COMPLEMENTARES
XXI OS CARISMAS E A CARIDADE
BIBLIOGRAFIA
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CAP. 1 - O MÉDIUM: ECLOSÃO, DESENVOLVIMENTO E EXERCÍCIO DE SUAS FACULDADES (RESUMO)

O livro se inicia com o autor nos apresentando Regina, personagem que irá nos acompanhar durante
todos os capítulos.
Mediante a eclosão dos fenômenos mediúnicos (Regina é médium espontânea), começa então uma
busca visando o controle e desenvolvimento apropriados da mediunidade para a prática do bem.
O autor nos mostra que essa parte inicial da mediunidade tem suas dificuldades, focando
especialmente a falta de preparo que alguns grupos espíritas apresentam para receber os aspirantes
ao trabalho mediúnico.
Identifica que o papel do dirigente é crucial nesse momento, observando o importante papel da
observação, do bom senso e da crítica construtiva no desenvolvimento do médium.
Demonstra que uma orientação insuficiente e mal dirigida coloca o médium, já em situação delicada,
em conflito e desequilíbrio, podendo mesmo exterminar a faculdade que desponta.
No caso, Regina consegue vencer essas dificuldades buscando auxílio nos amigos espirituais,
conforme será mostrado no capítulo seguinte.
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CAP.2 - MINIBIOGRAFIA (RESUMO)

Regina havia sido um espírito lúcido desde as suas primeiras semanas de vida. Dotada de memória
espantosa, tinha flashes de uma outra vida, anterior a essa. Não conseguia entender como, de uma
hora para outra, tudo havia mudado. Tinha muita dificuldade em aceitar sua família e sua condição
atuais.
Quando chegou à adolescência a situação se agravou: sua perturbação aumentou e sua negação da
família se acentuou. Começou, então a fixar-se cada vez mais em suas lembranças como fuga à sua
realidade. Como seus períodos de alienação estavam cada vez mais longos e freqüentes, acabou por
consultar uma analista.
O analista, mesmo tendo formação espírita, manteve-se rigoroso em sua postura técnica e catalogou
os fenômenos que Regina manifestava com os jargões de sua especialidade (psicanálise). Na
verdade, a fenomenologia apresentada por Regina correspondia a um fenômeno chamado memória
remota e que é anímico (próprio do espírito de Regina), pois era resultante da manipulação voluntária
ou involuntária do seu próprio inconsciente. Porém, certamente tinha a participação de um
componente mediúnico, uma vez que animismo e mediunidade são fenômenos conjugados e
complementares.
A terapia não estava produzindo melhoras e o encontro real com uma das pessoas de suas visões
(seu marido) terminou por agravar-lhe grandemente a situação. Nesse ponto, as visões já a estavam
dominando e se impondo espontaneamente. Foi quando, em suas orações, começou a ouvir a voz de
um amigo espiritual. Foi ele, com sua conversa nos momentos de recolhimento, quem a orientou,
clareou seus pensamentos e lhe deu forças para prosseguir. Também através dessa orientação,
entrou em contato com os livros da doutrina espírita e foi quando começou sua peregrinação por
centros espíritas.

Hermínio Miranda discorre então sobre os fatores cruciais para um bom


desenvolvimento mediúnico:

1- Teoria e Prática: Estudo teórico das questões pertinentes ao mediunato (quanto mais preparado o
cérebro, melhor se torna o instrumento mediúnico) é de vital importância. Leitura indicada: Livro dos
Médiuns e Livro dos Espíritos (ambos de Allan Kardec). Note-se que é recomendado o estudo
aprofundado/ sistemático e não uma simples leitura.

2- Definições e Decisões: Mediunidade é uma faculdade natural, que se descobre, identifica e se


aprende a utilizar para que dela se faça bom uso. Para tanto é fundamental a disponibilidade para a
adoção de disciplina pessoal (mental e de comportamento), a qual possibilite a aproximação de
verdadeiros amigos espirituais. Ela é um instrumento de trabalho e não de gozo pessoal; é para
servir. O médium deve ter bem claro que se trata de uma responsabilidade e compromisso, a qual lhe
exigirá dedicação, cultivo e sacrifício.

3- Reflexões sobre a Humildade: O médium deve ter humildade para realizar constante auto-exame a
fim de identificar atitudes e pensamentos que deve mudar e os que deve manter e reforçar. Deve
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reconhecer também que é preciso haver disciplina, tempo e lugares certos para o exercício do
trabalho mediúnico. Sua humildade também é necessária na aceitação de que sua tarefa não
obedece a suas escolhas e preferências pessoais e que sua mediunidade, se esse for realmente o
seu caminho, também não será aquela a que ele tiver mais simpatia; em suma, deve estar preparado
para aceitar que tipo de contribuição efetivamente pode dar e sentir-se grato por ela.

