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TREINAMENTO TÉCNICO NACIONAL

MÓDULO SUPERVISORES
2009
PRINCÍPIO E CONCEITOS BÁSICOS DAS
ESTRUTURAS
PRINCÍPIOS E CONCEITOS BÁSICOS DAS ESTRUTURAS

 É BASICAMENTE UM CORREDOR DE CARGAS QUE SÓ


TRANSMITEM AS CARGAS A ELA COLOCADAS;

 POSSUI UM ENGASTAMENTO ELÁSTICO ATRAVÉS DAS


BRAÇADEIRAS, “Gs” OU SOLDAS;

 OS FORCADOS E BASES SÃO ARTICULAÇÕES E SÓ TRANSMITEM


CARGAS AXIAIS;

 A BASE DE APOIO DEVE ESTAR APTA A RECEBER A CARGA E


TRANSMITIR TENSÕES COMPATÍVEIS AO SOLO;

 ESFORÇOS HORIZONTAIS OU INCLINADOS SÃO COMBATIDOS COM


CUNHAS E TIRANTES FIXADOS EXTERNAMENTE A ESTRUTURA,
PARA QUE OS POSTES SÓ RECEBAM ESFORÇOS AXIAIS;
PRINCÍPIOS E CONCEITOS BÁSICOS DAS ESTRUTURAS

 AS VIGAS DEVEM ESTAR SEMPRE ENCUNHADAS NO FORCADO


PARA A AXIALIDADE DAS CARGAS;

 DEVERÁ SER VERIFICADA A ESTABILIDADE DA ESTRUTURA PARA:


OS ESFORÇOS DE VENTO, MÃO FRANCESA, CONSOLES E
ATIRANTAMENTOS, QUE INTRODUZEM MOMENTOS À ESTRUTURA;

 É FUNDAMENTAL A DRENAGEM DO TERRENO ONDE SE APOIA A


ESTRUTURA;

 QUANDO A ABSORÇÃO DA CARGA É REALIZADA POR


BRAÇADEIRAS, O POSTE TRABALHA A FLEXO COMPRESSÃO E SUA
CAPACIDADE É REDUZIDA;
AÇÃO DO VENTO SOBRE AS ESTRUTURAS

A PRESSÃO DE VENTO CRESCE EXPONENCIALMENTE COM A


VELOCIDADE E DEPENDE DE FATORES COMO:
A LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA , ALTURA OU DIMENSÕES DA
ESTRUTURA, A TOPOGRAFIA DO LOCAL (S1), A RUGOSIDADE DO
TERRENO (S2) E UM FATOR ESTATÍSTICO (S3), QUE CONSIDERA A
PROBABILIDADE E SEGURANÇA REQUERIDA.

VK. = V0 . S1 . S2 . S3. (m/s)

pV. = (VK )²/ 16 (kgf/m²)


AÇÃO DO VENTO SOBRE AS ESTRUTURAS

 NO CÁLCULO DOS COEFICIENTES DE ARRASTO, AS ESTRUTURAS


TUBULARES SE ASSEMELHAM A RETICULADOS MÚLTIPLOS, ONDE AS
FORÇAS DO VENTO , NOS PLANOS REPETIDOS DEVEM SER
MULTIPLICADOS POR UM FATOR DE PROTEÇÃO.
 PARA TORNAR RAPIDO E PRÁTICO O CÁLCULO, FIZEMOS A SEGUINTE
SIMPLIFICAÇÃO:
- COM A PRESSÃO DE VENTO E A ÁREA DE RESISTÊNCIA FORMADA
POR TODA A ESTRUTURA CALCULADA, OBTEMOS O ESFORÇO
DEVIDO AO VENTO

FV = A . PV.
AÇÃO DO VENTO SOBRE AS ESTRUTURAS

A NORMA NR-18 PREVE PARA UMA TORRE ISOLADA QUE:


- A RELAÇÃO ENTRE ALARGURA MÍNIMA DA BASE E A ALTURA “H”:

H ≤ 4 x LMINIMO

- IMPORTANTE: A ADOÇÃO DE UMA BASE MÍNIMA NÃO GARANTE A


ESTABILIDADE E O NÃO TOMBAMENTO DA TORRE COM O VENTO,
ENTÃO TORNA-SE NECESSÁRIO CALCULÁ-LA.

SE H ≥ 4 x A MENOR BASE  DEVEMOS AMARRAR A TORRE OU


ESTAIA-LA.
AÇÃO DO VENTO SOBRE AS ESTRUTURAS
ISOPLETAS DA VELOCIDADE BÁSICA DO VENTO (m/s)

V0 - É A MÁXIMA VELOCIDADE
MEDIDA EM 3 s, QUE PODE SER
EXCEDIDA EM MÉDIA UMA VEZ A
CADA 50 ANOS, A 10,00 m
SOBRE O NÍVEL DO TERRENO
EM LUGAR ABERTO E PLANO
AÇÃO DO VENTO SOBRE AS ESTRUTURAS
Pressão do Vento = P = VK2 / 16 ( kgf/m2 )
Velocidade característica do Vento = VK (m/s) = V0.S1.S2.S3

PARA UMA ESTIMATIVA, PODEMOS UTILIZAR A TABELA ABAIXO, MAS É


SEMPRE RECOMENDADO QUE SE UTILIZE A NORMA NBR 6123/1988 PARA O
CÁLCULO DA PRESSÃO DO VENTO.
ALTITUDE DA VELOCIDADE PRESSÃO ESTIMADA
ESTRUTURA DO VENTO DO VENTO

H(m) V0 ( km/h ) / V0 (m/s) P ( kgf/m2 )

até 6,00 99 / 31,0 70


de 6,00 a 20,00 109 / 33,5 80
de 20,00 a 50,00 125 / 35,8 90
de 50,00 a 100,00 140 / 40,0 110
Acima de 100,00 160 / 45,6 140

NO CASO DE ESTAIARMOS A TORRE, OS ESTAIS DEVERÃO SEREM


COLOCADOS EXTERNAMENTE A 45°. PODEMOS MONTAR A TORRE ATÉ A
ALTURA H = 4xLMINIMO E ESTAIÁ-LA PARA CONTINUAR A MONTAGEM.
VENTO SOBRE AS ESTRUTURAS ESTAIADAS

a a

V1 = ( a/2 + b )PV
TH = Tsen a = V1

V2 = a/2 PV
TV = T cos a
R = P + TV

A TORRE TAMBÉM TRABALHA COMO TRELIÇA PARA ABSORVER O VENTO


VENTO SOBRE AS ESTRUTURAS ESTAIADAS
CONCLUSÕES

 AO ANALIZARMOS A SITUAÇÃO, A BASE DE APOIO DA TORRE ESTAIADA


DEVE ABSORVER O PESO PRÓPRIO, À CARGA P E O ESFORÇO VERTICAL
Tv. DO VENTO E PODEREMOS TER DUAS SITUAÇÕES:

1 – O ATRITO GERADO ATRAVÉS DA REAÇÃO VERTICAL ABSORVE A FORÇA


DE ARRASTE DO VENTO V2.

2 - A FORÇA DE ARRASTE DO VENTO V2. É MAIOR QUE O ATRITO GERADO,


ENTÃO OS POSTES DA TORRE NECESSITAM SER ANCORADOS À BASE DE
APOIO E ESTA ABSORVER V2.

A TORRE TAMBÉM TRABALHA COM TRELIÇA VERTICAL PARA ABSORVER A


PRESSÃO DO VENTO pV. E OS ESTAIS FICAM CARREGADOS COM A CARGA T

3 – NAS BASES DOS ESTAIS ATUAM AS REAÇÕES TH E TV.


OBRA : ESTÁDIO OLÍMPICO - ENGENHÃO
BASE DE APOIO DOS ESCORAMENTOS

s = Tensão Admissível do Solo


P = Carga no Poste σ= P
A = Área da Base necessária A
A = ( 2 h + b )2
TENSÕES ADMISSÍVEIS PARA FUNDAÇÕES
DIRETAS EM ESCORAMENTOS

TIPO DE SOLO TENSÃO ADMISSÍVEL ( kg / cm2 )


Rochas ígneas ou gneissicas, sãs 100
Rochas calcárias ou arenitos duros 40
Arenitos macios 20
Areias bem graduadas e cascalhos compactos 4a6
Areias bem graduadas e cascalhos fofos 2a4
Areia uniforme compacta 2a4
Areia uniforme fofa 1a2
Argila ou argila arenosa rija 2a4
Argila ou argila arenosa média 1a2
Argila ou argila arenosa mole 0,5 a 1
Argila ou argila mole 0 a 0,5
BASE DE APOIO DOS ESCORAMENTOS

POR EXEMPLO:
CARGA NO POSTE = 6,0 tf
TENSÃO ADMISSÍVEL DO SOLO = s = 2,0 kgf/cm²

P 6000
ÁREA NECESSÁRIA = s = ------ = 2,0 = -------- => A = 3000 cm²
A A

A = 3000 cm² = b . B => b = 54,80 cm

2H + 15 = 54,80 cm => H = 19,89 cm

SE UTILIZARMOS PRANCHAS DE 11/2” = 3,81 cm, PRECISAREMOS


DE 19,89 / 3,81 = 5,22 NÍVEIS DE PRANCHA DE 11/2”

PORTANTO, ADOTADO H = 6 NÍVEIS X 3,81 = 22,86 cm :. Ok!


BASE DE APOIO DOS ESCORAMENTOS
BASES DE APOIO
CUIDADOS E PRECAUÇÕES

OS CUIDADOS NAS BASES DE APOIO SÃO PARA QUE NÃO VENHAMOS A


TER RECALQUES DIFERENCIAIS, QUE PODEM LEVAR A RUINA UMA
ESTRUTURA:

1 – NUNCA APOIAR SOBRE SOLO ORGÂNICO OU SUPERFICIAL, PEDIR SEMPRE


AVALIAÇÃO DO SOLO DE SUPORTE;

2 – NUNCA APOIAR PRÓXIMOS A TALUDES ( DMIN = 1,0 m);

3 – SEMPRE EXECUTAR A DRENAGEM DO SOLO;

4 – SE APOIAR SOBRE PRANCHÕES, CALCULE A ALTURA, A QUANTIDADE


DE CAMADAS / NÍVEIS E A ÁREA RESULTANTE;

5 – CUIDADO COM AS DOBRAS DE POSTES;


BASES DE APOIO
CUIDADOS E PRECAUÇÕES
TUBOMILLS
Fabricado atualmente em tubo em Aço SAE 1008 / 1010

Galvanizado com costura


Diâmetro nominal = Dn = 1 ½”
Peso / m = p = 3,52 kg / m
Espessura = e = 3,00 mm
Diâmetro externo = D = 48,00 mm
Área da seção = A = 424,10 mm2
Mód. Resistência = W = 4.492,90 mm3
Mod. Elasticidade = E = 21.000,00 kgf/mm2
Mom. Inércia = I = 107.828,600 mm4
Raio de giração = r = 15,94 mm
Tensão Admissível = σ = 11,00 kgf/mm2
Mom. Fletor Adm. = Madm = 50,00 kg /m

PESO PRÓPRIO DO TUBOMILLS EQUIPADO = 5,00 kg / ml


TUBOMILLS
ACESSÓRIOS
BRAÇADEIRAS FIXAS 1/49 E GIRATÓRIAS 2/49
• FABRICADAS EM AÇO MOLA SAE 5160 FORJADO, TEMPERADO E
REVENIDO.
• ATUALMENTE FABRICADAS EM AÇO SAE 1070.
• PESO UNITÁRIO APROXIMADO = 1,24 kgf/pç.
• A BRAÇADEIRA 1/49 FIXA DOIS TUBOS A 90o, REAGE POR
TORÇÃO A DEFORMAÇÃO DO TUBO CRIANDO UM
ENGASTAMENTO ELÁSTICO, JÁ A BRAÇADEIRA 2/49 PERMITE
A LIVRE ROTAÇÃO DE UM TUBO CONTRA O OUTRO.
Quando não usamos forcados para a transmissão das carga
TUBOMILLS
ransmissão pode ser feita através de uma braçadeira fixada
trabalha a flexão e transmite ao poste uma flexo-compressã
vertical ( P ) de compressão e um Momento fletor ( P.e ).
CARGA ADMISSÍVEL DAS BRAÇADEIRAS
Esse é o caso de passarelas, prateleiras, andaimes e até es
normais.
 QUANDO NÃO USAMOS FORCADOS
PARA A TRANSMISSÃO DAS CARGAS
AOS POSTES, ESTA TRANSMISSÃO
PODE SER FEITA ATRAVÉS DE UMA
BRAÇADEIRA FIXADA AO POSTE.

