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ESTUDO DOS BENEFÍCIOS DO PEELING 3D ASSOCIADO AO ÁCIDO


MANDÉLICO E ÁCIDO KÓJICO PARA O TRATAMENTO DE
HIPERCROMIAS.

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Gabrielly dos Santos , Maiany Eloíse Santos Cruz , Neiva Lubi³.

1 Acadêmico do curso de Tecnologia em Estética e Cosmética da Universidade Tuiuti do


Paraná (Curitiba, PR);
2 Acadêmico do curso de Tecnologia em Estética e Cosmética da Universidade Tuiuti do
Paraná (Curitiba, PR);
3 Farmacêutica Prof ª. Adjunta do Curso de Tecnologia em Estética e Cosmética da
Universidade Tuiuti do Paraná.

Endereço para correspondência: Gabrielly Santos, gabriellysantos1408@gmail.com,


Maiany Eloíse, maianyeloise@hotmail.com

RESUMO: As hipercromias surgem devido a fatores externos ou endógenos que


levam a uma produção excessiva de melanina dérmica. O depósito de melanina e o
melanócito podem estar normais ou aumentados (LEITE JR, 2000). O objetivo desse
artigo é analisar a eficácia do peeling 3D associado ao ácido Mandélico e ácido Kójico
para tratamento de hipercromias. Para a revisão de literatura foi realizada uma
pesquisa em sites científicos, Google Acadêmico, entre os anos de 1995 a 2014.
Utilizando como descritores as seguintes palavras: hipercromia, peeling, ácido kójico e
ácido mandélico. Voluntaria de faixa etária de 45 a 50 anos, que não apresentasse
hábitos de cuidados com a pele. É uma técnica nova não cientifica, trata-se de três
dias consecutivos de aplicação do ácido. O estudo obteve resultados satisfatórios e
mostrou ser eficaz para esse tratamento.

Palavras-chave: hipercromias, peeling, melasma, tratamento.