4- MEDIUNIDADE COMO TRABALHO DE EQUIPE:

A faculdade mediúnica não se destina ao uso pessoal e exclusivo, mas para servir ao próximo. Além
disso, o trabalho em grupo também é ferramenta para se evitar mistificações, uma vez que o grupo
viabiliza trocas, onde se debate o teor das comunicações bem como o comportamento mediúnico e,
através do exercício ordenado da mediunidade, possibilita uma maior atenção, harmonização e
vigilância.

5- Riscos e Desvios: O exercício inadequado da mediunidade é quando ela é canalizada para a


promoção pessoal desse ou daquele médium, desta ou daquela instituição. Na prática, normalmente
isso leva a cobranças pelos serviços que deveriam ser ofertados voluntariamente ou ao
endeusamento de um ou mais médiuns, aviltando suas vaidades e promovendo, ao invés do bem
estar dos irmãos necessitados, a fascinação e a realização de verdadeiros shows, desvirtuando
dessa forma a real essência da mediunidade.

6- O Médium e a Crítica: A crítica é necessária ao aperfeiçoamento do nosso trabalho, das nossas


faculdades e de nós mesmos como seres humanos. O médium deve ser receptivo ao seu grupo de
trabalho, não só depositando confiança para entregar-se ao trabalho, como também para debater
seus resultados a fim de realizar correções e ajustes que visem o aperfeiçoamento de sua
mediunidade. É necessário, portanto, ser receptivo às críticas que lhe são feitas por pessoas mais
experientes e de maior conhecimento, ao mesmo tempo em que deve precaver-se com relação a
crítica exagerada e, principalmente, a injusta, para que não venha a sufocar suas faculdades
nascentes ou criar inibições insuperáveis devido a insegurança e desconfiança. É preciso também
atentar para o contrário, ou seja, tomar cuidado com elogios bajuladores que poderiam indevidamente
levá-lo a crer-se na categoria dos semi-deuses.

7- Crítica e Autocrítica: O autor nos orienta sobre como identificar as críticas construtivas e
fundamentadas, bem como distinguir entre as palavras de estímulo e elogios bajuladores. Informa-
nos que, para tanto, é imprescindível o estudo para sermos capazes de discernir aquilo que está de
acordo com a doutrina espírita. Além disso, deve-se avaliar a própria conduta, ou seja, se está
havendo cumprimento dos compromissos profissionais e pessoais, se está cuidando para
desenvolver uma moral mais elevada no seu comportamento diário, se não se está cultivando vícios,
se tem se dedicado ao exercício da prece com regularidade, etc.
8- O Crivo da Razão: É o bom senso aliado ao espírito crítico, na verificação da autenticidade e da
natureza das manifestações mediúnicas. O autor alerta para a sedução que alguns espíritos de
natureza infeiror exercem sobre médiuns e outras pessoas; são espíritos que querem impressionar
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através de fenômenos de pequena monta, revelações e elogios, para assim conquistar a confiança e
a partir daí começam a impor regras e rituais, criando uma situação de cumplicidade que melhor seria
definida como de dependência.

9- Excessos da Autocritica: A atitude crítica deve ser reservada para os resultados somente e não
para bloquear o processo em si. O médium deve manter a livre circulação de idéias para dar espaço
ao fenômeno mediúnico. Somente se os resultados forem verdadeiramente insatisfatórios, deve-se
repassar os fatores envolvidos na instrumentação mediúnica, identificar o ponto defeituoso e efetuar
as devidas correções. Além disso, o médium deve manter uma postura saudável de auto-confiança,
mantendo o equilíbrio entre os dois (confiança e crítica vigilantes).

10- O T RABALHO MEDIÚNICO NO CENTRO ESPÍRITA

Selecionar um bom grupo que se possa frequentar com regularidade e no qual encontre apoio,
orientação e espaço para trabalhar, além de pessoas bem preparadas (teoria e prática mediúnicas) e
dispostas a auxiliar o médium em seu aperfeiçoamento com orientação segura e tratamento
compreensivo. Kardec e outros autores também nos dizem que, para propiciar uma maior unidade e
consequente uniformidade de idéias, o ideal é trabalhar-se com grupos pequenos de médiuns, onde a
harmonia é mais facilmente conseguida.