 A BRAÇADEIRA TRABALHA A FLEXÃO


E TRANSMITE FLEXO-COMPRESSÃO AO
POSTE, OU SEJA, UMA CARGA VERTICAL
( P ) DE COMPRESSÃO E UM MOMENTO
FLETOR ( P. e ).

 ESSE É O CASO DE PASSARELAS,


ANDAIMES, PRATELEIRAS E ATÉ
ESCORAMENTOS DE VIGAS NORMAIS.
TUBOMILLS
CARGA ADMISSÍVEL DAS BRAÇADEIRAS

P< 2.A.I.s
2.I + e. D . A
TIPO DE TIPO DE EXCENTRI- CARGA CARGA
LIGAÇÃO BRAÇADEIRA CIDADE ADMISSÍVEL ADMISSÍVEL
e (mm) (Kgf) (Kgf)
SAE 1020 SAE 1008
DOIS 1/49 65 913 717
TUBOMILLS
DOIS 2/49 80 760 597
TUBOMILLS
TUBOMILLS 2/49/60 85 1136 892
MILLSTOUR
ELITE 1/49 65 813 638
TUBOMILLS
ELITE 2/49 80 679 533
TUBOMILLS
TUBOMILLS
COMPRIMENTO DE FLAMBAGEM X VÍNCULOS
O COMPRIMENTO DE FLAMBAGEM É VARIÁVEL EM FUNÇÃO DOS TIPOS DE
APOIOS OI VÍNCULOS DOS POSTES E PARA VIGAS DE CONCRETO TEMOS:

Lf=L :. a = 1

L f = 0,5.L :. a = 0,5

L f = 2.L :. a = 2

a = Grau de Engastamento
L L f = Comprimento de Flambagem
TUBOMILLS
CARGAS ADMISSÍVEIS NOS POSTES

 CARGAS DE COMPRESSÃO PODEM OCASIONAR UM EFEITO DE FLAMBAGEM E


UTILIZANDO A LEI DE “EULER”, PODEMOS CALCULAR A CARGA DE FLAMBAGEM
NOS POSTES DAS ESTRUTURAS TUBULARES ATRAVÉS DA CONSIDERAÇÃO
EMPÍRICA DE UM GRAU DE ENGASTAMENTO ELÁSTICO IGUAL A 0,85.
 A ESTE FATO, DENOMINAMOS FLAMBAGEM LOCAL”, CONFORME CALCULO
ABAIXO:

POSTES ENGASTADOS POSTES ARTICULADOS

Padm = p2 E I x 1 Padm = p2 E I x 1 .
( 0,85 h )2 CS (h)2 CS

CS = COEFICIENTE DE SEGURANÇA = 3
POSTE ARTICULADO

POSTE INTERMEDIÁRIO

POSTE ENGASTADO
TUBOMILLS - POSTE ENGASTADO
• QUANDO O POSTE RECEBE DUAS BRAÇADEIRAS (DA LONGARINA E DA
TRAVESSA)
TUBOMILLS - POSTE ARTICULADO
• QUANDO O POSTE RECEBE UMA ÚNICA BRAÇADEIRA (DA TRAVESSA
OU DA LONGARINA)
TUBOMILLS

CAPACIDADE DE
CARGA EM FUNÇÃO
DO COMPRIMENTO
DE FLAMBAGEM
TUBOMILLS
LIMITE DE CARGAS ADMISSÍVEIS A TRAÇÃO
1 - TRAÇÃO MÁXIMA PARA O TUBO ANTIGO: SAE 1010/1020:

P P
s adm = -------- = ---------- = 14,00 kgf/mm2
A 433

Pmax = 6.062,00 kgf

2 - TRAÇÃO MÁXIMA PARA O TUBO NOVO: SAE 1008/1010:

P P
s adm = -------- = ---------- = 11,00 kgf/mm2
A 424,1

Pmax = 4.665,00 kgf

APESAR DA CLASSIFICAÇÃO NA NORMA SAE 1008 E DA CONSTATAÇÃO NA REDUÇAO DO TEOR


DE CARBONO , NÃO FORAM OBSERVADAS REDUÇÕES DE TENSÒES DE RUPTURA.
TUBOMILLS
CONTRAVENTAMENTO

 O CONTRAVENTAMENTO DAS ESTRUTURAS É FEITO COM O AUXILIO DAS


DIAGONAIS, ATRAVÉS DAS QUAIS COMBATEMOS OS ESFORÇOS
HORIZONTAIS OU TANGENCIAIS, QUE NA PRÁTICA, PODEM OCORRER
POR FALTA DE PRUMO NOS POSTES, VENTO OU ATÉ DEFORMAÇÕES
PERPENDICULARES ACARRETADOS POR CARGAS DE COMPRESSÃO
NOS POSTES.

 O INTUITO DO CONTRAVENTAMENTO É A DIAGONAL FORMAR COM A


TRAVESSA E A LONGARINA UM TRIÂNGULO CHAMADO DE TRIÂNGULO
DE ESTABILIDADE. É ELE QUEM DÁ ESTABILIDADE AO PLANO NO ANDAR
ONDE EXISTE A DIAGONAL. É NECESSÁRIO QUE HAJA PELO MENOS UMA
DIAGONAL POR PLANO / ANDAR PARA NÃO SE PERDER A ESTABILIDADE.

 A CARGA ADMISSÍVEL QUE ROMPERIA A ESTABILIDADE DO TRIÂNGULO


É OBTIDA NAS TABELAS 1, 2 e 3 CONFORME A RIGIDEZ DO POSTE E
SEUS VÍNCULOS.
TUBOMILLS
CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS E DETALHES
PRÁTICOS DE MONTAGEM

A MONTAGEM CORRETA DA ESTRUTURA É QUEM GARANTE A CAPACIDADE DE


ABSORÇÃO E TRANSMISSÃO DAS CARGAS.

POSTE

• O POSTE É CONSIDERADO ENGASTADO SE ESTIVER LIGADO COM BRAÇADEIRAS 1/49 À


TRAVESSA E LONGARINA, O QUE IMPEDIRÁ DE SE DESLOCAR NOS DOIS SENTIDOS;

• SE O POSTE ESTIVER LIGADO APENAS À TRAVESSA OU LONGARINA, SERÁ CONSIDERADO


COMO SENDO ARTICULADO, POIS PODE SE DESLOCAR EM UM DOS SENTIDOS;

• SE O POSTE ARTICULADO ESTIVER COLOCADO NO MEIO DO VÃO, ELE SERÁ CONSIDERADO


COMO INTERMEDIÁRIO E DEPENDERÁ DO CALCULO DA RIGIDEZ DAS TRAVESSAS OU
LONGARINAS PARA A DETERMINAÇÃO DE SUA CAPACIDADE;
TUBOMILLS
CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS E DETALHES
PRÁTICOS DE MONTAGEM

• TRAVESSAS E LONGARINAS SÃO CONSIDERADAS COMO PEÇAS ARTICULADAS E TEM


LIMITAÇÃO DE SEU COMPRIMENTO EM 3,20 m, DEVIDO AO LIMITE DO ÍNDICE DE ESBELTEZ
MÁXIMO = 200;
• DIAGONAIS SÃO CONSIDERADAS PEÇAS ENGASTADAS E TEM SEU COMPRIMENTO DE
UTILIZAÇÃO LIMITADO A 3,76 m.
PARA QUE ELA SEJA CONSIDERADA ENGASTADA É NECESSÁRIO QUE SUA MONTAGEM SEJA
EXECUTADADA CONFORME DETALHE:
TUBOMILLS
CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS E DETALHES
PRÁTICOS DE MONTAGEM

Como a diagonal fica engastada:

Lfl
l = -------- ≤ 200 (índice de esbeltez máximo) e r = 16 mm
r

Lfl = 200 . 16 = 3.200 mm

Lfl = 0,85.L = 3200

Lmax = 3764 mm,

PORTANTO, A DIAGONAL DEVE SER MONTADA CONFORME


INDICADO PARA QUE ELA POSSA TER UM COMPRIMENTO MAIOR.
TUBOMILLS
CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS E DETALHES
PRÁTICOS DE MONTAGEM
• A ESTRUTURA TUBULAR É UM “CORREDOR DE CARGAS” E SE, A DIVIDIRMOS EM PLANOS
TRANSVERSAIS E LONGITUDINAIS, PODEMOS ANALISAR AS DIAGONAIS NESTES PLANOS.
A FUNÇÃO DELAS É A DE CONTRAVENTAR TODOS OS ANDARES DESTES PLANOS, EXEMPLO:

Onde , h = 1,80 m
l = 2,20 m
P = 2.500 kgf
TUBOMILLS
CONTRAVENTAMENTO
TABELA 1
TUBOMILLS

CONTRAVENTAMENTO
TABELA 2

CARGAS ADMISSÍVEIS PARA DIAGONAIS, UTILIZANDO POSTES DUPLOS


E FIXADOS EM BRAÇADEIRAS 1/49

l
h 1,10 1,20 1,30 1,40 1,50 1,60 1,70 1,80 1,90 2,00 2,10 2,20 2,30 2,40 2,50 2,60 2,70 2,80 2,90 3,00

1,00 12100 13300 13800 14750 15150 15900 16200 16750 17400 17500 18350 18550 18900 18950 19100 19300 19400 19750 19950 20000

1,10 12200 13300 14400 15000 15550 16500 17400 17500 18100 18500 18900 19300 19700 20150 20650 20900 21100 21150 21200 21200

1,20 12250 13300 14400 15550 15950 16750 17500 18500 18900 19500 19950 20600 21200 21650 21900 22150 22450 22600 22800 23000

1,30 11900 13300 14900 15550 16500 18150 18700 19450 19900 20600 21150 21700 22150 22750 23100 23250 23500 24000 24500