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INTRODUÇÃO
As hipercromias surgem devido a fatores externos ou endógenos que
levam a uma produção excessiva de melanina dérmica. O depósito de
melanina e o melanócito podem estar normais ou aumentados (LEITE JR,
2000).
Alguns princípios ativos despigmentantes são destinados a clarear a
pele e manchas pigmentadas, as ações desses princípios ativos ocorrem de
diferentes mecanismos de ação, que estão ligados à interferência na produção
de melanina ou transferência da mesma. Podem atuar inibindo a formação da
melanina, no transporte de grânulos, alterando quimicamente a melanina,
podem atuar inibindo a biossíntese de tirosina e podem destruir alguns
melanócitos, além de inibir a formação melanossomas (TEDESCO, 2007 apud
ANDRADE et al., 2012).
Ácido mandélico é um derivado da hidrólise de um estrato de amêndoas
amargas. É considerado um dos AHA’ S de maior peso molecular, favorecendo
um efeito uniforme. Na hiperpigmentação, o produto atua na inibição da síntese
da melanina e na melanina já depositada na superfície da epiderme, ajudando
a promover uma eficaz remoção dos pigmentos hipercrômicos (BORGES,
2010).
A atividade inibitória da tirosinase, enzima limitante na biosíntese do
pigmento melanina, o efeito inibidor da melanogênse e a capacidade de alterar
os melanócitos, naturalmente desencadeou o uso do ácido kójico como agente
clareador da pele e seu uso com essa finalidade foi aprovado primeiramente
pelas autoridades de saúde no Japão em 1988 (BENTLEY, 2006).
Os efeitos do ácido kójico são percebidos em cerca de duas semanas de
uso diário, por pelo menos seis meses, os resultados dependem do fototipo, do
tipo de pele e da localização do melasma, a concentração indicada é de 1 à 3%
em veículos como cremes, emulsões fluidas não iônicas, géis, géis-cremes e
loções aquosas (GONCHOROSK, 2005).
O objetivo desse artigo é analisar a eficácia do peeling 3D associado ao
ácido mandélico e ácido kójico para tratamento de hipercromias.
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Hipercromias
O surgimento de manchas hipercromicas na pele pode estar relacionado
a diversos fatores como gravidez, envelhecimento, hormônios sexuais,
queimaduras de sol entre outros fatores. A radiação solar parece ser o maior
responsável por estas alterações, seguidas pelos hormônios. Quando há
exposição solar, ocorrem várias reações que aumentam a transferência de
pigmento melânico para o interior dos queratinócitos (CASTRO et al., 1997).
A estimulação do melanócito por fatores internos ou externos leva a
produção excessiva de melanina epidérmica ou dérmica o que origina manchas
hipercromicas, que são denominadas cloasma ou melasma, efélides ou sardas,
lentigos, hipercromias pós - inflamatórias e hiperpigmentação periorbital
(GONCHOROSKI et al., 2005 e BAUMANN, 2014).
A hiperpigmentação da epiderme, tanto primaria (constitucional), quanto
secundaria (medicamentosa ou por hiperatividade melanosômica), deve-se,
portanto, ao excesso de produção de melanina. A produção de melanina é
influenciada por diversos fatores, como radiação solar, hormônio estimulador
de malanócitos (MSH), endotelina-1, fator de crescimento dos fibroblastos
basais e atividade de enzimas e proteínas estabilizadoras da tirosinase
(BOLOGNIA et al., 2011; TO-OK et al., 2010; SUGIMOTO et al., 2005 apud
COSTA et al., 2012).
Entre as hipercromias, a mais comum é a formação do melasma, um
distúrbio adquirido pigmentar comum, caracterizado por máculas castanhas,
contornos irregulares, comum em áreas fotoexpostas como face, pálpebras e
membros superiores. Pode acometer ambos os sexos e todas as raças, porém
é mais comum em mulheres adultas em idade fértil, representando apenas
10% dos casos no sexo masculino (RENDON et al., 2006).

Melasma
Para compreender a fisiopatologia do melasma, é necessário entender o
papel da melanina na pigmentação da pele. A melanina é um biopolímero
heterogênio, produzida por células especializadas, conhecidas como
melanócitos que são encontrados na pele, olhos e bulbo folicular, sendo
responsável, portanto pela cor da pele, cabelos e olhos. Possui importante
ação na pigmentação cutânea (bronzeado) e na fotoproteção, pois difrata ou
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reflete a radiação ultravioleta, após essa irradiação os melassomas sofrem um


reagrupamento em torno do núcleo protegendo o material genético celular.
Mesmo tendo grande importância na proteção contra radiação solar sua
produção desordenada pode ocasionar hiperpigmentação (MIOT, 2009;
NICOLETTI, 2002).
Distúrbio pigmentar comum, caracterizado por máculas castanhas,
contornos irregulares, comum em áreas fotoexpostas como face, pálpebras e
membros superiores. Pode acometer ambos os sexos e todas as raças, porém
é mais comum em mulheres adultas em idade fértil, representando apenas
10% dos casos no sexo masculino (RENDON et al., 2006).
Sendo o melasma uma hiperpigmentação adquirida, com recidivas, que
resulta de um aumento na produção de melanina em todas as camadas da
epiderme e um número aumentado de melanossomas maduros, na derme há
um infiltrado mononuclear moderado com aumento de vascularização e
elastose, seu tratamento que normalmente dura meses, visa clarear essas
máculas de cor marrom-acastanhada, com reduzidos efeitos adversos
(STEINER, 2009).
Há inúmeros fatores associados ao desenvolvimento do melasma, como:
exposição à radiação ultravioleta, predisposição genética, gravidez,
cosméticos, terapias hormonais, fatores emocionais, entre outros. Porém a
exposição à radiação ultravioleta e predisposição genética são os fatores mais
importantes e frequentemente associados ao aparecimento de melasma
(PONZIO, CRUZ, 1993).