11- Os Espíritos são Gente: "Os espíritos não são brinquedos infantis, mas indivíduos dotados de um
claro propósito na vida e que escolhem seus médiuns como a melhor instrumentação para
alcançarem os objetivos que têm em mente". Acrescente-se também que, embora alguns estejam
degraus acima e outros abaixo de nós, todos são seres humanos, não havendo justificativa para
tratá-los como deuses e nem para tratá-los como seres desprezíveis.

12- O Médium e o Grupo:Palavras Finais: Não é tão fácil encontrar o grupo ideal e nesse caso
sempre se faz necessária uma certa dose de humildade e flexibilidade. Se no entanto, as concessões
forem muitas a ponto de descaracterizarem as singularidades do trabalho que as partes realizam, o
médium deve procurar um outro local onde possa exercer suas faculdades. Uma observação
importante, nos agrupamentos espíritas, é que a presença de um dirigente de tarefas mediúnicas
consciente (e não insconsciente) é mais favorecedora para a tarefa que ele tem a desempenhar.

13- Que é Concentração? Tanto no fenômeno anímico como no mediúnico, o esforço da chamada
concentração é uma das principais causas inibidoras do fenômeno. O relaxamento físico e mental é
fator de primária importância para o desenvolvimento da mediunidade. Na verdade, a concentração é
justamente esvaziar a mente de pensamentos e essa receptividade abre espaço para que o
fenômeno, seja ele anímico ou mediúnico, se produza. Evidentemente, isso diz respeito basicamente
ao fenômeno da incorporação, onde a mente tem que estar livre para deixar penetrar os
pensamentos do espírito da maneira mais fiel possível.
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14- De Novo a Passividade: A passividade é resultante do estado de relaxamento, entretanto, embora


o médium deva ser um instrumento passivo, isso não significa inércia ou ausência de participação. A
mediunidade deve, nesse sentido, ser o resultado de uma equação equilibrada entre permitir e vigiar,
coibindo abusos não somente durante as manifestações em si como no discernimento do momento
adequado para elas ocorrerem.
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CAP.3 - ANIMISMO (RESUMO)

Animismo é a atividade da alma que engloba "todos os fenômenos intelectuais e físicos que
supõem uma atividade extracorpórea ou à distância do organismo humano e mais
especialmente todos os fenômenos mediúnicos que podem ser explicados por uma ação que o
homem vivo exerce além dos limites do corpo" (Aksakof, Alexandre, 1983). Na codificação, ele
aparece subentendido no Livro dos Médiuns, onde se menciona que, se é possível a um
espírito encarnado realizar comunicações, enquanto espírito, conosco, fica claro que o espírito
do próprio médium também pode se manifestar em uma comunicação. Exemplos de
fenômenos anímicos: telepatia, letargia, catalepsia, morte aparente, sonambulismo, êxtase,
dupla visão, contatos com outros indivíduos durante o desdobramento, etc.
Ressalte-se que não existe fenômeno mediúnico puro, uma vez que, para que ele ocorra, faz-se
necessário um espírito encarnado e suas faculdades, portanto anímicas. O que varia nesse
caso é o grau de fidelidade com a qual o médium irá transmitir a comunicação recebida. Uma
manifestação anímica não invalida o espiritismo, pois seria uma decorrência natural da própria
teoria e também não deve desmerecer o médium, que nesse momento necessita de
compreensão e apoio fraterno. O que deve ser observado são as circunstâncias e os porquês
dessa manifestação, bem como é necessário verificar se o fenômeno se trata mesmo de
animismo ou se o médium está interferindo nas comunicações, porquê e qual a melhor
maneira de ajudá-lo. Nesse último caso, as comunicações passam a ser fraudulentas, seja por
ação consciente ou inconsciente do médium e o mesmo deve ser orientado. Ainda sobre a
questão do animismo X espiritismo, o mais importante é que as mensagens transmitidas
sejam avaliadas e, consequentemente, aceitas ou rejeitadas pelo que são em si e não por sua
origem.
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CAP.4 - INTERAÇÃO ANIMISMO/MEDIUNIDADE (RESUMO)


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CAP.5 - DESDOBRAMENTO (RESUMO)


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CAP.6 - DESDOBRAMENTO COMO PRECONDIÇÃO DO TRABALHO MEDIÚNICO (RESUMO)


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CAP.7 - CONDOMÍNIO ESPIRITUAL (RESUMO)

