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Mapas Cognitivos, Mentais e Conceituais: qual é a diferença entre eles e

quando utilizá-los?1

Mapas cognitivos, mentais e conceituais são três estratégias de mapeamento


visual para organizar, comunicar e reter conhecimento. Para muitos, os mapas
referem-se a conceitos semelhantes. No entanto, cada um apresenta vantagens e
benefícios específicos.
Para entender melhor sobre os mapas, veja o que cada um significa e que
importância eles têm para a experiência dos usuários (UX).

O que são mapas cognitivos?

O termo mapa cognitivo foi criado nos anos 1940 pelo psicólogo Edward
Tolman. Refere-se a uma representação visual do modelo mental de uma pessoa
(ou de um grupo) para um determinado processo ou conceito.
Mapas cognitivos podem nos ajudar a navegar em território
desconhecido, dar instruções e aprender ou recuperar informações. Destaco que
ao falarmos em mapa cognitivo nos referimos a todas as representações visuais
de modelos mentais. Ou seja, mapas mentais e mapas conceituais são instâncias
de mapas cognitivos.
Qualquer tipo de visualização nos ajuda no processamento cognitivo,
algo extremamente importante para auxiliar-nos a refinar nosso pensamento.
Sendo assim, mapas cognitivos são ótimas ferramentas para externalizar o
conhecimento. Por exemplo, por meio de uma visualização é possível descrever
onde um novo recurso é acessível.
Mapas cognitivos são indicados ao iniciar o design de um novo produto.
Isso porque eles podem ajudar os pesquisadores de UX a entender como
funcionam os modelos mentais dos usuários de um sistema ou processo.

1
Material disponibilizado na Disciplina de Filosofia e Sociologia da Educação no curso de Graduação em
História da UPE/Campus Garanhuns.
O que são mapas mentais?

Um mapa mental é um diagrama usado para organizar visualmente as


informações. Muitas vezes, é criado em torno de um único conceito, ao qual são
adicionados associações que podem ser de ideias, imagens ou palavras.
Portanto, no mapa mental há um tópico central (que chamamos de “raiz
da árvore”). Em seguida são adicionados os nós, isto é, os tópicos. Com exceção
da raiz, todos os nós têm apenas um pai. Cada nó pode ter quantas camadas de
subtópicos forem necessárias para atender ao objetivo esperado.
Observe que um mapa mental nada mais é do que um diagrama que
mostra um tópico central e seus subtópicos. Ao olhar um mapa mental é possível
ver as relações entre partes do todo.
Para expandir seus horizontes criativos, fazer um brainstorming e gerar
ideias mais rapidamente, os mapas mentais podem ser a solução certa. Eles
ajudam a organizar e a estruturar as informações conectadas a um tópico.
No UX são úteis para, por exemplo, categorizar as informações que
serão cobertas por um FAQ. O mapeamento mental é útil também para planejar
tópicos de assuntos em um site, organizar menus e sub-menus, entre outros.

O que são mapas conceituais?

Um mapa conceitual é uma ferramenta gráfica que designers


instrucionais, engenheiros, escritores técnicos e outros profissionais usam para
organizar e estruturar o conhecimento. Trata-se de um diagrama que descreve
relacionamentos sugeridos entre conceitos.
Comparado com os mapas mentais, os conceituais são mais complexos.
Além disso, são mais factuais, pois identificam conceitos e as relações
sistemáticas e complexas entre eles.
Visualmente, representam ideias e informações que se conectam com
setas rotuladas com verbos em uma estrutura hierárquica top-down (de cima
para baixo). Nos mapas conceituais um mesmo tópico pode ter vários pais e
filhos, por esse motivo são ideais para modelar relacionamentos complexos
entre informações.
Conceitos complexos e interconectados de várias maneiras são mais
facilmente visualizados por meio de mapas conceituais. Eles ajudam a analisar o
problema sob diferentes perspectivas.
Como enfatizam os relacionamentos, vinculando uma ideia à outra com
verbos, mapas conceituais são úteis na análise de problemas, uma vez que
geralmente mostram causas e efeitos não descobertos anteriormente.
Ao visualizar o conteúdo como uma grande teia, fica fácil seguir uma
'trilha' de relacionamentos e, assim, identificar soluções sistêmicas.
Mapas cognitivos, mentais e conceituais fornecem pensamentos visuais
abstratos tangíveis, comunicam relacionamentos ou padrões entre conceitos,
aprofundam nosso conhecimento e compreensão a respeito de um tópico,
ajudam-nos a integrar novas ideias com os sistemas existentes e sintetizam um
ecossistema complexo em uma única visualização que pode ser compartilhada.
Os três tipos de mapas servem para aprimorar a compreensão cognitiva.
Portanto, o ideal não é escolher entre um ou outro, mas sim ao longo do
processo utilizar aquele que melhor responde à etapa sendo executada ou às
necessidades encontradas.