Fototipo
Todos os tipos de pele podem desenvolver os distúrbios de
pigmentação, com uma maior relevância em indivíduos de pele mais escura.
Essas pigmentações podem ser constitucionais, determinadas pela quantidade
de melanina na ausência de exposição solar, e opcionais, relacionadas com os
pigmentos que refletem a capacidade de bronzeamento da pele. Baseado no
tipo e cor da pele humana, Fitzpatrick classificou seis fototipos específicos de
pele, de acordo com a sensibilidade pigmentar à luz ultravioleta (UV) e fator de
proteção solar mínimos recomendados pelos especialistas. No Brasil, a cor da
pele é dividida em branco, negro, pardo, amarelo e indígena, com a incidência
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da população avaliada entre os fototipos IV e VI, identificadas a partir da


anamnese (ALCHORNE; ABREU, 2008; AZULAY; AZULAY; AZULAY-
ABULAFIA, 2008; BAUMANN et al., 2004; GOMES; DAMAZIO, 2009; HADDAD
et al., 2003; PURIM; LEITE, 2010).
Em fototipos intermediários e indivíduos de origem oriental ou hispânica,
particularmente os tipos de pele Fitzpatrick IV e VI. Caracteriza-se como uma
anormalidade comum e benigna. Para combater e reverter as alterações
estéticas utilizam-se despigmentantes ou agentes clareadores tópicos e seu
controle o uso de fotoprotetores (GUEVARA, PANDYA, 2001).
Quadro 1
Fototipos de pele segundo Fitzpatrick

Tipo de pele Cor da pele Relação à exposição


solar
I Muito branca Sempre queima, muito
raramente bronzeia.
II Branca Geralmente queima,
raramente bronzeia.
III Marrom clara Algumas vezes queima,
bronzeia leve.
IV Marrom Raramente queima,
geralmente bronzeia.
V Marrom-escura Muito raramente queima,
geralmente bronzeia.
VI Negra Nunca queima, sempre
bronzeia.
Fonte: Alam et al., (2010).

Peeling
O termo peelingé originado do verbo inglês “topeel”, que significa
descamar, esfolar, desprender. Também é conhecido como quimioesfoliação,
quimiocirurgia ou dermopeeling. Seu objetivo principal é promover a esfoliação
ou remoção das camadas da pele, sempre de modo controlado, com a
finalidade de obter uma renovação dos tecidos epidérmicos e dérmicos e uma
neossíntese das fibras colágenas e elásticas. São procedimentos capazes de
corrigir as marcas, manchas, alterações causadas pelo envelhecimento
cutâneo, melhorando a aparência e a qualidade da pele, através da destruição
química das células epidérmicas. O peeling cutâneo proporciona uma melhora
formidável da pele, utilizando para isso, vários agentes químicos diferentes em
variadas concentrações e veículos, podendo utilizar-se de uma ou mais
substâncias químicas numa mesma formulação (GARCIA et al., 2006).
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Partindo-se da estrutura física da pele, a mesma é formada por duas