Hermínio Miranda comenta sobre um fenômeno involuntário de "ausência" que ocorria com
Regina, período no qual era vista por outras pessoas e realizando atividades cotidianas mas
do qual não tinha consciência e que com o passar do tempo ela conseguiu controlar com certa
eficiência.
Inicialmente, para explicar essas ocorrências, ele as coloca como um fenômeno de bilocação,
ou seja, deslocamentos do persipírito quando se emancipa da alma. Porém, a bilocação ou
bicorporeidade é um fenômeno que normalmente ocorre com o corpo em repouso ou relaxado.
Como no caso dela, a "ausência" também ocorria com o corpo em movimento e realizando
atividades, ele propôs que se tratava de um fenômeno anímico de desdobramento junto com
outro fenômeno, de cunho mediúnico, de incorporação.
O autor explicita então o que define como condomínio espiritual e coloca que a múltipla
personalidade pode ser vista como um fenômeno dessa espécie. Ele define o termo como um
acordo mútuo entre um grupo de espíritos autônomos, incluindo o de uma pessoa encarnada,
no qual eles dividem entre si, o uso de um corpo e onde o espírito encarnado não preserva as
lembranças do ocorrido durante sua "ausência" (a memória fica com o "invasor"). Acresenta
que esse fenômeno pode ser mais ou menos pacífico.
Hermínio Miranda também nos alerta que para encontrar explicações para esse e outros
fenômenos a melhor hipótese é normalmente aquela que nos oferece menor resistência, onde
há uma economia de esforço, sendo então a hipótese mais provável.
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CAP.8 - CLARIVIDÊNCIA (RESUMO)

O autor coloca que a clarividência normalmente engloba um conjunto bastante vasto de


manifestações, passando por percepções de memória, visão de desencarnados, autoscopia
(visão dos órgãos internos), deslocamentos no tempo/espaço, premonição, flashes de
intuição, gerando uma confusão sobre o termo. Ele propõe que se classifique a clarividência
como o fenômeno onde há visão à distância, no tempo e/ou no espaço e que tal fato ocorre
usualmente através de um desdobramento perispiritual, como por exemplo no fenômeno da
janela psíquica. Trata-se portanto de um fenômeno anímico, ou seja, uma atividade do espírito
encarnado, sem a participação dos espíritos.
Dessa forma, o autor distingue a mediunidade de vidência da clarividência. A vidência é um
fenômeno mediúnico pois, como postula Kardec, faz-se necessária a intervenção de um
espírito desencarnado para que ela ocorra, constituindo um intercâmbio energético e de
vontades, sendo possível através da combinação de fluidos das partes participantes. É a
faculdade de ver espíritos, seja em estado normal (acordado), sonambúlico ou próximo dele e
que usualmente trata-se de uma crise passageira, não sendo permanente. Kardec inclusive
recomenda que se espere o desenvolvimento natural dessa faculdade para evitar os perigos
de superexcitação da imaginação (alucinações).
Hermínio Miranda complementa sua informações nos dando a saber que os órgãos físicos
estimulados pelos espíritos para a produção de quadros/imagens e sons/vozes nos médiuns
são respectivamente o diencéfalo e a cóclea.
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CAP.9 - PSICOMETRIA (RESUMO)


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CAP.10 - DÉJÀ VU (RESUMO)

Déjà vu = o já visto.

O autor propõe três hipóteses para a ocorrência do fenômeno:

1) A pessoa viveu em determinado local com determinadas pessoas em uma encarnação


passada e consegue identificá-los em alguma instância quando os reencontra;

2) A pessoa teve um desdobramento perispiritual anterior ao fato (em sonho, por exemplo) e
viu com seu espírito, o que depois acaba vendo fisicamente;

3) A pessoa consegue deslocar-se também no tempo e antevê algo que está para acontecer e
que quando ocorre é como se fosse um filme que assiste pela segunda vez.

Hermínio Miranda também fala em particular sobre o êxtase.

O êxtase é um fenômeno de desdobramento mais profundo, onde o espírito se torna mais


independente.

Kardec nos fala sobre as complicações na análise das experiências ocorridas durante este
fenômeno pois quando não dispomos de conceitos ou palavras adequados para compreender
e relatar essas experiências, podemos ser levados a certas especulações que nada tem com o
fenômeno em si. Citando Kardec, em Óbras Póstumas:

Há por vezes, no extático, mais exaltação que verdadeira lucidez, ou melhor, a exaltação lhe
prejudica a lucidez, razão porque suas revelações são com frequência uma mistura de
verdades e erros, de coisas sublimes e outras ridículas. (Kardec, Allan,1978)
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CAP.11 - MAU-OLHADO (RESUMO)

Hermínio Miranda nos alerta que a sabedoria popular é muito mais profunda do que pode
parecer. Infelizmente, fenômenos de grande magnitude e importância continuam sendo vistos
até hoje como meras superstições, quando, na verdade, tratam-se apenas de uma realidade
não muito bem estudada.