1,40 12250 13300 14600 15550 16200 17250 18350 19350 20050 20900 21400 21950 22650 23000 23450 24000 24400 24800 25100 25500

1,50 11200 13000 14000 15550 16500 17550 18500 19400 20400 21200 21750 22750 23300 23850 24350 24800 25150 25500 25800 25950

1,60 11200 13000 14350 15450 16750 17750 18850 19750 20850 21700 22500 23150 24000 24700 25150 25650 26200 26850 27100 27300

1,70 12800 13800 15300 16200 17750 18900 20000 20900 21700 22750 23850 24400 25000 25500 26200 26850 27250 27900 28550

1,80 12800 13800 15150 16200 17750 18900 20000 20900 21950 22900 23950 24950 25500 26200 26850 27650 28200 28700 28500

1,90 12250 13300 14750 15900 17750 18900 19950 20900 21950 23000 24000 24650 25000 26600 27300 27800 28700 29800 30600

2,00 12250 13300 14750 15900 17700 18700 20000 20900 21950 23000 24400 25200 26100 27100 27800 28500 29200 30300 30800
TUBOMILLS

CONTRAVENTAMENTO
TABELA 3
CARGAS ADMISSÍVEIS PARA DIAGONAIS, UTILIZANDO POSTES ARTICULADOS E FIXADOS COM
BRAÇADEIRAS 2/49

l
h 1,10 1,20 1,30 1,40 1,50 1,60 1,70 1,80 1,90 2,00 2,10 2,20 2,30 2,40 2,50 2,60 2,70 2,80 2,90 3,00

1,00 6800 7400 7900 8300 8700 9000 9300 9500 9800 10000 10200 10400 10500 10600 10800 10900 11000 11100 11200 11200

1,10 6900 7500 8000 8500 8900 9300 9700 10000 10300 10600 10800 11000 11200 11400 11500 11700 11800 11900 12000 12100

1,20 6800 7500 8100 8600 9100 9600 10000 10400 10700 11000 11300 11600 11800 12000 12200 12400 12500 12700 12800 12900

1,30 5800 7500 8100 8700 9300 9800 10300 10700 11100 11400 11700 12000 12300 12600 12800 13000 13200 13400 13500 13700

1,40 6700 7400 8100 8700 9400 9900 10400 10900 11300 11700 12100 12500 12800 13100 13300 13600 13800 14000 14200 14400

1,50 6600 7300 8000 8700 9400 10000 10500 11100 11500 12000 12400 12800 13200 13500 13800 14100 14300 14600 14800 15000

1,60 6400 7200 8000 8700 9400 10000 10600 11200 11700 12200 12700 13100 13500 13800 14200 14500 14800 15100 15300 15600

1,70 6300 7100 7800 8600 9300 10000 10600 11200 11800 12300 12800 13300 13700 14100 14500 14900 15200 15500 15800 16100

1,80 6100 6900 7700 8500 9200 9900 10600 11200 11900 12400 13000 13500 14000 14400 14800 15200 15600 15900 16200 16500

1,90 6000 6800 7600 8400 9100 9900 10600 11200 11900 12500 13100 13600 14100 14600 15100 15500 15900 16300 16600 16900

2,00 5800 6600 7400 8200 9000 9800 10500 11200 11900 12500 13100 13700 14200 14800 15200 15700 16100 16600 16900 17300
TUBOMILLS
CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS E DETALHES
PRÁTICOS DE MONTAGEM
• COM POSTES SIMPLES, UTILIZAMOS A TABELA 1 ABAIXO PARA O SOMATÓRIO DAS CARGAS
NO PLANO TEMOS: 7 POSTES x 2500,00 = 17.500 Kgf

• PARA h = 1,80 m e l = 2,20 m , OBSERVAMOS QUE UMA DIAGOANAL COLOCADA NESTE


QUADRO CONTRAVENTA ATÉ UM SOMATÓRIO DE CARGAS DE 18.000 Kgf . A CONCLUSÃO É A
DE QUE NECESSITAMOS DE 1 (UMA) DIAGONAL /ANDAR PARA CONTRAVENTAR OS SETE
POSTES.

• DEVERÁ HAVER SEMPRE PELO MENOS UMA DIAGONAL EM UMA TORRE OU FILA DE POSTE
DE UMA ESTRUTURA PARA CONTRAVENTAR E COMBATER A FLAMBAGEM LOCAL;

• CONVEM SALIENTAR QUE, ESTES VALORES SÃO VÁLIDOS PARA TORRES QUE TENHAM A
RELAÇÃO 4 ENTRE A ALTURA E A MENOR BASE, SEGUNDO A NR-18, OU QUE TENHAM
TRAVAMENTO ENTRE TORRES CONFORME NORMAS E PERMANEÇAM NA RELAÇÃO 4, AGORA
PARA O CONJUNTO DAS TORRES CONTRAVENTADAS.;

• NO CASO DE TORRES ESBELTAS, TORNA-SE NECESSÁRIA A ANÁLISE DA FLAMBAGEM DE


CONJUNTO, QUE DEFINIRÁ A CARGA ADMISSÍVEL NOS PLANOS DE CARGAS DA TORRE EM
FUNÇÃO DA ALTURA E VÍNCULOS DA TORRE;
MILLSTOUR

FLAUTA
MILLSTOUR
CARACTERÍSTICAS
FABRICADO ORIGINALMENTE EM AÇO SAE 1020, GALVANIZADO C/COSTURA E
ATUALMENTE EM AÇO SAE 1008 / SAE 1010

Diâmetro nominal: Dn = 2”
Espessura: e = 3,05 mm
Diâmetro externo: D = 60,3 mm
Área da seção: A = 548,1 mm²
Mód. Resistência: w = 7.475,00 mm3
Mom. Inércia: I = 225.308,90 mm4
Raio de giração: r = 20,27 mm AÇO SAE
AÇO SAE 1020
Mód. Elasticidade: E = 21.000,00 kgf/mm² 1008/1010

Tensão Adm.: s = 13,3 kgf/mm² = 11,00 kgf/mm²

Mom. Fletor Adm. M = s . W M = 105,00 kgf.m = 82,20 kgf.m

Carga adm.: P=s.A P = 7.290,00 kgf = 6.029,10 kgf


MILLSTOUR
CÁLCULO DA CARGA ADMISSÍVEL DE ESTABILIDADE DOS QUADROS –
CONTRAVENTAMENTO – ANÁLISE DE “DEVERSEMENT”

ENSAIOS MECÂNICOS REALIZADOS NA FRANÇA EM 1973 CONCLUIRAM QUE:

D = 1,10 x10-5 mm/kgf (Deslocamento linear / kgf) , e portanto:

CARGA ADMISSÍVEL DE CONTRAVENTAMENTO / QUADROFIXO É:

PDadm = 90.900 = 30.300 kgf por Q.F. ou Q.D.


3

PDadm = 30.300 kgf, PARA CADA Q.F. ou Q.D

Portanto, o número máximo de postes n contraventados por um Quadro Fixo é :

n = 30.300 kgf = 5 postes


6.000 kgf

n = 5 postes
MILLSTOUR
CÁLCULO DA CARGA ADMISSÍVEL DE ESTABILIDADE DOS QUADROS –
CONTRAVENTAMENTO – ANÁLISE DE “DEVERSEMENT”

S P ≤ 30300 Kgf
MILLSTOUR

CONTRAVENTAMENTO – ANÁLISE DE “DEVERSEMENT”


MILLSTOUR
FLAUTA NÃO CONTRAVENTADA = FLAUTA LIVRE
PODEMOS UTILIZAR TORRES DE MILLSTOUR COM FLAUTAS LIVRES, SE
AS CARGAS ATUANTES ESTIVEREM DENTRO DOS LIMITES PARA AS
ALTURAS INDICADAS:

ALTURA LIVRE POSIÇÃO DA CARGA ADMISSÍVEL


( mm ) FLAUTA ( kgf ) CS = 3
150 Solda 4.825
300 1º furo 3.275
450 2º furo 2.725
600 3º furo 2.183
750 4º furo 1.900
900 5º furo 1.367
1050 6º furo 808
FLAUTA NÃO CONTRAVENTADA = FLAUTA LIVRE

FURO 0 FURO 1 FURO 2


FLAUTA NÃO CONTRAVENTADA = FLAUTA LIVRE

FURO 3 FURO 4 FURO 5 FURO 6


INVERSOR DE FLAUTA
MILLSTOUR
AMARRAÇÕES DAS TORRES CONTRA O TOMBAMENTO

 TORRES ESBELTAS, CUJA RELAÇÃO H / L > 4 , DEVERÃO SER


TRAVADAS OU CONTRAVENTADAS A OUTRAS TORRES OU PONTOS
FIXOS DA ESTRUTURA DE CONCRETO, PARA QUE A MESMA NÃO
TOMBE SOB EFEITO DE VENTO E TENHA CAPACIDADE DE
ABSORÇÃO DAS CARGAS. ESTAS AMARRAÇÕES FORNECEM OS
VÍNCULOS PARA O CÁLCULO DE FLAMBAGEM DE CONJUNTO;

A AMARRAÇÃO É EXECUTADA COM TUBOMILLS ATRAVÉS DE


BRAÇADEIRAS GIRATÓRIAS 2/49/60 FIXADAS AOS POSTES COM
TRAVESSAS E LONGARINAS E NUNCA ESQUECER QUE, SÓ HAVERÁ
RIGIDEZ NO CONJUNTO AMARRADO SE FOR COLOCADA UMA
DIAGONAL ENTRE TORRES.

 PARA SE OBTER A RIGIDEZ DO CONJUNTO AMARRADO, OBSERVAR


AS RECOMENDAÇÕES CONFORME DETALHES PARA AS ALTURAS
ATÉ 8,00 m E ACIMA DE 8,00 m A SEGUIR:
MILLSTOUR
AMARRAÇÕES DAS TORRES
AMARRAÇÃO DAS TORRES DE MILLSTOUR

1º ) Para torres com HTORRE < 8,00 m, utilizar:

CORTES A-A e B-B

  AMARRAÇÃO  
DIAGONAL HORIZONTAL

H = 4. L MENOR
MILLSTOUR
AMARRAÇÕES DAS TORRES

A A

B
MILLSTOUR
AMARRAÇÕES DAS TORRES
2º ) Para torres com HTORRE > 8,00 m, utilizar:

CORTES A-A e B-B

  AMARRAÇÃO  
DIAGONAL HORIZONTAL

DIAGONAL VERTICAL

  AMARRAÇÃO  
H = 4.
L MENOR
MILLSTOUR
AMARRAÇÕES DAS TORRES
DIAGONAIS VERTICAIS

A A

B
MILLSTOUR - SEQUENCIA DE MONTAGEM
MILLSTOUR – SEQUENCIA DE MONTAGEM
MILLSTOUR –
SEQUENCIA DE
MONTAGEM
MILLSTOUR –
SEQUENCIA DE
MONTAGEM
MILLSTOUR –
SEQUENCIA DE
MONTAGEM
MILLSTOUR – SEQUENCIA DE MONTAGEM
MILLSTOUR – SEQUENCIA DE MONTAGEM
MILLSTOUR – SEQUENCIA DE MONTAGEM
MILLSTOUR – SEQUENCIA DE MONTAGEM
MILLSTOUR – SEQUENCIA DE MONTAGEM
MILLSTOUR –
SEQUENCIA DE
MONTAGEM
MILLSTOUR – SEQUENCIA DE MONTAGEM
MILLSTOUR – SEQUENCIA DE MONTAGEM
MILLSTOUR – SEQUENCIA DE MONTAGEM
MILLSTOUR – SEQUENCIA DE MONTAGEM
MILLSTOUR – SEQUENCIA DE MONTAGEM
8. CARACTERÍSTICAS DO PALESTUB