camadas principais, a epiderme e a derme. A epiderme é subdividida em cinco
camadas mais finas, extratos córneo, lúcido, granuloso, espinhosa e basal, e a
derme em duas camadas mais espessas a papilar e reticular. Separando estas
cinco camadas, temos o que chamamos de membrana basal, que é
responsável pela regeneração da pele, (BORGES, 2008). A membrana basal
se continua com os anexos da pele, e é responsável pela regeneração da pele
após uma seção de peeling. Desta forma, o peeling químico age remove
algumas camadas da pele, e ao mesmo tempo, promovendo a regeneração
celular através da ativação da membrana basal.
O peeling superficial é recomendado para retiradas de queratoses
actínicas, de manchas, melhora das cicatrizes, rugas, sardas, rugas finas ao
redor dos lábios, poros dilatados, cicatrizes superficiais de acne,
envelhecimento precoce, ou lesões provocadas pelo sol. É ideal para quem
tem pele clara, como loiras naturais ou orientais e morenas claras. Devem ser
evitadas pelas mulheres negras, ou bronzeadas artificialmente ou pelo sol,
caso contrário, podem aparecer manchas escuras (PIMENTEL, 2008).
O peeling médio apresenta uma ação mais profunda, junto à derme,
retirando lesões um pouco mais profundas. Sendo indicado para rugas,
hiperpigmentação (manchas escuras, mais acentuadas), pele foto envelhecida
(com excesso de exposição solar) e cicatrizes, (BORGES, 2008).
O peeling profundo atinge a derme reticular, agindo nas lesões mais
profundas da pele. Esses peelings melhoram dramaticamente a profundidade
das rítides, cicatrizes de acne e flacidez cutânea (YARDI apud RUBIN, 2007).

AHA’S
Os alfa-hidroxiácidos (AHAs) são ácidos carboxílicos, formados a partir
de aminoácidos (Yu & Van Scott, 2004).
Os alfa-hidroxiácidos são de utilização em peelings superficiais,
indicados para rugas finas, melasma, efélides, acne, discromias, peles rugosas,
hiperpigmentação pós-inflamatória e fotoenvelhecimento (SOUZA ANTUNES
JUNIOR, 2006).
Alguns alfa-hidroxiácidos como: ácido glicólico, ácido lático, ácido
tartárico, ácido málico e ácido cítrico, são altamente solúveis em água, cremes
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e ou loções feitos de emulsões óleo-em-água, outros são mais solúveis em


lipídios, que é o caso do ácido mandélico e ácido benzílico, que são altamente
solúveis em ungüentos ou em emulsões tipo água-em-óleo (YU; SCOTT,
1996).
Os alfa-hidroxiácidos são responsáveis pela retenção de água da
epiderme, acelerando desta forma o processo de renovação celular, para que
isso ocorra, o pH da formulação deve estabilizar-se em torno de 3,8 e utilizar
concentrações de 10%. Pertencem a este grupo o ácido glicólico, ácido cítrico,
ácido lático, ácido mandélico e ácido tartárico.

Ácido Mandélico
Ácido mandélico é considerado o AHA de maior peso molecular, com
absorção lenta da pele, favorecendo um efeito uniforme, indicado
principalmente a peles sensíveis, é obtido do extrato de amêndoas amargas,
bastante utilizado para combater, hiperpigmentações, além de ser utilizado
como peeling, o ácido mandélico é bastante utilizado em cremes
rejuvenescedores com combinações de vitaminas A, C e E, para tratamento de
rugas finas, linhas de expressão, melhora da textura da pele e para clarear
manchas (agindo na inibição da síntese de melanina, bem como na melanina já
depositada); inclusive vantajoso para o rejuvenescimento de peles mais
morenas (PIMENTEL, 2008).
Ácido mandélico é um derivado da hidrólise de um estrato de amêndoas
amargas. È considerado um dos AHA’ S de maior peso molecular, favorecendo
um efeito uniforme. Na hiperpigmentação, o produto atua na inibição da síntese
da melanina e na melanina já depositada na superfície da epiderme, ajudando
a promover uma eficaz remoção dos pigmentos hipercrômicos (BORGES,
2010).

Ácido Kójico
A atividade inibitória da tirosinase, enzima limitante na biosíntese do
pigmento melanina, o efeito inibidor da melanogênse e a capacidade de alterar
os melanócitos, naturalmente desencadeou o uso do ácido kójico como agente
clareador da pele e seu uso com essa finalidade foi aprovado primeiramente
pelas autoridades de saúde no Japão em 1988 (BENTLEY, 2006).
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É considerado um potente despigmentante e tem como vantagens ser