O mau-olhado no sentido de um olhar poderoso capaz de murchar plantas ou causar


incidentes e doenças não existe; o que existe são sentimentos desamornizados que
canalizados por uma vontade (podendo esta ser consciente ou inconsciente), produzem
distúrbios acentuados em plantas, animais ou pessoas. Essa emissão, na verdade, pode ser
tanto para construir como para destruir, dependendo da intenção na qual o pensamento foi
emitido (boa ou ruim). A pessoa não precisa ser necessariamente má para produzir esses
efeitos desagradáveis, pois, como é sabido, sentimentos como cobiça e inveja não são
positivos e são até bastante comuns. Além disso, o autor destaca que nem sempre a pessoa
se dá conta de que gera essa descarga em outras pessoas.

Trata-se portanto de um fenômeno anímico (do espírito encarnado), que pode ser ou não
potencializado pela presença de espíritos afins.
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CAP.12 - FENÔMENOS DE EFEITO FÍSICO (RESUMO)


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CAP.13 - MEDIUNIDADE (RESUMO)


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CAP.14 - AURA (RESUMO)


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CAP.15 - PSICOFONIA (RESUMO)


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CAP.16 - SEMIOLOGIA DA COMUNICAÇÃO MEDIÚNICA (RESUMO)


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CAP.17 - CANAIS DE COMUNICAÇÃO: CONTRIBUIÇÃO DOS AMIGOS ESPIRITUAIS (RESUMO)


Página 24 de 28

CAP.18 - DESENVOLVIMENTO (RESUMO)


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CAP.19 - O MÉDIUM EM AÇÃO (RESUMO)


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CAP.20 - ATIVIDADES PARALELAS E COMPLEMENTARES (RESUMO)

Hermínio Miranda fala sobre o trabalho de orientação espiritual e sua importância, comentando
ainda que é um trabalho, infelizmente, pouco realizado pelos médiuns.
Trata-se de um trabalho mediúnico que consiste na consulta formal aos amigos espirituais. É
justamente o que o nome diz, ou seja, uma sugestão dos espíritos que tem como base o
conhecimento mais amplo da situação da pessoa, visando a um certo esclarecimento dos
fatores implicados na causa da situação atual e, com base nessa compreensão, sugerem uma
mudança de postura na pessoa ou naqueles que se encontram diretamente envolvidos com
ela. Faz-se necessário um médium bem ajustado e que esteja sob o controle de espíritos
responsáveis e esclarecidos para que o trabalho de orientação seja realizado com eficiência.
Interessante ressaltar que, raramente, os espíritos apontam para um caso de obsessão ou
mediunidade embotada como geradores de distúrbios emocionais ou psíquicos e que,
somente quando entendem que esse é realmente o caso, explicitam-no e dão sua sugestão.
Além disso, uma vez que seu conselho está permeado por um conhecimento mais amplo,
casos de gravidade podem ser explicitados e elucidados e os eclarecimentos são passados de
acordo com o nível de entendimento e de desenvolvimento das pessoas envolvidas.
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CAP.21 - OS CARISMAS E A CARIDADE (RESUMO)

A caridade espiritual necessita do amparo da caridade material, que a sustenta, balanceia e


complementa. Daí a importância de se realizar alguma atividade assistencial para quem se
dedica ao exercício regular da mediunidade. O autor cita Paulo para ressaltar a importância da
caridade e faz uma interessante observação de que a mediunidade não reside somente na
comunicação com os espíritos, pois esta mediunidade auxilia àqueles que já tem noção da
existência do lado espiritual e, uma vez que a caridade deve ser praticada com todos, a mesma
atenção e carinho devem ser dispensados àqueles que ainda não se encontram convencidos
dessa realidade, fornecendo encorajamento e esperança aos que ainda não tem o suporte da
fé.
Para ilustrar isso, o autor cita algumas histórias onde o singelo ato de caridade de Regina
(realizando enxovais para famílias pobres) acabou sendo crucial para reavivar esperanças e
ânimo, mudar atitudes e auxiliar na tomada de decisões sérias na vida dessas pessoas.
Regina não se afinava com a idéia de caridade estatística. A filosofia de Regina para seu
pequeno trabalho era dar com amor, roupas de qualidade, de vários tamanhos e em
quantidade suficiente para que a família humilde pudesse ter fôlego para se reestruturar
financeiramente. Ela tinha consciência de que acendia somente uma vela e, embora algumas
pessoas acendam holofotes, há aquelas que passam a vida inteira sem riscar um só fósforo.
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