FABRICADO ORIGINALMENTE EM AÇO SAE 1020, GALVANIZADO C/COSTURA


E ATUALMENTE EM AÇO SAE 1010
AÇO SAE 1020 SAE 1010

Diâmetro nominal: Dn = 11/2”


Espessura: e = 3,35 mm
Diâmetro externo: D = 48,0 mm
Área da seção: A = 469,9 mm²
Mód. Resistência: w = 4.906,65 mm3
Mom. Inércia: I = 117.759,6 mm4
Raio de giração: r = 15,8 mm
Mód. Elasticidade: E = 21.000,00 kgf/mm²

Tensão Adm.: s = 13,3 kgf/mm² = 11,40 kgf/mm²


Mom. Fletor Adm. M = s . W = M = 105,00 kgf.m = 56,0 kgf.m

Carga adm.: P=s .A= 6.249,70 kgf = 5.356,80 kgf

Carga admissível de trabalho: 5000,00 kgf / poste


PALESTUB
PALESTUB – SEQUENCIA DE MONTAGEM
PALESTUB – SEQUENCIA DE MONTAGEM
PALESTUB – SEQUENCIA DE MONTAGEM
PALESTUB –
SEQUENCIA DE
MONTAGEM
PALESTUB – SEQUENCIA DE MONTAGEM
PALESTUB –
SEQUENCIA DE
MONTAGEM
PALESTUB – SEQUENCIA DE MONTAGEM
PALESTUB – SEQUENCIA DE MONTAGEM
REFORÇO NAS BASES DE 45 E 60 CM
MELHOR UTILIZAÇÃO DO MILLSTOUR X PALESTUB
VANTAGENS DO PALESTUB
• MENOS COMPONENTES MAIOR PRODUTIVIDADE DE MONTAGEM
• PEÇAS MAIS LEVES CUSTO MENOR/m³
• IDEAL PARA PAVIMENTOS TIPO / ESCORAMENTOS COM PÉ DIREITO
CONSTANTE
DESVANTAGENS DO PALESTUB

• MENOR CARGA NO POSTE 5,0 tf X 6,0 tf (MILLSTOUR)


• AJUSTE VERTICAL LIMITADO
• NÃO TEM TRAVESSA DE PEQUENO TAMANHO = TRAVESSA DE UNIÃO
• NÃO PERMITE GRANDE CONCENTRAÇÃO DE CARGAS EM ÁREAS
PEQUENAS
• NÃO PERMITE ACOPLAR DUAS OU MAIS TORRES COM ECONOMIA
DE QUADROS
• NÃO TEM FLEXIBILIDADE DE USO ENTRE ESTRUTURAS DIFERENTES
• NÃO “VOA” = NÃO TRABALHA A TRAÇÃO SEM GRANDES REFORÇOS
• NÃO PERMITE CONSERTOS E IMPROVISAÇÕES
• NÃO PERMITE ESCORAMENTO DE VIGA ATRAVESSANDO A TORRE
VIGAS E ACESSÓRIOS

MONTANTE DUPLO ALUMA 55K – VIGA PRINCIPAL


Comprimentos Padrão: 1,90; 2,60; 3,00; 3,80; 4,80 m
Peso (por montante) P = 2x6,0 kgf/m
Momento Fletor Admissível MF = 2x1.800 kgf.m
Esforço Cortante Admissível Q = 2x3.000 kgf
Reação Máxima no Poste R = 2x6.000 kgf
Produto de Inércia EI = 2x85.000 kgf.m²

MONTANTE DUPLO ALUMA 35K – VIGA PRINCIPAL


Comprimentos Padrão: 2,60; 3,00; 3,80; 4,80 m
Peso (por montante) P = 2x4,5 kgf/m
Momento Fletor Admissível MF = 2x1.188 kgf.m
Esforço Cortante Admissível Q = 2x3000 kgf
Reação Máxima no Poste R = 2x5500 kgf
Produto de Inércia EI = 2x58.000 kgf.m²
VIGAS E ACESSÓRIOS

VA 165 – VIGA PRINCIPAL


Comprimentos Padrão: 1,80; 2,40; 3,20; 3,60; 4,20;
4,80; 5,40 e 6,40 m
Peso (com madeira) P = 6,0 kgf/m
Momento Fletor Admissível MF = 878 kgf.m
Esforço Cortante Admissível Q = 3.350 kgf
Reação Máxima no Poste R = 6.000 kgf
Produto de Inércia EI = 50.500 kgf.m²

VIGA 140 – VIGA SECUNDÁRIA


Comprimentos Padrão: 1,80; 2,40; 3,20; 3,60; 4,20;
4,80; 5,40 e 6,40 m
Peso (com madeira) P = 4,0 kgf/m
Momento Fletor Admissível MF = 409 kgf.m
Esforço Cortante Admissível Q = 2.100 kgf
Reação Máxima no Poste R = 4.200 kgf
Produto de Inércia EI = 20.309 kgf.m²
VIGAS E ACESSÓRIOS

VIGA METÁLICA – VM3” – VIGA SECUNDÁRIA


Comprimentos Padrão: 1,50; 2,00; 2,50; 3,00; 3,50;
4,00; 4,50 m
Peso (com madeira) P = 7,5 kgf/m
MF = reduzido para
Momento Fletor Admissível
204 kgf.m
Esforço Cortante Admissível Q = 2.500 kgf
Reação Máxima no Poste R = 5.000 kgf
Produto de Inércia EI = 14.670 kgf.m²
VIGAS E ACESSÓRIOS

VIGA METÁLICA ESTUB – VE3” – VIGA SECUNDÁRIA


Momento Admissível = 204 kgf.m
Cortante Admissível = 1.112 kgf
Esmagamento = 2.550 kgf
Rigidez à Flexão = 13.770 kgf.m²

VIGA METÁLICA ESTUB – VE6” – VIGA SECUNDÁRIA


Momento Admissível = 571,20 kgf.m
Cortante Admissível = 1.428 kgf
Esmagamento = 3.162 kgf
Rigidez à Flexão = 72.522 kgf.m²
VIGAS E ACESSÓRIOS

USO CORRETO DE BERÇOS DE VIGAS


CORRETO
VIGAS E ACESSÓRIOS

USO CORRETO DE BERÇOS DE VIGAS


ERRADO
VIGAS E ACESSÓRIOS

USO CORRETO DE BERÇOS DE VIGAS


CORRETO
VIGAS E ACESSÓRIOS

APOIO DE TOPO, BALANÇO E TRANSPASSE DE VIGAS


VIGAS E ACESSÓRIOS

USO CORRETO DE BASE SUPERIOR EM VIGAS

 O TUBO VERTICAL DA BASE SUPERIOR DEVE ESTAR


SOLDADO NOS 4 PONTOS DE CONTATO COM SOLDA
CONTÍNUA;

 DEVE SER APOIADA SEMPRE SOBRE 03 VIGAS


SECUNDÁRIAS;

 NUNCA APOIÁ-LA NO BALANÇO DAS VIGAS


SECUNDÁRIAS;

 POSICIONÁ-LA SEMPRE PRÓXIMO AOS POSTES DA


TORRE;

 CARGA MÁXIMA DE UTILIZAÇÃO É DE 2,50 tf


VIGAS E ACESSÓRIOS

USO CORRETO DE BASE SUPERIOR EM VIGAS


VIGAS E ACESSÓRIOS

ENCUNHAMENTO DE VIGAS
VIGAS E ACESSÓRIOS

ENCUNHAMENTO DE VIGAS
VIGAS E ACESSÓRIOS

BALANÇO DE VIGAS
INSTABILIDADE LATERAL EM PERFIS
TODAS AS VIGAS ESTÃO SUJEITAS A FLEXÃO LATERAL E SEU
MOMENTO ADMISSÍVEL DEPENDE BASICAMENTE DO VÃO ENTRE
VINCULOS (L), DA ALTURA (H), LARGURA (b) E ESPESSURA DA MESA
COMPRIMIDA (tw).

PARA UM PERFIL SOLDADO JURESA SÉRIE VS 300X46, AÇO A-36:


A = 58,10 cm² => PESO = 45,6 kgf/m
IX = 10128 cm4 => wX = 675 cm³
IY = 1215 cm4 => wY = 135 cm³
H = 30 cm, b = 18 cm e tw. = 1,25 cm

SE QUIZERMOS UTILIZÁ-LO EM UM VÃO L = 8,00 m TEREMOS:

L.H 800.30 795000


----- = ------------ = 1066,7 > 718 => s = ---------------- = 745,31 kgf/cm²
b.tw. 18.1,25 1066,7

PORTANTO HÁ UMA REDUÇÃO DE TENSÃO E DE MOMENTO DE 46,7% !


DE1400 kgf/cm² PARA 745 kgf/cm² ( 9,45 tfm PARA 5,03 tfm) !!!
INSTABILIDADE LATERAL EM PERFIS
A SOLUÇÃO PARA SE UTILIZAR MOMENTOS PRÓXIMOS AO MÁXIMO DO
PERFIL É:
QUEBRAR O VÃO SOLDANDO-SE VERGALHÕES POR EXEMPLO
A CADA 2,00 m E “XIZANDO-SE” COM VERGALHÕES OS INTERVALOS
ENTRE OS MESMOS.
INSTABILIDADE LATERAL EM PERFIS
DA MESMA FORMA AS VIGAS E OS MONTANTES ALUMA ESTÃO
SUJEITAS A FLEXÃO LATERAL E SEU MOMENTO ADMISSÍVEL DEPENDE
DO VÃO ENTRE VINCULOS (L), POR EXEMPLO:

• MONTANTES DUPLOS 55 K

• MONTANTES DUPLOS 35 K

• VIGA ALUMA 165

•VIGA ALUMA 140

•VM 3”
COMENTARIOS SOBRE PRUMO
NÍVEL E ESQUADRO
A MONTAGEM DE QUALQUER TORRE FORA DE NÍVEL IMPLICARÁ EM:

• PERDA DO PRUMO DA TORRE


• UM POSTE FORA DO PRUMO PASSA A RECEBER MAIS CARGA
PORQUE SOFRE FLEXO COMPRESSÃO
• TORSÃO NA TORRE

DAÍ A ENORME IMPORTÂNCIA EM SE BUSCAR UMA MONTAGEM


PERFEITA.
VIGAS E ACESSÓRIOS

PRUMO, NÍVEL E ESQUADRO


VERIFICAÇÃO DE UM ESCORAMENTO

1 – CARREGAMENTO DA LAJE – NBR 15696

p = e x g + S/C ≥ 4,0 kN/m² = 408 kgf/m² , onde :

e = Espessura da laje ( m )
g = Peso específico do concreto = 25 KN/m2 = 2.550 kg/m3
2 2
S/C MÍNIMA = Sobrecarga /m = 2,0 kN/m = 204 kgf/m

2 - DIMENSIONAMENTO DA FORMA DA LAJE


O dimensionamento da forma se faz através do cálculo dos vãos máximos
admissíveis para ::

2.1 – Compensado
2.2 – Viga secundária
2.3 – Viga Primária ,

verificando o vão máximo através do Momento Fletor Admissível e da flecha


Admissível, Adota-se o menor vão entre os dois cálculos.
CÁLCULO DO COMPENSADO

Para o cálculo do vão lc do compensado, o fazemos como


viga contínua com 4 ou mais apoios :
O Momento admissível (Mc) do compensado é
Mc  σadm  W , então :

Mc  p 
Lc 
2
, portanto: Lc máx 
10  M C
10 p
4 p  Lc 
4
Lc
f   fadm  1  (mm)
581 E  I 500
ADOTAMOS PARA O VÃO ADMISSÍVEL L/250 ATÉ 50 CM E L/270 ATÉ 61 CM

4 p  Ic 
4
Ic
f   fadm  , portanto:
581 E  I 270
3
581 E  I
Ic máx 
4  p  270
CÁLCULO DA VIGA SECUNDÁRIA ( BARROTE )

Como procedimento inicial as vigas secundárias são calculadas como isostáticas.