solúvel em água, etanol e acetona, não citotóxico, não irritante e não
fotossensibilizante, reconhecem-se vários níveis de atuação do ácido kójico no
processo de hiperpigmentação, como a conversão de tirosina em dopa, desta
em dopaquinona, por inibição parcial da ação enzimática da tirosinase, tal
inibição pode ser revertida por acetato de cobre; outro mecanismo de ação se
dá pela inibição da enzima tirosinase por meio da quelação de íons de cobre no
sítio ativo da enzima suprimindo a tautomerização do dopacromo 5-6-
dihidroxiindol-2-ácido carboxílico, inibi ainda a conversão da o-quinonas,
norepinefrina e dopamina para a forma correspondente de melanina, promove
a diminuição da eumelanina e seu monômero percursor; e por fim como tem
sido demonstrado atualmente por métodos bioquímicos é capaz de inibir a
conversão do 5,6-di-hidroxindol-2-carboxílico em melanina (GARCIA, 2004).
Atualmente é muito utilizado como agente despigmentante, formulado
em cremes e emulsões fluidas não iônicas, géis, géis-cremes e loções aquosas
na concentração de 1% a 3%. Amplamente utilizado por não causar irritação e
fotosensibilização, possibilitando seu uso inclusive de dia. Sua presença pode
ser associada a outros clareadores como o ácido glicólico e prolonga a vida útil
do produto por não sofrer oxidação e retardar tanto a degradação química
como microbiana (BATISTUZZO, 2002).
Os efeitos do ácido kójico são percebidos em cerca de duas semanas de
uso diário, por pelo menos seis meses, os resultados dependem do fototipo, do
tipo de pele e da localização do melasma (GONCHOROSK, 2005).

MATERIAIS E MÉTODOS
Para a revisão de literatura foi realizada uma pesquisa em sites
científicos, Google Acadêmico, entre os anos de 1995 a 2014. Utilizando como
descritores as seguintes palavras: hipercromia, peeling, ácido kójico e ácido
mandélico.
Uma voluntaria de faixa etária de 45 a 50 anos, que não apresentasse
hábitos de cuidados com a pele. A voluntaria foi informada do propósito do
estudo, do regime terapêutico a ser usado e manifestou interesse em participar.
Na visita de inclusão no estudo foi fotografada e orientada em relação a toda
sua participação no processo do tratamento.
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As contra-indicações são para as peles que se encontram no local da


aplicação com feridas abertas, escoriações, infecção ativa, tais como pelo vírus
herpes simples e outros, gravidez, cirurgia facial recente nos últimos seis
meses, história de quelóides ou qualquer cicatrização anormal, história de
desordens cutâneas ativas, rosácea, dermatite de contato ou atópica e
dermatite seborréica (ALAM et al., 2010).
É uma técnica nova não cientifica, trata-se de três dias consecutivos de
aplicação do ácido.
Sabonete líquido facial para fazer a higienização da pele, removendo as
impurezas.
Esfoliante, para remover as células mortas e promover uma renovação
celular.
Ácido Mandélico manipulado (10%), que atua na inibição da melanina,
melhora a textura da pele e tem ação clareadora.
Ácido Kójico, manipulado gel-creme a (2%), agente despigmentante e
atua como inibidor da tirosinase.
Filtro solar, para proteção da radiação ultravioleta e evitar o aumento de
hiperpigmentação.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Verificou-se nesse trabalho que o peeling 3D comparado ao peeling
químico comum, tem uma eficácia maior por atingir as camadas da epiderme, e
o comum atinge superficialmente, sendo assim, o resultado é mais significativo.
Segundo os estudos de Kede & Sabatovich (2004), expõe que o peeling
químico causa alterações na pele por meio de três mecanismos. O primeiro é a
estimulação do crescimento epidérmico mediante a remoção do estrato córneo.
Segundo por provocar a destruição de camadas específicas da pele lesada. Ao
destruir as camadas e substituí-las por tecido mais normalizado, obtém-se um
melhor resultado estético.
O peeling químico é classificado em três tipos: superficial tem ação na
epiderme, médio tem ação na derme papilar e profundo tem ação na derme
reticular (VALESCO et al., 2004).
Segundo BAUMANN (2004), peelings superficiais induzem a
descamação, com uma aceleração consequente do ciclo celular. Essas
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soluções removem a camada superficial do estrato córneo, gerando uma pele


