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AUTOAVALIACÃO: A CAPACIDADE DO SUJEITO EM SE RECONHECER NO

MOVIMENTO

Reflexões

Tereza Cristina Cardoso Costa

O ato de viver é o mesmo que avaliar. A todo tempo há uma cobrança de


seguir regras, modelos, metas e indicadores. Precisamos estar hábeis ou altura de
um paradigma para se sentir parte de um todo.

Esse dilema avança nas mais diferentes esferas do trabalho. Existe um,
porém como conciliar a avaliação como resultado da produção, principalmente
quando a corrida para se atingir uma meta pode tornar os meios de formas
mecanizadas que engendram o existir.

No meandro da avaliação, tomemos como exemplo a educação, e para


afunilar trataremos da educação na pós-graduação de Serviço Social em uma
entidade vinculada a Capes que possui nota três.

E de conhecimento do meio acadêmico que com nota três por vários anos
consecutivos é motivo para provar a insustentabilidade de um programa.

Ainda mais quando se leva em conta um governo descomprometido com a


educação, e se falando de educação pública em nível superior, os motivos se
estreitam. Como mobilizar a comunidade acadêmica para essa realidade? Que
método de auto avaliação usar? É possível através da avaliação mudar a realidade
para melhor ou é um próprio tiro nos pés? Quais as condutas tomada para não
ceder totalmente as ludíbrios do capital, sem perder espaço nesse mercado e
manter viva a criticidade deste momento?

O primeiro passo é querer garantir o espaço a duras penas conquistados,


retroceder agora é um risco para o curso de Serviço Social, serão perdas
catastróficas. Todo o caldo de informações, tempo triados, planos e projetos não se
pode deixar perder.

Uma das primeiras investidas será na visibilidade de impacto que esse grupo
precisa atingir para se manter de pé. Ajustar as áreas de pesquisa e seus temas de
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produção são necessário, mas isso não faz com ideias sejam tolhidas, ou será que
todo o trabalho crítico entrará em uma caixa com moldes exatos.

Os docentes e suas sobrecargas de trabalho ainda não são suficientes para


garantir seu espaço no programa de pós-graduação, por que para isso o currículo do
programa exige mais, precisa ter um projeto de pesquisa atuante dentro da
universidade e que impacte na sociedade.

E com tantas cobranças. Como conseguir conciliar o tempo necessário que


um programa de mestrado exige, o orientador e seu mestrando irão produzir algo de
qualidade e voltaremos as situações de prontos nas cochas.

E professores na tríade da cobrança (estudo, pesquisa e extensão), percebe-


se nesse movimento, mas não consegue superar as artimanhas do conjunto
neoliberal. Aonde a coisa para se desenvolver mais rápido, por vezes torna técnica e
não se encontra tempo para ação, reflexão e ação.

E o respeito grita alto, o aluno da pós-graduação tenta sair desse afogamento


de situações, informações, cobrança. Nada mais justo que suas intenções se
adequem a sua linha de pesquisa e não ao projeto do professor. E de quebra
superar o obrigatório pelo optativo pode ser um trunfo quando o assunto é estudo e
disciplina, mas há contradição temos doutores suficientes que consigam suprir essas
necessidades ou teremos que nos contentar com as obrigatórias.