Carregamento da viga secundária = qS ( kg/m)
onde : qS = p . LC ( kg/m)
M vs = Momento admissível da viga secundária

Mvs  σadm  Wvs

Mvs  qs 
Ls 
2
, portanto: Ls máx 
8  M VS
,e
8 qs
qs Ls 
4
Ls
f  5   fadm  1  (mm)
384 E  I 500
ADOTAMOS PARA O VÃO ADMISSÍVEL L/400 ATÉ 2,0 m E L/415 ATÉ 2,50 m

4 p  Ls 
4
Ls
f   fadm  , portanto:
581 E  I 415
3
581  E  I
LS máx 
4  qs  415
CÁLCULO DA VIGA PRINCIPAL
Como procedimento inicial, as vigas principais são calculadas como isostáticas,
mas se as vigas secundárias forem apoiadas em 3 ou mais apoios haverá o
acréscimo do carregamento devido a hiperestaticidade da viga secundária e
portanto :
Carregamento da viga principal = qP ( kgf/m), onde qP = 1,125 . P. Ls ( kgf.m)
Mvp = Momento admissível da viga principal
Mvp  σadm  Wvp

Mvp  qp 
Lp 
2
, portanto: Lpmáx 
8  M VP
,e
8 qp
5 qp  (Lp) 4 lp
f   fadm  1  (mm)
384 E.I 500
ADOTAMOS PARA O VÃO ADMISSÍVEL L/400 ATÉ 2,0 m E L/415 ATÉ 2,50 m

4 p  LP 
4
LP
f   fadm  , portanto:
581 E  I 415
3
581  E  I
LP máx 
4  qp  415
CÁLCULO DA CARGA MÁXIMA NO POSTE P

Definido os vãos para as vigas secundárias l(S ) e principal ( l P ), e se, as


mesmas forem bi-apoiadas a carga no poste será :
P  p  Ls  Lp  Padm
Mas se , os vãos das vigas secundárias e principais forem hiperestáticos então
haverá nos postes o acréscimo de carga devido a hiperestaticidade
e a maneira de se concretar a laje:

P  1,25  p  Ls  Lp  Padm

CARGAS ADICIONAIS A SEREM CONSIDERADAS NAS FORMAS E


ESCORAMENTO:

ESFORÇOS HORIZONTAIS = 5% DA CARGA VERTICAL NOS DOIS SENTIDOS

PRESSÃO MÍNIMA DE VENTO = 0,6 kN/m² = 62 kgf/m²


CARGAS ADICIONAIS A SEREM CONSIDERADAS NAS FORMAS E
ESCORAMENTO:

ESFORÇOS HORIZONTAIS = 5% DA CARGA VERTICAL NOS DOIS SENTIDOS

• PODEMOS ABSORVER ESTE ESFORÇO NOS PILARES CONCRETADOS


ATRAVÉS DA SOLIDARIZAÇÃO DA FORMA HORIZONTAL.

DESENHOS DE EXEMPLOS COMENTADOS PELO AVELINO, ERICK


SE TIVER DÚVIDA FALE COM ELE
CARACTERÍSTICAS DO COMPENSADO
DADOS E TABELAS SOBRE OS COMPENSADOS

e (mm) 12 14 15 17 18 20 21

M ( Kgm. m) 26 36 41 53 60 73 81

EI ( kgm2 /m) 98 156 192 279 331 455 526

P (kg/m 2 ) 7,0 8,0 9,0 10,0 10,5 12,0 12,5

s f = tensão admissível a flexão = 110 kgf/cm 2


Em = módulo de elasticidade médio = 68200 kgf/cm2
TABELA DE
ESPAÇAMENTOS
MÁXIMOS ENTRE
VIGAS
SECUNDÁRIAS
NBR-15696
VERIFICAÇÃO DE UM ESCORAMENTO / FORMA

Laje e = 20 cm
q = 0,20 . 2550 + 204 kgf/m² = 714 kgf/m²
Adotado compensado de 18 mm => MADM = 60 kgf.m /m
E.I = 331 kgf.m² /m
VERIFICAÇÃO DE UM ESCORAMENTO / FORMA
O padrão mundial para o compensado é de 122 x 244 cm, p.
ex. Um compensado com 13 lâminas terá:

n + 1 lâminas longitudinais = 7

n lâminas transversais = 6

Portanto: E longitudinal > E transversal e o usaremos sempre


na dimensão longitudinal

Cálculo do vão máximo do compensado de 18 mm:

O compensado trabalha com 4 ou mais apoios, portanto:


VERIFICAÇÃO DE UM ESCORAMENTO / FORMA

Para a laje de 20 cm e compensado de 18 mm, temos:

LMAX. M => Tabela de vão máximos compensado = 0,61 m

Adotado para o vão do compensado LC = 0,61 m,


que é múltiplo de 244.
VERIFICAÇÃO DE UM ESCORAMENTO / FORMA
Verificação do vão máximo da viga secundária:

Vamos utilizar a viga VA 140 => MADM = 409 kgf.m


E.I = 20.309 kgf.m²

q = 0,61 . 714 = 435,54 kgf/m

LMAX. M = √8 . 409 / 435,54 = 2,74 m

384 . 20309
LMAX. f = 3 ------------------------ = 2,05 M
5 . 435,54 . 415

A viga trabalha como bi apoiada ou em três apoios

Se adotado o vão da viga secundária LS = 2,00 m e poderemos


utilizar VA 2,40, 3,60 m ou 5,40 m.
VERIFICAÇÃO DE UM ESCORAMENTO / FORMA

Alterar os cortes para torres de Millstour com 8,0 m de altura


VERIFICAÇÃO DE UM ESCORAMENTO / FORMA

Verificação do vão máximo da viga Principal:


Se utilizado a viga VA 165 => MADM = 878 kgf.m /m
E.I = 50.500 kgf.m²
A viga pode trabalhar como bi apoiada ou com três apoios:
Se utilizarmos a VA 2,40 m, bi apoiada teremos:
(1,60 + 2,00)
q = ------------------- . 714 = 1.285,20 kgf/m
2
384 . 50500
LMAX. f = 3 ------------------------ = 1,96 m
5 . 1285,20 . 400
VERIFICAÇÃO DE UM ESCORAMENTO / FORMA
Vão máximo = 1,96 m adotado em função do comprimento da VA,
podendo utilizar VA 2,40, 3,60 ou 5,40 m.
Mas, se trabalhamos com VA 3,60 m com 03 apoios teremos:
1,60 + 1,96
qp = --------------------- . 1,25 . 714 = 1.588,65 kgf/m
2

LMAX. M = √8 . 878 / 1588,65 = 2,10 m


384 . 50500
LMAX. f = 3 ------------------------ = 1,82 m
5 . 1588,65 . 400

Adotado para o vão da viga principal LP = 1,80 m

E, poderemos utilizar VA 1,80 m; 3,20; 3,60 m ou 5,40 m


VE RIFICAÇÃO DE UM ESCORAMENTO / FORMA

Alterar os cortes para torres de Millstour com 8,0 m de altura


EXEMPLO DE CÁLCULO DE UM ESCORAMENTO

Alterar a planta para torres de Millstour com 1,60x1,60 m


VERIFICAÇÃO DE UM ESCORAMENTO / FORMA

Verificação da carga máxima no poste:

Se as vigas secundária de 2,40 m e principal de 1,80 m forem bi apoiadas,


a carga no poste central será igual a:

PMAX. = 714 . 1,80 . 1.96 = 2.519,00 kgf

Como a viga Secundária e a Principal podem ser contínuas, então haverá o


acréscimo de 25% de carga devido a hiperestaticidade e a carga no poste
central será máxima e igual a:

PMAX. = 1,25 . 714 . 1,80 . 1,96 = 3.148,74 kgf

Então, passamos a projetar o escoramento em função da carga máxima.

Como o pé direito da laje é de 8,00 m precisamos contraventar as torres


de Millstour para formar um conjunto rígido, impedindo o tombamento da
torre isolada, conforme a NR-18.
FLAMBAGEM DE CONJUNTO

Até este ponto, estudamos a estabilidade local, seja de um poste


(Flambagem local) ou do deslocamento crítico( triângulo de estabilidade ).

A Flambagem de conjunto é um fenômeno de instabilidade causado pelo


conjunto de deformações de todas as barras de uma torre, seja de
Escoramento ou Andaime.

A análise é feita para os planos de uma torre calculando-se qual é a carga


admissível de Flambagem de conjunto para este plano. Esta carga deve ser
menor ou igual a carga admissível de Flambagem local, quando analisado
cada poste individualmente.
ESTRUTURAS INCLINADAS
 Todas as estruturas inclinadas em relação a linha do horizonte, sob a
ação da concretagem geram esforços horizontais provenientes da
decomposição da reação do poste vertical que só devem absorver
esforços axiais.

Se a estrutura estiver com uma inclinação, tal que:

0 < a < 10º, os esforços horizontais (tangenciais ao plano da forma)


serão absorvidos através do atrito gerado pelo contato entre a
superfície de concreto e o compensado, as vigas secundárias, a viga
principal e o forcado.

A partir deste ângulo, deve-se desprezar o atrito e considerar todo o esforço


horizontal sendo equilibrado através de um tirante fixado a um ponto externo a
estrutura tubular, ou através de um encosto, se for possível.
ESTRUTURAS INCLINADAS
ESTRUTURAS INCLINADAS

P = Força Peso
N = componente normal ao plano do compensado
H = componente tangencial ao plano do
compensado

N = P.cos a
H = P.sen a
ESTRUTURAS INCLINADAS
O concreto fresco ao tocar o plano inclinado, decompõe seu peso nas
forças “N” normal e “H” tangencial ao plano do compensado, que serão
agora, os únicos esforços atuante.
O esforço “H” será absorvido pela parede já concretada ou concreto
lançado ou forma.
O escoramento deverá absorver o esforço normal “N”, que será transferido
ao poste através da cunha, onde se dará nova decomposição, mas agora da
reação do poste “RP”, do escoramento, como podemos ver :
ESTRUTURAS INCLINADAS

Solidarizar a cunha à viga principal para que absorva o esforço H.


