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3 atitudes dos crentes que atrapalham a obra de Deus

Nem sempre as dificuldades para fazer a obra de Deus vêm de fora. Geralmente, esperamos
que as perseguições, que os obstáculos venham de fontes externas. Mas, em muitos casos,
inesperadamente, esses obstáculos vêm de dentro da própria igreja, dos próprios servos de
Deus. Foi o que aconteceu quando Deus chamou o profeta Jonas. Poderíamos esperar tudo de
um profeta, menos que ele mesmo fosse um obstáculo à realização da obra do Senhor. Mas
não podemos apontar o dedo para Jonas como se fôssemos melhores do que ele. Muitas vezes
somos iguais a ele e fazemos coisas muito parecidas com as que ele fez! É por isso que gostaria
de analisar as atitudes do profeta Jonas diante da missão que Deus deu a ele e observar como
algumas atitudes que nós temos atrapalham a obra que Deus deseja realizar em nós e através
de nós.

Atitudes dos servos de Deus que atrapalham a obra de Deus

1) Amar somente os iguais

A missão que Deus havia dado a Jonas era clara: “Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e
clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim” (Jonas 1:2). Todos os dias Deus chamava
profetas e mandava recados nas narrativas do Antigo Testamento. Mas essa missão era
especial, pois os ninivitas eram um povo assírio, ou seja, eram um dos piores inimigos do povo
de Jonas! Eram impuros, profanos, não seguiam o Senhor dos Exércitos. Tinham aparência
diferente, se vestiam diferente, agiam diferente. Toda essa diferença e a grande indiferença de
Jonas para com eles, fez com que o profeta atrapalhasse a missão que Deus tinha na vida
daquele povo, fugindo para a direção oposta. Quando só amamos os iguais ofendemos a Deus.
Quando olhamos os “diferentes” com desdém e julgamos que eles são menos do que nós,
atrapalhamos a obra de Deus, lutamos contra o Senhor e a vontade Dele que também inclui
aqueles que julgamos diferentes do nosso padrão. Os ninivitas eram grandes pecadores, mas
Deus queria alcançá-los.

2) Ser indiferentes aos sofrimentos do próximo

Além de fugir de forma rebelde da responsabilidade que Deus tinha dado a Jonas, observamos
que a atitude dele foi a de ser extremamente indiferente. Além de não ir pregar aos ninivitas, a
desobediência dele provocou uma grande tempestade que atingiu outras pessoas no barco em
que ele fugia. A ação de Jonas? Simplesmente dormiu: “Então, os marinheiros, cheios de
medo, clamavam cada um ao seu deus e lançavam ao mar a carga que estava no navio, para o
aliviarem do peso dela. Jonas, porém, havia descido ao porão e se deitado; e dormia
profundamente” (Jonas 1:5). A indiferença de Jonas o tornou insensível. Assim ocorre também
conosco. Quando somos indiferentes para com os objetivos da missão de Deus e para com o
próximo, ficamos incapazes de agir com energia e boa disposição. Caímos em um sono
espiritual gigantesco, dormimos como se nada estivesse acontecendo. Enquanto os descrentes
daquele barco oravam a deuses inexistentes, Jonas, o profeta do Deus verdadeiro, indiferente,
não foi capaz sequer de orar ao Deus todo poderoso.

3) Trazer mais problemas que soluções

O mais interessante de toda a história é que Jonas sabia que estava causando problemas
porque estava indiferente (e desobediente) à obra do Senhor: “Respondeu-lhes: Tomai-me e
lançai-me ao mar, e o mar se aquietará, porque eu sei que, por minha causa, vos sobreveio
esta grande tempestade” (Jonas 1:12). Porém, para ele, a solução ao invés de ser a obediência
a Deus, a mudança de postura, o arrependimento, era a sua morte. Daí sugerir que aqueles
marinheiros o jogassem no mar. Quando trazemos problemas à obra de Deus, um problema
chama outro problema, um abismo chama outro abismo (Salmos 42:7). Quando somos
causadores de problemas para a obra de Deus ficamos com a nossa visão espiritual
comprometida e atrapalhamos o bom andamento da obra. Tomamos decisões que não são as
decisões que Deus deseja que tomemos e não trazemos bênçãos à nossa vida e nem à vida do
próximo.

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