de textura mais suave e pigmentada de modo mais homogêneo.
O estudo realizado foi para tratamentos de hipercromias, utilizando ácido
mandélico associado com o ácido kójico, fazendo a aplicação dos ácidos três
dias consecutivos, com intuito de potencializar o tratamento para obter
melhores resultados. É definido como tratamento alternativo para área de
estética que buscam tratar as hipercromias. Como não podem trabalhar com
peelings médios, só superficiais, buscam meios seguros e efetivos.
O surgimento de manchas hipercromicas na pele pode estar relacionado
a diversos fatores como gravidez, envelhecimento, hormônios sexuais,
queimaduras de sol entre outros fatores. A radiação solar parece ser o maior
responsável por estas alterações, seguidas pelos hormônios. Quando há
exposição solar, ocorrem várias reações que aumentam a transferência de
pigmento melânico para o interior dos queratinócitos (CASTRO et al., 1997).
O melasma é caracterizado por máculas acastanhadas, mais ou menos
escuras, de contornos irregulares e limites nítidos, que afeta áreas foto-
expostas da pele, sendo mais comum em mulheres. Estudos relataram que os
homens representam 10% dos casos, apenas (NICOLAIDOU e KATSAMBAS,
2014).
Ácido kójico ele inibe a ação da tirosinase como quelante de íons,
promovendo a diminuição da formação de melanina, acabando com as
manchas, principalmente as faciais e não estéticas (Soler, 2004; Roca, 2006).
Ácido mandélico é um derivado da hidrólise de um estrato de amêndoas
amargas. È considerado um dos AHA’ S de maior peso molecular, favorecendo
um efeito uniforme. Na hiperpigmentação, o produto atua na inibição da síntese
da melanina e na melanina já depositada na superfície da epiderme, ajudando
a promover uma eficaz remoção dos pigmentos hipercrômicos (BORGES,
2010).
Apresenta-se na figura 1, antes da aplicação dos ácidos, a paciente com
melasma na região frontal e zigomática, do fototipo lll, com queixa de
surgimento após a gravidez e exposição ao sol.
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Figura 1
Antes da aplicação do ácido.

Fonte: Gabrielly dos Santos, Maiany Eloise Santos Cruz.

Na figura 2, no terceiro dia da aplicação dos ácidos, paciente se queixou


de um desconforto e eritema, já se notava melhora no aspecto da pele.

Figura 2
Terceiro dia de aplicação dos ácidos.

Fonte: Gabrielly dos Santos, Maiany Eloise Santos Cruz.

Já na figura 3, após vinte dias da aplicação dos ácidos, ocorreu a


renovação celular através da descamação da pele.
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Figura 3
Após vinte dias de aplicação dos ácidos.

Fonte: Gabrielly dos Santos, Maiany Eloise Santos Cruz.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo obteve resultados satisfatórios, acredita-se que se dessemos
continuidade no tratamento, os resultados seriam melhores ainda, respeitando
os vinte dias de intervalo e respeitando também cada paciente e suas
alterações inestéticas a ser tratada, personalizando seu tratamento e dando um
diferencial no mercado de trabalho. Teve como objetivo demonstrar que o
peeling 3D associado ao ácido mandélico e ácido kójico pode ser eficaz ao
tratamento de hipercromias, abrindo novos caminhos para estudos que
comprovem sua efetividade. Os profissionais da estética, buscam alternativas
para tratamentos para hipercromias, e o peeling 3D é uma delas, é uma técnica
ainda não científica e procura se destacar com ênfase em resultados
idealizados, respeitando a profissão.
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