ESTRUTURAS INCLINADAS

Após a solidarização das cunhas a peça principal, os esforços reativos RH


= H passam a atuar na peça principal e deve ser absorvidos por tirantes
simétricos e externos a peça principal fixados a um ponto externo a
estrutura da escoramento.
ESTRUTURAS INCLINADAS
CUIDADOS E OBSERVAÇÕES

1 – CONCEITO: TODA ESCORAMENTO VERTICAL PARA UMA ESTRUTURA


INCLINADA GERARÁ ESFORÇOS TANGENCIAIS QUE DEVERÃO SER
ABSORVIDOS POR TIRANTES OU POR ENCOSTO SOBRE A ESTRUTURA
DE CONCRETO;

2 - AS VIGAS SECUNDÁRIAS TRABALHAM A FLEXÃO OBLIQUA E


RESISTEM MENOS DO QUE NO PLANO PRINCIPAL DE FLEXÃO;

3 - OS TIRANTES DEVERÃO SER SIMÉTRICOS A SEÇÃO DA VIGA E


ANCORADOS EM PONTO EXTERNO A ESTRUTURA DE ESCORAMENTO,
PARA ABSORVER A SOMATÓRIA DOS ESFORÇOS H;

4 – A FORMA INFERIOR RECEBE O IMPACTO DA CONCRETAGEM E DA


SOMATÓRIA DO ESFORÇO H;

FAZER CORTE DA SITUAÇÃO METRO SP


ESTRUTURAS INCLINADAS

CUIDADOS E OBSERVAÇÕES

1) CONCEITO: TODA ESCORAMENTO


VERTICAL EM UMA ESTRUTURA
INCLINADA GERARÁ ESFORÇOS
TANGENCIAIS QUE DEVERÃO SER
ABSORVIDOS POR TIRANTES OU
ENCOSTO SOBRE A ESTRUTURA DE
CONCRETO;
2) AS VIGAS SECUNDÁRIAS
TRABALHAM A FLEXÃO OBLIQUA E
RESISTEM MENOS DO QUE NO
PLANO PRINCIPAL DE FLEXÃO;
3) OS TIRANTES DEVERÃO SER
SIMÉTRICOS A SEÇÃO DA VIGA E
ANCORADOS EM PONTO EXTERNO A
ESTRUTURA DE ESCORAMENTO,
PARA ABSORVER A SOMATÓRIA
DOS ESFORÇOS H;
4) A FORMA INFERIOR RECEBE O
IMPACTO DA CONCRETAGEM E DA
SOMATÓRIA DO ESFORÇO H;
TRELIÇA M-150

Fabricado em: Perfis de Aço SAC 50 e ASTM A-36


• Capacidades de carga:
• Momento Fletor positivo: 150 tf.m
• Momento Fletor negativo: 100 tf.m
• Reação máxima: 50 tf
• Peso próprio: 150 Kg/m
• Trabalha em vãos de até 30,00 m com 1,33 tf/m
• Movimentação: com Máquina;
• Produtividade – Montagem 1,0 ml/Hh
TRELIÇA M-150
UTILIZAÇÃO DA TRELIÇA M-150 EM PASSARELAS
MOMENTOS MÁXIMOS (POSITIVO/NEGATIVO) E FORÇAS CORTANTES
ADMISSÍVEIS
TRELIÇA M 150

CUNHAS

CUNHA X (mm) COR CF (mm/m)


C2 82,0 AZUL C2 = 0
C3 79,5 AMARELA C3 = 1,25
C5 74,0 VERMELHA C5 = 4,0

X
LIMITAÇÃO DA TRELIÇA M-150
A LIMITAÇÃO DA TRELIÇA M-150 SE DÁ ATRAVÉS
DOS PRISIONEIROS, LIMITANDO O MOMENTO FLETOR EM 150 tf.m,
COM FATOR DE SEGURANÇA CS = 1,65.
A AMARRAÇÃO DEVERÁ SER PROJETADA C/ 1,50 m
PARA COMBATER A INSTABILIDADE LATERAL
E TER NOS NÓS:
- 05 BRAÇ/NÓ, se M = 150 tf.m e L = 30,00 m
- 04 BRAÇ/NÓ, se M = 150 tf.m e L = 24,00m.
- 03 BRAÇ/NÓ, se M = 150 tf.m e L = 18,00 m.
VERIFICAÇÕES E CONFERÊNCIAS IMPORTANTES EM OBRA
ANTES DO LANÇAMENTO
1 – Condições da base de apoio
2 – Locação geral de pontos de apoio: Auxilio e verificação topográfica
- Conferência de locação da torres, vão entre apoios da treliça;
- Gabarito de passagem;
3 – Verificação da logística para o lançamento das treliças:
• Local de montagem e transporte para o local de lançamento;
• Existência de fiação aérea;
• Existência de interferências estruturais;
• Estudo conjunto com a empresa de guindaste: Raio e altura de lança, peso
do conjunto, comprimento e dimensionamento dos cabos e manobras de
lançamento
• Programação do lançamento com os órgãos competentes,
• Iluminação e visibilidade dos pontos de apoio;
• Garantir a perfeita comunicação entre o operador do guindaste e a equipe de
Lançamento;
• Marcar os pontos de pega para o içamento;
• Revisão do aperto das treliças;
4 – Modulação longitudinal das linhas de treliças;
5 – Estaiamento das torres de apoio;
6 – Checar a estabilidade da fogueira de apoio, solidarizando-a.
VERIFICAÇÕES E CONFERÊNCIAS IMPORTANTES EM OBRA
APÓS O LANÇAMENTO

1 – Distribuição transversal das treliças;


2 – Modulação longitudinal das linhas de treliças;
3 – Diagonais horizontais 2 superiores e 1 inferior;
4 – Alinhamento longitudinal das treliças;
5 – Nivelamento das treliças;
6 - Medição da flecha e comparação com a teórica e com a contra-flecha de
montagem;
7 – Verificar se as alturas dos aparelhos de descimbramento estão de
acordo com a contra flecha de montagem;
8 – Quando necessário contraventar os conjuntos isolados lançados;
9 – Checar o processo planejado da futura retirada das treliças;
CUIDADOS NA MONTAGEM DAS TRELIÇAS M-150
1 – Deve-se executar um gabarito de montagem estaqueando-se
pontaletes que servirão de anteparo;

FAZER DESENHO DO GABARITO ABAIXO


2 – Executar o
aperto dos
prisioneiros;

FAZER
DESENHO
DO APERTO
DOS
PRISIONEIROS
3 – Executar o
aperto dos
prisioneiros.

Detalhe dos
banzos;
CUIDADOS NA MONTAGEM
4 – As treliças devem sempre serem montadas aos pares para
se evitar a instabilidade lateral e a possibilidade de ruína;
5 – Os guindastes deverão ser ;
6 – Os montadores nunca devem fixar o cinto de segurança na
treliça;
7 – Cuidado com perfis de apoio e suas fixações e soldas,
principalmente se a retirada for executada por deslocamento
lateral dos conjuntos de treliças;
8 – Deixar vários buracos na laje na mesma prumada da treliça,
se a desmontagem das treliças se fizer de forma isolada;
CUIDADOS NA DESMONTAGEM
1 – Ao soltar as travessas do contraventamento poderá haver
um brusco movimento dada a energia acumulada devido ao
alinhamento da treliça;
2 – Cuidado ao se desmontar uma treliça isoladamente,
certifique-se de que a mesma se apoia em vários pontos para
que não haja instabilidade lateral.
Utilizar monta cargas nos buracos previamente deixados;
3 – Os montadores nunca devem fixar o cinto de segurança na
treliça em que estiverem trabalhando;
4 – Verificar as soldas e fixações dos perfis de apoio
principalmente se a retirada for executada por deslocamento
lateral dos conjuntos de treliças;
CUIDADOS NA DESMONTAGEM
-
3,0 tf

3,0 tf

INSTABILIDADE LATERAL DA TRELIÇA M-150

Poderá haver instabilidade lateral durante a montagem de


uma treliça se a montarmos isoladamente e a apoiarmos,
devido ao esforço de compressão no banzo superior.

O máximo vão que poderemos utilizar isoladamente é de


18,00 m, se montada com três módulos de 6,00 m, onde
teremos:

F = 3037,00 kgf = 3,0 tf


APARELHOS DE DESCIMBRAMENTO DE APOIO
CUNHAS
CAIXA DE AREIA ATÉ 30t
ATÉ 60t

CAIXA DE AREIA CUNHAS DE MADEIRA


SISTEMAS DE DESCIMBRAMENTO
CUIDADOS E OBSERVAÇÕES

1 – Quando não houver aparelhos de descimbramento e a


fogueira de apoio estiver apoiada em torres, a desforma só
pode ser feita através de torres acima da treliça M-150;

2 - O curso do aparelho de descimbramento deve ser maior


do que a flecha real calculada;

3 – Se utilizar cunhas de madeira o aparelho deve se apoiar


em calços de madeira para que as chapas laterais possam
descer livremente;
APARELHO DE DESCIMBRAMENTO
CAIXA DE AREIA EM AÇO – 60 tf
CUIDADOS NA “FOGUEIRA DE APOIO”

1 – Há duas formas de executarmos uma fogueira de apoio:


1.1 - Através de perfis de grande inércia, que
funcionarão como um êmbolo hidráulico;
1.2 - Através de perfis de pequena inércia, que
necessitam de uma perfeita distribuição de cargas e várias
níveis de perfis;

2 - Nunca devemos utilizar nas “fogueiras de apoio” peças de


madeira, para evitar a possibilidade de acidentes;

3 – Nas fogueiras procura se obter cargas iguais nos postes,


para isto devemos nos preocupar como se darão as
transmissões de cargas;
ESTRUTURA PENDURADA ATRAVÉS DE TIRANTES f 15 mm,
EM TRELIÇA M-150

OBRA:
VIADUTO NA INTERLIGAÇÃO RODOVIA DOS IMIGRANTES - SP
CÁLCULO DAS ESTRUTURAS PENDURADAS

O CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO DAS ESTRUTURAS PENDURADAS


É IGUAL AO DE UM ESCORAMENTO, ONDE OS TIRANTES FAZEM O
PAPEL DOS POSTES E COMO O MONTANTE DE APOIO DA FORMA
INFERIOR É GERALMENTE CONTÍNUO, DEVEMOS CALCULÁ-LO
COMO VIGA CONTÍNUA ATRAVÉS DO FTOOL.

A LIMITAÇÃO DO SISTEMA É EM GERAL A CARGA APLICADA NOS


TIRANTES, ONDE DEVEREMOS TER MUITO MAIS PRECAUÇÕES, POIS
SEU ROMPÍMENTO SERÁ A RUÍNA DA ESTRUTURA.

DEVEMOS TRABALHAR COM COEFICIENTE DE SEGURANÇA 3, OU


SEJA A CARGA MÁXIMA NO TIRANTE DEVERÁ SER DE 5,0 tf
PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL

1. PRESSÃO

N FORÇA( N )
PRESSÃO ( ) 
m2 AREA (m 2 )

2. PRESSÃO HIDROSTÁTICA
PRESSÃO (P)=DENSIDADE (ρ) *ACELERAÇÃO GRAVIDADE (g)*ALTURA (h)

Ph   * g * h

OBS: A direção da pressão é sempre perpendicular à superfície da fôrma


e igual em todas as direções.
PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL
1 - Pressão da água a uma profundidade de 2,0 m

kgf m N kN
P  1000 *10 * 2 m  20.000  20
m3 sg 2 m2 m2

P = 2040 kgf/m²

2 - Pressão do concreto a uma profundidade de 2,0 m

kgf m N kN
P  2500 *10 * 2 m  50.000  50
m3 sg 2 m2 m2

P = 5100 kgf/m²
PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL
3. PRESSÃO NO CONCRETO
• A uma temperatura constante, substâncias como por exemplo a
água, mantém seu estado líquido. Nesses casos a pressão hidrostática
em um ponto, dependerá de sua densidade e da profundidade que esse
ponto se encontre.
• No caso do concreto, tratamos de uma mescla de cimento, areia e
água, apesar de manter a temperatura constante, com o tempo, se
solidifica (endurece, cura, ....)
• O concreto, no princípio, se comporta como
um “líquido”, mas com o passar das horas

VARIÁVEL
PRESSÃO
vai se solidificando e a pressão não
aumentará, mantendo-se constante.
• A altura em que a pressão varia se chama:
Altura Hidrostática.

CONSTANTE
PRESSÃO
Ph  g * g * hhidrost
PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL

4. FATORES QUE INFLUENCIAM A PRESSÃO DO CONCRETO


altura (m)
4.1 Velocidade de subida do concreto – Vb =>Vb 
(quanto maior a velocidade, maior a altura hidrostática) tempo(h)

4.2 Altura total de concretagem – Algumas normas consideram a altura


total de concretagem como fator que influencia a pressão, e outras não
consideram como fator de variação.

4.3 Consistência do concreto (Slump) – Quanto mais fluido for o concreto


maior o Slump e maior é a pressão do concreto. TABELA NBR 15 696

TABELA NBR 15696 CLASSE DE


(mm) CONSISTENCIA DESCRIÇÃO

0 -20 C1 CONCRETO DURO

20 - 80 C2 CONCRETO
PLÁSTICO
80 - 140 C3 CONCRETO MOLE OU
QUASE LÍQUIDO
> 140 C4 CONCRETO LÍQUIDO
PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL

4. FATORES QUE INFLUENCIAM A PRESSÃO DO CONCRETO

4.4 Vibração do concreto


a. Vibração interna com agulha curta:

b. Vibração interna com agulha longa:


Se a vibração for mais profunda que a altura hidrostática:

Pmax  g * g * hvibrado

c. Vibração externa (na fôrma):


Nesse caso a altura hidrostática, deverá ser a altura total de
concretagem, devido ao efeito da vibração incidir em toda a
altura do concreto
PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL

4. FATORES QUE INFLUENCIAM A PRESSÃO DO CONCRETO

4.5 Esquema para Vibração do concreto

Pmax  g * g * hvibrado
PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL

4. FATORES QUE INFLUENCIAM A PRESSÃO DO CONCRETO

4.6 Aditivos do concreto

a. Aditivos que alterem a cura do concreto, terão grande influência sob


a pressão;

b. Aditivos que aumentem a plasticidade do concreto terão grande


influência sob a pressão;

Muito cuidado, pois a maioria dos aditivos de uma forma ou de outra


aumentarão a pressão do concreto.
PRESSÃO EM FORMAS – NBR 15696
NORMA EM VIGOR NBR 15696

• PRINCIPAIS LIMITAÇÕES:

• USO PARA FORMAS VERTICAIS COM ± 5º DE INCLINAÇÃO;

• VELOCIDADE DE SUBIDA MÁXIMA DE 7,0 m/h;

• A COMPACTAÇÃO DO CONCRETO É FEITA COM VIBRAÇÃO


INTERNA;
PRESSÃO EM FORMAS – NBR 15696

GRÁFICO DE UTILIZAÇÃO DA NORMA NBR 15696


PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL

9. EXEMPLO DE CÁLCULO DA PRESSÃO DO CONCRETO FLUÍDO

• Comprimento da Parede = 20,00 m


• Espessura da Parede = 0,50 m
• Altura da Parede = 6,0 m
• Concreto convencional (sem retardadores ou aditivos)
• Consistência do concreto - Slump = 10 cm
• Temperatura do concreto = 25º C
• Concretagem com Bomba – 1 caminhão (7m³) a cada 20 minutos

Dados práticos para estimar a vazão de concretagem:

- Com bomba de concreto: - Vazão nominal = 60 m³/h


- Vazão prática = 20 a 21 m³/h

- Com caçamba - V = 2,0 m³ : Vazão prática de 9,0 a 10,0 m³/h

- Com betoneira de obra : Vazão prática de 1,0 a 2,0 m³/h


PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL

10. EXEMPLO DE CÁLCULO DA PRESSÃO DO CONCRETO FLUÍDO

10.1 Determinação da Velocidade de Concretagem:

h(altura )
temos: Vbomba 
t (tempo)

sendo: Vt (Volumeconc reto )


t (tempo) 
Qbomba(VazãoBomba)

logo:
7,0m³ 7,0m³
Qbomba    21,0m³ / h
20 min 0,333horas
PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL

10. EXEMPLO DE CÁLCULO DA PRESSÃO DO CONCRETO FLUÍDO

logo:

Vt  20.00m * 0,50m * 6,00m


Vt  60,00m³

e:

60,00m³
t
21,00m³ / h
t  2,86horas

então: 6m
Vb   Vb  2,1m / h
2,86h
PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL

10. EXEMPLO DE CÁLCULO DA PRESSÃO DO CONCRETO FLUÍDO

10.2 Determinação da Pressão Máxima de acordo com a NBR 15696:

Temos que:

• Considerar uma temperatura normal = 15ºC


• Verificar o coeficiente de consistência do concreto de acordo com
a tabela para um Slump = 10 cm encontramos C4 (fluído)

Logo:

Pmáx. (pressão máxima) = C4,


PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL

10. EXEMPLO DE CÁLCULO DA PRESSÃO DO CONCRETO FLUÍDO

10.1 Determinação da Pressão Máxima de acordo com a NBR 15696:


PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL

10. EXEMPLO DE CÁLCULO DA PRESSÃO DO CONCRETO FLUÍDO

10.3 Determinação da Pressão Máxima de acordo com a NBR 15696:

Onde:

Pmáx. = 12 x Vb + 12
Pmáx. = 12 x 2,10 + 12  Pmáx. = 37,2 kN/m²

Como a temperatura na hora da concretagem é de 25ºC, então a Norma


permite que para cada 1ºC maior que 15ºC haja uma redução na pressão
de 3% ou seja para 25ºC teremos uma redução de 30%,

Pmáx. 25ºC = 37,2 x 0,7  Pmáx. 25ºC = 26,04 kN/m²


PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL

10. EXEMPLO DE CÁLCULO DA PRESSÃO DO CONCRETO FLUÍDO

10.3 Determinação da Pressão Máxima de acordo com a NBR 15696:

Definimos então:
Altura com Pressão Hidrostática

Pmáx 26,04kN / m²
hhidr    1,04m
 (densidade) 25kN / m³

Altura com Pressão Constante

hconst  htotal  hhidr  6  1,04  4,96m

Pmáx. 25ºC = 26,1 kN/m²


PRESSÃO EM FORMAS - NOÇÕES E CONCEITO GERAL

1. SISTEMA DE FÔRMAS PARA PAREDES, PILARES E LAJES

•Material: Perfis de Alumínio Extrudados


•Superfície de contato: Compensado
•Altura de Concretagem: Conforme Projeto
•Peso: 35 a 40 Kgf/m2
•Movimentação: Com Máquina
•Produtividade: Forma e desforma: 0,15 a 0,25 Hh/m²
Fabricação e montagem: 1,00 Hh/m²
Desmontagem: 0,50 Hh/m²
PAINEL ALUMA
Os paineis Aluma são estruturados com Vigas e Montantes de alumínio que são unidos através de grampos. Os
painéis são revestidos com chapa compensada plastificada de 18mm fornecida pela obra.

Vigas (4,0 kg/m)

Montantes (6,0 kg/m)

Grampo (0,14 kg)

Placa do Tirante (1,0 kg)

Içador (5,0 kg)


PAINEL ALUMA
PAINEL ALUMA
PAINEL SL 2000

1. FORMA MODULAR HANDSET – CARACTERÍSTICAS:

Material : Estrutura em Aço Sac 41 / Usi Sac 300 Pintado


Revestido com Compensado de 12 mm.

• Pressão Máxima: 40 / 55 KN/ m2

• Peso: 33 Kgf / m2

• Movimentação Manual:

• Produtividade: 0,40 a 0,60 Hh/m²

• Poucas Peças
PAINEL SL 2000
PAINEL SL 2000
PAINEL SL 2000

2. FORMAS EM GRANDES BLOCOS DE FUNDAÇÃO COM SL2000

NAS FORMAS EM BLOCOS DE FUNDAÇÃO


ENCONTRAMOS BÁSICAMENTE DOIS PROBLEMAS A
RESOLVER:

1º) ATIRANTAMENTO DAS FORMAS EM GRANDES BLOCOS;

2º) ESTRONCAMENTO EM VALAS DE TERRA DAS FORMAS;


PAINEL SL 2000

3. FORMAS EM PAREDES ESTANQUES COM LUVAS PERDIDAS


PAINEL SL 2000

4. FORMAS EM GRANDES BLOCOS DE FUNDAÇÃO COM SL2000

1º) ATIRANTAMENTO DAS FORMAS EM GRANDES BLOCOS


PAINEL SL 2000

5. UTILIZAÇÃO DA LUVA SOLDADA VERGALHÃO ½” CA-50

C.P. RUPTURA [Kgf]

10 8850

CARGA ADMISSÍVEL DE TRABALHO = 2.950,00 kgf


PAINEL SL 2000

6. FORMAS EM GRANDES BLOCOS DE FUNDAÇÃO COM SL2000

2º) ESTRONCAMENTO EM VALAS DE TERRA DAS FORMAS


PAINEL TOP MILLS

1. FORMA MODULAR CRANESET - CARACTERÍSTICAS

Material: Estrutura em Aço A-36 Pintado


Revestido com Compensado de 21 mm.

• Pressão Máxima: 60 KN/ m2

• Peso: 60 Kgf / m2

• Movimentação: Com máquinas

• Produtividade : 0,20 a 0,25 Hh/m²


Poucas Peças
PAINEL
TOP MILLS
PAINEL ALU-L

1. FORMA MODULAR CRANESET - CARACTERÍSTICAS

• Material: Estrutura em Alumínio extrudado soldado


Revestido com Compensado de 15 mm.

• Pressão Máxima: 60 KN/ m2

• Peso: 20 Kgf / m2

• Movimentação : Com máquinas e ou manual

• Produtividade: 0,20 a 0,40 Hh/m²


Poucas Peças
PAINEL ALU-L
PAINEL
ALU-L
PAINEL ALU-L
PAINEL
ALU-L
PAINEL ALU-L
PAINEL ALU-L

• O Sistema de fôrmas ALU-L também é compatível com o Sistema de fôrmas


SL 2000. Através de grampos de união podemos mesclar os painéis de ALU-L
com os painéis do SL2000 formando panos únicos. O ALU-L também pode
formar paredes circulares utilizando-se os mesmos acessórios (perfis de
ligação) do SL2000, Apenas os moduladores são especiais.
PAINEL ALU-L
PAINEL ALU-L
PAINEL ALU-L
PAINEL ALU-L
PAINEL ALU-L
PAINEL ALU-L
SISTEMA DE FÔRMAS
TREPANTE
O Sistema de Fôrmas trepante pode ser:

Atirantado Auto Portante


Andaime Superior
Cone Universal

Ligação Aprumador-MA

Aprumador

Poste de Proteção
Grampo de Fixação
COMPONENTES DO SISTEMA
Rabicho
Ligação Mísula-MA

Mísula
Cone de apoio
Tubo MIlls

Andaime Inferior
COMPONENTES DO SISTEMA

CONES

posicionamento

apoio
COMPONENTES DO SISTEMA
MÍSULA
COMPONENTES DO SISTEMA
LIGAÇÃO MÍSULA-MONTANTE

Parafuso 3/4” x 3”
cabeça sextavada + porca + arruela
6 unidades
COMPONENTES DO SISTEMA
LIGAÇÃO MÍSULA-MONTANTE

Cunha
Cunha de
deajuste
Parafuso ajustehorizontal
de ajuste
vertical
COMPONENTES DO SISTEMA
LIGAÇÃO APRUMADOR-MONTANTE

Parafuso 1/2” x 11/2”


Cabeça Usinada + porca + arruela
12 unidades
COMPONENTES DO SISTEMA
APRUMADOR

Pino de segurança
Aço 1045
COMPONENTES DO SISTEMA
POSTE DE PROTEÇÃO

2 parafusos 5/8” X 11/2”


com cabeça Sextavada
COMPONENTES DO SISTEMA
ANDAIME SUPERIOR

Parafuso 1/2” x 1 1/2”


Cabeça Usinada + porca + arruela
8 unidades – 4 em cada apoio
COMPONENTES DO SISTEMA
ANDAIME INFERIOR

Parafuso reto + porca


+ arruela – 2 unidades
COMPONENTES DO SISTEMA
½ Braçadeira

Parafuso reto + porca


+ arruela – 1 unidade
COMPONENTES DO SISTEMA
IÇADOR DE FORMAS VERTICAIS

Parafuso 3/4” x 3”
cabeça sextavada + porca + arruela
2 unidades
COMPONENTES DO SISTEMA
RABICHOS E OUTRAS ANCORAGENS

WATER STOP E MINI-CONE MINI-CONE COM BARRA REAPROVEITÁVEL

LUVA, PVC E CONE PLÁSTICO RABICHOS COM PLACA E CONES


COMPONENTES DO SISTEMA

RABICHOS E OUTRAS ANCORAGENS


RABICHO EM GANCHO RABICHO “RABO DE PORCO”
POSSIBILIDADES DE USO

• Formas Planas • Formas Circulares


POSSIBILIDADES DE USO
FÔRMAS PLANAS

Alu-L TOP

Aluma
POSSIBILIDADES DE USO
FÔRMAS PLANAS
Alu-L

Grampo de fixação Alu-L -


montante
POSSIBILIDADES DE USO
FÔRMAS PLANAS
POSSIBILIDADES DE USO
FÔRMAS PLANAS
TOP

Grampo de fixação Top -


montante
POSSIBILIDADES DE USO
FÔRMAS PLANAS
POSSIBILIDADES DE USO
FÔRMAS PLANAS
Aluma

FOTO com detalhe do


Grampo completo
POSSIBILIDADES DE USO
FÔRMAS PLANAS
SISTEMA TREPANTE COM PAINEL ALUMA
POSSIBILIDADES DE USO
FÔRMAS CIRCULARES

Curvatura ao longo da VA
ou transversal
Aluma com cambota
de madeira
POSIÇÃO DA CUNHA CONFORME PAINEL UTILIZADO

SL / ALU-L + 1 MA
VA140 + 1 MA
SL / ALU-L + 1 MA
Intermediário com cambota de madeira
VA140 + 1 MA
SL / ALU-L + 2 MA
Intermediário com cambota de madeira
VA140 + 2 MA
SL / ALU-L + 2 MA
VA140 + 2 Extra
MA
Extra
VA165 + 2 MA
TOP+ +2 MA
VA165 2 MA
Intermediário com cambota de madeira
TOP+ 2 MA
VA165 + 1 MA
Intermediário com cambota de madeira
TOP + 1+MA
VA165 1 MA
TOP + 1 MA
SEQÜÊNCIA DE MONTAGEM

• Montagem do painel a ser utilizado;

• Posicionamento dos montantes;

• Introdução da ligação mísula-


montante, ligação aprumador
montante e placas de tirante para
travamento do painel e cone de
posicionamento;
SEQÜÊNCIA DE MONTAGEM

• Travamento dos montantes nos


painéis;
• Introdução dos andaimes
superiores;
• Introdução da dupla de mísulas
ou arranques;
• Amarração das mísulas ou
arranques;
• Introdução dos aprumadores;
• Colocação do poste de
proteção, pisos, rodapé e
guarda-corpo.
AVANÇO DA FÔRMA TREPANTE
No deslocamento do Sistema de Fôrmas Trepante Mills deve-se
obedecer os seguintes procedimentos:

• Desaparafusar a fixação do cone de posicionamento


• Soltar a cunha inferior da Mísula (colméia )
• Desformar o conjunta de fôrma por intermédio da escora de
regulagem ( aprumador).
• Retirar cone de posicionamento e montar cone de apoiona parte
superior do local de ancoragem.
• Limpeza e aplicação do desmoldante
• tirada do pino de segurança da cabeça da mísula.
• Içamento do conjunto completo, posicionando-o para a próxima
camada de concretagem ( encaixe da mísula no cone de apoio).
Somente nesta operação a grua é necessária.
• Imediatamente após o encaixe coloca-se o pino de segurança,
ficando o conjunto firmemente fixado à camada de concreto
anterior.
• Ajustar o pé do conjunto de fôrma através da cunha inferior
comprimindo o painel sobre a seção já concretada ( aprox. 10 cm).
• Ajustar o painel verticalmente ( prumo) através da escora de
regulagem e lateralmente através do fuso de ajuste da ligação
mísula-montante.
• Colocar cone de posicionamento e rabicho para a próxima
concretagem (precisão é importante).
• Pronto para concretagem
CUIDADO COM OS PINOS DE SEGURANÇA

• Pino de segurança da mísula;


• Pino de segurança do aprumador;
ESFORÇOS SOLICITANTES E LIMITAÇÕES DO SISTEMA –
AUTO-PORTANTE
Premissas de utilização:
1 - H = 2,00 m (altura máxima de concretagem);
2 - Vmax. = 1,0 m/h (velocidade de concretagem);
3 - t = 18°C (temperatura do concreto +/- temp. ambiente + 5°C).
4 - Peso específico do concreto = 2500 kgf/m3
5 - Influência máxima por linha de mísula (LI) = 1,375 m ( utilização com
painéis Alu-l (2,75 m) e Top (2,65m)

Cálculo da pressão de concreto

1,19
720950.V para V  2,13m / h
P  732 
9.t  160
720950.V 224296.V R1
P  732   para  2,13  V  3,05m / h
9.t  160 9.t  160
P  2,4.g para V  3,05m / h

0,81
Como v = 1 m/h temos: R2
P = 732 + 720.950 . 1,0 = 2.970,98 kgf/m2
(9.18 + 160)
R1 = (Pmáx x 1,19) x LI
2
PRESSÃO MÁXIMA (Pmax.) = 2.970,98 kgf/m2 R2 = (Pmáx x 0,81) x LI
P = 2970,98 / 2500 = 1,19m
ESFORÇOS SOLICITANTES E LIMITAÇÕES DO SISTEMA

Cálculo dos esforços nos componentes principais e reações


ESFORÇOS SOLICITANTES
RC = 10,0 tf (*)
RB = 1,7 tf VA
RA = 4,1 tf
PA = 6,2 tf RA
PD = 6,4 tf (*)
RD = 4,3 tf
VA = 6,4 tf PA

LIMITES RB
DE UTILIZAÇÃO
RC = 10,0 tf (*) (rabicho/cone) RC
RB = 7,6 tf (cunha/colméia)
RA = 6,3 tf (aprumador)
PA = 10,8 tf (aprumador rosca)
PD
PD = 6,5 tf (*) (diagonal)
RD = 7,6 tf (batente)
RD
VA = 9,3 tf (pino)
ESFORÇOS SOLICITANTES E LIMITAÇÕES DO
SISTEMA

Curso do aprumador:
• Mínimo = 1,68 m;
• Máximo = 2,495 m
Abertura máx. permitida por fuso = 0,20 m;

Situação de trabalho:
• Mínimo = 1,70 m
• Máximo = 2,08 m
ESFORÇOS SOLICITANTES E LIMITAÇÕES DO SISTEMA

IMPORTANTE

• O SISTEMA TREPANTE REQUER ATENÇÃO MUITO ESPECIAL POIS É BASEADO EM PREMISSAS


E CONDIÇÕES DE CONTORNO DEFINIDAS.

• SEMPRE QUE SE ALTERAR UMA OU MAIS CONDIÇÕES, AS DEMAIS DEVEM SER


RECALCULADAS.
• NO CASO DE UTILIZAÇÃO DO PAINEL ALUMA COM VIGAS DEITADAS DE
3,20m, A ÁREA DE INFLUÊNCIA POR LINHA DE MÍSULA SE ALTERA PARA
1,60m. SENDO ASSIM A VELOCIDADE MÁXIMA DE CONCRETAGEM NÃO
DEVERÁ ULTRAPASSAR 0,8 m/h. NOTE QUE OS MAIORES LIMITADORES DO
SISTEMA SÃO A CARGA NO RABICHO (10 ton) E A CARGA NA DIAGONAL (6,5
ton).
DETALHES TÍPICOS DE PROJETOS EXECUTADOS

Primeira camada com Peça de arranque - situação autoportante

Andaime Superior

Cone Universal Ligação Aprumador-MA

Aprumador

Arranque com cone 7/8”


Rabicho Grampo de Fixação

Arranque
Cone Universal
DETALHES TÍPICOS DE PROJETOS EXECUTADOS
Alternativa para primeira camada - situação auto-portante
DETALHES TÍPICOS DE PROJETOS EXECUTADOS

• Projetos de primeira camada – situação auto-portante usando luva, cone plástivo


e pvc
DETALHES TÍPICOS DE PROJETOS EXECUTADOS

• Projetos de primeira camada – situação auto-portante usando minicone especial


DETALHES TÍPICOS DE PROJETOS EXECUTADOS

• Detalhe de painéis planos


DETALHES TÍPICOS DE PROJETOS EXECUTADOS

• Detalhe de painéis circulares


OBRAS EXECUTADAS
OBRAS EXECUTADAS

Ponte Av. Roberto Marinho


OAS
OBRAS EXECUTADAS

Metrô - SP
OAS
OBRAS EXECUTADAS

Metrô - Salvador
OAS
OBRAS EXECUTADAS

PCH Irara
Hochtief
OBRAS EXECUTADAS

UHE Estreito
OAS - Impregilo

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